Porto Alegre, 03 de agosto de 2026 Ano 20 - N° 4.684
Temporal deixa rastro de perdas no Estado
Julho ficou para trás no calendário, mas os efeitos do temporal que atingiu o Rio Grande do Sul no último mês seguem sendo dimensionados no campo. Enquanto equipes técnicas de cooperativas e da Emater ainda percorrem as propriedades para avaliar os estragos, já há registros de perdas irreversíveis em lavouras de inverno, danos às pastagens e dificuldades logísticas que comprometem até a coleta de leite. Cenário que preocupa ainda mais porque a previsão indica que a chuva deve persistir ao longo de agosto.
Uma das regiões mais castigadas foi a de Não-Me-Toque, no norte do Estado. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Maiquel Junges tem inúmeros parciais do estrago. Na canola, 600 hectares tiveram perda total e outros 300 hectares registraram danos de aproximadamente 30%. No trigo, há 500 hectares com perdas médias de 30%, além de áreas onde a quebra chegou a 100%. Também foram contabilizados 500 hectares de aveia branca totalmente perdidos.
Segundo o diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Mateus Rocha, ainda é cedo para consolidar os prejuízos no Estado. Até o momento, 83 municípios já registraram ocorrências no Sistema de Monitoramento de Perdas Agropecuárias (SisPerdas), mas os levantamentos quantitativos continuam sendo realizados pelas equipes de campo. O SisPerdas, aliás, teve prazo prorrogado para 3 de agosto.
No setor de leite, informações do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat) apontam que 94 municípios já comunicaram dificuldades nas rotas de recolhimento devido às condições das estradas. E solicitaram ao Ministério da Agricultura a ampliação do prazo de coleta, que atualmente é de até 24 horas. (Zero Hora)
Anvisa realiza diálogo setorial sobre regulamentação da Lei nº 15.404/2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Gerência-Geral de Alimentos (GGALI), convida todos os interessados a participarem do diálogo setorial virtual sobre a regulamentação da Lei 15.404/2026, que será realizado no dia 11 de agosto de 2026, das 9h às 12h, por meio da plataforma Microsoft Teams.
A Lei nº 15.404/2026 estabeleceu novo marco legal para produtos derivados de cacau e chocolates nacionais e importados comercializados no território nacional. Entre outros pontos, a norma definiu categorias de produtos, fixou requisitos mínimos de composição, tornou obrigatória a informação do percentual de cacau nos rótulos e estabeleceu regras sobre denominação de venda e rotulagem.
O encontro tem como objetivo apresentar o estágio atual dos trabalhos conduzidos pela GGALI, aprofundar questões técnicas identificadas e discutir a estratégia e os próximos passos para a regulamentação da Lei. A iniciativa também busca coletar subsídios dos participantes sobre alternativas regulatórias, evidências disponíveis e possíveis impactos das medidas em avaliação.
Durante o diálogo, serão discutidos temas como:
- limites para cascas, películas e outros subprodutos da amêndoa de cacau;
- critérios para cálculo, declaração e comprovação dos sólidos totais de cacau;
- uso de outras gorduras vegetais adicionadas ao chocolate, incluindo alcance, base de cálculo e critérios de comprovação do limite de 5%;
- relação entre as categorias de chocolate definidas pela Lei e seus critérios de enquadramento;
- sólidos totais de leite ou de seus derivados;
- denominação de venda, rotulagem e prevenção de informações que possam induzir o consumidor a erro; e
- compatibilização da nova Lei com a regulamentação sanitária vigente, especialmente a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 723/2022.
O acesso à reunião deve ser realizado por meio do link CLICANDO AQUI. (Anvisa)
Emater/RS: Informativo Conjuntural 1930 de 30 de julho de 2026
BOVINOCULTURA DE LEITE
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em função das condições meteorológicas adversas, que reduziram a participação das pastagens nas dietas, foi necessário aumentar o uso de silagem de milho. Em São Gabriel, a produção está menor devido à dependência de pastagens nativas e das pequenas áreas de pastagens anuais.
Nas de Caxias do Sul, o estado corporal dos animais está adequado em virtude do fornecimento de silagem, de pré-secado e de feno. A sanidade do rebanho ficou satisfatória, com apenas alguns casos de mastite. As temperaturas amenas beneficiaram o bem-estar animal. Em Serafina Corrêa e Nova Bassano, houve dificuldades pontuais na coleta devido ao barro nas estradas.
Na de Erechim, o excesso de chuvas comprometeu os sistemas a campo. O barro favoreceu lesões de casco e pododermatite e aumentou o risco de mastite ambiental, exigindo maior rigor na higiene da ordenha. Nos sistemas confinados, a umidade das camas se elevou no sistema Compost Barn.
Na de Frederico Westphalen, os altos volumes de chuva nos últimos dias do período prejudicaram a alimentação e o bem-estar dos animais.
Na de Ijuí, a produção e a produtividade apresentaram leve alta, favorecidas pela boa oferta de alimentos e pela qualidade das forragens. A qualidade do leite permaneceu elevada em diversas propriedades, e houve aumento dos sólidos e redução da contagem de células somáticas.
Na de Lajeado, em algumas propriedades, o leite foi descartado devido à falta de energia elétrica ou à impossibilidade de acesso dos caminhões de coleta.
Na de Passo Fundo, a atividade transcorreu dentro da normalidade, com boas condições sanitárias e escore corporal. A elevada umidade do solo dificultou o aproveitamento das pastagens, exigindo manejo diferenciado e priorização das vacas em lactação nas melhores áreas. A alimentação foi baseada em silagem, ração, sal mineral, suplementação no cocho e pastejo.
Na de Pelotas, as chuvas, os dias nublados e o excesso de umidade dificultaram o manejo e o pastejo em Arroio Grande, Canguçu, Morro Redondo, Rio Grande e São Lourenço do Sul, aumentando a necessidade de suplementação. Em Rio Grande e Turuçu, houve reforço nas práticas de higiene da ordenha, vacinação contra raiva, controle de mastite e melhoria do bem-estar animal.
Na de Porto Alegre, as chuvas intensas dificultaram o manejo dos rebanhos em razão do barro. Os animais apresentaram boa condição corporal com suplementação de silagem de milho e ração, mantendo a produção estável. Ainda há registros de mastite.
Na de Santa Rosa, houve aumento do barro nas áreas de circulação, maior risco de mastite ambiental e intensificação do uso de silagem e concentrados. O manejo se tornou mais oneroso, mas não houve interrupção da coleta de leite. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat/RS)
Jogo Rápido
Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)