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Porto Alegre, 25 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.657


Para junho, Conseleite projeta leite a R$ 2,4281

O valor de referência do leite para junho foi divulgado na manhã desta quinta-feira (25/06) e ficou projetado em R$ 2,4281. O índice representa uma queda de 0,80% em relação ao valor projetado para maio, que havia sido de R$ 2,4478, mantendo a trajetória de estabilidade observada no mercado.

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) também divulgou o valor consolidado de maio, que fechou em R$ 2,4302, abaixo da projeção do mês (R$ 2,4478).

Os dados divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com base em informações fornecidas pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês. (Sindilat/RS)assinalou Maranata. (Sindilat/RS)


Conseleite/MG divulga projeção com leve ajuste de 0,5% no valor do leite a ser pago em julho de 2026

A diretoria do Conseleite Minas Gerais, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2026 a ser pago em Maio/2026;
b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026; e
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

As informações são do Conseleite/MG.

RS avança com sistema de rastreabilidade para fortalecer a competitividade da pecuária

O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, em Porto Alegre.

Na mesa-redonda “a rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena destacou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão dos rebanhos.

A temática teve como base as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o país de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A medida deverá reforçar a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

Rio Grande do Sul na liderança

O Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as ações já realizadas estão a adoção da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho na Seapi em 2024 e missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal. O estado também iniciou projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

Atualmente, a cadeia leiteira já conta com cerca de 1,2 mil de animais identificados individualmente. Para Madalena, a rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho. Entre os principais benefícios estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e Fernanda Costabeber, médica veterinária.

As informações são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Dica de inverno: festa na serra gaúcha terá mais de 50 tipos de queijo e shows ao vivo
A primeira Festa do Leite de Carlos Barbosa, em 1976, saiu de uma reunião na paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus. O pároco Antônio Galioto queria uma celebração que desse visibilidade ao gado, à indústria e aos pequenos produtores que viviam da bacia leiteira da Serra. Meio século depois, o leite cedeu espaço ao queijo, a festa cresceu e Carlos Barbosa volta a olhar para as raízes. O 34º FestiQueijo começa nesta sexta-feira (26) e segue até 26 de julho, sob o tema "Da Origem à Festa". A escolha conversa com os 50 anos da primeira Festa do Leite. Foi na quarta edição da celebração, em 1987, que surgiu o Festival Estadual do Queijo, criado como uma atração paralela. O derivado ganhou força, virou protagonista e acabou batizando o evento que hoje está entre os maiores festivais gastronômicos da Serra. A edição de 2026 já vendeu 19 mil ingressos antecipados para visitantes de mais de 350 cidades, marca superior à registrada no mesmo período do ano passado, segundo a organização.Esculturas gigantes de queijo foram instaladas na Avenida Ivo Tramontina, a rótula adotada pela Santa Clara virou cenário temático e vaquinhas decorativas voltaram a ocupar pontos da cidade. Dentro do Centro Cultural Mãe de Deus, o formato tradicional segue preservado. O ingresso dá direito ao sistema all inclusive, com queijos, vinhos, espumantes, sucos e pratos típicos servidos pelos 19 expositores. A programação terá 65 apresentações musicais e mais de 50 tipos de queijo. A Rua Coberta receberá a Piazza FestiQueijo, espaço gratuito de convivência com gastronomia, bebidas e shows. A proposta é levar parte do clima das festas comunitárias para o centro da cidade, sem exigir ingresso do público. Outra novidade é o Mercato FestiQueijo, instalado nos pavilhões da Tramontina. O espaço reunirá expositores de produtos regionais, artesanato, moda, decoração, presentes, doces e itens ligados ao bem-estar. Já no primeiro fim de semana, o Parque da Estação receberá a 14° Olimpíada Colonial, com provas como debulhar milho, corrida de carriola, transporte de leite, revezamento de salame e lançamento de queijo. A atividade é gratuita e ocorre no domingo (28), a partir das 9h, com desfile de carros alegóricos no encerramento. Em caso de mau tempo, será transferida para 12 de julho. (Zero Hora)


Porto Alegre, 24 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.656


Setor da proteína debate futuro com Gabriel Souza e Marcelo Maranata

Determinado a alinhar rumos para maior competitividade da categoria da produção, sindicatos do setor da proteína animal receberam, na manhã desta quarta-feira (24/06), os pré-candidatos Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB) em torno do Painel o Futuro da Proteína Animal do RS, em Porto Alegre (RS).

Ao público formado por representantes e associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav/Sipargs) e Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado do Rio Grande do Sul (Sips), correligionários e imprensa, Guilherme Portella reforçou a importância do painel para um estado eminentemente agrícola. “Esta é nossa origem. E isso nos orgulha. É o vetor da nossa economia e quem está aqui valoriza isso e toda a riqueza que gera”, disse o presidente do Sindilat/RS. Somente o setor do leite, que está presente em praticamente todas as cidades gaúchas, gera renda para mais de 240 mil pessoas e mobiliza cerca de R$ 20 bilhões/ano, o que equivale a cerca de 2,8% do PIB. Apesar de terem sido convidados, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) não se fizeram presentes.  

Os desafios e projetos do setor lácteo foram entregues às candidaturas em documento repassado pelo Sindilat/RS. Nele constam itens como competitividade para fazer frente às importações e aos desafios de mercado; sanidade e qualidade, com fortalecimento da defesa sanitária, da assistência técnica e da qualidade da produção; e políticas públicas e de desenvolvimento, por meio do aperfeiçoamento de programas de apoio ao setor, incentivo à inovação, agregação de valor e desenvolvimento regional.

Temas estes que se alternaram em perguntas e respostas ao longo da manhã de debates conduzidos pelo jornalista Léo Saballa Jr. Dividido em quatro blocos, no evento que durou três horas, os postulantes ao comando do Piratini manifestaram interesse em dialogar e valorizar o setor primário. “Temos muitos desafios e estamos dispostos a enfrentar e ouvir”, afirmou Gabriel Souza, reforçando a composição de sua equipe alinhada com o agronegócio. Valorizando o papel do agro na economia gaúcha, Maranata reforçou a importância dos espaços de participação e o agro como dinamizador da economia. “Precisamos ter as pessoas certas nos lugares apropriados para garantir políticas públicas”, assinalou Maranata. (Sindilat/RS)


CONSELEITE PARANÁ 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 24 de junho de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Maio de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Junho de 2026 é de R$ 4,2810/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/. (Conseleite Paraná)

Estudo aponta avanço do risco de estresse térmico em bovinos leiteiros no RS

Circular técnica da Seapi identifica maior exposição ao calor e à umidade em regiões leiteiras gaúchas, com destaque para o Vale do Uruguai.

A combinação de calor e umidade tem ampliado o risco de estresse térmico para bovinos leiteiros no Rio Grande do Sul, segundo a Circular Técnica 33, publicada pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi). O estudo mostra que o problema pode reduzir o consumo de alimento, afetar a reprodução, elevar a ocorrência de doenças e diminuir a produção e a qualidade do leite.

De acordo com a pesquisadora e médica veterinária do DDPA Adriana Tarouco, uma das autoras do trabalho, a publicação busca alertar para o aumento do risco de estresse térmico. A análise considerou dados de temperatura do ar e umidade relativa de 29 estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), abrangendo as primaveras de 2022, 2023 e 2024 e os verões de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025.

Segundo a circular, embora os valores médios do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) nem sempre indiquem estresse, os valores máximos e a duração das horas em desconforto mostram um cenário de atenção para a pecuária leiteira gaúcha. Nos verões de 2023/2024 e 2024/2025, cerca de 70% das regiões avaliadas apresentaram condição média de estresse térmico leve a moderado. Em alguns pontos, os máximos absolutos do ITU atingiram níveis severos ou críticos.

Em 2026, a confirmação do El Niño acende o alerta para o aumento das temperaturas e umidade na região Sul do Brasil. Com até 96% de probabilidade de estar ativo durante o verão brasileiro de 2026/27, os modelos climáticos indicam que o fenômeno pode atingir intensidade forte, potencialmente a maior desde o episódio de 2015/16. Produtores e profissionais do setor leiteiro devem permanecer alertas aos riscos de estresse térmico durante o fenômeno.

As informações são do Canal Rural e MilkPoint Mercado, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Renda cresce e pobreza cai, mas Brasil segue marcado por desigualdades regionais
A  análise dos indicadores de renda e pobreza é um instrumento central para compreender as condições de vida da população e qualificar o debate sobre desenvolvimento econômico e social. O rendimento domiciliar per capita permite acompanhar a evolução do nível médio de recursos disponíveis para as famílias, funcionando como uma medida sintética da capacidade de acesso a bens e serviços. No entanto, a análise da renda média, isoladamente, não é suficiente para revelar como os ganhos econômicos estão distribuídos entre os diferentes grupos populacionais. Nesse sentido, os indicadores de pobreza e extrema pobreza complementam a análise da renda ao identificar a parcela da população que permanece abaixo de determinados limites mínimos de rendimento. Esses indicadores permitem avaliar se o crescimento da renda está alcançando os grupos mais vulneráveis ou se os avanços permanecem concentrados em segmentos específicos da sociedade. Assim, enquanto a renda média informa sobre a evolução geral das condições econômicas, a incidência de pobreza revela a extensão da privação monetária e a capacidade da economia de reduzir situações de vulnerabilidade.  Acesse a íntegra clicando aqui. (FGV)


Porto Alegre, 23 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.655


Setor de proteína animal promove painel com pré-candidatos ao Governo 

As entidades representativas da cadeia da proteína animal do Rio Grande do Sul promovem nesta quarta-feira (24), às 10h, no Salão Nobre do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, o painel O Futuro da Proteína Animal com os Pré-Candidatos ao Governo do Estado. Foram convidados Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB). A condução será do jornalista Léo Saballa Júnior. 

O evento terá início com manifestações das entidades organizadoras sobre os temas considerados prioritários para cada segmento. Em seguida, os pré-candidatos apresentarão suas propostas e participarão de duas rodadas de perguntas elaboradas pelas entidades promotoras, abordando temas relacionados às respectivas cadeias produtivas. Os questionamentos abordarão temas estratégicos para os setores de leite, carnes, aves e suínos, permitindo que os participantes apresentem suas posições e propostas para o fortalecimento da produção, da industrialização, da competitividade e do desenvovimento do Rio Grande do Sul. 

A iniciativa é do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas no Estado do Rio Grande do Sul (Sipargs) e Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado do Rio Grande do Sul (Sips). (Sindilat/RS)


Mercado argentino aposta em leites com fórmulas funcionais para cada necessidade

Diante de um público cada vez mais exigente e atento aos rótulos, marcas tradicionais precisaram se reinventar. A resposta a essa demanda veio na forma de inovação tecnológica aplicada à nutrição, resultando nos chamados alimentos funcionais, que entregam benefícios adicionais além dos nutrientes básicos que já fazem parte da composição original do produto.

O mercado de alimentos tem passado por uma transformação profunda impulsionada pela busca constante dos consumidores por mais saúde e bem-estar. Aquela clássica imagem do leite consumido puro ou apenas misturado ao café ganhou novas camadas de complexidade nutricional nas gôndolas. 

Diante de um público cada vez mais exigente e atento aos rótulos, marcas tradicionais precisaram se reinventar. A resposta a essa demanda veio na forma de inovação tecnológica aplicada à nutrição, resultando nos chamados alimentos funcionais, que entregam benefícios adicionais além dos nutrientes básicos que já fazem parte da composição original do produto.

A tradicional marca argentina La Serenísima tem se destacado nessa transição de mercado ao desenvolver linhas de leite fluido focadas em necessidades específicas do organismo. Um dos grandes exemplos dessa nova era de inovação é a alternativa enriquecida com foco em proteínas. Pensada principalmente para quem possui uma rotina fisicamente ativa ou busca maior saciedade e suporte para a musculatura, essa versão desnatada, sem lactose e sem glúten se diferencia por trazer um aporte extra substancial de proteínas lácteas, além de ser fortificada com cálcio e vitaminas essenciais que atuam diretamente no fortalecimento do corpo de forma geral.

Seguindo o caminho das soluções personalizadas para carências nutricionais comuns, a marca atualizou sua fórmula enriquecida com ferro. Trata-se de uma resposta prática para combater a falta de energia e auxiliar na prevenção da anemia, uma vez que o ferro é fundamental no transporte de oxigênio pelo organismo. Para otimizar esse processo, o produto traz ainda uma combinação com vitamina C, nutriente indispensável para melhorar a absorção do mineral pelo corpo. Esse cuidado no desenvolvimento garante que as propriedades benéficas e o sabor original não se percam mesmo após o aquecimento do leite.

A saúde digestiva também recebeu uma atenção especial com a criação de uma alternativa com propriedades prebióticas. Essa opção, que também é formulada sem lactose e sem glúten, recebe a adição de inulina, uma fibra solúvel que serve de alimento para as bactérias benéficas do intestino. Ao equilibrar a microbiota intestinal, o produto melhora a digestão e ajuda na absorção de nutrientes de forma natural na rotina diária. O mix de vitaminas do complexo B e vitamina D presentes na composição trabalha de maneira sinérgica para elevar o bem-estar e fortalecer as defesas do organismo.

A evolução do portfólio funcional da fabricante se consolida de maneira marcante com a opção que une extra cálcio e colágeno. Esta versão inovadora foi formulada estrategicamente para dar suporte à estrutura óssea e à saúde das articulações, tecidos que naturalmente demandam maior cuidado com o passar dos anos. O colágeno adicionado atua na manutenção da elasticidade e firmeza dos tecidos conectivos, enquanto a dose reforçada de cálcio e vitamina D garante a fixação e a força esquelética. 

Com essas inovações, a marca comprova que um alimento tão tradicional quanto o leite pode se transformar em um poderoso aliado multifuncional focado na longevidade saudável e na qualidade de vida. (Milkpoint)

Parceria para inteligência de dados na cadeia do leite une Embrapa e Sebrae em Minas Gerais

Um dos objetivos é analisar informações coletadas nas propriedades leiteiras

O Sebrae Minas e a Empresa Gado de Leite assinaram um acordo de cooperação para pesquisa, desenvolvimento e inovação com foco no fortalecimento da cadeia produtiva do leite em Minas Gerais. A parceria une a experiência da estatal em pesquisa científica às iniciativas do Educampo Leite, da instituição mineira, junto aos produtores rurais, ampliando a geração de informações para o setor.

Um dos principais objetivos do acordo é analisar os dados coletados pelo programa do Sebrae Minas nas propriedades leiteiras atendidas pelos consultores. A partir dessas informações, serão desenvolvidos painéis e ferramentas digitais capazes de identificar tendências de mercado, oportunidades de melhoria e indicadores importantes para a gestão das fazendas.

“Além de contribuir diretamente para a evolução dos resultados nas fazendas atendidas, a parceria prevê a construção de uma importante fonte de inteligência setorial para a cadeia do leite. A integração entre os bancos de dados do Educampo e as metodologias de pesquisa e análise da Embrapa vai permitir diagnósticos mais precisos sobre a realidade da pecuária leiteira mineira, gerando informações estratégicas para produtores, técnicos, instituições e demais agentes do agronegócio”, ressalta a gerente de Agronegócios e Artesanato do Sebrae Minas, Priscilla Lins.

Atualmente, o Educampo atende a mais de 800 propriedades leiteiras no território mineiro, com a participação de 65 consultores e parceria com 19 empresas. O programa oferece acompanhamento técnico e gerencial contínuo aos produtores, contribuindo para o aumento da produtividade, da rentabilidade e da sustentabilidade das propriedades rurais. (Globo Rural)


Jogo Rápido

ALMOÇO DE IDEIAS | LACTALIS
A região Noroeste do Rio Grande do Sul é a mais importante para a Lactalis no Brasil. A afirmação é de Guilherme Portella, Diretor de Comunicação, Assuntos Regulatórios e Corporativos da indústria francesa, em entrevista ao repórter Claudiomiro Sorriso da Rádio Mais FM, concedida durante o Almoço de Ideias da ACISAP. Ele destacou que cerca de 80% do leite captado pela Lactalis no Rio Grande do Sul parte desta região, que é uma importante bacia leiteira. “Lactalis é líder mundial, líder no Brasil e líder no Rio Grande do Sul. Queremos ser um vetor positivo de crescimento para o setor leiteiro e para o estado”, destacou Portella, convidado do terceiro Almoço de Ideias deste ano, que chega a sua 192ª edição. Assista à entrevista completa clicando aqui. (Rádio Mais FM)


Porto Alegre, 19 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.655


Inverno terá chuva acima da média no Rio Grande do Sul

Mas será menos rigoroso em relação às temperaturas

O inverno no Hemisfério Sul, que inicia às 5h25 deste domingo (21/6) e termina dia 22 de setembro, às 21h05, tende a ter chuva acima da média no Rio Grande do Sul, principalmente no Leste, Centro e Norte do Estado. “Mas não será tão rigoroso com relação às temperaturas”, prevê o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), Flávio Varone.

Conforme ele, haverá frentes frias mais frequentes nos meses de julho, agosto e setembro. “Mas as temperaturas ficarão acima da média. As massas de ar frio devem ser mais curtas, menos duradouras aqui no Estado, então, teremos poucos dias de temperaturas mais baixas”, afirma Varone.

“Essa condição de mais umidade favorece as temperaturas um pouco mais altas, o que pode prejudicar boa parte da safra de inverno. O desenvolvimento das culturas de trigo e cevada, entre outras, pode até acontecer, porém a condição de umidade e temperatura mais elevadas pode trazer algumas doenças fúngicas ao longo do ciclo”, alerta o meteorologista.

El Niño

Segundo Varone, entre agosto e setembro, o Rio Grande do Sul provavelmente já terá a ocorrência do fenômeno El Niño, o que deve ocasionar temperaturas mais elevadas. “Esse evento está sendo chamado de Super El Niño e deve acontecer ao longo do segundo semestre no Estado e, caso se confirme essa intensidade, poderá trazer prejuízos à nossa agricultura”. (SEAPI)


Três porções de lácteos ao dia

Agora a recomendação está apoiada em trinta anos de evidências.

Um estudo que sintetiza dados de mais de um milhão de pessoas durante até três décadas conclui que o consumo habitual de lácteos está associado a benefícios relevantes à saúde metabólica, muscular e óssea. As conclusões foram recolhidas pelo “Libro Blanco de los Lácteos”, coordenado pela Fundação Espanhola da Nutrição e desenvolvido em colaboração com a Organización Interprofesional Láctea - InLAC.

Diabete, obesidade e síndrome metabólica

No âmbito metabólico, a maioria dos estudos analisados apontam para uma associação inversa entre o consumo de lácteos e a incidência de diabetes tipo 2, em análises robustas devido ao tamanho e duração do acompanhamento. O Libro Blanco também recolheu evidência sobre o efeito protetor dos lácteos frente à obesidade das crianças e adolescentes. Em pessoas idosas, o consumo de lácteos com menor teor de gordura – leite e iogurte, especialmente – é associado de forma inversa com o desenvolvimento de síndrome metabólica e com o risco cardiovascular, apresentando evidências crescentes sobre o efeito protetor na pressão arterial.

Músculo e osso: proteína de qualidade em etapas vulneráveis

No plano muscular, o documento destaca a importância das proteínas lácteas para as pessoas adultas e recolhe uma metanálise de ensaios clínicos em que a suplementação com proteínas lácteas combinada com exercícios de resistência mostra um efeito positivo sobre a massa magra. Quantidade entre 14 e 40 gramas diárias de proteína láctea podem aumentar de forma significativa a massa muscular apendicular em idosos, segundo os dados coletados.

Na saúde óssea, a evidência destaca uma contribuição relevante dos lácteos na densidade mineral óssea e a redução do risco de osteoporose, com associações observadas tanto em estudos observacionais como de intervenção: menor risco de fratura – especialmente com lácteos fermentados – e reduções documentadas depois de aumentar a ingestão em determinados ambientes.

Três porções de lácteos por dia, uma recomendação apoiada pela ciência

O Libro Blanco lembra que a maioria dos guias alimentares recomendam entre duas e quatro porções diárias de lácteos, de acordo com a idade e as circunstâncias, e destaca que a aproximação com esses níveis melhoraria a adequação de nutrientes em cálcio. Na infância e adolescência, o texto estabelece uma orientação concreta: ao menos três porções diárias de lácteos em um contexto de uma alimentação variada e equilibrada. A obra sublinha além do mais que a ingestão recomendada de cálcio pode ser coberta com três porções diárias, destacando sua alta biodisponibilidade frente a outras fontes de alimentos.

Esta recomendação conecta com a pauta que a InLac impulsiona há anos em sua divulgação setorial: duas ou três porções diárias para crianças e adultos, e três ou quatro em etapas com necessidades aumentadas, como gravidez, amamentação, adolescência e velhice. O Libro Branco agora está fundamentado em critérios científicos; fornecer de forma regular proteínas de qualidade, minerais, e vitaminas essenciais através de alimentos habituais, acessíveis e culturalmente integrados.

A maior síntese de evidência sobre lácteos até esta data

A obra reúne 22 metanálises com estudos de coorte que seguiram mais de um milhão de participantes de diferentes idades durante até 30 anos. Assinado por mais de 50 autores e estruturada em sete módulos e 35 capítulos, constitui a revisão científica mais ampla realizada até esta data na Espanha sobre leite e derivados. Sua coordenação ficou a cargo de Rosaura Leis Trabazo, e seu objetivo declarado é colocar o debate sobre os lácteos no terreno das evidências, refutando a proliferação de mitos e modismos alimentares.  Acesse aqui. Fonte: Agrodigital Tradução livre: www.terraviva.com.br

Bebidas lácteas ganham novas versões e impulsionam inovação no setor

Com foco em saudabilidade, conveniência e novas rotinas de consumo, mercado aposta em leite A2, bebidas proteicas e suplementos para atender às mudanças no perfil de compra.

O leite é um alimento bem estabelecido na rotina alimentar do brasileiro. A cesta básica, por exemplo, tem dentre seus componentes o leite longa vida, item que, além de nutrientes importantes para a saúde, tem como aliada a tecnologia do processo térmico UHT e o envase na embalagem cartonada sem que haja contato com o ambiente externo. Isso garante consumo seguro, já que este tipo de embalagem dispensa conservantes e refrigeração antes de sua abertura, além de praticidade e vantagens logísticas e de armazenamento.

Simultaneamente ao consumo de leite UHT, já consolidado entre os brasileiros, o setor de bebidas de base láctea vem, nos últimos anos, ganhando novos contornos. Produtos como leite A2, whey protein e suplementos vitamínicos também têm entrado na cesta do consumidor, que cada vez mais, busca novas opções ligadas a saudabilidade, com novos sabores, sem descuidar de ocasiões de consumo atreladas a momentos de lazer, cotidiano dinâmico, bem-estar e sustentabilidade.

A pesquisa “Top Global Consumer Trends 2025”, realizada pela Euromonitor International, revela que as pessoas não querem apenas viver mais, e sim ter mais expectativa de vida. Elas querem se sentir melhor por mais tempo e com saúde. O levantamento aponta que 52% dos consumidores acreditam que serão mais saudáveis nos próximos cinco anos do que são agora.

Mas como a indústria de alimentos e bebidas tem atuado para atender todas estas demandas de consumo? Além de análise de mercado para compreensão dos anseios do consumidor final, testes e validações de novas formulações e categorias, bem como a criação de novas ocasiões de consumo, são realidade.

De acordo com o diretor de marketing da Tetra Pak Brasil, Danilo Zorzan, em meio a este contexto, a Tetra Pak Brasil registrou aumento das vendas de suas embalagens para a categoria de bebidas proteicas nos últimos anos. “Trata-se de uma tendência que deve seguir em expansão”, afirma o executivo. Segundo a Mondor Intelligence, o mercado global de bebidas proteicas prontas para beber foi avaliado em US$ 1,35 trilhão em 2020 e deve registrar taxa de crescimento anual de 7,72% entre 2022 e 2027.

A pesquisa Tetra Pak FSN Global Consumer, conduzida em parceria com a Ipsos em 17 países em julho de 2025 e que ouviu mais de 25 mil consumidores, desde pais de crianças até adultos (16 a 65 anos) e idosos (65+), revela que 45% dos brasileiros consideram suplementos alimentares e nutrição para aumentar o bem-estar mental e que 59% dos consumidores preocupados com a saúde preferem opções prontas para beber por sua conveniência, portabilidade e facilidade de uso. 

Um outro destaque que tem avançado em embalagens da Tetra Pak para categorias além das tradicionais, como leite ou sucos, são os suplementos alimentares, cujo consumo, assim como o das bebidas proteicas, deve apresentar crescimento no curto prazo. Levantamento da Future Market Insights (FMI) mostra que o Brasil é o terceiro país com maior expansão da demanda por suplementos alimentares, com previsão de crescimento anual de 9,5% entre 2026 e 2036, atrás apenas da Índia e da China. O estudo indica que o avanço é impulsionado pelo crescente foco do consumidor em saúde preventiva, imunidade e nutrição. No portfólio da Tetra Pak, o envase de bebidas funcionais com proteína e outros ingredientes em base láctea apresentou crescimento nos últimos anos.

Marcas de olho nas tendências

O diretor de marketing da Tetra Pak destaca que seja para criar categorias ou pensando na jornada e ocasião de consumo, as marcas estão sempre atentas a novas ofertas ligadas à saudabilidade. “Seja com nossas embalagens, equipamentos ou serviços, ajudamos a indústria a interpretar cenários e entender como podem ser relevantes para o consumidor”, afirma.

Algumas empresas recentemente lançaram produtos em novas categorias dentro do segmento de lácteos nas embalagens cartonadas da Tetra Pak, justamente pela demanda de saudabilidade, sustentabilidade e novas ocasiões de consumo.

O lançamento recente da Italac do leite UHT semidesnatado A2 em embalagem individual de 250 ml vem de encontro com uma tendência cada vez maior por produtos em embalagens menores, principalmente devido devido ao crescimento de lares unipessoais (aqueles com apenas um morador). Dados de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o número de pessoas que vivem sozinhas no Brasil está crescendo.

Os domicílios unipessoais passaram de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024, um aumento de 6,4 pontos percentuais em 12 anos. Com o novo formato de 250 ml, a Italac reúne os atributos do leite A2, que se diferencia por conter exclusivamente a proteína beta-caseína A2 e vem ganhando espaço entre consumidores que buscam alternativas dentro da categoria láctea associadas a uma experiência de consumo mais leve. O lançamento vai ao encontro de um outro cenário. Dados recentes da Kantar apontam que o consumo “on the go” no Brasil mais que dobrou entre 2023 e 2024, enquanto cresce também a procura por refeições rápidas, práticas e adaptadas à rotina fora de casa.

Outro exemplo interessante é o da Nestlé com o Nutren Senior®, que em 2024, expandiu sua participação no segmento e passou a disponibilizar o produto em embalagens longa vida da Tetra Pak. O suplemento é composto por altas concentrações de vitaminas e nutrientes essenciais para a saúde do adulto 50+, auxiliando na manutenção da energia, imunidade e dos ossos, além de conter ômega 3. Trata-se de mais uma opção de formato para o portfólio focado na jornada de envelhecimento saudável.

As embalagens cartonadas representam, em todos estes lançamentos, opções para maior durabilidade das bebidas na prateleira sem a necessidade do uso de conservantes, já que o processo térmico e o envase asséptico (ou seja, sem contato com o ar), bem como a tecnologia dos materiais que compõem a caixinha, dispensam o uso desse tipo de substância.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Tetra Pak, adaptadas pela equipe MilkPoint. 


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, clique aqui. (Sindilat)


Porto Alegre, 19 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.655


CEPEA/LEITE: BOLETIM DE JUNHO

Leite ao produtor registra 4ª alta consecutiva
O preço do leite pago ao produtor subiu em abril/26 pelo quarto mês consecutivo. De acordo com pesquisa do Cepea, a alta foi de 10,4% frente a março, levando a “Média Brasil” a R$ 2,6584/litro. O preço, contudo, ainda está 7,1% abaixo do registrado em abril/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de abril/26). O movimento de alta continuou sendo atribuído à redução da produção, em razão da sazonalidade, e ao aumento da concorrência entre os laticínios pela aquisição de leite cru.
 
Preços do UHT recuam, enquanto os da muçarela e do leite em pó seguem firmes
Em maio, levantamento do Cepea, com apoio da OCB, apontou comportamentos distintos entre os derivados lácteos negociados no atacado paulista. Os preços da muçarela e do leite em pó permaneceram praticamente estáveis no período, com leves altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente. Assim, as médias mensais fecharam em R$ 35,10/kg para a muçarela e R$ 30,89/kg para o leite em pó.
 
Exportações de lácteos avançam mais que importações em maio
Tanto as importações quanto as exportações brasileiras de lácteos avançaram em maio. Contudo, o aumento proporcional foi mais expressivo para os embarques. Enquanto as importações subiram 3,58% em relação a abril, alcançando 226,21 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL), as exportações registraram elevação de 45,33%, totalizando 5,81 milhões de litros EqL. Em relação a maio de 2025, as compras externas avançaram 27,93%, ao passo que os embarques caíram 21,42%.
 
Custos caem pela 1ª vez em 2026
O Custo Operacional Efetivo (COE) registrou a primeira queda de 2026 em maio, de 1,39%, em relação ao mês anterior, na “Média Brasil”. Apesar do recuo mensal, o COE ainda avançou 1,80% no acumulado deste ano. As baixas verificadas nos preços das categorias de nutrição animal e operações mecanizadas pressionaram os custos no mês.

Acesse o boletim completo clicando aqui. 

As informações são do CEPEA. 


No Dia Mundial do Orgulho Autista, Piracanjuba apresenta Biel, novo personagem da Turma do Pirakids

No Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, Piracanjuba Pirakids apresenta Biel, novo integrante da Turma do Piradinho. O personagem passa a estampar as embalagens das bebidas lácteas da marca e reforça a proposta de construir um universo infantil em que mais crianças possam se reconhecer.

Com oito anos, Biel chega para somar ao grupo de personagens que representam diferentes perfis, personalidades, características físicas, interesses e realidades. Observador e criativo, gosta de transformar materiais recicláveis em brinquedos e demonstra grande interesse por artes e construções. Seu sonho é se tornar construtor.

Em casa, ambientes organizados, tranquilos e previsíveis contribuem para seu bem-estar e concentração. Um de seus lugares preferidos é o cantinho do aquário, onde observa os peixes em silêncio para organizar os pensamentos, relaxar e dar forma às suas ideias.

Criada para refletir a pluralidade da infância, a Turma do Piradinho reúne personagens com diferentes tons de pele, tipos de cabelo, estilos e características, incluindo crianças que usam óculos e crianças com deficiência. A proposta é estimular o respeito às diferenças e promover identificação por meio de histórias e pessoas que dialogam com a realidade de muitas famílias brasileiras.

Para Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, a chegada de Biel representa mais um passo na construção de um universo infantil plural e acolhedor. “A diversidade sempre esteve presente na Turma do Piradinho. A chegada do Biel amplia esse olhar e reforça a importância de mostrar às crianças que cada pessoa tem seu jeito próprio de aprender, brincar e se expressar. Queremos contribuir para que elas cresçam reconhecendo e valorizando as diferenças com naturalidade e respeito”, afirma.

A novidade se soma a outras iniciativas desenvolvidas pelo Grupo Piracanjuba para ampliar o diálogo sobre inclusão e neurodiversidade. Desde abril, a companhia utiliza as embalagens de leite UHT Piracanjuba como plataforma de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), levando informação para milhões de consumidores em todo o país.

Realizada em parceria com a Autistas Brasil — Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas — e desenvolvida pela Ampfy, a campanha transforma as embalagens em um canal de informação e incentivo à inclusão. As mensagens abordam temas como o respeito às diferenças e o combate a estigmas ainda presentes na sociedade, além de direcionarem o público, por meio de QR Code, para conteúdos aprofundados sobre o tema.

Como parte dessa mobilização, a companhia também lançou em suas redes sociais o filme "Além do Espectro | Fotografias". A produção acompanha a história de Lorena e sua família para reforçar que o autismo não é uma doença e não define limites para sentir, viver e amar. A narrativa também destaca a importância da informação, do acolhimento e da empatia, convidando a sociedade a ampliar a compreensão sobre a neurodiversidade e contribuir para uma inclusão mais efetiva.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 

EMATER/RS: Informativo Conjuntural - nº 1924 – 18 jun. 2026 

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Na maior parte do Estado, o desempenho da atividade está satisfatório, favorecido pela disponibilidade de forrageiras de outono-inverno e pela utilização de suplementação alimentar. Os rebanhos apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com recuperação nutricional e aumento da produção em diversas regiões. Contudo, persistem as limitações pontuais relacionadas ao excesso de umidade e à menor oferta de forragem em algumas áreas.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Alegrete, há registro de escassez de alimento e antecipação a secagem de vacas. Na Campanha, a melhora na umidade do solo deverá refletir positivamente na nutrição e na recuperação e manutenção da condição corporal dos animais.  

Nas de Caxias do Sul e Passo Fundo, os rebanhos estão em boa condição corporal e sanitária. A alimentação tem se baseado no pastejo, complementado por silagem e suplementação, o que contribui para a manutenção da produção leiteira. 

Na de Frederico Westphalen, o frio e as chuvas dificultaram o pastejo e impactaram a produção. Para compensar a baixa oferta de forragem, os produtores têm ampliado o fornecimento de silagem, de pré-secado e de ração concentrada. 

Na de Ijuí, foram observados casos pontuais de acidose ruminal em bovinos, principalmente em propriedades que utilizam pastagens recém-estabelecidas. A elevada umidade e as garoas frequentes causaram formação de barro nos sistemas a pasto. Nos sistemas confinados, as camas apresentaram maior umidade. 

Nos municípios próximos ao Rio Uruguai, a produção aumentou em função da maior disponibilidade de forrageiras de outono inverno. A qualidade do leite está estável. 

Na de Pelotas, a maior disponibilidade e qualidade das pastagens de inverno em algumas localidades têm favorecido a produção, especialmente em propriedades que utilizam aveia e azevém para pastejo. 

Na de Porto Alegre, os rebanhos estão em boas condições nutricionais. Em algumas áreas, o limitado desenvolvimento das pastagens cultivadas tem levado ao aumento do fornecimento de silagem de milho e de bagaço de cevada. Há relatos de infestação por carrapatos. 

Na de Santa Maria, em razão do encerramento do vazio outonal na maior parte das propriedades, os rebanhos apresentam melhora na condição nutricional e recuperação do desempenho produtivo. A incidência de carrapatos e de tristeza parasitária bovina diminuiu, apesar de ainda haver registros pontuais na região. 

Na de Santa Rosa, houve aumento da produtividade e melhoria na qualidade do leite, evidenciada pela redução da contagem de células somáticas (CCS), contribuindo para melhor remuneração ao produtor. A alimentação está baseada nas pastagens, com suplementação por silagem, rações e feno. A ampliação das áreas disponíveis para pastejo e o bom desenvolvimento das forrageiras possibilitaram a recuperação gradual do escore corporal. No entanto, em algumas propriedades, a oferta de forragem ainda não é suficiente, o que exige ajustes nas dietas e limita o potencial produtivo, especialmente onde há menor disponibilidade de alimentos conservados. As condições sanitárias estão satisfatórias em função do adequado manejo e do controle de parasitas. Além disso, devido às temperaturas mais baixas, o uso de ventiladores e sistemas de aspersão diminuiu, assim como os custos com energia elétrica. (Emater editado pelo Sindilat)


Jogo Rápido

Oscilação entre chuva e tempo seco marca próximos dias no RS
Na próxima semana, o tempo deverá oscilar entre instável e estável em todo o território gaúcho. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 25/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).  Sexta-feira (19/6): a passagem de uma nova frente fria poderá trazer instabilidade, com previsão de chuva em praticamente todas as regiões do estado. Sábado (20/6) e domingo (21/6): o sistema começará a se afastar, reduzindo sua influência sobre o território gaúcho. Assim, há previsão de chuva de baixa intensidade apenas em pontos isolados, e as temperaturas apresentarão uma leve queda. Segunda-feira (22/6) e terça-feira (23/6): uma nova frente fria deverá trazer instabilidade para o estado, com previsão de chuva em alguns pontos da metade Norte do Rio Grande do Sul. Quarta-feira (24/6): uma nova massa de ar mais seco e frio trará estabilidade e queda nas temperaturas em todo o território gaúcho. Não há previsão de chuva significativa. Os acumulados de chuva deverão variar entre zero e 30 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 18 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.654


Italac lança leite A2 em embalagem inédita de 250 ml

Edição limitada amplia ocasiões de consumo e leva ao mercado uma nova proposta para a categoria

A Italac acaba de anunciar o lançamento do novo Leite UHT Semidesnatado A2 em embalagem de 250 ml. O produto chega como uma proposta inédita no mercado, alinhada às transformações nos hábitos de consumo. Com rotinas cada vez mais dinâmicas, cresce a demanda por produtos que ofereçam praticidade e conveniência. Dados da Kantar mostram que a participação do consumo “on the go” no Brasil passou de 0,5% para 1,3% das refeições entre 2023 e 2024, cenário que impulsiona a busca por embalagens individuais, mais adequadas ao consumo fora de casa e a diferentes ocasiões do dia.

O movimento acompanha o crescimento da compra de embalagens menores. A tendência também está relacionada às transformações nos lares brasileiros: segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2025, do IBGE, 19,7% dos domicílios do país são compostos por apenas um morador, reforçando a demanda por porções individuais e formatos que reduzem desperdícios.

Com o novo formato de 250 ml, a Italac reúne os atributos do leite A2, que se diferencia por conter exclusivamente a proteína beta-caseína A2 e vem ganhando espaço entre consumidores que buscam alternativas dentro da categoria láctea associadas a uma experiência de consumo mais leve.

“A embalagem de 250 ml nasce justamente para oferecer conveniência, mantendo a qualidade para ampliar o papel do leite para além dos formatos tradicionais. É uma proposta inovadora, que cria novas possibilidades para a categoria e reforça nosso compromisso com uma inovação conectada às tendências do mercado”, explica o diretor de marketing da Italac, Alexandre Teixeira.

Com um portfólio diversificado e presença consolidada em lares de todo o Brasil, a Italac segue investindo em produtos que unem qualidade, conveniência e inovação, reforçando sua posição de liderança no setor lácteo brasileiro. (SuperHiper)


Cinco estados já respondem por metade do leite dos EUA

Com apenas cinco estados concentrando mais de 50% da produção de leite dos Estados Unidos, a pecuária leiteira norte-americana passa por uma transformação sem precedentes. Enquanto o número de produtores continua diminuindo, a atividade se torna cada vez mais tecnológica, eficiente e concentrada em regiões estratégicas do país.

A mudança vai muito além do aumento da escala das fazendas. Sensores, inteligência de dados, genética avançada e sistemas de alimentação de precisão estão impulsionando ganhos expressivos de produtividade. Ao mesmo tempo, novos investimentos em processamento vêm deslocando o crescimento para estados das grandes planícies, como Kansas e Dakota do Sul, que se consolidam como novas fronteiras da produção leiteira.

O resultado é um setor que produz mais leite com menos propriedades e menos vacas por unidade de produção, mas com níveis recordes de eficiência. Dos rebanhos altamente monitorados do Meio-Oeste aos novos polos industriais do Centro-Oeste americano, a pecuária leiteira dos EUA está sendo redesenhada para atender a uma demanda global crescente por proteína láctea.

A era dos "megaestados" do leite

Segundo Corey Gillins, diretor de marketing de leite da Dairy Farmers of America (DFA), o tamanho médio dos rebanhos associados à cooperativa saltou de 375 vacas para mais de 500 animais nos últimos cinco anos. "Não estamos perdendo vacas leiteiras. Estamos perdendo produtores", afirma. "Mas aqueles que permanecerem na atividade terão uma grande oportunidade, porque a demanda global por proteína láctea continua extremamente forte."

Os números da própria DFA ilustram esse movimento. Em 2021, a cooperativa reunia cerca de 6.500 produtores associados. Hoje, são aproximadamente 4.600. Para os próximos cinco anos, Gillins projeta que esse total poderá cair para menos de 4.000 propriedades.

A tendência não se restringe à cooperativa. Dados divulgados pelo USDA mostram que a concentração da produção leiteira americana atingiu um marco histórico: em 2025, apenas cinco estados — Califórnia, Wisconsin, Idaho, Texas e Nova York — responderão por mais da metade de todo o leite produzido no país. Esse cenário é resultado de uma transformação que ocorre há décadas. Desde 2004, o número de rebanhos licenciados caiu 63%, enquanto a produção nacional de leite cresceu 32%.

Para Phil Plourd, da Ever.Ag e da Associação de Produtos Lácteos de Wisconsin, a geografia da produção leiteira é cada vez mais determinada pela infraestrutura disponível. Estados tradicionais, como Califórnia e Wisconsin, mantêm sua liderança graças à forte capacidade industrial instalada, que inclui acesso aos mercados de exportação e uma ampla estrutura de processamento e fabricação de queijos. "Wisconsin produz cerca de 25% de todo o queijo dos Estados Unidos", destaca Plourd. "Isso, por si só, sustenta uma parcela significativa da produção de leite."

Na avaliação dele, enquanto essa estrutura permanecer competitiva, Wisconsin continuará concentrando um grande número de vacas leiteiras e deverá seguir expandindo, ainda que em ritmo moderado. Já o crescimento acelerado observado em estados como Texas, Idaho e Dakota do Sul está diretamente ligado aos investimentos em novas plantas industriais. No fim das contas, a produção de leite segue a infraestrutura: onde surgem novas fábricas e centros de processamento, o setor cresce.

Tecnologia impulsiona novo salto de produtividade

A transformação da pecuária leiteira nos Estados Unidos não acontece apenas na localização das fazendas. Ela também está presente dentro dos estábulos. A produção média por vaca passou de cerca de 8.600 kg por ano em 2004 para mais de 11 mil kg atualmente, avanço sustentado pela adoção crescente de tecnologias digitais.

Na Top Deck Holsteins, em Iowa, por exemplo, coleiras inteligentes monitoram atividade, ruminação e cio em tempo real. Softwares acompanham indicadores produtivos, enquanto sistemas automatizados garantem precisão na formulação e distribuição das dietas.

A fazenda ordenha mais de 700 vacas Holandesas três vezes ao dia e registra produção anual superior a 15 mil kg por animal. "É para isso que criamos nossos animais. Bons níveis de gordura e proteína são fundamentais para manter a rentabilidade", afirma Justin Decker, coproprietário da fazenda. A incorporação dessas ferramentas já se tornou praticamente indispensável para a competitividade do setor:

O uso de sistemas informatizados de ordenha passou de 20% para 45% das vendas de leite. Tecnologias reprodutivas, como transferência de embriões e sêmen sexado, estão presentes em 96% da indústria. Sistemas de alimentação de precisão já atendem mais da metade da produção leiteira americana.

Kansas e Dakota do Sul emergem como novas fronteiras

Embora os cinco maiores estados concentrem a maior parte da produção, os avanços mais expressivos dos últimos anos vêm ocorrendo em regiões tradicionalmente menos associadas ao leite.

Na Dakota do Sul, o rebanho leiteiro cresceu impressionantes 117% na última década. O movimento é impulsionado pela expansão da capacidade industrial, com investimentos de empresas como Agropur e Valley Queen estimulando a demanda por leite local. Segundo estimativas do governo estadual, a atividade adiciona quase US$ 4 bilhões por ano à economia da Dakota do Sul.

O Kansas também vem se destacando. De acordo com o USDA, o estado registrou crescimento de 23,7% na produção de leite, impulsionado pela incorporação de 44 mil vacas em apenas um ano e por ganhos de produtividade.

Novas fábricas de grande porte e um ambiente econômico favorável têm atraído produtores para a região, consolidando o estado como um dos novos polos da atividade leiteira americana. Gillins destaca ainda o ressurgimento de estados como Michigan e Nova York, onde novos investimentos em processamento abriram espaço para absorver o aumento da produção. Enquanto isso, o Panhandle do Texas e o sudoeste do Kansas seguem atraindo grandes operações leiteiras.

Mas há um desafio crescente: a água.

Se antes a expansão dependia principalmente da disponibilidade de terras e alimentos, hoje a gestão hídrica tornou-se fator decisivo para a competitividade. Projetos como os da Natural Prairie Dairy, no Texas, que transforma esterco em água reutilizável, e da nova planta da Hilmar Cheese, em Dodge City, desenhada para reduzir o consumo hídrico, mostram que o futuro da produção nas grandes planícies dependerá da capacidade de produzir mais utilizando menos recursos naturais.

Um futuro que combina escala e adaptação

Apesar da tendência de consolidação, o USDA ressalta que propriedades eficientes podem ser encontradas em todas as faixas de tamanho.

Para Gillins, a força do setor está justamente na diversidade de modelos produtivos. "A diversidade dos nossos membros é a nossa força. Das pequenas propriedades aos produtores com 10 mil vacas no Sudoeste, existe espaço para todos que estejam dispostos a se adaptar." A transformação da pecuária leiteira dos Estados Unidos, portanto, não é apenas uma história de concentração. É também uma história de adaptação.

Embora a produção continue migrando para regiões mais competitivas e tecnologicamente avançadas, o sucesso seguirá dependendo da capacidade dos produtores de combinar experiência, gestão e inovação. Em um setor cada vez mais orientado por dados, a tecnologia tornou-se uma aliada indispensável — mas a capacidade de adaptação continua sendo o principal diferencial da atividade.

Artigo escrito por Karen Bohnert, publicado no Dairy Herd, traduzido e adaptado pela Equipe MilkPoint. 

Rio Grande do Sul é único estado a ter seguro para todo o rebanho bovino contra a febre aftosa

Entrega da apólice da seguradora foi realizada nesta quarta (17) no gabinete do Secretário da Agricultura

Representantes da seguradora Swiss Re Corporate Solutions, da diretoria do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), celebraram hoje (17) a entrega da apólice do seguro pecuário contra a febre aftosa. A reunião foi realizada no gabinete do secretário Márcio Madalena, como forma de reafirmar a parceria entre o fundo e o Serviço Veterinário Oficial.

A renovação do contrato, concretizada em 28 de maio após aprovação no Conselho Deliberativo do Fundo, garante proteção ao rebanho gaúcho por um período de 12 meses contra a febre aftosa. A medida tem o objetivo de manter a estabilidade financeira do fundo e dar mais segurança aos produtores no estado que detém o status de área livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido internacionalmente desde 2021.

Para Madalena, o seguro firmado pelo Fundesa adiciona mais uma camada de proteção ao já robusto sistema de defesa sanitária do estado. O presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, pontuou que mesmo com o seguro, o elo mais importante na proteção do rebanho continua sendo o produtor. “É a peça fundamental. Se ele estiver atento - e isso serve para qualquer enfermidade - a manutenção do status sanitário será uma realidade.”

A médica veterinária responsável pela área de seguro de animais da Swiss RE Corporate Solutions, Carolina Bonomo, destacou que o trabalho realizado no Rio Grande do Sul, com o apoio do Fundesa, vem evoluindo a cada ano. “O que é feito no estado gaúcho é diferenciado e hoje é referência para outros fundos que buscam saber o que é feito por aqui para ter uma referência.”

Desde 2024, o Rio Grande do Sul é o primeiro e único estado brasileiro a ter um seguro para todo o rebanho bovino contra a febre aftosa.

Participaram da solenidade de entrega da apólice o secretário Márcio Madalena, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber e os conselheiros Pedro Píffero (Farsul) e Jeferson Farias (Apil), Carolina Bonomo da Swiss RE Corporate Solutions, Felipe Fernandez da Guilder Corretora e o diretor adjunto do Departamento de Defesa e Vigilância Agropecuária, Paulo Souza.

Sobre o seguro

O seguro foi firmado com a seguradora Swiss RE Corporate Solution, a mesma responsável pela apólice anterior. O valor do prêmio pago pelo Fundesa-RS foi fixado em R$ 2,114 milhões, uma economia superior a R$ 300 mil em relação ao ciclo passado .

Essa redução foi possível graças à comprovação, por parte do Serviço Veterinário Oficial, da ampliação das medidas de vigilância e do fortalecimento das estratégias de defesa agropecuária no Estado. O rebanho coberto é de 11,5 milhões de cabeças de bovinos de corte e leite.

O valor segurado é de R$ 50 milhões, mais a franquia paga pelo fundo em caso de ocorrência da doença até o limite de R$ 13,5 milhões. O custo do prêmio por animal é de aproximadamente R$ 0,18 e o pagamento é custeado pelas contas de Bovinos de Corte e de Leite do Fundesa, de forma proporcional. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Prazo para fazer Declaração Anual do Rebanho termina em duas semanas
Termina em duas semanas o prazo para entrega da Declaração Anual do Rebanho 2026 da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O prazo final é o dia 30 de junho. Até o momento, apenas os municípios de Vanini e Xangri-lá já concluíram 100% da Declaração. Ao redor de 40 municípios gaúchos estão acima dos 80% declarados. E o município com menor percentual declarado até o momento é Dr. Ricardo, com menos de 5% de Declarações realizadas. Se o cálculo for feito a partir das regionais da Secretaria, os municípios da Supervisão Regional de Passo Fundo detém o maior percentual de declarações entregues até o momento, com 67,34%. E os municípios da Supervisão Regional de Bagé o menor até o momento, com 43,05%. Até a semana passada, foram entregues cerca de 180 mil Declarações das 336 mil previstas para este ano, o que corresponde a 53,37%. A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta fundamental para a defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul. É por meio dessas informações que a Secretaria da Agricultura mantém atualizado o cadastro das propriedades e dos rebanhos, permitindo planejar ações de vigilância, responder com mais rapidez a emergências sanitárias e gerar dados que apoiam decisões técnicas e políticas públicas para o setor pecuário. “O produtor, além de estar cumprindo uma obrigação sanitária legal, está contribuindo para o aperfeiçoamento das bases de dados de Defesa Sanitária Animal, possibilitando ter uma melhor visão do cenário produtivo e sanitário do Estado”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Seapi, Paulo Coelho de Souza. Os produtores podem fazer a Declaração diretamente nas Inspetorias Veterinárias ou de forma Online. A declaração pela internet pode ser feita em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Até o momento, 10,57% das Declarações foram feitas de forma Online. Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online. Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/declaracao. (Seapi)


Porto Alegre, 17 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.653


Com novidades e ativações, Grupo Piracanjuba amplia presença na Naturaltech

Companhia fortalece atuação em categorias ligadas à nutrição funcional, suplementação e bem-estar.

O Grupo Piracanjuba amplia sua presença na Naturaltech 2026, maior feira de produtos naturais da América Latina, e leva ao evento, pela primeira vez de forma integrada, um portfólio mais amplo de marcas e produtos voltados aos segmentos de nutrição, bem-estar, saudabilidade e performance. Entre os dias 10 e 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a companhia apresentará lançamentos, degustações, ativações e experiências que reforçam sua estratégia de expansão em categorias ligadas à nutrição funcional e especializada. 

Com um estande de 120 m², o Grupo reunirá marcas como Emana, Piracanjuba ProForce, Almond Breeze e Piracanjuba Health & Nutrition, além de soluções voltadas à nutrição funcional, como a linha de leites especiais Piracanjuba e bebidas com prebióticos. Os visitantes poderão conhecer lançamentos, participar de ativações interativas e adquirir produtos em uma loja exclusiva instalada no espaço. 

“A Naturaltech é uma oportunidade estratégica para apresentarmos a evolução das nossas marcas e fortalecer a conexão com consumidores e profissionais que acompanham as principais tendências de nutrição e bem-estar. Estamos levando ao evento soluções que refletem as transformações do mercado e reforçam nosso compromisso com inovação e desenvolvimento de produtos para diferentes perfis de consumo”, destaca Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba. 

Entre os destaques da participação está o lançamento do whey protein isolado Emana, disponível nos sabores chocolate e baunilha. Com 26g de proteína por porção, formulação 100% whey isolado, fonte de BCAA e embalagem de 450g, o produto amplia a atuação da marca no segmento de suplementação. O espaço dedicado à Emana também contará com área para experimentação de produtos, bar de drinks funcionais e uma ativação de escalada, conectando os atributos de movimento, energia e bem-estar ao universo da marca. 

Piracanjuba ProForce também apresenta o seu novo picolé, desenvolvido em parceria com a Jundiá Sorvetes. O lançamento marca a entrada da marca no segmento de gelados proteicos e reúne no produto 10g de proteína, zero lactose e zero adição de açúcar, disponível em três sabores.  

O portfólio levado à feira também inclui a bebida proteica Piracanjuba ProForce com 23g de proteína, formulada com 4g de colágeno, 5g de BCAA, fonte de fibras e vitamina D. Com mais proteína do que carboidratos, o produto é zero lactose, sem adição de açúcares, rico em cálcio, baixo em gorduras e adoçado com stevia.  

Para complementar a experiência, os visitantes poderão participar de desafios em bicicleta e concorrer a brindes exclusivos da marca. 

A Almond Breeze apresenta sua primeira bebida proteica vegetal no Brasil, disponível nos sabores caramelo salgado e manga com maracujá. Produzida localmente pelo Grupo Piracanjuba, responsável pelo licenciamento da marca no país, a novidade oferece 15g de proteína vegetal por porção e amplia o portfólio com uma opção alinhada ao crescimento do consumo de produtos à base de plantas. 

Já a linha Piracanjuba +Prebio Quinoa, Linhaça e Chia ganha reforço com os novos sabores frutas roxas e morango. As bebidas, prontas para beber, combinam fibras prebióticas, quinoa, linhaça e chia em uma formulação zero lactose e sem adição de açúcares, complementando o portfólio que já conta com as versões banana e maçã com mamão. 

No segmento de nutrição especializada, a Piracanjuba Health & Nutrition apresenta Plura, fórmula desenvolvida para crianças de 1 a 3 anos, enriquecida com prebióticos, ômegas 3 e 6, vitaminas e minerais. A marca também leva à feira a linha Excellence Care, composta pelas fórmulas Vital Care, voltada ao público 50+; Glico Care, indicada para dietas com controle glicêmico; e Total Care, desenvolvida para dietas com restrição de açúcares e lactose e compatível com terapias baseadas em GLP-1. 

O estande também reunirá a linha de leites especiais Piracanjuba, incluindo as versões Zero Lactose, A2 e Piracanjuba Protein com 10g de proteína, evidenciando a diversidade de soluções que compõem o portfólio da companhia para diferentes momentos e necessidades de consumo. 

Encontro com nutricionistas 

O Grupo Piracanjuba também promoverá o Nutri Experience, encontro exclusivo que reunirá cerca de 60 nutricionistas no dia 9 de junho, véspera da abertura da Naturaltech. Realizado em São Paulo, o evento será uma oportunidade para fortalecer o relacionamento com profissionais da área, promover a troca de conhecimento e apresentar, em primeira mão, os principais lançamentos do portfólio da companhia. 

A programação contará com palestras de especialistas reconhecidos no mercado. O professor e pesquisador Dr. Antônio Lancha abordará o tema “Performance, saciedade e microbiota: tendências atuais de consumo”, enquanto o nutricionista e mentor Daniel Coimbra conduzirá a palestra “Desconectar para descansar: o sono como chave para mais saúde, equilíbrio e presença”. 

O encontro também reunirá profissionais e influenciadores de destaque no universo da nutrição e do bem-estar, entre eles Alessandra Bahmad, Mayra Bittar, Alice Paiva, Lilian Coelho, Beatriz Campos Maia e Marcela de Paula. Além de participarem do Nutri Experience, Mayra Bittar e Daniel Coimbra também estarão presentes no estande do Grupo Piracanjuba durante a Naturaltech, ao lado do casal Manu e Matheus, do perfil We Love, fortalecendo as ações de relacionamento e a geração de conteúdo ao longo do evento. 

As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba. 


GDT 406º registra queda no índice e recuo generalizado nos preços

O 406º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 2,80% no GDT Price Index, indicando uma nova rodada de ajuste nas cotações internacionais dos lácteos.

O 406º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 2,80% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.979/tonelada. O resultado indica uma nova rodada de ajuste nas cotações internacionais dos lácteos, interrompendo o movimento recente de recuperação e recolocando o mercado global em um ambiente mais pressionado no curto prazo. 

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi novamente negativo. O leite em pó integral (LPI) foi negociado a USD 3.589/tonelada, com queda de 3,1%, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) atingiu USD 3.368/tonelada, recuo de 3,6%. O comportamento reforça a perda de sustentação do segmento, que segue como principal referência de formação de preços no comércio internacional de lácteos. 

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre queijos e manteiga, o movimento foi predominantemente de queda. A muçarela recuou 5,0%, sendo negociada a USD 3.750/tonelada, enquanto o cheddar caiu 3,4%, para USD 4.471/tonelada. A manteiga foi negociada a USD 5.516/tonelada, com recuo de 3,8%, acompanhando o movimento de ajuste do grupo. A gordura anidra do leite apresentou variação mais moderada, sendo negociada a USD 6.601/tonelada, com queda de 1,0%. 

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 16/06/2026 

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado recua em período sazonal de menor produção 

O volume negociado totalizou 12.922 toneladas, queda de 10% em relação ao leilão anterior e recuo de 15% na comparação anual. O movimento ocorre em um período de entressafra na Nova Zelândia, quando a produção de leite tende a ser naturalmente menor no hemisfério sul.

Ainda assim, o recuo simultâneo de preços e volumes indica um ambiente de menor intensidade nas negociações, com menor disposição de compra no mercado internacional.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, os futuros de leite em pó integral (WMP) seguem indicando um movimento de ajuste nas expectativas para os próximos meses. Os contratos em todos os vencimentos acompanhados registraram recuo nas negociações mais recentes, com a curva sendo reposicionada para níveis inferiores em relação às rodadas anteriores.

Esse comportamento está relacionado à expectativa de aumento sazonal da produção de leite a partir dos próximos meses em países como Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, o que tende a elevar a oferta no mercado internacional e contribui para a pressão sobre os contratos futuros. 

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 406º indica um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos, o que tende a reduzir a sustentação vinda do mercado externo para o mercado brasileiro no curto prazo.

No Brasil, os leites em pó seguem com comportamento mais estável nas últimas semanas, enquanto o queijo muçarela apresenta dinâmica mais volátil às negociações entre indústria e varejo. Nesse contexto, embora o cenário internacional exerça influência sobre o mercado brasileiro, os efeitos tendem a ocorrer de forma gradual, já que a formação de preços no curto prazo depende principalmente de fatores domésticos, como demanda, estoques e dinâmica de negociação. 

O câmbio segue como variável importante na transmissão desse movimento, influenciando a competitividade dos produtos importados e a intensidade dos efeitos do mercado internacional sobre o mercado brasileiro. (Milkpoint)

El Niño 2026: o que o aquecimento no Pacífico pode significar para a produção de leite no Brasil?

Uma análise de 25 anos de dados realizada pelo time de Inteligência de Mercado do MilkPoint sugere que a pergunta mais importante talvez não seja se haverá El Niño - e sim o que ele fará com a temperatura e as chuvas nas diferentes regiões produtoras do país.

Com até 96% de probabilidade de estar ativo durante o verão brasileiro de 2026/27, o El Niño já voltou ao radar de produtores, consultores e empresas do agronegócio. E não é para menos. Os modelos climáticos indicam que o fenômeno pode atingir intensidade forte, potencialmente a maior desde o episódio de 2015/16.
Mas uma análise de 25 anos de dados realizada pelo time de Inteligência de Mercado do MilkPoint sugere que a pergunta mais importante talvez não seja se haverá El Niño — e sim o que ele fará com a temperatura e as chuvas nas diferentes regiões produtoras do país. Essa distinção pode parecer sutil, mas muda completamente a forma de enxergar os riscos para a produção de leite.

Um fenômeno que nasce no Pacífico e chega ao cocho das vacas

O El Niño é uma das fases do ENSO (El Niño-Oscilação Sul), principal mecanismo de variabilidade climática do planeta. O fenômeno ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por vários meses consecutivos, alterando a circulação atmosférica global e redistribuindo chuva e temperatura ao redor do mundo.

No Brasil, os efeitos são conhecidos. O Sul costuma receber mais precipitação, enquanto Nordeste, Centro-Oeste e parte do Norte enfrentam condições mais secas. Há, porém, uma característica que muitas vezes passa despercebida: durante episódios de El Niño, as temperaturas tendem a subir em todo o país.

E é justamente esse aumento generalizado do calor que ajuda a explicar por que a pecuária leiteira é uma das atividades mais sensíveis ao fenômeno.

Os sinais para 2026 são robustos. Segundo a NOAA, a probabilidade de ocorrência do El Niño alcança 82% já entre maio e julho e chega a 96% durante o verão brasileiro. A temperatura na subsuperfície do Pacífico registra anomalias próximas de +8°C — superiores às observadas antes do histórico evento de 1997 — e as projeções indicam pico de +1,7°C no Índice Oceânico Niño (ONI), colocando o episódio na categoria de El Niño forte.

Na prática, isso significa maior risco de seca no Nordeste, déficit hídrico em partes do Centro-Oeste e temperaturas mais elevadas em praticamente todo o território nacional. No Sul, embora a tendência seja de mais chuva, isso não necessariamente representa uma vantagem. A experiência recente mostra que eventos fortes podem trazer precipitações concentradas e extremas, como as enchentes históricas registradas no Rio Grande do Sul em 2024.

O que 25 anos de dados revelam sobre clima e produção?

Para entender como essas mudanças chegam ao campo, o estudo analisou um quarto de século de informações sobre clima, produtividade agrícola e captação de leite em todas as regiões brasileiras. A primeira conclusão desafia uma percepção bastante comum: o El Niño, sozinho, explica menos do que parece.

Quando os pesquisadores observaram apenas as fases do ENSO, alguns padrões ficaram evidentes. No Nordeste, praticamente todos os piores anos para a soja ocorreram sob influência do El Niño. No Sul, o comportamento foi inverso, com os piores resultados concentrados em anos de La Niña. Já no Centro-Oeste, a produtividade da soja em anos de El Niño ficou, em média, cerca de 300 kg por hectare abaixo da observada durante episódios de La Niña.

Mas a história mudou quando a análise ficou mais sofisticada…

Utilizando modelos estatísticos capazes de separar os efeitos do clima dos avanços acumulados em genética, tecnologia e manejo, os pesquisadores descobriram que, entre 25 combinações de culturas e regiões avaliadas, apenas duas apresentaram um efeito direto do El Niño estatisticamente consistente.

Na soja do Nordeste, cada aumento de 1°C no ONI esteve associado a uma redução média de 211 kg por hectare. No milho segunda safra do Sul, observou-se um ganho médio de 637 kg por hectare em anos de El Niño, embora acompanhado por elevada variabilidade.

Nas outras 23 combinações analisadas, o fenômeno praticamente desapareceu como explicação direta para os resultados observados.

O que surgiu com força foi outro fator: a chuva

No milho primeira safra do Sul, cada milímetro adicional de precipitação por mês esteve associado a um aumento médio de 21,8 kg por hectare. Na soja da mesma região, o ganho foi de 15 kg por hectare. No sorgo do Nordeste, a resposta chegou a 24 kg por hectare para cada milímetro adicional de chuva. A mensagem era clara: para os grãos, o El Niño importa principalmente porque altera a distribuição das chuvas.

Quando o assunto é leite, o calor pesa mais que a chuva

Se a precipitação aparece como protagonista para as lavouras, na pecuária leiteira a variável dominante é outra.

Ao analisar a captação mensal de leite entre 2001 e 2025, os pesquisadores encontraram um resultado que se repetiu em todas as regiões do país: o calor reduz a produção. Mais do que isso, esse foi o efeito mais consistente e estatisticamente robusto identificado em todo o estudo.

No Norte e no Nordeste, cada grau Celsius adicional esteve associado a quedas entre 7,2% e 7,4% na captação de leite. No Sul e no Sudeste, as perdas foram menores, mas ainda relevantes, ficando em torno de 2,5% e 2,2%, respectivamente.

A diferença está relacionada ao próprio ambiente onde os animais produzem. Em regiões mais quentes, os rebanhos já operam próximos do limite de estresse térmico. Quando a temperatura sobe um pouco mais, os impactos aparecem rapidamente: menor consumo de alimento, queda na produção de leite e pior desempenho reprodutivo.

O efeito direto do próprio El Niño sobre a captação foi identificado de forma consistente apenas no Nordeste, onde cada aumento de 1°C no ONI esteve associado a uma redução média de 2,7% na produção, normalmente percebida cerca de dois meses após o pico do fenômeno.

Nas demais regiões, a influência do ENSO se mistura a outros fatores, como disponibilidade de forragem, manejo nutricional, preços e condições climáticas locais.

Em outras palavras: o El Niño não chega diretamente ao tanque de leite. Ele passa primeiro pela chuva, pelas pastagens, pelos grãos, pelo conforto térmico dos animais e pelas decisões tomadas dentro da fazenda.

Um alerta que vai além de 2026

Talvez a descoberta mais importante do estudo não esteja relacionada ao próximo El Niño, mas ao cenário em que ele irá ocorrer. As séries históricas mostram que o aquecimento das temperaturas se intensificou de forma clara a partir de 2013. Ou seja, o fenômeno que se forma agora não encontra o mesmo ambiente climático observado duas ou três décadas atrás. Ele se sobrepõe a uma tendência já estabelecida de aumento das temperaturas, especialmente nas regiões mais vulneráveis ao estresse térmico.

Por isso, olhar apenas para o índice que mede o El Niño pode ser insuficiente. As fases do ENSO continuam sendo um importante sinalizador climático, mas são a temperatura e a precipitação observadas em cada região que determinam o comportamento das pastagens, dos grãos e da produção de leite. 

No fim das contas, essa é a principal mensagem deixada pelos dados de 25 anos analisados pelo MilkPoint: mais importante do que perguntar se 2026 será um ano de El Niño é entender como calor e chuva irão se comportar na sua região. Desta vez, um eventual El Niño de grande magnitude poderá atuar sobre uma base climática já mais quente, ampliando riscos em um cenário que, por si só, já se mostra mais desafiador do que no passado. Porque é nesse nível — e não no meio do Oceano Pacífico — que os impactos realmente aparecem para quem produz leite. (Milkpoint)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Ritmo intenso dos negócios eleva cotações no BR; maior oferta limita altas
Cepea, 15/06/2026 – As negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil. Além da demanda externa, indústrias nacionais intensificaram as aquisições nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, a maior atratividade da soja brasileira também foi impulsionada pela depreciação do Real frente ao dólar. Por outro lado, a ampla oferta global limitou avanços mais expressivos nos preços. O USDA reajustou a estimativa de produção mundial de soja da safra 2025/26 para o recorde de 429,2 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao projetado anteriormente e 0,3% acima da temporada passada. Dentre os principais produtores, o Brasil deve colher 180 milhões de toneladas, segundo o USDA, ligeiramente abaixo das 180,25 milhões estimadas pela Conab. Na Argentina, a projeção foi elevada para 50 milhões de toneladas, 4,2% acima da estimativa de maio, embora ainda 2,2% inferior ao volume produzido na safra anterior. O Brasil segue como o principal exportador mundial de soja na safra 2025/26 (de out/25 a set/26), com embarques estimados pelo USDA em 115 milhões de toneladas. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 16 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.652


IBGE: Aquisição de leite tem alta em relação ao mesmo período de 2025

A aquisição de leite cru nos três primeiros meses do ano foi de 6,78 bilhões de litros, acréscimo de 2,6% em relação ao 1º trimestre de 2025, e queda de 8,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Foi a maior aquisição de leite em um 1º trimestre de toda a série histórica.

Aquisição de Leite 

No 1º trimestre de 2026, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,78 bilhões de litros. Este foi um recorde histórico para um primeiro trimestre, superando o primeiro trimestre de 2025 (último recorde histórico) em 172,6 milhões de litros, equivalente a um acréscimo de 2,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e uma redução de 8,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os meses de janeiro, fevereiro e março de 2026 apresentaram os maiores valores da série histórica, considerando todos os primeiros trimestres.   Janeiro foi o mês de maior captação, com 2,4 bilhões de litros, enquanto fevereiro 2,1 bilhões, e março 2,2 bilhões, variações de 3,9%, 2,2% e 1,6%, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano anterior. No Gráfico I.11 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que o 1° trimestre regularmente apresenta queda da aquisição de leite em relação ao 4° trimestre do ano anterior. Em relação ao preço médio do leite pago ao produtor, ocorreu queda (-18,8 %) em relação ao mesmo período do ano anterior e alta (+1,4%) em relação ao quarto trimestre de 2025.

A Região Sul apresentou a maior proporção na captação de leite cru, 41,2% do total, seguida pelas Regiões Sudeste (36,4%), Centro-Oeste (9,7%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,5%). No comparativo do 1º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o acréscimo de 172,6 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 12 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Nas Unidades da Federação, as variações positivas mais significativas ocorreram em: Paraná (+88,74 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+60,24 milhões de litros), Santa Catarina (+44,56 milhões de litros), Minas Gerais (+26,63 milhões de litros) e Ceará (+12,76).  As principais quedas ocorreram em: Goiás (-36,25 milhões de litros), Rondônia (-16,05 milhões de litros) e Mato Grosso (-15,09 milhões de litros) (Gráfico I.12). 

O preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 1º trimestre de 2026 foi de R$ 2,24, valor 18,8% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio do 4° trimestre de 2025, houve crescimento de 1,4% (Gráfico I.13). O preço foi aumentando ao longo do trimestre, passando de R$ 2,10 em janeiro, para R$ 2,20 em fevereiro, e atingindo o maior valor, de R$ 2,44, no mês de março. 

Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve alta de 2,54% no acumulado de janeiro a março de 2026, acima do Índice geral da inflação de 1,92%. As altas mais significativas foram verificadas para Leite longa vida com 6,80%, Leite fermentado (5,53%) e Iogurte e bebidas lácteas (3,11%). As maiores quedas no preço foram para Leite em pó (-1,56%), Leite condensado (-1,48%) e Manteiga (-1,09%). A maior parte da captação de leite foi realizada por estabelecimentos que receberam mais de 150 mil litros por dia, responsáveis por 68,6% do volume captado no 1º trimestre de 2026 (Tabela I.7).

No 1º trimestre de 2026, participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 2015 estabelecimentos, 636 (31,6%) registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 896 (44,5%) no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 483 (24,0%) no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 87,1%, 11,1% e 1,8% do total de leite captado. O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa, por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado. (IBGE)


GDT - GLOBAL DAIRY TRADE

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

 

 

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação. (Agência Brasil)


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Expectativa de produção elevada pressiona cotações
Cepea, 15/06/2026 – Apesar de o início da colheita ainda estar concentrada em poucos estados brasileiros, a projeção de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os valores do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, compradores, atentos à possível safra volumosa, têm limitado o volume de negociações, à espera de desvalorizações mais expressivas nas próximas semanas. Vendedores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, reduzindo as pedidas e/ou ajustando a data de entrega ou de pagamento, com o intuito de escoar o cereal neste início de colheita. A retração de consumidores, inclusive, foi reforçada pelas últimas estimativas divulgadas pela Conab e pelo USDA, apontando aumentos na produção brasileira em 2025/26 e na oferta mundial 2026/27. No Brasil, de acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento é reflexo da melhora na produção da safra verão, enquanto em termos mundiais, países como a Índia terão aumento na safra, cenário que também elevou os estoques mundiais do cereal. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 15 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.651


Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026

Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira.

A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos.

Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/.

Link de desconto para associados do Sindilat/RS


Importações de lácteos são recorde em meio a impasse sobre antidumping

Setor produtivo cobra aplicação de tarifas contra exportadores da Argentina e do Uruguai

As importações de lácteos pelo Brasil aceleraram 3,5% em maio, para um volume equivalente a 220 milhões de litros de leite, e levaram as compras acumuladas no ano a um novo recorde: mais de 1 bilhão de litros em cinco meses. A alta ocorre em meio ao impasse sobre a aplicação de tarifas antidumping contra empresas da Argentina e Uruguai, de onde vêm mais de 80% do produto em pó importado.

De acordo com dados divulgados nessa semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as importações de lácteos em maio chegaram a US$ 102,8 milhões. O volume importado foi de 25,9 mil toneladas, principalmente de leite em pó e queijos. A conversão indica que a quantidade representa cerca de 220 milhões de litros.

As importações de maio representaram alta de 3,5% em relação a abril, mas houve um salto de quase 30% na comparação com maio de 2025. Segundo a CNA, as diferentes versões de leite em pó responderam por 68% do total mensal. Argentina e Uruguai forneceram 86% desse volume.

O novo recorde é para o acumulado das importações entre janeiro e maio, que chegaram a 1,02 bilhão de litros. A alta nas compras preocupa o setor em meio ao impasse do governo, com a decisão de suspender a aplicação de tarifas antidumping contra Argentina e Uruguai, e a baixa nos preços do leite aos produtores brasileiros no mês passado, de até 10% no caso do UHT.

Nessa semana, o governo publicou a decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre o antidumping. A investigação contra o leite em pó do Mercosul encontrou margens de dumping que variam entre 25% e 60% para a Argentina e entre 4% e 50% para o Uruguai. Também foram encontradas margens de subcotação entre 9,2% e 20,2%, ao se compararem os preços médios internalizados no Brasil com os do leite in natura e do leite em pó nacional, respectivamente.

A investigação atestou que as importações geraram prejuízos aos produtores brasileiros, com a deterioração do preço pago no mercado interno. O texto, publicado nessa semana, reconheceu as práticas desleais e estabeleceu a aplicação de direitos antidumping, por um prazo de até cinco anos, às importações brasileiras de leite em pó, integral ou desnatado, não fracionado, originárias da Argentina e do Uruguai.

Apesar do reconhecimento do dumping, a Camex decidiu suspender temporariamente a aplicação das medidas antidumping para avaliação de interesse público diante das preocupações com os indicadores de inflação aos consumidores brasileiros.

A CNA contesta essa avaliação. A entidade sustenta que o direito antidumping recai exclusivamente sobre o leite em pó não fracionado destinado ao uso industrial, comercializado em embalagens a granel e utilizado como insumo pela indústria alimentícia.

"Os produtos potencialmente afetados possuem peso reduzido no IPCA (0,26% na média dos últimos 5 anos), e ainda assim, o percentual de leite importado em sua composição é mínimo. Por outro lado, os principais itens da alimentação básica permanecem fora do escopo da medida, não sendo, portanto, afetados", diz a CNA.

Impactos

A resolução da Camex publicada nessa semana detalha a aplicação das tarifas antidumping. Para empresas não identificadas individualmente na investigação, a medida prevê a aplicação da alíquota de maior montante, para evitar que os exportadores criem novos registros e burlem medidas de defesa comercial.

No caso da Argentina, as terão tarifas variam entre US$ 167,31 por tonelada e US$ 903,50 por tonelada para empresas que participaram da investigação e responderam aos questionários enviados pelo governo brasileiro.

Já para outros exportadores conhecidos, mas que não responderam aos questionários, a tarifa foi estabelecida em US$ 1.707,08 por tonelada. Para novos exportadores a alíquota ficou em US$ 4.183,17 por tonelada.

Já para o Uruguai, as tarifas ficaram entre US$ 378,27 por tonelada e US$ 850,07 por tonelada. No caso de novos exportadores, a alíquota indicada é de US$ 4.196,72 por tonelada. (Valor Econômico)

Alerta no pasto: El Niño desafia a pecuária de leite no Brasil

Fenômeno traz estresse térmico no Centro-Sul e seca no Nordeste, mas avanço tecnológico e chuvas no Sul ajudam a equilibrar o volume nacional

O clima global se prepara para uma nova rodada de instabilidades com a confirmação da presença do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês). Para a pecuária de leite, o fenômeno traz um cenário complexo e heterogêneo: enquanto algumas regiões se preparam para enfrentar secas e estresse térmico, outras podem registrar aumento na oferta de forragem.

Apesar do alerta ligado para a safra 2026/27, o impacto no volume total produzido depende de múltiplos fatores geográficos e estruturais.

A intensidade do El Niño ganhou contornos mais nítidos no segundo semestre. Modelos climáticos indicam uma probabilidade de 63% de o evento atingir uma intensidade muito forte entre os meses de novembro e janeiro.

Este período é considerado crítico por coincidir diretamente com o início e o desenvolvimento da estação chuvosa nas principais regiões produtoras do Brasil. “Este timing é uma fase decisiva para o plantio e o potencial produtivo”, alerta Juliana Torres Santiago, analista de inteligência de mercado da StoneX, em relatório técnico.

Segundo ela, “um El Niño forte tende a aumentar a variabilidade climática, com excesso de chuvas em algumas áreas e seca em outras”.

O mosaico de impactos nas regiões brasileiras
Como a produção de leite está presente em 99% dos municípios do país, o impacto acaba sendo fragmentado. Segundo o levantamento da StoneX, os efeitos variam drasticamente de acordo com a geografia nacional:

Nordeste sob risco: A região, que vinha expandindo sua participação de mercado por meio de novas tecnologias, enfrenta o maior risco de estiagem. Estados como Bahia, Sergipe e Alagoas são os mais expostos à escassez de chuva. O período mais crítico deve se concentrar em fevereiro e março, comprometendo diretamente a oferta de pastagens.

Irregularidade no Centro-Sul: Em grandes polos como Minas Gerais e Goiás, a tônica será a oscilação. Alternando meses mais secos (novembro, dezembro e março) com momentos de recuperação, a principal preocupação reside no estresse térmico. O rebanho sofre com as altas temperaturas, o que prejudica o conforto dos animais e ameaça a produção de silagem de milho.

Excesso de água no Sul: Na contramão do país, o Sul e o Mercosul (Argentina e Uruguai) devem registrar volumes de chuva acima da média. Se por um lado isso favorece o crescimento do pasto, por outro exige atenção. “O volume elevado de chuvas pode gerar problemas de manejo, comprometer a sanidade do rebanho, dificultar a logística de captação e prejudicar o plantio de forragens suplementares”, pontua a analista no documento.

Por que o impacto não é linear?
Historicamente, o comportamento do volume total de leite produzido no Brasil não apresenta uma relação direta com o El Niño ou a La Niña. Isso ocorre porque os efeitos tendem a se contrabalançar entre as regiões — o ganho produtivo impulsionado pelas chuvas no Sul costuma equilibrar as perdas causadas pela seca no Nordeste.

Além disso, fatores estruturais têm demonstrado maior peso do que as variáveis climáticas isoladas. “Mudanças como a adoção crescente de tecnologia, a migração para sistemas de confinamento, variações de preço, dinâmicas de demanda e o cenário internacional exercem influência mais determinante sobre a produção”, destaca Juliana.

Panorama global: Oceania sob a mesma dinâmica

Grandes players mundiais do mercado de lácteos, como a Nova Zelândia e a Austrália, também enfrentam previsões de heterogeneidade por operarem sistemas baseados em pastagens. Enquanto a Austrália tende a enfrentar um padrão mais quente e seco, a Nova Zelândia divide-se entre um oeste úmido e um leste seco.

Ainda assim, os dados históricos mostram ausência de correlação linear exata entre o índice climático e a produtividade final das pastagens locais. Para a safra 2026/27, a projeção de uma leve retração produtiva na Oceania decorre muito mais de uma base de comparação excepcionalmente alta em 2025/26 do que de danos diretos do fenômeno.

Perspectivas para os próximos meses
O ano de 2026 segue registrando uma tendência de desaceleração produtiva no Brasil, reflexo direto das margens de rentabilidade observadas pelo produtor nos últimos anos.

O grande ponto de atenção se desloca para 2027. Caso as previsões de um El Niño intenso e persistente se sustentem ao longo do primeiro semestre, o equilíbrio entre oferta e demanda global poderá sofrer alterações mais severas, exercendo pressão de alta sobre os preços praticados no mercado de lácteos. (Canal Rural)


Jogo Rápido

Sindilat/RS destaca qualificação e fortalecimento do setor leiteiro na abertura da 2ª Ferlach
O secretário executivo do Sindilat-RS, Darlan Palharini, participou da abertura da 2ª Feira Regional de Lácteos de Chapada (Ferlach), realizada no município de Chapada (RS). O evento reuniu produtores, técnicos, empresas, lideranças e representantes do setor para debater os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva do leite. “Esse espaço de debate e capacitação é essencial para fortalecer a cadeia produtiva, estimular a profissionalização das propriedades e ampliar a competitividade da atividade leiteira”, destacou. A programação da 2ª Ferlach incluiu palestras técnicas, debates sobre gestão, bem-estar animal, nutrição e sustentabilidade, além de exposições e atividades voltadas aos produtores de leite da região entre os dias 11 e 14 de junho. Na oportunidade, Palharini também convidou os participantes para o lançamento do Milk Summit Mercosul, que será realizado em 14 de julho, em Ijuí (RS). (SINDILAT/RS)


Porto Alegre, 12 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.650


Do campo gaúcho para a mesa: a tradição por trás do leite que faz parte da rotina das famílias 

Produzido no Rio Grande do Sul, o leite da CCGL une tradição, qualidade e praticidade em um alimento presente no dia a dia dos gaúchos 

O Rio Grande do Sul tem uma relação histórica com o campo. Em diferentes regiões do Estado, famílias mantêm costumes que atravessam gerações e ajudam a construir a identidade gaúcha. 

O churrasco de domingo, o chimarrão compartilhado e os alimentos presentes na rotina das famílias fazem parte dessa conexão entre tradição, memória e pertencimento.

Entre esses hábitos tão presentes no cotidiano, o leite ocupa um espaço importante dentro das casas. Está no café da manhã antes do trabalho, nas receitas feitas em família e nos pequenos momentos do dia a dia.

Por trás desse alimento tão tradicional, existe uma cadeia produtiva que movimenta milhares de famílias no Estado e ajuda a fortalecer a economia gaúcha diariamente.

É justamente dessa conexão entre tradição, cuidado e identidade regional que nasce a trajetória da CCGL.

Uma cooperativa construída por pessoas
Com raízes no cooperativismo gaúcho, a CCGL acredita que produzir alimentos também é uma forma de cuidar das pessoas. A cooperativa reúne produtores rurais de diferentes regiões do Rio Grande do Sul em um modelo colaborativo, no qual cada associado participa ativamente do negócio e contribui para resultados construídos de forma conjunta.

Mais do que uma estrutura produtiva, a cooperativa valoriza as histórias das famílias que fazem parte dessa cadeia diariamente. São pessoas que carregam gerações de conhecimento no campo e transformam esse cuidado em produtos que chegam à mesa dos consumidores.

A campanha “CCGL é leite de verdade. Gaúcho como a gente” reforça justamente essa ligação com as origens e com os valores que fazem parte da cultura gaúcha: dedicação, trabalho coletivo e compromisso com a qualidade.

Tecnologia, cuidado e produção sustentável
Ao longo dos anos, a CCGL também consolidou investimentos em tecnologia, inovação e sustentabilidade para garantir alimentos com alto padrão de qualidade. O cuidado começa ainda no campo, passando pelo bem-estar animal, pela preservação da natureza e pelo acompanhamento de todas as etapas produtivas.

Formada por famílias de produtores rurais, a CCGL investe fortemente em pesquisa agrícola por meio da RTC e na digitalização das propriedades com a Smartcoop, tornando as fazendas mais inteligentes, eficientes e preparadas para os desafios do futuro, incluindo a sucessão familiar no campo. Dessa forma, a cooperativa une tradição e inovação para oferecer produtos mais saudáveis, nutritivos e ricos em sabor.

Além disso, o leite em pó se destaca pela praticidade no dia a dia. A facilidade de armazenamento e a maior durabilidade tornam o produto uma alternativa funcional para diferentes rotinas familiares, sem abrir mão da qualidade nutricional.

Todo esse cuidado, da pesquisa à produção, acontece de forma sustentável e resulta em alimentos de qualidade que chegam ao Brasil e ao mundo por meio dos terminais portuários TERMASA e TERGRASA, ampliando o alcance da produção cooperativa gaúcha e fortalecendo a presença do cooperativismo em mercados nacionais e internacionais.

Um produto que carrega histórias
Para a CCGL, produzir alimentos vai além da indústria. Cada produto também carrega histórias de carinho, respeito e dedicação das famílias envolvidas em todo o processo.

Existe um sentimento de pertencimento que aproxima o consumidor daquilo que é produzido no Rio Grande do Sul. Em um Estado marcado pela força do cooperativismo, escolher produtos locais também representa incentivar famílias do campo e fortalecer a economia regional.

No fim, a proposta da cooperativa é justamente essa: levar para dentro das casas não apenas um alimento de qualidade, mas também um pouco da história, da tradição e dos valores que fazem parte da identidade gaúcha.

Ao valorizar o trabalho de milhares de produtores rurais e investir continuamente em inovação e sustentabilidade, a CCGL reforça seu compromisso com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e com a produção de alimentos que unem confiança, qualidade e origem. (Atlântida via Terra Viva)


Sefaz e PUCRS lançam plataforma inédita que monitora custo e qualidade nutricional da alimentação das famílias gaúchas

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançaram nesta quinta-feira (11), em Porto Alegre, a plataforma Cesta Nutricional Familiar. A iniciativa, inédita no país, passará a publicar um relatório mensal com o custo de uma cesta de alimentos elaborada a partir de recomendações nutricionais e hábitos reais de consumo de uma família gaúcha.

O projeto também inclui um painel interativo, que ficará hospedado no Portal Receita Dados, onde será possível consultar informações mais detalhadas sobre o custo da alimentação no Estado. A plataforma mostrará, por exemplo, o custo da cesta para uma dieta convencional, com consumo de proteína animal, e para uma alimentação vegetariana voltada ao público adulto, além de recortes específicos para faixas etárias infantis, de 6 meses a 10 anos. Também poderá ser comparado o custos entre diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

A plataforma foi pensada para atender a diversas finalidades sociais. Um dos objetivos é auxiliar a população na adoção de escolhas alimentares mais saudáveis e que caibam no bolso de cada família. Para isso, o painel oferece a possibilidade de simular o custo de uma cesta alimentar de acordo com a composição do núcleo familiar, o padrão alimentar adotado (convencional ou vegetariano) e a região do estado onde o grupo vive.

Os dados também podem servir de apoio para o planejamento alimentar em escolas, hospitais, instituições de longa permanência e cozinhas comunitárias, uma vez que as informações podem contribuir para a elaboração de cardápios mais equilibrados e economicamente viáveis.

Para monitorar os preços, a plataforma utiliza a base de dados da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e), que registra o valor das compras realizadas no varejo e no atacado de todo o Estado. A base de informações da Sefaz processa cerca de 6,6 milhões de notas fiscais deste tipo diariamente – número superior à quantidade de Pix realizados diariamente no RS, que é de aproximadamente 5,9 milhões de registros por dia. O projeto em parceria com a PUCRS se soma aos indicadores do programa Desenvolve RS, da receita gaúcha, que transforma a base de informações fiscais do Estado em indicadores e dados relevantes para o setor produtivo e para a sociedade.   

“Esse é um projeto muito simbólico por ser o primeiro no âmbito do programa Desenvolve RS a firmar uma parceria com a universidade. Mais interessante ainda, é que a plataforma tem potencial de oferecer subsídios robustos para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à segurança alimentar, aquisição de alimentos, incentivo à produção local e assim por diante”, afirmou o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.

Preço da cesta fica em R$ 1.453,77 em maio

O custo da Cesta Nutricional Familiar para a família gaúcha, que considera um núcleo composto por dois adultos e uma criança de 4 a 10 anos, alcançou R$ 1.453,77 em maio de 2026, uma alta de 2,86% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 2,94%. O resultado, segundo relatório, confirma o movimento de elevação dos custos dos alimentos que vem sendo observado a partir de abril.

Parte dessa pressão sobre os preços está ligada a fatores sazonais, que costumeiramente influenciam o valor de determinados alimentos. Além disso, o aumento dos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes, e do transporte de cargas, impactados pelo cenário de instabilidade no Oriente Médio, também pode estar contribuindo para a oscilação dos preços.

As cestas mais caras foram registradas nas regiões do Médio Alto Uruguai (R$ 1.556,48) e Hortênsias (R$ 1.553,04). Já os menores valores foram encontrados no Jacuí Centro (R$ 1.340,74), única região que assinalou queda da cesta em maio, e Centro Sul (R$ 1.380,65). A região Metropolitano Delta do Jacuí (+5,18%), que inclui a capital, teve alta de 5,18%, com a cesta custando R$ 1.515,22.

No mês analisado, o valor da cesta passou a corresponder a aproximadamente 89,7% do salário mínimo nacional, percentual superior aos registrados em abril (87%) e março (85%). Apesar da elevação, o índice ainda está abaixo dos patamares observados em diversos momentos entre 2022 e 2024, quando o custo da cesta chegou a superar 100% do salário mínimo.

Outro recorte importante do relatório é a análise da chamada acessibilidade nutricional, que mede a quantidade de nutrientes que pode ser adquirida com cada R$ 1 gasto. Os resultados de maio mostram que a redução dos preços da coxa e do peito de frango ampliou a oferta de proteínas de alto valor biológico por real investido. A lentilha e a batata-doce se destacaram pela atrativa relação entre custo e teor de fibras. Já a queda dos preços da laranja e do mamão aumentou o acesso da população à vitamina C.

Mais sobre a cesta

Os alimentos foram organizados conforme os grupos previstos no Guia Alimentar para a População Brasileira, incluindo cereais e tubérculos, leguminosas, frutas, verduras e legumes, carnes e ovos, laticínios, óleos e gorduras e açúcares. A seleção dos produtos levou em conta os itens de maior presença na mesa dos brasileiros, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017–2018), como arroz, feijão, carnes, frutas, hortaliças e leite.

A quantidade de cada alimento foi definida a partir das recomendações de porções diárias para uma dieta de referência de aproximadamente 2 mil calorias, que foram convertidas em volumes anuais. Esse é o cálculo que estima a quantidade necessária de alimentos para garantir uma alimentação equilibrada, com aporte adequado de energia, macronutrientes e micronutrientes.

Além disso, a metodologia incorporou diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os limites de consumo de sal e açúcar, além de parâmetros das Dietary Reference Intakes (DRIs) e recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

A plataforma é fruto de uma parceria entre Receita Estadual e PUCRS, que mobilizou pesquisadores do Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho da PUCRS (Data Social) e do Grupo de Pesquisa em Comportamento Alimentar da PUCRS (GPCA). (SEFAZ)    

EMATER/RS: Informativo Conjuntural: nº 1923 – 11 jun. 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A atividade apresentou comportamento variável entre as regiões como reflexo principalmente das condições de alimentação dos rebanhos. Nas áreas com baixa disponibilidade de forragem, há maior dependência de silagem, feno e outros alimentos conservados, o que impacta a produção. De modo geral, as condições corporais e sanitárias estão boas, sem registros de problemas relevantes. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, nos municípios da Campanha e da Fronteira Oeste, seguem os efeitos do vazio forrageiro outonal, agravados pela escassez de chuvas observada nas últimas semanas. A restrição hídrica tem limitado o estabelecimento  das pastagens, aumentando a dependência de silagem e de feno para alimentação dos rebanhos. Em Hulha Negra, os volumes coletados estão abaixo do esperado para o período.  

Nas de Caxias do Sul, a produção está estável, sustentada pela oferta de pastagens de qualidade e pelo uso de forragens conservadas, como silagem, feno e pré-secado. O estado corporal dos animais é satisfatório, e a sanidade dos rebanhos está estável, com poucos casos de mastite e controle rotineiro de ectoparasitas. A qualidade do leite atendeu aos padrões exigidos pela legislação, sem registros de rejeição pelas indústrias. 

Na de Ijuí, as temperaturas amenas, a umidade do ar elevada e as chuvas no início do período favoreceram o bem-estar dos animais, especialmente das raças europeias. A produção de leite aumentou em decorrência da maior oferta de forrageiras de inverno. Também foi observada melhora na qualidade do leite, que apresentou redução da contagem de células somáticas (CCS) em relação aos meses anteriores, o que reflete positivamente na remuneração ao produtor. A dieta do rebanho está sendo composta predominantemente por pastagens, complementadas por silagem, rações, feno e outros suplementos.  

Na de Passo Fundo, os animais apresentam escore corporal satisfatório. A nutrição dos rebanhos se baseou nas espécies forrageiras de inverno, complementadas pelo fornecimento de silagem e de ração concentrada. Referente ao aspecto sanitário, foram realizadas apenas as práticas preventivas de rotina. A produção de leite se manteve estável no período. 

Na de Pelotas, o limitado desenvolvimento das pastagens de inverno em parte das áreas tem exigido maior uso de suplementação alimentar e de silagem. Apesar disso, a produção está estável nas propriedades com melhor disponibilidade de forragem. Na de Porto Alegre, os rebanhos seguem em boas condições nutricionais. Em algumas áreas, o baixo desenvolvimento das pastagens cultivadas tem levado ao aumento do fornecimento de silagem de milho e bagaço de cevada. Há relato de infestação por carrapatos. 

Na de Santa Rosa, a oferta de forragem favoreceu a alimentação dos rebanhos e a manutenção da condição corporal das vacas em lactação. O predomínio de tempo seco proporcionou melhorias nas condições operacionais das propriedades, reduzindo o pisoteio excessivo e a formação de lama nas áreas de circulação dos animais e nos acessos às salas de espera para ordenha. De modo geral, não foram registrados eventos relevantes que comprometessem a produção leiteira no período. (Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA (11 A 17 DE JUNHO DE 2026)
Na próxima semana, as temperaturas estarão em declínio e há possibilidade de geada. Na sexta-feira (12/06), o deslocamento de um sistema de baixa pressão, que evoluirá para uma frente fria, deverá deixar o tempo instável em praticamente todo o estado. Por conseguinte, há previsão de chuva em praticamente todas as regiões ao longo desses dias. Entre o sábado (13/06) e o domingo (14/06), o sistema se afastará, diminuindo sua influência sobre o território gaúcho. Assim, haverá chuva apenas em pontos isolados do estado, principalmente nas porções mais ao norte e próximas ao litoral. A partir do dia 14/06, as temperaturas estarão em declínio. Entre os dias 12/06 e 14/06, há possibilidade de ocorrência de rajadas de vento pontuais próximas ao litoral gaúcho. Entre a segunda-feira (15/06) e a quarta-feira (17/06), uma massa de ar mais seca e fria irá influenciar o tempo sobre todo o estado. Assim, o tempo voltará a ficar estável, e não há previsão de chuva significativa. Devido à queda de temperatura, entre os dias 15/06 e 17/06, há possibilidade de ocorrência de geada em algumas regiões do estado, com maior chance para as regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra. De forma geral, a figura mostra que os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 e 50 mm no período, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. Fonte: Simagro – Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos.