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O grupo teatral Espaço da Arte, de Bom Princípio, realizou nesta sexta-feira e sábado (22 e 23/09), em Chiapetta (RS), a peça teatral Mimosa em Chiapetta. Em parceria com o Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o grupo promove apresentações que têm como objetivo mostrar às crianças a importância do leite. "Contamos a história da vaquinha Mimosa. Mostramos para as crianças que o leite não vem da caixinha, e sim, da vaca", explicou Maria Paula Corrêa, coordenadora do teatro Espaço da Arte.

As apresentações de teatro ocorreram em duas edições, uma pela manhã e outra à tarde, no Parque de Rodeio de Chiapetta. De acordo com Maria Paula, cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira pela manhã. "A gente procura mostrar desde o dia a dia do agricultor até as indústrias", explicou, ressaltando o retorno positivo por parte do público.

A parceria do grupo com o Sindilat já ocorre há dois anos. Neste ano, o grupo já passou por eventos do setor em Santo Augusto e Esteio. A atividade conta também com apoio do Fundesa, Fetag, Farsul, Seapi e Mapa. 

 Apresentações ocorreram na sexta-feira e no sábado Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

Cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

 

Porto Alegre, 22 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.589

 

  Competitividade/Uruguai 

O presidente da Associação Rural do Uruguai (ARU), Pablo Zerbino, defendeu "competitividade, competitividade, competitividade", estabelecendo um paralelo com o discurso de posse do ex-presidente José Mujica na Assembleia Geral, quando propôs "educação, educação, e educação". No discurso, que abordou diferentes aspectos vinculados à produção agropecuária, à política nacional e internacional, mas também a temas sociais como fome, pobreza, e moradia, Zerbino destacou que a atual situação de perda de competitividade lembra momentos anteriores a crises profundas, como a vivida pelo país, em 2002. O dirigente destacou que muitos produtores estão ficando pelo caminho, sobretudo os com menores recursos, e nesse sentido disse que nos últimos 10 anos foram fechadas 502 fazendas de leite no Uruguai. 

Acrescentou que o setor agropecuário não é problema, e se deixarem pode ser parte da solução. Além do mais, alertou que o setor está em uma situação de tal fragilidade que qualquer advento adverso, seja climático, sanitário ou de mercado, pode ser mortal. O presidente da ARU manifestou a preocupação da entidade com a crise que atravessa o setor leiteiro, com o fechamento de indústrias, propriedades e postos de trabalho, além do grande endividamento que atualmente equivale a todo o rebanho de vacas de leite do país. Ressaltou a grande perda de rentabilidade do setor agropecuário, documentada por instituições como o Instituto Plano Agropecuário e Fucrea. 

Mostrou também que o grande peso salarial leva a cortes de mão de obra e perda de produtividade. Zerbino salientou que existe lastro para créditos, mas que houve perda na capacidade de pagamento. Destacou a grande produção de soja e de arroz da última safra, mas, alertou que os arrozeiros estão indo produzir em outros países porque no Uruguai não conseguem rentabilidade. "Parece que os produtores uruguaios são os primeiros da classe a fazerem os deveres, mas, os últimos a receberem as notas", afirmou. Por outro lado, Zerbino destacou a importância da exportação de gado em pé para sustentar o preço do bezerro, produção do setor de recria, o elo que, historicamente, foi o menos favorecido na cadeia pecuária.

Economia
O presidente da ARU disse que o governo usa o câmbio com âncora para controlar a inflação, e isto aumenta os custos em dólares do país. O Uruguai está caro em dólares e aumenta a pressão fiscal, gerando impostos que não estão relacionados com o espírito da reforma tributária, que é vincular a arrecadação à renda. Segundo a ARU o Impostos sobre o Patrimônio não deveria existir, porque o setor está sendo tributado na renda e pela Contribuição Territorial Rural. Zerbino considerou que deve ser mais eficiente no gasto, antes de buscar arrecadar mais. Disse que se deveria aprender com o Chile, país que boa poupança, para resistir os maus momentos. "A riqueza antes de ser repartida, precisa ser gerada", disse Pablo Zerbino, e acrescentou que são geradas através de empresas privadas, de forma genuína, com educação e com trabalho. "Tropeçamos outra vez, e na mesma pedra. O Uruguai parece conviver com a desvalorização cambial. É algo que está no DNA", afirmou.

Inserção internacional
Destacou que em matéria de inserção internacional o Uruguai retrocede, enquanto outros países avançam com estratégias comerciais. A participação do Uruguai no contexto internacional é muito pouco ou quase nada. As sólidas relações comerciais da Austrália e Nova Zelândia tornam a competição do Uruguai mais difícil. O principal limitante do Uruguai é o comércio ineficiente, e é necessária maior inserção internacional para participar adequadamente do comércio mundial. As pequenas economias são grandes exportadoras, e para ter sucesso a participação das exportações no PIB ficam em torno de 55%. A exportação no PIB do Uruguai é de 23%.

Políticas
Os preços dos combustíveis e da energia elétrica devem ser equivalentes aos preços de exportação e não devem ser utilizados com fins de arrecadação, disse Zerbino, aproveitando para protestar contra a postergação de investimentos em infraestrutura, que qualificou como fundamentais para o desenvolvimento do país. A ARU pleiteia, além disso que não se pode destinar recursos para educação sem metas concretas de realizações no médio prazo. Não faltou no discurso da ARU o tema da insegurança, e desta vez não foi feito referência a roubos de gado, mas, aos assaltos, que geram grande preocupação para a entidade. Outra preocupação é com o atraso nas aprovações de novos produtos biotecnológicos de soja e milho, tecnologias transgênicas que foram aprovadas em países concorrentes e que ao nível local continuam sendo discutidos. Nesse sentido Zerbino disse que não existem argumentos técnicos, nem sanitários, que impeçam a aprovação dessas tecnologias. O empresário defendeu a exportação de gado em pé, por ser um produto de grande inovação e desenvolvimento, porque com o gado se exporta muito valor agregado. "Queremos que os empresários continuem produzindo com confiança para servir melhor a uma crescente demanda mundial", destacou.

Consciência agropecuária
O presidente da entidade organizadora da Expo Prado se mostrou otimista e que não perde a esperança de que algum dia a população do Uruguai entenda que o planejamento é de grande importância para o crescimento econômico. Disse que o agronegócio é subestimado, quando se diz que não gera valor. Explicou que o início da agregação de valor da produção é o melhoramento genético, e destacou que os grandes campeões no pátio da exposição, eram a prova disso.

Projetar o mundo de 2050
Na segunda parte de seu discurso Zerbino convidou todos a projetar o mundo de 2050, e levou parte de um estudo realizado pela FAO. O documento destaca que a população urbana atualmente representa 49% do total, e que em 2050 passará a ser 70%, com maior poder aquisitivo, e essa população deverá ser alimentada. Mas, segundo as análises, em 2050, não serão solucionados os problemas da alimentação do mundo se os governos não aplicarem políticas de apoio aos agricultores. O presidente da ARU é da opinião de que o panorama internacional é bom para a produção de alimentos. Acrescentou que 85% das exportações de bens são agroindustriais, e o agro é o setor mais dinamizador da economia. "Quando o campo vai bem, o país também vai", disse. Insistiu que a eliminação da fome e da pobreza é um grande desafio mundial, e um compromisso para um país que produz alimentos.

Reconhecimentos
O presidente da ARU disse que recebeu com grande satisfação a notícia da abertura do mercado dos Estados Unidos para a carne ovina com osso, e destacou a grande colaboração que a entidade, assim como outras instituições, para alcançar esse mercado. Também destacou como algo positivo a prorrogação da bancarização obrigatório do agro, fato que geraria grandes inconvenientes para os produtores e assalariados rurais. Zerbino homenageou as mulheres rurais no Ano Internacional da Mulher; também os jovens que integram a Associação Rural de Jovens do Uruguai (ARJU), a quem agradeceu a colaboração para a realização da Expo prado, e aos diferentes meios de comunicação pela cobertura da feira. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Arrecadação mostra recuperação e cresce 10% 

A melhora econômica mostrada em indicadores como aumento da produção, vendas no comércio e da massa salarial - somada ao desempenho dos programas de refinanciamento de dívidas (Refis) - fez a arrecadação de impostos dar sinal mais forte de recuperação em agosto. O crescimento no mês foi 10,78% (em relação a um ano antes), totalizando R$ 104,206 bilhões. Foi o melhor desempenho para o mês nos últimos dois anos. No acumulado do ano, a arrecadação chega a R$ 862,739 bilhões, alta de 1,73%. Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, o resultado demonstra o "rompimento da inércia recessiva". A melhora na atividade também levou à expectativa de melhores resultados de empresas e bancos, o que impulsionou a arrecadação sobre o lucro (IRPJ/CSLL). 

Além da melhora na atividade, ajudaram os números fatores como o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis. "Podemos dizer que o resultado em agosto foi impactado fortemente pelo aumento da arrecadação dos tributos sobre o lucro, pela receita dos parcelamentos, pela elevação de alíquotas sobre combustíveis, pela atividade econômica como um todo e pelos trabalhados da administração tributária", destacou Malaquias. "Os números permitem analisar que a arrecadação até aqui está sendo puxada pela atividade econômica", disse. "Se a recuperação mantiver o patamar para os próximos meses, certamente a arrecadação será positiva." Os programas de parcelamentos especiais de dívida, conhecidos como Refis, contribuíram com R$ 3,017 bilhões para a arrecadação no mês passado. O prazo para adesão do programa em vigor termina em 29 de setembro. No acumulado do ano, a ajuda chegou a R$ 5,455 bilhões. Outro fator que chamou a atenção em agosto foi o comportamento da arrecadação de IRPJ/CSLL (excluindo o efeito dos parcelamentos especiais), cuja arrecadação teve aumento de 15,37% somando R$ 11,498 bilhões. Considerando os efeitos do parcelamento das dívidas, o aumento foi de 24,6% somando R$ 12,711 bilhões. 

Segundo Malaquias, os bancos e as empresas estão com a expectativa de que terão um lucro maior neste ano e esse comportamento está relacionado à atividade econômica e expansão dos negócios. No mês passado, o recolhimento de IRPJ/CSLL com base na estimativa mensal registrou um aumento de 29,36% somando R$ 7,395 bilhões. Desse total, R$ 2,729 bilhões foram pagos pelo setor financeiro (aumento de 43,48% ante mesmo mês de 2016) e R$ 4,667 bilhões pelas demais empresas (22,32%). "O recolhimento de estimativa em agosto foi positivo, de perspectiva de realização de lucros pelas empresas, que estimam um resultado mais positivo, mais favorável, para o ano. Há expectativa de lucro maior e isso está atrelado à atividade econômica e expansão dos negócios", explicou Malaquias. Em julho, por exemplo, a arrecadação de IRPJ/CSLL por estimativa do setor financeiro teve desempenho fraco, comportamento que continua sendo investigado pela Receita. "Agora que está se consolidando o aquecimento em diversos setores", frisou, acrescentando que os dados da Receita mostram que uma recuperação mais ampla da economia está alcançando todos os setores econômicos. 

A arrecadação no mês passado também foi afetada pelo aumento das alíquotas do PIS/Cofins-Combustíveis, que rendeu R$ 1,851 bilhão à Receita Federal, um aumento de 72,71% na comparação com o mesmo mês de 2016. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, explicou que, mesmo que fossem excluídas receitas como do IRPJ/CSLL, programas de parcelamentos especiais e o aumento da alíquota de PIS/Cofins-Combustíveis, a arrecadação de impostos em agosto registraria um crescimento real de 5,57% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ou seja, isso demonstra que a recuperação da economia realmente está ajudando a alavancar as receitas. (Valor Econômico)

 
 
 
Leite continua sendo alimento básico dos americanos, apesar da queda no consumo

O consumo per capita de bebidas à base de leite de vaca tem caído há muitos anos e a taxa de declínio também se acentuou nos últimos anos. O consumo per capita caiu a uma taxa média anual de 0,9% entre 1995 e 2010, mas a taxa de declínio aumentou para 2,6% entre 2010 e 2015. Ao contrário do leite de vaca, as vendas de bebidas à base de plantas estão em ascensão e ganhando mais espaço no corredor de lácteos. Esses produtos incluem amêndoa, soja, coco, caju, arroz e outras bebidas à base de plantas.

Um relatório recente do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), "Em diferentes trajetórias: um olhar sobre as vendas de leite de vaca e sobre os análogos à base de plantas" destaca as recentes tendências de consumo de leite de vaca e análogos vegetais com base em dados das famílias.

Os dados podem ser usados para examinar as compras no nível doméstico de todos os itens de supermercado, por isso é útil para comparar os padrões de consumo de leite de vaca e bebidas à base de plantas. Os dados indicam que, mesmo que o consumo de leite de vaca tenha diminuído, esse ainda é um alimento básico na maioria das casas americanas.

Em 2015, os dados do Industrial Research Institute (IRI) ilustram que 92,2% dos consumidores compraram leite de vaca e 32,2% compraram uma bebida vegetal em algum momento durante o ano. De acordo com o ERS, 89,7% das famílias que compraram uma ou mais das bebidas vegetais também compraram leite de vaca.

Apenas 3,3% das famílias compraram uma ou mais bebidas vegetais, mas nenhum leite de vaca. Os dados do IRI mostram que as bebidas vegetais são geralmente mais caras do que o leite de vaca. Em 2015, meio galão [1,89 litros] de leite de vaca era vendido por US$ 2,42, em média. Os preços médios do leite de amêndoa, soja e outros produtos vegetais foram de US$ 2,87, US $ 2,98 e US $ 3,03 por meio galão, respectivamente.
 
Os dados do IRI mostram que a participação de mercado do leite de vaca caiu de 94,3% em 2013 para 92,4% em 2015. Ao mesmo tempo, a participação de mercado de bebidas de amêndoas passou de 3,4% para 5,1%, enquanto as bebidas de soja caíram de 1,8% para 1,4%. As vendas de outras bebidas vegetais aumentaram de 0,4% para 1,1%.

É interessante notar que grandes companhias de lácteos - como DannoneWave e Lactalis - têm fortes interesses comerciais em bebidas vegetais. E, enquanto a Califórnia é o Estado de maior produção de leite dos EUA, é também o líder na produção de amêndoas. (As informações são do Daily Dairy Report e USDA, traduzidas pela Equipe MilkPoint) 

 
 

Uruguaios e europeus ameaçam leite brasileiro
Além da entrada leite em pó do Uruguai, os produtores brasileiros agora sofrem ameaça da importação de produtos lácteos da União Europeia. O assunto é antigo e voltou a ser pauta depois da operação Carne Fraca, quando o governo europeu usou o leite como moeda de troca para compra de carne bovina do Brasil. De Porto Alegre, o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, comenta. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)
 

Acompanhe a matéria veiculada no Jornal da Pampa, dia 01/09/2017 sobre o Pub do Queijo na Expointer 2017.

 

Porto Alegre, 21 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.588

 

   Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 21 de Setembro de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Agosto de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Setembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)

 
Declaração de Roterdã

A DairyNZ, a Associação das Indústrias de Laticínios da Nova Zelândia (DCANZ) e o Ministro da Indústria, endossaram a Declaração dos Lácteos de Roterdão. A Declaração foi estabelecida no encontro da Cúpula Mundial de Láteos realizada em Roterdã no mês de outubro de 2016. 

A declaração - da qual são signatários da Federação Internacional de Lácteos (IDF) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) - sinaliza para o compromisso de alimentar o mundo com produtos seguros e sustentáveis, e melhorar a sustentabilidade.

Apoio do setor lácteo
Kimberly Crewther, diretora executiva da DCNAZ, disse que endossar a declaração é um sinal do forte apoio à Agenda de Sustentabilidade 2030 das Nações Unidas e reconhecer o importante papel do setor lácteos em contribuir para os esforços globais no desenvolvimento sustentável. "Nos sentimos honrados em trabalhar com os membros da IDF e FAO para atingir os resultados propostos pela Declaração a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", disse Crewther. A Declaração destaca áreas nas quais o setor lácteo pode contribuir para alcançar os Objetivos de Um Desenvolvimento Sustentável nos aspectos econômico, social, ambiental e saúde. O representante do Ministério da Indústria, Martyn Dunne observou que a Nova Zelândia está engajada no esforço coletivo global para promover a eficiência no uso dos recursos naturais, e no combate às mudanças climáticas.

Tim Mackle, diretor executivo da DairyNZ, disse que a declaração reconhece a importante contribuição econômica do setor leiteiro para atingir as metas de desenvolvimento sustentável para os agricultores e toda comunidade mundial. Crewther também parabenizou o foco da declaração no que diz respeito às dimensões sociais e sanitárias dos produtos lácteos, e o papel que desempenham para uma dieta equilibrada, nutritiva e saudável. "Como líder na produção de lácteos nutritivos, seguros e sustentáveis, continuaremos a trabalhar para apoiar o desenvolvimento dos padrões globais, com políticas e práticas baseadas na ciência para aprimorar a segurança alimentar", disse ela. (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva)

Márcio Atalla fala sobre o consumo de lácteos no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

O preparador físico Márcio Atalla palestra na abertura oficial do VII Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, dia 07 de novembro, em Chapecó - SC. "A importância do consumo de produtos lácteos" será o tema da apresentação do profissional, que é formado em Educação Física, com especialização em Treinamento de Alto Rendimento e é pós-graduado em Nutrição, pela USP.

Além disso, Atalla é colunista de vários veículos de comunicação e realiza palestras Brasil afora disseminando a importância da prática regular de esportes e atividade física e uma alimentação balanceada. O evento tem a parceria #BebaMaisLeite

O VII Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite será realizado nos dias 07, 08 e 09 de novembro, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó -SC. O público do evento técnico é formado por profissionais médicos veterinários, zootecnistas e agrônomos das indústrias e cooperativas da Região Sul. O Núcleovet - Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas organiza o SBSBL.

A programação científica do SBSBL reunirá grandes especialistas da área para tratar de temas como gestão financeira e de recursos humanos na qualidade do leite, melhoramento genético e nutrição em rebanhos leiteiros. O evento discutirá ainda prevenção de doenças que afetam a qualidade do leite e os custos da propriedade, como a mastite. Na abertura oficial, dia 07 de novembro, Marcio Atalla apresentará palestra sobre a importância do consumo de produtos lácteos.

Paralelo à programação científica, será realizada a Milk Fair, uma feira focada em sanidade, nutrição, manejo e tecnologias para bovinocultura leiteira. As principais empresas do setor estão confirmadas como expositoras. (O Presente Rural)

Consumo/AR 

Poderão ser comprados até 600 milhões de litros por ano para oferecer um copo de leite nas escolas. É uma iniciativa de De Angeli com a anuência da Agroindústria e Desenvolvimento Social. Um copo de leite para reduzir os efeitos da crise. Essa é a ideia que está sendo analisada pelo governo da Argentina para ajudar os pequenos e médios produtores do país, e garantir o consumo de um produto essencial a milhões de crianças em idade escolar. Existem várias propostas, mas o projeto mais concreto é o do senador Alfredo De Angeli (PRO) e, segundo seus assessores, tem o aval do Ministério da Agroindústria, ocupado por Ricardo Buryaile, e da ministra do Desenvolvimento Social, Carolina Stanley. 

Atualmente, está na fase de avaliação de custos com as distintas áreas envolvidas no assunto. Na Subsecretaria de Lácteos já dão como um tema certo para a agenda 2018. Estima-se que a compra a pequenos e médios produtores significaria 6% da produção total. Tomando por base as estatísticas de 2016 (um dos anos de menor produção, menos de 10 bilhões de litros), a medida absorveria 600 milhões de litros de leite. O projeto, no entanto, não foi apresentado oficialmente. "De Angeli quer que seja viável antes de leva-lo ao Congresso", assegurou a equipe do Senador, que, como presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Pesca recebe as constantes reivindicações dos produtores. Representantes do setor leiteiro já estão informados da iniciativa e deram sua opinião, mas, serão novamente convocados quando o Governo estiver com tudo pronto.

Fontes ligadas a De Angeli confirmaram que já foi feita consulta ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Lino Barañao; à empresa Tetrapak, para o envase de leite longa vida, e a associações de pequenos e médios produtores. "É uma solução para eles, que são os que estão abandonando a atividade", explicaram. (Infortambo - Tradução livre: Terra Viva)

 
 
Curitiba-PR recebe o VII Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite

A cidade de Curitiba-PR será novamente o palco do Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite - CBQL. O objetivo do CBQL é promover a pesquisa e a educação relacionadas à qualidade do leite e seus derivados, disponibilizando informações para a cadeia produtiva, no sentido de assegurar a prevenção e o controle da mastite nos rebanhos, proporcionar alimentos seguros e de boa qualidade para a população e respeitar o meio ambiente. Confira a programação do evento deste ano.


Fonte: https://congresso.cbql.com.br/ 
 
O Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite, que está em sua sétima edição, será realizado nos dias 28 e 29 de setembro no Centro de Eventos do Sistema FIEP, sob a coordenação da diretoria executiva do CBQL, em parceria com empresas inseridas no negócio de leite.

O evento discutirá temas relevantes à cadeia produtiva do leite, além de debater novas proposições buscando sempre a melhoria da qualidade do leite no Brasil e, ao mesmo tempo, um espaço para a apresentação dos avanços obtidos pela comunidade científica que trabalha na área. Faça sua inscrição pelo site: www.congresso.cbql.com.br . (Scot Consultoria)

Leite: custo de produção sobe pelo segundo mês consecutivo
O índice de custo de produção da Scot Consultoria para a atividade leiteira teve alta de 0,8% em setembro, em relação a agosto deste ano. Este foi o segundo mês consecutivo de aumento nos custos. A alta nas cotações dos concentrados, com destaque para o milho, foi o principal motivo deste movimento. A expectativa é que no curto prazo, as cotações do grão e de outros alimentos concentrados exerçam pressão de alta sobre os custos de produção da atividade. O clima seco e as pastagens em condições ruins colaboram com este cenário, já que aumentou a necessidade de suplementação dos animais. Com as quedas esperadas no preço do leite ao produtor nos próximos pagamentos, a expectativa é de estreitamento da margem para o produtor. Apesar da alta nos dois últimos meses, os custos de produção estão 12,8% abaixo na comparação com setembro do ano passado. (Canal Rural)

Porto Alegre, 19 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.587

 

   GDT: volume cresce, assim como o descolamento de preços entre o leite em pó integral e o desnatado

No leilão da Global Dairy Platform (GDT) desta terça-feira (19/09), os preços médios dos derivados lácteos subiram pela segunda vez consecutiva, algo que não ocorria desde o leilão de 06/06/2017 e fecharam em US$ 3368/tonelada, leve alta de 0,9% em relação ao último leilão. 

Neste leilão, o destaque vai para o AMF (Anhydrous Milk Fat), com alta de 5,3% em relação ao último. Negociada a US$ 6764/tonelada, a gordura vem em forte alta desde abril/2016. Já a lactose, que vinha de boa valorização no leilão passado (5,1%), voltou à tendência de queda, fechando em US$759/tonelada, diminuição de quase 4%. 

Os leites em pó aumentaram ainda mais seu descolamento. O leite em pó integral voltou a subir (0,6%), e fechou o leilão a US$ 3122/tonelada. Agora, o seu descolamento em relação ao desnatado é de 62,6%; o desnatado, por sua vez, fechou a US$ 1920/tonelada, amargando nova queda, dessa vez de 1,2%. 

Neste leilão, o volume negociado subiu mais uma vez, para 34.117 toneladas de produtos lácteos, o maior valor desde setembro/2016. 

O mercado futuro do leite em pó integral pareceu reagir às quedas dos últimos leilões. Apesar das leves quedas vistas nos contratos de novembro/17 e fevereiro/18 (0,1% e 0,3% respectivamente), neste leilão, a maioria dos contratos tiveram elevação, com destaque ao de outubro/2017, que subiu 5%, após ter caído mais de 3% no último leilão. (Milkpoint/GDT)

 
 Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 15 de setembro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de agosto de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de setembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 19 de Setembro de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Agosto de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Setembro 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Setembro de 2017 é de R$ 2,2058/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 
 
Governo Estadual incentiva o desenvolvimento da cadeia produtiva do Queijo Minas Artesanal
 
Com o incentivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), pesquisadores estão sendo convidados a elaborar propostas que contribuam para sustentabilidade e a melhoria da qualidade do queijo artesanal em toda a cadeia produtiva. A chamada pública 08/2017, Queijo Artesanal: Tecnologias para o seu Aprimoramento, já está aberta e os pesquisadores interessados têm até o dia 16 de outubro para encaminhar os projetos. Ao todo, R$ 1 milhão será destinado às propostas aprovadas. "Existem várias questões que precisam ser estudadas para ter um padrão de qualidade que respeite as características do queijo. Isso é muito importante, que existam padrões. 
 
A padronização permitirá a abertura para novos mercados", acredita o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão. As propostas de investigação podem relacionar-se a diferentes linhas temáticas: qualidade do leite para produção do queijo artesanal; processos de higienização; condições de acondicionamento, armazenamento, transporte e comercialização; entre outras. No entanto, o professor Beirão alerta para um ponto importante: as propostas devem ter resultados úteis e aplicáveis.
"Essa chamada tem uma caraterística que difere das demais. Ela exige que, como parte do projeto, os pesquisadores coloquem os mecanismos desenvolvidos a serviço da produção, como algo útil e aplicável. Tem que impactar na qualidade e aprimoramento do queijo", enfatiza o Paulo Beirão. "Essa é uma oportunidade de agregar toda nossa competência, desde a área de produção do leite até a garantia de qualidade para lidar com o gado leiteiro", acrescenta o professor. CLIQUE AQUI para acessar a íntegra da chamada. Dúvidas podem ser encaminhadas para a Central de Informações da Fapemig pelo e-mail ci@fapemig.br. (Diário de Araxá)

NO RADAR
Recuperação à vista? O valor pago pela saca de milho está em elevação, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa. No acumulado dos primeiros 15 dias do mês, a alta é de 5,7%. Reflexo do fato de os produtores continuarem retraídos nas vendas, de olho na próxima safra e no ritmo intenso das exportações.(Zero Hora)

Porto Alegre, 18 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.586

 

   Leite uruguaio provoca discussão sobre bloco

O crescimento da importação de leite do Uruguai, e a discussão do governo brasileiro sobre a adoção de cotas e até uma possível retirada do produto do acordo de livre comércio, colocou em debate as regras do Mercosul, bloco econômico formado com base na livre circulação de bens entre os seus cinco países membros. Para especialistas em comércio internacional, as possibilidades do governo brasileiro em relação ao caso são limitadas. Eles defendem que, antes de adotar barreiras, o Brasil garanta condições de produção mais competitivas e incentive o consumo do produto. 

Para o professor Argemiro Luís Brum, coordenador da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, da Unijuí, o leite, no contexto das regras do Mercosul, deveria circular livremente. No entanto, ressalta que o Brasil tem a possibilidade de negociar para convencer os uruguaios da necessidade das cotas. Outra alternativa seria obter a comprovação da triangulação de leite no Uruguai, a partir da matéria-prima de outros países, o que é ilegal. 

A prática de dumping é outra reclamação do setor produtivo gaúcho. Ela ocorre quando um produto é colocado à venda a um preço inferior ao de mercado. Mas, segundo Brum, a denúncia deve levar em conta a comparação entre o preço do produto no Rio Grande do Sul e o custo de produção dele no Uruguai. "O certo seria que a nossa atividade leiteira conseguisse ser mais competitiva, alcançasse um poder de competitividade superior ou igual ao que vem do Uruguai, para não precisar destes artifícios", recomenda o especialista. 

O professor Paulo Waquil, do Departamento de Economia da Ufrgs, acredita que a adoção de barreiras poderia apresentar resultados momentâneos, mas sem resolver a questão do excedente do produto no mercado. "A postura que considero adequada é de diálogo e de negociação, não para barrar a entrada do produto, mas para que tenhamos condições de competição semelhantes", observa. Neste sentido, considera positiva a revogação d o decreto estadual 53.059/2016, que contava com uma obrigação tributária mais favorável para a importação do produto. 

A normalização, no entanto, vai depender da demanda, conforme Waquil - já que nos últimos anos houve acréscimo na produção, enquanto o consumo se manteve estável ou com pequenas reduções. Uma das alternativas, segundo ele, seria a atuação em bloco, com Uruguai e Argentina, para exportar o excedente a outros países. (Correio do Povo)

 
 Projeto investirá em pesquisa e capacitação de agricultores na Serra

A Secretaria da Agricultura (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), assinou, nesta sexta-feira (15/9), um convênio para implantar o Projeto Integrado de Pesquisa Agrícola e Capacitação de Agricultores, Técnicos e Extensionistas Rurais na serra gaúcha. Fazem parte do acordo a Emater, o Senar e a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O projeto tem como objetivo estabelecer ações conjuntas de pesquisa aplicada e capacitação técnica para a região da serra, utilizando a estrutura do Centro de Pesquisa Celeste Gobbato, em Fazenda Souza, distrito de Caxias do Sul.

A partir deste convênio, a ideia é desenvolver pesquisas agrícolas com foco na demanda local, futuramente servindo de base para a realização de cursos de capacitação e treinamento para os produtores. De acordo com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o projeto desenvolverá pesquisas em diversas áreas da produção agropecuária, inclusive no setor lácteo. "Todas as atividades, seja ela a produção de leite ou outras, terão espaço", garantiu Polo reforçando que o objetivo da iniciativa é fortalecer, fomentar e capacitar produtores e técnicos por meio do Senar e da Emater. 

Aproximadamente R$ 7 milhões serão investidos no projeto, destinado à compra de estufas de alta tecnologia e instalação de parreiras modelo, entre outras medidas para o desenvolvimento de pesquisas, além da construção de um pequeno auditório para realização de palestras de capacitação e dias de campo. O convênio terá a participação de 50 técnicos para auxiliar cerca de 2,5 mil agricultores, produtores e técnicos rurais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
Governo da Índia vai investir US$ 1,7 bilhão na indústria de lácteos

O Comitê de Assuntos Econômicos da Índia, presidido pelo primeiro-ministro Shri Narendra Modi, aprovou um Fundo de Desenvolvimento de Infraestrutura e Processamento de Lácteos (DIDF) com um investimento de Rs$ 108,8 bilhões (US$ 1,69 bilhão) no período de 2017-18 a 2028-29. O DIDF será criado com o Banco Nacional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (NABARD).

Do total, Rs 80 bilhões (US$ 1,24 bilhão) serão um empréstimo do NABARD para o Comitê Nacional de Desenvolvimento de Lácteos (NDDB) e Cooperação Nacional para o Desenvolvimento de Lácteos (NCDC).

O NABARD desembolsará Rs 20 bilhões (US$ 311 milhões), Rs 30 bilhões (US$ 467 milhões) e Rs 29,9 bilhões (US$ 465 milhões) em cada um dos próximos três anos. O projeto do DIDF se concentrará na construção de um sistema eficiente de compra de leite, criando uma infraestrutura de refrigeração; instalando equipamentos eletrônicos de teste de adulteração de leite e criando, modernizando e expandindo a infraestrutura de processamento e instalações de fabricação de produtos de valor agregado para uniões de produtores de leite e empresas produtoras de leite. O projeto será implementado pelo NDDB e NCDC.

Uma célula de implementação e monitoramento (IMC) localizada no NDDB gerenciará a implementação e o monitoramento das atividades do projeto no dia a dia. Os mutuários finais receberão empréstimos com 6,5% de juros por ano. O período de reembolso será de 10 anos com uma moratória inicial de dois anos. Os respectivos governos estaduais garantirão o reembolso do empréstimo. O investimento beneficiará 9,5 milhões de produtores em cerca de 50 mil vilarejos.

O governo disse que antecipa uma capacidade adicional de processamento de leite de 12,6 milhões de litros por dia; capacidade de secagem do leite de 210 toneladas por dia; capacidade de resfriamento do leite de 14 milhões de litros por dia; instalação de 28.000 refrigeradores de leite a granel (BMCs), juntamente com equipamento eletrônico de teste de adulteração de leite e capacidade de produção de produtos de valor agregado de 6 milhões de litros por dia.

Inicialmente, 39 uniões de produtores de leite em 12 estados estarão envolvidos no projeto. O governo disse que serão criadas oportunidades de emprego direto para cerca de 40 mil pessoas. 

Em 15/09/17 - 1 Rúpia Indiana = US$ 0,01557
64,1032 Rúpia Indiana = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Languiru integra ranking anual do jornal Valor Econômico com as maiores empresas do Brasil

A Cooperativa Languiru integra o ranking Valor 1000 - Maiores Empresas 2017, publicação anual do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, cuja divulgação ocorreu na edição no. 17, revista publicada no último mês de agosto.

No ranking geral nacional, a Cooperativa Languiru figura na 450ª posição entre as 1000 empresas, cooperativas ou não (era 483º no ranking que considerava os índices de 2015). Levando em conta apenas as cooperativas que integram o ramo agropecuário, a Languiru figura na 21ª posição no Brasil. Nesse mesmo ramo agropecuário nacional, a Languiru está em 4º lugar no critério de crescimento sustentável (variação da receita líquida sobre variação do patrimônio ajustado).

Numa análise mais detalhada, a Languiru surge na 26ª posição no Brasil entre as empresas do ramo agropecuário, cooperativas ou não. Considerando este mesmo critério, no Rio Grande do Sul a Languiru é a 4ª colocada do setor agropecuário, sejam essas empresas cooperativas ou não.

Em se tratado das cooperativas ranqueadas pelo Valor 1000, a Languiru figura no 3º lugar entre as maiores do ramo agropecuário no Rio Grande do Sul. Levando em conta a realidade local, a Languiru é a primeira cooperativa do Vale do Taquari a figurar no ranking do Valor Econômico.

Cenário
No espaço da Carta ao Leitor da revista Valor 1000, o texto destaca o ambiente de incerteza que assombra os cenários político e econômico do país e como as maiores empresas brasileiras enfrentaram esse grande desafio, com foco na excelência da gestão e estratégias bem-sucedidas de consolidação em seus setores.

Na sessão que trata especificamente do agronegócio no atual exercício, texto editado pelo repórter Lauro Veiga Filho enfatiza os volumes produtivos elevados, índice que pode compensar parte da queda nos preços. "O desempenho da agropecuária, além de ajudar a segurar a inflação, puxou a economia como um todo no primeiro trimestre deste ano", escreveu, acrescentando que o crescimento da produção deverá contribuir para compensar perdas eventuais em outros setores da economia.

Ainda analisando o desempenho do setor agropecuário, o repórter Cristiano Zaia escreveu sobre a séria crise da carne brasileira, desencadeada pela Operação Carne Fraca e aprofundada pela delação premiada de executivos da JBS, "abrindo um mar de incertezas para as empresas do segmento, embora o agronegócio tenha puxado a volta do crescimento da economia nacional". Nesse contexto, ele fala do case da Nutriza Agroindustrial, dona da marca Friato, companhia que pelo terceiro ano consecutivo é vencedora no setor de agropecuária de Valor 1000. A empresa com base em Pires do Rio/GO, distante 140Km da capital Goiânia, pontuou em sete dos oito critérios de avaliação. Atua nos mercados de carnes congeladas e embutidos, rações animais e derivados de soja, tendo como sua principal matéria-prima o frango.

Como é feito o ranking
Conforme consta detalhadamente na revista, o ranking é elaborado a partir de diferentes análises. As empresas preenchem questionário com informações sobre o perfil do negócio, setor de atuação, perfil dos produtos e serviços, composição acionária e disponibilizam os últimos três balanços consolidados. Serasa Experian e Valor também captam essas informações de fonte pública.

O agrupamento das companhias se dá em 28 diferentes setores. Todas as informações são analisadas e auditadas pela Serasa, pelo Valor e pela Fundação Getúlio Vargas. Em 2016 foram quatro mil empresas mapeadas, conforme escreveu o repórter Felipe Datt.

Os critérios utilizados por Valor 1000 no ranking das maiores têm a chancela da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e da Serasa Experian. A classificação final considera a pontuação obtida pelas empresas em oito critérios: receita líquida, crescimento sustentável, margem da atividade, giro do ativo, margem Ebitda, rentabilidade, liquidez corrente e cobertura de juros.

Melhor momento da Languiru
Para o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, a presença e evolução da Languiru no ranking Valor 1000 refletem o melhor momento vivido pela cooperativa. "Depois de enfrentarmos grandes dificuldades, as perspectivas de futuro são muito otimistas. Entre erros e acertos, é possível comemorar muito mais acertos, o que coloca a Languiru nesta situação favorável, apesar da crise, moral e ética, que assola a nossa economia e política nacional", avalia.
                
O presidente ressalta que a crise ensina grandes lições. "Estamos fazendo o 'dever de casa' e hoje colhemos os frutos do processo de gestão eficiente e do uso de ferramentas de controle. É fundamental manter o otimismo, trabalhar em conjunto, valorizando a confiança e dedicação de todos os associados e colaboradores. Quando tudo isso passar, vamos estar muito melhores, pois aproveitamos a crise para fazer o que precisa ser feito. É a Cooperativa Languiru alimentando gerações com muita seriedade e competência, destacando o Vale do Taquari a nível de cenário nacional", frisa Bayer, mencionando outros recentes prêmios conquistados, como Destaque Mercadológico no 45º Prêmio Exportação RS e posição destacada no Prêmio Quem é Quem (3º lugar Social, 4º lugar Econômico-Financeiro, 4º lugar Sustentabilidade e 12º lugar entre as empresas exportadoras de carne suína).

Acreditar no potencial
O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, também avalia a evolução da cooperativa. "Na última década a Languiru cresceu muito e resgatou sua credibilidade no mercado, fruto da gestão e do trabalho comprometido de todos os colaboradores e associados. A marca Languiru está cada vez mais consolidada no mercado nacional e internacional, tornando-se referência em produtos diferenciados e de qualidade", ressalta.

Kreimeier acrescenta que o atual momento da Languiru coroa o trabalho de associados e colaboradores, dos Conselhos de Administração e Fiscal. "A Languiru atravessa um período de mudança cultural, cujo foco do trabalho está no associado, na redução de despesas e no resultado. Toda essa dedicação reflete no desempenho da Languiru, a cooperativa está forte e sólida, com perspectivas de futuro muito otimistas. Crises sempre vão existir, mas precisamos acreditar no nosso potencial", conclui o vice-presidente. (Assessoria de Imprensa Languiru)

Dia de Campo do Leite apresenta tecnologias para o setor
A Embrapa Clima Tempero promove, no dia 4 de outubro, o Dia de Campo Institucional do Leite junto à Estação Experimental de Terras Baixas. O evento ocorre a partir das 9 horas, no auditório da unidade, em Capão do Leão (RS). Durante o dia, serão apresentadas as tecnologias da Embrapa que ajudam a resolver as demandas do setor e promover o intercâmbio e a articulação com os diversos representantes da cadeia produtiva. A visitação para estudantes de universidades e escolas técnicas ocorrerá das 9h às 12h e a abertura oficial será às 13h. O evento deve se estender até às 17h. De acordo com o pesquisador responsável pelo evento, Rogério Dereti, o Dia de Campo Institucional do Leite é de grande importância para Embrapa divulgar os trabalhos de pesquisa que vem realizando durante o ano. "Nós mostramos a importância das boas práticas e o que elas são", explicou o pesquisador sobre a ação. Segundo ele, esta é uma oportunidade para os produtores tirarem as dúvidas que possuem sobre a atividade. "Mostramos soluções para os problemas do dia a dia dos produtores", ressaltou Dereti. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) estará presente no Dia de Campo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

A Embrapa Clima Tempero promove, no dia 4 de outubro, o Dia de Campo Institucional do Leite junto à Estação Experimental de Terras Baixas. O evento ocorre a partir das 9 horas, no auditório da unidade, em Capão do Leão (RS). Durante o dia, serão apresentadas as tecnologias da Embrapa que ajudam a resolver as demandas do setor e promover o intercâmbio e a articulação com os diversos representantes da cadeia produtiva. A visitação para estudantes de universidades e escolas técnicas ocorrerá das 9h às 12h e a abertura oficial será às 13h. O evento deve se estender até às 17h.

De acordo com o pesquisador responsável pelo evento, Rogério Dereti, o Dia de Campo Institucional do Leite é de grande importância para Embrapa divulgar os trabalhos de pesquisa que vem realizando durante o ano. “Nós mostramos a importância das boas práticas e o que elas são”, explicou o pesquisador sobre a ação. Segundo ele, esta é uma oportunidade para os produtores tirarem as dúvidas que possuem sobre a atividade. “Mostramos soluções para os problemas do dia a dia dos produtores”, ressaltou Dereti. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) estará presente no Dia de Campo.

A Secretaria da Agricultura (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), assinou, na última sexta-feira (15/9), um convênio para implantar o Projeto Integrado de Pesquisa Agrícola e Capacitação de Agricultores, Técnicos e Extensionistas Rurais na serra gaúcha. Fazem parte do acordo a Emater, o Senar e a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O projeto tem como objetivo estabelecer ações conjuntas de pesquisa aplicada e capacitação técnica para a região da serra, utilizando a estrutura do Centro de Pesquisa Celeste Gobbato, em Fazenda Souza, distrito de Caxias do Sul.

A partir deste convênio, a ideia é desenvolver pesquisas agrícolas com foco na demanda local, futuramente servindo de base para a realização de cursos de capacitação e treinamento para os produtores. De acordo com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o projeto desenvolverá pesquisas em diversas áreas da produção agropecuária, inclusive no setor lácteo. “Todas as atividades, seja ela a produção de leite ou outras, terão espaço", garantiu Polo reforçando que o objetivo da iniciativa é fortalecer, fomentar e capacitar produtores e técnicos por meio do Senar e da Emater.

Aproximadamente R$ 7 milhões serão investidos no projeto, destinado à compra de estufas de alta tecnologia e instalação de parreiras modelo, entre outras medidas para o desenvolvimento de pesquisas, além da construção de um pequeno auditório para realização de palestras de capacitação e dias de campo. O convênio terá a participação de 50 técnicos para auxiliar cerca de 2,5 mil agricultores, produtores e técnicos rurais.

Foto: Leticia Szczesny

Porto Alegre, 15 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.585

 

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 37/2017 de 14 de setembro de 2017

Leite/América do Sul - A produção de leite no campo vai crescendo em todo o Cone Sul, à medida que o aumento das temperaturas melhora o conforto das vacas de leite. Na Argentina e no Uruguai a captação de leite pelas indústrias para produção, principalmente, de queijos, leite condensado, iogurte e leite fluído. A disponibilidade de creme continua melhorando em um mercado estável. Os pedidos de leite pelas escolas, e programas públicos de ajuda alimentar, estão fortes. A produção de muçarela e manteiga foi intensificada para equilibrar a demanda de restaurantes, pizzarias e varejistas. Conforme divulgado pelo Ministério da Agricultura, em agosto de 2017, a produção de leite da Argentina cresceu 6% em relação ao mês anterior, mas diminui 2% em relação a agosto de 2016. Já os preços nominais pagos aos produtores, aumentaram 33% em relação a agosto de 2016. No Brasil, a produção de leite de vaca subiu, diante do clima favorável em estados produtores. A oferta de leite e creme tem sido adequada às necessidades das indústrias. 

 
A demanda doméstica por produtos lácteos está fraca, e os estoques de leite UHT e queijo muçarela continuam crescendo. O resultado foi que processadores, atacadistas e varejistas tiveram que reduzir os preços para equilibrar seus estoques. De acordo com os industriais, o poder de compra dos consumidores brasileiros está caindo junto com a economia, prejudicando os vários canais de venda por todo o país. De um modo geral, as indústrias da Argentina, Uruguai, Chile e Brasil continuam com a expectativa que haja melhora ao longo do 4º trimestre. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
 
 
 
Fazendas leiteiras da rede britânica varejista Marks and Spencer recebem certificação de bem-estar animal

A Marks and Spencer (M&S) anunciou que se tornou "o primeiro grande varejista" no Reino Unido a fornecer todo o seu leite não orgânico de fazendas leiteiras certificadas com o selo RSPCA Assured da Sociedade Real para a Prevenção contra Crueldade aos Animais (RSPCA). Todas as 37 fazendas que fornecem leite fresco ao M&S Milk Pool obtiveram a certificação e as embalagens de leite fresco não orgânicos do supermercado agora possuem o logotipo RSPCA Assured. A medida significa que os 85 milhões de litros de leite vendidos nas lojas M&S todos os anos virão de fazendas com os mais altos padrões de bem-estar animal. Os padrões garantidos pela RSPCA cobrem todos os aspectos do bem-estar das vacas associados à produção de leite, incluindo criação de bezerros, acomodação, planejamento de saúde, transporte, alimentação e pastagem.

A M&S também publicou os relatórios de avaliação da RSPCA Assured para cada uma das fazendas de fornecedores de leite como parte de um mapa on-line interativo. O mapa mostra aos clientes de onde o leite M&S se origina, os resultados resumidos para cada fazenda e um link para baixar o relatório de avaliação completo. Steve McLean, chefe de agricultura e pesca da M&S, disse: "Sabemos o quanto o bem-estar animal interessa aos nossos clientes e eles esperam de nós os mais altos padrões. Os padrões RSPCA Assured são os mais altos na indústria de lácteos e estamos orgulhosos de nossos produtores que trabalham duro - dia após dia - para nos permitir alcançar isso para o nosso Milk Pool. Os padrões RSPCA Assured são os mais difíceis no negócio. Nós apoiamos as fazendas que trabalharam para alcançá-los, mas tenho o prazer de dizer que todos os produtores melhoraram e entregaram tudo o que nós e a RSPCA Assured pedimos a eles". 

O CEO da RSPCA, Clive Brazier, acrescentou: "Graças à M&S, milhares de vacas leiteiras agora terão uma vida melhor dentro dos padrões de bem-estar da RSPCA. E não é só isso: pela primeira vez, os consumidores poderão comprar o leite rotulado como RSPCA Assured em um varejista de rua. Este é um grande passo para melhorar o bem-estar das vacas leiteiras e esperamos que outros varejistas sigam o exemplo".  O M&S Milk Pool foi criado em 2000 para oferecer aos produtores estabilidade para que eles invistam no futuro. Hoje, o programa tem 37 fazendas espalhadas pelo Reino Unido entregando leite fresco para lojas e cafés da M&S. Os padrões de bem-estar da RSPCA são agora os padrões mínimos para o M&S Milk Pool, e os assessores da RSPCA Assured avaliarão as fazendas anualmente. (As informações são do FoodBev.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Piracanjuba conquista 1º lugar no ranking "As Melhores da Dinheiro 2017", na categoria Alimentos e Bebidas

Piracanjuba - Reafirmando sua posição entre as maiores do mercado de laticínios nacional, a Piracanjuba recebeu mais um reconhecimento: é a vencedora do ranking "As Melhores da Dinheiro 2017", na categoria Alimentos e Bebidas. A cerimônia de premiação ocorreu na última quinta-feira (14/09), no Tom Brasil, em São Paulo.

"Receber essa premiação por mais um ano reforça que estamos no caminho certo e sendo reconhecidos não só pelos nossos consumidores, mas também pelo mercado. Isso nos impulsiona a crescer ainda mais, sempre com o foco na qualidade e diversificação", afirma o Diretor de Relações Institucionais da Piracanjuba, Cesar Helou.

A 15ª edição do Anuário "As Melhores da Dinheiro 2017" - o mais completo e abrangente ranking empresarial do Brasil -  elegeu, a partir da análise dos dados de cada participante, a campeã em cada um dos 23 setores avaliados. As companhias nele citadas foram avaliadas segundo cinco critérios de gestão: Sustentabilidade Financeira, Recursos Humanos, Inovação e Qualidade, Responsabilidade Social e Governança Corporativa. O Anuário é referência para o mercado do agronegócio, imprensa especializada e demais formadores de opinião. Ele conta também com o Ranking das 1000 Maiores Empresas do Brasil, no qual as empresas foram selecionadas com base no desempenho financeiro do ano anterior. (Assessoria de imprensa Piracanjuba)

Nova Zelândia começa a vender leite fresco para a China por meio do site Alibaba

O acordo comercial para venda de leite da Nova Zelândia com o vendedor on-line global Alibaba foi lançado e milhões de chineses ficaram sintonizados para assistir ao evento. A companhia, Collins Road Farm, que pertence a chineses, abrange 29 fazendas na Zelândia que fornecerão leite fresco ao Alibaba.  Os organizadores do lançamento alugaram uma instalação de satélites para permitir que o evento fosse transmitido diretamente para a China. Participaram 10 dos maiores influenciadores das mídias sociais da China, incluindo Yuni e Joyce, conhecidos como os gêmeos Chufei Churan na China. Os dois possuem números de seguidores de redes sociais maiores que a população total da Nova Zelândia. Eles e outros influenciadores filmaram o evento e a fazenda para seus seguidores na China. O leite é da marca Theland Farm Fresh Lew e tem uma vida útil de 16 dias.

Vendido sob um sistema de estrutura de dois preços, os membros regulares do Alibaba pagam NZ$ 8 (US$ 5,82) por litro, mas haveria um preço especial para os membros "VIP" de NZ$ 8 (US$ 5,82) por dois litros. Os membros VIP consistem em cerca de 570 mil famílias chinesas de classe média a alta. Justine Kidd, gerente-geral de agronegócio da Milk New Zealand, disse que há um grande potencial de mercado para o leite fresco na China. "Esperamos um crescimento significativo". Kidd disse que os consumidores chineses foram atraídos por benefícios para a saúde do leite fresco e que esse é visto como sendo menos processado do que outras formas de leite. "O que estamos tentando fazer é conectá-los com a fazenda. A segurança alimentar e o entendimento de onde vem os alimentos são muito importantes para o consumidor chinês e isso permite que eles confiem na origem dos alimentos".

Os consumidores da classe média da China estão cada vez mais usando a internet para comprar seus mantimentos. Os supermercados da Nova Zelândia, onde os consumidores escolhem alimentos nas prateleiras, não são tão comuns na China, disse Kidd. "Os consumidores chineses estão cada vez mais recebendo as suas compras na porta de casa. A maneira como compramos no supermercado é rara na China".  O ministro da Segurança Alimentar, David Bennett, chamou o acordo de "histórico" e disse que é impressionante que as duas empresas tenham se juntado para assinar isso. "É uma parceria que, mais para frente, será formidável para as empresas. É surpreendente para um neozelandês descobrir que havia cerca de 529 milhões de usuários móveis ativos nas plataformas da Alibaba somente em agosto deste ano. Isso é cerca de 117 vezes a nossa população".

Os clientes internacionais estão se tornando mais exigentes sobre o que compram. Eles querem saber a história por trás do produto, seu registro de segurança alimentar e suas credenciais ambientais, disse Bennett. "Isso está se tornando mais importante para os consumidores e a Alibaba cuidará disso". A venda de leite através do comércio eletrônico apresentou uma oportunidade para os agricultores neozelandeses terem vendas no varejo fora do país e fornecerão um componente de valor agregado para o setor lácteo, disse Bennett. O diretor-gerente da Milk New Zealand, Terry Lee, disse que esta foi a primeira vez que o leite fresco da Nova Zelândia foi lançado através de redes sociais usando transmissão em tempo real para consumidores em outro país. "É uma perspectiva emocionante, não só porque promove a colaboração que temos com a Alibaba, mas também, porque fornece aos consumidores chineses uma visão de onde e como o leite é produzido". (As informações são do Stuff.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Parceria/EUA - A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) apresenta nova parceria com painéis solares
A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) e a Third Sun Solar, uma empresa de energia limpa com sede em Ohio, se uniram para ajudar a trazer tecnologia de painéis solares a  mais fazendas de membros do DFA. A parceria proporcionará aos membros do DFA da área meio-oeste o acesso ao planejamento, desenvolvimento, suporte e preços com desconto para programas de energia solar na fazenda. A Third Sun Solar também ajudará na identificação de incentivos que podem complementar o custo da tecnologia solar para os membros do DFA. A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) disse que está percebendo seus membros cada vez mais interessados em energia renovável enquanto procuram maneiras de economizar dinheiro e tornar suas fazendas mais ecológicas. David Darr, presidente dos serviços agrícolas da DFA, disse: "Através desta parceria com a Third Sun Solar, esperamos tornar a tecnologia solar mais ampla, pois as oportunidades econômicas e ambientais para os agricultores são incrivelmente benéficas". O membro do DFA, Gary Kibler, da fazenda produtora de lácteos Kibler, em Warren, Ohio, trabalhou recentemente com o Third Sun Solar para instalar 480 painéis solares em sua fazenda familiar. De acordo com a Third Sun Solar, os painéis fornecerão 163,2 quilowatts de energia, o que deverá significar uma economia anual de US $ 23.000. A co-fundadora da Third Sun Solar, Michelle Greenfield, disse: "As fazendas familiares podem ser a essência da transformação ecológica, e as fazendas leiteiras, em particular, são um recurso inexplorado para levar mais energia renovável a região central. "Além disso, os painéis são muito mais duráveis agora do que 15, ou até mesmo cinco anos atrás. Então, com preços de painel pela metade do preço do que costumavam ser, a energia solar é muito mais alcançável para os agricultores que procuram reduzir sua pegada de carbono ".(FoodBev Media - Tradução Livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 14 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.584

 

Mapa publica documento sobre novo Riispoa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta terça-feira (12/09), memorando com esclarecimentos sobre o novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). O guia, elaborado em conjunto com a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da pasta, foi criado após dúvidas que surgiram por parte do setor produtivo de proteína animal. A publicação, que contempla 202 perguntas e respostas, ainda aborda questões sobre procedimentos de registros de produtos e habilitação e certificação de estabelecimentos.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, a iniciativa do Mapa é fundamental para o desenvolvimento das indústrias do Estado. "São esses esclarecimentos que proporcionam as condições necessárias para atender as operações dos laticínios dentro do novo Riispoa", pontua, destacando a importância de interpretar de forma correta a legislação para poder aplicá-la da melhor forma.

O novo Riispoa faz parte da modernização e desburocratização que o ministro da Agricultura Blairo Maggi tem trabalhado com a sua equipe. Confira o documento aqui. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Captação do leite brasileiro vem consolidando recuperação

Nesta quinta-feira (14/09), o IBGE divulgou os dados do segundo trimestre de 2017 sobre a captação brasileira de leite. No período, o volume captado foi de 5,6 bilhões de litros de leite, queda de 3,4% em relação ao trimestre anterior. Entretanto, o acumulado do primeiro semestre de 2017 foi de recuperação em relação ao ano passado. Com um volume de 11,5 bilhões de litros, a captação foi 4,3% superior ao primeiro semestre de 2016. 

Gráfico 1: Evolução da captação entre o 1º semestre de 2017 e 2016. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado. 

Essa recuperação da produção (que vem ocorrendo desde o o segundo semestre de 2016) se deve principalmente às quedas nos preços dos grãos, aliadas aos preços pagos ao produtor que se fortaleceram com a queda ocorrida na produção entre 2015 e primeiro semestre de 2016. Dessa forma, é possível ver que o RMCR (Receita Menos Custos de Ração), que impacta diretamente na rentabilidade final do produtor de leite, vinha mostrando elevações desde o início de 2017 e se tornou um forte impulsionador desse aumento de produção. 

Gráfico 2: Evolução do RMCR mensal nos últimos anos. Fonte: MilkPoint Mercado. 

Na comparação trimestral, fica ainda mais evidente a recuperação que 2017 vem apresentando. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a elevação foi de 8% (a maior desde o 2º semestre de 2014), que por sua vez, havia sido -7,5% inferior ao 2º trimestre de 2015. 

Gráfico 3: Variação de captação brasileira em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado.

Nessa recuperação de produção, os estados de Goiás e São Paulo merecem destaque. Em relação ao mesmo trimestre de 2016, a captação elevou em 21,6% e 18% respectivamente. Dos principais produtores do Brasil, apenas Minas Gerais registrou variação negativa no período, porém, de apenas 1,7%. 

Gráfico 4: Variação da captação estadual em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado 

Para os próximos meses, deve-se esperar uma desaceleração nos níveis de produção, resultado principalmente da queda de preços do leite ao produtor. A cadeia enfrenta dificuldades com a demanda final, o que vem causando pressões de baixa nos preços. Além disso, o valor da arroba do boi se encontra em elevação, e deve permanecer estável pelo menos nos próximos meses. Assim, se o preço ao produtor de leite continuar em retração, a relação de troca ficaria ainda mais desfavorável, (em agosto já foi a maior dos últimos cinco meses) - fato que poderia iniciar o descarte de vacas. Por isso, ao que o mercado indica, esse aumento de produção pode passar por uma desaceleração, pelo menos até o final do ano. 

Gráfico 5: Relação de troca, litros de leite por arroba. (Fonte: IBGE. Elaboração: MilkPoint Mercado)

 

Empresas da UE pedem à China fim do embargo a queijos europeus
A Câmara de Comércio da União Europeia na China pediu a Pequim, nesta quinta-feira (11), que reconsidere sua decisão de suspender a importação de alguns tipos de queijo. "Durante décadas, o queijo europeu foi importado pela China sem qualquer problema sanitário", afirmou a Câmara, em um comunicado. Nas últimas semanas, a Alfândega chinesa começou a proibir a entrada no país de alguns queijos cremosos, como Camembert, Brie, ou o Roquefort franceses. Segundo a Câmara, as empresas europeias já estão fazendo esforços para revisar as normas de segurança alimentar. "Há dois anos, estamos trabalhando com as autoridades competentes chinesas para revisar essas normas", indica o comunicado. Ainda que nas últimas décadas o consumo de produtos lácteos tenha aumentado enormemente no gigante asiático, o queijo continua sendo um produto procurado, principalmente, pelos estrangeiros. (Edairy News)