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Porto Alegre, 07 de julho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.076

 

 SINDILAT NEGOCIA EXPORTAÇÃO DE LÁCTEOS COM A RÚSSIA 

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Alexandre Guerra, viaja na tarde desta segunda, dia 6, a Moscou, na Rússia, para tentar habilitar indústrias do estado a exportar mais produtos lácteos ao país. Ele acompanha a missão empresarial liderada pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que está em Tóquio e deve chegar na terça, dia 7, a Moscou.

De acordo com o Sindilat/RS, atualmente o estado embarca queijo e manteiga para a Rússia, em pequena quantidade. O setor quer trilhar o mesmo caminho seguido pelas indústrias brasileiras de carne, valendo-se do embargo russo à União Europeia e aos Estados Unidos para ganhar espaço.

- Apesar de a Rússia não estar em um momento econômico muito bom, temos que aproveitar esta oportunidade - disse o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini

Segundo ele, a busca por novos mercados se tornou ainda mais importante num momento em que o consumo doméstico é afetado pela crise econômica no Brasil.

- Todos os segmentos estão sentindo. As pessoas não deixam de consumir, mas dão preferência a produtos mais baratos, e isso tem um impacto - explicou. A delegação brasileira, que também inclui representantes do Senado e da Câmara dos Deputados, terá agenda na Rússia a partir desta quarta, dia 8. Estão previstas reuniões com autoridades, visitas técnicas a supermercados e um encontro empresarial da Cadeia de Proteínas. De acordo com Palharini, o Sindilat/RS espera que a viagem resulte em avanços concretos, como a inclusão de novos produtos lácteos na pauta de importação da Rússia com o Brasil e a habilitação de plantas gaúchas do segmento.
Hoje, ainda conforme o Sindilat/RS, apenas a unidade da Lactalis (comprada em 2014 da BRF) localizada em Teutônia está autorizada a embarcar produtos lácteos para a Rússia. A expectativa é de que outras duas plantas recebam esta permissão: a CCGL de Cruz Alta e a Dália Alimentos da cidade de Encantado.

- Já houve vistoria e a documentação já saiu do governo brasileiro, então depende dos russos agora. Estamos bastante otimistas. Queremos aproveitar o apoio da ministra para sair da etapa burocrática e ir para a etapa comercial - disse Palharini.

De acordo com o Sindilat/RS, o Rio Grande do Sul produz mais de 4,8 bilhões de litros leite por ano, um crescimento de 95% ao longo da última década. Além de aumentar o volume de exportação de queijo e manteiga, o estado pretende explorar a venda de leite condensado saborizado, que é bastante consumido na Rússia. O presidente do Sindilat/RS retorna ao Brasil no dia 11 de julho

O cronograma da delegação brasileira ainda inclui uma reunião com uma agência de marketing local, solicitado pela ministra Kátia Abreu. O objetivo, segundo Palharini, é que os profissionais locais mostrem ao Brasil qual seria a melhor estratégia para acessar o mercado russo. (Canal Rural)

 
 
 
"Notificar uma enfermidade é importante"

Luis barcos, Representante Regional da OIE para as Américas

Comunicar imediatamente à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de alguma enfermidade em um país-membro será uma ação possível com o World Animal Health Information System (Wahis) - sistema mundial de informação sobre sanidade. O aplicativo, disponível pela internet, permitirá o acesso aos usuários autorizados, em tempo real, a dados sobre a condição dos países. Nesta entrevista, Luis Barcos, representante da OIE para as Américas, afirma que o acesso mais fácil à informação é essencial para o desenvolvimento da sanidade animal no mundo.

Internet e aplicativos estão chegando para ajudar na vigilância sanitária? 
Estas tecnologias são utilizadas pela maioria das pessoas. Inclusive trabalhadores de fazendas têm seus smart-phones. Creio que seja uma forma de facilitar o acesso à informação e ao conhecimento. Além disso, a ideia é que haja a possibilidade de receber informação e também de enviar. Receber já é uma prática mundial e, agora, acreditamos que seja possível também reportar enfermidades.
Que diferença pode fazer essa via de duas mãos dos dados?
Atualmente, um pequeno produtor rural que reside em uma zona distante, para notificar uma enfermidade, na melhor das hipóteses, demora um ou dois dias, até chegar ao escritório do serviço veterinário. Com o smartphone, pode avisar sobre algo fora do normal e prevenir as autoridades. Pode ser que não haja nada, mas é um aviso. Então, parece-me que há um avanço enorme e há que se utilizar essa tecnologia. Será uma boa ferramenta. A notificação de uma enfermidade é um tema importantíssimo. É como avisar que há um incêndio. Tem de chamar os bombeiros para que o fogo não se espalhe. Com a notificação de enfermidades, é igual. O objetivo é avisar muito rápido para que se possa parar o foco e para que não se difunda. Por isso, se insiste tanto em notificar.
A OIE passou 15 dias avaliando o serviço veterinário oficial no Brasil. O que foi recomendado a partir da visita?
A principal recomendação foi que o Brasil não deveria só concentrar seus esforços no combate à febre aftosa. Mas também aproveitar a estrutura para atuar em enfermidades que afetam animais e humanos como tuberculose, brucelose, raiva e influenza. Outra recomendação dada foi trabalhar de forma mais coordenada com serviços veterinários estaduais e municipais.
O Brasil está em condições de iniciar esse trabalho?
Creio que sim. Estivemos em Brasília quando a presidente (Dilma Rousseff) anunciou o Plano de Defesa Agropecuária e percebemos que levaram em conta está recomendação da OIE, pois ela anunciou um trabalho muito mais estreito com Estados e municípios e também com o setor privado. Como resultado da recomendação, se firmou um ato de compromisso entre o governo do Brasil e setores privados.
Como o senhor vê a iniciativa do Paraná de buscar a retirada da vacina e do Rio Grande do Sul de trilhar o mesmo caminho para facilitar a conquista de mercados?
Eu diria que quando um país elimina uma doença e se passam cinco, sete, 10 anos sem foco, o produtor de gado se pergunta "por que sigo vacinando?". Mas a decisão não se pode tomar de forma isolada. O veredito final é do governo federal. Sem dúvida, quando passam muitos anos sem foco, há inquietude em parar de vacinar. É válido querer parar. Mas querer não é a única coisa. Tem de prevenir. Porque há países que não tiveram vacina por muitos anos e depois tiveram focos como Japão, Coreia do Sul e mesmo a Europa.
O senhor já esteve no Rio Grande do Sul?
Sim. O Rio Grande do Sul tem uma boa situação sanitária, mas tem de discutir o fim da vacinação com autoridades do Ministério da Agricultura. Isso é uma decisão do Brasil. O status do Rio Grande do Sul é excelente. Para tomar uma decisão de deixar de usar a vacina, há que fazer muitas coisas de vigilância, de qualidade de serviço veterinário, de controle de fronteiras, de identificação e movimentação de gado.
Agora que o RS tem certificado de zona livre de peste suína clássica, fica mais fácil conseguir o da aftosa?
A peste suína clássica é uma doença diferente e o sistema de produção de suínos tem suas características. Portanto, não é a mesma coisa, mas um certificado da organização sempre é válido. (Zero Hora)
 
 
PAS Leite divulga resultados no dia 17 
Após sete meses de treinamento, 13 produtores receberão do Sebrae e Senai certificado do Programa Alimentos Seguros -- PAS Leite Campo. O grupo, ligado à cooperativa Santa Clara, participou de projeto-piloto de implantação da metodologia no Estado. O produtor João Marcos Grespan, que tem 30 vacas e produz mil litros/dia, afirma que o PAS Leite aprimorou ainda mais a gestão. "Hoje tenho tudo cadastrado", disse. Os resultados obtidos serão apresentados dia 17 de julho, em Carlos Barbosa. (Correio do Povo)
 
 
 

SINDILAT CONVIDA
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal realiza, no dia 10 de julho, a audiência pública "Mercados e perspectivas para o futuro da produção leiteira do Brasil". O evento acontece às 14h, no auditório da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), em Ijuí (RS). O debate objetiva avaliar a situação atual e, especialmente, planejar ações para fortalecer e estimular a produção, garantindo a ampliação de mercados, o desenvolvimento de tecnologias e mais geração de renda. O evento contará com a participação de lideranças do setor, representantes do governo, senadores, deputados, prefeitos, vereadores e especialistas na área, além de produtores de todo o Estado.  Participe!
 
 
 

 

    

 

         

 

 

Porto Alegre, 06 de julho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.075

 

  Sindilat negocia exportações
Integrante de missão empresarial que viaja à Rússia, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, aposta no crescimento das exportações de produtos lácteos para o país. "Hoje, a exportação de lácteos brasileiros para a Rússia ainda é muito pequena. Precisamos abrir este mercado, considerado estratégico para o setor", observa o dirigente, que viaja na segunda-feira. 

A missão empresarial é liderada pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Hoje o Brasil exporta queijo e manteiga para o mercado russo. Um nicho considerado promissor é o de leite condensado saborizado, bastante consumido naquele país. A comitiva, que conta com parlamentares e representantes do governo federal, terá uma série de compromissos durante a semana, incluindo encontros empresariais, visitas técnicas a supermercados e reuniões com agências de publicidade. (Correio do Povo)

 
 
 
Conhecimento aplicado na prática

O produtor Sílvio Waier vê na filha mais velha, Denise, de 17 anos, a esperança de que a propriedade de 30 hectares da família será sucedida por uma quinta geração. Até o momento, ela tem correspondido. Aluna do curso técnico em Agropecuária na Escola Fronteira-Noroeste, a jovem já aplicou no local várias das técnicas aprendidas em aula. O período integral dedicado aos estudos dificulta a participação de Denise no dia a dia da propriedade, localizada em Lajeado Assombrado, interior de Santa Rosa. Mas aos finais de semana, a estudante ajuda a cuidar dos animais e já trouxe novidades na inseminação do rebanho leiteiro, como a sincronização de cio. 

A técnica faz com que os animais tenham o processo de gestação ao mesmo tempo, retomando o processo de lactação também no mesmo período. "Isso otimiza os processos na propriedade", conta. A família mantém um rebanho de 19 vacas, que produzem 480 litros de leite por dia. O ensino também permitiu inovações no pomar. Denise apresentou técnicas alternativas de combate a pragas da fruticultura. "Os pulgões sugam a seiva de todas as partes da planta. No segundo ano do curso técnico aprendemos como combate-los e ensinei minha família", conta. 

A técnica consiste na utilização de glicerina ou base de óleo mineral, aplicado na planta. Além do leite e das frutas, a família também cultiva soja, milho e trigo. 

A mãe, Janice, lembra que Denise queria colocar nos animais o número do brinco, e que, depois de grande, tomou a decisão de cursar o ensino técnico de forma madura. Para ingressar no curso, ela levou em conta não apenas a distância de poucos quilômetros até a escola. "Eu nasci e me criei aqui, e é onde quero continuar." (Correio do Povo)

 
 
 
 
Encontro avalia prioridades

Uma proposta com dez demandas prioritárias para a assistência técnica e extensão rural será elaborada hoje durante seminário na sede da Emater. Confirmaram presença o presidente da Anater, Paulo Guilherme Cabral, e o presidente da Asbraer, Argileu Martins. "Vamos ver o que precisa ser melhorado, falar de recursos, tecnologia e inovações", disse o presidente da Emater, Clair Kuhn.

O evento vai reunir gestores, profissionais, lideranças políticas, estudiosos e acadêmicos, com o objetivo de consolidar informações e propor diretrizes. Este é o primeiro de uma série de debates que a Frente Parlamentar de Assistência Técnica e Extensão Rural, da Câmara dos Deputados, vai realizar em todo o país. (Correio do Povo)

 
 

SINDILAT CONVIDA
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal realiza, no dia 10 de julho, a audiência pública "Mercados e perspectivas para o futuro da produção leiteira do Brasil". O evento acontece às 14h, no auditório da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), em Ijuí (RS). O debate objetiva avaliar a situação atual e, especialmente, planejar ações para fortalecer e estimular a produção, garantindo a ampliação de mercados, o desenvolvimento de tecnologias e mais geração de renda. O evento contará com a participação de lideranças do setor, representantes do governo, senadores, deputados, prefeitos, vereadores e especialistas na área, além de produtores de todo o Estado.  Participe!
 
 
 

 

    

 

 

         

 


 

Porto Alegre, 03 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.074

 

  Sindilat/RS vai à Rússia negociar exportação de lácteos
Presidente Alexandre Guerra acompanha missão empresarial liderada pela ministra Kátia Abreu
O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), Alexandre Guerra, viaja nesta segunda-feira (6) a Moscou, na Rússia, a fim de abrir mercados para a exportação de produtos lácteos do Rio Grande do Sul. Guerra acompanha a missão empresarial liderada pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que envolverá reuniões com lideranças do país, além de visitas técnicas. "Hoje a exportação de lácteos brasileiros para a Rússia ainda é muito pequena. Precisamos abrir este mercado, considerado estratégico para o setor", observa Guerra. Atualmente, o Brasil exporta para o mercado russo queijo e manteiga. Um nicho em potencial é o de leite condensado saborizado, bastante consumido naquele país.
De acordo com o presidente, o setor vem crescendo ano a ano e o excedente precisa ser exportado. Atualmente, o RS produz mais de 4,8 bilhões de litros leite/ano, um crescimento de 95% nos últimos dez anos.  Além disso, a cadeia láctea responde por 2,67% do PIB do Estado, representando R$ 8 bilhões, e movimenta mais de 105 mil produtores no Estado. "Só nesses primeiros cinco meses, entraram 52 milhões de quilos (ou 557 milhões/litros) de produtos lácteos vindos do exterior para concorrer com a produção nacional. Esse volume corresponde a 33 dias de produção do Rio Grande do Sul", alerta Alexandre Guerra.  
A comitiva, que contará com representantes do governo federal, Câmara dos Deputados e Senado, terá uma extensa agenda ao longo da próxima semana, envolvendo compromissos como encontro empresarial da Cadeia de Proteínas, visitas técnicas a supermercados e reuniões com agências de publicidade que trabalham com o setor alimentício. Pelo Sindilat/RS, acompanham os associados Raul Amaral (Cosulati) e Márcia Daltoé (Dália Alimentos). 
 
 
 
Leite é tema de reuniões na Farsul
Duas reuniões envolvendo a cadeia produtiva do leite aconteceram na quinta-feira (02/07), na sede da Farsul. Pela manhã, a Câmara Técnica do Conseleite-RS discutiu a elaboração de uma tabela de remuneração por qualidade ao produtor. À tarde, os participantes gaúchos da Aliança Láctea Sul Brasileira avaliaram os temas que foram abordados no último encontro que aconteceu em abril, também na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul. 
Mesmo que a implantação de uma tabela que remunere o produtor conforme a qualidade do produto ainda dependa da análise das direções das indústrias e aprovação dos demais integrantes do Conseleite-RS. A atividade serviu para estabelecer parâmetros que iram definir o valor a ser pago ao produtor. 
Conforme a proposta, a variação de gordura, proteína, células somáticas e células bacterianas irão determinar, dentro da tabela, se o produto está acima ou abaixo de um padrão, o que irá determinar o valor a ser recebido. O presidente da Comissão do Leite da Farsul e do Conseleite-RS, Jorge Rodrigues, lembra que o preço permanecerá determinado pelo mercado, "o valor continua estabelecido pela indústria. De acordo com a qualidade ele vai ter bonificação ou penalização a partir do preço mínimo", explica. 
O tema da reunião da manhã também foi tratado no encontro da tarde. A tabela de remuneração por qualidade é uma das três ações que serão apresentados pelos integrantes do Rio Grande do Sul na próxima reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, que acontece em Florianópolis, no dia 17 deste mês. Outro item é o da sanidade. O programa de incentivo à certificação de propriedade livre de brucelose e tuberculose, com participação do Fundesa, Secretaria da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul e Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento será mostrado aos outros dois estados que formam a aliança, Paraná e Santa Catarina. 
A capacitação e assistência técnica também foram incluídas entre os projetos que serão levados à capital catarinense. Ambos já estão sendo trabalhados. Rodrigues comenta que existiam diversos grupos e programas atuando nessa linha, mas, de forma independente. "O Senar-RS tem um programa, a Emater tem outro. Nossa proposta é reuni-los e ver como podemos somá-los, mantendo a participação de todos, completando espaços e não os tirando", projeta. Também existe a proposta de fortalecer e ampliar a realização de cursos de formação para criar profissionais para os tambos de leite. (Farsul)
 
 
BRF conclui venda da divisão de lácteos para Lactalis por R$ 2,1 bilhões

A BRF concluiu a venda da sua divisão de lácteos para a Lactalis do Brasil. O valor da transação foi de aproximadamente R$ 2,1 bilhões. A operação inclui a venda de 100% das ações de emissão da Elebat Alimentos, sociedade na qual foram contribuídos os direitos e obrigações relativos à divisão de lácteos da BRF.

O negócio foi anunciado em setembro do ano passado, com a assinatura de um memorando de entendimentos, que previa que o valor da transação era de R$ 1,8 bilhão, sujeito a determinados ajustes.

Segundo a BRF, os efeitos no resultado financeiro relacionados à operação estão em fase de apuração pela companhia e serão registrados nas suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre de 2015. (Estadão Conteúdo)

 
 
 

SINDILAT CONVIDA
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal realiza, no dia 10 de julho, a audiência pública "Mercados e perspectivas para o futuro da produção leiteira do Brasil". O evento acontece às 14h, no auditório da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), em Ijuí (RS). O debate objetiva avaliar a situação atual e, especialmente, planejar ações para fortalecer e estimular a produção, garantindo a ampliação de mercados, o desenvolvimento de tecnologias e mais geração de renda. O evento contará com a participação de lideranças do setor, representantes do governo, senadores, deputados, prefeitos, vereadores e especialistas na área, além de produtores de todo o Estado.  Participe!
 
 
 


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Porto Alegre, 02 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.073

 

  Cotação do leite tem alta de 2,3% 
Os preços do leite pagos aos produtores brasileiros em junho deste ano subiram 2,3% na comparação com o mês anterior, e alcançaram, em média, R$ 0,95 por litro, conforme levantamento da Scot Consultoria. O valor refere¬se ao leite entregue no mês de maio aos laticínios. Pesquisa do Cepea/Esalq indicou alta de 2,2% nos preços pagos aos produtores entre maio e junho. Segundo o Cepea, a média ponderada dos preços do produto captado nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Bahia ficou em R$ 0,9537 por litro. 
 
O valor não inclui nem frete nem impostos. A alta reflete o período de entressafra do leite no país. Rafael Ribeiro, analista da Scot, observa, contudo, que a valorização tem sido inferior a anos anteriores nesse mesmo período. Nos seis primeiros meses deste ano, por exemplo, o leite ao produtor subiu 6% enquanto no primeiro semestre de 2013, a alta foi de 12,5%. Isso se deve, segundo ele, ao excesso de leite no mercado e ao cenário de demanda por lácteos aquém do esperado, de acordo com Ribeiro. Ele afirma que há pressão no consumo principalmente de produtos como iogurte e queijos, que têm preços mais altos. 
Também começa a crescer a oferta de leite no Sul do país, onde a produção tem ciclo diferente por conta de pastagens de inverno. Conforme o índice de captação de leite da Scot, em maio o indicador aumentou 0,6% em relação a abril. Dados preliminares mostram avanço de 1,2% no índice em junho sobre maio. O levantamento da Scot também mostrou aumento dos preços do leite longa vida em São Paulo. No atacado, saiu de R$ 2,25 o litro em maio para R$ 2,29 em junho, segundo a pesquisa. No varejo, saiu de R$ 2,76 o litro em maio para R$ 2,88 no mês passado. 
Ribeiro estima que o mercado deve ficar firme até agosto em decorrência da entressafra, mas os aumentos devem ser "mais comedidos". Segundo ele, 57% dos laticínios ouvidos na pesquisa da Scot esperam alta do preço ao produtor em julho, 40% acreditam em manutenção e 3% em queda. (Valor Econômico)
 
Parlamentares e entidades defendem a valorização dos fiscais agropecuários 
A Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo debateu, em audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (2), a valorização da defesa e inspeção de produtos de origem animal e vegetal do Rio Grande do Sul. Entidades são contra a terceirização da fiscalização agropecuária.
O deputado Gabriel Souza (PMDB), proponente do debate, destacou que objetivo do encontro foi de trazer à Assembleia Legislativa um assunto que está diretamente relacionado ao dia a dia de todo cidadão brasileiro, que é a sanidade e a qualidade dos produtos de origem animal e vegetal que chegam às mesas da população. "A qualidade dos alimentos passa, muito, pelas mãos dos senhores e senhoras, fiscais agropecuários, tanto estaduais quanto federais", sublinhou o parlamentar, ao agradecer a participação de todos na audiência pública.
Encaminhamentos
Entre os encaminhamentos surgidos do encontro estão:
- Agendamento de audiências com o secretário de Agricultura do Estado, Ernani Polo, e com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para tratar das questões que envolvem a defesa e inspeção de produtos de origem animal e vegetal, demandadas pelas entidades presentes no debate.
- Protocolar requerimento de audiência pública para tratar do abigeato no Estado
- Levar adiante, no Parlamento, a discussão sobre o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI). 
O deputado Elton Weber (PSB) sublinhou a importância do tema em debate, destacando como fundamental a valorização dos profissionais que desempenham a tarefa de garantir a fiscalização de produtos de origem animal e vegetal. Ele solicitou atenção especial para a agroindústria familiar.
Altemir Tortelli (PT) defendeu o fortalecimento da estrutura econômica dos agricultores e elogiou a iniciativa do debate sobre a fiscalização dos produtos, justamente com aqueles que são os responsáveis pela aferição da qualidade e sanidade dos produtos, que são os fiscais.
Defesa da sanidade e valorização dos fiscais
O presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), Antônio Augusto Medeiros, ressaltou a importância da discussão, justamente no momento em que surgem questionamentos sobre o tamanho do Estado e a necessidade de qualificar os serviços de inspeção para atender as demandas dos mercados consumidores nacional e mundiais.
"A atividade do setor agropecuário passa pelos produtores, mas também pelos servidores e profissionais que trabalham na defesa e inspeção dos produtos, buscando garantir a sua qualidade e sanidade", alertou, ao defender que a categoria tenha uma carreira específica, garantindo que o Estado cumpra o seu papel de zelar pelos produtos que chegam aos consumidores.
Fernando Groff, representante da Secretaria de Agricultura e Pecuária RS, considera a questão da sanidade como sendo estratégica para o Estado, como forma de garantir a segurança alimentar. Para ele, a sanidade deve ser sempre tratada de forma técnica e por profissionais qualificados.
O representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Bernardo Todeschini, salientou a importância e a participação dos produtores nas discussões sobre a sanidade animal e vegetal. "A saúde animal e inocuidade dos alimentos devem ser encaradas como bens públicos", argumentou.
Para o representante da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Luiz Pita Pinheiro, é fundamental o debate sobre a defesa e inspeção agropecuária e advertiu que os mercados consumidores mundiais exigem produtos de qualidade, garantidos na sua origem.
A delegada Sindical da Anffa-RS, Consuelo Paixão Côrtes, frisou a importância do debate e criticou a hipótese de terceirização da fiscalização agropecuária por parte do governo federal. Para ela, o fiscal somente poderá exercer corretamente sua função, de fiscalizar, se trabalhar com isenção, e esta fiscalização é "dever do Estado, pois trata de saúde pública".
Maria Angélica Zolim, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinário do Rio Grande do Sul (SimvetRS), criticou a falta de diálogo entre o governo e os fiscais federais e defendeu que todas as indústrias de alimentos, desde a pequena agroindústria até as grandes empresas, sejam fiscalizadas como forma de garantir que os produtos cheguem aos consumidores com a garantia dada pelo Estado, por meio da fiscalização agropecuária. (Assembleia Legislativa)
 

 

Publicado novo regulamento de defesa sanitária animal do Estado
Foi publicado, na última segunda-feira (29), o novo decreto que dispõe sobre a adoção de medidas de defesa sanitária animal no Rio Grande do Sul.  O decreto 52.434 de 26 de junho de 2015 revoga o decreto anterior 50.072 de fevereiro de 2013 e regulamenta a Lei 13.467 de 16 de junho de 2010.  
Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal, Marcelo Göcks, o texto divulgado no Diário Oficial do Estado apresenta algumas atualizações importantes sobre o decreto anterior.  Entre as mudanças propostas, pode ser citada a possibilidade de advertir infratores em uma primeira ocorrência de algumas infrações, com caráter mais educativo e que possibilita uma aproximação de produtores com o Serviço Veterinário Oficial.
O novo decreto também facilita o cumprimento da legislação para a realização de eventos de aglomeração, com o intuito de reduzir os eventos oficiosos e permitir um melhor acompanhamento dessas aglomerações, fato importantíssimo para as ações de monitoria de doenças de controle oficial.
Também destaca-se a definição das obrigações de prestadores de serviços agropecuários e a inclusão de medidas sanitárias como retorno à origem e transporte e descarregamento de produtos apreendidos por conta do infrator. 
 
As principais alterações do novo decreto em relação ao revogado  são:
 
- Foi excluída a lista de doenças notificáveis e de controle oficial. Passam a constar em Instrução Normativa, o que facilita as eventuais alterações;
 - Prevê a possibilidade de aplicar sanções a agropecuárias que comercializam aves vivas;

- Define claramente as obrigações de profissionais que atuam na agropecuária, como os médicos veterinários habilitados nos diferentes programas sanitários;

- Melhora o fluxo para realização de eventos de aglomeração com redução dos prazos de 30 dias para 15 dias para cadastro, 07 dias para solicitação de autorização do evento e 05 dias para comprovação de recolhimento de taxas;

- Estabelece a obrigatoriedade de informar as ocorrências sanitárias e os dados de comercialização dos eventos de aglomeração;

- Altera os itens a serem observados na fiscalização para cadastro e autorização de eventos de aglomeração;

- Inclui a possibilidade de advertência a infratores que sejam réus primários e não tenham agido com dolo ou má fé para os casos de não observância de cadastro de propriedade, declaração de inventário, atualização de inventário de rebanho, execução de medidas sanitárias, aplicação de antiparasitários, cadastro de promotor de evento e prestação de informação de eventos de aglomeração;

- Inclui medidas sanitárias aplicáveis como retorno da carga à origem, determinação de transporte, transbordo ou descarregamento de subprodutos apreendidos em local determinado com custeio por conta do infrator. (SEAPA)

 

SINDILAT CONVIDA
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal realiza, no dia 10 de julho, a audiência pública "Mercados e perspectivas para o futuro da produção leiteira do Brasil". O evento acontece às 14h, no auditório da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), em Ijuí (RS). O debate objetiva avaliar a situação atual e, especialmente, planejar ações para fortalecer e estimular a produção, garantindo a ampliação de mercados, o desenvolvimento de tecnologias e mais geração de renda. O evento contará com a participação de lideranças do setor, representantes do governo, senadores, deputados, prefeitos, vereadores e especialistas na área, além de produtores de todo o Estado.  Participe!
 
 
 
 

         

 

 

Porto Alegre, 01 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.072

 

  Leilão GDT: Leite em pó integral cai 10,8% e chega ao menor valor desde 2009

O resultado do leilão GDT desta quarta-feira (1/7) apresentou queda de -5,9% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.276/tonelada. É a oitava queda seguida que ocorre no preço médio dos lácteos no leilão GDT. 
O leite em pó integral apresentou forte queda, de 10,8%, sendo comercializado a um preço de US$ 2.054/tonelada. Tal valor é o menor preço do produto no Leilão GDT desde julho de 2009. 

O leite em pó desnatado também apresentou queda em seus preços (-5,8%), sendo cotado a US$ 1.875 tonelada. Pela quarta vez seguida, o leite em pó desnatado atingiu seu menor valor desde que passou a ser comercializado no leilão GDT, em 2010.

O queijo cheddar também apresentou queda, -4,9%, fechando o leilão a um preço médio de US$ 3.060/tonelada.

Gráfico 1. Histórico de preços do leilão GDT
Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também apresentaram fortes quedas, com o contrato de outubro apontando para um valor abaixo de US$ 2 mil/ton. No final do ano, os contratos indicam persistência de um cenário de preços baixos, com valores projetados de US$2.121/ton para dezembro, enquanto no leilão anterior, tal valor era de US$2.380/ton

Tabela 1 - Preços de leite em pó integral para entregas futuras

Fonte: gDT, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

Fazenda atende Mapa e libera recursos do seguro rural 2014

 

O Ministério da Fazenda "surpreendeu positivamente" a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e liberou R$ 390 milhões para o pagamento de apólices do seguro rural contratadas em 2014. A decisão atende reivindicação da ministra, que nos últimos meses intensificou as negociações para a liberação dos recursos.

"Foi um esforço pessoal da ministra Katia Abreu. Os recursos foram liberados em uma tacada só", comentou o secretário de Política Agrícola, André Nassar.

Com o repasse desses R$ 390 milhões ao ministério da Agricultura, fica equacionado o débito do governo com as seguradoras. (Assessoria de Comunicação Social do MAPA)

 
Obras de recuperação do Parque Assis Brasil já atingem 90%

Faltando pouco menos de dois meses para a 38ª edição da Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina, as obras de recuperação do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, estão quase 90% concluídas. Conforme o subsecretário do parque, Sérgio Bandoca Foscarini, elas deverão estar prontas até a primeira quinzena de julho.

Neste ano, a Expointer ocorre entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro. "A feira vai acontecer, e estaremos com o parque em dia tanto para receber expositores quanto o público que aqui vier", diz Foscarini. "Estamos trabalhando para que a Expointer ocorra atendendo às normas exigidas", destaca o subsecretário.

Em dezembro de 2014, a área sofreu destruições por conta de um vendaval com rajadas de até 129 km/h que atingiu a Região Metropolitana e prejudicou pelo menos 70% das instalações. Pavilhões como o da Área Internacional já foram recuperados.

Os trabalhos no Pavilhão do Gado de Corte estão na reta final. A expectativa é de que a partir da próxima semana se inicie a montagem das baias. Uma nova área de estacionamento está em construção, e a terraplanagem está em andamento. As obras são executadas pelo governo em parceria com o Sindicato da Indústria das Máquinas do RS (Simers), Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Crioulo (ABCCC) e Farsul.

Já no Pavilhão do Cavalo Crioulo, os trabalhos estão em ritmo acelerado. A ABCCC está finalizando mais um pavilhão que vai abrigar equinos e terá espaço para o público conferir o desfile dos campeões, boulevard e pista coberta para os leilões da raça. Os operários estão trabalhando 24 horas nas obras, que têm recursos aportados pela entidade.

O cercamento da pista de julgamento da raça Holandês foi recuperado, e o mesmo serviço será executado na pista central, onde acontecem julgamentos de animais e o desfile dos campeões. Estão em andamento obras para a Casa da Organização das Cooperativas do RS e do Espaço do Sindimate, que vai abrigar a Escola do Chimarrão.

Para adequar o Parque Assis Brasil às normas de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiros, a administração está recolocando 220 caixas de luz na altura sugerida pela corporação e separando a fiação subterrânea da canalização que escoava o esgoto. A expectativa é de que o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) do parque seja liberado nos próximos dias.

Nesta quinta-feira (2), a Comissão de Infraestrutura deverá se reunir com a equipe da Secretaria de Obras para pedir agilidade nos documentos necessários para que o Assis Brasil receba a licença do plano. (SEAPA)

Há mais que sabores no Festiqueijo 2015, que começa amanhã em Carlos Barbosa. A Associação Comercial e Industrial aproveita o fluxo de pessoas para promover a Feira de Compras para pequenos fabricantes. 
 

 

    

 

         

 

 

Porto Alegre, 29 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.070

 

  Setor lácteo gaúcho recebe financiamento de R$ 89 milhões do BRDE

Sindilat/RS participou da solenidade de assinatura dos convênios, nesta segunda-feira, no Palácio Piratini

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), Alexandre Guerra, participou nesta segunda-feira (29) da assinatura de convênios no valor de R$ 89,3 milhões, junto ao BRDE. A solenidade contou com as presenças do governador José Ivo Sartori e do vice-presidente do BRDE, Odacir Klein. Os convênios irão beneficiar projetos de três cooperativas ligadas ao sindicato: Cooperativa Santa Clara, Languiru e Cooperativa Central Gaúcha (CCGL). "Juntas, essas três cooperativas representam mais de 20% do leite produzido anualmente no RS e mais de 100 anos de história e trabalho", destacou o dirigente. Hoje, o Rio Grande do Sul é responsável pela produção de 4,8 bilhões de litros de leite por ano.
 
De acordo com Guerra, é importante destacar o trabalho realizado pelas três empresas a fim de obter a linha de crédito, que permitirá a ampliação do setor. "É preciso pensar no crescimento contínuo da indústria de lácteos. Temos o controle de nossos produtos, metas definidas e tradição. São mais de mais de cem mil famílias envolvidas com esses convêm", destacou. Lembrou ainda que 13 milhões de litros de leite passam pelo Sindilat/RS "Podemos dizer, com certeza, que o RS produz o melhor leite do Brasil", destacou.   
O governador também foi enfático: "O leite gaúcho é um dos melhores do país e o RS é o segundo estado no ranking nacional de produção de leite", relatou. (.DOC Assessoria de Comunicação - Assessoria de Imprensa do SINDILAT/RS)
 
 
Estudo não foi principal motivo para deixar de buscar trabalho, sugere IBGE
A decisão de estudar foi menos relevante que o componente demográfico para explicar o aumento da população que decidiu não trabalhar nos últimos anos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) tem perguntado aos entrevistados porque ele está fora do mercado de trabalho e entre 2012 e 2015 o percentual de pessoas que declarou como principal motivo o fato de "estar estudando" se alterou marginalmente, de 19% para 19,9% do total. O motivo que mais cresceu foi o de pessoas que se declararam muito jovens ou muito idosas para trabalhar ¬ aumento de quase 3 pontos percentuais. Para Naercio Aquino de Menezes Filho, professor e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, os dados mostram que os jovens não estão necessariamente parando de trabalhar para estudar e melhorar sua qualificação. "O argumento é que ele é muito jovem, não é pelo estudo", pondera ele.
 
Nos últimos anos, antes da crise atual, levantou-se o debate de que o aumento da renda familiar dos pais permitiu a um número maior de jovens parar de trabalhar para estudar e que esse movimento poderia ter um reflexo positivo para a produtividade, pois esse jovem voltaria ao mercado mais qualificado. Para Menezes Filho, a pesquisa reforça um cenário menos positivo. A renda dos pais, diz ele, pode ter ajudado o jovem que antes estava trabalhando a ficar em casa. "Antes, ele se achava jovem, mas mesmo assim ia trabalhar para ajudar a família. O motivo é a idade, não o estudo", pondera. Para ler a matéria na íntegra, acesse www.sindilat.com.br
 
 
 
Demanda de lácteos do Oriente Médio
Rasmus Malmbak Kjeldsen pode ser um executivo de uma companhia de lácteos europeia líder de mercado, mas ele também mantém um olho no preço do petróleo. O presidente da Arla Foods no Oriente Médio e África, que fica em Dubai, disse que a demanda de lácteos da região tem sido fortemente influenciada pelo preço do petróleo, que tem impulsionado ampla atividade econômica.
Com sua população em rápido crescimento e o crescimento nas rendas, os países no Oriente Médio e norte da África registraram uma rápida expansão de seus mercados de lácteos. "Muitos desses países são produtores de petróleo e durante os últimos quatro a cinco anos, temos visto um crescimento muito forte", disse ele.
A importância da região aumentou para grandes exportadores de lácteos, com o mercado internacional afetado pelas menores importações da China, enquanto enfrentam altos estoques e os preços dos lácteos em seu menor nível desde 2009.
Embora o comércio mundial de produtos lácteos tenha dobrado na última década, as importações do Oriente Médio triplicaram e as exportações para os cinco países na área de Maghreb aumentaram em 3,5 vezes, de acordo com dados do Centro Internacional de Comércio da Suíça.
Apesar de o crescimento não ter sido tão espetacular quanto foi na China, onde as importações aumentaram em 14 vezes no mesmo período, eles se tornaram importantes mercados para importantes exportadores, incluindo Nova Zelândia, Europa e Argentina.
Diferentemente da China e países do sudeste da Ásia, onde os produtos lácteos como leite e queijos são relativamente novos na dieta, a região do Oriente Médio e do norte da África têm tradição de consumir produtos lácteos, disseram analistas.Para ler a matéria na íntegre, acesse www.sindilat.com.br
 
 
 
Novas regras geram dúvidas
Mudanças nas regras do Suasa, previstas no decreto 8.471 e na Instrução Normativa (IN) 16, publicadas esta semana, preocupam médicos veterinários. Pelas novas regras, as agroindústrias de pequeno porte passarão a ter inspeção de cunho orientativo e não mais fiscalizatório. Os profissionais que atuam na inspeção reclamam que as informações não são claras. "Pelo que entendemos, tira uma série de exigências do produto artesanal", avalia a veterinária Andrea Troller Pinto, do Sindicato dos Veterinários do RS. A principal preocupação é com a qualidade dos alimentos. O chefe do Serviço de Inspeção dos Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura no RS, Leonardo Isolan, avalia que as novas regras vão facilitar a formalidade e comercialização de produtos da agricultura familiar. "As normas específicas serão editadas dentro de 90 dias, regulamentando a execução da atividade de fiscalização", comenta. (Correio do Povo)
 
 
 
Água 
A Castertech Fundição e Tecnologia, fabricante de peças fundidas das Empresas Randon, em Caxias do Sul, que aproveita águas da chuva captadas desde a fundação da empresa, em 2006, agora também capta do efluente tratado na Estação de Tratamento de Efluentes das Empresas Randon e usa nos processos industriais e em sanitários. O consumo médio mensal de água coletada da chuva é de 1.600 m3, e da reprocessada da ETE é de 2.600 m3, enquanto o de água tratada, que antes era usada nos processos de resfriamento, foi completamente eliminado, resultando em uma economia anual de R$ 220 mil. (Jornal do Comércio) 
 
 
 

 

    

 

         

 


 

Porto Alegre, 29 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.070

 

  Setor lácteo gaúcho recebe financiamento de R$ 89 milhões do BRDE

Sindilat/RS participou da solenidade de assinatura dos convênios, nesta segunda-feira, no Palácio Piratini

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), Alexandre Guerra, participou nesta segunda-feira (29) da assinatura de convênios no valor de R$ 89,3 milhões, junto ao BRDE. A solenidade contou com as presenças do governador José Ivo Sartori e do vice-presidente do BRDE, Odacir Klein. Os convênios irão beneficiar projetos de três cooperativas ligadas ao sindicato: Cooperativa Santa Clara, Languiru e Cooperativa Central Gaúcha (CCGL). "Juntas, essas três cooperativas representam mais de 20% do leite produzido anualmente no RS e mais de 100 anos de história e trabalho", destacou o dirigente. Hoje, o Rio Grande do Sul é responsável pela produção de 4,8 bilhões de litros de leite por ano.
 
De acordo com Guerra, é importante destacar o trabalho realizado pelas três empresas a fim de obter a linha de crédito, que permitirá a ampliação do setor. "É preciso pensar no crescimento contínuo da indústria de lácteos. Temos o controle de nossos produtos, metas definidas e tradição. São mais de mais de cem mil famílias envolvidas com esses convêm", destacou. Lembrou ainda que 13 milhões de litros de leite passam pelo Sindilat/RS "Podemos dizer, com certeza, que o RS produz o melhor leite do Brasil", destacou.   
O governador também foi enfático: "O leite gaúcho é um dos melhores do país e o RS é o segundo estado no ranking nacional de produção de leite", relatou. (.DOC Assessoria de Comunicação - Assessoria de Imprensa do SINDILAT/RS)
 
 
Estudo não foi principal motivo para deixar de buscar trabalho, sugere IBGE
A decisão de estudar foi menos relevante que o componente demográfico para explicar o aumento da população que decidiu não trabalhar nos últimos anos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) tem perguntado aos entrevistados porque ele está fora do mercado de trabalho e entre 2012 e 2015 o percentual de pessoas que declarou como principal motivo o fato de "estar estudando" se alterou marginalmente, de 19% para 19,9% do total. O motivo que mais cresceu foi o de pessoas que se declararam muito jovens ou muito idosas para trabalhar ¬ aumento de quase 3 pontos percentuais. Para Naercio Aquino de Menezes Filho, professor e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, os dados mostram que os jovens não estão necessariamente parando de trabalhar para estudar e melhorar sua qualificação. "O argumento é que ele é muito jovem, não é pelo estudo", pondera ele.
 
Nos últimos anos, antes da crise atual, levantou-se o debate de que o aumento da renda familiar dos pais permitiu a um número maior de jovens parar de trabalhar para estudar e que esse movimento poderia ter um reflexo positivo para a produtividade, pois esse jovem voltaria ao mercado mais qualificado. Para Menezes Filho, a pesquisa reforça um cenário menos positivo. A renda dos pais, diz ele, pode ter ajudado o jovem que antes estava trabalhando a ficar em casa. "Antes, ele se achava jovem, mas mesmo assim ia trabalhar para ajudar a família. O motivo é a idade, não o estudo", pondera. Para ler a matéria na íntegra, acesse www.sindilat.com.br
 
 
 
Demanda de lácteos do Oriente Médio
Rasmus Malmbak Kjeldsen pode ser um executivo de uma companhia de lácteos europeia líder de mercado, mas ele também mantém um olho no preço do petróleo. O presidente da Arla Foods no Oriente Médio e África, que fica em Dubai, disse que a demanda de lácteos da região tem sido fortemente influenciada pelo preço do petróleo, que tem impulsionado ampla atividade econômica.
Com sua população em rápido crescimento e o crescimento nas rendas, os países no Oriente Médio e norte da África registraram uma rápida expansão de seus mercados de lácteos. "Muitos desses países são produtores de petróleo e durante os últimos quatro a cinco anos, temos visto um crescimento muito forte", disse ele.
A importância da região aumentou para grandes exportadores de lácteos, com o mercado internacional afetado pelas menores importações da China, enquanto enfrentam altos estoques e os preços dos lácteos em seu menor nível desde 2009.
Embora o comércio mundial de produtos lácteos tenha dobrado na última década, as importações do Oriente Médio triplicaram e as exportações para os cinco países na área de Maghreb aumentaram em 3,5 vezes, de acordo com dados do Centro Internacional de Comércio da Suíça.
Apesar de o crescimento não ter sido tão espetacular quanto foi na China, onde as importações aumentaram em 14 vezes no mesmo período, eles se tornaram importantes mercados para importantes exportadores, incluindo Nova Zelândia, Europa e Argentina.
Diferentemente da China e países do sudeste da Ásia, onde os produtos lácteos como leite e queijos são relativamente novos na dieta, a região do Oriente Médio e do norte da África têm tradição de consumir produtos lácteos, disseram analistas.Para ler a matéria na íntegre, acesse www.sindilat.com.br
 
 
 
Novas regras geram dúvidas
Mudanças nas regras do Suasa, previstas no decreto 8.471 e na Instrução Normativa (IN) 16, publicadas esta semana, preocupam médicos veterinários. Pelas novas regras, as agroindústrias de pequeno porte passarão a ter inspeção de cunho orientativo e não mais fiscalizatório. Os profissionais que atuam na inspeção reclamam que as informações não são claras. "Pelo que entendemos, tira uma série de exigências do produto artesanal", avalia a veterinária Andrea Troller Pinto, do Sindicato dos Veterinários do RS. A principal preocupação é com a qualidade dos alimentos. O chefe do Serviço de Inspeção dos Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura no RS, Leonardo Isolan, avalia que as novas regras vão facilitar a formalidade e comercialização de produtos da agricultura familiar. "As normas específicas serão editadas dentro de 90 dias, regulamentando a execução da atividade de fiscalização", comenta. (Correio do Povo)
 
 
 
Água 
A Castertech Fundição e Tecnologia, fabricante de peças fundidas das Empresas Randon, em Caxias do Sul, que aproveita águas da chuva captadas desde a fundação da empresa, em 2006, agora também capta do efluente tratado na Estação de Tratamento de Efluentes das Empresas Randon e usa nos processos industriais e em sanitários. O consumo médio mensal de água coletada da chuva é de 1.600 m3, e da reprocessada da ETE é de 2.600 m3, enquanto o de água tratada, que antes era usada nos processos de resfriamento, foi completamente eliminado, resultando em uma economia anual de R$ 220 mil. (Jornal do Comércio) 
 
 

 

    

 

 

         

 
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Porto Alegre, 26 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.069

 

  Importação de lácteos sobe 37% e já preocupa indústria

As importações brasileiras de lácteos cresceram 37% em volume nos primeiros cinco meses do ano na comparação com 2014 e esse cenário já afeta o dia a dia das empresas que atuam no segmento de leite em pó no Brasil. Isso porque o produto é o item mais representativo nas importações nacionais.

Conforme dados da Secex, compilados pela consultoria MilkPoint, de janeiro a maio, o Brasil importou 53.307 toneladas de lácteos, 37,1% acima das 38.873 toneladas de igual período em 2014. Uma fatia de 67,9% desse total se refere às importações de leite em pó, especialmente do produto utilizado como matéria-prima pela indústria de alimentos. As importações de lácteos custaram US$ 177,208 milhões, 4,7% mais do que no mesmo intervalo de 2014.
 
Quando os volumes são transformados em equivalente leite, o avanço das importações entre janeiro e maio deste ano é mais expressivo: de 73,4% na mesma comparação, para 425,378 milhões de litros, segundo os cálculos da MilkPoint.

Apesar da alta do dólar, que normalmente desestimularia as importações, as compras de lácteos no exterior avançam em decorrência da queda dos preços no mercado internacional. No último leilão quinzenal de lácteos realizado em 16 de junho pela plataforma Global Dairy Trade (GDT), referência no mercado internacional, o leite em pó integral ficou em US$ 2.327 por tonelada. O valor é o menor desde janeiro deste ano e bem inferior ao recorde de US$ 5.245 por tonelada alcançado em abril de 2013, quando a demanda chinesa puxava os preços.

O resultado agora é que, mesmo com o dólar mais caro, o leite em pó importado chega ao Brasil com preços mais baixos do que o produto local. Enquanto o leite em pó destinado à indústria é negociado entre R$ 9,80 e R$ 9,90 o quilo no mercado doméstico, o importado chega pelo equivalente a R$ 9,20 (preços de maio), conforme levantamento da MilkPoint. "Está pressionando o mercado local", afirma Galan.

Outro efeito do aumento das importações é que algumas empresas que atuam no segmento de leite em pó estão tendo de buscar alternativas para driblar a concorrência com o produto importado. "As empresas começam a direcionar leite para fabricar outros produtos", acrescenta.
Um exemplo é a catarinense Coopercentral Aurora, que vende leite em pó fracionado para o varejo e também para o mercado institucional, isto é, indústrias de alimentos que utilizam o produto como matéria-prima.

De acordo com Leomar Somensi, diretor comercial da Aurora, o momento é mais favorável para o leite longa vida e para o queijo muçarela em termos de preços. Com isso, a empresa está reduzindo a secagem de leite para fabricar o produto em pó. Conforme levantamento da MilkPoint, o leite longa vida terminou a semana de 15 a 19 de junho em R$ 2,21 o litro, em média, no atacado, ante R$ 2,19 na semana anterior. A muçarela subiu para R$ 14,20 ante R$ 13,90 o quilo no período anterior.
Somensi afirma que esse desequilíbrio no mercado por conta da oferta de leite em pó importado acaba "segurando" os preços da matéria-prima. Normalmente, as cotações pagas ao produtor de leite estariam em alta, mas o mercado tem ficado estável, entre R$ 1,00 e R$ 1,10 o litro em Santa Catarina.
A mineira Itambé, joint venture entre a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) e a Vigor, também está produzindo mais leite longa vida neste momento de maior concorrência para o leite em pó. "Fizemos algum direcionamento do leite em pó para o longa vida, aproveitando o preço favorável [do UHT]", afirma Ricardo Cotta, diretor de relações institucionais da Itambé.

Ele observa, contudo, que a Itambé não tem sofrido tanto com a concorrência do leite em pó importado porque atua com força no segmento de produto destinado ao varejo, com marca, "o que garante estabilidade de preços". Além disso, o peso do leite em pó para o mercado institucional (indústria de alimentos) na receita da Itambé é pequeno, segundo Cota. "Em nossa estratégia de agregação de valor, temos um posicionamento forte de marca do leite em pó no mercado do Nordeste", acrescenta. A região é um dos principais mercados para a categoria no Brasil. (Valor Econômico)

 
 
 
Diretoria da Anvisa aprova regulamento sobre rotulagem de alergênicos
 
A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (24/6), a Resolução que trata dos requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.
 
Segundo o regulamento - que abrange alimentos e bebidas - os rótulos deverão informar a existência de 17 (dezessete) alimentos: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas) ; Crustáceos; Ovos; Peixes; Amendoim; Soja; Leite de todos os mamíferos; Amêndoa; Avelã; Castanha de caju; Castanha do Pará; Macadâmia; Nozes; Pecã; Pistaches; Pinoli; Castanhas, além de látex natural.
Com isso, os derivados desses produtos devem trazer a informação: "Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) ", "Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) " ou "Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados".
Já nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada dos alimentos (que é a presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, como no caso de produção ou manipulação), o rótulo deve constara declaração "Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) ".
Essas advertências, segundo a norma, devem estar agrupadas imediatamente após ou logo abaixo da lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo.
Os fabricantes terão 12 (doze) meses para adequar as embalagens. Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade. (Anvisa)
 
 
 
EUA: produção de leite alcançou nova marca em maio
Maio desse ano foi provavelmente o mês mais produtivo para o rebanho leiteiro dos Estados Unidos na história. A produção de maio de 2015 foi estimada em 8,32 bilhões de quilos, 1,4% a mais que em maio de 2014, de acordo com o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 18 de junho. A produção mensal de leite dos Estados Unidos tinha anteriormente alcançado o volume máximo de 8,16 bilhões de quilos em março de 2015 e maio de 2014.

O número de vacas leiteiras nos Estados Unidos foi estimado em 9,31 milhões de cabeças em maio de 2015, 58.000 cabeças a mais que em maio de 2014, e 3.000 cabeças a mais do que em abril de 2015. A produção mensal de leite por vaca ficou em média em 894,03 quilos em maio, 6,80 quilos a mais que em maio de 2014.

A produção de leite nos 23 estados de maior produção em maio foi estimada em 7,79 bilhões de quilos, 1,4% a mais que no ano anterior. A produção revisada de abril, de 7,54 bilhões de quilos, aumentou em 1,8% com relação a abril de 2014, e representou um aumento de 1,36 milhão de libras com relação à estimativa de produção do mês passado.
A produção de leite em maio com relação ao ano anterior declinou em Arizona, Califórnia, Novo México, Oregon e Texas, mas isso foi mais que compensado por ganhos em outros locais. Em uma base de porcentagem, os maiores ganhos foram em Dakota do Sul, Illinois, Iowa, Kansas e Wisconsin.
O número de vacas leiteiras nos 23 estados de maior produção foi estimado em 8,630 milhões de cabeças, 72.000 cabeças a mais que em maio de 2014 e 4.000 cabeças a mais do que em abril de 2015.
Reação do mercado
O analista de mercado do Rice Dairy, Jerry Dryer, disse que a produção total foi menor do que sua expectativa. O provável responsável por isso, disse ele, foi o menor aumento na produção de leite por vaca, em parte devido à menor qualidade da forragem e às menores receitas sobre os custos dos alimentos animais, que pode estar forçando os produtores a gastar menos em suplementos de ração.
Dryer disse que os números de vacas continuam aumentando e agora estão os maiores desde janeiro de 2009. À medida que os números de vaca e a produção por vaca continuam sendo construídas, há mais leite a caminho, disse ele.
Dave Kurzawski, da FCStone, e Eric Meyer, da HighGround Dairy, disseram que o relatório foi neutro com relação às suas expectativas. Segundo Kurzawski, a menor produção de leite por vaca do que o esperado compensou a maior produção de leite por vaca esperada, de forma que, embora a produção total de leite tenha sido menor do que suas estimativas, o relatório como um todo parece equilibrado.
Kurzawski disse que as estimativas não colocam peso adicional sobre os mercados, apesar da recente atividade de preços não parecer ter sido direcionada pela produção de leite de qualquer maneira.
Um aspecto interessante do relatório, disse ele, é que as variações regionais na produção de leite continuam sendo causadas por fatores ambientais, mais do que econômicos. A produção de leite por vaca está sob pressão à medida que a qualidade dos alimentos animais e o clima em certas regiões (chuvas no Texas e condições de seca na Califórnia e no Noroeste do Pacífico) criam algumas situações desafiadoras de produção. Isso não deverá mudar nos próximos meses. Em contraste, o clima em maio foi muito bom no leste do Rio Mississippi. No momento, o clima é fator decisivo para a produção de leite. (MilkPoint) 
 
 
 
Agricultura 
A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul completa 80 anos nesta sexta-feira. Responsável pelas políticas públicas de auxílio institucional e técnico a produtores, o órgão tem a missão de certificar e fiscalizar atividades agropecuárias e promover eventos. (Jornal do Comércio) 
 
 

 

         

 

Porto Alegre, 25 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.068

 

  Em dia de lançamento de Plano de Exportações, leite importado produz nova dor de cabeça para o governo
 
Números considerados alarmantes de compra no exterior de produtos lácteos provoca atrito
Assim que lançou, nesta quarta-feira (24), o Plano Nacional de Exportações por meio do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), o governo federal vê na escalada das importações de leite pelo Brasil verificada nos primeiros cinco meses do ano o surgimento de mais um problema nas relações com o Congresso Nacional.
Deputados de vários partidos ameaçam convocar ministros e pedir explicações sobre o fenômeno, que acontece ao mesmo tempo em que as exportações dos produtos lácteos despencam. 
Segundo dados do Sindicato dos Produtores de Leite do Rio Grande do Sul, em 2015 o Brasil já importou 52 milhões de quilos de produtos lácteos (leite in natura e em pó), 14 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado.
Já as exportações caíram 41% no mesmo período, ou seja, 22 milhões de quilos. O saldo negativo, de 29 milhões, representa a produção de 33 dias de leite provenientes das vacas gaúchas. Para o deputado Domingos Sávio (PSDB¬MG), há uma exagerada importação dos produtos. O parlamentar, oriundo do Estado que é o maior produtor de leite do País, articula a criação da Frente Parlamentar em Apoio aos Produtores de Leite e pediu, junto com colegas do PP e do DEM, a realização de uma reunião conjunta de produtores e deputados com os ministros da Agricultura, Kátia Abreu, das Relações Exteriores, Mauro Viera e do MDIC, Armando Monteiro. A primeira agenda da Frente é cobrar explicações do governo para o problema.
Já as exportações caíram 41% no mesmo período, ou seja, 22 milhões de quilos. O saldo negativo, de 29 milhões, representa a produção de 33 dias de leite provenientes das vacas gaúchas. 
Para o deputado Domingos Sávio (PSDB¬MG), há uma exagerada importação dos produtos. O parlamentar, oriundo do Estado que é o maior produtor de leite do País, articula a criação da Frente Parlamentar em Apoio aos Produtores de Leite e pediu, junto com colegas do PP e do DEM, a realização de uma reunião conjunta de produtores e deputados com os ministros da Agricultura, Kátia Abreu, das Relações Exteriores, Mauro Viera e do MDIC, Armando Monteiro. A primeira agenda da Frente é cobrar explicações do governo para o problema.
O Plano Nacional de Exportações, apresentado em cerimônia no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff, unifica as ações e estratégias do governo para ampliar as exportações, consideradas tímidas e desorganizadas. Enquanto o Plano era lançado, a Comissão de Agricultura da Câmara aprovava requerimento de autoria do deputado Luis Carlos Heinze (PP¬RS) para o envio de documentação aos ministros da Agricultura e do MDIC com dados da importação e exportação de leite. 
- Queremos que eles [os ministros] tomem ciência do que está ocorrendo e que ameaça a empregabilidade no campo. Vamos provocar providências para deter as importações, cujo volume está chegando ao limite estabelecido pela regulação do setor.
Para deputados da Comissão de Agricultura, há uma contradição entre o discurso da presidente Dilma no encerramento da cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Exportações e a realidade. O deputado Onix Lorenzoni (DEM¬RS) pediu ao governo olhos mais atentos aos produtores de leite brasileiros.
¬ A presidente afirmou que há o equivalente a 32 Brasis fora do nosso País que podem ser alcançados por meio de exportações. Seria bom, portanto, que ela olhasse para o problema de um produto que distribui renda e do qual dependem milhares de famílias no interior dos Estados produtores e que estão sofrendo não por não poder exportar, mas por sofrer o desajuste da importação
A importação de leite sem a contrapartida na exportação de lácteos vai provocar uma oferta muito grande do produto no país e a queda no preço principalmente junto aos atacadistas. Essa é a avaliação de produtores de leite do Rio Grande do Sul, o segundo maior exportador do país. Para eles, a falta de ação do governo para equilibrar a balança dos lácteos prejudicará principalmente o produtor rural.
O assunto é o mais novo ponto de atrito do governo no Congresso Nacional onde deputados de vários partidos querem ouvir três ministros para que eles expliquem a política adotada para o setor, que segundo eles, está premiando produtores de países vizinhos e prejudicando os nacionais. Os números ruins do leite foram divulgados no dia em que a presidente Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Exportação, a fim de incrementar a venda de produtos nacionais para o exterior.
O presidente do Sindilat (Sindicato dos Produtores do Rio Grande do Sul), Alexandre Guerra, explicou que o setor caminha "para um ano muito ruim para o setor industrial lácteo e consequentemente para os produtores de leite. Estamos falando em mais de 1 milhão de famílias"
Para os produtores, o resultado negativo na balança comercial de lácteos provavelmente não irá contribuir para a queda da inflação e sim para uma queda da renda no campo com menor movimento financeiro nos municípios, que, por sua vez, terão a arrecadação comprometida.
O Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo e em 2014 consumiu cerca de 13 milhões de quilos de queijo e outros 6,6 milhões de litros de leite do tipo longa vida. Cada brasileiro bebe em média 178 litros por ano, consumo abaixo dos uruguaios e argentinos. (Portal R7) 
 
 
 
Governo lança medidas para facilitar exportações
A presidente Dilma Rousseff deu vitória à ala desenvolvimentista do governo na queda de braço travada com a equipe econômica, nas últimas semanas, em torno do plano de estímulo às exportações. No quarto pacote econômico desde o início de junho, Dilma anunciou ontem que manterá intacto ¬ em R$ 1,5 bilhão ¬ o orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para o Proex Equalização, que prevê um aumento de 30% sobre a dotação do ano passado e vinha sofrendo ameaças de corte pelo Ministério da Fazenda. O programa dá aos exportadores condições de financiamento equivalentes às praticadas no mercado internacional.
"Mesmo em um momento de ajuste, vamos dar atenção especial ao Proex Equalização", afirmou a presidente, durante a cerimônia de anúncio do Plano Nacional de Exportações, no Palácio do Planalto. "Garantiremos o atendimento integral das demandas já apresentadas e projetadas até o final de 2015", disse Dilma.
O esforço faz parte da agenda positiva que o governo desenhou para enfrentar a crise econômica e política. Outros três pacotes ¬ o de concessões de infraestrutura, o de financiamento da safra agrícola e o de agricultura familiar ¬ já haviam sido lançados neste mês.
 
Entre as medidas anunciadas, no entanto, há decisões que já estavam tomadas desde o início do ano, como é o caso do Reintegra, e outras que são promessas futuras, como a devolução acelerada de créditos tributários aos exportadores. O Portal Único de comércio exterior, que consta como um dos cinco eixos do plano, existe desde o ano passado e está em processo de implementação. Para ler a matéria na íntegra, acesse www.sindilat.com.br
 
 
 
IBGE: captação de leite pela indústria cai 1,0% frente ao 1º trimestre de 2014

O IBGE liberou nessa quinta-feira (25/06) os resultados do 1º trimestre de 2015 das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais; Trimestral do Leite; Trimestral do Couro e Produção de Ovos de Galinha.

Segundo o Instituto, a aquisição de leite cru foi de 6,128 bilhões de litros, queda de 6,2% com relação ao 4º trimestre de 2014 e de 1,0% com relação ao 1º trimestre de 2014. A aquisição de unidades de couro cru inteiro de bovino foi de 8,111 milhões, com quedas de 7,7% sobre o trimestre anterior e 11,9% sobre o 1º trimestre de 2014.
Regionalmente, na comparação entre os primeiros trimestres de 2015/2014, a redução de 60,959 milhões de litros de leite teve como destaque as quedas em: Goiás (-44,500 milhões de litros), Minas Gerais (-23,041 milhões de litros), São Paulo (-19,141 milhões de litros) e Pará (-18,142 milhões de litros). Parte dessas quedas foi compensada por aumentos em outras unidades da federação, com destaque aos incrementos ocorridos em Santa Catarina (+50,098 milhões de litros), Paraná (+22,275 milhões de litros) e Mato Grosso do Sul (+11,091 milhões de litros). No ranking nacional da aquisição de leite, Minas Gerais segue na liderança, seguida por Rio Grande do Sul e Paraná.
Em termos estruturais, mais de 90% do leite captado no 1º trimestre de 2015 foi processado por laticínios que receberam mais de 1 milhão de litros de leite no trimestre, representados por menos de 1/3 das industrias lácteas que possuem registro em algum serviço de inspeção sanitária. Para ler a matéria na íntegra, acesse www.sindilat.com.br
 
Congresso reúne 1,1 mil pessoas 
A importância do volumoso na dieta de vacas leiteiras foi um dos assuntos abordados ontem, durante o último dia do 12˚ Simpósio do Leite de Erechim. O professor João Ricardo Pereira, da UEPG, destacou que durante os períodos de transição de inverno/ verão e verão/inverno, não há pastagens em quantidade e qualidade suficientes para manter a produção leiteira, razão pela qual é necessário conservar forragem. O evento reuniu 1,1 mil pessoas. (Correio Do Povo) 
 
 

 

    

 

         

 

 

Porto Alegre, 24 de junho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.067

 

  Presidente do Sindilat/RS faz balanço do setor no Simpósio do Leite

Evento ocorreu nesta terça e quarta-feira, em Erechim 

O presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, esteve nesta terça-feira em Erechim para participar da programação do Simpósio do Leite, no Parque da Accie. Em fórum de debates com representantes do setor, Guerra falou sobre os gargalos e as oportunidades do setor lácteo gaúcho e brasileiro. "Precisamos cobrar dos governos condições de estradas, energia elétrica e linhas de crédito para a melhoria da produtividade rural", destacou o dirigente. 

Guerra lembrou que, nos próximos dez anos, o país terá uma demanda de 36% a mais de alimentos, sendo necessária a adequação a um novo mercado, atendendo assim um público mais exigente e preocupado com questões como saúde, bem estar e sustentabilidade. Entre as necessidades do setor, enfatizou o controle da importação e a abertura de novos mercados, além da necessidade de valorização do produto gaúcho por parte do governo do Estado.

O presidente do Sindilat abordou ainda as ações das indústrias referentes ao controle e à rastreabilidade da matéria-prima, além da necessidade de manutenção dos créditos presumidos em 100% para não tirar a competitividade da indústria gaúcha. "Foi um importante debate para valorizar a qualidade do leite gaúcho, além de um espaço para a discussão de políticas de desenvolvimento do setor", destacou o dirigente. 

O debate contou com as presenças do presidente da Câmara Setorial do leite no Ministério da Agricultura, Rodrigo Alvim, do deputado Alceu Moreira e do diretor técnico do Senar, João Telles. (.DOC Assessoria de Comunicação - Assessoria de Imprensa do SINDILAT/RS)

 
 
Sem moeda podre no caixa
Será agora questão de tempo de regulamentação. Ou seja, para ter efeito prático, à medida que permite às indústrias de leite recuperar crédito presumido (a chamada monetização do crédito) acumulado desde 2010, depende só das regras que, espera-se, não demorem anos para sair. Longa batalha do setor, a possibilidade de resgatar, em dinheiro, os créditos acumulados, é uma mudança trazida com a sanção da medida provisória 668. Na visão dos defensores do projeto, é um mecanismo importante para que as empresas tenham fôlego financeiro. Autor da emenda original, o deputado federal Jerônimo Goergen (PPRS) avalia que esse recurso poderia ter ajudado a salvar muitas indústrias que, ao falirem ou entrarem em recuperação judicial, trouxeram prejuízo também para os produtores de leite:
- Esse crédito dá um capital de giro. A LBR (empresa atualmente em recuperação judicial) tinha, até 2013, cerca de R$ 500 milhões em haver.
Na prática, as operações de aquisição da matéria-prima geravam crédito presumido para as indústrias (de PIS/Cofins calculado sobre 60% do valor total da compra). Essa quantia, explica o secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (SINDILAT/RS), Darlan Palharini, era computada no balanço, mas não entrava de fato no caixa. Por isso era chamada de moeda podre
Na negociação para a emenda da medida provisória, reduziu-se o percentual de cálculo de 60% para 50%. Os laticínios também terão de fazer uma contrapartida, aplicando no mínimo 5% dos recursos para ações de assistência técnica.
- Vejo como uma vitória do setor. E irá fomentar a assistência técnica - afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindilat/RS.
A entidade deverá fazer levantamento do quanto as empresas gaúchas teriam a receber de 2010 para cá. Outro ponto importante da medida é que, a partir de agora, as cooperativas também poderão fazer esse resgate.
Caberá aos ministérios da Fazenda e da Agricultura a tarefa de regulamentar. Para o setor, quanto antes sair, melhor. (Zero Hora) 

Entidades unem-se contra PL
Com o objetivo de unir forças pela rejeição do PL 863/15, que retira benefícios fiscais concedidos em 2011 a empresas de 56 setores da economia nacional, executivos da ABPA, Sindipeças e Abimaq se reuniram, ontem, em São Paulo. Com previsão de votação na quinta-feira, o PL altera de 1% para 2,5% a alíquota de contribuição previdenciária sobre a receita bruta das empresas. Conforme o coordenador institucional da Frente Parlamentar Agropecuária da Câmara, Jerônimo Goergen, os setores representados temem que a mudança agrave a crise econômica. "Na origem, seriam apenas 12 os setores beneficiados. Aí o governo foi cedendo e o benefício acabou estendido a 56. Agora querem reonerar, mas esse não é o momento. Vai gerar demissões em massa e comprometer a economia", afirmou Goergen.  O presidente da ABPA, Francisco Turra, cobrou um estudo sério, que não beneficie quem não merece nem castigue setores que estão dando resultado. (Correio do Povo) 
 

 
Emenda beneficia educação rural
Uma emenda ao PL 287/2014, que institui o Plano Estadual de Educação, deverá beneficiar a educação no campo. O texto, de autoria do deputado Elton Weber, garante a implantação, em regime de colaboração, entre Estado e municípios, de ações que adotem a pedagogia de alternância e a interdisciplinaridade, viabilizando convênios e parcerias com Associações de Casas Familiares Rurais e Escola Agrícola, com vista à formação de agricultores familiares. O Estado tem hoje dez Efas e Casas Rurais. (Correio do Povo) 

 

Schroeder no Mapa
O nome do interventor Roberto Schroeder foi confirmado pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, como novo superintendente da pasta no Rio Grande do Sul. A informação foi dada à delegada da Anffa no RS, Consuelo Paixão Côrtes. (Correio do Povo)