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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 19 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.328


Intervenções em países em desenvolvimento podem ajudar a atender à demanda global por leite

O baixo consumo de lácteos é comum entre países de baixa e média renda (LMICs), entretanto, com a projeção de aumento da demanda por leite nesses países nas próximas décadas, há uma oportunidade de melhorar a vida de milhões de pessoas por meio dos benefícios nutricionais oferecidos pelos laticínios. O Feed the Future Innovation Lab for Livestock Systems sediou o "Simpósio MILK: Melhorando a produção, qualidade e segurança do leite em países em desenvolvimento" no Encontro Anual da American Dairy Science Association 2019 para abordar os fatores que causam o baixo consumo de laticínios nos LMICs e discutir estratégias para abordá-los. O Journal of Dairy Science convidou palestrantes a enviar artigos sobre tópicos do simpósio para atingir um público mais amplo.

“O nível de consumo de lácteos é baixo nos LMICs devido à baixa acessibilidade e disponibilidade. Isso é causado por alimentação, manejo e genética inadequados, infraestrutura precária de transporte, refrigeração e processamento inadequados, ambientes de política não conducentes e fatores socioculturais e demográficos”, explicou Adegbola Adesogan, PhD, diretor do Laboratório de Inovação Feed the Future Innovation Lab for Livestock Systems da Universidade da Flórida, EUA. “Esses documentos mostram coletivamente como as intervenções estratégicas podem levar a melhorias marcantes na produção de leite em países em desenvolvimento.”

O simpósio começou revisando a importância dos produtos lácteos nas dietas de bebês, adolescentes, gestantes, adultos e idosos. Forneceu evidências de pesquisas atuais de que o consumo de laticínios não aumenta o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2; em vez disso, oferecem um importante suprimento de nutrição e funcionalidade que são de particular importância em certas fases da vida.

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Volumes projetados de leite (ECM, leite corrigido por energia internacional) que serão produzidos por região em 2030 e aumento percentual em relação aos níveis de 2017 (Rede Internacional de Comparação de Fazendas, IFCN, 2018) CIS = Comunidade dos Estados Independentes: Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia , Romênia, Rússia, Ucrânia (Crédito: Adesogan, AT e GE Dahl. 2020. MILK Symposium Introduction: Dairy production in development countries. J. Dairy Sci. 103: 9677-9680)

Os alimentos de origem animal fornecem uma fonte de proteína e micronutrientes de alta qualidade e biodisponibilidade que podem ajudar a diminuir a desnutrição infantil. No Nepal, crianças com mais de 60 meses que consumiram leite eram mais altas e tinham peso maior para a idade e crianças de 24 a 60 meses tinham perímetro cefálico maior, o que é utilizado como medida de cognição.

O simpósio destacou a importância de recursos e educação para melhorar a qualidade e a segurança do leite nos países em desenvolvimento. O simpósio também revisou as causas das doenças de origem alimentar do leite e as implicações econômicas e para a saúde, seguido por uma discussão sobre soluções educacionais e tecnológicas para melhorar a qualidade e a segurança da produção de leite.

Um pacote de treinamento em tecnologia para controlar a mastite foi implementado com sucesso em fazendas de leite de pequenos produtores no Nepal, com resultados que sugeriram a ampliação do treinamento em fazendas além do país. Oficinas de treinamento foram desenvolvidas em Ruanda e no Nepal para ajudar a melhorar a produtividade, qualidade e segurança do leite. No sul da Etiópia, uma intervenção foi projetada para melhorar a higiene e o manuseio do leite, o que resultou em um aumento geral no conhecimento das melhores práticas dos participantes.

O palestrante final enfatizou a sustentabilidade e o impacto ambiental da produção de leite em países de baixa renda. A intensificação sustentável é uma estratégia importante para abordar a segurança alimentar e as mudanças climáticas simultaneamente. Melhorar o potencial genético, nutrição animal equilibrada e qualidade da alimentação são estratégias promissoras.

“A crescente demanda por produtos lácteos nos LMICs apresenta uma grande oportunidade”, disse Adesogan. “Esses documentos contribuirão, em última instância, para atender à crescente demanda global por leite e ao cumprimento das Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas relacionadas à redução da fome e da pobreza, melhoria da educação e do emprego e gestão ambiental.”

Os artigos do simpósio foram publicados como parte da edição de novembro do Journal of Dairy Science CLICANDO AQUI. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Santa Clara completa 10 anos de utilização de energia limpa com redução de emissão de mais de 12,8 mil toneladas de CO2

A Cooperativa Santa Clara completa em outubro 10 anos de utilização de fontes de energia limpa e totalmente renovável, fato que gerou uma redução de 12,8 mil tCO2e (toneladas de dióxido de carbono equivalente). Apenas no ano de 2019 reduziu-se 1,9 mil tonelada de CO2.

“Atualmente, as empresas se preocupam cada vez mais em produzir de forma sustentável e a Santa Clara não é diferente. Sempre revisamos nossos processos e os ajustamos para as melhores práticas, inclusive ambientais. Na utilização fontes de energia limpas e renováveis, a Cooperativa partiu na frente há uma década. Entre tantas ações que realizamos, é importante destacar a compra de energia limpa porque ela gera grande impacto no futuro. Essa iniciativa contribui com o desenvolvimento econômico, social e preservação dos recursos naturais para as próximas gerações”, explica o diretor Administrativo e Financeiro da Santa Clara, Alexandre Guerra.

O uso de fontes renováveis contribui para a redução da emissão de gases do efeito estufa (GEE), causadores diretos da poluição e das mudanças climáticas, reduzindo também as doenças relacionadas à poluição, como asma, pneumonias e outras doenças respiratórias.
Hoje, 65% de toda energia utilizada pela Cooperativa em suas indústrias, centros de distribuição e lojas provêm de fontes renováveis e a previsão é chegar em 90% até o final de 2021. A Santa Clara utiliza energia de usinas eólicas, solar, biomassa, PCH e CGH, entre outras fontes incentivadas pelo Governo Federal por obterem uma matriz energética ambientalmente limpa e sustentável.

A certificação emitida pela Ludfor Energia é um reconhecimento da preocupação da Cooperativa em conviver de forma harmônica com o meio ambiente.

Veja alguns índices equivalentes à redução de 1,9 mil toneladas de CO2:

• 53.809 mudas de árvores conservadas por 20 anos
• 19.351 veículos leves a gasolina percorrendo 500km
• 4.847 transportes rodoviários de 1 tonelada de carga por 500km
828 toneladas de papel ou papelão enviadas para o aterro sanitário. (Divulgação Cooperativa Santa Clara)

Alemanha – Faltam 15 centavos por quilo de leite para fechar as contas

Segundo o estudo trimestral sobre os custos de produção de leite na Alemanha, realizado pelo BAL (Büro für Agrarsoziologie und Landwirtschaft – [Ministério da Agricultura]), os custos continuaram a subir até julho de 2020, enquanto que o preço pago aos produtores de leite caiu no mesmo período.

Em comparação com janeiro de 2020, os custos de produção aumentaram mais de um centavo, atingindo 46,95 centavos por quilo em julho. No mesmo período, o preço do leite caiu exatamente dois centavos para 31,24 centavos por quilo. Os resultados atuais mostram claramente o prejuízo enfrentado pelos produtores de leite, com 33% dos custos não sendo cobertos.

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Elmar Hannen, produtor de leite, e membro do comitê gestor da EMB , [Associação que representa os produtores de leite europeus], resume assim a situação: “Após um ano a estratégia setorial do sindicato agrícola, DBV, a união da indústria de laticínios MIV, e a federação das cooperativas DRV, nenhuma melhora foi observada no mercado de leite. A posição dos produtores piorou bastante. Isso ocorre porque eles enfrentam aumento de custos devido às maiores demandas relativas à seca. No entanto, esses custos adicionais não podem ser repassados e são assumidos integralmente pelos produtores. A parte não coberta dos custos aumenta ainda mais. Sem instrumentos de gestão de crises, não vamos sair dessa situação e vamos continuar perdendo com a atividade”. Segundo a associação alemã dos produtores de leite BDM, é urgente criar uma organização setorial de produção de leite. (EMB - Tradução livre: Terra Viva)


Jogo Rápido
Argentina – Se agrava a crise do setor lácteo
A indústria de laticínios da Argentina é a mais prejudicada com o congelamento dos preços básicos dos alimentos estabelecido pelo governo nacional. No último ano, segundo dados publicados pelo departamento de estatísticas do governo, Indec, a “cesta láctea” mostrou uma inflação interanual de 14,6%, contra 40,1% da média dos alimentos e bebidas em geral no varejo da cidade de Buenos Aires. Quase todos os produtos da “cesta láctea” estão dentro do congelamento decretado pelo governo federal (leite fresco, leite em pó, queijo cremoso, queijo patê-grass, iogurte e manteiga). A única exceção é o queijo sardo, cujo elevado valor impede a aplicação de reajustes significativos na atual conjuntura de crise econômica. O outro segmento mais prejudicado é o dos farináceos. O congelamento dos preços dos produtos básicos só teve dois reajustes de preços autorizados: um no mês de julho e o segundo na semana passada, quando para os lácteos, o aumento foi de apenas 2%. As complicações decorrentes do congelamento de preços, junto com as dificuldades das exportações, afetaram as receitas de muitas indústrias de laticínios. Nesse contexto, enquanto algumas empresas – especialmente as estrangeiras – podem passar por maus momentos com seus recursos próprios, as empresas de menor porte devem recorrer ao sistema bancário. A dívida bancária com entidades argentinas das 27 principais indústrias de laticínios do país era de 20,7 bilhões de pesos, em julho último, segundo dados do Banco Central (BCRA). Trata-se de um valor quase 9% superior ao registrado em março passado (primeiro mês do congelamento obrigatório vigente até o momento), o que representa aumento médio mensal de 2,2% em pesos argentinos correntes. O dado é que 80% da dívida são de empresas de capital argentino, muitas das quais são empresas familiares de médio e pequeno porte. (valorsojar – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


 

 

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Porto Alegre, 16 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.327


Embrapa pesquisa consumo de leite na pandemia

A Embrapa Gado de Leite está mapeando o comportamento do consumidor brasileiro de leite e derivados durante a pandemia de Covid-19. A pesquisa pode ser respondida via questionário online em apenas cinco minutos, até dia 24/10. A instituição assegura o sigilo total das informações coletadas. Para participar, CLIQUE AQUI! (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Em 2019 houve aumento do leite não fiscalizado

Com base nos dados divulgados hoje pelo IBGE sobre a produção de leite do Brasil em 2019, a informalidade vem crescendo. Nos últimos três anos, o leite captado pelas indústrias caiu de 72,7% do total da produção nacional em 2017, para 71,8% em 2019, revertendo a tendência de aumento que vinha apresentando desde 2001. (Terra Viva / Dados: IBGE)

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Demanda chinesa eleva preço do leite Fonterra

A Fonterra aumentou sua previsão da faixa de preço do leite Farmgate para NZ$ 6,80 (US$ 4,48) por quilo de sólidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,56 (US$ 0,37) por quilo de leite, mantendo a faixa de +/- 50c por quilo de sólidos do leite.

O CEO da Fonterra, Miles Hurrell, disse que a previsão mais alta para o preço do leite em 2020/21 está sendo amplamente impulsionada pela melhora na demanda na China.

“Apesar do impacto inicial da Covid-19, vimos a demanda por lácteos na China se recuperar rapidamente. Em particular, a demanda por leite em pó integral, que é um grande impulsionador do preço do leite, tem sido mais forte do que o esperado”, disse Hurrell. “Embora ainda seja o início da temporada, os preços dos lácteos no GDT (Global Dairy Trade) melhoraram em relação aos da primeira onda de Covid-19 e a demanda por leite em pó se mostrou resiliente. Vimos essa demanda refletida nos leilões do GDT, com os preços tendendo a subir nos eventos recentes e isso está apoiando nossa decisão de elevar a faixa e o ponto médio de valores, recompensando os produtores.”

Hurrell disse que uma das prioridades da cooperativa é ter um preço competitivo do leite, já que isso não apenas apoia seus produtores, mas também as comunidades locais. Ele disse que com NZ$ 6,80 por quilo de sólidos, mais de NZ$ 10 bilhões (US $ 6,6 bilhões) iriam para a região da Nova Zelândia.

Hurrell disse que há vários fatores que a cooperativa está observando e é por isso que mantém uma ampla faixa de previsão de NZ$ 6,30 a NZ $ 7,30 (US $ 4,16-US $ 4,82) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,52 - NZ$ 0,60 (US$ 0,34 - US$ 0,40) por quilo de leite].

“Ainda é relativamente cedo na temporada e muita coisa pode mudar. Por exemplo, poderíamos experimentar volatilidade com as taxas de câmbio, a oferta de leite da UE e dos EUA está aumentando e continua havendo incerteza sobre como novas ondas de Covid-19 e uma desaceleração econômica global poderiam impactar a demanda. Com o aumento da demanda e da oferta, vemos as perspectivas de lácteos mais equilibradas, mas considerando que ainda há uma série de riscos, ainda recomendamos aos nossos produtores que sejam cautelosos em suas tomadas de decisão.” (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Inflação de famílias pobres é três vezes maior do que dos mais ricos

A taxa de inflação de famílias com renda muito mais baixa chegou a 0,98% em setembro deste ano, três vezes superior à observada entre a classe com renda alta (0,29%). A constatação é do Indicador de Inflação por Faixa de Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem (14). As famílias com renda muito baixa são aquelas com rendimento domiciliar mensal inferior a R$ 1.650,00. Já as famílias com renda alta são aquelas com rendimento superior a R$ 16.509,66 por mês.

A pesquisa do Ipea constatou que a inflação aumentou, de agosto para setembro, em todas as faixas de renda. Ela foi maior entre as pessoas com renda muito baixa, principalmente por causa da alta de preços dos alimentos, que responderam por 75% da taxa de inflação de setembro. Tiveram aumento de preços no mês, produtos como arroz (18%), óleo (28%) e leite (6%).

No acumulado do ano, a disparidade é ainda maior. Enquanto os mais pobres sentiram um aumento de preços de 2,5% na sua cesta de compras, os mais riscos tiveram alta de apenas 0,2%. Entre os alimentos que mais influenciaram essa alta de preços estão arroz (com alta de 41% no ano), feijão (34%), leite (30%) e óleo de soja (51%).

Outro grupo que influenciou essa alta de preços maior para os mais pobres foi habitação, com inflações em produtos como materiais de limpeza (1,4%) e gás de botijão (1,6%). Já entre os mais ricos, os alimentos e gasolina (com alta de 2%) também tiveram um impacto, mas a inflação foi aliviada por quedas de preços de itens como plano de saúde (-2,3%), mensalidades dos cursos de idioma (-1,5%) e de informática (-1,6%). No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias mais pobres aponta alta de 2,5%, a taxa de variação registrada pela classe de renda mais alta é apenas 0,2%. (Agência Brasil)


Jogo Rápido
SP: coronavírus – cadeia produtiva do leite foi
tema de live do "Caminhos do Agro SP"

A cadeia produtiva do leite e seus derivados desempenha um papel de extrema relevância econômica e social. Ao considerar a importância nutricional, o leite é um dos produtos mais relevantes da agropecuária brasileira. Para discutir esse cenário no estado, o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira recebeu na última quarta-feira (14), representantes de diversos elos da cadeia produtiva do leite na live que faz parte do projeto "Caminhos do Agro SP". Participaram do encontro online o pesquisador e diretor do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite do IZ, Luiz Carlos Roma Júnior; o Diretor Presidente da Agrindus e vice-presidente Abraleite e Leite Brasil, Roberto Jank; e a gerente da área de Criação de Valor Compartilhado da Nestlé, Taissara Martins, que falou sobre o projeto de leite orgânico da companhia em São Paulo. Para acessar ao conteúdo,
CLIQUE AQUI.
Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA/SP)


 

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Porto Alegre, 15 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.326


Com 34,8 bilhões de litros, produção de leite é a segunda maior desde 1974

A produção nacional de leite em 2019 foi de 34,8 bilhões de litros, um aumento de 2,7%, atingindo o segundo maior volume da série histórica, iniciada em 1974, atrás apenas do ano de 2014 (35,1 bilhões de litros).

Com um aumento de 4,4%, o Sudeste voltou a ser o maior produtor de leite, com 34,3% de participação, posição que estava com a região Sul desde 2014. Esta, por sua vez, respondeu por 33,4% da produção. O Nordeste também foi destaque, com crescimento de 8,4%, maior aumento proporcional em nível regional. Minas Gerais seguiu como maior produtor, com 27,1% do total e aumento de 5,7%.

O efetivo de vacas ordenhadas em 2019 foi de 16,3 milhões de animais, 0,5% menor em relação ao ano anterior. Os três maiores estados em efetivos de vacas ordenhadas apresentaram decréscimos: Minas Gerais (-0,3%), Goiás (-2,3%) e Paraná (-3,7). Minas Gerais continuou com o maior rebanho leiteiro, com 3,1 milhões de cabeças de animais, equivalente a 19,3% do rebanho nacional. Goiás seguiu em segundo lugar, com 1,9 milhão de animais, e o Paraná ficou em terceiro lugar, com 1,3 milhão de vacas ordenhadas.

Com aumento na produção e decréscimo no número de animais, 2019 foi mais um ano com ganho de produtividade do rebanho leiteiro, atingindo a marca de 2.141 litros de leite/vaca/ano. A região Sul apresentou as maiores produtividades, liderada por Santa Catarina (3.816 litros de leite/vaca/ano).

O preço médio nacional pago pelo litro do leite subiu 6,7% em 2019, chegando a R$ 1,24 por litro. O valor da produção do leite apresentou acréscimo de 9,6%, resultado da combinação de aumentos na produção e no preço, atingindo R$ 43,1 bilhões.

O número de municípios produtores de leite chegou a 5.513. Dos dez maiores produtores, sete são mineiros. O primeiro lugar, porém, ficou no Paraná, no município de Castro, com 280 milhões de litros, apesar da redução de 4,2%. Em segundo lugar, Patos de Minas (MG) teve acréscimo de 1,5% e atingiu 195,8 milhões de litros de leite. Em terceiro lugar, ficou Carambeí (PR), com produção de 180,0 milhões de litros de leite. (IBGE)

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Fórum da MilkPoint aborda pontos da Reforma Tributária relacionados ao setor lácteo

Aspectos da Reforma Tributária de interesse da cadeia produtiva do leite foram detalhados pelo diretor executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e consultor técnico da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Marcelo Martins, na segunda tarde do Fórum MilkPoint Mercado Online, na quarta-feira (14/10). Ele destacou que a desoneração da cesta básica e das exportações, crédito presumido e o fato dos produtores contribuírem ou não com a Contribuição de Bens e Serviços (CBS) são algumas das especificidades do setor. Por isso, enfatizou a importância de se discutir ativamente esses pontos de interesse, como já vem sendo feito por representantes do segmento.

Segundo Martins, os itens da cesta básica devem ser sujeitos à alíquota zero como estão hoje e não isentos, além de ser necessário manter os produtores rurais como não contribuintes do IBS/ CBS. “Esse processo de débito e crédito será extremamente oneroso para o produtor, não só do ponto de vista financeiro, mas também do ponto de vista operacional”. O profissional ressaltou ainda que haja garantia de utilização de todos os créditos na aquisição de insumos e serviços e crédito presumido com alíquota que garanta a não cumulatividade na cadeia produtiva.

O pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Carvalho discorreu sobre a sensibilidade à renda e lácteos. E em sua fala, afirmou que queijos, requeijão e manteiga tiveram gastos aumentados pelos brasileiros. Também reforçou que o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo à população teve um impacto importante no momento vivido no Brasil. Sobre o consumo, alertou que algumas tendências que já eram esperadas e observadas devem ganhar velocidade, mas não haverá grandes rupturas no comportamento do consumidor. Qualidade, rotulagem, rastreabilidade e bem-estar animal têm sido alguns dos pontos analisados pela população na hora de escolher o produto.

O último dia do fórum, promovido pela Milkpoint, também reuniu profissionais e analistas do segmento que falaram sobre inovação e automação para embalagens no setor de queijos, e-commerce para alimentos, transformações no varejo, desenvolvimento de novos canais de venda em função da pandemia e o comportamento dos consumidores com a chegada da Covid-19. O evento ocorreu nos dias 13 e 14 de outubro com o objetivo de debater o futuro do setor de lácteos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Uruguai: receita de exportações de lácteos cresceu 3% em 2020

O faturamento derivado das exportações uruguaias de lácteos acumuladas nos primeiros nove meses de 2020 aumentou 3% em relação ao mesmo período de 2019, o que é explicado pelos maiores volumes colocados em leite em pó integral e queijos, apesar da piora na renda do leite em pó desnatado (volumes menores) e da manteiga (com preços menores).

A medida foi apurada pelos técnicos do Instituto Nacional do Leite (Inale), que relataram que pelo conjunto de itens – leite em pó integral, leite em pó desnatado, queijos e manteiga – no período janeiro-setembro deste ano foi exportado por US$ 475,7 milhões (com base em dados da Direcção Nacional das Alfândegas).

Se compararmos os primeiros nove meses de 2020 com o mesmo período de 2019, as exportações de leite em pó integral medidas em dólares cresceram 10%, as de leite em pó desnatado caíram 25%, as de queijo aumentaram 2% e as de manteiga caíram 38%.

Se a leitura for feita com base no volume exportado (nos nove meses deste ano foram atingidas 141.309 toneladas considerando todos os itens), houve aumento de 10% no leite em pó integral, queda de 35% no leite em pó desnatado, um aumento de 6% nos queijos e uma queda de 6% na manteiga, sempre comparando os primeiros nove meses de 2020 e 2019.

O leite em pó integral continua sendo, de longe, o produto mais exportado: 106.319 toneladas até agora neste ano, ou seja, 75,23% do total embarcado, gerando receita de US$ 325,4 milhões, 68,40% do total obtido com as exportações de lácteos.

Em relação aos preços médios alcançados, sempre com base na comparação desses dois períodos, não houve variação para o leite em pó integral, houve aumento de 16% no leite em pó desnatado, queda de 4% nos queijos e queda de 34% na manteiga.

Por fim, considerando o mais recente, ou seja, exclusivamente o ocorrido com os negócios correspondentes a setembro de 2020, os preços médios foram: US$ 3.005 por tonelada de leite em pó integral, US$ 2.604 de leite em pó desnatado, US$ 3.958 por queijo e US$ 3.200 pela tonelada de manteiga. (As informações são do El Observador, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Piracanjuba lança Farinha Láctea

A Piracanjuba amplia seu portfólio de produtos e lança a sua Farinha Láctea. A marca desenvolveu um produto que agrega nutrientes indispensáveis para a defesa do corpo, para a geração de energia e para o crescimento e desenvolvimento, como é o caso das vitaminas A, C e D e dos minerais: ferro, zinco, iodo e manganês. “Ao planejarmos a Farinha Láctea Piracanjuba, pensamos na versatilidade que ela traz para a rotina e no potencial de nutrição reunido em um mesmo produto, afinal, são 12 tipos de vitaminas, incluindo o ácido fólico, e nada de corantes ou conservantes”, ressalta a Gerente de Marketing, Lisiane Guimarães.

A nova integrante do portfólio Piracanjuba chega ao mercado na embalagem stand up pouch, com 180 gramas. O produto já está disponível nas gôndolas dos supermercados e nas redes de farmácias de todo país. (As informações são do Newtrade)

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Jogo Rápido
Votação da renovação do Convênio 100 é adiada para dezembro
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) adiou a votação da renovação do Convênio 100/1997 prevista para hoje. O convênio desonera de ICMS a comercialização de insumos agropecuários, como defensivos, fertilizantes e sementes, e tem vigência até o fim do ano. O tema deverá ser analisado em uma nova reunião no dia 9 de dezembro. Outros 200 convênios com vencimento no fim de 2020 aguardam análise, que deverá ser feita em conjunto. O setor agropecuário, no entanto, queria uma definição agora para dar mais previsibilidade e segurança na atividade. Caso o convênio não seja renovado, alega a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), haverá aumento do custo de produção e dos preços dos alimentos da cesta básica. (Valor)


 

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Porto Alegre, 14 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.325


Os efeitos da pandemia no mercado internacional e no consumo de lácteos

A pandemia de Covid-19 teve impactos positivos e negativos no mercado global de lácteos. Ao mesmo tempo em que os consumidores adiantaram as compras, em função do isolamento social, incrementando as vendas do segmento, fatores como redução na demanda de serviços de alimentação (food service) e desaceleração do crescimento econômico do mundo não foram favoráveis. O levantamento sobre o mercado internacional foi apresentado pelo dairy commodity trader da Interfood, Joaquin Gonzalez, durante a primeira tarde do Fórum MilkPoint Mercado Online na terça-feira (13/10).

Segundo Gonzalez, antes da pandemia, o cenário era positivo no preço dos laticínios, com demanda saudável e boas previsões na coleta de leite. Agora, com as mudanças ocasionadas, as perspectivas para o final de 2020 são melhores. Segundo Gonzalez, o food service, que sofreu grandes impactos no início da pandemia, já está em melhores níveis. “Na China, se fala em 80% a 90%, mas ainda não estamos em níveis pré-Covid”, afirma. Além disso, ele destacou que o mercado spot na China ainda estará aquecido, mas sem claridade para os próximos meses e demanda ativa.

Sobre a mudança nos hábitos de consumo com a chegada da Covid-19, itens da cesta de lácteos, como leite em pó e iogurte, apresentaram, apesar da pandemia, crescimento generalizado em volume e em valor, de acordo com os dados apresentados pelo new business manager da Nielsen, Mikael Quialheiro. Segundo ele, os dois produtos estão em um momento de aceleração, expressando aumento de 4,4% e de 5,9%, respectivamente. Leite em pó e leite representaram 70% do crescimento da cesta.

Quialheiro explicou, que nos primeiros meses da Covid-19, a população optou pelo abastecimento, o que acabou sendo alterado com o passar do tempo. "Acredito que agora, no Brasil, estamos saindo da vida restrita e entrando para uma nova normalidade. As pessoas aos poucos estão voltando a fazer as compras no varejo como antes". O profissional ainda ressaltou que produtos como leite em pó, iogurte, leite UHT, requeijão e leite fermentado, que já vinham crescendo, mantiveram a ascensão na pandemia. Para esses, a dica de Quialheiro é impulsionar, otimizando portfólio, mantendo e expandindo a distribuição.

Na ocasião, profissionais e analistas do segmento também discorreram sobre o cenário de oferta e demanda para o milho e para soja em 2020/2021, a importância da rastreabilidade na cadeia de laticínios no mundo pós-pandemia, mercado brasileiro de leite e derivados para o final deste ano e para 2021 e outros. O evento, promovido pela MilkPoint, continuou nesta quarta-feira (14/10), das 13h30 às 17h, com mais palestras sobre perspectivas para o setor. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Poupança das famílias dispara, mas investimento é desafio

A poupança das famílias deverá passar de 13,5% de suas rendas para 20,2% neste ano, estimam os economistas José Roberto Afonso e Thiago Abreu. É uma reação à crise provocada pela covid-19, que leva a um comportamento mais conservador. Eles sugerem alterações no ambiente institucional e financeiro das Parcerias Público-Privadas (PPPs) para que essa poupança seja canalizada para investimentos, principalmente em infraestrutura. A proposta está no texto “A Poupança Precaucional da covid-19: o Desafio de seu Aproveitamento”, que será publicado na revista Conjuntura Econômica, do Ibre/FGV. Em momentos de crise, dizem os economistas, é comum que as famílias optem por gastar menos, fazendo o que se chama de poupança precaucional. Na pandemia do coronavírus, esse comportamento foi exacerbado por causa das medidas de isolamento e afastamento social. Mesmo que não tenham optado por poupar mais, as pessoas se viram impedidas de gastar em áreas como entretenimento e turismo. “A pandemia mudou a forma de consumo das famílias”, comenta Abreu. O resultado é que mais recursos foram guardados. “No mundo inteiro, a poupança das famílias alcançou números impressionantemente altos”, afirma Afonso, que é professor no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Eles citam dados do Banco Central (BC), que apontam para um ingresso líquido de R$ 37,2 bilhões em recursos na caderneta apenas no mês de maio. Em setembro, houve captação de outros R$ 13,2 bilhões, e o estoque superou pela primeira vez na história a marca de R$ 1 trilhão. O crescimento do número de investidores em bolsa é outro sinal de aumento no número de poupadores. O texto cita dados da B3 pelos quais o número de CPFs inscritos para investir passou de 1,7 milhão em 2019 para 2,9 milhões em 2020. Afonso e Abreu estimaram a taxa de poupança das famílias calculando a diferença entre renda e consumo. No caso, tomaram o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a renda disponível bruta das famílias, de 2017, e estimaram os valores para os anos seguintes conforme a variação do Produto Interno Bruto (PIB). E confrontaram esses números com os de consumo, também calculados pelo IBGE. Assim, num cenário em que o PIB recue 5,4% e o consumo das famílias, 7,2%, o aumento da taxa de poupança chegará a 6,7 pontos percentuais da renda familiar, atingindo 20,2% do total em 2020, ante 13,5% estimados em 2019 e 10,5% observados em 2017. “O grande desafio macroeconômico é transformar essa poupança em investimento, sobretudo fixo”, comenta Afonso. “E que, com isso, se consiga disparar o processo de criação de renda e emprego.” Ao longo dos anos 2000, a taxa de investimento girou em torno de 20% do PIB.

No entanto, caiu para 14,5% do PIB em 2018. Em quatro trimestres até junho passado, estava em 15,47% do PIB. Especificamente em infraestrutura, os investimentos têm ficado abaixo de 2% do PIB desde 2001, segundo cálculos de Claudio Frischtak, da consultoria Inter.B, citados pelos economistas. Precisariam ficar em 4,24% do PIB, pelo menos, apenas para evitar a depreciação do capital já existente. Ou seja: em termos de infraestrutura, o Brasil anda para trás. “Cabe construir um novo arranjo institucional e financeiro para compartilhar entre setor privado e público projetos de investimento, a partir de formatos diferenciados de longo prazo, aperfeiçoamento do ambiente regulatório e de licenciamento, além de medidas tributárias urgentes que estimulem o investimento.” Nesse cenário mais favorável, os bancos poderiam oferecer crédito de longo prazo para as empresas investirem e criar produtos para captar dinheiro das famílias para essa finalidade. Para Afonso, o financiamento sempre careceu de um ambiente favorável e de recursos. A novidade é que, agora, o dinheiro existe. (Valor)

Preço ao produtor de leite da Argentina é o mais baixo do mundo

Um relatório elaborado pelo Observatório da Cadeia Leiteira Argentina (Ocla), com base em dados de diferentes entidades internacionais, mostra que os produtores de leite argentinos são os que recebem menos pelo leite cru, levando-se em consideração os principais países produtores mundiais.

Segundo dados divulgados pela Ocla, o produtor de leite argentino recebeu, em média, 25,8 centavos de dólar em agosto. Além de ser um valor abaixo do ponto de equilíbrio que gira em torno de 30 centavos, é de longe o valor mais baixo: o Uruguai segue com 28,4 centavos.

Se for feita uma média entre os outros seis territórios pesquisados (Uruguai, Chile, Brasil, União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia), obtém-se um valor de 36,9 centavos. Em outras palavras, os produtores de leite argentinos recebem 30% a menos do que os produtores em todo o mundo.

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Além disso, o preço atual na Argentina está 13,1% abaixo do ano passado. É o país com a maior variação negativa interanual, atrás do Uruguai (-6,8%) e dos Estados Unidos (-0,5%). Por outro lado, o Brasil mostra o maior aumento: 17,9%

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O problema é que a queda dos preços em moeda “forte” na Argentina ocorre justamente no momento em que o milho e a soja, principais insumos para a alimentação das vacas, apresentaram forte crescimento nos últimos dois meses. (As informações são do Agrovoz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Base de cálculo do Pis e Cofins
Pelo menos três empresas obtiveram, recentemente, autorização de Tribunais Regionais Federais (TRFs) para excluir o PIS e a Cofins das próprias bases de cálculo. Uma delas no TRF da 3ª Região, em São Paulo, e as outras duas no TRF da 2ª Região, no Rio de Janeiro. Advogados dizem que essas decisões podem sinalizar o começo de uma mudança jurisprudencial. (Valor)


 

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Porto Alegre, 13 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.324


Em Portugal, Tereza Cristina anuncia retirada de embargo sobre produtos lácteos

Nesta segunda-feira, 12, a ministra Tereza Cristina, que está em viagem internacional, se reuniu com a ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu. Durante o encontro, em Lisboa, Tereza Cristina anunciou a retirada de embargo sobre produtos lácteos vindos da região de Açores. O embarco já existia há mais de cinco anos.

Mercosul-União Europeia
A ministra da Agricultura de Portugal disse ainda que o país apoia o Acordo Mercosul-União Europeia desde o primeiro momento, ao participar do Seminário Portugal-Brasil: Oportunidades de Negócio no Setor Agroalimentar, em Lisboa, ao lado da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “Continuamos empenhados para que rapidamente este acordo possa ser posto em prática”, afirmou.

Segundo Maria do Céu Antunes, além de melhorar os negócios entre os países do bloco, com maior previsibilidade e transparência de regras, o acordo vai permitir o desenvolvimento sustentável. “Permitirá ainda, e para nós isso é muito importante, um compromisso de todas as partes com os objetivos de desenvolvimento sustentável a proteção do meio ambiente e da biodiversidade e no respeito pelos direitos laborais e sociais”, disse a ministra portuguesa.

A ministra Tereza Cristina também defendeu a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia. Ela citou os ganhos para os dois blocos, como melhores condições econômicas, qualidade de vida para os cidadãos, geração de emprego e renda, fortalecimento da preservação ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa. “É preciso dizer que o acordo não representa qualquer ameaça ao meio ambiente, à saúde humana e aos direitos sociais. Ao contrário, reforça compromissos multilaterais e agrega as melhores práticas na matéria”, disse.

Tereza Cristina disse contar com apoio de Portugal para o acordo avançar. “Esperamos, portanto, que as vozes mal-intencionadas que atacam o acordo não prevaleçam sobre nosso interesse mútuo de promoção do desenvolvimento sustentável. Contamos com o apoio do povo português para que nosso acordo entre em vigor no menor prazo possível”.

O apoio de Portugal à rápida aprovação do acordo entre os dois blocos também foi ressaltado pelo secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Eurico Brilhante Dias. “Portugal sempre se destacou na defesa deste acordo, porque acreditamos na ideia de que o comércio internacional é positivo, é bom, constrói pontes, é um indutor de criação de riqueza e que, como diria o nosso poeta Fernando Pessoa, quem quer a paz, faz o comércio”, disse Dias.

O secretário português disse que o Acordo Mercosul União Europeia é um dos mais desenvolvidos e com um capítulo mais robusto no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. “Por isso, não é apenas um acordo de interesse entre as duas partes. Os avanços conseguidos neste capítulo são importantes e devem ser valorizados muito positivamente no quadro do acordo que foi possível”.

Agropecuária brasileira
A ministra Tereza Cristina destacou dados da evolução da produtividade e sustentabilidade da agropecuária brasileira nos últimos anos, entre eles que a produção de grãos cresceu 425% desde a década de 70, enquanto que a área plantada aumentou somente 43%. Com isso, cerca de 123,7 milhões de hectares de território brasileiro deixaram de ser usados pela atividade agrícola (efeito poupa-terra).

Além disso, o Brasil utiliza apenas 30% de seu território para a agropecuária, mantendo mais de 60% com vegetação nativa. “Estima-se que cerca de 25% da área preservada se encontre em propriedades privadas, algo sem paralelo em outros países do mundo, pois se trata de terreno que o proprietário não recebe para preservar. É apenas uma obrigação legal”, afirmou, acrescentando que o Código Florestal prevê que 20% a 80% da vegetação nativa das propriedades rurais devem ser preservadas, dependendo do bioma.

“Queremos aumentar as nossas exportações para o Brasil, mas também não queremos deixar de importar do Brasil, pelo contrário. Consideramos que através do reforço, da reciprocidade e do bilateralismo nas trocas comerciais é que se constrói. Não é através de imposição de barreiras”, disse. A Aicep é a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Os produtos agrícolas e alimentares representaram, em 2019, 60% do peso das exportações portuguesas, equivalente a 453 milhões de Euros e no primeiro semestre de 2020, o peso foi de 55% correspondendo a 190 milhões. Em relação às importações, o crescimento foi de 17,5% no primeiro semestre.

O embaixador do Brasil em Portugal, Carlos Alberto Simas Magalhães, ressaltou a importância da relação comercial entre os dois países e disse que os negócios no setor agrícola entre os dois países merecem uma renovação. (As informações são do Canal Rural)


Folha tem 13 dias de atraso no mês em que auxílio federal termina

O governo do Estado quita hoje a folha dos servidores do Executivo, relativa a setembro. Na última sexta-feira foram depositados os vencimentos dos que recebem até R$ 4 mil líquidos, o que representa 73% dos vínculos. Em 30 de setembro, já havia sido creditada parcela de R$ 2,2 mil.

A redução nos dias de atraso de pagamento da folha, que chegou a 40 dias, vem ocorrendo em função da reação esboçada pela economia. Segundo os dados da Secretaria da Fazenda, a arrecadação tem se mantido em valores próximos aos projetados antes da pandemia. Em agosto, foi apresentado leve crescimento de 0,9%, que significa R$ 26 milhões, em relação ao previsto antes da crise. Em setembro, a evolução foi ampliada, atingindo melhora considerável em relação ao ano anterior. O crescimento real foi de 8,9%, ou R$ 266 milhões, em comparação com 2019, relativo à arrecadação de ICMS. A tendência deve ser mantida em outubro.

Entre os motivos para a ampliação da arrecadação estão a injeção de recursos por meio do auxílio emergencial, pago a milhões de pessoas pelo governo federal, e gasto majoritariamente em consumo, o que, rapidamente, leva à reação da economia. A ajuda da União, no entanto, terminou em setembro, com o pagamento da última de quatro parcelas de R$ 487 milhões. De acordo com o subsecretário do Tesouro Estadual, Bruno Jatene, seguem os esforços de gestão do fluxo de caixa para priorizar o pagamento da folha no menor prazo possível, mas o cenário ainda é marcado por incertezas e seguirá assim até que a retomada econômica ocorra de forma mais consistente. (Correio do Povo)

Captação de leite na UE pode aumentar 1,4% em 2020 e 0,8% em 2021

A produção de leite na UE no terceiro trimestre de 2020 deve permanecer positiva (+ 1%) graças ao forte crescimento das entregas até julho (+ 2%). A produção no quarto trimestre de 2020 deve ser aproximadamente o mesmo nível do ano passado. Para todo o ano de 2020, prevê-se que a captação de leite na UE aumente 1,4%, graças às condições geralmente favoráveis ??das pastagens até julho, bem como aos alimentos a preços acessíveis.

Ao mesmo tempo, o rebanho leiteiro deve continuar em queda (-0,4%), com aumento dos abates no segundo semestre, de acordo com as projeções de curto prazo divulgadas pela Comissão Europeia. Em 2021, a produção de leite na UE poderá crescer modestos 0,8%, graças a rendimentos mais elevados (1,6%) e menor rebanho (-0,8%).

Em relação aos outros países produtores, a produção de leite nos EUA cresceu a uma taxa semelhante à da UE, a Austrália se recuperou do mínimo do ano passado (+ 5%) e as condições climáticas favoreceram um aumento significativo no leite na Argentina (+ 9%). É provável que a Nova Zelândia se beneficie de boas condições climáticas, como tem feito até agora. (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Por duas assinaturas
Falta pouco para que o grupo de deputados que defende a PEC do Teto de Gastos viabilize o protocolo do texto. Já foram obtidas 17 das 19 assinaturas necessárias. Hoje, o tema será tratado em reunião entre o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, eoautor da proposta, Fábio Ostermann (Novo). A Fiergs foi uma das entidades que mais apoiaram a PEC durante as discussões da reforma tributária que, em função da falta de apoio, não saiu do papel. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 09 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.323


Momento para pecuária leiteira exige cautela do produtor

Ainda sob reflexo da pandemia de coronavírus o ano de 2020 continua repleto de incertezas. No caso da pecuária de leite, as dúvidas no mercado no início da pandemia deixaram os produtores com grande receio sobre qual a direção seguir, diminuir a produção como alguns laticínios sugeriram, ainda no mês de maio desse ano, descartar animais de baixa produção tendo em vista os bons preços pagos pela arroba bovina, ou estruturar seu negócio de forma a enxugar custos e seguir produzindo.

Os mais otimistas se propuseram a seguir em frente e agora colhem os frutos de um bom planejamento da atividade. O setor encontrou desafios, principalmente aqueles condicionados ao consumo de derivados lácteos, em um primeiro momento afetado fortemente pelo isolamento social, mas que em seguida encontrou força com a incorporação na renda das famílias brasileiras do auxílio emergencial.

Esse cenário se somou ao período de sazonalidade típica da produção de leite, resultando em consecutivos aumentos nos preços pagos ao produtor nos últimos meses. Em setembro, especificamente, a “Média Brasil” líquida pesquisada pelo Cepea atingiu R$ 2,13/litro, um recorde real da série, analisando os valores mensais deflacionados pelo IPCA de agosto/20. De janeiro a setembro deste ano, o aumento no preço do leite é de expressivos 56,4%.

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Por outro lado, o movimento de alta também é notado nos custos de produção, dados do Projeto Campo Futuro (CNA/SE-NAR), que conta com a parceria técnica do Cepea, indicam que o Custo Operacional Efetivo (COE), acumula alta de 8,1% de janeiro a agosto, tendo-se como base a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), no mesmo período do ano passado, o aumento havia sido de 0,14%. Analisando os dados do referido mês em comparação a agosto de 2019 a alta chega a 12,0%.

Dentre os estados acompanhados pelo Projeto Campo Futuro, os que apresentaram as elevações mais fortes nos custos foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. De janeiro a agosto, os desembolsos nestes estados aumentaram 11,53%, 9,35%, 7,71% respectivamente. Os custos foram impulsionados pela alta generalizada dos grãos, em especial do milho e do farelo de soja, importantes componentes das rações concentradas, insumo esse que, segundo os dados acompanhados, acumula alta de 13,4% no ano. Os custos com os concentrados chegam a comprometer até 30% da receita anual de uma propriedade de bom desempenho produtivo.

Tendo em vista que o ano de 2019 os dados do projeto apontam que o preço recebido pelos produtores avançou 13,4% em relação ao ano anterior, e o custo operacional efetivo apresentou o incremento de 28,6% no mesmo período, o ano de 2020, até o momento, tem se mostrado um ano de recuperação de margens para o produtor de leite no país. Contudo a forte valorização do dólar tem elevado os preços de importantes insumos pecuários e esse contexto deve continuar se refletindo sobre o bolso do produtor nos próximos meses.

Outro fator importante a se considerar é a relação de troca, tendo como base o preço do leite na “média Brasil” e a média do preço de milho nas regiões acompanhadas pelo Cepea, de janeiro a agosto. Sob essa ótica o poder de compra do produtor de leite caiu frente ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e agosto de 2020, com a venda de um litro de leite, o produtor comprou, em média, 1,97 quilo de milho, sendo que, no mesmo período do ano passado, era possível adquirir 2,53 quilos. Observando a mesma análise para o farelo de soja, a venda de um litro de leite possibilita atualmente a compra de 0,99 quilo do derivado, contra 1,22 quilo de janeiro a agosto de 2019. Isso evidencia que, apesar da recente alta na receita, o produtor perdeu o poder de compra frente a dois dos principais insumos utilizados pela atividade.

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Olhando a frente, as referências do mercado futuro sinalizam que as expectativas dos agentes são de continuidade dos preços firmes para a soja e o milho, até o final de 2020 e início do ano que vem. Por outro lado, sazonalmente, os preços do leite tendem a recuar com a chegada das chuvas e a melhoria das condições das pastagens no Sudeste e Centro-Oeste do país, regiões responsáveis por 45,8% da produção nacional.

Já pelo lado da demanda, a redução dos valores pagos no auxílio emergencial pode retrair o consumo observado até setembro, alterando, assim, o apetite de compra e a competição entre indústrias pelo leite no campo. Diante disso, cabe ao produtor atenção e monitoramento constante dos números da sua propriedade ressaltando que apenas a elevação dos preços não resulta em melhoria das margens da atividade, o foco deve estar no aumento da eficiência produtiva, garantindo assim margens sustentáveis ao longo do tempo. (As informações são da CNA, disponíveis AQUI)


 

EUA: exportações de lácteos atingem recorde em agosto

O volume das exportações de lácteos dos EUA, com base nos sólidos do leite, aumentou 17% em agosto em relação ao ano anterior e 16% no acumulado do ano, relata o U.S. Dairy Export Council (USDEC).

Agosto também marcou um mês recorde para as exportações de lácteos, com os EUA embarcando 190.435 toneladas de leite em pó, queijos, derivados do soro de leite, lactose e manteiga. Foi também o 12º mês consecutivo de aumentos ano a ano no volume agregado de exportação de lácteos dos EUA, relata a USDEC. O valor dessas exportações cresceu 11% em agosto e 14% no acumulado do ano.

“No acumulado do ano, estamos a caminho de alcançar US$ 6 bilhões na exportação de laticínios dos EUA este ano”, acrescenta Michael Dykes, presidente e CEO da International Dairy Foods Association (IDFA). “A volatilidade e a incerteza continuam sendo um fator no mercado e no comércio de laticínios, mas a IDFA continua otimista de que, com a contínua demanda por lácteos em todo o mundo, especialmente no Sudeste Asiático e na China, este ano terminará em alta.”

Em agosto, as exportações totais de leite em pó desnatado dos EUA subiram colossais 35%, impulsionadas principalmente pela duplicação dos embarques para o Sudeste Asiático. A China foi o grande comprador, passando de apenas 173 toneladas em agosto de 2019 para 5.343 toneladas em agosto. As vendas de leite em pó desnatado para o México, no entanto, caíram 15%.

Surpreendentemente, as exportações de queijos também cresceram, em 17%. "Os preços de exportação de queijo estavam bem abaixo dos preços domésticos de maio-junho, sugerindo que os exportadores dos EUA aceitaram margens mais baixas para manter as relações internacionais”, afirmam analistas comerciais do USDEC.

As exportações de soro de leite dos EUA aumentaram 29%, com a maior parte desse aumento devido à compra chinesa e sua tentativa de reconstruir seu rebanho de suínos depois que granjas foram devastadas pela peste suína africana. Os embarques de soro de leite dos EUA para a China em agosto chegaram a 17.212 toneladas – alta de 318%. Este aumento nas exportações de soro de leite mais do que compensou quedas acentuadas nos embarques para o resto do Sudeste Asiático (-14%) e México (-60%).

Dykes observa que o volume geral de exportação de lácteos dos EUA para a China, até agosto, já ultrapassou os embarques feitos lá em todo o ano de 2019. Ele espera que os valores de exportação ultrapassem os níveis de 2019 em breve. Ele credita o acordo comercial de Fase Um dos EUA/China por esses aumentos. (As informações são do Farm Journal & MILK Magazine, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Canadá lança programa para rastreabilidade de gado leiteiro

A Lactanet Canada anunciou o lançamento do DairyTrace, o programa nacional de rastreabilidade de gado leiteiro para produtores de leite no Canadá.

Projetado e construído para ser um sistema centralizado nacional para gerenciamento de todos os dados de rastreabilidade do gado leiteiro, o DairyTrace tem como objetivo fornecer proteção, prosperidade e tranquilidade à indústria de laticínios canadense no caso de uma emergência de saúde animal.

Juntamente com o módulo de rastreabilidade, o DairyTrace permitirá a subsistência econômica dos produtores de leite, bem como trará tranquilidade aos consumidores em caso de uma emergência. Conforme os produtores de leite adotam o sistema e depositam seus, será possível o rastreamento em casos de emergência ou crise de saúde animal.

O DairyTrace inclui duas ferramentas de rastreabilidade: um aplicativo e um portal de banco de dados online, que agilizará e simplificará o registro e a comunicação e movimentação de animais. O programa também inclui suporte de atendimento ao cliente, identificações dos animais aprimoradas e materiais de instrução impressos, online e via vídeo.

De acordo com os regulamentos federais e/ou requisitos de proteção, todos os que possuem ou trabalham com gado leiteiro devem se registrar e relatar movimentação, localização e informações de custódia do animal.

"O DairyTrace foi desenvolvido para fornecer aos produtores de leite ferramentas simples de usar para gerenciar suas obrigações de rastreabilidade", disse Gert Schrijver, produtor de laticínios e presidente do comitê consultivo DairyTrace da Lactanet.

"Todos os produtores de leite também terão acesso a um balcão único para solicitar suas etiquetas e receber suporte total do serviço de atendimento ao cliente do DairyTrace e do programa National Livestock Identification for Dairy (NLID) oferecido pela Holstein Canadá ou pela Agri-Traçabilité Québec (ATQ) na província de Québec, onde os produtores praticaram com sucesso este modelo de rastreabilidade por muitos anos usando o sistema SimpliTRACE.”

A rastreabilidade afeta mais de 1,4 milhão de animais leiteiros em mais de 10.000 fazendas. A Lactanet e a DFC têm trabalhado em colaboração desde 2016 com a visão comum de um programa nacional de rastreabilidade de gado leiteiro. Ao harmonizar os dados em uma estrutura nacional comum, o DairyTrace também promoverá o compartilhamento de informações e potencialmente agregará valor às iniciativas de pesquisa e genética, ao mesmo tempo que se alinha com o módulo de rastreabilidade. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Sem aumento do piso regional
Uma reunião virtual entre deputados que integram a base aliada do governo Leite na Assembleia cimentou o acordo para que o salário mínimo regional não tenha reajuste em 2020. O projeto de lei que prevê a reposição de 4,5%, índice referente à inflação do ano anterior, tramita desde fevereiro na Casa e deve ser votado até o final deste mês. Pelo acordo, os integrantes da base devem apresentar uma emenda ao texto original, suprimindo o percentual de reajuste proposto pelo governo do Estado. O argumento central é de que a pandemia agravou a crise econômica e que muitos empresários teriam de demitir trabalhadores caso fossem obrigados a reajustar os salários. O texto também previa que a correção fosse aplicada retroativamente, a partir de 1º de fevereiro. O mínimo regional incide sobre o salário de categorias que não têm convenções ou acordos coletivos e sobre a remuneração de trabalhadores informais. (Rosane de Oliveira/Zero Hora)


 

 

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Porto Alegre, 08 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.322


Balança comercial: volume importado é o maior em quatro anos

Segundo dados divulgados nessa terça-feira (06/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, novamente, um aumento significativo no mês de setembro, atingindo o maior patamar desde setembro/16.

No total, foram cerca de 184 milhões de litros de leite equivalente internalizados no mês, o que representa um aumento de 31% em relação ao volume do mês anterior e de 81% em relação a setembro/2019. Em relação às exportações, o volume foi de 8,4 milhões de litros, uma retração de 5% em relação a agosto/20; ao compararmos esse valor com o mesmo mês no ano passado, houve um aumento de 49%. Dessa forma, o saldo da balança comercial de lácteos foi de -176 milhões de litros (em equivalente leite), um aumento de 34% no déficit quando comparado a agosto/20 e de 83% em relação a setembro/19. Assim como nas importações, esse saldo é o menor (mais negativo) em quatro anos.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

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Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

As importações têm apresentado volumes crescentes desde julho/20, resultado de um cenário de baixos estoques de derivados lácteos na indústria e de uma demanda final até então aquecida. Além disso, o cenário de preços dos produtos nacionais em forte elevação a partir de julho estimulou a entrada de importados, dado que os valores destes produtos, mesmo com os altos patamares do dólar, ainda são competitivos no mercado nacional – este efeito inclusive deve ter impactado as negociações dos derivados lácteos nas últimas semanas, nas quais foram observadas quedas, notadamente para o leite UHT e para a muçarela.

Por exemplo, ao considerarmos o preço médio do leite em pó integral importado em setembro (US$ 3.024/ton) no Brasil e a taxa de câmbio média do mês (R$ 5,40), é possível chegar ao preço médio do leite importado equivalente leite fresco aqui no Brasil de R$ 1,94 por litro – competitivo em relação aos valores praticados pelo leite no mercado interno. Vale destacar que cerca de 94% do total de volume importado pelo Brasil teve origem da Argentina e Uruguai.

Entre os derivados de leite comprados pelo Brasil, o leite em pó integral, queijos e leite em pó desnatado são aqueles com maior participação na pauta importadora. Estes produtos apresentaram aumento de volume em comparação com o mês anterior: 24% e 38% e 46%, respectivamente.

Em relação às exportações, os produtos que têm maior participação no volume total exportado são o leite condensado e cremes de leite, que juntos, representam 58% da pauta exportadora. A retração de volume foi de cerca de 20% para cremes de leite e 5% para o leite condensado. Embora o volume vendido no comércio internacional venha se reduzindo desde julho/20, ao considerarmos o total acumulado no ano e compararmos com o ano anterior, temos, ainda, um aumento expressivo de 45%.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de setembro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em setembro de 2020.

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Fonte: Elaborado pelo MilkPoint, com base em dados COMEXSTAT.
(Fonte: Milkpoint)
 

Como está seu grau de informação para se planejar para o mercado de leite e derivados em 2021?

Empresas e produtores entram numa fase crítica do ano: olhar para o que está acontecendo HOJE no mercado (fortes movimentações no mercado de UHT, perspectivas difíceis para a muçarela, leite spot com fortes quedas e necessidade de rápida definição sobre as políticas futuras de preços ao produtor) ou ANALISAR e PLANEJAR o futuro, pensando em 2021?

O cenário do leite para 2021 é pleno de incertezas: Demanda, Produção de leite, Comércio exterior e tantos outros temas que são parte do nosso dia a dia e precisam de planos estratégicos consistentes. Mais do que nunca, entender as variáveis envolvidas e avaliar possíveis cenários é fundamental para decisões embasadas, seja para o planejamento de empresas de insumos, seja para compra ou venda de leite.

É isso que faremos em nossa discussão sobre os cenários futuros do leite brasileiro em 2021 no Fórum MilkPoint Mercado Online, que será realizado nos próximos dias 13 e 14 de outubro. Além de todo o conteúdo preparado para esse ano, todos os participantes terão acesso a um bônus pack: 2 webinares exclusivos com atualizações sobre o mercado, a ocorrerem em novembro e dezembro, como parte do pacote da sua participação no evento.

É isso mesmo! Você se inscreve no fórum e terá acesso a conteúdos exclusivos nos próximos dois meses. Aproveite a oportunidade, faça sua inscrição agora mesmo e participe ativamente desta rica discussão sobre o mercado do leite em 2021! (Milkpoint)

Mapa lança programa Ater Digital

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove nesta quinta-feira (8), às 14h, o webinar de lançamento do programa Ater Digital, com a presença da ministra Tereza Cristina, do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, do diretor de Desenvolvimento Comunitário, Pedro Arraes, e do presidente da Anater, Ademar Júnior.

Durante o evento online, serão apresentadas as atividades a serem desenvolvidas no âmbito da nova política pública, que visa fortalecer o Sistema Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural, promovendo a utilização de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas atividades de empresas públicas e privadas, buscando ampliar o acesso dos produtores rurais a serviços mais modernos e eficientes. Para isso, o Mapa destinará, inicialmente, recursos na ordem de R$ 40 milhões.

Dentre os benefícios esperados com o programa Ater Digital, estão o de garantir agilidade no atendimento aos produtores rurais, acesso mais rápido aos conhecimentos tecnológicos e inovadores sobre produção agrícola, apoio à integração entre as ações de pesquisa com a extensão rural e assistência técnica, como também incentivo à produtividade e competitividade da agricultura brasileira.

O evento de lançamento será transmitido pelo canal do Mapa no YouTube e terá como convidados o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero; o representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Rafael Zavala; a vice-presidente da Região Sul da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Edilene Steinwandter; o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara; o vice-presidente de Operações para a América Latina da Corteva, Carlos Hentschke; o presidente da John Deere no Brasil, Paulo Hermann; e a presidente da Divisão de Crop Science da Bayer, Malu Nachreiner.

Serviço:
Webinar de Lançamento do Programa Ater Digital
Data: 8 de outubro de 2020
Horário: 14h (horário de Brasília)
Canal do Mapa no Youtube: https://bit.ly/30FcJy8
(As informações são do Mapa)

 

Jogo Rápido
Pandemia jogará 150 milhões na pobreza extrema, diz Banco Mundial
Até 150 milhões de pessoas poderão mergulhar na pobreza extrema, vivendo com menos de US$ 1,90 por dia, até o fim do ano que vem, dependendo do grau de encolhimento das economias durante a pandemia de covid-19. O alerta foi dado ontem pelo Banco Mundial, que vê um panorama mais assustador que antes. A maioria dos novos miseráveis, mais de 110 milhões, estará no Sul da Ásia e na África subsaariana. A pandemia interrompeu abruptamente anos de progressos no combate à pobreza extrema no mundo, que deverá aumentar neste ano, pela primeira vez em mais de duas décadas. Ela também ameaça piorar a desigualdade no mundo e tornar mais “difícil para os países voltar ao crescimento inclusivo”, disse o presidente do Banco Mundial, David Malpass. “Esse é o pior revés visto em uma geração”, disse Carolina Sanchez-Paramo, diretor mundial do Banco Mundial, em uma teleconferência ontem. “As ações... precisam ser rápidas, significativas e sustentadas se quisermos responder efetivamente à crise urgente que enfrentamos no momento, mas elas também precisam ser focadas em alguns desafios críticos de desenvolvimento no longo prazo.” O crescimento econômico global deverá cair 5,2% neste ano, mais do que nas últimas oito décadas. Quase um quarto da população mundial vive com menos de US$ 3,20 por dia. A recuperação, segundo especialistas, poderá levar uma década - um golpe devastador para as pessoas que tinham superado a linha da pobreza e tinham perspectivas de vida melhores. O Banco Mundial estima que entre 88 milhões e 115 milhões de pessoas poderão cair na pobreza extrema neste ano, com outros 23 milhões a 35 milhões seguindo o mesmo caminho em 2021. (Valor Econômico)

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de outubro de 2020                                                     Ano 14 - N° 3.321


Abertas inscrições para o 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Foram abertas nesta quarta-feira (7/10) as inscrições para o 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo, mérito concedido anualmente pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) em reconhecimento ao trabalho da imprensa que acompanha o setor. Neste ano, a premiação contemplará três categorias: Impresso, Eletrônico e On-line. O período de inscrição dos trabalhos vai até 23 de novembro.

Podem se inscrever ao 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo profissionais que tenham trabalhos publicados entre 26/10/2019 e 23/11/2020 em veículos nacionais e que abordem a produção de lácteos e derivados na bacia leiteira do Rio Grande do Sul. Para participar, basta preencher a ficha de inscrição e remeter documentação e cópia do trabalho para o e-mail imprensasindilat@gmail.com. Mais detalhes sobre o processo podem ser conferidos no regulamento.

As reportagens serão avaliadas por uma Comissão Julgadora formada por profissionais de instituições de imprensa e de entidades ligadas ao setor lácteo. Os finalistas devem ser divulgados no dia 4 de dezembro e o anúncio final dos vencedores será feito em live realizada pelas redes sociais do Sindilat na primeira quinzena de dezembro. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a decisão foi por manter a premiação mesmo em um ano de dificuldades e pandemia em reconhecimento aos jornalistas que se mantiveram ativos abordando os dilemas e inovações do agronegócio. “O setor lácteo seguiu produzindo durante a pandemia para levar alimentos aos lares brasileiros. Ao nosso lado, estiveram muitos profissionais, entre eles, os jornalistas que são incansáveis na busca por informação de qualidade”, salientou.

Os primeiros colocados nas três categorias do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo receberão um troféu e um iPhone. Os segundos e terceiros premiados receberão troféu.

>> Confira aqui o Regulamento do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo

>> Baixe aqui a Ficha de Inscrição


Demanda por crédito rural dispara

Com os produtores capitalizados, linhas para investimentos já têm poucos recursos

A demanda por crédito rural continuou forte no país em setembro e levou ao esgotamento precoce dos recursos de algumas linhas de investimentos com juros controlados do Plano Safra 2020/21. No total, os desembolsos já somaram R$ 73,8 bilhões de julho a setembro, 28% mais que nos primeiros três meses do ciclo anterior, segundo dados do Banco Central compilados pelo Valor.

No caso das linhas para investimentos, o crescimento foi de 73% na comparação, para quase R$ 20 bilhões. Nas operações de custeio o incremento foi de 20%, para R$ 42,5 bilhões, e nas linhas de comercialização e industrialização também houve avanços (ver infográfico).

Diante de tamanha procura, no fim de setembro as instituições financeiras que operam os empréstimos foram avisadas que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estava suspendendo o recebimento de novas propostas de financiamentos para investimentos via Pronaf (agricultura familiar) e Pronamp (médios produtores). E que projetos no âmbito do Inovagro (inovação tecnológica) também teriam que esperar, devido ao nível elevado de comprometimento dos recursos reservados.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou no fim de semana que esse é um “bom problema”, já que mostra a confiança dos produtores rurais no futuro de seus negócios. “Fizemos um Plano Safra maior que todos os outros, e ele foi tão bem recebido que hoje já gastamos quase todos os recursos de investimentos”. A ministra realçou, ainda, que o movimento acontece mesmo com taxas de juros superiores às desejadas, acima de 6% em boa parte das linhas.

Os investimentos via Pronaf cresceram 34% de julho a setembro, para R$ 4,5 bilhões, enquanto os via Pronamp aumentaram 46%, para R$ 1,01 bilhão. No caso do Pronamp, lembrou Wilson Vaz de Araújo, diretor de Financiamento e Informações do ministério, a maior parte dos valores programados para investimentos vem dos recursos obrigatórios, que não têm equalização.

O Banco do Brasil e as cooperativas de crédito Sicredi e Bancoob ainda têm recursos equalizados para investimentos no Pronamp, mas estão no fim. Não existe muito espaço para remanejamentos de recursos de uma linha para outra, mas ajustes pontuais sempre podem ser realizados.

“Os atuais preços altos de boa parte dos produtos estimulam os agricultores a acelerarem investimentos, o que é um bom sinal”, disse Antônio da Luz, economistachefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Mas, segundo ele, o cenário também preocupa porque comprova que o modelo de crédito rural que ainda prevalece no país é insuficiente para atender às demandas, embora o crédito privado continue a avançar no campo.

As instituições públicas mantiveram a ponta nos desembolsos de julho a setembro. Líder absoluto desse segmento, o Banco do Brasil emprestou, no total, quase R$ 6 bilhões a mais no primeiro trimestre da temporada atual. Entre os bancos privados, Bradesco, Santander e Itaú mantiveram o ritmo de avanço, e as cooperativas de crédito também apertaram o passo e continuaram com 20% do mercado.

Os recursos equalizados, provenientes da poupança rural dos bancos, alimentaram desembolsos de R$ 26,5 bilhões de julho a setembro, mais de um terço do total. Os depósitos à vista, que também são controlados, mas sem subvenção, representaram R$ 16,5 bilhões. Menos atrativas agora devido ao risco de mercado agrícola, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alavancaram R$ 7,1 bilhões em empréstimos, ante R$ 8,5 bilhões no mesmo período do ano passado. Os recursos controlados representaram aproximadamente 80% do total emprestado até agora. (Valor Econômico)

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CNA e Embrapa debatem novas tecnologias e plano de competitividade para o setor leiteiro

A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na terça (6), as tecnologias da Embrapa para o setor e uma proposta do Ministério da Agricultura para elaboração de um plano de competitividade para o setor leiteiro no país.

O chefe geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, apresentou as ações da empresa como os softwares Sisleite, Gepleite e Gisleite para gestão da propriedade, nanotecnologia, melhoramento genético e pecuária de precisão, além da prospecção para projetos em produção de leite orgânico.

“A Embrapa não faz a tecnologia sozinha, mas junto ao setor produtivo. Fazemos questão de atuar juntos. A lógica da produção de leite mudou com o novo consumidor que exige um produto com pegada de carbono, rastreabilidade plena, insumos alternativos, cadeias curtas, redução de desperdícios, bem-estar animal, entre outras questões”, disse.

A Embrapa Gado de Leite tem 15 laboratórios que fazem análise de alimentos, microbiologia do leite, qualidade do leite, sanidade animal, entre outros trabalhos. A unidade realiza também capacitações e dias de campo em parceria com entidades como Senar, OCB e Emater. Em 2019, capacitou 19,6 mil pessoas.

Martins ressaltou que a pesquisa da Embrapa tem seguido dois caminhos promissores, que são a nanotecnologia (para controle de carrapato, mastite, etc) e a genômica (edição genética de animais para evitar futuras doenças).

“Ficamos surpresos com o conteúdo da Embrapa ligado às tecnologias e à conectividade. Foi uma ótima apresentação”, disse Ronei Volpi, presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA.

Em relação ao Plano de Competividade do Leite, Volpi afirmou que a Embrapa é fundamental para qualificar esse plano, que deve ser uma iniciativa de toda a cadeia produtiva.

“Será um documento para nortear o trabalho da cadeia nos próximos anos. Queremos que todos os membros da Comissão da CNA colaborem com o documento, com sugestões e críticas. No dia 19 de novembro, na reunião da Câmara Setorial do Ministério, apresentaremos uma nova minuta para a ministra Tereza Cristina com propostas do setor lácteo como um todo.”

Segundo Volpi, o plano deverá ter cinco capítulos. Entre os tópicos que farão parte do plano estão: políticas públicas e privadas para melhoria da gestão da propriedade e da qualidade do leite; infraestrutura da produção e escoamento; aumento da previsibilidade dos preços e contratos; melhoria do estado sanitário e melhoria dos instrumentos de políticas para a cadeia do leite. (As informações são do Agrolink)


Jogo Rápido
Queijos Santa Clara são Top Of Mind, pelo 10º ano consecutivo
A Cooperativa Santa Clara é mais uma vez destaque no Top Of Mind, pesquisa realizada pela Revista Amanhã. Desde a inclusão da categoria na pesquisa, há 10 anos, a Santa Clara é campeã invicta em Queijos. Em 2020, os Queijos Santa Clara lideram com 34,9% das citações dos entrevistados. A Cooperativa também aparece entre as mais lembradas da categoria Leite, com 11,3%. A pesquisa foi realizada com 1.200 consumidores de 16 a 75 anos, de todas as classes sociais de todo o estado. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 de abril e 25 de maio, via internet. A premiação dos Top Of Mind 2020 ocorre no dia 08 de outubro, às 19h30, e será on-line pelo Canal do Grupo Amanhã no Youtube. (As informações são da Assessoria de Imprensa Santa Clara)


 

Porto Alegre, 06 de outubro de 2020                                      Ano 14 - N° 3.320
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Secretaria cria grupo de combate a abusos regulatórios

Frente investigará denúncias de normas anticoncorrenciais

A Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade (Seae) do Ministério da Economia criou a Frente Intensiva de Avaliação Regulatória e Concorrencial (Fiarc). O objetivo, conta o secretário Geanluca Lorenzon, é combater abusos regulatórios.  “A nossa ideia é investigar e cassar abusos regulatórios, como diz a Lei da Liberdade Econômica, para exercer a competência que a lei de concorrência nos dá, que é identificar atos normativos anticompetitivos”, afirma.

“Estamos criando agora um procedimento padrão, transparente e público. Queremos deixar uma cultura organizacional correta ”, afirma Lorenzon.

A Fiarc vai trabalhar com denúncias. Determinado agente, pessoa física ou jurídica, vai encaminhar à frente uma denúncia relacionada a alguma norma da administração pública federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, que esteja causando problema concorrencial. Pode ser uma regra da Comissão de Valores Mobiliários, para citar um exemplo.

A partir da denúncia, a Fiarc vai abrir uma investigação, fará um estudo, ouvirá o órgão envolvido, fará audiência pública, convidará especialistas e, no fim desse período, que deverá ser de 120 dias, chegará a uma conclusão. Se for identificado o abuso regulatório, a frente vai encaminhar essa conclusão ao órgão cuja norma foi denunciada com uma sugestão de revisão. Se chegar à conclusão de que o assunto merece apenas algum aprimoramento, igualmente a secretaria recomendará algum caminho ao órgão. A terceira possibilidade é a frente avaliar que não há nenhum problema com a norma.

A expectativa, no primeiro ano de vida da Fiarc, é de aceitar três denúncias para análise por mês. Internamente, a avaliação é que os principais setores analisados serão mercado de capitais, insumo para a construção civil e saúde e sanitário como um todo.

Até o fim do mês, a Fiarc deverá ter um chefe nomeado, diz Lorenzon. A formação da frente vai variar conforme a denúncia. A Seae é dividida entre diversas coordenações setoriais, como mineração, petróleo e gás, saúde, outra serviços  financeiros, mercado de capitais e comércio exterior. “Dependendo da área que será questionada, haverá uma equipe para a frente.”

A criação da Fiarc foi publicada do “Diário Oficial da União” de ontem, por meio de uma instrução normativa. É mais uma iniciativa do governo, explica Lorenzon, para transformar a carga regulatória brasileira, que define como a mais cara e a segunda pior do mundo, citando dados de estudos do Banco Mundial e da OCDE.
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GDT - Global Dairy Trade

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Audiência final expõe embate sobre tributária e parecer fica sem prazo

Relator não deu prazo para apresentar o texto

A audiência pública final da comissão do Congresso sobre a reforma tributária mostrou poucos acordos após meses de debates e acabou com grandes divergências entre governo federal, Estados, municípios e os formuladores das duas propostas de emenda constitucional (PEC). Responsável por criar o consenso, o relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), não deu prazo para apresentar o texto.

Ribeiro só defendeu uma proposta mais ampla, ao contrário dos prefeitos das grandes cidades, e deixou a reunião bem antes do fim. “A reforma tributária é urgente. Embora possa se discordar de alguns modelos e propostas, há muito mais convergências do que divergências”, disse, sem citá-las.

Os formuladores técnicos de cada proposta, porém, foram pródigos em destacar as diferenças. “Simplificação não se confunde com a unificação de tributos diversos”, disse Alberto Macedo, indicado pela Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo.

Para ele, o grande problema não é o ISS, municipal, mas o ICMS, estadual, e o PIS e Cofins, federais, por isso é melhor que cada ente reformule seus próprios tributos - o “Simplifica Já”. Ele listou economistas que criticam a tese de crescimento da economia com a aprovação das PECs.

Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), que formulou a PEC 45, rebateu que o crescimento do país compensará eventuais altas em saúde e educação por causa de ganhos com a desburocratização e maior renda das famílias.

“Esses mesmos economistas já fizeram várias propostas de reforma e nunca apresentaram impacto sobre o crescimento. Portanto, é só crítica por crítica, sem nada de construtivo”, acusou.

PEC 45 propõe um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) único, que juntaria IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS. O IVA Dual, com modelos distintos propostos pela PEC 110 e pelo governo, é pior, na opinião de Appy, porque haverá duas interpretações diferentes sobre a mesma legislação. “É o fim do mundo? Não, mas claramente é muito melhor ter um IVA só.”

O ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), autor da PEC 110, listou 25 pontos em que sua proposta seria melhor e mais ampla que a PEC 45. Ele sugere juntar os cinco tributos com IOF, salário-educação, Cide e Pasep. “Tirar o salário-educação e botar no IVA é tirar de uma base super tributada, que é a folha, e colocar em outra super tributada, o consumo”, divergiu Appy. “A base salário pode ser IVA porque vai para o preço”, rebateu Hauly.

O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou que houve avanços com os Estados sobre o contencioso administrativo e “alguma coisa” do contencioso judicial, além da criação de um grupo para debater as alíquotas. “Não conseguimos avançar em relação aos temas dos fundos, do comitê gestor, da transição, no possível imposto seletivo e no tratamento do Simples”, elencou.

Desses, os fundos foram o maior embate ontem. Os governadores querem que 3% do IVA referente ao governo seja direcionado para um fundo que permitiria aos Estados menos desenvolvidos atraírem empresas, já que a guerra fiscal acabaria com as PECs. “O fundo de desenvolvimento regional é imprescindível”, disse o secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, representante dos Estados.  Ele somaria mais de R$ 400 bilhões, mas iniciaria em apenas R$ 10 bilhões em 2024, argumentou.

A assessora especial do ministro da Economia, Vanessa Canado, disse que isso aumentará o endividamento da União e que a contraproposta do governo é remodelar os atuais fundos regionais. “Em todos esses anos foram bilhões e bilhões de reais aplicados em políticas que resultaram em nenhum emprego adicional.”

“No caso da reforma tributária, não voto pelo Brasil. Tenho que votar pelo meu Estado, o Mato Grosso do Sul. E a maioria dos senadores é do Norte, Nordeste e Centro-Oeste [que também querem o fundo]”, alertou. (Valor Econômico)

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Jogo Rápido
Milho já tem 53% da área plantada
O plantio de milho já se estendeu por 53% da área estimada para a cultura n a safra 2020/2021, de 786,9 mil hectares, segundo estimativas da Emater/RS-Ascar, e está ligeiramente mais adiantado do que na mesma época do ciclo 2019/2020, quando chegava a 49% de uma área total de 751,6 mil hectares. Segundo o gerente de planejamento estadual da Emater/Ascar-RS, Rogério Mazzardo, as interferências climáticas que ocorreram foram pontuais. Ele observa que o frio tardio prejudicou um pouco a Metade Sul e a região Central do Estado. A região de Santa Rosa, que deve ser a maior produtor a d e milho n a safra 2020/2021, com uma estimativa de cultivo próxima de 124 mil hectares, vive o problema da falta de chuvas volumosas. O técnico em agropecuária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Rosa, Gustavo Lorenzzatto, observa que no município só ocorrem pancadas isoladas há quase 30 dias, o que compromete a produtividade do milho, que começou a ser plantado em agosto. O presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho/RS), Ricardo Meneghetti, afirma que a safra atual está dentro de padrões normais, com locais específicos atingidos por algum tipo de problema sem, no entanto, comprometer a totalidade.  COMPARAÇÃO: O dirigente espera que a safra estadual de 2020/2021 supere a de 2018/2019, de 4,5 milhões de toneladas, já que a safra 2019/2020, com 4 milhões de toneladas, deixou de ser parâmetro por causa da quebra provocada pela estiagem. “Pretendemos concluir o ciclo com cerca de 5,9 milhões de toneladas colhidas”, projeta (Correio do Povo)


 

Porto Alegre, 05 de outubro de 2020                                      Ano 14 - N° 3.319
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Sindilat participa de almoço com o vice-presidente da República no encerramento da Expointer Digital

O formato híbrido da Expointer 2020, presencial para poucos eventos e online para a maioria, serviu para mostrar que é possível repetir parte deste modelo nos próximos anos. Encerrada neste domingo (04/10), a feira contou com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão, que visitou algumas instalações do Parque Assis Brasil, em Esteio e, após, participou de almoço oferecido pela Febrac.

O presidente do Sindicato da Industria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, esteve presente ao encontro que contou com a presença de autoridades e representantes de entidades do agronegócio. “Foi bastante destacado o sucesso da Expointer Digital que, mesmo diante das dificuldades, menor público e expositores, obteve êxito e mostrou que é possível avançar no formato híbrido”, disse Guerra. Um exemplo positivo, segundo ele, foi o setor de máquinas, que com sua feira virtual conseguiu agregar compradores de mercados que nunca estiveram presencialmente em Esteio. “O mesmo ocorreu com os eventos online, cuja participação foi grande e mostrou que o formato possibilita o acesso de mais pessoas que não têm condições de se deslocar até à feira”, afirmou.

Mourão parabenizou todos os agentes envolvidos na promoção do evento e disse esperar por uma Expointer muito mais forte em 2021. “"Vivemos esse momento difícil de pandemia, e a feira que representa as forças produtivas do Estado, junto com os entes do governo, produziu essa edição que ficará na história”, salientou o vice-presidente. O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho destacou que a Expointer foi um ato de superação. “Construímos, em conjunto com as entidades copromotoras, todo esse sistema de protocolos. Além da parte presencial, criamos o ambiente virtual para transmitir todas as provas técnicas e um ambiente de comercialização, com o drive-thru da agricultura familiar”, disse. O governador Eduardo Leite prestigiou o encerramento da feira, ocasião em que também confirmou que, mesmo diante das dificuldades, a feira foi exitosa. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

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IN 55 traz novos parâmetros de temperatura do leite visando adequação ao novo Riispoa

O Sindilat alerta aos associados que, a partir de 1° de novembro de 2020, a Instrução Normativa 55, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entrará em vigor estabelecendo novos parâmetros para a temperatura do leite cru e pasteurizado nos laticínios. A IN veio para adequar o texto da IN 76 em função do mais recente decreto 10.468/2020 que traz novas orientações ao Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa).

“A IN 55 apenas altera a temperatura de resfriamento e de conservação de leite cru e leite pasteurizado de 4 para 5 graus Celsius para adequar o que já diz o novo decreto, ou seja, apenas atualiza as orientações que constam na IN 76”, destaca Leticia Vieira, consultora de Qualidade do Sindilat.

De acordo com a nova IN 55, passará a ser exigida a temperatura de 5 graus Celsius nas seguintes etapas e processos: conservação e expedição do leite no posto de refrigeração; conservação do leite na unidade de beneficiamento de leite e derivados antes da pasteurização; estocagem em câmara frigorífica e expedição; conservação do leite cru na granja leiteira; e estocagem do leite pasteurizado tipo A em câmara frigorífica e expedição. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

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Leite/Oceania

A produção de leite em julho de 2020 na Austrália, o primeiro mês da nova temporada, aumentou 2,9% em relação a julho de 2019, de acordo com a Dairy Australia. Muitas bacias leiteiras tiveram chuvas durante a maior parte do mês de setembro. Embora necessárias, em certas regiões o volume foi acima do normal. Houve relatos de desabamento de celeiros atribuídos ao peso de fenos estocados que foram molhados.

Em agosto de 2020 os sólidos registrados na Nova Zelândia pela DCANZ, foi de 124.6 milhões de quilos, mais de cinco vezes o volume de julho, e 4,6% a mais que os sólidos de agosto de 2019, 119,1 milhões de quilos. A produção de leite em agosto de 2020 chegou a 1,47 milhões de toneladas, mais de cinco vezes a produção de julho de 2020, e 5,8% acima das 1,19 milhões de toneladas de agosto de 2019.

O clima de primavera está confortável para a produção de leite. Atualmente as projeções são de que a produção desta temporada será maior do que a do último ano. Ocorreram boas chuvas nas últimas semanas deixando muitas pastagens em condições excepcionais.

A China continua sendo um cliente bastante significativo para a Nova Zelândia. De janeiro a julho de 2020 comprou mais manteiga, leite em pó integral (WMP) e leite em pó desnatado (SMP) do que qualquer outro país. Foi o segundo maior cliente para queijos, atrás apenas do Japão. As expectativas atuais são de que a demanda da China continuará forte durante a temporada. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

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Jogo Rápido
A Expointer de 2021
A Expointer de 2021 tem data definida. a exposição agropecuária ocorrerá entre 28 de agosto e 5 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em esteio. o objetivo é voltar a realizar o evento com presença do público e programação completa, mas mantendo atrações digitais no período. (Zero Hora)