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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  14 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.500


Em Vacaria, ministra da Agricultura recebe reivindicações de produtores de maçã, vinho e laticínios

Depois de acompanhar o presidente Jair Bolsonaro, em visita à Expointer, no sábado (11) a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Teresa Cristina, participou no final de semana de compromissos com lideranças do agronegócio em Vacaria. Ela foi recepcionada na cidade pelo diretor superintendente das empresas RAR/RASIP, Sergio Martins Barbosa, que também é gestor de Agronegócios da Família Randon, proprietária das marcas. Além de acompanhar as produções das empresas, a ministra recebeu uma série de demandas de lideranças dos setores de maçã, vinho e laticínios do estado.


Entre as principais pautas, representantes da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) e da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) solicitaram à ministra que o Brasil mantenha o mercado fechado para a importação da fruta vinda da China – uma das principais reclamações do setor nos últimos anos.

Ainda em relação ao mercado externo, as lideranças comemoraram a abertura de exportações da fruta ao mercado colombiano. O negócio foi fechado em junho deste ano após tratativas entre os governos dos dois países e era pleiteado desde 2016. As primeiras remessas da fruta já saíram de Vacaria com destino ao país sul-americano. Os próximos passos serão priorizar as negociações para exportar a fruta produzida na Serra gaúcha para países como México, Indonésia e Tailândia.

A ABPM e a Agapomi pediram também a revisão das cotas de Menor Aprendiz para o agronegócio, já que a maioria das atividades são consideradas insalubres, restando disponíveis apenas atividades em escritórios. Também foi discutido o afastamento das atividades de trabalho presencial, sem prejuízo de remuneração, às empregadas gestantes durante a pandemia de covid-19. Segundo o setor, a lei atual está obsoleta, uma vez que gestantes podem se imunizar e voltar ao trabalho.
A União Brasileira de Vitivinicultura (UVIBRA) apresentou reivindicações em relação às leis de produção de vinho. A sugestão é que seja feito um cadastramento das vinícolas em âmbito nacional para que, assim, ocorra um controle de dados, já que, atualmente, o cadastro é feito anualmente.

Por parte do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), as pautas levantadas foram a Reforma Tributária, com foco na manutenção do programa Leite Saudável, além da denominação de produtos veganos que buscam identificação com o segmento lácteo.

O superintendente da RAR/RASIP Sergio Martins Barbosa destacou que a visita da ministra representou um marco muito grande para toda a cadeia produtiva.


— Ela é uma pessoa bem sensível que conhece o setor. Conseguimos reunir os três setores e, ainda, mostrar para a ministra o que temos hoje por aqui, com um nível de primeiro mundo na nossa produção. Ficamos extremamente otimistas em ver a ministra levando reivindicações de cada setor. Tenho certeza de que vamos ter uma velocidade para os pleitos apresentados dos nossos segmentos — defendeu.

A ministra salientou que a ideia é melhorar as relações com o Mercosul, adequando e modernizando, para que ele realmente funcione em bloco.

— Temos a legislação e temos o poder de conduzir, mas quem gera emprego e produção no Brasil são vocês (produtores), não somos nós. É claro que existem coisas simples e outras mais trabalhosas, mas nós vamos trabalhar com atenção e dedicação para vermos no que podemos avançar. Também com essa agenda conseguimos conhecer todo o sistema de produção da RAR e é muito impressionante, uma coisa de primeiro mundo. Dá muito orgulho em ter no Brasil uma empresa como essa — afirmou Teresa Cristina.

Ministra conhece produção de queijos


Ministra Tereza Cristina esteve na câmara de maturação de queijos e onde são realizados os processos dos produtos lácteos
Renata Ulguim/Camejo Comunicação/Divulgação RAR

Além do encontro com as lideranças, a ministra fez uma visita às instalações da RAR/RASIP, onde conheceu o pomar e acompanhou a ordenha, além de participar de um jantar na noite de sábado (11).

No domingo (12), a ministra visitou o Centro de Confeccionamento, local onde fica a câmara de maturação de queijos e onde são realizados os processos dos produtos lácteos, com direito ao corte do queijo de acordo com o “ritual italiano” e degustações de queijos da RAR.

O roteiro incluiu também a Packing House, onde é possível acompanhar os processos de seleção da maçã. (O Pioneiro)


Os Estados Unidos vão investir 300 milhões de dólares na saúde animal

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou que terá recursos de 300 milhões de dólares para realizar atividades de vigilância voltadas para doenças emergentes e zoonoses, cujo objetivo é criar um sistema de alerta precoce em caso de futura ameaça à saúde pública.

Este fundo econômico, exercido por meio da Lei de Financiamento do Plano de Resgate Americano, servirá para construir um banco de dados que promova a colaboração entre especialistas em saúde animal (doméstica e silvestre), e humana, para custear o conceito de One Health.

Essas obras serão realizadas pelo Serviço de Sanidade Vegetal e Animal (APHIS), que em uma primeira etapa terá como foco a ampliação da vigilância multissetorial e da investigação do Covid-19 (Coronavírus) e seus efeitos na fauna.

No USDA, eles consideraram que a criação de um sistema de alerta precoce, com base na infraestrutura existente, ajudará a salvaguardar a saúde humana e animal de ameaças futuras que exigem esforços de controle plurianuais, por meio de um esquema de monitoramento.

Como parte dessa estratégia, eles anunciaram que também fortalecerão as sinergias nacionais, regionais e globais para desenvolver capacidade adicional em questões de vigilância e prevenção eficaz de zoonoses. (Fonte: Ganaderia.com/Tradução: Google)

 

Mercado lácteo mundial: recuperação da produção e forte elevação de custos

Nos meses de julho e agosto, o mercado lácteo foi marcado por três fatores: recuperação generalizada da produção nas principais bacias exportadoras, variações moderados nos preços dos produtos lácteos industrializado e forte aumento dos custos dos insumos, de acordo com a entidade representativa do setor lácteo francesa, CNIEL.

Quanto ao aumento da produção nas principais bacias exportadoras, isso foi particularmente forte nos Estados Unidos da América (EUA) e Nova Zelândia, e de forma mais moderada, dentro da União Europeia (UE). Como pode ser visto no gráfico, o incremento da produção em relação aos 12 meses anteriores foi de 2,9% na Nova Zelândia, de 2,8% nos EUA e de 0,9% na UE. Para a CNIEL, esta elevação na produção não se traduz, necessariamente, em sobreoferta porque a demanda do mercado internacional continua bastante vigorosa.

 


Em relação aos produtos lácteos industrializados houve uma ruptura de tendência depois de um período de aumentos no primeiro semestre de 2021. Por isso, a variação de preços é considerada “moderada”. Quanto ao aumento dos custos de produção, o CNIEL destaca as altas acentuadas de energia/combustível e da alimentação animal. Na França estima-se que o aumento do índice de preços médios de insumos da produção pecuária chega a 8% neste ano. (Fonte: Agrodigital)


 Jogo Rápido

Chile
CLIQUE AQUI para acessar o Relatório “Agenda para o Desenvolvimento Sustentável do Setor Lácteo no Chile até 2021”, elaborado pelo Comité Nacional de la Federación Internacional de Lechería.


 

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Porto Alegre,  13 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.499


Sindilat pede restrição ao uso do termo leite por alimentos de origem vegetal

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) entregou, neste domingo (12/09), ofício à ministra da Agricultura, Tereza Cristina Costa Dias, em que pede providências acerca do uso dos termos leite, queijo e de derivados como requeijão e manteiga por produtos alimentícios de origem vegetal. O documento, assinado pelo presidente Guilherme Portella, foi apresentado durante visita de comitiva do Ministério da Agricultura à unidade da associada Rasip, em Vacaria (RS).

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ministra mostrou-se aberta ao diálogo e disse que avaliará o que pode ser feito a respeito assim que retornar a Brasília. “É essencial que, enquanto o Brasil não tem uma regulamentação aprovada para itens fabricados de base vegetal, o governo imponha limites claros que restrinjam o uso de termos como leite, queijo e de outros derivados a produtos originários de mamíferos”, completou. A posição, defende o documento entregue à ministra, é uma forma de evitar confusão por parte dos consumidores e de resguardar um trabalho construído ao longo de décadas pelo setor lácteo. “As indústrias de laticínios por nós representadas não aceitam que o termo leite seja utilizado por bebidas de origem vegetal nem que se use denominações como queijo vegano, manteiga vegetal, requeijão vegano para produtos derivados de quaisquer outras matérias-primas que não seja o leite.”

Segundo o Sindilat, o uso indevido de um termo associado única e exclusivamente aos mamíferos, causa prejuízo financeiro e social à imagem e ao setor lácteo, que, somente no Rio Grande do Sul, gera renda a 100 mil produtores de leite em 457 municípios, incluindo os que vendem regularmente para as indústrias de laticínios e os produtores que fazem seus derivados de forma artesanal. “Diante de todos os desafios que o setor vem enfrentando em função da pandemia, da elevação de custos e redução de margens, solicitamos sua atenção ao assunto de forma a impedir o uso indevido dessa nomenclatura enquanto não se efetiva a regulamentação dos produtos de origem vegetal. Entendemos a relevância do segmento de proteína vegetal para o agronegócio brasileiro, mas não acreditamos ser apropriado que um novo segmento produtivo valha-se do trabalho de décadas de construção de imagem trilhado pelo setor de laticínios”, argumenta a nota. (Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat/Crédito: Angelo Sartor)

Darlan Palharini e ministra Tereza Cristina em Vacaria neste domingo


Mapa publica novos procedimentos de registro de estabelecimentos de produtos de origem animal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira (13) a Portaria nº 393 que aprova os procedimentos de registro, relacionamento, reformas e ampliações, alterações cadastrais e de cancelamento do registro ou relacionamento de estabelecimentos junto ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, incluídos os estabelecimentos agroindustriais de pequeno porte de produtos de origem animal.

“A medida tem como objetivos a simplificação e harmonização dos requisitos documentais e dos procedimentos, incluindo os estabelecimentos agroindustriais de pequeno porte. O intuito é promover a otimização dos processos de registro junto ao Dipoa”, esclarece a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana.

A norma publicada hoje revoga a Instrução Normativa nº 3/2019 para atender o Decreto 10.468/2020, que determina que os estabelecimentos de produtos de origem animal deverão ser registrados de forma mais simplificada, ou seja, conforme a sua classificação, o registro será concedido automaticamente mediante a apresentação de informações e documentação obrigatórias.

Estão contemplados nos procedimentos simplificados para registro e relacionamento automático os estabelecimentos classificados como granja avícola, postos de refrigeração, queijaria, unidade de beneficiamento de produtos de abelha, entreposto de produtos de origem animal e casa atacadista. “A casa atacadista é submetida a relacionamento junto ao Dipoa. Os demais estabelecimentos são submetidos a registro junto ao Departamento”, explica a diretora.


Para os demais estabelecimentos classificados como abatedouro frigorífico, unidade de beneficiamento de carne e produtos cárneos, barco-fábrica, abatedouro frigorífico de pescado, unidade de beneficiamento de pescado e produtos de pescado, estação depuradora de moluscos bivalves, unidade de beneficiamento de ovos e derivados, granja leiteira e unidade de beneficiamento de leite e derivados será necessária análise para aprovação e emissão do laudo de inspeção para concessão do registro.

VEJA AQUI o passo a passo para o registro de estabelecimento.

VEJA AQUI passo a passo para o registro de queijarias. (Fonte: MAPA)



Aquisição de leite cai 1% no segundo trimestre em relação a 2020

No 2º trimestre de 2021, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal foi de 5,82 bilhões de litros, uma queda de 1% em relação ao 2° trimestre de 2020, e redução de 11,4% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O instituto lembra que o setor tem comportamento cíclico, em que os 2° trimestres regularmente apresentam a menor produção anual, fato ocasionado pelo período de entressafra nas principais bacias leiteiras do país.

O resultado representa a 3ª maior captação de leite em um 2° trimestre, abaixo dos resultados de 2020 (5,87 bilhões de litros) e 2019 (5,86 bilhões). O mês de maior captação foi maio (1,95 bilhão de litros) enquanto junho teve a menor atividade (1,92 bilhão). Ao longo do trimestre, o segmento foi impactado pelo aumento dos custos de produção e pela demanda enfraquecida.

Ante o mesmo trimestre de 2020, a queda de 59,47 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de reduções registradas em 15 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. As quedas mais significativas ocorreram em Minas Gerais (-51,97 milhões), São Paulo (-33,46 milhões), Rondônia (-33,32 milhões), Mato Grosso (-10,43 milhões) e Rio de Janeiro (-7,91 milhões). Já os acréscimos mais relevantes ocorreram no Paraná (+46,32 milhões), Rio Grande do Sul (+19,96 milhões) e Bahia (+12,27 milhões).

Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 24,7% da captação nacional, seguida por Paraná (13,9%) e Rio Grande do Sul (12,8%). (Canal Rural)


 Jogo Rápido

Sindilat e Emater anunciam novo prêmio na Expointer 2021
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS lançou um novo prêmio na Expointer. Será premiada a propriedade com melhor qualidade do leite. CLIQUE AQUI para assistir a matéria. (Fonte: Jornal da Pampa)


 

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Porto Alegre,  10 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.498


Balança comercial: estabilidade nas importações lácteas em agosto

Segundo dados divulgados nessa quarta-feira (08/09) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos foi novamente de -61 milhões de litros em equivalente leite no mês de agosto, indicando estabilidade quando comparado a jul/21. Em relação ao mesmo período do ano passado, o saldo foi menos negativo, sendo que o valor em equivalente leite no mês de ago/20 foi de -131 milhões de litros. Confira a evolução no saldo da balança comercial láctea no gráfico 1.

As importações ficaram praticamente estáveis em relação a julho, com pequeno aumento de 3% e volume de 74,8 milhões de litros (equivalente). A média do preço nacional do leite spot coletado pelo MilkPoint Mercado em agosto foi de R$ 2,49/litro; enquanto o leite importado foi internalizado a um preço médio equivalente de R$ 2,26/litro — considerando o valor médio do leilão GDT em agosto (US$ 3.575/ton — leite em pó integral) e a média do dólar no mês de ago/21 (R$ 5,25). Os produtos com maiores volumes importados em agosto foram creme de leite, leite condensado e leite em pó desnatado que, somados, responderam por 49% do volume total importado.

Os produtos que tiveram maior variação de volume em relação a julho de 2021 foram o doce de leite (+91%) e manteiga (+28%). Já o volume exportado em agosto foi de 14,2 milhões de litros de leite (equivalente), aumento de 24% em relação a julho. Em relação ao mesmo período do ano passado o aumento foi ainda mais expressivo, de 61%. A baixa demanda interna que vem sendo observada nos últimos meses pode ser um dos motivos para este aumento do volume de exportações. Ainda que a disponibilidade de leite interna venha sendo menor que os números históricos observados, a baixa adesão da demanda também vem sendo muito abaixo do que é normalmente relatado. No acumulado do ano foram exportados 112,5 milhões de litros em equivalente leite, contra 63,7 milhões em litros equivalentes do mesmo período em 2020.

A tabela 2 mostra as principais movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de agosto deste ano.

O que podemos esperar para os próximos dias?

Considerando os resultados do leilão GDT, desta terça-feira (07/09) (US$ 3.691/ton — leite em pó integral) e o fechamento do dólar no dia 08/09/21 (R$ 5,30), chegamos a um preço interno máximo de R$ 2,15/litro para que as exportações continuem competitivas. Ao compararmos esse valor com o preço spot na primeira quinzena de setembro (R$ 2,53/litro) e, também, com o preço do leite pago ao produtor no mês de agosto - fechado na média de R$ 2,35/litro (CEPEA/ESALQ) -, conclui-se que o envio do leite brasileiro ao exterior não se mostra atrativo. Por outro lado, se considerarmos os mesmos valores para a análise de importação, chegamos a um preço máximo a ser pago pelo leite importado de R$ 2,23/litro — isso pode significar um aumento nas importações para os próximos meses, dependendo da taxa de câmbio (que tem se mostrado bastante oscilante) e dos preços internacionais. (Milkpoint)


Na tradicional abertura com o Desfile dos Campeões, 44ª Expointer é reconhecida como a “feira da retomada”

Em mais uma edição especial, com público limitado e focado no perfil de negócios, técnico e profissional, a 44ª Expointer foi oficialmente aberta nesta sexta-feira (10/9), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Entre diversas adaptações e protocolos sanitários rigorosos por conta da pandemia, a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina manteve o tradicional Desfile dos Campeões, as homenagens e a presença de autoridades no antepenúltimo dia. Entre os presentes na abertura, estavam o governador Eduardo Leite e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

A Expointer 2021 é uma das poucas feiras agropecuárias realizadas neste ano no país, graças a rigorosos cuidados sanitários, restrição de 15 mil visitantes por dia e atividades de conscientização. Ainda que o evento siga por mais três dias, até domingo (12/9), as avaliações são positivas, tanto em termos sanitários como nos resultados dos negócios. “O agronegócio ousou fazer a Expointer da retomada, impulsionado por uma safra recorde e pelas oportunidades incríveis de mercado abertas pelo novo status sanitário do RS como zona livre de aftosa sem vacinação. Certamente, a Expointer de 2021 é uma feira de colheitas.

Colhemos aqui, também, os frutos de uma aposta que se mostrou certeira: fazer uma feira ainda sob os rigores da pandemia, mas de forma controlada, com todos os cuidados. A rigidez e as normas, por certo, mudaram a Expointer que conhecíamos, mas não retiraram a sua alma: ser um espaço para a celebração da vitória do esforço de quem acredita que é possível criar e produzir”, afirmou o governador Leite em seu pronunciamento.

Ao destacar os avanços na superação da crise fiscal colhidos pelo seu governo, que estão possibilitando o Estado voltar a investir, com um amplo programa de investimentos organizado no Avançar RS, Leite reforçou o anúncio feito na quinta-feira (9/9): o Rio Grande do Sul acumula crescimento do PIB de 4,7% desde o início da gestão, bem acima do resultado de 1,5% alcançado pelo país no mesmo período. “Parte da explicação para este desempenho positivo da economia gaúcha encontramos aqui mesmo nesta Expointer histórica, a Expointer da retomada, em que o setor primário e a indústria que o abastece reafirmam sua tradição, inovação e resiliência”, afirmou o governador.

Durante a cerimônia de abertura, 115 animais, de 89 raças diferentes, exibiram suas rosetas e faixas de campeões ao lado de seus cabanheiros e criadores. Todos passaram pelos julgamentos que começaram meses antes da feira, em etapas classificatórias que determinaram o melhor da genética de cada espécie entre os 2.820 animais de argola inscritos.

Também foram entregues a Medalha Assis Brasil, honraria destinada a personalidades com relevante contribuição ao agronegócio, para a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e ao superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli. Em seu discurso, a ministra citou números expressivos do agronegócio gaúcho e destacou a sua importância para o país e para o mundo como produtor de alimentos. Além disso, Tereza Cristina entregou em mãos para o governador o certificado oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que reconheceu o RS como área livre de febre aftosa sem vacinação.

“Entrego oficialmente em mãos para lembrar sempre da importância que tem a pecuária do RS para o nosso país. Obrigada pelo esforço dos produtores rurais. Se não fosse por eles, junto com o esforço do governo do estado e da nossa equipe do ministério, não teríamos chegado a este resultado, que representará novas aberturas de mercado e mais competitividade e renda para o agro gaúcho”, afirmou Tereza Cristina.

Em sua manifestação, a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, destacou o esforço conjunto de todos os órgãos do governo do Estado, especialmente das secretarias da Agricultura e da Saúde, com destaque para o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), que lideram a equipe de monitores e agentes da saúde que cuidam da segurança sanitária da feira. “A 44ª Expointer tem a marca da união, da solidariedade e da superação. Além de garantir a segurança sanitária com protocolos, testagem e organização impecáveis, a Expointer deu um recado importante a todo o Brasil: chegou a hora de apostar na retomada. Chegou a hora de se inspirar na força do agro para seguir em frente e olhar para o horizonte”, afirmou Silvana.

Além do Desfile dos Campeões, o evento incluiu apresentação musical da banda da Brigada Militar, uma exibição do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda – Regimento Osório e discursos, entre eles do prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, e dos presidentes das entidades parcerias: da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia; da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Vergilio Perius; do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers), Claudio Bier; da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva; e da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira. (ExpointerFoto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini)

Exportação de laticínios - Rabobank adverte que o “pico nos preços dos laticínios provavelmente está atrás de nós”

“Com a expectativa de que a oferta supere a demanda na China à medida que a produção interna e os estoques aumentam, as importações do país devem começar a diminuir no segundo semestre deste ano”, disse o relatório. “Os mercados globais serão capazes de absorver algumas vendas não realizadas em 2021, mas a pressão começará a ser sentida em 2022, primeiro na Oceania, mas eventualmente se espalhando para outros”, disse a instituição financeira. Com base nesta leitura do mercado, diz que, dado que os preços são altamente dependentes da demanda de importação, “o pico de preços a curto prazo dos laticínios provavelmente está atrás de nós”.

Do lado da oferta, a expectativa é que a trajetória de crescimento continue, embora a um ritmo mais moderado. Mas com esta situação, “qualquer desaceleração na demanda levará rapidamente a um aumento dos estoques”. Do ponto de vista das margens de produção primária, o Rabobank diz que, embora os preços sejam geralmente altos, as margens são impactadas por altos valores de grãos de ração. Mas embora “todos os olhos” estejam voltados para o que está acontecendo com a China, problemas logísticos, pressões inflacionárias – não apenas a nível da fazenda, mas em toda a cadeia leiteira – e o impacto das novas variantes do Covid-19 continuarão a ter impacto no crescimento da economia global. (eDairynews/Traduzido com a versão gratuita do tradutor – www.DeepL.com/Translator)


Jogo Rápido

Portaria nº 392, de 09/09/2021

Foi publicado no Diário Oficial da União, em 10/09/2021, a Portaria nº 392 que estabelece os critérios de destinação do leite e derivados que não atendem aos padrões regulamentares, na forma em que se apresentem, incluídos o seu aproveitamento condicional, a destinação industrial, a condenação e a inutilização quando seja tecnicamente viável. Para acessar a Portaria, CLIQUE AQUI. (DOU)


 

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Porto Alegre,  09 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.497


Indústria investe em leite com funcionalidades imunológicas e relaxantes

Alinhada com a preocupação mundial de fortalecer as defesas naturais do corpo humano para garantir saúde e qualidade de vida, a indústria de laticínios vem investindo em produtos focados em reforço do sistema imunológico e até da saúde mental das pessoas. A tendência foi referendada pelo executivo da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, durante encontro com representantes de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) na manhã desta quinta-feira (9/9), na Casa da Indústria de Laticínios no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Ramirez lembrou que, de modo geral, os lácteos já têm essa função porque são fontes de sais mineiras e muitos nutrientes, mas há uma clara intenção em âmbito internacional das empresas focarem sua ação desses nichos, que agregam preço e valor adicional às marcas. Citou como exemplo o lançamento de itens antioxidantes e a expansão do mercado de Whey Protein. “Há um aumento da preocupação das pessoas com a saúde mental e com a consciência de como a dieta pode agir contra a depressão e até ajudando as pessoas a relaxar”. Ramirez pontuou rótulos de produtos lançados na Tailândia e da Eslovênia que trazem traços de mel e camomila com princípios calmantes. “O leite integral vai sempre existir, mas esses produtos de nichos nos trazem maior valor agregado porque o consumidor entende que foram feitos especialmente para ele. O produto super-democrático vai ser sempre o item de volume, mas os de nicho têm valor melhor e trazem um adicional às marcas”, completou. Para ele, segmentos como esse podem ser uma ótima opção para pequenos laticínios que conhecem a fundo seus consumidores.

Mediando o debate, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, lembrou que o Brasil não tem costume de consumir o leite saborizado, mas que esse é um mercado importante a ser explorado.

Durante sua apresentação, Ramirez ainda mencionou a força que a comunicação digital ganhou no setor lácteo, incluindo projeto bem sucedidos de e-commerce. “Não é o futuro, é o presente. E com a pandemia, esse processo só se acelerou”, completou. A Tetra Pak está pesquisando o mercado e trazendo inovações constantes nas embalagens, incluindo estratégias e códigos que permitam interação das marcas com o consumidor. “É uma tendência que vai ficar para depois da pandemia”. Acompanhando a reunião híbrida direto da Casa da Indústria de Laticínios, o coordenador de vendas do Escritório regional de Porto Alegre da Tetra Pak, Rodrigo Carvalho, ressaltou a importância do momento. “É uma oportunidade de estra próximo e escutar as demandas dos laticínios, mostrar-se parceiro de todo esse processo produtivo”.

Competitividade - A necessidade de profissionalização dos tambos brasileiros e de que esse processo ganhe velocidade também foi tema do encontro, que contou com a presença do deputado federal Alceu Moreira. “O leite é uma cadeia interligada. Os dentes da roda só funcionam se um dente tocar no outro”, pontuou. Nesse processo, citou ele, os avanços tecnológicos têm papel essencial. “A conectividade entrou no campo para nunca mais sair”. Entre as inovações projetadas pelo parlamentar no setor produtivo estão mudanças na logística de grandes volumes, uma vez que o e-commerce deve alterar a relação entre os diferentes elos da cadeia produtiva. Inovação que também deve ganhar corpo no processo produtivo, ampliando a gama de produtos derivados do leite. “Na França, há centenas de tipos de queijos. No Brasil, temos 20. É preciso ir para o mercado destacando cor, textura e sabor e fomentam novos nicho de mercado. Não tem espaço para quem não é competitivo”.

O diretor-tesoureiro do Sindilat, Angelo Sartor, corroborou a posição do deputado, reforçando que o mercado já mudou. “Não tem mais espaço para atuar em um modelo standard como antigamente. Não é uma questão de opção”, alegou, lembrando que o valor pago pelo leite no Brasil é o mesmo da Europa, onde o poder de compra da população é muito maior. “É uma conta que não fecha”, justificou. Por outro lado, Sartor frisou que as projeções para quem se profissionalizar são otimistas. “É um segmento que só vai crescer”. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Fotos: Crédito: Carolina Jardine)

 

Uruguai: exportações de lácteos cresceram 26% em agosto

As exportações de lácteos do Uruguai registraram um aumento de 26% em termos anuais em agosto, para US $ 66 milhões, e cresceram 17% nos primeiros oito meses do ano, de acordo com o Uruguai XXI. Manteiga, leitelho e soro de leite foram os produtos com maior incidência positiva. Apenas os queijos e o requeijão tiveram um impacto negativo. Quanto aos principais mercados para esses produtos, destaca-se a participação da China e da Argélia (29%), ambas com US $ 19 milhões; Brasil (15%) com US $ 10 milhões e Rússia (9%) com US $ 5,6 milhões. Todos os destinos cresceram em relação ao ano anterior, exceto Brasil, de acordo com o Uruguai XXI. Em volume, o Uruguai exportou 19.294 toneladas de lácteos, com retração de 2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os maiores ganhos em moeda estrangeira foram devido aos melhores preços de venda no mercado externo. (As informações são do Tardaguila, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)

Representantes do Brasil e do Uruguai debatem na Expointer acordo de vigilância sanitária nas fronteiras

Em reunião nesta tarde (08/09) no auditório da Farsul, na 44ª Expointer, para discutir a vigilância nas fronteiras e outras formas de cooperação entre o Brasil e o Uruguai, representantes dos dois países decidiram fortalecer estas trocas através de um memorando de entendimento. O documento está sendo elaborado e deverá ser assinado pela Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Tereza Cristina, e pelo Ministro de Agricultura, Pesca y Ganaderia do Uruguai, Fernando Mattos. A data ainda não está confirmada. Participaram da reunião representantes do Serviço Veterinário Oficial da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Superintendência do Mapa no Rio Grande do Sul, dos Ministérios de Agricultura e do Interior do Uruguai, do Consulado da República Oriental do Uruguai e da Farsul. Na abertura, a secretária Silvana Covatti destacou a importância desta estratégia de aproximação entre os serviços veterinários oficiais dos dois países. “Esta agenda é muito importante para estabelecer esta colaboração técnica, a definição de treinamentos, o controle nas nossas fronteiras, agora que somos um estado zona livre de aftosa sem vacinação”, destaca.

Reunião na casa da Farsul, na Expointer, sobre acordo de cooperação entre Brasil e Uruguai - Foto: Evandro Oliveira/Divulgação SEAPDR

Já o ministro do Uruguai, Fernando Mattos, parabenizou a conquista gaúcha de zona livre de febre aftosa sem vacinação. “Nós já temos um intercâmbio histórico-cultural muito intenso com o Rio Grande do Sul e que deve se fazer também na vigilância das fronteiras. Nós estamos aí para colaborar, para acompanhar”, afirma. O diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, declarou que com o novo status é muito importante esta parceria. “Os problemas do Rio Grande do Sul e do Uruguai são os mesmos, mesmo com o status diferente dos dois países, já que o Uruguai é livre de febre aftosa com vacinação. O que surgir aqui, desta reunião, vai impactar na pecuária do Rio Grande, afirma. O fiscal estadual agropecuário Francisco Lopes, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), apresentou o trabalho desenvolvido pelo Programa Sentinela nas fronteiras do Rio Grande do Sul com a Argentina e Uruguai. De acordo com Lopes, coordenador do Programa, “o principal problema que existia na fronteira com o Uruguai é o gado de corredor, os animais que ficam nas margens das estradas e das rodovias.

Depois de três a quatro meses de trabalho do Sentinela, com ações de educação sanitária, autuações e recolhimento dos animais este problema diminui muito”, destaca. Já na fronteira com a Argentina, o maior desafio é o contrabando de animais. Segundo ele, ainda faltam duas metas importantes a serem alcançadas pelo Programa. “As atividades binacionais de cooperação, trabalho de parceria com os países de fronteira com o Rio Grande do Sul, como o que estamos debatendo hoje com o Uruguai. E a rastreabilidade individual dos bovinos, que já existe no Uruguai, em partes da Argentina e no estado vizinho de Santa Catarina”, destaca. O memorando de entendimento, que está sendo elaborado entre os dois países, vai permitir a formalização de um intercâmbio técnico, de informações e capacitações. E já está em discussão o desenvolvimento de uma atividade piloto na fronteira entre os dois países em outubro e a partir de novembro um serviço efetivo de cooperação na região de fronteira, com equipes trabalhando de forma simultânea e integradas. Também estão previstos simulados entre os dois países, a exemplo do que já ocorreu em 2016.

O local ainda não está definido. “A vigilância nas fronteiras é extremamente importante nesse novo status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, porque quando não há mais vacina, outras ferramentas precisam ser potencializadas. A vigilância sanitária é a principal delas’, destaca Rosane Collares, diretora do Departamento de Defesa Animal (DDA) da Secretaria da Agricultura. Mais informações sobre o Programa Sentinela clique aqui. (SEAPDR)


Jogo Rápido

Sindilat participa da rádio A Plateia na Expointer

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, deu entrevista nesta quarta-feira (8/9) para a Rádio A Plateia diretamente da Expointer. A conversa ocorreu na casa da rádio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Na ocasião, o dirigente discorreu sobre os desafios da atividade leiteira no país. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


 

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Porto Alegre,  08 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.496


Setor lácteo trabalha integração dos países do Mercosul para aumento da competitividade

Com vista no aprimoramento da produtividade e da competitividade dos produtos, os países que compõem o Mercosul precisam trabalhar de forma conjunta. Essa foi a tônica da fala do embaixador do Uruguai Guillermo Valles em live realizada nesta terça-feira (RS) pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e pelo Jornal Correio do Povo com o apoio da Tetra Pak. “Os biomas que compartilhamos, sobretudo com o Sul do Brasil, Argentina e boa parte do Paraguai, indicam claramente que é essa a região geográfica, mas também outras no Centro-Oeste do Brasil, onde fica a reserva natural para alimentar uma população que no ano de 2050 deve ter um acréscimo de 2,5 bilhões de pessoas”, declarou.

Segundo ele, é necessário deixar brigas pequenas de lado e manter o olhar no horizonte. “Temos que conhecer bem quais são as condições de competitividade, quais os problemas de competitividade que temos”, afirmou. Ele ainda ressaltou que é necessário que os países do Mercosul busquem novos mercados como países do Golfo e da Ásia. “Temos que pensar em como podemos melhorar a inserção internacional”, acrescentou. Além disso, o embaixador destacou a importância que a tecnologia terá cada vez mais no campo daqui para frente.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o setor produtivo do leite tem evoluído bastante, no entanto, ainda são necessárias ações estratégicas para o crescimento do segmento em termos de produtividade e competitividade. "Se compararmos com a cadeia de suínos e de aves, em tecnologia, eles estão um pouco à frente. Claro que não dá para fazermos uma comparação nua e crua, até porque são realidades diferentes. Mas dentro dessa estratégia de repensar um pouco o setor do leite é preciso termos ações efetivas, como a aproximação com a Embrapa Pecuária Sul, de Bagé (RS), e com os países do Mercosul, como o Uruguai”. Assim como o embaixador, Palharini ressaltou a importância de ultrapassar as situações adversas entre os países do bloco para a expansão do setor. "Cada país do Mercosul acaba olhando para a sua economia, quando na verdade somos um único bloco”.

Pesquisador e chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, afirmou que a entidade busca levar tecnologia aos criadores a fim de fazer diferença no campo. "Na década de 70, o Brasil era um país eminentemente importador. Importávamos feijão, carne e uma infinidade de alimentos. De lá para cá nós quadruplicamos a produção de alimentos, enquanto aumentamos uma porção de área muito menor, não chegamos a dobrar a área. Isso basicamente pelo uso da tecnologia". A live foi mediada por André Malinoski. >> Confira a live completa CLICANDO AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Número de produtores de leite no RS cai 52,28% nos últimos seis anos, mas produção se mantém

O número de produtores de leite em atividade no Rio Grande do Sul caiu 52,28% de 2015 para 2021. Em contrapartida, a queda de produção foi de apenas 3,15%. Os dados são do Relatório da Cadeia Produtiva de Leite de 2021, apresentado em coletiva na tarde desta quarta-feira (8/9) pela Emater/RS-ASCAR. O evento aconteceu na casa da entidade, no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio (RS). O secretário executivo do Sindicato da Indústria dos Laticínios do RS (Sindilat-RS), Darlan Palharini, afirmou que os dados confirmam um padrão de comportamento. “Há alguns anos, temos queda do número de produtores. A atividade leiteira exige fisicamente do produtor. Como consequência que com o avançar da idade, esses produtores são forçados a deixar a atividade, mesmo com um mercado aquecido. Essa é uma das principais causas para esse fenômeno", aponta.

O estudo foi apresentado pelo gerente técnico da Emater/RS, Jaime Ries, e traz outros dados como a queda cumulativa do número de animais, de 25,94%, mas o aumento cumulativo de concentração de animais por propriedade, de 55,32%. A maior parte dos produtores concentra sua estratificação entre 201 a 300 e 301 a 500 litros de leite por dia. "Vemos um número mais concentrado de animais por propriedade, mesmo que o número fixo dos mesmos tenha caído", explica Ries.

O gerente ainda analisa que o maior desafio do setor diz respeito à inovação e tecnologia para manter o interesse do produtor. "Algumas coisas simples, como o calçamento da área de ordenha, podem fazer diferença para o conforto do produtor e um aumento da quantidade e qualidade do leite”, finaliza. Os dados ainda apontam que boa parte dos resultados obtidos diz respeito à agricultura familiar. Palharini aproveitou para complementar a ideia, destacando a necessidade de fomento público. "O principal papel das entidades, neste momento, é pensar estrategicamente o setor. Se tivéssemos um forte investimento em ciência e tecnologia, manteríamos os produtores ainda mais tempo na atividade”, complementa. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Foto: Taline Schneider)

GDT 07/09/2021

(Fonte: GDT)


Jogo Rápido

O segredo do crescimento

A RAR, de Vacaria (RS) registrou incremento de 43% na receita líquida em 2021 e comemora os bons resultados da Rasip, que cresceu 27%. Os queijos, charcutaria e vinhos são os produtos com maior representatividade nas vendas, que registram forte demanda desde o início da pandemia, em função do consumo mais indulgente. Motivo também para a expansão da rede Spaccio RAR onde a previsão para o segundo semestre é a abertura das lojas de Porto Alegre e Florianópolis. O segredo para seguir crescendo? Segundo o diretor-superintendente, Sergio Martins Barbosa, é a diversificação do portfólio e o investimento para aumentar a capacidade de produção, sem descuidar da qualidade, já reconhecida pelo público, mantendo o método artesanal de produção e seguindo a receita clássica italiana. (Jornal do Comércio)


 

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Porto Alegre,  06 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.495


Prêmio Referência Leiteira avalia competitividade e qualidade de vida nos tambos
 
Governo do Estado, Emater e Sindilat lançam projeto inovador na Expointer
 
A produção leiteira gaúcha ganhará, a partir de 2021, um novo parâmetro de produtividade e qualidade. É o Prêmio Referência Leiteira, projeto capitaneado pela Secretaria da Agricultura, Emater/RS e pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e que visa destacar as propriedades em termos de eficiência produtiva e qualidade do leite, mas que também fazem um trabalho diferenciado em relação ao bem-estar animal e à saúde dos seus produtores e funcionários. O prêmio foi anunciado em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (6/9). O evento ocorreu na Casa da Indústria de Laticínios, no Boulevard do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e também de forma remota.
 
A proposta, explica o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, começou a ser gestada no início deste ano e vem demonstrar que é possível obter resultados diferenciados independentemente do número de vacas em lactação de uma propriedade. “Precisamos entender qual o caminho mais curto para elevar a competitividade da produção láctea gaúcha e garantir que nossos produtores vivam bem e sintam-se realizados com sua atividade. E valorizar esses bons exemplos é uma forma de mostrar a todos que podemos crescer sempre”, completou Portella.
 
O presidente da Emater/RS, Edmilson Pedro Pelizari, ressalta a importância socioeconômica do setor e a sua capilaridade no Estado. Segundo ele, esse trabalho corrobora a ação de extensão rural e de assistência que a Instituição executa na totalidade dos municípios do Estado. “Esse prêmio busca dar visibilidade ao que de melhor existe na pecuária leiteira do RS”, pontuou Pelizari. Atuando na concepção do projeto, o extensionista da Emater/RS e engenheiro agrícola Diego Barden dos Santos, explicou que a Emater terá papel importante na verificação dos dados das propriedades. “Esse prêmio vai mostrar que temos propriedades com indicadores tão bons quanto aqueles obtidos por grandes produtores internacionais”, projeta, confiante de que o setor lácteo tem uma representatividade que transcende o aspecto econômico. “É o leite que alimenta a criança. Então é esse produtor que cuida da alimentação das futuras gerações”, salienta.
 
Como Participar
Neste primeiro ano, o Prêmio Referência Leiteira avaliará indicadores de tambos gaúchos no período de outubro de 2021 a junho de 2022 em três categorias: Produtividade da Terra, Qualidade do Leite e Grau de Competitividade. A primeira avalia a quantidade de litros produzidos por ano em relação à área utilizada (litros/hectare/ano). A segunda mensurará índices qualitativos do leite como a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). Nesta categoria, a certificação de propriedades como livres de tuberculose e brucelose renderá pontos extras aos tambos inscritos.
 
Por fim, a terceira categoria desafia-se a correlacionar a quantidade de litros de leite produzido nas propriedades com o número de pessoas envolvidas, considerando seu grau de dedicação em termos de carga horária e capacidade laboral. Para participar, os produtores interessados precisam inscrever-se junto aos escritórios municipais da Emater/RS até 30 de setembro. Os extensionistas da Emater/RS farão o aferimento dos dados ao longo dos meses de forma a indicar os melhores resultados de acordo com a categoria. Serão premiados os três melhores produtores em cada categoria. A entrega dos prêmios deve ocorrer durante a Expointer 2022.
 
7º Prêmio Sindilat de Jornalismo
As inscrições para o 7º Prêmio Sindilat de Jornalismo serão abertas nesta segunda-feira (6/9) e se estendem até o dia 12/11/21. O mérito é concedido anualmente pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) em reconhecimento ao trabalho da imprensa que acompanha o setor. Neste ano, a premiação contemplará três categorias: Impresso, Eletrônico e On-line. Podem se inscrever ao 7º Prêmio Sindilat de Jornalismo profissionais que tenham trabalhos publicados entre 24/11/2020 e 12/11/2021 em veículos nacionais e que abordem a produção de lácteos e derivados na bacia leiteira do Rio Grande do Sul. Para participar, é preciso preencher a ficha de inscrição (https://www.sindilat.com.br/site/wp-content/uploads/2021/09/FICHA-DE-INSCRICAO_2021.pdf) e remeter documentação e cópia do trabalho para o e-mail imprensasindilat@gmail.com. Mais detalhes sobre o processo podem ser conferidos no regulamento (https://www.sindilat.com.br/site/wp-content/uploads/2021/09/REGULAMENTO-2021.pdf) publicado no site do Sindilat.
 
O presidente do Sindilat, Guilherme Portella, destaca que a premiação mais uma vez vai reconhecer talentos do jornalismo que no decorrer do ano se debruçaram sobre pautas que evidenciam a realidade do setor, sua importância econômica e dinamismo. “O agronegócio como um todo fez e está fazendo a sua parte na pandemia. E com o setor lácteo não é diferente. Temos produtores, entidades e também profissionais da imprensa que nos ajudam diariamente a repercutir o que é toda essa cadeia produtiva”, pontua Portella. Os primeiros colocados nas três categorias receberão um troféu e um iPhone. Os segundos e terceiros premiados receberão troféu.
 
Sindilat na Expointer
O Sindilat participa da Expointer com o espaço institucional A Casa da Indústria de Laticínios. O espaço estará aberto ao público visitante durante todos os dias da feira e contará com a parceria da Tetra Pak, marca internacional referência em embalagens para alimentos. A multinacional participará de palestra onde sobre as tendências de consumo no setor lácteo, em evento para associados no dia 9 de setembro às 10h. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Fotos: Carolina Jardine)
 

Parcerias com empresas de insumos: como ter uma relação ganha-ganha-ganha?
 
Um bom negócio é aquele que todos os envolvidos saem ganhando, certo? Na atividade leiteira, o mesmo válido é válido. Você já se questionou como ter uma relação ganha-ganha com empresas de insumos? Em que deve ser pautada e como estabelecer essa parceria? Quais as vantagens? Quais são as visões dos consultores, produtores e das empresas de insumo? Qual o papel de cada um? Com certeza, os questionamentos são muitos! É exatamente por isso, que no MilkPoint Experts: Feras da Consultoria, no dia 12/11, vamos ter um painel exclusivamente com esta temática, imperdível, né?
 
  • A visão dos consultores: Cassio Camargos, Consultor em Gestão, Controle da Mastite e Qualidade do Leite, Leonardo Araújo, QConz
  • A visão das empresas de insumos: Rafael Amaral, "Dr. Silagem", Lallemand, Fabio Fogaça, Alta Genetics
  • A visão dos produtores: Jaqueline Paim Ceretta, Produtora de Leite em Ijuí RS, Léo Pereira, das Fazendas Reunidas ACP & Filhos

Ainda não se inscreveu? Faça agora sua inscrição. Entre no site, veja a programação completa e se inscreva já!

Os associados do Sindilat/RS podem garantir sua participação com 30% de desconto, clicando aqui. (Milkpoint)
 
Senar terá Centro de Formação no parque
 
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS) vai construir um Centro de Formação Profissional Rural no Parque de Exposições Assis Brasil. O projeto foi lançado no sábado, primeiro dia da Expointer 2021. O prédio, que terá dois pavimentos e cerca de 400 metros quadrados de área construída, contará com auditório para 120 pessoas, divisível em duas salas com capacidade para 70 e 50 ocupantes cada. O edifício será erguido no mesmo lote do parque onde hoje está instalado o Espaço Senar, vizinho ao Pavilhão Internacional. A obra deve ser finalizada em até sete meses.
 
Com isso, a expectativa é que fique pronta até a próxima edição da feira. Em contrapartida à cedência do terreno pelo Governo do Rio Grande do Sul, o Senar/RS construirá sanitários públicos no Parque de Exposições, em área de 280 metros quadrados, até a próxima Expointer. De acordo com o superintendente do Senar/RS, Eduardo Condorelli, o Centro de Formação será usado para a capacitações de prestadores de serviço que atuam junto aos produtores rurais nas atividades de Formação Profissional Rural, Promoção Social e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). “É um projeto distinto, diferenciado, uma casa que vai valorizar muito o parque, especialmente pelo lugar nobre onde está”, comenta Condorelli.
 
Nesta Expointer, o Senar/RS conta com três pontos de atendimento no parque para repassar informações sobre seus serviços aos produtores e visitantes. (Correio do Povo)

Jogo Rápido

Relatório Socioeconômico da Cadeia produtiva do Leite 2021

No dia 8, às 14h, na Casa da Emater, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante a Expointer, a Emater realizará a apresentação dos dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite 2021. A transmissão poderá ser acessada de forma on-line, através do link, CLICANDO AQUI. (Emater, adaptada pelo Sindilat)


 

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Porto Alegre,  03 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.494


Conseleites divergem nas indicações de preços

Em agosto, o preço do leite ao produtor registrou a quinta alta consecutiva. Para o pagamento de setembro, os Conseleites divergiram nas indicações. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul a referência é de alta nos preços, de 1,7% e 0,5%, respectivamente. Já no Paraná, a queda projetada é de 1,2% e em Minas Gerais, de 0,6%. (Fonte: CILeite/Embrapa)


FAO: preços globais dos alimentos voltam a subir; lácteos permanecem praticamente estáveis

Os preços globais dos alimentos voltaram a subir em agosto após dois meses de quedas. O índice de preços da FAO a agência da ONU para agricultura e alimentação alcançou 127,4 pontos, com avanços de 3,1% em relação a julho e de 32,9% ante agosto de 2020. A alta foi puxada por açúcar, trigo e óleos vegetais. O indicador do açúcar subiu 10,5 pontos (9,6%) em relação a julho, para 120,1 pontos, impulsionado por preocupações com os danos causados pelas geadas nas safras do Brasil, maior exportador do mundo. O aumento foi mitigado pelas boas perspectivas de produção na Índia e na União Europeia, bem como pela queda dos preços do petróleo bruto e pela desvalorização do real ante o dólar.

O índice dos óleos vegetais aumentou 10,3 pontos (6,7%), para 165,7 pontos em agosto, com os preços internacionais do óleo de palma chegado a máximas históricas devido a preocupações sobre a produção abaixo do potencial na Malásia. As cotações do óleo de canola e do óleo de girassol também aumentaram. O índice de preços dos cereais ficou em 129,8 pontos, 4,3 pontos (3,4%) mais que em julho. “Os preços mundiais do trigo aumentaram 8,8% devido à redução das expectativas de safra em vários dos principais países exportadores. Os preços do milho, por outro lado, caíram 0,9%, uma vez que as melhores perspectivas de produção na Argentina, na União Europeia e na Ucrânia moderaram as previsões de produção mais baixas no Brasil e nos EUA. Os preços internacionais do arroz mantiveram trajetória de queda”, diz a FAO, em relatório.

O indicador das carnes registrou leve alta em agosto, para 112,5 pontos, sustentado pelas fortes compras da China de carnes bovina e ovina e pela sólida demanda de importação do Leste Asiático e do Oriente Médio de carne de frango. Os preços da carne suína, por outro lado, caíram devido ao declínio nas compras pela China e pela Europa. Por fim, o índice de lácteos caiu marginalmente em relação a julho e ficou em 116 pontos, com as cotações internacionais de leite em pó diminuindo em meio a uma fraca demanda de importação global e o aumento sazonal de oferta pela Oceania mais do que compensando o aumento dos preços da manteiga e do queijo. (As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint)

Associados da Cooperativa Santa Clara participam da 44ª Expointer

Uma das mais importantes feiras, a 44ª Expointer, contará com a presença de quatro associados da Cooperativa Santa Clara. O evento que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, será realizado de 04 a 12 de setembro.

Na Raça Holandesa, os associados: Itamar Tang, de Farroupilha, levará 13 animais e Mateus Bazzoti, de Ponte Preta, irá com 14 animais. Já as raças Gir Leiteiro e Girolando será representada pelo associado José Amaral, de Caxias do Sul. A programação do gado leiteiro contará com julgamento em ambas as raças e concurso leiteiro na raça Holandesa. A Santa Clara também marcará presença na Casa da Indústria de Laticínios, espaço do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat/RS).

A 44ª Expointer contará com a presença do público, limitado a 15 mil visitantes por dia, e com rigorosos protocolos de saúde para garantir a segurança de visitantes e trabalhadores. Além disso, o uso de máscara será obrigatório e os ingressos serão vendidos antecipadamente pela internet. Já os portões de acesso ao parque ficarão abertos das 8h às 19h30. (Assessoria de Imprensa Santa Clara)


Jogo Rápido

Previsão de chuva para os próximos dias no RS

Nos próximos sete dias são esperados valores expressivos de chuva no Rio Grande do Sul. Entre hoje (03/09) e amanhã (04/09), a propagação de duas áreas de baixa pressão manterá grande variação de nuvens e pancadas de chuva na maioria das regiões. Há risco de temporais isolados, associados a fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo. No domingo (05/09), o tempo firme e quente vai predominar na maioria das regiões. Somente na faixa Leste a nebulosidade vai predominar e ainda ocorrerão chuvas isoladas. Entre a segunda (06/09) e a quarta-feira (08/09), o deslocamento de uma nova área de baixa pressão manterá a condição de chuva e a possibilidade de tempestades, com rajadas de vento e queda de granizo em setores isolados. Os totais esperados deverão variar entre 20 e 35 mm na maior parte do estado. Nas Missões, Vale do Uruguai e em parte do Planalto os valores oscilarão entre 35 e 50 mm. Na Campanha e Zona Sul,os totais previstos deverão variar entre 50 e 70mm e poderão alcançar 100mm no Extremo Sul. Veja agora a situação das culturas do trigo, canola, milho, olerícolas, frutas, erva-mate e pastagens: Boletim Integrado Agrometeorológico nº 35/2021. (SEAPDR)


 

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Porto Alegre,  02 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.493


Sindilat detalha novo projeto em coletiva com imprensa
 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) realizará na próxima segunda-feira (06/09), às 14h, coletiva de imprensa para anunciar novo projeto de estímulo à produtividade, boa gestão e gerenciamento do setor lácteo gaúcho. O encontro contará com o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, e o presidente da Emater, Edmilson Pedro Pelizari.
 
Na ocasião, também será dada a largada para o 7° Prêmio Sindilat de Jornalismo, distinção que reconhece trabalhos jornalísticos relevantes que abordam o setor lácteo.
 
Em função das restrições decorrentes da pandemia de Covid-19, o evento ocorrerá de forma híbrida: presencialmente na Casa da Indústria de Laticínios, no Boulevard do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e remotamente pelo link https://sindilat.webex.com/sindilat-pt/j.php?MTID=ma9ebfb9970f7f1b04140fc8948586bb5
 
O que: Coletiva Sindilat na Expointer 2021
Quando: 6/9 (segunda-feira) - 14h

Argentina: concentração avança no setor leiteiro

Há anos ocorre um processo de concentração da produção de leite na Argentina. As fazendas menores que não podem se expandir, adicionar tecnologia e melhorar a produtividade, estão sendo deixadas de fora da corrida. Em julho passado, pela primeira vez, as menores fazendas leiteiras, com até 2.000 litros por dia de produção, representaram menos de 50% do total.

As empresas com mais recursos apostam no aumento dos estoques de vacas e na obtenção de maiores níveis de produtividade para fugir dos custos crescentes, que estão sempre na esteira das contas dos produtores de leite. É por isso que há um crescimento produtivo da “fazenda leiteira média”.

Segundo dados divulgados pelo Observatório da Cadeia do Leite Argentina (OCLA), existem 460 fazendas leiteiras que produzem mais de 10 mil litros (em julho eram em média 17.521 litros por dia). Eles representam 4,6% de todos os estabelecimentos e contribuem com 25,9% da produção total.

Na outra ponta, as fazendas com menos de 3.000 litros somam cerca de 6.700 e representam 27% da produção. Além disso, de acordo com este relatório existem “5.000 fazendas leiteiras com menos de 2.000 litros por dia, o que é 49,7% do total das fazendas leiteiras, representando 15,1% da produção nacional”.

O processo de concentração que está ocorrendo está refletido nesta tabela abaixo.

Em 2010 não só havia mais pequenas fazendas leiteiras no país, mas também aquelas com menos de 2.000 litros respondiam por 27% do leite enviado às indústrias. Enquanto isso, em julho de 2021, eles mal representavam 15%. Um processo inverso viveu as grandes fazendas.

Longe de se assustarem com esses dados, na OCLA consideraram que “o processo de concentração da produção nas grandes fazendas leiteiras é contínuo, e sem falar que não é para naturalizá-lo, mas para mostrar uma tendência forte e generalizada nas fazendas leiteiras mundiais, que os números marcam (sem fazer um juízo de valor se é bom ou ruim)”.

“Essa concentração na Argentina é expressa, com taxas em torno de 2 a 3% ao ano. De acordo com as informações que publicamos na OCLA com base no relatório da Situação Mundial do Leite da Federação Internacional de Leite 2020 (FIL/IDF), eles mostram uma taxa para os principais países leiteiros do mundo um pouco acima de 4% de redução anual das fazendas leiteiras”, acrescentaram.

Além disso, os especialistas afirmam que apesar da queda no número de estabelecimentos, a maior produção por unidade permitiu o crescimento da oferta de leite: “O tamanho da fazenda leiteira média é de cerca de 3.086 litros de leite por dia para julho de 2021, 3,2% a mais que no ano anterior ”.

O raciocínio é que “se avaliarmos o seu comportamento ao longo do tempo, apesar da diminuição do número de unidades produtivas e do número de vacas, a fazenda leiteira média apresenta no período 2009-2021 uma taxa de crescimento anual acumulada de 3,13%, o que permite, apesar da redução das unidades de produção e do rebanho, a manutenção dos níveis de produção agregada ao nível do país.” (As informações são do Bichos de Campo, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)

Estudo da Kantar relaciona avanço da vacinação com retomada do consumo de alimentos e bebidas fora do lar no final do segundo trimestre de 2021

A segunda edição deste ano do estudo Consumer Insights da Kantar, líder em dados, insights e consultoria, aponta que, com o avanço da vacinação, mais consumidores passaram a consumir fora de casa a partir de abril. A frequência, porém, ainda é menor, e por isso ainda não houve retomada dos volumes.

Os mais jovens retomam o consumo fora do lar associado ao retorno à vida social, enquanto os sêniores ainda se resguardam no isolamento.

Considerando o segundo trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, o consumo fora do lar foi opção majoritariamente dos jovens entre 18 e 29 anos, de classes AB e C, que priorizaram a vida social, principalmente aos finais de semana.

Essa faixa etária foi a única que contribuiu positivamente para o cenário fora do lar (+0,8%) e suas principais escolhas foram os bares, que representaram 4,2% deste crescimento, e fast food (2,7%). Enquanto isso, os maiores de 50 anos se resguardaram, com uma retração em valor de 26,3% no mesmo período.

O mesmo cenário positivo não foi visto nas classes mais baixas. Apesar da prorrogação do auxílio emergencial, a quantidade de famílias que receberam o benefício foi menor, assim como os valores, o que não trouxe um impacto positivo no consumo. E ainda que a taxa de desemprego esteja estável, 17% dos lares brasileiros contam com ao menos uma pessoa que perdeu o trabalho após o início da pandemia, segundo o estudo LinkQ Covid da Kantar. Dentro desse universo, 80% são lares da classe CDE.

“O consumo fora do lar vai voltar, porém vemos que os fatores renda e preço são as novas variáveis que afetam a velocidade e as escolhas na retomada desse consumo, além dos ciclos de lockdown. As estratégias devem considerar a retomada em etapas e será necessário entender o mercado para criar ocasiões de acordo com os diferentes perfis, necessidades, canais e dias de consumo” explica Renan Morais, Gerente de Soluções da Kantar.

(As informações são da Kantar, transmitidas através da AD Comunicação & Marketing, adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Indústria do leite terá programação na Expointer 2021 O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, informou quais serão os principais eventos do sindicato na 44ª Expointer. Ele destacou o lançamento do Prêmio de Jornalismo da entidade. CLIQUE AQUI para ouvir a entrevista. (Agert)


 

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Porto Alegre,  01 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.492


Expointer: palestras e seminários abordam diversos aspectos do agronegócio
 
Muito além de mostrar o que há de melhor em genética animal, máquinas e implementos agrícolas e produção agropecuária gaúcha, a Expointer é um espaço que proporciona uma grande troca de conhecimentos e informações. Fóruns, seminários, palestras e ciclos de debates fazem parte da programação nos nove dias da feira, abordando temas diversos como produção e sanidade animal, agricultura, cooperativismo, tecnologias aplicadas à agropecuária, entre outros assuntos.
 
Nesta edição, em que o acesso à Expointer será limitado a 15 mil visitantes por dia (ingressos podem ser comprados aqui), a maioria destes eventos terá transmissão pela internet. Assim, mesmo quem esteja a muitos quilômetros de distância do Parque de Exposições Assis Brasil vai poder acompanhar a programação técnica. CLIQUE AQUI para conferir. (Expointer)
 

Próximo trimestre deverá ter redução no volume de chuvas no RS

O próximo trimestre deverá ter precipitações abaixo do esperado na maior parte do Rio Grande do Sul. A previsão dos modelos climáticos indica a probabilidade de ocorrência de um novo evento La Niña nos próximos meses. De acordo com Flávio Varone, meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), “o La Niña é um fenômeno climático global, e a consequência para o estado é a diminuição das chuvas durante a primavera e o começo do verão”.

Para setembro, as precipitações deverão se manter próximas da média na maioria das regiões, com valores ligeiramente acima da normalidade no Noroeste do Estado. Nos meses de outubro e novembro, o prognóstico indica a redução da chuva em todas regiões. A previsão trimestral indica a gradativa elevação das temperaturas, mínimas e máximas, ao longo do trimestre, porém, em setembro ainda ocorrerão incursões de massas de ar frio, condição que poderá favorecer a ocorrência de geadas isoladas.

Chuva

Setembro: Valores próximos da normalidade na maior parte do Estado, com totais acima da média no setor noroeste.

Outubro: Seco na Região Central, Leste e Nordeste e ligeiramente abaixo da média nas demais regiões.

Novembro: Seco na faixa Norte e ligeiramente abaixo da média nas demais regiões

Temperatura Máxima

Setembro: Próximo da normal em todo Estado.

Outubro: Valores próximos do normal na Fronteira Oeste e Campanha e ligeiramente acima da média nas demais regiões.

Novembro: Ligeiramente acima do normal na maioria das regiões, com valores menores na faixa Leste.

Temperatura Mínima

Setembro: Ligeiramente abaixo do normal em todas regiões.

Outubro: Próximo da média em todo Estado.

Novembro: Acima da média no Noroeste e próximo da normal nas demais regiões.

CLIQUE AQUI e veja os gráficos da previsão meteorológica e a análise do trimestre que passou. (Fonte: SEAPDR)

Sociedade civil pode participar de consulta pública sobre plano para agricultura de baixo carbono

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu consulta pública para receber contribuições para atualização do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável (ABC+). As sugestões podem ser enviadas pelos interessados até 30 de setembro, conforme as orientações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (31).

O objetivo do ABC+ é de promover a adaptação da agropecuária brasileira à mudança do clima e o controle das emissões de gases de efeito estufa (GEE), com aumento da eficiência e resiliência dos sistemas produtivos, considerando uma gestão integrada da paisagem. O ABC+ é a atualização do Plano ABC, executado de 2010 a 2020, que se tornou referência mundial de política pública na promoção de tecnologias e práticas sustentáveis no setor agropecuário.

Neste próximo decênio (2020 a 2030), o ABC + continuará a promover a adoção de tecnologias e práticas sustentáveis, chamadas, nesta nova etapa, de Sistemas, Práticas, Produtos e Processos de produção Sustentáveis (SPSABC). Dentre eles estão: fixação biológica do nitrogênio; florestas plantadas; recuperação de pastagens degradadas; tratamento de dejetos animais; sistemas em integração nas modalidades integração lavoura, pecuária, floresta, sistemas agroflorestais e sistema plantio direto.

Contribuições

O ABC+ tem em sua composição um Plano Estratégico (PE), publicado em março de 2021, e um Plano Operacional (PO).

Os dois planos foram construídos com base nas lições aprendidas em dez anos de execução do Plano ABC, e em documentos publicados por diversas instituições que atuam em temáticas relacionadas à agropecuária e mudança do clima. Para a elaboração, foram consultados 28 atores nacionais, bem como os 27 grupos gestores estaduais (GGE). Além disso, mais de 200 autores, colaboradores e revisores, de 50 instituições parceiras, contribuíram.

Na consulta pública, os interessados poderão enviar as contribuições técnicas para os itens “Metas” e “Eixos Estratégicos de Atuação”, que integram o Plano Operacional do ABC+.

Os comentários e/ou sugestões são bem-vindos e fundamentais no aprimoramento desta importante política pública para o setor agropecuário. CLIQUE AQUI e participe da consulta pública. (Fonte: MAPA)


Jogo Rápido

Leite - Preço sobe, mas rentabilidade cai

O preço do leite captado em julho e pago ao produtor brasileiro em agosto teve alta de 2,1% em relação ao mês anterior, conforme pesquisa d o Cepea/Esalq/USP, atingindo R$ 2,3595 o litro. Segundo o levantamento, o valor de agosto da chamada “Média Brasil” é um recorde dentro da série histórica que começou a ser apurada em 2005, refletindo alta de 11,7% sobre o mesmo mês de 2020. O boletim destaca também que o aumento nos preços do leite no campo não significa garantia da rentabilidade para o produtor, uma vez que os custos apontaram intensa alta, especialmente neste momento em que o clima desfavorece a atividade. O Custo Operacional Efetivo cresceu quase 13% na “Média Brasil” de janeiro a julho, enquanto a receita subiu apenas 6% no mesmo período. (Correio do Povo)