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Porto Alegre, 18 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.695


Governo do RS lança 49ª Expointer, com foco em sustentabilidade ambiental e desafios econômicos

O governador Eduardo Leite participou, no final da tarde desta segunda-feira, do lançamento da 49ª Expointer, que ocorrerá entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, em Esteio, na Região Metropolitana. A cerimônia ocorreu no Palácio Piratini, em Porto Alegre, reunindo autoridades e representantes do setor.

Em seu pronunciamento, o governador enfatizou a relevância das negociações feitas na Expointer, destacando, ainda, a importância arrecadatória do evento ao Estado, assim como à tradição gaúcha. Também reforçou a expectativa de superar entraves econômicos, consequência de conflitos e tarifas internacionais, que podem repercutir na agropecuária.

“A Expointer, além de ser um momento de negócios e exposições, também representa cultura e alma do povo gaúcho. Além disso, é uma oportunidade de superar desafios, apontado qual será o futuro do nosso Rio Grande”, disse Eduardo Leite.

Outro diferencial é que 49ª edição será a Expointer “carbono neutro”, proposta da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), através de parceria com a empresa CRVR, que fará a doação dos créditos de carbono. Em outras palavras, haverá um inventário do consumo de energia elétrica, resíduos, manutenção e desmontagem de estruturas, entre outras emissões, além totens e QR Codes com informações de sustentabilidade ao visitantes. (Rádio Guaiba)


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT editado pelo Sindilat/RS

Empresas do Rio Grande do Sul devem fazer recadastramento junto à Receita Estadual até o final de setembro

Todas as empresas do Rio Grande do Sul devem realizar o recadastramento junto à Receita Estadual até o final de setembro. A medida, que integra o Programa Anual de Recadastramento da Receita Estadual, iniciou em 1º de maio para empresas do Simples Nacional e, a partir de agosto, passou a incluir estabelecimentos do regime geral de tributação.

De acordo com a instrução, todos os estabelecimentos contribuintes de ICMS no Rio Grande do Sul que estavam inscritos no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC/TE) até o final de 2025 devem cumprir com a obrigação, o que totaliza mais de 249,4 mil empresas. Ao todo, 36,6 mil delas concluíram o procedimento até 12 de agosto, o que representa apenas 14,7% do público-alvo.

A não realização no prazo implica em suspensão da inscrição estadual. Portanto, a recomendação é que as empresas façam o processo, que é 100% digital, o quanto antes para manter as obrigações em dia e evitar eventuais transtornos. É possível, por exemplo, que sejam necessários contatos adicionais com outros órgãos para atualizar determinados dados.

O que é verificado?  
O recadastramento verifica três informações: se a empresa se encontra em atividade; se os dados cadastrais estão corretos; e se o e-mail e o número de telefone celular do(a) representante no Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) são os atuais. O procedimento também é uma oportunidade para conferir a existência de contabilista registrado como responsável pela escrita fiscal do contribuinte no cadastro, conforme consta no Decreto 58.777/26.  

Caso haja informações desatualizadas, é preciso seguir as orientações indicadas na ferramenta. Inscrições sem indicação de contabilista responsável também estarão sujeitas à suspensão.  

As informações solicitadas são referentes às empresas e ao contato principal do(a) proprietário(a), além de contatos adicionais. Mais detalhes podem ser encontrados no site da receita

Serviço  
Quem deve fazer?  
O procedimento deve ser feito por todos os estabelecimentos contribuintes de ICMS no Rio Grande do Sul que estavam inscritos no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC/TE) até o final de 2025. Isso engloba as empresas do regime geral de tributação e do Simples Nacional. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) não estão sujeitos à obrigação.  
O procedimento deve ser feito por sócios ou administradores. Para os estabelecimentos do regime geral, é possível outorgar procuração eletrônica no Portal DTE para que a obrigação seja cumprida por outra pessoa.  

Como fazer?  
Empresas do Simples Nacional  
Prazo: 1º de maio a 30 de setembro.  
Canal: Aplicativo Minha Empresa, disponível gratuitamente (fazer login com a conta gov.br e clicar no banner Programa Anual de Recadastramento).  
Empresas do regime geral  
Prazo: 1º de agosto a 30 de setembro.  
Canal: Portal e-CAC da Receita Estadual, em “Meus serviços”.  

Painel de conformidade para contabilistas  
O Painel de Conformidade auxilia os contabilistas na gestão da situação fiscal dos contribuintes vinculados ao seu cadastro na Receita Estadual. Nele é possível consultar informações sobre as obrigações e, inclusive, confirmar se o recadastramento já foi feito ou não.  (Jornal do Comércio)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Demanda aquecida e menor relação estoque/consumo sustentam preços
Cepea, 17/08/2026 – As cotações do complexo soja avançaram no mercado doméstico, impulsionadas pela maior disputa entre consumidores internos e externos. Segundo pesquisadores do Cepea, as negociações foram favorecidas pela valorização do dólar frente ao Real, que aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. A relação entre estoque e consumo final da soja na safra 2025/26 deve atingir 33,5%, o menor percentual desde a safra 2022/23, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). De acordo com o Cepea, esse cenário reflete o crescimento da demanda global, impulsionado pelo aumento do consumo e das transações internacionais. Para a temporada 2026/27, as projeções iniciais indicam oferta ainda maior, mas a demanda deve continuar a avançar em ritmo acelerado. Com isso, a relação estoque/consumo final está estimada em 32,3%, inferior à da temporada atual. Esse movimento segue dando suporte aos preços do complexo soja, segundo o Cepea. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 17 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.694


MILHO/CEPEA: Mesmo com produção recorde, cotações no mercado interno seguem em alta

Cepea, 17/08/2026 – Os preços do milho seguem avançando no mercado brasileiro, mesmo com novas estimativas apontando possível safra 2025/26 recorde. De acordo com o Cepea, o movimento é sustentado pela sobretudo pela posição retraída de produtores, que limita o volume de negócios no spot.

Segundo o Centro de Pesquisas, os valores internacionais, que elevam a paridade de exportação, o atraso da colheita no Brasil, e as preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveis impactos do El Niño, também têm influenciado as altas.

Pesquisadores do Cepea destacam que compradores seguem ativos nas negociações para a recomposição de estoques, mas mantêm as ofertas abaixo das pedidas. Esses agentes acreditam que, com o avanço da colheita, o interesse de vendedores nas negociações pode aumentar. (Cepea)


El Niño poderá encarecer alimentos

O El Niño, que tem ganhado força neste segundo semestre, não deve afetar apenas a produção agrícola. Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, os efeitos podem chegar ao supermercado e pressionar os preços dos alimentos. O impacto, porém, será diferente entre as regiões e culturas.

No Brasil, o fenômeno costuma provocar mais chuva no Sul e tempo mais seco no centro-norte, justamente o cenário indicado pelas previsões para os próximos meses.

Para o pesquisador e professor do Insper Agro Global, Leandro Gilio, um dos principais problemas está na alteração das janelas de plantio e colheita. Um atraso na colheita da soja, por exemplo, pode empurrar para frente o plantio do milho safrinha e comprometer a produtividade da segunda safra.

É justamente o milho que mais preocupa Cesar Castro Alves, consultor de Agronegócio do Itaú BBA. Além do consumo direto, o cereal é matéria-prima para ração animal e etanol. Uma eventual redução da oferta, portanto, pode criar um efeito em cadeia, elevando custos para produtores de aves, suínos e outros segmentos de proteína animal.

No hortifrúti, o impacto poderá aparecer rapidamente. Frutas e hortaliças são mais sensíveis às condições de temperatura e umidade e podem sofrer tanto com excesso quanto com falta de chuva.

No Rio Grande do Sul, o excesso de precipitações merece atenção também na produção de leite e nas lavouras de trigo, segundo Castro Alves. Mas uma eventual queda da produção não necessariamente se transforma, na mesma proporção, em alta dos preços no caso dos panificados. Isso porque o Brasil tem forte dependência das importações, especialmente da Argentina, o que ajuda a amortecer parte de uma eventual quebra doméstica.

Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o cenário de chuvas tende a ser mais favorável à pecuária, com pastagens em boas condições.

Outro produto no radar é o café, acrescenta o consultor do Itaú BBA. A chuva em períodos importantes para a florada pode ser positiva, desde que ocorra na intensidade e no momento adequados. (Zero Hora)

LACTALIS: Carambeí ganha novo cartão-postal com a Casa da Holandesa da Batavo

Casa da Holandesa da Batavo é inaugurada em Carambeí e surge como novo ponto turístico para fotos, experiências, gastronomia e história.

A Casa da Holandesa da Batavo foi inaugurada em Carambeí e passa a integrar os atrativos turísticos do município, unindo tradição holandesa, história e gastronomia em um novo espaço pensado também para fotos e experiências dos visitantes.

A inauguração reuniu integrantes do Conselho Municipal de Turismo de Carambeí e representantes da Associação dos Produtores de Tortas de Carambeí. A proposta é que o novo espaço ajude a fortalecer elementos que já fazem parte da identidade turística do município, especialmente a influência da imigração holandesa e a gastronomia característica da cidade.

Novo cenário para quem visita Carambeí
Com uma estética ligada à cultura holandesa, a Casa da Holandesa da Batavo surge também como um novo ponto instagramável de Carambeí. A expectativa é que visitantes utilizem o espaço como cenário para fotos e registros de sua passagem pelo município.

Além do apelo visual, a atração reforça a ligação de Carambeí com sua história. O município é conhecido regionalmente pela preservação das tradições dos imigrantes holandeses e por uma oferta turística que reúne história, cultura e gastronomia.

Nesse contexto, novos espaços voltados à experiência do visitante podem contribuir para ampliar a circulação de turistas e a divulgação espontânea da cidade nas redes sociais.

Turismo, história e gastronomia
A inauguração contou com a presença de representantes de diferentes setores ligados ao turismo e à gastronomia de Carambeí.

Participaram Luciane Rosas, diretora municipal de Turismo; Diego Wolf, proprietário das Tortas Wolf; Kiara Paes, correspondente da Holandesa da Batavo; Lucas Los, proprietário do Het Dorp; Kenny Machado, gerente do Frederica’s Koffiehuis; Ana Paula Bomfim, assessora de Comunicação do Museu Parque Histórico de Carambeí; e Froukje J. Bueno, gerente-geral do Museu Parque Histórico de Carambeí.

A participação de representantes do setor evidencia a integração entre diferentes iniciativas voltadas à promoção turística do município.

A Casa da Holandesa da Batavo amplia, assim, as opções de cenários e experiências oferecidas para moradores e visitantes, ao mesmo tempo em que utiliza elementos tradicionais da colonização holandesa como instrumento de valorização da identidade local.

Com a novidade, Carambeí ganha mais um espaço com potencial para aparecer nas redes sociais dos visitantes e contribuir para a divulgação do município como destino turístico nos Campos Gerais. (BNT - Online)


Jogo Rápido

ÚLTIMA CHANCE: Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 14 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.693


Italac assina contrato para adquirir ativos da marcas Líder e Tânia

Negócio inclui plantas industriais em São Paulo e Paraná, rede de captação em quatro estados e depende do aval do Cade.

A Goiásminas Indústria de Laticínios Ltda., dona da marca Italac, assinou em 14 de agosto de 2026 o contrato para a aquisição de determinados ativos operacionais da A.R.C. Logística e Alimentos Ltda., vinculados às unidades industriais de Presidente Prudente (SP), Lobato (PR) e Guaraçaí (SP), bem como aos postos de captação localizados nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, incluindo as marcas Líder e Tânia.

A incorporação das fábricas e da rede de fornecedores amplia a capacidade de processamento da Italac e diversifica seu catálogo de produtos no varejo nacional, em alinhamento com a meta de expansão contínua do grupo.

O fechamento definitivo do negócio passará pela análise e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), bem como do cumprimento das etapas contratuais previstas. Até a deliberação do órgão regulador e a conclusão dos trâmites, Italac e A.R.C. mantêm suas operações de forma independente, sem alterações na rotina das fábricas ou no fornecimento de produtos ao mercado.

As informações são da Italac, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Mercado global de queijos deve atingir US$ 328 bilhões até 2034

O mercado global de queijos deverá atingir US$ 328 bilhões à medida que os gostos dos consumidores evoluem e deverá crescer à medida que a procura por queijos artesanais e destinados ao fast food aumenta. Uma pesquisa da Fortune Business Insights prevê que o mercado crescerá de US$ 208,66 bilhões em 2026 para US$ 328,71 bilhões em 2034.

Embora a Europa tenha dominado o mercado em 2025 com uma participação de 48,43%, a indústria de queijos nos EUA deverá crescer "significativamente" até 2032. O relatório afirmou que o crescimento nos EUA vem sendo impulsionado pelo uso do queijo como ingrediente em itens de fast food, como pizza e sanduíches, bem como pelo seu uso crescente em culinárias étnicas, como a italiana e a mexicana.

No entanto, existem diversas tendências que impulsionam o crescimento em todo o mundo. A pesquisa apontou que a demanda do consumidor por produtos frescos, caseiros e especiais tem impulsionado o crescimento de produtores artesanais que utilizam técnicas de processamento naturais.

O estudo também apontou para o alto consumo de queijos naturais, como o cheddar e o parmesão, devido ao aumento da sua vida útil, perfil de sabor, utilização na culinária e crescimento das marcas próprias de queijos em supermercados. Esses queijos, feitos com ingredientes naturais e com menos ou nenhum conservante, também atraem os consumidores preocupados com a saúde, segundo a previsão.

A mussarela representa a maior fatia de mercado devido ao seu uso generalizado no preparo de pratos como massas caseiras, pizzas e risotos, além de seu alto consumo global. Existe também uma crescente demanda por produtos alimentícios ocidentais nos países da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio, o que impulsionará ainda mais a adoção da mussarela e do cheddar.

O relatório também destacou diferenças e tendências regionais

O estudo revelou que a América do Norte é "impulsionada principalmente" pelos hábitos de consumo de lanches e sobremesas em constante mudança da geração millennial. A crescente popularidade do consumo de lanches rápidos entre os millennials americanos impulsionou a demanda por pizzas e sanduíches de queijo.

Os consumidores europeus estão optando por alimentos saudáveis para manter a saúde e o bem-estar físico. Esses alimentos possuem características benéficas, como o posicionamento orgânico e não transgênico no varejo. Os principais players desse mercado estão focando na diversificação de seus portfólios de produtos. A região Ásia-Pacífico também apresenta aumento na demanda por produtos funcionais com "alegações naturais" e outros benefícios para a saúde, como produtos não transgênicos ou enriquecidos com probióticos.

O mercado no Oriente Médio e na África está testemunhando um crescimento substancial, visto que o queijo desempenha um papel fundamental na dieta diária, oferecendo diferentes sabores e diversos benefícios nutricionais. Os millennials do Oriente Médio têm demonstrado preferência por lanches saudáveis, já que os petiscos à base de queijo são frequentemente considerados uma opção de lanche.

O artigo foi escrito por Michelle Perrett, publicado no Dairy Reporter e traduzido pela Equipe MilkPoint.

 
 
EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1932 de 13 de agosto de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A atividade leiteira ficou estável na maior parte das regiões. As matrizes apresentaram, de modo geral, bom estado corporal e produções relativamente constantes. Entretanto, o excesso de umidade foi o principal fator de atenção durante a semana por dificultar o acesso às pastagens, aumentar os problemas de casco e de mastite e exigir maior cuidado com as condições de manejo e higiene.Em algumas regiões, também houve redução pontual da produção e dificuldades operacionais, como problemas na ordenha e interrupções no fornecimento de energia elétrica, com necessidade de uso de geradores e ocorrência de perdas por descarte de leite.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as matrizes leiteiras apresentam bom estado corporal e se alimentam principalmente de pastagens anuais de inverno, como aveia e azevém, sendo suplementadas com alimento concentrado e/ou silagem e feno.

Em alguns locais, foram relatados problemas relacionados às condições do piso e aos acessos dos animais às pastagens devido ao excesso de umidade.

As produções de leite estão estáveis, embora, em alguns locais, tenha sido observada pequena diminuição em decorrência das condições climáticas e do excesso de umidade no solo.

Na de Caxias do Sul, a sanidade do rebanho ficou adequada. Os produtores realizaram tratamentos preventivos e alguns para mastites, além de controle de ectoparasitoses.

Na de Erechim, foram observados casos de mastite, problemas de casco e dificuldades no manejo da ordenha devido à alta umidade.Na de Ijuí, nos sistemas de produção estabulados, houve dificuldades em manter baixa a umidade dos materiais das camas dos animais, sendo necessária maior reposição de material seco. Nos sistemas a pasto, a formação de barro dificultou o deslocamento dos animais e ocasionou aumento de problemas nas patas dos animais.

Na de Pelotas, em Canguçu, Capão do Leão e Pedras Altas, a falta prolongada de 
energia elétrica decorrente de temporais exigiu o uso de geradores e provocou perdas por descarte de leite.

Na de Santa Rosa, a atividade ficou estável, sem registros de interrupção na coleta de leite pelas empresas, mesmo diante dos elevados volumes de chuva na região. Os volumes produzidos seguem relativamente constantes, favorecidos pelo retorno à lactação de vacas recém-paridas e pela boa condução do manejo nas propriedades.

As temperaturas mais amenas proporcionaram condições favoráveis ao conforto térmico dos animais. Entretanto, a elevada umidade e a formação de barro, nas áreas de circulação, nos acessos e nas instalações, aumentaram as dificuldades operacionais, exigindo maior atenção ao manejo. 

A sanidade segue como ponto de atenção, uma vez que as condições de umidade favorecem problemas de cascos e aumentam o risco de mastite. 
Dessa forma, os produtores têm reforçado os cuidados com higiene, manejo e conforto animal, buscando preservar a qualidade do leite e os índices produtivos. 

(Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 33/2026 – SEAPI
Na próxima semana, haverá ocorrência de chuva e aumento das temperaturas e a atuação de um cavado, associada aos efeitos da circulação atmosférica, deverá favorecer o transporte de umidade para o Rio Grande do Sul. Dessa forma, haverá aumento da instabilidade, com previsão de chuva em diferentes regiões do estado ao longo desses dois dias. No sábado (15/08), o transporte de umidade ficará mais limitado à metade norte do estado e ao litoral. Nessas regiões, há previsão de chuva em pontos isolados. No domingo (16/08), a manutenção do transporte de umidade deverá favorecer novamente a ocorrência de instabilidades no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva em diferentes regiões do estado. Entre os dias 14/08 e 16/08, haverá aumento gradual das temperaturas e possibilidade de ocorrência de rajadas de vento nas proximidades do litoral do estado. Entre a segunda-feira (17/08) e a quarta-feira (19/08), a manutenção do transporte de umidade e o avanço de um sistema de baixa pressão pelo oceano deverão continuar favorecendo a ocorrência de instabilidades no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva em diferentes regiões do estado ao longo desse período. De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 20 mm e 100 mm ao longo da semana. (Seapi)


Porto Alegre, 13 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.692


Leite no pós-treino ajuda a prolongar a saciedade? Entenda

Pesquisa publicada na revista Nutrients reforça evidências de que o alimento é um aliado da saúde muscular, graças a sua rica composição nutricional

Rico em proteínas e minerais, como cálcio, fósforo e potássio, o leite já é conhecido como um aliado da recuperação muscular. Agora, um estudo publicado na revista científica Nutrients sugere que o alimento também pode aumentar a sensação de saciedade e reduzir a ingestão de calorias na refeição seguinte.

A revisão com meta-análise reuniu resultados de 82 pesquisas, metodologia considerada uma das mais robustas para avaliar o conjunto das evidências científicas disponíveis. Embora haja limitações — como diferenças entre os estudos, no perfil dos participantes, no volume das bebidas utilizadas e em protocolos de exercícios adotados —, a composição do leite ajuda a explicar mecanismos potencialmente envolvidos no controle do apetite.

Como o leite atua na saciedade
Uma das hipóteses envolve a combinação exclusiva de proteínas, com destaque para o soro do leite e a caseína. “O soro do leite é rapidamente digerido e absorvido, promovendo aumento das concentrações de aminoácidos, moléculas orgânicas que formam proteínas, circulantes”, explica o endocrinologista Carlos Minanni, do Einstein Hospital Israelita. Esse processo parece estimular a secreção de hormônios relacionados à saciedade, sobretudo GLP-1 e PYY, além de contribuir para a redução da grelina, hormônio associado à fome. Já a caseína é de digestão lenta, fator que prolonga a sensação de plenitude.

Benefícios para a recuperação muscular
Se os efeitos sobre o controle do peso ainda dependem de mais investigações, os benefícios do leite para a recuperação muscular contam com evidências mais consolidadas. Além de proteínas de alto valor biológico, oferece água, sais minerais, entre outros nutrientes importantes para a saúde muscular.Há trabalhos demonstrando que beber leite depois da atividade física ajuda na síntese proteica muscular, auxilia na reposição dos estoques de glicogênio (reserva energética) e contribui para a reidratação. “Também pode atenuar perdas no desempenho em sessões subsequentes de treinamento,” destaca o nutricionista Guilherme de Freitas Miranda, do Einstein.

Sais minerais, como sódio, potássio, cálcio e fósforo, participam da reposição hídrica e de processos metabólicos relacionados à saúde musculoesquelética. O cálcio, em especial, é reconhecido pela atuação na mineralização dos ossos, contribuindo para fortalecer o esqueleto. “Mais do que a presença isolada de nutrientes específicos, a literatura científica tem destacado a importância da chamada matriz láctea, conceito que considera a interação entre eles”, revela Miranda.

Leite e a crença inflamatória

Apesar das evidências favoráveis, o leite ainda é excluído do cardápio de muitas pessoas pela crença de que seria um alimento inflamatório. “Do ponto de vista fisiopatológico, não existem mecanismos que sustentem a indução de inflamação sistêmica pelo consumo da bebida em indivíduos saudáveis”, afirma o nutricionista. Segundo ele, revisões de estudos e meta-análises já publicadas não relacionam o consumo habitual de lácteos ao aumento de marcadores inflamatórios.

Exceto em casos de intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite — condições que devem ser diagnosticadas por meio de avaliação médica e, quando indicados, exames complementares — , os laticínios podem fazer parte da alimentação cotidiana. “Bebidas lácteas podem representar uma estratégia interessante dentro de um padrão alimentar equilibrado”, afirma Minanni.

O endocrinologista ressalta, porém, que o controle do peso corporal não depende de um único alimento, mas de um conjunto de fatores, como contexto geral da dieta, prática regular de atividade física, qualidade do sono e outros hábitos de vida. (Correio do Povo)


Divisas com a exportação uruguaia de lácteos cresceram 6%

Ultrapassaram a barreira de US$ 500 milhões.

No decorrer de 2026 o faturamento com exportações de produtos lácteos, pelo Uruguai, foi 6% superior ao registrado de janeiro a julho de 2025, totalizando US$ 539 milhões, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale).

Considerando os quatro produtos principais, aumentou o faturamento com a exportações de leite em pó integral, leite em pó desnatado e manteiga. Mas houve queda na remessa de queijos.

Em volume, houve crescimento nos embarques de leite em pó integral e manteiga, enquanto caíram as vendas de leite em pó desnatado e queijos.

Os dados da análise do Inale

O faturamento gerado pelas exportações uruguaias de lácteos é uma referência de grande importância – e não apenas para a agroindústria de laticínios -, visto que em 2025, esse segmento ficou no quarto lugar no ranking dos produtos exportados pelo Uruguai, atrás da carne bovina, celulose e soja.

Valores e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: +11%; US$ 366 milhões

- Leite em pó desnatado: +4%; US$ 33 milhões

- Queijos: -1%; US$ 50 milhões

- Manteiga: +1%; US$ 42 milhões

Volumes e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: +21%; 99.709 toneladas

- Leite em pó desnatado: -1%; 9.834 toneladas

- Queijos: -3%; 9.928 toneladas

- Manteiga: +17%; 7.425 toneladas

Preços e variações de janeiro a julho de 2026/janeiro a julho/2025:

- Leite em pó integral: -8%; US$ 3.797/tonelada

- Leite em pó desnatado: +5%; US$ 3.478/tonelada

- Queijos: +1%; US$ 5.149/tonelada

- Manteiga: -13%; US$5.386/tonelada

Os preços de julho de 2026, comparados com os de dezembro de 2025, tiveram as seguintes variações:

- Leite em pó integral: +26%

- Leite em pó desnatado: -10%

- Queijos: +1%

- Manteiga: -21%

Principais países importadores: Brasil e Argélia

Concluídos os dois trimestres iniciais de 2026, sempre com base na análise do Inale, tiveram dois mercados liderando de janeiro a junho (em valores).

De janeiro a março o Brasil foi o líder com participação de 32%, seguido por: Argélia (29%); México (4%); Arábia Saudita (4%) e Mauritânia (3%).

No período seguinte, abril a junho, o Brasil liderou com 31%, seguido por: Argélia (29%); Egito (4%); México (4%); e Nigéria (4%).

Fonte: El Observador  Tradução livre: Terra Viva

 
 

A indústria de laticínios argentina concorda com uma agenda comum para melhorar sua competitividade.

Durante o 6º Seminário Internacional de Laticínios, realizado em Rafaela, representantes da produção, da indústria e do setor público concordaram em criar um espaço de trabalho permanente para promover propostas que fortaleçam a competitividade e o desenvolvimento da cadeia de valor do leite.

A cadeia de laticínios argentina deu um passo rumo a uma maior coordenação institucional durante o  6º Seminário Internacional de Laticínios (SIL) , realizado em Rafaela, onde representantes da produção, da indústria e de órgãos públicos concordaram com a criação de um espaço permanente de diálogo para promover políticas e ações voltadas ao fortalecimento da competitividade do setor.
O encontro, organizado pela  Sociedade Rural de Rafaela , reuniu autoridades nacionais e provinciais, líderes agrícolas, representantes da indústria e produtores para analisar a situação atual da atividade e definir uma agenda de trabalho comum.

Uma estrutura permanente para toda a cadeia.
Um dos principais resultados do seminário foi o compromisso de institucionalizar um grupo de trabalho composto por todos os elos da cadeia de produção de laticínios.

A primeira reunião desse grupo estava agendada para o final de agosto, novamente em Rafaela, com o objetivo de avançar com as propostas acordadas para o desenvolvimento do setor.

Representantes do governo nacional, de Santa Fé, Córdoba e Entre Ríos participaram do painel institucional, juntamente com líderes das  Confederações Rurais Argentinas (CRA) , do  Centro da Indústria Láctea (CIL) ,  da APYMEL ,  da Adecoagro ,  do Grupo Gloria  e da  Mesa Redonda dos Produtores de Leite de Santa Fé (MEPROLSAFE) .

Competitividade e previsibilidade
Os participantes concordaram que a coordenação entre produção, indústria e Estado será fundamental para melhorar a competitividade da indústria de laticínios argentina e gerar condições que favoreçam o investimento.

Entre os principais tópicos analisados ​​estavam a produção primária, a industrialização, as condições de mercado, a incorporação de tecnologia e as oportunidades de crescimento de uma atividade estratégica para as economias regionais.

Do diálogo às propostas
Embora os diversos intervenientes já mantivessem mecanismos de intercâmbio, o acordo alcançado durante a SIL procura transformar esse diálogo num mecanismo institucional de trabalho permanente.

O objetivo será desenvolver propostas conjuntas e chegar a um consenso sobre iniciativas de médio e longo prazo que contribuam para o fortalecimento de toda a cadeia.

A CRA   destacou a importância de consolidar esses tipos de espaços para promover políticas que melhorem a competitividade e aproveitem as oportunidades oferecidas pelo mercado internacional para os produtos lácteos argentinos .

O desafio de transformar acordos em ações.
Os representantes da cadeia de suprimentos concordaram que o principal desafio será traduzir o consenso alcançado em medidas concretas que promovam a produção, o investimento, a inovação tecnológica e o crescimento sustentável da indústria de laticínios argentina.

A criação de uma agenda comum marca o início de uma nova etapa de trabalho conjunto, com o objetivo de construir uma cadeia mais integrada e competitiva, preparada para responder às demandas do mercado.

Fonte:  El Litoral


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 12 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.691


Uruguai atinge recorde de exportações de lácteos com forte demanda do Brasil

As exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 98,3 milhões em julho de 2026, resultado cerca de 32% superior aos US$ 74,3 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

As exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 98,3 milhões em julho de 2026, resultado cerca de 32% superior aos US$ 74,3 milhões registrados no mesmo mês de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda maior: os embarques passaram de 18,97 mil para 26,19 mil toneladas, avanço de aproximadamente 38% em um ano.
O desempenho fez de julho o melhor mês de 2026 tanto em faturamento quanto em volume exportado. O resultado também se destaca na série histórica: o valor registrado no mês foi o quinto maior desde 2007, início da série disponibilizada pelo Inale com base nos dados da aduana uruguaia. As exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 98,3 milhões em julho de 2026, resultado cerca de 32% superior aos US$ 74,3 milhões registrados no mesmo mês de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda maior: os embarques passaram de 18,97 mil para 26,19 mil toneladas, avanço de aproximadamente 38% em um ano.

No acumulado de janeiro a julho, as exportações de lácteos somaram US$ 539 milhões, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025. O leite em pó integral foi o principal produto, com US$ 67 milhões faturados no mês e US$ 366 milhões no acumulado, 11% acima do mesmo período de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda mais expressivo: 99.709 toneladas acumuladas, 21% a mais do que até julho do ano passado.

No último mês, foram embarcadas mais de 25 mil toneladas de produtos lácteos, o maior volume registrado no ano. O leite em pó desnatado acumulou US$ 33 milhões, com alta de 4% em valor, apesar de uma leve queda de 1% em volume. Os queijos recuaram 1% no acumulado, para US$ 50 milhões, com queda de 3% em toneladas, enquanto a manteiga avançou 1% em valor, para US$ 42 milhões, com um salto de 17% em volume.

Em relação aos preços, o leite em pó integral registrou média de US$ 3.797 por tonelada em julho, com alta de 26% em relação a dezembro de 2025, embora o acumulado do ano ainda apresente queda de 8% em relação a 2025. O leite em pó desnatado teve preço médio de US$ 3.478 por tonelada, com queda mensal de 10%, mas avanço de 5% no acumulado. Os queijos ficaram em US$ 5.149 por tonelada, praticamente estáveis, enquanto a manteiga, cotada a US$ 5.386 por tonelada, recuou 21% em relação a dezembro e acumula queda de 13% no ano.

Brasil liderou com folga entre os destinos

O Brasil foi o principal destino das exportações uruguaias de lácteos em julho, respondendo por 31,5% do total, seguido pela Argélia, com 18,2%. Juntos, os dois países concentraram metade das vendas externas do mês.

Segundo dados da aduana, o Brasil comprou quase 8 mil toneladas de produtos lácteos, contra 4,6 mil toneladas adquiridas pela Argélia. A Nigéria apareceu na terceira posição, com 7,6%, seguida por Venezuela (6,7%) e México (5,9%). Completaram os dez principais destinos Mauritânia e Panamá, com 3% cada, Egito, com 2,8%, Emirados Árabes Unidos, com 2,6%, e Argentina, com 2,5%.

As informações são do Tardáguila Agromercados, com dados do Inale, traduzidos e adaptados pela equipe MilkPoint.


Grupo Piracanjuba amplia presença no canal farma com portfólio de nutrição e bem-estar

O Grupo Piracanjuba participa da Abrafarma Future Trends 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de agosto, em São Paulo (SP), com um portfólio voltado a nutrição especializada, suplementação e alimentos funcionais. A presença no evento reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação no canal farmacêutico, que vem ganhando espaço em categorias relacionadas à saúde e ao bem-estar.
Durante a feira, o grupo apresenta produtos das marcas Piracanjuba, Piracanjuba ProForce, Piracanjuba Health & Nutrition e Emana, contemplando desde leites e bebidas funcionais até suplementos, proteínas e produtos de nutrição especializada.

Entre os destaques estão as bebidas proteicas Piracanjuba ProForce 23g e os lançamentos da marca na categoria de suplementação, como creatina monohidratada, pré-treino, gel de carboidrato, barra de proteína e whey protein concentrado.

Na frente de nutrição especializada, a Piracanjuba Health & Nutrition apresenta Plura, voltado a crianças de 1 a 3 anos, e a linha Excellence Care, destinada a diferentes necessidades nutricionais de adultos. Já a linha +Prebio amplia a presença da companhia em alimentos funcionais, com bebidas zero lactose, sem adição de açúcares e fonte de fibras prebióticas.

A categoria de lácteos também ganha espaço no estande, com leites especiais UHT, incluindo versões zero lactose, A2 e com 10 g de proteína, além de leites em pó zero lactose e A2.

Segundo Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, a participação na Abrafarma representa uma oportunidade para fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros e apresentar a evolução do portfólio da companhia em categorias de maior valor agregado.

Com a participação na feira, o Grupo Piracanjuba busca reforçar sua presença em um mercado que aproxima cada vez mais as categorias de alimentos, nutrição e saúde, ampliando as oportunidades para seus produtos no varejo farmacêutico.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba. 

 
 

SOJA/CEPEA: Chuvas nos EUA pressionam futuros, mas prêmios sustentam cotações no BR

Cepea, 10/08/2026 – As condições favoráveis ao desenvolvimento da safra norte-americana reforçaram as expectativas de aumento da oferta global de soja e pressionaram os contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago) nos últimos dias. No Brasil, porém, segundo o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação de soja e derivados, impulsionada pelo aquecimento da demanda interna e pelo maior interesse de compradores estrangeiros, tem limitado o repasse das baixas externas aos preços domésticos. 

De acordo com o Centro de Pesquisas, a redução das preocupações com a produção nos Estados Unidos afastou compradores das aquisições de grandes volumes, pressionando as cotações da oleaginosa na CME Group. 

No mercado brasileiro, além da valorização dos prêmios, o avanço reflete também o aquecimento do consumo interno e a elevada demanda de compradores estrangeiros por produtos brasileiros, conforme apontamento do Cepea. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Exportações recuam frente a jul/25; cautela consumidora limita negociações
Cepea, 10/08/2026 – Mesmo com leve melhora no fim de julho, os embarques brasileiros de milho seguem abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, devido ao atraso da colheita nesta temporada e aos baixos valores praticados nos portos. Segundo o Cepea, o cenário de liquidez limitada se estende às negociações no mercado doméstico, com consumidores cautelosos para novas negociações. De acordo com o Centro de Pesquisas, consumidores brasileiros seguem cautelosos em relação às negociações. Boa parte deles, apesar de ativa no mercado, segue resistente aos patamares firmes de produtores que, por sua vez, limitam o volume de ofertas e priorizam o consumo dos estoques, devido ao atraso da colheita, apostando que as exportações ganhem ritmo. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 11 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.690


CCGL amplia de 30% para 40% participação dos sólidos no pagamento pelo leite

A mudança aumenta o peso dos quilos de gordura e proteína na composição do pagamento e reforça a estratégia de valorização da qualidade do leite produzido pelos fornecedores.

A CCGL atualizou o programa Mais Sólidos, Mais Valor, ampliando a participação do pagamento por sólidos na remuneração do leite entregue pelos produtores. A partir de 1º de agosto de 2026, o percentual passou de 30% para 40% do valor total do leite. A mudança aumenta o peso dos quilos de gordura e proteína na composição do pagamento e reforça a estratégia de valorização da qualidade do leite produzido pelos fornecedores.
A alteração busca ampliar o reconhecimento aos produtores que apresentam melhores resultados nos teores de gordura e proteína do leite. A mudança também reforça a importância de fatores que influenciam diretamente a composição do leite produzido na propriedade. Nutrição do rebanho, qualidade dos alimentos fornecidos aos animais, manejo, sanidade e condições de produção estão entre os aspectos que podem interferir nos níveis de gordura e proteína.

Com uma parcela maior da remuneração vinculada aos sólidos, o programa cria maior incentivo para que o produtor busque eficiência e qualidade, além do volume produzido.

A lógica é valorizar não apenas a quantidade de litros entregues, mas também a composição desse leite. Dessa forma, melhores indicadores de gordura e proteína podem representar maior valorização dentro do modelo de pagamento.

A atualização do Mais Sólidos, Mais Valor reforça, assim, a importância crescente da qualidade na remuneração do leite e coloca os componentes do produto — especialmente gordura e proteína — ainda mais no centro da relação entre produção, eficiência e retorno ao produtor.

As informações são da Cotrisoja e Cotrijuc, adaptadas pela Equipe MilkPoint.


Além da prateleira: o que os lácteos revelam sobre os hábitos de consumo no Brasil

Estudo sobre o comportamento nos lares brasileiros revela como a constância de compra, a inovação no portfólio e a expansão digital sustentam a liderança na categoria de lácteos.

Entender o comportamento de compra nos lares brasileiros é um desafio constante para o mercado de bens de consumo. A frequência de compra e a presença constante no dia a dia das famílias costumam contar muito mais para a força de uma marca do que picos pontuais de vendas. Nesse cenário, a categoria de lácteos continua ocupando um papel central na rotina alimentar do país, impulsionando empresas consolidadas a adaptarem constantemente suas rotas de distribuição e portfólios.

Segundo os dados do relatório Brand Footprint Brasil 2026, elaborado pela Worldpanel by Numerator, a métrica de Consumer Reach Points (CRP) ilustra bem essa dinâmica. Ao cruzar a taxa de penetração nos lares com a frequência de compra, o estudo mede a presença real dos produtos no cotidiano. O levantamento reflete como marcas com forte distribuição e tradição conseguem se manter relevantes ao longo dos anos, mesmo em um mercado dinâmico e competitivo.

Dentro do segmento de laticínios, um exemplo dessa consistência é a Italac. Ao completar 30 anos de trajetória, a empresa figura como a marca de lácteos mais presente nas compras dos brasileiros há uma década, ocupando também a sexta posição no ranking geral de marcas de bens de consumo massivo no país. A manutenção dessa posição ao longo do tempo evidencia a relevância de produtos essenciais no carrinho de compras habitual.

A evolução dos hábitos de consumo também tem transformado os canais de venda. O crescimento do e-commerce para itens de supermercado remodelou a forma como o consumidor se abastece, fazendo com que a marca também alcançasse destaque no ambiente digital, ocupando a quinta posição no canal. Esse movimento acompanha uma busca crescente por praticidade e por portfólios mais diversificados, que atendam desde a procura por linhas específicas, como produtos zero lactose, até alternativas voltadas ao bem-estar e à rotina moderna.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Italac, adaptadas pela equipe MilkPoint.

 
 

O desafio da expansão: Argentina mira protagonismo no mercado lácteo mundial

As projeções internacionais apontam para um crescimento sustentado do consumo e da demanda por produtos lácteos em todo o mundo. Esse cenário representa uma oportunidade para a Argentina ampliar sua produção de leite e voltar a ocupar um papel de destaque no mercado internacional, segundo especialistas reunidos durante a Expo Rural de Palermo.

O tema foi debatido na palestra "O desafio do desenvolvimento do setor leiteiro argentino", que reuniu representantes da cadeia produtiva, pesquisadores e dirigentes do setor. Segundo os analistas, a Argentina tem potencial para aumentar sua oferta de leite, atender à crescente demanda mundial e deixar para trás um modelo "defensivo", marcado por anos de crises, para iniciar um novo ciclo de crescimento.

"Cada vez mais atores internacionais voltam a prestar atenção à Argentina, um dos poucos países com capacidade real de expansão e potencial para aumentar sua produção de leite", afirmou Andrea Lendewig, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da IFCN Dairy Research Network, uma rede global de pesquisa sobre pecuária leiteira. A especialista destacou que a principal oportunidade está no cenário internacional. Segundo ela, até 2035 haverá mais consumidores e maior consumo de produtos lácteos, enquanto o número de fazendas leiteiras e a oferta global deverão diminuir.

O economista-chefe da Sociedade Rural Argentina (SRA), Ezequiel de Freijo, também defendeu que o país deve assumir o desafio de produzir mais leite. Segundo ele, a atividade depende de um ambiente capaz de gerar confiança para investimentos e de avanços em temas históricos, como o reconhecimento da qualidade do leite, sistemas de pagamento que valorizem o mérito, maior transparência nas informações e melhor comunicação ao longo da cadeia.

Ao analisar a competitividade do setor, Andrea Lendewig afirmou que "a Argentina não tem uma indústria quebrada, mas incompleta". Para Freijo, esse cenário é consequência das sucessivas crises de rentabilidade enfrentadas pelo setor e do adiamento da abertura da cadeia leiteira ao mercado mundial. "A produtividade começa muito antes da incorporação de tecnologia: ela começa quando o negócio é rentável. A Argentina passou mais de 20 anos apenas desenvolvendo resiliência e perdeu o foco em resolver questões estruturais, capitalizar-se e tornar-se eficiente", avaliou o economista.

Na mesma linha, Guillermo Pérez Mazás, gerente comercial da Gloria Argentina S.A. — empresa que atualmente controla a Saputo no país — afirmou que o mercado apresenta perspectivas positivas. "Vislumbra-se um mercado limpo e competitivo. É muito positivo que existam players fortes buscando inovar continuamente", disse.

Ao encerrar o debate, Freijo afirmou que a pecuária leiteira argentina vive um momento diferente do observado nos últimos anos. "O modelo mudou e a pecuária leiteira argentina tem uma oportunidade que não tinha há muitos anos. Agora cabe a nós repensar o modelo de negócios e colocar em marcha um processo de modernização que permita a capitalização necessária para aproveitar essa nova etapa", concluiu. (As informações são do Clarín, traduzidas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

PROJETO PRÓ LEITE RS É APROVADO NA COMISSÃO

O Projeto de Lei nº 356/2025, de autoria do deputado Elton Weber, que institui o Programa Estadual de Incentivo à Produção Leiteira — PRÓ LEITE RS, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, com parecer favorável e emendas. Agora, a proposta segue para a Comissão de Agricultura. Clique aqui e acesse a íntegra da votação e do projeto. (Sindilat com informações da ALRS)


Porto Alegre, 10 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.689


Chuvas causaram perdas de 143 mil toneladas no campo gaúcho

Eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul afetaram 30 mil propriedades rurais durante a segunda quinzena de julho, segundo Emater

As chuvas excessivas, os ventos fortes e o granizo registrados na segunda quinzena de julho provocaram perdas expressivas na agropecuária gaúcha, atingindo 30.007 propriedades rurais em 101 municípios e resultando em 143,4 mil toneladas de perdas nos principais grupos produtivos, segundo balanço da Emater/RS-Ascar. Entre as principais culturas afetadas estão o tabaco, com 40 mil toneladas perdidas; o trigo, com 19,6 mil toneladas; e a canola, com 7,8 mil toneladas. Na pecuária leiteira, 2,38 milhões de litros deixaram de ser comercializados em razão dos efeitos do temporal.

A análise da empresa de assistência técnica mostrou que houve ainda danos à infraestrutura, incluindo 18 mil quilômetros de estradas vicinais afetadas, o que prejudicou o escoamento da produção e o acesso a serviços essenciais. Outro problema apontado foi a contaminação de 173 fontes de água, deixando mais de 1,2 mil famílias desabastecidas. A capacidade de estocagem também foi prejudicada pelas perdas em 207 armazéns e silos no Estado.

Das frutas, os citros foram os que sofreram mais com o clima, somando perdas de 6.890 toneladas, concentradas principalmente na cultura de laranja (5.725,75 t) e de bergamota (1.162,33 t). O número de produtores afetados chegou a 493, representando 99,8% do total.

Na olericultura, que reúne hortaliças, legumes e verduras, os maiores prejuízos ocorreram nos tubérculos e raízes, com perdas de 38 mil toneladas. Segundo a Emater/RS-Ascar, a pecuária apresentou menor abalo em comparação com outras cadeias, apesar da morte de 43 bovinos de corte, 25 bovinos de leite e 51 suínos.

Na piscicultura, houve a perda de 17,40 toneladas de peixes devido ao excesso de precipitações e enxurradas, afetando diretamente 39 produtores.

Leite e pastagens
A atividade leiteira também foi significativamente afetada em razão da interrupção logística em aproximadamente 18 mil quilômetros de estradas rurais danificadas pelos eventos climáticos. Além disso, o excesso de umidade dificultou o acesso interno aos resfriadores, o que prejudicou as coletas de leite.

“As restrições de acesso às propriedades impediram o escoamento da produção, somando-se à falta de energia elétrica para a manutenção da refrigeração, o que resultou em 192.806 litros de leite por dia não coletados e em um volume acumulado de 2.382.710 litros não comercializados”, informou o relatório da Emater.

Esse total corresponde a cerca de 12 dias de coleta diária comprometida. Ao todo, 1.788 produtores foram afetados.

O excesso de chuvas também prejudicou as pastagens cultivadas e o desenvolvimento vegetativo. Mais de 100 mil hectares de pastagens (nativas e cultivadas) foram afetados, com perdas médias de produtividade em torno de 26%.

“Esse cenário compromete a alimentação dos rebanhos no curto prazo e pode agravar a situação da pecuária nos próximos meses e exige um planejamento para a suplementação alimentar, que aumenta o custo de produção da atividade. Os cultivos de cereais de inverno para a elaboração de silagem e pré-secado também tiveram perdas relatadas”, disse a Emater/RS-Ascar.

Após a fase emergencial, a empresa de assistência técnica entende que o atual momento exige esforços na avaliação dos danos e no planejamento das ações de recuperação. “A recomposição das condições de vida das famílias afetadas deve constituir a prioridade, seguida pela recuperação da capacidade produtiva das propriedades rurais, buscando restabelecer a autossuficiência econômica dos produtores e a continuidade das atividades agropecuárias”, informou a Emater/RS-Ascar.

Perdas em números
Grãos (cevada, milho, trigo, canola e aveia): 34.791,86 toneladas
Olericultura (folhosas, tubérculos, raízes, bulbos, condimentos e outras hortaliças): 61.544,15 toneladas
Fruticultura (citros, pêssego, morango e banana): 6.966,92 toneladas
Tabaco: 40.060,28 toneladas
Total: 143.363,21 toneladas

As informações são do Correio do Povo


CONSELEITE MINAS GERAIS 
 
RESOLUÇÃO DE FECHAMENTO DO MÊS DE JULHO/2026 
 
A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 07 de Agosto de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: 
 
a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026 
 
b) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026. 
 
 
Nota Técnica: 
O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando  os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%. 
 
Atenção: 
A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para setembro de 2026. Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência. 
 
 
 
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 
 
CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA 
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. 
 
Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. Belo Horizonte, 07 de Agosto de 2026. (Conseleite/MG)
 
 
 
A harmonia entre herança e futuro: o case de sucesso do rebranding da Scala
 
O mercado lácteo brasileiro tem passado por profundas transformações, exigindo das indústrias um olhar atento às novas demandas de comunicação sem que percam sua essência. É exatamente essa jornada de evolução que levou a Scala a ser um dos destaques do Dairy Vision Awards deste ano, concorrendo na categoria Case de Marketing & Construção de Marca.
 
O reconhecimento no prêmio coroa um projeto de rebranding estratégico e cuidadoso, lançado em um momento muito emblemático para a companhia. Segundo Maria Cerchi, Diretora Administrativa da Scala, a decisão de reformular a logomarca e as embalagens não aconteceu por acaso. "O rebranding aconteceu em um momento muito simbólico da nossa trajetória: o ano em que a Scala celebrou 60 anos de história", explica a diretora, ressaltando que a evolução da empresa precisava ser refletida em uma nova fase, capaz de traduzir a ambição de crescimento no varejo e a conexão com o consumidor final, somando-se à já consolidada reputação entre chefs e profissionais da gastronomia.
 
Transformar a identidade visual de uma marca sexagenária e tão presente no imaginário dos consumidores exige sensibilidade para não apagar legados importantes. Para a Scala, a construção do novo posicionamento apoiou-se em quatro pilares fundamentais que sempre guiaram a trajetória da empresa: a origem mineira, a tradição italiana, a paixão pela qualidade e o compromisso de fazer o bem. "O maior desafio foi equilibrar o respeito à história com a necessidade de projetar a Scala para os próximos 60 anos", destaca Maria Cerchi.
 
Em vez de uma ruptura com o passado, a companhia optou por preservar símbolos vitais. O novo brasão, por exemplo, foi inspirado nas cores de Minas Gerais, da Itália e nas montanhas da Canastra, berço da empresa. Aliada a isso, a assinatura "tradição italiana, mineira de coração" sintetiza perfeitamente a origem do fundador, o italiano Sr. Nino, reafirmando o frescor de uma marca que busca manter um posicionamento premium e contemporâneo no mercado.
 
Essa dualidade entre o respeito ao cuidado artesanal e o ganho de eficiência técnica industrial transparece de forma direta nos pontos de venda. As novas embalagens foram desenhadas com um design mais limpo e sofisticado para comunicar de imediato a qualidade técnica e os diferenciais do portfólio da Scala, ajudando o consumidor a perceber a dedicação envolvida em cada etapa da produção.
 
Uma das mudanças mais notáveis nas gôndolas foi o retorno estratégico às origens cromáticas da companhia. "As novas embalagens partiram do resgate de elementos que fazem parte da história da Scala. O principal deles é a predominância do vermelho, uma referência à primeira logomarca da marca, criada em 1963, e à identidade visual da nossa muçarela", conta a Diretora Administrativa. Com a padronização das cores, tipografia e elementos gráficos, a marca conseguiu não apenas fortalecer o reconhecimento de suas linhas, mas também tornar a decisão de compra mais intuitiva.
 
Mas o reposicionamento da Scala provou ir além da estética, abraçando de forma profunda o compromisso com toda a cadeia produtiva, um tema vital para a evolução da indústria láctea. A narrativa desta nova fase foi ancorada no conceito "muito além do queijo". Conforme pontua Maria Cerchi, um dos pilares centrais da campanha traduz com exatidão a visão corporativa atual de que o papel da empresa ultrapassa a fabricação de alimentos, envolvendo diretamente a geração de valor para as pessoas e para o meio ambiente.
 
Ao trazer para o centro da sua comunicação iniciativas práticas focadas no uso eficiente de recursos naturais, na redução do consumo de água, na gestão ambiental certificada e no fortalecimento da cadeia leiteira, a Scala comprova que a confiança conquistada em seis décadas é fruto de uma atuação responsável, pautada pelo respeito contínuo aos produtores parceiros e às comunidades.
 
A receptividade a toda essa transformação tem sido positiva, comprovando para a indústria que é perfeitamente possível ditar tendências e crescer respeitando o próprio legado. O feedback de clientes, consumidores e parceiros atesta que a nova identidade preserva a alma da Scala, preparando a marca de forma robusta para os próximos capítulos de sua história.
 
Para o setor lácteo, o projeto demonstra a força da indústria brasileira na conciliação autêntica entre tradição e inovação com propósito, servindo de inspiração sobre como marcas longevas podem e devem evoluir com coerência. Para se aprofundar nas tendências que estão moldando a comunicação no setor lácteo e conhecer outras inovações de destaque, não deixe de conferir os detalhes sobre o Dairy Vision Awards e como participar da premiação. (Milkpoint)

Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 07 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.688


Lácteos registram aumento nas importações e nas exportações em julho

As importações somaram 230 milhões de litros em equivalente-leite, sendo o segundo maior volume registrado para o mês de julho em toda a série histórica.

O mês de julho foi marcado por avanço no volume total das importações e das exportações de lácteos. As importações somaram 230 milhões de litros em equivalente-leite, sendo o segundo maior volume registrado para o mês de julho em toda a série histórica, atrás apenas do resultado observado em 2024. Já as exportações atingiram 5,1 milhões de litros em equivalente-leite.

Com o aumento das importações, o saldo da balança comercial de lácteos voltou a diminuir e apresentou piora em relação ao mês anterior, registrando um déficit de 224,9 milhões de litros em equivalente-leite.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram aumento de 9,0% em relação ao mês anterior e de 33,9% na comparação com julho do ano passado. O resultado reforça que os volumes importados seguem em patamares elevados, sustentados pela maior competitividade dos produtos externos frente aos nacionais. A disponibilidade de leite no Mercosul segue como fator importante nessa dinâmica, favorecendo a entrada de lácteos no mercado brasileiro.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT. 

Os principais movimentos observados nas importações foram:

Leite em pó integral (LPI): registrou aumento de 5% no volume importado em relação ao mês anterior;

Leite em pó desnatado (LPD): apresentou avanço de 13% nas importações frente a junho;

Queijos: registraram alta de 13% no volume importado, reforçando a relevância da categoria na pauta de importações de lácteos. Dentro da cesta de queijos, a muçarela foi a de maior destaque, apresentando avanço mensal de 23,9%.

Já em relação às exportações, julho apresentou aumento de 17,2% frente ao mês anterior. Apesar da recuperação mensal, o volume exportado ainda ficou 5,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Esse movimento mostra uma melhora pontual nos embarques, mas ainda dentro de um cenário de menor competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de julho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

Manteiga: apresentou aumento de 70% no volume exportado em relação ao mês anterior;

Cremes de leite: registraram avanço de 87% nos embarques frente a junho;

Leites condensados: apresentaram crescimento de 58% nas exportações.

Soro de leite: apresentou aumento de  17% no volume exportado, representando 36% dos embarques lácteos no mês, mantendo seu protagonismo mais um mês de principal produto da pauta exportadora.

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de julho de 2026 e junho de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em julho de 2026. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em junho de 2026. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em julho, as importações voltaram a avançar e atingiram o maior nível desde março, reforçando a permanência de volumes elevados ao longo de 2026. O movimento segue associado à maior disponibilidade de leite no Mercosul, à competitividade dos produtos externos e às condições cambiais que continuam influenciando a atratividade dos lácteos importados no mercado brasileiro.

No curto prazo, caso os importados sigam competitivos, as importações tendem a permanecer em patamares relevantes. Ainda assim, os preços de alguns derivados, como a muçarela, seguem elevados, indicando uma demanda interna ainda persistente. 

Apesar do aumento mensal das exportações, os embarques brasileiros ainda permaneceram abaixo do observado no mesmo mês do ano anterior. Dessa forma, os próximos meses exigem atenção à evolução do câmbio, dos preços internacionais, da disponibilidade de leite no Mercosul e do ritmo de importações, fatores que seguirão relevantes para a formação de preços no mercado interno. (Milkpoint)


Livro reúne 50 anos de experiência para uma visão integrada da ordenha mecânica

Depois de mais de 50 anos dedicados à cadeia do leite, Carlos Alberto Della Favera Machado decidiu reunir a experiência acumulada nesta obra.

Segundo o autor, o projeto nasceu de um propósito construído ao longo de toda a sua trajetória profissional. "Sempre tive a convicção de que nossa caminhada precisa ter um propósito. É ele que dá sentido, direção e dimensão real às nossas ações", afirma.

Machado conta que, ao longo das últimas cinco décadas, acumulou experiências como fabricante de ordenhadeiras, técnico de campo, palestrante, autor e participante da elaboração de normas técnicas para o setor. Essa vivência, segundo ele, permitiu compreender que os resultados da atividade leiteira dependem de muito mais do que equipamentos. "Depois de mais de 50 anos vivendo a cadeia do leite, compreendi que as ordenhadeiras são apenas parte da história. O verdadeiro diferencial está nas pessoas, nos valores e nas decisões que transformam tecnologia em resultados", destaca.

Com essa perspectiva, Ordenhadeira Mecânica 360° propõe uma abordagem sistêmica da ordenha, conectando aspectos de engenharia, manejo, qualidade do leite, bem-estar animal, manutenção, gestão e legislação. A proposta é mostrar como diferentes fatores se relacionam e influenciam diretamente a produtividade, a saúde do rebanho e a rentabilidade da propriedade.

O livro é direcionado a produtores, médicos-veterinários, zootecnistas, engenheiros, técnicos, consultores, estudantes e demais profissionais ligados à cadeia leiteira. A apresentação da obra é assinada por Marcos Veiga dos Santos, professor da USP e referência nacional nas áreas de qualidade do leite, mastite e ordenha mecânica.

O lançamento acontecerá no dia 3 de setembro, às 14h, na Casa do SIMERS, no Parque de Exposições Assis Brasil, durante a Expointer 2026. (Milkpoint)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1931 de 06 de agosto de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

As frequentes chuvas, a baixa luminosidade e o excesso de umidade dificultaram o manejo dos rebanhos, principalmente em áreas com acúmulo de barro, comprometendo o acesso às pastagens, às instalações e aos locais de alimentação. Essas condições climáticas também exigiram maior atenção à higiene durante a ordenha e elevaram o risco de mastite e de lesões de casco. Em parte das propriedades, a menor oferta de forragem e a dificuldade de pastejo aumentaram o uso de silagem, feno, concentrados e outros suplementos para a manutenção da produção e da condição corporal. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, a produção continua em patamares bastante baixos devido à restrição de desenvolvimento das pastagens nativas e de pequenos potreiros de espécies anuais de inverno, já que muitos rebanhos são formados por vacas de raça mista em sistemas altamente dependentes da oferta dessas áreas, com aporte limitado de concentrados e silagens. As vacas alimentadas basicamente com campo nativo seguem apresentando baixa produção.  

Na de Erechim, a produção ficou estável na maior parte da região. Porém, houve redução em algumas propriedades em razão da menor oferta de forragem e das condições meteorológicas adversas. Houve aumento de incidência de mastite e de lesões de casco em alguns rebanhos, o que exigiu a intensificação dos cuidados sanitários.  

Na de Ijuí, a produção e a produtividade ficaram estáveis em relação ao período anterior. Em função da sequência de dias com alta umidade, as condições de manejo foram dificultadas, principalmente no deslocamento para as pastagens e próximo aos locais de alimentação. Foi observado, pelos produtores, aumento da incidência de infecções nos cascos dos animais devido ao longo tempo em contato com a umidade. 

Na de Pelotas, os produtores intensificaram o uso de silagem, de rações e de concentrados para complementar a alimentação dos animais e manter a produção. A produção de leite está, de modo geral, estável e dentro do esperado para o período, embora, em algumas propriedades, tenha sido observada redução em função da menor oferta de volumoso. As frequentes chuvas têm dificultado o manejo das pastagens e dos animais, além de interferirem nas atividades ao redor das instalações. Também foram registradas dificuldades relacionadas a interrupções no fornecimento de energia. 

Na de Santa Maria, a dificuldade de pastejo em áreas encharcadas, aliada ao menor consumo de matéria seca, resultou em nova queda no volume da produção leiteira.  

Na de Santa Rosa, as chuvas acumuladas e o temporal de granizo no período trouxeram desafios operacionais significativos para os produtores. O excesso de umidade no solo exigiu um manejo rigoroso do pastejo rotacionado para evitar o desperdício pelo pisoteio. Os produtores também redobraram a atenção em relação à higiene na ordenha e ao monitoramento preventivo da mastite devido ao acúmulo de lama nos acessos dos piquetes e nos arredores das instalações. O uso estratégico de suplementação no cocho com silagem de milho e feno foi intensificado nos dias de maior encharcamento das áreas de pasto. 

Em Ubiretama, o granizo gerou danos significativos em inúmeras estruturas produtivas, como nos telhados das salas de ordenha, em galpões de alimentação ou para armazenamento de insumos e feno, nas lonas de cobertura dos silos de silagem. Essas condições também elevaram o nível de estresse dos animais. Há relato de morte de um animal jovem em decorrência do evento.  (Emater editado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 32/2026 – SEAPI 
Na próxima semana, haverá a formação de um ciclone extratropical, seguida de acentuado declínio das temperaturas e de possibilidade de ocorrência de geadas. Na sexta-feira (07/08), um sistema de baixa pressão deverá se formar nas proximidades da Argentina e do Uruguai e se deslocar em direção ao oceano. Durante esse processo, o sistema irá evoluir rapidamente para uma frente fria que, associada a um ciclone extratropical, poderá provocar aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva, além da possibilidade de rajadas de vento significativas. No sábado (08/08), o sistema deverá se afastar, diminuindo sua influência sobre o estado. Há previsão de chuva apenas em pontos isolados. No domingo (09/08), as temperaturas deverão apresentar acentuado declínio, e o tempo voltará a ficar estável em grande parte do estado. Há possibilidade de ocorrência de geadas em alguns pontos, principalmente na metade sul. Na segunda-feira (10/08) e na terça-feira (11/08), as temperaturas deverão permanecer baixas, e o tempo seguirá estável em grande parte do estado. Há possibilidade de ocorrência de geadas em alguns pontos, principalmente na metade sul. Na metade norte, no dia 11/08, há previsão de chuva isolada devido aos efeitos da circulação atmosférica, que deverão favorecer o transporte de umidade para essa região. Na quarta-feira (12/08), o transporte de umidade deverá se intensificar em todo o estado, e há previsão de chuva em todas as regiões. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 10 mm e 100 mm ao longo da semana, com maiores volumes previstos para a metade sul do estado. (SEAPI editado pelo Sindilat/RS)


Porto Alegre, 06 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.687


IFCN | Leite: alta de cinco meses termina e mercado global se reequilibra

O preço do leite no mercado mundial interrompeu, em junho de 2026, uma sequência de cinco meses consecutivos de alta.

O indicador global da International Farm Comparison Network (IFCN) recuou 0,2% na comparação com maio, um ajuste pequeno, mas que marca uma pausa num movimento que vinha sustentando o setor lácteo internacional desde o início do ano.

A oscilação, ainda que mínima, expõe a volatilidade que caracteriza esse mercado. Segundo a IFCN, o mesmo indicador havia caído cerca de 17% — o equivalente a US$ 9 — ao longo de sete meses, e depois recuperou integralmente esse valor em apenas quatro meses. É nesse contexto de recuperação acelerada que a leve queda de junho aparece: mais como uma pausa do que como uma mudança de rota.

Do lado da oferta, a explicação para o freio nos preços está na produção. A IFCN aponta que o volume mundial de leite segue crescendo acima da média histórica, o que começa a conter novas altas. Os Estados Unidos lideram esse movimento, com produção em expansão sustentada que amplia a disponibilidade global. Já a Nova Zelândia atravessa o período do ano de menor produção, com oferta reduzida antes do início da nova temporada.

Na Europa, o cenário é desigual entre os países. Na Alemanha, a estabilidade do rebanho leiteiro mantém os níveis de produção sob controle.

Na França, a combinação de baixa disponibilidade de forragens com as altas temperaturas registradas no fim de junho preocupa tanto pelo impacto direto na produção quanto pelo bem-estar animal. Para a IFCN, as condições climáticas devem seguir como um dos principais fatores de incerteza para a oferta europeia nos próximos meses.
O comportamento também variou entre os produtos lácteos. Enquanto a maioria das commodities registrou quedas moderadas em junho, o soro de leite em pó subiu 5,7% no mês, e a leite em pó desnatada manteve leves aumentos.

A IFCN relaciona esse desempenho ao interesse internacional sustentado por proteínas lácteas e por produtos com maior vida útil, sobretudo entre os principais países importadores. Do outro lado, queijo, leite integral em pó e manteiga tiveram quedas moderadas ou sinais de estabilização.

Os custos de produção seguem como ponto de atenção. A moderação recente das tensões geopolíticas ajudou a estabilizar parcialmente os preços do petróleo e dos fertilizantes, mas a IFCN alerta que esses custos continuam expostos a alta volatilidade. A evolução da energia, dos fertilizantes e da alimentação animal deve seguir sendo decisiva para a rentabilidade das propriedades leiteiras.

O retrato que emerge é o de um mercado mais equilibrado, mas ainda vulnerável a mudanças bruscas na produção, na demanda e nos custos. O crescimento da oferta nos Estados Unidos contrasta com as limitações sazonais da Nova Zelândia e com as condições climáticas na Europa. A partir daqui, será a demanda por leite em pó, proteínas lácteas, queijo e manteiga que deve definir a direção do mercado no segundo semestre de 2026. (Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por EDairyNews Es)


Receita das cooperativas agropecuárias cresce 11% e alcança R$ 487 bilhões

A receita das cooperativas agropecuárias brasileiras se aproximou de meio trilhão de reais em 2025, uma alta de 11,2% em relação ao ano anterior. O ingresso de R$ 487,3 bilhões no caixa no ano passado foi impulsionado pelo aumento dos preços dos insumos usados pelos agricultores, como fertilizantes e defensivos agrícolas, e pelo salto na cotação de alguns produtos no período, como o café e as proteínas animais. 

O cenário de custos elevados, no entanto, se refletiu nas sobras, como é chamado o lucro das cooperativas. O valor recuou de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, o equivalente a 6% do faturamento total no ano passado. Os dados são do Anuário do Cooperativismo 2025 da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), divulgado nesta sexta-feira (31/7).

As cooperativas agropecuárias são responsáveis por 53% da originação de grãos e fibras no país, com destaque para algumas culturas de inverno, leite e proteínas animais. O ramo também emprega 277,2 mil pessoas diretamente e tem 1,1 milhão de cooperados.

“Temos um modelo consistente, que trabalha forte a perenidade e a sustentabilidade”, afirma Tânia Zanella, presidente-executiva da OCB. Os ativos totais das cooperativas agropecuárias, que consideram imóveis e investimentos, por exemplo, chegaram a R$ 340 bilhões em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024.

Segundo o anuário, em 2025 havia 1.254 cooperativas agropecuárias no país, 7,7% mais que no ano anterior. O número total passa por uma estabilização, diz a presidente da OCB, que destaca a importância da solidez das instituições. “Algumas têm mais de 100 anos, e inúmeras já passaram dos 50 anos”, observa. “O que importa é o crescimento do cooperado”.

Um dos desafios apontados por ela é a necessidade de profissionalização da gestão de negócios das cooperativas agropecuárias, com a segregação dos conselhos administrativos e executivos.

As cooperativas respondem por 25% da capacidade de armazenagem do Brasil e por 10,3% das exportações do agronegócio brasileiro, segundo o anuário. São 140 cooperativas exportadoras, com faturamento próximo a US$17 bilhões em 2025. Os principais produtos da pauta de exportação são café não torrado, carne de aves, soja triturada, carne suína e óleo de soja. Os principais destinos são China, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Reino Unido, Japão, Suíça, Bélgica e Canadá.

A escalada das receitas das cooperativas agropecuárias começou na pandemia, com o salto nos preços das commodities e dos insumos. De 2020 até 2025, a movimentação financeira mais que dobrou nessas organizações, passando de R$239,4 bilhões para R$487,3 bilhões. Já as sobras triplicaram. Saíram de R$9,7 bilhões há seis anos para quase R$30 bilhões.

Com custos ainda altos e preços de commodities agrícolas andando de lado, a previsão da OCB é que não haja reduções significativas nos números do segmento neste ano, mas não é possível cravar crescimento de dois dígitos novamente, afirma João José Prieto Flávio, gerente técnico e econômico da entidade.

Ele ressalta a importância do modelo de negócios do cooperativismo em situações de adversidades no campo. Nos últimos anos, afirma, as cooperativas agropecuárias atuaram como um “colchão de amortecimento” para os produtores rurais diante de maior aperto financeiro, de perdas por conta do clima e de endividamento. Segundo ele, a cooperativa não pode deixar o cooperado “refém” em momento de dificuldade.

“Para ser sustentável e amparar o produtor, a cooperativa tem que ter resiliência como CNPJ e olhar perenidade do produtor rural. O resultado auxilia o produtor que está com as margens apertadas em duas pontas: nesse retorno aos cooperados que ocorre com a distribuição das sobras e com os investimentos que a cooperativa faz em suas estruturas e na agregação de valor aos produtos”, afirma.

Na avaliação da gerente-geral da OCB, Clara Maffia, o ramo agropecuário mostrou resiliência e um crescimento acima da média de outras atividades em meio a adversidades climáticas e econômicas.

“Estamos em um momento desafiador do setor agropecuário, falamos de endividamento e de questões climáticas, mas o cooperativismo vem para mostrar resiliência e manutenção do produtor no longo prazo”, opina.

A meta traçada pelo sistema cooperativista brasileiro é chegar a R$1 trilhão de receita até 2028. Ao considerar os oito ramos (agropecuário, consumo, crédito, infraestrutura, saúde, trabalho, transporte e seguros), as cooperativas tiveram receita de R$848,3 bilhões em 2025. O ramo agropecuário representou 57,4% desse bolo.

O Brasil já tem 29 milhões de cooperados em 4,4 mil cooperativas. A geração direta de empregos passou de 613,3 mil em 2025. Os ativos totais somam R$1,6 trilhão, de acordo com a OCB. (Globo Rural)

Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

Decisão do Banco Central já era esperada pelo mercado diante da desaceleração da inflação, que acumula alta de 4,64% em 12 meses

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.


Jogo Rápido

Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira. Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul. A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 05 de agosto de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.686


Seminário do Leite reúne especialistas para debater tendências, inovação e o futuro da cadeia leiteira no Agroleite 2026

O segundo dia do Agroleite 2026 foi marcado por uma programação intensa na Arena Conexão - Plenária Principal do Parque Tecnológico Agroleite, com o Seminário Internacional do Leite reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir os desafios, oportunidades e as perspectivas para a pecuária leiteira.

Durante toda a manhã, a Arena Conexão reuniu aproximadamente 600 pessoas para uma programação que trouxe reflexões sobre o futuro da produção, as tendências do mercado mundial e a relação entre sustentabilidade e agronegócio com nomes consolidados como José Luiz Bellini, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite; Lucas Souto, Líder Global de Categoria de Ruminantes da Cargill e Richard Rasmussen, biólogo, apresentador e ambientalista.

A programação do Agroleite 2026 segue até sexta-feira (7), reunindo 404 expositores, fóruns técnicos, palestras, painéis, julgamentos de animais, dinâmica de máquinas, Trilha do Leite, Rota do Leite, torneio leiteiro, apresentações culturais e rodadas de negócios.

Potencial da cadeia leiteira

Abrindo o seminário, José Luiz Bellini apresentou a palestra ‘Estrutura, dinâmica e futuro da pecuária leiteira brasileira’. O pesquisador destacou que a cadeia leiteira nacional tem potencial para ampliar sua participação no mercado global, desde que continue investindo em inovação, tecnologia e parcerias.

Segundo Bellini, o Agroleite é o ambiente ideal para esse debate por reunir conhecimento, pesquisa e produtores comprometidos com a evolução do setor. “Aqui é um local onde se sonha e se constrói. A pecuária leiteira brasileira tem grande potencial para ser um importante player mundial, e esse é o espaço para discutirmos essa visão de futuro”, afirmou.

O chefe-geral da Embrapa também ressaltou a aproximação da instituição com a Castrolanda e o Parque Tecnológico Agroleite para ampliar o desenvolvimento de pesquisas, tecnologias e estratégias voltadas ao aumento da produção e da produtividade nas propriedades leiteiras.

Tendências do Mercado do Leite

Na sequência, Lucas Souto conduziu a palestra ‘O que está mudando no mercado do leite no mundo e o que isso muda na sua fazenda amanhã?’. O especialista, que mora no Canadá, apresentou tendências observadas em diferentes países e mostrou como elas podem contribuir para elevar a competividade das propriedades brasileiras.

De acordo com Souto, o trabalho desenvolvido pela empresa busca analisar as fazendas de forma integrada, identificando oportunidades para aumentar a produtividade de acordo com a realidade de cada produtor. “Falamos um pouco da realidade de outros países, das tendências de mercado, associando isso ao cenário brasileiro para gerar insights que possam ser implementados aqui”, explicou.

Ao comparar o cenário internacional com o Paraná, o especialista destacou o alto nível tecnológico da produção leiteira regional. “O nível do Brasil, especialmente do Paraná, é muito bom. Temos propriedades altamente tecnificadas e produtivas que não ficam atrás das grandes referências mundiais”, disse.

Aproximação com o agro

Encerrando o seminário, o biólogo e comunicador Richard Rasmussen, convidado pela patrocinadora diamante Biofarm, apresentou a palestra ‘A Trajetória de um Biólogo no Agro Brasileiro’. Em sua fala, Rasmussen compartilhou a transformação de sua visão sobre o agronegócio após conhecer de perto a realidade dos produtores rurais.

Segundo Rasmussen, o Brasil reúne tecnologia, produção de alimentos e conservação ambiental de forma única no mundo. “O produtor brasileiro é um dos mais tecnológicos do mundo e ainda conserva áreas de vegetação. Isso precisa ser reconhecido”, comenta.
O biólogo contou que sua aproximação com o agro começou há cerca de sete anos, quando passou a produzir conteúdos para entender como funcionavam a pecuária e, posteriormente, a agricultura. “Eu estava disposto a aprender. Hoje quero colaborar para que mais pessoas tenham essa mesma oportunidade de compreender o agro brasileiro”.

Ao comentar sobre a região de Castro, Rasmussen ressaltou a importância da cadeia leiteira para o país. “Castro é a Capital Nacional do Leite. Basta olhar este evento para entender a força do setor. O agro é responsável por alimentar o mundo e isso merece reconhecimento”, comentou. (Agroleite)


GDT 409º registra estabilidade e indica maior equilíbrio no mercado internacional

O resultado indica um cenário de acomodação nas cotações internacionais dos lácteos.

O 409º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou estabilidade de 0,1% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.778/tonelada. O resultado indica um cenário de acomodação nas cotações internacionais dos lácteos, após os ajustes observados nos leilões anteriores, sugerindo um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda.
Gráfico 1. Preço médio leilão GDT. Fonte: Global Dairy Trade (GDT). 

Nos leites em pó, o movimento foi positivo, com destaque para o leite em pó desnatado (LPD), que liderou os aumentos do segmento ao avançar 1,2%, sendo negociado a USD 3.261/tonelada. Já o leite em pó integral (LPI) registrou estabilidade, com leve alta de 0,2%, atingindo USD 3.483/tonelada. O avanço recorrente do LPD pode seguir refletindo uma demanda mais aquecida por ingredientes proteicos, contribuindo para maior sustentação do produto.

Gráfico 2. Preço médio LPI. Fonte: Global Dairy Trade (GDT). 

Entre queijos e manteiga, o movimento foi diverso. A muçarela avançou 1,0%, sendo negociada a USD 3.992/tonelada. O cheddar, em lado com a muçarela, apresentou recuperação após as quedas observadas nos últimos leilões, com alta de 3,8%, atingindo USD 3.723/tonelada. A manteiga foi negociada a USD 5.225/tonelada, com queda de 2,3%, enquanto a gordura anidra do leite apresentou relativa estabilidade, com leve recuo de 0,8%, para USD 6.367/tonelada.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 04/08/2026. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado avança em meio à maior oferta sazonal

O volume negociado totalizou 40.504 toneladas, aumento de 50,6% em relação ao leilão anterior. O movimento está associado ao avanço sazonal da produção na Oceania, que amplia a disponibilidade de leite e derivados no mercado internacional. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume também apresentou alta, de 9,4%.

O resultado chama atenção pelo patamar elevado de produto negociado, superando níveis observados em 2024 e se aproximando dos volumes registrados em 2025. Mesmo diante desse aumento expressivo da oferta, os preços dos produtos registraram aumento nas cotações, indicando que o mercado segue aquecido e absorvendo os volumes disponíveis.

Além disso, o leilão registrou novamente o maior número de participantes recentes, totalizando 170 compradores. Esse movimento sugere uma demanda mais aquecida, que contribuiu para compensar o aumento do volume ofertado e sustentar as cotações em um patamar de maior equilíbrio.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, o mercado futuro de leite em pó integral (WMP) registrou estabilidade, mas com viés de alta nas negociações mais recentes. Os contratos seguem indicando um cenário de maior equilíbrio para os próximos meses, refletindo a estabilidade observada no GDT e a capacidade do mercado de absorver o aumento sazonal da oferta.

A continuidade da safra na Oceania e o ritmo da demanda internacional permanecem como fatores determinantes para definir se os preços futuros conseguirão sustentar esse viés positivo ou voltarão a apresentar ajustes.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures). Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 409º indica um mercado internacional mais estável, especialmente nos leites em pó. A leve alta do LPI e o novo avanço do LPD reforçam uma leitura de maior equilíbrio nas referências externas de preços, após a sequência de ajustes observada nos leilões anteriores.

No Brasil, esse cenário pode contribuir para uma percepção menos pressionada no mercado de leite em pó integral, que vinha acompanhando parcialmente os movimentos do mercado internacional. Ainda assim, a dinâmica das importações dos leites em pó segue como ponto central de atenção, já que os volumes importados continuam relevantes e influenciam diretamente as negociações internas.

Mesmo com a estabilidade dos preços internacionais, a competitividade do produto importado permanece condicionada ao comportamento do câmbio. Caso o real se valorize, os produtos externos podem seguir ganhando espaço no mercado brasileiro, limitando uma sustentação mais consistente das cotações domésticas. Dessa forma, o mercado brasileiro deve acompanhar a evolução dos próximos leilões, o comportamento dos contratos futuros e o ritmo das importações, que seguem relevantes para a formação de preços no mercado interno. (Milkpoint)

Conhecer o shopper é o novo diferencial para a indústria de lácteos, destacam especialistas em podcast

Em conversa promovida pela Rock Encantech, representantes da indústria, do varejo e da MilkPoint Ventures discutiram como a hipersegmentação, a inteligência de dados e a mudança no comportamento do consumidor estão redefinindo estratégias no setor.
O comportamento do consumidor está mudando em ritmo acelerado e, com ele, também precisam evoluir as estratégias da indústria de alimentos. Esse foi o tema central do podcast promovido pela Rock Encantech, que reuniu Eduardo Donoso, da equipe de Marketing da empresa, Rafael Matos, diretor Comercial de Indústria da Rock Encantech, Vinícius Nardy, sócio e COO da MilkPoint Ventures, e Valter Galan, diretor técnico da MilkPoint Ventures.

Ao longo da conversa, os participantes defenderam que o acesso aos dados deixou de ser um diferencial competitivo. O verdadeiro valor, segundo eles, está na capacidade de interpretar essas informações para compreender quem é o shopper, quais são seus hábitos de consumo e como transformar esse conhecimento em decisões mais assertivas para indústria e varejo.

Um dos pontos centrais do debate foi a crescente necessidade de especialização dos portfólios. Com mercados mais competitivos e margens pressionadas, a diferenciação passa pela criação de produtos voltados para públicos específicos.

Os produtos enfrentam cada vez mais concorrência e margens mais apertadas. A saída é encontrar novos caminhos, desenvolvendo nichos e categorias de maior valor agregado. Mais do que uma oportunidade, essa adaptação passa a ser uma necessidade para a indústria.

Os participantes destacaram que esse movimento acompanha uma mudança global no consumo. O leite fluido perde espaço relativo enquanto cresce a demanda por produtos com maior valor percebido, como queijos especiais, iogurtes, bebidas proteicas e ingredientes lácteos voltados à nutrição. Nesse contexto, compreender o consumidor torna-se decisivo para orientar desde o desenvolvimento de novos produtos até os investimentos em marketing e distribuição.

Outro conceito discutido foi o da hipersegmentação. Em vez de campanhas amplas e genéricas, a tendência é que as empresas passem a construir estratégias muito mais direcionadas, considerando diferentes perfis de consumidores, ocasiões de consumo e preferências específicas.

Os especialistas ressaltaram que essa lógica também influencia a inovação. Antes de lançar um produto, torna-se cada vez mais importante identificar para quem ele foi pensado, em quais momentos será consumido e quais necessidades efetivamente atende.

A ampliação dos portfólios também apareceu como uma tendência consolidada. Segundo os participantes, diversas empresas têm investido em novas categorias e até em collabs com outras marcas para ampliar sua presença junto ao consumidor. No entanto, essas iniciativas só fazem sentido quando são baseadas em um conhecimento aprofundado do shopper.

Outro aspecto abordado foi o papel crescente da inteligência artificial nesse processo. A tecnologia pode acelerar a interpretação de grandes volumes de dados, permitindo análises mais personalizadas para cada empresa e apoiando decisões sobre comunicação, desenvolvimento de produtos e alocação de investimentos.

Ao longo da conversa, os especialistas reforçaram que o consumidor atual está mais conectado, exposto a inúmeros estímulos e com expectativas cada vez mais específicas. Nesse cenário, entender sua jornada e antecipar seus movimentos deixa de ser apenas uma vantagem competitiva e passa a ser um requisito para expandir mercados e construir marcas relevantes.

O episódio completo está disponível no canal da Rock Encantech no YouTube. Confira clicando aqui. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Piracanjuba investe em bebida proteica e ativação no Rock in Rio
A marca de lácteos Piracanjuba decidiu patrocinar festivais de música para conquistar um público mais jovem e ampliar a faixa etária dos consumidores -- que hoje está concentrada entre 30 e 45 anos. A estratégia começou no ano passado com The Town, em São Paulo, e o próximo evento será o Rock in Rio, que vai acontecer na capital fluminense no mês que vem. A diretora de marketing do Grupo Piracanjuba, Lisiane Campos, não revela o valor do investimento, mas diz que a iniciativa contempla a exclusividade na oferta de bebidas proteicas durante o festival, além de anúncios na TV e em aeroportos, metrô e rodoviárias (OOH, na sigla em inglês), e conteúdo em redes sociais. Parte dos recursos também foi direcionada à realização de uma corrida proprietária no Rio de Janeiro, no último domingo, 2 de agosto. Na ocasião, foram apresentados os lançamentos da linha ProForce, como creatina monohidratada, gel de carboidrato, pré-treino, barra de proteína, whey protein concentrado e as embalagens temáticas do Rock in Rio. Segundo a executiva, a ideia é mostrar que a marca está ampliando seu posicionamento para além da nutrição esportiva e passando a ocupar também os territórios de música, entretenimento e estilo de vida. "Os produtos não estão direcionados apenas à alta performance, é para quem precisa de proteína no dia a dia, e é aí que entra o festival", afirma. O trabalho de construção de marca é feito pelas agências Samba (que pertence à Holding Clube), CS Produções e Eventos e AlmapBBDO. Além disso, a empresa contratou, neste ano, um instituto de pesquisa para avaliar o retorno da iniciativa no Rock in Rio e sugerir melhorias para as próximas edições. Segundo Campos, o objetivo da estratégia é chegar à liderança de mercado das bebidas proteicas. Para isso, a empresa não só investiu em marketing, mas também na aquisição de novos maquinários para ampliar a capacidade de produção. "Como toda a fabricação é própria, conseguimos manter um controle mais rigoroso sobre o padrão de qualidade. Em vez de terceirizarmos a produção, a estratégia foi expandir a capacidade interna", explica, referindo-se à nova fábrica em São Jorge d'Oeste, no Paraná. A Piracanjuba, assim como outras companhias, aposta no crescimento do mercado de proteínas. De acordo com levantamento da consultoria Bain & Company, o mercado brasileiro de concentrados e isolados proteicos (whey protein) cresceu de US$ 165 milhões em 2021 para US$ 360 milhões em 2025. Para os próximos cinco anos, a expectativa é de crescimento de cerca de 7% ao ano em volume, sustentado pela preocupação com saúde e longevidade e pelo avanço do uso de GLP-1 (classe de medicamentos para perda de peso e diabetes) no Brasil. A consultoria estima que 11% da população brasileira já usou ou usa essas medicações no país. (Valor Economico via Globo Rural)