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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 08 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.719


Com mais de 2000 participantes, Goiânia foi palco dos maiores eventos do leite nacional
 
Nos dias 02, 03 e 04 de agosto, a capital do estado de Goiás recebeu mais de 2000 participantes para o Fórum MilkPoint Mercado, o Workshop da Agroceres Multimix, o Jantar dos Top 100 maiores produtores de leite do Brasil e para o principal evento, o Interleite Brasil 2022. Em três dias de intensa experiência e abertura ao novo, o leite se reuniu em Goiânia para discutir os caminhos para o futuro.

Com recorde de participação, a  13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado, realizado no dia 2 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia, teve a presença de 398 participantes distribuídos nas modalidades presencial e online. Como de costume, o evento traçou cenários do mercado lácteo nacional e internacional. Entre as principais pautas discutidas, a relação indústria e varejo ganhou espaço, bem como outros temas como a oferta de leite no campo  e as importações da Argentina e Uruguai no segundo semestre.
 
Outros temas como tendências no consumo de lácteos, oportunidades no e-commerce, novas formas de atender o varejo, mercado de grãos e inteligência de mercado, entre outros, também marcaram as discussões. 
 
Ainda no dia 02, o Workshop oferecido pela Agroceres Multimix, com o tema “Estratégias, manejo e ferramentas nutricionais com impacto no período pós-parto,” ministrado pelos especialistas Dr. Felipe Cardoso, Professor associado da Universidade de Illinois em Urbana-Champaig e pelo Dr. Gilson Dias, Gestor técnico de bovinos de leite da Agroceres Multimix, contou com a presença de 73 participantes.
 
Para finalizar com chave de ouro o primeiro dia de evento, no Castro’s Hotel, o Jantar dos Top 100 maiores produtores de leite do Brasil, reuniu 172 pessoas. Na ocasião, além da entrega dos certificados para os Top 100, Miguel Cavalcanti, fundador e CEO do AgroTalento ministrou uma palestra sobre a importância da gestão de pessoas.
 
Na quarta-feira, 03 de agosto, com os apoios do Senar-GO, Sebrae-GO e demais parceiros, teve início a 20ª edição do Interleite Brasil. Com um número recorde de pessoas, os 1400 participantes do evento (1200 presencialmente e 200 online), fizeram o Interleite Brasil 2022 entrar para a história.
 
Logo na abertura do evento, foi anunciado o homenageado do Prêmio Vidal Pedroso de Faria, o Professor Paulo Fernando Machado, da ESALQ e da Clínica do Leite. Ainda pela manhã, Marcelo Pereira de Carvalho, anunciou a transição de marca da AgriPoint para MilkPoint Ventures.
 
No debate, moderado por Valter Galan, sócio do MilkPoint Mercado, com a presença de diversas entidades e personalidades atuantes no setor, foi discutido o cenário do leite brasileiro, como a volatilidade e previsibilidade do preço do leite. No período da tarde, as palestras trouxeram aspectos técnicos e gerenciais sobre sistemas de produção e rentabilidade.
 
No segundo dia do Interleite Brasil 2022, os holofotes voltaram-se para o protagonismo das pessoas e tecnologia, agenda ambiental e sustentabilidade e um olhar futurista do setor, abordando qualidade de volumosos e custos de produção, integração da pecuária leiteira com outras atividades do agro e muito mais!

Para Marcelo Pereira de Carvalho, CEO do MilkPoint Ventures, “O Interleite Brasil mostrou as transformações da cadeia do leite, incluindo a profissionalização, o aumento de escala e a incorporação de novas agendas, como a questão da sustentabilidade. Ficou evidente que a sustentabilidade e tudo o que compõe o tema “ESG” não só veio para ficar, mas representa uma grande oportunidade para o agro e em especial para o leite.  As fazendas estão descobrindo que oportunidades de geração de renda”.  
 
A equipe do MilkPoint Ventures agradece todos os participantes, apoiadores, patrocinadores e parceiros. Vocês, junto conosco, construíram a maior edição do Interleite Brasil!
 
Os conteúdos do Interleite Brasil quanto do Fórum MilkPoint Mercado ficarão disponíveis por 30 dias na plataforma dos eventos para você ver e rever quantas vezes quiser! Se você não participou, ainda pode participar e não perder nada! Clique aqui para fazer a sua inscrição para a 13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado e aqui para o Interleite Brasil 2022.
 
Fiquem ligadinhos no MilkPoint que ao longo dos próximos dias soltarão conteúdos exclusivos do Interleite Brasil! (Milkpoint)


Fazendas de leite a pasto bem manejadas superam sistemas intensivos em produtividade hídrica

Uma pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, mostrou que sistemas de produção de leite a pasto com bons índices de eficiência produtiva e bem manejados, apresentaram produtividade hídrica superior a modelos mais intensivos, como semi-confinamento e confinamento. A produtividade hídrica é a relação do produto (leite) pelos litros de água consumidos para produzi-lo, levando em consideração consumos diretos e indiretos.

Segundo o pesquisador Júlio Palhares, que coordenou o estudo, independente do tipo de sistema utilizado pelo produtor, a produtividade hídrica é influenciada pelos indicadores de produção total do leite da fazenda, a porcentagem de vacas em lactação e o tipo de alimentação oferecido aos animais.

A pesquisa avaliou a produtividade hídrica de 67 propriedades leiteiras no sul do Brasil. Foram 57 fazendas a pasto; sete, semi-confinadas e três que utilizavam o confinamento, localizadas em uma das principais bacias leiteiras do Estado do Rio Grande do Sul, a de Lajeado Tacongava. 

As propriedades estão situadas em quatro municípios: Serafina Corrêa, União da Serra, Guaporé e Montauri – que representam 81,7% do total de fazendas leiteiras da região. Todas as propriedades em sistemas de produção semi-confinado e confinado foram analisadas, e 83,8% daquelas que adotam sistema a pasto. O trabalho foi publicado na Revista Internacional Journal Science of the Total Environment em parceria com o Leibniz Institute for Agricultural Engineering and Bioeconomy, a Universidade de Caxias do Sul e a Emater (RS).

No sistema a pasto, a produtividade hídrica do leite variou de 0,27 a 1,46 kg de leite por metro cúbico de água; no sistema semi-confinado a variação foi de 0,59 a 1,1 kg de leite; no confinado, de 0,89 a 1,09 kg de leite por metro cúbico de água. “Quanto maior a produtividade hídrica, melhor o uso da água dentro da porteira”, explica Palhares.
Das fazendas a pasto analisadas, 20 apresentaram maior produtividade hídrica do que todas as propriedades do sistema semi-confinado. Quando comparado ao confinado, o modelo baseado em pastagem alcançou resultados semelhantes – foi observada maior produtividade hídrica em 22 fazendas.

“A grande variabilidade da produtividade hídrica era esperada, pois o indicador é influenciado por vários aspectos produtivos, o que reforça a importância de avaliá-lo em escala de fazenda. Elevadas produtividades hídricas podem ser alcançadas, independente do sistema de produção, desde que ele seja bem manejado”, explica o pesquisador.
 
Sustentabilidade
A água é um dos fatores de produção mais importantes para a atividade leiteira. Ela é essencial para a produção de alimentos aos animais, para o consumo do gado e para a realização dos serviços de limpeza. Segundo Palhares, a gestão adequada do recurso nos sistemas de produção precisa ser implementada para garantir a sustentabilidade da atividade leiteira.

“A avaliação da produtividade hídrica permite identificar os pontos de fragilidade no uso da água e, consequentemente, propor boas práticas do seu uso. A produtividade hídrica é dependente do tipo de sistema de produção, espécies e raça do animal, e o tipo e a origem dos componentes da dieta animal. Dessa forma, é fundamental avaliar a produtividade hídrica em escala de fazenda para ajudar o produtor a entender os fluxos de água e otimizar o uso desse recurso”, conta Palhares.

A adoção de boas práticas com o objetivo de alcançar uma maior eficiência no uso da água, além de reduzir o consumo, melhora a produtividade hídrica. Para o pesquisador, a maneira mais rápida de melhorar o valor da produtividade hídrica se dá pelo correto manejo nutricional, com impacto na redução do custo de produção da atividade leiteira. De acordo com ele, um sistema menos intenso com alta produtividade de água pode significar menor custo de produção, menos dependência de insumos externos, menor necessidade absoluta de água e menor geração de resíduos por área.

“A intensificação do sistema leiteiro é uma tendência mundial, principalmente por razões econômicas, como proporcionar ganhos de escala. No entanto, sabe-se que a intensificação tem passivos ambientais e sociais. Se pudermos ter elevada produtividade hídrica em sistemas menos intensificados, é um ponto que contribui para viabilidade ambiental do sistema de produção, bem como agrega valor ao produto”, explica.

Ao analisar a intensificação dos sistemas de produção, como fazendas confinadas, sob a perspectiva da produtividade leiteira, estes sistemas são mais vantajosos. Mas essa perspectiva não pode mais ser a única na avaliação de produtos de origem animal. A dimensão ambiental também deve ser considerada em seus múltiplos aspectos, como água, emissões de gases do efeito estufa, uso eficiente de nutrientes e preservação da biodiversidade destaca. (As informações são da Embrapa Pecuária Sudeste, adaptadas pela equipe MilkPoint)

 

USDA – Forte demanda e fraca oferta aumentou a lucratividade do produtor na Austrália – Relatório 31 de 04/08/2022

O mercado global está atualmente sob forte impacto dos preços do trigo australiano. Internamente as cotações estão acima da média, sendo mais um fator a se reunir aos elevados preços dos fertilizantes, dos grãos e do gás natural, fazendo com que o preço do leite australiano permaneça forte. 
 
Entretanto, a escassez de mão de obra continua sendo um problema e os fazendeiros competem pelos trabalhadores. O resultado dessa escassez tem sido o elevado êxodo de pessoas da atividade e redução do tamanho dos rebanhos. De acordo com uma fonte, mais de 1.500 produtores de leite abandonaram o setor desde 2016, fazendo com que a produção de leite da Austrália caísse de 9,5 bilhões de litros em 2015-2016, para 8,8 bilhões de litros em 2020-21. 
 
Junto com isso as margens continuam sob risco e devem ser compensadas por fortes preços do leite e condições climáticas de produção mais favoráveis. A expectativa é de que a produção de leite ficará estável nesta temporada e alguns dos maiores varejistas propõem aumentar o preço do leite ao consumidor.   


 
A Fonterra e o GlobalDairyTrade (GDT) planejam iniciar o GDT Pulse no dia 09 de agosto de 2022. O programa tem o objetivo de beneficiar compradores/vendedores balizando preços nas semanas em que não houver o GDT. Como resultado, a Fonterra cortou 28.000 toneladas de leite em pó integral (WMP), para serem ofertadas nos primeiros 12 meses do GDT Pulse. Embora estejamos no início da temporada, é preciso levar em consideração o impacto das condições do tempo na região. 
 
A ideia inicial é de que o nível de umidade do solo atualmente vem sendo mantido pelas ondas de calor que trazem chuvas fortes para boa parte do país. Isto faz com que as expectativas em relação aos sólidos do leite aumentem, podendo ser até 4% superior à temporada passada. Os últimos registros dos sólidos mostraram que eles foram maiores do que as projeções. Em junho, o crescimento foi de 1,1% em relação ao ano anterior, quando a projeção inicial era de declínio de 0,4%.
 
Dados divulgados sobre as exportações mostram queda nas exportações de WMP da Nova Zelândia, -33% na comparação anual. As exportações para China caíram 64% no ano. Enquanto isso, as exportações para o Norte da África e África Subsaariana aumentaram 163% e 18%, respectivamente, sendo a China a responsável por essa mudança. (Fonte: USDA – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido 

Queijos são alternativa para Brasil se destacar no mercado de laticínios
Você ainda tem dúvida que o Brasil produz o melhor queijo do mundo? No mês passado, um queijo da canastra chegou ao topo do “The Taste Atlas”, ranking de site norte-americano que utiliza a opinião dos usuários para avaliar comidas do mundo inteiro. Em concursos franceses realizados anualmente, percebemos um volume cada vez maior de queijos nacionais sendo reconhecidos internacionalmente. Isso estabelece no Brasil um incentivo pela busca da qualidade na produção dessa iguaria única. Regiões que antes não imaginávamos na produção do leite, como Sorriso (MT), hoje já buscam o reconhecimento do selo Arte com a criação de um queijo específico. Atualmente, o Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, com 37 milhões de toneladas produzidas em 2020. Especificamente, sobre produtos lácteos, há uma dificuldade de exportação já que são produtos perecíveis. E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), somente 7% da produção mundial é comercializada. O Brasil está na 28ª posição deste mercado. Ou seja, há muito espaço a se conquistar. Com isso, além de impulsionar a economia, valorizar a cadeia do queijo é apoiar o produto brasileiro e reforçar o reconhecimento de quem está lá no campo. (As informações são da Forbes, adaptadas pela equipe MilkPoint)


 
 
 

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Porto Alegre, 05 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.718


Ministério da Agricultura atende demanda sobre uso de nomenclatura de produtos lácteos
 
O Ministro da Agricultura Marcos Montes, atendendo a reivindicações consistentes e insistentes que o setor lácteo vem levando ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ao longo de mais de um ano, resolveu iniciar o processo de enquadramento regulamentar a questão da impropriedade de se denominar produtos vegetais utilizando as consagradas  nomenclaturas lácteas.
 
A utilização dessas nomenclaturas lácteas são detalhadamente regulamentadas desde meados do século passado no Brasil e há mais de 1 século mundo afora. Vejam aqui o Ofício do Ministro ao Ministério da Saúde-MS e a nota técnica que o fundamenta, a respeito do tema. (Fonte: Terra Viva)


Preço do diesel recua 3,5% a partir de hoje
 
A Petrobras anunciou ontem redução no preço do diesel em 3,5% a partir de hoje nas refinarias. O litro do combustível teve uma queda de R$ 0,20, passando a custar R$ 5,41 sem tributo, informou a estatal. Sem reajuste há quase 50 dias, o diesel estava sendo negociado em média no Brasil acima do preço internacional. “Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, disse a empresa em nota. Em videoconferência com analistas na semana passada, o diretor de Comercialização e Logística da estatal, Claudio Mastella, havia indicado que ainda observava o movimento de queda do preço do diesel “com cautela”, apesar das pressões do governo para que a estatal reduzisse o preço.
 
Segundo a Petrobras, considerando-se a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 5,05, em média, para R$ 4,87 a cada litro vendido na bomba. Ao mesmo tempo que no Brasil são anunciadas reduções nos preços dos combustíveis, como já havia ocorrido com a gasolina uma semana antes e agora com o diesel, ontem a cotação do petróleo teve nova queda, o que influencia a política de preços adotada pela Petrobras. 
 
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI para setembro fechou em queda de 2,34%, a 88,54 dólares por barril, enquanto o Brent caiu 2,75%, para 94,12 dólares por barril. Recentemente os preços chegaram a 120 dólares, afetados pela crise provocada com a guerra na Ucrânia, e nos últimos dias rondavam os 100 dólares. O valor do barril recuou em meio às constantes preocupações dos investidores do mercado financeiro com a economia global e com a possibilidade de recessão, o que estaria enfraquecendo a demanda pela commodity e derrubando o preço. Para o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) André Braz, a redução de 3,5% no preço do diesel terá impacto “modesto” na inflação. Diferentemente da gasolina, reajustes no diesel têm pouco impacto direto no índice de preços ao consumidor amplo (IPCA), a inflação oficial do país. O maior efeito, diz Braz, é indireto, na formação dos preços do frete, do transporte público e da energia. “A parcela indireta, no frete, transportes e energia, é maior. Quedas no preço do diesel podem evitar novos aumentos nesses serviços, mas isso é difícil de medir”, observou o economista. “Diretamente, o ajuste anunciado vai contribuir com redução de apenas 0,01 ponto porcentual no IPCA em 30 dias”, prevê Braz. 
 
Esse efeito será concentrado, portanto, no índice de agosto. Para efeito de comparação, o impacto dos dois últimos reajustes para baixo no preço do litro da gasolina da Petrobras, que caiu mais de 8% no total, deve ser de redução entre 0,15 e 0,20 ponto percentual no IPCA de agosto, ou seja, impacto direto na inflação até 20 vezes maior que o da redução do diesel. (Correio do Povo)
 

É possível melhorar os resultados através da inteligência de mercado?

O Décimo terceiro Fórum MilkPoint Mercado se encerrou, mas, a missão de passar informações essenciais a respeito da cadeia láctea foi cumprida com louvor e, como sempre, permaneceremos no objetivo de transmitir as principais informações. Ao longo da última terça-feira (02/08), foram abordados diferentes conteúdos, sempre buscando trazer inteligência de mercado para todos os participantes.
 
No terceiro bloco de discussão, foi abordado a visão do varejo, inteligência de mercado e inovações, como canais disruptivos, que vem para somar no mercado lácteo, e fortalecer as relações entre os elos da cadeia.
 
A tarde foi iniciada com a palestra do Samir Ruggiero, Diretor de Sourcing e Comercial na USINA - Business Craft Factory, abordando os grandes desafios no mercado brasileiro na coordenação e desenvolvimento de canais de venda de queijos e outros lácteos no varejo. Para Samir, o mercado brasileiro é desafiador: “O mercado brasileiro é gigante, e possui perfil demográfico com mudanças. O consumo aparente per capita de 173 litros por ano por habitante, frente a médias que chegam de 200 a 340 litros por ano por habitante em outras localidades”.
 
Ainda segundo ele, os preços dos produtos e as mudanças nos hábitos de consumo vem sendo grandes fatores que influenciam o mercado. “A questão do preço tem pesado cada vez mais, tomado conta da decisão de compra e feito parte da decisão de compra dos brasileiros e mundo a fora”.
 
Ainda foram abordados os Iniciativas para aumentar o consumo de lácteos no Brasil. Segundo Samir, Dentro das ações do setor público privado, o desafio é a internacionalização do setor lácteo brasileiro. Devemos enxergar a internacionalização como oportunidade e exportações como estratégia de hedge para receita em dólar, adotando o comércio exterior como estratégia empresarial e setorial.
 
Juliana Torres Santiago, analista de consultoria do MilkPoint Mercado, falou em sua palestra sobre como trazer melhores resultados para sua empresa através da inteligência de mercado.
 
Ela apresentou casos reais e práticos para demonstrar como a adoção desta prática pode trazer resultados positivos para seu negócio. “Quando falamos de um mercado tão volátil, com tantos players, quanto que vale uma boa informação de mercado?” 
 
Em um dos casos trazidos por Juliana, uma empresa atuante no mercado de muçarela, utilizando informações de mercado esperou um tempo, com base em informações de alta nos preços, utilizando inteligência de mercado. Resultado: Faturamento adicional de mais de R$ 2 milhões em apenas uma semana.
 
Ao longo da palestra foram abordadas questões, como: A sua empresa valoriza adequadamente suas principais matérias primas? A precificação de leite entre produtores também pode oferecer oportunidades para valorizar a composição do leite, matéria prima da indústria. Juliana finalizou sua palestra com uma conclusão: “Fazer análises estratégicas específicas para sua empresa pode, e deve, gerar resultados positivos como um todo. Mostrando que a inteligência de dados pode se tornar fortes oportunidades.”
 
Para completar esta tarde extremamente produtiva, tivemos André Zogheib, da Souk, abordando uma nova forma de atender o varejo, trazendo canais disruptivos e inovação nos canais.
 
Para André, o cenário atual é desafiador, e a tecnologia e inovação vem para sanar entraves nas relações entre os elos da cadeia. “Hoje, o mundo dos negócios nunca foi tão desafiador, com custos cada vez mais dinâmicos e globalizados, além de uma questão concorrencial muito forte, com barreiras de entrada cada vez mais reduzidas. Estamos vendo a questão da produtividade: Como que podemos ganhar através da tecnologia ganhando produtividade, e inovações, cada vez mais curtas e com um público cada vez mais exigente?.”
 
Segundo André, a resposta está na eficiência. “O Brasil é um dos maiores consumidores de tecnologias, mas produz pouca tecnologia ainda. As empresas de tecnologia que estão se destacando estão trazendo eficiência, resolvendo problemas convencionais”. A Souk é um marketplace que conecta indústria diretamente com o varejista, conectando essas duas pontas, fazendo o encontro entre oferta e demanda, utilizando tecnologia do leilão holandês, que funciona a base de negociação. “A proposta da solução é que a relação entre indústria e varejo seja em tempo real, sete dias por semana, 24 horas por dia”. (Milkpoint)


Jogo Rápido 

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 30/2022 – SEAPDR
A última semana permaneceu com muita umidade e frio na maior parte do RS. Na quinta-feira (28), o deslocamento de uma frente fria provocou chuva em todo Estado, com registro de temporais isolados. Entre a sexta (29) e o domingo (31/7), a presença de uma massa de ar seco e frio manteve o tempo firme, com redução da temperatura e formação de geadas ao amanhecer. Na segunda (01/8), o tempo permaneceu seco e o ingresso de ar quente favoreceu uma ligeira elevação das temperaturas em todo RS, com valores próximos de 30°C em diversas localidades. Na terça (02/8) e quarta-feira (03/8), a propagação de uma nova frente fria provocou chuva na maior parte do Estado. Clique aqui e acesse os Boletins oficiais sobre clima e culturas elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Emater-RS e Irga. O documento conta com uma avaliação das condições meteorológicas da semana anterior, situação atualizada das culturas do período e a previsão meteorológica para a semana seguinte. (SEAPDR)


 
 
 
 

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Porto Alegre, 04 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.716


Pequenos laticínios movimentam economia local

Dos cerca de 12 milhões de litros de leite que o Rio Grande do Sul produz todos os dias, em torno de 2 milhões de litros são destinados à produção de queijos. No Estado, são fabricadas 250 toneladas de queijos por dia, 60% das quais em laticínios de médio e pequeno porte. Tradicionalmente, são estas agroindústrias que têm no queijo e outros derivados seus produtos principais, uma vez que não conseguem volume e nem capacidade de investimento para industrializar leite UTH ou leite em pó. 

O presidente da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Humberto Doering Brustolin, afirma que a entidade congrega 35 laticínios que concentram esta produção. Segundo ele, as indústrias de médio porte, com litragem maior, atuam nos queijos commodity (muçarela e prato), e as pequenas em queijos especiais, que demandam mais mão de obra e menos matéria-prima. 

Doering acredita que o aumento do interesse na produção de queijo atende às regras do mercado no caso de laticínios, mas vê o movimento das grandes empresas neste sentido como um entendimento das oportunidades que o produto oferece. O dirigente destaca a importância das pequenas queijarias, na parceria que fazem com a agricultura familiar para a captação do leite e naquilo que contribuem para a economia dos municípios onde atuam. "São empresas genuinamente gaúchas, que fomentam o comércio local e geram empregos e renda", defende. 

O presidente da Apil também destaca a relevância da atualização nos custos do produtor para fixar o preço de referência do leite, hoje por volta de R$ 3,00 o litro. Para Doering, a melhor remuneração do produtor é fundamental para a sobrevivência da cadeia leiteira, que vem lidando com o abandono do homem do campo à atividade. "Se não houver produtor interessado em produzir leite, não haverá o que industrializar e o consumidor vai sentir a falta dos alimentos", pondera. 

Um dos exemplos de agroindústria que representa o papel citado por Doering, é a Queijaria Somacal, localizada na Vila Caravaggio, em Farroupilha. Inaugurada há 15 anos, a queijaria tem parceria com sete famílias que lhe entregam diariamente 3 mil litros de leite, os quais garantem a produção diária de 300 quilos de queijo. Marcelo Somacal, proprietário do laticínio, diz que dá preferência aos produtores que alimentem o gado leiteiro com mais pastagens do que com suplementação. 

Um veterinário do estabelecimento acompanha as famílias no manejo dos animais, para assegurar um leite de alta qualidade, apto a produzir queijos de elevado padrão. O leite mais rico em sólidos e gorduras entregue pelos parceiros a Somacal é utilizado na produção de queijos especiais, como o colonial, os queijos temperados, o queijo coalho. O soro do queijo o produtor usa em produtos como as ricotas e ricotas temperadas, destinando o restante para o mercado de nutrição animais. A família Somocal já teve o próprio tambo, mas há alguns anos decidiu se especializar na produção dos queijos. Estudo e experiência foram compensados neste ano com a premiação de dois queijos da marca na Expoqueijo 2022, em Araxá, no Triângulo Mineiro. 

O queijo colonial ao vinho ganhou a medalha de ouro no Araxá International Cheese Awards, na categoria queijos aromatizados de massa cozida jovem. O queijo parmesão ficou com a medalha de bronze, na categoria queijo de leite de vaca pasteurizado de casca lisa madurado. “São produtos de grande valor agregado, que têm dado destaque para o nosso trabalho”, encerra. (Correio do Povo)


Parque Assis Brasil já em ritmo de Expointer
 
Das licitações que precisam ser feitas para colocar a 45ª Expointer de pé, uma foi 100% concluída e já está em execução pela empresa vencedora. É a que fica no guarda-chuva infraestrutura. A subsecretária do parque Assis Brasil, Betty Cirne Lima, resume:
 
- Isso aqui (parque) está um canteiro de obras.
 
Quando apresentou a proposta para licitação com três eixos temáticos, aos moldes do formato usado para a realização do Brazil South Summit, Betty tinha como meta chegar ao início deste mês já com as contratações feitas. Embora não tenha sido possível, a subsecretária avalia que o processo tem sido muito bem-sucedido. Ela conta que o trabalho seguiu com rigidez o cronograma estabelecido:
 
- Quando a gente fez a projeção, os prazos eram muito justos. Por mais que não se tenha 100% pronto, está tudo bem encaminhado.
 
A contratação da empresa que ficará responsável pela bilheteria está quase pronta. A para fornecimento de bebidas, "no final". As licitações para o parque de diversões e os voos panorâmicos resultaram desertas nas primeiras tentativas. Se necessário, poderá haver dispensa.
 
Com o novo modelo, além da agilidade (com a redução do número de processos), a ideia é ter melhores resultados.
 
- Pelo andamento, a gente tem a indicação de que de fato teremos benefícios financeiros e uma melhor otimização de processos e economia de sistema e hora-homem. Considero que a gente atingiu a meta - diz Betty.
 
O secretário de Agricultura, Domingos Velho Lopes, acrescenta que há grande procura pelos espaços da feira. Sobre as inscrições de animais de argola (5.093), avalia:
 
- É a vontade do produtor de se reencontrar. (Zero Hora)
 

EUA: produção de leite deve terminar o ano abaixo dos níveis de 2021

A produção de leite dos EUA está a caminho de terminar o ano levemente abaixo de um ano atrás. O relatório de produção de abril a junho do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostra que a produção de leite caiu no trimestre. Os produtores dos EUA coletaram 26,26 bilhões de quilos, meio por cento abaixo do mesmo trimestre do ano passado. A queda se deve em parte a menos vacas leiteiras - 87.000 cabeças a menos que no ano passado. 
 
A quantidade de leite por vaca também está crescendo a um ritmo mais lento devido aos custos de alimentação mais altos, à seca contínua no oeste e ao estresse térmico. A indústria ainda conseguiu aumentar a produção de leite por vaca em quatro dos primeiros seis meses de 2022. 
 
Enquanto isso, o último relatório de armazenamento a frio mostra que, no final de junho, os estoques e armazéns totais de queijo caíram em relação ao mês anterior, mas ainda estão 5% acima do ano anterior. Esse é o maior relatório de armazenamento total de queijos de junho que já vimos. Mas é um pouco menor do que no mês passado. 
 
Do outro lado desse espectro, todas as categorias de queijo, exceto o suíço, mostraram um aumento de 5%. Há mais de um ano, o queijo suíço aumentou 9%. Então, ainda está sendo registrado ganhos ano após ano. Ainda assim, existem alguns indícios de baixa, mas ainda está mostrando alguma luz no fim do túnel. Os estoques de manteiga subiram 3% em relação ao mês passado, mas estão 20% abaixo do mesmo mês do ano passado. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

Expointer - Gadolando contabiliza 175 animais
A raça Holandesa participará da 45ª Expointer com 175 exemplares. A feira, que ocorre de 27 de agosto a4de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio, contará com 19 criadores de 16 municípios gaúchos e de um paranaense. Conforme a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), a grande novidade será o espaço para as vacas de pelagem vermelha e branca, que ganharão destaque. O julgamento da raça ocorrerá nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. “Há uma grande expectativa para esta iniciativa, que será bastante útil ao desenvolvimento dessa variedade no Estado e servir para aumentar sua participação em exposições”, observa o vice-presidente técnico da Gadolando, José Ernesto Ferreira. O julgamento estará a cargo do norteamericano Marc Bolen, produtor e analista de touros da Select Sires. (Correio do Povo)


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 03 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.716


A curiosa história do queijo no Brasil

O historiador João Castanho Dias, no livro “Uma longa e deliciosa viagem”, aponta que a origem do queijo no Brasil remonta a 1532, quando a expedição colonizadora de Martin Afonso de Souza, primeiro donatário do país, chegou trazendo navios com vacas e cabras leiteiras.
 
Segundo Castanho Dias, presume-se que o local mais provável onde teve início a fabricação de queijos no Brasil foi na primeira granja leiteira, composta por 12 vacas africanas vindas do Cabo Verde, pertencente a jesuítas de Salvador, Bahia. Esta informação está em uma carta do Padre Manuel da Nóbrega ao Padre Provincial de Portugal. 
 
O primeiro livro publicado no Brasil sobre a produção de queijos é de autoria do frei José Mariano da Conceição Veloso, datado de 1801, com o título com o título “Fazendeiro do Brasil”. Trata-se de uma enciclopédia com 10 volumes, onde parte do primeiro volume, com o título de Leiteria, aborda queijos e manteiga. Já nesta época, o frei narrava a importância da limpeza das instalações, da construção da leiteria longe das estrumeiras, da ordenha correta das vacas, da feitura do coalho. 
 
No Rio Grande do Sul, aponta o historiador, os queijos foram trazidos provavelmente pelos açorianos que chegaram ao Estado em 1750. “A indústria queijeira...no sul teria mais chances de existir a partir de 1752 quando sessenta casais de ilhéus lusitanos se fixaram de acordo com a política de Portugal... Os ilhéus trataram de amanhar o solo plantando lavouras, criando gado e possivelmente fazendo queijo para o consumo familiar e comércio”. 
 
A primeira queijaria gaúcha, terceira do Brasil, foi fundada em 1904, no Castelo Pedras Altas, em Pelotas. Em 1912, criava-se a Latteria Santa Chiara, posteriormente transformada em Cooperativa Santa Clara, primeira do ramo a fabricar queijos no país e hoje o laticínio mais antigo do Brasil em funcionamento. (Correio do Povo)


Sustentabilidade ambiental: crédito, programas governamentais e casos de sucesso no leite

A sustentabilidade cresce exponencialmente pelo mundo. A preocupação com o meio ambiente, a sociedade e a preservação dos recursos naturais são pulsantes nos “quatros cantos do Planeta.”
Nos diversos setores existe um leque de oportunidades, inclusive no agro e no leite. Desde os manejos aplicados na propriedade, o crédito e os programas governamentais também são uma possibilidade.
É sobre isso que vamos entender melhor no sexto e último painel do MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade, no dia 30/09. Clique aqui para conhecer o time de palestrantes.
 
O MilkPoint Experts Feras da Sustentabilidade é uma oportunidade única! Com uma programação inovadora, exclusiva e aprofundada sobre o tema, discutiremos a sustentabilidade ambiental na pecuária leiteira como jamais abordada antes.

Ao longo de seis encontros semanais online, entre os dias 26/08 e 30/09, traduziremos na prática os conceitos, fazendo do meio ambiente o protagonista de sucesso do negócio das fazendas de leite.
 
Associados do Sindilat/RS têm 30% de desconto na inscrição, clicando aqui. (Milkpoint)

CRMV-RS apresenta o Prêmio Destaque Professor Edison Armando de Franco Nunes
 
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) tem a honra de apresentar o Prêmio Destaque Professor Edison Armando de Franco Nunes, que será entregue durante a 45ª Expointer, que acontece de 27 de agosto a 04 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. 
 
Em sua primeira edição, a distinção busca destacar anualmente os profissionais registrados no CRMV-RS por suas contribuições para o desenvolvimento da Medicina Veterinária e da Zootecnia do País.  
 
O prêmio se destina a médicos veterinários e zootecnistas que tiveram papel importante nos setores público, privado, de ensino e terceiro setor. Também serão reconhecidos profissionais que contribuíram para a ciência da Medicina Veterinária e Zootecnia, nas seguintes categorias: Liderança Empresarial Varejo e Comércio, Liderança Empresarial Indústria, Liderança Empresarial Serviço, Liderança Empresarial Agronegócio, Destaque Órgão Público, Destaque Empreendedor - Personalidade do ano, Destaque Terceiro Setor, Destaque Ensino Medicina Veterinária, Destaque Ensino Zootecnia, Destaque Bem-Estar Animal e Proteção, Destaque Saúde Pública, Destaque Associações, Destaque Pesquisa, Destaque Cultura, Destaque Imprensa. 
 
As indicações deverão ser formalizadas até o dia 05 de agosto de 2022! Para isso, basta acessar o link https://www.crmvrs.gov.br/form_premio.php e preencher o formulário, com a justificativa para a indicação. O edital completo do prêmio pode ser acessado no link https://www.crmvrs.gov.br/PDFs/Premio_2022.pdf . (CRMV)


Jogo Rápido 

Novo secretário assume pasta da Fazenda
O governador Ranolfo Vieira Jr. anunciou ontem a saída do Secretário de Estado da Fazenda do cargo. Marco Aurélio Santos Cardoso, natural do Rio de Janeiro, assumiu a Secretaria da Fazenda (Sefaz) em janeiro de 2019, no início do governo atual, e justificou que, por motivos pessoais e familiares, retornará ao seu estado natal. “Lamentamos a saída do secretário, mas, por outro lado, aceitamos suas colocações de ordem pessoal”, observou Ranolfo. Leonardo Busatto, secretário extraordinário de Parcerias Estratégicas, foi o escolhido pelo governador para substituir Cardoso na Sefaz. Ao menos em um primeiro momento, Busatto deverá acumular os dois cargos. “Despeço-me um pouco antes do previsto, mas são circunstâncias pessoais, que temos que equilibrar com o trabalho. Foi um privilégio ter podido contribuir de alguma forma”, disse Cardoso na despedida. Ele destacou como o mais difícil durante sua gestão ter que informar aos servidores, durante o início do governo, que os salários não seriam pagos em dia. No período em que ele esteve à frente da Secretaria, o RS aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal, para pagamento da dívida do Estado com a União, o que Cardoso, juntamente com Ranolfo e Busatto, avaliou como um sucesso. O novo secretário agradeceu o convite para a coordenação da pasta e lembrou que seu pai assumiu a mesma secretaria há mais de 20 anos. “Tenho a honra de receber a Sefaz muitíssimo melhor que no final de 2018, quando saí de lá como auditor. Espero estar à altura de uma casa centenária como essa e concluir esse grande trabalho que o secretário Marco Aurélio fez nestes três anos e meio de gestão”, declarou Busatto. (Correio do Povo)


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 02 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.715


Qualidade do leite do RS propicia industrialização

A Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, processou entre janeiro e junho deste ano, em torno de 600 toneladas de queijos. De acordo com o diretor da cooperativa, Alexandre Guerra, 31% do leite captado entre os produtores associados são reservados à fabricação de queijos. Guerra explica que 65% da produção da Santa Clara se concentram nos queijos muçarela e prato, os mais consumidos. Mas a cooperativa também investe nos chamados queijos nobres, com períodos de maturação entre três e 12 meses. Nesta linha, produz as variedades de queijo montanhês, parmesão, fontina, gruyère e vaccino romano. 

Alexandre Guerra revela que a cooperativa também adotou a estratégia de porcionamento dos queijos especiais, que podem ser encontrados nas grandes redes de varejo. “Percebemos que a venda de queijos em porções caiu no gosto do consumidor, pois permite a ele um menor desembolso, podendo adquirir peças de diferentes tipos, podendo conhecer outros sabores e apurar o paladar”, comenta o diretor. Para os restaurantes e pizzarias, ele recomenda como alternativa mais viável a aquisição de peças inteiras. 

Egresso da Santa Clara e hoje supervisor de produção da queijaria recém aberta pela Dália Alimentos, o presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas e Latícinios (AGL), Amado Mendez Ambrósio, acredita que o interesse do Rio Grande do Sul em produzir queijos vem caminhando junto com a qualificação da produção do leite gaúcho. Para ele, os grandes laticínios, antes dedicados quase que exclusivamente à produção de Leite UHT e leite pó, começaram a enxergar o mercado de queijo como uma alternativa vantajosa, pelo valor agregado que o produto traz e pela própria expectativa de mercado. “Seguramente a qualificação do leite produzido na região sul e a qualificação das próprias empresas estão por trás deste investimento mais recentes nas queijarias”, analisa. 

O dirigente confirma que dos cerca de 12 milhões de litros de leite que o Estado capta por dia, pouco mais de 2 milhões de litros são destinados à produção de queijo, sendo que apenas 10% deste volume é convertido em queijo. O restante, é o soro, que passou a ser um subproduto de luxo na produção. Antes considerado efluente, de difícil descarte, e que gerava custo, o soro passou a ter muitas aplicações na indústrias em decorrência da presença em sua composição de proteínas nobres, entre as quais a lactoalbumina e a lactoglobulina. “Elas são diferentes alternativas para a industrialização e para a exportação. Hoje, temos do soro um aproveitamento que não se tinha antes e, por isso, uma rentabilidade adicional”, ressalta. Conforme Mendez, de cada litro de leite usado na produção de queijo (pago pela indústria ao produtor entre R$ 2,90 e R$ 3,40) resultam entre 800 ml a 900 ml de soro, cujo litro vale entre R$ 0.22 e R$ 0,25. 

Quanto ao consumo, o especialista uruguaio acredita que ele tende a aumentar, mas está sujeito ao determinante do poder aquisitivo. “É um produto cuja venda cresce junto com a disponibilidade de recursos da população de cada lugar”, completa. (Correio do Povo)


GDT - 02/08/2022
 

(Fonte: GDT)
 
 
Câmara aprova urgência para projeto que incentiva a pecuária leiteira
 
A Câmara dos Deputados aprovou, na segunda-feira (1º), um requerimento de urgência para votação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Apoio e Incentivo à Pecuária Leiteira. O objetivo da política, de acordo com o texto, é aumentar a produtividade, ampliar o mercado e elevar o padrão de qualidade do leite brasileiro.
 
Com a aprovação do requerimento de urgência, a proposta poderá ser votada diretamente pelo plenário sem precisar passar pelas comissões. Além da produção, o estímulo será voltado para o transporte, a industrialização e a comercialização do produto. Entre as diretrizes da política, está a isenção de PIS/Cofins do milho e da soja usados na produção de ração para bovinos.
 
A proposta voltada a incentiva a pecuária leiteira também prevê, entre outras iniciativas, os seguintes itens:

  • Oferta de linhas de crédito e financiamento;
  • Ações de proteção fitossanitária;
  • Fomento à pesquisa;
  • Desenvolvimento genético.

Incentivo à pecuária leiteira: a quem se destina
Agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais, envolvidos na cadeia produtiva do leite e cooperativas, terão prioridade de acesso ao crédito e financiamento. A proposta estabelece ainda que as empresas de beneficiamento e comércio de laticínios ficarão proibidas de pagar a produtores de leite menos do que o preço médio praticado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
De acordo com o projeto de incentivo à pecuária leiteira, o prazo máximo para pagamento ao fornecedor não poderá exceder 15 dias contados do fechamento do mês, com pena de pagamento de multa de 2% por dia excedente. Além disso, as empresas ficam obrigadas a firmar contrato com os produtores para fornecimento e aquisição de leite. O rompimento sem justa causa dos contratos poderá ocorrer mediante comunicado prévio de no mínimo 60 dias. (Canal Rural)


Jogo Rápido 

Proteína de alto valor
Antes descartado como resíduo da produção de queijos, hoje, o soro que resulta deste processo de fabricação é um produto precioso para os laticínios e outros ramos da indústria alimentícia, podendo ser usado como emulsificante, espumante e geleificante. Ele corresponde a 80 ou 90% do volume de leite usado para fazer o queijo, ou seja, de 10 litros de leite, dois são queijo e o restante é o soro, com a vantagem de carregar consigo 55% dos nutrientes do leite. De acordo com a Associação Brasileira das Indústria de Queijo (Abiq), o teor desses nutrientes se deve à presença de carboidratos como a lactose, proteínas e minerais como cálcio, sódio, fósforo e potássio. As proteínas do soro já foram reconhecidas por análises da Organização Mundial de Saúde (OMS). São fonte dos oito aminoácidos essenciais que o corpo humano não é capaz de produzir e dos três aminoácidos de cadeia ramificada (valina, leucina e isoleucina). Além disso, as proteínas do soro possuem propriedades relacionadas às funções fisiológicas, podendo apresentar aplicações na indústria farmacêutica. No ano passado, o Brasil exportou 20,2 mil toneladas de soro de leite, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. A estimativa da Abiq é de que a indústria de lácteos nacional produza por ano pelo menos 9 milhões de toneladas de soro. (Correio do Povo)


 
 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 01 de agosto de 2022                                                        Ano 16 - N° 3.714


Produção de queijo ganha força em solo gaúcho
 
A Pesquisa de Orçamentos Familiares feita periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) indica que 10% dos laticínios consumidos pelos brasileiros correspondem aos queijos. O mais consumido é o queijo muçarela, principalmente em regiões como Sudeste e Sul, com alta influência da colonização italiana. 
 
Mais recentemente, entretanto, o olhar do brasileiro tem se ampliado para os queijos especiais e até mesmo para um paladar gourmet deste alimento. O consumo per capita nacional ainda está distante daquilo que a indústria considera ideal, mas tem espaço para o crescimento. Em média, conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), o cidadão brasileiro consome de 5 quilos a 5,5 quilos de queijo por ano. Este volume é bem menor do que o apurado em países do Mercosul, como a Argentina, onde chega a 12 quilos, e o Uruguai, onde está entre 7 e 8 quilos. 
 
O diretor de comunicação externa da Lactalis do Brasil, Guilherme Portella, avalia que o paladar nacional começa a despertar para os queijos de alta qualidade e especiais. O grupo é líder na captação de leite no Brasil, com 19 unidades produtivas em oito estados, incluindo o Rio Grande do Sul. A marca principal da Lactalis no Brasil é a francesa Président, tanto nos queijos commodities (muçarela e prato), como em produtos especiais como o camembert, o brie e o holandês maasdam. “Estamos trabalhando para ambientar o brasileiro com novos paladares, porque aqui o queijo mais preferido é o muçarela, ao contrário dos países da Europa, onde o olhar é mais aberto para outros tipos”, comenta Portella.
 
O executivo, que também, é presidente do Sindicato dos Laticínios e Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), explica que a estratégia para esta “ambientação” está no porcionamento dos queijos diferenciados para serem comercializados nas grandes redes de varejo. “O porcionamento tem permitido ao consumidor o acesso a queijos que em peça inteira são muito caros. São os chamados tamanhos mágicos, em que o consumidor pode adquirir fatias de bons queijos, como o emental, por exemplo, a partir de R$ 15,00”, observa. No Rio Grande do Sul, particularmente, a produção de queijo acordou o interesse da indústria. 
 
A Cooperativa Languiru mantém projeto de estudo para a instalação de uma queijaria ao longo dos exercícios de 2022 e 2023, anexa à unidade industrial de processamento de leite, em Teutônia. O investimento será de mais de R$ 30 milhões, com capacidade inicial de processamento de 200 mil litros/dia, dando origem a queijos tradicionais (muçarela, prato, colonial, requeijão e queijo coalho). A Dália inaugurou no mês de junho, no município de Arroio do Meio, sua unidade de produção de queijos, na qual pode processar até 12 toneladas/dia do alimento, a partir do recebimento de 120 litros de leite. 
 
O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reconhece que o interesse pela produção de queijos no Rio Grande do Sul aumentou não apenas na forma de pequenas e médias queijarias, atividade muito arraigada à cultura gaúcha, mas, no interesse de empresas e cooperativas com potencial para produção do alimento em escala. Tradicionalmente, diz o dirigente, a industrialização do leite produzido no Estado esteve voltada para o leite UHT e o leite em pó, ficando a produção de queijo concentrada nas agroindústrias de menor parte. Segundo Palharini, este perfil vem mudando nos últimos 10 anos e, especialmente, nos últimos dois anos, em que se viveu a pandemia. Entre as razões enumeradas pelo secretário executivo para este movimento estão o melhor conhecimento do mercado dos queijos, as vantagens competitivas da atividade e a possibilidade de valorização do produtor. 
 
No que diz respeito ao mercado, Palharini indica que ele é promissor tanto nacional quanto internacionalmente. "Desde os queijos fatiados, como o muçarela, até os especiais, há consumo para absorver a produção dentro do Estado, na venda para o restante do Brasil e para os países nossos vizinhos, Argentina e Uruguai, onde o consumo é maior", analisa. 
 
Darlan Palharini aponta que, na cadeia produtiva do leite, a fabricação de queijo tem benefícios inegáveis, como a possibilidade de melhor remunerar o produtor (o leite usado com este fim tem de apresentar melhor qualidade, com índices de sólidos e gorduras diferenciados, o que torna o produtor candidato à bonificação) e de aproveitamento de um subproduto de grande valor de mercado: o soro do queijo, apto para diversas aplicações, das bebidas lácteas à alimentação animal. 
 
Queijaria mais antiga do Rio Grande do Sul, a Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, com mais de um século de existência, aposta na tendência de crescimento. O diretor da cooperativa, Alexandre Guerra, lembra que a pandemia do Covid-19 consolidou novos hábitos entre os consumidores. “Ele (o consumidor) habituou-se a cozinhar mais em casa, mas está disposto a pratos fáceis de preparar e práticos”, comenta Guerra, ao exemplificar que pesquisa Kantar/Ibope indicou que o consumidor quer investir cerca de 20 minutos na preparação de uma refeição. O levantamento, diz ainda, demonstra que na pandemia o consumo de sanduíches cresceu 34% e isso acabou tornando-se uma rotina, dando espaço para o consumo de queijos fatiados, salames, temper cheese, requeijão e outros ingredientes. (Correio do Povo)


Aumento da renda deve estimular gasto com lácteos
 
Uma projeção que soma dados sobre a evolução da renda dos brasileiros ao comportamento de compra indica que o gasto das famílias com alimentos no país poderá crescer 8% entre 2022 e 2027, chegando R$ 770 bilhões. Paralelamente, o desembolso com produtos lácteos também deverá aumentar, mas em um menor ritmo.

O levantamento do economista Daniel Duque, especialista em renda do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV), elaborado para o Valor, mostra que o gasto com lácteos entre este ano e 2027 poderá subir 5,6%, para R$ 55 bilhões. O gasto com alimentos cresce à medida que o poder de compra aumenta. Segundo a projeção, que usa dados atuais do Fundo Monetário Internacional (FMI), a renda média anual per capita no Brasil em 2022 é de US$ 14,799 mil, quase 1% a mais do que no ano passado. Para 2027, o avanço da renda média pode ser de 5,6%, alcançando US$ 15,634 mil. 

Em geral, a cada ponto porcentual a mais na renda média, há acréscimo de 0,8 ao que já era gasto em alimentação. Hipoteticamente, portanto, se a renda sobe 10%, de R$ 2 mil para R$ 2,2, os gastos com alimentação saem de R$ 500 para R$ 540. O comportamento de compra é um retrato obtido com ajuda da Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “A projeção sobre a relação de renda e do consumo de alimentos costuma ser estável. O ponto chave é a projeção do PIB per capta. 

Tudo pode acontecer com a renda no Brasil nos próximos anos”, diz Duque. Migração de marcas De acordo com o retrato, a participação do segmento de laticínios nos desembolsos com alimentos no período pode cair de 7,24% para 7,13%. Vale dizer que o levantamento considera constante de preços, com base de 2022, e portanto retrata avanço de poder de compra, que pode resultar em aumento de volume de produtos ou mudança de qualidade - migração de marcas. Diante do horizonte nublado para a renda, os laticínios têm uma série de desafios ao longo dos próximos anos. Essas empresas trabalham de olho no potencial do consumo de leite per capita, mesmo que os avanços tenham sido fracos na última década - e com um cenário de inflação atual que esfria o consumo. O brasileiro consome cerca de 172 litros de leite por ano, indica pesquisa recente do Departamento de Agronegócio da Fiesp, volume ainda bem inferior ao absorvido no mercado americano, de 327 litros a cada ano. Na Europa, são 233 litros ao ano e, na Argentina, 265 litros. 

Grandes indústrias, como o Laticínio Bela Vista, dono da marca Piracanjuba, líder em captação de leite no país, estão mantendo as estratégias de olho em médio e longo prazos. Entre as apostas da companhia estão os queijos, bebidas proteicas e itens de nutrição infantil. Uma nova fábrica em construção no Paraná vai possibilitar que a companhia leve os queijos da marca a regiões onde a comercialização do item é ainda incipiente, como o mercado paulista por exemplo, diz Lisiane Campos, gerente de marketing da Bela Vista. 

A nova unidade deverá ficar pronta em 2024. Por ora, os queijos Piracanjuba são vendidos em regiões do Centro Oeste, a partir da fábrica de Bela Vista de Goiás (GO). “Não temos condições ainda de expandir a atuação porque esses produtos exigem logística refrigerada”, explica. A intenção é atender o mercado nacional. Como o leite líquido é commodity, a Piracanjuba, com receita de R$ 6,4 bilhões em 2021, vem diversificando bastante nos últimos anos para ganhar espaço e valor agregado. Nesse segmento, quanto mais variado for o portfólio que agrade o consumidor, melhor. Em meio ao extenso portfólio setorial, os queijos são aposta já citada por outras companhias porque vêm ganhando fôlego, apesar dos preços. Trata-se do derivado que, na década passada, mais ampliou sua participação no volume de derivadosproduzido pela indústria e no valor faturado por esse elo da cadeia com as categorias de lácteos. Segundo a pesquisa da Fiesp, em volume, a participação de queijos cresceu de 27,8%, em 2010, para 38,7% em 2019, enquanto em valor saiu de 21% para 27%. A Abiq, que reúne as indústrias do setor, já projetou que o consumo per capita pode sair de 6 quilos para 7,5 quilos em dez anos. (Valor Econômico)

Festiqueijo termina com público histórico de mais de 100 mil visitantes, em Carlos Barbosa

A 31ª edição do Festiqueijo chegou ao fim neste domingo (31), em Carlos Barbosa, com números históricos. Realizada nos cinco finais de semana de julho, a festividade atraiu mais de 100 mil pessoas — um recorde. Do público, mais de 32 mil foram pagantes, em que aproveitaram o cardápio do Salão Paroquial da Igreja Matriz, e outros 70 mil passaram pela Vila das Etnias, novidade desta edição, com entrada gratuita. 
 
— Este foi o Festiqueijo dos reencontros e da inovação. Conseguimos levar o Festiqueijo para a rua com a realização de atrações paralelas gratuitas, o que trouxe um público ainda maior para a cidade — comemora o presidente do festival, Cláudio Chies. 
 
O evento também conseguiu números históricos no consumo. Além de 5,1 mil quilos de queijo, os visitantes que passaram pelo Salão Paroquial da Igreja Matriz de Carlos Barbosa consumiram 2,1 mil quilos de galeto, 631 quilos de salsichão e 35 mil pastéis, além de mais de 34 mil garrafas de espumantes e 12,5 mil garrafas de vinhos. 
 
 — Nós superamos muito a previsão. Foi além da nossa expectativa. Ultrapassamos muito a previsão de consumo — conta o secretário municipal de Desenvolvimento Turístico, Indústria e Comércio de Carlos Barbosa, Fabio Rogerio Basso.
 
Um destaque da edição de 2022 foram as excursões. O festival da Serra recebeu mais de 300 grupos de turistas de outras regiões do Rio Grande do Sul, além de estados como Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
 
O 31º Festiqueijo contou com 24 expositores, considerando 10 queijarias, nove vinícolas e espaços variados, que ofereceram uma seleção de seus melhores produtos, tudo à disposição do visitante. O cardápio incluiu mais de 40 tipos de queijos e suas variações, 30 rótulos de vinhos e 25 de espumantes, sucos de uva, água, refrigerante, café, sorvetes e quatro mesas de buffet com 11 pratos. Além da gastronomia, o evento trouxe mais de 90 atrações artísticas e culturais. 
 
Vila das Etnias permanece após Festiqueijo
A edição de 2022 também foi de ações inéditas, o que trouxe o grande resultado do público. Uma atração bastante elogiada foi a Vila das Etnias. Com 11 casas temáticas e acesso gratuito, a atração homenageou os povos que ajudaram a desenvolver a cidade e a região, como italianos, alemães e poloneses. 
 
Com o sucesso da estrutura, o prefeito de Carlos Barbosa, Everson Kirch, oficializou que a Vila das Etnias permanecerá na Rua Coberta até 6 de janeiro de 2023. Assim, turistas poderão continuar visitando o espaço nos finais de semana. Uma comissão foi criada para coordenar uma programação com diferentes culturas para cada final de semana. 
 
Além de se tornar uma atração da cidade, a Vila das Etnias volta para a próxima edição do Festiqueijo. 
 — Para o ano que vem, pensamos em melhorar toda estrutura que tivemos. Como a inovação da Vila das Etnias, que foi um grande sucesso. A atração fez a diferença neste ano  — destaca Basso. 
Outra atração externa gratuita e paralela ao Festiqueijo foi o Feito em Barbosa. A feira com 28 expositores foi instalada ao lado da Rua Coberta. Lá, visitantes encontraram produtos exclusivamente locais, que contemplaram os setores do vestuário, acessórios, papelaria, brinquedos, artesanato, alimentação, entre outras opções. 
 
O 32º Festiqueijo está confirmado para o período de 30 de junho a 30 de julho de 2023, de sextas a domingos. (O Pioneiro)


Jogo Rápido 

No radar
Assim como no Rio Grande do Sul, no Brasil as cooperativas agropecuárias ajudaram a puxar os resultados do cooperativismo em 2021, que chegaram a R$ 524,8 bilhões, segundo o relatório das Cooperativas do Brasil (OCB). Só no ramo agro, foram R$ 239,3 bilhões, em linha com a combinação de safra farta e preços remuneradores. (Zero Hora)


 
 
 
 

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Porto Alegre, 29 de julho de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.713


O que o produtor rural espera da 5G?
 
A chegada da nova tecnologia vai ampliar uso de maquinários de última geração por todo o país e transformar o agronegócio com o sistema Internet das Coisas (IoT), acreditam especialistas.
 
O uso da tecnologia no campo é recente no Brasil. Em 1980, por exemplo, a colheita da cana-de-açúcar era feita por trabalhadores braçais, os chamados “boias-frias”, que perdurou até a década de 1990. Atualmente, 92% da cana é cortada por máquinas, conforme pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento. A realidade se repete em outras culturas que utilizam a tecnologia para facilitar o trabalho e gerar mais produtividade.
 
De acordo com os dados informados pela assessoria, adotada em alguns países, a tecnologia 5G é até 20 vezes mais rápida do que o 4G e seu alcance também é um fator determinante. Regiões remotas do País e grandes extensões de terra tendem a ser muito beneficiadas com a cobertura da nova tecnologia, que já funciona em Brasília e deve ser instalada em todas as capitais ainda neste ano. 
 
“O 5G vai permitir a conexão de vários dispositivos à internet, viabilizando a implementação da Internet das Coisas (IoT) em larga escala. A rapidez da nova tecnologia vai deixar tudo interligado e acessível, fazendo com que o agricultor possa, por exemplo, monitorar máquinas e auxiliar nas tomadas de decisões rápidas e precisas, ampliando o acesso aos sistemas de telemetria que já existentes”, explica o gerente de tecnologia da Pivot Máquinas Agrícolas e Sistema de Irrigação, José Henrique Gross. A IoT, como diz Gross, é o nome que se dá a rede de objetos físicos incorporados a sensores, software e outras tecnologias com o objetivo de conectar e trocar dados com outros dispositivos e sistemas pela internet.
 
Ainda conforme dados da Pivot, mesmo antes da 5G, já oferecia o sistema de acompanhamento de desempenho das máquinas agrícolas de forma on-line e, inclusive lançou uma central, que acompanha todo o maquinário comercializado e consegue detectar alguma possível falha em tempo real, passando todo o diagnóstico ao cliente e o que ele precisa fazer para não parar a lavoura. Mas com a novidade, mais agricultores poderão ter acesso ao acompanhamento direto do campo. (Agrolink)


BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 29/2022 – SEAPDR

Os últimos sete dias permaneceram com pouca chuva e temperaturas amenas no RS. Na quinta-feira (21), o ingresso de ar quente e úmido manteve as temperaturas elevadas e grande variação de nuvens em todo Estado, somente na fronteira com o Uruguai e no Extremo Sul, o rápido deslocamento de uma frente fria no oceano provocou chuvas fracas e isoladas. Na sexta-feira (22) e sábado (23), ocorreram pancadas de chuva na maioria das regiões, principalmente na Campanha, Zona Sul e no Litoral. No domingo (24), o ingresso de uma massa de ar seco manteve o tempo firme e as temperaturas amenas em todo Estado. Entre segunda (25) e quarta-feira (27), o ingresso de ar quente e úmido favoreceu a elevação das temperaturas, com valores acima de 25°C na maior parte das localidades e próximos de 30°C em algumas regiões.

Clique aqui e acesse os Boletins oficiais sobre clima e culturas elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Emater-RS e Irga. O documento conta com uma avaliação das condições meteorológicas da semana anterior, situação atualizada das culturas do período e a previsão meteorológica para a semana seguinte. (SEAPDR)

Argentina: clima e alta dos custos afetam produção e há incerteza para o resto do ano

 Durante o mês de junho, a produção de leite da Argentina foi de 914,2 milhões de litros de leite, volume que representa 1,1% acima do mês anterior (+4,5% na média diária) e 0,7% inferior ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA

“Evidentemente os efeitos da importante estiagem que atinge a maior parte das bacias leiteiras (inundações em uma em particular) e a incidência de altos custos de produção (concentrados, entre outros insumos relacionados à alimentação do rebanho) afetaram a produção em junho de 2022″, destaca o relatório

Com base nesse desempenho do mês passado, a produção acumulada no primeiro semestre ficou 1,0% acima do mesmo semestre do ano anterior

O que pode acontecer no segundo semestre

No entanto, um abrandamento no crescimento homólogo da produção refletiu-se desde maio

“O segundo semestre se apresenta com um panorama incerto dos aspectos meteorológicos, dos custos de produção e dos preços tanto no mercado interno quanto no externo (preços cuidados, consumo menor, preços internacionais em queda, atraso cambial e tarifas de exportação), o que dificulta arriscar um possível comportamento da produção”, indica a Ocla

No período janeiro-junho, a produção de “sólidos úteis” (gordura butírica e proteína) cresceu 2,9%, quase o triplo do crescimento da produção medida em litros de leite

Em relação à sazonalidade diária da produção, como de costume, a partir do pico de outubro cai a uma taxa de 5% ao mês até março/abril (tomando a média diária de produção, para que não afetem o número de dias de cada mês), quando começa então uma nova recuperação em outubro. (As informações são do La Voz, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido 

‘MÍNIMO EXISTENCIAL’ - Decreto define valor de R$303
O governo editou decreto que dispõe sobre o “mínimo existencial”, criado pela Lei do Superendividamento, sancionada e incluída no Código de Defesa do Consumidor há um ano. Pela norma, o valor mínimo existencial que o cidadão deve ter para sobreviver após negociar dívidas será de 25% do salário mínimo vigente hoje, o que equivale a R$ 303 dentro de R$ 1.212. O reajuste do piso salarial não resultará na atualização do mínimo existencial, o que deve ser feito pelo Conselho Monetário Nacional. O decreto entrará em vigor em 60 dias. (Correio do Povo)

 

 
 
 
 

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Porto Alegre, 28 de julho de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.712


Parceria entre Sebrae RS e Cooperativa Santa Clara viabiliza mapeamento genético de última geração
 
Mais tecnologia e inteligência de base científica para auxiliar produtores gaúchos na gestão e na produção de rebanhos de alta performance. É com esse objetivo que o Sebrae RS e a Cooperativa Santa Clara assinaram na tarde da terça-feira (21/06) um convênio inédito entre as organizações. A formalização ocorreu na sede da Cooperativa, em Carlos Barbosa. 
 
Segundo o diretor técnico do Sebrae RS, Ayrton Ramos, o convênio reforça o papel do Sebrae RS em fortalecer e valorizar os empreendimentos da cadeia produtiva do agronegócio gaúcho, um dos pilares de atuação da organização. “No caso desta parceria, o Sebrae RS já atua em sinergia com a Santa Clara desde 2016, em um trabalho focado em tecnologia e gestão e que, agora, culminou na formatação de um serviço que atende a uma demanda do setor”, explica. 

A partir do convênio, técnicos da cooperativa realizarão a coleta de material genético de animais das raças Holandesa e Jersey. As amostras são enviadas a laboratórios do Ministério da Agricultura dos EUA que retornam aos produtores relatórios. O mapeamento tem ultrapassado o índice de 95% de assertividade e chega a levar em conta até 75 mil pontos de características genéticas e fenotípicas de cada animal. São explorados dados ligados ao pedigree (histórico genealógico do animal), maiores potencialidades ligadas à fertilidade, longevidade, potencial de produção (leite e proteína), além da prospecção de eventuais problemas de saúde. 

Em diferentes etapas, o trabalho conta com parceiros de empresas multinacionais com base operacional no Brasil, como as empresas CRV Genetics Holland e ST Genetics. 

A parceria dá sequência a um histórico de atuação da Santa Clara em oportunizar aos seus cooperados acesso a tecnologias e soluções que agreguem valor a sua atuação e, consequentemente, aos produtos finais gerados. Desde a década de 1950, a empresa atua, por exemplo, com inseminação artificial, e, desde 1990, com práticas laboratoriais de avaliação fenotípica e genotípica visando à qualificação dos rebanhos de seus cooperados. (Sebrae)


Produtor de leite, longevo, ainda não pensa em parar
 
Todos os dias, há quase três décadas, o agricultor Ernani Lúcio Schreiner, prestes a completar 73 anos de idade, salta da cama às 5h para a lida na produção de leite. Muito antes, ainda na infância, pelos 10 anos, começou o trabalho como ajudante dos pais no plantio de grãos e na suinocultura. A propriedade ainda é a mesma, no primeiro distrito de Victor Graeff, na região Norte do Rio Grande do Sul. 
 
Schreiner herdou a área dos pais, que a haviam recebido de seus avós. Dividiu o terreno com os irmãos, que venderam suas parcelas e foram trabalhar em outros locais. Ele ficou com um terreno de 20 hectares, onde ocupa o solo com o plantio de pastagens para o gado leiteiro e semeia alimentos para a subsistência da família.
 
No Dia do Agricultor, comemorado nesta quinta-feira, em todo o Brasil, Schreiner garante que não consegue se imaginar em outra profissão, e que, inclusive, mesmo aposentado formalmente e já septuagenário, não pensa em abandonar a labuta. “Vejo, para mim, pelo menos mais uns 10 anos de trabalho”, projeta. 
 
Junto com o filho Volnei e a nora, Nêmora, seu Ernani administra um tambo com produção diária de 750 litros de leite. Tem 32 vacas em lactação, seis próximas do parto e mais 20 novilhas em crescimento. O leite que produz é entregue para a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL). O produtor acredita que ao longo dos anos, com a assistência técnica, o melhoramento tecnológico e a industrialização, o ofício de agricultor ficou mais fácil. “É uma profissão tão boa como qualquer outra, com a vantagem de se ganhar melhor, em muitas situações que trabalhador da cidade”, diz. 
 
Quanto a remuneração do leite, Schreiner reconhece que ela é marcada pelos altos e baixos, mas entende que o custo benefício é maior do que o do plantio de grãos ou da criação de suínos, que a família já teve e decidiu abandonar. Se ele acha penosa a vida de produtor de leite? Que nada. “Para nós, não tem sol, nem chuva e nem geada que afete. Não tivemos nenhum problema na pandemia, nunca paramos. Levantamos sempre e vamos cuidar das vacas e produzir”, dispara, acrescentando que a esposa, Gisela, de 71 anos, hoje com algumas limitações físicas por conta da saúde, também é parceira no trabalho. “No momento, o preço, pra nós, está muito bom e justo. O que não é justo é chegar para o consumidor no mercado a mais de R$ 7,00. Aí as pessoas acham que somos nós que estamos ganhando tudo isso, jogam a culpa no produtor, e não é. Toda a cadeia ganha em cima do leite”, diz.
 
Seu Ernani tem dois netos, gêmeos, Gabriel e Bruno, de 18 anos, que, segundo ele, auxiliam muito nas atividades de produção da granja. A ajuda deve, entretanto, se encerrar no final deste ano, já que os dois jovens estão se preparando para ingressar na Universidade. “Bruno quer fazer Medicina e o Gabriel, Engenharia”, conta o avô, orgulhoso. 
 
O agricultor acredita que a sucessão familiar, em sua propriedade, vai se dar pelo interesse do filho, Volnei, pai dos gêmeos. “Os jovens, quando saem pra estudar, dificilmente voltam para o campo e a gente tem de aceitar isso”, reflete. Além do filho, da nora e dos netos, Ernani tem a filha Daniela Fabiane, que também mantém granja de produção de leite, mas na cidade de Selbach. (Correio do Povo)


 
Rotulagem nutricional: novas regras entram em vigor em 75 dias
 
As novas regras para rotulagem de alimentos entram em vigor no dia 9 de outubro de 2022. Além de mudanças na tabela de informação e nas alegações nutricionais, a novidade será a adoção da rotulagem nutricional frontal.

Rotulagem nutricional frontal
Considerada a maior inovação das novas regras, a rotulagem nutricional frontal é um símbolo informativo que deve constar no painel da frente da embalagem. A ideia é esclarecer o consumidor, de forma clara e simples, sobre o alto conteúdo de nutrientes que têm relevância para a saúde. 

Para tal, foi desenvolvido um design de lupa para identificar o alto teor de três nutrientes: açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio. O símbolo deverá ser aplicado na face frontal da embalagem, na parte superior, por ser uma área facilmente capturada pelo nosso olhar.
É obrigatória a veiculação do símbolo de lupa com indicação de um ou mais nutrientes, conforme o caso, quando os alimentos apresentarem as seguintes quantidades de nutrientes:
 
Alto conteúdo de        Alimentos sólidos e semissólidos         Alimentos líquidos
Açúcar adicionado    15 g ou mais por 100 g de alimento 7,5 g ou mais por 100 ml de alimento
Gordura saturada      6 g ou mais por 100 g de alimento          3 g ou mais por 100 ml de alimento
Sódio                     600 mg ou mais por 100 g de alimento   300 mg ou mais por 100 ml de alimento 

(Fonte: Ministério da Saúde)

 


Jogo Rápido 

CONFIRA AQUI a entrevista com o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini para a Rádio Tirol. (Rádio Tirol)


 
 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 27 de julho de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.711


Seminário debaterá o setor lácteo do ponto de vista da produção em Carlos Gomes (RS)
 
Com o intuito de debater o cenário do setor lácteo do ponto de vista da produção e buscar alternativas para aumentar a rentabilidade dos produtores, a Unibom Laticínios, associada do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), promoverá o Seminário Microrregional de Bovinocultura de Leite no dia 10 de agosto. Com todas as 250 vagas disponibilizadas já preenchidas, o evento será realizado no Ginásio do Cras, em Carlos Gomes (RS), a partir das 9h. O encontro conta, ainda, com promoção da Emater e da prefeitura do município. 
 
Segundo Ideno Paulo Pietrobelli, gerente de Política Leiteira da Unibom, o objetivo é também apresentar aos produtores opções para melhorar o trabalhado voltado à nutrição e ao bem-estar animal, além das instalações e do manejo do rebanho em períodos críticos do ano, especialmente no verão. “Como é uma região de pequenas propriedades, nós vamos focar a discussão na parte da manhã em estratégias para melhorar resultados e viabilizar a atividade leiteira em pequenos estabelecimentos rurais, que têm um limite de terra e de animais”, acrescenta.   
 
O evento terá início às 9h com café a base de produtos coloniais e derivados do leite. A primeira palestra será às 10h com o médico veterinário Ricardo Xavier da Rocha que falará sobre bem-estar animal. Ainda durante a manhã Vilmar Fruscalso, engenheiro agrônomo da Emater, discorrerá sobre a viabilidade do leite na pequena propriedade. 
 
A parte da tarde será dedicada à visita à propriedade de Gervásio Ostroski, onde será apresentado o trabalho realizado pela família na produção de leite. Irão comandar as estações o médico veterinário Ricardo Xavier da Rocha, o nutricionista da Unibom Marcos Griss, Vilmar Fruscalso, da Emater, e o engenheiro agrônomo da Embrapa Marcelo Klain. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Sindilat debate papel da pecuária leiteira na redução das emissões 
 
O setor lácteo pode ser uma importante ferramenta para intensificar a produção das propriedades rurais e garantir sistemas sequestradores de carbono. A proposta é utilizar áreas de pousio para plantio de pastagens consorciadas com culturas de verão e inverno. A tendência foi apresentada pelo Chefe-Geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, durante reunião mensal de associados do Sindilat realizada nesta terça-feira (26/07). Segundo o especialista, a expectativa é aumentar a rentabilidade da atividade agropecuária por hectare e estabelecer sistemas que sejam mais sequestradores de carbono do que emissores. O uso de pastagens de inverno é o diferencial para assegurar comida de qualidade ao gado e melhorar as condições do solo. 
 
Conduzindo a reunião, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reforçou a importância de elevar a eficiência do sistema produtivo e, com isso, garantir um aumento de leite produzido por vaca. “Os grãos de inverno podem ser essenciais para produzir matéria orgânica de qualidade e otimizar a alimentação do gado ao longo do ano”, salientou. Lemainski apresentou diferentes exemplos de ganho nesse sentido, como a produção de uma nova variedade de cevada ultraprecoce semeada em março, e que tem potencial para gerar 4.900 quilos de matéria seca e de 7.840 kg/ha de produção de leite. 
 
Durante a reunião de associados, ainda tratou-se de questões tributárias ligadas ao Fator de Ajuste de Fruição (FAF). (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Interleite Brasil 2022: FALTA UMA SEMANA!
 
A espera está acabando! Falta uma semana para a volta do melhor e maior evento da pecuária leiteira do Brasil. Nos dias 03 04 de agosto, em Goiânia, e também online, com os apoios do Sistema Faeg/Senar – GO, do Sebrae-GO e demais parceiros, a 20ª edição do Interleite Brasil chega para fazer história!

Com 24 palestras, distribuídas ao longo de 5 painéis temáticas, discutiremos as pautas mais relevantes do leite brasileiro. Afinal, o que nos trouxe até aqui é o que continuará nos levando adiante?

Confira os temas de cada painel:
Painel 1 – Coordenação da cadeia de laticínios no Brasil (03/08)
Painel 2 – Sistemas de produção e rentabilidade (03/08)
Painel 3 – Fazendo a tecnologia funcionar – a gestão no centro do negócio leiteiro (04/08)
Painel 4 – A agenda ambiental: oportunidades e desafios (04/08)
Painel 5 – Olhando para o futuro (04/08)
 
02 de agosto, também em Goiânia,  contaremos com mais três eventos exclusivos:  13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado, Jantar dos Top 100 e workshop exclusivo da AgroCeres Multimix sobre estratégias, manejo e ferramentas nutricionais com impacto no período pós-parto, ministrado pelo Prof. Felipe Cardoso e por Gilson Dias. 
 
Já somos mais de 1000 inscritos no Interleite Brasil 2022 e você não pode ficar de fora! Clique aqui, veja a programação e faça a sua inscrição? Vem com a gente, faça parte do melhor evento do leite nacional! Em Goiânia ou de onde você estiver, estamos te esperando para viver essa experiência!
 
Para mais informações ou compra de pacotes de ingresso com desconto: (19) 99247-5347 ou thais@agripoint.com.br. 
 
O Interleite Brasil, idealizado pelo MilkPoint. Acesse o site, confira a programação completa e se inscreva. Associados do Sindilat/RS tem 20% de desconto. (Milkpoint)


Jogo Rápido 

Governo envia projeto que abre crédito suplementar de R$ 2,5 milhões para a Agricultura
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei que abre crédito suplementar para apoio ao pequeno e médio produtor agropecuário, segundo informou a Secretaria Geral da Presidência da República. O crédito de R$ 2,5 milhões, se aprovado pelos parlamentares, será aberto em favor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para viabilizar despesas com apoio/fomento a esses produtores. A Secretaria Geral esclareceu, em nota, que a abertura do crédito suplementar não afeta o teto de gastos nem o cumprimento da meta de resultado primário, pois trata-se de remanejamento entre despesas primárias discricionárias, sem alterar o montante dessas para o corrente exercício.
Publicação do projeto sobre crédito suplementar
A mensagem de envio do projeto de lei ao Congresso Nacional foi publicada na edição desta quarta-feira (27) do Diário Oficial da União (DOU). O despacho foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro. “Abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, crédito suplementar no valor de R$ 2.500.000,00, para reforço de dotação constante da Lei Orçamentária vigente”, escreve Bolsonaro na mensagem publicada no DOU. (Canal Rural)


 
 
 
 

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Porto Alegre, 26 de julho de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.710


Conseleite/PR
 
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 26 de Julho de 2022 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Junho e a projeção dos valores de referência para o mês de Julho de 2022, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.
 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2022 é de R$ 4,9707/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)


Preços da FrieslandCampina permanecem elevados em agosto de 2022
 
O preço do leite convencional garantido pela FrieslandCampina para o mês de agosto de 2022 ficou inalterado em relação ao mês de julho, € 60,00/100 kg, R$ 3,48/litro.
 
A alteração de R$ 3,43/litro para R$ 3,48/litro, em reais, foi decorrente da desvalorização da moeda brasileira]. Não houve variação, porque as principais indústrias de referência acreditam que os preços se manterão estáveis.

 
O preço garantido pela FrieslandCampina para o leite convencional captado em agosto de 2022 é 59% superior ao preço de agosto de 2021. Assim como ocorreu no mês passado, a diferença do preço do leite convencional em relação ao preço do leite orgânico está em apenas 4,5%, uma diferença só vista nos últimos 3 meses.  Historicamente, o valor do leite orgânico sempre superou em pelo menos 20% o preço do leite convencional. As distopias do setor lácteo, no entanto, chegaram ao leite orgânico, e de dezembro para cá a cotação entre os dois tipos de leite está cada vez menor. Isso ocorre por dois movimentos: primeiro, o crescimento da produção de leite orgânico, através da conversão de fazendas leiteiras, incentivadas pelos programas sustentáveis de produção, e melhor aceitação do consumidor. Depois, durante a pandemia, questões econômicas foram sendo agravadas, e os consumidores passaram a ter dificuldades orçamentárias. Houve mudança para compras de produtos mais baratos. Assim, o leite orgânico está sendo substituído pelo leite convencional para caber no orçamento das famílias europeias. Hoje os preços nas gôndolas já estão muito próximos.
 
Assim como para o leite convencional, o preço garantido pela FrieslandCampina para o leite orgânico de agosto de 2022 permaneceu em € 62,75/100 kg, [R$ 3,59/litro], acompanhando a expectativa das indústrias de referência.
 
O preço garantido do leite orgânico da FrieslandCampina para o mês de agosto de 2022 é 24,3% superior ao valor de agosto de 2021.
 
Já o preço garantido é aplicado a 100 quilos de leite que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o imposto de valor agregado (IVA). O preço é garantido a produtores de leite convencional e que entregam acima de 800.000 quilos de leite por ano.

O Temos ainda o preço garantido para o leite orgânico, que segue os mesmos parâmetros do leite convencional em relação ao teor de sólidos, mas, a base do volume de entrega é acima de 600.000 quilos anuais.
 
E finalizando temos o preço garantido da FrieslandCampina, que faz parte da política de preços da cooperativa e é estimado com base no desenvolvimento dos preços do leite publicados pelas principais indústrias de referência da Alemanha, Dinamarca, Holanda e Bélgica. (Fonte: FrieslandCampina – Tradução livre: Terra Viva)
 

Produção global de leite não espera ganhos em 2022

As entregas globais de leite continuaram registrando um déficit anual em maio, com pouca expectativa de recuperação para o resto do ano.

De acordo com as últimas previsões para as principais regiões produtoras de leite (EUA, UE-27, Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália e Argentina), a produção global deverá cair 0,5% no ano de 2022.
Esta é uma redução em relação à previsão de abril, onde a produção deveria permanecer estável no ano.

Em termos de volume, o declínio previsto na UE será o maior, com queda de 838 milhões de litros em relação aos níveis de 2021.

A menor qualidade do pasto devido ao clima quente e seco e o menor uso de ração devido à falta de disponibilidade e ao aumento do custo são os principais fatores. Esses fatores também devem diminuir o teor de gordura e proteína do leite, reduzindo a disponibilidade de sólidos do leite para processamento, de acordo com as últimas perspectivas de curto prazo da UE.

As entregas de leite no Reino Unido continuaram abaixo dos volumes do ano passado, com entregas na Grã-Bretanha especificamente com desempenho inferior ao previsto. A produção na Irlanda do Norte começou o ano com forte crescimento; no entanto, isso agora diminuiu e, portanto, o crescimento previsto para a região caiu para um declínio anual de 1,2%.

Após um início pior do que o previsto para 2022, a Austrália e a Nova Zelândia agora devem registrar declínios anuais para o ano (-2,4% e -0,7%, respectivamente). Isso ocorre apesar dos picos sazonais que ainda estão por vir, pois não se espera que nenhum ganho de volume no segundo semestre de 2022 supere os perdidos no primeiro semestre.

Os EUA estão antecipando uma pequena queda na produção devido ao crescimento mais lento do que o esperado nos rendimentos. Enquanto isso, espera-se que a Argentina continue vendo um crescimento anual, embora a um ritmo mais lento do que no ano passado, à medida que as finanças agrícolas se tornam menos favoráveis.

Sem sinais de pressões inflacionárias sobre os custos de insumos, os produtores não se sentem encorajados a melhorar os rendimentos, apesar dos atuais preços fortes do leite. Acrescente a isso os desafios contínuos de escassez de mão de obra, atrasos no transporte, aumento dos requisitos de ecologização e clima desfavorável, e a viabilidade de aumentar a produção no curto prazo parece duvidosa.

A situação de oferta apertada fornece suporte aos preços dos lácteos, embora a demanda possa ser atenuada quando os grandes saltos de preço fluem para os consumidores. Isso está começando a ser visto com vendas mais baixas no varejo na Grã-Bretanha, uma situação que provavelmente também está ocorrendo nos mercados da UE e dos EUA. (As informações são do Agriculture and Horticulture Development Board (AHDB), traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


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Manejo sustentável
Fazer da atividade produtiva uma aliada na luta contra o aquecimento global é a proposta que entra em campo com o projeto Pecuária Sustentável nos Campos de Altitude do Rio Grande do Sul, desenvolvida pelo Sebrae. Inédita, irá adequar o manejo de 15 produtores de gado de corte e de leite dos Campos de Cima da Serra a partir de agosto. O foco será estimular o desenvolvimento sustentável das atividades agropecuárias com a integração lavoura-pecuária - e, com isso, não só reduzir a emissão do gás metano (gerada no processo de ruminação dos animais), como também permitir o sequestro de carbono. Para isso, além de consultorias, treinamentos e visitas técnicas a cada dois meses, os produtores irão ter a pegada de carbono da sua propriedade medida uma vez ao ano, durante os três anos. - Para o produtor, o ganho principal vai ser de marketing: poder vender, ao final, um leite ou uma carne zero carbono - argumenta Claiton Velho, gestor de projetos da regional Serra Gaúcha do Sebrae-RS. Um dos produtores já selecionados para participar da iniciativa é o presidente da Associação dos Produtores Rurais dos Campos de Cima da Serra (Aproccima), Carlos Roberto Simm. Para ele, a vantagem também está na diferenciação: - Hoje o consumidor está mais exigente. Ter, no futuro, um selo de carbono neutro no nosso produto vai agregar ainda mais valor. Sem falar na possibilidade de ajudar a mitigar os problemas do efeito estufa. Depois de três anos, a ideia é que os produtores consigam monetizar o resultado no mercado de carbono. O projeto inicial ainda tem vagas - informações pelo fone (54) 99974-8993. (Zero Hora)