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Porto Alegre, 24 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.699


Arena Láctea de Inovação Sebrae

Na Expofest, durante o Milk Summit Mercosul 2026, que acontece nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí/RS, o Sebrae terá um espaço para conectar inovação, tecnologia e os desafios reais do do Agronegócio.

Convidamos startups e negócios inovadores, especialmente aqueles com soluções aplicáveis à cadeia produtiva do leite e derivados, a participarem da chamada de seleção para Exposição de Empresas Inovadoras na Arena Láctea de Inovação Sebrae, apresentando suas tecnologias, produtos e modelos de negócio a produtores, indústrias, cooperativas, lideranças e demais atores do setor.

Buscamos soluções que contribuam para uma cadeia mais eficiente, competitiva, sustentável e conectada, aproximando quem desenvolve inovação de quem pode aplicá-la no campo e na indústria.

Se sua solução pode transformar o agro e gerar impacto na cadeia do leite, este espaço é para você.

Onde?
📍 Ijuí/RS
📅 14 e 15 de outubro de 2026
🥛 Milk Summit Mercosul | Inovação que conecta o futuro da cadeia do leite
 
Período de Exposição?
- 13 e 14 de Outubro de 2026

Vagas?
20 Startups e Negócios Inovadores

O que está incluso no espaço:  
- Espaço modelo startup
- 4m²
- Identificação da Startup
- 2 cadeiras;
- Tomada individual

Valores
O espaço será disponibilizado de maneira gratuita.
OBS: Demais custos serão de responsabilidade do expositor.

Critérios de Classificação para Participar do Espaço Startups Sebrae:
A classificação se dará pela soma das pontuações de 1 a 5 nos critérios abaixo.
- Grau de maturidade da startup;
- Nível de Inovação da Solução;
- Modelo de Negócio
- Conexão da solução com a cadeia do leite
- Participante do Programa Campo Inovador terá pontuação extra.
*a avaliação dos Critérios de Classificação será realizado pela equipe organizadora, e fica a critério do mesmo a escolha final.

NÃO PERCA TEMPO, candidate sua empresa a estar presente na maior feira agro do estado!!


Tecnologia eleva produtividade da cadeia leiteira gaúcha

Se fizéssemos uma viagem no tempo e lá do passado vislumbrássemos a vaca do futuro, ela usaria uma coleira altamente tecnológica, com informações sobre sua saúde, nutrição e condição reprodutiva. O animal também teria acesso a pastagens e silagens inovadoras, capazes de proporcionar maior conversão alimentar e incremento na produção de leite.

A vaca do futuro produziria um novo tipo de leite chamado A2, especial para intolerantes à proteína A1 do leite, a partir de trabalhos intensivos de melhoramento genético. Uma tal Inteligência Artificial ajudaria a monitorar esses animais, fornecendo informações precisas sobre diferentes estágios da vida deles.

Os robôs tomariam conta das salas de ordenha e teriam papel crucial para suprir a baixa oferta de mão de obra nos tambos gaúchos. De volta para o futuro, todas essas tecnologias já são realidade, contribuindo para incrementar a produtividade a campo, aumentar a margem dos produtores e qualificar ainda mais o leite produzido por esses pagos.

Para o assistente técnico regional da Emater-RS/Ascar Jaime Ries, entre as tecnologias mais utilizadas para a produção leiteira estão a melhoria da alimentação, a genética do rebanho, a adequação das instalações, a inseminação artificial e a gestão da propriedade, visando o aumento da produtividade e da qualidade do leite.

“A inovação não chega de forma uniforme aos produtores. Tecnologias mais avançadas, como robótica, chegam primeiro aos produtores maiores. Na agricultura familiar, o foco ainda está em tecnologias consideradas básicas, mas de alto impacto, pois a instabilidade dos preços torna o produtor mais cauteloso para investir.”, afirma o especialista.

Dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul de 2025, elaborado pela Emater, apontam que a produção de leite destinado à industrialização no Estado vem se mantendo estável, apresentando um leve aumento de 0,2% em relação ao último relatório, de 2023, passando de 3,83 bilhões de litros para 3,84 bilhões por ano.

Por outro lado, o número de estabelecimentos produtores que comercializam o leite cru para a indústria ou processam em agroindústria legalizada caiu de 33.019 (2023) para 28.946 (2025), uma redução de 12,3%. Há dez anos, quando o primeiro relatório foi elaborado, eram 84.199 estabelecimentos no Estado. O rebanho leiteiro também vem apresentando redução, apesar de ser menos expressiva que o número de agricultores.

Nos últimos dois anos, a queda de 3,5% representa 27,234 vacas leiteiras a menos, totalizando 742.578 em 2025. A produtividade por vaca e o volume médio diário produzido nos estabelecimentos também vem aumentando. Em 2015, a produtividade média era de 11,8 litros/vaca/dia e o volume médio diário de 137,1 litros/estabelecimento.

Em 2025, passou para 17 litros e 363,8 litros, respectivamente. Isso significa que um menor número de produtores, com um rebanho menor, consegue produzir a mesma quantidade de leite. O segredo para esses resultados é o aumento de produtividade a partir do investimento em novas tecnologias.

Dados Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS de 2025

Produção de leite destinado: de 3,83 bilhões de litros (2023) para 3,84 bilhões por ano (2025), aumento de 0,2%.

Número de estabelecimentos produtores de leite: caiu de 33 mil (2023) para 28,9 mil (2025), queda de 12,3%. Há dez anos, eram 84,1 mil estabelecimentos no Estado.

Rebanho leiteiro: 742,5 mil vacas em 2025, queda de 3,5% em relação a 2023.

Produtividade por vaca/volume médio diário produzido: Em 2015, a produtividade média era de 11,8 litros/vaca/dia e o volume médio diário de 137,1 litros/estabelecimento. Em 2025, passou para 17 litros e 363,8 litros, respectivamente.

Cabanha usa tecnologia para aliar bem-estar das vacas com aumento de produtividade

Investir em novas tecnologias, mas sem perder a ternura. Esse é poderia ser o slogan da Cabanha Ventana, de Boa Vista do Incra, região do Alto Jacuí, que há quase 40 anos trabalha com produção leiteira, a partir do rebanho de vacas da raça Jersey. “Elas são meus bebês e também a base do sustento da minha família, então preciso aliar o uso de ferramentas de última geração pensando no bem-estar delas e também numa forma de aumentar a nossa rentabilidade, sem deixar para trás a nossa essência, baseada no carinho e respeito pelo nosso rebanho”, afirma a proprietária da cabanha Carmem Dias da Costa.

Os incrementos iniciaram nos últimos dez anos quando foi instalada a “praça de alimentação para as vacas”, com bicos aspersores que ficam jorrando água a cada quatro minutos, o que melhorou a questão do estresse térmico, especialmente no verão, e consequentemente os animais respondem com mais leite. “Também colocamos na ordenha ventiladores para o bem-estar delas”, acrescenta.

A produtora conta que também implementou a tecnologia das coleiras nas vacas que passam para o celular tudo o que acontece com a saúde, alimentação e status reprodutivo dos animais, permitindo monitorar o quanto elas caminham e a ruminação. “Sempre fizemos tudo que está ao nosso alcance para elas terem uma vida feliz e saudável. Minhas vacas não são confinadas, elas pastam livremente no campo. E ganham silagem e ração duas vezes ao dia no horário mais quente nesse galpão para se sentirem fresquinhas”, diz.

A questão energética da propriedade também foi incrementada com a instalação de placas solares para diminuir o gasto com a energia elétrica, além disso, conta com um gerador para quando falta luz manter o leite gelado, a ordenha e os bicos aspersores funcionando.

A Ventana também tem se destacado na produção de A2, um tipo de leite de vaca que contém exclusivamente a variante A2 da proteína beta-caseína, sem a presença da proteína A1. Ele é obtido de vacas selecionadas por meio de teste genético (genótipo A2A2) e costuma ser mais fácil de digerir para quem sente leve desconforto com o leite comum. A ideia surgiu em 2022, com a criação de uma agroindústria familiar focada em produtos elaborados com esse tipo de leite: manteiga, nata, doce de leite, vários tipos de queijos e bebida láctea leite, além de leite enfrascado integral, semidesnatado e desnatado.

“Inseminei as vacas com sêmen de touros A2 e hoje meu plantel tem 95% de vacas A2. Como faço genoma em todo o meu gado há mais de 10 anos, isso é uma ferramenta bem importante para saber como está a genética do plantel”, explica. Quando nasce a terneira é feita uma coleta da cartilagem da orelha, que vai para os Estados Unidos. Em 60 dias vem o resultado desse animal, com informações como quanto ela vai dar de leite, se é portadora de alguma doença e se é A2A2.

Carmem conta que decidiu trabalhar com leite A2 porque muitas pessoas que acham que têm alergia à lactose na verdade são alérgicas a proteína beta caseína A1. “Há alguns anos, não se sabia desse desconforto causado por esta proteína, só culpavam a lactose”, explica. (Jornal do Comércio)

 

Do "modo sobrevivência" à exportação: o leite brasileiro está preparado para competir?

O painel da Sala de Gestão do Interleite 2026 alerta que o resultado econômico não garante liquidez e mostra como o fluxo de caixa, mais do que o volume, dita quem mantém a porteira aberta.

O segundo dia do Interleite 2026 foi marcado por debates sobre a viabilidade econômica e o futuro da produção de leite no Brasil. Durante um painel na sala de gestão, o grande questionamento que norteou as discussões foi a competitividade do produtor brasileiro e as possibilidades de exportação do leite brasileiro. Esse cenário foi apresentado por Thiago Rodrigues, representante do Educampo e do Sebrae/MG, que evidenciou os desafios estruturais do país.

Com um perfil historicamente importador, que em 2025 chegou a trazer de fora um volume equivalente a 7,8% de sua produção formal, o Brasil esbarra em custos muito elevados. Competir com gigantes como a Argentina, um dos maiores exportadores de leite em pó do mundo e detentor de custos operacionais consideravelmente mais baixos, exige uma mudança radical na forma como as propriedades rurais são administradas.

A régua da competitividade muda de acordo com o tamanho e a eficiência da fazenda. Segundo o levantamento de Rodrigues, enquanto propriedades que produzem a partir de 5.000 litros por dia tentam buscar melhores margens, a grande maioria das fazendas brasileiras encontra-se estagnada, operando com um custo operacional total que varia entre um e três reais por litro.

Curiosamente, as propriedades menores das regiões Sul e Sudeste, com produção diária na faixa de 2.000 litros, demonstram uma resiliência notável. Elas sofrem menos pressão que as fazendas americanas de mesmo porte e chegam a apresentar margens superiores às de produtores argentinos e uruguaios. Esse fenômeno é impulsionado pelo mercado interno brasileiro, que premia significativamente o volume de sólidos e a qualidade do leite. No entanto, o palestrante fez uma provocação pertinente: caso os prêmios praticados na cadeia caíssem ou não existissem, quantas propriedades ainda conseguiriam se manter competitivas no mercado atual, visto que o valor bruto equivalente do leite despencaria em relação direta?

A resposta para a sobrevivência e o crescimento passa diretamente pela eficiência operacional e pelas escolhas assertivas nos sistemas de produção. O que explica o custo de uma fazenda é a sua eficiência na utilização de ativos, a extração de produtividade por recurso, a gestão de indicadores e uma forte disciplina. Entre 2020 e 2025, muitas fazendas que adotaram o modelo confinado viram sua produtividade saltar 22%, consolidando-se dentro de uma zona de resiliência financeira onde conseguem girar e reter o capital imobilizado.

Em contrapartida, outras propriedades semiconfinadas analisadas estagnaram e hoje flertam com o risco de insustentabilidade. O segredo dos produtores que se destacam está na redução de custos operacionais focando em mão de obra, depreciação, concentração e aumento de volume, além de adotar uma taxa de giro que atua como integradora da estratégia. A lucratividade precisa ser o verdadeiro alvo das decisões.

Como a relação entre a receita e os custos de alimentação tem exercido grande pressão sobre os menores, a adoção de ferramentas de análise do mercado futuro se tornou peça chave para antever flutuações. Afinal, a verdadeira licença para competir exige não apenas alcançar o topo da produtividade, mas sustentar essa relevância no longo prazo, já que o resultado econômico positivo não garante liquidez. Como bem ressaltou Thiago, “é necessário negociar e produzir bem”, lembrando que o fluxo de caixa é o juiz final que determina se uma fazenda fecha ou não as portas.

A transição da teoria para a prática ganhou vida com o estudo de caso da Fazenda Ouro Verde, localizada no município de Prata, em Minas Gerais. Vinícius de Oliveira Rezende, que atua na atividade desde 2006 e usou o leite para custear seus próprios estudos, compartilhou como a gestão orientada por dados transformou a realidade de sua propriedade. Assistida pelo Educampo, a fazenda passou por um ponto de virada quando deixou de arcar com os altos custos de terceirizar a tecnologia reprodutiva e, seguindo uma sugestão do Sebrae, implementou um programa próprio de fertilização in vitro.

Aliada à introdução da silagem para um controle muito mais rigoroso da dieta do rebanho, a estratégia elevou simultaneamente a qualidade genética e a nutrição dos animais, permitindo o aumento do número de vacas em lactação. O impacto da mudança guiada por dados foi expressivo na linha do tempo: a produção, que era de 600 litros diários em 2017, alcançou a marca de 1.719 litros por dia agora em 2025. Embora as inovações tenham gerado um aumento temporário nos gastos, o retorno veio de forma avassaladora com uma expressiva recuperação financeira, culminando em uma receita de 314 mil reais no ano de 2024.

O sucesso de produtores como Vinícius reflete o impacto direto da atuação do Educampo, iniciativa detalhada no painel por Breno Assis Mendonça, também do Sebrae/MG. Criado em 1997 com o objetivo de fomentar a gestão profissional dos negócios rurais, o programa se apoia na premissa de empoderar produtores e consultores por meio da geração de parcerias de alto valor. Hoje, a rede já conta com 65 consultores atuando ativamente no campo, prestando assistência a 842 produtores rurais com o respaldo institucional de 20 empresas parceiras.

Os investimentos contínuos do Sebrae em novas ferramentas de gestão e tecnologias aplicadas mostram que o caminho para uma pecuária de leite lucrativa, resiliente e competitiva não é trilhado no escuro, mas sim iluminado pela integração inteligente entre análise de mercado, conhecimento técnico e aplicação de dados na rotina do campo. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Pesquisa sobre saída de produtores de leite no RS será apresentada na Expointer

A Emater/RS-Ascar apresenta, no dia 1º de setembro, os resultados de uma pesquisa que analisa a saída de produtores da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. O estudo traça o perfil dos produtores que deixaram a atividade e reúne informações sobre como produziam, os fatores que motivaram a decisão de abandonar a produção leiteira e as consequências desse movimento para o setor. A apresentação será realizada às 14h30, na Casa da Emater/RS-Ascar, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante a Expointer 2026. O levantamento contribui para dimensionar as transformações em curso na produção de leite gaúcha e ampliar a compreensão sobre os desafios enfrentados pelos produtores no Estado. (Sindilat/RS com informações da Emater/RS)


Porto Alegre, 21 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.698


Arena Láctea de Inovação Sebrae

Na Expofest, durante o Milk Summit Mercosul 2026, que acontece nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí/RS, o Sebrae terá um espaço para conectar inovação, tecnologia e os desafios reais do do Agronegócio.

Convidamos startups e negócios inovadores, especialmente aqueles com soluções aplicáveis à cadeia produtiva do leite e derivados, a participarem da chamada de seleção para Exposição de Empresas Inovadoras na Arena Láctea de Inovação Sebrae, apresentando suas tecnologias, produtos e modelos de negócio a produtores, indústrias, cooperativas, lideranças e demais atores do setor.

Buscamos soluções que contribuam para uma cadeia mais eficiente, competitiva, sustentável e conectada, aproximando quem desenvolve inovação de quem pode aplicá-la no campo e na indústria.

Se sua solução pode transformar o agro e gerar impacto na cadeia do leite, este espaço é para você.

Onde?
📍 Ijuí/RS
📅 14 e 15 de outubro de 2026
🥛 Milk Summit Mercosul | Inovação que conecta o futuro da cadeia do leite
 
Período de Exposição?
- 13 e 14 de Outubro de 2026

Vagas?
20 Startups e Negócios Inovadores

O que está incluso no espaço:  
- Espaço modelo startup
- 4m²
- Identificação da Startup
- 2 cadeiras;
- Tomada individual

Valores
O espaço será disponibilizado de maneira gratuita.
OBS: Demais custos serão de responsabilidade do expositor.

Critérios de Classificação para Participar do Espaço Startups Sebrae:
A classificação se dará pela soma das pontuações de 1 a 5 nos critérios abaixo.
- Grau de maturidade da startup;
- Nível de Inovação da Solução;
- Modelo de Negócio
- Conexão da solução com a cadeia do leite
- Participante do Programa Campo Inovador terá pontuação extra.
*a avaliação dos Critérios de Classificação será realizado pela equipe organizadora, e fica a critério do mesmo a escolha final.

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XVI Dia de Campo da CCGL debate inovação, manejo e gestão sustentável na pecuária de leite.

Encontro realizado no Tambo Experimental da CCGL reuniu produtores, técnicos e especialistas para apresentar soluções práticas focadas em eficiência produtiva, bem-estar animal e gestão da propriedade.

A CCGL realizou nesta quinta-feira (20) a 16ª edição do seu tradicional Dia de Campo. O encontro ocorreu no Tambo Experimental da cooperativa, em Cruz Alta (RS), reunindo produtores rurais, pesquisadores, técnicos e lideranças do setor lácteo para debater inovações e estratégias voltadas no caminho da sustentabilidade, eficiência produtiva, gestão e rentabilidade no campo.

Com início às 9h, a programação do evento foi estruturada em estações técnicas que abordaram de forma prática os pilares para uma produção eficiente. Durante o circuito, os participantes conferiram conteúdos voltados ao contexto climático e à fertilidade do solo, técnicas de manejo de culturas e dejetos, alternativas de segunda fonte de forragem, além de processos para aumentar a eficiência na alimentação e o conforto animal.

Além do manejo produtivo, a gestão financeira ganhou destaque com a apresentação de conceitos e cases sobre a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), auxiliando os produtores no controle de custos e na tomada de decisões estratégicas.

Para a Gerente de Operações da CCGL e organizadora, Silvana Trindade, o Dia de Campo é um momento fundamental de integração. “O conhecimento construído na CCGL sai da pesquisa e chega até o produtor para que ele aplique diretamente na sua propriedade. São 16 anos de história ajudando o produtor a produzir com mais eficiência, melhores resultados e mais qualidade”, destacou.Jair da Silva Mello, Gerente de Suprimento de Leite da CCGL, reforçou que o evento é uma consolidação da assistência técnica, difusão de tecnologias e da pesquisa feita no Tambo Experimental para a rotina das propriedades, cumprindo o papel social, técnico e econômico da cooperativa ao estar lado a lado com o associado: “Nossa obrigação é gerar e difundir tecnologias que facilitem a rotina e tragam mais resultados para a sua produção”.Ao final do percurso, os participantes puderam trocar experiências com os especialistas da CCGL e tirar dúvidas sobre a implementação prática das soluções apresentadas.

O Dia de Campo é uma realização da CCGL, da Rede Técnica Cooperativa (RTC) e da Smartcoop, com apoio do Sebrae RS e patrocínio de grandes parceiros do setor, como Sicredi, BRDE, Gelgás, Plastrela, 3R Ribersolo, Energix, Rehagro, Cowmed, Oligo e Pioneer.

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1933 de 20 de agosto de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, houve redução da produção em algumas propriedades em razão da elevada umidade do solo, que inviabilizou o acesso e o uso das pastagens durante alguns dias. A oferta de silagem e ração está elevada, sendo utilizadas como estratégia para estimular a produção das matrizes recém-paridas e compensar as limitações temporárias na disponibilidade de pastagens.

Em Bagé, as condições sanitárias estão satisfatórias, com atenção especial à prevenção de mastites e problemas podais, que são favorecidos pelas condições de elevada umidade. Os produtores continuam realizando inseminação artificial, diagnósticos de gestação e acompanhamento das matrizes em lactação e no período pós-parto. 

Na de Caxias do Sul, nos sistemas de produção de leite à base de pasto, as chuvas frequentes e o excesso de barro impactaram as áreas de pastagem e os corredores de acesso. Como alternativa à redução das condições de pastejo, os produtores utilizaram alimentos conservados, como silagem de milho, feno e pré-secado, para garantir oferta adequada de volumoso e qualidade nutricional às vacas. As condições sanitárias estão satisfatórias.

As coletas de leite foram realizadas mesmo nas estradas sem condições de trafegabilidade, aumentando as dificuldades operacionais para o transporte da produção. Na de Erechim e Ijuí, o excesso de chuvas e a elevada umidade têm causado impactos principalmente aos sistemas de produção a campo, aumentando os problemas de casco e o risco de mastite. 

Na de Passo Fundo, as condições sanitárias dos rebanhos leiteiros estão satisfatórias. Os animais apresentam bom escore corporal, e a produção segue dentro da normalidade, apesar dos desafios decorrentes do excesso de chuvas e da elevada umidade dos solos. As diferentes categorias — vacas em lactação, gestantes e secas, novilhas e terneiras — vêm recebendo manejo nutricional de acordo com as recomendações técnicas.  

Na de Santa Maria e Santa Rosa, os agricultores redobraram os cuidados com a higiene da ordenha por causa do excesso de barro nos corredores de acesso, nas salas de espera e nas áreas de alimentação, que tem afetado a adequada limpeza dos animais e aumentado os riscos de ocorrência de mastite.  

Na de Soledade, embora as condições de elevada umidade tenham favorecido a ocorrência de mastites, os produtores têm adotado medidas preventivas e manejo sanitário sistemático para manter os índices dentro dos padrões considerados normais.  (EMATER/RS adaptado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 34/2026 – SEAPI PREVISÃO METEOROLÓGICA (DE 20 A 23 DE AGOSTO)
Na próxima semana, haverá a formação de um ciclone extratropical, seguida de acentuado declínio das temperaturas e possibilidade de ocorrência de geadas. Entre a quinta-feira (20/08) e a sextafeira (21/08), a atuação de um ciclone extratropical deverá deixar o tempo instável em praticamente todo o território gaúcho. Há previsão de chuva em diversas localidades, além da possibilidade de rajadas de vento. Entre o sábado (22/08) e o domingo (23/08), o sistema deverá se afastar, diminuindo sua influência sobre o estado. Assim, haverá queda acentuada das temperaturas, e o tempo voltará a ficar estável. No dia 23/08, há possibilidade de ocorrência de geada, principalmente nas regiões da Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra. TENDÊNCIA (DE 24 A 26 DE AGOSTO) Entre a segunda-feira (24/08) e a quarta-feira (26/08), o sistema deverá permanecer afastado, mantendo o tempo estável e as temperaturas baixas em grande parte do território gaúcho. Nos dias 24/08 e 25/08, por conta do acentuado declínio das temperaturas, há possibilidade de ocorrência de geadas, principalmente nas regiões da Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra.  De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 mm e 50 mm ao longo da semana. (SEAPI)


Porto Alegre, 20 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.697


Mesmo com recuo sazonal, captação de leite atinge recorde para o 2º trimestre

De acordo com dados preliminares da Pesquisa Trimestral do Leite (PTL) do IBGE, a captação formal de leite no Brasil totalizou 6,614 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026, volume 1,0% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado representa o maior volume captado para um segundo trimestre desde o início da série histórica, em 1997, superando o recorde anterior de 6,55 bilhões de litros, registrado no segundo trimestre de 2025.

Gráfico 1: Variação anual da captação de leite (%)

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve queda de 2,5% no volume captado, movimento associado à sazonalidade da produção leiteira e à chegada do período de entressafra. Apesar do recuo frente ao trimestre anterior, a captação permaneceu em um patamar elevado, superando levemente os níveis observados no mesmo período do ano passado.

Gráfico 2: Variação trimestral da captação de leite (%)

Fonte: Pesquisa Trimestral do Leite - IBGE

O avanço de 1,0% na comparação anual ocorreu em um cenário diferente do observado em 2025. No início do ano passado, os preços pagos ao produtor e a rentabilidade da atividade estavam em patamares mais elevados, estimulando a expansão da produção. Esse movimento resultou em um crescimento mais expressivo da captação no segundo trimestre de 2025, quando o volume captado avançou 10,2% frente ao mesmo período de 2024.

Ao longo de 2025, o aumento da oferta contribuiu para a redução dos preços pagos ao produtor e das margens da atividade, resultando na menor competitividade do leite quando comparado aos valores de aquisição da ração e da arroba do boi gordo. Na prática, o produtor de leite precisou de mais litros de leite para adquirir insumos para a produção, e em algumas propriedades, o abate dos animais do rebanho passou a apresentar maior atratividade econômica frente à atividade leiteira. 

Gráfico 3: Captação brasileira de leite

Fonte: Pesquisa Trimestral do Leite - IBGE

Desempenho mensal

Analisando os resultados mensais, observa-se que a captação permaneceu acima dos níveis registrados nos mesmos meses de 2025 ao longo de todo o segundo trimestre, embora o avanço tenha sido moderado.

Tabela 1. Captação total mensal de leite no Brasil (Prévia)

Fonte: IBGE - elaborado pelo MilkPoint Mercado

O final do período também marcou a transição para o início da safra de leite em parte da região Sul do Brasil, uma das principais bacias produtoras do país. Com a entrada da safra a partir de junho, as condições mais favoráveis de produção contribuem para a recuperação sazonal da oferta e aumentam a disponibilidade de leite no mercado interno.

Mesmo com a captação em patamar elevado na comparação anual, a demanda por lácteos permaneceu aquecida ao longo do período, contribuindo para a absorção da oferta adicional. Nos meses seguintes, a menor disponibilidade de leite favoreceu a recuperação dos preços pagos ao produtor, com os valores registrados em junho e julho de 2026 superando os observados nos mesmos meses de 2025. 

Conclusão

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade da maior disponibilidade de leite, principalmente com o avanço da safra na região Sul do Brasil a partir de junho. A entrada da produção sazonal no Sul deve contribuir para o aumento da captação nos meses seguintes, mantendo a oferta em níveis elevados e sendo um ponto de atenção para o equilíbrio do mercado. 

No entanto, a dinâmica esperada para a produção pode ser influenciada pelas condições climáticas, especialmente com a intensificação do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e impactar o desempenho da produção nas principais bacias leiteiras.

Por outro lado, a manutenção da demanda aquecida, associada à melhora dos preços pagos ao produtor, indica um cenário mais favorável para a atividade. A expectativa é de que a rentabilidade do produtor nos próximos meses supere os níveis observados no mesmo período de 2025, contribuindo para a manutenção do estímulo à produção ao longo do segundo semestre. (Milkpoint)


CEPEA: leite ao produtor sobe em junho e fecha 1º semestre com alta de 33%

O preço do leite captado em junho subiu pelo sexto mês consecutivo. A alta frente a maio foi de 3,02%, em termos reais, e a “Média Brasil” ficou em R$2,7464/litro. Na comparação com o junho do ano passado, o preço está 0,86% menor. Desde janeiro, o valor pago ao produtor acumula avanço real de 33,1%.

Ainda assim, a média real do primeiro semestre, de R$ 2,4659/litro, ficou 14,0% abaixo da registrada no mesmo período de 2025 (os valores foram deflacionados pelo IPCA de junho). A valorização no campo reflete a firmeza no mercado de derivados e o crescimento da captação mais lento do que o esperado em algumas regiões. O ICAP-L (Índice De Captação de Leite) registrou aumento de 2,76% de maio para junho na Média Brasil; porém, no acumulado do ano, a queda é de 11,4%. Já o Custo Operacional Efetivo (COE), segundo pesquisa do Cepea, recuou 0,31% em julho, na “Média Brasil”. 

As quedas observadas em maio e junho podem ter contribuído para a formação de estoques de ração (ver seção Custos de Produção, na página 7). No mercado internacional, houve alta de 9,01% nas importações de lácteos de junho para julho, totalizando 2236,3 milhões de litros em equivalente leite, segundo dados da Secex. Na comparação anual, as compras externas avançaram 33,49%. Os volumes importados de leite em pó e queijos aumentaram 7,54% e 12,7%, respectivamente, frente ao mês anterior, com reflexos nas negociações internas. 

As indústrias de laticínios seguiram com dificuldade em garantir margem nas vendas. Pesquisas do Cepea apoiadas pela OCB mostram que, em julho, muçarela e leite em pó tiveram negociações mais lenta, enquanto o UHT avançou 7,35% frente a junho. Parte dessa lentidão foi associada também às importações (ver seção Derivados, na página 4). Com estoques reduzidos e crescimento mais lento da captação, a concorrência pela matéria-prima permaneceu elevada. A expectativa é de viés de alta no próximo mês, seguido pelo aumento gradual da oferta ao longo do terceiro trimestre. (CEPEA)

 

 

Expansão da demanda por lácteos no Sudeste Asiático atrai interesse uruguaio

O crescimento contínuo do consumo de produtos lácteos no Sudeste Asiático tem impulsionado a busca da região por novos parceiros comerciais globais. Para prospectar essas oportunidades de mercado e avançar na negociação de protocolos sanitários, representantes governamentais e do setor produtivo do Uruguai cumprem agenda oficial na Indonésia, no Vietnã e na Tailândia.

A Indonésia destaca-se como um dos mercados mais estratégicos da região devido ao forte descompasso entre a produção local e o consumo interno. Com uma população superior a 280 milhões de habitantes, o país produz apenas 20% do leite que consome, o que exige a importação anual de mais de 600 mil toneladas de lácteos. A necessidade de abastecimento externo deve aumentar ainda mais nos próximos anos, impulsionada por políticas públicas locais, como o plano governamental de distribuição diária de leite para 82 milhões de beneficiários até 2029. Diante desse cenário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta um crescimento de 43% nas compras indonésias de leite em pó desnatado para 2025.

Para viabilizar as trocas comerciais com a Indonésia, a adequação aos padrões religiosos foi um pré-requisito fundamental. As exportações sul-americanas para o país asiático foram autorizadas no início deste ano, após o órgão governamental indonésio responsável pelas garantias Halal credenciar a certificação do setor, com validade emitida até 2028. Os primeiros embarques de leite em pó integral e desnatado partindo do Uruguai para o porto indonésio foram registrados no meio do ano pela cooperativa Conaprole.

Paralelamente, o Vietnã surge como outro destino em expansão na Ásia, apresentando altas de dois dígitos nos gastos com importação de lácteos nos primeiros meses de 2026. Embora o comércio bilateral entre os dois países ainda seja incipiente e restrito a remessas pontuais de manteiga e soro de leite, as reuniões bilaterais visam consolidar parcerias com importadores privados e ampliar as habilitações de produtos na região. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Unijuí promove debate sobre geopolítica e impactos no Brasil e no RS
O evento “Geopolítica e Desenvolvimento: Impactos Globais e Reflexos no Brasil e no Rio Grande do Sul” será realizado no dia 27 de agosto, na Unijuí, em Ijuí. A programação propõe um debate sobre o cenário internacional e seus impactos para o Brasil e o Rio Grande do Sul, com a participação de convidados, entre eles o senador Hamilton Mourão. O Sindilat/RS colabora contribuindo com o envio de queijos para a recepção dos participantes e valorizando a presença dos produtos lácteos gaúchos. Serviço: 27 de agosto de 2026, no Centro de Eventos 14-201 – Campus Ijuí/Unijuí. Informações e inscrições estão disponíveis no portal da Unijuí. (Sindilat/RS com informações da Unijuí)


Porto Alegre, 19 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.696


Interleite Brasil 2026 abre programação em Uberlândia debatendo o futuro do setor lácteo

A cerimônia de abertura reuniu autoridades e especialistas para discutir inovação no campo, oportunidades de exportação e homenageou lideranças do agronegócio.

A cidade de Uberlândia voltou a ser o epicentro das discussões sobre o futuro da pecuária leiteira nacional com a cerimônia de abertura do Interleite Brasil 2026. O evento, que já foi realizado em outras quatorze edições na cidade, reuniu uma extensa e representativa mesa de honra. Estiveram presentes Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da MilkPoint Ventures; o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio Ferreira; o secretário municipal de Agronegócio, Wiliam Alvorada; além de Thiago Soares Fonseca e Weslley Gomes Rodrigues, Presidente do Sindicato Rural de Uberlândia e Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Uberlândia.
O peso institucional do encontro foi reforçado por líderes de peso, como Marcelo Candiotto (Presidente da CCPR), Guilherme Portella (Diretor de Comunicação e Assuntos Regulatórios e Corporativos na Lactalis Brasil), Ronaldo Scucato (Presidente do Sistema OCEMG) e Alexandre Gatti (Superintendente do Sistema OCEMG), Maurício Silveira Coelho (Vice-Presidente da Abraleite), Jônadan Ma (Presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA), Yago Sartori G. da Silveira (Presidente do SILEMG), a Deputada Federal Ana Paula Junqueira Leão, e Priscilla Magalhães Gomes Lins (Especialista em Desenvolvimento do Agronegócio, Sebrae Minas / Educampo e Origem Minas).

Durante a abertura, Marcelo Pereira de Carvalho destacou que a cadeia do leite vive a sua maior revolução tecnológica. Segundo o executivo, mesmo com a redução no número de produtores no campo, o engajamento e a busca por informação seguem crescendo de forma vertiginosa, que inclusive, se reflete nos altos números de visualizações do portal MilkPoint.

O evento também inova ao adotar um formato com duas salas de conteúdos simultâneos. “Estruturamos este evento com base no que consideramos essencial: uma sala de gestão e uma sala de tecnologia aplicada, ambas com palestras técnicas e cases de sucesso.”, detalhou Marcelo. Ele também celebrou as parcerias: “Acredito que existem três aspectos principais que fazem deste evento um sucesso: o primeiro deles é a nossa rede de relacionamentos, desenvolvida ao longo destes 26 anos. O segundo é a rede de apoio que construímos em torno do evento [...]. E o terceiro ponto é o momento do nosso setor: o leite brasileiro tem suas dificuldades e queixas, como é natural, mas a verdade é que a cadeia do leite está passando pela sua maior transformação tecnológica, estrutural e de gestão”.

A renovação do setor foi o ponto de partida da fala de Jônadan Ma, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA. Ele celebrou a forte presença de jovens na plateia e aproveitou o palco para reforçar pautas defendidas pela instituição, cobrando ações em relação à investigação antidumping que ainda tramita sob avaliação de interesse público. Convocando os produtores a participarem ativamente desse processo, Jônadan foi categórico ao afirmar as intenções do mercado nacional. “Nós não somos protecionistas, queremos trabalhar em igualdade de competição”. O dirigente também fez um alerta contundente para um desafio sanitário que exige atenção imediata dos pecuaristas: “Nós temos uma tarefa muito grande nos próximos anos. Precisamos erradicar a brucelose bovina no Brasil”.

As dinâmicas internacionais e as perspectivas financeiras foram o foco da palestra do professor sênior e coordenador do Insper Agro Global, Marcos Sawaya Jank. Ao traçar o novo mapa geopolítico do agronegócio mundial, ele abordou a alta volatilidade e o aumento dos custos de produção, impulsionados por conflitos no exterior e tarifas comerciais que afetam insumos como diesel e fertilizantes. Apesar da crise, Jank vislumbra um cenário de grande promessa para o leite, impulsionado por novas tendências farmacológicas e de consumo.

Segundo ele, há uma "explosão do whey" no mercado. "A grande oportunidade que eu vejo hoje é esse ressurgimento das proteínas, no momento em que você tem um forte crescimento das canetas emagrecedoras e remédios hoje que cortam o carboidrato. As pessoas migraram para proteínas, e o leite é extremamente rico em proteína", explicou o especialista. Para capitalizar sobre isso, Jank ressaltou que o Brasil precisa focar em ganhos de produtividade para conquistar o mercado internacional, seguindo o exemplo de sucesso das carnes bovina, suína e de aves, e deixando de ser um país que importa mais lácteos do que exporta.

Coroando a abertura, a cerimônia também foi palco de emoção com a entrega do Troféu Vidal Pedroso de Faria para Priscilla Magalhães Gomes Lins, especialista em desenvolvimento do agronegócio pelo Sebrae Minas, Educampo e Origem Minas. Com décadas dedicadas ao setor, ela agradeceu ao Sebrae, à equipe técnica e aos produtores pela confiança em seu trabalho. Em um discurso marcado pela gratidão e pelo reconhecimento da evolução no campo, Priscilla dimensionou o impacto da premiação em sua vida profissional. (Milkpoint)


GDT 410º registra alta nas cotações mesmo com avanço da oferta internacional

O 410º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou alta de 2,3% no GDT Price Index, com preço médio negociado de USD 3.873/tonelada. O resultado reforça a continuidade da recuperação nas cotações internacionais dos lácteos, após um período de pequenas variações, indicando uma melhora no ambiente de negociações após um período de pequenas variações. 

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó o movimento foi positivo, com destaque para o leite em pó desnatado (LPD), que liderou as valorizações do leilão. O produto avançou 7,6%, atingindo USD 3.502/tonelada, enquanto o leite em pó integral (LPI) apresentou alta de 3,0%, sendo negociado a USD 3.591/tonelada. O movimento de valorização indica uma demanda mais aquecida por leites em pó.

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre queijos e manteiga, o movimento foi misto. A muçarela apresentou valorização de 6,1%, sendo negociada a USD 4.234/tonelada, enquanto o cheddar registrou estabilidade, atingindo USD 3.744/tonelada. A manteiga manteve a trajetória de queda observada nos últimos leilões, com recuo de 2,0%, sendo negociada a USD 5.090/tonelada. Já a gordura anidra do leite apresentou queda mais expressiva, de 6,0%, atingindo USD 5.993/tonelada. 

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 18/08/2026 

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado segue em patamares elevados

O volume negociado totalizou 41.054 toneladas, aumento de 1,4% em relação ao leilão anterior, que já havia registrado uma alta significativa nos volumes comercializados. O resultado representa um novo recorde em 2026, superando os patamares observados em 2024 e se aproximando dos maiores volumes registrados em 2025, observados durante os leilões de outubro, período de maior produção na Oceania. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume negociado apresentou alta de 12,3%, reforçando a maior disponibilidade de derivados lácteos no mercado internacional.

Mesmo diante da maior oferta disponível, o avanço do GDT Price Index indica que o mercado segue com capacidade de absorção, sustentado por uma demanda mais firme. Além disso, o leilão registrou novamente o maior número de participantes da série recente, totalizando 176 compradores, sugerindo um ambiente de maior interesse.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, o mercado futuro de leite em pó integral (WMP) segue apresentando movimentos de valorização. Os contratos indicam uma melhora nas expectativas para os próximos meses, acompanhando a recuperação observada no mercado físico e a maior sustentação das cotações internacionais.

Esse comportamento sugere uma melhora nas expectativas para o mercado internacional após o período recente de ajustes, com os agentes incorporando uma visão mais positiva para as próximas negociações. Ainda assim, a evolução da demanda global seguirá como principal fator para definir a continuidade desse movimento positivo nos contratos futuros.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 410º reforça uma melhora pontual no mercado internacional, especialmente nos leites em pó, com recuperação das cotações após o período recente de ajustes. No entanto, esse movimento ainda não se traduz em uma mudança significativa no mercado brasileiro, que segue condicionado principalmente pela dinâmica doméstica.

A maior disponibilidade de produtos importados e o comportamento do câmbio seguem como fatores importantes para a formação das cotações internas. Mesmo diante da recuperação das referências internacionais, os principais derivados no mercado brasileiro permanecem em um ambiente de estabilidade ou ajustes negativos, em um cenário de maior oferta disponível, que limita movimentos de valorização mais expressivos no curto prazo. 

Dessa forma, os efeitos do GDT sobre o mercado brasileiro tendem a ocorrer de forma gradual. A evolução das importações, do câmbio e da demanda interna será determinante para definir o impacto das referências internacionais sobre os preços domésticos nas próximas semanas. (Milkpoint)

Santa Clara na AGAS

Atenta às mudanças no comportamento dos consumidores e às tendências do mercado, a Cooperativa Santa Clara apresenta na ExpoAgas lançamentos voltados à saudabilidade e ao consumo de proteínas, além de preparar novas opções para diferentes perfis de consumidores. A 43ª Convenção Gaúcha de Supermercados (Expoagas) será realizada de 18 a 20 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.

A Santa Clara participa da ExpoAgas há diversas edições com um espaço personalizado para receber clientes e apresentar seu portfólio. No estande, os visitantes poderão conhecer as novidades como cremes de avelã, queijos, bebidas proteicas e complementos de linha, além de conferir diferentes aplicações para o food service com chefs da Cooperativa presentes no local.

“A Expoagas é um momento estratégico para a Santa Clara, com o objetivo de fortalecer as parcerias com os supermercadistas gaúchos, estreitar relacionamentos e construir novas oportunidades de negócios. Chegamos a este evento com importantes lançamentos e um portfólio ampliado, sempre com foco em qualidade, inovação e geração de valor para nossos clientes e consumidores,” destaca o gerente nacional de vendas, Tomás André Zilli.
 
 
PRÉ-LANÇAMENTOS
Entre os pré-lançamentos previstos para os próximos meses estão as bebidas proteicas de 500g, agora também nos sabores morango e açaí com banana. A lista inclui ainda o joelho de porco, iogurte natural, iogurte de morango e o novo sabor pêssego.

Reconhecida e preferida pelos gaúchos na produção de queijos, a Santa Clara incorpora ao portfólio o queijo cottage, apreciado pelo baixo teor calórico e sabor suave. Já o queijo mascarpone passa a integrar a linha da Cooperativa, sendo ingrediente tradicional de receitas como tiramisù e risoto. O portfólio contará ainda com o queijo proosdij, conhecido por seu sabor suave. Com os lançamentos, a marca passará a contar com 51 tipos de queijos, distribuídos em 107 apresentações diferentes.

Além dos novos produtos, a Cooperativa amplia as opções de embalagem com o lançamento do jamón serrano em versão de 500g e da banha em embalagem de 600g. A lista de pré-lançamentos inclui ainda coalhada integral, creme de leite fresco, tábua de frios italiana e torresmo.

Os novos produtos previstos para este semestre elevarão o portfólio da Cooperativa para 419 itens, dos quais 291 pertencem à área de laticínios e 128 à linha de frigorífico. (Santa Clara via Linkedin)


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 18 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.695


Governo do RS lança 49ª Expointer, com foco em sustentabilidade ambiental e desafios econômicos

O governador Eduardo Leite participou, no final da tarde desta segunda-feira, do lançamento da 49ª Expointer, que ocorrerá entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, em Esteio, na Região Metropolitana. A cerimônia ocorreu no Palácio Piratini, em Porto Alegre, reunindo autoridades e representantes do setor.

Em seu pronunciamento, o governador enfatizou a relevância das negociações feitas na Expointer, destacando, ainda, a importância arrecadatória do evento ao Estado, assim como à tradição gaúcha. Também reforçou a expectativa de superar entraves econômicos, consequência de conflitos e tarifas internacionais, que podem repercutir na agropecuária.

“A Expointer, além de ser um momento de negócios e exposições, também representa cultura e alma do povo gaúcho. Além disso, é uma oportunidade de superar desafios, apontado qual será o futuro do nosso Rio Grande”, disse Eduardo Leite.

Outro diferencial é que 49ª edição será a Expointer “carbono neutro”, proposta da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), através de parceria com a empresa CRVR, que fará a doação dos créditos de carbono. Em outras palavras, haverá um inventário do consumo de energia elétrica, resíduos, manutenção e desmontagem de estruturas, entre outras emissões, além totens e QR Codes com informações de sustentabilidade ao visitantes. (Rádio Guaiba)


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT editado pelo Sindilat/RS

Empresas do Rio Grande do Sul devem fazer recadastramento junto à Receita Estadual até o final de setembro

Todas as empresas do Rio Grande do Sul devem realizar o recadastramento junto à Receita Estadual até o final de setembro. A medida, que integra o Programa Anual de Recadastramento da Receita Estadual, iniciou em 1º de maio para empresas do Simples Nacional e, a partir de agosto, passou a incluir estabelecimentos do regime geral de tributação.

De acordo com a instrução, todos os estabelecimentos contribuintes de ICMS no Rio Grande do Sul que estavam inscritos no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC/TE) até o final de 2025 devem cumprir com a obrigação, o que totaliza mais de 249,4 mil empresas. Ao todo, 36,6 mil delas concluíram o procedimento até 12 de agosto, o que representa apenas 14,7% do público-alvo.

A não realização no prazo implica em suspensão da inscrição estadual. Portanto, a recomendação é que as empresas façam o processo, que é 100% digital, o quanto antes para manter as obrigações em dia e evitar eventuais transtornos. É possível, por exemplo, que sejam necessários contatos adicionais com outros órgãos para atualizar determinados dados.

O que é verificado?  
O recadastramento verifica três informações: se a empresa se encontra em atividade; se os dados cadastrais estão corretos; e se o e-mail e o número de telefone celular do(a) representante no Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) são os atuais. O procedimento também é uma oportunidade para conferir a existência de contabilista registrado como responsável pela escrita fiscal do contribuinte no cadastro, conforme consta no Decreto 58.777/26.  

Caso haja informações desatualizadas, é preciso seguir as orientações indicadas na ferramenta. Inscrições sem indicação de contabilista responsável também estarão sujeitas à suspensão.  

As informações solicitadas são referentes às empresas e ao contato principal do(a) proprietário(a), além de contatos adicionais. Mais detalhes podem ser encontrados no site da receita

Serviço  
Quem deve fazer?  
O procedimento deve ser feito por todos os estabelecimentos contribuintes de ICMS no Rio Grande do Sul que estavam inscritos no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC/TE) até o final de 2025. Isso engloba as empresas do regime geral de tributação e do Simples Nacional. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) não estão sujeitos à obrigação.  
O procedimento deve ser feito por sócios ou administradores. Para os estabelecimentos do regime geral, é possível outorgar procuração eletrônica no Portal DTE para que a obrigação seja cumprida por outra pessoa.  

Como fazer?  
Empresas do Simples Nacional  
Prazo: 1º de maio a 30 de setembro.  
Canal: Aplicativo Minha Empresa, disponível gratuitamente (fazer login com a conta gov.br e clicar no banner Programa Anual de Recadastramento).  
Empresas do regime geral  
Prazo: 1º de agosto a 30 de setembro.  
Canal: Portal e-CAC da Receita Estadual, em “Meus serviços”.  

Painel de conformidade para contabilistas  
O Painel de Conformidade auxilia os contabilistas na gestão da situação fiscal dos contribuintes vinculados ao seu cadastro na Receita Estadual. Nele é possível consultar informações sobre as obrigações e, inclusive, confirmar se o recadastramento já foi feito ou não.  (Jornal do Comércio)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Demanda aquecida e menor relação estoque/consumo sustentam preços
Cepea, 17/08/2026 – As cotações do complexo soja avançaram no mercado doméstico, impulsionadas pela maior disputa entre consumidores internos e externos. Segundo pesquisadores do Cepea, as negociações foram favorecidas pela valorização do dólar frente ao Real, que aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. A relação entre estoque e consumo final da soja na safra 2025/26 deve atingir 33,5%, o menor percentual desde a safra 2022/23, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). De acordo com o Cepea, esse cenário reflete o crescimento da demanda global, impulsionado pelo aumento do consumo e das transações internacionais. Para a temporada 2026/27, as projeções iniciais indicam oferta ainda maior, mas a demanda deve continuar a avançar em ritmo acelerado. Com isso, a relação estoque/consumo final está estimada em 32,3%, inferior à da temporada atual. Esse movimento segue dando suporte aos preços do complexo soja, segundo o Cepea. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 17 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.694


MILHO/CEPEA: Mesmo com produção recorde, cotações no mercado interno seguem em alta

Cepea, 17/08/2026 – Os preços do milho seguem avançando no mercado brasileiro, mesmo com novas estimativas apontando possível safra 2025/26 recorde. De acordo com o Cepea, o movimento é sustentado pela sobretudo pela posição retraída de produtores, que limita o volume de negócios no spot.

Segundo o Centro de Pesquisas, os valores internacionais, que elevam a paridade de exportação, o atraso da colheita no Brasil, e as preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveis impactos do El Niño, também têm influenciado as altas.

Pesquisadores do Cepea destacam que compradores seguem ativos nas negociações para a recomposição de estoques, mas mantêm as ofertas abaixo das pedidas. Esses agentes acreditam que, com o avanço da colheita, o interesse de vendedores nas negociações pode aumentar. (Cepea)


El Niño poderá encarecer alimentos

O El Niño, que tem ganhado força neste segundo semestre, não deve afetar apenas a produção agrícola. Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, os efeitos podem chegar ao supermercado e pressionar os preços dos alimentos. O impacto, porém, será diferente entre as regiões e culturas.

No Brasil, o fenômeno costuma provocar mais chuva no Sul e tempo mais seco no centro-norte, justamente o cenário indicado pelas previsões para os próximos meses.

Para o pesquisador e professor do Insper Agro Global, Leandro Gilio, um dos principais problemas está na alteração das janelas de plantio e colheita. Um atraso na colheita da soja, por exemplo, pode empurrar para frente o plantio do milho safrinha e comprometer a produtividade da segunda safra.

É justamente o milho que mais preocupa Cesar Castro Alves, consultor de Agronegócio do Itaú BBA. Além do consumo direto, o cereal é matéria-prima para ração animal e etanol. Uma eventual redução da oferta, portanto, pode criar um efeito em cadeia, elevando custos para produtores de aves, suínos e outros segmentos de proteína animal.

No hortifrúti, o impacto poderá aparecer rapidamente. Frutas e hortaliças são mais sensíveis às condições de temperatura e umidade e podem sofrer tanto com excesso quanto com falta de chuva.

No Rio Grande do Sul, o excesso de precipitações merece atenção também na produção de leite e nas lavouras de trigo, segundo Castro Alves. Mas uma eventual queda da produção não necessariamente se transforma, na mesma proporção, em alta dos preços no caso dos panificados. Isso porque o Brasil tem forte dependência das importações, especialmente da Argentina, o que ajuda a amortecer parte de uma eventual quebra doméstica.

Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o cenário de chuvas tende a ser mais favorável à pecuária, com pastagens em boas condições.

Outro produto no radar é o café, acrescenta o consultor do Itaú BBA. A chuva em períodos importantes para a florada pode ser positiva, desde que ocorra na intensidade e no momento adequados. (Zero Hora)

LACTALIS: Carambeí ganha novo cartão-postal com a Casa da Holandesa da Batavo

Casa da Holandesa da Batavo é inaugurada em Carambeí e surge como novo ponto turístico para fotos, experiências, gastronomia e história.

A Casa da Holandesa da Batavo foi inaugurada em Carambeí e passa a integrar os atrativos turísticos do município, unindo tradição holandesa, história e gastronomia em um novo espaço pensado também para fotos e experiências dos visitantes.

A inauguração reuniu integrantes do Conselho Municipal de Turismo de Carambeí e representantes da Associação dos Produtores de Tortas de Carambeí. A proposta é que o novo espaço ajude a fortalecer elementos que já fazem parte da identidade turística do município, especialmente a influência da imigração holandesa e a gastronomia característica da cidade.

Novo cenário para quem visita Carambeí
Com uma estética ligada à cultura holandesa, a Casa da Holandesa da Batavo surge também como um novo ponto instagramável de Carambeí. A expectativa é que visitantes utilizem o espaço como cenário para fotos e registros de sua passagem pelo município.

Além do apelo visual, a atração reforça a ligação de Carambeí com sua história. O município é conhecido regionalmente pela preservação das tradições dos imigrantes holandeses e por uma oferta turística que reúne história, cultura e gastronomia.

Nesse contexto, novos espaços voltados à experiência do visitante podem contribuir para ampliar a circulação de turistas e a divulgação espontânea da cidade nas redes sociais.

Turismo, história e gastronomia
A inauguração contou com a presença de representantes de diferentes setores ligados ao turismo e à gastronomia de Carambeí.

Participaram Luciane Rosas, diretora municipal de Turismo; Diego Wolf, proprietário das Tortas Wolf; Kiara Paes, correspondente da Holandesa da Batavo; Lucas Los, proprietário do Het Dorp; Kenny Machado, gerente do Frederica’s Koffiehuis; Ana Paula Bomfim, assessora de Comunicação do Museu Parque Histórico de Carambeí; e Froukje J. Bueno, gerente-geral do Museu Parque Histórico de Carambeí.

A participação de representantes do setor evidencia a integração entre diferentes iniciativas voltadas à promoção turística do município.

A Casa da Holandesa da Batavo amplia, assim, as opções de cenários e experiências oferecidas para moradores e visitantes, ao mesmo tempo em que utiliza elementos tradicionais da colonização holandesa como instrumento de valorização da identidade local.

Com a novidade, Carambeí ganha mais um espaço com potencial para aparecer nas redes sociais dos visitantes e contribuir para a divulgação do município como destino turístico nos Campos Gerais. (BNT - Online)


Jogo Rápido

ÚLTIMA CHANCE: Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 14 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.693


Italac assina contrato para adquirir ativos da marcas Líder e Tânia

Negócio inclui plantas industriais em São Paulo e Paraná, rede de captação em quatro estados e depende do aval do Cade.

A Goiásminas Indústria de Laticínios Ltda., dona da marca Italac, assinou em 14 de agosto de 2026 o contrato para a aquisição de determinados ativos operacionais da A.R.C. Logística e Alimentos Ltda., vinculados às unidades industriais de Presidente Prudente (SP), Lobato (PR) e Guaraçaí (SP), bem como aos postos de captação localizados nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, incluindo as marcas Líder e Tânia.

A incorporação das fábricas e da rede de fornecedores amplia a capacidade de processamento da Italac e diversifica seu catálogo de produtos no varejo nacional, em alinhamento com a meta de expansão contínua do grupo.

O fechamento definitivo do negócio passará pela análise e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), bem como do cumprimento das etapas contratuais previstas. Até a deliberação do órgão regulador e a conclusão dos trâmites, Italac e A.R.C. mantêm suas operações de forma independente, sem alterações na rotina das fábricas ou no fornecimento de produtos ao mercado.

As informações são da Italac, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Mercado global de queijos deve atingir US$ 328 bilhões até 2034

O mercado global de queijos deverá atingir US$ 328 bilhões à medida que os gostos dos consumidores evoluem e deverá crescer à medida que a procura por queijos artesanais e destinados ao fast food aumenta. Uma pesquisa da Fortune Business Insights prevê que o mercado crescerá de US$ 208,66 bilhões em 2026 para US$ 328,71 bilhões em 2034.

Embora a Europa tenha dominado o mercado em 2025 com uma participação de 48,43%, a indústria de queijos nos EUA deverá crescer "significativamente" até 2032. O relatório afirmou que o crescimento nos EUA vem sendo impulsionado pelo uso do queijo como ingrediente em itens de fast food, como pizza e sanduíches, bem como pelo seu uso crescente em culinárias étnicas, como a italiana e a mexicana.

No entanto, existem diversas tendências que impulsionam o crescimento em todo o mundo. A pesquisa apontou que a demanda do consumidor por produtos frescos, caseiros e especiais tem impulsionado o crescimento de produtores artesanais que utilizam técnicas de processamento naturais.

O estudo também apontou para o alto consumo de queijos naturais, como o cheddar e o parmesão, devido ao aumento da sua vida útil, perfil de sabor, utilização na culinária e crescimento das marcas próprias de queijos em supermercados. Esses queijos, feitos com ingredientes naturais e com menos ou nenhum conservante, também atraem os consumidores preocupados com a saúde, segundo a previsão.

A mussarela representa a maior fatia de mercado devido ao seu uso generalizado no preparo de pratos como massas caseiras, pizzas e risotos, além de seu alto consumo global. Existe também uma crescente demanda por produtos alimentícios ocidentais nos países da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio, o que impulsionará ainda mais a adoção da mussarela e do cheddar.

O relatório também destacou diferenças e tendências regionais

O estudo revelou que a América do Norte é "impulsionada principalmente" pelos hábitos de consumo de lanches e sobremesas em constante mudança da geração millennial. A crescente popularidade do consumo de lanches rápidos entre os millennials americanos impulsionou a demanda por pizzas e sanduíches de queijo.

Os consumidores europeus estão optando por alimentos saudáveis para manter a saúde e o bem-estar físico. Esses alimentos possuem características benéficas, como o posicionamento orgânico e não transgênico no varejo. Os principais players desse mercado estão focando na diversificação de seus portfólios de produtos. A região Ásia-Pacífico também apresenta aumento na demanda por produtos funcionais com "alegações naturais" e outros benefícios para a saúde, como produtos não transgênicos ou enriquecidos com probióticos.

O mercado no Oriente Médio e na África está testemunhando um crescimento substancial, visto que o queijo desempenha um papel fundamental na dieta diária, oferecendo diferentes sabores e diversos benefícios nutricionais. Os millennials do Oriente Médio têm demonstrado preferência por lanches saudáveis, já que os petiscos à base de queijo são frequentemente considerados uma opção de lanche.

O artigo foi escrito por Michelle Perrett, publicado no Dairy Reporter e traduzido pela Equipe MilkPoint.

 
 
EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1932 de 13 de agosto de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A atividade leiteira ficou estável na maior parte das regiões. As matrizes apresentaram, de modo geral, bom estado corporal e produções relativamente constantes. Entretanto, o excesso de umidade foi o principal fator de atenção durante a semana por dificultar o acesso às pastagens, aumentar os problemas de casco e de mastite e exigir maior cuidado com as condições de manejo e higiene.Em algumas regiões, também houve redução pontual da produção e dificuldades operacionais, como problemas na ordenha e interrupções no fornecimento de energia elétrica, com necessidade de uso de geradores e ocorrência de perdas por descarte de leite.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as matrizes leiteiras apresentam bom estado corporal e se alimentam principalmente de pastagens anuais de inverno, como aveia e azevém, sendo suplementadas com alimento concentrado e/ou silagem e feno.

Em alguns locais, foram relatados problemas relacionados às condições do piso e aos acessos dos animais às pastagens devido ao excesso de umidade.

As produções de leite estão estáveis, embora, em alguns locais, tenha sido observada pequena diminuição em decorrência das condições climáticas e do excesso de umidade no solo.

Na de Caxias do Sul, a sanidade do rebanho ficou adequada. Os produtores realizaram tratamentos preventivos e alguns para mastites, além de controle de ectoparasitoses.

Na de Erechim, foram observados casos de mastite, problemas de casco e dificuldades no manejo da ordenha devido à alta umidade.Na de Ijuí, nos sistemas de produção estabulados, houve dificuldades em manter baixa a umidade dos materiais das camas dos animais, sendo necessária maior reposição de material seco. Nos sistemas a pasto, a formação de barro dificultou o deslocamento dos animais e ocasionou aumento de problemas nas patas dos animais.

Na de Pelotas, em Canguçu, Capão do Leão e Pedras Altas, a falta prolongada de 
energia elétrica decorrente de temporais exigiu o uso de geradores e provocou perdas por descarte de leite.

Na de Santa Rosa, a atividade ficou estável, sem registros de interrupção na coleta de leite pelas empresas, mesmo diante dos elevados volumes de chuva na região. Os volumes produzidos seguem relativamente constantes, favorecidos pelo retorno à lactação de vacas recém-paridas e pela boa condução do manejo nas propriedades.

As temperaturas mais amenas proporcionaram condições favoráveis ao conforto térmico dos animais. Entretanto, a elevada umidade e a formação de barro, nas áreas de circulação, nos acessos e nas instalações, aumentaram as dificuldades operacionais, exigindo maior atenção ao manejo. 

A sanidade segue como ponto de atenção, uma vez que as condições de umidade favorecem problemas de cascos e aumentam o risco de mastite. 
Dessa forma, os produtores têm reforçado os cuidados com higiene, manejo e conforto animal, buscando preservar a qualidade do leite e os índices produtivos. 

(Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 33/2026 – SEAPI
Na próxima semana, haverá ocorrência de chuva e aumento das temperaturas e a atuação de um cavado, associada aos efeitos da circulação atmosférica, deverá favorecer o transporte de umidade para o Rio Grande do Sul. Dessa forma, haverá aumento da instabilidade, com previsão de chuva em diferentes regiões do estado ao longo desses dois dias. No sábado (15/08), o transporte de umidade ficará mais limitado à metade norte do estado e ao litoral. Nessas regiões, há previsão de chuva em pontos isolados. No domingo (16/08), a manutenção do transporte de umidade deverá favorecer novamente a ocorrência de instabilidades no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva em diferentes regiões do estado. Entre os dias 14/08 e 16/08, haverá aumento gradual das temperaturas e possibilidade de ocorrência de rajadas de vento nas proximidades do litoral do estado. Entre a segunda-feira (17/08) e a quarta-feira (19/08), a manutenção do transporte de umidade e o avanço de um sistema de baixa pressão pelo oceano deverão continuar favorecendo a ocorrência de instabilidades no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva em diferentes regiões do estado ao longo desse período. De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 20 mm e 100 mm ao longo da semana. (Seapi)


Porto Alegre, 13 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.692


Leite no pós-treino ajuda a prolongar a saciedade? Entenda

Pesquisa publicada na revista Nutrients reforça evidências de que o alimento é um aliado da saúde muscular, graças a sua rica composição nutricional

Rico em proteínas e minerais, como cálcio, fósforo e potássio, o leite já é conhecido como um aliado da recuperação muscular. Agora, um estudo publicado na revista científica Nutrients sugere que o alimento também pode aumentar a sensação de saciedade e reduzir a ingestão de calorias na refeição seguinte.

A revisão com meta-análise reuniu resultados de 82 pesquisas, metodologia considerada uma das mais robustas para avaliar o conjunto das evidências científicas disponíveis. Embora haja limitações — como diferenças entre os estudos, no perfil dos participantes, no volume das bebidas utilizadas e em protocolos de exercícios adotados —, a composição do leite ajuda a explicar mecanismos potencialmente envolvidos no controle do apetite.

Como o leite atua na saciedade
Uma das hipóteses envolve a combinação exclusiva de proteínas, com destaque para o soro do leite e a caseína. “O soro do leite é rapidamente digerido e absorvido, promovendo aumento das concentrações de aminoácidos, moléculas orgânicas que formam proteínas, circulantes”, explica o endocrinologista Carlos Minanni, do Einstein Hospital Israelita. Esse processo parece estimular a secreção de hormônios relacionados à saciedade, sobretudo GLP-1 e PYY, além de contribuir para a redução da grelina, hormônio associado à fome. Já a caseína é de digestão lenta, fator que prolonga a sensação de plenitude.

Benefícios para a recuperação muscular
Se os efeitos sobre o controle do peso ainda dependem de mais investigações, os benefícios do leite para a recuperação muscular contam com evidências mais consolidadas. Além de proteínas de alto valor biológico, oferece água, sais minerais, entre outros nutrientes importantes para a saúde muscular.Há trabalhos demonstrando que beber leite depois da atividade física ajuda na síntese proteica muscular, auxilia na reposição dos estoques de glicogênio (reserva energética) e contribui para a reidratação. “Também pode atenuar perdas no desempenho em sessões subsequentes de treinamento,” destaca o nutricionista Guilherme de Freitas Miranda, do Einstein.

Sais minerais, como sódio, potássio, cálcio e fósforo, participam da reposição hídrica e de processos metabólicos relacionados à saúde musculoesquelética. O cálcio, em especial, é reconhecido pela atuação na mineralização dos ossos, contribuindo para fortalecer o esqueleto. “Mais do que a presença isolada de nutrientes específicos, a literatura científica tem destacado a importância da chamada matriz láctea, conceito que considera a interação entre eles”, revela Miranda.

Leite e a crença inflamatória

Apesar das evidências favoráveis, o leite ainda é excluído do cardápio de muitas pessoas pela crença de que seria um alimento inflamatório. “Do ponto de vista fisiopatológico, não existem mecanismos que sustentem a indução de inflamação sistêmica pelo consumo da bebida em indivíduos saudáveis”, afirma o nutricionista. Segundo ele, revisões de estudos e meta-análises já publicadas não relacionam o consumo habitual de lácteos ao aumento de marcadores inflamatórios.

Exceto em casos de intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite — condições que devem ser diagnosticadas por meio de avaliação médica e, quando indicados, exames complementares — , os laticínios podem fazer parte da alimentação cotidiana. “Bebidas lácteas podem representar uma estratégia interessante dentro de um padrão alimentar equilibrado”, afirma Minanni.

O endocrinologista ressalta, porém, que o controle do peso corporal não depende de um único alimento, mas de um conjunto de fatores, como contexto geral da dieta, prática regular de atividade física, qualidade do sono e outros hábitos de vida. (Correio do Povo)


Divisas com a exportação uruguaia de lácteos cresceram 6%

Ultrapassaram a barreira de US$ 500 milhões.

No decorrer de 2026 o faturamento com exportações de produtos lácteos, pelo Uruguai, foi 6% superior ao registrado de janeiro a julho de 2025, totalizando US$ 539 milhões, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale).

Considerando os quatro produtos principais, aumentou o faturamento com a exportações de leite em pó integral, leite em pó desnatado e manteiga. Mas houve queda na remessa de queijos.

Em volume, houve crescimento nos embarques de leite em pó integral e manteiga, enquanto caíram as vendas de leite em pó desnatado e queijos.

Os dados da análise do Inale

O faturamento gerado pelas exportações uruguaias de lácteos é uma referência de grande importância – e não apenas para a agroindústria de laticínios -, visto que em 2025, esse segmento ficou no quarto lugar no ranking dos produtos exportados pelo Uruguai, atrás da carne bovina, celulose e soja.

Valores e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: +11%; US$ 366 milhões

- Leite em pó desnatado: +4%; US$ 33 milhões

- Queijos: -1%; US$ 50 milhões

- Manteiga: +1%; US$ 42 milhões

Volumes e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: +21%; 99.709 toneladas

- Leite em pó desnatado: -1%; 9.834 toneladas

- Queijos: -3%; 9.928 toneladas

- Manteiga: +17%; 7.425 toneladas

Preços e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: -8%; US$ 3.797/tonelada

- Leite em pó desnatado: +5%; US$ 3.478/tonelada

- Queijos: +1%; US$ 5.149/tonelada

- Manteiga: -13%; US$5.386/tonelada

Os preços de julho de 2026, comparados com os de dezembro de 2025, tiveram as seguintes variações:

- Leite em pó integral: +26%

- Leite em pó desnatado: -10%

- Queijos: +1%

- Manteiga: -21%

Principais países importadores: Brasil e Argélia

Concluídos os dois trimestres iniciais de 2026, sempre com base na análise do Inale, tiveram dois mercados liderando de janeiro a junho (em valores).

De janeiro a março o Brasil foi o líder com participação de 32%, seguido por: Argélia (29%); México (4%); Arábia Saudita (4%) e Mauritânia (3%).

No período seguinte, abril a junho, o Brasil liderou com 31%, seguido por: Argélia (29%); Egito (4%); México (4%); e Nigéria (4%).

Fonte: El Observador  Tradução livre: Terra Viva

 
 

A indústria de laticínios argentina concorda com uma agenda comum para melhorar sua competitividade.

Durante o 6º Seminário Internacional de Laticínios, realizado em Rafaela, representantes da produção, da indústria e do setor público concordaram em criar um espaço de trabalho permanente para promover propostas que fortaleçam a competitividade e o desenvolvimento da cadeia de valor do leite.

A cadeia de laticínios argentina deu um passo rumo a uma maior coordenação institucional durante o  6º Seminário Internacional de Laticínios (SIL) , realizado em Rafaela, onde representantes da produção, da indústria e de órgãos públicos concordaram com a criação de um espaço permanente de diálogo para promover políticas e ações voltadas ao fortalecimento da competitividade do setor.
O encontro, organizado pela  Sociedade Rural de Rafaela , reuniu autoridades nacionais e provinciais, líderes agrícolas, representantes da indústria e produtores para analisar a situação atual da atividade e definir uma agenda de trabalho comum.

Uma estrutura permanente para toda a cadeia.
Um dos principais resultados do seminário foi o compromisso de institucionalizar um grupo de trabalho composto por todos os elos da cadeia de produção de laticínios.

A primeira reunião desse grupo estava agendada para o final de agosto, novamente em Rafaela, com o objetivo de avançar com as propostas acordadas para o desenvolvimento do setor.

Representantes do governo nacional, de Santa Fé, Córdoba e Entre Ríos participaram do painel institucional, juntamente com líderes das  Confederações Rurais Argentinas (CRA) , do  Centro da Indústria Láctea (CIL) ,  da APYMEL ,  da Adecoagro ,  do Grupo Gloria  e da  Mesa Redonda dos Produtores de Leite de Santa Fé (MEPROLSAFE) .

Competitividade e previsibilidade
Os participantes concordaram que a coordenação entre produção, indústria e Estado será fundamental para melhorar a competitividade da indústria de laticínios argentina e gerar condições que favoreçam o investimento.

Entre os principais tópicos analisados ​​estavam a produção primária, a industrialização, as condições de mercado, a incorporação de tecnologia e as oportunidades de crescimento de uma atividade estratégica para as economias regionais.

Do diálogo às propostas
Embora os diversos intervenientes já mantivessem mecanismos de intercâmbio, o acordo alcançado durante a SIL procura transformar esse diálogo num mecanismo institucional de trabalho permanente.

O objetivo será desenvolver propostas conjuntas e chegar a um consenso sobre iniciativas de médio e longo prazo que contribuam para o fortalecimento de toda a cadeia.

A CRA   destacou a importância de consolidar esses tipos de espaços para promover políticas que melhorem a competitividade e aproveitem as oportunidades oferecidas pelo mercado internacional para os produtos lácteos argentinos .

O desafio de transformar acordos em ações.
Os representantes da cadeia de suprimentos concordaram que o principal desafio será traduzir o consenso alcançado em medidas concretas que promovam a produção, o investimento, a inovação tecnológica e o crescimento sustentável da indústria de laticínios argentina.

A criação de uma agenda comum marca o início de uma nova etapa de trabalho conjunto, com o objetivo de construir uma cadeia mais integrada e competitiva, preparada para responder às demandas do mercado.

Fonte:  El Litoral


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 12 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.691


Uruguai atinge recorde de exportações de lácteos com forte demanda do Brasil

As exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 98,3 milhões em julho de 2026, resultado cerca de 32% superior aos US$ 74,3 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

As exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 98,3 milhões em julho de 2026, resultado cerca de 32% superior aos US$ 74,3 milhões registrados no mesmo mês de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda maior: os embarques passaram de 18,97 mil para 26,19 mil toneladas, avanço de aproximadamente 38% em um ano.
O desempenho fez de julho o melhor mês de 2026 tanto em faturamento quanto em volume exportado. O resultado também se destaca na série histórica: o valor registrado no mês foi o quinto maior desde 2007, início da série disponibilizada pelo Inale com base nos dados da aduana uruguaia. As exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 98,3 milhões em julho de 2026, resultado cerca de 32% superior aos US$ 74,3 milhões registrados no mesmo mês de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda maior: os embarques passaram de 18,97 mil para 26,19 mil toneladas, avanço de aproximadamente 38% em um ano.

No acumulado de janeiro a julho, as exportações de lácteos somaram US$ 539 milhões, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025. O leite em pó integral foi o principal produto, com US$ 67 milhões faturados no mês e US$ 366 milhões no acumulado, 11% acima do mesmo período de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda mais expressivo: 99.709 toneladas acumuladas, 21% a mais do que até julho do ano passado.

No último mês, foram embarcadas mais de 25 mil toneladas de produtos lácteos, o maior volume registrado no ano. O leite em pó desnatado acumulou US$ 33 milhões, com alta de 4% em valor, apesar de uma leve queda de 1% em volume. Os queijos recuaram 1% no acumulado, para US$ 50 milhões, com queda de 3% em toneladas, enquanto a manteiga avançou 1% em valor, para US$ 42 milhões, com um salto de 17% em volume.

Em relação aos preços, o leite em pó integral registrou média de US$ 3.797 por tonelada em julho, com alta de 26% em relação a dezembro de 2025, embora o acumulado do ano ainda apresente queda de 8% em relação a 2025. O leite em pó desnatado teve preço médio de US$ 3.478 por tonelada, com queda mensal de 10%, mas avanço de 5% no acumulado. Os queijos ficaram em US$ 5.149 por tonelada, praticamente estáveis, enquanto a manteiga, cotada a US$ 5.386 por tonelada, recuou 21% em relação a dezembro e acumula queda de 13% no ano.

Brasil liderou com folga entre os destinos

O Brasil foi o principal destino das exportações uruguaias de lácteos em julho, respondendo por 31,5% do total, seguido pela Argélia, com 18,2%. Juntos, os dois países concentraram metade das vendas externas do mês.

Segundo dados da aduana, o Brasil comprou quase 8 mil toneladas de produtos lácteos, contra 4,6 mil toneladas adquiridas pela Argélia. A Nigéria apareceu na terceira posição, com 7,6%, seguida por Venezuela (6,7%) e México (5,9%). Completaram os dez principais destinos Mauritânia e Panamá, com 3% cada, Egito, com 2,8%, Emirados Árabes Unidos, com 2,6%, e Argentina, com 2,5%.

As informações são do Tardáguila Agromercados, com dados do Inale, traduzidos e adaptados pela equipe MilkPoint.


Grupo Piracanjuba amplia presença no canal farma com portfólio de nutrição e bem-estar

O Grupo Piracanjuba participa da Abrafarma Future Trends 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de agosto, em São Paulo (SP), com um portfólio voltado a nutrição especializada, suplementação e alimentos funcionais. A presença no evento reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação no canal farmacêutico, que vem ganhando espaço em categorias relacionadas à saúde e ao bem-estar.
Durante a feira, o grupo apresenta produtos das marcas Piracanjuba, Piracanjuba ProForce, Piracanjuba Health & Nutrition e Emana, contemplando desde leites e bebidas funcionais até suplementos, proteínas e produtos de nutrição especializada.

Entre os destaques estão as bebidas proteicas Piracanjuba ProForce 23g e os lançamentos da marca na categoria de suplementação, como creatina monohidratada, pré-treino, gel de carboidrato, barra de proteína e whey protein concentrado.

Na frente de nutrição especializada, a Piracanjuba Health & Nutrition apresenta Plura, voltado a crianças de 1 a 3 anos, e a linha Excellence Care, destinada a diferentes necessidades nutricionais de adultos. Já a linha +Prebio amplia a presença da companhia em alimentos funcionais, com bebidas zero lactose, sem adição de açúcares e fonte de fibras prebióticas.

A categoria de lácteos também ganha espaço no estande, com leites especiais UHT, incluindo versões zero lactose, A2 e com 10 g de proteína, além de leites em pó zero lactose e A2.

Segundo Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, a participação na Abrafarma representa uma oportunidade para fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros e apresentar a evolução do portfólio da companhia em categorias de maior valor agregado.

Com a participação na feira, o Grupo Piracanjuba busca reforçar sua presença em um mercado que aproxima cada vez mais as categorias de alimentos, nutrição e saúde, ampliando as oportunidades para seus produtos no varejo farmacêutico.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba. 

 
 

SOJA/CEPEA: Chuvas nos EUA pressionam futuros, mas prêmios sustentam cotações no BR

Cepea, 10/08/2026 – As condições favoráveis ao desenvolvimento da safra norte-americana reforçaram as expectativas de aumento da oferta global de soja e pressionaram os contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago) nos últimos dias. No Brasil, porém, segundo o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação de soja e derivados, impulsionada pelo aquecimento da demanda interna e pelo maior interesse de compradores estrangeiros, tem limitado o repasse das baixas externas aos preços domésticos. 

De acordo com o Centro de Pesquisas, a redução das preocupações com a produção nos Estados Unidos afastou compradores das aquisições de grandes volumes, pressionando as cotações da oleaginosa na CME Group. 

No mercado brasileiro, além da valorização dos prêmios, o avanço reflete também o aquecimento do consumo interno e a elevada demanda de compradores estrangeiros por produtos brasileiros, conforme apontamento do Cepea. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Exportações recuam frente a jul/25; cautela consumidora limita negociações
Cepea, 10/08/2026 – Mesmo com leve melhora no fim de julho, os embarques brasileiros de milho seguem abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, devido ao atraso da colheita nesta temporada e aos baixos valores praticados nos portos. Segundo o Cepea, o cenário de liquidez limitada se estende às negociações no mercado doméstico, com consumidores cautelosos para novas negociações. De acordo com o Centro de Pesquisas, consumidores brasileiros seguem cautelosos em relação às negociações. Boa parte deles, apesar de ativa no mercado, segue resistente aos patamares firmes de produtores que, por sua vez, limitam o volume de ofertas e priorizam o consumo dos estoques, devido ao atraso da colheita, apostando que as exportações ganhem ritmo. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 11 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.690


CCGL amplia de 30% para 40% participação dos sólidos no pagamento pelo leite

A mudança aumenta o peso dos quilos de gordura e proteína na composição do pagamento e reforça a estratégia de valorização da qualidade do leite produzido pelos fornecedores.

A CCGL atualizou o programa Mais Sólidos, Mais Valor, ampliando a participação do pagamento por sólidos na remuneração do leite entregue pelos produtores. A partir de 1º de agosto de 2026, o percentual passou de 30% para 40% do valor total do leite. A mudança aumenta o peso dos quilos de gordura e proteína na composição do pagamento e reforça a estratégia de valorização da qualidade do leite produzido pelos fornecedores.
A alteração busca ampliar o reconhecimento aos produtores que apresentam melhores resultados nos teores de gordura e proteína do leite. A mudança também reforça a importância de fatores que influenciam diretamente a composição do leite produzido na propriedade. Nutrição do rebanho, qualidade dos alimentos fornecidos aos animais, manejo, sanidade e condições de produção estão entre os aspectos que podem interferir nos níveis de gordura e proteína.

Com uma parcela maior da remuneração vinculada aos sólidos, o programa cria maior incentivo para que o produtor busque eficiência e qualidade, além do volume produzido.

A lógica é valorizar não apenas a quantidade de litros entregues, mas também a composição desse leite. Dessa forma, melhores indicadores de gordura e proteína podem representar maior valorização dentro do modelo de pagamento.

A atualização do Mais Sólidos, Mais Valor reforça, assim, a importância crescente da qualidade na remuneração do leite e coloca os componentes do produto — especialmente gordura e proteína — ainda mais no centro da relação entre produção, eficiência e retorno ao produtor.

As informações são da Cotrisoja e Cotrijuc, adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Além da prateleira: o que os lácteos revelam sobre os hábitos de consumo no Brasil

Estudo sobre o comportamento nos lares brasileiros revela como a constância de compra, a inovação no portfólio e a expansão digital sustentam a liderança na categoria de lácteos.

Entender o comportamento de compra nos lares brasileiros é um desafio constante para o mercado de bens de consumo. A frequência de compra e a presença constante no dia a dia das famílias costumam contar muito mais para a força de uma marca do que picos pontuais de vendas. Nesse cenário, a categoria de lácteos continua ocupando um papel central na rotina alimentar do país, impulsionando empresas consolidadas a adaptarem constantemente suas rotas de distribuição e portfólios.

Segundo os dados do relatório Brand Footprint Brasil 2026, elaborado pela Worldpanel by Numerator, a métrica de Consumer Reach Points (CRP) ilustra bem essa dinâmica. Ao cruzar a taxa de penetração nos lares com a frequência de compra, o estudo mede a presença real dos produtos no cotidiano. O levantamento reflete como marcas com forte distribuição e tradição conseguem se manter relevantes ao longo dos anos, mesmo em um mercado dinâmico e competitivo.

Dentro do segmento de laticínios, um exemplo dessa consistência é a Italac. Ao completar 30 anos de trajetória, a empresa figura como a marca de lácteos mais presente nas compras dos brasileiros há uma década, ocupando também a sexta posição no ranking geral de marcas de bens de consumo massivo no país. A manutenção dessa posição ao longo do tempo evidencia a relevância de produtos essenciais no carrinho de compras habitual.

A evolução dos hábitos de consumo também tem transformado os canais de venda. O crescimento do e-commerce para itens de supermercado remodelou a forma como o consumidor se abastece, fazendo com que a marca também alcançasse destaque no ambiente digital, ocupando a quinta posição no canal. Esse movimento acompanha uma busca crescente por praticidade e por portfólios mais diversificados, que atendam desde a procura por linhas específicas, como produtos zero lactose, até alternativas voltadas ao bem-estar e à rotina moderna.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Italac, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 
 

O desafio da expansão: Argentina mira protagonismo no mercado lácteo mundial

As projeções internacionais apontam para um crescimento sustentado do consumo e da demanda por produtos lácteos em todo o mundo. Esse cenário representa uma oportunidade para a Argentina ampliar sua produção de leite e voltar a ocupar um papel de destaque no mercado internacional, segundo especialistas reunidos durante a Expo Rural de Palermo.

O tema foi debatido na palestra "O desafio do desenvolvimento do setor leiteiro argentino", que reuniu representantes da cadeia produtiva, pesquisadores e dirigentes do setor. Segundo os analistas, a Argentina tem potencial para aumentar sua oferta de leite, atender à crescente demanda mundial e deixar para trás um modelo "defensivo", marcado por anos de crises, para iniciar um novo ciclo de crescimento.

"Cada vez mais atores internacionais voltam a prestar atenção à Argentina, um dos poucos países com capacidade real de expansão e potencial para aumentar sua produção de leite", afirmou Andrea Lendewig, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da IFCN Dairy Research Network, uma rede global de pesquisa sobre pecuária leiteira. A especialista destacou que a principal oportunidade está no cenário internacional. Segundo ela, até 2035 haverá mais consumidores e maior consumo de produtos lácteos, enquanto o número de fazendas leiteiras e a oferta global deverão diminuir.

O economista-chefe da Sociedade Rural Argentina (SRA), Ezequiel de Freijo, também defendeu que o país deve assumir o desafio de produzir mais leite. Segundo ele, a atividade depende de um ambiente capaz de gerar confiança para investimentos e de avanços em temas históricos, como o reconhecimento da qualidade do leite, sistemas de pagamento que valorizem o mérito, maior transparência nas informações e melhor comunicação ao longo da cadeia.

Ao analisar a competitividade do setor, Andrea Lendewig afirmou que "a Argentina não tem uma indústria quebrada, mas incompleta". Para Freijo, esse cenário é consequência das sucessivas crises de rentabilidade enfrentadas pelo setor e do adiamento da abertura da cadeia leiteira ao mercado mundial. "A produtividade começa muito antes da incorporação de tecnologia: ela começa quando o negócio é rentável. A Argentina passou mais de 20 anos apenas desenvolvendo resiliência e perdeu o foco em resolver questões estruturais, capitalizar-se e tornar-se eficiente", avaliou o economista.

Na mesma linha, Guillermo Pérez Mazás, gerente comercial da Gloria Argentina S.A. — empresa que atualmente controla a Saputo no país — afirmou que o mercado apresenta perspectivas positivas. "Vislumbra-se um mercado limpo e competitivo. É muito positivo que existam players fortes buscando inovar continuamente", disse.

Ao encerrar o debate, Freijo afirmou que a pecuária leiteira argentina vive um momento diferente do observado nos últimos anos. "O modelo mudou e a pecuária leiteira argentina tem uma oportunidade que não tinha há muitos anos. Agora cabe a nós repensar o modelo de negócios e colocar em marcha um processo de modernização que permita a capitalização necessária para aproveitar essa nova etapa", concluiu. (As informações são do Clarín, traduzidas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

PROJETO PRÓ LEITE RS É APROVADO NA COMISSÃO

O Projeto de Lei nº 356/2025, de autoria do deputado Elton Weber, que institui o Programa Estadual de Incentivo à Produção Leiteira — PRÓ LEITE RS, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, com parecer favorável e emendas. Agora, a proposta segue para a Comissão de Agricultura. Clique aqui e acesse a íntegra da votação e do projeto. (Sindilat com informações da ALRS)