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Porto Alegre, 29 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.594

 

  IBGE: produção de leite cai 2,9% em 2016; pesquisa aponta aumento dos rebanhos bovinos

A pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite foi de 33,62 bilhões de litros em 2016, 2,9% menor do que no ano anterior. 

Minas Gerais continuou como maior produtor de leite do país, apesar de ter produzido 1,9% a menos do que em 2015 (8,97 bilhões de litros). A produção mineira representou 26,7% da produção nacional. O preço médio nacional do leite ao produtor foi de R$ 1,17 por litro, um aumento de 15,2% em relação a 2015. Isso representou um valor de produção de R$ 39,44 bilhões.

Segundo a PPM, o rebanho bovino do país alcançou o recorde de 218,23 milhões de cabeças em 2016, 1,4% mais que em 2015. Mas o aumento não se refletiu nos abates - foram abatidas 29,67 milhões de cabeças de bovinos, queda de 3,2%. "A oferta de animais prontos para abate e para reposição continuou restrita em função do grande abate de matrizes nos anos anteriores, elevando o preço da arroba e do bezerro", informou o IBGE. De acordo com os dados da PPM, o Brasil continuou com o segundo maior efetivo de bovinos do mundo e representou 22,2% do rebanho global em 2016, atrás da Índia. O país foi também o segundo maior produtor de carne bovina, com 15,4% do total mundial.

O plantel de galináceos também cresceu no país no ano passado - 1,9%, para 1,35 bilhão de cabeças. Conforme o IBGE, a crise econômica, que achatou o poder de compra dos brasileiros, levou ao aumento do consumo de carne de frango e levou os produtores a investir em expansão. O movimento ajudou o Brasil a manter o status de maior exportador mundial de carne de frango. A produção de ovos de galinha, por sua vez, foi de 3,82 bilhões de dúzias em 2016, 1,3% superior a 2015. Isso representa um rendimento de R$ 11,46 bilhões. 

Em relação aos suínos, o rebanho brasileiro cresceu 0,4% no ano passado, para 39,95 milhões de cabeças, o quarto maior do mundo, atrás de China, UE e EUA. A pesquisa também contabilizou um rebanho efetivo de 1,37 milhão de cabeças de bubalinos e de 5,58 milhões de cabeças de equinos. O efetivo de caprinos somou 9,78 milhões de cabeças em 2016, crescimento de 1,7% na comparação ao ano anterior, enquanto o rebanho efetivo de ovinos chegou a 18,43 milhões de cabeças, praticamente estável. (As informações são do jornal Valor Econômico e do IBGE)

Evolução da Produção de leite 2004-2016*

Indústria de laticínios/Brasil 

Laticínios brasileiros querem medidas do governo para enxugar o mercado e aliviar a pressão sobre os preços internos de leite e derivados. Representantes do setor reclamam de sobreoferta e da concorrência com o produto importado, mas competitivo e mais barato. A indústria de lácteos pede que o governo compre 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de UHT, que poderiam ter como destino a merenda escolar e programas sociais. Lideranças disseram a Globo Rural não ter recebido uma resposta de Brasília.

"A ideia é de que o governo faça uma compra imediata ou pelo menos dê uma sinalização ao mercado", resume o secretário executivo do Sindicato dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini. A conta apresentada pelo setor ao governo não é pequena. A considerar os volumes propostos e os preços de referência utilizados para reivindicar as aquisições oficiais - R$ 14,30 o quilo de leite em pó e R$ 2,21 o litro do UHT - o valor fica perto de R$ 1,6 bilhão. "Esse seria o mundo perfeito", diz o representante dos laticínios gaúchos. "Se for olhar isoladamente, é um valor considerável, mas, dividindo por Estado, não é nada assustador", argumenta.

No início deste mês, lideranças da indústria se reuniram com ministros e representantes de órgãos do governo federal. A Casa Civil delegou aos Ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Agricultura (Mapa) a análise da situação. Entre o que quer o setor e o que talvez seja possível, a distância pode ser grande. Às voltas com o ajuste das suas próprias contas e com a necessidade de promover a retomada da atividade econômica, a dificuldade maior é exatamente de onde tirar o dinheiro nas atuais condições. Não há prazo para tomar uma decisão.

"A proposta do setor ficou para os ministérios. A questão é como resolver. É um valor bem alto, uma questão de alto vulto, tem que tratar com responsabilidade", diz o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha. Em Goiás, a preocupação é que uma eventual aquisição por parte do governo seja limitada a poucos fornecedores. Alfredo Luiz Correia, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindileite), defende que médios e grandes produtores possam também participar. "O governo tem que entrar para regular o mercado porque o problema é nacional, não só do produtor familiar. A aquisição tem que ser feita de produtores de todos os tamanhos", diz Correia, afirmando esse assunto ainda está em debate entre representantes do setor.

Mas o Ministério da Agricultura é taxativo. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, avalia ser possível executar as compras apenas no âmbito dos programas sociais. O governo não tem estrutura para estocar grandes volumes de leite e derivados. "Não há como fazer isso. Mesmo se for leite em pó, como vamos fazer a manutenção disso? Agora, o mecanismo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e aquisição para distribuição, estamos trabalhando o orçamento. Vamos fazer o que for factível", diz.

Importações
Diante do excedente interno que pressiona os preços, a opção mais viável é limitar importações, pelo menos na visão do Ministério da Agricultura. Para Neri Geller, a concorrência com o produto do exterior é o principal problema a ser atacado para tentar reequilibrar o quadro de oferta e demanda do setor lácteo brasileiro. Uma medida neste sentido também atenderia a demanda dos laticínios. A indústria reclama, principalmente, da entrada do produto do Uruguai. Mais competitivo, o leite em pó do país vizinho chega a valores mais baixos, impondo uma paridade ao produto nacional.

Representantes dos laticínios dizem que esse movimento acontece mesmo quando as importações diminuem, como vem ocorrendo neste ano. No primeiro semestre, o Brasil comprou do Uruguai 17,9 mil toneladas de leite em pó. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 30,3 mil toneladas. Palharini, do Rio Grande do Sul, explica que o leite em pó uruguaio é comprado atualmente a R$ 10,50 o quilo. O brasileiro custa em torno de R$ 12. Meses atrás, a cotação interna estava superior a R$ 14 o quilo. "O que chama a atenção é que as importações de leite em pó vem caindo, mas de outros derivados, como queijo e soro, estão aumentando", preocupa-se o secretário executivo do Sindilat do Rio Grande do Sul.

Ele defende o estabelecimento de uma cota de importação de todos os derivados fornecidos pelo Uruguai. Uma eventual sanção seria mais rigorosa do que a aplicada à Argentina, cujo limite vale só para o leite em pó. Havendo sucesso com os uruguaios, diz ele, a ideia seria retomar a discussão e elevar as restrições também aos argentinos. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, reforça tese já defendida pelo próprio ministro Blairo Maggi. Entende que o leite deve ser retirado da pauta do Mercosul. "Não é vedar a importação, mas criar mecanismos para a concorrência não ser desleal. Temos conversado porque o problema do leite é grave e não podemos desarticular o setor porque recuperar é muito difícil." A discussão passa pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que chegou a propor a criação de um grupo de trabalho para tratar do assunto, inclusive, com o Uruguai. Procurado, o MDIC não deu uma resposta até a conclusão desta reportagem. (Globo Rural)

Agropecuária vai passar por onda de rejuvenescimento, diz ex-ministro Roberto Rodrigues

A agropecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Produziu mais, abasteceu o mercado interno de alimentos e ganhou amplo espaço no exterior. Está chegando, no entanto, a hora de os mentores dessa agropecuária saírem de campo e deixarem espaço para os sucessores. E esse será um dos principais desafios do setor a partir de agora, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Lide Agronegócio.

Rodrigues, que coordena seminário sobre o assunto no próximo sábado (30) em Campinas (SP), diz que a sucessão, apesar de eventuais dificuldades, poderá dar novo ânimo ao setor. A nova agricultura é dependente de tecnologia, e a liderança agrícola que está por vir está mais ligada à essa nova tendência do que os que saem de comando. Essa sucessão deve ocorrer em todos os segmentos do agronegócio, segundo ele.

Começa dentro da porteira, na sucessão de comando das fazendas. Passa pelas empresas do agronegócio e deve atingir também as instituições e as associações representantes de classes do setor. A sucessão deve abrir novos campos para o uso de tecnologia, tanto no controle interno das propriedades como na gestão financeira e na gestão ambiental.

Não há um modelo único de gestão no país, devido às distâncias e diversidades regionais. Uma gestão com base na tecnologia deverá estar presente em todas essas regiões. "Vem vindo uma onda que vai determinar um rejuvenescimento da agropecuária brasileira", diz Rodrigues. ''As novas lideranças já nasceram dentro da tecnologia, e esta vai permitir gestões financeiras, de recursos e ambiental rejuvenescidas."

O ex-ministro destaca ainda a necessidade de uma boa sucessão empresarial para que haja uma continuidade saudável das atividades das empresas. Ele cita exemplos que já se concretizaram como os da Jacto, empresa de São Paulo do segmento de máquinas, e da cooperativa Cocamar, de Maringá (PR). A sucessão tem de passar também pelas instituições ligadas ao agronegócio. Rodrigues destaca que algumas das modernas associações já exigem a troca constante de lideranças para que haja uma renovação de ideias. (As informações são do jornal Folha de São Paulo) 

 

Pnad: desemprego recua para 12,6% em agosto
A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, quando atingiu 13,1 milhões de pessoas, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Nos três meses encerrados em maio, período que serve como base de comparação, a taxa ainda estava na casa de 13% (13,3%), maior patamar atingido desde o início da série histórica dessa pesquisa, que é de 2012. Há um ano, no entanto, o desemprego atingia uma parcela menor da força de trabalho do país: 11,8%. Essa melhora no mercado de trabalho vai ao encontro do que mostram os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que contabiliza o fluxo de empregos no mercado formal. Em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, foram criados 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos de trabalho. (As informações são do jornal O Globo)

 

Porto Alegre, 28 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.593

 

  Apesar de ano inconsistente, cenário é de alta na produção da Nova Zelândia
 
Os mais recentes dados de produção da Nova Zelândia mostram que, em agosto, o país produziu 1,3 milhão de toneladas de equivalente-leite (aproximadamente 1,28 milhão de litros), uma queda de 1,6% em relação a agosto de 2016. O mês de junho costuma marcar a entrada de uma nova safra na Nova Zelândia, mas como o mercado não "começa do zero" no início da safra, é interessante verificar o que vem ocorrendo mês a mês desde o início do ano. 

Apesar da queda em agosto, neste ano, o país vem 'lutando' para elevar a sua produção, mas enfrenta dificuldades devido às condições climáticas. No acumulado do ano (janeiro a agosto), a produção neozelandesa foi apenas 3% superior ao mesmo período de 2016. Porém, nos meses em que a produção foi superior à de 2016, ela subiu de forma acentuada. Como exemplo, o mês de março deste ano foi responsável por 61% do aumento no acumulado entre 2016 e 2017, sendo que, na comparação mensal, a produção foi quase 10% maior do que em março 2016. 

Além disso, outro fator que comprova esse esforço neozelandês em elevar sua produção, é o aumento das importações de insumos para o concentrado. Na safra 2016/17, o volume importado de grãos foi de 113 mil toneladas, contra 37 mil na safra anterior (aumento também impulsionado pela proibição do uso de farelo de palma). 

Gráfico 1. Evolução da produção mensal na Nova Zelândia. Fonte: DCANZ.

 

No primeiro semestre do ano, as precipitações foram abaixo da média histórica em quase todos os meses (impedindo um aumento ainda mais acentuado da produção), porém, a situação parece ter se revertido a partir de julho, o que pode ser um indício de safra cheia em 2017/2018. 

Este aumento que o país vem buscando em sua produção tem uma justificativa clara. Diferentemente do que o Brasil vem enfrentando, a Nova Zelândia (um exímio exportador de lácteos) registrou considerável aumento nos seus preços no último ano. Na última segunda-feira, a Fonterra anunciou que o preço pago na safra 2016/2017 por quilo de sólidos foi de US$ 6,52, 52% acima do valor médio da safra anterior, enquanto o preço pago ao produtor em dólares por litro foi 36,4% maior entre julho de 2017 (US$ 0,403) e julho de 2016 (US$ 0,296). Um dos maiores aumentos registrados para o período entre os principais produtores de leite do mundo. 

Dessa forma, a safra 2017/2018, que iniciou em junho e tem seu "pico" de produção programado para o último trimestre deste ano, se tiver clima favorável e demanda internacional consistente, tem tudo para se tornar uma safra histórica para a Nova Zelândia. (Milkpoint)

Tetra Pak 

A Tetra Pak participa do 6º Seminário Regional da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo - ABIQ, que ocorre em Foz do Iguaçu (PR), hoje, 28 de setembro de 2017. Com a palestra "Automação como melhoria na fabricação de queijos", a companhia estimula a percepção das empresas sobre os benefícios das tecnologias de automação e digitalização nas plantas produtivas do derivado lácteo.  

Por meio da medição de parâmetros relacionados à qualidade do leite e às implicações para a fermentação, sabor, textura e consistência do queijo, os sistemas de automação monitoram e rastreiam todas as etapas de fabricação do insumo, dando ao queijeiro a oportunidade de estar no controle da qualidade de seu produto final.  

"Os produtos lácteos em geral, e os de queijos em particular, sofrem uma concorrência bastante acirrada com os produtos importados, principalmente com relação à qualidade e padronização nas gôndolas dos supermercados. A automação vem contribuir justamente para esse salto de qualidade da produção nacional, fator essencial para a competitividade do mercado brasileiro", afirma Luis Shimabukuro, gerente comercial da Tetra Pak.  

Ao destacar os benefícios do investimento na tecnologia, a companhia pretende mobilizar também pequenas queijarias, que ainda desconhecem as oportunidades de uma cadeia nacional integrada. "Outra vantagem da automação é permitir a rastreabilidade total da matéria-prima até o consumidor. Isso significa ter controle da origem dos materiais, ingredientes, processamento e embalagem para registro completo e acompanhamento de todos os parâmetros de produção", complementa.

Oportunidade de expansão
Segundo a ABIQ, cada brasileiro consome em média 5,4 quilos de queijo por ano. A meta da entidade é, até 2020, chegar a um consumo de 7,5 quilos per capita. Para 2030, o objetivo é atingir a marca de 9,6 quilos de queijo por habitante/ano. Líder em processamento e envase de alimentos, a Tetra Pak também conta com um amplo portfólio de soluções para produção de diversos tipos de queijo e soro de leite. (JeffreyGroup Brasil)

 
 
Maggi quer intensificar comércio agrícola com o Peru

Em reunião com empresários durante viagem oficial ao Peru, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu maior aproximação comercial entre o país e o Brasil, especialmente os estados vizinhos, como Acre, Rondônia e Mato Grosso. "A ideia é destravar o que emperra o comércio bilateral", afirmou.

Maggi disse que há potencial a ser explorado, já que a relação no agronegócio entre os dois países ainda é muito pequena. O Peru é o 34º parceiro comercial do Brasil, sendo que no setor agropecuário foram registrados, no ano passado, US$ 179 milhões em exportações. No agronegócio como um todo, as vendas externas brasileiras para o mercado peruano totalizaram e US$ 392 milhões.

O Brasil tem condições de fornecer ao Peru alimentos que o país não produz, ressaltou o ministro, acrescentando que o Acre, por exemplo, vem desenvolvendo uma suinocultura moderna, além de ter terras para soja e milho, entre outros produtos.

Do lado do Peru, Maggi destacou o crescimento da produção de frutas, que rende ao país anualmente entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. E observou que há um mercado interno consumidor no Brasil a ser explorado pelos peruanos. "Estamos voltando a crescer, com expectativa de que, neste ano, o índice seja de 1% e, no próximo, de 3%, o que significa muito para um país do nosso tamanho."

O ministro enfatizou que o Brasil é um fornecedor seguro de alimentos com produção crescente, sendo responsável por 6,6% do mercado mundial. Ao mesmo tempo, observou que toda a produção de algodão deste ano, de 1,2 milhão de toneladas, já estava vendida desde 2017, o que representa confiança do mercado internacional. "Tivemos pequena redução da fatia mundial do agro, mas por conta do preço das commodities e não do volume exportado", explicou. E a expectativa é ocupar mais espaço em mercados onde a participação brasileira tem muito para crescer, como em países asiáticos, em função do poder de compra da população, e no México, onde o Brasil tem participação de apenas 1,2% no agronegócio, "é um alvo específico".

O trabalho, segundo o ministro, é eliminar barreiras de comércio, já que a estimativa da produção brasileira é de continuar crescendo nos próximos anos.

Maggi destacou ainda que o Brasil segue cumprindo uma legislação ambiental rígida que precisa ser reconhecida pelos parceiros comerciais e que o aumento da produção se deve ao avanço de pesquisas, particularmente aquelas desenvolvidas pela Embrapa. Enfatizou como responsável por ganhos de produtividade a alternância de culturas, que permitem colher mais de uma safra por ano em uma mesma área, e entre a agricultura e a pecuária.

Nesta quinta-feira (28), Maggi viaja para a Bolívia. Na capital La Paz, terá encontros com o ministro do Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia, César Cocarico, e com o vice-ministro de Comércio e Integração boliviano, Walter Clarems.

A delegação chefiada pelo ministro ao Peru e à Bolívia é composta pelos secretários de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, e de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. Participam do evento com empresários o presidente da Abafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas), Luiz Roberto Maldonado; o presidente da Ceasa de Mato Grosso, Baltazar Ulrich; o senador Cidinho Santos e o deputado Adillton Sachetti. (As informações são do Mapa)

 

Natal 
As vendas durante o período do Natal, em 2017, devem movimentar R$ 34,3 bilhões no varejo - avanço de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a data, os varejistas devem contratar 73,1 mil trabalhadores temporários - crescimento de 10% em relação aos 66,7 mil postos criados no ano passado. Entre os segmentos que mais contratam estão o de vestuário, com 48,9 mil vagas, e de supermercados com 10,4 mil vagas. As duas atividades representam 42% da força de trabalho do setor e respondem por cerca de 60% das vendas natalinas. O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.191, o equivalente a uma alta nominal de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado. (Giro News)

Estão abertas, até o dia 1º de novembro, as inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea pretende valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: imprensasindilat@gmail.com.

O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017.

Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão apenas um troféu.

Confira os documentos necessários para inscrição no regulamento.

Ficha de Inscrição: 

Com o intuito de aprofundar conhecimentos sobre medidas de segurança na pecuária leiteira, a Embrapa Clima Temperado promove, no dia 19 de outubro, o seminário Bioseguridade na Cadeia Produtiva do Leite. O evento, que acontece no auditório da Estação Experimental Terras Baixas, em Capão do Leão (RS), a partir das 13h30min, contará com palestras de especialistas e representantes de outros segmentos da Embrapa. A atividade é destinada para profissionais da veterinária que desempenham funções no campo e assistência técnica a cooperativas de leite.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Ligia Pegoraro, as práticas que serão debatidas visam a segurança do rebanho, como uso de roupas limpas durante o manejo dos animais e esterilização de materiais de inseminação. "Quanto mais medidas de segurança, menos gastos com antibióticos e tratamentos", afirma, lembrando da economia que os produtores têm com as ações. Ligia alerta para a diferença que o rebanho leiteiro possui de outras espécies, em que os prejuízos demoram mais tempo para aparecer. Assim, os produtores acabam atribuindo a redução da produção a outros motivos e não se atentam à prevenção contra agentes patógenos. "É necessário avaliar os fatores de risco, seguir o calendário de vacinações e as práticas de manejo recomendadas. Prevenir é melhor que tratar", conclui.

Ao todo, serão cerca de 60 vagas disponíveis para o seminário. A inscrição é gratuita e deve ser efetuada previamente pelo e-mail: ligia.pegoraro@embrapa.br.

 

Porto Alegre, 27 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.592

 

  Valor despenca em setembro

O valor do litro de leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% inferior ao consolidado de agosto, de R$ 0,8914, segundo levantamento divulgado ontem pelo Conseleite. É a quinta queda consecutiva do preço de referência do produto. A última vez que os produtores tinham recebido valor igual a R$ 0,85 ocorreu em janeiro do ano passado, período em que há queda sazonal da cotação. Na análise mais recente da Emater, da semana passada, o preço médio do litro era de R$ 1,02, 26% inferior ao de R$ 1,39 do mesmo período do ano passado. 

A nova queda no preço tinha sido prevista nas últimas semanas pelo presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Alexandre Guerra. Segundo o dirigente, se não houvesse a intervenção do poder público com compras governamentais urgentes, a tendência seria de valores ainda piores em setembro, até porque não ocorreu a retomada da economia a ponto de acelerar o consumo de leite. "Estamos em um momento altamente prejudicial, porque há desistência de produtores da atividade e as indústrias operam no vermelho", avalia.

Guerra lembra que, em 12 de setembro, em uma reunião com entidades do setor, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se comprometeu a averiguar a possibilidade de liberação de recursos para compras governamentais, mas nenhum retorno foi dado até o momento. Nos últimos dias, o setor acionou parlamentares para voltar a pressionar o Executivo. Ontem, em Brasília, em uma nova investida, o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, Heitor Schuch, apresentou documentos ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que comprovam a queda nos preços do leite. "Foi uma reunião para tentar convencer o ministério de que medidas como a compra interna de leite e o controle das importações do Uruguai são urgentes para socorrer o produtor", disse Schuch, que admitiu não acreditar numa atitude rápida do governo. FETAG. 

A direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) pediu formalmente ao governo do Estado dados dos incentivos fiscais concedidos a empresas de leite instaladas no Rio Grande do Sul. A entidade quer saber se indústrias que vêm importando o produto contam com os benefícios, o que, segundo o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, seria inadmissível, porque receberam apoio para desenvolver a cadeia local. "Se isso estiver ocorrendo, vamos pedir a suspensão dos incentivos", antecipa o dirigente. (Correio do Povo)

Suspensão será acelerada no RS
O Rio Grande do Sul poderá antecipar para 2019 sua declaração de área livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão de acelerar o processo foi tomada ontem, em reunião do vice-governador José Paulo Cairoli com representantes de entidades, indústrias e produtores de proteína animal. Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o Estado encaminha nos próximos dias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a solicitação de uma auditoria nos serviços de controle da doença, a exemplo do que já foi pedido pelo Paraná, com processo marcado para janeiro de 2018. 

Polo afirmou que com a auditoria é possível antecipar em dois anos a retirada da vacina, que estava prevista no plano do Mapa para 2021. "A decisão tomada hoje é um divisor de águas e demonstra o amadurecimento do sistema de defesa agropecuária do Rio Grande Sul e seu esforço para atingir as metas do ministério", destacou o secretário, lembrando que a retirada da vacina repercutirá positivamente na bovinocultura de corte e leiteira, na suinocultura e na avicultura. "Vamos entrar em outro patamar de sanidade animal", prevê. 

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, destacou que o pedido de antecipação tem efeitos imediatos nas cadeias produtivas. "Vai renovar ânimos e aumentar a disposição do setor com a visualização de novos mercados", comentou. A vacinação contra a aftosa é fator de restrição para a exporta- ção de carne bovina, suína e de aves para diversos mercados. Japão e Estados Unidos já importam carne de Santa Catarina, único estado brasileiro livre da doença sem vacinação. O Rio Grande do Sul é um dos estados livres de aftosa com vacinação. (Correio do Povo)

Dia de Campo do Projeto Rural Sustentável é realizado em Frederico Westphalen

Mais produtividade, conservação e renda. Esse é o propósito do Projeto Rural Sustentável, que surgiu na tentativa de melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal pelos pequenos e médios produtores rurais, por meio da implementação de tecnologias de baixa emissão de carbono. Dois municípios da abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen estão envolvidos no projeto, Boa Vista das Missões e Frederico Westphalen. Para difundir as tecnologias serão realizados, ao todo, quatro dias de campo no município de Boa Vista das Missões e três em Frederico Westphalen. O primeiro evento para Frederico Westphalen foi realizado na última sexta-feira (22/09), na propriedade do jovem produtor Cassiano de Pellegrin, na Linha Ponte do Pardo, interior do município. Cerca de 50 pessoas participaram da atividade promovida pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Prefeitura e da Cotrifred.

O Projeto Rural Sustentável é fruto de uma parceria entre os governos do Reino Unido, do Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com foco em ações para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono nos biomas Mata Atlântica e Amazônia. Os Dias de Campo são realizados em propriedades chamadas Unidades Demonstrativas (UDs). A meta do Projeto Rural Sustentável é atender, nos sete Estados brasileiros situados nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, 350 Unidades Demonstrativas, que possuem uma das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas pelo projeto; e 3,6 mil Unidades Multiplicadoras, que irão adotar uma das quatro tecnologias preconizadas no projeto. 

Ao todo, serão 11 mil produtores capacitados, 1,1 mil agentes de Assistência Técnica treinados e 3,7 mil produtores familiares capacitados. O projeto destinará mais de R$ 70 milhões de benefícios diretos ao produtor rural para apoiar essas ações. No RS, são 11 municípios que executam o Projeto. As quatro tecnologias apoiadas pelo Projeto Rural Sustentável são sistemas de integração Lavoura, Pecuária e Florestas (ILPF), incluindo sistemas agroflorestais, plantio de florestas comerciais, recuperação de áreas degradadas com florestas e/ou pastagens e manejo sustentável de florestas nativas. 

As tecnologias destaques do projeto foram os temas apresentados nas estações em Boa Vista das Missões. A monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, participou da atividade explicando aos produtores o funcionamento do projeto. A partir do trabalho realizado com as UDs, o objetivo é expandir a ação, permitindo que outras propriedades, as chamadas Unidades Multiplicadoras, adotem uma das quatro tecnologias.

No Dia de Campo realizado em Frederico Westphalen a programação foi dividida. Pela manhã, os agricultores participantes acompanharam quatros estações organizadas na propriedade da família Pellegrin. Diferentes temas envolvendo a atividade leiteira foram tratados durante o evento. O assistente técnico regional de recursos naturais da Emater/RS-Ascar, Carlos Roberto Olczevski, explanou sobre manejo e conservação do solo na atividade leiteira, enfatizando a importância da análise e a prática para correta retirada da amostragem do solo, bem como os benefícios de recuperação de área degradada com pastagens perenes.

Bem-estar animal e a importância do sistema silvipastoril na atividade leiteira foi assunto abordado pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Luciano Schievenin. "As vacas leiteiras para manter boas condições de saúde, expressar o máximo do seu potencial genético e produzir leite de qualidade precisam estar em boas condições de bem-estar", afirmou Schievenin. As boas condições sugeridas pelo agrônomo são disponibilidade de água e comida à vontade, conforto térmico, boas condições de saúde, livres de estresse, com condições de expressar o comportamento natural para a espécie. Luciano explicou como o sistema silvispastoril contribuiu para esse processo e sugeriu algumas espécies arbóreas que são adequadas para a implantação nas pastagens e beneficiam os animais com o sombreamento. 

Schievenin apresentou ainda resultados de análises da produção leiteira a partir de sistemas que utilizaram sombreamento. Um dos exemplos destacados pelo agrônomo foi a produção da raça holandesa que passou de 14,5 litros de leite para 18,5 litros apenas com a utilização de sombra nos piquetes. Segundo ele, o consumo de alimento, matéria seca, também é maior quando se oferece sombra aos animais. Dessa forma, a produção leiteira final aumenta significativamente nas propriedades que aderem ao sombreamento.

Outra estação do Dia de Campo foi conduzida pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mateus Stefanello, que falou sobre produção de silagem de alta qualidade. Mateus enfatizou que a produção de silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes, o plantio e condução agronômica, a colheita e ensilagem, e a desensilagem e fornecimento. "Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas e interferirão na qualidade final do produto", reforçou o agrônomo. Outro fator importante é a escolha da cultivar. Segundo Mateus, os produtores devem escolher o genótipo levando em conta a boa produção de massa, alta digestibilidade de fibras, ponto de corte prolongado, grãos macios e adaptação e estabilidade de produção.

Ainda na propriedade da família Pellegrin, o médico veterinário da Cotrifred, Thiago Cantarelli, apresentou a estação destacando as características morfológicas desejáveis na seleção de vacas leiteiras de alta produção. À tarde, o Dia de Campo seguiu com a participação da monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, explicando o projeto aos agricultores. Para encerrar a atividade, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, falou sobre implantação, manejo de pastagens e nutrição de vacas leiteiras. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar " Regional de Frederico Westphalen)

Fazenda divulga índices do ICMS

As prefeituras gaúchas já podem calcular o quanto receberão em repasse de ICMS. A Secretaria da Fazenda divulgou ontem o Índice de Participação dos Municípios (IPM) 2018 com os percentuais de cada uma das 497 cidades no rateio do principal tributo estadual. Apurado pela Receita Estadual, o IPM reflete o desempenho médio da economia local entre 2015 e 2016 e indica como o Estado irá repartir R$ 8,26 bilhões. O volume correspondente a 25% sobre a receita de R$ 33,059 bilhões está previsto no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA). Não é considerada a arrecadação do Ampara/RS, fundo destinado a programas sociais constituído a partir da alí- quota de 2% sobre bebidas alcoólicas, cerveja sem álcool, cigarros, cosméticos e TV por assinatura. A relação dos índices de cada município foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Três Passos lidera a variação mais positiva na comparação do IPM de 2018 com o deste ano: alta de 19,91%. Com variações bem próximas estão as cidades de Xangri-Lá (18,15%) e Trindade do Sul (17,74%). Reflexo direto da recessão, seis das dez maiores economias tiveram queda nos índices de retorno. Com variações positivas no valor adicionado nos dois anos que servem como base para definir o índice, as exceções são Canoas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Pelotas, que terão crescimento na cota-parte do tributo. Além do DOE, os índices definitivos de rateio do ICMS estarão disponíveis para consulta na página da Secretaria da Fazenda (https://www.sefaz.rs.gov.br), na aba "serviços" do item IPM. (Correio do Povo)
 
 

Inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo vão até 1º de novembro
Estão abertas, até o dia 1º de novembro, as inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea pretende valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: imprensasindilat@gmail.com. O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017. Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão apenas um troféu. Confira regulamento CLICANDO AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Reunião dos Associados ocorreu hoje de tarde. Foto: Carolina Jardine

Os impactos da crise no consumo não devem sumir com a retomada da economia. A posição está alicerçada em mudanças concretas vivenciadas pelo consumidor brasileiro nos últimos anos. Segundo o gerente de marketing da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, que participou de reunião de associados do Sindilat na terça-feira (26/9), o consumidor aprendeu a comprar de uma forma mais inteligente, buscando promoções, transformação bem nítida em todas as classes, incluso as mais altas. Citou que, em tempos de dificuldade, o consumidor migra de produtos mais premium para produtos mais básicos, um movimento que não deve ser retomado logo que o poder aquisitivo se elevar. O cenário favorece o que chama de “atacarejo”, em estabelecimentos com venda por quantidade mas mais próximas do consumidor de maior poder aquisitivo. “Nesses canais, o cliente vai menos vezes no mês, mas, quando vai, gasta mais. As classes A e B aprenderam a comprar melhor”.

Nas classes mais baixas, tem destaque a busca por embalagens menores como forma de minimizar o desembolso imediato. “Muitas vezes, no longo prazo, esse movimento não é o mais econômico. Mas esse movimento não sempre é racional”. Ainda falou sobre mudanças nos hábitos das famílias, que estão menores mas vivendo mais. “Precisamos trazer mais valor à produção, mas não em preço mas em relação à percepção do consumidor. Devemos entregar o que o consumidor procura e aquilo pelo que ele está disposto a pagar mais”.
Em relação ao mercado lácteo, pontuou que a tendência em volume é positiva, mas cautelosa. A Tetra Pak projeta aumento de 2% no consumo nacional leite UHT em 2017. Até 2020, a previsão é de um crescimento médio de 1,8% ao ano até 2020.

O valor de referência do leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% abaixo do consolidado de agosto (R$ 0,8914). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (26/09) pelo Conseleite em reunião realizada na sede do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em Porto Alegre. No acumulado dos últimos três meses (julho e setembro de 2017), houve uma diminuição de -9,4% no valor de referência.

"O maior problema é a queda de consumo pela perda de poder aquisitivo da população e pelo nível elevado de desemprego associados à importação com valores mais competitivos que o nosso", avalia o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, também presidente do Sindilat. O dirigente destacou que o setor precisa de medidas governamentais que ajudem a tirar a pressão de mercado gerada pelas importações. Na avaliação do dirigente, a tendência é de reação, uma vez que o preço mais em conta do leite UHT poderá ajudar a aumentar o consumo.

O professor da UPF Eduardo Finamore, responsável pelo levantamento mensal do Conseleite, confirma que a redução na comercialização de leite deve-se à queda da renda do consumidor e também ao excesso de oferta no mercado, que “joga os preços para baixo”. 

Na avaliação do tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, não é um bom momento para pensar no aumento da escala de produção. “Temos que garantir o que nós produzimos com qualidade e com preço”, avalia.

Importação e exportação

Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou informações referentes à importação e exportação de produtos lácteos no período de janeiro a agosto. Os dados da balança comercial mostram que o volume de leite e outros derivados comprados de fora permanece sendo maior que a quantidade exportada.

Sobre os pedidos de compra institucional de leite em pó e de cotas para importação de leite do Uruguai, formalizados recentemente em Brasília, Palharini comenta que, aparentemente, o governo federal não se mostrou sensibilizado já que não deram retorno sobre as demandas. Entretanto, enfatiza a necessidade de o setor persistir. “O setor lácteo precisa efetivamente se mobilizar para não ser moeda de troca em outras negociações internacionais”, avalia.

Assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer comentou sobre os dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite apresentado na Expointer. Segundo o diagnóstico, nos últimos dois anos, 19 mil produtores deixaram a atividade e 39 pequenas indústrias fecharam as portas. “Precisamos continuar a pressão no governo federal”, concordou.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Agosto de 2017.

Matéria-prima

Valores Projetados Agosto /17

Valores Finais

Agosto /17

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência

1,0357

1,0251

-0,0106

II – Valor de referência

0,9006

0,8914

-0,0092

III – Menor valor de referência

0,8106

0,8023

-0,0083

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Matéria-prima

Setembro /17 

I – Maior valor de referência

0,9797

II – Valor de referência

0,8519

III – Menor valor de referência

0,7667

1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Reunião do Conseleite ocorreu hoje de manhã. Foto: Bruna Karpinski

 

Porto Alegre, 26 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.591

 

  Conseleite indica queda no leite no RS

O valor de referência do leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% abaixo do consolidado de agosto (R$ 0,8914). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (26/09) pelo Conseleite em reunião realizada na sede do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em Porto Alegre. No acumulado dos últimos três meses (julho e setembro de 2017), houve uma diminuição de -9,4% no valor de referência.
 
"O maior problema é a queda de consumo pela perda de poder aquisitivo da população e pelo nível elevado de desemprego associados à importação com valores mais competitivos que o nosso", avalia o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, também presidente do Sindilat. O dirigente destacou que o setor precisa de medidas governamentais que ajudem a tirar a pressão de mercado gerada pelas importações. Na avaliação do dirigente, a tendência é de reação, uma vez que o preço mais em conta do leite UHT poderá ajudar a aumentar o consumo.
 
O professor da UPF Eduardo Finamore, responsável pelo levantamento mensal do Conseleite, confirma que a redução na comercialização de leite deve-se à queda da renda do consumidor e também ao excesso de oferta no mercado, que "joga os preços para baixo". 
 
Na avaliação do tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, não é um bom momento para pensar no aumento da escala de produção. "Temos que garantir o que nós produzimos com qualidade e com preço", avalia.
 
Importação e exportação
Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou informações referentes à importação e exportação de produtos lácteos no período de janeiro a agosto. Os dados da balança comercial mostram que o volume de leite e outros derivados comprados de fora permanece sendo maior que a quantidade exportada.
 
Sobre os pedidos de compra institucional de leite em pó e de cotas para importação de leite do Uruguai, formalizados recentemente em Brasília, Palharini comenta que, aparentemente, o governo federal não se mostrou sensibilizado já que não deram retorno sobre as demandas. Entretanto, enfatiza a necessidade de o setor persistir. "O setor lácteo precisa efetivamente se mobilizar para não ser moeda de troca em outras negociações internacionais", avalia.
 
Assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer comentou sobre os dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite apresentado na Expointer. Segundo o diagnóstico, nos últimos dois anos, 19 mil produtores deixaram a atividade e 39 pequenas indústrias fecharam as portas. "Precisamos continuar a pressão no governo federal", concordou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Foto: Bruna Karpinski 

 
 
 
Setor lácteo debate perfil do consumidor pós-crise
 
Os impactos da crise no consumo não devem sumir com a retomada da economia. A posição está alicerçada em mudanças concretas vivenciadas pelo consumidor brasileiro nos últimos anos. Segundo o gerente de marketing da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, que participou de reunião de associados do Sindilat nesta terça-feira (26/9), o consumidor aprendeu a comprar de uma forma mais inteligente, buscando promoções, transformação bem nítida em todas as classes, incluindo as mais altas. Citou que, em tempos de dificuldade, o consumidor migra de produtos premium para os mais básicos, um movimento que não deve ser retomado logo que o poder aquisitivo se elevar.  O cenário favorece o que  chama de "atacarejo", estabelecimento com venda por quantidade mas mais próximo do consumidor de maior poder aquisitivo. "Nesses canais, o cliente vai menos vezes no mês, mas, quando vai, gasta mais. As classes A e B aprenderam a comprar melhor".
 
Nas classes mais baixas, tem destaque a busca por embalagens menores como forma de minimizar o desembolso imediato. "Muitas vezes, no longo prazo, esse movimento não é o mais econômico. Mas isso nem sempre é racional". Ainda falou sobre mudanças nos hábitos das famílias, que estão menores, mas vivendo mais. "Precisamos trazer mais valor à produção. Não em preço, mas em relação à percepção do consumidor. Devemos entregar o que o consumidor procura e aquilo pelo que ele está disposto a pagar mais".
 
Em relação ao mercado lácteo, pontuou que a tendência em volume é positiva, mas cautelosa. A Tetra Pak projeta aumento de 2% no consumo nacional de leite UHT em 2017. Até 2020, a previsão é de um crescimento médio de 1,8% ao ano até 2020.
 
Dados Emater 
Durante a reunião de associados, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda detalhou estudo divulgado pela Emater sobre o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul. O levantamento foi apresentado na Expointer e indica que o Rio Grande do Sul tem 173 mil produtores com média de 349,5 por município. As propriedades têm, em média, 19 hectares. A Emater ainda indicou atuação de 225 indústrias em solo gaúcho que recebem, juntas, 4,1 bilhões de litros de leite ao ano de uma produção total de 4,47 bilhões de litros no Estado. No encontro,  também foram apresentados dados referentes ao Pub do Queijo, realizado na Expointer. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o projeto deu início a uma participação mais efetiva do Sindilat na exposição. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Na foto: Luis Eduardo Ramirez
Crédito: Carolina Jardine

 
 
Receita da Fonterra aumenta em 2017, mas os lucros caem 15%
 
A Fonterra anunciou seus resultados anuais de 2017, que apresentam receita de até NZ$ 19,2 bilhões (US$ 13,96 bilhões), mas o lucro líquido após impostos caiu em NZ$ 745 milhões (US$ 541 milhões), uma redução de 11%.
 
A cooperativa da Nova Zelândia confirmou um pagamento final em dinheiro de NZ$ 6,52 (US$ 4,74) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,39) por quilo de leite] para a estação de 2016/2017. Isso é composto por um preço ao produtor - Farmgate Milk - de NZ$ 6,12 (US$ 4,44) por kgMS [NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] e um dividendo de 40 centavos (US$ 29,08 centavos) por ação.
 
O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a capacidade da Fonterra de manter seu dividendo previsto, apesar do preço do leite ter aumentado 57% ao longo do ano e do impacto dos retornos negativos do fluxo, foi um excelente resultado. "Nós sempre precisaremos gerenciar a variabilidade em nossa cooperativa - tanto nos mercados globais como nas condições de produção local. Nós demonstramos nossa capacidade de lidar com essas condições e cumprir nossa estratégia novamente este ano".
 
Novos investimentos
Ele disse que a transformação contínua do negócio fez uma mudança fundamental na forma como a Fonterra opera, concentrando-se no aumento da eficiência e no desenvolvimento de novos fluxos de receita.
 
O negócio de consumo e serviços alimentícios teve um EBIT normalizado de NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), um aumento de 6% em relação ao ano passado. O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings disse que, no ano passado, a Fonterra anunciou novos investimentos em toda a gama de linhas de produtos para consumidores e food service. Isso incluiu novas linhas de UHT em Waitoa, expansões de manteiga e queijo cremoso em Te Rapa, construção da maior planta de muçarela da cooperativa em Clandeboye, duas novas plantas de queijo cremoso em Darfield e a reabertura de suas plantas de queijo e soro de leite em Stanhope, na Austrália .
 
"O food service, em particular, é um negócio direcionado pela demanda e cada um desses investimentos é apoiado por um crescente livro de pedidos do cliente. Ter a capacidade e agilidade para atender rapidamente a demanda neste segmento é fundamental para o desenvolvimento de relacionamentos com os clientes e é o nosso ingresso no jogo em muitos dos nossos principais mercados", disse Spierings.
 
"Nossa estratégia V3 de impulsionar mais volume para maior Value at Velocity é o centro da nossa ambição e fornece a base para que nós financiemos e impulsionemos a inovação e a criação sustentável de valor. Este ano, a nossa força V3 garantiu a nossa capacidade de proporcionar ganhos sólidos em um ambiente de rápido aumento dos preços do leite".
 
Enquanto o EBIT normalizado de produtos ao consumidor e food service aumentou em NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), a margem bruta caiu em 26,8%. Para sua divisão de ingredientes, o EBIT normalizado diminuiu em NZ$ 943 milhões (US$ 685,63 milhões). O EBIT normalizado da divisão da China aumentou em NZ$ 1 milhão (US$ 727.082).
 
A razão entre a dívida da cooperativa e o EBITDA aumentou de 2,8 em 2016 para 3,5 em 2017, embora esta ainda esteja abaixo da razão de 4,7 em 2015. Os resultados anuais também revelaram o salário da Spierings para 2017 em NZ$ 8,32 milhões (US$ 6,04 milhões).
 
Previsões
O total previsto disponível para o pagamento aos produtores na estação de 2017/18 é NZ $ 7,20- $ 7,30 (US$ 5,23-5,30) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,60-NZ$ 0,61 (US$ 0,43-US$ 0,44) por quilo de leite] composto por uma previsão de Farmgate Milk Price de NZ$ 6,75 (US$ 4,90 ) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,40) por quilo de leite] e previsão de ganhos por ação na faixa de 45-55 centavos (US$ 32,7-39,98 a US$ 0,40) por ação.
 
Globalmente, a Fonterra disse que a perspectiva de produtos lácteos continua forte, com preços melhorados, mas a volatilidade continuará. 
 
Em 26/09/17 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,72708 
1,37504 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde ocorre na Unisinos 
Para discutir a geração de produtos inovadores com as possibilidades de parceria com grandes centros mundiais de pesquisa e estimular a inovação da área de Alimentos e Nutrição, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove o IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde. O evento, que é gratuito, ocorre nesta terça e quarta-feira (26 e 27/09), a partir das 13h30min, no Auditório da Unitec, no campus da Unisinos em São Leopoldo (RS). O evento destina-se a alunos e profissionais da área da saúde, nutrição e alimentos, além de empresários da área de alimentos e bebidas. Será distribuído certificado para os inscritos que tiverem 75% de frequência na atividade, que tem total de 12 horas. Confira mais informações e a programação completa pelo link: http://www.unisinos.br/eventos/ii-international-summit-in-nutrition-health-and-nutraceuticals-ex123274-00001. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Para discutir a geração de produtos inovadores com as possibilidades de parceria com grandes centros mundiais de pesquisa e estimular a inovação da área de Alimentos e Nutrição, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove o 2º Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde. O evento, que é gratuito, ocorre nesta terça e quarta-feira (26 e 27/09), a partir das 13h30min, no Auditório da Unitec, no campus da Unisinos em São Leopoldo (RS).

O evento destina-se a alunos e profissionais da área da saúde, nutrição e alimentos, além de empresários da área de alimentos e bebidas. Será distribuído certificado para os inscritos que tiverem 75% de frequência na atividade, que tem total de 12 horas. Confira mais informações e a programação completa aqui.  

 

Porto Alegre, 25 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.590

 

  Importância do Leite é tema de peça teatral em Chiapetta

O grupo teatral Espaço da Arte, de Bom Princípio, realizou nesta sexta-feira e sábado (22 e 23/09), em Chiapetta, a peça teatral Mimosa em Chiapetta. Em parceria com o Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o grupo promove apresentações que têm como objetivo mostrar às crianças a importância do leite. "Contamos a história da vaquinha Mimosa. Mostramos para as crianças que o leite não vem da caixinha, e sim, da vaca", explicou Maria Paula Corrêa, coordenadora do teatro Espaço da Arte.

As apresentações de teatro ocorreram em duas edições, uma pela manhã e outra à tarde, no Parque de Rodeio de Chiapetta. De acordo com Maria Paula, cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira pela manhã. "A gente procura mostrar desde o dia a dia do agricultor até as indústrias", explicou, ressaltando o retorno positivo por parte do público.

A parceria do grupo com o Sindilat já ocorre há dois anos. Neste ano, o grupo já passou por eventos do setor em Santo Augusto e Esteio. A atividade conta também com apoio do Fundesa, Fetag, Farsul, Seapi e Mapa. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Apresentações ocorreram na sexta-feira e no sábado. Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

 
Cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

Soro de leite se destaca nos mercados emergentes

A demanda por soro de leite continua aumentando e a Glanbia Nutritionals vê a maior oportunidade de crescimento nos mercados emergentes, particularmente a Ásia Pacífico. A Ásia Pacífico lidera o mercado global de soro de leite, registrando crescimento anual de dois dígitos, uma tendência que deverá continuar até 2020, de acordo com a Glanbia.

"Os produtos lácteos nos países desenvolvidos são mais difíceis de competir; os emergentes revelam oportunidades promissoras à medida que evoluem", disse Brian Phelan, CEO da Glanbia Nutritionals, na Conferência Internacional de Whey de 2017 (IWC) em Chicago. Além da Ásia Pacífico, a América do Sul continua mostrando um potencial promissor à medida que os pools de leite tradicionais se expandem, disse Phelan.

Reconhecendo essa demanda, a Glanbia Nutritionals realizou vários investimentos através do crescimento orgânico e através da atividade de fusões e aquisições na categoria de soro do leite, incluindo a expansão planejada para 2018 de sua capacidade de produção de soro do leite de alta qualidade em Idaho.

No início deste ano, a empresa também anunciou planos para construir uma nova fábrica de produção de soro do leite e queijos em Michigan, que, uma vez concluída em 2020, ampliará a capacidade de produção da empresa em 30%. "À medida que esta categoria [nutrição de desempenho] se torna mainstream, adquirimos marcas para participar dessa tendência de ofertas especiais até produtos prontos para misturar", disse Phelan.

Em termos de crescimento de fusões e aquisições na categoria de nutrição esportiva, a Glanbia comprou a Optimum Nutrition por US$ 315 milhões em 2008, fez uma aquisição de US$ 144 milhões da Bio-Engineered Supplements and Nutrition e pagou US$ 153 milhões pela The Isopure Co., fabricante de pós e produtos prontos para beber.

O fornecimento de conteúdo de proteína do soro do leite de um jeito conveniente continuará sendo um foco para Glanbia, disse Phelan. Ele acrescentou que o crescimento explosivo de alimentos fortificados com proteínas e produtos de beber registrado nos EUA provavelmente ocorrerá nos mercados emergentes, mas apenas através de esforços direcionados da indústria de lácteos em torno dos benefícios nutricionais cientificamente pesquisados do soro. "Nós temos que sair e reanimar a indústria e não tomar nada por certo", disse Phelan.

Demanda por soro de leite nos EUA se torna premium
A "premiumnização" das preferências dos consumidores nos EUA estimularam a demanda por novos formatos de produtos que incorporam soro do leite como ingrediente. A Glanbia Nutritionals adicionou recentemente uma proteína de soro de leite hidrolisada e térmica, o ProTherma, ao seu portfólio, designado para o uso em aplicações quentes prontas para misturar, como café, chá, chocolate quente, bebidas de malte e café em cápsula.

O ProTherma é uma proteína de soro hidrolisada aglomerada consistindo de 85% de proteína com baixa lactose e projetada para suportar altas temperaturas, dando-lhe a capacidade de permanecer solúvel e estável quando adicionado a água quente. A proteína do soro hidrolisado foi desenvolvida para responder à demanda por produtos enriquecidos em proteínas, particularmente na categoria global de bebidas quentes, que cresceu 5% em volume entre 2015 e 2016, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Produção de leite e lácteos na Argentina

Segundo a Subsecretaría de Lechería do Ministerio de Agroindustria da Argentina (MAGYP), a produção no país foi de 9,90 bilhões de litros em 2016. A produção foi crescente na Argentina de 2003 a 2012, com oscilações pontuais, entretanto caiu 12,5% em 2016. O país vinha com a produção acima de 11 bilhões de litros desde 2011, caindo para menos de 10 bilhões em 2016.

 
  
Esta queda se deu em função das condições climáticas adversas, como excesso de chuva em regiões marcadas pela alta produtividade, levando a perdas consideráveis de pastagens e vacas. A queda na cotação e as dificuldades enfrentadas pelos laticínios argentinos também tiraram muitos produtores e indústrias da atividade. Em 2017, a produção de janeiro a agosto já diminuiu 0,8% em relação ao mesmo período de 2016, o cenário climático que caracterizou o segundo semestre do ano anterior se repetiu no primeiro semestre deste ano, porém com menor intensidade. Neste segundo semestre se espera uma recuperação da produção, com um ligeiro crescimento na comparação com o mesmo período do ano anterior.
 
Exportação 
As exportações de lácteos argentinos foram de 300,72 mil toneladas em 2016, representando um faturamento de US$815,94 milhões, 9,5% e 27,4% menor que em 2015, respectivamente.
 
 
 
Os principais destinos, em faturamento, foram: o Brasil 39%, a Rússia 11%, a Venezuela 10,6% e Argélia 8,3%.
 
Os principais produtos exportados foram: leite em pó integral (45%), soro de leite (22,3%) e queijos (16,6%).
  
 
Segundo o Observatório de la Cadena Láctea de Argentina (OCLA), de janeiro a julho de 2017 o pais embarcou 115,756 mil toneladas de produtos lácteos, 31,8% menos que em 2016 obtendo uma receita de US$374,60 milhões, 15,1% menor que no mesmo período de 2016.
 
O volume acumulado nos primeiros sete meses de 2017 é o menor dos últimos quatorze anos para o mesmo período.
 
Esta queda significativa se deve à baixa produção, melhores preços no mercado interno, aumento nos custos de produção, baixa escala da produtividade industrial e desvalorização da moeda.
 
A Argentina é um dos principais exportadores de produtos lácteos da América do Sul. E o Brasil é o seu principal destino.
 
Em agosto foi prorrogado o acordo para importação de leite em pó da Argentina pelo Brasil que vigorará até maio de 2018. A cota atual é de 54 mil toneladas distribuídas mensalmente durante o período de junho de 2017 a maio de 2018, sendo que os exportadores poderão lançar mão da cota limite de 5 mil toneladas/mês em meses onde a demanda assim exigir.
 
Este tipo de acordo permite previsibilidade nas operações e evitar surtos de importações que pressionem os preços internos.
 
Para 2018, a Argentina pretende se mobilizar para o fim das cotas de exportação vigentes no mercado brasileiro.
 
Considerações finais 
Depois de dois anos atravessando uma das crises leiteiras mundiais mais profundas e prolongadas, e com problemas internos no contexto econômico e deficiências estruturais do setor, a atividade na Argentina começa a se recompor lentamente.
 
Os preços em toda a cadeia têm melhorado e os custos de produção diminuído, embora os efeitos climáticos negativos, ainda fortes em algumas regiões, progressivamente vão ficando para trás. A expectativa é de ligeiro aumento na produção em 2017, na comparação ano a ano. (Scot Consultoria)

RS: capacitação técnica fomenta a bovinocultura de leite entre produtores de Frederico Westphalen

Para estimular e agregar conhecimento aos produtores de leite de Frederico Westphalen, a Emater/RS-Ascar, Prefeitura e Cotrifred promoveram nesta terça-feira (19) uma Capacitação Técnica em Bovinocultura de Leite. A atividade aconteceu na Linha São Paulo, interior de Frederico Westphalen, e reuniu cerca de 50 produtores.

A programação do evento teve início com a participação do médico veterinário da Cotrifred, Thiago Cantarelli, falando sobre as características morfológicas para seleção de vacas leiteiras de alta produção. O tema destacou os 16 aspectos do animal: estatura, angulosidade, força, profundidade corporal, largura de garupa, ângulo de garupa, pernas vista lateral e posterior, ângulo do casco, úbere anterior, altura e largura do úbere posterior, ligamento central, profundidade de úbere, posição e comprimento dos tetos.

Em seguida, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mateus Stefanello, explanou sobre produção de silagem de alta qualidade, salientando como a alimentação é o componente mais importante no custo de produção do leite, destacando que a qualidade do volumoso ofertado é de vital importância na viabilidade do processo produtivo. Segundo ele, a produção de silagem de milho de boa qualidade é composta de três fases complementares, o plantio e condução agronômica, colheita e ensilagem, desensilagem e fornecimento.

Por fim, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, apresentou sobre a implantação, o manejo de pastagem e a nutrição de vacas leiteiras. "Na produção de leite, a atividade é mais complexa e necessita da gestão da propriedade, considerando inúmeros fatores produtivos, como clima, área, manejo, instalações, mercado, máquinas, estrutura do rebanho, entre outros aspectos", explicou Jeferson.

A capacitação técnica em Frederico Westphalen contou com a participação do secretário Municipal da Agricultura, Cleber Cerutti, do vice-presidente da Cotrifred, Dari Luis Albarello, e da extensionista social da Emater/RS-Ascar, Vera Izabel Cancian. Para o secretário da Agricultura de Frederico Westphalen, a realização do evento faz parte de um esforço das entidades promotoras para fomentar e desenvolver a cadeia produtiva do leite no município. "A nossa intenção é realizar em outras comunidades eventos nesse formato e promover ações para fomentar cada vez mais a cadeia produtiva do leite, levando aos agricultores ferramentas para desenvolver e melhorar a atividade", comentou Cerutti.

O secretário reforçou ainda, o convite aos agricultores para participarem do Dia de Campo que acontecerá nesta sexta-feira (22), na propriedade do jovem produtor, Cassiano de Pellegrin, na Linha Ponte do Pardo. Em novembro, no dia 21, acontece o 5º Fórum Itinerante do Leite, evento que agregará conhecimento e boas experiências às famílias produtoras de leite da região. (Fonte: Emater/RS)

 

UE x Mercosul
O setor lácteo do Mercosul está otimista com a retirada dos laticínios das negociações com a União Europeia (UE). No início do próximo mês haverá uma reunião chave para tratar do assunto em Brasília, onde os negociadores de ambos os países farão um intercâmbio de ofertas. Nesse encontro, representantes do Instituto Nacional do Leite (Inale) apoiarão os negociadores diplomáticos, segundo confirmou a El País, o presidente do Inale, Ricardo De Izaguirre. "A pretensão é que os lácteos que hoje estão dentro do acordo, sejam retirados", explicou Izaguirre. Da mesma forma, os produtores de leite do Brasil - o produtor mais forte -, Argentina, Paraguai, Chile e também os uruguaios estão muito preocupados com as pressões da UE que querem manter os lácteos dentro do acordo comercial. Esta é a meta dos produtores de leite do velho continente, que recebem subsídios para manter a produção. Esta semana, o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera, considerou que "seria bom ter contato com os produtores brasileiro porque existem temas no Tratado de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) que também afetarão os vizinhos". Cabrera avalia que se entrar no Uruguai lácteos subsidiados pela UE, o prejuízo para os produtores de leite do Mercosul será muito elevado. "Não tenho nenhuma dúvida de que seria bastante prejudicial aos produtores de leite do Mercosul, que possuem custos de produção muito elevados", alertou o titular da ANPL. (El País - Tradução livre: Terra Viva)