Porto Alegre, 06 de maio de 2021 Ano 15 - N° 3.459
Sistema Nacional de Meteorologia irá integrar ações de previsão do tempo
O Inmet será o grande integrador da meteorologia no Brasil, o responsável pela emissão
dos alertas
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Gestor e Operacional do sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) anunciaram nesta segunda-feira (3) a criação do Sistema Nacional de Meteorologia (SNM). O objetivo é eliminar sobreposições de atividades, gerando assim uma cadeia de processos, produtos e dados interligados e complementares. A partir de hoje, o Inpe deixa de divulgar para o público em geral as previsões de tempo e os avisos meteorológicos, atividade que passará a ser realizada exclusivamente pelo Inmet, que já a executa, basicamente, desde sua criação em 1909.
A mudança trará grandes avanços para o Agro, com maior eficiência na previsão do tempo, fundamental para o produtor decidir o momento exato de plantar e de colher. Cada um dos órgãos atuará com o seu papel bem definido de modo a tornar a Meteorologia Nacional mais eficiente e para atender da melhor maneira possível a todas as demandas de seus usuários e da população. “A atuação conjunta das Instituições permitirá atingir patamares de desenvolvimento compatíveis com as necessidades sociais e econômicas do país, principalmente relacionadas ao aprimoramento do monitoramento e elaboração de melhores previsões de eventos meteorológicos extremos, elevando a meteorologia brasileira a um novo patamar”, explica a Nota Oficial Conjunta divulgada pelos três órgãos. A data de hoje define o "lançamento da pedra fundamental" para o início da organização das atividades de monitoramento, previsão, pesquisa, desenvolvimento e inovação, preconizada pelo SNM.
“Vamos ampliar a pesquisa e a ciência, e melhorar o acesso do público à informação meteorológica para tomar as melhores decisões”, comemora o diretor do Inmet, Miguel Ivan de Oliveira, explicando que durante mais de duas décadas o Brasil duplicou esforços e recursos nestes institutos para produzir o mesmo produto.
O Inmet será o grande integrador da meteorologia no Brasil, o responsável pela emissão dos alertas, o que permitirá que o Inpe se concentre na pesquisa da meteorologia, produzindo ciência para aperfeiçoar os resultados. “Esta integração é uma revolução na meteorologia brasileira”, afirma Miguel de Oliveira. O Inmet também irá lançar em seu portal um mapa interativo com a previsão de tempo para todo o país para os próximos cinco dias. Nos dois primeiros dias, a previsão ainda é detalhada para os turnos madrugada/manhã, tarde e noite. O usuário poderá navegar pelo mapa e obter a previsão de tempo para qualquer município selecionando um ponto no mapa. (Mapa)
China – Um olhar no tempo: Transformação do setor lácteo
Leite/China – Em 1949, eram apenas 120.000 cabeças de gado leiteiro na China, com produção anual de 192.000 toneladas de leite, e produtividade animal de 3 toneladas/vaca/ano. Naquela época, o consumo per capita de produtos lácteos no país era de 0,4 kg por ano. 60 anos mais tarde, em 2019, o número total de gado leiteiro na China era cerca de 6 milhões de cabeças. A produção de leite ultrapassou 32 milhões de toneladas e o consumo per capita de produtos lácteos aumentou surpreendentemente para mais de 30 kg por ano. Embora este enorme desenvolvimento da pecuária leiteira na China tenha ocorrido em 60 anos, as mudanças mais significativas ocorreram em períodos mais recentes.
Desenvolvimento das fazendas leiteiras na China: Desde 1949 e nos 30 anos seguintes, as fazendas de leite na China desenvolveram junto com o lento aumento da demanda por produtos lácteos no país. Para atender ao crescimento da demanda, o governo decidiu construir empresas de laticínios e bases para fornecimento de leite em várias regiões do país. Isso levou ao desenvolvimento de fazendas de leite estatais próximas a grandes e médias cidades como Pequim, Xangai, Tianjin, Chongqing, Shenyang, Guangzhou, Harbin, Nanjing, e Kunning. A fundação dessas fazendas estatais tornou possível o desenvolvimento da indústria de laticínios, mas, dada às dificuldades econômicas da China na época, o crescimento era ainda relativamente lento. Por volta de 1978, o rebanho leiteiro na China havia crescido para 480.000 cabeças, e a produção anual atingia 883.000 toneladas por ano, e o consumo per capita de produtos lácteos ficava próximo de 1 kg por ano.
Período de reforma da pecuária leiteira chinesa: Em 1978, o estado passou a incentivar o setor privado a entrar na pecuária leiteira, e esse incentivo influenciou de forma importante o desenvolvimento. Durante 20 anos, as fazendas leiteiras de propriedade nacional, coletiva e individual desenvolveram-se lado a lado e este pode ser chamado um período de reforma e a pecuária leiteira mudou de estatal para agricultores individuais. Em 1949, a proporção de agricultores individuais proprietários de vacas leiteiras eram apenas 6,25%, mas em 1997, 20 anos depois com o incentivo do governo para a privatização do setor, o percentual de fazendas leiteiras privadas chegou a 82,62% e o rebanho bovino leiteiro aumentou para impressionantes 4,4 milhões de cabeças. Essa grande mudança, em apenas 20 anos, foi possível devido à introdução e aplicação de tecnologias essenciais em fazendas leiteiras. O nível de produção de leite nas fazendas da China melhorou significativamente nesse período, e isso foi possível graças a muitos fatores: melhoramento das raças, tecnologia de alimentação, e melhores equipamentos de ordenha.
Raça de vaca holandesa chinesa: A introdução de raças holandesas estrangeiras, a importação de novilhas vivas, e cruzamento com o rebanho local, depois de um longo tempo de seleção e reprodução, levou ao desenvolvimento da raça holandesa chinesa, conhecida como “Chinese Black and White Cattle”, ou “Rebanho Preto e Branco da China”, chamado de Gado Holandês da China, em 1992. Essa foi a primeira raça de vaca leiteira dedicada à China e assim permanece até hoje.
Produção de alimentos – Novo milho, melhor rendimento: A produção e utilização de silagem de milho começou quando a República Popular da China foi estabelecida em 1949, e foi adotada por algumas grandes fazendas estatais e pequenas produções perto de cidades. Antes da década de 1980, não havia variedades de milho conhecidas que fossem especialmente destinadas à produção de silagem. Mas, em 1985, surgem novas variedades de milho com dupla finalidade, silagem e grão. Essa mudança marca uma nova era para as fazendas leiteiras chinesas e os efeitos foram sentidos imediatamente, com o aumento da produção das vacas leiteiras.
Tecnologia e eficiência na produção de leite: Mesmo existindo ordenha mecânica há mais de 100 anos, a tecnologia só chegou à China na década de 1980, e nesta época, as ordenhadeiras eram utilizadas em menos de 0,5% das fazendas e o resto mantinha a ordenha manual. Em 2008, o percentual de ordenhas mecânicas ainda era baixo, 40%, mas isso mudou e, agora, a maior parte do leite vem de fazendas que utilizam ordenhadeiras.
Este desenvolvimento desempenhou um grande papel na melhoria da eficiência de produção de leite na China. Outra tecnologia que também teve um grande impacto foi a introdução e promoção da tecnologia de mistura de ração (TMR). Estudos mostram que a alimentação TMR reduz os custos dos alimentos, aumenta a eficiência do trabalho e a racionalização dos suplementos alimentares, melhorando e tornando mais estável a produção de leite pelas vacas. Usando a dieta TMR, é possível separar o rebanho em lotes, e a cada grupo é fornecida a alimentação compatível com sua produção, contribuindo para o aumento da rentabilidade animal. Essa tecnologia foi adotada em todo o país e propiciou a mudança de manejo alimentar em um curto espaço de tempo.
Nos últimos 20 anos, uma grande virada de jogo: Com a transformação tecnológica, a modernização das fazendas leiteiras domésticas e indústrias de laticínios, a base para mudanças mais rápidas foi consolidada. Junto com a melhoria de infraestrutura e modernização dos canais de distribuição na China, a promoção de produtos lácteos poderia decolar, mas, era necessário aumentar a produção. Isso também influenciou o rápido desenvolvimento da indústria de laticínios levando ao crescimento da Mengniu e Yili, as duas maiores empresas do ramo da China. Fazendas de grande escala também foram criadas com o estabelecimento de mega fazendas de leite de propriedade privada e também empresas como a Modern Dairy (Group) Co., Ltda (Modern Dairy) fundada em 2005 e listada na Bolsa de Valores de Hong Kong em 2010. Esta empresa possui hoje, 26 propriedades, uma das quais é a fazenda Bengbu com 20.000 vacas de leite e conta com um total de 230.000 cabeças de gado leiteiro.
Mas a Modern Dairy não está sozinha, muitas outras empresas possuem fazendas de leite, como a Shengmu, Fuyuan & AustAisa, para mencionar algumas. Elas também operam na China, cada uma com dezenas de milhares de vacas e muitas fazendas leiteiras diferentes. A agricultura de alta escala levou a uma alta profissionalização das operações da pecuária leiteira. Em algumas dessas grandes fazendas a produtividade animal pode chegar a mais de 40 kg/vaca/dia de leite. Hoje, a produtividade da China chega perto de 8,5 toneladas de leite/vaca/ano, e a produção total de leite se aproxima de 35 milhões de toneladas. Mudança impressionante dos 0,2 milhões de toneladas de 1949, ou ainda as 0,9 milhões de toneladas em 1978. (Fonte: Dairy Global – Tradução livre: www.terraviva.com.br)
Além dos desafios do terreno íngreme e pedregoso, um surto de neospora no plantel
Localizada em Picada Evaristo, interior de São Lourenço do Sul/RS, a propriedade familiar Peglow conta com uma extensão de terras de 39 hectares. Destes, apenas 16 são utilizados para a agropecuária já que os demais são destinados para área de preservação permanente devido às condições do terreno, que é muito íngreme e pedregoso. A Equipe MilkPoint conversou com Tobias Peglow, que nos contou com detalhes sobre uma das histórias de superação vivenciadas pela família. Após o casamento, Ronei Peglow e Luciara Maria Heller Peglow, pais de Tobias, iniciaram no leite com duas vacas: uma comprada do vizinho e a outra, trazida da casa dos pais de Luciara. “Como todo início, as coisas não foram fáceis. Doenças, falta de conhecimento e de assistência técnica resultaram em um alto índice de mortalidade das vacas, porém, com insistência e sempre pensando na reposição dos animais do plantel, a produção foi crescendo e os desafios também”, disse Tobias.
Segundo ele, com a utilização da inseminação artificial, foi possível aumentar o número de cabeças e a qualidade produtiva e genética. Com a ordenha realizada manualmente por muitos anos em um antigo galpão adaptado para estábulo, os indicadores de qualidade não eram nada bons, chegando a CBT (Contagem Bacteriana Total) em até 2.000.000 UFC/ml e CCS (Contagem de Células Somáticas) em torno de 1.000.000 cél/ml. Na época, o leite precisava ser levado em tarros para a estrada pois o caminhão não o recolhia na propriedade. Em 2009, as coisas começaram a melhorar na propriedade quando ela aderiu a linhas de créditos acessíveis que possibilitaram a compra de um trator maior, resfriador a granel e a construção de uma sala de ordenha com transferência de leite automática. Também, atenção especial foi dada ao canzil para a alimentação das vacas e com a maior facilidade da ordenha, inclusive em um local mais limpo e adequado, os indicadores de qualidade logo melhoraram, chegando a CCS em torno de 400.000 cél/ml e CBT em torno de 6.000 UFC/ml. Junto com essas facilidades, o tempo de ordenha foi reduzido pela metade, o rebanho cresceu mais ainda e a produção diária quadruplicou.
Em 2016, tudo ia muito bem: a família estava construindo uma casa nova, a produção estava expandindo consideravelmente, assim como a quantidade de novilhas prenhas. Mas, para a infelicidade dos Peglow, um ‘vento soprou’ na direção contrária: diversas vacas abortaram, outras não emprenhavam – mesmo após 5 ou 6 tentativas – e parte delas, passaram a apresentar cios silenciosos. “O espaço aberto no tanque começou a aumentar bruscamente e todas as expectativas até ali planejadas não se concretizaram. Em busca de respostas, algumas atitudes investigativas tiveram que ser tomadas, e foi então, que chegamos a uma conclusão preocupante: a presença de neospora no rebanho. O baque foi gigante e o desânimo tomou conta de todos os envolvidos, até porque, nunca ninguém havia escutado falar sobre essa doença”, contou Tobias. Ele relatou que era como se os dias tivessem escurecido e o futuro passou a ser visto com outros olhos.
“Pensamos até em trocar de profissão, mas aos poucos, como a força do nosso empenho, dedicação e assistência veterinária, as coisas foram mudando. Aprendemos a conviver com a enfermidade, passamos a tomar mais cuidado com a ração e a silagem e - passo a passo – fomos observando os resultados positivos da ‘camisa suada’. Nos últimos dois anos a produção voltou a crescer e a média por animal também. Os partos estão ocorrendo normalmente, abortos não são mais observados e a taxa de prenhez está em um bom patamar”. Atualmente a produção diária varia de 380 a 600 litros, dependendo da estação do ano, e a média diária geral por animal é 26 litros/leite/vaca em um sistema de produção a pasto complementado com ração e silagem de milho. O rebanho é composto por 42 cabeças, dessas, 4 Jersey e as demais, Holandesas. “Já vencemos muitos desafios e compreendo que teremos outros pela frente. Olhando agora, parece que nem tivemos problemas grandes e que todos eles poderiam ter sido facilmente evitados, mas estamos falando de uma pequena propriedade rural sem incentivo governamental e sem condições de pagar assistência veterinária.
No momento que mais precisamos, a empresa para o qual vendemos nossa produção iniciou um projeto de assistência veterinária gratuito e nossa propriedade foi escolhida, o que possibilitou vencer os obstáculos daquele momento. Hoje estamos recebendo visitas veterinárias pagas pela indústria e recentemente fomos convidados a participar de um grupo de produtores organizado pelo Sebrae chamado ‘Juntos para competir’ que visa qualificar produtores e propriedades. Além disso, estou fazendo um curso de inseminação artificial, algo fundamental para nós hoje”, comentou o produtor.
No momento atual, a propriedade enfrenta um desafio relacionado a disponibilidade de água para as vacas. Eles possuem fontes próprias do recurso mais a maior dele vem de um açude cedido pelo vizinho que fica a mais ou menos 1 km de distância. E finalizando a história contada na entrevista, deixou a todos uma mensagem inspiradora: Para alguns, as pedras no caminho serão sempre pedras no caminho, para mim, elas podem ser a solução. As pedras que espalhadas me atrapalhavam e machucavam as vacas, recolhi com a força dos meus braços e fiz uma contenção para segurar a terra no seu devido lugar e garantir que aqui se possa produzir por muito tempo. Em um local íngreme, como o da propriedade Família Peglow, nasceu uma iniciativa exemplar”. (Milkpoint)
Jogo Rápido
Conversa com o Extensionista
E o preço do leite? E as importações? Essas e outras perguntas sempre ouvimos trabalhando com pecuária leiteira. Nós, extensionistas, atuamos sempre da "porteira pra dentro" e, defendemos que é lá que as coisas podem transformar uma propriedade. Entretanto, pra não deixar essas questões sem resposta, o Secretário Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini aceitou o convite e é o participante dessa semana do Conversa com o Extensionista! Confira a entrevista no Facebook da Prefeitura de Serafina Corrêa, clicando aqui. (Prefeitura de Serafina Correa)
Porto Alegre, 05 de maio de 2021 Ano 15 - N° 3.458
Investimento em gestão e em sistema de bovinocultura de leite muda perfil da propriedade
Bovinocultura leiteira - A propriedade da família Mello, de Entre Rios Do Sul, assistida pela Emater/RS-Ascar, ganhou um novo perfil e se tornou modelo de propriedade em gestão. A mudança é resultado de um conjunto de ações que envolvem assistência técnica, aliada ao planejamento e investimentos, além de acesso ao crédito agrícola, disponibilizado pelo Poder Público através dos programas visando o desenvolvimento.
O produtor Sergio Mello, patriarca da família, juntamente com sua esposa Cleci, ao longo de toda a sua vida de agricultor, buscou auxílio junto à Emater/RS-Ascar. "Em cada pedacinho da propriedade tem a participação da Emater", conta. A assistência técnica, com orientações e projetos, proporcionou novas instalações nas áreas de bovinocultura leiteira e irrigação.
O rebanho leiteiro passou de 10 para 60 animais, com aumento da produção de 15 a 28 litros/vaca/dia. As mudanças em novas instalações e no sistema de produção, que migrou do Pastoril para o Confinado em Compost Barn, facilitaram os trabalhos de manejo e melhoraram a sanidade do rebanho, proporcionando sanidade animal e mais rentabilidade à propriedade.
A implantação de sistema de irrigação em sete hectares, uma das políticas públicas, viabilizada pelo Programa Estadual "Mais Água Mais Renda", executado pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), deu a segurança de produzir alimento aos animais, tanto em quantidade quanto qualidade. Também foram feitos investimentos em aquisição de máquinas e equipamentos, construção de armazéns e silos secadores.
A família também investiu no sistema de energia fotovoltaica e construção de poço artesiano com recursos próprios. A família Mello trabalhou também o embelezamento, saneamento básico, segurança e soberania alimentar, educação e promoção da saúde, e organização da propriedade. Estas ações também são consideradas importantes para a criação de um ambiente agradável e harmonioso na propriedade, avalia a equipe do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Entre Rios do Sul. Para os extensionistas da Emater/RS-Ascar do município, a mudança da propriedade é visível e notória, tendo como base a visão do produtor Sérgio e da esposa Cleci em oportunizar aos filhos o retorno à propriedade.
A equipe destaca ainda o comprometimento dos filhos Ederson, Michelle e mais recentemente Cristiano. Eles desenvolvem um trabalho diário incansável para modernizar a propriedade, aproveitar recursos naturais e aumentar produtividade e qualidade da produção de leite que é a principal atividade da granja. Na avaliação da equipe do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar em Entre Rios do Sul, é gratificante ver na prática o crescimento econômico e tecnológico, a sucessão familiar e a satisfação de todos os membros da família Mello pelas conquistas alcançadas. Isso valoriza o esforço de todos os extensionistas que vêm trabalhando com a família ao longo dos anos.
O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, doutor em Agroecossitemas, Vilmar Fruscalso, responsável pela área de bovinocultura de leite na região de abrangência do Escritório Regional de Erechim, observa que o crescimento produtivo e a viabilidade econômica da propriedade da família Mello seriam compartilhados em uma Tarde de Campo Regional, mas em virtude da pandemia, o evento foi transferido para uma outra oportunidade. "Essa é uma propriedade bem diversificada", avalia. (Emater/RS)
A retomada do Food Services mesmo com a pandemia ainda presente
Mais uma vez, acho muito relevante indicar a data do artigo — as coisas andam mudando muito rapidamente! Escrevo no dia 02/05, o primeiro domingo de maio, com o Brasil com 15% da população vacinada, mas com uma média diária de mortes acima dos 2.000 casos — logo, tendências variadas para os próximos dias.
Acredito que esta incerteza depois de mais de um ano de pandemia — algumas notícias animadoras, em países que após a vacinação massiva tem a vida praticamente normalizada — Israel, Emirados Árabes, Qatar e mesmo algumas regiões dos Estados Unidos — e até o Reino Unido, que estava em uma situação desesperadora algum tempo atrás.
E o que as imagens do retorno à vida normal nestes países trazem em comum? A abertura dos restaurantes, bares, cafés, pubs etc.! Fica clara a relevância do setor no dia a dia das pessoas, e na felicidade de se encontrar com amigos para comer e beber juntos — atividade que o ser humano faz a milhares de anos!
E por aqui? Parece haver um consenso entre os governantes de todos os níveis que não dá mais para usar o distanciamento social de maneira irrestrita — estamos na quarta tentativa de abertura gradual do Food Services nos estados do sudeste, que parece ser definitivo.
Mas qual será o Food Services que a indústria láctea vai encontrar? Algumas dicas:
• A produção industrial seguiu estável, logo os restaurantes em unidades industriais têm performado como historicamente;
• Já os restaurantes próximos a grandes concentrações de escritórios, ou fecharam, ou operam com volumes muito menores — aqui o estrago causado pelo home office foi definitivo;
• Na área dos shopping centers:
Nos shoppings dependentes de escritórios na vizinhança, grande dificuldade em função também do home office; Já nos shoppings de compras propriamente, como outlets, grandes magazines, entretenimento etc., a recuperação parece animadora;
• Dark kitchens: com a consolidação do delivery como grande opção de consumo em casa, este mecanismo ficou relevante — é como se um novo canal inteiro tivesse se formado, e é preciso muita atenção — são estabelecimentos pequenos, mas com bons volumes, que demandam alta frequência de entrega e atendimento eletrônico.
Logo, apesar de em média o setor de Food Services ter “encolhido” cerca de 30% sobre o período pré- pandemia, com grande quebradeira e dificuldades, o retorno parece irreversível, com recuperação dos volumes paulatinamente.
Vamos conferir a evolução, bem como ver quais as indústrias que se prepararam para esta nova fase! (Milkpoint – Artigo de Roberto Denuzzo - Diretor da RDC Consultoria)
EUA registra alta no consumo de lácteos
Para os mercados de commodities, a pandemia foi um choque que será lembrado por muito tempo. Para o mercado de queijos, a crise da Covid-19 impulsionou preços que não víamos desde o intervalo em 2009.
No começo deste ano, o mercado parecia com uma montanha-russa, com baixas e altas significativas nos preços. Com os estados começando a abrir e mais pessoas sendo vacinadas, o que devemos esperar de 2022?
Internamente, é possível observar um aumento no consumo de laticínios em comparação com o ano passado. Um dos principais motivos do declínio tão acentuado na demanda durante a pandemia foi a perda do negócio de restaurantes.
Indo para o final de 2019, o mercado de ações dos EUA estava escalando para novas máximas com uma baixa taxa de desemprego. A confiança do consumidor era forte e a população estava frequentando restaurantes e outros serviços de alimentação. Tudo isso acabou com a chegada do distanciamento social. No que diz respeito aos restaurantes, a recuperação do segmento ainda está em jogo. Dados divulgados pelo OpenTable, o Serviço de Reserva de Restaurantes Online,relataram que as vendas dos restaurantes em janeiro caíram 60% em relação a 2019. Os dados atuais mostram que o tráfego de pessoas no restaurante caiu apenas 21% em relação à 2019.
Em relação ao uso de lácteos por restaurantes, houve um aumento no tráfego, refletido no mercado de manteiga. O uso comercial do derivado em fevereiro aumentou 28%. Isso é importante, porque em um ano normal (sem eventos adversos como a pandemia), 40% do consumo de manteiga dos EUA ocorre fora de casa.
À medida que as vacinas da Covid começarem a ser lançadas em todo o país, fica claro que começaremos a ver um aumento não apenas no negócio de restaurantes, mas em viagens, reuniões sociais, jogos de beisebol etc.
Mas e o resto do mundo? O que chamou a atenção nos últimos meses foi a força que saiu do leilão do Global Dairy Trade (GDT). Desde o início do ano, o Índice de Preços GDT tem aumentado continuamente em níveis de preços que não víamos desde 2014.
As negociações recentes do GDT mostraram preços de cheddar em cerca de $ 2,00 (R$10,94), valor equivalente quando comparado aos EUA, assim como os preços do leite em pó desnatado em $ 1,55 (R$ 8,48) também foram equivalentes. Estes preços também não foram fogo de palha; eles acontecem desde o final de fevereiro.
Enquanto os EUA e o resto do mundo trabalham para voltar ao "velho normal", observa-se um aumento na demanda por alimentos. Dados de exportação recentes para os EUA mostram que as exportações totais de lácteos aumentaram 1,5% no ano. (As informações são da Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)
Jogo Rápido
E-book gratuito: tendências para produtos lácteos
Sabemos que é um grande desafio agradar os consumidores que estão mais preocupados com a origem dos alimentos que ingerem e buscam uma vida mais saudável. Todos os anos novas tendências de consumo têm surgido, o que leva a indústria a ter que se adequar as novas demandas dos seus clientes. A Corbion, líder global de mercado em ácido lático e seus derivados, pode te ajudar na missão de desenvolver ou aprimorar seus produtos. Pensando nisso, montamos esse ebook com uma das principais informações para o mercado lácteo em 2021. Vamos nessa? Clique aqui e acesse o e-book gratuito. (Milkpoint)