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Porto Alegre, 26 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.527

 

Regras completam um ano

Um ano após a assinatura do decreto que regulamentou o Programa de Qualidade de Produção do Leite, por meio da chamada Lei do Leite, ocorrido no dia 24 de junho de 2016, entidades do setor comemoram avanços, mas ainda discutem formas de aperfeiçoar o texto. A identificação
dos caminhões, por meio de um adesivo, é uma das mudanças já observadas, embora o prazo para adequação não tenha se encerrado. "Como não temos perna para fiscalizar todo o leite transportado, um caminhão identificado serve para o consumidor observar se ele está fazendo alguma prática irregular", afirma o coordenador da Câmara Setorial do Leite, Danilo Cavalcanti Gomes. 

Uma das principais novidades implementadas pela lei é a rastreabilidade dos produtores, a cargo das indústrias. "Antes, qualquer produtor que tivesse animais poderia estar entregando leite num laticínio", explica a fiscal agropecuária Karla Pivato Oliz, da Seção Técnica de Laticínios, Ovos e Mel da Seapi. O sistema identifica pendências, por exemplo, relacionadas às vacinas obrigatórias e à declaração do rebanho. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o grande mérito foi eliminar a figura do atravessador, o que "fez com que se tivesse uma segurança maior". O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirma que entidades tem se reunido para discutir ajustes. Um dos pontos a serem trabalhados é a integração entre os sistemas federal, estadual e municipal. "A lei veio preencher uma lacuna e, no decorrer do tempo, vamos ter que fazer os ajustes e adequações necessários.". (Correio do Povo)

Novo decreto prevê prazo para adaptação

O governo do Estado publicou no Diário Oficial, na sexta-feira, o decreto 53.598, que determina que a Secretaria Estadual da Saúde estabeleça um prazo para que supermercados, açougues e fiambrerias se adaptem às normas para o fatiamento de produtos de origem animal nestes estabelecimentos. O porcionamento é permitido desde que não sejam alteradas as características organolépticas (de cor, sabor, textura) dos alimentos. O deputado Gabriel Souza, líder do governo na Assembleia Legislativa, adiantou que o período para as adequações será de um ano. O parlamentar, representantes das secretarias da Agricultura e Saúde e entidades irão hoje ao Ministério Público Estadual (MP/RS) para combinar os detalhes deste período de transição. Publicado em novembro de 2016, o decreto 53.304 instituiu as normas para que os estabelecimentos fizessem o fracionamento das carnes, queijos e embutidos, em substituição à antiga lei, de 1974. 

No entanto, apesar dos sete meses de vigência, as apreensões de produtos fracionados nas empresas tiveram continuidade. O parlamentar afirma que muitas empresas confundem o fracionamento com a alteração do produto. "Se o mercado, por exemplo, temperar uma carne de porco para vender, ele terá que contar com um serviço de inspeção permanente, como acontece nas indústrias. Se ele só for fatiar o alimento atendendo claramente às regras deste novo decreto, está dispensado da inspeção", detalha Souza. O vice-presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Ezequiel Stein, diz que a entidade espera há 45 dias que o secretário da Saúde, João Gabbardo do Reis, valide uma cartilha informativa elaborada pela entidade. Este documento será distribuído aos associados com o objetivo de explicar didaticamente as novas normas. 

No entanto, a Agas ainda não obteve retorno por parte da secretaria. "A Agas sempre esteve ao lado do Ministério Público e das vigilâncias sanitárias porque somos totalmente contrários à venda de produtos clandestinos, vencidos, mau conservados", observa Stein. "Mas também somos contrários às apreensões de carnes e frios fatiados nos mercados. As empresas têm que se adequar às exigências do consumidor. Quem compra hoje em dia um queijo de cinco quilos para levar para casa?", acrescenta o dirigente. O decreto 53.304, de 2016, foi elaborado por um grupo técnico, que uniu governo, Ministério Público (MP) e entidades, para estabelecer regras claras para o porcionamento de produtos de origem animal. A ideia de uma nova lei surgiu após operações do Ministério Público que apreenderam grande quantidade de alimentos em mercados, restaurantes e outros, a partir de dezembro de 2015. (Correio do Povo) 

 

Entraves na diversificação

Alternativas ao fumo esbarram na infraestrutura precária e na dificuldade de acesso ao crédito
Na ordenha de balde ao pé, realizada duas vezes ao dia, os produtores de Venâncio Aires Alex Lauermann, 31 anos, e a mulher Micheli Freitas, 25 anos, perderam as contas de quantas vezes ficaram sem energia. Nem o transformador, instalado há cerca de dois anos pela prestadora do serviço que atende a região, resolveu o problema. A propriedade, com 10,9 hectares, destinava seis hectares para o fumo há cinco anos, quando a família decidiu investir em nova atividade antes do nascimento da filha Érica Laís, de um ano. A motivação foi a demanda do cultivo por mão de obra, cara e escassa. Hoje, são apenas dois hectares de fumo e o restante abriga 24 bovinos, sendo 10 de leite, além de açudes para irrigação e criação de carpas.

Sem tensão suficiente, o projeto de migrar do balde ao pé para ordenha canalizada está inviabilizado, assim como melhorar a irrigação na propriedade, já que o equipamento utiliza motor potente, demandando mais do sistema elétrico.

- Com energia, iríamos investir no leite, mas hoje o tabaco traz segurança - conta Lauermann, que enfrenta outro problema de infraestrutura: os 3,5 quilômetros de estrada de chão batido que o separam de uma rodovia asfaltada.

Quando chove, muitas vezes o produtor precisa socorrer o caminhão que vai até a propriedade de dois em dois dias fazer o recolhimento de 350 litros de leite.

Os obstáculos enfrentados por Alex e Micheli não são novidade para quem cultiva tabaco e entre os que buscam outras fontes de renda. Pesquisa sobre o perfil do produtor na Região Sul (veja na página ao lado), mostra que infraestrutura é um dos principais entraves na área rural - especialmente no Rio Grande do Sul.

- Energia elétrica é gargalo em todas as atividades e a diversificação fica especialmente impactada. Por exemplo: é necessário resfriador para o leite, secador para milho, energia para a criação de aves ou de suínos. E, à medida que se afasta da cidade, mais atividades alternativas e maiores as deficiências de estrada, telefonia, energia - explica Vicente João Fin, chefe do escritório municipal da Emater em Venâncio Aires. (Zero Hora)

Qual a tendência para o clima no segundo semestre?
De acordo com as últimas simulações dos órgãos de meteorologia internacionais, a expectativa para o segundo semestre de 2017 ainda será de neutralidade climática, mesmo com as águas do Oceano Pacífico equatorial central levemente aquecidas, mas ainda não o suficiente para classificar como El Niño. Com isso, a tendência para o clima no sul do país será de chuvas dentro e acima da média climática. Nas áreas que fazem fronteira com Uruguai e Argentina os desvios tendem a ser maiores, porém não com volumes muito elevados como ocorreu durante o outono. O impacto da chuva durante o inverno para as culturas é de forma positivo, pois com a ocorrência de episódios de chuva a umidade do solo segue elevada, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. Em relação às temperaturas, as ondas de frio devem ser menos frequentes e duradouras, diferentemente do ano de 2016. Com isso, as lavouras de inverno podem ser afetadas com episódios de temperaturas baixas mais espaçadas. (Zero Hora)

 

 

Porto Alegre, 23 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.526

 

  Leite condensado desbanca leite em pó nas exportações

A crise na Venezuela gerou uma mudança no perfil das exportações brasileiras de lácteos. Nos últimos anos, o principal produto da pauta de exportações do Brasil era o leite em pó, graças às compras do país vizinho. Mas o recrudescimento da crise no país governado por Nicolás Maduro afastou os exportadores brasileiros. Como reflexo, o leite condensado, que até o ano passado era o segundo item mais exportado em valor, tornou-se o primeiro da lista neste ano, e já é vendido para mais de 20 países, segundo dados compilados pela Viva Lácteos, que reúne empresas do setor.

Entre janeiro e maio deste ano, a receita com as vendas externas de leite condensado correspondeu a 43,2% do total de US$ 50,728 milhões em lácteos exportados pelo Brasil. Em igual intervalo do ano passado, equivaliam a 24,1% do valor das exportações, que então somaram US$ 52,229 milhões. Já a receita com os embarques de leite em pó correspondeu a apenas 15,6% do total de janeiro a maio deste ano. No mesmo período de 2016, as vendas de leite em pó representavam 48,2% do total exportado.

 


Com a redução nas vendas de leite em pó para a Venezuela, o país também perdeu relevância entre os importadores. No acumulado até maio, Caracas importou apenas US$ 8,15 milhões em lácteos do Brasil, ou 16,1% do total. Um ano antes, havia importado 49,1% do total. De uma certa forma, o Brasil foi obrigado a reduzir o que o setor chegou a chamar de "Venezuelodependência", e as empresas tiveram de buscar diversificar produtos e destinos.

Hoje, segundo Gustavo Beduschi, assessor técnico da Viva Lácteos, o Brasil exporta leite condensado para 22 países da África, Oriente Médio e América Latina, principalmente. Apesar da redução das vendas à Venezuela, o país segue como o principal mercado para o leite em pó brasileiro. Bolívia e Paraguai também adquirem o produto do Brasil.

Embora os montantes ainda sejam pequenos, as exportações de queijos e requeijão pelo Brasil também vêm ganhando importância, segundo a Viva Lácteos. Entre janeiro e maio deste ano já representaram 14,3% do total exportado. Além da Rússia, o Brasil também exporta esses itens a Chile, Argentina e Uruguai.

Enquanto as exportações de lácteos seguem com pouco fôlego, as importações continuam em alta no acumulado do ano. As compras no exterior vinham perdendo força até abril, mas em maio voltaram a subir em relação ao mês anterior. Até maio, já totalizaram US$ 272,005 milhões, alta de 33,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2016. 

Mas a expectativa de analistas é que as importações recuem no segundo semestre. De acordo com Valter Galan, da MilkPoint, consultoria especializada em lácteos, a maior oferta no Brasil com a safra e o menor custo de produção devem desestimular as compras no exterior. Ele afirma que se as cotações internacionais do leite se mantiverem no patamar de US$ 3 mil a US$ 3,3 mil por tonelada e se o dólar ficar no nível atual "importar fica menos interessante". Isso porque com o aumento na produção, os preços domésticos tendem a cair tornando o leite nacional mais competitivo.

De fato, o mercado já sinaliza queda de preços da matéria-prima ao produtor, observa Laércio Barbosa, do Laticínios Jussara. Além do incremento da oferta de leite, a demanda está pouco aquecida. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Produção global de leite tende a se recuperar lentamente

Os níveis da produção global de leite continuam a se recuperar após a forte contração no fim de 2016, informa o Rabobank em seu relatório trimestral sobre o mercado de lácteos. No entanto, o ritmo da retomada é mais lento do que o esperado por analistas do mercado.

De acordo com análise do banco holandês, os preços mais altos ao produtor e as condições climáticas mais favoráveis estão dando um "necessário alívio" para os produtores de leite ao redor do mundo depois de três anos de declínio nas cotações do produto.

Os preços nos EUA continuam acima dos valores na Europa e Oceania, estimulados pela demanda local e exportações maiores, em função do dólar ligeiramente mais fraco. A expectativa do Rabobank é que se as margens de produção seguirem boas, a produção de leite nos EUA continuará a crescer, depois de um leve tropeço no primeiro trimestre deste ano. Nos primeiros quatro meses do ano, a alta foi de 2% sobre igual intervalo de 2016. Além disso, o consumo doméstico de manteiga e queijo também deverá continuar a aumentar no país.

O Rabobank observa que as cotações médias ao pecuarista na Europa subiram no fim de 2016, mas permaneceram em patamares apenas moderadamente interessantes, o que levou a diferentes respostas por parte dos produtores. Pecuaristas na Irlanda, Polônia e Itália continuam a expandir a produção e também houve uma arrancada na produção tardia no Reino Unido no segundo trimestre deste ano.

No entanto, a produção como um todo na Europa cresce mais lentamente do que muitos esperavam, diz o relatório. No primeiro trimestre, foi 1,1% inferior a igual intervalo em 2016, e as indicações são de que a produção deve ficar atrás nos grandes países produtores também no segundo trimestre.

O fraco crescimento da produção na União Europeia, num período do ano em que os níveis de oferta de gorduras lácteas estão naturalmente deprimidos, e o forte aumento da demanda nos EUA têm contribuído para uma escassez global de gorduras lácteas, levando os preços da manteiga e do creme de leite a "níveis excepcionais". Neste ano, a tonelada alcançou quase US$ 6 mil, segundo o Rabobank, praticamente o dobro do patamar de 2016. "No curto prazo, para aliviar a pressão, processadores ficarão certamente tentados a elevar os preços ao produtor para estimular maior oferta de gordura láctea", afirma o relatório.

O Rabobank destaca ainda que a recuperação da produção de leite na América do Sul continua em ritmo lento, mas estável. No Brasil, os custos começaram a recuar e a produção e o consumo estão em recuperação. Ainda conforme o relatório, a Argentina também deve voltar a ampliar a produção no segundo semestre do ano.

Na Nova Zelândia, há mais otimismo com a nova safra do que havia nos últimos três anos e os preços iniciais ao produtor estão ao redor de 6,50 dólares neozelandeses por quilo de sólidos de leite. Conforme o banco holandês, o clima favorável na safra deve estimular um forte crescimento da produção.

Na China, relata o Rabobank, os preços ao produtor têm perdido força, restringindo o crescimento do volume de grandes fazendas de produção e forçando pequenos produtores a deixar a atividade. Isso significa que "mesmo um crescimento medíocre do consumo tem conseguido superar o aumento da oferta".

Como os estoques no país asiático estão baixos, a expectativa do Rabobank é que os níveis de importação da China terão de aumentar muito mais rápido no segundo semestre de 2017 e que o crescimento da importação em todo o ano ficará perto dos 20% já previstos.

De uma maneira geral, diz o banco, a expectativa é que recuperação da produção mundial continuará. Para a instituição, o aumento estrutural da demanda por gorduras lácteas é uma questão que levará mais tempo para ser solucionada, e há necessidade de que os preços se ajustem para refletir as mudanças nos padrões de consumo. Será preciso também novos incentivos de longo prazo para estimular a produção de mais gordura. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Estados defendem modernizar legislação de inspeção

Os secretários estaduais de Agricultura defenderam, nesta quarta-feira (21), mudanças para modernizar a inspeção de produtos de origem animal. Eles querem autorização, por lei federal, para inspeção privada, com a permissão para que estados que adotam esses serviços possam comercializar os produtos dentro do país. O pedido foi apresentado durante reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), em Brasília.

A inspeção é tratada distintamente da fiscalização e da auditoria, ambas de competência exclusiva de governo. Diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa e presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), Guilherme Marques ressaltou que trata-se de uma experiência já adotada no mundo inteiro e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Um dos principais defensores da mudança é o Rio Grande do Sul. Seguindo modelos já adotados em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o estado elaborou proposta de lei estadual para contratar inspeção privada para esses produtos. O governo gaúcho alega que, da maneira como está a lei federal atualmente, a comercialização, nesse caso, é limitada a municípios do próprio estado de origem. O secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, disse que o Mapa vai estudar o assunto. (As informações são do Mapa)

Leite/Oceania 

A média de manteiga de leite na Austrália em abril foi 0,6% acima do valor de um ano antes. A média de proteína foi de 0,1% na mesma comparação, de acordo com a Dairy Australia. Em abril de 2017 a produção de leite caiu 6,3% em relação a abril de 2016. A produção de leite na Austrália na temporada está 8% menor, em relação à temporada imediatamente anterior. Muitos analistas acreditam que a produção de leite na Nova Zelândia no final da temporada será maior do que o esperado. As pastagens estão boas. Embora tenha sido antecipado preços melhores na próxima temporada, o valor ainda é incerto. Os produtores estão esperançosos. A recente força nas cotações, especialmente da manteiga, deverá ajudar a manter o preço do leite ao produtor. A preocupação agora é que, após alguns anos difíceis, os produtores respondam com maior produção de leite ao aumento da remuneração da matéria-prima, o que pode pressionar novamente os preços para baixo. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Produção/UE
A captação de leite na União Europeia (UE) aumentou ligeiramente em abril passado (+0,7%) em comparação com abril de 2016. Foi o primeiro mês a registrar aumento desde maio de 2016. 15 Estados membros tiveram queda de produção de leite em abril. No caso da Espanha houve incremento de 2,3%. As entregas acumuladas de leite entre janeiro e abril de 2017 foi 1,5% menor do que as verificadas no mesmo período de 2016. Todos os países apresentaram queda na captação, exceto, Chipre, Irlanda, Polônia, Bulgária, Itália e Romênia, que aumentaram. Os dados acumulados da Espanha apresentaram queda de 0,3%. A produção de leite desnatado em pó na UE diminuiu 9,7%, e de manteiga 5,3%, entre janeiro de abril de 2017. A produção de leite em pó integral, leite de consumo e leite fermentado também caiu, mas, em menor proporção. Já queijo, leite concentrado e creme, foram os únicos produtos que tiveram aumento de produção de janeiro a abril de 2017. (AAgrodigital- Tradução livre: Terra Viva)

 
 
 

 

Porto Alegre, 22 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.525

 

  Conseleite pede atenção aos prejuízos com PL 214

O Conseleite/RS encaminhou nesta quinta-feira (22/06) um ofício aos membros da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre (RS), que pede que o Projeto de Lei (PL) 214, que prevê a retirada de 30% de créditos presumidos das indústrias, não prejudique o setor lácteo. O presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, entregou o documento ao deputado estadual Elton Weber e lembrou da importância do diálogo entre as instituições responsáveis para o andamento do projeto. "Corte de crédito é aumento de impostos", alertou, salientando que os incentivos das indústrias de laticínios são fundamentais para a manutenção de uma produção rentável.

Para Guerra, um dos fatores que enfraquecem a competitividade é o perfil importador que o país possui, o que contrapõe o caráter exportador do Estado. "O que vem de fora entra no Brasil por 35 centavos de dólar, equivalente a R$ 1,15. Não conseguimos produzir a custo de leite importado", destacou. Segundo o presidente, o índice de redução de produtores de leite do Estado, por ano, é de 7%, o que encarece e prejudica a produção. "Somos a cadeia que mais emprega, mais exige esforços e atenção". Ele lembrou, ainda, que não existe espaço para novas cargas tributárias, visto o dinamismo e a fragilidade do setor lácteo. "No mês passado, a soja e o milho caíram de preço, diminuindo os custos para o produtor. Neste mês, o excesso de chuvas fez o preço subir", exemplificou. "O Rio Grande do Sul fez e continua fazendo a sua parte para que possamos manter as famílias nas suas atividades".

O ofício foi entregue na presença dos deputados Edson Brum e Zé Nunes. O documento foi assinado pelo Sindilat, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Associação Gaúcha de Laticínios e Laticinistas (AGL), Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Gado Jersey, Gadolando e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Vitorya Paulo

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Junho de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Maio de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Junho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)

Leite/Reino Unido 

Os produtores de leite no noroeste do condado de Cheshire pretendem exportar leite fresco para a China, estendendo a vida útil e mantendo-o fresco. A NEMI Dairy Ltd, em Audlem, perto de Nantwich, disse estar negociando para vender seu leite para as principais cidades do território chinês. O leite produzido pelos produtores tem vida útil longa e é enriquecido naturalmente com selênio.

Trabalhando com uma equipe de especialistas do Reaseheath College, a empresa de laticínios espera ter seu leite à venda na China até 1º de agosto deste ano e se tornar a primeira empresa britânica a exportar leite fresco para a segunda maior economia do mundo. Andrew Henderson, fundador e diretor geral da NEMI Dairy, disse à publicação Farming Life: "Devido ao tempo e à distância necessária para atravessar os continentes, há um problema em conseguir leite fresco para a China, mas nós encontramos um processo que não só tem a vida útil estendida, mas garante que o leite mantenha seu sabor fresco ". A unidade de produção de alimentos da Reaseheath trabalhou com Henderson para testar o leite e certificar que permanecesse fresco por mais tempo.

Henderson também participou de uma aula empresarial administrada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da faculdade e financiou o Programa de Crescimento Empresarial das PMEs em outubro. Ele lançou a empresa há mais de três anos, mas trabalha no conceito há mais de 10 anos.

"A equipe do Reaseheath foi excelente ao trabalharem na pesquisa e desenvolvimento para a vida útil do leite", disse Henderson. As propostas sobre a exportação de lácteos para a China estão sendo elaboradas há algum tempo. No início deste mês, Henderson recebeu uma delegação chinesa na Reaseheath para mostrar o trabalho que foi feito. Henderson e sua equipe também viajarão para Xangai para continuar as negociações. A Farming Life observou que a empresa de embalagens Shepton Mallet Framptons Ltd é um dos três únicos processadores britânicos com credenciamento e licenças necessárias para exportar para a China.

A distribuição será tratada com a Shanghai Extend Import and Export Co, que já forneceu e distribui produtos e frutos do mar na China. "Sabíamos que não podíamos realmente importar e distribuir fisicamente o leite, mas confiamos nos parceiros que identificamos", acrescentou Henderson. Ele disse que, se receber a permissão para abastecer a China será um grande diferencial para os produtores de leite britânicos. (The Dairy Site- Tradução Livre: Terra Viva)

 

Fundoleite terá novo debate
A proposta de remodelação do Fundoleite feita pela Ocergs foi apresentada ontem em reunião da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Na próxima semana, o assunto voltará ao debate, em reunião com o titular da Secretaria da Agricultura, Ernani Polo. - Vamos tentar fazer uma minuta de projeto de lei - diz o presidente da Frencoop, deputado Elton Weber (PSB). A sugestão da Ocergs é para que haja redução de 90% do valor cobrado na arrecadação do Fundoleite - quem paga são as indústrias de leite e o governo estadual. Outro ponto seria a diminuição do número de entidades que fazem parte do conselho gestor do fundo. A partir da modificação, a ideia seria retomar o convênio com o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), que faria controle das políticas públicas do leite. O Fundoleite tem R$ 1,4 milhão em caixa - e passivo de R$ 4,5 milhões. (Zero Hora)

 
 

 

Porto Alegre, 21 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.524

 

  MUITA CONVERSA E POUCA DEFINIÇÃO

O governo do Estado tem reiterado que está aberto ao diálogo quando o assunto é o projeto de lei (PL) 214, que reduz em até 30% o crédito presumido das indústrias. Na prática, no entanto, quanto mais a proposta se arrasta na Assembleia Legislativa, mais difícil de prever qual será o desfecho. Ontem, o tema era o terceiro da ordem do dia, mas em reunião de líderes, optou-se por não realizar votação.

- Estamos dando tempo para discussão - afirma o líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB).

Mas lá se vão dois anos desde que o texto foi protocolado. Esteve em regime de urgência, depois voltou à normalidade e agora está com prazo determinado para a votação - passou a trancar a pauta.

Um dos muitos segmentos preocupados com a questão, a indústria de leite quer voltar a apresentar seus argumentos diante da Comissão de Agricultura amanhã.

- Mais uma vez repetimos: não existe espaço para nenhum tipo de redução. Diminuição de crédito é o mesmo que aumento de imposto - entende Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS).

Como 60% da produção de leite vai para fora do Estado, qualquer alteração na tributação pode se converter em perda de espaço em mercados importantes.

- A manutenção dos créditos presumidos se impõe em razão da necessidade de manter a competitividade em relação a outros centros produtores - acrescenta Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos do RS (Sips).

Kerber afirma que o setor se mantém permanentemente organizado na tentativa de impedir que a redução dos créditos presumidos se concretize. E se agarra à promessa feita pelo governo de que, diante de aprovação do texto na Assembleia, fará avaliação individual de todos os setores, para só então tomar decisão final.

- Temos a certeza de que o setor de proteína animal não deverá sofrer qualquer restrição - completa o diretor-executivo.

Outros dois pontos precisam ser considerados. Um é o projeto de recuperação fiscal dos Estados, proposto pelo Planalto e que exige como contrapartida redução anual de 10% dos créditos presumidos. O outro é a convicção de muitos de que, colocado em votação, o projeto estadual não seria aprovado, recebendo votos contrários inclusive da base aliada do governo Sartori. Quanta mais próximo da votação, mais indefinido fica o PL 214. (Zero Hora)

Piá amplia linha zero lactose e apresenta novidade na Exposuper 2017

Com o objetivo de atender a uma demanda crescente do mercado por produtos zero lactose, a Cooperativa Piá, de Nova Petrópolis (RS), amplia sua linha para este segmento e apresenta o último lançamento da marca na Exposuper 2017, o achocolatado Chocolateria Zero Lactose.

         

Novo achocolatado zero lactose, Chocolateria, é lançamento da Piá na Exposuper 2017. 

Crédito: Divulgação Cooperativa Piá. Desenvolvido para o público adulto, a bebida possui sabor mais acentuado de cacau, além de ser menos doce do que os achocolatados tradicionais. A nova versão leva o leite zero lactose da Piá na receita, e foi criado para ser uma versão líquida do chocolate gramadense Lugano, observando suas características sensoriais de aroma, cor e sabor. 

Segundo o gerente de marketing da Cooperativa, Tiago Haugg, a linha Zero Lactose é uma das que mais cresce em vendas no portfólio da Cooperativa, que já possui em seu mix esta especialidade em leites 1L e 500ml, iogurte em copo de 150g nos sabores manga, morango, maçã com canela e natural, iogurte em bandeja de 540g de morango, doce de leite e requeijão. 

O executivo destaca que a ampliação segue um dos objetivos principais da Piá que é apresentar, constantemente, novidades que atendam às necessidades do consumidor atual, sejam funcionais, tenham excelência em qualidade e possuam sabor diferenciado - uma das características dos produtos da marca. "O novo Chocolateria já estará nas gôndolas na primeira semana de julho", avisa. 

De acordo com o instituto de pesquisa Kantar, atualmente, a Cooperativa é líder na comercialização de leite zero lactose, versão 1 litro, no Rio Grande do Sul. "Avaliando estudos já realizados, identificamos que a intolerância a lactose é uma deficiência que atinge milhares de pessoas em todo o Brasil. Considerando esse fator, a marca tem realizado investimentos em lançamentos que suprem a demanda deste seleto grupo, que quer consumir alimentos saborosos, apesar da carência que possuem", pontua Haugg. 

Outro aspecto analisado pela Piá para o desenvolvimento de produtos deste segmento é que o aumento expressivo nas vendas desta linha está ligado também a mudanças comportamentais. "Notamos que a linha zero lactose é, ainda, uma opção para pessoas que não são intolerantes, mas que buscam - através de uma alimentação saudável -  uma digestão mais leve. Isso torna o mercado ainda mais promissor", finaliza o gerente de marketing. A Cooperativa Piá estará presente na Exposuper 2017 nos estandes E8 e F8, corredor A. (Assessoria de Imprensa Piá)

Preço/Manteiga

Depois de seis elevações consecutivas, o valor médio dos lácteos caiu 0,8%. Os produtos lácteos continuam apresentando equilíbrio de preços este ano, com ajustes para cima ou para baixo que vão moderando nas distintas licitações da Fonterra. E, depois de acumular seis elevações consecutivas nos últimos três meses, o valor médio dos produtos apresentou queda de 0,8%, fechando em US$ 3.434 por tonelada. Wilson Cabrera, presidente da Associação dos Produtores de Leite (ANPL), assegurou que são "oscilações de mercado" que até o momento mantém "estável a equação". O leite em pó integral, principal produto exportado pelo ruguai registrou uma nova baixa: agora de 3,3%. Cabrera afirmou que este percentual significa uma "queda importante", e que se somada à perda da licitação anterior, em junho, a desvalorização do produto foi de 6,2%, passando de US$ 3.312/tonelada, para US$ 3.022/tonelada. No entanto, o representante da entidade está otimista no sentido de que as indústrias "possam manter os preços", aos produtores. A manteiga continua com tendência de alta, se mantendo constante nos últimos doze meses. Desde junho do ano passado, acumula mais de US$ 3.000 por tonelada de valorização. (El País - Tradução livre: Terra Viva)

Conaprole

O volume de leite captado pela Conaprole no exercício que se encerra em 31 de julho próximo cairá aproximadamente 5%, em consequência das "dificuldades produtivas enfrentadas pelo setor com o clima adverso e restrições financeiras dos produtores", revelou a El Observador o vice-presidente da cooperativa, Alejandro Pérez Viazzi. 

Explicou que a produção de leite está se recuperando em junho, e que em maio passado foi o primeiro mês da atual temporada que registrou crescimento da produção em relação ao mesmo mês do ano anterior. O fator determinante foi a adversidade climática, embora a captação nos últimos dias tenha atingido a média de 3,4 milhões de litros/dia. Isto indica que a produção de julho vem com um aumento importante até a metade deste mês, o que poderá propiciar um resultado 6% acima do volume verificado em igual período de 2016. No entanto, no acumulado do ano, o resultado é negativo, sustentou Pérez Viazzi. Avaliou que se o clima continuar bom, agora em junho e julho a recuperação poderá se consolidar. A esta altura do exercício, com 10 meses já transcorrido, a queda na captação está em 5,5% em relação ao período anterior.

Pérez Viazzi estima que, faltando 45 dias para o fechamento do exercício, em 31 de julho próximo, o volume da produção leiteira recebido pela Conaprole registrará queda aproximada de 5%. Durante o exercício 2015/2016 o volume de leite captado foi de 1.374 milhões de litros. A perda de produção iniciou nos meses do ano passado, que englobam esse exercício. Por exemplo, durante o inverno passado houve queda abrupta de produção, em função do clima adverso, o que provocou dificuldades para emprenhar as vacas, explicou Pérez Viazzi.

Parições tardias
Por essa razão o plantel leiteiro vem com atrasos nas parições previstas e a recuperação do escore corporal, parições e produção de leite começou a ocorrer a partir do outono. Outro aspecto que afetou a cadeia foram as dificuldades financeiras que atingiram os produtores do verão ao outono, determinando a menor produção. "Trata-se da consequência de uma crise de produção e de preços que perdurou por três anos, e que hoje, ainda que a situação esteja diferente, não cobriu parte do que foi perdido nos períodos anteriores", conclui Pérez Viazzi.

Queda de custos
A iminente baixa no preço do diesel, anunciada pelo presidente Tabaré Vázquez, - além do percentual estabelecido pelo governo - sinaliza que o governo está se dando conta de que tem que reduzir os custos, destacou a El Observador o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera. O dirigente também adiantou que foi reduzida a tarifa de energia elétrica. Embora em baixos percentuais, a notícia foi bem recebida pelo setor. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

 

Frase do Dia

"Grãos sempre serão um bom negócio. Ousado mesmo foi investir na pecuária leiteira. E eu não queria leite, queria queijo!"

Raul Anselmo Randon, produtor de grãos, leite, mação, uva e azeitona, de Vacaria/RS, ao falar da diversificação de seus 

negócios. (Revista Balde Branco)

  

Porto Alegre, 20 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.523

 

  Leite deve ter leve queda em junho
 
O valor de referência do leite deve ter uma leve redução no mercado gaúcho em junho. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (20/6) pelo Conseleite, o estimado para o litro é de R$ 1,0178, 1,69% abaixo do consolidado de maio, que fechou em R$ 1,0353. Segundo o professor da UPF - instituição responsável pela pesquisa - Eduardo Finamore, a queda foi puxada pela baixa do UHT e leite em pó, dois produtos que concentram juntos 84% do mix produtivo do RS. "O leite UHT não acompanhou os níveis do mesmo período do ano anterior, quando o produto estava em patamares bem mais elevados. O UHT em junho ficou bem abaixo de 2016, mas ainda está acima da média histórica, acompanhando os demais itens lácteos", informou, destacando a dificuldade de se traçar projeções neste momento.
 
Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, a justificativa para esse cenário passa pela retração do consumo decorrente da crise econômica e da falta de frio. "A visão do Centro do país é pessimista. Precisamos que o consumo volte a oxigenar a indústria", frisou, lembrando que o valor de referência do Conseleite é só um balizador. "Cada empresa agrega bônus referentes à qualidade e à quantidade", explica.
 
Durante o encontro, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou dados referentes à importação de lácteos que indicam que a balança do setor segue no negativo. Em 2015, o saldo da balança comercial representava 70 dias de produção e, em 2016, a diferença representou 173 dias. Em 2017, esse valor segue em expansão em 6%. Entre os produtos com destaque na importação está a manteiga, o soro de leite e os queijos.
 
O presidente do Sindilat explicou que a entrada do leite importado no mercado brasileiro vem ocorrendo como instrumento competitivo, uma vez que a produção nos países vizinhos é mais barata do que a dos tambos brasileiros. "Precisamos ganhar em competitividade. Para fechar as importações precisamos ser mais eficientes no mercado interno", clamou Guerra. O diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, pontuou a importância de o produtor gaúcho trabalhar com gestão mais eficaz, focada em resultados.  
 
PL 214 - O Conseleite ainda debateu o projeto de lei PL 214, que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa. O colegiado está unido contra a proposição, que reduz os créditos presumidos concedidos à indústria e pode impactar toda a bacia leiteira gaúcha. "Não há espaço para qualquer alteração de tributos. Esse será um ônus de todo o setor", salientou Guerra. O Conseleite pretende agendar reunião com integrantes da Comissão de Agricultura para tratar do assunto ainda nesta quinta-feira (22/6). Na ocasião, os representantes do Conseleite irão entregar aos deputados documento explicando sobre a inviabilidade do PL 214. (Assessoria de Imprensa Sindilat)  


 Foto: Carolina Jardine
 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 20 de Junho de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matériaprima leite realizados em Maio de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Junho de 2017 é de R$ 2,3723/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 

Laticínios avaliam resultado do PUB do Queijo

Representantes dos principais laticínios que atuam no Rio Grande do Sul debateram, na tarde desta terça-feira (20/6), os resultados atingidos pelo PUB do Queijo durante a Fenasul 2017. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou os detalhes do projeto e o sucesso de público e divulgação da iniciativa. Uma das ideias em debate na reunião foi a de levar o projeto do PUB para a Expointer, o que ainda está em análise entre os associados. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a meta é marcar uma maior presença do sindicato na exposição. 

Durante a reunião, lideranças avaliaram a ação do Sindilat junto ao Fundoleite. Os associados do Sindilat ainda deliberaram pelo apoio a uma carta conjunta com a Apil referente à tributação de PIS/Cofins do setor láteo. Palharini apresentou às empresas relatório dos dados expostos na manhã desta terça-feira pelo Conseleite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 

Créditos Presumidos - Corte pode ser votado hoje

Está pronto para ir a votação hoje, no plenário da Assembleia Legislativa, o projeto de lei 214, que contingencia créditos fiscais presumidos de ICMS de empresas de diversas áreas, inclusive agroindustriais. A matéria retomou o regime de urgência no final de maio e tranca a pauta de votações. O texto só não será apreciado se o governo voltar atrás. Se aprovado, reduzirá até 30% dos benefícios. Contrário ao projeto, o deputado Sérgio Turra diz que, durante a reunião do Executivo com os líderes dos partidos aliados, pela manhã, reforçará o pedido para que o governo retire o projeto da ordem do dia. Avisou ainda que, caso haja insistência, votará pela rejeição. "Este projeto não está maduro o suficiente e não terá sustentação na Assembleia, porque prejudicará vários setores", justifica. 

O Executivo acredita que a medida vai ampliar a arrecadação em cerca de R$ 300 milhões por ano. No entanto, as atividades econômicas que recebem os incentivos fiscais alegam que perderão competitividade em relação aos outros Estados. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados é contrário ao projeto. "Se o projeto for aprovado, o setor do leite vai ser muito impactado e o custo social disso será alto", adverte o secretário executivo da entidade, Darlan Palharini. Parte do pacote de ajustes fiscais do governo de José Ivo Sartori, o texto tramita desde 2015 e havia sido retirado da ordem do dia no final do ano passado, após mobilização de segmentos que se sentiram prejudicados. (Correio do Povo)

 

Após seis leilões em alta, preços do GDT apresentam queda
 
O segundo leilão GDT de junho, divulgado nesta terça-feira (20/06), registrou queda de 0,8% no preço médio dos lácteos, fechando em US$3.434/tonelada. A queda no preço médio do leite em pó integral foi de 3,3%, com média de US$3.022/tonelada. Já para o queijo cheddar o decréscimo foi de 3,8% e a média de US$4.121/tonelada. 

De todos os produtos, somente a manteiga e o leite em pó desnatado apresentaram variação positiva, cerca de 2,9% (média de US$5.768/tonelada) e 1,4% (média de US$2.218/tonelada), respectivamente. 

Em relação às vendas, quando comparado com o leilão anterior, a quantidade vendida foi 4% inferior, sendo comercializadas 21.171 toneladas. Ao comparar com o mesmo período de 2016, o volume de produtos negociados chega a ser 8% menor. Para os preços futuros do leite em pó integral, a tendência é de relativa estabilidade até novembro de 2017. (Gdt/Milkpoint)

 

 

Grupo Renner Herrmann S.A completa 90 anos
Tradicional empresa gaúcha, o grupo Renner Herrmann S.A completou os seus 90 anos neste domingo (18/06). Fundada em Porto Alegre, em um pequeno galpão no bairro Navegantes, em 1927, ainda como Renner Koepke & Cia. Ltda., com o passar dos anos o cavalinho branco do grupo, que assinala a marca mundo à fora, ganhou novos mercados. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) parabeniza a entidade, que concentra empresas referência de qualidade, tecnologia e responsabilidade sócio-ambiental. A Renner Herrmann S.A iniciou com a extração de pigmentos em um moedor de café e alcançou avançada tecnologia para fabricação de tintas. Depois disso, perseguiu novos segmentos de mercado. Em 2010, inaugurou a fábrica da Relat - Laticínios Renner, que transforma soro líquido em pó, em Estação, no norte gaúcho. A unidade beneficia cerca de 1,2 milhões de litros de soro de leite por dia, tendo fixado-se como a maior transformadora de soro de leite do Sul do Brasil. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 


 

Porto Alegre, 19 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.522

 

Preços do frete rodoviário tiveram retração em maio

O avanço da comercialização de soja no último mês não se traduziu em aumento dos valores do frete nas rotas de escoamento do grão. Conforme análise do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog), os preços vêm caindo desde fevereiro pico da colheita de soja em Mato Grosso e estão, em alguns percursos, até mais baixos que há um ano. No acumulado da atual temporada até junho, foram comercializadas 78,2% da colheita de soja prevista para Mato Grosso, segundo última estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). 

Em maio, apenas 69% da produção havia sido comercializada. No entanto, mesmo com o ritmo mais intenso de vendas de soja os preços cobrados pelo transporte caíram mais de 5% no período em algumas rotas, segundo a EsalqLog. Do município de Sorriso um dos maiores produtores de soja de Mato Grosso até Rondonópolis, onde existe um terminal ferroviário, o preço da tonelada de soja transportada passou de R$ 99,76, em abril, a R$ 97,78 em maio (queda de 2%). Na comparação com maio de 2016, porém, ainda houve alta de 9,2%, mas a queda dos preços continuou em junho. Na primeira semana deste mês, o valor chegou a R$ 95,33. Comparado ao pico do ano, em fevereiro, a queda do frete de Sorriso a Rondonópolis é de 21% De Nova Mutum, também em Mato Grosso, para o porto de Santos (SP), o frete caiu 5,7% entre abril e maio, para R$ 255,56 a tonelada. Em relação a fevereiro, o recuo é de 5,4% e, se comparado a maio do ano passado, a queda é bastante expressiva, de 21,8%. De Sapezal (MT) a Porto Velho (RO), a queda mensal é de 9,24% e, em relação a fevereiro, de 6,14%, para R$ 136,71 a tonelada. Na comparação anual, o aumento do frete ficou abaixo da inflação do período, de 3,52%. 

 
 
Mesmo fora de Mato Grosso, os preços do frete também caíram. No Paraná, o lento escoamento e a falta de concorrência com outros produtos fizeram os preços do transporte caírem 6,2% de abril para maio entre Ponta Grossa e Paranaguá. Na comparação com maio de 2016, porém, o preço subiu 15,3%. "Este ano foi atípico. Devido aos preços baixos da soja, os contratos que já haviam sido fechados foram entregues logo após a colheita, gerando o pico em fevereiro e março. Mas depois disso, os produtores guardaram o produto em armazéns e a comercialização foi bem lenta, não gerando demanda por caminhões", explica Samuel da Silva Neto, economista e pesquisador da EsalqLog. 
 
De fato, a comercialização ainda está abaixo do mesmo período da safra passada. Embora tenha avançado rapidamente no último mês em Mato Grosso, ainda estava 12,8 pontos percentuais abaixo de igual intervalo da safra 2015/16, quando 90,9% da colheita já havia sido comercializada até o início de junho, de acordo com o Imea. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado indica que 44% da safra 2016/17 foi negociada até junho, ante 59% no mesmo período de 2015/16. Silva Neto acredita que ocorrerá um aumento gradual nos preços entre julho e agosto, quando o comércio de açúcar deve gerar demanda ao mesmo tempo que começar a colheita de milho safrinha (inverno). Porém, o economista só vê altas mais efetivas em setembro ou outubro, quando os produtores de grãos sentirem a necessidade de escoar a soja ou o milho porque não terão lugar nos armazéns para tantos grãos. (Valor Econômico) 
 

Para milhões de americanos, vacas marrons produzem leite achocolatado

Uma pesquisa realizada entre consumidores nos Estados Unidos mostrou que 7% dos americanos acreditam que o leite achocolatado seja produzido por vacas marrons. Isso significa que 16,4 milhões de pessoas no país não sabem que se trata de um produto industrializado, feito com leite, chocolate e açúcar, segundo o jornal Washington Post.

Para muitos especialistas em educação alimentar e nutricional, no entanto, o estudo causou surpresa por não revelar um número ainda maior de consumidores, digamos, mal-informados.

Nos anos 1990, uma pesquisa encomendada pelo Departamento de Agricultura dos EUA revelou que 1 em cada 5 adultos não sabia que hambúrgueres são feitos de carne. O levantamento também mostrou os americanos não sabiam informações básicas sobre agricultura e pecuária, como o que comem os animais criados em fazendas. E, segundo o Post, os especialistas acreditam que não houve muita mudança nessas duas décadas.

"Estamos condicionados a pensar que, se você precisa de comida, você vai ao mercado. Nada em nosso sistema de ensino diz às crianças de onde vem o alimento", disse à publicação americana Cecily Upton, cofundadora da FoodCorps, ONG que visa promover educação nutricional em escolas de ensino fundamental nos Estados Unidos.

Outro estudo menor, realizado em 2011 em uma escola de ensino fundamental na Califórnia com alunos do quarto, quinto e sexto anos, também deixou os pesquisadores estarrecidos. Mais da metade não sabia que picles são pepinos ou que cebolas são vegetais. Entre os alunos entrevistados, 3 em cada 10 não sabiam que queijo é feito de leite.

Organizações como a FoodCorps trabalham para levar educação alimentar e nutricional para as salas de aula de escolas americanas. Além de ensinar o valor nutricional dos alimentos, visando uma alimentação mais saudável, os especialistas querem que as crianças aprendam sobre a origem dos produtos que consomem. "Conhecimento é poder. Sem ele, não podemos tomar decisões conscientes", disse Cecily Upton ao Washington Post. (As informações são da VEJA)
  

Em Córdoba a produção melhorou até 30%

Produção/AR - A Subsecretaria de Lácteos do Ministério da Agroindústria publicou os dados correspondente à produção de maio, revelando boas notícias para os produtores. O primeiro dado favorável é que foi confirmada a retomada da produção de leite que surgiu em abril, depois de 12 meses consecutivos de baixa: o leite produzido no último mês superou em 3% o volume de abril, e 4% a mais em relação à produção de maio de 2016.

O outro dado positivo foi o preço pago pela indústria aos produtores, apresentando incremento de 3% em comparação com abril, e 38% acima do valor pago em maio do ano passado, superando os 5,40 pesos/litro.

O relatório sobre a Leiteria, elaborado com base nos dados fornecidos pelas indústrias e fazendas do Sistema Integrado de Gestão da Leiteria Argentina (Siglea), mostra o crescimento da produção por departamento de Córdoba, Santa Fe, Entre Rios, Buenos Aires, La Pampa, San Luís, Río Negro e Tucumán. Para o caso de Córdoba, fica em destaque a bacia da zona central da província (departamentos Tercero Arriba, Rio Segundo e General San Martín) que melhoraram sua produção entre 20 e 30% em maio, em relação ao ano passado.
A principal bacia leiteira da província, que é do departamento San Justo, o aumento foi de até 10%, mesma cifra que em Rio Primero, Unión e Juárez Celman. No sentido contrário, em Marcos Juárez e Rio Cuarto, a produção caiu em até 10%, enquanto reduções mais profundas, de 30%, foram registradas em General Roca e Presidente Roque Sáenz Peña, as regiões mais prejudicadas pelas inundações. (Agrovoz - Tradução livre: Terra Viva)

 

 

A captação de leite na França, em abril
Produção/França - A captação de leite na França, em abril, caiu 1% em relação a abril de 2016, como consequência de fenômenos meteorológicos adversos. Um tempo anormalmente frio reduziu o crescimento das pastagens de primavera. Na UE28, a captação de leite em março de 2017 ficou estável em relação ao mesmo mês de 2016.  Foi mantida a tendência de baixa na Alemanha (-2,3%) e Reino Unido (-1,5%). No entanto, a produção aumento aumento na Holanda (+0,7%), assim como na Polônia e na Itália, com crescimento de (5,2%) e (2,6%), respectivamente. Na Espanha a captação subiu 1,3% em março, sendo a primeira elevação registrada desde setembro do ano passado. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)
 
 


 

Porto Alegre, 16 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.521

 

Leite de soja não pode ser denominado 'leite', determina justiça europeia

Leite de soja  As denominações "leite" e "queijo" não podem ser utilizadas em produtos de origem vegetal, como o "leite de soja", já que estão reservadas aos alimentos de origem animal, considerou a justiça europeia nesta quarta-feira.
"Para efeitos de comercialização e publicidade, a normativa [da União Europeia] reserva a princípio exclusivamente a denominação 'leite' ao leite de origem animal", disse em um comunicado o Tribunal de Justiça da UE.
Os juízes do alto tribunal entendem que isto se aplica também aos produtos etiquetados como "creme de leite", "chantili", "manteiga", "queijo" e "iogurte", inclusive se as etiquetas especificarem a origem vegetal do produto, como no caso do leite de soja.

Para o Tribunal, "a adição de menções descritivas ou explicativas não pode impedir com certeza qualquer risco de confusão por parte do consumidor".
Em sua sentença, o Tribunal entende que as únicas exceções a esta normativa europeia são produtos como o "leite de amêndoa" espanhol, o "crème de riz" francês ou o "queijo doce de Tomar" português, entre outros.
O alto tribunal responde, assim, a uma dúvida levantada por um tribunal alemão que deve se pronunciar sobre o processo interposto pela associação Verband Sozialer Wettbewerb contra a companhia de produtos vegetarianos e veganos Tofu Town, que distribui produtos com denominações como "queijo vegetal", entre outros. (Guialat)
 

Produção de leite na Argentina crescerá somente 2% esse ano, estimou o USDA

A recuperação da produção esse ano se deve em parte a uma melhora no preço pago ao produtor pela matéria-prima. O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na Argentina ajustou para baixo sua estimativa de produção de leite para esse país em 2017, para 10,094 bilhões de litros. Os dados representam um aumento de apenas 2% com relação à produção de 2016. A produção foi afetada pelo excesso de chuvas nos primeiros três meses do ano. No entanto, as condições começaram a se normalizar e se espera que melhorem no restante do ano.

A recuperação da produção esse ano se deve em parte a uma melhora no preço pago ao produtor pela matéria-prima. O preço médio pago por litro de leite em abril desse ano foi de US$ 0,34, o que representa um aumento de 2% com relação ao mês anterior e de 59% com relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com o USDA, os custos de produção seguem altos, principalmente associados à inflação. A relação milho/leite (2,3 kg de milho/litro em abril de 2017) faz com que muitos produtores operem com margens negativas. Esses fatores aceleraram a concentração da produção no setor, com um número crescente de produtores que foram obrigados a fechar as portas. (http://www.lecheriauy.com, traduzidas pela MilkPoint)

 

CILeite: Custo de produção de leite apresenta queda de 0,13% em Maio

O custo de produção de leite em maio registrou uma queda de 0,13% em relação aos custos apurados para abril, mantendo a tendência de queda contínua registrada nos primeiros cinco meses do ano de 2017, de acordo com o Índice de Custos de Produção de Leite - ICPLeite/Embrapa1 , calculado pela Embrapa Gado de Leite.

Este cenário único desde que foi criado o Índice, em abril de 2006. Três grupos contribuíram para reduzir o valor do índice final obtido. São eles: Sal mineral (-1,28%), Qualidade do Leite (-0,41%) e Concentrado (-0,30%). Por outro lado, outros três grupos registraram elevação: Produção e compra de volumosos (0,17%), Energia e Combustível (0,14%) e Sanidade (0,02). Os grupos Reprodução e Mão de obra não apresentaram variação de custos no mês de maio. Os resultados observados encontram-se na Tabela 1.

O ICPLeite/Embrapa continua registrando redução de custos no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, a queda foi de - 6,57%. O grupo Concentrado lidera a queda em 2017, acumulando -17,86%. Outros três grupos também registraram comportamento negativo no acumulado dos primeiros cinco meses deste ano. São eles: Energia e combustível (-3,10%), Produção e Compra de Volumosos (-0,99%) e Reprodução (-0,07%).

Em 2017, a principal elevação de custos se deu com o grupo Mão-de-obra. No acumulado do ano foi de 5,29%. O grupo Sal Mineral registrou elevação de 2,85%, seguido por Sanidade 1,39% e Qualidade do leite 1,07%. Os dados encontram-se na Tabela 2.

No acumulado em doze meses o ICPLeite/Embrapa continua registrando deflação. Neste período a redução de custos de foi de -3,50%, puxado pela redução dos custos de Concentrado. No acumulado do ano a redução foi de -15,11%. A magnitude da queda deste grupo e sua importância relativa explicam o fato de ter sido somente este grupo a apresentar queda e ainda assim influenciar o resultado final do índice.

Dentre os grupos que puxaram os custos para cima, Mão de obra registrou 8,02%, seguido por Qualidade do leite, que foi de 6,22%. Os demais grupos acumularam variação positiva entre 3,45% e 4,43%, a exceção de Reprodução, que variou somente 0,04% entre junho de 2016 e maio de 2017. Os dados encontram-se na Tabela 3. (Por: Embrapa. Foto Humberto Nicoline/Embrapa/ Guialat)
 

 

Queijos Temperados 
Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, está com novidades. Chegaram os queijos temperados, disponíveis nos sabores Ervas de Provence, Chimichurri, Chilli e Paprika, e Tomate e Manjericão. Eles se unem a 70 apresentações de queijos e outros derivados  produzidos pela cooperativa.  (Jornal do Comércio) 
 
 
 


 

Porto Alegre, 14 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.520

 

Dados do IBGE mostram aumento na captação nacional
 
No primeiro trimestre de 2017, o volume de leite cru adquirido pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária federal, estadual e municipal foi de 5,87 bilhões de litros. A captação foi 5,9% menor que o registrado no trimestre anterior e 0,1% maior que o alcançado no primeiro trimestre de 2016. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Trimestral do Leite do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, esta redução era esperada devido ao período de entressafra. "Era certo que isto iria acontecer porque no primeiro semestre a produção cai, já que em abril é o auge deste período", ressalta.
 
A aquisição de 7,87 milhões de litros de leite a mais no Brasil no primeiro trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionada por aumentos na aquisição em 14 dos 26 estados do país que participam da pesquisa. No Rio Grande do Sul, que é o segundo estado líder em aquisição de leite, foi verificada a redução de 18,06 milhões de litros. "A nossa expectativa era de crescimento em relação ao ano passado, mas o excesso de chuva também poderá prejudicar a produção do segundo trimestre, o que passa a preocupar o setor. Esperamos que o segundo semestre possa reverter este quadro", comenta Guerra. (Assessoria de imprensa Sindilat) 
 

 

Os preços dos lácteos na UE melhoraram em maio, com a manteiga na ponta

Preços - O mercado dos produtos lácteos na União Europeia (UE) tiveram alta em maio. De todos, a manteiga foi o produto que mais subiu, com incremento de 80% entre o preço de maio de 2016 (2.535€/tonelada) e maio de 2017 (4.558 €/tonelada) e de 7% em relação a abril de 2017 (4.268 €/tonelada). 

Os preços dos queijos foram os que registraram o menor incremento em relação a abril, (1,2%), 3.416 €/tonelada em maio, versus 3.376 €/tonelada em abril. Por tipo de queijo, o preço do Gouda caiu, o do Cheddar e Emmental subiu 2%, e o Edam não variou entre abril e maio.

Quanto ao leite em pó desnatado, os preços subiram em maio, apesar da elevada oferta. O incremento dos preços entre maio de 2017 (1.818 €/tonelada) e abril 2017 (1.770 €/tonelada) foi de 2,7%. A demanda de produtos lácteos é boa, mesmo porque a produção de leite na primavera, que é quando o volume é máximo, foi inferior ao esperado devido à seca em algumas regiões chave. Essa menor oferta, junto com o bom nível das exportações conseguiram sustentar os preços em maio. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar "a questão do preço justo"

Leite/França - Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem reajuste entre 20 e 30 euros. O ministro da Agricultura, Jacques Mézard, declarou que fará apelo a um mediador para incentivar os varejistas das grandes redes de distribuição a "levar em conta a evolução da conjuntura nas negociações de preços". As assembleias dos produtores de leite do Oeste forçaram o governo a agir. O ministro da Agricultura, Jacques Mézard avaliou na terça-feira que os preços pagos são muito baixos, durante um encontro com o presidente da Federação Nacional dos Produtores de Leite (FNPL), Thierry Roquefeuil.

"O nível atual dos preços não é suficiente", disse o ministro em um comunicado, acrescentando que "a questão do preço pago, do preço justo, será tratado com prioridade" na elaboração do programa de alimentação que será realizada em algumas semanas. "O ministro fará apelo ao mediador das relações agrícolas para contactar as cadeias da grande distribuição para incentivá-las a levar em conta a evolução da conjuntura, nas negociações dos preços", diz o comunicado. Os produtores, que vendem em média 1.000 litros de leite entre 300 e 310 euros, pedem um reajuste de 20 a 30 euros para cobrir suas despesas e obter uma remuneração mínima.

"Pedimos uma melhor distribuição das margens"
Explicando a dificuldade de trabalhar no vermelho durante meses, Régis Louazon, produtor de Ille-et-Vilaine, que chegou com outros quarentas produtores para bloquear a fábrica da cooperativa Agrial, de Cesson-Sévigné, perto de Rennes, explicou à Reuters:

"Pedimos melhor distribuição das margens para que todo mundo ganhe, as grandes lojas, as indústrias, mas também o agricultor que está no início da cadeia". Em uma declaração conjunta, terça-feira pela manhã, Serge Papin, Presidente da rede varejista Système U, e Thierry Roquefeuil, da FNPL, denunciaram "a leite do mais forte", para pressionar as outras redes varejistas, as cooperativas e o poder público: "É preciso modificar a lei LME (que rege as negociações comerciais entre distribuidoras e indústrias)", reclamaram.

As confeitarias denunciam alta de 92% no preço da manteiga
De um lado, os produtores de leite franceses continuam a receber remuneração abaixo dos custos de produção porque a Europa detém um estoque de 350.000 toneladas de leite em pó, para pressionar os preços. De outro, o preço baixo do leite está provocando recuo na coleta de leite na Europa, e mais ainda na França, o que, junto com a demanda interna e internacional forte, e estoques insuficientes, fizeram explodir as cotações da manteiga desde maio de 2016. Outro argumento é utilizado pelas cooperativas: a necessidade da consolidação de seus resultados, que foram afetados pela crise do setor lácteo em 2016. Em um ano, o preço da manteiga subiu 92%, e mais ainda para especialidades, para as quais o ingrediente pode representar um quarto da receita, disse Fabien Castanier, secretário geral das indústrias de biscoitos e bolos da França, em um comunicado. "No nível atual, o aumento anual do custo é aproximado de 68 milhões de euros para as indústrias de biscoitos e bolos em relação a 2016", explicou ele, denunciando uma "pressão econômica insustentável". Junto com a Federação de panificação, ele apena para responsabilidade de todos os elos da cadeia, incluindo as grandes redes varejistas, e o setor de restaurantes para que as indústrias possam, rapidamente,repassar para os preços os aumentos. 
Título: Lait: diante da mobilização, o governo vai analisar "a questão do preço justo"  (La Tribune - Tradução livre: Terra Viva)

 
Juntos Para Competir incentiva a produção
O programa Juntos Para Competir está proporcionando a 35 agropecuaristas de Victor Graeff e Lagoa dos Três Cantos a oportunidade de maximizar sua produção, especialmente de leite. A iniciativa é do Senar, Sebrae e Farsul e envolve também o Sindicato Rural de Não-Me-Toque, a prefeitura de Lagoa dos Três Cantos, a Cooperativa Santa Clara e a Emater. (Correio do Povo)
 
 


 

Porto Alegre, 13 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.519

 

Demora de acórdão sobre exclusão do ICMS do PIS/Cofins preocupa União

Passados quase três meses do julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não publicou a decisão que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, o que preocupa a União. A demora, segundo fontes do governo, gera incerteza jurídica e incentiva a multiplicação das chamadas "teses filhotes" ¬ que pedem a exclusão de outros tributos das bases de cálculo de impostos e contribuições ¬, com riscos para os cofres públicos em um momento de crise política e fiscal no país. Com base em resolução interna, o STF teria até meados de setembro para publicar o acórdão ¬ prazo de 60 dias que pode ser prorrogado duas vezes. "Os dois lados perdem. Perde o contribuinte, que não sabe o alcance da decisão. Perde o governo, que precisa da decisão para se defender [apresentar recurso para modulação]. Os escritórios de advocacia são os grandes beneficiários. Não se sabe o esqueleto jurídico que isso vai virar", diz uma fonte. Mesmo provocado pela Procuradoria¬Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o STF não analisou o pedido de modulação apresentado no julgamento: decisão válida apenas a partir de 2018, sem efeito retroativo. 

Pedido que foi considerado "muito extravagante" pelo ministro Marco Aurélio. No julgamento, os ministros alegaram que o pedido deveria constar do processo, em vez de ser solicitado por meio da tribuna, e deixaram essa apreciação para o caso de uma eventual oposição de recurso (embargos de declaração). No entanto, a PGFN precisa da publicação do acórdão para ingressar com o recurso. A Procuradoria já visitou a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para tratar da publicação do acórdão, segundo o procurador¬geral adjunto de consultoria e contencioso tributário do órgão, Cláudio Xavier Seefelder Filho. "Vamos embargar e pedir o efeito prospectivo", diz. Enquanto o STF não publica a decisão, o precedente da repercussão geral já é aplicado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e instâncias inferiores. Até o julgamento, o STJ seguia entendimento contrário, consolidado em recurso repetitivo. Recentemente, a 1ª Turma já acompanhou a decisão e a PGFN indicou que irá recorrer. Com a decisão, empresas como Gerdau, Natura e Pão de Açúcar já alteraram provisões em seus balanços. "Todas as provisões de balanço estão sendo levantadas. As empresas provisionavam porque o prognóstico da ação não era bom. Deu [a decisão do STF] um fôlego muito grande para as empresas", afirma Tiago Conde, sócio do escritório Sacha Calmon Advogados. De acordo com ele, muitas empresas já quiseram excluir o ICMS da base do PIS e da Cofins imediatamente após o julgamento do STF ou pedir restituição de valores pagos. "A confusão está generalizada." 

O advogado reforça que, nos embargos de declaração, não é possível mudar o mérito do julgamento, mas que se deve considerar o pedido de modulação feito pela PGFN na tribuna. Apesar de ser um pedido bastante incomum nas modulações no STF, o advogado afirma que o ideal para as empresas é contingenciar o valor. Na avaliação da advogada Cristiane Romano, sócia do Machado Meyer Advogados, embora a demora na publicação do acórdão seja comum, a situação gera expectativa e ansiedade em função de sua relevância. "Há muitos casos sobre esse assunto que estavam parados e as pessoas querem a aplicação", diz a advogada. "Essa foi a grande decisão tributária dos últimos tempos." Ainda há incerteza sobre o que será apresentado pela Fazenda Nacional nos embargos de declaração e, eventualmente, num pedido de modulação, segundo Cristiane. "O Supremo é muito rígido com a questão da modulação. Falou¬se de uma modulação a partir de 2018, mas o caso está há 20 anos no tribunal, com recursos e estratégias da Fazenda para que ele se alongasse", afirma. Geralmente, nas modulações, o STF indica que a decisão valerá a partir do julgamento para todos e, antes disso, apenas para aqueles que já tinham ajuizado ações. Assim, impede que contribuintes entrem com processos depois do julgamento para pedir a restituição dos cinco últimos anos pagos. É mais comum que a data¬base seja do julgamento do mérito e não dos embargos, segundo o advogado Tiago Conde, o que coloca em xeque a estratégia de entrar com ações agora para tentar se beneficiar. 

Normalmente, depois das publicações de acórdãos, a Fazenda Nacional apresenta embargos em cinco dias. Se adotada a tese de 2018, o contribuinte vai, na prática, "ganhar e não levar", segundo Conde. "O Supremo estaria dizendo que a União pode editar uma lei inconstitucional, cobrar e deixar para lá." A PGFN afirma não possuir o número de novas ações a partir da decisão do STF. O órgão apenas cita números da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, segundo os quais a Receita Federal deixaria de arrecadar R$ 250,3 bilhões em tributos questionados na Justiça entre 2003 e 2014. Além disso, a estimativa é que o Fisco deixe de receber R$ 20 bilhões por ano. A queda na arrecadação de receitas dificulta ainda mais a missão da equipe econômica de cumprir a meta fiscal, fixada em déficit primário de R$ 139 bilhões em 2017 e de R$ 129 bilhões em 2018 para o governo central. (Valor Econômico) 

 

SC: excesso de chuvas causa prejuízo de R$ 20 mi na agricultura 

O excesso de chuvas dos últimos dias trouxe prejuízo ao agronegócio catarinense estimado em R$ 19,3 milhões, de acordo com informações da secretaria da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina. Os produtores rurais mais atingidos foram os que mantêm cultivos de feijão e milho, que estão em fase final de colheita, e os que se dedicam à pecuária de leite. As regiões mais atingidas pelas chuvas no estado foram o oeste, o extremo oeste, sul e Rio do Sul. O período considerado para os cálculos de prejuízo é de 27 de maio a 9 de junho, com base nasinformações da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-Ciram). 

São Miguel do Oeste 
De acordo com a secretaria, a produção de leite na região gira em torno de 1,7 milhão de litros por dia e as perdas nesse período de chuvas chegam a 10%. Considerando o preço médio pago pelas agroindústrias, que é de R$ 1,39 por litro, e os 14 dias de mau tempo, os prejuízos já somam mais de R$ 3,3 milhões. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri em São Miguel do Oeste Elvys Taffarel, há também perdas indiretas, com o aumento do custo de produção devido ao consumo de silagem e os gastos com saúde animal e reprodução. Nas lavouras de milho silagem e sorgo, o maior problema é a dificuldade na colheita. Nas plantações de feijão de segunda safra, a quebra na produção deve chegar a 40%. 

Os produtores não conseguem colher os grãos e as estimativas são de que 12 mil sacas de feijão sejam perdidas, um prejuízo que passa de R$ 1,4 milhão (considerando o preço médio de R$ 118 por saca). Os impactos nas lavouras de milho grão e soja ainda não foram quantificados. 

Rio do Sul 
Com uma safrinha de feijão esperada de 3,1 mil toneladas, as regiões de Rio do Sul e Ituporanga devem perder cerca de 500 toneladas do grão. Em termos financeiros, os prejuízos podem chegar a R$ 940 mil. A produção de leite também foi comprometida, principalmente pelos estragos ocorridos em estradas, o que impossibilitou a coleta do produto em várias comunidades. O técnico da Epagri na região, Saturnino C. dos Santos, explica que até o momento as perdas ainda não foram quantificadas. 

Chapecó  
Somadas as microrregiões de Chapecó, Concórdia e Xanxerê, que somam 71 municípios, as estimativas para a safrinha de feijão eram de 22,2 mil toneladas de produção. Como metade da área plantada já colhida, as chuvas comprometeram a colheita e a qualidade de 50% da safra. Segundo informações obtidas com técnicos e produtores dos municípios afetados, cerca de cinco mil toneladas de feijão poderão ser perdidas, o que representa prejuízo de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões. De acordo com o governo catarinense, ainda não há registro de perdas na produção de leite, mesmo com dificuldades, as coletas continuam sendo feitas.

Joaçaba 
Os prejuízos maiores são sentidos na atividade leiteira, com redução de até 15% na produção diária. De acordo com o técnico da Epagri da região, Evandro Anater, considerando um volume de captação de 300 mil litros por dia e o preço de R$ 1,30 por litro, o prejuízo pode passar de R$ 682 mil em 14 dias. A segunda safra de milho para silagem foi bastante afetada também, com tombamentos em algumas áreas. No milho grão, são esperadas poucas perdas. A colheita tem avançado nas últimas semanas, sobrando menos de 10% da área plantada por colher. 

Sul catarinense 
Na região de Criciúma, as perdas estão concentradas nas atividades de horticultura, principalmente nas folhosas. Na pecuária de leite, as perdas giram em torno de 20% em decorrência das pastagens de inverno não se desenvolverem plenamente. E a safrinha de feijão também foi comprometida. Como 85% do que foi plantado ainda não havia sido colhido, as perdas podem passar dos 30%. A expectativa de colheita era de 6,1 mil toneladas nas regiões de Tubarão, Criciúma e Araranguá e cerca de 1,5 mil toneladas estarão comprometidas, abandonas nas lavouras e/ou o que for colhido não terá qualidade comercial. 

As perdas podem chegar a R$ 3 milhões. Canoinhas Na região de Canoinhas, os principais problemas estão na atividade leiteira. A captação de leite continua a ser feita por acessos alternativos, por causa das estradas interditadas, porém as pastagens estão sendo danificadas pelo excesso de chuvas. No município de Ireneópolis, onde o plantio de cebola é realizado sob o sistema de plantio direto, poderá ocorrer replantio de algumas áreas devido às enxurradas. (Canal Rural)

Nestlé lança linha de bebidas lácteas para o mercado nordestino

A nova linha de bebidas lácteas Nestlé Ideal é da conhecida marca regional de composto lácteo e estará disponível nos sabores Morango e Vitamina de Frutas.

A Nestlé apresenta exclusivamente ao mercado nordestino sua nova linha de bebidas lácteas Nestlé Ideal, com ótimas opções para o consumo individual e familiar. As novidades vêm nos sabores mais consumidos pelos brasileiros: o tradicional Morango e também o delicioso Vitamina de Frutas, que une os sabores da banana, mamão e maçã.
 
Em embalagens individuais e familiares, os produtos oferecem a qualidade característica e reconhecida dos produtos da Nestlé. Além disso, os novos produtos trazem o exclusivo composto NutriCerto, um mix de nutrientes que os torna fonte de ferro, zinco, vitaminas e cálcio. 
 
Pensados para atender e agradar aos consumidores da região Nordeste do país, as novidades reforçam o ótimo custo benefício da marca, que já está presente no mercado nordestino com a opção de composto lácteo na versão em pó. Nestlé Ideal Morango e Nestlé Ideal Vitamina de Frutas estarão disponíveis nas melhores redes varejistas de todo o Nordeste a partir de junho, nos tamanhos 170g e 680g, com preços sugeridos de R$ 1,59 e R$ 5,89, respectivamente.

Nestlé Ideal Morango e Nestlé Ideal Vitamina de Frutas são duas opções de bebidas lácteas da Nestlé feitas exclusivamente para o mercado nordestino. Em embalagens individuais e familiares, os produtos contam com o exclusivo composto NutriCerto, um mix de nutrientes que os torna fonte de ferro, zinco, vitaminas e cálcio. Com ótimo custo benefício, eles estão disponíveis nas principais redes varejistas do Nordeste, nos tamanhos 170g e 680g, com preços sugeridos de R$ 1,59 e R$ 5,89, respectivamente.
 
Sobre a Nestlé - É a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. Está presente em 189 países e seus 328 mil colaboradores estão comprometidos com o propósito da Nestlé de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. A Nestlé oferece um amplo portfólio de produtos e serviços para cada etapa de vida das pessoas e de seus animais de estimação. Suas mais de 2000 marcas variam dos ícones globais como Nescafé ou Nespresso aos favoritos locais como Ninho. O desempenho da empresa é impulsionado por sua estratégia de Nutrição, Saúde e Bem-Estar.  Sua Sede fica na cidade suíça de Vevey, onde foi fundada há mais de 150 anos. 

No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 22 mil colaboradores diretos e gera outros 200 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens. A atuação da Nestlé Brasil abrange 15 segmentos de mercado e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. (Assessoria de Imprensa Nestle/Guialat)

Tetra Pak garante metas ambientais apesar da saída dos EUA do Acordo de Paris

A Tetra Pak viu uma demanda crescente entre os processadores de lácteos por mais tecnologia de filtragem sustentável e sistemas de recuperação de água. A Tetra Pak viu uma demanda crescente entre os processadores de lácteos por mais tecnologia de filtragem sustentável e sistemas de recuperação de água. A empresa acredita que pode continuar atingindo suas metas ambientais apesar de os EUA terem se retirado do Acordo de Paris.

"Uma das coisas que estamos buscando na Tetra Pak é aumentar a quantidade de energia renovável usada em nossas instalações", disse o vice-presidente de meio-ambiente da Tetra Pak, Jason Pelz. "Ao fazermos isso, reduzimos nossas pegadas o que, por sua vez, diminui as pegadas de nossos clientes". 

Pelz disse que a empresa está explorando o uso de raios solares em suas instalações e está identificando acordos de compra de energia para adquirir mais energia renovável. "Também achamos que isso é um bom negócio. Para nós, sentimos que ter eletricidade proveniente de recursos mais renováveis faz um bom sentido para os negócios, porque agora você não está vinculado a um recurso finito". O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na semana passada que retirará o país do acordo climático de Paris, um acordo global estabelecido em 2015 para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. "Não acho que porque o presidente mudou sua opinião sobre isso, nós, como empresa, vamos mudar o que vamos fazer. Temos uma ordem global para melhorar as plantas nos EUA e, portanto, essas plantas seguirão nessa linha". A Tetra Pak assinou o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2004, um sistema estratégico de vários anos com o objetivo de promover práticas empresariais responsáveis e ambientalmente sustentáveis. A empresa também contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que incluem investimentos contínuos em tecnologias que sejam adequadas ao meio-ambiente. "Eu acho que isso é muito ruim (referindo-se à decisão de Trump), mas para nós é negócio como de costume". 

Além disso, a Tetra Pak acredita que a demanda por processamento sustentável permanecerá forte, apesar de os EUA não participarem do acordo. Uma companhia de lácteos típica usa água para lavar seus equipamentos ao longo do ciclo de processamento e, com a tecnologia de filtração da Tetra Pak, a água pode ser coletada e limpa para reutilização, em vez de ser drenada, explicou o líder da categoria para a Tetra Pak North America, Todd Phillips. Algumas das novas tecnologias de filtração permitem recuperar 90% das águas residuais anteriormente perdidas em plantas de processamento de lácteos com potencial de economia de até 6,06 milhões de litros de água e 3,1 milhões de litros de leite por ano, de acordo com a Tetra Pak.

Phillips também destacou os serviços de consultoria da Tetra Pak para ajudar os processadores a reduzir sua pegada ambiental em várias áreas. "Em muitos casos, os clientes não têm necessariamente os recursos para analisar onde têm problemas com energia, água, eletricidade ou desperdícios. Temos a capacidade de apontar e mostrar a eles algumas oportunidades de onde eles podem melhorar em seu processamento". A Tetra Pak atualmente está desenvolvendo trocadores de calor para recuperar mais energia quando se aquece e se resfria um produto - uma área de inovação que pode ter um efeito positivo para a indústria de processamento de lácteos, que depende da pasteurização térmica. (Por: Dairy Reporter, traduzidas pela MilkPoint)

 
Multas terão descontos
Os produtores rurais poderão ter descontos de 80% nas multas decorrentes de irregularidades na área animal, como a falta de vacina ou de declaração do rebanho, entre outras. A decisão é do governo do Estado, que encaminhou dois projetos tratando do assunto para a Assembleia Legislativa. A informação foi divulgada pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo, ontem. Um dos textos trata das multas que vierem a ser aplicadas. Outro oferece o desconto a quem quitar o passivo existente desde 2013. Quem perder os prazos, no entanto, volta a ter de pagar valores cheios. (Correio do Povo)
 

 

 

Porto Alegre, 12 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.518

 

Conheça a rotina de um jovem produtor de leite gaúcho
 
Assista o vídeo  (G1 - Globo/Click RBS)
 

Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 09 de junho de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de maio de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de junho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul) 

 

O faturamento mundial com importação de alimentos aumenta, embora os mercados

Índice FAO Alimentos - Os mercados de produtos alimentícios mundiais continuam bem equilibrados, graças, principalmente, aos estoques abundantes de trigo e milho e à recuperação da produção dos produtos proteicos. A alta do frete e importações maiores deverão contribuir para elevar o gasto com importação de alimentos no mundo, que deverão superar 1.300 bilhões este ano, de acordo com as Perspectivas de Alimentação da FAO publicados a cada semestre, uma alta de 10,6% em relação a 2016. 

O gasto com importações de alimentos pelos países menos desenvolvidos, países de baixa renda, com déficit alimentar, e os da África subsaariana deverá crescer ainda mais rapidamente em razão da importação maior de carne, açúcar, produtos lácteos e produtos proteicos. A elevação da fatura com importações deverá atingir todas as categorias de alimentos, exceto peixes, uma vez que a demanda procedente do mercado interno de muitos países em desenvolvimento foi satisfeita pelo crescente incentivo aos setores aquícolas locais. Os preços mundiais dos alimentos subiram, em maio, com o índice FAO chegando à média de 172,6 pontos - ou seja, 2,2% a mais que em abril e mais de 10% em relação a maio de 2016. (Terra Viva) 

 

O CUSTO DA CHUVA

Os estragos causados na produção pela chuva das últimas semanas já começam a cobrar seu preço. Itens como as folhosas estão mais caros em razão da oferta menor. Na Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), de Porto Alegre, a alface teve alta de 158,62% em uma semana, passando de R$ 0,58 para R$ 1,50 a unidade. Na couve, o aumento foi de 86%, passando de R$ 0,67 para R$ 1,25 o molho.

- A qualidade desses itens está muito ruim, e o valor dobrou ou triplicou. Alguns atacadistas já estão pensando em trazer as folhosas de outros Estados - afirma Ailton Machado dos Santos, diretor técnico operacional da Ceasa.

Em muitos locais, as plantações ficaram alagadas (nas fotos, propriedades em Ijuí, no Noroeste). A produção de leite também foi afetada. Os animais tiveram dificuldade de alimentação.

- O impacto vai se arrastar, no mínimo, por mais três semanas - observa Antônio Cesa Longo, presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Segundo o dirigente, o inverno é período de entressafra de hortifrutigranjeiros no Estado, o que acaba encarecendo os produtos:

- A chuva antecipou a tendência natural de alta da estação. (Zero Hora) 

Não beber leite de vaca está associado à baixa estatura de criança

Leite x Estatura - Crianças que não bebem leite de vaca - leite de outros animais ou a partir de plantas (leite de não-vaca) - são menores do que aqueles que bebem leite de vaca. Este foi o resultado de uma pesquisa, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, no dia 7 de junho. Para cada copo de leite de não-vaca bebido por dia, as crianças eram 0,4 centímetros menores do que a média para sua idade. Entretanto, para cada copo diário de leite de vaca que bebiam, as crianças eram 0,2 centímetros maiores do que a média. O estudo sugere que crianças que bebem leite de não-vaca, têm suas alturas reduzidas. A diferença na altura de um filho de três anos que bebeu três xícaras de leite de não-vaca, em comparação com um que ingeriu três xícaras de leite de vaca por dia, foi de 1,5 centímetros, de acordo com o estudo. A diferença na altura é similar à diferença entre a maior linha do percentil do gráfico de crescimento da Organização Mundial de Saúde disse o principal pesquisador, Dr. Jonathon Maguire, pediatra do Hospital St. Michael. Isso significa que beber três xícaras de leite de não-vaca por dia pode alterar a altura do 15º para o 50º percentil, e vice-versa, comparado com outras crianças de sua idade. O estudo também observou que crianças que bebem a combinação entre leite de vaca e leite de não-vaca diariamente são menores do que a média. Isso sugere que a adição de algum leite de vaca na dieta da criança não reverte a associação entre o consumo de leite de não-vaca e a baixa estatura, disse Dr. Maguire.

O estudo não pesquisou porque crianças que bebem leite de não-vaca são menores na média do que os que bebem leite de vaca. No entanto, a hipótese dos autores é de que a criança que bebe leite de não-vaca pode consumir menor quantidade de proteína e de gordura em sua dieta, do que aquelas que consomem leite de vaca, levando ao menor crescimento. A Altura é um importante indicador da saúde geral da criança e do seu desenvolvimento, disse Dr. Maguire. O leite de vaca é uma fonte segura de proteína e de gordura na dieta das crianças norte-americanas, dois nutrientes essenciais para assegurar crescimento adequado na primeira infância. Mas, muitos pais estão optando por leite de não-vaca para as crianças, que pode ter menor teor nutricional, disse Dr. Maguire."O teor nutricional do leite de vaca é regulamentado nos Estados Unidos e Canadá, enquanto que o teor nutricional de muitos outros leites não é", disse Dr. Maguire. "A falta de regulamentação pode significar que o teor nutricional varia de um para outro leite de não-vaca, particularmente em relação aos teores de proteína e gordura".

Por exemplo, dois copos de leite de vaca contém 16 gramas de proteína, que é 100% da necessidade diária recomendada para uma criança de três anos de idade, de acordo com o estudo. Dois copos de outras bebidas lácteas típicas têm 4 gramas de proteína, que atende somente 25% dos valores recomendados para a criança de três anos, que precisa receber proteína de outros produtos da dieta, explica Dr. Maguire. Os pesquisadores acompanharam 5.034 crianças entre 24 e 72 meses. Para o estudo, 13% das crianças bebiam leite de não-vaca diariamente, e 92% bebiam leite de vaca todos os dias. Mesmo que a maioria das crianças estudadas beba leite de vaca diariamente, o número dos que bebem leite de não-vaca vem aumentando nos últimos anos, diz o Dr. Maguire, percebido como mais benéfico para a saúde.

Uma vez que essa mudança é recente, existem poucas pesquisas sobre o efeito do leite de não-vaca para o crescimento das crianças, disse ele. Isso torna difícil para o consumidor médio entender os prós e os contras de escolher o leite de não-vaca sobre o leite de vaca para o seu filho. "Se os produtos estão sendo comercializados como equivalentes ao leite de vaca, como o consumidor e o pai, poderão saber que eles são, ou não, de fato iguais, em termos do efeito para crescimento das crianças", diz Dr. Maguire. Todos os participantes do estudo fazem parte do Grupo de Pesquisa Aplicado para Crianças (Applied Research Group for Kids - TARGet Kids!), colaboração entre pediatras e pesquisadores do Hospital St. Michael e do Hospital for Sick Children. O programa acompanhou crianças desde o nascimento com foco na prevenção de problemas comuns na primeira infância, para entender o impacto na saúde e distúrbios na vida adulta. (Terra Viva) 

 

O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2O 
O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2, destinado a consumidores que têm alergia ao alimento. O assunto, tratado durante o 4° Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta quinta-feira (1/6), em Palmeira das Missões, será tema de reunião do Sindilat nesta sexta-feira (2/6).  Como destaca o secretário executivo da Sindilat Darlan Palharini. (Rádio Planetário- Espumoso)