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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de maio de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.141


Captação de leite é retomada e indústrias iniciam campanhas de doações

Com a redução do nível das águas no Vale do Taquari e em diversas regiões do Rio Grande do Sul, a captação de leite vem sendo retomada. Nesta terça-feira (7/5), diversas propriedades voltaram a ser acessadas pelos caminhões de leite das indústrias e a coleta tende a aumentar nos próximos dias. Segundo o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, é importante informar à população que não faltará leite no varejo nem para o abastecimento das vítimas. Diversas indústrias associadas ao Sindilat estão, inclusive, dando início a campanhas de arrecadação de recursos, entrega de donativos, materiais de higiene e água aos desabrigados.

Com a alta precipitação do final de semana, o sistema de coleta teve maior prejuízo no domingo (5/5) devido à interrupção de estradas, morte de animais e alagamento de propriedades rurais. Segundo levantamento do Sindilat, cerca de 3 milhões de litros deixaram de ser coletados até o domingo no Rio Grande do Sul. Na segunda-feira (6/5), a situação já começou a ser restabelecida muito em função do apoio entre indústrias. “As empresas estão se ajudando, captando leite de todos os produtores possíveis, daqueles que são seus fornecedores e os que não são também. É a forma que encontramos de garantir renda para essas famílias e não prejudicar ainda mais o abastecimento”, comenta.

Segundo o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, a situação é crítica. “Mais importante nesse momento é preservar vidas e apoiar as famílias atingidas”, frisou, lembrando que o setor lácteo é um dos mais ramificados da economia gaúcha com atuação em 493 dos 497 municípios gaúchos. “Estamos preparados para dar aos produtores o suporte necessário para a reconstrução do Rio Grande do Sul. Se agora estamos em dificuldade devido à ramificação de nossa captação também será ela que irá nos permitir fomentar uma retomada pulverizada do nosso Estado”, destacou Portella.

Na indústria, registram-se impactos de abastecimento. Já há falta de produtos como embalagens, itens de limpeza e químicos, uma vez que esses produtos vêm de outras regiões do Brasil e estão retidos nas estradas sem acesso ao Rio Grande do Sul. (SINDILAT/RS)


Receita prorroga prazo de entrega da declaração do imposto de renda e pagamento de tributos para 336 municípios atingidos por chuvas intensas no RS

A medida inclui também parcelamentos e cumprimento de todas as obrigações acessórias.

Foi publicada, em edição extra do Diário Oficial da União, a Portaria RFB Nº 415 de 06 de maio de 2024, que define a prorrogação dos prazos para pagamento de tributos federais, incluindo parcelamentos, e o cumprimento de obrigações acessórias para os contribuintes domiciliados nos 336 municípios do Rio Grande do Sul afetados por chuvas intensas a partir de 24 de abril de 2024.

Essa medida excepcional foi adotada com base na Portaria MF nº 12/2012, do Ministério da Fazenda, e no Decreto estadual nº 57.603, de 5 de maio de 2024, emitido pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul.

Entenda:

Os tributos federais com vencimento em abril, maio e junho de 2024 serão prorrogados para o último dia útil dos meses de julho, agosto e setembro de 2024, respectivamente.

Por exemplo: a entrega da declaração do imposto renda será prorrogada de 31 de maio para 31 de agosto.

Além disso, os prazos para a prática de atos processuais no âmbito da Receita Federal do Brasil, em relação a processos administrativos de interesse de contribuintes domiciliados nos municípios atingidos, ficarão suspensos até 31 de maio de 2024.

A lista dos municípios afetados está disponível para consulta aqui. (GOV.BR)


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT adaptado pelo SINDILAT/RS


Jogo Rápido

​Interleite Sul é adiado para setembro de 2024
Em função da situação de calamidade no Rio Grande do Sul, a 11ª edição do Interleite Sul, maior evento nacional focado em gestão do setor leiteiro e previsto para ocorrer de 8 a 9 de maio, será adiada. A decisão foi anunciada no início da tarde desta segunda-feira (6/5). O InterleiteSul será realizado em nova data, prevista para o período de 18 e 19 de setembro. “Sabemos dos transtornos que essa difícil decisão implicará a pessoas e empresas que se planejaram para ir ao evento, bem como aos palestrantes. Contudo, o momento é de solidariedade ao Rio Grande do Sul”, pontuou o coordenador geral do Interleite Sul, Marcelo Pereira de Carvalho. O Interleite informa que sua equipe está à disposição dos participantes já inscritos para esclarecer dúvidas e prestar informações por meio do email thais@milkpointventures.com.br ou pelo número (19) 99247-5347. O Interleite Sul tem o apoio de Faesc/Senar, MSD, Cia do Leite, Cowmed, Aurora, Bimeda, JA Saúde Animal, KWS, Rúmina, Agener União, Casale, Hipra, Lactalis do Brasil, Química Anastacio, Rehagro, Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (A.B.C.B.R.H), Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), Pré-secados Girardi, Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul (Sargs), Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) e Sindicato das Indústrias de Laticínios, Produtos Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindileite/SC), FecoAgro/RS e Chapecó Convention. (Jardine Comunicação para Interleite Sul)

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Porto Alegre, 06 de maio de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.140


3º Prêmio Referência Leiteira está com inscrições abertas na categoria “Cases de Sucesso”

As s melhores práticas da produção leiteira gaúcha já podem ser inscritas para participarem das categorias de “Cases de Sucesso”, do 3º Prêmio Referência Leiteira. O prazo para o protocolo da documentação vai até 14/06 de 2024. O regulamento completo e Ficha de Inscrição podem ser baixados pelo link Abrir numa nova janelae também estão disponíveis nos escritórios municipais da Emater/RS.

A premiação está dividida entre seis categorias de Cases: Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Bem-estar Animal, Protagonismo Feminino, Sucessão Familiar e Gestão da Atividade Leiteira.

Podem participar propriedades estabelecidas no Rio Grande do Sul que comercializam leite cru in natura para indústria ou que processem o leite em agroindústria própria, explica o presidente da comissão do Prêmio Referência Leiteira, o zootecnista Jaime Eduardo Ries, da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica (Emater/RS).  “O concurso significa um reconhecimento pelo esforço que os produtores fazem no dia a dia, nesta atividade que exige bastante dedicação, ao longo de todo o ano. É importante valorizar estas pessoas que se destacam e que, apesar de todas as dificuldades, continuam fazendo o seu trabalho com afinco para produzir um alimento de extrema qualidade para a população gaúcha”, assinala Ries.

Pelo regulamento, é possível se inscrever em apenas uma das categorias através do envio das informações solicitadas, em remessa única, por correio eletrônico, à Emater/RS (jries@emater.tche.brAbrir numa nova janela) e ao Sindilat (sindilat@sindilat.com.brAbrir numa nova janela), explica o vice-coordenador do 3° Prêmio Referência Leiteira, Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS). A ação tem o apoio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

Na primeira parte do processo de inscrições para esta 3ª Edição da premiação, as fazendas se credenciaram para disputar nas categorias: Propriedade Referência em Produção de Leite, divididas entre sistemas de criação a pasto com suplementação ou de semiconfinamento/confinamento. As três que atingirem os melhores índices em cada processo, assim como as melhores em cada Case, serão conhecidas durante evento na Expointer 2024. (SINDILAT/RS)


Medidas de apoio ao setor agropecuário do estado do Rio Grande do Sul

Diante da situação dos municípios gaúchos atingidos pelas chuvas intensas, alagamentos, inundações, enxurradas e vendavais, nessa quinta-feira (2), uma cominativa presidencial esteve no estado do Rio Grande do Sul para acompanhar e apoiar a população local.

Durante visita à região, o presidente Lula assegurou que não faltará ajuda do Governo Federal para cuidar da saúde. “Não vai faltar dinheiro para cuidar da questão do transporte e não vai faltar dinheiro para os alimentos. Tudo o que estiver no alcance do Governo Federal, seja por meio dos ministros, em parceria com a sociedade civil ou através dos nossos militares, vamos nos dedicar 24 horas por dia para que a gente possa atender as necessidades básicas do povo que está isolado”, disse Lula, que se solidarizou com as famílias de mortos e desaparecidos.

A prioridade do Governo Federal é que todos os órgãos federais estejam mobilizados e atuando até que seja restabelecida a normalidade.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apoiado pelo Ministério da Fazenda (MF), disponibilizou medida para dar suporte aos produtores rurais que foram afetados por intempéries climáticas ou queda de preços agrícolas. Com a medida os agricultores poderão renegociar dívidas do crédito rural de investimentos. A iniciativa foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e tem o prazo limite para repactuação até 31 de maio.

Com isso, as instituições financeiras poderão adiar ou parcelar os débitos que irão vencer ainda em 2024. Neste contexto, as operações contratadas devem estar em situação de adimplência até 30 de dezembro de 2023. É a primeira vez que um governo adianta e aplica a medida de apoio antes do fim da safra.

O ministro ainda explicou o primeiro passo para acessar a renegociação. “Qualquer produtor, que se enquadre na medida, procure seu agente financeiro com o laudo do seu engenheiro agrônomo, contextualizando a situação. Com isso, será atendido com a prorrogação ou o parcelamento do débito”, reforçou.

Para enquadramento, os financiamentos deverão ter amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e dos demais programas de investimento rural do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em conversa com a imprensa, na noite de quinta-feira (3), destacou a importância dos Auditores Ficais Federais Agropecuário (AFFA) diante da situação do Rio Grande do Sul. “Agradecer aos nossos auditores do RS e SC que suspenderam a Operação Padrão para se dedicarem integralmente na questão dos dois estados, porque tem dez frigoríficos que foram atingidos pelas enchentes, então, vai ter abate, vai ter municípios com dificuldade até de acesso à alimentação animal, entre outros”, disse.

CONAB
O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, lembrou que no evento do ano passado a mobilização do Governo Federal resultou na distribuição de 40 mil cestas de alimentos e que, desta vez, a companhia está mais uma vez pronta para atuar junto a outros parceiros para garantir o abastecimento às famílias.

“A gente está no aguardo da demanda que o Rio Grande do Sul irá precisar de alimentação. Estamos preparados para agir e colocar aqui o alimento necessário para as pessoas nesta situação”.

ESCRITÓRIO DE MONITORAMENTO
A partir da próxima segunda-feira (6), o Governo Federal terá um espaço físico em Porto Alegre que funcionará como escritório de monitoramento. No local, serão concentradas as informações sobre as ações do apoio federal ao Rio Grande do Sul em decorrência dos danos causados pelas fortes chuvas.

A decisão foi tomada durante reunião da Sala de Situação, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Leite/Oceania

Relatórios recentes da Dairy Australia sobre exportações de lácteos mostram que os volumes embarcados de julho de 2023 a fevereiro de 2024 foram de 125.955 toneladas, queda de 27,8% em relação ao mesmo período da temporada anterior.

O serviço de Meteorologia da Austrália anunciou dias atrás que o fenômeno climático El Niño caminha para o fim, e até agora eles não podem avaliar quando as condições do La Niña irão se desenvolver nos próximos meses. Na Austrália, El Niño está associado com temperaturas elevadas especialmente no sul do país e tempo seco no leste e norte. E, La Niña provoca temperaturas mais frias em todo o sul do continente que esteja abaixo do Trópico de Capricórnio e aumento das chuvas no leste e norte.
 

Dados sobre a produção de leite na Nova Zelândia no mês de março de 2024 foram divulgados recentemente. Eles mostram que o total, em toneladas, ficou 3,5% abaixo do volume registrado no mesmo mês do ano passado, enquanto em termos de sólidos do leite, o recuo foi de 1,2% na mesma comparação.

Logo após a divulgação dos dados, um grupo de analistas afirmou que a produção de março foi menor do que a de março de 2020 em termos de sólidos do leite e também em toneladas. El Niño contribuiu para que houvesse uma seca mais forte do que o normal no país, e muitos agricultores ficaram entre as condições secas de um lado e restrições à irrigação de outro, em decorrência dos baixos níveis dos lençóis freáticos. Os analistas estão prevendo que a produção de leite cairá 1,1% em abril, e 5,3% em maio, em comparação com o ano passado. A expectativa, de um modo geral, é que o volume de leite na temporada 2023/2024 seja 0,6% superior à temporada anterior. Uma cooperativa da Nova Zelândia, [a Fonterra], anunciou os resultados de duas ofertas de leite a preço fixo que foram feitas para a temporada 2024-2025. A oferta de março colocou 20 milhões de quilos de sólidos (kgMS) ao valor fixo de NZ$ 8,09/kgMS. Os agricultores contrataram somente 3 milhões de kgMS. Em abril, a cooperativa ofereceu 30 milhões de kgMS a NZ$ 8,51/kgMS. Os agricultores se candidataram a 33 milhões de kgMS. Um porta-voz da cooperativa afirmou que os preços fixos são importantes para ajudar os produtores a fazerem seus orçamentos, e também para a cooperativa fechar contratos de longo prazo. Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10 % desconto para o Interleite Sul 2024
Os associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS)  têm liberado desconto de 10% na compra de ingressos para a  11ª edição do Interleite Sul. O evento acontecerá nos dias 08 e 09 de maio, na cidade de Chapecó (SC). O segundo lote está sendo comercializado até o dia 26 de abril através do site interleitesul.com.br. Para os dois dias de evento, estão programadas 23 palestras sobre o universo do leite, conforme a programação disponível abaixo. Neste ano, o Interleite Sul foca em discutir caminhos para o futuro da produção e será dividido entre seis painéis: Mudanças climáticas no Sul do país: efeitos e soluções; Tecnologia aplicada para melhores resultados; Olhando para o futuro; Transformações e prioridades do leite nos estados do Sul do Brasil; Os diferentes caminhos para a sucessão do negócio e Os desafios e soluções para a mão de obra no campo. Os materiais estarão disponíveis para download e serão conferidos certificados de participação “O Interleite Sul é um dos eventos que ajudam a fortalecer e antecipar as discussões em torno da cadeia do leite, oferecendo formação e oportunidades de crescimento para a indústria láctea”, assinala Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS. (SINDILAT/RS)


 

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Porto Alegre, 03 de maio de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.139


"Deve haver redução de oferta", diz dirigente sobre abastecimento de frango no RS

Maioria das empresas nas regiões afetadas pela chuva suspendeu ou suspenderá as atividades; bloqueios e dificuldade de acesso impedem transporte de animais e chegada de ração às propriedades

Com estradas bloqueadas e o nível da água subindo, o processamento de alimentos vem sendo afetado no Rio Grande do Sul, e o reflexo deverá aparecer em breve nos supermercados, com redução da oferta. Pelo menos essa é a projeção feita pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), já que empresas do setor estão com a operação reduzida ou suspensa. A quantidade exata ainda está sendo mapeada, mas apontamento indica 12 unidades com suspensão de um turno ou mais de abates.

_ A Serra tá totalmente interditada, o Vale do Taquari também. Se não buscarmos alternativa de escoamento, já poderemos ter algum tipo de dificuldade. Desabastecimento total não vai ter, mas acredito que uma redução na oferta nos próximos dois, três dias _ avalia José Eduardo dos Santos, presidente da Asgav. 

Além de unidades que estão alagadas, os bloqueios e isolamentos de diferentes pontos no Estado impedem o transporte de animais e também a chegada de ração às propriedades, razões pelas quais se estima essa dificuldade na oferta. Em Roca Sales, no Vale do Taquari, a JBS teve de paralisar as atividades da planta que trabalha com alimentos prontos porque a água chegou ao local.

Situação semelhante é percebida nas empresas de carne suína. Além de frigoríficos com problemas por conta das cheias, não é possível acessar diferentes regiões do Estado. Não é possível, também, levar ração. Isso deve provocar um aumento da quantidade de animais nas propriedades.

_ Não tem condição de ir para o Interior para retirar a produção do campo. Cada dia que passa, é um problema adicional _ reforça Rogério Kerber, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips). 

 Também há o drama dos funcionários, que enfrentam alagamentos e perdas onde vivem. Tudo isso impossibilita o funcionamento das unidades. 

_ Não depende das empresas, depende da infraestrutura pública para a remoção de barreira, recuperar pontes que caíram. Isso é coisa para dias _ pondera Kerber.

Nas indústrias de lácteos, conforme o Sindilat-RS, 40% do leite captado no Estado está tendo problema de atraso, recebimento ou impossibilidade de coleta dos volumes nas propriedades. 

_ A situação é super complexa, as empresas estão hora a hora tentando cooperar, para que possam "beber" o leite mais próximo das suas fábricas, fazendo essa troca entre elas, para que a menor quantidade de produtores seja atingida, para que todo mundo consiga resgatar o leite _ diz Guilherme Portella, presidente do Sindilat-RS. (Gaucha ZH)


Uruguai – Captação de leite, em março, foi a mais baixa para um mês de março, desde 2017

Produção/UR – A captação de leite pelas indústrias de laticínios teve queda moderada, em março, mas foi suficiente para ser o menor volume registrado em um mês de março, desde 2017.

Foram 132,72 milhões de litros, recuo de 0,4% em comparação com março do ano passado, de acordo com os dados publicados pelo Inale.

A queda ocorreu depois de dois meses consecutivos de alta, e de um aumento interanual significativo de 7,0%, em fevereiro.

“A situação climática está impactando seriamente”, comentou à Conexão Agropecuaria, Justino Zavala, integrante da diretoria da Associação de Produtores de Leite de Canelones.

“Nos primeiros 15 dias de abril a captação da Conaprole caiu 6,3% em relação ao mesmo período de 2023. O efeito das chuvas foi sentido na produção, com menor conforto para o gado, mais barro e vacas que precisaram ser retiradas das pastagens”.   (INALE – Instituto Nacional de La Leche)

Informativo Conjuntural 1813 de 02 de maio de 2024

BOVINOCULTURA DE LEITE

Os rebanhos apresentam boas condições, apesar da baixa oferta de pasto devido ao período de transição entre as pastagens de verão e da implantação das de inverno. A produção leiteira vem sofrendo queda, sendo necessário manter as suplementações com ração e silagem. Seguem os relatos de alta infestação por carrapato, o que demanda tratamentos frequentes.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os produtores enfrentam desafios em função do período chuvoso, que dificulta a locomoção dos animais e os trabalhos de higiene na ordenha, além de atrasar a implantação e o desenvolvimento das pastagens de aveia e azevém. Embora algumas áreas estejam prontas para o pastejo, o solo não oferece condições ideais.

Na de Caxias do Sul, a produção de leite continua enfrentando desafios por causa do vazio forrageiro, mas as forrageiras se desenvolvem bem em muitas propriedades, aumentando a disponibilidade de alimento de qualidade.

Na de Erechim, houve leve queda na produção de leite em decorrência da transição das forrageiras de verão para as de outono/inverno. As temperaturas amenas contribuíram para o conforto dos animais.

Na de Frederico Westphalen, o cultivo de cereais de inverno para a alimentação animal está aumentando, exigindo um planejamento forrageiro cuidadoso para melhorar a eficiência na produção leiteira.

Na de Passo Fundo, houve relato de aumento na oferta de terneiros em leilões locais, além de boa procura por animais jovens para invernar.

Na de Pelotas, tem sido um desafio para os produtores controlar a alta população de carrapato e mosca. A colheita de milhosilagem está quase finalizada, destacando-se pela boa produtividade e qualidade das lavouras.

Na de Porto Alegre, a infestação por carrapato está exigindo tratamentos mais frequentes, afetando a saúde animal e a comercialização de leite devido aos períodos de carência, necessários após a aplicação de carrapaticidas.

Na de Santa Rosa, a ocorrência de chuvas intensas, o tempo nublado e a alta umidade do solo dificultaram o manejo do rebanho e os trabalhos de ordenha, resultando em maior sujeira nas instalações.

Na de Soledade, há relatos sobre a indisponibilidade de vacinas de brucelose no mercado, impedindo a realização da vacinação obrigatória das terneiras (entre 3 e 8 meses de idade). (Emater/RS adaptado pelo SINDILAT/RS)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA DE 02 A 08/05/2024
Na sexta-feira (03/05), o sistema frontal deverá se deslocar em direção ao Nordeste do Estado, porém a previsão aponta que o transporte de umidade amazônico favorecerá a formação de novas áreas de instabilidade sobre o RS ao longo do dia. As áreas ao Norte, Nordeste e Centro do Estado serão as mais suscetíveis à ocorrência dos principais acumulados de chuva ao longo do dia. No sábado (04/05), as condições meteorológicas previstas para o dia anterior deverão persistir, embora o sistema possa perder força ao longo do dia. Ainda assim, há possibilidade de temporais isolados, principalmente no Norte do Estado. No domingo (05/05), a previsão indica que o escoamento que transporta umidade para o Norte do RS sofrerá um desvio, o que resultará em chuvas em outras regiões do Estado. Na segunda-feira (06/05), a tendência é que as instabilidades deverão estar deslocadas para o Sul do Estado, podendo ainda ocorrer chuvas e até tempestades isoladas nas regiões da Campanha, Fronteira Oeste, Litoral Sul e no extremo sul do RS. Para as demais regiões, o tempo deverá ser firme e seco. Na terça-feira (07/05), a previsão indica ainda possibilidades de chuvas nas regiões ao Sul do Estado. Na quarta-feira (08/05), um novo sistema frontal poderá atuar sobre o RS, resultando em volumes de chuva em todo o Estado.Os volumes de chuva mais expressivos para os próximos dias são esperados para as regiões dos Vales, Metropolitana e Serra Gaúcha, com valores entre 150 e 250 mm. Nas regiões da Missões, Planalto Médio, Depressão Central e Alto Uruguai, os volumes devem ficar entre 50 e 200mm. Na Campanha, divisa com o Uruguai, e Região da Serra do Sudeste, os acumulados deverão ficar entre 10 e 150mm. Na Fronteira Oeste, os acumulados deverão ser inferiores a 20 mm. (Seapdr)


 

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Porto Alegre, 02 de maio de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.138


Chuva afeta cerca de 30% do recolhimento de leite no Vale do Taquari

Em Teutônia, unidade de processamento precisou paralisar a operação por cerca de oito horas por questão de segurança

A dificuldade de acesso a propriedades já traz impactos para o recolhimento de leite no Vale do Taquari. No final da noite desta quarta-feira (1º), o rio Taquari atingiu a maior cheia da sua história em Lajeado e Estrela, passando dos 30 metros.

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindlat-RS), Guilherme Portella, a projeção é de cerca de 30% da captação na região tenha sido afetada, com atrasos ou impossibilidade de acesso às propriedades. A dificuldade é gerada principalmente pelos bloqueios e obstruções de vias e estradas.

— É um problema que estamos tentando resolver, neste momento mais concentrado na região do Vale do Taquari  — pontua o presidente do Sindilat-RS.

Houve ainda impacto temporário nas atividades de plantas. A unidade da Lactalis, em Teutônia, por exemplo, precisou paralisar a operação por cerca de oito horas, entre 8h e 16h, por questão de segurança. A subestação de energia foi atingida pelas águas, mas posteriormente, foi possível retomar as atividades. A planta tem capacidade para recebimento de até 1 milhão de litros de leite por dia. 

A água também começou a chegar na indústria de carnes. A unidade da JBS de Roca Sales, de alimentos preparados, é uma delas, conforme nota enviada pela empresa.

"A JBS confirma que a unidade de Roca Sales foi atingida pelas fortes chuvas que afetam o Rio Grande do Sul, mas ainda não é possível avaliar o impacto nas operações. Os esforços da empresa neste momento estão voltados à integridade de seus colaboradores e da comunidade na região." (Gaúcha ZH)


 

Após mudanças, veja o que está valendo no corte de incentivos fiscais no RS

No caso dos itens da cesta básica, por exemplo, tributação passa de 7% para 12%; medida foi adotada pelo governo estadual para aumentar a arrecadação, após fracasso na tentativa de elevar o ICMS

Começou a vigorar nesta quarta-feira (1º) o corte promovido pelo governo do Rio Grande do Sul nos incentivos fiscais de diferentes produtos e segmentos econômicos. A medida foi implementada pelo Palácio Piratini para aumentar a arrecadação, após a derrota na tentativa de aumentar a alíquota geral de ICMS.

Na prática, a revisão dos benefícios fiscais significa uma elevação no imposto cobrado dos produtos. No caso dos itens da cesta básica, por exemplo, o ICMS passa de 7% para 12%.

Em edição extra do Diário Oficial publicada na quarta-feira (30), o Palácio Piratini publicou uma série de decretos que oficializaram as providências anunciadas no início da tarde pelo chefe da Casa Civil, Artur Lemos.

Com a revisão das desonerações, o governo Eduardo Leite estima arrecadar cerca de R$ 800 milhões até o final do ano. Desse montante, um quarto irá para as prefeituras.

O que muda agora

Alimentos
Produtos da cesta básica que hoje pagam 7% de ICMS passarão a pagar 12%. Os itens são: açúcar, café, farinhas de trigo, de arroz, de mandioca e de milho, leite longa vida, margarina, óleos vegetais, sal, banha suína, mistura para preparação de pães e conservas de frutas, avelãs, castanhas e nozes.

Itens que não estão incluídos na cesta básica pela legislação estadual, como carnes, arroz, feijão e massas, também terão o imposto elevado de 7% para 12%.

O pão francês e o leite de tipos A, B e C, que eram isentos de imposto (0%), passam a pagar 12%.

Agroquímicos
O governo exigirá a devolução de parte dos incentivos fiscais incidentes sobre os agrotóxicos. A contribuição começa em 10% agora e passará para 20% no final do ano.

A ideia inicial era de estender a cobrança a até 40% sobre os benefícios concedidos aos defensivos agrícolas, mas o percentual foi limitado a 20%.

O que ficou para janeiro

Ovos e hortifruti
Para frutas, legumes, hortaliças e ovos, o governo estadual resolveu estender a desoneração até o final de 2024. Assim, esses produtos começam a pagar ICMS em janeiro de 2025.

Fator de Ajuste de Fruição (FAF)
Esse mecanismo funciona como uma espécie de abatimento do imposto para incentivar compras no Estado. Pela regra as empresas recebem créditos presumidos de ICMS sobre 85% do valor de suas compras, sendo que os outros 15% dependem da aquisição de insumos no Rio Grande do Sul.

O plano do Piratini estipulava que 100% do crédito presumido ficasse condicionado às compras dentro do Estado. No entanto, essa exigência foi postergada para começar em 2025.

Corte linear
Para garantir a ampliação da receita, o governo informou que deve promover um corte linear  de 10% nos benefícios fiscais em 2025. (Gaúcha ZH)

Leite/Europa

A produção de leite europeia varia entre os países.  Mas, fontes da indústria relatam que ela está mais forte tanto sazonalmente como de semana para semana, dentro da Europa continental. Algumas publicações europeias divulgaram que na semana 15 de 2024 a captação de leite, tanto na Alemanha como na França subiu 0,1%, em relação à semana anterior.

Na Alemanha a captação foi 1,1% maior do que a registrada na semana 15 de 2023, e na França a coleta recuou 0,7% no mesmo período. De um modo geral as condições climáticas estão adequadas para o crescimento das pastagens e as forragens são abundantes em toda a Europa.

De acordo com o site CLAL, a produção de leite de vaca em fevereiro de 2024 na União Europeia (UE) está estimada em 11.515.000 toneladas, 3% acima de um ano atrás. Na comparação interanual, a captação de leite em janeiro e fevereiro de 2024 totalizou 23.282.000 toneladas, subindo 1,1% em relação à captação de janeiro e fevereiro de 2023. Entre os principais países produtores, a produção e a variação interanual nos dois primeiros meses do ano foram: Alemanha, 5.346.000 toneladas, +0,5%; França, 4.032.000 toneladas, +1,8%; e Países Baixos, 2.300.000 toneladas, -1,0%.

No Reino Unido as taxas de crescimento das forragens estão adequadas, mas a umidade prejudica a colocação das vacas no pasto, causando preocupações sobre o potencial impacto na qualidade do capim se as condições de umidade persistirem. Preliminarmente, relatórios indicam que a produção de leite em março pode não ter sido tão forte quanto a de fevereiro. De acordo com o site CLAL, em fevereiro de 2024, a produção de leite de vaca no Reino Unido foi de 1.223.700 toneladas, aumento de 2,9% em relação a fevereiro de 2023. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume contabilizado foi de 2.503.400 toneladas, o que representa crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2023.

Desde a saída da UE, em 2016, a Grã-Bretanha vem trabalhando para criar normas para a cadeia de suprimento e procedimentos alfandegários. Os exportadores de alimentos da UE precisam apresentar certificados de sanidade, assinados por veterinários, para a remessa de carne, queijo e outros produtos lácteos desde 31 de janeiro. A partir de 30 de abril, eles ainda precisarão fazer inspeções físicas em alimentos. Isso é bastante preocupante, porque o pequeno varejo e os atacadistas britânicos acreditam que as novas regras resultarão em menor disponibilidade de produtos e em custos mais elevados, o que forçará alguns exportadores a deixar de vender para a Grã-Bretanha.

Após a pandemia de Covid e o subsequente salto inflacionário nos preços dos alimentos, os consumidores migraram para as marcas da distribuição como uma alternativa a preços mais baixos. Agora, como a inflação cedeu e os custos de produção ficaram sob controle, várias empresas nacionais de alimentos procuram atrair os clientes para suas marcas. As grandes indústrias planejam amortecer o aumento de preços e desenvolver novos alimentos para tentar atrair os consumidores, trazendo-os de volta para suas marcas para recuperar suas cotas do mercado.   

Impulsionada pelo clima favorável e expansão do setor lácteo, a produção de leite continua crescendo em muitos países do Leste Europeu. De acordo com dados do site CLAL, a oferta de leite de vaca em fevereiro de 2024 na Bielorrússia foi de 682.000 toneladas, 11,1% a mais do que em fevereiro de 2023. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume de leite produzido na Bielorrússia foi de 1.392.000 toneladas, com aumento de 8,8% em relação aos mesmos meses de 2023.

Entre os maiores produtores de leite do Leste Europeu, o volume produzido nos dois primeiros meses do ano, e a variação percentual foram: Polônia, 2.182.000 toneladas, +3,7%; República Checa, 538.000 toneladas, +2,9% e Hungria, 282.000 toneladas, +2,6%.  

Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva 

Jogo Rápido

Inscrições para o 3º Prêmio Referência Leiteira – Cases de Sucesso – vão até 14 de junho
As inscrições para as categorias de “Cases de Sucesso” do 3º Prêmio Referência Leiteira encerram-se no dia 14 de junho. O regulamento e a Ficha de Inscrição estão disponíveis nos escritórios municipais da Emater/RS e também podem ser acessados pelo link. “Ao longo das edições temos, através dos destaques, alcançado tanto a divulgação das melhores práticas, quanto o reconhecimento de quem se dedica no campo, bem como a propagação dessas ações como inspiração para quem está na produção”, assinala o vice-coordenador do 3° Prêmio Referência Leiteira, Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), entidade promotora da ação, juntamente com a Emater/RS e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Estão aptas para participarem, propriedades estabelecidas no Rio Grande do Sul e que comercializam leite cru in natura para indústria ou que processem o leite em agroindústria própria. As melhores práticas da produção leiteira gaúcha serão destacadas entre seis categorias de Cases: Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Bem-estar Animal, Protagonismo Feminino, Sucessão Familiar e Gestão da Atividade Leiteira. Conforme o regulamento, cada propriedade pode se inscrever em apenas uma das categorias através do envio das informações solicitadas no regulamento, em remessa única, por correio eletrônico, à Emater/RS (jries@emater.tche.br) e ao Sindilat (sindilat@sindilat.com.br). As melhores em cada Cases de Sucesso, serão conhecidas durante a Expointer 2024, juntamente com as melhores nas categorias Propriedade Referência em Produção de Leite, divididas entre sistemas de criação a pasto com suplementação ou de semiconfinamento/confinamento.


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 30 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.137


Governo Leite retira projeto que previa aumento do ICMS; decretos com cortes de benefícios fiscais entram em vigor nesta quarta-feira

Piratini pretendia elevar alíquota básica dos atuais 17% para 19%, como forma de aumentar a arrecadação e fazer frente a despesas do Estado. Diante da resistência à proposta e de grande rejeição ao fim de parte dos incentivos, saída foi atenuar essa redução

O governo do Rio Grande do Sul confirmou, no início da tarde desta terça-feira (30), a retirada do projeto que previa o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17% para 19% no Estado. Com isso, os decretos com cortes de benefícios fiscais voltam a ser empregados a partir desta quarta-feira (1º) pelo Piratini. 

Principal tributo estadual, que impacta diretamente o valor de itens de consumo da população, o ICMS foi o centro de um conflito entre entidades, bancadas e governo do Estado. O Piratini pretendia elevar a alíquota básica dos atuais 17% para 19%, como forma de aumentar a arrecadação e fazer frente a despesas do Estado. Diante de duras críticas e resistência à aprovação da proposta, a alternativa apresentada pelo governo gaúcho foi o corte de incentivos fiscais concedidos a alguns setores e a itens da cesta básica — o que passou a ser chamado de "plano B" e que voltará a ser empregado a partir da decisão anunciada pelo Piratini. 

O secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, afirmou que não existe ambiente político para seguir com a pauta no Legislativo:

— Diante das manifestações públicas que tivemos de algumas bancadas na Assembleia Legislativa, que não tem ainda a compreensão suficiente de que isso seja efetivamente o caminho mais adequado para esta realidade. Então, estamos anunciando hoje a retirada do projeto de lei. 

A saída achada pelo governo, com a falta de tração para aprovar o aumento da alíquota modal e grande rejeição ao fim de parte dos incentivos, foi atenuar em parte o corte nos benefícios concedidos a diversos setores. 

Adiamento do início do Fator de Ajuste de Fruição (FAF) e do corte dos benefícios de alguns alimentos da cesta básica, como frutas, legumes e ovos para 2025 estão nesse ajuste anunciado pelo governo.

— Os demais itens de cesta básica passam a ser majorados — pontuou a secretária de Estado da Fazenda, Pricilla Santana. (Gaucha ZH)


Argentina: fazendas leiteiras menores sentem mais a queda da produção

Apesar de algumas luzes que acenderam uma leve esperança para o setor de lácteos da Argentina, os dados em geral ainda são negativos para a atividade das fazendas leiteiras. Em termos de produção, por exemplo, o primeiro trimestre fechou com um dos piores registros dos últimos anos.

De acordo com um relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), com base nos dados publicados mensalmente pela Direção Nacional de Laticínios, entre janeiro e março, a produção total caiu 13,9% e 14,9% se for levada em conta a média diária.

E em um relatório adicional, a OCLA confirmou um fato mais do que preocupante: essa queda tem um impacto fundamental nos estabelecimentos menores, como o que recentemente teve de fechar em Cañada Rosquín (Santa Fé).

Produção nas fazendas leiteiras argentinas, por escala
“Se analisarmos o comportamento da produção por estrato produtivo, podemos observar que o estrato de mais de 6.000 litros por dia de produção teve uma queda muito menor do que o restante dos estratos (-4,7%)”, menciona o estudo da OCLA.

Nesse contexto, as menores fazendas leiteiras (menos de 2.000 litros por dia) acumularam uma queda de 16,5% no ano, enquanto o estrato intermediário (entre 2.000 e 6.000 litros) caiu 12,1%.

Isso é consequência principalmente do estresse térmico sofrido no final de janeiro e início de fevereiro, e também devido aos problemas de disponibilidade financeira de muitos produtores para arcar com os custos mais altos da ração, além de aspectos relacionados a perdas de escore corporal, abortos, desequilíbrios metabólicos pós-parto, descartes acima do normal, entre outros.

Estimativa de variação da produção de leite por estrato na Argentina

“Se ponderarmos de acordo com a estratificação publicada pela Direção Nacional de Lácteos, a queda na produção no primeiro trimestre do ano (a leite constante) foi de 10,5% quando a queda total na produção nacional foi de 15,1% no acumulado do ano (média diária). A diferença de 4,6 pontos percentuais pode ser atribuída principalmente à produção que existia no ano passado e não existe neste ano, ou seja, menos unidades de produção e/ou menos vacas em unidades de produção que continuam hoje", continua o relatório da OCLA.

Mas esclarece: “É essencial não vincular diretamente essa diferença de 4,6% como menos fazendas leiteiras ou menos vacas de um ano para outro, pois certamente as fazendas leiteiras e/ou vacas que deixaram o sistema estão abaixo da produção média e, portanto, o número de êxodo pode ser maior”.

Produção de leite por província
Enquanto isso, a pesquisa da OCLA também analisa a situação por províncias e destaca a queda acentuada em Córdoba e Santa Fé, onde estão localizadas as maiores fazendas leiteiras do país.

“A produção nas províncias apresentou grandes diferenças em sua variação anual no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Devido à sua participação relativa na produção total (2/3 da produção nacional total) e à alta porcentagem de queda, Córdoba e Santa Fé definem a queda acentuada na produção no trimestre", explica o Observatório.

Boas notícias: lucratividade
Por fim, um terceiro relatório divulgado pelo OCLA analisa a rentabilidade da atividade leiteira e a boa notícia é que o mês de março terminou, pelo menos do cálculo teórico, com um resultado positivo para os produtores de 3,5%.

“Como vínhamos informando em ocasiões anteriores, houve um forte desacoplamento em dezembro de 2023 (devido à desvalorização e à alta inflação), entre preços e custos e apontamos que os preços do leite vinham crescendo acima da inflação e que em breve haveria convergência, razão pela qual já em fevereiro pode ser observada uma taxa de rentabilidade positiva que se acentua em março.”

Mas esclarece que, “apesar disso, o Preço de Equilíbrio (US$ 352,22 para março/24), que exige uma rentabilidade mínima de 5% como Custo de Oportunidade do Capital Investido, não foi alcançado”.

As informações são do Infocampo, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

ALEMANHA: 2.400 produtores de leite desistem em 2023

Os produtores de leite alemães, tal como os seus homólogos em muitos outros países, enfrentam um declínio constante no consumo dos seus produtos. A Alemanha tem 50.581 explorações leiteiras, uma queda de cerca de 2.400 (ou 4,4%) em relação a Dezembro de 2022.

Num ano, o número de vacas leiteiras diminuiu 2,5%, para 3,7 milhões de animais , informa o centro de informação agrícola BZL. O declínio do rebanho leiteiro alemão, iniciado há 10 anos, continua, acrescenta o BZL.

No entanto, a produção anual de leite por vaca no ano passado aumentou para 8.780 kg, em comparação com 8.504 kg em 2022.

Os produtores de leite alemães, tal como os seus colegas em muitos outros países, enfrentam um declínio constante no consumo dos seus produtos. No ano passado, o consumo de leite na Alemanha atingiu um novo mínimo de 46 litros per capita, mais 1% abaixo do mínimo histórico de 2022, segundo o BZL. Além disso, os alemães compraram e consumiram 23,8 kg de queijo per capita, acima dos 24,6 kg do ano anterior, enquanto o uso de manteiga e gordura do leite diminuiu 1,4%, para 5,56 kg per capita.

O lento declínio dos preços do leite e dos produtos lácteos nas lojas, juntamente com o aumento das vendas de alternativas à base de plantas, contribuíram para um declínio adicional no consumo de lacticínios, afirma o BZL.

O sindicato dos agricultores Deutscher Bauernverband teme que a tendência descendente continue este ano. Durante o Milk Forum 2024 em Berlim, o vice-presidente Karsten Schal comentou: “Este ano, o número de explorações leiteiras na Alemanha cairá para menos de 50.000 pela primeira vez. No final do ano passado, o número de vacas leiteiras estava no nível mais baixo desde a reunificação da Alemanha. Todo o setor está muito preocupado com os planos de transição. A situação recente no sector do leite e no seu conjunto pode ser caracterizada por uma grande incerteza. Mesmo quando o mercado está relativamente calmo, enfrentamos muitos desafios, tais como exigências crescentes em matéria de bem-estar animal e proteção climática, mudanças nos hábitos de consumo dos consumidores e uma burocracia insuportável.”

traduzido e extraído pela OCLA do boletim informativo Dairy Global de Ruud Peys 


Jogo Rápido

Cenário da produção de leite está melhor em 2024 em comparação com o ano passado
O setor produtivo do leite vem passando por dificuldades nos últimos anos aqui no Rio Grande do Sul. Além dos efeitos climáticos, a classe ainda enfrenta aumento nos custos dos insumos e a concorrência do produto importado de países vizinhos como Argentina e Uruguai. Conforme o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados – Sindilat, Darlan Palharini, os efeitos do clima sempre impactam na produção, seja excesso ou falta de chuva. O calor também diminui a produção, pois o animal fica estressado e gera menos leite. Desse modo, o secretário afirma que vem crescendo o número de propriedades com vacas confinadas. Onde o animal fica em galpões, climatizados, com alimentação controlada, favorecendo a produção de leite. Palharini destaca que o ano de 2023 foi um ano complicado para o setor lácteo como um todo. Tanto para o produtor, quanto para a indústria. A maior dificuldade foi a concorrência com os derivados de leite importados dos países vizinhos, com preço menores. Consequentemente os valores caíram para os produtores brasileiros também. O secretário afirma que neste ano já existe uma recuperação de preço e queda nos insumos, o que vem melhorando o mercado. No entanto, ainda está longe do cenário ideal. De acordo com Palharini, o produtor está recebendo em média entre R$ 2,05 a R$ 2,25 o litro do leite produzido. O valor é aceitável, uma vez que os preços dos insumos também estão menores, reduzindo o custo de produção. (Radio Uirapuru)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 29 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.136


Itens da cesta básica podem ter alíquota zero

Texto da regulamentação da reforma tributária prevê desoneração total a 18 categorias de produtos alimentícios

O governo estabeleceu uma lista enxuta de 18 categorias de produtos da cesta básica nacional que serão integralmente desonerados dos novos impostos que foram criados pela reforma tributária.

Os produtos foram listados considerando a diversidade regional e cultural da alimentação do país e garantindo uma alimentação saudável e nutricionalmente adequada, exigências previstas na emenda constitucional da reforma.

A prioridade do governo foi incluir os alimentos mais consumidos pela população mais pobre para assegurar que o máximo possível do benefício tributário seja apropriado pelas famílias de baixa renda. A lista inclui desde o tradicional arroz e feijão - dois dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros - até o coco, grãos e farinha. Mas o governo deixou de fora todos os tipos de carne.

Os produtos da cesta básica nacional serão integralmente desonerados da cobrança do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), dos estados e municípios, e da CBS (Contribuição sobre Bens e 
Serviços), do governo federal.

A lista consta no projeto de lei de regulamentação da reforma entregue nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A cesta básica é um dos pontos mais sensíveis da reforma 
tributária porque devido ao seu alcance terá grande impacto na alíquota que será cobrada do IBS 
e CBS. Quanto maior o número de produtos desonerados, maior terá que ser a alíquota final.

Durante a tramitação da reforma, no ano passado, o governo não queria uma cesta básica com alíquota zero, mas foi vencido nas negociações da Câmara e do Senado. Já é esperada uma ampliação da lista nas negociações do Congresso, onde a bancada do agronegócio tem forte poder de pressão.

A reforma tributária fez uma distinção para os alimentos desonerados e tratou em separado a cesta básica nacional de alimentos com alíquota zero e criou um segundo grupo de produtos com redução de 100% da alíquota do IBS e da CBS.

No primeiro grupo, o projeto de regulamentação prevê 15 categorias de produtos alimentícios. No segundo grupo, estão ovos, hortaliças e frutas. Técnicos que participaram da elaboração da regulamentação afirmaram que é possível somar os dois grupos.

A emenda constitucional da reforma também previu a possibilidade de redução em 60% da alíquota cheia para alimentos estinados ao consumo humano, inclusive sucos naturais sem adição de açúcares e conservantes. 

Há também poucos produtos de consumo de luxo que ficaram na alíquota cheia - a chamada alíquota padrão ou alíquota de referência do IBS e da CBS. O projeto ainda fixou nove categorias de serviço de educação que terão direito a alíquota reduzida. A lista inclui os cursos de educação tradicional, como infantil, fundamental e médio, mas também permitiu o benefício da alíquota mais baixa para o Governo federal que deixou de fora da desoneração todos os tipos de carne ensino de línguas nativas de povos originários.

Já os cursos livres, como por exemplo costura, culinária e pintura, e de idiomas ficaram de fora. As academias de ginástica, que buscavam a alíquota reduzida durante as negociações do projeto, tampouco entraram na lista.

A proposta também prevê uma alíquota maior de imposto para veículos, embarcações, aeronaves, produtos do fumo, bebidas alcoólicas e açucaradas, além de bens minerais extraídos. Essas categorias serão alvo de incidência do chamado IS (Imposto Seletivo), criado para sobretaxar bens considerados danosos à saúde.A lista não inclui alimentos ultraprocessados, apesar do manifesto de especialistas da área da saúde em defesa da cobrança sobre essa classe 
de produtos.

O IS vai incidir uma única vez sobre o bem. As alíquotas serão definidas posteriormente por meio de lei ordinária. (Jornal do Comércio)


Informativo Conjuntural 1812 de 25 de abril de 2024 - BOVINOCULTURA DE LEITE

Devido ao período de vazio forrageiro, a produção de leite está em declínio nas propriedades dependentes exclusivamente de pastagens anuais cultivadas. Por outro lado, em muitas propriedades, os produtores que utilizam silagem de milho relatam produtividade satisfatória em decorrência da boa qualidade das silagens desta safra. Apesar das adequadas condições dos rebanhos, as infestações por carrapato persistem, exigindo medidas de controle contínuas. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a oferta de espécies perenes de verão, as gramíneas nativas e as áreas com sorgo forrageiro e com capim sudão garantem bom aporte de volumoso. A qualidade e a composição do leite estão satisfatórias. 

Na de Caxias do Sul, as temperaturas amenas favoreceram o bem-estar das vacas leiteiras e o consumo de alimentos, mantendo adequada produtividade. Houve grande incidência de moscas, entre outros ectoparasitas nos rebanhos, exigindo controle químico. 

Na de Erechim, em função do fim do ciclo das pastagens de verão, houve aumento no uso de alimentos conservados, como silagem e feno. O rebanho segue saudável, beneficiando-se das temperaturas amenas da última semana. 

Na de Frederico Westphalen, o mercado de laticínios apresenta sinais de estabilização. No entanto, em alguns municípios, a qualidade e a produtividade da silagem de milho safrinha estão abaixo do esperado, o que ressalta a importância do planejamento do cultivo de cereais de inverno para silagem. 

Na de Ijuí, a produção total de leite continua a declinar, especialmente nas propriedades que adotam sistemas de produção a pasto. Os produtores estão compensando a escassez de forragens a partir do fornecimento de alimentos conservados e concentrados para atender às necessidades nutricionais dos animais. 

Na de Passo Fundo, os alimentos disponíveis nas pastagens são insuficientes, exigindo ajustes nas dietas e impactando a produção de leite, especialmente em propriedades onde há estoque limitado de alimentos conservados. 

Na de Pelotas, apesar da população elevada de carrapato e mosca, que tem sido de difícil controle para os produtores, o rebanho mantém satisfatório estado sanitário, beneficiado por condições térmicas adequadas para os animais. 

Na de Porto Alegre, houve avanço na implantação e no desenvolvimento das pastagens de inverno. Foi relatada a boa germinação das pastagens de aveia e de trigo, o qual tem apresentado 
melhor custo em comparação às sementes de azevém. 

Na de Santa Maria, o excesso de chuvas impactou as pastagens, resultando em pisoteio dos animais. A condição sanitária dos rebanhos está satisfatória. 

Na de Santa Rosa, as temperaturas amenas propiciaram a melhora do bem-estar animal, mas as precipitações em volumes elevados causaram acúmulo de barro ao redor das instalações, exigindo cuidados extras de higiene durante a ordenha. 

Na de Soledade, no Alto da Serra do Botucaraí, algumas áreas de aveia estão recebendo adubação nitrogenada. Azevém espontâneo começa a germinar, sendo utilizado em pastoreio de 
rebanhos leiteiros. (Emater/RS adaptado pelo SINDILAT/RS)

China – Importações de produtos lácteos de janeiro a março de 2024

China – As importações de produtos lácteos pela China cresceram significativamente entre 2013 e 2021 (salvo durante a crise de 2015) a uma taxa acumulada de 10,6% anual, com queda de 16,5% em 2022 e de 10% em 2023, reduzindo para 5,3% a taxa anual de crescimento. De qualquer forma, continua sendo o grande motor da demanda mundial de lácteos.

As compras da China no mercado internacional ascenderam a uns 20 bilhões de Litros Equivalente Leite (EqL) no ano de 2021, muito perto de 25% de tudo o que foi comercializado nesse mercado (excluindo o comércio interno da União Europeia). Por isso, sua evolução é muito relevante para a determinação de preços. Em 2022, as vendas para a China caíram 17,1%, e ainda assim representaram 18% do comércio mundial. E, um mercado que crescia em média 3% ao ano, caiu 3,4% em 2022.

Em 2023, as compras da China, medidas em EqL, caíram 20,5%, mas ainda corresponderam a 14% do mercado mundial, reduzindo em 3,5% o comércio internacional de lácteos, em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a produção mundial cresceu em torno de 1% e houve redução do consumo interno nos países exportadores, o que constituiu na principal causa para a queda dos preços observada durante quase todo o ano de 2023.

Inicialmente, o recuo das compras chinesas foi atribuído à maior produção interna, estoques elevados depois das compras realizadas em 2021, e às dificuldades logísticas provocadas pelas políticas de isolamento de pessoas decorrente de novos surtos de Covid, pelos efeitos colaterais da Guerra na Ucrânia, além de processos inflacionários registrados em quase todas as economias mundiais com impacto recessivo na demanda. A expectativa era de que a situação fosse revertida em 2024, devido a menores estoques e especialmente à queda do preço do leite ao produtor, desestimulando a produção de leite.   

Mas, no mês de março, de um modo geral, as importações caíram. No acumulado do primeiro bimestre do ano, também, em sua maioria houve queda. Veja o quadro das importações chinesas em 2024


 
O total das importações, em dólares, no 1º trimestre de 2024 foi 27,6% inferior em relação a igual período de 2023 e o valor médio das compras caiu de US$ 4.656/tonelada para US$ 3.937/tonelada, 15,4% de recuo.

O valor do litro EqL das importações da China no 1º trimestre de 2024 foi de US$ 0,80 (caindo 21,2%). O valor do litro EqL das exportações totais da Argentina para todos os destinos, no mesmo período foi de US$ 0,53/litro.Fonte: OCLA - Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10 % desconto para o Interleite Sul 2024
Os associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS)  têm liberado desconto de 10% na compra de ingressos para a  11ª edição do Interleite Sul. O evento acontecerá nos dias 08 e 09 de maio, na cidade de Chapecó (SC). O segundo lote está sendo comercializado até o dia 26 de abril através do site interleitesul.com.br. Para os dois dias de evento, estão programadas 23 palestras sobre o universo do leite, conforme a programação disponível abaixo. Neste ano, o Interleite Sul foca em discutir caminhos para o futuro da produção e será dividido entre seis painéis: Mudanças climáticas no Sul do país: efeitos e soluções; Tecnologia aplicada para melhores resultados; Olhando para o futuro; Transformações e prioridades do leite nos estados do Sul do Brasil; Os diferentes caminhos para a sucessão do negócio e Os desafios e soluções para a mão de obra no campo. Os materiais estarão disponíveis para download e serão conferidos certificados de participação “O Interleite Sul é um dos eventos que ajudam a fortalecer e antecipar as discussões em torno da cadeia do leite, oferecendo formação e oportunidades de crescimento para a indústria láctea”, assinala Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS. (SINDILAT/RS)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 26 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.135


COMUNICADO AOS PRODUTORES DE LEITE DO RS REFERENTE A NOTA FISCAL ELETRÔNICA

Prezados produtores de leite do RS,

O Sindilat/RS (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul), reitera a todos os produtores de leite que as indústrias somente poderão receber leite de produtor rural que apresentar, a Nota Fiscal Eletrônica nos seguintes termos:

I - 1º de maio de 2024, nas operações internas praticadas por produtores rurais que tenham faturamento, no ano de 2022, superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), e nas operações interestaduais;

II - 1º de dezembro de 2024, nas operações internas praticadas pelos demais produtores rurais.

Esta medida foi regulamentada pelo Ajuste Sinief Nº 1, publicado no Diário Oficial de 26 de abril de 2024.

Visando auxiliar os produtores, os Sindicatos Rurais Regionais estarão aptos a emitir a documentação para aqueles produtores que necessitarem de ajuda. 

Compartilhamos o guia para utilização do aplicativo Nota Fiscal Fácil, clicando aqui.

As informações são do SINDILAT/RS


CONSELEITE – SANTA CATARINA - RESOLUÇÃO Nº 04/2024

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 26 de Abril de 2024 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Março de 2024 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2024. 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

 

 

CONSELEITE MINAS GERAIS ABRIL/2024

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de Abril de 2024, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) O maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2024 a ser pago em Março/2024.
b) O maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Março/2024 a ser pago em Abril/2024.
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2024 a ser pago em Maio/2024.


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br.  (Conseleite MG)


Jogo Rápido

Chuvas Intensas e Mudanças Climáticas no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul se prepara para enfrentar chuvas intensas nos próximos dias, com previsão de volumes significativos em diferentes regiões do estado. As mudanças climáticas estão diretamente ligadas à instabilidade atmosférica que causará essas condições, destacando-se a necessidade de precaução e monitoramento das condições meteorológicas. Na sexta-feira (26), mudanças nas condições meteorológicas devido à divergência em altos níveis causarão instabilidade em superfície, resultando em chuvas sobre a Região Sul, proximidades da Laguna dos Patos e parte da Serra. Essa condição persistirá ao longo dos dias seguintes, com maior volume de chuva esperado para as regiões Sul e Campanha no sábado (27) e concentração de precipitações nas proximidades da Laguna dos Patos e Região da Campanha no domingo (28). Para a tendência entre 29 de abril e 01 de maio de 2024, as chuvas se concentrarão mais sobre a Região Sul na segunda-feira (29) e terça-feira (30), espalhando-se em direção ao Centro do estado e Região da Campanha. Na quarta-feira (01/05), não há previsão de chuvas para a maior parte do RS, exceto na Região Sul, onde os acumulados serão mais expressivos. Os volumes de chuva mais significativos estão previstos para o dia 27 de abril e entre os dias 29 e 30 de abril, com volumes esperados entre 150 e 250 mm na Região Sul do estado. (Seapi adaptado pelo SINDILAT/RS)


 

COMUNICADO

Porto Alegre, 26 de abril de 2024.

Prezados produtores de leite do RS,

O Sindilat/RS (Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul), reitera a todos os produtores de leite que as indústrias somente poderão receber leite de produtor rural que apresentar, a Nota Fiscal Eletrônica nos seguintes termos:

I - 1º de maio de 2024, nas operações internas praticadas por produtores rurais que tenham faturamento, no ano de 2022, superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), e nas operações interestaduais;

II - 1º de dezembro de 2024, nas operações internas praticadas pelos demais produtores rurais.

Esta medida foi regulamentada pelo Ajuste Sinief Nº 1, publicado no Diário Oficial de 26 de abril de 2024.

Visando auxiliar os produtores, os Sindicatos Rurais Regionais estarão aptos a emitir a documentação para aqueles produtores que necessitarem de ajuda. 

Compartilhamos o guia para utilização do aplicativo Nota Fiscal Fácil, clicando aqui.

As informações são do SINDILAT/RS

 

 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 25 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.134


CONSELEITE/ Valor projetado para o leite em abril é de R$ 2,3012 no RS

O valor de referência projetado para o leite no mês de abril no Rio Grande do Sul é de R$ 2,3012. O indicador, divulgado na manhã desta quinta-feira (25/04) em reunião mensal do Conseleite, aponta elevação de 3,51% em relação ao valor consolidado em março, que fechou em R$ 2,2232. O estudo considera resultados parciais referentes aos primeiros 20 dias do mês.

O coordenador do Conseleite, Allan André Tormen, informa que os números apresentados pela UPF indicam uma recuperação de preço tradicional para essa época do ano, quando a sazonalidade da safra tende a puxar os valores para cima. “O estímulo à produção e à captação está diretamente relacionado ao preço. Preços melhores motivam o produtor e isso se reflete na quantidade de oferta”, completou Tormen. (Assessoria de imprensa SINDILAT/RS)


Conseleite/PR projeta variação de 0,19% no valor do leite entregue em abril

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 23 de Abril de 2024 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Março de 2024 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2024, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana.

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Abril de 2024 é de R$ 4,3052/litro.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.

As informações são do Conseleite-Paraná.

 

 

No Top of Mind, empresas associadas aos SINDILAT/RS se destacam

Na 14ª edição do prêmio Top of Mind 2024, as marcas Piracanjuba, Président, Santa Clara, Italac, PIÁ e Elegê, das empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), se consagraram como as marcas mais lembradas entre as que produzem Leite, Queijo e Doce de Leite. 

O Top of Mind é realizado pelo Grupo AMANHÃ, e está consolidado entre as principais pesquisas de lembrança do Rio Grande do Sul. Para esta edição, foram realizadas 1.2 mil entrevistas, com pessoas entre 16 e 70 anos, em diversas regiões do estado. As informações sobre o prêmio, que foi entregue no dia 23/04 em cerimônia realizada em Porto Alegre, estão disponíveis no site amanha.com.br/lp/top-of-mind. (Assessoria de imprensa SINDILAT/RS)

Leite A2A2 - Percepção dos consumidores

Leite A2A2 - O leite A2A2, ou simplesmente A2, e seus derivados têm ganhado popularidade nos últimos anos. Este produto contém uma forma específica da proteína beta-caseína chamada de A2A2, em contraste com a forma mais comum encontrada no leite convencional, chamada A1. Estudos indicam que o consumo de leite A2A2 pode ser de digestão mais fácil para algumas pessoas.

A beta-caseína é uma das principais proteínas presentes no leite de vaca, e existem diferentes variantes dessa proteína, como a beta-caseína A1 e A2. A diferença entre o leite convencional e o leite A2A2 está em um único aminoácido na posição 67 da sequência de aminoácidos. O leite A2A2 é produzido a partir da seleção genética de vacas que possuem essa característica específica, ou seja, a variante A2A2 nessa posição.

Diante do interesse crescente por estes produtos, a newsletter deste mês buscou captar a percepção e a adesão dos consumidores ao leite A2A2, analisando as buscas e manifestações ao produto no Google e no X, antigo Twitter.

Evolução temporal das buscas no Google

O primeiro registro de busca pelo termo "leite A2A2" utilizando o buscador do Google ocorreu em abril de 2018. O ápice do interesse dos consumidores pelo produto ocorreu em novembro de 2020, mês que serve de referência para os demais em percentual de buscas. Percebe-se um aumento médio de buscas pelo termo no último ano. As pesquisas utilizando o termo apresentaram finalidades diversas, variando desde o entendimento do conceito e da composição do produto, passando pela procura por marcas fabricantes bem como por estabelecimentos que o comercializam.

O MAPA apresenta a popularidade do leite A2A2 nos estados brasileiros, nos últimos doze meses. Essa medida considera o número de buscas pelo termo em relação ao número de habitantes do estado, ou seja, quanto maior o número de buscas/habitantes, maior a popularidade do termo.

O Distrito Federal foi o estado que apresentou o maior número relativo de buscas, seguido por Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás.

Todos os estados da região sudeste, Sul e Centro-oeste registraram buscas pelo produto. Na região Sul, o estado de Santa Catarina se destacou entre os seu pares.

No nordeste brasileiro quatro estados pesquisaram o termo - Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco, com empate técnico entre eles. O engajamento da região Norte foi o menor registrado. Somente Pará e Rondônia fizeram alguma busca pelo termo.

Perfil dos consumidores de leite A2A2

O OC também analisou o total de postagens sobre o leite A2A2 no X, entre maio de 2020 e agosto de 2023, buscando compreender o perfil e as preferências dos consumidores.

Na plataforma X, 94% das menções ao leite A2A2 foram feitas por homens. O público feminino representou apenas 6% do total.

Quanto aos sentimentos expressos nas postagens, imperou vocábulos semanticamente positivos em praticamente todas as postagens.

Hábitos de consumo

Entre os alimentos mais citados nas postagens sobre o leite A2A2, as frutas estão presentes em 39%, ficando bem à frente dos grupos alimentares seguintes: farinhas e massas, produtos açucarados e bebidas não alcóolicas e infusões. Isso pode indicar uma maior associação do consumo deste leite à ideia de maior digestibilidade, o que é reforçado pelos termos captados na nuvem de palavras.

A embalagem e a composição do produto representam, juntas, 93% do total de menções às características do item. O modo de produção despertou interesse em 5% das postagens que citaram alguma característica.

A análise do OC sobre a percepção do leite A2A2 revela um interesse crescente e positivo entre os consumidores brasileiros, demonstrando uma conscientização maior sobre as opções alimentares que podem favorecer a saúde digestiva. O aumento constante nas buscas e a predominância de sentimentos positivos nas redes sociais refletem uma aceitação que ultrapassa as expectativas iniciais de mercado. Essa receptividade do mercado reforça a importância de uma contínua educação do consumidor sobre os benefícios específicos do leite A2A2, assim como uma transparência sobre os métodos de produção. Para sustentar e expandir esse interesse, produtores e varejistas devem considerar campanhas que enfatizem não apenas a saúde digestiva, mas também o compromisso com práticas sustentáveis e éticas na produção de laticínios. A tendência é que o leite A2A2 continue a ganhar espaço nas prateleiras e nas mesas dos brasileiros, reforçando seu papel no cenário de consumo de lácteos. Fonte: Embrapa


Jogo Rápido

Inscrições para o 3º Prêmio Referência Leiteira – Cases de Sucesso – vão até 14 de junho
As inscrições para as categorias de “Cases de Sucesso” do 3º Prêmio Referência Leiteira encerram-se no dia 14 de junho. O regulamento e a Ficha de Inscrição estão disponíveis nos escritórios municipais da Emater/RS e também podem ser acessados pelo link. “Ao longo das edições temos, através dos destaques, alcançado tanto a divulgação das melhores práticas, quanto o reconhecimento de quem se dedica no campo, bem como a propagação dessas ações como inspiração para quem está na produção”, assinala o vice-coordenador do 3° Prêmio Referência Leiteira, Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), entidade promotora da ação, juntamente com a Emater/RS e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Estão aptas para participarem, propriedades estabelecidas no Rio Grande do Sul e que comercializam leite cru in natura para indústria ou que processem o leite em agroindústria própria. As melhores práticas da produção leiteira gaúcha serão destacadas entre seis categorias de Cases: Inovação, Sustentabilidade Ambiental, Bem-estar Animal, Protagonismo Feminino, Sucessão Familiar e Gestão da Atividade Leiteira. Conforme o regulamento, cada propriedade pode se inscrever em apenas uma das categorias através do envio das informações solicitadas no regulamento, em remessa única, por correio eletrônico, à Emater/RS (jries@emater.tche.br) e ao Sindilat (sindilat@sindilat.com.br). As melhores em cada Cases de Sucesso, serão conhecidas durante a Expointer 2024, juntamente com as melhores nas categorias Propriedade Referência em Produção de Leite, divididas entre sistemas de criação a pasto com suplementação ou de semiconfinamento/confinamento. (Assessoria de Imprensa SINDILAT/RS)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 24 de abril de 2024                                                         Ano 18 - N° 4.133


Indústria gaúcha de leite tem retração de quase 4% nas vendas

A indústria gaúcha de leite apresentou retração de quase 4% nas vendas no acumulado de 12 meses, de março de 2023 a fevereiro de 2024 contra março de 2022 a fevereiro de 2023. Os dados da Receita Estadual apontam que o volume somado baixou para R$16,61 bilhões. As comercializações internas foram as que mais sofreram, caindo mais de R$350 milhões. 

No caso do leite em pó, mais de 55% do que foi demandado dentro do Rio Grande do Sul veio de importações. “Com a entrada em vigor do decreto do Governo, que limita a utilização de benefícios fiscais por quem compra o insumo fora, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) acredita que as empresas de reprocessamento (chocolates, sorvetes e biscoitos) voltem a consumir da indústria gaúcha, fortalecendo também os produtores”, destacou Alexandre dos Santos, segundo vice-presidente do Sindilat/RS. 

A apuração indica nesta quarta sondagem, que a compra de embalagens segue liderando quando se trata da entrada de insumos. “Isso reflete a importância para o setor lácteo da manutenção dos incentivos de equiparação fiscal, como o do FAF, sem os quais será inviável manter a competitividade no mercado, já que mais de 60% do leite processado é consumido fora RS ao passo que diversos insumos precisam ser comprados de fora, pois não são produzidos aqui”, acrescenta Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS, ao reafirmar opção pela revisão da alíquota de ICMS à retirada das equiparações fiscais existentes com outros estados produtores. 

Os dados estão na 18ª Edição da Revista RS360, acesse aqui. A live completa pode ser assistida aqui.


Conseleite/PR projeta variação de 0,19% no valor do leite entregue em abril

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 23 de Abril de 2024 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Março de 2024 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2024, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana.

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Abril de 2024 é de R$ 4,3052/litro.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.

As informações são do Conseleite-Paraná.

 

 

Campanha quer fazer do agro uma paixão nacional

O projeto apresentado pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) sabe bem onde quer chegar. A meta da iniciativa é fazer do setor que move a economia também uma paixão nacional. E usa uma comparação ambiciosa no quesito popularidade: o futebol.

- Esse é um movimento, não é uma campanha que começa e para - pontuou Paulo César Rovai, que liderou a pesquisa "Percepções sobre o Agro. O que Pensa o Brasileiro".

O estudo, apresentado em 2022, ouviu 4.215 pessoas no país e é uma das etapas do movimento Todos a Uma Só Voz, projeto de posicionamento e de construção da imagem do agro brasileiro.

Agora, traçou-se um planejamento de como será feito isso. A proposta, a ser implementada em três fases e que começará a partir de maio a captação de recursos, inclui a criação de um hub de conteúdos, portal com equipe própria de produção, propagandas em diferentes mídias e ativações em escolas e shoppings.

Tudo em uma linguagem acessível, que consiga mostrar o agro humano e moderno, um ambiente simples e, ao mesmo tempo, conectado ao que há de mais moderno, sintetizou a apresentação conduzida pelo presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos.

- Vamos mostrar que o agro não é perfeito, que aprende a cada dia e que os jovens podem nos ajudar nessa construção - reforçou o dirigente.

O público-alvo da campanha será aquele identificado na pesquisa como neutro em sua percepção do agro, 43% das entrevistados. Uma nova onda de testes e pesquisa foi realizada com 380 pessoas desse que será o foco da campanha. E a partir dela se buscaram os conceitos.

A iniciativa reúne diferentes representantes de dentro e de fora do setor. Na apresentação da nova etapa, levou nomes importantes como o do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, e o da primeira mulher a presidir a Embrapa, Silvia Massruhá. Tem a louvável e importante proposição para melhorar a comunicação do setor não só para quem nele está inserido, como também - e principalmente - para quem se vê indiferente, sem conexão. Saber chegar a quem está do outro lado da produção é uma ferramenta imprescindível (de negócio, inclusive) nos dias atuais. E é aí que o projeto Marca Agro do Brasil abre o placar do jogo com um golaço. (Gaúcha ZH)


Jogo Rápido

SINDILAT/RS repercute medidas do Governo do RS sobre o setor lácteo
Confira aqui a íntegra da entrevista do Secretário-Executivo, Darlan Palharini, ao programa Poder RS, da TV Ulbra, sobre o Decreto 57.571. (Ulbra TV via youtube)