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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 22 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.373


Irrigação transforma cenário e produtividade em propriedade do Noroeste gaúcho

Emblemática, a imagem que mostra o limite entre a área irrigada e não irrigada na propriedade de Ademir e Rozane Chartanovicz, na linha Primeiro de Março, em Campina das Missões, aponta para a importância da irrigação adequada em períodos de escassez de chuva, como o que perdurou no Noroeste gaúcho nos últimos meses. A atividade leiteira é uma das mais impactadas pela presença da irrigação. Nos últimos anos, a Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), elaborou mais de 1.700 projetos de irrigação e 2.200 de reservação de água em açudes na região de Santa Rosa, sendo que aproximadamente 75% destes são voltados a áreas de pastagens.

A família Chartanovicz reconhece a importância da produção de leite a pasto. Acreditamos que é importante produzir leite a pasto e investir em oferta de pastagem de boa qualidade, porque é uma forma de aumentar a produção e reduzir custos, oferecendo uma produção com melhor qualidade para os consumidores. Além disso, o animal que é bem alimentado apresenta menos problemas no desempenho leiteiro e na sanidade”, salienta Rozane.

As áreas irrigadas são principalmente de grama Tifton e, parte, de aveia de verão. Aliado à irrigação, é importante atentar-se aos cuidados com a reservação de água. O produtor conseguiu manter a produção de leite durante o período de estiagem, pois tinha reserva de água para irrigar a área. Nos locais perto de divisa, onde não chega água, o pasto plantado não desenvolveu e ficou esperando uma chuva. A diferença é bem visível, observa o extensionista da Emater/RS-Ascar, Antônio Jung.

Entre a área irrigada e não irrigada estabeleceu-se um limite entre, de um lado, plantas com bom volume e aspecto de geral e, de outro, um cenário com o desenvolvimento da pastagem com porte bem abaixo e baixo grau de palatabilidade. As áreas que não possuem irrigação dependem de fatores climáticos para se desenvolverem. Já nas áreas que são irrigadas, o retorno é rápido, garantindo a produção de qualidade e o desenvolvimento da plantação. Os períodos em que mais se apresentam essas diferenças são no verão e em épocas de estiagem, em que o clima quente e a falta de chuvas podem reduzir o desenvolvimento das pastagens, explica Ademir.

Desafiado pela Emater/RS-Ascar, o casal foi um dos primeiros do município a decidir implantar um sistema de irrigação na pastagem de sua propriedade, em 1994. O sistema de irrigação por aspersão convencional, com projeto técnico elaborado pela Instituição, abrange uma área de 3, 2 hectares.

Para garantir uma boa produtividade dos pastos, é importante também a adoção de práticas aliadas à irrigação. “Um bom pasto e com alta produção é obtido com adubação adequada, de preferência orgânica, como por exemplo dejetos suínos. A adoção de plantio de culturas perenes facilita o manejo da irrigação, e com garantia de umidade no solo podemos adubar e tirar o máximo da área, observa Jung. (Emater/RS)


Alterações na norma que trata da rotulagem de produto de origem animal

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento publicou, no Diário Oficial da União a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 altera e retifica o anexo da Instrução Normativa MAPA nº 22, de 24 de novembro de 2005. Esta norma trata-se da rotulagem de produtos de origem animal. 

Os estabelecimentos produtores de produtos de origem animal têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a partir da vigência desta Instrução Normativa, para ajustar a rotulagem de seus produtos e atualizar os respectivos registros no sistema informatizado. 

Os itens que sofreram alteração foram:
5. INFORMAÇÕES OBRIGATÓRIAS
6. APRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA
9. CASOS PARTICULARES

Para conferir as alterações que passam a valer a partir do dia 4 de janeiro de 2021, clique aqui. (DOU adaptado Sindilat/RS)

Leite/América do Sul

Nas duas últimas semanas, as temperaturas de verão e as condições climáticas seca estão prevalecendo na Argentina e no Uruguai, limitando a umidade para o desenvolvimento das plantações de milho e soja. No entanto, o tempo seco está acelerando a colheita dos grãos de inverno. 

Enquanto isso, chuvas moderadas estão mantendo as condições favoráveis para a soja e milho da primeira safra nas principais regiões produtoras do centro e sul do Brasil. Em geral, o volume e a qualidade das forragens estão sendo descritos como regulares ou bons nas principais bacias leiteiras do continente.

A produção de leite na fazenda está caindo sazonalmente, principalmente devido ao aumento do estresse térmico das vacas, causado pelas altas temperaturas do verão. Além do Brasil, a oferta de leite tem sido suficiente para cobrir a maioria das necessidades de processamento de leite fluido, incluindo o leite UHT, em toda a região do Cone Sul. Com a maioria das escolas fechadas durante as férias de verão, as vendas de leite engarrafado/UHT estão caindo. O mercado de creme está firme em todo o continente, enquanto os sólidos do leite caem. Como resultado, a produção de produtos à base de creme, como manteiga, sorvete e leite condensado está sendo menor em diversas fábricas.

Os pedidos de final de ano já foram entregues aos varejistas. O setor de alimentação continua lutando contra os efeitos dos bloqueios realizados em decorrência da pandemia do Covid-19. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

O Natal da Languiru 
Diante das dificuldades impostas pela pandemia, com medidas restritivas, o tradicional evento de fim de ano da cooperativa Languiru de Teutônia teve que se adaptar às possibilidades. Com transmissão ao vivo pelas suas redes sociais, mais de 12,3 mil pessoas foram alcançadas, registrando cinco mil visualizações e 1,3 mil curtidas, comentários e compartilhamentos em 1h20 m de transmissão. Em tempo: a Languiru deve registrar crescimento de 25% em 2020, um desempenho excepcional. (Jornal do Comércio)


 

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Porto Alegre, 21 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.372


Guerra despede-se da presidência do Sindilat

“Não existe indústria sem produtor, nem produtor sem indústria”. Repetindo a frase que usou diversas vezes ao longo de seus seis anos à frente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o presidente Alexandre Guerra despediu-se em reunião de associados realizada na tarde desta quinta-feira (17/12). Em encontro virtual, Guerra agradeceu a associados, colaboradores e autoridades que estiveram ao seu lado no período. E fez uma reverência especial a sua família e à diretoria da Cooperativa Santa Clara que viabilizou e incentivou tal trajetória.  “Tivemos desafios muito grandes nesses seis anos e trabalhamos para buscar credibilidade. Quando cheguei disse claramente: o sindicato vai crescer pelo resultado de seu trabalho”, salientou, dizendo-se muito realizado pelos feitos alcançados. 

As duas gestões à frente Sindilat, continuou o executivo, foram regidas por respeito aos produtores e às indústrias e na defesa de princípios morais e éticos claros, seguindo o estatuto e os cronogramas da entidade. “A Intenção foi a melhor possível”, finalizou o executivo que presidiu concomitantemente ao Sindilat colegiados como o Conseleite e a Aliança Láctea Sul-Brasileira. 

Entre suas conquistas, está a construção coletiva da Lei do Leite, a realização de Fóruns Itinerantes pelo Rio Grande do Sul e o PUB do Queijo. Guerra também trabalhou por projetos de erradicação de tuberculose e brucelose do rebanho leiteiro do Rio Grande do Sul e teve atuação destacada na área política e tributária em âmbito estadual e nacional.

Oficialmente, Alexandre Guerra segue no cargo até 31 de dezembro, quando assume a presidência do Sindilat o então vice-presidente e diretor da Lactalis do Brasil, Guilherme Portella.  Guerra assumirá a vice-presidência. Em agradecimento, Portella reformou a dedicação e empenho de Alexandre Guerra pelo setor lácteo gaúcho. “É um marco de dedicação e de entendimento e que merece ser valorizado. Deixa um grande legado”, enalteceu Portella. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Conseleite – Santa Catarina 

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 18 de Dezembro de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Novembro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Dezembro de 2020. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)

Leite: sem aprovação das alíquotas, 'será o caos em 2021'

Depois de aterrissar em São Paulo para bater o martelo do primeiro leilão de concessão de rodovias em 23 anos, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), voltou para casa com uma única coisa na cabeça: aprovar ou aprovar o projeto que mantém, em boa parte, as atuais alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e, por tabela, o nível de arrecadação. A votação deve ocorrer terça-feira.

O governador reuniu argumentos em favor da reforma no tributo e atentou para a redução da carga às empresas. Sem a renovação, Leite aponta danos gerais à prestação de serviços públicos, respingando, segundo ele, na atração de investimentos para as futuras rodadas de concessões e privatizações.

Com voz tranquila, mas esboçando cansaço, no desfecho de um ano com estiagem, pandemia e embate no Legislativo, o tucano falou sobre seu papel nas eleições de 2022 e respondeu instantaneamente sobre o presente que quer de Natal: "O mais rápido possível a vacina, e a reforma. O governador tem direito a dois presentes?".

Clique aqui para ler na íntegra a entrevista do Governador Eduardo Leite ao Jornal do Comércio. 


Jogo Rápido

Eleições do Fundesa reconduzem presidente Rogério Kerber
Em assembleia geral ordinária, com a presença de 100% dos representantes, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul reconduziu na manhã desta sexta-feira (18) o atual presidente Rogério Kerber ao cargo. Como vice permanece Gedeão Pereira, da Farsul. Kerber assumirá para o nono mandato consecutivo em 1° de fevereiro de 2021. Ele tem graduação em Administração de Empresas e Direito e está vinculado ao setor agroindustrial de produtos suínos desde 1965. Atualmente, presta consultoria ao Sips, Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos, atuando como diretor executivo. É conselheiro do Conselho de Agronegócio da Fiergs e do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal. É presidente do Fundesa desde sua criação, em 2005. Também foram definidos os integrantes do Conselho Fiscal, três titulares e três suplentes. Os cargos são escolhidos entre os representantes das entidades que compõem o fundo. No biênio 2021/2022 serão conselheiros fiscais titulares Ladislau Boes (Sicadergs), Carlos Joel da Silva (Fetag-RS), Valdecir Folador (ACSurs) e como suplentes ficam José Eduardo dos Santos (Asgav), Guilherme Portella (Sindilat) e Paulo Pires (FecoAgro). Os conselheiros aclamaram a permanência da atual presidência, com referências à austeridade e dedicação com as quais Kerber vem conduzindo a gestão dos recursos na defesa da sanidade dos rebanhos gaúchos. Para ele, os desafios são grandes mas “hoje o sistema de defesa vem tendo parceria e convênios que nos permitem dizer que o Fundesa tem sido um agente transformador do processo de defesa sanitária animal no estado”. O vice-presidente, Gedeão Pereira, apontou a necessidade de fazer um novo planejamento estratégico, à semelhança do que foi feito para a criação do fundo, para indicar o caminho a ser percorrido pelo Fundesa nos próximos anos. O encontro para essas definições deverá ocorrer nos primeiros meses de 2021. (Assessoria de imprensa do Fundesa)


 

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Porto Alegre, 18 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.371


ICMS: governo pagará para ver na última sessão do ano

Como esperado, nem mesmo as flexibilizações do Executivo em relação projeto que, entre outros pontos, mantém a majoração das alíquotas do ICMS por mais três anos, foi suficiente para garantir os votos necessários na Assembleia. Uma sessão extraordinária foi marcada para a próxima terça-feira, às 9h. Até lá, o governo continuará as articulações em busca de apoio, que está escasso. Desde o anúncio das modificações no texto, ocorreram duas sessões plenárias, na quarta e hoje. Em ambas o quórum foi retirado para evitar o início da análise da proposta e a consequente derrota.

Na desta quinta-feria, no entanto, o líder do governo, Frederico Antunes (PP), deixou iniciarem as discussões sobre o projeto. Com isto, ele será o primeiro da pauta e nada mais será votado até a aprovação ou a rejeição. O governo pagará para ver, independentemente dos resultado, já que será o último dia de trabalhos legislativos. No dia seguinte, 23, a Assembleia entra em recesso.

As duas últimas manifestações em favor do texto foram protagonizadas pelo Fiergs, que sugeriu novas adequações, mas defendeu a posição do Executivo “que busca com a aprovação não comprometer os serviços prestados à população” e da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública. Em nota, a entidade sustentou que diante da profunda crise econômica e sanitária que o país atravessa, a rejeição da proposta agravará o cenário. “Apelamos à responsabilidade dos parlamentares gaúchos para que aprovem o referido projeto de lei”, diz trecho do texto.

Sindicatos de servidores, preocupados com o impacto da reprovação do texto nos salários, que foram pagos em dia em novembro, após quase cinco anos de atrasos e parcelamentos, também entrarão em campo nas articulações. “Não podemos ser açodados. Deputados também são demandadores e lutam por investimentos para suas regiões e o Estado. Eles terão de votar algo para preservar serviços essenciais. Precisamos enxergar a realidade do futuro”, disse Frederico Antunes à coluna. (Correio do Povo)


Recursos para atenuar efeitos da estiagem no RS desidrataram

Tal qual a estiagem que voltou a desidratar a produção do Rio Grande do Sul, o pacote de R$ 55,1 milhões anunciado para medidas de enfrentamento ao problema minguou. A maior fatia, R$ 29,1 milhões obtidos via bancada parlamentar gaúcha, sucumbiu ao contingenciamento de recursos federais. Não mais será aplicada na instalação e poços artesianos em 211 municípios que tiveram situação de emergência homologada no verão passado.

Sobra pouco menos da metade do total sinalizado em julho, a partir da soma de verbas de diferentes origens. São R$ 26 milhões: R$ 10 milhões da Assembleia Legislativa, igual quantia do Estado e R$ 6 milhões via Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Desse montante apenas R$ 6,5 milhões estão sendo aplicados na construção de 1.020 açudes, 260 deles já concluídos. Essa operação está a cargo da Secretaria Estadual da Agricultura. A pasta ficará responsável ainda por 85 poços a serem construídos com o dinheiro empenhado pelo MDR, que depende de licitação.

O convênio com a Caxa Econômica Federal foi assinado no mês passado. O titular da Agricultura, Covatti Filho, explica que a instituição pediu a realização de adequação no projeto, a ser concluída ate o final da semana. Feito isso, será devolvida ao banco, que dá o aval final para a licitação.

A liberação de recursos para a construção de outros 105 poços é conduzida pela Secretaria Estadual de Obras. Hoje, termina o prazo para que os municípios encaminhem a documentação - como o valor a ser liberado, R$ 70 mil, dispensa licitação, o acesso depende apenas dessa entrega. Até ontem, ainda faltavam 32 cidades. Só serão atendidos os pedidos que tiverem o material remetido até o prazo final.

O secretário José Luiz Stédile diz que foi feito contato com todas as prefeituras aptas ao benefício. As razões apontadas, explica, vão desde a falta de interesse até a inviabilidade técnica de execução da obra.

Outros 65 municípios foram selecionados para receber R$ 100 mil, cada, para o pagamento de horas-máquinas - usualmente destinados ao conserto de estradas e recuperação de valões, entre outros. Nove cidades ainda não enviaram a documentação.

Dispensada de cumprir qualquer rito, a estiagem voltou a trazer prejuízos ao Estado. (Zero Hora)

 

 

Estado terá tempo chuvoso e quente nos próximos sete dias

Nos próximos sete dias, o tempo chuvoso e quente deverá predominar no Estado, com chuvas mais expressivas na região Norte. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 22/2020, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e Irga. Na sexta-feira (18), poderão ocorrer pancadas de chuva, típicas de verão, principalmente no período da tarde na metade Norte do Rio Grande do Sul, e as temperaturas máximas devem oscilar entre 36° e 38°C na Campanha e nas Missões. No sábado (19), a presença de um cavado (área de baixa pressão alongada) e a formação de uma frente fria provocarão pancadas de chuva no decorrer do dia em todas as regiões. 

Os maiores acumulados deverão ocorrer no Oeste e Norte. No domingo (20), ainda há possibilidade de ocorrência de pancadas de chuvas no Alto Uruguai, no Planalto Médio, nos Campos de Cima da Serra e na Serra do Nordeste, principalmente no período da tarde. Entre segunda-feira (21) e terça-feira (22), a presença do ar seco garantirá o tempo firme, com temperaturas amenas no período noturno e elevadas durante o dia, próximas dos 30°C no Oeste do Estado. 

Na quarta-feira (23), as chuvas retornam na faixa Leste e nas regiões de divisa com Santa Catarina, principalmente à tarde. Os totais de chuva mais significativos deverão oscilar entre 60 e 80 mm nas Missões, no Planalto e nos Campos de Cima da Serra; no Alto Uruguai poderão superar 90 mm. Os totais mais baixos devem oscilar entre 5 e 35 mm na região Sul do Estado. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho e feijão primeira safra. O documento completo pode ser consultado clicando aqui.


Jogo Rápido

 Plantio da safra avança no Estado
Mesmo persistindo a preocupação com prognóstico de novo período de tempo seco no Estado, a umidade trazida pelas precipitações da última semana permitiu avanço do plantio e desenvolvimento das lavouras. Conforme levantamento da Emater, a semeadura da soja alcançou 88% da área total estimada, ainda levemente abaixo do percentual médio para esse período (93%), mas oito pontos percentuais à frente da semana anterior. A maior parte do que foi cultivado, 98%, está na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, com 2% já em floração. A janela de plantio do grão segue até o final deste mês. As condições também favoreceram o plantio do milho, que chegou a 89% da área prevista. Do que foi semeado, 35% está na fase de enchimento de grão, em que a chuva é essencial, não podendo faltar. (Zero Hora)


 

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Porto Alegre, 17 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.370


Valor de referência do leite é de R$ 1,5658 no RS

O valor de referência projetado para o leite no Ri­­­o Grande do Sul em dezembro é de R$ 1,5658, alta de 2,74% em relação ao consolidado de novembro (R$ 1,5240). Dados divulgados nesta quinta-feira (17/12) pelo Conseleite indicam que a elevação real no ano (considerando a inflação) é de 19,67%. O período foi caracterizado por altos custos dos grãos e demais insumos. Para 2021, o professor da UPF e responsável pelo estudo Marco Antonio Montoya projeta um ano de estabilidade puxada pela estimativa de recuperação da economia. Além disso, a previsão de volta às aulas e de retomada ao trabalho presencial no primeiro semestre de 2021 pode trazer um gás extra ao mercado.

Segundo Montoya, o cenário em 2020 foi totalmente atípico e reflete as mudanças nos hábitos de consumo ocasionadas pela pandemia, que puxou a valorização dos produtos lácteos e incentivou o consumo do queijo, item que oferece proteína de qualidade de forma prática e mais acessível. “A série deste ano é diferente da de todos os outros. Tivemos preços em alta praticamente o ano todo”, completou Montoya.

Apesar disso, o setor alerta para a baixa rentabilidade da atividade. O presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, informa que há produtores enxugando o rebanho leiteiro e partindo para outras atividades rurais. Alguns, completou o secretário do Conseleite, Tarcísio Minetto, estão inseminando vacas com sêmen de gado de corte para aproveitar os bons preços do boi. “Isso nos cria algumas dúvidas sobre o aumento de oferta de leite nos próximos meses”, ponderou Rizzo.

A indústria alertou que a estabilidade na produção de leite no campo depende da constância na oferta de grãos. Essencial neste momento é o setor se unir por políticas públicas de estímulo à irrigação que evitem as constantes perdas de safra, como ocorrido em 2020. “Um dos entraves é a obtenção de licenças para armazenamento de água que nos permitam avançar na irrigação das lavouras de grãos e áreas de pastagens”, completou Rizzo. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Leite tenta apoio na ALRS com ajustes e tom emotivo

Sem apoio para a aprovação do projeto que trata, entre outros pontos, da manutenção da majoração das alíquotas do ICMS e a iminente derrota na Assembleia Legislativa, o governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou, na manhã desta quarta-feira, aos deputados, uma quarta versão de proposta da sua chamada reforma tributária. Ao atender algumas sugestões de parlamentares, o governador também adotou uma estratégia que pode ser entendida como uma última cartada, focada em pressionar os parlamentares utilizando um tom emotivo e, por vezes, até fatalista.

Em diversas oportunidades, ao longo das duas horas de fala e entrevista, em que apresentou as mudanças e falou do contexto, Leite repetiu que "todos os gaúchos vão sofrer as consequências da não aprovação do projeto". Várias vezes também falou diretamente aos empresários, citando que eles “vão pagar mais impostos” se a proposta não for aprovada. Além disso, fez afagos, mesmo que não diretos, à bancada do MDB (a maior entre os aliados com oito deputados e que se posicionou contra o projeto) ao dizer que as reformas começaram no governo anterior, de José Ivo Sartori (MDB).

Ao justificar a necessidade da aprovação do projeto, que tenta evitar queda na arrecadação, estimada em R$ 2,8 bilhões, o governador ressaltou esperar ‘bom senso’ dos deputados e que os impactos poderão representar não contratações e até a volta do parcelamento dos salários. “Não é chantagem, é uma observação”, completou. O governo ainda negocia com os deputados a votação, que deverá ocorrer nesta quinta-feira.

Outra mudança ocorreu na narrativa. Ao reconhecer que houve um erro de comunicação na apresentação do projeto, mesmo sem indicar qual foi esse equívoco, Leite enfocou boa parte da apresentação às mudanças propostas no Simples Gaúcho. No texto original, a isenção ficaria apenas para a primeira faixa (com faturamento até R$ 180 mil), e, por sugestão de deputados, passará a envolver a segunda faixa também (com faturamento até R$ 360 mil).

Mas neste ponto deu ênfase às mudanças que o projeto traz e, assim, compensa as demais mudanças. Por exemplo, atualmente os empresários compram produtos com 18% de imposto, se dentro do Estado, e 12% mais 6% (Difal - Diferencial de Alíquotas ou imposto de fronteira) se for de fora. Sem a proposta, no próximo ano, os empresários vão pagar 17% ou 12% e mais 5% (Difal). Nesta conta, o governo propõe acabar com o Difal e reduzir o imposto para compras de dentro do Estado, deixando ambas em 12%. Ao complementar, novamente fez pressão aos parlamentares: “Quem é contra a proposta quer que os empresários paguem mais impostos”, disse. (Correio do Povo)

 

Conseleite/MG

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 16 de Dezembro de 2020, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Outubro/2020 a ser pago em Novembro/2020.

b) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Novembro/2020 a ser pago em Dezembro/2020.

c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Dezembro/2020 a ser pago em Janeiro/2021.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. (Conseleite/MG)


Jogo Rápido

 Milk Farm, UAICup e ProjetoQ são as vencedoras do Ideas for Milk 2020 
As startups Milk Farm, UAICup e ProjetoQ foram as campeãs da competição Ideas for Milk 2020, premiadas nesta quarta-feira (16/12), em live no YouTube. O desafio das startups ocorre anualmente e visa buscar soluções para o setor lácteo brasileiro. A disputa é realizada pela Embrapa Gado de Leite em parceria com Agripoint, Bovcontrol, Ciatécnica e Texto Comunicação. Segundo o chefe geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, existe um novo tipo de consumidor que deve ser levado em conta pelas indústrias e produtores. "Ele não quer mais consumir um produto só saudável, nutritivo e saboroso. Ele quer saber ponto a ponto da cadeia de valor desse produto", pontuou. Em primeiro lugar, a Milk FARM conquistou o prêmio com o ECO Teste, que tem foco no controle de resíduos de antibióticos. A tecnologia desenvolvida detecta oito diferentes grupos de antibióticos com alta sensibilidade e é controlado por aplicativo, com resultados em até duas horas e meia. "É um teste microbiológico, com uma sensibilidade altíssima. O diferencial do nosso teste é a rastreabilidade. Os dados ficam salvos em nuvem", afirmou o representante da Milk Farm, Bruno Machado Saturnino. Em segundo lugar, a UAICup, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se trata de uma caneca para análise da qualidade do leite. O dispositivo faz a contagem de células e ainda identifica a presença de resíduos de antibióticos. Segundo Gabriel Martins, da equipe da UAICup, a tecnologia da iniciativa já é bem conhecida no meio e é de fácil acesso. "Estamos aceitando possíveis investidores e opiniões de profissionais do campo, como o zootecnista, o agrônomo. Estamos buscando melhorar a experiência para eles. Projetamos a caneca para ser usada tanto pela indústria, quanto para o produtor", declarou. Já o ProjetoQ propõe um aplicativo que funcione como ponte entre produtores de queijo e órgãos de regulamentação, chamado QApp, visando fomentar o espírito empreendedor da cadeia produtiva e facilitando as etapas do processo de certificação. "A gente tem um mercado muito grande de produtores. São 170 mil e a maioria deles têm acesso à internet", esclareceu Ana Luiza Paiva, do time do ProjetoQ.  (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


 

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Porto Alegre, 16 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.369


“O Agro Brasileiro vai alimentar 2 bilhões de pessoas” diz Alceu Moreira em balanço de gestão como presidente da FPA

Presente ao evento, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão caracterizou o agronegócio nacional como “o gigante brasileiro”
O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) apresentou nesta terça-feira (15) balanço de gestão durante o biênio 2019/20 - período em que o congressista esteve presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Alceu citou conquistas do setor nestes dois anos e agradeceu aos demais parlamentares membros da bancada, em meio a reunião-almoço da FPA, que contou com a presença do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.
Durante os dois anos que esteve à frente da FPA, Alceu Moreira precisou enfrentar um período atípico, por conta da pandemia do novo Coronavírus. Momento em que a Frente Parlamentar da Agropecuária trabalhou arduamente para garantir condições de trabalho e saúde aos produtores rurais e todo o ciclo que envolve o agronegócio no país, sobretudo o abastecimento e a qualidade do alimento na mesa do brasileiro em um momento tão delicado.
O vice-presidente Hamilton Mourão destacou a atuação da FPA em meio a pandemia ao dizer que “quando a economia mundial parecia que iria afundar, de uma forma irreversível, alguns gigantes apareceram e, no nosso país, esse gigante chama-se agronegócio”. Mourão explicitou que em momento algum o agro brasileiro parou. “Esse gigante continua a trabalhar incessantemente, colocando alimento de extraordinária qualidade na mesa, não só dos 200 milhões de brasileiros, mas também para mais de 800 milhões de pessoas que habitam o mundo afora”.
Ele destacou ainda que “o papel da FPA é muito importante, pois a Frente Parlamentar da Agropecuária faz parte dos anseios do governo e da sociedade”. Fala complementada pelo presidente eleito da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), ao afirmar que “a pauta do governo é a pauta da FPA, assim como os interesses da frente agropecuária são os interesses do governo federal. Com essas forças unidas caminhamos mais facilmente”.
Alceu Moreira fez questão de enfatizar a parceria da FPA com o Ministério da Agricultura (MAPA), na pessoa da ministra Tereza Cristina. “Somos um corpo só, a FPA e o MAPA são cúmplices dos melhores atos e atitudes, falamos pelo Brasil que dá certo. Nós queremos um país altamente competitivo, uma agricultura moderna, que preserve a questão ambiental e principalmente tenha condição de propor a pauta ambiental para discutir a verdade sobre o Brasil com o restante do mundo”, declarou Moreira.
Por fim, o parlamentar disse ter aprendido muito durante o período que ocupou o cargo de presidente da FPA. “Sou muito melhor deputado agora do que era há dois anos. Foram meus colegas que me ensinaram assim e quero agradecer a todos”. Alceu encerrou pontuando que “o agro brasileiro vai alimentar 2 bilhões de pessoas em 10 anos, desde que as pautas importantes para o setor sejam aprovadas no Congresso Nacional”. (FPA)


Mapa altera norma que trata da rotulagem de produto de origem animal

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento publicou, hoje, no Diário Oficial da União a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 altera e retifica o anexo da Instrução Normativa MAPA nº 22, de 24 de novembro de 2005. Esta norma trata-se da rotulagem de produtos de origem animal. Os estabelecimentos produtores de produtos de origem animal têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a partir da vigência desta Instrução Normativa, para ajustar a rotulagem de seus produtos e atualizar os respectivos registros no sistema informatizado. As alterações passam a valer a partir do dia 4 de janeiro de 2021. Acesse aqui a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 e confira as alterações. (DOU)

 

Mercado internacional para exportação de produtos de origem animal registra crescimento em 2020

Em 2020, foram abertos 24 novos mercados para exportação apenas de produtos de origem animal para consumo humano e produtos para a alimentação animal. Além disso, houve a reabertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina brasileira. Os dados estão no 9º relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF), divulgado nesta terça-feira (15).  

“Isso demonstra que, mesmo durante a pandemia, o trabalho realizado pelo setor produtivo e pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) manteve-se forte. A exportação para mais de 180 países demonstra a robustez do serviço oficial brasileiro”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lucia Viana. 

Para que um mercado seja aberto, as autoridades sanitárias dos países importadores avaliam o serviço oficial brasileiro, o que muitas vezes ocorre por meio de missões internacionais que auditam o serviço de inspeção e os estabelecimentos produtores. Além disso, são negociados entre as autoridades sanitárias brasileira e dos países importadores modelos de certificados sanitários internacionais contendo os requisitos sanitários exigidos pelos países.

Durante este ano, as tratativas para que essas missões pudessem ser viabilizadas foram realizadas por meio de videoconferência. No período de julho a novembro, por exemplo, foram avaliados 54 estabelecimentos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal para verificar o atendimento de requisitos específicos para habilitação para exportar seus produtos para o mercado chinês.

Estão registrados no SIF 3.342 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal.

No mês de novembro foram realizados 48 turnos adicionais de abate que foram requisitados de forma emergencial pelos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao SIF.

Em novembro, não foi registrada nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados a ocorrência de Covid-19. Confira aqui o 9º Relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal. (MAPA)


Jogo Rápido

Aprovada recuperação fiscal de Estados
A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto-base do projeto de renegociação das dívidas dos Estados e que amplia a possibilidade de crédito com aval do Tesouro Nacional. Isso permite que governadores consigam crédito mais barato porque, em caso de calote, a União paga a dívida. O texto foi aprovado por 381 votos a 57. Agora, ainda falta a análise de destaques, que podem mudar o teor da proposta. O projeto estabelece o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEC) para Estados que não têm o nível de endividamento tão alto, mas que têm dificuldade para pagar servidores e fornecedores. Como contrapartida, será exigido um corte de, pelo menos, 20% de incentivos fiscais nos três primeiros anos. O projeto foi apresentado pelo deputado Pedro Paulo (DemRJ) em abril depois que a discussão da proposta Plano Mansueto acabou, na prática, sendo arquivada na esteira da aprovação do auxílio emergencial para os Estados e municípios – que garantiu um alívio de R$ 125 bilhões. O plano busca trazer soluções para os Estados mais endividados (Rio, Minas e Rio Grande do Sul), os que não conseguem crédito com aval da União e os que não conseguiram cumprir o teto de gastos, que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Dos 20 Estados que adotaram a regra como contrapartida à renegociação em 2016, 11 não cumpriram a regra em 2019, segundo o Tesouro. (Correio do Povo)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 15 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.368


Para além das alíquotas
A transformação financeira do Rio Grande do Sul não é pirotecnia. É uma construção lenta, sólida, que deve ser tramada a partir de uma sequência de ações e decisões coerentes. Chegamos ao final de 2020 prestes a votar na Assembleia Legislativa mais um bloco de medidas, que representam uma rodada essencial para consolidar o processo de equilíbrio fiscal - uma etapa da nossa agenda de soluções.
Muito embora tentem reduzir o debate à questão da prorrogação de alíquotas do ICMS, o conjunto de projetos é mais amplo. Também propusemos iniciativas de cidadania fiscal, simplificação tributária e disciplina sobre os gastos, entre outras. Reduzem a discussão às alíquotas porque é mais cômodo, já que, obviamente, a sociedade não gosta de pagar impostos. Ninguém gosta.

É necessário lembrar que começamos a colher os frutos das reformas administrativa e previdenciária já aprovadas, que irão gerar uma economia de R$ 18 bilhões em 10 anos e reduziram a despesa com pessoal em 4,2% em 2020. No entanto, ainda estamos longe do equilíbrio sustentável. São conquistas que nos dão autoridade. Vale dizer: nenhuma proposta sobre alíquota foi apresentada antes de enorme esforço na redução da despesa.

Nossa reforma previdenciária foi reconhecida pelo Centro de Liderança Pública (CLP) como a melhor e mais profunda do Brasil. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou que as nossas mudanças anteciparam resultados previstos para 2034 sobre o gasto com inativos. Voltamos a pagar o salário dos servidores em dia, depois de 57 meses de parcelamento. Promovemos ajustes e avançamos na privatização, com a venda iminente da CEEE Distribuidora.

O fato é: agora, abrir mão de R$ 2,8 bilhões em ICMS abala o ciclo virtuoso da gestão responsável das finanças públicas do Estado. O governo não é um elemento à parte da sociedade. Como uma grande empresa, quando quebra, ele arrasta outros negócios, pois o Estado é contratante de uma série de fornecedores que saem prejudicados. Pedimos um voto de confiança. Um novo solavanco não pode interromper o percurso consistente que estamos trilhando e que levará o Estado para um futuro de equilíbrio fiscal e retomada de investimentos. (Artigo de Eduardo Leite para Zero Hora)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade – Adaptado Sindilat/RS

Planejamento forrageiro aumenta em 40% a produção de leite no RS

O planejamento forrageiro tem se mostrado eficiente para aumentar a produção leiteira em propriedades do programa Balde Cheio no Rio Grande do Sul. Dados de fazendas integrantes do programa indicam que o uso de pastagens perenes e precoces, além de outros ajustes tecnológicos no manejo animal, incrementaram em até 40% a produção de leite por vaca, trazendo um caráter inovador ao manejo forrageiro e animando os produtores que participam do projeto no estado. 

Planejar a propriedade para o cultivo das pastagens é uma tarefa que exige conhecimento sobre o ambiente de produção e assessoria técnica. A análise do solo, para correção da acidez e adubação, por exemplo, é uma das tarefas básicas. Mas outro aspecto geral, além da busca pelo incremento da produção, tem avizinhado o trabalho de gestão dos pastos realizado nas propriedades do Balde Cheio no RS: os vazios forrageiros que ocorrem no estado nos períodos de transição entre as estações quentes e frias do ano. 

A alternativa encontrada pelos técnicos para atacar o problema foi a perenização da produção forrageira, com o uso de pastagens como BRS Kurumi, BRS Capiaçu e tíftons (grama perene forrageira), além do capim-sudão BRS Estribo, que apesar de não ser perene, tem possibilidade de semeadura precoce e longo ciclo de produção. “O aspecto inovador está em oferecer pastagens perenes de verão como alternativa para vazios forrageiros, e por consequência, elas também fornecem pasto até o outono do ano seguinte, porque concluem o ciclo com a chegada do inverno e a presença de geadas”, explica o analista da Embrapa Clima Temperado Sérgio Bender, um dos coordenadores do Balde Cheio no estado.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, que também é uma das coordenadoras do programa no RS, Renata Suñé, as plantas perenes apresentam muitos benefícios aos sistemas de produção. “Uma das vantagens das forrageiras perenes é que no começo da estação favorável, elas já estão estabelecidas e com seu sistema radicular desenvolvido. Isso possibilita a rápida produção de forragem e consumo. Além disso, embora tenham um custo inicial de implantação mais alto, nos anos seguintes o custo é muito baixo, já que depende apenas da refertilização. Outra vantagem é que, por conta do sistema radicular mais robusto, elas protegem melhor o solo do pisoteio e, uma vez que são perenes, não apresentam períodos de solo descoberto, como no caso da implantação das anuais”, destaca. 

Segundo a engenheira agrônoma Adriana Vargas, que representa a Fundação Maronna e atende uma propriedade do Balde Cheio em Alegrete (RS), o planejamento forrageiro é etapa fundamental para o sucesso da atividade leiteira, principalmente se o sistema de produção for à base de pastagem, como no caso da Fronteira Oeste do estado. “No projeto Balde Cheio, esse é um dos fundamentos para se ter uma produção com baixo custo e estável ao longo do ano”, ressalta. 

Nas propriedades atendidas, o planejamento é estruturado também para minimizar os efeitos negativos dos vazios forrageiros do outono e da primavera, bem como da estiagem. “O produtor é orientado pelos técnicos a implantar espécies e variedades que se adequem ao tipo de solo e sistema de produção da sua propriedade. As perenes de verão tífton 85 e BRS Kurumi são algumas variedades recomendadas, assim como o capim-sudão BRS Estribo, que tem se destacado como forrageira muito adaptável a diversos tipos de solo e fertilidade, principalmente pela sua tolerância ao déficit hídrico”, pontua Adriana Vargas. (MAPA)


Jogo Rápido

Câmara dos Deputados aprova as compensações da Lei Kandir
A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, o repasse progressivo até 2037 de R$ 58 bilhões a estados e municípios como compensação pelas perdas com a Lei Kandir. O texto vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro. A Lei Kandir, de 1996, prevê a isenção de pagamento de ICMS sobre exportações de produtos primários ou semielaborados. (Correio do Povo)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 14 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.367


Projeto do governo sobre ICMS - Base aliada resiste a prorrogar alíquotas

O governo do Estado segue enfrentando dificuldades em obter na base aliada os votos suficientes para aprovar o PL 246/2020, projeto de lei que está na pauta de votação de amanhã na Assembleia. A tendência é a de que apresente alterações no texto como forma de conseguir um acordo, venha ele da base ou não. O 246 é o projeto que, em meio a uma série de outros pontos, prevê a prorrogação da majoração das alíquotas do ICMS que vigoram no RS desde 2016. 

Neste domingo, seguiam fortes as resistências entre os dois aliados com maior número de cadeiras na Assembleia, o MDB (oito deputados) e o PP (seis deputados). O líder do governo na Casa, Frederico Antunes (PP), afirma que há margem para negociação. E, frente às resistências dos aliados, faz acenos aos independentes e à oposição. “Estamos conversando com quem deseje conversar. (...) Se acontecerem os ajustes e forem mantidas as garantias de serviços que são essenciais, quem será contra?”, questiona. 

Havia a expectativa de que a bancada do MDB se posicionasse após a audiência virtual com o governador na sexta-feira, mas isto não ocorreu. Nova reunião foi marcada para hoje, no final do dia. Mas, entre deputados da sigla, há quem considere que o partido pode não fechar questão também nesta segunda. Ao menos três dos oito deputados estão irredutíveis em dar seu aval ao que classificam como “aumento de impostos.” 

​No PP, partido do líder, dois deputados já se manifestaram contra. “O projeto, da forma que está, tenho certeza de que não passa. Para o governo ter alguma chance, vai precisar trabalhar nesta linha, de alteração. Dentro da bancada esta costura se dá nesta segunda, mas meu voto é contra aumento e não há chance de mudar minha posição”, adianta o líder da bancada do PP, Sérgio Turra. (Correio do Povo)


Ranking posiciona a Languiru como a segunda maior cooperativa de produção do Rio Grande do Sul

O novo ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pelo Grupo Amanhã e consultoria da PwC, foi apresentado oficialmente no dia 08 de dezembro, em coletiva de imprensa. Considerando as cooperativas de produção do Rio Grande do Sul, a Languiru assume o 2º lugar, atrás apenas da coirmã Cotrisal, de Sarandi. Entre as 100 maiores empresas do Estado, cooperativas ou não, a Languiru evolui uma posição e está no 44º lugar. Em se tratando da região Sul, segue na posição 118. Esse desempenho mantém a Languiru como a maior organização com sede no Vale do Taquari a figurar no ranking.

O anuário destaca empresas líderes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além das 500 consideradas emergentes, tomando como referência o desempenho econômico no exercício de 2019.

Crescimento: “O ranking considera indicadores de 2019, mas a pandemia de 2020 impôs uma nova realidade e ajustes de planejamento, ao mesmo tempo em que valorizou o sistema de governança e a diversificação, que permitem à Languiru estabilidade na crise. Apesar das dificuldades, projetamos crescimento de 25% no exercício, com faturamento bruto de R$ 1,8 bilhão”, avalia o presidente Dirceu Bayer. Essa “caminhada” deve seguir em 2021. “A Languiru está atenta ao crescimento de sua estrutura e do quadro social, além de novos projetos, como a queijaria, mais uma oportunidade para associados e futuras gerações, que têm a possibilidade de crescer junto com a cooperativa da qual são donos. O cooperativismo é muito representativo no desenvolvimento econômico e social, refletindo na geração de empregos, renda e impostos”, conclui.

500 Maiores do Sul: “Os balanços de 2019 retratam um momento de mudança. Na próxima edição teremos uma leitura do desempenho em 2020, ano difícil e complexo. Vemos pela criatividade e empenho de todos que em 2021 inicia uma nova etapa da economia”, destaca o presidente do Grupo Amanhã, Jorge Polydoro. Sócio da PwC Brasil, Rafael Biedermann valoriza o desempenho das cooperativas de produção, especialmente seus processos de industrialização da matéria-prima. “Percebemos a força do setor cooperativo com a melhora na governança. No geral, os resultados desta edição denotam, mesmo com os desafios enfrentados, a pujança da economia da região Sul, com crescimento na comparação à última edição do ranking." O anuário 500 Maiores do Sul se baseia no Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice considera o patrimônio líquido (50% no cálculo do VPG), a receita líquida (40%) e o lucro líquido ou prejuízo (10%). (Languiru)


Final do Ideas For Milk 2020: desafio de Startups acontecerá dia 16 de dezembro

A final da competição Ideas For Milk 2020 - Desafio de Startups foi remarcada para o dia 16/12. O evento foi adiado nessa quinta-feira, 10/12, por questões técnicas de transmissão. A estruturação da apresentação está mantida.

Os sete finalistas responderão às perguntas dos 21 avaliadores representantes da cadeia do leite do Brasil, Argentina, Angola e Portugal. Participam iniciativas de startups e empresas de 4 estados brasileiros e Luanda, na Angola. A competição foi acirrada!  Para chegar às 7 iniciativas escolhidas para a final, 181 avaliadores analisaram 47 projetos, vindos de 13 estados brasileiros, além de propostas da Argentina e Angola.

Conheça os sabatinadores das Startups finalistas

Angola - Alaney Doria - Ceo Alien Group

Argentina - Cristian Chiavassa - Socio Grupo Chiavassa

Portugal - Filipe Rodrigues - ISMAI

Brasil - Altair Albuquerque - CEO Texto Comunicação, Ana Paula Menegatti - Diretora Baba Mais Leite, Cezar Taurion - Socio Cia. Tecnica, Jacques Gontijo - Socio Fazenda São João, Jacqueline Ceretta - Sócia Agropecuária Ceretta, Janilson Bezerra - Diretor TIM Brasil, Joao Cruz - Diretor Sebrae, Marcelo Carvalho - CEO Agripoint, Maria Thereza - Socia Terra do Leite, Mauricio Silveira - Socia Fazenda Santa Luzia, Mauro Carrusca - CEO Ker Innovation, Monica Cerqueira - Profa. UFMG e RBQL, Marcos Veiga - Prof. USP e OnFarm, Renê Machado - Gerente Nestlé, Roberto Jank - Socio Agrindus, Ronan Damasco -Diretor Microsoft Brasil, Sergio Soriano - Gerente Fazenda Colorado, Silvana Novais - Diretora Inaes/Faemg

Veja os finalistas do Ideas For Milk - 2020 - Desafio de Startups:

1)  Equipe Enactus site propõe um site que funcione como ponte entre produtores de queijo e órgãos de regulamentação.

2)  UAICUP é uma caneca para análise da qualidade do leite. O dispositivo faz a contagem de células e ainda identifica a presença de resíduos de antibióticos.

3)  Milk FARM ECO Teste tem foco no controle de resíduos de antibiótico detecta 8 diferentes grupos de antibióticos com alta sensibilidade e é controlado por aplicativo.

4) Nutrilac é um app que elabora uma formulação de dieta específica para o rebanho e calcula as quantidades cada alimento e o custo.

5) MooPocket é um app capaz de extrair medidas biométricas de bezerros e novilhas a partir de imagens, estimar o seu peso, e transmitir os dados ao sistema de gestão

6)  QR Cattle é um software que faz a biometria sem contato. O programa é capaz de identificar o animal por meio da leitura dos pontos nodais do focinho

7) Cows Company é um sistema integrado para melhorar a organização dos produtores de leite e promover a criação de associações comunitárias. A iniciativa é de Luanda, Angola.

As informações são da Embrapa.


Jogo Rápido

Produção/Chile
A indústria chilena captou 1.775,9 milhões de litros de leite. O aumento da produção se manteve durante todo o ano, sendo a zona sul a que mais produziu. De acordo com o Escritório de Estudos de Políticas Agrárias (Odepa), entre janeiro e outubro de 2020, a captação de leite no Chile cresceu 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 1.775,9 milhões de litros. Ao conseguir encadear nove meses consecutivos de alta, o dado se traduz em incremento interanual de 105,7 milhões litros a mais, observando-se os dados positivos em 5 das 6 regiões informadas pelo ODEPA para o período.  Uma melhora nas condições de comercialização do leite cru e um clima favorável, principalmente na zona Sul, permitiram sustentar esta recuperação produtiva ao nível nacional e aumentar, de forma consistente, o abastecimento de leite das fábricas. A ODEPA diz que o preço real ao produtor em outubro alcançou 281,5 pesos por litro. (Fonte: DiarioLechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br)