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Porto Alegre, 04 de julho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.015

     Previstas medidas para o leite e o vinho

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse ontem que o governo busca medidas para aumentar a competitividade dos vinhos e lácteos brasileiros, setores que se consideram prejudicados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia (UE). Para a cadeia do leite, informou que há tratativas que poderão gerar isenção de até 35% na importação de máquinas. Para o vinho, anunciou a criação de um fundo para incentivo à produção e industrialização. Os recursos para o fundo virão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a circulação de vinhos. "Isso deve entrar em vigor o mais rápido possível", adiantou a ministra, em coletiva de imprensa. Ainda sobre o leite, Tereza Cristina disse que o setor já causava preocupação, mesmo antes do acordo. Para a ministra, é preciso "fazer uma arrumação interna e achar políticas públicas" voltadas à competitividade. 

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, cobrou medidas compensatórias para que a cadeia consiga concorrer de igual para igual com as de outros países. "A gente já sofria pressão no Mercosul, e agora esta pressão aumenta com a retirada da tarifa de importação da Europa, que dá muitos subsídios aos seus produtores", preocupa-se. A respeito da redução de impostos para importação de máquinas, Guerra diz que este é pleito antigo da entidade, que inclui equipamentos, tecnologias, insumos. "Muitos fatores precisam ser pensados para que mais produtores se tornem competitivos", afirmou, citando a simplificação de impostos, estradas de qualidade e melhoria da energia elétrica, entre outros. 

Em relação ao vinho, o embaixador Orlando Ribeiro, que participou da coletiva de imprensa, disse não haver um valor fechado para o fundo, mas que "seria bom algo em torno de R$ 150 milhões ao ano para dar musculatura ao setor". Pelo acordo comercial, os vinhos terão um período de oito anos de transição, enquanto que para espumantes o tempo será de 12 anos. Ao final deste prazo, serão zeradas as tarifas e começa o livre comércio entre as partes. Para o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló, o anúncio da criação do fundo mostra o reconhecimento do governo quanto aos prejuízos que o setor vai ter. "Além do fundo, precisamos de mais medidas, porque vamos ter um grave problema social se não dermos condição para os produtores rurais sobreviverem na atividade", advertiu. (Correio do Povo)
 
                  
 

Nota de pesar 

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) comunica, com profundo pesar, o falecimento de Amilton Strelow, 51 anos, ex-integrante de sua diretoria, e se solidariza com toda a comunidade de São Lourenço do Sul, cidade na qual Strelow deixa um legado em prol da agricultura familiar e do fortalecimento do cooperativismo.

Ainda em 1990, o jovem agricultor já se destacava na defesa da pequena propriedade e, pouco tempo depois, esteve à frente da inauguração da Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul (Coopar/Pomerano) na condição de sócio-fundador. 

De lá para cá atuou como presidente e gerente geral da cooperativa, período em que se consolidou como gestor focado nas necessidades e demandas da agricultura familiar. Foi um exemplo de superação, dedicação e prova de que a agricultura familiar pode estar à frente de grandes empreendimentos e contribuir para o crescimento coletivo no campo. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 


Crédito: Benildo Barbosa/Comunicação e Marketing Coopar

Rolnei Volpi é indicado para presidência da Câmara Setorial do Leite e Derivados

O setor lácteo indicou o nome de Ronei Volpi para assumir, a partir de agosto, a presidência da Câmara Setorial do Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura (Mapa). O nome foi escolhido em reunião da própria câmara, em Brasília. Médico veterinário da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira, Volpi tem passagem pela superintendência do Senar PR, é produtor de leite e um dos fundadores do primeiro Conseleite do Brasil. A indicação passará, ainda, pelo aval da ministra da Agricultura Tereza Cristina. Se confirmado para o cargo, será o primeiro representante da região Sul a assumir o posto, substituindo o atual presidente Rodrigo Alvim.

Segundo Volpi, a indicação foi uma grande e grata surpresa. "Fui indicado devido ao meu trabalho e dedicação à atividade leiteira. Fiquei muito feliz pelo reconhecimento dos colegas". Dois grandes desafios o esperam assim que assumir o novo cargo: a implementação das Instruções Normativas (INs) 76 e 77 e o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que permite o livre comercio de produtos entre os blocos. "Esse acordo tem ameaças e oportunidades que abrem portas para a comercialização de lácteos para o mundo", afirma. Volpi garante que irá trabalhar com afinco para que nenhum produtor seja impedido de realizar a atividade por não atingir os parâmetros exigidos pelo Mapa.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, a escolha de um representante da região Sul para a presidência da Câmara Setorial do Leite e Derivados é muito importante para os produtores gaúchos, ainda mais porque, além de ser produtor de leite,  o indicado tem vasta experiência profissional. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Wenderson Araujo/CNA

 

Exportações aéreas para China ganham reforço 

A exportação de mercadorias brasileiras para a China, em especial os produtos frescos e de alto valor, ganhou novo impulso com a ampliação da frequência de voos de carga. O Consulado-Geral do Brasil em Cantão anunciou, nessa quarta-feira (03/7), que os serviços aéreos da Ethiopian Airlines, com voos de carga no trecho Chongqing-São Paulo operados por cargueiros 777, com escala técnica em Adis Abeba, será semanal. A capacidade do transporte é de 100 toneladas, aproximadamente. 

A informação foi repassada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além disso, o Consulado informou que a holding Sino-Lac está em vias de finalizar entendimentos para estabelecer frequência regular de serviços aéreos de carga para São Paulo, com escala em Luanda. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 
IN's 76 e 77 - Adaptação deve ser lenta
Os produtores ainda estão em fase inicial de adaptação às instruções normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que entraram em vigor há pouco mais de um mês e estabelecem novos padrões de qualidade, identidade, transporte e conservação do leite em todo o país. O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, estima que o produtor precisa de pelo menos um ano para se adequar às regras e que, para isso, não depende só de fazer investimentos, como a compra de resfriadores, mas também de respostas a questões estruturais que não dependem dele, como a qualidade da energia elétrica. A veterinária e consultora de qualidade do Sindilat, Letícia Vieira, ressalta que as empresas gaúchas estão mapeando as condições de produção dos seus fornecedores. Algumas, diz ela, já elaboraram um check list para os agricultores apontarem sua capacidade de atendimento às novas regras. "Quando se tiver este diagnóstico é que vai ser possível estabelecer outras ações", destaca. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 03 de julho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.014

     Mercado Desigual

Com cota recíproca definida em 45 mil toneladas por ano, e redução progressiva de taxas em até 10 anos, o comércio de lácteos entre Mercosul e União Europeia preocupa a indústria brasileira.

- Já somos pressionados pelos países do Mercosul, que têm custos menores de produção. Agora teremos mais a pressão dos produtos europeus - prevê Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS).

Segundo o dirigente, a capacidade produtiva brasileira é bem diferente da dos europeus, que historicamente recebem incentivos para produção.

- O leite já vem passando por um momento difícil. Teremos de trabalhar a nossa competitividade - indica Guerra, acrescentando que o setor precisará de medidas compensatórias para competir de igual para igual.

Ontem, a Nestlé anunciou o fechamento de unidade de recebimento de leite localizada em Palmeira das Missões. Segundo a multinacional, o trabalho será absorvido pela fábrica de Carazinho, onde itens da marca são produzidos no Estado. Será mantida a compra de leite de 127 produtores na região. A medida visa a otimizar a logística e aumentar a eficiência. (Zero Hora)
 
                  
 

Mapa lança sistema para facilitar acesso da população a atos regulatórios

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou nesta terça-feira (2) o Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), que visa dar transparência e facilitar a participação da sociedade nos atos de regulação de competência do Mapa. O sistema online, inédito no governo, facilita a interatividade, especialmente nos casos de consultas públicas para novas regras. No mesmo evento, foi assinado termo de cooperação com as confederações da Agricultura, Pecuária e da Indústria (CNA e CNI) para levantar o estoque regulatório da área de defesa agropecuária.

O objetivo da cooperação com as entidades do setor privado é identificar atos legais “para uma análise do que pode ser revogado, incorporado ou consolidado”, explicou o secretário de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, José Guilherme Leal.

O secretário executivo do ministério, Marcos Montes, que representou a ministra no lançamento do Sisman, falou do empenho de Tereza Cristina em realizar uma gestão técnica e moderna. “A sociedade não suporta mais normas que não têm funcionalidade”. Ele também destacou a importância de trabalhar junto com o setor privado, “contando com a experiência de quem vive a prática do dia a dia”.

O sistema lançado pelo Mapa permite o acesso aos atos regulatórios, “possibilitando ao cidadão acompanhar todas as etapas desde a intenção de editar uma norma até a sua implementação”, de acordo com o coordenador de Qualidade Regulatória do Departamento de Suporte e Normas do ministério, Carlos Fonseca.

“O ministério inova ao tornar essa atividade totalmente pública, desde o período de intenção de redigir uma norma até a sua completa edição”, destaca o coordenador geral de Análise e Revisão de Atos Normativos da Secretaria de Defesa Agropecuária, Rodrigo Padovani.

Judi Nóbrega, diretora do Departamento de Normas da SDA, observou que o Sisman permite maior transparência e participação social para melhorar a governabilidade e a segurança jurídica dos atos normativos da secretaria.

Para acessar o Sisman, o usuário deve efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso - Solicita do Mapa. (MAPA)

Millennials cresceram e agora apresentam novos hábitos de consumo

Entender e acompanhar os hábitos dos millennials sempre foi um grande desafio para o mercado de consumo. Uma característica marcante desse público nascido entre o início da década de 1980 e o fim dos anos 1990 é a hiperconectividade: 9 em cada 10 usam celular frequentemente para se conectar. Até aí, nenhuma novidade, mas acontece que os integrantes dessa geração cresceram, ganharam novas responsabilidades e isso vem transformando suas escolhas na hora de gastar dinheiro.

Os primeiros millennials não estão longe de completar 40 anos de idade. Oito em cada dez pessoas da geração Y tiveram filhos e hoje precisam lidar com novas e complexas preocupações. Associar esse público apenas a jovens que consomem produtos e serviços de acordo com seus desejos individuais é não enxergar de forma ampla este grande grupo de pessoas. Para entender o novo momento, a Kantar elaborou o estudo "Desmistificando as Famílias Millennials". Uma das constatações é que, na América Latina, 25% das donas de casa atualmente têm menos de 34 anos. Este grupo etário representa um quarto da população da região e responde por 24% do consumo de itens básicos, o equivalente a US$ 30 milhões. 
 
Hábitos nas refeições
O dia a dia desses jovens adultos envolve lidar com restrições financeiras e com a preocupação em poupar. Com isso, alguns hábitos mudaram. Visitas a restaurantes e pedidos por delivery, por exemplo, diminuíram. Em média, as famílias chefiadas por millennials cozinham quatros vezes por semana. No Brasil, são gastos em torno de 30 minutos no preparo das refeições. As mulheres ainda são as principais responsáveis por esta tarefa, mas os homens desta geração têm cozinhado com uma frequência 50% maior em comparação a outras faixas etárias.

Compra de itens básicos
Em comparação com o restante da população da América Latina, os millennials compram 8% menos itens básicos. Em 2018, diminuíram em 3,1% o tíquete médio e visitaram 4,6% menos os pontos de venda em relação ao ano anterior. Produtos com bom custo-benefício e promoções são os mais populares. “Os Millennials gastam menos em bens de rápido consumo e compram com menor frequência”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Consumer Insights da Kantar.

Famílias de baixa renda
O comportamento atual de consumo da geração Y é fortemente influenciado pela renda. Segundo a pesquisa, dois terços das famílias latino-americanas formadas por millennials são de baixa renda, e metade delas conta com fonte única de orçamento, já que 58% das mulheres não têm um trabalho remunerado, o que ocorre principalmente no Brasil, na Argentina e no México. Muitas dessas famílias de baixa renda são formadas por mais de cinco pessoas. Não por acaso, os itens mais comprados estão diretamente ligados aos cuidados infantis, como fralda descartável, leite em pó, snacks, biscoitos e pão. Há interesse especial em marcas próprias e econômicas, e o canal preferido é o atacarejo, devido à possibilidade de aproveitar ofertas.

Millennials com alto poder aquisitivo
Já no caso das famílias de alta renda, o mais comum são domicílios com até duas pessoas, sem crianças. A dependência de apenas uma fonte de renda cai para 37%. Famílias de millennials com renda alta costuma ter carro (63%), o que justifica a priorização de compras maiores e menos visitas aos pontos de venda. Nesse perfil, hipermercados e supermercados são os canais mais escolhidos. Segundo a Kantar, 45% do orçamento com itens básicos é gasto em missões de abastecimento. Marcas premium são as preferidas, e é bastante comum a compra de produtos associados à indulgência. A lista de compras dos millennials com alto poder aquisitivo costuma incluir: leite UHT, cerveja, iogurte, comida para pet e queijo. (As informações são do SA Varejo)

 
 
Conaprole
A Conaprole decidiu aumentar o preço do leite ao produtor, segundo fontes ligadas à diretoria da cooperativa. Será um aumento de 0,30 por litro, a partir de 1º de junho. Considerando que o pagamento estava em 10,50 pesos por litro, em média, variando de acordo com os teores de sólidos, o preço agora ficará em 10,80 pesos por litro. Segundo informou, o preço a partir de junho de 2019, para o leite com 3,92% de matéria gorda e 3,44% de proteína terá um valor médio de 10,70 pesos por litro. Com as bonificações por qualidade chegará a 10,90 pesos por litro, [R$ 1,19/litro]. Também poderá ter outra bonificação extra envolvendo os sólidos totais, que subirá de 3,50 para 8 pesos por quilo, [R$ 0,87/quilo]. (El Observador – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 02 de julho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.013

     Sindilat participa do III Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai
 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) estará presente no III Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai, que acontece na próxima quinta-feira (04/7), na Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), localizada na Rua Henrique P. Salomoni, 403 - Frinape. O evento, que tem foco na agricultura familiar, é gratuito e promovido pela Emater/Rs-Ascar, Regional de Erechim.  O objetivo do encontro é apresentar dados de mercado e sobre tecnologia para estudantes e produtores de leite da região.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, fará  um panorama sobre o mercado atual e futuro do leite no Estado após a vigência das Instruções Normativas (INs) 76 e 77, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que alteram o âmbito da produção, coleta e armazenagem do leite cru, em todo o País, desde 30 de maio. "Irei ressaltar a importância da atividade leiteira para o Rio Grande do Sul e mostrar, através de dados, que as INs visam à qualidade do produto para fomentar a exportação". Além disso, Palharini abordará os principais pontos do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que envolvem o setor lácteo, a fim de tranquilizar toda a cadeia produtiva.

De acordo com o assistente técnico regional da Emater Vilmar Fruscalso, o evento busca sanar dúvidas, também, quanto à temperatura e contagem bacteriana do leite, seguindo as exigências do Mapa. "A qualidade do leite já era importante antes. Agora, com a chegada das INs 76 e 77, ela é fundamental para que os produtores não tenham a atividade suspensa", frisa.

Confira a programação completa:
8h - Recepção
8h50 - Início das atividades
9h - Palestra sobre o mercado futuro do leite, com o secretário-executivo do Sindilat Darlan Palharini
9h45 - Palestra sobre a automação da atividade leiteira, com o zootecnista da empresa DeLaval, Marcio Gato
10h30 - Intervalo
10h50 - Palestra sobre os fatores que influenciam a percepção e o sucesso do produtor de leite, com o assistente técnico regional da Emater Vilmar Fruscalso
11h35 - Depoimento de produtor: Caso de sucessão na agropecuária, com Franciele Gusatto, agricultora do município de Francisco Beltrão/PR
11h50 - Pronunciamento das autoridades
12h30 - Almoço (CTG)
13h40 - Reinício das atividades
13h50 - Palestra sobre os autos rendimentos de leite nos sistemas pastoris, com o sócio-administrador da empresa Transpondo, Wagner Beskow
14h40 - Palestra sobre a sucessão e a atividade leiteira evoluindo em família, com o zootecnista e supervisor técnico comercial da empresa Tortuga | DSM, Frederico dos Santos Trindade
15h25 -  Depoimento de produtor: Caso de sucessão na agropecuária, com Larissa de Souza Zambiasi, agricultora do município de Coqueiros do Sul/RS
15h40 – Encerramento

SERVIÇO
3º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai
Data: 04 de julho de 2019
Local: Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), localizada na Rua Henrique P Salomoni, 403 - Frinape.
Horário: 8h
Promoção: Emater/RS-Ascar
 (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
                  
 

GDT


(GDT, adaptado pelo Sindilat)
 

Acordo com UE impacta no Rio Grande do Sul

Ainda que informações mais detalhadas sobre acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia só agora começarão a ser divulgadas, é fato que importantes setores da economia gaúcha serão impactados. Tanto positivamente, pela conquista de uma parcela maior de mercados externos, quanto negativamente, pelo aumento da concorrência no mercado interno com produtos importados com preços mais competitivos. Enquanto alguma setores já comemoram o acordo, como calçadistas e moveleiros, outros segmentos vivem um momento de preocupação, como vitivinícola e lácteo. 

Segundo o coordenador do grupo temático de negociações internacionais da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Frederico Behrends, o governo brasileiro deverá divulgar mais dados sobre o acordo amanhã, em reunião da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Muitos dados não foram mantidos em segredo para não atrapalhar as negociações, como prazos de redução de tarifas por setores, se imediatos ou graduais, em até 15 anos”, explica Behrends. 

té agora, diz o executivo, se sabe que calçados e móveis terão tarifas zeradas imediatamente após a aprovação do acordo por todos os país do Mercosul e da União Europeia. Para Behrends, setores afetados pelo livre comércio, como metal mecânico e mesmo de vinhos, a solução pode estar no fechamento de parcerias com empresas europeias. Na Europa, diz o executivo, não há mais terra para ampliar a produção de vinho, o que pode ser uma possibilidade de parceria para produção aqui. 

No setor metalomecânico, como de produção de máquinas pesadas, se poderia fazer pareceria na assistência técnica local, já que não se pode simplesmente vender a máquina sem prestar assistência. “Em um país de dimensões continentais com o Brasil, fazer esse atendimento não é uma tarefa fácil para quem é de fora. Parceria nessa área pode ser um caminho”, analisa Behrends. No quadro abaixo, veja o impacto em diferentes setores da economia gaúcha.

Leite
O setor lácteo é um dos que tem muitas dúvidas e preocupações sobre o impacto do acordo no futuro dos negócios. Com uma produção de 160 bilhões de litros por ano, ante 35 bilhões do Brasil, e com grandes subsídios, frente a nossa alta carga tributária, por exemplo, a União Europeia é uma ameaça concreta ao setor. “Apesar de ainda ter poucas informações concretas sobre como foi feito o acordo para o setor, o que soubemos é que em setores sensíveis haveriam cotas para isenção, como de 30 mil toneladas para o queijo, 10 mil toneladas para o leite em pó e 5 mil para fórmulas infantis (alimentos processados para alimentação de bebês e recém nascidos)”, avalia o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini. 

Atualmente produtos lácteos importados da União Europeia entram no Brasil com uma tarifa de 28%. De acordo com Palharini, para evitar danos maiores ao setor o governo brasileiro terá que adotar medidas de apoio aos produtores e a indústria, como Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para diferentes produtos e compras governamentais, além de reforço no seguro rural, por exemplo. O lado positivo do acordo, analisa Palharini, pode vir com a redução nos preços de equipamentos importados para o setor, como ordenhadeiras robotizadas. (Jornal do Comércio)

 
Acontece - Dias 4 a 5 de julho
O 21º Seminário Internacional de Queijos e Leite tratará de produção, mercado e legislação. Ocorre no dia 4, no auditório da Cooperativa Santa Clara, em Carlos Barbosa. No dia 5, o Memorial da Santa Clara será palco do 5º Concurso Estadual de Queijos. Informações em facebook.com/agl.agl.710. (Zero Hora)

Porto Alegre, 01 de julho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.012

     Acordo entre Mercosul e União Europeia: o que prevê o texto

 
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia acertado nesta sexta-feira (28) prevê uma série de alterações em temas tarifários e não tarifários. A negociação entre os dois blocos levou mais de 20 anos para ser concretizada.
 
Entenda os principais pontos já divulgados:
 
Temas tarifários
O que será eliminado:
• Quando estiver totalmente implementado, o acordo vai retirar tarifas sobre 91% dos produtos que a União Europeia exporta para o Mercosul num período de 10 anos;
• Em sentido contrário, serão retiradas tarifas de 92% dos produtos que o Mercosul exporta para a União Europeia num período de 10 anos;
• Produtos agrícolas brasileiros, como suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais terão tarifas eliminadas;
• Exportadores brasileiros também terão acesso preferencial para carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel;
• Produtos industriais do Brasil serão beneficiadas com a eliminação de 100% nas tarifas de exportação;
• Produtos europeus terão tarifas de exportação eliminadas para diversos setores. Na lista estão veículos e partes, maquinários, produtos químicos e farmacêuticos, vestuário e calçados e tecidos;
• Chocolates e doces, vinhos e outra bebidas alcoólicas e refrigerantes provenientes da União Europeia terão tarifas eliminadas progressivamente;
 
Cotas:
A UE vai liberalizar 82% das importações agrícolas do Mercosul. Alguns produtos ficarão sujeitos a um valor estabelecido por cotas:
1. Carne bovina: 99 mil toneladas;
2. Aves: 180 mil toneladas;
3. Carne de porco: 25 mil toneladas;
4. Etanol: 450 mil toneladas para uso químicos e 200 mil toneladaspara todos os tipos de utilização;
5. Arroz: 60 mil toneladas;
6. Mel: 45 mil toneladas.
Haverá também abertura de cotas entre Mercosul e UE para diversos produtos
1. Queijo: 30 mil toneladas;
2. Leito em pó: 10 mil toneladas;
3. Fórmula infantil (leite artificial): 5 mil toneladas;
Haverá uma cota transitória de 50 mil veículos exportados da UE para o Mercosul. O tempo dessa transição é de 7 anos
 
 
Temas não tarifários
• Acordo vai ampliar o grau de liberalização do comércio de serviços. Nesse grupo estão incluídos, os setores de telecomunicações, serviços financeiros, entre outros;
• Nas compras governamentais, haverá maior concorrência em licitações públicas;
• Empresas da UE e do Mercosul poderão participar de licitações públicas nos dois blocos;
• Haverá redução no custo dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens;
• Os blocos vão se comprometer a desburocratizar e reduzir os custos no comércio entre as duas regiões;
• Os blocos se comprometem a remover barreiras ao comércio eletrônico e garantir um ambiente seguro para os consumidores;
• Mercosul e UE se comprometem a reduzir entraves de medidas sanitárias e fitossanitária;
• O acordo possui um mecanismo de salvaguarda que vai permitir a implementação de medidas temporárias caso haja um aumento inesperado e significante de importações, que possa causar prejuízos às empresas e produtores agrícolas domésticos;
• Segundo a UE, não haverá mudanças nos padrões de segurança alimentar e saúde animal do continente – ou seja, a UE continuará podendo barrar a entrada de produtos que não se enquadrem nesses padrões;
• Blocos se comprometem a reconhecer a propriedade intelectual de diversos produtos;
• Mercosul vai proteger nomes de 357 produtos europeus como indicações geográficas (tais como presunto de Parma e vinho do Porto);
• UE vai reconhecer nomes de produtos tradicionais do Mercosul, como a cachaça brasileira e o vinho de Mendoza (Argentina);
• Os signatários se comprometem com assuntos como proteção ambiental, que abarca conservação de florestas, respeito por direitos trabalhistas e promoção de condutas empresariais responsáveis;
• EU e Mercosul se comprometem, de acordo com os europeus, a implementar efetivamente o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa;
• O acordo inclui também a obrigação de implementar efetivamente os padrões fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que se referem a liberdade de associação, eliminação de trabalho forçado, abolição do trabalho infantil e não discriminação, entre outros. CLIQUE AQUI para assistir aos vídeos. (G1)
 
                  
 
Ministra diz confiar no Congresso para aprovar acordo entre Mercosul e UE
 
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta segunda-feira (1) confiar no Congresso Nacional para a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, firmado na última sexta-feira (28). Antes de entrar em vigor, o tratado precisa do aval dos parlamentos de todos os países envolvidos. “Eu não acredito que no Brasil nós teremos grandes dificuldades. Eu tenho certeza que o Congresso vai aprovar, porque isso é muito bom para o Brasil”, afirmou a ministra durante o VI Encontro de Implantação do Cadastro Ambiental Rural.
 
O acordo prevê a eliminação da cobrança de tarifas para suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões e outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. A estimativa é que o acordo aumente o PIB brasileiro em US$ 125 bilhões, em 15 anos, segundo o Ministério da Economia. 
 
Segundo a ministra, ela irá explicar os principais pontos do acordo em uma comissão da Câmara dos Deputados. Entre os assuntos está o princípio da precaução, que permite que o importador interrompa preventivamente as compras se considerar que pode haver algum dano. De acordo com Tereza Cristina, ficaram acertadas medidas para o uso do princípio e de proteção ao comércio agrícola. 
 
“Nós colocamos para eles (União Europeia) as nossas dificuldades de aceitar o princípio puro e simples e conseguimos colocar várias medidas, que são de proteção usando também o princípio científico”, explicou. 
 
O acordo entre os blocos prevê que o uso do princípio da precaução deverá ter base científica e que o ônus da prova ficará com quem apresentar a reclamação. 
 
Após as negociações, Tereza Cristina classificou o texto como “muito bom” e “confortável para aquilo que o Brasil e a agricultura brasileira queriam”. Ela ainda afirmou que os impactos do acordo são benéficos para o país. “Isso destrava o Brasil, traz a modernidade principalmente para nossa agricultura”, disse.
 
Cadastro Ambiental Rural
O VI Encontro de Implantação do Cadastro Ambiental Rural ocorre nesta semana, em Brasília. O evento tem por objetivo dar continuidade às cooperações técnicas para implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e dos Programas de Regularização Ambiental (PRA). Na abertura do encontro, a ministra defendeu a análise dos dados de mais 6 milhões de propriedades já cadastradas para ajudar os produtores. Ela lembrou que nenhum outro país tem um cadastro como o do Brasil e disse que isso mostra que “estamos muito à frente em relação ao meio ambiente, ante a muitos países do mundo”. (MAPA)
 
 
Produção/NZ 
 
Uma temporada de duas faces chega ao fim com a produção de leite da Fonterra na Nova Zelândia ficando ligeiramente acima dos “fracos” números do ano passado. A previsão é de que a nova temporada tenha volumes semelhantes. Depois de um grande otimismo sobre a produção de leite, a Fonterra termina 2018-19 com captação pouco maior que 1% em relação à “fraca” temporada passada.
 
A cooperativa projeta volumes similares para a próxima estação.
 
O início de 2018-19 teve chuva e condições espetaculares de produção, mas, o inverno trouxe seca e queda nos volumes de leite.
 
No boletim de junho da Fonterra, consta que a produção de leite em maio na Nova Zelândia caiu 3,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso a temporada totalizou 1.523 milhões de quilos de sólidos de leite, registrando aumento de 1,2% sobre os 1.505 milhões de quilos produzido em 2017-18. Foi “uma fraca estação de leite”, conclui a Fonterra.
 
“As condições em maio de 2019 foram mais favoráveis em muitas regiões em comparação com os meses anteriores, mas, mesmo assim, houve queda de 3,5% quando comparado com maio de 2018.
 
“A previsão de coleta de leite para 2019/20 é de 1.520 milhões de quilos de sólidos”.
 
A queda em maio de 2019 foi em decorrência da produção da Ilha Norte. Foi 10,7% menor em comparação com maio de 2018. Na Ilha Sul a produção subiu 3,5%, na mesma comparação.
 
A Fonterra relatou que as condições na Ilha Norte melhoraram no final de maio, “mas, não havia tempo suficiente para minimizar a magnitude do impacto nos volumes”.
 
A previsão da Fonterra para o preço final do leite da temporada 2018/19 é de NZ$6,30-NZ$6,40/kgMS, [R$ 1,21/litro-R$ 1,23/litro], projetando a faixa entre NZ$ 6,25-NZ$ 7,25/kgMS, [R$ 1,20/litro-R$ 1,40/litro], para o início da próxima. Muitos economistas têm a expectativa de que a Fonterra está apta a pagar NZ$ 7,00/kgMS, [R$ 1,35/litro], diante das atuais condições internacionais de mercado. (interest.co.nz – Tradução livre: Terra Viva)
 
Leite/Nota
Buscando aperfeiçoar a metodologia, a pesquisa do leite ao produtor do Cepea passará a focar, a partir de 2020, o preço líquido negociado. A ideia é explicitar aos agentes de mercado que o valor acompanhado se refere apenas ao recebido pelos produtores, sem adição de frete e impostos, facilitando, assim, a comparação e análise das informações. Atualmente, o Cepea calcula os preços líquido (que não considera frete e impostos) e bruto (que considera frete e impostos). Tendo em vista a grande heterogeneidade nas condições de frete e impostos no Brasil, a presença dessas duas variáveis exógenas ao preço do leite pode dificultar a comparação entre médias das diferentes regiões. Por esse motivo, decidiu-se por interromper o cálculo do preço bruto a partir de 2020. É importante ressaltar que, devido à natureza dinâmica dos mercados, mudanças de metodologias ou alterações nas divulgações de dados do Cepea podem ocorrer, sendo aconselhável, portanto, que os agentes de mercado estejam precavidos desses aspectos ao utilizar os dados em suas negociações. (Cepea)

Porto Alegre, 28 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.011

   LEITE/CEPEA: preço ao produtor se estabiliza em junho

O valor do leite pago ao produtor em junho (pelo produto captado em maio) ficou praticamente estável frente ao mês anterior. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a “Média Brasil” líquida fechou a R$ 1,5278/litro neste mês, ligeira alta de 0,68% em relação à de maio/19, mas 13,9% superior à registrada em junho/18, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de maio/19). Os únicos estados que não seguiram a tendência de estabilidade foram o Paraná e o Rio Grande do Sul, onde as médias mensais subiram 2,93% e 2,86%, respectivamente, de maio para junho.

Desde o início do ano, os preços do leite ao produtor já subiram 21,1% na “Média Brasil” líquida. Essa expressiva valorização está atrelada ao cenário de elevada competição entre indústrias para garantir a compra de matéria-prima e à menor oferta neste primeiro semestre. A disponibilidade de leite tem sido limitada pelas condições sazonais (redução de chuvas no Sudeste e Centro-Oeste e diminuição da qualidade das pastagens), mas também pela maior insegurança de produtores em realizar investimentos desde 2017. Nos últimos dois anos, a diminuição do poder de compra das famílias brasileiras e a “gangorra” de preços do leite prejudicaram os investimentos dentro da porteira, com efeitos sendo sentidos no longo prazo.

No entanto, os laticínios enfrentam dificuldades em repassar as valorizações da matéria-prima ao consumidor, tendo em vista a estagnação econômica. O aumento da concorrência dos laticínios também na venda dos derivados e a pressão dos canais de distribuição nas negociações têm corroído as margens das indústrias. Para os próximos meses, agentes do setor acreditam em quedas graduais nos preços do leite ao produtor. (Por: CEPEA/ESALQ/Agrolink)
                  
 

Leite/NZ

O Rabobank projeta o preço do leite ao produtor em NZ$ 7,15/kgMS, [R$ 1,38/litro], para 2019/20. Em seu relatório trimestral – Dairy Quarterly Q2 2019. Um otimismo em meio ao caos, em que o Rabobank diz que os fundamentos do mercado mundial ficaram presentes em todo o primeiro semestre de 2019: estagnação da oferta, baixos estoques e preços estáveis, e que continuam sendo temas chaves que permeiam todo o setor.
“A produção de leite dos ‘Big 7’ exportadores (União Europeia, Nova Zelândia, Austrália, Uruguai, Argentina e Brasil) em 2019 ficou abaixo à do ano anterior, dando sustentação ao mercado. Fracos finais de temporada na Nova Zelândia e Austrália, junto com forte demanda da China, deram suporte às cotações dos produtos lácteos na Oceania”, diz a analista, Emma Higgins, no relatório do Rabobank.

Higgins diz em sua análise que o segundo semestre de 2019 terá o desafio de melhorar a produção de leite nas regiões exportadoras. “A produção de leite nessas regiões [exportadoras] foi claudicante no primeiro semestre, ficando com o resultado negativo de 0,3%, criando uma tensão no mercado internacional. No entanto, a defasagem da oferta está diminuindo lentamente, e no terceiro trimestre, a expectativa é de que haja crescimento no ‘Big 7’, especialmente entre os produtores do Hemisfério Norte (União Europeia e Estados Unidos da América)”, diz ela.   

O banco sugere que haverá menor volume de leite disponível nos países exportadores do Hemisfério Sul no segundo semestre de 2019, e isso é importante para os produtores da Nova Zelândia. “Nossa expectativa é de que haja recuperação do preço das commodities lácteas após esse período de queda sazonal”, disse Higgins.

Do lado da demanda, o relatório diz que o conjunto dos mercados importadores é misto.

“O apetite chinês foi maior do que o esperado nos primeiros quatro meses de 2019, e alguns compradores podem ter estoque adequado. Assim, acreditamos que a demanda chinesa continuará robusta, mas, menos intensa do que no primeiro semestre, o que pode definir o teto dos preços”, acrescenta a analista.

“A economia dos Estados Unidos da América (EUA) está caminhando para uma desaceleração em 2020, enquanto a economia da Eurozona apresenta baixa performance desde 2018. São aspectos que moderam os gastos dos consumidores e limitam a demanda por produtos lácteos”, conclui Higgins. (Dairy News – Tradução livre: Terra Viva)

Argentina: preço do leite ao consumidor dobra e consumo tem queda histórica

Quando o dinheiro não é suficiente para continuar enchendo o bolso como antes, a primeira coisa a sair da lista de compras são os “petiscos" e os "aperitivos". Com o resto, a tática é geralmente escolher embalagens e marcas mais baratas. Mas, se isso não for suficiente, cortes mais drásticos serão impostos: aqueles que implicam em deixar de levar os alimentos essenciais à saúde ou servi-los em quantidades menores.

Esse foi o passo dramático que milhões de famílias argentinas tiveram que fazer este ano, reduzindo seu consumo de leite e produtos lácteos a níveis historicamente baixos. Isso, após seus preços, em apenas um ano, dobrar.

No leite, a escalada foi frenética. Há um ano, no supermercado Capital, o saquinho mais econômico encontrado foi de 22,50 pesos (US$ 0,51). Hoje, no entanto, o preço não fica abaixo de 45 pesos (US$ 1,02): o dobro. Se analisarmos a garrafa de litro, o aumento anual foi de 33 pesos (US$ 0,75), para 64 pesos (US$ 1,43), um crescimento de 94%.

Na mesma linha, as consultoras Focus Market e Scanntech pesquisaram 750 produtos e constataram que o leite foi o segundo que mais encareceu no ano passado: em média, 95,4%. Entre os 10 itens comparados, sachê e longa vida, o valor passou de cerca de 24,30 pesos (US$ 0,55) por litro em maio de 2018 para cerca de 50,10 pesos (US$ 1,14) no mês passado.

O aumento no preço do leite também afetou todos os derivados, como ficou claro no relatório Consumer Price Index divulgado pela Indec na última quinta-feira. Segundo a agência oficial de estatísticas, os lácteos foram os mais afetados pela inflação até agora neste ano, com um aumento de 31,2% em Buenos Aires em cinco meses. Nos últimos 12 meses, já subiram 81,1%, contra uma inflação de 63% no total de alimentos e uma taxa geral de 56,8%.

Para exemplificar, um pote de iogurte de 190 gramas de uma das marcas líderes que há um ano custava 23,50 pesos (US$ 0,53) agora é vendido a 50 pesos (US$ 1,14), um valor 113% mais caro. E o quilo do queijo cremoso, se há um ano valia 164 pesos (US$ 3,74), agora já está em 326 pesos (US$ 7,44). No meio da crise, a resposta das famílias a estes aumentos foi limitar o consumo de produtos lácteos como não o faziam há décadas, bem como voltar-se para os mais econômicos.

Segundo os últimos dados da Secretaria do Agronegócio, atualizados até março, no primeiro trimestre deste ano, 13,2% a menos de leite fluido foi vendido no país comparado há um ano e 21,1% a menos que mesmo mês de 2016. Ou seja, 1 de cada 5 litros de leite tomados três anos antes foi eliminado.

Se analisarmos o consumo de março, o registro mais recente, em leites não refrigerados ("longa vida") a queda no consumo anual atingiu 30,1% em litros, em comparação a uma retração de 3,3% para aqueles de saquinho, que mostra em que medida os compradores se refugiaram nas opções mais baratas. A queda, por sua vez, ultrapassou 21% ao ano em leite em pó e iogurte, alcançou 18,5% em manteiga e 11% em queijos. Mais dispensáveis, sobremesas lácteas e pudins foram consumidos 30,9% a menos e leites achocolatados e aromatizados, 51,5% menos.

No total, o Observatório da Cadeia Leiteira Argentina (OCLA) calculou que, em janeiro e fevereiro, o consumo de leite - direto e via derivados - caiu para um patamar equivalente a 183 litros por habitante ao ano. Foi o menor registrado desde 2003. E, tirando 2003, o menor desde 1991. Estima-se, entretanto, que os primeiros quatro meses de 2019 tenham uma média de 180 litros, longe dos 193 litros per capita consumidos em todo o ano de 2018, os 197 de 2017, os 201 de 2016 e os 217 de 2015.

"Em 2018 o consumo diminuiu um pouco, mas a queda deste ano foi muito forte, em quantidades e qualidades. Os lácteos são os produtos básicos em que os maiores cortes estão sendo observados. As pessoas consomem menos sobremesas lácteas, cremes, queijo ralado ou leite com sabor. E no leite, o que mais se destacou foi uma mudança para as marcas secundárias, e do papelão para o sachê, o que até causou complicações para manter a oferta de marcas mais baratas em sachê”, explica Jorge Giraudo, diretor executivo da OCLA.

Segundo o especialista, os aumentos ocorreram principalmente nos primeiros meses deste ano porque, "devido às altas temperaturas", a produção caiu 10%. E, ao mesmo tempo, devido às altas exportações de 2018, as empresas ficaram com poucas reservas para compensar. Essa falta de oferta que permitiu os aumentos, disse Giraudo, já começou a se normalizar. "Mas não esperamos que os valores caiam", adverte.

"Agora o preço é suficiente para a fazenda não estar em crise, porque muitos de seus custos são dolarizados, como os de ração para gado, vacinas e combustíveis", acrescentou David Miazzo, economista da Fundação para o Desenvolvimento Agrícola da Argentina. Nesse contexto, mesmo que a produção se recupere é difícil que o preço caia. Para ressurgir o consumo, o que precisa ser recomposto é o poder de compra dos salários. 

Segundo nutricionistas consultados, essa situação é muito preocupante já que o leite é um alimento essencial para a saúde da população e especialmente para o adequado crescimento das crianças. Alimento que, por sua vez, é muito difícil de ser substituído. 

A recomendação médica, no país e em todo o mundo, é que as pessoas, para ter uma dieta saudável, consumam cerca de três porções de leite por dia, que podem ser um copo (200 ml) de leite, um iogurte e um pedaço de queijo de 30 gramas, explica Sérgio Britos, diretor do Centro de Estudos de Política Alimentar e Economia.

"O problema é que na Argentina, antes deste último outono, a população vinha registrando um nível de consumo muito inferior ao saudável", afirma. Em média, segundo Britos, as pessoas consumiam 48% menos laticínios do que o ideal: ou seja, a metade. Embora com desigualdades: nos setores de baixa renda o déficit está próximo de 60%, e naqueles com maior renda, a 30%.

"É um preocupante problema nutricional e de saúde que afeta as crianças em particular. Os produtos lácteos são a fonte fundamental de cálcio em nossa dieta e o cálcio é um mineral essencial para a nossa saúde óssea", completou Britos. 

"Durante a idade escolar e pré-adolescência, o cálcio se fixa e forma a densidade óssea que terá que nos sustentar ao longo da vida. Portanto, a recomendação desse nutriente é muito exigente neste período. O perigo é que se, devido a um déficit de cálcio, a criança não tiver massa óssea suficiente naquele momento, ele terá um alto risco na idade adulta de ser mais propenso a fraturas e osteoporose", disse Britos.

Em 24/06/19 - 1 Peso Argentino = US$ 0,02283
43,7968 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Clarín, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 
Cresce a produção de leite
Para o levantamento foram considerados os volumes de leite adquiridos pelos laticínios com algum tipo de inspeção sanitária (municipal, estadual e/ou federal). De janeiro a março foram coletados 6,2 bilhões de litros de leite no país, um aumento de 3% em relação a igual período do ano passado. Este foi o maior volume captado neste intervalo desde 1997. No primeiro trimestre de 2018, o volume captado havia reagido 2,7% frente a igual período de 2017. Em 2019, com o produtor incentivado, com o preço do leite 6% maior em valores reais (deflacionados pelo IGPI – Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) no período de janeiro a maio, a produção cresceu em maior proporção comparado com os anos anteriores. Em contrapartida, a demanda comedida na ponta final da cadeia começa a pressionar o preço do leite para o produtor já no final do primeiro semestre. (Fonte: Scot Consultoria)





Porto Alegre, 27 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.010

  Audiência Pública, em Brasília, debate os desafios da cadeia produtiva com a vigência das INs 76 e 77

Os novos cenários se que desenham para a cadeia produtiva do leite a partir da vigência das Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foram foco da audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (27) na Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A audiência reuniu integrantes do setor e contou com a presença do secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini. Segundo ele, a adequação às novas regras que trazem alterações na produção, coleta e armazenagem do leite cru, é fator que gera grande preocupação à cadeia leiteira gaúcha e nacional. O dirigente relatou a série de encontros realizados nos meses de maio e junho, em diversos municípios gaúchos, que reuniram grande número de produtores no propósito de esclarecer dúvidas e pontos polêmicos da nova legislação. Os encontros foram realizados pela Superintendência do Ministério da Agricultura, Secretaria da Agricultura, Sindilat e diversas outras entidades do setor lácteo.  “O Sindilat - junto com outras entidades -  já havia elaborado uma carta aos produtores contemplando informações sobre as principais mudanças implantadas pelas normativas”, afirmou ele.

O representante da indústria gaúcha pontuou que, entre as exigências que mais têm gerado apreensão no setor, estão as que obrigam o leite cru a atingir a temperatura de 4°C três horas após a ordenha (antes da saída da propriedade), e a chegar na plataforma com temperatura máxima de até 7°C, ou 9° graus em casos excepcionais. “Enquanto estivermos em clima frio, mais ameno, não haverá maiores dificuldades em atender ao padrão. A situação deve ser dificultada no verão, quando as temperaturas ultrapassam 40°C em muitas regiões”, alertou Palharini. O dirigente destacou a carência de equipamentos mais modernos para refrigeração do leite em muitas propriedades, a falta de acesso dos produtores a linhas de crédito para a aquisição desses equipamentos e os gargalos de infraestrutura (energia e estradas) como pontos que dificultam o cumprimento dos padrões exigidos pelo Mapa.

Em relação à exigência máxima de 300 mil ufc/ml na contagem bacteriana total do leite cru ao sair da propriedade, Palharini afirmou que se trata de um grande desafio, já que, atualmente, 63% dos 65 mil produtores de leite do Rio Grande do Sul não atingem este padrão.  “Maior ainda é o gargalo do leite na plataforma, que não deve ultrapassar os 900 mil ufc/ml. Hoje, apenas 5% do leite que chega na indústria é entregue dentro deste padrão ”, salienta.

Darlan Palharini encerrou sua participação levantando a necessidade de se buscar alternativas para tornar a atividade mais competitiva, passando pela maior geração de renda e, consequentemente, pela qualificação da produção.  Uma das alternativas citadas foi a abertura do PEP para derivados de lácteos, modalidade que atualmente só está disponível para o leite cru. “Esta medida não oneraria os cofres públicos e dependeria apenas de ajustes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). “Esse é um instrumento importante para dar fôlego às indústrias, para escoar a produção e para manter a estabilidade de preço ao produtor, a exemplo do que foi feito com o setor do vinho”, afirmou.

Presente na audiência, o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, mostrou preocupação quanto à manutenção dos produtores na atividade e à possível exclusão dos mesmos pela não adequação às normas, o que iria representar um impacto social e econômico muito grande ao país. “Precisamos manter quem produz no campo e com uma remuneração justa. É hora de a cadeia do leite deixar de ser o patinho feio do agronegócio e alçar o protagonismo do setor pela sua representação social e econômica”, salientou. Ele informou também que, somente em 2018, o êxodo atingiu 20 mil produtores no Rio Grande do Sul. O diretor do Departamento de Estudos e Prospecção da Secretaria de Política Pública do Mapa, Luis Eduardo Rangel, afirmou que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está atenta à realidade dos produtores de leite do Brasil e que a pasta vem monitorando a cadeia produtiva. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito:  Reprodução TV Câmara
 
                  
 
Aliança Láctea Sul Brasileira discute a relação entre produtor e indústria

Desde o último dia 30 de maio, as Instruções Normativas (INs) 76 e 77 estão em vigor, alterando a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru em todo o País. As normativas foram propostas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e visam, entre outras coisas, a qualidade do leite, uma maior competitividade e a abertura do mercado externo. Em reunião realizada nesta quarta-feira (26), na sede da Farsul, em Porto Alegre, a Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB) debateu os principais desafios no dia a dia da atividade leiteira e a relação entre produtor e indústria após a adequação da cadeia às INs.

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, fez um raio-x sobre o cenário lácteo no Estado. "A assistência técnica de qualidade é fundamental para que se consiga um bom resultado", frisa. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as INs vieram para aproximar a cadeia produtiva de ponta a ponta e dividir a responsabilidade com o poder público.

De acordo com o coordenador geral da ALSB, Airton Spies, anteriormente, o grupo havia sugerido ao Mapa a criação de uma norma de transição para que nenhum produtor fosse penalizado até a adequação total às exigências. "O Mapa criou um comitê técnico para analisar, durante cinco meses, as INs 76 e 77, afim de normatizar a destinação da matéria prima que estiver fora dos padrões de temperatura e contagem padrão em placas (CPP)", conta.

As novas regras não preveem o descarte do leite fora dos parâmetros de exigência, tema levantado por Spies e que foi, incansavelmente, debatido em todas as reuniões itinerantes realizadas pelo Sindilat, Mapa e demais entidades no interior do Estado. "Os encontros têm o objetivo de tirar todas as dúvidas da cadeia produtiva, a partir de dados apresentados por especialistas", alerta Palharini.

Quanto melhor a qualidade, maior a vida útil do produto na prateleira. Segundo supervisor regional do Serviço Nacional de Assistência Rural (SENAR/RS), Herton Lima, é preciso manter um bom relacionamento entre a indústria e os produtores para que, juntos, consigam elevar a qualidade e o nível de produção.  "Com as INs todos ganham, produtor, indústria e, principalmente, o consumidor".

Também participaram da reunião o diretor financeiro do Sistema FARSUL, José Alcindo Ávila, o secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Luis Antonio Covatti Filho, o presidente do Sistema FAESC, José Zeferino Pedrozo, além de Guilherme Dias, representando o Sistema FAEP e Vagner Miranda Portes, representando a secretaria da Agricultura e Pesca de Santa Catarina. O próximo encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira será no município de Florianópolis (SC), no dia 19 de setembro, na sede da FAESC. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Stéphany Franco
 
RS: deputados aprovam inclusão do doce de leite na merenda escolar da rede pública



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa gaúcha aprovou nesta última  terça-feira (25) projeto de lei que prevê a inclusão do doce de leite na dieta da merenda escolar nas escolas da rede estadual de ensino. O texto é de autoria do deputado Edson Brum (MDB), ex-presidente do Legislativo. Na justificativa, o parlamentar argumenta que este é um alimento "notadamente rico em nutrientes" e que estes nutrientes são indicados para alunos do ensino fundamental.



Na mesma sessão da CCJ, que chancelou o projeto do doce de leite, os deputados adiaram pela quinta vez seguida a análise de um projeto de lei da deputada Any Ortiz (PPS) que pretende acabar com a aposentadoria especial dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul. 



"O doce de leite é um alimento inegavelmente proteico, se constituindo em um produto oriundo especialmente da agroindústria gaúcha. Convém referir que o Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores de leite do país, tendo, na propriedade rural, o início da cadeia produtiva deste produto. A merenda escolar distribuída nas escolas da rede estadual é rigorosamente acompanhada por nutricionistas, que através de uma dieta balanceada, proporciona aos alunos uma alimentação razoável", diz a justificativa do projeto.



Cabe lembrar que a CCJ não analisa o mérito da proposta, mas sim a constitucionalidade. Nas redes sociais, o deputado comemorou a aprovação da matéria, que ainda precisa passar pelo plenário da Assembleia antes de se tornar lei. (As informações são do portal de notícias GaúchaZH)
 
FrieslandCampina 

O preço do leite cru garantido pela FrieslandCampina para o mês de julho de 2019 foi estabelecido em € 35,00/100 kg, [R$ 1,57/litro], queda de € 0,75/100 kg, em relação ao mês anterior, [€35,75/100 kg]. Está incluída uma correção de € 0,39. O preço do leite pago ao produtor pelas principais indústrias de referência está com projeções de queda no mês de julho.
 

 

O preço do leite orgânico garantido pela FrieslandCampina para junho de 2019, € 45,50/100 kg [R$ 2,04/litro]. Caiu € 1,75/100kg em comparação com o mês anterior que foi de € 47,25/100 kg, [R$ 2,12/litro], incluindo uma correção para menor de € 1,74 correspondente a uma estimativa feita a maior em meses anteriores.
 

O preço garantido é aplicado a 100 quilos de leite que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o imposto de valor agregado (IVA). O preço é garantido a produtores de leite convencional e que entregam acima de 800.000 quilos de leite por ano.

O preço garantido para o leite orgânico segue os mesmos parâmetros do leite convencional em relação ao teor de sólidos, mas, a base do volume de entrega é acima de 600.000 quilos anuais.

O preço garantido da FrieslandCampina faz parte do preço do leite que a FrieslandCampina paga, anualmente, aos seus produtores de leite. Mensalmente, o preço garantido é estimado com base no desenvolvimento dos preços do leite publicados pelas principais indústrias de referência.

Até 2016 o volume era de 600.000 quilos para o leite convencional. A alteração do volume que serve de base para bonificações e o esquema da sazonalidade foi, então, descontinuado, iniciando novos parâmetros em 2017. (FrieslandCampina - Tradução livre: Terra Viva)

 
Leite cru

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alerta aos consumidores sobre os riscos à saúde com a ingestão de leite cru, sem pasteurização. Apesar de ser um alimento nutritivo e amplamente consumido por toda a população brasileira e mundial, o leite é um substrato ideal para o desenvolvimento de grupos de bactérias que podem causar alterações sensoriais e tecnológicas e, quando patogênicos, danos graves à saúde pública. Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo consumo de leite cru estão a tuberculose, brucelose, listeriose, salmonelose, yersiniose, campilobacteriose, infecção por Escherichia coli, entre outras. No Brasil, a venda de leite cru é proibida em todo o território nacional, pelo Decreto nº 923/1969. "O consumo de leite e seus derivados deve ser incentivado por se trata de um grupo de alimentos ricos em nutrientes que compõem a dieta da população. Contudo, deve ser observado se os alimentos adquiridos possuem selo de inspeção municipal, estadual ou federal que asseguram ter controle sanitário", alerta a auditora fiscal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Mayara Pinto. "É imprescindível a aquisição de leite que tenha sido submetido ao processo de pasteurização, que fornece segurança ao produto e aos derivados", afirma. Na pasteurização o leite é submetido à temperatura de 72ºC a 75ºC por 15 a 20 segundos, inativando eventuais agentes patogênicos, sem contudo, esteriliza-lo, mantendo parte da população bacteriana e preservando a sua qualidade nutricional. (Mapa)


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Porto Alegre, 26 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.009

  Reunião dos associados debate o cenário das indústrias de laticínios
 
Entidades ligadas ao setor lácteo reuniram-se, na tarde desta terça-feira (25), na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a fim de discutir, entre outras coisas, sobre o cenário de comercialização das indústrias dentro e fora do Estado. As Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que entraram em vigor no dia 30 de maio, foram, novamente, pauta do encontro que debate a competitividade do produto.

Os associados fizeram um diagnóstico sobre a adequação às INs, temperatura do leite, coleta de amostras do silo nas empresas e plano de qualificação dos produtores. De acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a responsabilidade para atingir os parâmetros que norteiam as Instruções Normativas é de toda a cadeia produtiva.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as considerações feitas pelos representantes das entidades associadas são de suma importância. “Elas revelam o que acontece no dia a dia da atividade leiteira no Estado”, afirma. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Crédito: Stéphany Franco
                  
 
Vale do Rio Pardo realiza encontro para debater eficiência na produção leiteira

 
Experiências bem-sucedidas com grupos de produtores de leite do Vale do Rio Pardo, além de palestras sobre qualidade e sanidade do rebanho serão o foco principal do 3º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Vale do Rio Pardo - Como produzir leite com eficiência? O evento acontece no próximo dia 27/06 (quinta-feira), na localidade de Pitingal/Passa Sete, no Salão da Comunidade de São Miguel, a partir das 9h, e tem o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat).

Um dos palestrantes, o engenheiro agrônomo da Emater-RS/Ascar Diego Barden antecipa que uma das experiências que será divulgada no encontro diz respeito ao trabalho realizado em 18 propriedades leiteiras de Venâncio Aires, onde a atuação da assistência técnica produziu efeitos e resultados significativos na produção. “Iniciamos esse trabalho em 2015 e vamos divulgar para o público como conseguimos alcançar tais resultados”, disse o técnico, que falar sobre “Manejo Nutricional de Bovinos de Leite.

A programação inicia com o relato de experiência da família Ruoso, do município de Sobradinho, sobre produção de leite e gestão da propriedade rural. Ainda na parte da manhã, a médica veterinária da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ana Claudia Mello, falará sobre o panorama da brucelose e da tuberculose bovina no Rio Grande do Sul.

No período da tarde, as atividades têm continuidade com a abertura oficial do evento e a palestra custos de produção e índices zootécnicos de sistemas de produção de leite, ministrada pelo zootecnista e supervisor técnico da empresa Tortuga, Frederico dos Santos Trindade.

SERVIÇO 
3º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Vale do Rio Pardo - Como produzir leite com eficiência?
Data: 27 de junho de 2019
Local: Salão da Comunidade de São Miguel, na localidade de Pitingal - Passa Sete
Hora: 9h
Promoção: Emater/RS-Ascar
(Assessoria de Imprensa Sindilat)

Acordo entre UE e Mercosul avança e pode sair na sexta

As negociações avançam entre o Mercosul e a União Europeia (UE) na parte técnica, em Bruxelas, e as questões mais sensíveis sobre acesso ao mercado serão tratadas pelos ministros dos dois blocos a partir de hoje à noite. A Confederação Nacional da Industria (CNI) confia na conclusão do acordo político até esta sexta-feira, depois de anos de intensas negociações. Entre negociadores em Bruxelas, o ambiente é otimista, porém moderado, até porque sempre pode haver surpresas de última hora. A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, participam hoje, com colegas do Mercosul, de jantar com a comissária de Comércio, Cecilia Malmstrom, e o comissário de Agricultura, Phil Hogan. Na quinta, haverá reunião formal para fechar eventualmente as barganhas. 

A avaliação de fontes do Mercosul é de que estaria preliminarmente acertado que o Mercosul também terá uma cesta de redução tarifária com prazo de até 15 anos, devendo incluir itens de máquinas, automóveis e autopeças. A UE, que tem alíquotas menores, chegará à tarifa zero nas importações procedentes do Mercosul em sete anos, com mais cortes já nos dois primeiros anos. Mas ainda há discussões à frente sobre o calendário de desgravação para várias das 9 mil linhas tarifárias. Fontes dão como certo que a demanda europeia para exportar remanufaturados ao Mercosul fica de fora do acordo. Isso é considerado ainda mais importante para o Brasil não abrir mercado para produto velho europeu e sem critério internacional, e era visto como abertura unilateral significativa. 

Por outro lado deve ser incluída cláusula permitindo ao Mercosul usar o drawback, regime especial aduaneiro que garante desoneração na importação ou aquisição interna de insumos usados na fabricação de bens voltados à exportação. Será permitido desde que se cumpra uma regra de origem. Na área agrícola, as indicações ontem eram de que a discussão sobre cotas para carne bovina, etanol e açúcar ficam para decisão dos ministros. A cota para carne de frango está praticamente finalizada. Em indicação geográfica, o Mercosul teria garantido flexibilidade para o uso de nomes de queijos como parmesão e gorgonzola. Fontes do Mercosul são prudentes porque não se sabe se o comissário agrícola, Phil Hogan, chegará na barganha final com mais exigências para a Europa vender leite e queijos para o Mercosul. Também persiste o problema de acesso para o vinho europeu. Se Hogan tentar levar mais do que sabe que o Mercosul pode conceder, a situação poderá complicar de novo. Já se observa na Europa movimentos para a formação da próxima Comissão Europeia. O mandato atual termina em outubro. Phil Hogan quer ser o novo comissário de Comércio, no lugar de Malmstrom. Esse cargo é, por natureza, liberal enquanto o da agricultura é marcadamente protecionista. Se Hogan for inflexível na etapa final da negociação, isso pode dificultar sua acessão ao novo posto, desestimulando países fortes como a Alemanha a lhe dar apoio. 

Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o acordo com a UE tem pelo menos três dimensões. Primeiro, é estratégico. Será o mais importante acordo de livre-comércio que o Brasil já firmou na história. Considera que "é o passaporte para o Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacionais". Passa a ter acesso a 25% do mercado mundial. Antes disso, produtos brasileiros só tinham acesso a 8% do comércio do mundo com isenção ou redução do imposto de importação. Segundo, é estruturante. O acordo vai gerar benefícios para o Brasil. Abre o mercado europeu para bens agrícolas, industriais e também para prestadores de serviços brasileiros. E abre o mercado brasileiro para produtos e serviços europeus, "o que vai exigir do Brasil aprofundamento das reformas domésticas", acrescenta. E terceiro, o acordo é gradual, na visão da indústria brasileira. O tratado integra o Brasil a uma das maiores economias do mundo e isso vai exigir um ajuste do lado brasileiro, principalmente do setor industrial. "É importante ressaltar que o acordo vai ter dispositivos para lidar a competitividade da indústria europeia. Prevê um período de mais de uma década de redução de tarifas e vamos ter uma série de regras sobre como essa integração vai acontecer. A mudança não vai ser abrupta", diz Abijaodi. (Valor Econômico)

Audiência Pública 

As novas regras para a produção de leite no País serão discutidas nesta quinta-feira (27) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. 

O deputado Heitor Schuch (PSB-RS), que pediu a realização do debate, lembra que, em novembro de 2018, o Ministério da Agricultura fixou novas regras para a produção de leite, especificando os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A. As mudanças entraram em vigor em maio de 2019. 

A Instrução Normativa (IN) 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Na IN 77, são definidos critérios para obtenção de leite de qualidade e seguro para o consumidor. Esses critérios englobam desde a organização da propriedade até a capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas.

“O leite é uma das principais cadeias produtivas do País”, afirma Schuch citando dados preliminares do Censo Agropecuário 2017 do IBGE, segundo o qual, 1,17 milhão de famílias rurais estão diretamente envolvidas na atividade. “Com base no Censo de 1996 eram 1,85 milhão de famílias, ou seja, em pouco mais de 20 anos, 680 mil produtores deixaram a atividade”, compara.
 
Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto, entre outros, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos; e o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul, Alexandre Guerra. CLIQUE AQUI para conferir a lista completa de convidados. A audiência será realizada no plenário 6, a partir das 9h30. (Agência Câmara)
 
Captação do leite/MS 
Nos primeiros quatro meses deste ano, a captação do leite em Mato Grosso do Sul somou 65,3 milhões de litros, com queda de 1,2% em relação ao ano anterior, quando o volume produzido totalizou 66 milhões de litros. Os dados se referem ao total captado pelas indústrias inscritas no SIF – Serviço de Inspeção Federal e são destaques da editoria ‘Mercado Agropecuário’ desta segunda-feira (24). Com a queda no volume o preço registrou alta de 9% entre 2018 e 2019, passando de R$ 0,95 para R$ 1,04 o litro, segundo o Conseleite. A analista técnica do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Eliamar Oliveira, explica o mercado lácteo no estado.  “Mesmo estando na entressafra, o movimento de alta no preço do leite pago ao produtor perde força a partir de maio. Os fundamentos estão nas condições de demanda e também na concorrência do produto importado com a produção brasileira. As importações de lácteos, nos cinco meses de 2019, somaram 67 mil toneladas, volume 52% superior ao igual período de 2018”. (Famasul)

Porto Alegre, 25 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.008

  Preço do leite cai 4,14% no RS

O leite deve ter queda em junho no Rio Grande do Sul. Segundo dados divulgados pelo Conseleite/RS nesta terça-feira (25/06) em reunião na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), o valor de referência projetado para junho é de R$ 1,1297 o litro, valor 4,14% menor do que o consolidado de maio, que fechou em R$ 1,1784.  O professor da UPF Eduardo Finamore explicou que o resultado reflete queda do leite UHT (-3,27%), do leite em pó (-1,16%) e do queijo mussarela (-4,57%) no mês.

Esta é a primeira vez que o preço do leite registra baixa expressiva em 2019, uma vez que vinha em estabilidade desde dezembro de 2018. Para o presidente do Conseleite e do Sindilat, Alexandre Guerra, é preciso levar em conta que estamos entrando em período de safra, quando, tradicionalmente, a produção se eleva no campo, o que pressiona os preços. Por outro lado, argumenta que o consumo das famílias brasileiras está retraído em função do contexto econômico e de um outono e inverno com temperaturas amenas. “O consumidor está em busca de promoções, independentemente da praça onde se atua. Isso é reflexo da estagnação da economia nacional, que impacta diretamente no setor lácteo”, pontuou. Apesar desse cenário de retração de consumo, Guerra citou que, nos cinco primeiros meses do ano, o valor pago, na prática, ao produtor no campo foi maior do que o previsto pelo Conseleite. “Em um mercado não comprador, esse cenário preocupa em função da baixa margem com que vêm operando a indústria”, alerta.

Os dados do Conseleite indicam que a queda em junho também posicionou o produto abaixo do valor real praticado em 2018, uma vez que, até então, os valores de 2019 vinham acima da série do ano anterior. No entanto, no acumulado do ano, de janeiro a junho, o preço do leite, segundo Finamore, acumula um ganho real de 1,04% acima da inflação do período (IPCA). “A grande questão é como os preços vão se comportar nesse segundo semestre do ano, que vinha com estabilidade”, acrescentou.

O presidente do Conseleite ressalta que o setor – um dos grandes responsáveis pela ramificação de renda no campo - precisa de apoio para minimizar oscilações de preço e garantir margens mínimas de rentabilidade. Entre as alternativas, pontua ele, está a retomada de aquisições por parte do governo ou a adoção de cotas que regulem a pressão dos importados no mercado nacional. “As importações estão maiores do que em 2018. Só em maio em relação a abril, as importações aumentaram 25,5%”, acrescentou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine
 
                  
 

Mais Leite Saudável supera a marca de 60 mil produtores

Desde o início do Mais Leite Saudável, em outubro de 2015, 63.706 produtores já foram beneficiados pelo programa. Em média, entre 10 mil e 15 mil novos produtores ingressam anualmente e cerca de 25 mil a 30 mil são atendidos por ano com assistência técnica, educação sanitária ou melhoramento genético.

Entre os estados com mais produtores alcançados estão o Rio Grande do Sul (18.230), Minas Gerais (18.222), Santa Catarina (11.666), Paraná (4.734) e Mato Grosso (3.360).

Quase R$ 240 milhões foram investidos em projetos de fomento, gerando aos laticínios participantes R$ 4,5 bilhões em créditos presumidos, disponibilizados em forma de compensação de impostos ou monetização. Os benefícios incluem aumento da rentabilidade, da produtividade e competitividade, de boas práticas agropecuárias, incentivo à certificação de propriedades livres de tuberculose e brucelose, melhoramento genético de rebanhos, da qualidade do leite (contagem de células somáticas e bacterianas) e microbiológica, além da redução da mortalidade de bezerras.

Produtores, laticínios, técnicos de campo e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento promovem o fomento para pequenos e médios produtores de leite, com impacto positivo no desenvolvimento de 2.068 municípios em mais de 20 estados.

Com mais de 600 projetos aprovados, dos quais 385 em vigência, o programa não está restrito apenas a estabelecimentos sob Inspeção Federal. De 440 laticínios participantes, 76,4% estão sob inspeção Federal (SIF) e 23,6% sob inspeção estadual ou municipal (SIM ou SIE).

O Mais Leite Saudável não se restringe à bovinocultura de leite, podendo contemplar projetos para bubalinocultura e caprino e ovinocultura.

Cerca de metade dos projetos em execução são de assistência técnica e gerencial. Outras ações estão distribuídas na Melhoria da Qualidade do Leite (38,7%), Melhoramento Genético (6,8%), Implementação de Manejo Sanitário, incluindo controle de brucelose e tuberculose (3%), e redução da taxa de mortalidade de bezerras 0,5%.

O Programa Mais Leite Saudável passou a ser estratégico do Mapa, com meta de 150 mil produtores a serem atendidos até 2035. A Coordenação de Boas Práticas e Bem-Estar Animal (CBPA), da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, responsável pela gestão do programa, trabalha para viabilizar essa meta, apostando haver muito espaço para crescimento.

Uma das ferramentas para sua expansão é o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL), instituído pela Instrução Normativa 77, de novembro do ano passado. A coordenação (CBPA) tem realizado seminários em todas as regiões brasileiras para divulgação do plano e do programa.

Qualificação de fornecedores de leite
A implementação do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL) é obrigatória aos laticínios. A ferramenta funciona como controle e aproximação da sua relação com os produtores, visando maior segurança para o consumidor e maior desenvolvimento da atividade.

“A obrigatoriedade de possuir um plano de qualificação amplia a assistência técnica a produtores, por parte dos laticínios, o que resulta em melhoria da produtividade, da qualidade e, consequentemente, da competitividade na cadeia leiteira nacional”, observa o coordenador de Boas Práticas e Bem-Estar Animal da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Rodrigo Dantas.

A Coordenação de Boas Práticas e Bem-Estar Animal (CBPA), responsável por coordenar o acompanhamento da execução das ações dos planos de qualificação em todo país, publicou em maio, o Guia Orientativo para Elaboração do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite. Para saber mais sobre o Programa Mais Leite Saudável, clique aqui. (As informações são do Mapa)

Preços/NZ

Guy Trafford olha o cenário para a nova temporada depois da terceira queda consecutiva do GDT. Com poucas exceções, bancos e analistas preveem o preço do leite ao produtor em torno de NZ$ 7,00. O banco ANZ projeta NZ$ 7,30; o Westpac NZ$ 7,20; o Rabobank NZ$ 7,15; e o ASB NZ$ 7,00.

A fonterra publicou a faixa de NZ$ 6,25-NZ$ 7,25, com o ponto médio em NZ$ 6,75;

No entanto, o DairyAnalytics atribuiu o valor de NZ$ 6,57.

O fato de haver diferenças maiores do que 10% indica que existem muitas incertezas no momento, e que pelo menos, por enquanto, não devem se dissipar até o final do ano. O certo é que muitas dessas projeções já estão lançadas há muitos meses, e podem ser revisadas pelos economistas a qualquer momento. O mais seguro seria ficar na média da Fonterra, NZ$ 6,75. É um valor que abarca alguns indicadores globais e o que a Fonterra deve pagar aos seus agricultores para que permaneçam na atividade. Outras indústrias fizeram as seguintes projeções: Synlait, NZ$ 7,00; Westland igual à Fonterra; Tatua, NZ$ 7,50; a Open Country ainda não divulgou suas projeções, mas, normalmente se alinha à Fonterra.

Isto nos leva a olhar para os preços internacionais no momento. O último GlobalDairyTrade registrou nova queda de -3,8%. É a terceira baixa e a maior dos últimos tempos. O leite em pó integral caiu 4,3% e está agora cotado a US$ 3.006/tonelada, acumulando seis quedas sucessivas. Ainda que o valor esteja em torno da média dos últimos três anos, as incertezas sobre o mercado e a produção não recomendam previsões razoáveis.

Pelo menos para 215 produtores, o pagamento de NZ$ 6,75 não parece ser tão ruim, pois aderiram à opção lançada pela Fonterra. Outras oportunidades para aderir a essa opção estarão disponíveis nos próximos meses. 

Dado que muitos preveem pagamento de NZ$ 7,00, os bancos aproveitam para tentar negociar com os fazendeiros a redução das dívidas, acreditando que eles não irão receber preços menores. (Fonte da Notícia:interest.co.nz – Tradução livre: Terra Viva)

 
Balança tem superávit de US$ 1,737 bilhão na terceira semana de junho
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,737 bilhão na terceira semana de junho. O valor resulta de exportações de US$ 4,466 bilhões e importações de US$ 2,730 bilhões no período. No mês, o saldo positivo soma US$ 4,033 bilhões e, no ano, acumula US$ 26,144 bilhões. As informações foram divulgadas nesta última segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex). A média diária de exportações até a terceira semana somou US$ 967,5 milhões, avanço de 1% sobre junho do ano passado. O desempenho foi sustentado pelo aumento no embarque de básicos (+14,3%), com destaque para petróleo em bruto, minério de ferro, carnes de frango, bovina e suína, algodão em bruto e milho em grãos. Em contrapartida, as vendas de produtos semimanufaturados e manufaturados encolheram na comparação com junho do ano passado. No primeiro grupo, o recuo de 10,9% foi puxado por semimanufaturados de ferro/aço, celulose, açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles e estanho em bruto. Entre os manufaturados, a retração de 5,2% foi liderada por aviões, automóveis de passageiros, torneiras e válvulas, máquinas e aparelhos para terraplanagem, tubos flexíveis de ferro ou aço e laminados planos de ferro ou aço. A média diária de importações até a terceira semana de junho deste ano somou US$ 679,4 milhões, 0,4% abaixo da média de junho de 2018. Nesse comparativo, decresceram os gastos, principalmente, com farmacêuticos (-20,7%), veículos automóveis e partes (-18,2%), siderúrgicos (-10,7%), plásticos e obras (-7,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (-5,2%). (As informações são do jornal Valor Econômico)

Porto Alegre, 24 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.007

  Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Junho de 2019 na cidade de Chapecó, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Maio de 2019 e a projeção dos preços de referência para o mês de Junho de 2019. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.


 
O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Sindileite/SC)
 
                  
 

Leite/Oceania 

A Austrália está produzindo em junho, a metade do leite em relação ao ano passado, nesse mês que é o de mínimo sazonal. Para se ter uma ideia, na temporada 2017/2018, junho representou 7,5% de todo o leite produzido na Austrália. 

Com o clima mais frio, o crescimento das pastagens é menor. Muitos produtores de leite estão cansados com essa temporada que termina. Um período excepcionalmente seco em muitas regiões, com preços de grãos elevados, água de irrigação racionada e cara. Inúmeros produtores reduziram o tamanho do rebanho para lidar com a situação. Todos esses fatores mantiveram a produção de leite abaixo do desejável e reduziram a rentabilidade dos produtores de leite. O planejamento para o próximo ano está repleto de incertezas ainda. Qual a renda que será proporcionada pelo rebanho menor e como irão conseguir alimentar os animais, e quanto de grão terão. Muitos produtores estão projetando o futuro com base na decepcionante temporada passada.

Na Nova Zelândia junho é o mês de menor volume no ano. Em 2081 representou menos de 1% do leite de toda a temporada. É um mês tranquilo do ano. Muitas fábricas interrompem o processamento para fazer manutenção. Os produtores começam a lidar com frio, chuva e lama, típicos do inverno. A alimentação do rebanho corresponde ao que foi armazenado e está em estoque. É tempo de baixo faturamento.

O conforto das vacas, normalmente, é uma preocupação no verão, quando o tempo está quente, mas, também é um desafio para os produtores da Nova Zelândia com o frio e a umidade do inverno. Levar os animais para áreas secas e mais protegidas do frio é um trabalho frequente nesse período. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

    

Produção/AR

Os produtores de leite da Argentina começaram a receber mais que seus pares uruguaios depois de atravessarem uma “montanha russa” que deixou muitos pelo caminho. Em maio passado o preço médio ponderado do leite pago ao produtor da Argentina ao nível nacional por 337 indústrias foi de 14,54 pesos por litro, o equivalente a US$ 0,324/litro, considerando o câmbio médio de referência publicado pelo Banco Central (BCRA).

É  5,1% maior do que o registrado em abril deste ano (US$ 0,308/litro) e 21% superior ao de maio do ano passado (US$ 0,267/litro), segundo dados publicados pelo Departamento Nacional dos Lácteos, com base nas declarações apresentadas ao Sistema de acompanhamento do setor lácteo (Siglea).
 
 

 
Enquanto no primeiro trimestre de 2018 o valor médio ficou na faixa de US$ 0,29 a US$ 0,30 o litro, devido, fundamentalmente a um câmbio artificial que sofreu uma abrupta desvalorização, derrubando o litro de leite para US$ 0,205/litro em setembro de 2018. A queda na renda, agravada por adversidades climáticas severas em algumas bacias leiteiras, acelerou o processo de fechamento de fazendas de leite e queda no número de rebanhos leiteiros, o que provocou redução da oferta disponível: entre janeiro e maio de 2019 a produção argentina de leite foi de 3.768 milhões de litros, uma cifra 6% inferior à dos mesmo período de 2018.

Diante da queda na oferta, algumas indústrias foram a campo “roubar” produtores de outras empresas iniciando um ciclo de altas dos preços, impulsionada pela concorrência crescente. O preço médio ponderado de maio passado (14,54/litro) corresponde a um composição média de 3,72% de matéria gorda e 3,46% de proteína. O leite de maior qualidade (mais de 7,27% de sólidos e menos de 50 CBT e de 200 CSS) foi pago a 14,87 pesos o litro em maio.  

Diferente da Argentina, onde existem muitas grandes e médias indústrias de laticínios, no Uruguai, o principal formador de preços do leite é a cooperativa Conaprole, que exporta a maior parte dos produtos lácteos que elabora. O último dado oficial disponível, publicado pelo Instituto Nacional do Leite (Inale, mostra que em abril passado o valor médio pago ao produtor de leite ficou em 10,40 pesos/litro (US$ 0,30/litro). Para o mês de maio a estimativa é de que o preço médio seja similar ao de abril.

Ainda que a política da Conaprole seja evitar ajustes abruptos de preços ao seus sócios fornecedores, os valores atuais não cobrem os custos de boa parte das fazendas de leite (especialmente as de menor escala).
O preço médio do leite em pó integral exportado pelo Uruguai foi, em maio passado, de US$ 2.952/tonelada (um valor 5% menor ao do mesmo mês de 2018), enquanto que a manteiga foi de US$ 4.789/tonelada (-14%) e os queijos  vendidos a US$ 4.079/tonelada, teve cotações idênticas às do ano passado, segundo o Inale.

No Uruguai o câmbio real registra uma supervalorização crescente, o que dificulta a competitividade das indústrias exportadoras. Em abril passado, segundo o último dado publicado pelo Banco Central do Uruguai, o câmbio se encontrava em 94,6. No mesmo mês de 2018 e 2017, os valores eram, respectivamente 94,8 e 99,7. Em abril de 2016 a cotação do peso uruguaio era de 106,2. (valorsoja – Tradução livre: Terra Viva)

 
Produção/EUA
A combinação de condições extremas de tempo e disputas comerciais mantiveram a produção de leite estável no primeiro trimestre de 2019. Apesar da queda no consumo de leite fluido nos Estados Unidos da América (EUA), não houve impacto significativo na produção. No primeiro trimestre de 2019 a produção de leite cresceu 0,1% em relação ao mesmo período de 2018, de acordo com o Relatório trimestral do Rabobank. O relatório atribuiu o baixo resultado ao declínio do rebanho nacional, que vem ocorrendo em decorrência do constante aumento da rentabilidade animal. O número de vacas de leite atual está 90 mil cabeças menor do que o registrado um ano antes diz o Rabobank. O relatório prevê que a produção de leite nos EUA permaneça nesse “padrão” em um futuro próximo, sem alterações imediatas em fatores contribuintes da indústria. De acordo com as expectativas do Rabobank, a produtividade animal nos EUA continuará a crescer. Mas, o tamanho do rebanho continuará caindo. Então a oferta de leite permanecerá abaixo da média, menos de 1,5%. Isso deve elevar o preço do leite no segundo semestre de 2019. (DairyReporter – Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 21 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.006

  Habilitação

Envolvido na abertura de novos mercados para os produtos brasileiros, o deputado federal Alceu Moreira (MDB), presidente da Frente Agropecuária (FPA), encaminhou ao Ministério da Agricultura pedido para auxiliar no processo de habilitação de plantas gaúchas dispostas a vender queijo Tipo Grana para a Rússia. 

Em pedido feito diretamente à ministra Tereza Cristina, Alceu Moreira solicitou apoio total da pasta na organização da vinda de representantes russos para visitar as plantas de laticínios no Rio Grande do Sul. 

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, entende ser de vital importância a abertura desse mercado para que possamos mostrar a qualidade e a competitividade dos produtos lácteos gaúchos. 

“A busca de novos mercados é a meta para que o RS nas épocas de excedente de produção possa exportar e com isso oferecer ao produtor de leite uma maior estabilidade de preço”, completou Alceu Moreira. (Assessoria Deputado Alceu Moreira)
                  
 

Leite UHT

Em maio, o preço do leite UHT no mercado atacadista de São Paulo permaneceu em alta, fechando o mês com média de R$ 2,60/litro, aumento de 3,47% frente a abril/19 e de 3,62% em comparação com o mesmo período no ano passado. 

Segundo colaboradores do Cepea, esse cenário, que se deve ao alto preço no campo, não deve permanecer nos próximos períodos, devido às baixas negociações e à demanda ainda enfraquecida. Por outro lado, o queijo muçarela teve média de R$ 17,64/kg em maio, queda de 0,55% frente a abril e de 0,10% em comparação a maio/18. Em praticamente todos os dias da primeira quinzena de junho, os preços do leite UHT caíram, fechando com média de R$ 2,50/litro, queda de 3,21% frente ao mês anterior. O queijo muçarela, por sua vez, também se desvalorizou, porém, com menos intensidade. Na primeira quinzena de junho, o preço médio foi de R$ 17,56/ kg, baixa de 0,22%. Nas duas primeiras semanas de junho, laticínios reduziram suas produções e, consequentemente, seus estoques, devido às baixas negociações. A pesquisa diária de preços é realizada pelo Cepea e tem apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). (Por Munira Nasrrallah/CEPEA)

 
 

Leite/Europa 

A produção de leite na Europa Ocidental já passou do período de pico em quase todas as regiões, e caminha para s quedas sazonais. Elevadas temperaturas significam queda de produção em países como Alemanha e França, contribuindo para a redução da oferta.

Em algumas desses dois países a temperatura já chegou a 26ºC, e a previsão para a semana que vem é de 32ºC. A produção de leite na União Europeia (UE) está menor do que o previsto no início do ano. De janeiro a abril registrou crescimento em torno de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados obtidos do site CLAL. Em abril de 2019 a produção de leite na UE foi 1,3% maior do que a registrada em abril de 2018, de acordo com a ZMB.

O leite para a produção de queijo continua sendo prioridade na Europa Ocidental. A demanda doméstica está forte, e as exportações também estão bem ativas. De janeiro a abril as exportações de queijos da UE subiram 3% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Eurostat. Os Estados Unidos compraram 7% mais queijos no período. E na outra ponta, de janeiro a abril, a produção subiu 0,7% em relação ao mesmo período de 2018.

O queijo é responsável por cerca de um terço das importações de produtos lácteos pela Rússia. Em abril de 2019 a Rússia importou quase 5,5% a mais de queijo do que em relação ao mesmo mês do ano passado. A importação de manteiga teve crescimento de 148,4% em abril. A Bielorrússia foi, de longe, o maior fornecedor de manteiga e queijos para a Rússia. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
Preço do leite
O preço médio pago ao produtor de leite em maio registrou uma alta de quase 19% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esse fator, junto com a redução dos preços de milho e farelo de soja, mexeu na relação de troca entre o produto e os grãos. Atualmente, para se comprar uma saca de milho são necessários 21 litros de leite, no mesmo período de 2018 esse valor era de 31 litros. No caso do farelo de soja, são necessários 48 litros por saca. Em junho do ano passado, eram necessários 65 litros. O assessor técnico da Comissão Nacional de leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Thiago Rodrigues, explica se este cenário deve continuar. CLIQUE AQUI para assistir a reportagem. (Canal Rural)