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16/02/2017

Porto Alegre, 16 de fevereiro de 2017.                                               Ano 11- N° 2.443

 

Maggi: país vive momento difícil e não há recursos para política de estoques

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, avaliou nesta segunda-feira (13/02) que o momento econômico do país impede que o governo destine recursos para uma política agrícola de estocagem e que poucos produtos são beneficiados pela ajuda estatal. "Nosso País vive momento difícil na economia e não temos recursos para exercer a política agrícola de estoques, por exemplo", disse o ministro após reunião com pecuaristas leiteiros em Uberaba (MG) e ser cobrado por eles para a criação de uma política para estoques reguladores e de preços mínimos para a cultura. "Não existe nada no governo e é muito difícil", afirmou.

Segundo ele, a saída para o setor enfrentar a oscilação de preços do leite vem da ampliação da produção e da posterior "ida ao mercado internacional, que é mais aberto e não tão exigente em questão de sanidade quanto a carne". Outra medida é o trabalho conjunto entre indústria e pecuaristas. "Indústria de leite e produtor têm de ter, juntos, uma política mais duradoura durante o ano e não deixar que haja a oscilação", opinou.

No encontro, Maggi ouviu novas reclamações de produtores sobre a entrada de leite em pó do Uruguai, que foi limitada em outubro do ano passado e, segundo ele, é investigada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). "O Ministério já abriu uma verificação do leite que foi importado do Uruguai em volumes muito superiores à capacidade de produção e encaminhamos à Camex. Temos de seguir o caminho normal da burocracia (...) e, se comprovado que o Uruguai usou de subterfúgios para trazer leite ao Brasil, podemos colocar cota e deixar de importar leite deles", disse.

O ministro afirmou, ainda, ser favorável à criação de uma linha de crédito para a silagem utilizada na alimentação animal durante a seca. "É a primeira vez a reivindicação apareceu. Anotamos e penso que é possível que haja um crédito especial para a silagem, que tem um custo muito elevado", concluiu. (As informações são do jornal O Estado de São Paulo)

 

 
Riispoa foi encaminhado para a Casa Civil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) encaminhou para a Presidência da República a revisão do RIISPOA, processo nº 00001.000978/2010-41. Os técnicos da Casa Civil estão analisando e na sexta-feira, 17/02, o chefe da Secretaria Jurídica, receberá o texto para análise técnica do processo e tomará as suas decisões. Em resumo: torna-se passível de publicação. (G100)

EUA - Exportações recordes de ingredientes lácteos em 2016

Vendas melhores no segundo semestre puxam os volumes exportados para o território positivo. Os volumes de exportação de lácteos dos EUA melhoraram durante 2016, liderados por vendas recordes de ingredientes lácteos. Os exportadores enviaram 1,89 milhões de toneladas de leite em pó, soro de leite, lactose, queijo e manteiga no ano passado, 3% acima do nível de 2015. As exportações totalizaram US$4,70 bilhões, queda de 10% em relação a 2015. O menor valor desde 2010. O número final de exportações foi auxiliado pelo forte segundo semestre do ano, quando o volume exportado subiu 15%, 19% só no quarto trimestre. Em termos de valor, as exportações subiram 11% no quarto trimestre.

 

O México continua sendo o maior mercado exterior para os produtos lácteos dos EUA, comprando US$1,22 bilhões em 2016, 5% menos em relação ao ano anterior. Os embarques para o Sudeste Asiático caíram 21%, para US$671 milhões, enquanto as exportações para o Canadá aumentaram 14%, atingindo o recorde de US$632 milhões. As exportações para a China caíram 15%, para US$384 milhões, e os embarques para a Coréia do Sul, Japão, Oriente Médio/Norte da África (MENA) caíram mais de 20%.

As exportações de leite seco desengordurado/leite em pó desnatado (NDM / SMP) atingiram o recorde de 602.268 toneladas em 2016, um aumento de 8% em relação ao ano anterior, segundo cálculos do USDEC. Dados oficiais do USDA mostram um aumento nas exportações de leite em pó integral (WMP) para o México. No entanto, dados de importação e fontes de comércio mexicanas não confirmam isso, e acreditamos que este volume representa vendas de SMP que foram classificadas erroneamente no porto. Portanto, ajustamos os dados de comércio de NDM/SMP e WMP para abril-dezembro para explicar essa classificação errada.

 

As exportações ajustadas para o México foram de 280 mil toneladas, 11% a mais, enquanto as vendas para o Sudeste Asiático (lideradas pelas Filipinas e Indonésia) foram de quase 200 mil toneladas, subindo 16%. As exportações de soro de leite dos EUA também atingiram alta recorde em 2016 de 500 mil toneladas, crescimento de 14%. As remessas para a China foram particularmente robustas, representando 211.949 toneladas, um aumento de 27%, enquanto as vendas para o Sudeste Asiático (100.249 toneladas) subiram 10%.

 

Os exportadores dos EUA enviaram 141.402 toneladas de proteína concentrada de soro de leite no ano passado, 36% a mais em relação ao ano anterior. Metade disso foi para a China, que aumentou as compras em 78% na comparação anual. As exportações totais de soro de leite modificado (principalmente soro de leite permeado) foram de 134.013 toneladas, um aumento de 11%, com a China, novamente, comprando quase a metade do volume. As exportações de soro de leite em pó foram de 191,763 toneladas, um aumento de 7%, 50% importadas pela China. As exportações de proteínas isoladas de soro de leite caíram 5% em 2016, o primeiro declínio em oito anos. As exportações de lactose superaram as altas anteriores, totalizando 362.110 toneladas, em 2016, aumento de 1%. As exportações de queijo caíram 9% em 2016 para o menor volume em quatro anos de 287.028 toneladas. As vendas para o México caíram apenas 1%, mas os volumes para a Coréia do Sul, Japão e MENA caíram entre 20-25%. No entanto, as exportações de queijo dos EUA melhoraram no quarto trimestre, com as remessas crescendo 10%, em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações de leite fluido e creme atingiram alta recorde de 114,4 milhões de litros, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. As vendas para o Canadá e México subiram 30% cada. As exportações de WMP (-25%, ajustado) e proteína concentrada de leite (-30%) ficaram abaixo dos níveis do ano anterior. As exportações de manteiga aumentaram 13%, mas totalizaram apenas 24.332 toneladas. (USDEC- Tradução Livre: Terra Viva)

Produtor rural de menor porte tem regras facilitadas para crescer e formalizar atividade

Instrução Normativa (IN) assinada pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nesta terça-feira (14), estimula a criação e a formalização de agroindústrias familiares. As regras que orientavam a produção de laticínios, ovos e mel comuns aos médios e grandes produtores agora foram flexibilizadas para viabilizar os pequenos negócios. "A medida é para a indústria quase artesanal, formada por milhares de produtores, que só precisavam de oportunidade para crescer", afirmou o ministro.

A IN, que será publicada nesta quarta-feira, é voltada para estabelecimentos de até 250 metros quadrados. Com a mudança são adequadas as exigências de equipamentos e de instalações para essas pequenas agroindústrias sem, abrir mão de parâmetros higiênicos e sanitários, preservando a segurança dos alimentos e a saúde pública, explicou o secretário Luis Rangel (Defesa Agropecuária), acrescentando que são mantidos cuidados relativos à temperatura e tempo de cozimento ou de resfriamento dos produtos.

Exemplos de adequações são a dispensa, em situações específicas, de equipamentos, como o resfriador à placa, o tanque de estocagem e equipamento de pasteurização rápida. No caso da utilização de leite proveniente somente da produção própria é dispensado também o laboratório. As instalações também podem ser anexadas à residência, desde que tenham acessos independentes. Também, não precisam ter uma sede para o Serviço de Inspeção. A altura (pé direito), não teve medida mínima definida, mas deve ser suficiente para a disposição dos equipamentos e permitir boas condições de temperatura, ventilação e iluminação.

O secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, lembrou que a principal preocupação do ministro Blairo Maggi desde que assumiu o cargo foi o de desburocratizar e modernizar o agronegócio, lançando logo no início de sua gestão o programa Agro+ com esse objetivo. Segundo ele, de 380 problemas elencados por produtores, desde então, 300 estarão resolvidos. (As informações são do Mapa)

 

 
Emater auxilia prefeituras
Os técnicos da Emater vão auxiliar os municípios na elaboração dos Planos Municipais de Desenvolvimento Rural, exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para aprovar a utilização de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinadas a investimentos na agricultura. O convênio que disponibiliza os profissionais da instituição para as prefeituras foi assinado com a Famurs, ontem, em Porto Alegre. O assessor técnico de Agricultura da Famurs, Ismael Horbach, diz que o ideal é que, mesmo sem prazo estipulado, os municípios finalizem o plano quanto antes. A gerente adjunta de Planejamento da Emater, Magda Tonial, diz que a instituição coloca seu conhecimento e ferramentas à disposição dos municípios. "Esse plano legitima e dá segurança aos gestores e ao próprio órgão que disponibiliza os recursos". (Correio do Povo)
 

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