Pular para o conteúdo

29/06/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  29 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.445


Portaria estabelece requisitos para instalação e funcionamento de postos de refrigeração
 
Postos de Refrigeração - Foi publicada nesta segunda-feira (28) a Portaria nº 337 que estabelece os requisitos mínimos relativos às dependências e aos equipamentos para instalação e funcionamento de postos de refrigeração a serem registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
“A definição desses requisitos mínimos vem complementar a alteração promovida pelo Decreto 10.468/2020 visando a simplificação dos procedimentos de registro de estabelecimentos”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana.
 
A norma segue um padrão de simplificação de procedimentos com definição de responsabilidade, onde se estabelece requisitos mínimos de regras para instalações dos postos de refrigeração concomitante a automatização do processo de registro previsto no Decreto.
O que é

O posto de refrigeração é o estabelecimento intermediário entre as propriedades rurais e as unidades de beneficiamento de leite e derivados destinados à seleção, à recepção, à mensuração de peso ou volume, à filtração, à refrigeração, ao acondicionamento e à expedição de leite cru refrigerado. Acesse aqui a Portaria nº 337. (MAPA)

Primeiro leite carbono neutro é lançado no Brasil
 
Foi lançado na semana passada o primeiro leite “carbono neutro” produzido no Brasil (e um dos primeiros do mundo): trata-se do NoCarbon, leite produzido na Guaraci Agropastoril, localizada em Itirapina/SP.
 
Além de garantir a neutralidade no balanço de carbono, assegurado pela ONG Iniciativa Verde através do selo Carbon Free, o NoCarbon atua em outros dois pilares: bem-estar animal, certificado pelo Instituto Certified Humane Brasil, uma das mais respeitadas ONGs que atuam no tema no mundo, e a produção orgânica, certificada pelo IBD. Provavelmente é o único hoje no mundo com esse tripé de atributos.
 
Quem está à frente do projeto é um velho conhecido do setor: Luis Fernando Laranja da Fonseca, que foi professor da FMVZ/USP, em Pirassununga/SP, tendo tido grande destaque na área de mastite e qualidade do leite, com a co-autoria do livro “Controle da Mastite e Qualidade do Leite”, em parceria com o Prof. Marcos Veiga dos Santos.
 
A Guaraci fez uma parceria com a Fazenda da Toca, tradicional produtora de orgânicos, ocupando a área originalmente destinada à pecuária leiteira com cerca de 150 hectares de pastagens e lavouras orgânicas.
 
Desde 2018, a fazenda vem passando por um processo de aprendizado e desenvolvimento do conceito que norteia o NoCarbon, culminando com o lançamento do leite nas versões integral, e desnatado, que pode ser adquirido inicialmente em alguns pontos na cidade de São Paulo e São Carlos.
 
O domínio da técnica de produção orgânica foi o primeiro passo dessa migração em direção ao conceito. Na sequência, veio a busca pela certificação de bem-estar animal. Por fim, a empresa adequou sua produção para ser neutra na emissão de carbono.
 
“Temos a visão clara de que precisamos repensar a maneira como produzimos alimentos, incorporando a questão da mudança climática em nossas práticas. Mais do que um produto-fim, entendemos que o NoCarbon é parte de um movimento, que não só dialoga com um consumidor cada vez mais atento e preocupado com o futuro da humanidade, como também contribui para o que o próprio setor incorpore esse tema na sua forma de ser e agir”, diz Laranja. “Acreditamos que temos um papel educativo, principalmente no pilar da neutralidade de carbono, que é o principal atributo que trazemos e que efetivamente dá nome ao leite”.
 
Segundo ele, a Guaraci, que produz cerca de 4000 litros/dia, utiliza-se do que há de mais moderno em relação à ciência do carbono, algo que, hoje, está na pauta do setor lácteo mundial. Também, a empresa vem desenvolvendo trabalhos com agricultura regenerativa, outro tema que começa a ganhar as atenções da agricultura e pecuária mundiais.
 
“Queremos ser também uma marca transparente; queremos nos comunicar de uma forma diferente com o consumidor, assumindo eventuais falhas que possam existir, aprender com elas e assim ganhar a confiança do mercado”, explica.
 
Para Marcelo Carvalho, do MilkPoint, a iniciativa é inédita no mercado brasileiro e está alinhada ao que o setor está buscando nos países que lideram a inovação em lácteos: “hoje, a pauta número 1 do setor é relacionada ao meio ambiente, do qual o balanço de carbono tem especial importância. Estamos falando não só de uma oportunidade de mercado, que sem dúvida existe, mas do próprio acesso ao mercado, se analisarmos algumas décadas à frente”, pondera. (Fonte: MilkPoint)
 
 
 
 
Exportações lácteas da Argentina aumentaram mais de 41% em maio

As exportações de lácteos da Argentina aumentaram mais de 41% em maio, em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com informações provisórias do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) sobre a Bolsa Comercial Argentina (ICA), analisadas pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA).
 
Se observarmos o volume exportado, o crescimento interanual foi de 41,06%, mas se considerado o valor das exportações, o aumento é de 53%, o que mostra que os preços dos lácteos no mundo continuam em trajetória ascendente.
 
Cerca de 47% do que foi vendido para o exterior foi leite em pó; 24,5% de queijos; 19,1% de produtos como doce de leite, manteiga, óleo butírico, soro de leite, entre outros e 9,4% restante é complementado por produtos de informação confidencial como lactose, caseína e iogurte.
 
Em litros equivalentes de leite, as exportações representaram 26,3% da produção total em maio, sendo 22,4% nos cinco primeiros meses do ano passado.
 
 
Com esses números de maio, nos primeiros cinco meses do ano, as exportações de lácteos aumentaram mais de 21% e a receita de divisas para o país com essas vendas cresceu 21,5%.

O destino das exportações medidas em dólares é muito diverso, entre as quais Brasil fica com 29%, Argélia, 25%, Rússia, 10%, Chile, 6% e os 30% restantes estão divididos em países como China, Peru, EUA, Uruguai e Indonésia entre muitos outros. (As informações são do Infocampo, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Jogo Rápido  

BB anuncia R$ 135 bi para o Plano Safra 2021/2022

Com a maior fatia do crédito rural, o Banco do Brasil (BB) anunciou ontem o seu pacote para o Plano Safra 2021/2022. Serão disponibilizados R$ 135 bilhões, alta de 17% sobre o valor desembolsado no ciclo 2021/2021. Na quantia agora a ser liberada, estão R$ 87 bilhões para linhas da agricultura empresarial e R$ 34 bilhões para os financiamentos de produtores familiares (Pronaf) e médios (Pronamp). O novo pacote entra em vigor a partir de 1º de julho. O BB teve em 2021, até o momento, um crescimento de 6,4% na carteira ampliada de crédito rural, com destaque para os financiamentos de investimento (onde entram máquinas e equipamentos), que tiveram alta de 39%. (Zero Hora)


 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.