Porto Alegre, 12 de junho de 2026 Ano 20 - N° 4.650
Do campo gaúcho para a mesa: a tradição por trás do leite que faz parte da rotina das famílias
Produzido no Rio Grande do Sul, o leite da CCGL une tradição, qualidade e praticidade em um alimento presente no dia a dia dos gaúchos
O Rio Grande do Sul tem uma relação histórica com o campo. Em diferentes regiões do Estado, famílias mantêm costumes que atravessam gerações e ajudam a construir a identidade gaúcha.
O churrasco de domingo, o chimarrão compartilhado e os alimentos presentes na rotina das famílias fazem parte dessa conexão entre tradição, memória e pertencimento.
Entre esses hábitos tão presentes no cotidiano, o leite ocupa um espaço importante dentro das casas. Está no café da manhã antes do trabalho, nas receitas feitas em família e nos pequenos momentos do dia a dia.
Por trás desse alimento tão tradicional, existe uma cadeia produtiva que movimenta milhares de famílias no Estado e ajuda a fortalecer a economia gaúcha diariamente.
É justamente dessa conexão entre tradição, cuidado e identidade regional que nasce a trajetória da CCGL.
Uma cooperativa construída por pessoas
Com raízes no cooperativismo gaúcho, a CCGL acredita que produzir alimentos também é uma forma de cuidar das pessoas. A cooperativa reúne produtores rurais de diferentes regiões do Rio Grande do Sul em um modelo colaborativo, no qual cada associado participa ativamente do negócio e contribui para resultados construídos de forma conjunta.
Mais do que uma estrutura produtiva, a cooperativa valoriza as histórias das famílias que fazem parte dessa cadeia diariamente. São pessoas que carregam gerações de conhecimento no campo e transformam esse cuidado em produtos que chegam à mesa dos consumidores.
A campanha “CCGL é leite de verdade. Gaúcho como a gente” reforça justamente essa ligação com as origens e com os valores que fazem parte da cultura gaúcha: dedicação, trabalho coletivo e compromisso com a qualidade.
Tecnologia, cuidado e produção sustentável
Ao longo dos anos, a CCGL também consolidou investimentos em tecnologia, inovação e sustentabilidade para garantir alimentos com alto padrão de qualidade. O cuidado começa ainda no campo, passando pelo bem-estar animal, pela preservação da natureza e pelo acompanhamento de todas as etapas produtivas.
Formada por famílias de produtores rurais, a CCGL investe fortemente em pesquisa agrícola por meio da RTC e na digitalização das propriedades com a Smartcoop, tornando as fazendas mais inteligentes, eficientes e preparadas para os desafios do futuro, incluindo a sucessão familiar no campo. Dessa forma, a cooperativa une tradição e inovação para oferecer produtos mais saudáveis, nutritivos e ricos em sabor.
Além disso, o leite em pó se destaca pela praticidade no dia a dia. A facilidade de armazenamento e a maior durabilidade tornam o produto uma alternativa funcional para diferentes rotinas familiares, sem abrir mão da qualidade nutricional.
Todo esse cuidado, da pesquisa à produção, acontece de forma sustentável e resulta em alimentos de qualidade que chegam ao Brasil e ao mundo por meio dos terminais portuários TERMASA e TERGRASA, ampliando o alcance da produção cooperativa gaúcha e fortalecendo a presença do cooperativismo em mercados nacionais e internacionais.
Um produto que carrega histórias
Para a CCGL, produzir alimentos vai além da indústria. Cada produto também carrega histórias de carinho, respeito e dedicação das famílias envolvidas em todo o processo.
Existe um sentimento de pertencimento que aproxima o consumidor daquilo que é produzido no Rio Grande do Sul. Em um Estado marcado pela força do cooperativismo, escolher produtos locais também representa incentivar famílias do campo e fortalecer a economia regional.
No fim, a proposta da cooperativa é justamente essa: levar para dentro das casas não apenas um alimento de qualidade, mas também um pouco da história, da tradição e dos valores que fazem parte da identidade gaúcha.
Ao valorizar o trabalho de milhares de produtores rurais e investir continuamente em inovação e sustentabilidade, a CCGL reforça seu compromisso com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e com a produção de alimentos que unem confiança, qualidade e origem. (Atlântida via Terra Viva)
Sefaz e PUCRS lançam plataforma inédita que monitora custo e qualidade nutricional da alimentação das famílias gaúchas
A Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançaram nesta quinta-feira (11), em Porto Alegre, a plataforma Cesta Nutricional Familiar. A iniciativa, inédita no país, passará a publicar um relatório mensal com o custo de uma cesta de alimentos elaborada a partir de recomendações nutricionais e hábitos reais de consumo de uma família gaúcha.
O projeto também inclui um painel interativo, que ficará hospedado no Portal Receita Dados, onde será possível consultar informações mais detalhadas sobre o custo da alimentação no Estado. A plataforma mostrará, por exemplo, o custo da cesta para uma dieta convencional, com consumo de proteína animal, e para uma alimentação vegetariana voltada ao público adulto, além de recortes específicos para faixas etárias infantis, de 6 meses a 10 anos. Também poderá ser comparado o custos entre diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
A plataforma foi pensada para atender a diversas finalidades sociais. Um dos objetivos é auxiliar a população na adoção de escolhas alimentares mais saudáveis e que caibam no bolso de cada família. Para isso, o painel oferece a possibilidade de simular o custo de uma cesta alimentar de acordo com a composição do núcleo familiar, o padrão alimentar adotado (convencional ou vegetariano) e a região do estado onde o grupo vive.
Os dados também podem servir de apoio para o planejamento alimentar em escolas, hospitais, instituições de longa permanência e cozinhas comunitárias, uma vez que as informações podem contribuir para a elaboração de cardápios mais equilibrados e economicamente viáveis.
Para monitorar os preços, a plataforma utiliza a base de dados da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e), que registra o valor das compras realizadas no varejo e no atacado de todo o Estado. A base de informações da Sefaz processa cerca de 6,6 milhões de notas fiscais deste tipo diariamente – número superior à quantidade de Pix realizados diariamente no RS, que é de aproximadamente 5,9 milhões de registros por dia. O projeto em parceria com a PUCRS se soma aos indicadores do programa Desenvolve RS, da receita gaúcha, que transforma a base de informações fiscais do Estado em indicadores e dados relevantes para o setor produtivo e para a sociedade.
“Esse é um projeto muito simbólico por ser o primeiro no âmbito do programa Desenvolve RS a firmar uma parceria com a universidade. Mais interessante ainda, é que a plataforma tem potencial de oferecer subsídios robustos para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à segurança alimentar, aquisição de alimentos, incentivo à produção local e assim por diante”, afirmou o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.
Preço da cesta fica em R$ 1.453,77 em maio
O custo da Cesta Nutricional Familiar para a família gaúcha, que considera um núcleo composto por dois adultos e uma criança de 4 a 10 anos, alcançou R$ 1.453,77 em maio de 2026, uma alta de 2,86% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 2,94%. O resultado, segundo relatório, confirma o movimento de elevação dos custos dos alimentos que vem sendo observado a partir de abril.
Parte dessa pressão sobre os preços está ligada a fatores sazonais, que costumeiramente influenciam o valor de determinados alimentos. Além disso, o aumento dos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes, e do transporte de cargas, impactados pelo cenário de instabilidade no Oriente Médio, também pode estar contribuindo para a oscilação dos preços.
As cestas mais caras foram registradas nas regiões do Médio Alto Uruguai (R$ 1.556,48) e Hortênsias (R$ 1.553,04). Já os menores valores foram encontrados no Jacuí Centro (R$ 1.340,74), única região que assinalou queda da cesta em maio, e Centro Sul (R$ 1.380,65). A região Metropolitano Delta do Jacuí (+5,18%), que inclui a capital, teve alta de 5,18%, com a cesta custando R$ 1.515,22.
No mês analisado, o valor da cesta passou a corresponder a aproximadamente 89,7% do salário mínimo nacional, percentual superior aos registrados em abril (87%) e março (85%). Apesar da elevação, o índice ainda está abaixo dos patamares observados em diversos momentos entre 2022 e 2024, quando o custo da cesta chegou a superar 100% do salário mínimo.
Outro recorte importante do relatório é a análise da chamada acessibilidade nutricional, que mede a quantidade de nutrientes que pode ser adquirida com cada R$ 1 gasto. Os resultados de maio mostram que a redução dos preços da coxa e do peito de frango ampliou a oferta de proteínas de alto valor biológico por real investido. A lentilha e a batata-doce se destacaram pela atrativa relação entre custo e teor de fibras. Já a queda dos preços da laranja e do mamão aumentou o acesso da população à vitamina C.
Mais sobre a cesta
Os alimentos foram organizados conforme os grupos previstos no Guia Alimentar para a População Brasileira, incluindo cereais e tubérculos, leguminosas, frutas, verduras e legumes, carnes e ovos, laticínios, óleos e gorduras e açúcares. A seleção dos produtos levou em conta os itens de maior presença na mesa dos brasileiros, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017–2018), como arroz, feijão, carnes, frutas, hortaliças e leite.
A quantidade de cada alimento foi definida a partir das recomendações de porções diárias para uma dieta de referência de aproximadamente 2 mil calorias, que foram convertidas em volumes anuais. Esse é o cálculo que estima a quantidade necessária de alimentos para garantir uma alimentação equilibrada, com aporte adequado de energia, macronutrientes e micronutrientes.
Além disso, a metodologia incorporou diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os limites de consumo de sal e açúcar, além de parâmetros das Dietary Reference Intakes (DRIs) e recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
A plataforma é fruto de uma parceria entre Receita Estadual e PUCRS, que mobilizou pesquisadores do Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho da PUCRS (Data Social) e do Grupo de Pesquisa em Comportamento Alimentar da PUCRS (GPCA). (SEFAZ)
EMATER/RS: Informativo Conjuntural: nº 1923 – 11 jun. 2026
BOVINOCULTURA DE LEITE
A atividade apresentou comportamento variável entre as regiões como reflexo principalmente das condições de alimentação dos rebanhos. Nas áreas com baixa disponibilidade de forragem, há maior dependência de silagem, feno e outros alimentos conservados, o que impacta a produção. De modo geral, as condições corporais e sanitárias estão boas, sem registros de problemas relevantes.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, nos municípios da Campanha e da Fronteira Oeste, seguem os efeitos do vazio forrageiro outonal, agravados pela escassez de chuvas observada nas últimas semanas. A restrição hídrica tem limitado o estabelecimento das pastagens, aumentando a dependência de silagem e de feno para alimentação dos rebanhos. Em Hulha Negra, os volumes coletados estão abaixo do esperado para o período.
Nas de Caxias do Sul, a produção está estável, sustentada pela oferta de pastagens de qualidade e pelo uso de forragens conservadas, como silagem, feno e pré-secado. O estado corporal dos animais é satisfatório, e a sanidade dos rebanhos está estável, com poucos casos de mastite e controle rotineiro de ectoparasitas. A qualidade do leite atendeu aos padrões exigidos pela legislação, sem registros de rejeição pelas indústrias.
Na de Ijuí, as temperaturas amenas, a umidade do ar elevada e as chuvas no início do período favoreceram o bem-estar dos animais, especialmente das raças europeias. A produção de leite aumentou em decorrência da maior oferta de forrageiras de inverno. Também foi observada melhora na qualidade do leite, que apresentou redução da contagem de células somáticas (CCS) em relação aos meses anteriores, o que reflete positivamente na remuneração ao produtor. A dieta do rebanho está sendo composta predominantemente por pastagens, complementadas por silagem, rações, feno e outros suplementos.
Na de Passo Fundo, os animais apresentam escore corporal satisfatório. A nutrição dos rebanhos se baseou nas espécies forrageiras de inverno, complementadas pelo fornecimento de silagem e de ração concentrada. Referente ao aspecto sanitário, foram realizadas apenas as práticas preventivas de rotina. A produção de leite se manteve estável no período.
Na de Pelotas, o limitado desenvolvimento das pastagens de inverno em parte das áreas tem exigido maior uso de suplementação alimentar e de silagem. Apesar disso, a produção está estável nas propriedades com melhor disponibilidade de forragem. Na de Porto Alegre, os rebanhos seguem em boas condições nutricionais. Em algumas áreas, o baixo desenvolvimento das pastagens cultivadas tem levado ao aumento do fornecimento de silagem de milho e bagaço de cevada. Há relato de infestação por carrapatos.
Na de Santa Rosa, a oferta de forragem favoreceu a alimentação dos rebanhos e a manutenção da condição corporal das vacas em lactação. O predomínio de tempo seco proporcionou melhorias nas condições operacionais das propriedades, reduzindo o pisoteio excessivo e a formação de lama nas áreas de circulação dos animais e nos acessos às salas de espera para ordenha. De modo geral, não foram registrados eventos relevantes que comprometessem a produção leiteira no período. (Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)
Jogo Rápido
PREVISÃO METEOROLÓGICA (11 A 17 DE JUNHO DE 2026)
Na próxima semana, as temperaturas estarão em declínio e há possibilidade de geada. Na sexta-feira (12/06), o deslocamento de um sistema de baixa pressão, que evoluirá para uma frente fria, deverá deixar o tempo instável em praticamente todo o estado. Por conseguinte, há previsão de chuva em praticamente todas as regiões ao longo desses dias. Entre o sábado (13/06) e o domingo (14/06), o sistema se afastará, diminuindo sua influência sobre o território gaúcho. Assim, haverá chuva apenas em pontos isolados do estado, principalmente nas porções mais ao norte e próximas ao litoral. A partir do dia 14/06, as temperaturas estarão em declínio. Entre os dias 12/06 e 14/06, há possibilidade de ocorrência de rajadas de vento pontuais próximas ao litoral gaúcho. Entre a segunda-feira (15/06) e a quarta-feira (17/06), uma massa de ar mais seca e fria irá influenciar o tempo sobre todo o estado. Assim, o tempo voltará a ficar estável, e não há previsão de chuva significativa. Devido à queda de temperatura, entre os dias 15/06 e 17/06, há possibilidade de ocorrência de geada em algumas regiões do estado, com maior chance para as regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra. De forma geral, a figura mostra que os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 e 50 mm no período, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. Fonte: Simagro – Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos.