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Porto Alegre, 10 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.011


PIB do RS desacelerou, mas cresceu no 2º trimestre puxado pelo agro

Economia do RS cresceu 3,6% no primeiro semestre puxada por soja, combustíveis e veículos.

A economia gaúcha fechou o primeiro semestre com crescimento de 3,6%. Calculado pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica Regional do Rio Grande do Sul (IBCRRS) é considerado uma prévia do PIB. Ficou bem acima da média nacional, de 1,5%. 

O resultado foi sustentado pelo primeiro trimestre, já que o segundo teve recuo. O mês de junho avançou 0,6% sobre maio, amenizando as três quedas anteriores.

A safra de soja ajudou bastante, junto da recuperação do indicador da indústria. A produção foi puxada pela fabricação de combustíveis pela Petrobras na refinaria de Canoas e pela aceleração na General Motors (GM), de Gravataí, que lançou um novo carro.

Indústria
A produção industrial subiu 3,6% no primeiro semestre no Rio Grande do Sul. A fabricação de veículos automotores tem avançado bastante, seguida por derivados de petróleo e alimentos. Máquinas e equipamentos vão mal.

Varejo
O varejo desacelerou vendas, mas ainda cresceu 1,2% no acumulado de janeiro a junho. Vestuário despencou mais de 10%, mas setores de peso, como farmácias e supermercados, ficam no positivo. No varejo ampliado, veículos e materiais de construção também caem bastante. Livros, jornais e artigos de uso domésticos trazem avanços acima de 10%

Serviços
O setor de serviços fechou o semestre com queda de 0,5%. O turismo voltou a cair, mas ainda fechou o período com leve alta de 0,1%. 

Alarmante
Quem disponibiliza alguns cruzamentos dos dados do Banco Central à coluna é o economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank. Na sua avaliação, apesar de alguns números positivos do curto prazo, a situação do Estado é "alarmante". Isso porque o economista faz a comparação com 2013. 

— Neste confronto, o avanço é de apenas 3%, o que representa 0,2% de média ao ano. A irrigação deficitária nas lavouras, os investimentos públicos insuficientes, o envelhecimento da população e a posição geográfica distante dos centros consumidores são algumas das causas — explica. 

O que vem por aí?
Frank vê um panorama complexo. A taxa de juro segue alta, com aumento da inadimplência e pedidos de recuperação judicial. Mesmo com o arrefecimento de preços, o Banco Central deve fazer cortes tímidos na taxa Selic. 

— O crédito continuará caro, fruto das incertezas internacionais e do desarranjo fiscal do Brasil — avisa Frank. 

Mercado de trabalho perdendo tração e efeitos do El Niño também são desafios a se observar.
Fonte: GZH


Exportações de lácteos da Argentina batem recorde de quase US$ 1 bi, Brasil é o principal destino

As exportações de produtos lácteos da Argentina registraram, entre janeiro e julho, um recorde histórico, tanto em volume comercializado quanto em receita gerada e em litros de leite equivalentes destinados ao mercado externo. A tendência permite projetar que o ano poderá terminar com o maior nível de vendas externas do setor desde o início dos registros.

Os dados são de um relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), que apontou que, nos primeiros sete meses do ano, foram exportadas 259.282 toneladas, no valor de US$ 987 milhões. Em termos de litros de leite equivalentes (LLeq), o volume chegou a 1,8348 bilhão de litros, com aumentos de 24,8%, 18,4% e 20,4%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.

Caso o ritmo seja mantido, as exportações de todo o ano de 2026 poderão chegar a cerca de 3,6 bilhões de litros de leite equivalentes, diante de uma produção nacional estimada em aproximadamente 12 bilhões de litros. Ou seja, uma parcela significativa da produção teria como destino o mercado internacional.

Leite em pó concentra a maior parte das vendas

Por tipo de produto, o leite em pó respondeu por 40,6% do valor exportado entre janeiro e julho. Na sequência aparecem os diferentes tipos de queijos, com 27,8%, enquanto outros produtos — como doce de leite, manteiga, óleo de manteiga e soro — representaram 19,3%. Os 12,3% restantes correspondem a produtos incluídos na categoria de confidenciais, entre eles lactose, caseína e iogurtes.

Em volume, tanto o leite em pó quanto os queijos apresentaram crescimento em relação ao mesmo período do ano passado: 29,5% e 15,8%, respectivamente. A concentração geográfica das exportações também é significativa. O Brasil absorveu 51,2% das exportações argentinas de lácteos nos primeiros sete meses do ano, muito acima dos demais destinos. Na sequência aparecem Argélia, com 9,9%; Chile, com 7,6%; Arábia Saudita, com 2,5%; Uruguai, com 2,4%; China, com 2,2%; Paraguai, com 1,9%; Colômbia e Indonésia, ambas com 1,7%; e Venezuela, com 1,6%. Os demais mercados, somados, representam 17,3%.

O desempenho de julho apresentou uma particularidade: em relação a junho, as exportações recuaram 10,9% em toneladas e 7,9% em dólares, enquanto o volume em litros de leite equivalentes caiu 8,8%. No entanto, na comparação com julho de 2025, o resultado foi positivo. O volume exportado pela Argentina cresceu 17,4% na comparação anual, a receita em dólares aumentou 10% e os litros de leite equivalentes avançaram 5,1%. Considerando esse último indicador, as exportações representaram, em julho, 23% da produção total de leite. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a participação foi ainda maior: 28,7% da produção.

O recorde das exportações ocorre em um contexto de preços médios mais baixos por tonelada. Entre janeiro e julho, o valor médio de exportação foi de US$ 3.807 por tonelada, 5,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A queda foi ainda mais acentuada no leite em pó em geral: o preço médio nos primeiros sete meses ficou em US$ 3.671 por tonelada, 7,1% abaixo do ano anterior.

Mercado interno argentino

Em relação ao consumo interno, a variação mensal do volume de vendas registrou aumento de 2,4% em julho, percentual que também foi observado na medição em litros de leite equivalentes. No entanto, ao analisar a média diária dentro dessa variação mensal, observa-se uma queda de 0,9% tanto em volume quanto em litros equivalentes, o que sugere que o mês teve menos dias úteis ou de atividade em comparação com o anterior.

Na comparação anual, o mercado interno apresentou uma recuperação mais expressiva: o volume de vendas cresceu 6,9%, enquanto os litros de leite equivalentes aumentaram 3,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já no acumulado entre janeiro e julho, o relatório aponta um leve crescimento de 0,9% em volume e de apenas 0,1% em litros de leite equivalentes. Isso indica que, apesar da melhora mensal e na comparação anual, o resultado acumulado dos primeiros sete meses do ano permanece praticamente estável.
As informações são do Infobae, adaptadas pela equipe MilkPoint.

Hidratação funcional: entenda essa nova oportunidade para os lácteos no esporte

Com a chegada do verão e o aumento das atividades ao ar livre, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, cresce também a necessidade de hidratação. E, além da água, o leite vem sendo estudado como uma alternativa para ajudar na reposição e retenção de líquidos.

Composto por cerca de 87% a 91% de água, o leite fornece naturalmente eletrólitos e minerais como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que contribuem para o equilíbrio de líquidos e favorecem a retenção de água pelo organismo. Seus carboidratos e proteínas de alta qualidade também auxiliam na recuperação muscular durante e após o exercício.

As evidências científicas reforçam esse potencial. Um ensaio clínico randomizado publicado em 2015 no American Journal of Clinical Nutrition, que avaliou o chamado Beverage Hydration Index (BHI), ou Índice de Hidratação de Bebidas, mostrou que tanto o leite integral quanto o desnatado apresentaram valores de BHI superiores aos da água e desempenho semelhante ao das soluções de reidratação oral.

Por que a hidratação é tão importante?
Mesmo pequenas alterações no estado de hidratação podem ter consequências. Uma perda de líquidos equivalente a apenas 2% da massa corporal já caracteriza desidratação e pode prejudicar tanto o desempenho cognitivo quanto o físico.

A água é essencial para diferentes funções do organismo, incluindo a regulação da temperatura corporal por meio do suor, a respiração durante o exercício, a digestão e absorção de nutrientes, a proteção das articulações e da coluna vertebral, a produção de lágrimas e saliva, a eliminação de resíduos e o funcionamento adequado do cérebro relacionado ao humor, movimento e energia.

A quantidade de água presente no organismo pode representar entre 45% e 75% do peso corporal total, dependendo de fatores como idade, estado de saúde, alimentação, nível de atividade física e exposição às condições ambientais.

As Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos recomendam uma ingestão total diária de água de aproximadamente 3,7 litros para homens e 2,7 litros para mulheres. Esses volumes incluem não apenas a água consumida diretamente, mas também outras bebidas e a água presente em alimentos como frutas, vegetais e sopas.

A hidratação é regulada pelo cérebro, que monitora alterações na osmolalidade do plasma sanguíneo provocadas por mudanças nas concentrações de sódio, cloreto, potássio, magnésio e sulfato. Quando a osmolalidade aumenta ou diminui, sinais hormonais orientam os rins a conservar ou eliminar água. Desequilíbrios extremos podem representar risco à vida, enquanto a manutenção de uma hidratação equilibrada tem sido associada à redução do risco de doenças crônicas, incluindo distúrbios cardiovasculares, metabólicos e renais.

Leite combina água, eletrólitos e proteínas
É justamente nesse contexto que o leite aparece como uma opção de hidratação. Além de sua elevada proporção de água, ele fornece eletrólitos naturalmente presentes em sua composição.

Sódio, potássio, cálcio e magnésio ajudam no equilíbrio de líquidos e na retenção de água. Ao mesmo tempo, os carboidratos e as proteínas de alta qualidade presentes no leite auxiliam na recuperação muscular durante e após a atividade física.

Para alguns consumidores, entretanto, a textura do leite pode não ser a opção preferida durante ou imediatamente depois do exercício. “Algumas pessoas podem não querer consumir uma bebida mais cremosa e encorpada durante ou depois do exercício”, afirma Matt Pikosky, Ph.D., R.D., vice-presidente de pesquisa em nutrição do National Dairy Council. É nesse cenário que entra o permeado de leite.

Permeado de leite como alternativa para bebidas de hidratação
O permeado de leite é um ingrediente de origem láctea produzido durante a ultrafiltração do leite. O processo separa proteínas e gorduras, enquanto mantém minerais e carboidratos naturalmente presentes. Segundo Pikosky, esse ingrediente pode ser utilizado na formulação de uma bebida transparente comparável às bebidas esportivas tradicionais, e estudos já demonstraram seus benefícios para a hidratação.

Um estudo publicado em 2020 na revista Nutrients, intitulado Hydration Efficacy of a Milk Permeate-Based Oral Hydration Solution, avaliou uma solução de hidratação produzida à base de permeado de leite. Os resultados mostraram que a bebida melhorou a retenção de líquidos, reduziu a produção acumulada de urina e manteve um balanço hídrico positivo por mais tempo em comparação tanto com a água quanto com uma bebida esportiva tradicional contendo carboidratos e eletrólitos. Os pesquisadores atribuíram esses benefícios ao maior teor de minerais e à osmolalidade da bebida.

Esses resultados foram posteriormente validados e ampliados em um estudo de 2026. A pesquisa mostrou que a mesma bebida esportiva à base de permeado de leite promoveu melhor reidratação dos participantes do que bebidas esportivas tradicionais com carboidratos e eletrólitos e do que a água. Os participantes também retiveram mais líquidos durante várias horas após o exercício. “A ciência continua mostrando que os lácteos podem oferecer soluções eficazes de hidratação para diferentes necessidades dos consumidores.

O leite há muito tempo é reconhecido como uma excelente bebida para hidratação porque fornece naturalmente água, eletrólitos e proteínas de alta qualidade. Para as pessoas que preferem uma opção mais leve durante ou depois do exercício, as bebidas à base de permeado de leite oferecem os eletrólitos naturalmente presentes nos lácteos em uma bebida transparente, e pesquisas recentes continuam demonstrando sua eficácia para a reidratação”, afirmou Pikosky.

Hidratação, controle de peso e medicamentos GLP-1
As pesquisas também vêm investigando a relação entre hidratação e controle do peso. Uma revisão publicada em 2025 no Jordan Journal of Agricultural Sciences, intitulada Role of Hydration Status on the Pathogenesis and Management of Obesity, relatou que o aumento da ingestão de água pode influenciar o metabolismo, a regulação do apetite, o equilíbrio hormonal, a saciedade e a ingestão total de energia.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde citada no material, 2,5 bilhões de adultos em todo o mundo estavam com sobrepeso ou obesidade em 2022. Nesse contexto, bebidas que favoreçam a hidratação representam uma oportunidade, particularmente para leite e bebidas à base de lácteos capazes de fornecer água e nutrientes essenciais.

O avanço dos medicamentos da classe GLP-1 também reforça a importância da atenção à hidratação. Esses medicamentos reduzem o apetite e suprimem a sede, aumentando o risco de desidratação e de complicações relacionadas, como alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e infecções do trato urinário. Nesse caso, leite e bebidas à base de leite podem fornecer, além de hidratação, proteínas completas de alta qualidade.

Oportunidade para o setor lácteo
O equilíbrio natural de eletrólitos dos lácteos, combinado às proteínas de alta qualidade e aos carboidratos, oferece ao setor uma vantagem funcional que, segundo o material, os concorrentes de origem vegetal não conseguem reproduzir facilmente. A inovação em tamanho das porções, formatos de embalagem, sabores e adição de ingredientes funcionais pode contribuir para ampliar a presença dos lácteos nos segmentos de hidratação, bem-estar e desempenho físico. As pesquisas com leite e permeado de leite mostram, portanto, novas possibilidades para o setor lácteo em um mercado que vai além da nutrição tradicional, incorporando também hidratação e recuperação após exercícios.

As informações são do Dairy Foods, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Reconhecimento que reforça a qualidade.
A Manteiga Extra da Rar Gastronomia foi premiada com Medalha de Ouro no IX Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC). O reconhecimento coloca o produto entre os destaques de uma das principais competições nacionais voltadas à valorização de queijos e derivados lácteos, reforçando o compromisso da Rar Gastronomia com qualidade, sabor e excelência em cada etapa da produção. Para a Rar Gastronomia, conquistar uma medalha de ouro é o reconhecimento de um trabalho construído diariamente, do campo à mesa.


 

Porto Alegre, 09 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.010


Do whey protein à cerveja: como a proteína virou protagonista de uma nova onda de consumo

Com a perda rápida de peso, provocada pelas canetas emagrecedoras e a busca pelo envelhecimento saudável, cresce a preocupação em preservar a massa muscular. E um mercado inteiro avança junto - antes restrita a academias e atletas de alta performance, a proteína de soro de leite, o whey protein, ganha um público cada vez maior.

No primeiro trimestre de 2026, a categoria de alimentos com proteína adicionada, que movimenta R$ 2 bilhões ao ano no Brasil, registrou alta de 12% no faturamento, na comparação com o mesmo período de 2025, ritmo duas vezes mais rápido que o das proteínas convencionais, como as de origem animal, aponta a Worldpanel by Numerator.

Produtos historicamente ligados à indulgência, como cerveja e achocolatados, são anunciados com uma narrativa de funcionalidade. Somem-se a estes, os lácteos tradicionais e que aparecem nas prateleiras dos supermercados com adição de whey protein na fórmula. E ainda há espaço para startups como a Mineral Pro, que lançou em fevereiro deste ano a primeira bebida proteica do país, com apenas dois ingredientes: água mineral e whey protein.

Roosevelt Junior, presidente no Brasil da líder mundial em laticínios Lactalis, tem números que ajudam a dimensionar o ritmo da tendência. Os produtos da gigante francesa com whey protein já respondem por 4,8% do faturamento da empresa no país. “Em 2023, esse percentual era de 2,4% e a nossa expectativa é chegar a 7% em 2028”, diz Roosevelt Jr.

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína. No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria: as novas diretrizes do Guia Alimentar dos EUA 2025-2030, lançado em janeiro deste ano pelo governo estadunidense.

Proteína está atrelada também a uma questão de beleza física”
Segundo o guia, o indicado é consumir de 1,2 g a 1,6 g de proteína por quilo corporal diariamente - era 0,8 g antes. “Estamos vendo um crescimento de dois dígitos ano a ano no consumo de produtos com proteína nos EUA que deve continuar forte não apenas nos EUA como no mundo todo”, diz Roosevelt Jr.

A disputa pela proteína perdida (seja pela redução de peso ou pelo aumento da idade) entrou em um território que impacta as linhas de produção das indústrias de alimentos e bebidas e discurso do marketing. A narrativa de funcionalidade e saudabilidade ganha força e traz a reboque, não abertamente, a promessa da estética. Poucos assumem isso de forma tão direta quanto Bernardo Melo Bloisi, sócio-fundador da Mineral Pro: “Proteína virou sinônimo de saúde. E, muitas vezes, este consumo não está necessariamente atrelado à saúde, mas a uma questão de beleza física”.

Lançada em fevereiro deste ano, a Mineral Pro se apresenta como a primeira bebida proteica do Brasil com apenas dois ingredientes: água mineral e proteína do soro do leite (desenvolvida na Dinamarca). A proteína usada segue o conceito de “clear whey”, uma formulação mais leve e solúvel, adequada para bebidas transparentes. Com 10 g de proteína a cada 250 ml, a formulação, sem corantes, aromatizantes, açúcar ou carboidratos, é o argumento central da marca.

“O fato de a proteína estar ali pode fazer você consumir um produto que muitas vezes não é saudável, que é cheio de açúcar, extremamente calórico, achando que está consumindo algo saudável porque vai ter PRO e FIT [no rótulo]”, afirma Bloisi. O resultado inicial da Mineral Pro, que pode ser adquirida pelo site oficial da marca ou em grandes plataformas de e-commerce, surpreendeu os próprios fundadores: em pouco mais de seis meses, a empresa vendeu entre 200 e 250 mil unidades e já está no quarto lote de produção, prestes a iniciar o quinto. “A expectativa inicial era terminar o primeiro lote em julho”, diz ele.

Se uma startup com um produto de apenas dois ingredientes já mostra a força dessa demanda, o tamanho do movimento fica ainda mais evidente quando ele chega a um território improvável: a cerveja. A Spaten Pro, lançada pela Ambev em julho deste ano, nasce desse movimento ao oferecer 10 g de proteína a cada lata de 350 ml. É a primeira versão de cerveja sem álcool e com proteína de toda AB InBev e foi desenvolvida pelo centro dei inovação e tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro.

“Quando vemos uma parcela relevante das pessoas mudando seus hábitos e buscando novos atributos, é naturalmente para lá que direcionamos nosso olhar de inovação”, diz Gabriela Gallo, diretora de inovação da Ambev. A Spaten Pro foi a cerveja oficial da Spaten Fight Night 3, evento que reúne boxe, judô e jiu-jitsu e promovido pela marca em gosto.

Na Ambev, o movimento é recente e concentrado em um único lançamento. Na Nestlé, porém, a proteína está se espalhando por boa parte do portfólio. Segundo Gisele Pavin, diretora de nutrição, saúde e bem-estar da Nestlé Brasil, a discussão sobre proteína saiu da bolha dos profissionais de saúde e passou a ocupar as redes sociais, inclusive entre pessoas que usam medicamentos para emagrecer e que buscam opções de fácil digestão e consumo.

A empresa, que até 2024 tinha apenas uma categoria dedicada à proteína, dobrou essa presença no ano seguinte, com lançamentos como o Nescau Protein RTD (15 g de proteína, zero açúcar adicionado e zero lactose), a Nestlé Aveia Farelo com Proteína, o Nescafé Pré-Energy com proteína e novos sabores de whey protein (manga e maracujá) da marca Puravida, adquirida pela companhia há quatro anos. Segundo pesquisa da Nestlé, realizada entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com 500 pessoas de 18 a 54 anos, 71% já consomem produtos com proteína. O plano da empresa é dobrar o número de categorias proteicas do portfólio até 2028.

A Nestlé também aposta na proteína como parte de uma estratégia de longevidade. Em março de 2026, com investimento de mais de R$ 200 milhões em pesquisa, a Nestlé lançou no Brasil a marca Nestlé Vital, voltada à promoção do envelhecimento saudável a partir dos 40 anos,. O país foi escolhido como o primeiro do mundo para o lançamento, com expansão prevista para Europa e Ásia, com campanha estrelada pela atriz Grazi Massafera.

A proteína, no entanto, não fica restrita a um recorte etário. Segundo Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor, o mercado de saudabilidade era marcado por restrição e suplementação pouco palatável, mas o consumidor passou a entender a proteína como parte importante da alimentação diária. A marca acaba de lançar a linha Vigor Grego Protein, um iogurte grego que traz 10 g de proteínas, zero adição de açúcares e zero lactose.

“Estamos acompanhando o caminho percorrido pelo consumidor, que está em busca de mais funcionalidade alimentar”, afirma Dal Sasso. Segundo ela, a proteína atende a esse consumidor intergeracional e “veio para ficar”. Enquanto os 40+ querem manter os músculos em função da sarcopenia (perda da massa muscular em função do envelhecimento), os jovens fazem mais exercícios e estão em busca de uma vida mais saudável.

No ano passado, a Vigor entrou no território da proteína pela indulgência ao lançar o Chips de Parmesão Faixa Azul, marca de queijos do grupo, feito de parmesão desidratado, com 16 g de proteína por pacote.
As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe MilkPoint.


CONSELEITE MINAS GERAIS

CONSELHO PARITÁRIO DE PRODUTORES E INDÚSTRIAS DE LEITE DE MINAS GERAIS

RESOLUÇÃO DE FECHAMENTO DO MÊS DE AGOSTO/2026

A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 08 de Setembro de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026

b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026

c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2026 a ser pago em Setembro/2026.

Nota Técnica:
O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%.

Atenção:
A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para setembro de 2026.

Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência.

Períodos de apuração:
Mês de Junho/2026: De 01/06/2025 a 30/06/2026
Mês de Julho/2026: De 01/07/2025 a 31/07/2026
Mês de Agosto/2026: De 01/08/2025 a 31/08/2026

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia.

Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. 

O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br.
Belo Horizonte, 08 de Setembro de 2026

Cabanha Santa Clara vence Circuito Exceleite e leva uma picape para casa

A Cabanha Santa Clara, de Humaitá (RS), venceu o Circuito Exceleite e leva da Expointer 2025 uma picape 0KM para casa.

A premiação, entregue pela Lactalis Brasil e Gadolando nesta sexta-feira (5/9), coroa um trabalho de 70 anos de melhoramento dos rebanhos da raça Holandesa.

Emocionada, a produtora Clara Bickel Padilha comemorou a vitória ao lado da família e garantiu: o veículo será muito bem usado na lida.
Apaixonada pelos animais, ela afirma que produzir leite é uma atividade de amor ao campo e aos rebanhos.

“O segredo é ter dedicação. Isso nos permite colher os frutos de décadas de trabalho”, frisou ao lado da vaca Bickel 633 Glunu Wind Kingboy, que venceu a disputa após o somatório de 1.322 pontos ao longo do ano. A propriedade trabalha com criação em sistema de free stall em confinamento e entrega leite para Lactalis Brasil. “É um serviço que vem de décadas, fazendo melhoramento genético. São várias gerações de pessoas envolvidas na atividade”.

A premiação deste ano ainda contemplou a vaca recordista na produção de sólidos. A maior produção da Expointer foi da vaca Pia C. Spada Berenice 252 Halifax, de Elias André Spada, da Spada Agropecuária, de Ibiraiaras (RS). Ela produziu 93,31 quilos de leite, sendo 9,855 quilos de sólidos.

“É uma premiação nova que será continuada nos próximos anos porque está alinhada aos projetos da Lactalis, que buscam melhoria de produtividade”, frisou o diretor de Comunicação e CSR de Assuntos Regulatórios da Lactalis Brasil, Guilherme Portella. 

A Lactalis também garantiu a continuidade da parceria com a Gadolando para 2026 e a manutenção da premiação do Exceleite. Durante a solenidade, a empresa ainda anunciou que implementará esse mês a nova tabela de pagamento por qualidade aos produtores gaúchos.

fonte: Jardine comunicação
Crédito da Foto: Nataly Porto


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Preço segue em alta; safra de verão começa no Sul
As cotações do milho seguem em patamares elevados na maior parte das regiões produtoras. Segundo o Cepea, a colheita da segunda safra está na reta final, enquanto a semeadura da safra de verão 2026/27 se iniciou no Sul do País, mas vendedores estão retraídos, limitando o volume de lotes para negociação, atentos aos possíveis impactos do El Niño para a próxima temporada. Por outro lado, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, uma parcela de compradores tem optado por consumir os lotes comercializados antecipadamente em vez de negociar em patamares mais elevados, o que tem limitado as altas.


 

Porto Alegre, 08 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.009


Expointer fatura R$ 6,18 bi e ameniza perdas de 2025

Máquinas puxam alta de 40% nos negócios, enquanto agricultura familiar bate recorde e pecuária mantém sequência de alta

A 49ª Expointer encerrou neste domingo com R$ 6,18 bilhões em negócios, alta de 40% sobre os R$ 4,42 bilhões registrados em 2025. O resultado recompõe parte da forte queda do ano passado, mas ainda não devolve à feira o patamar de 2024. Naquele ano, a comercialização chegou a R$ 8,1 bilhões.

A reação foi puxada principalmente por máquinas e implementos agrícolas. O segmento alcançou R$ 5,44 bilhões, crescimento de 44,5% frente aos R$ 3,77 bilhões de 2025. O resultado surpreendeu até mesmo o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), depois de uma semana marcada por relatos de movimentação fraca, produtores cautelosos e menor procura por financiamento para investimentos.

A surpresa ganha dimensão porque ocorreu mesmo com uma redução importante no número de fabricantes presentes na área de máquinas, reflexo das incertezas que antecederam a feira. “A gente também se surpreendeu com as vendas das máquinas”, admitiu a diretora-executiva da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Ana Paula Verlanga, na apresentação do balanço.

A comparação com 2024, porém, mostra os limites da recuperação. Naquele edição, máquinas haviam movimentado R$ 7,39 bilhões. Em 2025, o segmento havia perdido praticamente metade do faturamento na Expointer.

Parte da explicação para a diferença entre a percepção ao longo da feira e o resultado final está fora do Rio Grande do Sul. Ana Paula ressaltou que apenas uma parcela das máquinas negociadas na Expointer fica no Estado – nesta edição, cerca de 5%. Enquanto produtores visitam, tiram dúvidas e eventualmente têm dificuldades para acessar crédito, outras regiões do País vêm de safras melhores e também compram na feira.

A executiva apontou ainda a realização da Expointer logo depois da abertura do novo Plano Safra.

Para o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, os números indicam que “o fundo do poço já passou”. Ele avaliou que o resultado poderia ter sido maior caso o problema do endividamento já estivesse equacionado.

A reação não ficou restrita às máquinas. A agroindústria familiar alcançou novo recorde, com R$ 14,4 milhões em vendas. O valor supera em 5,6% o faturamento de 2025 e em 32,4% o de 2024. A pecuária também terminou a feira acima dos dois anos anteriores. A comercialização de animais atingiu R$ 21,9 milhões, alta de 21% sobre 2025 e de 5,8% frente a 2024.

O desempenho acompanha a recuperação das commodities pecuárias e das proteínas animais, destacada pelas entidades durante a feira. O movimento apareceu também na presença de animais: foram 7.926 inscritos, entre rústicos e de argola.

Para o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, o cenário favorece a continuidade de investimentos em genética. “A genética é um contínuo”.

A 49ª Expointer será de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027. (Jornal do Comercio)


Parceria entre American Nutrients e Lactalis é destaque na 49ª Expointer

A parceria entre a American Nutrients e a Lactalis do Brasil foi reconhecida nesta quarta-feira (2) como uma das iniciativas de destaque do agronegócio brasileiro. O case conjunto recebeu o Troféu Três Porteiras, durante a 49ª Expointer, em Esteio, e foi o vencedor da categoria Antes da Porte ira na 14ª edição do Prêmio Vencedores do Agronegócio, promovido pela Federasul. A solenidade ocorreu durante almoço realizado na feira, com a entrega dos troféus aos vencedores das três categorias da premiação.

O reconhecimento é resultado do trabalho desenvolvido pelas duas empresas em torno do Muucare Nature, aditivo alimentar desenvolvido pela American Nutrients e utilizado pela Lactalis junto aos produtores de leite. A tecnologia tem como proposta contribuir para a redução das emissões de metano pelos bovinos e, ao mesmo tempo, melhorar a eficiência alimentar e a produtividade dos rebanhos.

Para o representante da American Nutrients, Klaus Kterman, o prêmio representa o reconhecimento de um projeto inovador e pode contribuir para ampliar a credibilidade da empresa no mercado.

“A gente se sente lisonjeado em ser reconhecido pela Federasul como um projeto ou desenvolvimento de um produto inovador para o agronegócio”, afirmou.

Segundo Kterman, o produto é utilizado pela Lactalis junto aos seus produtores com o objetivo de produzir um leite mais saudável, associado à redução de metano e ao aumento da eficiência alimentar dos plantéis.

Parceria como estratégia
A conquista também é vista pela Lactalis como resultado de uma parceria construída ao longo do tempo. Patrícia Fontoura, representante da empresa, destacou o relacionamento com a American Nutrients e a convergência entre a iniciativa e os compromissos da companhia com sustentabilidade e desenvolvimento da cadeia leiteira.

“A nossa parceria com a American é de mais tempo. É um grande parceiro da Lactalis que apoia o agro e está junto com a gente nesse projeto especialmente inovador”, ressaltou.

Para Patrícia, a tecnologia permite atuar diretamente sobre desafios enfrentados pelos produtores, buscando maior eficiência dos rebanhos e uma produção mais sustentável.

A executiva também destacou a importância de aproximar diferentes elos da cadeia produtiva, como indústrias, produtores, cooperativas e universidades, na construção de soluções para o agronegócio.

“Que a gente possa junto colaborar, que a gente possa crescer junto. Isso é o que valoriza”, afirmou.

A parceria, segundo ela, reforça a necessidade de que indústria e produtores avancem conjuntamente. “Eles são a base do nosso negócio. Sem eles nós não somos nada”, completou.

Reconhecimento amplia visibilidade
Além de representar uma conquista para as duas empresas, o prêmio pode ajudar a dar maior visibilidade à tecnologia desenvolvida pela American Nutrients. Para Kterman, reconhecimentos desse tipo têm impacto direto na percepção do mercado.

“Sem dúvida nenhuma, toda vez que você é reconhecido, isso impacta positivamente o mercado, mostrando também confiabilidade e credibilidade ao produtor”, afirmou.

A premiação ocorre em um momento em que sustentabilidade, eficiência produtiva e redução das emissões de gases de efeito estufa ganham espaço nas discussões sobre o futuro da produção agropecuária. Nesse contexto, a parceria entre as empresas busca transformar inovação tecnológica em uma ferramenta aplicada diretamente na propriedade rural.

Associativismo e resiliência
A solenidade também serviu para discutir os desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho. O presidente da Federasul destacou a capacidade de recuperação do setor diante da sequência de eventos climáticos extremos dos últimos anos e defendeu uma postura menos reativa por parte dos produtores.

Segundo ele, as enchentes e estiagens provocaram perdas de capacidade produtiva e aumento do endividamento, mas os exemplos apresentados pelo Prêmio Vencedores do Agronegócio demonstram que criatividade, planejamento e atuação conjunta podem ajudar a superar períodos de crise.

A avaliação é de que o pior momento recente do setor pode ter ficado para trás. Com alguma recuperação nos preços de produtos como arroz, soja, carne e leite e uma redução nos custos de produção, a expectativa é de um cenário mais favorável para 2027.

Nesse contexto, o presidente da entidade defendeu que os produtores aproveitem o período para fazer uma gestão mais estratégica, reduzindo custos, identificando oportunidades e aumentando a resiliência das propriedades diante de novos eventos climáticos extremos.

A mensagem também foi ampliada para o cenário internacional. Para a Federasul, o Brasil deve preservar uma postura de diplomacia comercial neutra e pacífica e utilizar sua capacidade de produção agrícola, energética e mineral para se consolidar como parceiro confiável no mercado global.

A defesa é de que o país mantenha relações comerciais equilibradas com grandes mercados, como China, Estados Unidos, Europa e demais regiões, utilizando a força do agronegócio brasileiro para contribuir com a segurança alimentar e energética mundial.

Troféu Três Porteiras
O Prêmio Vencedores do Agronegócio chega à 14ª edição como uma das iniciativas de reconhecimento ao empreendedorismo e à inovação no setor. A premiação é dividida em três categorias que representam diferentes etapas da cadeia produtiva: Antes da Porteira, Dentro da Porteira e Depois da Porteira.

Na edição de 2026, a American Nutrients e a Lactalis conquistaram o destaque na categoria Antes da Porteira, justamente por uma iniciativa que atua na oferta de tecnologia e soluções para aumentar a eficiência e a sustentabilidade da produção leiteira.

Bets retiram R$ 143 bi da economia

Avanço das apostas contribui, segundo entidades empresariais, para a crise que atinge comércio e varejo

O “dreno” de dinheiro para as apostas é apontado pelas entidades de comércio e varejo do Estado como um dos principais componentes da “tempestade perfeita” que atinge o setor. O vice-presidente de Integração da Federação das Associações Empresariais do RS (Federasul), Rafael Joelizer, estima que as bets retirem algo em torno de R$ 30 bilhões por mês da economia tradicional do país, números corroborados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “São valores que poderiam estar circulando como um todo, mas acabam indo para países que detêm as sedes dessas empresas e não são vinculados ao Brasil”, avalia.

A CNC traz números ainda mais impactantes: as apostas online podem ter levado 270 mil famílias à situação de inadimplência severa. De janeiro de 2023 a março de 2026, as bets retiraram R$ 143 bi do comércio varejista, volume equivalente às vendas dos Natais de 2024 e 2025, segundo a entidade nacional.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) já havia emitido notas reafirmando “seu total apoio às iniciativas destinadas a apurar eventuais e comprovadas práticas em não conformidade com a legislação vigente” e que “eventuais mudanças nas regras de publicidade devem ser discutidas no âmbito federal, preservando a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória de quem decidiu investir no mercado regulado brasileiro”.

Mesmo diante desses fatores de preocupação, há um cenário otimista, que passa, na visão das entidades comerciais, pela adaptação do comércio de rua, pelo uso responsável e criativo das ferramentas tecnológicas, sem esquecer o fator humano, e ainda pela busca de um diferencial competitivo por parte de quem empreende. Apesar dos desafios regulatórios e, no caso do Rio Grande do Sul, climáticos, a palavra-chave é persistência.

“O empreendedor brasileiro é extremamente resiliente. Nós temos empresários inteligentes, flexíveis e inovadores. Isso é uma saída”, comentou Joelizer.

“O empresário precisa fazer sua parte. Precisa também conhecer profundamente o consumidor, utilizar tecnologia, inteligência artificial, dados, canais digitais e transformar atendimento em vantagem competitiva”, entende o presidente da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços (FCDS-RS), Vitor Augusto Koch.

Já a Fecomércio-RS, que representa os setores de comércio de bens e serviços no Estado, prevê um cenário econômico “extremamente desafiador”. Segundo a entidade, as empresas gaúchas “têm passado por dificuldades sérias”, com juros elevados causados pelo “desequilíbrio das contas públicas”, além de haver “insegurança jurídica” e “aumento da já elevada carga tributária interna e tratamento favorecido para importações cross-border”, estabelecendo “uma injustiça concorrencial inacreditável”. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Alta dos preços ganha força no início de setembro
Cepea, 8/09/2026 – A valorização da soja observada em agosto ganhou força neste início de setembro, sustentada pelas incertezas sobre os possíveis impactos do El Niño sobre a safra 2026/27, pela maior demanda asiática pela soja norte-americana e pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Além disso, de acordo com o Cepea, produtores brasileiros aguardam um volume maior de chuvas para iniciar as atividades de campo da temporada 2026/27, cenário que os retraiu das negociações envolvendo grandes volumes. Segundo o Centro de Pesquisas, a alta no mercado nacional foi limitada pela diminuição da demanda externa pela soja brasileira, o que é comum para este período de aproximação da entrada da safra norte-americana. Ainda assim, na parcial deste ano (de janeiro a agosto), o Brasil exportou 89,86 milhões de toneladas de soja em grão, um recorde para o período. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

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Porto Alegre, 04 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.008


RS mantém produção de leite mesmo após perder  produtores 

O leite está ficando pelo caminho em muitas propriedades gaúchas. Na última Expointer, a Emater divulgou que mais de 55,2 mil famílias deixaram de produzir a matéria-prima no Rio Grande do Sul nos últimos 10 anos. Ontem, a instituição apresentou os motivos que ajudam a explicar a debandada. Entre eles, o preço baixo e a falta de previsibilidade, o custo dos insumos, o peso do trabalho e a dificuldade de sucessão familiar foram fatores que pesaram na decisão de cada um.

O levantamento, que ouviu, em julho deste ano, 1% de todos os produtores que abandonaram a atividade leiteira no período, revela que 30,8% tinham entre 21 e 30 anos de trajetória na produção de leite. A média era de 25 anos de dedicação.

“Dados que mostram que são famílias com tradição que estão abandonando a atividade”, frisa Jaime Ries, zootecnista e assistente técnico estadual em Bovinocultura de Leite da Emater.

A maior parte da mão de obra dessas propriedades, 93,2%, era predominantemente familiar.

Segundo ele, quando perguntados sobre os fatores externos que contribuíram para a saída, os produtores apontaram principalmente a baixa remuneração do leite e a falta de estabilidade e previsibilidade nos preços, citadas por 79,3% dos entrevistados. Na sequência aparecem o custo de aquisição dos insumos, com 66,7%, e a dificuldade de contratar mão de obra, mencionada por 30,3%. No estudo, vale lembrar, eram aceitas múltiplas respostas.

O dinheiro, porém, não explica tudo. Entre os fatores internos, 66,4% citaram a penosidade da atividade. A falta de mão de obra apareceu para 61,3%, enquanto 37,8% apontaram o desinteresse dos filhos.

Outro dado chama atenção. A saída da atividade não parece estar diretamente relacionada à falta de estrutura produtiva. A maior parte das propriedades utilizava entre cinco e 10 hectares, com média de 12,5 hectares.

Além disso, a produção média era de 18,7 litros de leite por vaca por dia, com aproximadamente 21,6 vacas por propriedade e uma produção média de 402 litros por dia.

E isso não significa necessariamente que o produtor tenha abandonado o campo. Quando perguntados sobre o destino da área, 59,4% passaram a produzir grãos e 35,2% migraram para a pecuária de corte.

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, se mostrou preocupado com o resultado de estudo apresentado pela Emater-RS/Ascar. Isto porque, em 10 anos, o número de produtores de leite reduziu 65% no Rio Grande do Sul. Em 2015, eram aproximadamente 84,2 mil e, em 2025, cerca de 28,9 mil em 2025.

“Na prática, 55,3 mil famílias abandonaram a produção leiteira, mas não afetou a produção. A decisão envolve uma questão social e acompanha um movimento mundial”, comparou, acrescentando que a Argentina tinha 30 mil produtores de leite há 20 anos e hoje restam 9,5 mil.

Para estancar o abandono, Palharini defende a necessidade do setor avançar em nível de competitividade, por meio da criação de fundos setoriais, além de políticas governamentais. “O Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, mas não possui políticas de proteção para produtores e indústrias”, frisou.

Lembrou que, recentemente, uma indústria brasileira foi impedida de exportar whey protein (suplemento alimentar em pó feito a partir da proteína extraída do soro do leite) para a Austrália e outro de enviar queijo para a Rússia em razão da inexistência, no país, de tratados bilaterais e normas de defesa agropecuária que regulam a produção, a circulação e a exportação de leite e derivados.

“Esses acordos garantem que os produtos brasileiros atendam aos critérios de segurança alimentar, livre de doenças e contaminantes”, enfatizou.

Palharini também destacou que após o sucesso de sua primeira edição, o Milk Summit evolui e passa a ser Milk Summit Mercosul, ampliando seu alcance e relevância. “A edição de 2026 vai consolidar o evento como o principal ambiente de conhecimento, integração e networking da cadeia do leite na América do Sul, reunindo lideranças do Brasil e países vizinhos.” Com programação nos dias 14 e 15 de outubro, o evento será realizado em Ijuí durante a Expofest. (Jornal da Manhã editado pelo Sindilat/RS)


CCGL recebe o Troféu Senar-O Sul 2026 na categoria "Liderança Gaúcha"

A premiação destaca o impacto da inovação no campo e a dedicação dos produtores rurais que impulsionam o setor.

Em noite especial de abertura da Expointer, o presidente da CCGL, Sr. Caio Vianna recebeu a homenagem promovida pelo Senar-RS, O Sul e pela Rede Pampa na categoria "Liderança Gaúcha".

A cerimônia da 21ª edição do prêmio ocorreu no dia 30 de agosto, às 20h, na Associação Leopoldina Juvenil, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). O evento reuniu grandes nomes do setor, autoridades e convidados sob a liderança do presidente da Rede Pampa de Comunicação, Alexandre Gadret, e do vice-presidente, Paulo Sérgio Pinto — reafirmando o compromisso do grupo com a informação de qualidade e o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Caio Vianna pontua que a homenagem é “um reconhecimento muito importante do que representa o sistema cooperativo agropecuário no agro gaúcho, principalmente nas ações de pesquisa e difusão via RTC (Rede Técnica Cooperativa) e na plataforma SmartCoop, desenvolvida pelas cooperativas da Fecoagro/RS, além da nossa atuação na captação e industrialização de leite, bem como na atividade logística no Porto de Rio Grande através das empresas coligadas Termasa e Tergrasa”.

O Troféu Senar-O Sul é uma premiação promovida pela Rede Pampa de Comunicação e pelo Jornal O Sul, em parceria com o Senar-RS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), para valorizar líderes, empresas e instituições que fazem a diferença no agro. 

Com patrocínio do Senar, Icatu e Rio Grande, o evento contou com ampla cobertura multiplataforma. A transmissão ao vivo foi realizada pelo canal da TV Pampa no YouTube, com apresentação especial do comunicador Evandro Leboutte, além da veiculação de um caderno especial no Jornal O Sul. (CCGL)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1935 de 03 de setembro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Manoel Viana, a produção de leite apresenta recuperação gradual, favorecida pela maior disponibilidade de pastagens de aveia e azevém. Em São Gabriel, começa a se estabilizar a condição corporal das vacas alimentadas predominantemente com campo nativo, com leve aumento da produção de leite. 

Na de Caxias do Sul, a qualidade do leite, avaliada pelos indicadores de contagem de células somáticas (CCS) e contagem padrão em placas (CPP), segue dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira. Não foram registrados relatos de exclusão de propriedades por laticínios ou cooperativas em decorrência de problemas relacionados à qualidade do leite, nem rejeição de cargas por indústrias e laticínios devido à presença de resíduos de antibióticos. 

Na de Ijuí, a produção de leite apresentou leve aumento em relação ao volume coletado na semana anterior. A menor umidade do solo levou à diminuição do acúmulo de barro nas áreas de circulação. Entretanto, a incidência de doenças do úbere está elevada como reflexo do período prolongado de alta umidade e do contato dos úberes com o barro. Nos sistemas de manejo estabulado, a redução da umidade dos materiais utilizados nas camas também contribuiu para a melhoria do bem-estar animal. 

Na de Pelotas, em Arroio Grande e Santa Vitória do Palmar, as estradas rurais se encontram bastante prejudicadas, dificultando o deslocamento dos produtores, o acesso a insumos e, principalmente, a coleta e o escoamento do leite. Em algumas situações, foi necessário utilizar tratores para auxiliar o deslocamento dos caminhões de coleta. Houve inclusive perdas de produção em propriedades onde não foi possível realizar a coleta. 

Na de Santa Rosa, o estado sanitário dos rebanhos segue dentro da normalidade, e os produtores realizam o controle da mastite e o monitoramento das principais enfermidades nas terneiras recém-nascidas, especialmente pneumonias e diarréias. A qualidade do leite está adequada, e os índices de Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Padrão em Placas (CPP) se encontram dentro dos limites estabelecidos pela legislação. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA DE 03 A 09/09/2026 
Na próxima semana, o frio voltará a atingir o território gaúcho, podendo favorecer a ocorrência de geadas em algumas localidades. Entre 03 (quinta-feira) e 04/09 (sexta-feira), o avanço de uma frente fria pelo oceano trará instabilidade principalmente para o Litoral Gaúcho, com probabilidade de chuva fraca a moderada em pontos isolados. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa. Já entre 05 (sábado) e 08/09 (terça-feira), um sistema de alta pressão de origem polar deverá trazer estabilidade e provocar queda das temperaturas. Assim, ao longo desses dias, não há previsão de chuva significativa, mas há possibilidade de geada principalmente em alguns pontos das regiões da Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra. Em 09/09 (quarta-feira), os efeitos da circulação atmosférica poderão favorecer o transporte de umidade, principalmente para a Metade Norte e o Litoral, onde há previsão de chuva; na Metade Sul, o tempo ainda deverá permanecer estável. De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 mm e 20 mm ao longo da semana. (Fonte: Simagro – Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos)


 

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Porto Alegre, 03 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.007


Livro sobre ordenha mecânica propõe visão integrada para aumentar qualidade e produtividade no leite

A ordenha como ponto decisivo para transformar investimentos em produtividade e qualidade é o foco do livro Ordenhadeira Mecânica 360°, de autoria de Carlos Alberto Della Favera Machado, lançado no dia 3 de setembro, durante a Expointer 2026. A publicação tem apoio do Sindilat/RS e reúne mais de cinco décadas de experiência do autor na cadeia produtiva do leite.

A proposta da obra é ampliar a forma como a ordenha mecânica é compreendida dentro da propriedade leiteira. Para Machado, seu desempenho deve ser entendido como parte de um sistema que envolve equipamento, animal, operador, instalações, higiene, qualidade, normas, gestão e conhecimento. “A ordenha é a hora da verdade. É a função onde podem ocorrer problemas que comprometem todos os investimentos anteriores e, ao mesmo tempo, é o coroamento do trabalho realizado em uma propriedade leiteira”, destaca.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a disseminação de informações técnicas está alinhada ao compromisso da entidade com a divulgacao de conhecimento para o fortalecimento da cadeia leiteira. “A experiência reunida por Machado ao longo de mais de cinco décadas traz uma contribuição importante para produtores, técnicos e profissionais do setor, ao mostrar que a ordenha precisa ser compreendida de forma integrada. O Sindilat/RS tem satisfação em apoiar essa iniciativa e contribuir para aproximar esse conhecimento de quem atua no dia a dia da atividade leiteira”, afirma.

Machado trabalha com ordenhadeiras mecânicas desde os anos 1970. Também foi fabricante de equipamentos por mais de duas décadas, participou de grupos técnicos da ABNT e atua como coordenador da Comissão das Indústrias de Equipamentos para Pecuária de Leite (CEPEL), do Simers. Entre os trabalhos desenvolvidos por Machado está a criação de um selo de qualidade e conformidade para ordenhadeiras mecânicas, em parceria com o LabELO, do Inmetro. 

Ordenhadeira como “colheitadeira” do leite
Um dos conceitos apresentados pelo autor compara a ordenhadeira a uma colheitadeira. Enquanto uma máquina agrícola desregulada pode provocar perdas em uma safra, os efeitos de uma ordenhadeira inadequadamente regulada podem se repetir diariamente e afetar diretamente o animal e a produção. “É uma colheitadeira que está conectada duas a três vezes por dia, o ano inteiro, a um ser vivo. Essa conexão pode gerar danos na fonte da qual ela colhe”, explica.

A preocupação está relacionada à saúde do úbere, à mastite e à qualidade do leite. Machado ressalta que parte dos problemas provocados durante a ordenha não é percebida imediatamente e pode se acumular ao longo do tempo, comprometendo o desempenho do rebanho e o retorno dos investimentos realizados pelo produtor.

Fonte: Sindilat/RS


Milk Summit Mercosul movimentará Ijuí entre os dias 14 e 15 de outubro

Após o sucesso de sua primeira edição, o Milk Summit evolui e passa a ser Milk Summit Mercosul, ampliando seu alcance e relevância. “A edição de 2026 vai consolidar o evento como o principal ambiente de conhecimento, integração e networking da cadeia do leite na América do Sul, reunindo lideranças do Brasil e de países vizinhos”, afirmou nesta quarta-feira o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul, (Sindilat), Darlan Palharini, em visita à Casa do Correio do Povo na Expointer.

Com programação nos dias 14 e 15 de outubro, o evento será realizado em ijuí, com mais de 16 horas de conteúdo técnico e estratégico, com palestras de alto impacto. Entre os nomes esperados estão representantes das principais indústrias de laticínios, além de especialistas como Paulo Martins e Glauco Carvalho (Embrapa), Marianne Tufani (StoneX), Valter Galan (MilkPoint), Marcos Veiga (Qualileite/USP) e participação internacional de Andrés Padilla (Rabobank).

“A expectativa é reunir mais de 700 participantes presenciais por dia, incluindo cerca de 400 produtores de leite, além de representantes de indústrias, cooperativas, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes do Mercosul, promovendo troca de experiências e construção de estratégias para o setor”, observou Palhari, que foi recebido pelo diretor-presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas.

Atividade leiteira
Palharini especialmente se mostrou preocupado com o resultado de estudo apresentado pela Emater-RS/Ascar, na Expointer 2026, em Esteio, na terça-feira. Isto porque, em 10 anos, o número de produtores de leite reduziu 65% no Rio Grande do Sul. Em 2015, eram aproximadamente 84,2 mil e, em 2025, cerca de 28,9 mil em 2025.

“Na prática, 55,3 mil famílias abandonaram a produção leiteira, mas não afetou a produção. A decisão envolve uma questão social e acompanha um movimento mundial”, comparou, acrescentando que a Argentina tinha 30 mil produtores de leite há 20 anos e hoje restam 9,5 mil.

Para estancar o abandono, Palharini defende a necessidade do setor avançar em nível de competitividade, por meio da criação de fundos setoriais, além de políticas governamentais. “O Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, mas não possui políticas de proteção para produtores e indústrias”, frisou.

Lembrou que, recentemente, uma indústria brasileira foi impedida de exportar whey protein (suplemento alimentar em pó feito a partir da proteína extraída do soro do leite) para a Austrália e outro de enviar queijo para a Rússia em razão da inexistência, no país, de tratados bilaterais e normas de defesa agropecuária que regulam a produção, a circulação e a exportação de leite e derivados.

"Esses acordos garantem que os produtos brasileiros atendam aos critérios de segurança alimentar, livre de doenças e contaminantes”, enfatizou.

Fonte: Correio do povo

Modelo de assistência técnica virtual para o agro gaúcho

Uma parceria entre Banrisul, CCGL e FecoAgro/RS levará orientação especializada, conhecimento e gestão a propriedades rurais gaúchas. O novo Centro de Consultoria AgroDigital atenderá até 250 produtores, por meio de um modelo de assistência técnica virtual. O lançamento ocorreu na Casa do Banrisul, durante a 49ª Expointer, em Esteio.

Ao longo de 18 meses, os participantes terão acompanhamento remoto de consultores, com diagnósticos, recomendações de manejo, capacitações e identificação de oportunidades de melhoria. O trabalho será realizado por meio da SmartCoop, plataforma criada no meio acadêmico e implantada junto às cooperativas da FecoAgro/RS. Atualmente, a plataforma reúne produtores das cooperativas e do Sistema Senar e é gerida pela CCGL.

Entre as ferramentas disponíveis, estão o acompanhamento das lavouras, o monitoramento por satélite, indicadores climáticos, informações da cadeia produtiva, cotações, gestão financeira e apoio à tomada de decisão.

“Em vez de o produtor aguardar uma visita, talvez por mês, ele vai ter quatro visitas por mês, só que virtuais”, explicou o vice-presidente da CCGL, Guilhermo Dawson Jr.
Entre as soluções apresentadas durante o lançamento, está a Ana, ferramenta de inteligência artificial integrada ao ecossistema da SmartCoop. Ela auxilia nas orientações relacionadas à atividade rural.

Para o Banrisul, o projeto-piloto permitirá ampliar o conhecimento sobre as necessidades dos produtores. “Temos convicção absoluta de que, daqui cinco anos, todo o crédito rural do Banrisul vai ser concedido por aqui. Provavelmente, o crédito do Brasil inteiro vai ser concedido por aqui ou por uma plataforma muito similar a esta”, projetou o presidente do Banrisul, Fernando Lemos. Os atendimentos devem começar entre janeiro e fevereiro de 2027.

Fonte: Correio do Povo


Jogo Rápido

Cade aprova compra de ativos da A.R.C. pela Italac, incluindo marcas Líder e Tânia
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição, pela Italac, de ativos da A.R.C. Logística e Alimentos. O negócio havia sido anunciado no início de agosto, e envolve as unidades industriais de Presidente Prudente (SP), Lobato (PR) e Guaraçaí (SP), além de postos de captação de leite localizados em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O acordo inclui ainda a aquisição das marcas de lácteos Líder e Tânia, controladas pela A.R.C. O valor da transação não foi divulgado. A Italac informou que a aquisição tem como objetivo ampliar sua capacidade produtiva, expandir o portfólio de produtos e fortalecer sua presença no mercado nacional. Já a A.R.C. disse que a venda está alinhada a uma estratégia de reorganização de investimentos de seus acionistas. As marcas Shefa e Gold permanecerão sob controle da A.R.C. e não fazem parte da operação. O Cade avaliou impactos concorrenciais nos mercados de captação de leite in natura, leite UHT, bebidas lácteas, creme de leite, manteiga, queijos e leite em pó. De acordo com o órgão, a participação conjunta das empresas permanece abaixo dos níveis que indicariam risco concorrencial relevante, motivo pelo qual o negócio foi enquadrado no rito sumário e aprovado sem restrições. As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.


 

Porto Alegre, 02 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.006


Sindilat realiza seminário sobre competitividade do leite

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) realizou durante a Expointer 2026, o Seminário Competitividade do Leite Gaúcho.

O encontro ocorreu na Casa da Rede Pampa e reuniu os associados para discutir temas relacionados à produção, produtividade, mercado e competitividade da cadeia leiteira.

A programação contou com a participação do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e de Wagner Beskow, Ph.D. e sócio-diretor da Transpondo. (Sindilat/RS)


Por que tantos produtores estão deixando a atividade do leite no RS

O leite está ficando pelo caminho em muitas propriedades gaúchas. Na última Expointer, a Emater divulgou que mais de 55,2 mil famílias deixaram de produzir a matéria-prima no Rio Grande do Sul nos últimos 10 anos. Agora, nesta terça-feira (1°), a instituição apresentou os motivos que ajudam a explicar a debandada. Entre eles, o preço baixo e a falta de previsibilidade, o custo dos insumos, o peso do trabalho e a dificuldade de sucessão familiar foram fatores que pesaram na decisão de cada um.

O levantamento, que ouviu, em julho deste ano, 1% de todos os produtores que abandonaram a atividade leiteira no período, revela que 30,8% tinham entre 21 e 30 anos de trajetória na produção de leite. A média era de 25 anos de dedicação.

— Dados que mostram que são famílias com tradição que estão abandonando a atividade — frisa Jaime Ries, zootecnista e assistente técnico estadual em Bovinocultura de Leite da Emater.

A maior parte da mão de obra dessas propriedades, 93,2%, era predominantemente familiar.

Os motivos
Quando perguntados sobre os fatores externos que contribuíram para a saída, os produtores apontaram principalmente a baixa remuneração do leite e a falta de estabilidade e previsibilidade nos preços, citadas por 79,3% dos entrevistados. Na sequência aparecem o custo de aquisição dos insumos, com 66,7%, e a dificuldade de contratar mão de obra, mencionada por 30,3%. No estudo, vale lembrar, eram aceitas múltiplas respotas.

O dinheiro, porém, não explica tudo. Entre os fatores internos, 66,4% citaram a penosidade da atividade. A falta de mão de obra apareceu para 61,3%, enquanto 37,8% apontaram o desinteresse dos filhos.

Outro dado chama atenção. A saída da atividade não parece estar diretamente relacionada à falta de estrutura produtiva. A maior parte das propriedades utilizava entre cinco e 10 hectares, com média de 12,5 hectares. 

Além disso, a produção média era de 18,7 litros de leite por vaca por dia, com aproximadamente 21,6 vacas por propriedade e uma produção média de 402 litros por dia.

E isso não significa necessariamente que o produtor tenha abandonado o campo. Quando perguntados sobre o destino da área, 59,4% passaram a produzir grãos e 35,2% migraram para a pecuária de corte.

Para Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), o importante agora é que esses números não aumentem:

— Precisamos pensar em um planejamento, já que se sabe que aquele produtor que abandona a atividade dificilmente retorna.

Ainda segundo o estudo, 79,8% dos entrevistados afirmaram que não pretendem retornar à produção de leite.

GDT 411º registra estabilidade mesmo com novo recorde de volume negociado

O 411º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou leve avanço de 0,9% no GDT Price Index, com preço médio negociado de USD 3.910/tonelada. O resultado mantém as cotações próximas da estabilidade, após a valorização mais intensa observada no leilão anterior, indicando um cenário de maior acomodação dos preços no mercado internacional.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi misto. O leite em pó desnatado (LPD) apresentou a principal valorização entre os produtos, com alta de 5,3%, atingindo USD 3.695/tonelada. O LPD vem demonstrando alta à quatro leilões consecutivos, resultado de uma maior procura por derivados proteicos, já que o produto pode servir como substituto para o Whey Protein Concentrate (WPC) em algumas formulações.  Já o leite em pó integral (LPI) permaneceu praticamente estável, com leve recuo de 0,1%, sendo negociado a USD 3.585/tonelada. O comportamento distinto entre os produtos mostra uma maior sustentação do LPD, enquanto o LPI mantém as cotações próximas aos patamares observados nas últimas negociações.

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre os demais derivados, a muçarela apresentou estabilidade, com alta de 0,3%, atingindo USD 4.244/tonelada. A manteiga registrou queda de 0,8%, para USD 5.028/tonelada, enquanto a gordura anidra do leite recuou 1,3%, sendo negociada a USD 5.917/tonelada.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 01/09/2026 

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado segue em patamares elevados

O volume negociado totalizou 43.976 toneladas, aumento de 7,1% frente ao leilão anterior e de 6,1% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado representa um novo recorde de volume negociado em 2026, superando os patamares registrados em 2024 e 2025.

Mesmo com o avanço da oferta disponível consequente da safra da Nova Zelândia, o GDT Price Index permaneceu próximo da estabilidade, indicando que o mercado conseguiu absorver o maior volume comercializado sem gerar uma pressão significativa sobre as cotações.

Por outro lado, o número de participantes recuou 10,8%, totalizando 157 compradores, após atingir 176 no leilão anterior. O movimento indica uma redução no número de agentes ativos nesta edição, embora o volume elevado de produtos tenha sido escoado sem pressão dos preços.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, os preços futuros de leite em pó integral (WMP) apresentam novos movimentos de valorização, sinalizando uma melhora nas expectativas para os próximos meses. O comportamento dos contratos indica maior sustentação das referências internacionais, mesmo diante dos elevados níveis de oferta na Nova Zelândia observados nos últimos leilões.

Esse movimento sugere uma percepção mais positiva dos agentes em relação à trajetória futura dos preços, embora o comportamento da demanda internacional permaneça determinante para a continuidade dessa valorização.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 411º reforça um cenário internacional de maior estabilidade, com destaque para a valorização do LPD e a manutenção do LPI em patamar praticamente inalterado. No entanto, a recuperação observada no mercado externo ainda encontra um cenário doméstico mais acomodado.

No Brasil, os preços dos derivados seguem estáveis, enquanto a disponibilidade de produtos importados continua limitando movimentos de valorização mais consistentes. Assim, mesmo com sinais mais positivos vindos dos contratos futuros, a transmissão para o mercado brasileiro tende a ser de maior estabilidade e gradual.

Nesse contexto, o câmbio e o ritmo das importações permanecem como pontos importantes de atenção, especialmente para os leites em pó. A combinação entre preços internacionais, competitividade dos produtos externos e disponibilidade no mercado doméstico continuará sendo determinante para a formação das cotações brasileiras nas próximas semanas.


Jogo Rápido

Sindilat/RS doa mil litros de leite em ação alusiva ao Concurso Leiteiro da Expointer
O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (SINDILAT/RS) doou mil litros de leite UHT ao programa Criança Feliz, da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (SMCDH) de Esteio. A ação foi realizada em parceria com a Gadolando e integrou a programação do Concurso Leiteiro das raças Holandesa e Jersey da Expointer 2026. A entrega simbólica ocorreu nesta terça-feira (1º/09), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A iniciativa associou a realização do tradicional concurso a uma ação social destinada a famílias atendidas pelo programa no município. Na competição, a vaca Pitoca, da Granja Ferrabolli, de Anta Gorda, conquistou o tricampeonato entre os animais adultos da raça Holandesa. O animal produziu 85,3 quilos de leite em três ordenhas. Na categoria jovem, a vencedora foi uma vaca da Granja Bruchez, de Barão, no Vale do Caí, que alcançou a produção de 93,1 quilos, também em três ordenhas. A doação reforça a contribuição da cadeia leiteira para a alimentação e amplia o alcance social de uma das atividades tradicionais da Expointer. (Sindilat/RS com informações de Zero Hora e Gadolando)


 

Porto Alegre, 01º de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.005


Aliança Láctea debate sanidade animal, competitividade e caminhos internacionais

O Brasil precisa avançar nas garantias de sanidade animal para permitir que os estados produtores ligados à Aliança Láctea Sul-Brasileira consigam chegar aos mercados internacionais, seguindo trajetórias já exitosas de outras proteínas animais, como ovos e carnes. “Precisamos avançar junto ao governo federal no sentido de agilizar liberação, mesmo que seja de forma regionalizada, para conseguir embarcar nossos produtos para fora, buscando nichos de mercado que estão se abrindo na Ásia, por exemplo, e que estão sedentos por comida e que agregam grandes poulações”, disse Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS.

Na reunião da Aliança Láctea realizada na manhã desta terça-feira (01/09), durante a Expointer, o 1º vice-presidente da entidade, Alexandre Guerra, assinalou que avanço da cadeia depende da construção de soluções conjuntas e do fortalecimento de todos os seus elos. “São caminhos que a gente vai debatendo e temos visto que estamos avançando. Temos que trabalhar pensando no conjunto, desde os pequenos, médios e grandes, da indústria e do campo, porque sempre repetimos que precisamos estar todos fortes e unidos. Somos interdependentes e todos são importantes”, destacou.

Guerra também chamou atenção para o crescimento de segmentos como o de queijos e para a necessidade de ampliar o estímulo ao consumo. Além disso, ressaltou a importância de garantir condições adequadas para a distribuição da produção brasileira, citando os impactos de novas tarifas que encarecem o transporte de produtos da Região Sul para o centro do Brasil.

Neste cenário, Darlan assinalou a necessidade de construir mecanismos para ampliar a proteção e a sustentabilidade do setor diante de preocupações relacionadas às negociações comerciais, especialmente em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia. “Existe uma preocupação com a criação de salvaguardas para produtos brasileiros, e o setor lácteo está inserido nesse debate, assim como outros segmentos, como vinhos e azeite de oliva”, afirmou.

Segundo ele, a busca por maior competitividade passa também pela construção de alternativas próprias para o setor. “Precisamos buscar mecanismos e instrumentos que contribuam para a proteção e a sustentabilidade da cadeia. A discussão sobre comercialização futura, por exemplo, é um dos temas que começam a ganhar espaço e que certamente estará presente nas nossas próximas reuniões”, destacou.Aliança Láctea completa 12 anosA reunião desta terça-feira celebrou os 12 anos da Aliança Láctea Sul-Brasileira (ALSB). A entidade foi fundada durante a Expointer, que serviu como palco para o encontro das lideranças do setor. A Aliança Láctea Sul-Brasileira é um fórum público-privado que reúne lideranças e entidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Foto: Gisele Ortolan / Fonte: Sindilat/RS


GDT - Global Dairy Trade 

Indicadores - 01º de setembro de 2026

Fonte: GDT (Adaptado pelo Sindilat/RS)

CIEPEL terá homenagem surpresa a personalidade da cadeia do leite durante a Expointer

O nome do primeiro homenageado é mantido em segredo pela organização e será revelado somente durante o evento.

A CIEPEL — Comissão das Indústrias de Equipamentos para a Pecuária de Leite do SIMERS (Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul) — realiza, no dia 3 de setembro, durante a Expointer 2026, o 6º Encontro Técnico CIEPEL, que nesta edição terá uma novidade: a criação do Troféu Embaixador da Conformidade CIEPEL.

A cerimônia acontece às 14h, na Casa do SIMERS na Expointer, e terá como um dos momentos de destaque a entrega do primeiro troféu, criado para reconhecer uma personalidade que tenha contribuído de forma relevante para a qualidade, a conformidade e o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite. Mas há um detalhe: o nome do primeiro homenageado é mantido em segredo pela organização e será revelado somente durante o evento.

A iniciativa pretende transformar a homenagem em uma tradição anual, valorizando profissionais cuja trajetória tenha ajudado a transformar conhecimento, responsabilidade técnica, qualidade e conformidade em ferramentas para a evolução da atividade leiteira.

Segundo a CIEPEL, a proposta parte de uma premissa de que a qualidade do leite não começa apenas no laboratório, mas também nas decisões tomadas na propriedade, nos equipamentos utilizados, nos procedimentos adotados e na responsabilidade de cada elo da cadeia.

Produção de leite no RS em debate

Além da homenagem, o 6º Encontro Técnico CIEPEL terá como tema “Os Avanços e Desafios Para a Produção de Leite no RS”. O palestrante convidado é Jaime Eduardo Ries, zootecnista formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), mestre em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com MBA em Gestão do Agronegócio pela Unisinos. Extensionista rural da Emater, Ries atua como coordenador estadual nas áreas de bovinocultura leiteira e de corte.

A programação reunirá representantes da indústria, profissionais técnicos, especialistas, produtores, entidades do setor e outros integrantes da cadeia produtiva, com o objetivo de promover a troca de experiências e aproximar indústria, assistência técnica, produtores e instituições ligadas à qualidade e ao desenvolvimento da atividade leiteira.

Livro sobre ordenhadeira mecânica será lançado

Após a entrega do Troféu Embaixador da Conformidade, também será realizado o lançamento do livro “Ordenhadeira Mecânica 360º”, de autoria de Carlos Alberto Machado, coordenador da CIEPEL. A publicação chega ao evento dentro da proposta da comissão de ampliar a discussão sobre conhecimento técnico, equipamentos, qualidade e conformidade na produção de leite. Com a criação do troféu, a CIEPEL também pretende colocar em evidência profissionais e iniciativas que contribuem para uma cadeia leiteira mais eficiente e tecnicamente preparada.

Por enquanto, permanece a pergunta: quem será o primeiro Embaixador da Conformidade CIEPEL?

A resposta será conhecida somente no palco da Casa do SIMERS, durante a Expointer.

6º Encontro Técnico CIEPEL + 1º Troféu Embaixador da Conformidade
Data: 3 de setembro de 2026
Horário: 14h
Local: Casa do SIMERS na Expointer

Fonte: Milkpoint


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Demanda firme e incertezas sobre a safra 2026/27 elevam preços
Cepea, 31/08/2026 – A firme demanda global, as condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e as incertezas quanto aos possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a safra 2026/27 seguem impulsionando os preços futuros e domésticos da soja. No Brasil, segundo o Cepea, o movimento de alta foi reforçado pela retração de uma parte dos vendedores, que, atentos a esses fatores, mostraram preferência por postergar novas negociações. No entanto, para comercializar no mercado spot, muitos desses agentes têm aceitado um prazo de pagamento mais alongado, mas a preços maiores. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, mesmo diante da alta externa, os prêmios de exportação no Brasil seguem firmes, resultando em aumento no preço FOB nos portos nacionais, que alcançaram os maiores patamares em três anos. (CEPEA)


 

Porto Alegre, 31 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 5.004


Cepea: preço do leite tem alta de 4,65% em julho, embora 3º tri tenha perspectiva de queda

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que o preço médio do leite cru captado por laticínios voltou a subir em julho. Na “média Brasil” líquida, o valor alcançou R$ 2,8761/litro, aumentos de 4,65% frente a junho e de 4,96% em relação a julho de 2025, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de julho/26).
A boa demanda por UHT, os estoques considerados confortáveis e o crescimento mais lento da captação em algumas regiões mantiveram a concorrência pelo leite. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) cresceu 2,38% de junho para julho na “Média Brasil”. Apesar da recuperação mensal, o Índice ainda acumula queda de 9,3% no ano. 

Do lado dos gastos, o Custo Operacional Efetivo (COE) permaneceu praticamente estável pelo segundo mês consecutivo, com ligeira queda de 0,31% na “média Brasil”. Embora milho e farelo de soja tenham se valorizado em julho, os estoques de ração produzidos anteriormente, a custos menores, limitaram o repasse aos concentrados. No entanto, a alta recente das matérias-primas pode elevar os custos da indústria e resultar em recuperação dos preços dos concentrados ao longo de agosto.

Quanto às vendas de derivados, agentes de indústrias continuaram enfrentando dificuldades para garantir margens. Pesquisas do Cepea apoiadas pela OCB indicam que as negociações de muçarela e leite em pó perderam ritmo em julho, enquanto o UHT se valorizou 7,35% frente a junho. Parte dessa lentidão foi associada também às importações.

No mercado internacional, as importações ampliaram a disponibilidade interna. Segundo dados da Secex, o volume adquirido em julho cresceu 9,01% frente a junho, totalizando 236,3 milhões de litros em equivalente-leite. Na comparação com julho de 2025, o avanço foi de 33,49%. As compras externas de leite em pó e queijos aumentaram, respectivamente, 7,54% e 12,7% de junho para julho, reforçando a pressão sobre as negociações domésticas.

Diante desse contexto, a expectativa é de que o encerramento do terceiro trimestre seja marcado pelo recuo das cotações do leite cru, influenciado pelo aumento da oferta, pelas importações e pelo comportamento dos preços dos derivados.

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de julho/2026)

 


Evento amplia debate sobre cadeia leiteira

Já tiveram início os preparativos para a próxima edição do Milk Summit, evento que integra a programação da Expofest e tem como objetivo fortalecer a integração e a troca de conhecimentos relacionados à cadeia leiteira. Depois do sucesso da primeira edição do evento, que aconteceu no ano passado, o Milk Summit está ampliando sua proposta e passa a se chamar Milk Summit Mercosul.

O evento será realizado entre os dias 14 e 15 de outubro, contará com mais de 16 horas de conteúdo e deverá reunir mais de 700 participantes por dia, entre produtores, indústrias, cooperativas, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes de países do Mercosul. O evento será promovido pelo Sindilat-RS em parceria com Impulsa Ijuí, Sebrae, Suport D’Leite, Emater, Prefeitura de Ijuí e Governo do Estado.

Em entrevista ao JM, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS) e coordenador do evento, Darlan Palharini, destaca a aproximação cada vez maior com empresas de tecnologia como um dos diferenciais para esta edição do Milk Summit. Na sua avaliação, o evento acontece em um momento de mudanças no mercado mundial e pode auxiliar os produtores a compreenderem as novas demandas dos consumidores. “O setor passa por transformações em uma velocidade muito grande hoje em dia. E o Brasil precisa se desenvolver rapidamente dentro da atividade leiteira para fazer frente a esse mercado globalizado e de novos produtos dentro do setor lácteo”, afirma.

Outro tema que deve estar presente nas discussões durante o evento é a necessidade de alternativas para fortalecer a atividade leiteira diante da falta de políticas públicas específicas de apoio ao setor. Segundo o coordenador, os demais países integrantes do Mercosul possuem um grau maior de intervenção de seus respectivos governos em relação às políticas públicas, garantia de preços e subsídios.

“E a gente sabe da questão financeira do governo federal, sabe que dificilmente esse cenário vai mudar. Então, o setor realmente precisa buscar alternativas dentro da cadeia”, diz. “Eu acredito muito nas ações desenvolvidas dentro do próprio setor, de criar alternativas, buscar novas tecnologias ou desenvolver parcerias. Porque realmente, se a gente ficar na espera do governo federal, o máximo que a gente vamos conseguir é talvez essas linhas de programas como o Pronaf, que já acontecem”, complementa.

As inscrições para o Milk Summit Mercosul são gratuitas e já estão abertas. Segundo Palharini, ainda existem alguns poucos espaços disponíveis destinados à exposição de empresas e tecnologias.

“Esperamos que realmente consigamos fazer um grande evento. O Milk Summit Mercosul acontece para que juntos, indústria e produtores, possamos achar alternativas para desenvolver a cadeia produtiva do leite cada vez mais”, conclui o coordenador. (Jornal da Manhã)

 

Uruguai: país produz e exporta mais leite do que nunca em sua história

A pecuária leiteira uruguaia atravessa uma transformação que pode ser resumida em uma aparente contradição: há menos propriedades leiteiras, menos terra dedicada à atividade e menos vacas, mas se produz mais leite do que nunca. Os números dos últimos anos mostram que o setor conseguiu elevar fortemente sua produtividade enquanto avançava um processo de concentração e saída de produtores.

No primeiro semestre de 2026, o envio de leite para plantas industriais alcançou 1,025 bilhão de litros, 10,3% a mais do que um ano antes. Junho, com 196 milhões de litros, marcou, além disso, o maior registro histórico para esse mês, segundo dados do Instituto Nacional do Leite (INALE). O crescimento chega depois de um 2025 recorde: durante esse ano foram remetidos 2,212 bilhões de litros, 8,4% a mais do que em 2024.

Quase mil propriedades leiteiras a menos em oito anos

Por trás dos recordes aparece uma transformação estrutural da produção. Segundo os dados do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP-DIEA), o Uruguai tinha cerca de 3.900 propriedades leiteiras no exercício 2015/16. Em 2023/24, restavam 2.978 estabelecimentos. Em menos de uma década desapareceram, assim, mais de 900 unidades produtivas, uma redução próxima de um quarto do total.

O fenômeno também aparece quando se observa exclusivamente aqueles que enviam leite à indústria. Os remetentes passaram de 2.699 em 2017 para 2.135 em 2024, ou seja, mais de 500 produtores a menos em sete anos.

Menos terra e menos vacas

O ajuste não ocorreu somente na quantidade de estabelecimentos. A área destinada à pecuária leiteira passou de aproximadamente 827.000 para 623.000 hectares, enquanto o rebanho diminuiu de 767.000 para 688.000 cabeças.

O setor produz, portanto, mais leite utilizando uma quantidade menor de recursos produtivos. A explicação está principalmente no aumento da produtividade. A produção individual passou de 4.768 litros por vaca ao ano para 5.825 litros, uma melhora de 22%. Ao mesmo tempo, o remetente médio passou de entregar cerca de 2.000 litros diários para aproximadamente 2.600 litros.

Mais escala e produtividade

Os dois fenômenos — recorde produtivo e desaparecimento de estabelecimentos — fazem parte de um mesmo processo. Os estabelecimentos que permaneceram em atividade aumentaram sua escala e avançaram em genética, alimentação, manejo, tecnologia e gestão, permitindo produzir mais leite com menos animais e área.
Mas essa melhora ocorre ao mesmo tempo em que os estabelecimentos de menor escala encontram maiores dificuldades para permanecer no negócio. O processo é observado especialmente entre os menores: as propriedades leiteiras de até 50 hectares diminuíram de 966 para 711 em sete exercícios.

A pressão econômica ajuda a explicar parte dessa transformação. Em junho, o preço recebido pelo produtor ficou em 16,9 pesos uruguaios (US$ 0,42) por litro, 5% menos na comparação anual, enquanto o indicador de poder de compra se encontrava 21% abaixo de sua base de referência. Quando os custos avançam mais rapidamente do que as receitas, ganhar eficiência e escala se torna cada vez mais determinante para permanecer na atividade.

As exportações também batem recordes

A maior produção encontrou, além disso, uma importante saída no mercado internacional. Durante 2025, as exportações de lácteos uruguaios alcançaram aproximadamente US$ 965 milhões, um crescimento de 13%. A tendência continuou em 2026.  Somente em julho, as vendas externas chegaram a US$ 95 milhões, 31% a mais do que durante o mesmo mês do ano anterior.

Esse desempenho voltou a colocar os lácteos como o terceiro complexo exportador do Uruguai, atrás da carne bovina e da celulose. Cerca de três quartos da produção do país acabam sendo exportados sob diferentes produtos, entre eles leite em pó, queijos e manteiga.

O desafio de depender de poucos mercados

O forte perfil exportador também expõe uma das vulnerabilidades da cadeia. Argélia e Brasil concentraram mais de 60% das exportações de lácteos uruguaios durante 2025, enquanto em julho de 2026 representaram aproximadamente a metade. A isso se soma uma elevada participação do leite em pó integral, que representa cerca de dois terços da produção industrial.

O Uruguai construiu, assim, uma importante capacidade para colocar sua produção no exterior, mas continua enfrentando o desafio de diversificar produtos e destinos para diminuir a exposição a mudanças em poucos mercados compradores.

A indústria também se concentra op processo de concentração não termina na produção primária. Quatro companhias — Conaprole, Estancias del Lago, Lactalis e Alimentos Fray Bentos — recebem cerca de 91% do leite remetido à indústria. As cooperativas, por sua vez, concentram aproximadamente três quartos da captação. O resultado é uma cadeia capaz de processar e exportar grandes volumes, mas com uma estrutura produtiva cada vez mais concentrada.

O outro lado do recorde leiteiro, a eficiência alcançada pelo Uruguai é significativa: mais leite com menos estabelecimentos, menos hectares e menos animais. Mas o processo abre uma discussão que vai além dos indicadores produtivos. A atividade leiteira tem uma forte presença territorial e sustenta empregos, famílias rurais, serviços e comunidades em departamentos como Colonia, Florida e San José. Por isso, o desaparecimento de estabelecimentos tem consequências que vão além dos litros que deixam de ser produzidos.

O desafio daqui para frente será sustentar as melhorias de produtividade e competitividade necessárias para participar do mercado internacional, enquanto se buscam ferramentas para enfrentar problemas como a sucessão geracional, a escala dos produtores menores, a infraestrutura e o acesso a mercados.
O Uruguai chega, assim, a 2026 produzindo e exportando leite em níveis históricos. Mas, por trás do recorde, há uma transformação profunda: o leite cresce enquanto diminui o número de famílias e estabelecimentos que o produzem.
As informações são do El Observador, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Indicador sobe quase 6% na parcial de agosto
Cepea, 31/08/2026 – Mesmo com a colheita da segunda safra em fase final e estimativas de produção recorde, os preços do milho seguem avançando no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, de modo geral, compradores e vendedores seguem retraídos, e as negociações ocorrem de forma pontual. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores continuam limitando a oferta, à espera de oportunidades mais atrativas diante das recentes altas no mercado internacional. Do lado da demanda, compradores se deparam com os preços altos pedidos por vendedores e acabam aceitando esses valores em alguns casos, devido à necessidade de adquirir lotes no curto prazo. Outra parte dos consumidores, por sua vez, recorre aos estoques. Neste cenário, de acordo com o Centro de Pesquisas, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), acumula alta de 5,8% na parcial do mês (até o dia 27). Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

Porto Alegre, 28 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 5.003


Conseleite SC

RESOLUÇÃO Nº 8/2026
 
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 28 de Agosto de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Julho de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Agosto de 2026. 
 

VALORES DE REFERÊNCIA1 DA MATÉRIA-PRIMA (LEITE)

 

Períodos de apuração
Mês de Julho/2026: De 29/06/2026 a 02/08/2026
Parcial Agosto/2026: De 03/08/2026 a 23/08/2026

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão.
Fonte: Conseleite SC


Grupo Piracanjuba conta com o apoio da Tetra Pak para abrir uma das maiores fábricas de queijo no Brasil

A Tetra Pak, com seu olhar integrado, participou de todas as etapas do processo, desde a concepção da planta ao fornecimento das tecnologias que a equipam. A Tetra Pak, líder mundial em soluções para envase e processamento de alimentos, apoiou o Grupo Piracanjuba na concepção e implementação de uma das maiores fábricas de queijo do país.

A parceria acompanhou todas as etapas desse processo, desde a idealização da planta, até a implementação e utilização dos equipamentos para o processamento do leite. “Nós tínhamos o objetivo de ter uma planta capaz de processar mais de 1 milhão de litros de leite por dia para a produção de mussarela e estabelecer um novo patamar de eficiência, automação e inovação para a indústria brasileira. Para tirar esse plano do papel, contamos com a parceira da Tetra Pak desde as etapas iniciais do projeto”, afirma Luiz Claudio Lorenzo, Presidente do Grupo Piracanjuba.

Localizada em São Jorge d’Oeste (PR), a nova unidade amplia a presença do Grupo Piracanjuba no Paraná e fortalece sua atuação em categorias estratégicas para a região. Atualmente, a planta é utilizada na produção de manteigas e de queijos em peças ou fatiados.

A parceria com a Tetra Pak surgiu ainda na fase da engenharia, com o Enginerring Work Agreement (EWA), um pré-projeto desenvolvido por especialistas brasileiros e do exterior da Tetra Pak e por uma equipe multidisciplinar do Grupo Piracanjuba.

Foi nessa etapa em que os principais parâmetros da futura planta – como capacidade produtiva, fluxos de processos e tecnologias, equipamentos e estratégias mais adequadas – foram definidos.

Além da produção de mussarela, o desafio era também desenvolver uma planta que garantisse o alto desempenho operacional e estivesse preparada para futuras expansões, podendo, inclusive, receber a fabricação de outros produtos. 

Com esse olhar para o futuro, a unidade foi projetada para superar o objetivo inicial e está preparada para processar até 1,2 milhão de litros de leite por dia.

Após a conclusão do projeto, a Tetra Pak foi responsável pelo fornecimento de soluções que atuam na recepção e estocagem do leite, na estocagem de soro, em sistemas de CIP (Cleaning in Place), na pasteurização e padronização do produto, além de um sistema, o primeiro da Tetra Pak no Brasil, de membranas para padronizar a relação entre caseína e gordura do leite e que aumenta a eficiência do processo, a padronização da matéria-prima e a qualidade da mussarela.

Durante todo o processo, o Grupo Piracanjuba pode contar com a equipe de projetos da Tetra Pak. A unidade, de 54 mil m², foi projetada com foco em eficiência e sustentabilidade e conta com sistemas de reaproveitamento de água, produção e uso de biogás como fonte de energia renovável, reduzindo o impacto ambiental nas operações. “Para a Tetra Pak, promover a sustentabilidade na indústria de alimentos é essencial para a manutenção de um ciclo positivo, que gere valor para a empresa e a sociedade em seu entorno.

Por isso, nosso apoio ao Grupo Piracanjuba teve o olhar integrativo entre eficiência e performance ambiental, com equipamentos que contribuem para a redução do impacto em todos os processos”, explica Ana Paula Forti, Diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil.

A união entre crescimento industrial, inovação e desenvolvimento regional também abre caminho para novas oportunidades em categorias de alto valor agregado. Segundo o Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a importação de whey protein concentrado (WPC) representa 54% do consumo nacional.

Enquanto isso, a busca por produtos ricos em proteína vem crescendo, junto ao desejo de manter uma alimentação mais saudável e prática. A união desses fatores abre espaço para o crescimento da produção nacional desse insumo a partir do soro do leite – um remanescente da produção de queijo.

A nova planta, com essa visão, foi preparada para, no futuro, aproveitar esse material na produção de concentrados proteicos (whey protein). Além disso, a unidade também foi projetada com a possibilidade de ampliar sua atuação com a produção de lactose em pó e requeijão.
Fonte: Revista Mais Leite

 

EMATER/RS: Informativo Conjuntural. Porto Alegre, n. 1934

BOVINOCULTURA DE LEITE 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os produtores de leite da 
Campanha enfrentam dificuldades em decorrência dos elevados volumes de chuva, registrados no período.

Além dos impactos sobre o desenvolvimento das pastagens, o excesso de umidade e a formação de barro têm tornado as atividades de manejo mais penosas e favorecido os casos de mastite, resultando em descontos no valor recebido pelo leite, na redução da produção e no aumento dos custos com o tratamento das matrizes. Além disso, a restrição na oferta de pastagens, decorrente tanto das condições climáticas adversas quanto da necessidade de preservação das áreas para evitar danos causados pelo pisoteio, continua limitando a produção.

As reservas de feno e silagem continuam sendo utilizadas intensivamente. Porém, em algumas propriedades, são insuficientes para atender plenamente à demanda nutricional das matrizes e permitir a expressão do potencial produtivo. Como estratégia para reduzir custos e elevar a densidade energética das dietas, os produtores vêm utilizando milho na composição da alimentação. 

Na de Caxias do Sul, por causa das adversidades climáticas, a alimentação dos animais foi complementada com silagem de milho, pré-secado e feno, além das pastagens disponíveis.
 
A situação sanitária das vacas segue dentro do esperado. Os produtores realizam o controle de mastite, além do acompanhamento de doenças que afetam terneiras recém-nascidas, principalmente pneumonias e diarreias. O bem-estar dos animais foi favorecido pelas temperaturas mais baixas.

A qualidade do leite, avaliada pelos índices de contagem de células somáticas (CCS) e contagem padrão em placas (CPP), manteve-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira. 

Na de Erechim, ainda há casos de mastite em algumas propriedades e problemas de casco por causa da umidade acumulada ao longo dos últimos períodos.  
Na de Ijuí, nos sistemas de produção estabulados, houve maior dificuldade para 
diminuir a umidade dos materiais das camas dos animais, sendo necessária maior reposição de material seco. Nos sistemas a pasto, a formação de barro dificultou o deslocamento dos animais e ocasionou aumento de problemas nas patas dos animais. 

Na de Pelotas, a redução das temperaturas contribuiu para a diminuição da infestação por carrapatos e para a melhoria do bem-estar dos animais. Os produtores seguem atentos às terneiras, aos procedimentos de higiene durante a ordenha, ao manejo das pastagens e à manutenção do calendário de vacinação, especialmente contra a raiva. 

Nas de Santa Rosa e Soledade, a sanidade continua como ponto de atenção por causa da umidade em excesso, que favorece os problemas de casco e aumenta o risco de mastite. Dessa forma, os produtores têm reforçado os cuidados com higiene, manejo e conforto animal, buscando preservar a qualidade do leite e os índices produtivos.
(EMATER/RS editado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 35/2026 – SEAPI 
Na próxima semana, a chuva voltará a atingir o território gaúcho. Entre a sexta-feira (28/08) e o domingo (30/08), o avanço de uma frente fria provocará instabilidade em diferentes localidades. Entre os dias 27/08 e 28/08, a chuva ficará mais restrita à metade sul e ao litoral, enquanto, nos dias 29/08 e 30/08, ficará mais concentrada na metade norte e no litoral. As temperaturas estarão em ascensão ao longo desses dias. Na segunda-feira (31/08), ainda haverá previsão de chuva principalmente na metade norte. Na terça-feira (01/09) e na quarta-feira (02/09), um sistema de alta pressão trará estabilidade para praticamente todo o território gaúcho. Assim, as temperaturas estarão em declínio ao longo desses dias, e há previsão de chuva apenas em pontos bem isolados. De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 mm e 150 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. (SEAPI)


 

Porto Alegre, 27 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 5.002


Para agosto, Conseleite projeta leite a R$ 2,4754

O valor de referência do leite para agosto de 2026, projetado pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), ficou em R$ 2,4754 por litro. O valor representa uma leve redução de R$ 0,0252 por litro (-1,01%) em relação a julho, quando a referência havia sido fixada em R$ 2,5005. Já o valor consolidado de julho encerrou em R$ 2,5236 por litro, alta de R$ 0,0917 (3,77%) frente a junho, que havia ficado em R$ 2,4320.

A partir da atualização dos estudos da Câmara Técnica (Camatec), o Conseleite/RS passou a apresentar também os valores calculados com novos parâmetros. Nesse modelo, o valor de referência consolidado para julho ficou em R$ 2,4529 por litro, enquanto a projeção para agosto é de R$ 2,4128. Os dois conjuntos de referências serão divulgados até outubro.

As projeções foram divulgadas em reunião on-line na manhã desta quinta-feira (27/08) e elaboradas com base nos dados coletados nos primeiros 20 dias de agosto. Conforme o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, o segundo semestre costuma apresentar aumento da oferta de leite, colocando no radar fatores que podem pressionar os preços. “Temos o aumento da oferta doméstica, a entrada do leite em pó importado, que são aspectos que precisam ser acompanhados, assim como o potencial de impacto sobre a produção do El Niño, o que também pode afetar a produção e a oferta de leite”, destaca.

Na avaliação do vice-coordenador do conselho, Darlan Palharini, existem fatores que já causam preocupação no Rio Grande do Sul, como o atraso de mais de 30 dias no plantio do milho em quase 50% das áreas cultiváveis, o que pode prejudicar a produção de silagem. “A referência projetada reforça o momento de cautela de produtores e indústria com relação aos seus custos de produção e novos investimentos”, argumenta o secretário-executivo do Sindilat/RS.

Representação

Na próxima semana, o Conseleite/RS participa, em Brasília (DF), da oficina “Diagnóstico, Desafios e Perspectivas da Cadeia Produtiva do Leite para a Agricultura Familiar”, nos dias 1º e 2 de setembro. Representando a entidade, o coordenador Kaliton Prestes participa da oficina de escuta do setor produtivo, que vai reunir contribuições sobre os principais problemas e desafios da agricultura familiar na cadeia do leite. A iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia, busca reunir subsídios para a elaboração da proposta do Plano Nacional da Cadeia do Leite.


Conseleite/MG projeta aumento de 1,2% no leite que será pago em setembro, 

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de Agosto de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026.

b) a os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2026 a ser pago em Setembro/2026.

VALORES DA MATÉRIA PRIMA POSTO PROPRIEDADE EM JUL/26 E PROJETADOS PARA AGO/26

Nota Técnica: O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células Somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%.

Atenção:

A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para breve. Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência.

Variações nos preços de venda dos derivados pela indústrias participantes do Conseleite MG

Períodos de apuração:

Mês de Julho/2026: De 01/07/2026 a 31/07/2026

Parcial de Agosto/2026: De 01/08/2026 a 20/08/2026

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

As informações são do Conseleite/MG.

Representantes do agronegócio do leite se reúnem em Juiz de Fora para debater os desafios do setor

A Embrapa Gado de Leite reuniu, nos dias 25 e 26 de agosto, em Juiz de Fora (MG), 212 participantes de 16 estados brasileiros para o Workshop "Desafios para o Leite Brasileiro nos Próximos Dez Anos". O evento integra o calendário comemorativo dos 50 anos da Unidade e reuniu produtores rurais, lideranças cooperativistas, indústrias laticinistas, setor de máquinas e equipamentos, produtores de sementes, empresas de assistência técnica e extensão rural (Ater), gestores governamentais e representantes da comunidade acadêmica e científica.

Ao todo, cerca de 50 instituições ligadas à cadeia produtiva do leite estiveram representadas, além de representantes de 13 Unidades Descentralizadas da Embrapa, espalhadas pelas cinco regiões do país. O encontro contou ainda com a presença do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Clênio Pillon, e da diretora de Inovação Social e Transferência de Tecnologia, Ana Margarida Euler, que participaram da abertura dos trabalhos.

Em sua fala na abertura do evento, Clênio Pillon destacou o caráter estratégico da discussão para o conjunto de públicos que hoje dialogam com a Embrapa: "Esta é uma agenda estratégica pra todos nós porque temos procurado dialogar fortemente com todos os nossos públicos, que vão além do agricultor, da assistência técnica e da extensão rural. Atendemos agroindústria, as empresas de rastreabilidade de certificação, os formuladores e executores de políticas públicas, o sistema de financiamento da produção agrícola e pecuária, as empresas que trabalham com seguro agrícola”. Segundo Pillon, os diversos setores que compõem o agronegócio estão ávidos pelas entregas feitas pela Embrapa.

Debates – O primeiro dia do evento foi dedicado ao tema "Visão de Futuro: onde estará a pecuária leiteira em 2035?", o consultor Airton Spies (Spiesagro) abriu os trabalhos com a palestra magna "O mundo do leite em 2035: tendências globais e impactos para o Brasil". Na sequência, produtores, indústria, pesquisa e cooperativismo debateram os principais desafios da próxima década, com a participação de Maurício Silveira Coelho (Fazenda Santa Luzia), Gustavo Silva Almeida e Bruno Castanheira (Laticínios Tirolez), Glauco Rodrigues Carvalho (Embrapa Gado de Leite) e Sebastião Vilanova (Cooperoeste-SC), sob mediação do chefe-adjunto de P&D da Embrapa Gado de Leite Bruno Campos de Carvalho.

À tarde, teve início a dinâmica de construção de cenários, com a apresentação da consulta pública realizada entre junho e julho — que mapeou 24 desafios do setor em cinco eixos temáticos — e o início dos trabalhos em grupo.

No segundo dia, Marcelo Pereira de Carvalho (MilkPoint Ventures) provocou os participantes com a pergunta "O que está mudando no leite enquanto estamos ocupados com o dia a dia?", antes da continuidade das atividades em grupo. À tarde, os participantes sintetizaram as discussões e priorizaram os temas mais urgentes, culminando no lançamento da proposta de criação da Rede de Pesquisa, Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia em Leite, apresentada pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite Rui da Silva Verneque.

Cinco desafios prioritários

O resultado das discussões dos grupos de trabalhos foram submetidos à análise PEST (política, econômica, social e tecnológica) e à Matriz GUT (gravidade, urgência e tendência), os dez temas mais debatidos no workshop foram reduzidos a cinco Desafios Prioritários Nacionais para a cadeia do leite na próxima década, que compõem a Carta de Juiz de Fora*:

1 – Elevados custos de produção e baixa rentabilidade da atividade leiteira;

2 – Escassez de mão-de-obra qualificada e dificuldade de retenção de trabalhadores;

3 – Degradação de pastagens, com baixa taxa de lotação e redução do valor nutritivo do pasto;

4 – Falta de planejamento forrageiro, insegurança alimentar do rebanho e sazonalidade da produção de forragens;

5 – Uso ineficiente dos recursos hídricos e risco crescente de escassez de água nos sistemas de produção.

(*Leia uma síntese da Carta de Juiz de Fora ao fim dessa reportagem.)

Além da Carta de Juiz de Fora, um dos principais desdobramentos do workshop foi o lançamento formal da Rede Leite, iniciativa interinstitucional que pretende conectar competências e estruturar projetos cooperativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). A rede será conduzida por um Comitê Gestor paritário, com representantes das cinco regiões do país — Embrapa Clima Temperado (Sul), Embrapa Pecuária Sudeste (Sudeste), Embrapa Cerrados (Centro-Oeste), Embrapa Semiárido (Nordeste) e Embrapa Amazônia Oriental (Norte) —, além de coordenação central formada pela Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPD) e pela Embrapa Gado de Leite, responsável por organizar uma secretaria de apoio à iniciativa.

Entre as frentes iniciais de atuação estão a harmonização de bancos de dados da cadeia leiteira, o mapeamento de competências institucionais, o levantamento contínuo de demandas regionais e a promoção mensal de debates técnicos virtuais sobre temas estratégicos.

Carta de Juiz de Fora: os compromissos assumidos

Como síntese de dois dias de trabalho, os participantes aprovaram e assinaram a “Carta de Juiz de Fora”, manifesto de compromisso da Embrapa Gado de Leite e de lideranças setoriais com os desafios estratégicos da cadeia produtiva do leite entre 2026 e 2036. O documento foi lido na sessão de encerramento pelo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, José Luiz Bellini Leite.

Entre os compromissos assumidos estão:

• Estruturar e operacionalizar a Rede Leite, com a instituição do primeiro Comitê Gestor regionalizado;

• Elaborar e difundir um Documento Síntese Setorial, consolidando os diagnósticos e vetores de solução identificados no workshop;

• Promover o compartilhamento de dados abertos, com repositórios integrados de informações científicas, indicadores econômicos e métricas de sustentabilidade;

• Fortalecer a comunicação e a integração entre produtores, indústria, governo e academia;

• Fomentar parcerias pré-competitivas entre o setor público e o privado para o desenvolvimento de tecnologias de base;

• Apresentar a proposta da Rede à Diretoria da Embrapa para aprimoramento, além de discutir quatro projetos comissionados pela Diretoria em articulação com a Plataforma do Leite, proposta pelo diretor Clênio Pillon.

Ao encerrar o evento, Bellini avaliou positivamente os resultados dos dois dias de trabalho: "O workshop foi um grande sucesso e é importante que eventos como esse ocorram periodicamente para que possamos manter a cadeia produtiva unida frente aos grandes desafios do setor."

Com a Carta de Juiz de Fora assinada, a Embrapa Gado de Leite e as instituições parceiras passam agora a estruturar a Rede Leite e a consolidar o Documento Síntese Setorial, que deve servir de referência para políticas públicas e investimentos privados voltados à pecuária leiteira nacional na próxima década.

As informações são da Embrapa.


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Retração vendedora e cenário externo sustentam preços

Cepea, 24/08/2026 – O milho segue em valorização no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. Segundo o Cepea, as altas no mercado internacional e as preocupações com o clima nos próximos meses influenciam os avanços dos preços no Brasil. Neste contexto, de acordo com o Centro de Pesquisas, produtores reduziram o interesse em negociar tanto no spot quanto para entrega futura e exportação. Nos Estados Unidos, expectativas de queda na produtividade das lavouras, o que pode reduzir a oferta global do cereal, elevaram expressivamente as cotações internacionais. As perspectivas desfavoráveis para a produção na União Europeia e as incertezas sobre o conflito no Mar Negro também dão suporte aos preços futuros. Pesquisadores do Cepea ressaltam ainda que, refletindo as preocupações com a oferta nas próximas semanas e aguardando valorizações mais expressivas, vendedores limitam o volume de mercadoria para negociações, enquanto compradores indicam necessidade de aumentar os valores para compra, no intuito de recompor estoques. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)