Pular para o conteúdo

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 31 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.448


Sem medidas mágicas

Terceiro maior produtor mundial de leite, com estimativa de captação de 37 bilhões de litros neste ano, o Brasil reúne condições para se tornar um grande exportador, segundo especialistas. Essa perspectiva tem mobilizado alguns dos maiores players desse mercado nos últimos anos, em um movimento que envolve principalmente qualificação dos produtores e melhoria da qualidade e da produtividade média dos rebanhos, hoje de 2.280 litros por vaca/ano, baixa em relação à média global, de 2.660 litros, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Por enquanto, o país está longe da meta de vender ao exterior e ainda importa leite. No ano passado, foram 6,348 milhões de litros/dia, de acordo com o Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa, vindos principalmente da Argentina e do Uruguai, que têm produção mais eficiente, preços mais baixos e ainda são isentos de tarifa por integrarem o Mercosul. As exportações foram de apenas 179 mil litros/dia, dada a falta de competitividade do país no mercado externo. Após forte alta dos preços, o litro pago ao produtor chegou, em média, a R$ 3,19 em julho de 2022, recuando para R$ 2,77 em julho de 2023 com aumento das importações, conforme dados do CILeite. Neste ano, a média tem oscilado em torno de R$ 2,70.

Embora esteja em queda, o preço ao produtor no Brasil é, segundo Guilherme Portella, diretor de ESG da Lactalis, o quinto mais alto do mundo. “É preciso melhorar a produtividade, de modo que o preço baixe e, ainda assim, remunere bem o produtor”, diz Portella. Uma das companhias que primeiro enxergaram o potencial leiteiro do Brasil, a francesa Lactalis projeta transformar o país em um hub de exportação de lácteos. A empresa consolidou sua presença no Brasil há cerca de dez anos, ao comprar os ativos de laticínios da BRF, que incluíram as marcas Batavo e Elegê e, em seguida, a fábrica e a marca Itambé, da mineira Cooperativa Central de Produtores Rurais (CCPR), a maior cooperativa de captação de leite do Brasil. Hoje, a Lactalis é líder em captação, com 2,7 bilhões de litros em 2024, quando faturou R$ 17 bilhões. 

A companhia adquiriu nos últimos anos várias outras marcas, algumas da suíça Nestlé, e 21 plantas fabris, instaladas em oito Estados, que produzem de compostos lácteos, leite UHT e requeijão a queijos especiais, que já exporta para vários países da América Latina e Estados Unidos. A meta agora é dobrar as vendas em cinco anos, apostando que o setor leiteiro passará por movimento semelhante ao que consolidou o Brasil como grande exportador de aves e suínos nas últimas décadas. Um dos pilares daquele movimento foi a organização de pequenos e médios produtores em cooperativas, que também vem caracterizando a cadeia produtiva do leite. Entre os maiores fornecedores da Lactalis, a CCPR vende exclusivamente para a companhia os cerca de 90 milhões de litros/mês que consegue captar, segundo a empresa.

Após a venda da Itambé, há oito anos, a CCPR concentrou-se em captação, além de nutrição animal, em suas cinco fábricas em Minas Gerais, que produzem cerca de 300 mil toneladas por ano. Neste ano, a companhia desenvolve um projeto de originação de grãos para integração lavoura-pecuária, com apoio da Embrapa e do governo do Estado de Minas Gerais.

O projeto deve ser iniciado ainda neste ano e se consolidar em cerca de dez anos, na expectativa de Marcelo Candiotto, presidente da CCPR. Ao verticalizar a produção, a tendência, ele diz, é garantir empregabilidade, recuperar terras degradadas, ser mais sustentável e reduzir custos. Já a Cooperativa Central Aurora Alimentos, a Aurora Coop, terceiro maior grupo agroindustrial de proteína animal do Brasil, começou a operar com lácteos em 2004, por meio de cooperativas que produziam leite já nos anos 1980. Neste ano, adquiriu a Gran Mestri, ingressando no segmento de queijos especiais. Do faturamento da Aurora Coop, de R$ 24,9 bilhões em 2024 (36,4% no mercado externo), 12% referem-se a lácteos.

A Aurora Coop compra a maior parte do leite (80%) de produtores do oeste de Santa Catarina, onde estão localizadas 70% das três mil cooperativas associadas ao sistema, com captação de aproximadamente 450 milhões de litros de leite/ano, segundo Selvino Giesel, gerente de captação da companhia. Ele conta que aqueles produtores vendiam no mercado spot pelo preço mais baixo de todo o país até serem integrados à Aurora Coop, que passou a comprar toda a produção das cooperativas singulares e dos demais associados. O resultado, relata, foi a melhoria da qualidade do leite e dos preços pagos ao produtor. Como diz Geraldo Borges, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), não há medidas mágicas e isoladas para melhorar a competitividade da cadeia do leite: “É um processo lento, inclusive pela heterogeneidade dos produtores e dos laticínios/cooperativas. Mas estamos avançando, com melhores tecnologias, eficiência, escala de produção e qualidade”. (Valor Econômico)


SC fortalece leite local com nova política fiscal

Para assegurar a competitividade da cadeia produtiva do leite em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello decidiu prorrogar por mais 12 meses a suspensão dos incentivos fiscais voltados à importação de leite e derivados. A medida entrou em vigor em julho do ano passado, junto de outras ações do Programa Leite Bom, e foi renovada por decreto nesta quarta-feira, 30.

Com a prorrogação até 31 de julho de 2026, as importações desses produtos continuarão sujeitas ao pagamento integral do ICMS, com alíquotas que variam de 7% a 17%, dependendo da mercadoria. Antes da suspensão, o benefício fiscal fazia com que a carga tributária média sobre essas operações fosse de apenas 1,4%, o que favorecia a entrada de produtos estrangeiros a preços mais baixos.

"Quem trabalha no campo merece respeito e apoio do governo. A gente sabe o quanto é difícil acordar cedo, enfrentar sol, chuva e ainda competir com o produto que vem de fora. Essa medida é pra proteger o nosso leite e garantir que o esforço dos nossos produtores tenha valor e mercado justo aqui em Santa Catarina", destacou o governador Jorginho Mello.

A decisão adotada pelo Governo de Santa Catarina corrigiu um desequilíbrio de mercado que vinha prejudicando os produtores catarinenses, especialmente diante da concorrência de países como Argentina e Uruguai, onde a produção é fortemente subsidiada. Um dos casos mais críticos era o leite em pó integral: a importação em Santa Catarina cresceu 249% nos dois anos que antecederam o decreto estadual.
 
Reflexos positivos na indústria catarinense
A suspensão dos incentivos voltados à importação de leite e derivados teve reflexos positivos para a indústria catarinense. Indicadores monitorados pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostram que o volume de importações de leite e derivados caiu quase 75% no primeiro semestre deste ano comparado ao mesmo período do ano passado: baixou de R$ 512,5 milhões para R$ 135,2 milhões. 

Já a produção catarinense teve um salto de 26% no mesmo período, subindo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2024 para R$ 6,8 bilhões nos primeiros seis meses deste ano. 

"Os números confirmam que a suspensão dos incentivos fiscais para a importação surtiu efeito: reduzimos expressivamente a entrada de leite importado e, ao mesmo tempo, impulsionamos a produção local. Essa é uma resposta concreta a um pleito antigo dos produtores de leite catarinenses, que vinham enfrentando dificuldades para competir com o excesso de subsídios governamentais concedidos pelos países exportadores", analisa o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).
 
Incentivo ao produtor local 
Além de frear a entrada de produtos lácteos importados, que geravam um cenário de concorrência desleal com a produção catarinense, o Governo do Estado também garantiu uma série de incentivos fiscais à agroindústria leiteira de Santa Catarina por meio do Programa Leite Bom.

A partir de um projeto aprovado na Assembleia Legislativa (Alesc) em agosto do ano passado, a indústria catarinense passou a contar com benefícios similares aos praticados no Paraná e no Rio Grande do Sul, aumentando o equilíbrio competitivo entre os Estados.

A garantia de crédito presumido para leite UHT, queijos e derivados do leite tem impacto financeiro escalonado de R$ 150 milhões em três anos: R$ 75 milhões (ano 1); R$ 50 milhões (ano 2) e R$ 25 milhões (ano 3). São mais de 100 empresas beneficiadas, que empregam cerca de 7,3 mil funcionários.

A indústria do leite é a 3º maior cadeia produtiva de SC, tem cerca de 80 mil produtores e faz do Estado o 4º maior produtor de leite do Brasil (atrás apenas de MG, PR e RS), com 3,2 bilhões de litros/ano.

“O Programa Leite Bom SC está fortalecendo toda a cadeia produtiva do leite. É mais uma demonstração concreta do compromisso do nosso Estado com a bovinocultura leiteira. Somos o quarto maior produtor de leite do país, e com esses investimentos criamos condições para que o produtor possa investir na propriedade, aumentar sua renda e continuar no campo. Ao mesmo tempo, estimulamos o crescimento e a competitividade da indústria leiteira”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini. (As informações são da Secretaria de Estado da Fazenda)

Rabobank alerta: preço do leite deve cair com consumo fraco

O preço do leite no Brasil deve sofrer nova retração no terceiro trimestre de 2025, segundo análise do Rabobank, que projeta um cenário de pressão para o setor diante da combinação de alta na oferta e consumo interno estagnado.

A perspectiva é de um mercado mais competitivo e menos rentável para o produtor, mesmo com margens operacionais ainda positivas.

A captação industrial de leite subiu 4,5% no primeiro trimestre do ano, resultado direto de boas margens no campo.

Em maio, o indicador “receita menos custo de alimentação por vaca” chegou a R$ 37, valor acima dos R$ 34 registrados em maio de 2024.

Essa melhora é atribuída à queda nos custos de ração — impulsionada pela ampla oferta de grãos — e aos preços ainda elevados pagos ao produtor na primeira metade do ano.

No entanto, a demanda interna segue desaquecida. Embora o desemprego esteja em baixa, a renda real desacelerou em 2025, limitando o crescimento do consumo de lácteos no varejo. Com isso, o banco projeta uma leve queda nos preços pagos ao produtor, revertendo a tendência de alta observada nos trimestres anteriores.

Oferta global em expansão e importações pressionam ainda mais
No mercado internacional, a produção de leite cresce nos principais polos exportadores — Europa, Estados Unidos e América do Sul — com expectativa de avanço de 1,4% no volume produzido neste trimestre. Trata-se da maior expansão desde 2021.

Paralelamente, o consumo global permanece enfraquecido diante de juros altos e instabilidades econômicas e geopolíticas, o que limita o fôlego das commodities lácteas.
Outro fator de pressão vem do câmbio. A valorização do real frente ao dólar tem facilitado as importações.

Entre janeiro e maio de 2025, o Brasil aumentou as compras externas de lácteos em 1% em volume e 9% em valor, tendência que deve se intensificar com a queda dos preços internacionais, prejudicando a competitividade do produto nacional — especialmente no caso das exportações.

Gestão de custos será crucial
Com margens mais apertadas no horizonte, o Rabobank recomenda que os produtores redobrem a atenção com a gestão dos custos.

A eficiência no uso dos insumos, a qualidade da alimentação e o controle de produtividade do rebanho serão cruciais para manter a viabilidade do negócio.
Embora o setor tenha se beneficiado recentemente de uma combinação favorável entre preços e custos, o cenário aponta para um ajuste de mercado que exigirá estratégias mais rigorosas por parte dos produtores e da indústria. (Adaptado para eDairyNews, com informações de Feed&Food)


Jogo Rápido

Webinar apresenta projeto de monitoramento de microrganismos resistentes e resíduos de antimicrobianos em alimentos
Na próxima segunda-feira (4/8), às 15h, a Anvisa irá realizar um webinar para apresentar o projeto-piloto do Programa Nacional de Monitoramento de Microrganismos Resistentes e Resíduos de Antimicrobianos em Alimentos. O encontro virtual tem como objetivo promover alinhamento técnico-operacional entre os participantes e fortalecer a articulação entre a Anvisa, os Laboratórios Oficiais de Saúde Pública e as Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais.  Para participar do webinar, basta CLICAR AQUI, no dia e horário agendados. Não é preciso fazer cadastro prévio. (Fonte: Anvisa)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 30 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.447


Conseleite/PR - RESOLUÇÃO Nº 07/2025 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 29 de julho de 2025 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Junho de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Julho de 2025, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana.  

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2025 é de R$ 4,3167/litro. 

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível www.conseleitepr.com.br.  (Conseleite/PR)


Rotulagem de alimentos: Anvisa realiza série de diálogos virtuais sobre revisão de normas

A Anvisa irá realizar, ao longo dos meses de agosto e setembro, uma série de Diálogos Setoriais Virtuais para discutir com a sociedade as propostas de atualização das normas sobre rotulagem geral, nutricional e de alimentos alergênicos. Os encontros serão conduzidos pela Gerência-Geral de Alimentos (GGALI) e têm como objetivo apresentar o andamento dos processos regulatórios em curso, esclarecer dúvidas e qualificar a participação social nas futuras consultas públicas.

A participação nos eventos é aberta a todos os setores da sociedade e não requer inscrição prévia. As reuniões serão realizadas pela plataforma Microsoft Teams, a partir dos links de acesso divulgados abaixo.

Durante os diálogos, serão abordadas as principais alterações propostas nos regulamentos, incluindo temas em discussão no âmbito do Mercosul e recomendações do Codex Alimentarius. Além disso, a GGALI disponibilizará documentos técnicos de apoio aos participantes antes de cada encontro, a fim de subsidiar as discussões.

Confira a programação:
1) Diálogo setorial virtual sobre revisão dos regulamentos de rotulagem geral, nutricional e de alergênicos
6/8/2025 - 9h30 às 12h
Objetivo: Apresentar o histórico das tratativas, o andamento dos processos de revisão, uma visão geral das alterações propostas, a publicação dos termos de abertura dos processos regulatórios e a previsão das etapas seguintes, incluindo os demais diálogos temáticos e as consultas públicas.
Acesse o diálogo: Diálogo setorial virtual sobre revisão dos regulamentos de rotulagem geral, nutricional e de alergênicos  

2) Diálogo setorial virtual sobre revisão do regulamento de rotulagem geral de alimentos
4/9/2025 - 9h30 às 12h
Objetivo: Apresentar as principais alterações acordadas no Mercosul para a revisão do regulamento de rotulagem geral de alimentos embalados e esclarecer dúvidas para estimular e qualificar a participação social na consulta pública.
Acesse o diálogo: Diálogo setorial virtual sobre revisão do regulamento de rotulagem geral de alimentos

3) Diálogo setorial virtual sobre revisão do regulamento de rotulagem de alimentos alergênicos
11/9/2025 - 9h30 às 12h
Objetivo: Apresentar as alterações propostas para a rotulagem de alimentos alergênicos, com foco na convergência com as recomendações do Codex Alimentarius, e esclarecer dúvidas para qualificar a participação social na consulta pública.
Acesse o diálogo: Diálogo setorial virtual sobre revisão do regulamento de rotulagem de alimentos alergênicos

4) Diálogo setorial virtual sobre revisão do regulamento de rotulagem nutricional
18/9/2025 - 9h30 às 12h
Objetivo: Apresentar as alterações acordadas no Mercosul para a revisão do regulamento de rotulagem nutricional de alimentos embalados e esclarecer dúvidas sobre o tema, para qualificar a contribuição social na consulta pública.
Acesse o diálogo: Diálogo setorial virtual sobre revisão do regulamento de rotulagem nutricional
(Fonte: Anvisa)

China aumentará importações de leite em pó

O mercado internacional de laticínios está prestes a receber um impulso significativo. De acordo com projeções recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a China deverá aumentar substancialmente suas importações de leite em pó integral (LPI) em 2025. Esse crescimento na demanda do gigante do Leste Asiático representa uma notícia extremamente positiva para os países produtores e exportadores de laticínios, visto que a China é um dos maiores compradores globais dessa commodity.

Os fatores que impulsionam a demanda chinesa por leite em pó integral estão historicamente ligados ao crescimento populacional urbano, ao aumento do poder aquisitivo e às mudanças na dieta, que levam a um maior consumo de proteínas e laticínios. Esse cenário sugere uma confiança renovada no consumo e uma recuperação econômica no país, o que se traduz diretamente em um maior apetite por leite em pó integral.

Um aumento nas importações de leite em pó integral da China tem o potencial de gerar um impacto positivo nos preços internacionais do leite. A magnitude do mercado chinês significa que um aumento em suas compras pode influenciar as cotações globais, beneficiando os produtores de leite e a indústria de laticínios como um todo.

Para investidores e analistas de mercado, essas projeções do USDA são cruciais para a tomada de decisões estratégicas na cadeia de valor do leite. Para os principais países exportadores de laticínios, como Nova Zelândia , Estados Unidos, União Europeia, Austrália e Argentina , essa previsão abre oportunidades significativas. Um aumento na demanda chinesa indica um volume adicional de vendas e a possibilidade de melhores margens de exportação.

O leite em pó integral é uma commodity estratégica na agroindústria global devido à sua versatilidade e longa vida útil, o que facilita o transporte e o armazenamento para abastecer mercados distantes. O aumento das importações chinesas não apenas impulsiona o comércio deste produto, como também reforça a importância da produção global de laticínios. A indústria internacional de laticínios deve acompanhar de perto essa dinâmica para se adaptar e capitalizar as oportunidades apresentadas por um mercado em constante evolução. (As informações são do Dairy News Today, traduzidas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Comissão aprova repactuação de dívidas
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou projeto que prevê repactuação de dívidas rurais não pagas entre janeiro e dezembro de 2023 por conta de atividades prejudicadas por eventos climáticos ou preço baixo de produtos. A medida é válida para dívidas contratadas no Pronaf e no Pronamp. A proposta será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça. (Correio do Povo)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 29 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.446


Trabalhadores rurais têm alta de 5,5% na renda no 1º tri de 2025

O rendimento médio mensal dos trabalhadores e trabalhadoras da agropecuária brasileira teve um avanço expressivo de 5,5% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados fazem parte do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag).Segundo o levantamento, realizado em parceria com o Dieese, o salário médio no setor agropecuário passou de R$ 2.022 para R$ 2.133, considerando trabalhadores ocupados nas atividades de agricultura, pecuária, pesca, aquicultura e produção florestal. 
O crescimento representa uma recuperação em comparação à variação de apenas 0,2% registrada em 2024, no mesmo recorte. “O aumento do rendimento reforça que estamos no caminho certo na luta pela dignidade no meio rural, que passa necessariamente pela geração de renda e por um desenvolvimento rural sustentável”, afirma Vânia Marques Pinto, presidenta da Contag.
 
Crescimento por região
A recuperação da renda foi impulsionada principalmente por duas regiões: o Norte, que avançou 21%, e o Sul, com alta de 9,7%. O Nordeste aparece na sequência, com 7,5%, seguido pelo Sudeste, com 1,7%.Já o Centro-Oeste foi a única região que registrou queda, com recuo de 7,9% na média salarial. Ainda assim, a região permanece no topo da renda nacional, com R$ 3.492 mensais — o maior valor entre todas as regiões. O Nordeste, por outro lado, segue com o menor rendimento médio, de R$ 1.081. As informações são do Estadão)


Leite no Brasil: escala não garante lucro, mostra estudo da Labor Rural

A rentabilidade da pecuária leiteira no Brasil não depende apenas da escala de produção. Essa é a principal conclusão de uma ampla análise conduzida pela consultoria Labor Rural, com dados de 2023 em Minas Gerais.

Mesmo entre produtores com menos de 500 litros diários, a eficiência técnica e a gestão criteriosa provaram ser mais determinantes para o sucesso financeiro do que o volume de leite produzido.

Segundo o Anuário do Leite 2025, publicado pela Embrapa Gado de Leite, o setor vive um momento de reestruturação acelerada: menos produtores, maior produtividade por vaca e concentração em médias e grandes propriedades. Mas a pergunta persiste — é possível ser lucrativo mesmo em pequena escala?

A resposta, com base nos dados da Labor Rural, é sim — desde que se adote uma gestão eficiente. No grupo dos pequenos produtores, os 25% mais rentáveis obtiveram uma remuneração do capital de 7,16% ao ano, que salta para 16,59% quando se exclui o valor da terra. A margem líquida mensal média foi de R$ 6.267, já incluindo o valor do trabalho familiar.

O segredo? Custos de produção 25,4% menores do que os colegas menos eficientes, mesmo vendendo o leite por apenas 2,8% a mais. Por outro lado, os menos rentáveis amargaram um prejuízo médio mensal de R$ 4.609.

Entre os produtores com mais de 4.000 litros por dia, a lógica se manteve. A diferença no preço do leite entre os mais e menos rentáveis foi de apenas 2,6%.

No entanto, os mais eficientes conseguiram cortar 22,3% dos custos, o que se traduziu em uma remuneração do capital de 19,9% ao ano — ou expressivos 30,82% sem considerar a terra.

A margem líquida por hectare chegou perto dos R$ 13 mil, valor considerado alto frente a outras atividades agropecuárias. Já os menos rentáveis dessa faixa mal ultrapassaram 1% de retorno sobre o capital investido.

A produtividade se destaca como fator decisivo. Em ambos os perfis — pequeno ou grande — os produtores mais lucrativos apresentaram melhores indicadores em produtividade animal, uso da terra, estrutura de rebanho e eficiência da mão de obra.

Ou seja, vender mais leite ou conseguir um preço melhor não basta: a chave está no uso inteligente dos recursos disponíveis.

O Anuário da Embrapa reforça essa visão ao apontar para uma profissionalização crescente do setor. Fazendas que investem em gestão, tecnologia e controle de custos vêm colhendo bons frutos — e isso independe do tamanho da operação.

Ainda que a escala traga vantagens como bônus por volume e diluição de custos fixos, os resultados demonstram que a rentabilidade nasce da porteira para dentro.

Produtores tecnicamente preparados, mesmo com volume modesto, têm plena capacidade de competir no mercado e alcançar resultados expressivos.

No cenário atual da pecuária leiteira brasileira, volume e preço continuam relevantes — mas não são determinantes isolados.

A sustentabilidade da atividade está diretamente ligada à soma de boa gestão, controle de custos e eficiência produtiva. Em um mercado cada vez mais exigente, é essa tríade que define quem prospera e quem fica para trás. (Adaptado para eDairyNews, com informações de O Presente Rural)

Forte previsão para o setor lácteo da Nova Zelândia na temporada 2025/2026 

Economistas do banco ANZ afirmam que a produção de sólidos do leite, no mês de junho, aumentou acentuadamente, o que leva à previsão de uma excelente primavera.  Junho, historicamente, é um mês fraco para a produção de leite em decorrência do inverno. No entanto, os números do mês passado são promissores para toda a temporada 2025/26.  “O início está compatível com uma forte primavera – de agosto a outubro – liderado pelo sinal do mercado de que o mundo precisa de mais leite”, disseram.

Isso ajudou a elevar os preços globais dos lácteos, o que incentiva os produtores a aumentar a produção em decorrência do preço de abertura da Fonterra que foi de NZ$ 10,00 por quilo de sólidos (kgMS), [R$ 2,56/litro], acima dos preços do ano passado, e bem distante dos NZ$ 6,69 de 2017 e 2018.  Os economistas do banco ANZ também ressaltam o forte crescimento das pastagens, o que foi possível pela recuperação das condições secas que atingiram Waikato e Taranaki de janeiro a março.  

Eles acrescentam que mais vacas estão prenhas dentro do prazo desejado de seis semanas, poucos animais foram descartados, ou serão enviados para corte no decorrer da temporada, e mais animais estão sendo retidos para a produção de leite, o que contribui para aumento da produção nas fazendas.  Um outro indicador para o aumento da produção é o crescimento de 34% nas importações do extrato de palma (PKE), uma torta resultante da trituração dos resíduos da extração do óleo de palma. Esse produto é exportado do Sudeste Asiático para a Nova Zelândia, que servirá de suplemento alimentar para as vacas leiteiras.  

Os analistas do banco ANZ disseram que a produção de leite da temporada 2024/2025 subiu 3% em relação ao ano anterior, e foi o maior percentual anual de aumento desde 2014/15. “É difícil obter grandes ganhos por dois anos consecutivos, mas ‘havendo alinhamento dos astros’, é muito provável que a temporada 2025/2026 cresça de 1 a 3%, principalmente se o tempo colaborar”, disseram os economistas. As perspectivas otimistas do setor lácteo se estendem à carne bovina. 

No entanto, o gado de corte está diante de potenciais problemas com o aumento das tarifas estadunidenses, um desafio que tem um impacto, relativamente pequeno na indústria de laticínios. “As exportações de lácteos da Nova Zelândia para os Estados Unidos da América (EUA) são de alto valor agregado, mas de baixo volume”, disse o economista Matt Dilly.  “Então, é um comércio resiliente a potenciais aumentos de tarifas, a menos que sejam exageradamente elevadas”.  Dilly acrescenta que outros fatores favorecem a indústria de laticínios da Nova Zelândia. A produção de outras regiões é insuficiente, criando uma escassez global.  

“Os preços dos lácteos estão elevados há pouco mais de um ano e os preços dos grãos, baixos. Isso é pouco relevante para a Nova Zelândia, mas de suma importância para sistemas de produção de leite em confinamento. Então, os preços baixos dos grãos indicam lucros que poderão levar todos a produzirem mais leite. 

No entanto, isso não ocorreu no último ano, em decorrência de outros fatores. E essas questões estão se acumulando, e as dificuldades enfrentadas por produtores de outros países acabam beneficiando a Nova Zelândia.  Na América do Sul, o clima tem sido bastante adverso. No ano passado, a gripe aviária afetou fazendas na América do Norte. E, na Europa, o surto do vírus da língua azul impactou fortemente a produção de leite.  Portanto, as fazendas leiteiras no exterior, encontram-se diante de grandes desafios para expandir a produção de leite, deixando a Nova Zelândia em uma boa situação, e com retornos acima do custo de produção”.  (Fonte: interest.co.nz – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

FestiQueijo encerra com público total de 34 mil pessoas
O 33º FestiQueijo encerrou no domingo (27) com números que comprovam o sucesso de mais uma edição histórica. Em cinco finais de semana, o festival gastronômico reuniu mais de 34 mil pessoas, desde a abertura oficial, passando pelo FestiQueijo dedicado exclusivamente aos idosos, até o fechamento, no Centro Cultural Mãe de Deus, em Carlos Barbosa, que desfrutaram de sabores inigualáveis e de 72 atrações culturais. Outros destaques da edição deste ano foram os eventos paralelos ao festival, como a Feira Feito em Barbosa, com 32 expositores locais, e a Estação das Etnias, uma homenagem aos povos que colonizaram o município.  O presidente do 33º FestiQueijo, Francisco Guazzelli, enfatiza que o festival deste ano marcou uma retomada após um ano sem poder ser realizado em função das fortes chuvas ocorridas em maio de 2024. O presidente valorizou o espírito comunitário que se fortaleceu ainda mais nesta edição, contribuindo para que o festival seja um dos principais atrativos da Serra Gaúcha durante o inverno. (Jornal do Comércio)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 28 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.445


Conseleite/MG - Resolução Julho/2025

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 25 de Julho de 2025, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:  

a) O maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2025 a ser pago em Junho/2025.

b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2025 a ser pago em Julho/2025. 

c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2025 a ser pago em Agosto/2025. 

 
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.
CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA 
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite/MG)

Dia de Campo foca no uso dos cereais de inverno em Boa Vista do Cadeado

Com o objetivo de fortalecer a produção agropecuária familiar por meio do uso eficiente de forragens e tecnologias voltadas à conservação do solo, o Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Boa Vista do Cadeado, em parceria com a Secretaria Municipal da Agricultura, a Embrapa Trigo e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) promoveu no dia 23 de julho o Dia de Campo de Cereais de Inverno e Produção de Pré-Secado.

Durante a manhã, as atividades iniciaram com uma palestra que destacou os benefícios do Programa de Sementes e Mudas Forrageiras, vinculado ao Programa Leite Gaúcho e Pecuária Familiar, apresentada por Jonas Wesz, chefe da Divisão de Sistemas Produtivos da SDR. A iniciativa tem contribuído anualmente com mais de dez mil agricultores familiares, incentivando o cultivo de espécies forrageiras como aveia, capim sudão, azevém e trigo duplo propósito, fundamentais na formação de pastagens e alimentação dos rebanhos.

Na sequência, a Operação 365 foi destaque, com um programa voltado à melhoria da qualidade química, física e biológica dos solos agrícolas. A proposta promove o uso de boas práticas agrícolas, como rotação de culturas e plantio direto, aliadas ao uso de plataformas digitais para o monitoramento e gestão das lavouras, com foco na sustentabilidade e rentabilidade. O painel foi conduzido pelo chefe-geral da Embrapa Trigo de Passo Fundo, engenheiro agrônomo Jorge Lemainski.

Representando a Emater/RS-Ascar, o médico veterinário e assessor técnico regional Oldemar Heck Weiller compartilhou resultados de trabalhos realizados com duas famílias de bovinocultores de leite da região de Ijuí e Quinze de Novembro, que adotaram cereais de inverno na dieta dos animais. Segundo ele, a parceria entre produtores, empresas e técnicos tem sido essencial para difundir práticas que garantem melhor desempenho produtivo e nutricional.

O extensionista Tiago Rafael Diello, do escritório da Emater/RS-Ascar em Boa Vista do Cadeado, detalhou o processo de implantação e manejo das culturas utilizadas na área demonstrativa do evento, abordando os desafios enfrentados durante o ciclo, como déficit hídrico, chuvas intensas, geadas e dificuldades logísticas. As cultivares avaliadas incluíram trigo, aveia preta, cevada e triticale.

Também participaram o técnico agrícola Paulo Cesar Keitel e o secretário municipal Sidinei Fracaro, que destacaram as ações da administração municipal em apoio aos produtores, como a aquisição recente de uma enfardadeira de alta tecnologia para a produção de pré-secado. O equipamento tem proporcionado agilidade e qualidade na prestação de serviços ao setor agropecuário local.

No turno da tarde, os participantes percorreram as estações técnicas conduzidas por profissionais da Embrapa Trigo, que abordaram temas como manejo do solo, produção forrageira e uso de cereais de inverno. A programação também contou com apresentação de cultivares pela Cotripal, demonstração de drones da empresa AgroDrones/RS e orientações sobre produção de sementes com representantes da iniciativa privada.

O evento reuniu técnicos, produtores e representantes de diversos municípios da região, como Ijuí, Quinze de Novembro, Pejuçara, Cruz Alta, Panambi, entre outros, consolidando-se como um espaço de troca de conhecimento, difusão de tecnologias e fortalecimento da agricultura familiar no Noroeste gaúcho. (Emater/RS)

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Fórum MilkPoint Mercado e no Interleite Brasil 2025

Os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto garantido para aquisição de ingressos nos dois principais eventos da cadeia leiteira brasileira: o Fórum MilkPoint Mercado e o Interleite Brasil 2025, que acontecem em Goiânia (GO) nos dias 19, 20 e 21 de agosto.

O Fórum MilkPoint Mercado, com o tema “Transformações e Novas Oportunidades no Leite Brasileiro”, será realizado no dia 19 de agosto, em formato híbrido (presencial e on-line). O evento reunirá os principais agentes do setor para debater as mudanças no ambiente de negócios e as perspectivas para o mercado lácteo nacional, diante de um cenário marcado pela acirrada concorrência entre indústrias e pressão sobre as margens de comercialização. Serão 17 palestrantes ao longo do dia, com certificado emitido pela MilkPoint e material disponível para download.

Já o Interleite Brasil 2025, que ocorre nos dias 20 e 21 de agosto, será exclusivamente presencial. Com o tema “Como fazer mais produtores participarem do futuro do leite no Brasil?”, o evento tem como objetivo discutir formas de integrar tecnologia, gestão eficiente e produtividade na atividade leiteira. A programação trará reflexões sobre como otimizar o uso do tempo, implementar ferramentas digitais e tornar a produção mais rentável.

Conforme o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, a participação contribui para a qualificação dos profissionais e para o fortalecimento da cadeia produtiva. “Esses eventos possibilitam a discussão de questões estratégicas para o desenvolvimento e a modernização da cadeia leiteira, aproximando os diversos segmentos do setor na busca por alternativas e caminhos em comum”, destacou.

Os ingressos estão disponíveis em lotes limitados e podem ser adquiridos com desconto exclusivo de 10% para associados do Sindilat/RS, CLICANDO AQUI.


Jogo Rápido

Lei para sucessão entra em vigor
Entrou em vigor a Lei 15.178, que institui a Política Nacional de Juventude e Sucessão Rural. O objetivo da legislação é reduzir a migração de jovens para os centros urbanos e garantir a sua permanência, com qualidade de vida, nas comunidades rurais. A nova norma, de acordo com a Agência Senado, traz iniciativas ligadas à sucessão na propriedade da agricultura familiar. A lei foi sancionada pela Presidência da República com o veto de um artigo considerado inconstitucional. O público-alvo são jovens de 15 a 29 anos da agricultura familiar. A política atua em setores como acesso à terra, crédito rural e parcerias com instituições de ensino e pesquisa. Com a publicação da lei no Diário Oficial da União, na quinta-feira, 24, fica autorizada a criação de linhas de crédito específicas, com condições diferenciadas para reduzir riscos de empréstimos. (Correio do Povo)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 25 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.444


Junto com o Estado, setor leiteiro busca tecnologias e políticas de inovação

Alinhado com o Governo gaúcho na busca por inovação e competitividade, o setor leiteiro do Rio Grande do Sul participou do início das discussões para a implementação de um plano de ações, por meio do Centro de Inteligência do Agronegócio, voltado à modelagem competitiva do agronegócio no Estado. O objetivo é que o setor se torne referência em inteligência e tecnologia até 2035.

Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o secretário-executivo Darlan Palharini lembrou que a tecnologia já não é mais uma opção, mas uma condição para a permanência do produtor na atividade. “Quem quer seguir na atividade leiteira precisa apostar em inovação. Esses encontros e políticas construídas em parceria com o Estado são fundamentais para o crescimento das startups, a exemplo das que já atuam diretamente com soluções para o setor leiteiro”, afirmou.

O dirigente lembrou ainda que o Centro Agro vem sendo articulado desde 2023 para impulsionar o uso de tecnologias de ponta no campo. “Ele está formatando um ambiente de desenvolvimento para criar políticas públicas de incentivo, e o leite está incluído nesse processo, seja pelas tecnologias já apresentadas, seja pela necessidade permanente de tecnificação”, pontuou.

O encontro aconteceu em Esteio (RS), na quinta-feira, e foi articulado pelas secretarias de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e de Desenvolvimento Rural (SDR). (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Conseleite/SC - RESOLUÇÃO Nº 07/2025

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 25 de Julho de 2025 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Junho de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Julho de 2025.

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1877 de 24 de julho de 2025
BOVINOCULTURA DE LEITE

A produção de leite se manteve estável na maioria das regiões em virtude da melhora nas pastagens e da suplementação e do manejo adequados, consequentemente reduzindo perdas de peso e problemas sanitários. O fornecimento de volumosos e concentrados se manteve, especialmente onde houve menor oferta de forragem. As condições sanitárias dos rebanhos estão, em geral, satisfatórias; houve apenas registros pontuais de aumento na Contagem de Células Somáticas (CCS), de tristeza parasitária e brucelose.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção de leite se manteve estável, e o estado corporal dos rebanhos está adequado. Alimentos complementares continuaram a ser ofertados. Na de Caxias do Sul, a suplementação alimentar com silagem de milho e com concentrados tem sido utilizada, mas o retorno dos rebanhos para as forrageiras cultivadas possibilitou a manutenção do volume de produção. As condições de sanidade do rebanho e de bem-estar animal estão satisfatórias, bem como os parâmetros de qualidade, como a CCS e a Contagem Padrão em Placas (CPP). 

Na de Erechim, o estado corporal e sanitário dos animais está adequado. A produção leiteira segue estável ou em recuperação, especialmente em sistemas a pasto bem manejados. Nas propriedades com menor disponibilidade de volumosos, foram registrados casos pontuais de perda de peso. Seguem os nascimentos nas propriedades, exigindo atenção redobrada nos cuidados com bezerras, especialmente em relação à umidade e ao frio.  Na de Frederico Westphalen, a produção de leite apresentou um leve incremento em razão da melhora na qualidade das pastagens e do tempo disponível para pastejo. 

Na de Ijuí, a produção continua satisfatória, impulsionada pela disponibilidade de volumoso aos animais. A qualidade do leite está dentro dos parâmetros exigidos.  Na de Passo Fundo, o estado geral do rebanho está regular. A produção e o escore corporal das vacas em lactação ficaram estáveis. No entanto, foi observado aumento na CSS do leite, reflexo do último período chuvoso, o que exigiu maior atenção aos manejos sanitários. 

Na de Porto Alegre, para manter a qualidade da dieta do rebanho, foram utilizadas reservas de alimentos volumosos e intensificada a oferta dos concentrados. Mesmo assim, houve redução no volume de produção. Na de Soledade, ainda houve necessidade de suplementação com alimentos conservados.  

Na de Pelotas, em Pedras Altas, a produção segue aumentando em razão do bem-estar animal e da suplementação com silagem de milho. Em São Lourenço do Sul, a condição corporal dos animais melhorou em função dos manejos de lotação apropriados nos piquetes. Já em Jaguarão, em Morro Redondo e em Rio Grande, a produção se reduziu e/ou está abaixo do esperado. Em Pelotas, apesar da diminuição da infestação por carrapatos, ainda foram registrados casos de tristeza parasitária. 

Na de Santa Maria, o acúmulo de barro nas áreas de espera e nos corredores diminuiu, contribuindo para os manejos e para a diminuição de riscos de mastites. Em Júlio de Castilhos, houve registros de casos de brucelose. Na de Santa Rosa, as condições sanitárias dos rebanhos permaneceram satisfatórias, e a produção aumentou, resultado dos pastos de qualidade. 

Em Porto Mauá, através de um programa municipal de incentivo à atividade, 11 propriedades foram beneficiadas com concreto usinado para a implantação de pisos nos corredores e nas salas de espera.  (Fonte: Emater/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO Nº 30/2025 – SEAPI  
A próxima semana terá o retorno de chuva forte ao RS. Na sexta-feira (25), a nebulosidade seguirá predominando, com chuvas fracas e isoladas nos setores Leste e Norte. Entre o sábado (26) e domingo (27), a passagem de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados e altos volumes acumulados. Na segunda-feira (28), ainda ocorrerá grande variação da nebulosidade, com pancadas de chuva na Metade Leste e na faixa Norte. Entre terça (29) e quarta-feira (30), o ingresso de uma massa de ar seco e frio afastará as instabilidades e manterá o tempo firme, com declínio das temperaturas em todo Estado.  Os volumes previstos deverão oscilar entre 30 e 50 mm na maioria das áreas. Nos setores Norte e Leste os totais esperados deverão variar entre 60 e 80 mm e poderão alcançar 100 mm em alguns municípios. (Fonte: Seapi)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 24 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.443


Mercado do Leite: atualização de preços quinzenal 24/07

Com intuito de atualizar nossos leitores sobre o cenário do mercado do leite, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, trará um panorama geral sobre os acontecimentos mais relevantes da quinzena no setor lácteo.
 
Confira abaixo a última atualização:

Leite Spot - Segundo dados do MilkPoint Mercado, na segunda quinzena de julho o preço do leite spot subiu R$0,01 em relação à quinzena anterior, alcançando R$2,78 por litro.

Preços Internacionais - No 384º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), realizado nesta terça-feira, 15 de julho, o mercado apresentou certa estabilidade nos produtos comercializados, após quatro leilões indicando quedas nos preços. O preço médio dos produtos negociados ficou em US$4.380 por tonelada, refletindo uma melhora de 1,1% no GDT Price Index, em comparação com o evento anterior. 

Leite UHT - O preço médio do leite UHT em São Paulo ficou em R$4,44 por litro nesta semana, com apenas ajustes pontuais em relação ao período anterior. Segundo empresas consultadas, o mercado mostrou menor apetite de compra, o que limitou tanto os avanços nas cotações quanto o fechamento de volumes maiores de vendas.

Muçarela - O mercado de queijos manteve ritmo fraco nesta semana, com a muçarela sendo negociada a uma média de R$30,4 por quilo. De acordo com as empresas consultadas, houve muita especulação e dificuldades para fechar novos negócios. Algumas marcas precisaram reduzir os preços para conseguir maior giro e movimentar os volumes no mercado.

Leite em Pó - O mercado de leite em pó segue pressionado pela baixa no interesse comercial, refletindo também o cenário internacional. O leite em pó integral (LPI, 25 kg) teve média de R$27,70 por quilo, enquanto o desnatado (LPD, 25 kg) recuou mais fortemente, com média de R$24,60 por quilo. Já o leite em pó fracionado (LPF, 400 g) manteve preços estáveis, com média de R$32,80 por quilo, sustentado por uma demanda de varejo menos volátil.

Milho – O milho registrou nova queda nos preços, com a média parcial do mês girando em torno de R$ 63,6 por saca, cerca de R$4,50 a menos em relação à média final do mês anterior. Essa retração é atribuída, principalmente, à entrada da segunda safra no mercado, que elevou a oferta e intensificou a pressão sobre as cotações.

Soja – Já a soja registrou um acréscimo de aproximadamente R$2,2 por saca em relação ao mês anterior, com a média parcial alcançando cerca de R$136,6 por saca. Esse avanço é reflexo, principalmente, do encerramento da colheita e das movimentações nas cotações internacionais e na taxa de câmbio, fatores que impactam diretamente os preços da soja brasileira.

Oferta – No cenário de oferta, observa-se um aumento na produção de leite, tanto no Brasil quanto nos principais parceiros comerciais. Com o fim do período de entressafra, a sazonalidade passará a exercer menor pressão, o que favorece a recuperação gradual dos índices produtivos e, consequentemente, o avanço da oferta no mercado.

Demanda – Apesar de alguns indicadores econômicos, como a queda no desemprego e o avanço da massa salarial, sinalizarem uma possível melhora no consumo, outros fatores, como a taxa Selic elevada e o comportamento do IPCA, apontam para um cenário mais desafiador. Na prática, o mercado ainda relata movimento contido, com os produtos lácteos enfrentando uma demanda enfraquecida. (MilkPoint)


Entidades ligadas ao Fundesa manifestam preocupação com número de fiscais

Em reunião com o secretário da Agricultura Edivilson Brum nesta terça-feira (22), a diretoria do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS apresentou documento relatando preocupação com a redução do número de Fiscais Estaduais Agropecuários nos últimos anos.

"Sabemos do reconhecimento que o Serviço Veterinário Oficial do estado tem no Brasil e no mundo. Isso não quer dizer que não tenhamos que nos preocupar com os próximos anos", disse o presidente do Fundesa, Rogério Kerber. O presidente pontuou que a formação de técnicos leva tempo e que a realização de um concurso para reposição é imprescindível. "Sentimos essa preocupação. Precisamos ter uma estrutura mínima e pelo que está posto já compromete o mínimo." Desde 2022 mais de 70 médicos veterinários do Serviço Veterinário Oficial se aposentaram ou exoneraram. Outros aprovados no Concurso do Ministério da Agricultura deverão sair nos próximos dias.

O secretário Edivilson Brum informou que tem conhecimento da demanda e que o assunto já está na pauta com a Secretaria de Planejamento para tratar sobre o tema. Conforme Brum, a realização de concurso para reposição não impactaria o regime de recuperação fiscal.

Homenagem
Ao final da reunião, o secretário Edivilson Brum entregou uma placa em homenagem ao Fundesa alusiva aos 90 anos da Secretaria da Agricultura, comemorados em junho. (Fundesa)

Anvisa promove diálogo setorial virtual sobre RDC 843/2024

A Anvisa convida os interessados a participar do diálogo setorial virtual sobre a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 843/2024. O evento será na quinta-feira (24/7), das 15h às 16h. A Resolução dispõe sobre a regularização de alimentos e embalagens sob competência do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), destinados à oferta no território nacional. 

O encontro tem como objetivo apresentar e fornecer esclarecimentos sobre a minuta de RDC que estará em pauta na reunião da Diretoria Colegiada (Dicol) da próxima segunda-feira, dia 28 de julho.

Como participar 
O evento é aberto ao público e não é necessário fazer inscrição. Os interessados só precisam acessar este link. Sua participação é muito importante!

Diálogo setorial virtual sobre a RDC 843/2024
Data: 24 de julho, quinta-feira.
Horário: 15h às 16h.
(Fonte: Anvisa)


Jogo Rápido

NO RADAR
Produtores interessad­os em participar da 2ª etapa do programa Irriga Mais têm até a próxima terça-feira para se inscrever. Conduzido pela Secretaria da Agricultura do Estado, concede um subsídio de 20%, com limite de R$ 100 mil por beneficiá­rio, para projetos de irrigação. Já foram re­cebidos, até agora, 1.121 propostas que somam juntas mais de 17 mil hectares. Mais detalhes podem ser acessados no site da Secretaria da Agricultura. O pra­zo para execução das propostas é de 12 meses após a aprovação. (Zero Hora)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 23 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.442


Nova rotulagem para o leite Longa Vida

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou a Portaria SDA/MAPA nº 1.330, de 21 de julho de 2025, estabelecendo critérios para o uso da expressão “Longa Vida” em rótulos de produtos lácteos que passam pelo tratamento térmico de Ultra Alta Temperatura (UAT ou UHT). A medida foi divulgada no Diário Oficial da União (edição 137, seção 1, página 4).

De acordo com a nova regulamentação, o uso da expressão “Longa Vida” é opcional, mas, quando adotado, deve seguir diretrizes específicas:

  • A expressão deve ser posicionada abaixo da denominação de venda do produto;
  • Pode ser incluída em painéis do rótulo que não o painel principal.
Além disso, o termo não pode:
  • Ter letras maiores que a denominação de venda do produto;
  • Estar em cor diferente da denominação;
  • Receber mais destaque que o nome do produto por meio de elementos gráficos.
As regras se aplicam a qualquer leite ou derivado lácteo submetido ao processo UHT e têm como objetivo garantir uniformidade e clareza nas informações ao consumidor.

A Portaria SDA/MAPA nº 1.330/2025 revoga a antiga Resolução DIPOA nº 2/2002 e já está em vigor desde a publicação. Para mais detalhes, CLIQUE AQUI acesse o texto completo no Diário Oficial da União. (As informações são do O Tempo)


Do tradicional ao funcional: a nova era do queijo

O queijo, muito além de um alimento saboroso, está passando por uma transformação estratégica. Impulsionado pela ciência, pela inovação da indústria de laticínios e pelas novas exigências do consumidor moderno, o queijo vem ganhando destaque não só pelo sabor e textura, mas também por suas propriedades nutricionais e benefícios à saúde.
 
A nova era dos queijos funcionais
Tradicional em diversas culturas, o queijo está deixando de ser visto apenas como um prazer culinário. Graças aos avanços em biotecnologia e pesquisas nutricionais, cresce a produção de queijos funcionais, desenvolvidos para oferecer compostos bioativos que contribuem para o bem-estar. Essa nova abordagem permite criar produtos com perfis nutricionais ajustados, como maior teor de proteínas, presença de probióticos, redução de lactose ou baixo teor de sódio.

Essa evolução representa um novo horizonte para a indústria de queijos. Empresas e produtores estão sendo desafiados a inovar, diversificar seus portfólios e adaptar seus processos. A demanda crescente por queijos saudáveis, funcionais e personalizados exige investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ao mesmo tempo que abre oportunidades para agregar valor a produtos tradicionais.

O mercado já sinaliza essa mudança. Consumidores buscam cada vez mais alimentos que unam prazer, nutrição e funcionalidade. O queijo, por sua versatilidade, ocupa um espaço privilegiado nesse cenário. De entrada a sobremesa, ele assume o papel de protagonista na gastronomia moderna, se destacando em diferentes culturas e estilos alimentares.
 
Um alimento ancestral com potencial para o futuro
Além disso, o setor lácteo observa uma revalorização do queijo como ativo estratégico: um produto com alta aceitação, enorme potencial de inovação e capacidade de atender às exigências de um mercado global cada vez mais competitivo.

Em resumo, o queijo está se reinventando. Seu futuro passa por inovação tecnológica, adaptação às tendências de consumo e entendimento profundo dos seus impactos nutricionais e sensoriais. Para a cadeia do leite, trata-se de um chamado à ação: transformar um alimento ancestral em um produto contemporâneo, saudável e alinhado às expectativas das novas gerações. (As informações são do Dairy News Today, traduzidas e adaptatas pela equipe MilkPoint)

SETOR INDUSTRIAL - Encontro debate formas de fortalecimento

A Fiergs realizou ontem a segunda edição do INDX, encontro com a indústria que tem o intuito de promover discussões estratégicas voltadas ao fortalecimento do setor no Estado. O encontro reuniu lideranças empresariais, autoridades e representantes de sindicatos no Salão de Convenções da Fiergs, em Porto Alegre. Entre os destaques da programação do INDX, estiveram as apresentações do presidente da Cotrijal, Nei César Manica, e do diretor-geral da CMPC, Antônio Lacerda.

A CMPC investirá R$ 27 bilhões no Estado. O projeto inclui uma nova planta industrial em Barra do Ribeiro, com capacidade de produção anual de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, enquanto a Solis – associação entre Cotrijal, Cotripal e Cotrisal – investirá R$ 1,25 bilhão em uma indústria para processamento de soja e produção de biodiesel em Cruz Alta.

O diretor-geral da CMPC enfatizou que o projeto envolve mais do que uma nova fábrica, gerando melhorias também na infraestrutura portuária e rodoviária no RS. “Quando uma planta estima 6 mil novos empregos, é preciso treinarmos essas pessoas. Tudo isso está mapeado para que, a partir do ano que vem, essas pessoas sejam identificadas, formadas e contratadas. A ideia é dobrar a produção e fazer com que a fábrica comece a rodar em meados de 2029”, disse.

O presidente da Fiergs, Cláudio Bier, também destacou o empenho da entidade em garantir que parte significativa dos investimentos anunciados seja aplicada no RS. “Quando sentamos com a CMPC, com nosso trabalho conseguimos aumentar de R$ 700 milhões para R$ 2 bilhões o conteúdo gaúcho. Esperamos que, agora, a maioria desses R$ 27 bilhões também fique no Estado.”

O INDX marcou o primeiro ano de gestão Bier na Fiergs. Ao fazer um balanço, ele mencionou mudanças na estrutura interna. “A Fiergs saiu do seu castelo. Fizemos a interiorização, porque o Interior do Estado clamava por isso. Ainda não chegamos em todas as regiões, mas vamos chegar”, declarou. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

Revacinação ajuda a conter doença que causa prejuízo de R$ 1 bilhão ao ano à pecuária
A brucelose bovina causa perdas estimadas em R$ 1 bilhão ao ano no Brasil, sendo, assim, considerada uma das doenças mais prejudiciais à pecuária nacional. Segundo o gerente técnico de Ruminantes da MSD Saúde Animal, Daniel Rodrigues, os maiores desafios do problema estão ligados às perdas reprodutivas. “O pecuarista investe em fazer uma boa reprodução na fazenda, só que quando chega na fase final da gestação, no terço final, o animal acaba tendo o aborto e isso prejudica a atividade tanto da pecuária leiteira quanto da pecuária de corte”, contextualiza. Para conter a brucelose, a vacinação é obrigatória, mas é a revacinação que tem se mostrado ainda mais eficaz. “No Brasil, temos duas vacinas que podem ser utilizadas, a B19, que é a vacina que aplicada nas fêmeas entre três e oito meses de idade e, agora, existe também uma grande oportunidade com a RB51, que é uma vacina que pode ser aplicada em fêmeas de três a oito meses de idade quando nas que estão acima dos oito meses de idade”, conta Rodrigues. CLIQUE AQUI e assista à reportagem. (Canal Rural)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 22 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.441


Crise de mão de obra no leite dos EUA expõe necessidade de mudança e inovação

Segundo o relatório State of the Dairy Industry 2025 Report, publicado pela Farm Journal por meio das publicações Dairy Herd Management e Milk Business Quarterly, apesar de 97% das fazendas leiteiras dos EUA serem de propriedade e operação familiar, o setor possui uma dependência crítica da mão de obra imigrante, já que mais de dois terços das 9,36 milhões de vacas leiteiras do país são ordenhadas por trabalhadores imigrantes. Trata-se de uma questão urgente, entrelaçada com a estrutura da agricultura americana.Antes e depois da pandemia
Os desafios com a mão de obra não são novidade para os produtores de leite. A pandemia de COVID-19 apenas agravou essas dificuldades, e o debate em torno da deportação em massa adiciona mais complexidade à situação, afetando não apenas fazendas individuais, mas repercutindo em toda a economia dos EUA.Escassez de mão de obra sempre presente
Uma pesquisa recente destaca a crescente dependência da indústria leiteira por trabalhadores que não são da família, indicando que eles representam pelo menos 50% da força de trabalho para muitos entrevistados. Em resposta, muitos produtores têm recorrido à tecnologia para reduzir a dependência da mão de obra humana. Embora a contratação e retenção de trabalhadores continue desafiadora, houve mudanças notáveis nos aspectos relacionados à força de trabalho no último ano.

Aumento nos incentivos aos funcionários
O aumento nos custos de mão de obra agrava ainda mais as dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite. Um dos entrevistados comentou: “Os custos com mão de obra continuam subindo, e nosso estado não está nos permitindo competir com produtores de outros estados.”

Para enfrentar esses desafios, muitas fazendas têm introduzido incentivos para melhorar a retenção, como moradia para funcionários, jornadas flexíveis e salários acima da média do setor. Mais da metade dos participantes da pesquisa oferecem moradia como forma de garantir estabilidade e motivação.

Os desafios com a mão de obra no setor leiteiro são de longo prazo. Embora estratégias inovadoras e melhores benefícios ofereçam alívio temporário, mudanças mais profundas e sistêmicas são urgentes. À medida que o setor enfrenta essas dificuldades, o chamado é por ações coletivas e reformas que priorizem sustentabilidade e segurança, assegurando um futuro resiliente para a agricultura dos EUA. (As informações são do State of the Dairy Industry 2025 Report, Farm Journal, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Como vai a assistência técnica?

Um dos papéis que tenho assumido na consultoria em gestão é ajudar nas relações entre, direção, gerência e assistência técnica, por vários motivos na maioria das vezes estas relações são conflituosas, e não colaboram como deveriam para produtividade da empresa como um todo, e nas minhas experiências não há um culpado e sim a falta de uma condução dos trabalhos com maior sinergia e clareza.

Interessante como ações simples colaboram, para que a assistência se acerte e produza, mas alguns pontos básicos ainda não são tratados pelo técnico como padrão e acabam por interferir drasticamente nas relações e nos resultados, econômicos, zootécnicos, e do próprio trabalho. Vamos citar alguns pontos observados que, em alguns casos, ainda deixam de ser praticados;

Protocolos; em muitas fazendas eles inexistem documentados, com isto alguns procedimentos acabam sendo definidos pelo executor, alguns exemplos;

Curativos – em muitas fazendas o borrifar um repelente sobre uma ferida, ainda é sinônimo de curativo, com as assistências que convivi e aprendi, curativo passa por assepsia do local, cauterização se for necessário e depois o produto cicatrizante e repelente, com isto não há o retrabalho, e perdas.

Diagnóstico de mastite – há diferentes opiniões técnicas sobre diagnóstico de caso clínico de mastite e isto é aceitável, mas o problema é que em grande parte dos casos a opinião do técnico não está sendo praticado na ordenha, pois isto não está descrito, e a rotatividade de funcionários e esquecimento, fazem com que a recomendação verbal se perca facilmente.

Tratamento de mastite – dias atrás em uma fazenda, com a assistência técnica no quarto ano de atuação, o gerente relatou em uma reunião com direção e técnico que os tratamentos estariam definidos por ele mesmo a caminho da cidade, e os produtos usados eram escolhidos acordo com preço, percebemos então que os problemas enfrentados com a sanidade e falta de qualidade no leite não era por acaso. 

Estratégias para melhoria da qualidade de leite – na maioria das empresas não há uma estratégia de trabalho, com análises de CCS individual, cultura para identificação de patógenos, e acompanhamento das evoluções de melhoria, e o resultado são as perdas de produtividade e de recebimento por falta de qualidade leite. 

Protocolos das rotinas – em algumas fazendas não há um protocolo e treinamento das pessoas sobre as rotinas a serem desempenhadas por eles, como por exemplo de ordenha, chegando ao cúmulo de haver diferentes passos de rotinas na mesma fazenda, que tem dois grupos de ordenhadores.
 
Como transformar a recomendação técnica em ação efetiva
Alguns técnicos precisam se especializar mais em comunicação, dando a real importância à forma de se comunicar, linguagem e tom de voz, e assumindo a responsabilidade por ela, é mais do que informar, é fazer com que o assunto em questão cause o devido impacto nas pessoas que precisam assumir seu papel, ninguém quer agir negativamente, quer deliberadamente que suas ações ou até mesmo falta delas cause prejuízo, o que pode acontecer é que estas pessoas, não foram devidamente persuadidas, por falta de argumentos ou falhas de comunicação.

Além de uma comunicação eficiente, esta deve ser formalizada em uma reunião com os interessados, com informações e embasamentos suficientes para a tomada de decisão, seria apresentar em forma de projeto, com custos, consequências e possibilidades de resultados, e posteriormente acompanhamento e ajustes para se conseguir os resultados previstos, nada mais do que um PDCA, onde ele criaria e colocaria o gerente na condução.

Fizemos isto em uma fazenda para implantação de estratégias para melhoria da qualidade de leite, onde o técnico dizia que já solicitava isto a tempos e não era atendido, mas pelo visto devido à forma de comunicação, embasamento e consequentemente falta de poder de persuasão.

Os treinamentos técnicos devem ser vistos como processo, por isso constantes, vale a pena formar as pessoas, e a formação técnica é uma delas, o técnico reunir com os ordenhadores, sanitaristas e demais funcionários e ensinar, do básico ao mais profundo, muda a realidade. Quanto ao local, pode ser na farmácia, escritório ou debaixo de uma árvore, com um flip chart ou um quadro, no máximo 40 minutos para não ser cansativo, treinar para que as pessoas entendam a necessidade de se esforçarem para que o processo seja executado com excelência, a base é o conhecimento técnico, que nada mais é do que o porque fazer.

Por último ainda falta um bom relatório, detalhado, que seja lido e discutido, para que não fiquem dúvidas, o relatório deve ter o significado do “fale agora ou se cale para sempre e execute” para não haver desculpas pela não execução.

Convivo com bons técnicos, bons de serviço e comprometidos, que só precisam criar sua forma de trabalho, e entender que o conhecimento técnico sem uma base de conhecimento em relacionamento interpessoal, e metodologias e ferramentas para esta convivência dificilmente traduzirão seu trabalho em resultados efetivos. (Beto Carvalho/MilkPoint)

 

Frederico Westphalen reafirma força da bovinocultura com 20,6 milhões de litros de leite

Agricultores e agricultoras de Frederico Westphalen são protagonistas da marca histórica de 20,6 milhões de litros de leite produzidos em 2024, o maior volume já registrado no município. Por isso, estiveram reunidos para celebrar e confraternizar junto de extensionistas da Emater/RS-Ascar, estudantes e representantes do setor público e privado da região.

O encontro foi realizado no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Frederico Westphalen, onde a Instituição promoveu a palestra "A Evolução da Bovinocultura de Leite", na quarta-feira (16/7), com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite e valorizar os resultados da atividade no município. O evento também reafirmou o compromisso das instituições com o fortalecimento da cadeia produtiva do leite e com o desenvolvimento da agricultura familiar em Frederico Westphalen.

A palestra foi conduzida pelo engenheiro agrônomo e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, que apresentou um panorama sobre as principais transformações ocorridas na última década, como a introdução de tecnologias nas propriedades, a qualificação da mão de obra e o fortalecimento da assistência técnica.

Além do resgate histórico da bovinocultura de leite, a palestra abordou ainda os sistemas de produção e foi finalizada com uma mesa-redonda, onde foram debatidos temas como o futuro da cadeia leiteira em Frederico Westphalen, a sucessão familiar e a valorização da atividade como estratégia de sustentabilidade das propriedades rurais. (Emater/RS)


Jogo Rápido

Produção de leite chilena registra aumento de 8,3% em 2025
A indústria de laticínios chilena está vivenciando um crescimento significativo, com a produção de leite aumentando 8,3% nos primeiros quatro meses de 2025, segundo dados da Fedeleche e da Odepa. Esse aumento se traduz em 58,6 milhões de litros adicionais , elevando a produção total para 766,8 milhões de litros de janeiro a abril. As regiões de Los Lagos e Los Ríos foram fundamentais nesse aumento, respondendo coletivamente por mais de 80% da produção nacional. Los Lagos apresentou um aumento robusto de 10,6%, elevando a produção para 359,8 milhões de litros, o que representa 46,9% do total nacional. Da mesma forma, Los Ríos registrou um crescimento de 9,3%, atingindo 283,2 milhões de litros, ou 36,9% da produção total do Chile. Juntas, essas regiões do sul contribuíram com 83,8% da produção de leite do país. Somente em abril, a produção aumentou 9,4% em relação ao ano anterior, atingindo 185 milhões de litros. Neste mês, Los Ríos liderou com um aumento notável de 13,8%, enquanto Los Lagos viu um aumento de 9,4% na produção. Esse crescimento consistente destaca a importância estratégica de fortalecer a competitividade regional para aumentar a sustentabilidade e a produtividade do setor lácteo chileno. Os corredores de produção do sul, portanto, continuam sendo essenciais para o desenvolvimento nacional. (As informações são do Dairy News Today, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 21 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.440


Setor leiteiro tem desafio na comunicação da vacina contra brucelose

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do estado realizou na manhã da última sexta-feira uma reunião sobre o artigo 19 da Instrução Normativa número 10/2017. O documento, que trata do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose prevê a entrega de leite em laticínios somente aos produtores que comunicarem ao Ministério da Agricultura a vacinação do rebanho leiteiro contra a brucelose.A vacinação é obrigatória para fêmeas entre três e oito meses. Desta forma, o produtor tem que ir até à inspetoria para realizar a comunicação da vacinação, conforme os nascimentos.

Para o presidente do Fundo, Rogério Kerber "é mais um desafio para a sanidade trazer agilidade para essa comunicação e, para isso, acreditamos que a digitalização deste processo possa contribuir. O presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira do Fundesa, Marcos Tang, disse que a agilização deste procedimento é fundamental para que todos os produtores possam cumprir a medida sem atrasos.

O Rio Grande do Sul tem em torno de 40 mil produtores de leite. Uma nova reunião para trazer encaminhamentos sobre o tema já foi agendada para o dia 29 de julho. (Fonte: Fundesa)

 

Indústrias apostam no queijo para crescer

Uma sequência de fusões, aquisições e anúncios de expansões na indústria de lácteos no primeiro semestre do ano evidenciou uma transformação que ocorre no setor. Com o consumo de leite fluido praticamente estagnado no país e as margens baixas na categoria, o queijo tornou-se aposta de algumas empresas pelo maior valor agregado e a demanda crescente.

“Isso não é uMa coisa que está acontecendo só no Brasil. Já vemos isso acontecendo em outros países há algum tempo”, observa a pesquisadora do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa, Kennya Siqueira. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Lácteos Longa Vida (ABLV) citados pela pesquisadora, houve alta de 4% no volume de leite destinado à produção de queijo no Brasil em 2024 — na média dos dez anos anteriores, o avanço fora de 1,5%.

Alguns dos principais negócios anunciados nos últimos meses foram a compra da gaúcha Deale pela Scala e a estreia da catarinense Aurora Alimentos, no mercado de queijos nobres com a aquisição da Gran Mestri, de Guaraciaba (SC). Segundo a Aurora, a aquisição vai gerar uma receita adicional da ordem de R$ 230 milhões ao ano. O plano é agregar valor ao leite que recebe das cooperativas filiadas, ampliando a produção de queijos finos da Gran Mestri. A cooperativa ainda vai produzir queijo ralado e manteiga com a marca Aurora.

No Nordeste do país, a líder regional Alvoar já anunciou que expandirá sua produção, o que inclui possíveis fusões e aquisições. Além disso, o Laticínio São Vicente, com operação consolidada no segmento de queijos mofados, recebeu aporte da Persa Investments em maio. O grupo é controlador da Só Leite Brasil (SLBR), empresa com captação de 11 milhões de litros de leite por mês, mas com pouca participação no mercado de queijos.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), Fabio Scarcelli, o maior interesse da indústria pela produção de queijo acompanha o potencial desse mercado no país. Com um consumo per capita anual de sete quilos, as vendas têm crescido cerca de 3% ao ano. A meta do setor, afirma Scarcelli, é que o consumo por habitante chegue a 10 quilos ao ano até 2030. (MilkPoint)

 
Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Fórum MilkPoint Mercado e no Interleite Brasil 2025

Os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto garantido para aquisição de ingressos nos dois principais eventos da cadeia leiteira brasileira: o Fórum MilkPoint Mercado e o Interleite Brasil 2025, que acontecem em Goiânia (GO) nos dias 19, 20 e 21 de agosto.

O Fórum MilkPoint Mercado, com o tema “Transformações e Novas Oportunidades no Leite Brasileiro”, será realizado no dia 19 de agosto, em formato híbrido (presencial e on-line). O evento reunirá os principais agentes do setor para debater as mudanças no ambiente de negócios e as perspectivas para o mercado lácteo nacional, diante de um cenário marcado pela acirrada concorrência entre indústrias e pressão sobre as margens de comercialização. Serão 17 palestrantes ao longo do dia, com certificado emitido pela MilkPoint e material disponível para download.

Já o Interleite Brasil 2025, que ocorre nos dias 20 e 21 de agosto, será exclusivamente presencial. Com o tema “Como fazer mais produtores participarem do futuro do leite no Brasil?”, o evento tem como objetivo discutir formas de integrar tecnologia, gestão eficiente e produtividade na atividade leiteira. A programação trará reflexões sobre como otimizar o uso do tempo, implementar ferramentas digitais e tornar a produção mais rentável.

Conforme o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, a participação contribui para a qualificação dos profissionais e para o fortalecimento da cadeia produtiva. “Esses eventos possibilitam a discussão de questões estratégicas para o desenvolvimento e a modernização da cadeia leiteira, aproximando os diversos segmentos do setor na busca por alternativas e caminhos em comum”, destacou.

Os ingressos estão disponíveis em lotes limitados e podem ser adquiridos com desconto exclusivo de 10% para associados do Sindilat/RS, CLICANDO AQUI.


Jogo Rápido

Ocergs e ONU estabelecem parceria
O Sistema Ocergs e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) assinaram, ontem, um protocolo de intenções para o financiamento de projetos no Rio Grande do Sul voltados a áreas como descarbonização, energias renováveis, desenvolvimento e agricultura sustentáveis e biofertilizantes. A Ocergs buscava parcerias internacionais para ações nessas áreas desde a enchente de 2024. O ato,na sede da Ocergs, em Porto Alegre, teve a presença do diretor-geral da Unido, Gunther Beger, do presidente da entidade, Darci Hartmann, e do superintendente da Ocergs, Mario de Conto. “Temos uma expertise muito grande, então vemos este projeto como algo promissor para o futuro”, comentou Hartmann. A intenção é que projetos possam ser inscritos para a eventual busca de financiamentos com recursos compatíveis. “O próprio pessoal da Unido ficou muito surpreso e entusiasmado em entender este modelo do Rio Grande do Sul, porque, para eles, faz muito mais sentido trabalhar com cooperativas e federações, às quais eles conseguem ver o valor na ponta do produtor. Discutimos com a Rede Técnica Cooperativa, e vimos grandes oportunidades de troca de ideias”, salientou de Conto. A Unido, que atua no Brasil como um braço da ONU, tem interesse em projetos que contribuam para a adaptação às mudanças climáticas. “Há muito a ser feito. Estou feliz por termos o Sistema Ocergs como parceiro”, destacou Beger. (Correio do Povo)


Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 18 de julho de 2025                                                           Ano 19 - N° 4.439


Governo lança 48ª Expointer destacando o legado dos gaúchos para a construção do futuro do Rio Grande do Sul

Feira ocorrerá de 30 de agosto a 7 de setembro, em Esteio, e tem o slogan “Nosso futuro tem raízes fortes”

A 48ª Expointer, considerada a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, foi oficialmente lançada na quinta-feira (17/7). O evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, de secretários estaduais, representantes de entidades copromotoras e autoridades. A cerimônia de lançamento ocorreu na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre.

A feira acontece de 30 de agosto a 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (PEEAB), em Esteio, e este ano tem como slogan: “Nosso futuro tem raízes fortes”. Trazendo o conceito de legado – algo de valor que é transmitido, uma missão que é confiada – a campanha traz um olhar para o futuro honrando a história dos gaúchos.

“A Expointer é muito mais do que uma feira de negócios, ela é um encontro da alma do Rio Grande com o seu futuro. É onde nos reconectamos com as nossas raízes mais profundas, com a força do nosso campo, com os valores que construíram este Estado. Mas não é um olhar nostálgico: é a inspiração no passado para mover o Rio Grande em direção a um futuro melhor. Porque o nosso futuro tem raízes fortes, e é nelas que buscamos a energia para transformar o presente com coragem, inovação e trabalho”, afirmou Leite.

Espaço estratégico
O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, destacou o clima de entusiasmo que marcou a cerimônia de lançamento da 48ª Expointer. “A atmosfera festiva prenuncia o sucesso que esta edição promete alcançar”, afirmou. Brum também ressaltou que a feira será um espaço estratégico para avançar nas discussões sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais.

"A Expointer também cumpre um papel essencial de ser espaço de escuta, de diálogo e de construção de soluções para os nossos produtores rurais. Aqui se debatem políticas públicas, se compartilham experiências e se articulam avanços importantes como os que conseguimos este ano: o apoio do Estado, por exemplo, com R$ 150 milhões para permitir a prorrogação de créditos via Banrisul, e a mobilização junto ao Congresso para garantir a securitização das dívidas do setor. Estar ao lado do produtor, especialmente nos momentos difíceis, é a responsabilidade que o governo do Estado assume com firmeza e sensibilidade”, acrescentou o governador.

Vitrine para o campo
O secretário lembrou que a feira reunirá o melhor da agropecuária nacional, com destaque para a genética animal, máquinas, equipamentos e a presença marcante do gado de corte, leiteiro e dos cavalos de raça. Além disso, a infraestrutura de acesso ao evento foi aprimorada. A conclusão do viaduto na BR-116 e o funcionamento normal do Trensurb devem facilitar a chegada ao parque de exposições, garantindo mais conforto aos visitantes. “Com grande entusiasmo, convidamos a todos para participarem da 48ª edição da Expointer, que ocorrerá de 30 de agosto a 7 de setembro”, completou o secretário.

Novidades deste ano
Pensando na experiência do público visitante, estará em funcionamento durante a feira o Expointer 360⁰, um mapa interativo com a utilização da GurIA, assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) generativa, lançada recentemente pelo governo do Estado. O usuário poderá navegar pelo Parque, com o auxílio da GurIA e sua geolocalização do celular, e saber como chegar em algum ponto determinado, qual a programação prevista para aquele espaço – quando houver –, além de pesquisar algum local que gostaria de ir e ver sua localização. O trabalho está em fase final de desenvolvimento com a Procergs.
Também está confirmado o espetáculo Ópera Gaúcha, na Pista Central do Parque, no dia 30 de agosto, além da segunda edição do Festival Sou do Sul, um evento realizado e produzido pela S3 Produtora, com apoio da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e do governo do Estado. O Sou do Sul ocorrerá no primeiro final de semana da feira, na pista coberta da ABCCC no Parque, e em breve a produtora responsável irá fazer a divulgação das atrações.

Além do lançamento da feira em Porto Alegre, está sendo organizada a divulgação da Expointer também em São Paulo e Brasília no início de agosto.

Agricultura Familiar
O Pavilhão da Agricultura Familiar terá o maior número de participantes da história. Serão 456 empreendimentos, superando os 413 do ano passado, o que evidencia o crescimento e a relevância da participação dos agricultores familiares na feira. Os empreendimentos inscritos representam 196 municípios gaúchos, reforçando a presença da agricultura familiar em diferentes regiões do Estado.

Ingressos para a Expointer
Os ingressos para acesso à Expointer custam: R$ 20 para pedestres; com meia-entrada (R$ 10) para pessoas acima de 60 anos, estudantes munidos de carteira oficial e pessoas com deficiência. Crianças de até seis anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, não pagam. O estacionamento para veículos custa R$ 50 (não inclui a entrada do motorista nem dos demais passageiros). Em todos os dias do evento, a entrada de visitantes na feira é das 8h às 20h. Em breve mais informações sobre a venda antecipada de ingressos.

Copromotores
A Expointer é uma realização do governo do Estado, por meio da Seapi, com o apoio das entidades copromotoras: Prefeitura de Esteio, Federação da Agricultura do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Organização das Cooperativas do Estado do RS (Ocergs), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Durante o lançamento, foram exibidos diversos depoimentos de representantes das entidades, que destacaram a importância econômica e social da Expointer para o desenvolvimento do Estado.

“A Expointer é um espaço que une tradição, tecnologia e muita força do campo. Mais do que uma feira, a Expointer é um símbolo de cultura, trabalho e desenvolvimento. É o campo pulsando e é a cidade aprendendo com o interior e também o futuro sendo semeado a cada nova edição. E nós, da cidade de Esteio, temos orgulho em fazer parte dessa história”, enfatiza o prefeito de Esteio, Felipe Costella.

O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, exaltou a chegada da 48ª Expointer, destacando que as edições anteriores deixaram marcas significativas. “Já tivemos tantas Expointer, e cada uma deixou seu legado. Esta edição ocorre em meio a uma crise de endividamento dos nossos produtores, que exige coragem para o enfrentamento. Aliás, coragem é uma das marcas do povo gaúcho, e isso fica evidente diante das dificuldades que o Estado tem enfrentado, especialmente em razão do cataclismo climático. Vamos, portanto, realizar mais uma edição maravilhosa — e todos já estão convidados a participar.”

Expointer reflete as transformações no campo
Para o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, a Expointer é o momento de reforçar o compromisso e buscar soluções que garantam a sustentabilidade da agricultura e da pecuária no Estado. “O meio ambiente está mudando, e nós precisamos nos adaptar. É por meio do diálogo, da discussão e da construção conjunta que vamos encontrar as soluções. E, nesse processo, a Expointer terá um papel fundamental”, refletiu.

“Nossa Expointer tem data e local definidos e se consolidou como um dos maiores patrimônios do Rio Grande do Sul. Ali está representada a diversidade da produção gaúcha, do produtor de abelhas ao de búfalos. É também um espaço onde podemos ver a pujança da nossa genética e a inovação do agronegócio, sem dúvida. Além disso, é um momento em que o consumidor pode conhecer quem produz os alimentos que consome, e o produtor, por sua vez, pode debater suas necessidades. Portanto, esperamos todos para celebrarmos juntos mais uma edição desse grande encontro do campo com a sociedade, de 30 de agosto a 7 de setembro”, salientou o presidente da Febrac, Marcos Tang.

Inovação e tradição lado a lado 
O presidente da Ocergs, Darci Hartmann, destacou a importância da Expointer na vida dos gaúchos e das gaúchas. “É uma feira que transcende as fronteiras do nosso Estado, com dimensão nacional, e que oferece ao cooperativismo a oportunidade de abordar temas fundamentais, como formação, educação e a construção de uma nova realidade”, afirmou
O presidente do Simers, Cláudio Bier, destacou que o setor representa mais de 90% das vendas da Expointer. “É com esse peso e responsabilidade que estamos nos preparando para a edição de 2025. O agro é a base da economia gaúcha e, mesmo diante de tantas dificuldades — como enchentes, secas e agora o tarifaço —, o produtor segue firme e inspira a todos. A Expointer é muito mais do que uma feira: é uma vitrine de inovação, um termômetro do mercado e uma grande oportunidade de negócios”, afirmou.

“Chegamos à 48ª edição da maior feira de animais da América do Sul, e a ABCCC orgulha-se profundamente de fazer parte dessa história. É nela que realizamos nossas duas grandes finais da raça crioula: a Morfológica e o Freio de Ouro”, ressaltou o presidente da ABCCC, César Hax. (SEAPI)


Embrapa irá desenvolver inventários regionais de ciclo de vida para pecuária de Leite

A Embrapa Gado de Leite e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) assinaram um acordo de cooperação técnica para a construção de 11 inventários de Análise de Ciclo de Vida (ACV) de leite bovino in natura nas bacias leiteiras mais representativas do país. O documento foi assinado este mês durante o III Workshop Pecuária de leite regenerativa: Integrando a ciência ao campo, um dos eventos da Jornada pelo Clima da Embrapa (leia mais sobre a Jornada pelo Clima no final desta reportagem).

Segundo o pesquisador Tomich, da Embrapa Thierry, a construção desses inventários irá dar maior assertividade à estimativa de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) pela produção de leite no Brasil. Atualmente, os inventários disponíveis para o setor, lançados em 2023 (parceria da Embrapa Gado de Leite com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná) aborda dois sistemas semi confinados e um sistema confinado de produção em apenas duas regiões produtoras. “Isso dificulta o direcionamento das ações de mitigação, além de divulgar informações que, em alguns casos, podem penalizar o produtor de leite que se preocupa com a sustentabilidade do seu negócio”, diz Tomich.

A analista Vanessa Romário de Paula, da Embrapa Gado de Leite, que participou da equipe de construção dos primeiros Inventário do Ciclo de Vida (ICV) da pecuária de leite brasileira, diz que atualmente as emissões da atividade nos estados são baseadas em estudos que quantificam as emissões associadas ao rebanho total do país. “São dados médios que não consideram as especificidades dos sistemas de produção, a estrutura dos rebanhos, as raças dos bovinos, a genética e a composição da dieta nas diferentes regiões”, explica a analista.

A parceria com o IBICT irá considerar informações específicas em 11 estados (MG, PR, RS, GO, SC, SP, PE, AL, RO, RJ, MS) como primeira etapa, com perspectiva de avançar para dados de todos os estados brasileiros. Segundo explicou a analista, a coleta dos dados será feita in loco com apoio dos laticínios que atuam nos estados. A modelagem dos dados e a construção dos inventários será realizada pela Embrapa Gado de Leite. O checklist de qualidade e a validação dos inventários será realizada pelo IBICT.

“A disponibilização dos ICVs do leite brasileiro atende a uma demanda importante da pesquisa científica brasileira e irá nortear estratégias de políticas públicas para o setor”, conclui Tomich. Os primeiros inventários já estão sendo construídos e, quando concluídos, servirão de referência quanto às intensidades e emissões de gases de efeito estufa em relação à unidade de leite produzido em cada local e tipo de sistema de produção. Além disso, possibilitarão a identificação da contribuição relativa dos itens que compõem as pegadas de carbono do leite que vão embasar e priorizar as estratégias mais assertivas para redução da intensidade dessas emissões.

Inventário de impacto ambiental
A pecuária de leite no Brasil é uma atividade econômica de grande relevância; mas, assim como as demais atividades produtivas, também gera impactos ambientais. Para quantificar e compreender esses impactos, são realizados inventários que buscam analisar o ciclo de vida completo da produção leiteira, desde a fazenda até o produto final.

Para a ACV do produto, metodologia aplicada para cálculo de pegada de carbono, por exemplo é necessário a construção do ICV, técnica abrangente e padronizada internacionalmente pelas normas ISO 14040 e ISO 14044. O ICV identifica e quantifica todas as entradas (recursos naturais, energia, água, matérias-primas, etc.) e saídas (emissões para o ar, água e solo, resíduos sólidos, coprodutos etc.) de cada etapa do ciclo de vida do produto. A ACV é a metodologia de referência para avaliação de impacto ambiental no setor de laticínios no mundo todo e deve ser usada prioritariamente nos projetos que têm esse escopo. A ferramenta também é importante para verificar a acurácia das inúmeras ferramentas que têm sido empregadas no setor para avaliações das emissões de gases de efeito estufa.

A metodologia identifica e quantifica os impactos ambientais dos produtos e processos; compara o desempenho ambiental de diferentes produtos ou alternativas; podendo ser empregada para desenvolver e melhorar produtos e serviços, tornando-os mais sustentáveis; subsidia decisões estratégicas em empresas e políticas públicas; comunica a sustentabilidade de forma transparente e identifica oportunidades de otimização e redução de resíduos. No caso da pecuária de leite, a ACV permite entender de onde vêm as maiores emissões de GEE, onde há maior consumo de água e quais etapas da cadeia produtiva podem ser aprimoradas para uma produção mais sustentável.

Jornada pelo Clima
O III Workshop Pecuária de leite regenerativa: Integrando a ciência ao campo, realizado nos dias primeiro e dois de julho, reuniu pesquisadores e demais agentes privados e públicos da cadeia de laticínios que abordaram temas como redução da pegada de carbono na pecuária, eficiência alimentar, melhoramento genético, bem-estar animal, cria e recria de bezerros, compostagem e manejo de dejetos. O evento também tratou de ACV, mercado e carbono e políticas governamentais para o agro. O workshop fez parte da Jornada pelo Clima, iniciativa da Embrapa para discutir desafios e soluções para uma agropecuária de baixo carbono.

Também no workshop foi apresentado o documento de “Orientações para coleta de dados para cálculo de pegada de carbono” que é uma demanda do setor e apoiará o trabalho no campo. Essa etapa é um dos gargalos para obtenção de dados de qualidade, pela falta de conhecimento por parte dos técnicos e organização das informações na propriedade leiteira. Para ter acesso a esse documento, clique aqui

Ação da Embrapa para posicionar a ciência e a inovação agrícola brasileira como pilares fundamentais na resposta global às mudanças climáticas, a Jornada pelo Clima mostra que é possível produzir alimentos de forma sustentável e com baixo impacto ambiental. O objetivo principal de ampliar o conhecimento e o debate sobre o papel da agricultura no enfrentamento das mudanças climáticas, tanto na mitigação (redução de GEE) quanto na adaptação (aumento da resiliência dos sistemas produtivos).

Essa jornada foi lançada neste ano e está relacionada aos preparativos da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém/PA em novembro de 2025. A ideia é mostrar que a agricultura brasileira, impulsionada pela ciência, não é apenas parte do problema, mas também uma parte crucial da solução. (Embrapa Gado de Leite)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1876 de 17 de julho de 2025

BOVINOCULTURA DE LEITE

A produção de leite mostrou sinais de recuperação em várias regiões, especialmente onde as pastagens de inverno foram bem implantadas, e as parições planejadas para o período. Principalmente nos primeiros pastejos, ainda são necessários ajustes na dieta em função da baixa taxa de fibra das plantas. O estado corporal e sanitário dos rebanhos está satisfatório. O uso de suplementação alimentar tem sido frequente para compensar a limitação de forragem em algumas áreas.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção de leite teve incremento, sendo mais significativo nas propriedades que planejaram as parições para o inverno. Nesses casos, os produtores estão fornecendo maiores quantidades de ração e de forragem para as matrizes em terço inicial de lactação. O estado corporal dos animais está apropriado, e o manejo sanitário foi favorecido pela ausência de chuvas. Em Hulha Negra, para suplementar a alimentação das matrizes, foi ofertado trevo e azevém diretamente no cocho, reduzindo assim o consumo de silagem e a pressão de pastejo nessas áreas. 

Na de Caxias do Sul, as condições climáticas contribuíram para o bem-estar do rebanho, que apresenta estado sanitário adequado. Os parâmetros de qualidade, como a contagem de células (CCS) e a contagem padrão em placas (CPP), permaneceram ideais. Os animais mantiveram o peso e o escore corporal em virtude do uso de suplementação proteica. 

Na de Erechim, os rebanhos leiteiros estão em bom estado nutricional e sanitário, e houve melhora na produção. O conforto térmico dos animais está dentro dos parâmetros. Foram realizados manejos, como suplementação alimentar, vacinação (clostridioses, brucelose, raiva) e organização dos piquetes para otimizar o pastejo. 

Na de Frederico Westphalen, a produção apresentou leve queda devido às dificuldades de manejo impostas pelos períodos anteriores de chuvas e pela limitada oferta de forragem. Na de Ijuí, a produção está aumentando. Houve redução do volume de silagem fornecido aos animais, garantindo a manutenção dos estoques. Nos sistemas de confinamento, a redução da umidade contribuiu para a melhoria das condições do substrato das camas dos animais, favorecendo o bem-estar e diminuindo a incidência de doenças. 

Na de Passo Fundo, o rebanho apresenta estado nutricional e sanitário adequados. Em função do ajuste na dieta (pastagem de aveia, silagem, sal mineral e tamponantes), a produção ficou estável. Devido às baixas temperaturas, as populações de ectoparasitas no campo estão diminuindo. 

Na de Porto Alegre, os animais foram alimentados com concentrados e reservas de volumosos em decorrência das dificuldades de pastejo. Na de Soledade, apesar da melhor oferta de forragem, foi necessária suplementação com volumosos concentrados, como silagem, pré-secado e feno. 

Na de Pelotas, as baixas temperaturas interferiram no bem-estar animal, diminuindo o escore corporal. Observou-se aumento na produção de leite nas propriedades com oferta de pastagem. Há relatos de ocorrência de tristeza parasitária. 

Na de Santa Maria, o frio intenso prejudicou o conforto e o bem-estar dos animais, diminuindo inclusive a produção. Foi fornecida suplementação alimentar. Na de Santa Rosa, as condições climáticas facilitaram os manejos sanitários e de ordenha. Houve leve aumento na produção de leite em função da qualidade das pastagens. Ainda assim, foi necessário complementar a dieta com feno, silagem ou pré-secado, pois os primeiros pastejos estão muito úmidos e pobres em fibras, exigindo balanceamento para manter a saúde dos animais. (Emater/RS)


Jogo Rápido
Frio e geada retornam ao Rio Grande do Sul nos próximos dias
Nos próximos dias, o frio com formação de geadas vai retornar ao Rio Grande do Sul. É o que aponta o  Boletim Integrado Agrometeorológico 29/2025, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. Na sexta-feira (18/7), o deslocamento de uma frente fria vai manter a nebulosidade com pancadas de chuva na maioria das regiões e possibilidade de chuva forte em áreas isoladas, principalmente na faia Central, Litoral e Zona Sul. No sábado (19/7) e domingo (20/7), o ingresso de uma massa de ar seco e frio vai garantir o tempo firme e provocará o declínio das temperaturas, com mínimas inferiores a 5°C e formação de geadas ao amanhecer em diversas regiões. Entre a segunda (21/7) e quarta-feira (23/7), o tempo permanecerá seco, com temperaturas amenas e formação de nevoeiros ao amanhecer na maioria das regiões. Os totais de chuva esperados para o período são baixos e deverão oscilar entre 5 e 10 mm na maioria das regiões. Na faixa Central, Serra do Sudeste e Extremo Sul, os valores acumulados deverão variar entre 20 e 30 mm, e poderão alcançar 50 mm em algumas localidades. O boletim também aborda a situação de diversas culturas e criações de animais pelo Estado. Veja em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia (SEAPI)