Porto Alegre, 11 de setembro de 2026 Ano 20 - N° 5.012
Sindilat/RS destaca gestão eficiente como caminho para fortalecer a produção leiteira
O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini, participou na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro, da programação da FeColônia, em Panambi, com a palestra “Eficiência na produção e gestão da propriedade leiteira”. A atividade contou com o apoio do Sicredi.
Durante a apresentação, Palharini abordou a importância de uma gestão cada vez mais profissionalizada para garantir a sustentabilidade econômica das propriedades e a permanência das famílias na atividade leiteira. Ele destacou que conhecer os custos de produção, acompanhar os indicadores da atividade e buscar maior eficiência nos processos são medidas fundamentais diante dos desafios enfrentados pelo setor.
Palharini também ressaltou que a eficiência não está relacionada apenas ao aumento da produção, mas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, à organização da propriedade e à tomada de decisões baseada em informações confiáveis.
“A atividade leiteira exige planejamento, controle e capacidade de adaptação. O produtor precisa conhecer seus números e avaliar onde estão as oportunidades de melhorar os resultados da propriedade”, destacou.
A participação do Sindilat/RS na FeColônia reforçou a importância da aproximação entre produtores, indústrias, entidades e demais agentes da cadeia produtiva. Para Palharini, a integração do setor e a troca de conhecimento são essenciais para fortalecer a produção de leite e ampliar a competitividade da atividade no Rio Grande do Sul.
Realizada no Ginásio Municipal, a palestra integrou a programação da FeColônia, evento voltado à valorização da produção, da cultura e das potencialidades regionais. A 16ª FeColônia segue até domingo, 13 de setembro, no Parque Municipal Rudolfo Arno Goldhardt, em Panambi.
Com entrada gratuita, o evento reúne mais de 90 expositores e conta com agroindústrias familiares, artesanato, flores, gastronomia, atrações culturais e atividades voltadas à valorização do meio rural.
Fonte: Sindilat/RS
Uruguai: exportações de lácteos caem 29% em agosto com forte retração da Argélia
As exportações de produtos lácteos do Uruguai somaram US$ 64 milhões em agosto, uma queda de 29% em relação aos US$ 90 milhões registrados no mesmo mês de 2025.
O resultado foi marcado pela forte retração das vendas para a Argélia, que afetou o desempenho do setor.
De acordo com o relatório mensal de comércio exterior do Uruguay XXI, os lácteos representaram 6% das exportações do país no mês e ocuparam a quarta posição entre os principais produtos vendidos ao exterior, atrás da carne bovina, da celulose e da soja.
O principal fator por trás da queda foi a Argélia, cujas compras despencaram 88% na comparação anual, passando de US$ 41 milhões em agosto de 2025 para apenas US$ 5 milhões no mesmo mês deste ano.
A diferença representa uma perda de US$ 36 milhões em apenas um ano e foi muito superior aos aumentos registrados conjuntamente em outros mercados que apresentaram maior dinamismo, como Brasil, México, Venezuela e Arábia Saudita.
Queda da Argélia reorganizou os principais destinos
As vendas de produtos lácteos para a África recuaram 64% em agosto na comparação anual, principalmente devido ao desempenho da Argélia e à interrupção das compras da Costa do Marfim, que havia importado US$ 2,2 milhões em produtos no mesmo mês do ano passado.
Nesse contexto, o Brasil se consolidou como o principal comprador de lácteos uruguaios, com participação de 30%. As vendas alcançaram US$ 20 milhões, crescimento de 13% em relação a agosto de 2025.
O maior avanço ocorreu no México, que subiu para a segunda posição, com participação de 9%, após suas compras aumentarem 238% na comparação anual, chegando a US$ 6 milhões. A forte retração fez com que a Argélia caísse para a terceira posição, respondendo por apenas 8% das vendas, apesar da importância que historicamente mantém nas exportações do setor.
A Venezuela, por sua vez, ficou na quarta posição, com participação de 7%, após aumentar suas compras em 243%, para US$ 5 milhões.
O crescimento volta a colocar o mercado venezuelano entre os destinos de maior dinamismo, depois de ter sido, anos atrás, o principal comprador de leite em pó uruguaio.
A Arábia Saudita completou a lista dos cinco principais destinos, também com participação de 7%, após ampliar suas compras em 57%, para US$ 4 milhões.
Em relação ao leite em pó integral, durante agosto foram exportadas quase 11 mil toneladas, a um valor médio de US$ 3.720 por tonelada, praticamente sem alterações em relação ao preço médio registrado em julho, quando os embarques haviam alcançado quase 18 mil toneladas.
Crescimento acumulado recua para 1%
O desempenho negativo de agosto também começou a se refletir no resultado anual. Entre janeiro e agosto, as exportações de produtos lácteos totalizaram US$ 575 milhões, apenas 1% acima do registrado no mesmo período de 2025. Apesar da forte queda em agosto, a Argélia se manteve como o segundo principal destino dos produtos lácteos uruguaios no acumulado do ano, com participação de 26%. O Brasil continuou liderando o ranking, concentrando 30% das vendas e acumulando exportações de US$ 173 milhões, valor 12% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Entre os mercados que apresentaram maior crescimento também aparecem México, Venezuela e Arábia Saudita, embora ainda com valores significativamente inferiores aos dos dois principais compradores. No acumulado do ano, esses países somaram US$ 30 milhões, US$ 22 milhões e US$ 21 milhões em compras, respectivamente.
EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1936 - 10/09/2026
BOVINOCULTURA DE LEITE
Em alguns locais, o excesso de umidade e o acúmulo de barro nas proximidades das áreas de manejo têm comprometido os corredores de acesso, as áreas de cochos, os bebedouros e as instalações, dificultando pesagens, vacinações e apartações e aumentando o risco de acidentes com animais e operadores.
No entanto, devido à redução das chuvas e à estabilização das condições meteorológicas em parte do Estado, observa-se melhora gradativa nas condições de manejo e na oferta de pastagens, com reflexos positivos sobre a produção e a alimentação dos rebanhos.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições meteorológicas e das pastagens proporcionaram leve melhoria na produção em algumas propriedades na Campanha, sendo também importantes para a breve redução no consumo das reservas de feno e silagem, que têm sido bastante demandadas em razão das intempéries do outono e inverno.
As condições ambientais do período também favoreceram o acesso aos potreiros com pastagens em solos mais pesados, que necessitam de maiores intervalos de tempo seco para a satisfatória drenagem.
Os primeiros pastejos em áreas de trevo implantadas neste ano ainda não estão impactando a produção de leite, pois as plantas apresentam baixo teor de matéria seca, sendo esperado melhor equilíbrio na composição das pastagens a partir do início da primavera.
Na de Caxias do Sul, houve dificuldade de manejo no início do período em função das chuvas.
A disponibilidade de volumosos contribuiu com a manutenção corporal e possibilitou a redução da quantidade de silagem fornecida.
Na de Ijuí, o volume da produção aumentou.
No município sede, houve relatos de infestações de carrapato.
Na de Pelotas, em Arroio do Padre, Herval, Pedras Altas e São Lourenço do Sul, os dias
ensolarados favoreceram o manejo dos animais, a recuperação dos acessos e o início dos
preparativos e da transição para as pastagens de verão.
Em Jaguarão, observa-se leve aumento na produção em função da melhora dos campos.
Em Canguçu, os produtores já utilizam silagem e concentrados e começam a adquirir sementes de verão.
Nas de Santa Maria e Santa Rosa, os rebanhos apresentaram melhora gradativa devido ao tempo estável. As chuvas moderadas mantiveram o solo firme, reduzindo o estresse causado pelo excesso de lama e favorecendo o consumo das pastagens de inverno, principalmente azevém e trigo. Com a maior oferta de pasto, houve diminuição no uso de alimentos conservados e concentrados, mantendo-se apropriado o desempenho produtivo.
As condições sanitárias também estão favoráveis, com baixos índices de mastite e rotina de
ordenha eficiente. (As informações são da Emater/RS adaptadas pelo Sindilat/RS)
Jogo Rápido
PREVISÃO METEOROLÓGICA DE 10 A 16/09/2026
Nos próximos dias, há previsão de chuva em diferentes localidades do território
gaúcho. Em 11/09 (sexta-feira), o deslocamento de um sistema de baixa pressão deverá aumentar a nebulosidade e favorecer a ocorrência de instabilidades em diversas regiões do Estado, com rajadas de vento e chuva de maior volume para o dia 11/09. Entre 12 (sábado) e 13/09 (domingo), o sistema deverá começar a se afastar, reduzindo sua influência sobre o Rio Grande do Sul, e a chuva ficará restrita a pontos isolados, com predomínio de tempo estável na maior parte do Estado. No dia 14/09 (segunda-feira), os efeitos da circulação atmosférica deverão favorecer o transporte de umidade para a Região Nordeste do Estado, onde há previsão de chuva isolada; nas demais áreas, não há previsão de precipitação significativa. No dia 15/09 (terça-feira), o avanço de uma nova frente fria pelo oceano poderá provocar instabilidade no Litoral Gaúcho e em áreas adjacentes, com possibilidade de chuva nessas regiões. No dia 16/09 (quarta-feira), a atuação de um sistema de alta pressão deverá restabelecer as condições de tempo estável e provocar queda das temperaturas em grande parte do território gaúcho, sem chuva significativa. De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 100 mm ao longo da semana. (As informações são do Simagro – Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos adaptadas pelo Sindilat/RS)













Foto: Gisele Ortolan / Fonte: Sindilat/RS

