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Porto Alegre, 07 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.665


Muito além do rótulo: como as embalagens viraram plataformas para o marketing de causa

Os espaços nas embalagens, inclusive dos lácteos, vêm sendo usados para aproximar causas sociais do consumidor, saiba mais.

Caixas de leite e até etiquetas deixaram de servir apenas para informar composição, validade e modo de uso. Esses espaços vêm sendo usados, cada vez mais, para disseminar mensagens de conscientização e aproximar causas sociais e ambientais da rotina do consumidor - um movimento que ganha força à medida que cresce a expectativa de que as marcas assumam um papel mais ativo não apenas no debate público, mas também na promoção de mudanças concretas na sociedade.

Uma das empresas que apostam nessa estratégia é a Piracanjuba. Desde 2024, a marca de laticínios utiliza suas embalagens de leite para divulgar fotos de pessoas desaparecidas em parceria com a ONG Mães da Sé. Recentemente, a companhia decidiu ampliar o escopo da iniciativa social e desde abril passou a estampar mensagens de conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA) nas caixinhas distribuídas por todo o país.

As frases curtas e diretas, como “autismo não é doença” e “cada pessoa autista é única”, foram elaboradas em parceria com a organização Autistas Brasil. “O Brasil é hoje um dos maiores polos de desinformação sobre autismo. Então, pensamos em mensagens curtas, com respaldo científico, mas que fossem compreensíveis para qualquer pessoa”, afirmou ao Valor, o presidente da entidade, Guilherme de Almeida.

Segundo o executivo, trata-se de uma das maiores campanhas com essa temática no mundo, por causa do alcance dos produtos da Piracanjuba, que distribui cerca de 50 milhões de litros de leite por mês em todo o país. A diretora de marketing do grupo de laticínio, Lisiane Campos, conta que houve adesão de supermercados, que voluntariamente - e sem custos - passaram a veicular informações sobre autismo nos telões e encartes. “Estamos vendo um enorme engajamento espontâneo”, disse.

As campanhas se tornarão recorrentes. Em agosto, as embalagens voltam a trazer rostos de desaparecidos; e em abril, será a vez novamente das mensagens sobre autismo. Para a diretora-presidente (CEO) da agência Ampfy, Andrea Siqueira, a estratégia vai além de uma ação pontual de comunicação. “A embalagem virou uma plataforma de conscientização. A ideia é usar essa capilaridade para falar de temas urgentes da sociedade”, disse ela, que também é responsável pelo projeto.

A iniciativa vai ao encontro do que os consumidores entendem como papel social das companhias. Estudo da consultoria Ipsos aponta que 85% dos brasileiros acreditam que as empresas têm o dever de contribuir com a sociedade; no mundo, esse indicador é de 82%. Segundo o gerente sênior de reputação corporativa e opinião pública da Ipsos, Rafael Pisetta, isso acontece porque existe uma percepção crescente de que apenas ações individuais não são suficientes para enfrentar problemas como mudanças climáticas, desigualdade ou inclusão social.

Além das questões sociais, os temas ambientais estão no radar das empresas, em linha com a demanda dos consumidores. Levantamento da Kantar indica que mudanças climáticas (44%), conflitos internacionais (39%), uso de recursos naturais (35%) e temas sociais (29%) estão entre as principais preocupações dos brasileiros na atualidade.

Ainda assim, o executivo de marketing da Kantar Brasil, Rafael Farias Teixeira, diz que há uma contradição entre discurso e prática. Embora 87% dos brasileiros afirmem desejar escolhas mais sustentáveis, apenas 35% dizem ter efetivamente mudado hábitos de consumo. O principal freio continua sendo o preço: 35% acreditam que produtos sustentáveis custam mais caro, enquanto 33% dizem não ter informação suficiente sobre as ações das empresas.

Essa necessidade de transparência aparece também nos estudos da Ipsos. Mais da metade dos entrevistados afirmam que existe pouca informação disponível sobre projetos de sustentabilidade e que as empresas deveriam comunicar melhor suas iniciativas.

O Grupo Boticário busca tornar as suas iniciativas ambientais mais palpáveis para os consumidores. Um exemplo disso é o programa Boti Recicla, que coleta embalagens vazias de cosméticos de qualquer marca desde 2006. O projeto, que nasceu antes mesmo de existir regulamentação sobre logística reversa no setor de beleza, conta com cerca de 4 mil pontos de coleta no Brasil e em Portugal. Segundo o diretor de ESG do Grupo Boticário, Luis Meyer, a ideia era ampliar a responsabilidade da empresa em relação ao produto em si e incluir o pós-consumo das embalagens.

Em 2025, o programa montou uma loja temporária em São Paulo, a Boti Recicla Store, na qual os consumidores podiam “comprar” produtos da marca usando resíduos recicláveis como moeda de troca. A ação reuniu mais de 680 participantes e arrecadou acima de uma tonelada de resíduos em apenas três dias. Uma balança interativa mostrava, em tempo real, a estimativa de CO2 evitado a cada descarte realizado. Segundo a empresa, não há data para novas empreitadas como essa.

Além do impacto ambiental, a companhia diz que o programa também fortalece cooperativas de reciclagem e amplia a conscientização sobre descarte correto. “Hoje, sustentabilidade não pode ser tratada como diferencial, mas como prática contínua”, diz Meyer.

Para Pisetta, da Ipsos, iniciativas como essas tendem a ganhar força - mas precisarão cada vez mais mostrar resultados concretos ao consumidor. O estudo da consultoria informa que confiança virou elemento central para o marketing de causa: 62% preferem comprar produtos ligados a ONGs reconhecidas, enquanto 71% afirmam priorizar marcas em que confiam.

Ao mesmo tempo, cresce o receio de “greenwashing” e “social washing” - quando o discurso de marketing não está calcado em iniciativas concretas que beneficiam o meio ambiente nem a sociedade, respectivamente. Segundo a Ipsos, o consumidor quer “impacto visível”: entender quanto mudou, para quem mudou e quais resultados foram alcançados. Na avaliação de Pisetta, a própria embalagem pode ajudar a tornar esse impacto mais tangível. QR Codes com vídeos, fotos e indicadores de impacto social ou ambiental podem ganhar espaço nos próximos anos, aproximando o consumidor das ações realizadas pelas marcas. “O brasileiro não é indiferente às causas. Ele quer participar, mas espera transparência, clareza e que isso não aumente o custo de vida”, resume.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.


GDT - GLOBAL DAIRY TRADE

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

Fundesa-RS altera modelo de arrecadação para bovinos e búfalos a partir de julho

A cadeia produtiva de bovinos e búfalos de corte e leite no Rio Grande do Sul passa a adotar um novo modelo de contribuição ao Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), vinculado aos dados da Declaração Anual de Rebanho. A mudança encerra o recolhimento realizado no momento do abate, transferindo a cobrança para a base do rebanho declarado, com pagamento feito diretamente pelo produtor.

A medida deveria valer a partir de 1º de julho, mas em função da prorrogação do prazo para a Declaração Anual de Rebanho até o dia 10 de julho, a emissão do boleto poderá ser realizada a partir do dia 15 deste mês. Com a alteração, todos os criadores passam a participar da manutenção do fundo proporcionalmente ao número de animais declarados, independentemente da destinação para o abate.

Cada pecuarista com propriedade cadastrada no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) da Secretaria da Agricultura, e que tiver o cadastro atualizado, receberá, por e-mail, o link para geração do boleto. Caso a mensagem não seja recebida, o produtor deverá acessar o site do Fundesa, clicando no banner que será disponibilizado a partir do dia 15. O valor corresponde a R$ 1,33 por animal declarado. A saída definitiva de animais vivos para outros estados ou países também pagará R$ 1,33 por cabeça. Já animais que retornam ao Rio Grande do Sul após participação em eventos e exposições não sofrem nova taxação, conforme o regulamento do fundo.

Para animais com valor genético, reprodutores, o pagamento é de R$ 2,67, porém a emissão deverá ser realizada como antes, via site guiasfundesa.com.br.

Procedimentos para pagamento

O pagamento da contribuição deve ser efetuado até o último dia útil de julho. Devido à prorrogação do prazo da Declaração Anual de Rebanho em 2026, o prazo para quitação sem incidência de juros ou multas foi estendido até 31 de agosto. Os produtores com cadastro atualizado no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) receberão o link para emissão do boleto via e-mail, pelo remetente comunicados@comunicados.guiasfundesa.com.br. Caso a notificação não seja recebida, o contribuinte deve acessar o site oficial do Fundesa-RS (fundesa.com.br), selecionar o banner específico para bovinos e búfalos que será disponibilizado a partir do dia 15 de julho, e inserir CPF ou CNPJ para gerar a guia.

Em caso de divergências ou dificuldades na emissão, o Fundesa-RS disponibiliza atendimento via WhatsApp pelo número (51) 4042-1901.

Finalidade do fundo

O Fundesa-RS é um fundo privado, constituído por entidades representativas de produtores e agroindústrias das cadeias de aves, suínos e bovinos de corte e leite. Os recursos arrecadados se destinam a indenizações ágeis e transparentes de produtores em casos de focos de doenças como a febre aftosa. O Fundo também atua, através de um Plano de Ação elaborado junto à Secretaria da Agricultura, para o custeio de equipamentos, treinamentos e tecnologias voltados à defesa agropecuária.

A manutenção da regularidade junto ao Fundesa é condição para que a propriedade seja elegível ao recebimento de indenizações por sacrifício sanitário. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Programa Bônus Mais Leite consolida novo modelo de apoio aos produtores de leite
Lançado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural [SDR], em novembro de 2025, o Programa Bônus Mais Leite encerrou o Plano Safra 2025/2026, em 30 de junho de 2026, consolidando-se como uma política pública inédita de apoio à cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. Ao longo de sete meses, o programa recebeu 3,4 mil solicitações de enquadramento. Após análise técnica, foram aprovados 3.072 projetos de crédito, permitindo aos produtores acessar a subvenção estadual prevista pelo programa.  A iniciativa movimentou R$ 181,9 milhões em financiamentos rurais e beneficiou mais de 2,8 mil famílias da agricultura familiar.O programa foi criado em um momento de dificuldades enfrentadas pelo setor, marcado principalmente pela redução do preço pago ao produtor, pelos elevados custos de produção e pelos prejuízos acumulados em decorrência dos eventos meteorológicos extremos registrados nos últimos anos.O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou que a iniciativa representa um marco nas políticas públicas do Rio Grande do Sul ao instituir, pela primeira vez, um modelo de subvenção ao crédito rural destinado aos produtores de leite da agricultura familiar, por meio da amortização direta de financiamentos do Pronaf.  "O Estado não contava com um mecanismo dessa natureza, capaz de transferir recursos diretamente aos produtores", afirmou.Do total de operações aprovadas, 1.085 correspondem a financiamentos para investimentos e 1.987 a operações de custeio, totalizando R$181,9 milhões em crédito rural. Com isso,o governo do Estado concede R$29,8 milhões em subvenção. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 06 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.664


Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite

A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.

Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Outro tema relevante será o da competitividade associada às políticas públicas, apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.

Programação:

  • 07h30min - 08h30min: Milk Break & Networking: café da manhã de recepção com espaço para conexões e trocas de experiências 
  • 08h30min - 08h40min: Lançamento Milk Summit Mercosul 2026: Apresentação da Comissão Organizadora, lançamento da programação oficial e abertura das inscrições 
  • 08h40min - 08h50min: Convite para participação da Expofest Ijuí 2026: Presidente Antônio Tambara e Soberanas da Expofest Ijuí 2026 
  • 08h50min - 09h30min: Competitividade do leite frente à Argentina e Uruguai: Palestra com Glauco Carvalho (Embrapa Gado de Leite) 
  • 09h30min - 09h55min: Lançamento StoneX Leite Futuro: Palestra com Marianne Tufanni (StoneX) 
  • 09h55min - 10h20min: Derivativos financeiros para o agro: Matheus Zimmermann (Sicredi das Culturas RS/MG)
  • 10h20min - 10h45min: Competitividade e Políticas Públicas: Palestra com Márcio Madalena - Secretário de Estado (Seapi) 
  • 10h45min - 12h00min: Mesa-redonda: O mercado futuro do leite, com Sindilat/RS, Embrapa, StoneX, Sicredi, Seapi, FecoAgro, Mapa, Sebrae, Farsul, SDR, Senar, Fetag, Emater, Prefeitura de Ijuí.
  • 12h00min - 12h20min: Prêmio: Destaques dos produtores de leite de Ijuí - Prefeitura e comissão 
  • 12h20min - 12h35min: Fala das autoridades e encerramento 
 Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
  • Data: 14/07/2026
  • Horário: A partir das 7h30min
  • Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
  • Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Leite vive momento de estabilidade

Cotação média em junho foi de R$ 2,42 o litro ao produtor, enquanto os custos tiveram deflação em maio

O valor de referência do leite no mês passado ficou projetado em R2,4281, pequena queda em relação ao o número consolidado de maio, em R$ 2,4302, "mantendo a trajetória de estabilização observada no mercado", destacou o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleit/RS), que divulgou os preços. 

O setor enfrentou recentemente uma situação mais complicada em relação a cotações aos produtores. Em janeiro o valor de referência estava em 2,0560, enquanto no último mês de 2025 em R$ 2,0180."Mostra a estabilidade que temos tido neste ano de 2026", avalia o momento Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados [Sindilat/RS]. 

"Diria que o ano de 2026, por enquanto, está positivo para o segmento do produtor, da indústria e do consumidor também, que não está tendo grandes aumentos nos derivados lácteos", resume. Conforme ele, após uma "boa recuperação no mês de abril", maio também seguiu estável, assim como em junho. 

"Com isso, a gente entende que o cenário tá positivo para o setor, claro que com margens mais ajustadas do que foi o ano de 2024 e o primeiro semestre de 2025", complementa.Palharini acrescenta ainda que não tem ocorrido um "aumento significativo" nos custos de produção, sobretudo em relação aos insumos para a ração a milho e farelo de soja. "Então, eu diria que é um cenário que, para o produtor, mesmo que a margem seja pequena, está mais confortável do que aqueles períodos onde a gente tinha um aumento significativo de preço e depois uma queda também bastante forte", ressalta. Mas como negativo no cenário, segue a alta importação de leite em pó. 

"Nós tivemos essa questão do dumping que ficou provado que a Argentina e o Uruguai usaram esse expediente, mas o governo não incrementou nenhuma alíquota complementar para a entrada desses produtos", lamenta. Segundo ele, a participação do leite em pó e derivados está em quase 10% do consumo nacional, média que, até 2022, representava até 2%.

Deflação: Já o Índice de Inflação para a Produção de Leite Cru, calculado pela Farsul, registrou deflação de 0,72% em maio. "O recuo no indicador mensal trouxe um alívio pontual aos custos de produção da cadeia leiteira gaúcha, impulsionado pela maior estabilidade cambial e por um arrefecimento dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo", explica nota da entidade."Apesar do recuo no agregado, a estrutura de custos ainda enfrenta pressões pontuais. A energia elétrica foi o principal vetor de alta em maio, com elevação de 6,2%, reflexo de alterações na faixa horária de consumo e bandeiras tarifárias mais caras. O sal mineral também registrou alta de 2,4%, impulsionada por problemas logísticos no Marrocos que encareceram o ácido fosfórico", complementou.Em janeiro o valor de referência do litro de leite estava em R$2,05. (Correio do Povo)

Balança comercial dos lácteos registra recuo em importações e exportações em junho

O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações. As importações totalizaram 211 milhões de litros em equivalente-litro, enquanto as exportações foram de 4,4 milhões de litros em equivalente-litro.

Apesar do déficit da balança comercial ter se mantido, houve um recuo de 8 milhões de litros em equivalente-litro, totalizando 206,6 milhões de litros em equivalente-litro de déficit na balança comercial.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram recuo de 4,2% em relação ao mês anterior. Apesar desse recuo, os volumes importados ainda apresentaram avanços relevantes comparados ao mesmo período do ano anterior, totalizando um avanço de 35,2%.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

Os principais movimentos observados nas importações foram:

O leite em pó integral, principal produto da cesta de lácteos importados, apresentou recuo de 6% no volume importado na comparação mensal; 

Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 8% na comparação mensal, atingindo o patamar de aproximadamente 3,85 mil toneladas.  

A categoria de queijos, que correspondeu a 24% do volume importado, apresentou recuo de 11% no volume. 

A subcategoria de “queijo tipo mussarela, fresco (não curado)” contribuiu com uma queda de 22% dentro da categoria. 

Já em relação às exportações, junho apresentou recuo de 23,9% frente ao mês de maio, passando de 5,8 milhões de litros em equivalente-leite para 4,4 milhões de litros em equivalente-leite. O volume exportado também apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que apresentou 5,0 milhões de litros em equivalente-litro, indicando um recuo de 13,0%. Esse movimento mostra uma leve redução dos embarques, apontando para um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. 

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de junho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 19% no volume embarcado;

O leite condensado, segundo principal produto na cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 35%. 

Por último, o creme de leite, que representou 11% da cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 44% na comparação mensal. 

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de junho de 2026 e maio de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em junho de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em maio de 2026

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em junho, as importações voltaram a recuar na comparação mensal, mas seguiram em níveis elevados no comparativo anual, ficando 35,2% acima do volume registrado no mesmo mês do ano passado.

Para o restante do ano, a expectativa é de que as importações continuem acima dos níveis observados em 2025, embora sem grandes oscilações no curto prazo. Esse cenário é sustentado, principalmente, pela maior disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção uruguaia e argentina em volumes elevados. Esse contexto amplia a oferta de produtos importados ao Brasil e tende a pressionar os preços dos derivados no mercado.

Além disso, o ambiente socioeconômico internacional tem causado uma maior volatilidade do dólar. Ainda assim, no comparativo anual, o câmbio segue favorecendo a competitividade dos produtos externos, reforçando a atratividade das importações e mantendo o mercado doméstico mais exposto à concorrência com os derivados importados. (Milkpoint)


Jogo Rápido

RS terá tempo seco no fim de semana e retorno das chuvas nos próximos dias
Na próxima semana, a chuva deverá continuar, principalmente na metade Norte do estado. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).   Sábado (4/7): neste dia e até a manhã de domingo, a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior já não estará mais influenciando o tempo no território gaúcho. Por conseguinte, não há previsão de chuva significativa na maioria das regiões. Domingo (5/7): ao final do dia, uma nova frente fria estará se aproximando do estado, trazendo instabilidade para os próximos dias. Segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7): uma nova frente fria deixará o tempo instável em praticamente todo o estado. Assim, há previsão de chuva para todas as regiões, com os maiores volumes previstos novamente para a metade Norte do estado. Quarta-feira (8/7): o sistema se afastará, reduzindo sua influência sobre o estado. Há apenas previsão de chuva isolada. Os acumulados de precipitação deverão variar entre zero e 50 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 03 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.663


Governo do RS investe R$ 30 milhões na compra de leite em pó da agricultura familiar

O governo do Rio Grande do Sul formalizou contratos com nove cooperativas da agricultura familiar para a aquisição de mais de 740 toneladas de leite em pó. O produto será destinado a Pontos Populares de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Ppssan) e à rede socioassistencial de municípios para o atendimento de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar, além de estabelecimentos prisionais do estado.

Com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), o valor investido soma R$ 30 milhões. A compra ocorre no âmbito do Programa Estadual de Compras da Agricultura Familiar (Pecaf/RS), na modalidade de Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite. Todas as cooperativas fornecedoras foram selecionadas através de chamada pública.

Apoio aos Ppssan e à rede socioassistencial

Por meio da Secretaria Desenvolvimento Social (Sedes) foram adquiridas cerca de 540 toneladas de leite em pó de seis cooperativas para distribuição a Ppssan e à rede socioassistencial de 17 municípios. A iniciativa visa atender famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar. O valor da compra soma R$ 22,1 milhões.

“Essa é uma ação que busca fortalecer iniciativas que atuam no enfrentamento à insegurança alimentar nos territórios, bem como apoiar a política de assistência social dos municípios. Além disso, vamos fomentar o setor agrofamiliar gaúcho, com a geração de mais renda para os pequenos produtores rurais, movimentando a economia local”, explicou o titular da Sedes, Gustavo Segabinazzi Saldanha.

A seleção dos municípios atendidos teve como base os seguintes critérios:

Ter decreto de calamidade pública homologado pelo Executivo estadual em razão das chuvas intensas de abril e maio de 2024;

Possuir Ppssan reconhecidos em seu território;

Ter aderido à Estratégia Estadual de Fomento aos Ppssan.

A distribuição do leite em pó será realizada pelas prefeituras contempladas, que atuarão como parceiras na operacionalização, armazenamento e entrega do produto aos Ppssan. Caso os municípios atendidos não tenham aderido à estratégia, o leite em pó será destinado à rede socioassistencial local, responsável pela posterior distribuição às famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar. O leite em pó deve ser entregue mensalmente, ao longo de um ano. O início da distribuição está previsto para o segundo semestre de 2026.

Atendimento ao sistema prisional

Também foram adquiridas, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), mais de 200 toneladas de leite em pó para atendimento ao sistema prisional gaúcho. O fornecimento será realizado por oito cooperativas, responsáveis pela produção, logística e abastecimento das unidades prisionais. O investimento é de R$8,1 milhões.

O titular da SDR, Gustavo Paim, destacou que a iniciativa reforça a parceria entre o governo do estado e as cooperativas da agricultura familiar, promovendo desenvolvimento econômico e segurança alimentar. “Estamos trabalhando permanentemente para ampliar iniciativas que gerem renda para a agricultura familiar. Ao mesmo tempo em que fortalecemos as cooperativas, garantimos o abastecimento de instituições públicas com produtos de qualidade e promovemos o desenvolvimento da cadeia leiteira, agregando renda e oportunidades às famílias produtoras”, afirmou Paim.

As informações são do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Edivilson Brum entra para a galeria de ex-secretários da Agricultura

A galeria dos secretários da Agricultura está atualizada com a imagem de Edivilson Brum, que passou a integrar, nesta quinta-feira (2/7), a galeria de ex-secretários da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A solenidade de descerramento da foto ocorreu na sede da Secretaria, em Porto Alegre, e resgatou a trajetória ao trabalho desempenhado por Brum como forma de reconhecimento durante sua gestão à frente da Seapi.

O ato contou com a presença de autoridades, lideranças e servidores da secretaria. O ex-secretário da Agricultura do RS, Odacir Klein, que já esteve à frente da secretaria em três gestões, também estava presente.

O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, lembrou do período em que Edivilson Brum esteve à frente da Secretaria. “Cada um que por aqui passou trouxe a sua colaboração. E marcas, quando se fala em condução de equipe, têm a ver com empatia, com capacidade de conectar com pessoas e extrair delas o que cada uma tem de melhor. Liderar equipe é isso. Todos os anos dessa gestão foram de desafios constantes e tivemos intempérie climática e crise sanitária. E, a sua marca, foi conduzir a equipe com muita habilidade política quando foi necessário defender esta Casa, essa Secretaria quase centenária”, concluiu Madalena.

Edivilson Brum destacou o setor da agricultura e pecuária do estado do Rio Grande do Sul. “Todos sabem da importância do agro para a economia gaúcha. Dependemos 40% de todo nosso PIB da agricultura e hoje vivemos um momento de transição. Mas, em momento algum, pensamos em desistir, em respeito ao apoio e dedicação recebido de cada um e de cada uma que aqui está. Poder contribuir para o governo, com o setor do agro gaúcho e contar com a presença de todos é muito importante e retribuo com ação de gratidão e agradecimento!”, enfatizou Brum.

Na solenidade, o ex-secretário estava acompanhado da esposa, Márcia Brum. Com a inclusão de sua fotografia, a galeria de ex-secretários da Agricultura passa a contar com 45 integrantes.

O Secretário-Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, participou da solenidade. (SEAPI editado pelo Sindilat/RS) 

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1926 de 02 de julho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A produção variou entre as regiões conforme a disponibilidade de forragem, mas, na  maior parte do Estado, está estável. As chuvas dificultaram o manejo dos rebanhos, causando  formação de barro em piquetes e em acessos às salas de ordenha, o que exigiu maior atenção  à higiene, à locomoção dos animais e ao controle de mastite e problemas de casco.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, persistem as dificuldades para  a melhoria da produção. Devido à disponibilidade de pasto verde de baixa qualidade, as  reservas de feno e de silagem têm sido ofertadas para a manutenção de patamares mínimos  de produção e da condição corporal das matrizes. 

Em Alegrete, em muitas propriedades, o  número de vacas em lactação está reduzido em decorrência da secagem antecipada, motivada  pela oferta restrita de forragem. Os menores volumes de chuva registrados em junho proporcionaram melhores condições de piso para a utilização das pastagens, dos corredores de acesso e dos locais de alimentação, além de facilitarem a rotina de higiene antes das ordenhas. 

Na de Caxias do Sul, a produção foi mantida com uso de silagem de milho, especialmente onde o encharcamento dificultou o aproveitamento das pastagens. O estado corporal e o bem-estar dos rebanhos estão satisfatórios. Houve registros pontuais de mastites. Apesar da formação de barro nas instalações e nos corredores de acesso à ordenha, a qualidade do leite está dentro dos padrões exigidos. 

Na de Frederico Westphalen, as chuvas fortes dificultaram o pastejo nos piquetes. 

Na de Passo Fundo, a alimentação foi realizada por meio de suplementação no cocho e de silagem, combinadas ao pastejo diário. Apesar do menor desempenho das pastagens, houve manutenção dos níveis de produção. 

Na de Ijuí, a produção aumentou. Em sistemas estabulados, houve dificuldades de redução da umidade nos materiais utilizados para a acomodação dos animais, mesmo com aumento do revolvimento dos materiais. Os produtores relataram problemas de locomoção e de quedas, que causaram danos nas pernas dos animais. 

Na de Pelotas, a alimentação à base de pastagens de inverno tem reduzido a necessidade de suplementação. Nas áreas onde o frio, as geadas ou a baixa luminosidade limitaram o desenvolvimento das forrageiras, a dieta continua sendo complementada com silagem e outros volumosos. A produção de leite está estável. Em alguns municípios, houve leve aumento. As temperaturas mais amenas diminuíram a incidência de carrapatos. 

Na de Santa Maria, em Júlio de Castilhos, o acúmulo de barro nos corredores, nas áreas de descanso e de espera vem dificultando a condição de higiene e a ordenha e causando problemas de casco, locomoção e controle de agentes patogênicos. 

Na de Santa Rosa, a produção está estável, sustentada pelas pastagens de inverno e pelo fornecimento de silagem e outros volumosos conservados. O excesso de chuva provocou formação de lama nos acessos às salas de ordenha e nos piquetes, aumentando o risco de mastite e problemas de casco e exigindo maior atenção ao manejo sanitário. Apesar disso, não houve registros de contaminação do leite nem aumento expressivo de casos de mastite. Porém, persistem os desafios para manter a contagem de células somáticas dentro dos padrões recomendados. (Emater/RS adaptado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

RS terá tempo seco no fim de semana e retorno das chuvas nos próximos dias
Na próxima semana, a chuva deverá continuar, principalmente na metade Norte do estado. É o que prevê o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).   Sábado (4/7): neste dia e até a manhã de domingo, a frente fria que ingressou no estado a partir da quinta-feira anterior já não estará mais influenciando o tempo no território gaúcho. Por conseguinte, não há previsão de chuva significativa na maioria das regiões. Domingo (5/7): ao final do dia, uma nova frente fria estará se aproximando do estado, trazendo instabilidade para os próximos dias. Segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7): uma nova frente fria deixará o tempo instável em praticamente todo o estado. Assim, há previsão de chuva para todas as regiões, com os maiores volumes previstos novamente para a metade Norte do estado. Quarta-feira (8/7): o sistema se afastará, reduzindo sua influência sobre o estado. Há apenas previsão de chuva isolada. Os acumulados de precipitação deverão variar entre zero e 50 milímetros ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 02 de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.662


Produtividade por animal cresce e consolida-se como pilar de eficiência no setor leiteiro nacional

Levantamento Top 100 2026 da MilkPoint e ABRALEITE revela avanço na produção média diária nacional e expõe as disparidades produtivas e estruturais entre as regiões do país.

A produtividade por animal configura-se atualmente como um dos principais indicadores de eficiência na atividade leiteira. Este índice reflete de forma direta múltiplos fatores cruciais para o sucesso da atividade, tais como a genética do rebanho, a qualidade da nutrição fornecida, o manejo sanitário adotado e o nível geral de intensificação do sistema produtivo empregado nas propriedades.

Entre as propriedades de destaque que integram o Levantamento Top 100 2026 MilkPoint/ABRALEITE, a produção média diária por animal alcançou a marca de 36,31 litros. Esse valor representa um aumento de aproximadamente 5% em relação ao levantamento anterior, período no qual a média registrada havia sido de 33,3 litros por animal por dia, evidenciando uma evolução na performance das fazendas participantes.

A região Sul continua se destacando de forma isolada como a mais produtiva entre os maiores produtores do país, registrando uma sólida média de 40,47 litros por animal por dia. Na sequência do desempenho regional aparece a região Sudeste, que apresentou uma produção média de 36,55 litros por animal por dia. Este resultado posiciona a região em um patamar muito próximo à média geral obtida em todo o levantamento.

Já a região Centro-Oeste registrou uma média diária de aproximadamente 34 litros por animal, o que ainda indica um nível de produtividade relevante para a atividade, mesmo que inferior ao observado nas duas regiões que lideram o ranking nacional. Por fim, a região Nordeste registra uma média de produção próxima a 25 litros por animal por dia. Esse desempenho regional reflete diretamente as profundas diferenças estruturais existentes nos sistemas produtivos locais, as condições climáticas particulares da região e a própria composição genética dos rebanhos em comparação com o que se observa nas demais regiões brasileiras analisadas. 

Todos esses resultados reunidos reforçam o papel determinante da eficiência produtiva por animal para garantir a competitividade das propriedades leiteiras, exercendo influência especial em sistemas de produção que operam de forma intensiva. Além da produtividade, outro fator considerado crucial para assegurar a sustentabilidade econômica da atividade leiteira é o custo de produção, métrica que exige uma análise subsequente sobre como se comportam os custos entre as maiores propriedades produtoras de leite do Brasil. (Milkpoint)


MG: nova lei beneficia produtores de leite com mudanças no ICMS e na energia renovável

A principal mudança beneficia produtores rurais pessoa física que exploram uma mesma propriedade em regime de sociedade, parceria, comodato ou modalidades semelhantes.

Os produtores rurais de Minas Gerais já podem contar com novas regras tributárias e avanços na política estadual de energia renovável. Foi sancionada pelo governador Mateus Simões a Lei 25.933, publicada no Diário Oficial do Estado, que altera dispositivos da legislação tributária mineira e da Política Estadual de Energia Rural Renovável. A norma tem origem no Projeto de Lei (PL) 2.617/15, de autoria do deputado estadual Antonio Carlos Arantes (PL), aprovado em definitivo pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A principal mudança beneficia produtores rurais pessoa física que exploram uma mesma propriedade em regime de sociedade, parceria, comodato ou modalidades semelhantes. A partir de agora, aqueles que comercializam até 657 mil litros de leite por ano poderão optar pela apuração individual do ICMS pelo sistema normal, independentemente de compartilharem a produção com outros produtores.

Na prática, a medida evita que o volume total produzido na propriedade seja considerado para o cálculo do imposto de cada produtor, tornando a tributação mais justa e permitindo maior transparência na gestão fiscal.

Além das mudanças tributárias, a lei também atualiza a Política Estadual de Energia Rural Renovável. O texto passa a reconhecer como fontes de energia renovável a solar, a eólica, a hidráulica gerada por Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), além da biomassa e do biogás.

Outra novidade é a inclusão de produtores rurais, agricultores familiares, cooperativas, associações e entidades representativas no planejamento e na execução das ações da política estadual de energia rural renovável, fortalecendo a participação do setor na definição de projetos voltados à geração de energia limpa.

A legislação já está em vigor. Especialistas recomendam que os produtores enquadrados no limite de produção consultem seus contadores ou a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) para avaliar se a apuração individual do ICMS é a alternativa mais vantajosa. Também é importante manter o controle atualizado da produção anual de leite e acompanhar possíveis normas complementares que regulamentem a aplicação da nova lei.

As informações são da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do Paranaiba Mais, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint. 

Nova análise revela o impacto bilionário da cadeia do leite na economia dos Estados Unidos

A cadeia de lácteos dos Estados Unidos responde por um impacto econômico de aproximadamente US$ 780 bilhões e sustenta mais de 3 milhões de empregos em todo o país. Os dados são do relatório Dairy Delivers®, da International Dairy Foods Association (IDFA), e foram destacados recentemente pela cooperativa Dairy Farmers of America (DFA) em publicação no LinkedIn.

Segundo a entidade, os empregos gerados vão muito além das fazendas leiteiras, abrangendo também indústrias, transporte, distribuição, varejo e outros segmentos que compõem a cadeia do leite.

Além da geração de empregos, o setor movimenta US$ 198 bilhões em salários, registra US$ 8,2 bilhões em exportações anuais e responde por US$ 83 bilhões em tributos arrecadados nos níveis federal, estadual e local. De acordo com a IDFA, o impacto econômico da cadeia supera o Produto Interno Bruto (PIB) anual de países como a Suíça.

Em sua publicação, a Dairy Farmers of America destacou que, como cooperativa pertencente aos produtores rurais, tem orgulho de integrar uma cadeia que "gera empregos, fortalece economias locais e leva alimentos nutritivos à mesa das famílias americanas". Confira na imagem abaixo alguns dados interessantes do relatório: 

As informações são do Dairy Farmers of America, com informações do relatório Dairy Delivers®/IDFA, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


Jogo Rápido

Cooperativa centenária lança aplicativo sobre queijos
Com 114 anos de história, quase 5 mil associados e 2,4 mil produtores de leite em 166 municípios gaúchos, a Cooperativa Santa Clara decidiu inovar e lançar um aplicativo gratuito. O app Queijaria apresenta 52 tipos de queijos, com 48 dicas de harmonização, com vinhos, espumantes e cervejas e 95 receitas exclusivas, inclusive em vídeo. Os conteúdos serão renovados periodicamente, acompanhando tendências de mercado, lançamentos de produtos, sazonalidades e datas especiais.O app Amanhã, das 17h30min às 19h, a ferramenta será apresentada no FestiQueijo, em Caxias do Barbosa, por Antônio Costaguta, o El Topador. (Zero Hora)


Porto Alegre, 01º de julho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.661


Sindilat celebra 57 anos fortalecendo a cadeia láctea gaúcha e construindo o futuro do setor

No dia 1º de julho, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) celebra 57 anos de atuação em defesa da indústria láctea gaúcha. Fundada em 1969, a entidade consolidou-se como uma das principais representantes do agronegócio estadual, reunindo atualmente 23 empresas associadas responsáveis por mais de 90% do leite industrializado no Rio Grande do Sul. Ao longo de mais de cinco décadas, acompanhou as transformações do setor produtivo, participando de importantes conquistas e ampliando sua atuação em áreas estratégicas como tributação, sanidade, inovação, sustentabilidade, mercado e qualificação dos produtores.

A trajetória do Sindilat/RS começou em um momento desafiador para a indústria de laticínios com o objetivo de defender os interesses do setor diante do rígido tabelamento do leite existente na época. Desde então, tornou-se protagonista em discussões que ajudaram a moldar o desenvolvimento da cadeia láctea gaúcha. Hoje, a atividade leiteira está presente em 493 dos 497 municípios gaúchos, gera mais de 62 mil empregos e garante renda para cerca de 220 mil pessoas, demonstrando sua relevância econômica e social para o Estado.

Entre os marcos históricos estão a participação nas articulações que culminaram no fim do tabelamento do leite em 1997, a busca permanente por isonomia tributária, a criação e fortalecimento de instrumentos como o Fundoleite e o Conseleite, além da atuação junto aos governos estadual e federal para ampliar a competitividade das empresas gaúchas. A entidade também promoveu missões internacionais, aproximando a indústria local de referências mundiais em tecnologia, inovação e gestão, e contribuiu para a abertura de novos mercados para os produtos lácteos brasileiros.

Nos últimos anos, o Sindilat/RS ampliou sua atuação para além das pautas tradicionais da indústria. Projetos voltados à sustentabilidade, à educação alimentar e à valorização da produção leiteira passaram a integrar a agenda da entidade. Entre as iniciativas estão o Milk Summit, principal fórum de debates da cadeia láctea sul brasileira; o Prêmio Sindilat de Jornalismo; o projeto RS Carbon Free; o Prêmio Referência Leiteira; o programa educacional Na Fazenda Doce de Leite; e o concurso cultural Arte na Caixinha.

As ações reforçam o compromisso do sindicato em aproximar a sociedade da realidade da produção leiteira e construir soluções para os desafios futuros da atividade. Conforme o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, esta missão faz parte da história da entidade, resultado da união entre indústria, produtores, entidades parceiras e poder público. "Chegar aos 57 anos representando a maior parte da indústria láctea gaúcha é motivo de orgulho e também de responsabilidade. O Sindilat/RS foi construído por lideranças que compreenderam a importância da união do setor para superar desafios e criar oportunidades. Seguimos trabalhando para garantir competitividade, sustentabilidade e perspectivas de crescimento para toda a cadeia produtiva do leite", afirma.
Portella ressalta que o momento exige adaptação constante diante das mudanças de mercado, das exigências ambientais e das transformações no perfil do consumidor. "O leite continua sendo um dos alimentos mais completos e importantes para a população. Nosso desafio é fortalecer essa imagem, abrir novos mercados e criar condições para que a indústria e os produtores permaneçam gerando desenvolvimento e renda para o Rio Grande do Sul", salienta.

Para o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, a entidade mantém sua relevância justamente por conseguir preservar seu legado sem perder a capacidade de se reinventar. "Ao longo desses 57 anos, o Sindilat/RS participou diretamente de algumas das principais conquistas da cadeia láctea gaúcha. Mas tão importante quanto olhar para a história é manter o foco no futuro. Hoje trabalhamos temas como inovação, sustentabilidade, qualidade, consumo e competitividade, sempre buscando construir soluções coletivas para o setor", assinala.

Segundo Palharini, a força da entidade está na capacidade de reunir diferentes elos da cadeia em torno de objetivos comuns. "O Sindilat/RS nasceu para representar a indústria, mas sua atuação beneficia toda a cadeia produtiva. Cada avanço conquistado fortalece produtores, transportadores, empresas, trabalhadores e consumidores. Esse espírito de cooperação continuará sendo a base do nosso trabalho nos próximos anos", projeta. (SINDILAT/RS)


Preço do leite ao produtor apresenta relativa estabilidade em maio, aponta Cepea

De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço do leite pago ao produtor em maio/26 apresentou estabilidade e fechou em R$ 2,6617/litro na “Média Brasil”, com ligeira queda de 0,45% frente ao de abril/26 e 3,8% abaixo do registrado em maio do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de maio/26).

No Sudeste e no Centro-Oeste, os valores do leite se mantiveram em alta em maio, mas, no Sul do Brasil, registraram queda. Isso porque, no Sudeste e Centro-Oeste, a produção ainda está mais limitada em função da sazonalidade e da diminuição do potencial produtivo – pelo fato de muitos produtores terem reduzido investimentos depois das margens apertadas em 2025. Com isso, a concorrência entre os laticínios pela aquisição de leite cru seguiu sustentando as negociações nessas bacias leiteiras. Já no Sul do País, o clima favorável, as boas pastagens de inverno e a produção se recuperando rapidamente pressionaram as cotações. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) registrou aumento de 0,07% de abril para maio na Média Brasil, porém, no acumulado do ano, a queda é de 13,7%.

Segundo a pesquisa do Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou em maio a primeira queda de 2026, de 1,39% na “Média Brasil”. Apesar do recuo mensal, o COE ainda registra avanço de 1,80% no acumulado deste ano. A elevação em 2026 está atrelada ao aumento das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas. A expectativa para junho ainda é de comportamento desigual entre as bacias leiteiras. É possível que o Sul continue registrando quedas, mas que Sudeste e Centro-Oeste mantenham tendência altista rumo à estabilidade.

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de maio/2026)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

As informações são do Cepea.

RS lança painel de dados fiscais que aponta lacunas de produção e oportunidades para investir no Estado

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), lançou nesta terça-feira (30), na sede da pasta, uma versão ampliada do Radar do Mercado da Receita Estadual, um painel interativo que, de maneira inédita no país, utiliza a base de dados da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produzir e publicar indicadores econômicos estratégicos da indústria para empresas, investidores e gestores públicos. O objetivo da ferramenta é oferecer dados confiáveis para basear as tomadas de decisão do setor industrial, ampliando o ganho de competitividade da produção gaúcha.   

 A ferramenta,que terá atualização mensal, passa a oferecer uma visualização de forma detalhada do perfil de vendas da indústria gaúcha, além de mapear as origens de todos os produtos comprados no Estado. No painel, é possível identificar a origem dos produtos demandados pelo mercado gaúcho e o destino da produção da indústria gaúcha (discriminado por unidade da federação e país), além dos mercados consumidores e os principais concorrentes de cada setor produtivo.

Um dos principais diferenciais da ferramenta é mapeamento das carências de atendimento da demanda estadual por meio da produção local. O painel identificará os produtos com maior demanda interna no Estado e baixa produção local, que acabam sendo adquiridos em larga escala de fornecedores de outros estados ou do exterior. Esses itens serão classificados por níveis de dependência externa, o que vai facilitar a identificação de setores com potencial para expansão de investimentos, substituição de importações e fortalecimento das cadeias produtivas gaúchas.

O Radar do Mercado da Receita Estadual também mostrará quem são os consumidores e os concorrentes das indústrias gaúchas, com uma visão abrangente da dinâmica econômica estadual no mercado nacional. No mercado interno, a ferramenta vai mapear o marketshare (composição de mercado) dos produtos associados a cada setor industrial do Rio Grande do Sul. Para cada produto, o painel identifica sua origem, diferenciando entre produção local, compras de outros estados e importações.

“Com a ampliação dessa ferramenta, a Receita Estadual dá um salto importante na forma como utiliza os dados fiscais, abrindo um novo horizonte de atuação ao transformar essas informações em conhecimento com valor público para a sociedade. Estamos disponibilizando uma plataforma inovadora, baseada em dados censitários e permanentemente atualizados, com potencial para apoiar tanto a tomada de decisões empresariais quanto a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico”, destacou o subsecretário-adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.

Para Michel Camara, chefe da Seção de Análises Econômico-Fiscais da Receita Estadual, trata-se da primeira plataforma de inteligência de mercado do Rio Grande do Sul desenvolvida a partir de dados censitários, reunindo a totalidade das operações fiscais registradas no Estado. “O novo Radar do Mercado disponibiliza um amplo conjunto de informações estratégicas para a sociedade, especialmente para o setor produtivo. A ferramenta permite identificar oportunidades de negócios, orientar investimentos, explorar novos mercados e compreender, com elevado grau de detalhamento, a dinâmica econômica do Estado”, afirmou.

Na avaliação do economista-chefe da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Giovani Baggio, o novo painel tem potencial para transformar a forma como empresas e gestores públicos analisam o mercado. “A Receita Estadual já desenvolve, há algum tempo, um trabalho de excelência ao converter dados fiscais em informações acessíveis e relevantes para o desenvolvimento econômico. O painel lançado agora representa um avanço ainda maior, ao reunir, em uma única plataforma, informações detalhadas sobre clientes, fornecedores, fluxos comerciais e oportunidades de mercado, oferecendo uma base qualificada para a tomada de decisões”, ressaltou.

Outros boletins e painéis
O Radar do Mercado da Receita Estadual se junta a outros produtos já desenvolvidos pela Sefaz-RS, por meio do programa Desenvolve RS, a partir do arcabouço de dados fiscais. Entre elas está o Boletim Econômico-Tributário, divulgado mensalmente e voltado ao acompanhamento dos indicadores de vendas da indústria gaúcha. Também é publicado o Boletim de Comércio Exterior, que oferece uma visão detalhada do desempenho das exportações do setor industrial do Estado.

Outro destaque é o Boletim de Preços Dinâmicos, que monitora os preços dos 80 alimentos mais consumidos pelos gaúchos. Divulgado mensalmente, a publicação é feita com base nas Notas Fiscais do Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas nas operações do varejo e atacado. Dentro desse boletim, também é divulgado o índice de inflação dos alimentos por faixa de renda e região do Estado. A iniciativa conta com um painel de atualização diária dos preços.

Outro produto é a Revista RS360, publicação que reúne indicadores de vendas, compras, investimentos e valor adicionado dos setores de varejo, atacado e indústria, com detalhamento por segmento econômico. Os indicadores da revista são debatidos mensalmente com representantes do setor produtivo em lives transmitidas no canal da Sefaz-RS no YouTube.

Com periocidade trimestral, também é publicado o Boletim de Volume de Vendas da Indústria, conteúdo que traz análises detalhadas sobre o volume de vendas (visão quantitativa) e o desempenho da indústria de transformação do Rio Grande do Sul. Os relatórios apresentam indicadores de variação trimestral e acumulada, além de avaliações setoriais e de mercado interno, interestadual e externo. (FAZENDA RS)


Jogo Rápido

Curiosidade: dieta do jogador Haaland inclui leite para manter alto rendimento
Autor do gol da vitória da Noruega que classificou o time como o próximo adversário do Brasil, Erling Haaland é um dos grandes destaques na Copa do Mundo até o momento. Porém, o atacante também chama atenção fora do campo. O jogador de 25 anos é amplamente conhecido pela dieta que segue diariamente. O camisa 9 da Noruega consome cerca de 6 mil calorias por dia, em um cardápio que inclui leite, fígado e coração bovino para manter o condicionamento físico. Os alimentos fazem parte de uma estratégia nutricional voltada para fornecer grande quantidade de proteínas, vitaminas e minerais. Segundo o jogador, a prioridade é consumir produtos de alta qualidade e, sempre que possível, de origem local, em vez de alimentos ultraprocessados. Haaland já defendeu publicamente esse estilo de alimentação, afirmando que é preciso diferenciar produtos industrializados dos provenientes de produtores locais. O atacante acredita que essa escolha faz diferença para a saúde e para o rendimento esportivo. Os hábitos fazem parte da rotina mostrada no documentário Haaland: A Grande Decisão, no qual o atacante revela detalhes de sua preparação física. Além do centroavante, a seleção norueguesa também aposta nos lácteos como fonte de proteínas e nutrientes. A comitiva decidiu levar um pedaço de casa para a Copa do Mundo 2026, trazendo 116 kg do queijo marrom brunost, um dos alimentos mais tradicionais do país escandinavo. As informações são do R7, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Porto Alegre, 30 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.660


Mais Forragem RS: tecnologia aumenta produção de leite e reduz custos

Os resultados apresentados pelo Programa Mais Forragem RS mostram que, com o uso de tecnologias, é possível aumentar em 25% a produtividade do leite e reduzir em 33% os custos de produção.

Os produtores de leite gaúchos estão investindo na oferta de forragens de qualidade, aproveitando especialmente as pastagens de inverno. Os resultados apresentados pelo Programa Mais Forragem RS mostram que, com o uso de tecnologias, é possível aumentar em 25% a produtividade do leite e reduzir em 33% os custos de produção.

De acordo com o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, o número de propriedades com a produção de leite reduziu em mais de 60% no Rio Grande do Sul na última década. Os custos de produção e a falta de mão de obra estão entre os principais motivos para o abandono da atividade.

Apesar da queda no número de propriedades, a eficiência do setor produtivo tem assegurado o contínuo crescimento no volume de produção de leite. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior produtor de leite no Brasil, com quase 4 bilhões de litros por ano. A região Noroeste responde por 70% da produção gaúcha de leite e representa 7,7% da produção nacional (Anuário Leite 2025). O número de vacas em cada propriedade praticamente dobrou e a média de produtividade chega a 17 litros/vaca/dia enquanto a média nacional não alcança 7 litros/vaca/dia. “O diferencial na Região Sul é a oferta de forragens de alto valor nutricional, especialmente durante o inverno” esclarece o pesquisador da Embrapa Trigo, Renato Fontaneli.

Segundo ele, o uso de cereais de inverno no forrageamento dos animais, através de pasto, silagem, pré-secado ou grãos também ajuda a reduzir custos na produção leiteira: “O uso de grãos e outros suplementos podem aumentar os custos de produção em até quatro vezes em comparação com a alimentação baseada em forragens”. Fontaneli lembra que para cada 1 kg de matéria seca de trigo é possível produzir 1,8 kg de leite. “Com o apropriado manejo em pastagens de inverno é possível atingir 20 litros de leite por vaca por dia”, conclui o pesquisador.

Fomento ao uso de forrageiras de qualidade

Historicamente, o produtor gaúcho utiliza aveia preta e azevém para alimentar o rebanho, mas a frequência nas intempéries climáticas, como geadas no cedo, falta ou chuva em excesso no período de outono/inverno afetam a oferta de pasto para abastecer o gado, aumentando os custos de produção com a suplementação dos animais.

Para amenizar o vazio forrageiro, diversas instituições de pesquisa investiram no melhoramento de espécies forrageiras mais adaptadas às condições ambientais para a produção de leite no Rio Grande do Sul. O desafio de levar as novas tecnologias até o produtor rural uniu pesquisa, extensão rural e poder público que passaram a atuar em conjunto no Programa Mais Forragem RS, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com apoio da Emater/RS-Ascar e Embrapa.

Em 2025, através do programa, foram realizadas 40 visitas técnicas, 35 dias de campo e capacitação direta de 200 extensionistas. O Programa distribuiu mais de 3 mil toneladas de sementes de forrageiras (capim sudão, sorgo, milheto, aveias, azevém, trigo, triticale e cevada) para, aproximadamente, 200 municípios gaúchos.

“Nas propriedades leiteiras, o programa trabalhou com dois objetivos: aumentar a produtividade e reduzir custos”, conta o coordenador do Programa de Sementes e Mudas Forrageiras, Jonas Wesz, da SDR. No balanço final, foi contabilizado acréscimo de 25% na produtividade do leite e 33% de redução nos custos de produção. “Muitos produtores atingiram essas margens, mostrando que com planejamento forrageiro e sementes de qualidade é possível manter o produtor na atividade leiteira”, comemora Jonas.

O engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo Cristiano Tomasi, que acompanha o programa na SDR, lembra que 60% do custo de produção do leite é a alimentação. “A estratégia de orientação ao produtor foi definir a dieta animal baseada em pastagem, em quantidade e qualidade, deixando o alimento conservado como complemento. Assim conseguimos reduzir o custo médio de produção de R$ 2,00 por litro de leite, para R$ 1,20. Quando você soma essa renda no plantel, certamente faz diferença nas contas da família”, conclui Tomasi.

O impacto do programa no Rio Grande do Sul no último ano foi estimado em R$ 2,1 bilhões considerando a renda extra gerada nas 14.400 propriedades a partir do valor bruto do leite injetado na economia local em 200 municípios. Para 2026, o Programa de Sementes e Mudas Forrageiras destinou R$ 26 milhões para atender 24 mil agricultores familiares por meio de 216 entidades (sindicatos, cooperativas e associações).

As informações são da Embrapa.


Rede Elite a Pasto destaca manejo baseado no comportamento de pastejo

Produtores de leite da Rede Elite a Pasto, de Júlio de Castilhos, participaram, na última quinta-feira (25/06), de uma reunião técnica sobre o manejo de pastagens com base no Pastoreio Rotatínuo, metodologia que orienta a movimentação dos animais conforme a altura e o desenvolvimento do pasto. O encontro foi realizado na propriedade de Givanildo de Oliveira, na localidade de Ramada.

Na propriedade, o produtor adotou o manejo em área contínua, sem subdivisões em piquetes, realizando o controle da altura das pastagens conforme orientações da Emater/RS-Ascar. O sistema demonstra que é possível manter a eficiência do pastejo utilizando a estrutura do pasto como principal referência para a tomada de decisão.

Diferentemente do pastoreio rotativo convencional, em que os animais são transferidos entre piquetes em intervalos previamente definidos, o Pastoreio Rotatínuo utiliza como critério o comportamento de pastejo. Nessa estratégia de manejo, o pasto é oferecido aos animais em uma estrutura (altura) considerada ótima, onde a taxa de ingestão de forragem é máxima, ou seja, os animais consomem mais pasto por minuto. Isso pode ser feito com ou sem piquetes, desde que as plantas sejam mantidas nessa estrutura.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Leandro Ebert, a capacitação teve como foco qualificar os produtores para monitorar e interpretar a estrutura do pasto e o comportamento de pastejo dos animais, além de apresentar estratégias para evitar tanto o subpastejo quanto o superpastejo.

"Com o Pastoreio Rotatínuo, ainda que o manejo seja feito com piquetes diários, acabamos manejando sempre com poucos e grandes piquetes, já que o rebrote do pasto é muito rápido com o pastejo de baixa intensidade. A partir do momento em que assumimos as divisões em piquetes como ferramentas para controle da estrutura do pasto, e não como o centro do manejo, abrimos a possibilidade de controlar essas alturas também com piquetes para vários dias ou até sem piquetes, em área contínua, como demonstramos a campo, na propriedade. Isso representa uma oportunidade de simplificar a mão de obra e reduzir custos, sem abrir mão da eficiência e da produtividade, como pudemos observar na propriedade do Givanildo", destacou Ebert. (Emater/RS)

Crescimento da demanda por proteína altera dinâmica do mercado de laticínios nos EUA

Com estoques de proteína do soro de leite em queda de 50% e preços em níveis recordes, o setor enfrenta gargalos estruturais associados à mudança de hábitos e à popularização de novos medicamentos.

A cadeia de laticínios nos Estados Unidos registra um descompasso estrutural em função do aumento na procura por concentrado de proteína do soro do leite (whey protein). Historicamente comercializado como um subproduto da fabricação de queijos, o ingrediente teve uma redução de aproximadamente 50% em seus estoques desde 2023, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgados em junho. Esse cenário elevou o preço do isolado proteico para o patamar de US$ 14 por libra, fazendo com que parte dos fornecedores já esteja com a capacidade de entrega comprometida até o segundo semestre de 2026.

O incremento na demanda, associado ao comportamento de consumo denominado "protein-maxxing", decorre de transformações nos hábitos alimentares e da expansão do uso de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, também conhecidos como canetas emagrecedoras. Devido à perda de peso acelerada provocada por esses fármacos, as orientações médicas recomendam um aumento de 30% a 50% na ingestão diária de proteínas para mitigar a redução da massa muscular. Como consequência, a indústria de alimentos ampliou a aplicação do whey protein em produtos tradicionais do varejo, incluindo barras de cereais, bebidas prontas e refeições processadas.

A perspectiva para o setor indica a manutenção desse patamar de consumo após a recente inclusão de medicamentos GLP-1 na cobertura do Medicare, o sistema de saúde direcionado à população idosa nos EUA. A medida deve elevar o número de pacientes com acesso ao tratamento, consolidando a demanda por alimentos enriquecidos. Em relatório oficial, o USDA informou que a disponibilidade do insumo permanece restrita, com compradores relatando dificuldades para assegurar novos volumes de fornecimento no mercado físico.

A resposta da indústria de laticínios ao cenário atual é limitada pela complexidade da sua infraestrutura. A oferta de soro está diretamente vinculada ao volume de produção de queijo, que não acompanhou a expansão do mercado de suplementos nutricionais. Adicionalmente, a construção e a adaptação de usinas de processamento de proteínas exigem aportes financeiros elevados e prazos extensos de implementação. Uma vez que as plantas industriais do país foram projetadas para um crescimento linear, as decisões de investimento dependem de análises de viabilidade de longo prazo.

Para mitigar o déficit produtivo, cooperativas e corporações como a Dairy Farmers of America e a Saputo Inc. anunciaram planos para ampliar suas capacidades de processamento. Analistas do setor avaliam, no entanto, que o equilíbrio entre a oferta interna e a demanda deve ser alcançado apenas por volta de 2028. No curto prazo, a importação de proteína proveniente de mercados como a Europa e a Nova Zelândia funciona como alternativa para suprir as indústrias locais, embora a viabilidade da operação dependa do impacto dos custos de frete e das tarifas de importação no preço final do produto.

As informações são do Space Money, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Queijos Scala promove ação no Mês da Pizza com chefs e votação do público
A Queijos Scala lançou uma campanha para celebrar o Mês da Pizza em parceria com o chef e influenciador gastronômico Francesco Tarallo, conhecido como Chef Tito. A iniciativa reúne profissionais da gastronomia e consumidores em uma ação que terá como resultado a criação de uma pizza especial disponível por tempo limitado na Pizzaria Speranza, localizada na cidade de São Paulo. A campanha começa com um desafio proposto por Chef Tito a chefs convidados, que receberão um kit de produtos Scala para desenvolver receitas autorais de pizza utilizando os queijos da marca. O processo será apresentado em uma série de vídeos publicados nas redes sociais, mostrando desde a apresentação do desafio até a criação e avaliação das receitas. Após a divulgação dos conteúdos, o público poderá votar em sua pizza favorita nas redes sociais da Scala. A receita vencedora será incluída, por tempo limitado, no cardápio da Pizzaria Speranza, em uma ação que busca aproximar a campanha digital da experiência presencial. Segundo a empresa, a iniciativa também tem como objetivo destacar a aplicação dos queijos Scala em preparações voltadas ao food service, ao mesmo tempo em que amplia o relacionamento da marca com consumidores finais por meio de conteúdos digitais e da participação de influenciadores.  A ação acompanha um movimento crescente entre empresas do setor de lácteos, que têm utilizado datas sazonais e parcerias com chefs, influenciadores e estabelecimentos de alimentação para destacar aplicações dos produtos, ampliar a visibilidade das marcas e fortalecer a presença no segmento de food service. As informações são do portal Segs, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


Porto Alegre, 29 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.659


FestiQueijo recebe 5,4 mil pessoas no primeiro fim de semana

O 34º FestiQueijo começou em grande estilo e reuniu 5,4 mil visitantes durante o primeiro fim de semana de programação, em Carlos Barbosa. O expressivo público confirmou a expectativa da organização e reforçou a força de um dos principais festivais gastronômicos do Rio Grande do Sul.

Realizado no sistema all inclusive, o evento oferece aos visitantes uma experiência que reúne mais de 50 variedades de queijos, vinhos, espumantes, sucos, pratos típicos e uma programação cultural com dezenas de atrações musicais. O tema desta edição, "Da Origem à Festa", valoriza a história da produção leiteira e a herança dos imigrantes que contribuíram para a formação da identidade do município.

Além da gastronomia e do entretenimento, o festival movimenta significativamente a economia local, impulsionando o turismo, a rede hoteleira, o comércio e os serviços de Carlos Barbosa.

A programação segue pelos próximos finais de semana, com expectativa de manter o grande fluxo de visitantes registrado na abertura.

Serviço
34º FestiQueijo
 📅 Período: até 26 de julho de 2026
 📍 Local: Centro Cultural Mãe de Deus – Carlos Barbosa (RS)
 🗓️ Quando: sextas-feiras, sábados e domingos
 🎟️ Ingressos: disponíveis no site oficial do FestiQueijo e na bilheteria, conforme disponibilidade.

Fonte: Agora RS


Captação de leite pelas indústrias do Uruguai segue em expansão e registra o melhor maio da história

A produção de leite e a captação da matéria-prima pelas indústrias uruguaias continuaram avançando em maio, segundo a análise estatística mensal divulgada pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) do país sul-americano. Os dados mostram crescimento tanto no volume captado durante o mês quanto nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses. O resultado reforça a trajetória positiva do setor e marca o décimo mês consecutivo de aumento na captação de leite pelas indústrias, uma sequência que vem sendo observada desde agosto de 2025.

Em maio de 2026, o ingresso de leite nas plantas industriais — considerando tanto o leite entregue pelos produtores quanto a produção própria das indústrias — aumentou 10,2% em relação ao mesmo mês de 2025, totalizando 188,4 milhões de litros. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a captação chegou a 829,2 milhões de litros, volume 10% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2025. Considerando o período de junho de 2025 a maio de 2026, ou seja, o último ano móvel, a captação alcançou 2,286 bilhões de litros, um crescimento de 10,2% em comparação com os 12 meses anteriores.

Melhor resultado já registrado para maio

O volume captado em maio de 2026 foi o maior já registrado para esse mês na história da atividade leiteira uruguaia. O resultado superou o recorde anterior, estabelecido em maio de 2025, quando a indústria recebeu 170,9 milhões de litros de leite.

Crescimento também aparece nos sólidos do leite

Quando a análise considera os quilos de sólidos, e não apenas o volume em litros, o desempenho também foi positivo. Na comparação entre maio de 2026 e maio de 2025, houve crescimento de 13,2%, totalizando 15,4 milhões de quilos de gordura e proteína. No acumulado de janeiro a maio, o volume de sólidos alcançou 66,4 milhões de quilos, avanço de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no último ano móvel, a produção somou 178,7 milhões de quilos de sólidos, resultado 11,9% superior ao observado nos 12 meses anteriores.

Máximo e mínimo da série histórica

Com base nos registros do Inale desde 2002, o maior volume mensal de captação já observado ocorreu em outubro de 2025, quando as indústrias receberam 222 milhões de litros de leite. O menor volume da série foi registrado em maio de 2003, com 68,7 milhões de litros.

Teores de gordura e proteína seguem elevados

Os indicadores de qualidade do leite também apresentaram melhora. O teor de gordura do leite captado em maio de 2026 foi de 4,20%, acima dos 4,10% registrados em maio de 2025. Considerando todo o ano de 2025, a média ficou em 3,96%, cerca de 1% superior à observada em 2024. Já o teor de proteína alcançou 3,74% em maio de 2026, contra 3,63% no mesmo mês do ano anterior. Na média de 2025, o índice ficou em 3,58%, também cerca de 1% acima do registrado em 2024.

Evolução da captação nos últimos dez anos

Em 2025, as indústrias uruguaias receberam 2,212 bilhões de litros de leite, crescimento de 8,4% em relação a 2024.
Em 2024, a captação havia totalizado 2,040 bilhões de litros, queda de 3,5% sobre 2023.
Em 2023, foram captados 2,114 bilhões de litros, aumento de 1,2% em comparação com 2022.
Em 2022, a captação somou 2,089 bilhões de litros, recuo de 1,4% frente a 2021.
Em 2021, o volume alcançou 2,118 bilhões de litros, crescimento de 1,9% sobre 2020.
Em 2020, a captação chegou a 2,078 bilhões de litros, avanço de 5,5% em relação a 2019.
Em 2019, o setor registrou 1,970 bilhão de litros, queda de 4,5% frente a 2018.
Em 2018, foram captados 2,063 bilhões de litros, aumento de 7,2% sobre 2017.
Em 2017, a captação totalizou 1,924 bilhão de litros, crescimento de 8,4% em relação a 2016.
Em 2016, o volume recebido pelas indústrias foi de 1,775 bilhão de litros, queda de 10,1% em comparação com 2015.
O melhor resultado anual registrado neste século foi o de 2025, com 2,212 bilhões de litros captados. Já o menor volume da série ocorreu em 2002, quando a captação totalizou 1,109 bilhão de litros.

As informações são do El Observador, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

LACTALIS: Batavinho Surpresa anuncia nova linha de colecionáveis de Bob Esponja e Patrulha Canina

A Batavinho, marca infantil da Batavo, anunciou o lançamento de uma nova linha de miniaturas colecionáveis inspiradas nos universos de Bob Esponja e Patrulha Canina. Após conquistarem o público em edições anteriores, os brindes da linha Batavinho Surpresa retornam aos pontos de venda com versões inéditas dos personagens.

Na coleção de Bob Esponja, os consumidores poderão encontrar miniaturas de personagens icônicos da animação, como Bob Esponja, Patrick, Lula Molusco, Sr. Sirigueijo, Sandy, Pérola e Sra. Puff. Já a coleção de Patrulha Canina traz miniaturas que destacam as características e funções de cada filhote da equipe. As novas miniaturas de Batavinho Surpresa em colaboração com Bob Esponja e Patrulha Canina já estão disponíveis em pontos de venda em todo o Brasil.

O lançamento reforça uma estratégia cada vez mais comum entre marcas de lácteos voltadas ao público infantil: investir em personagens licenciados, brindes colecionáveis e experiências que agreguem valor ao produto e estimulem a recorrência de compra. Além de atrair a atenção das crianças no ponto de venda, essas ações também buscam fortalecer o vínculo com as famílias em um segmento altamente competitivo, em que diferenciação e engajamento são fatores importantes.

As informações são do portal GKPB, adaptadas pela Equipe MilkPoint.  


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, clique aqui (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 26 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.658


RAR AGRO & INDÚSTRIA LIDERA PRODUÇÃO DE LEITE NO RS E ENTRA NO TOP 15 DO BRASIL

A RAR Agro & Indústria consolidou sua liderança na produção de leite no Rio Grande do Sul e passou a integrar o grupo dos 15 maiores produtores do Brasil, segundo ranking divulgado pelo MilkPoint. O resultado reforça a relevância da companhia na cadeia láctea nacional e evidencia a expansão de sua operação integrada.O desempenho da empresa é impulsionado pela Fazenda NTR, localizada em Vacaria (RS), que registra produção média de cerca de 50 mil litros de leite por dia. Toda a produção é destinada à industrialização própria, com destaque para queijos premium, como Gran Formaggio, considerado o primeiro queijo tipo grana produzido fora da Itália e o Parmesão da linha RAR Gastronomia. O modelo reflete a estratégia de agregação de valor do leite produzido internamente. A Fazenda NTR, que integra a Rar Agro, unidade da RAR Agro & Indústria, combina tecnologia de ponta, melhoramento genético e rigorosos padrões de manejo.A propriedade também foi pioneira no Sul do Brasil ao obter certificação de Bem-Estar Animal, concedida por entidades independentes como Integral Certificações e FairFood, assegurando critérios elevados de sanidade, conforto e manejo responsável dos animais.

MODELO VERTICALIZADO COMEÇOU NOS ANOS 1990 
A operação leiteira da RAR teve início na década de 1990 com um movimento considerado inovador para a época: a importação de 140 vacas da raça holandesa, transportadas ao Brasil em aeronave. A iniciativa marcou o início de um modelo produtivo verticalizado, que hoje integra toda a cadeia, da produção primária à industrialização de derivados lácteos.

ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO SUSTENTA CRESCIMENTO 
Segundo o presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa, o avanço da companhia reflete planejamento e investimentos contínuos em tecnologia e qualidade. "O reconhecimento como maior produtora de leite do Rio Grande do Sul reflete uma trajetória construída com planejamento de longo prazo, investimento em tecnologia e foco absoluto em qualidade. Estar entre as maiores do Brasil reforça a consistência desse modelo e a capacidade da RAR de competir em nível nacional", afirmou.

DESTAQUE NO SETOR LÁCTEO BRASILEIRO 
Com a nova posição no ranking nacional, a RAR Agro & Indústria reforça sua presença entre os principais players do setor lácteo, ampliando sua relevância na produção de leite e na industrialização de derivados de alto valor agregado. Ao Feed & Food foi conversar com o presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa. 

O que explica o salto da RAR para a liderança na produção de leite no Rio Grande do Sul? 

A trajetória da RAR na atividade leiteira está diretamente ligada ao perfil pioneiro e à visão empreendedora de seu fundador, Raul Anselmo Randon. Conhecido por sua capacidade de construir negócios com foco no longo prazo, ele decidiu apostar, no fim dos anos 1990, na produção de queijo tipo grana no Brasil. Esse movimento exigiu uma estrutura produtiva diferenciada. Em 1992, a RAR trouxe 140 vacas da raça holandesa diretamente da Estados Unidos, transportadas de avião em dois carregamentos que desembarcaram no aeroporto de Porto Alegre. Foi uma iniciativa inédita para a época e que marcou o início de uma operação leiteira voltada à excelência genética do rebanho.Com base nesse investimento, a RAR consolidou um modelo verticalizado, integrando produção primária e industrialização, com foco absoluto em qualidade, inovação, sustentabilidade, bem-estar animal e tecnologia. O resultado desse trabalho é a liderança na produção de leite no Rio Grande do Sul e a posição de destaque da RAR Agro & Indústria entre as maiores produtoras do Brasil.

Quais fatores foram determinantes para a empresa entrar no grupo das 15 maiores produtoras do Brasil?

A combinação entre gestão eficiente e investimentos contínuos em melhoramento em tecnologia e um modelo verticalizado foram fundamentais para esse avanço. A fazenda NTR, com produção média de 50 mil litros de leite por dia, destinados integralmente à fabricação própria de queijos e derivados, especialmente o Gran Formaggio RAR e o parmesão da linha Rar Gastronomia. Outro diferencial é o rigor nos padrões de manejo, sanidade, sustentabilidade e bem-estar animal, além da forte aposta em genética de alta performance.

Como a RAR avalia sua competitividade frente a grandes players nacionais do setor lácteo? 

A RAR atua em um segmento de alto valor agregado, com foco em qualidade, rastreabilidade e diferenciação. Nossos produtos, cada vez mais valorizados pelo consumidor final. Nosso modelo verticalizado permite controle rigoroso de toda a cadeia, desde a produção do leite até o produto que chega à mesa do consumidor, garantindo padronização, origem controlada e excelência. Além disso, produtos como o Gran Formaggio RAR conquistaram reconhecimento justamente por entregarem uma experiência diferenciada, alinhada a um público que busca qualidade, autenticidade e produtos premium.Há metas para avançar ainda mais nesse ranking nacional? Sim. A companhia trabalha com um plano de expansão gradual e sustentável. O objetivo é alcançar a marca de 70 mil litros diários nos próximos anos, ampliando a capacidade produtiva e acompanhando o crescimento da demanda, especialmente no segmento de queijos especiais e no mercado externo.

Como a Rar Agro se tornou um polo de alta produtividade, alcançando cerca de 50 mil litros diários? 

Reunimos uma combinação de genética avançada, manejo com tecnologias avançadas, bem-estar animal e uma equipe especializada. O investimento contínuo em infraestrutura e inovação permitiu criar um rebanho altamente produtivo e sustentável. Hoje, o rebanho conta com cerca de 1400 mil cabeças, e cada vaca produz, em média, 36 litros de leite por dia.

Quais tecnologias e práticas de manejo são adotadas para manter esse nível de produção? 

A operação utiliza ordenha mecânica, com um fluxo de leite encaminhado diretamente para a fábrica. Também investimos em controle sanitário rigoroso, monitoramento constante do rebanho, manejo nutricional de precisão e práticas voltadas ao conforto animal. A fazenda opera dentro de padrões elevados de rastreabilidade e qualidade, alinhados às exigências internacionais.Além disso, a sustentabilidade é um eixo estratégico da operação e está presente em diferentes etapas da cadeia produtiva. A RAR adota práticas ambientais que hoje são referência no setor, com iniciativas voltadas à economia circular, logística reversa, rastreabilidade e redução de impactos ambientais. (Revista Feed e Food)


Conseleite Santa Catarina

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida online no dia 26 de Junho de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Maio de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho de 2026. 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1925 de 25 de junho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A produção está estável na maior parte das regiões, favorecida pela melhoria das condições alimentares. A silagem de milho e os concentrados têm sido disponibilizados na dieta das vacas em produção, especialmente nas propriedades com menor disponibilidade de forragem. Em relação ao aspecto econômico, há preocupações com as margens de rentabilidade da atividade.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Dom Pedrito, apesar das restrições na oferta de pastagens que levou à secagem antecipada de algumas matrizes, a produção está estável e, em alguns casos, apresenta crescimento em função da concentração de partos neste período. Essa estratégia é adotada por diversas propriedades para aproveitar a disponibilidade de pastagens de aveia e azevém a partir do final do outono e as condições favoráveis à reprodução no início da primavera. 

Nas de Caxias do Sul, a produção está estável, sustentada pelo uso de silagem e pelas pastagens anuais de inverno, especialmente aveia e trigo para pastejo. O estado corporal está adequado em função da disponibilidade de volumosos conservados. As baixas temperaturas favoreceram o conforto térmico dos animais. A sanidade foi considerada satisfatória, e houve poucos relatos de mastite e manejo rotineiro de ectoparasitas.  

Na de Passo Fundo, em razão do menor desempenho das pastagens, os produtores têm priorizado o acesso das vacas em lactação às áreas de pastejo, o que contribui para a manutenção da produtividade leiteira. 

Na de Ijuí, a produção segue em crescimento dentro da curva sazonal. As condições de elevada umidade favoreceram a formação de barro, aumentando os cuidados com a higiene durante a ordenha, especialmente nos sistemas de produção a pasto. Nos sistemas confinados, a dificuldade de remoção da umidade das camas tem prejudicado o conforto dos animais. Nos rebanhos que utilizam forrageiras em estádios iniciais de desenvolvimento, são observados, com maior frequência, casos de acidose ruminal. 

Na de Pelotas, o uso de pastagens cultivadas de inverno vem sendo ampliado na alimentação, embora haja diferenças entre municípios em função das condições de temperatura e umidade.  

Na de Santa Maria, a melhora na disponibilidade de forragem tem contribuído para a recuperação da condição nutricional e da produtividade leiteira. O período de maior incidência de carrapatos e tristeza parasitária bovina foi superado, mas ainda há casos pontuais. Prossegue a realização da declaração anual de rebanho nas inspetorias veterinárias. 
Na de Soledade, a melhoria na disponibilidade de forragem contribuiu para a alimentação, mas algumas propriedades ainda dependem de alimentos conservados, principalmente silagem. 

Na de Santa Rosa, a produção de leite apresenta tendência de crescimento, favorecida pelas temperaturas mais amenas e pelo maior conforto térmico. A melhoria na qualidade das pastagens também tem permitido ajustes na formulação das dietas, como manor uso de proteína concentrada em algumas propriedades. As chuvas, ocorridas no período, aumentaram a formação de lama em instalações, corredores e áreas de descanso, exigindo maior atenção ao manejo. Continuam os desafios para manter os níveis de contagem de células somáticas adequados. As temperaturas mais baixas contribuíram para a redução da presença de carrapatos nas propriedades. (EMATER/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 26/2026 – SEAPI
Na próxima semana, a chuva deverá retornar para algumas localidades do território gaúcho. Na quinta-feira (25/06) e na sexta-feira (26/06), o tempo deverá permanecer estável em praticamente todo o estado. Não há previsão de chuva significativa e as temperaturas estarão em leve ascensão. Entre o sábado (27/06) e o domingo (28/06), uma nova frente fria deverá trazer instabilidade para o Rio Grande do Sul. Dessa forma, há previsão de chuva em praticamente todas as regiões do estado. Na segunda-feira (29/06), a frente fria deverá continuar influenciando as condições do tempo no Rio Grande do Sul. Dessa forma, ainda há previsão de chuva. Na terça-feira (30/06) e na quartafeira (01/07), o tempo ainda deverá permanecer instável na metade norte. Assim, nessa região, ainda há possibilidade de ocorrência de chuva em alguns municípios. Nas demais regiões, há apenas possibilidade de chuva isolada. De forma geral, a figura mostra que os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 mm e 50 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. (SEAPI)


Porto Alegre, 25 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.657


Para junho, Conseleite projeta leite a R$ 2,4281

O valor de referência do leite para junho foi divulgado na manhã desta quinta-feira (25/06) e ficou projetado em R$ 2,4281. O índice representa uma queda de 0,80% em relação ao valor projetado para maio, que havia sido de R$ 2,4478, mantendo a trajetória de estabilidade observada no mercado.

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) também divulgou o valor consolidado de maio, que fechou em R$ 2,4302, abaixo da projeção do mês (R$ 2,4478).

Os dados divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com base em informações fornecidas pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês. (Sindilat/RS)assinalou Maranata. (Sindilat/RS)


Conseleite/MG divulga projeção com leve ajuste de 0,5% no valor do leite a ser pago em julho de 2026

A diretoria do Conseleite Minas Gerais, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2026 a ser pago em Maio/2026;
b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026; e
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

As informações são do Conseleite/MG.

RS avança com sistema de rastreabilidade para fortalecer a competitividade da pecuária

O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, em Porto Alegre.

Na mesa-redonda “a rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena destacou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão dos rebanhos.

A temática teve como base as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o país de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A medida deverá reforçar a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

Rio Grande do Sul na liderança

O Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as ações já realizadas estão a adoção da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho na Seapi em 2024 e missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal. O estado também iniciou projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

Atualmente, a cadeia leiteira já conta com cerca de 1,2 mil de animais identificados individualmente. Para Madalena, a rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho. Entre os principais benefícios estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e Fernanda Costabeber, médica veterinária.

As informações são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Dica de inverno: festa na serra gaúcha terá mais de 50 tipos de queijo e shows ao vivo
A primeira Festa do Leite de Carlos Barbosa, em 1976, saiu de uma reunião na paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus. O pároco Antônio Galioto queria uma celebração que desse visibilidade ao gado, à indústria e aos pequenos produtores que viviam da bacia leiteira da Serra. Meio século depois, o leite cedeu espaço ao queijo, a festa cresceu e Carlos Barbosa volta a olhar para as raízes. O 34º FestiQueijo começa nesta sexta-feira (26) e segue até 26 de julho, sob o tema "Da Origem à Festa". A escolha conversa com os 50 anos da primeira Festa do Leite. Foi na quarta edição da celebração, em 1987, que surgiu o Festival Estadual do Queijo, criado como uma atração paralela. O derivado ganhou força, virou protagonista e acabou batizando o evento que hoje está entre os maiores festivais gastronômicos da Serra. A edição de 2026 já vendeu 19 mil ingressos antecipados para visitantes de mais de 350 cidades, marca superior à registrada no mesmo período do ano passado, segundo a organização.Esculturas gigantes de queijo foram instaladas na Avenida Ivo Tramontina, a rótula adotada pela Santa Clara virou cenário temático e vaquinhas decorativas voltaram a ocupar pontos da cidade. Dentro do Centro Cultural Mãe de Deus, o formato tradicional segue preservado. O ingresso dá direito ao sistema all inclusive, com queijos, vinhos, espumantes, sucos e pratos típicos servidos pelos 19 expositores. A programação terá 65 apresentações musicais e mais de 50 tipos de queijo. A Rua Coberta receberá a Piazza FestiQueijo, espaço gratuito de convivência com gastronomia, bebidas e shows. A proposta é levar parte do clima das festas comunitárias para o centro da cidade, sem exigir ingresso do público. Outra novidade é o Mercato FestiQueijo, instalado nos pavilhões da Tramontina. O espaço reunirá expositores de produtos regionais, artesanato, moda, decoração, presentes, doces e itens ligados ao bem-estar. Já no primeiro fim de semana, o Parque da Estação receberá a 14° Olimpíada Colonial, com provas como debulhar milho, corrida de carriola, transporte de leite, revezamento de salame e lançamento de queijo. A atividade é gratuita e ocorre no domingo (28), a partir das 9h, com desfile de carros alegóricos no encerramento. Em caso de mau tempo, será transferida para 12 de julho. (Zero Hora)


Porto Alegre, 24 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.656


Setor da proteína debate futuro com Gabriel Souza e Marcelo Maranata

Determinado a alinhar rumos para maior competitividade da categoria da produção, sindicatos do setor da proteína animal receberam, na manhã desta quarta-feira (24/06), os pré-candidatos Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB) em torno do Painel o Futuro da Proteína Animal do RS, em Porto Alegre (RS).

Ao público formado por representantes e associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav/Sipargs) e Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado do Rio Grande do Sul (Sips), correligionários e imprensa, Guilherme Portella reforçou a importância do painel para um estado eminentemente agrícola. “Esta é nossa origem. E isso nos orgulha. É o vetor da nossa economia e quem está aqui valoriza isso e toda a riqueza que gera”, disse o presidente do Sindilat/RS. Somente o setor do leite, que está presente em praticamente todas as cidades gaúchas, gera renda para mais de 240 mil pessoas e mobiliza cerca de R$ 20 bilhões/ano, o que equivale a cerca de 2,8% do PIB. Apesar de terem sido convidados, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) não se fizeram presentes.  

Os desafios e projetos do setor lácteo foram entregues às candidaturas em documento repassado pelo Sindilat/RS. Nele constam itens como competitividade para fazer frente às importações e aos desafios de mercado; sanidade e qualidade, com fortalecimento da defesa sanitária, da assistência técnica e da qualidade da produção; e políticas públicas e de desenvolvimento, por meio do aperfeiçoamento de programas de apoio ao setor, incentivo à inovação, agregação de valor e desenvolvimento regional.

Temas estes que se alternaram em perguntas e respostas ao longo da manhã de debates conduzidos pelo jornalista Léo Saballa Jr. Dividido em quatro blocos, no evento que durou três horas, os postulantes ao comando do Piratini manifestaram interesse em dialogar e valorizar o setor primário. “Temos muitos desafios e estamos dispostos a enfrentar e ouvir”, afirmou Gabriel Souza, reforçando a composição de sua equipe alinhada com o agronegócio. Valorizando o papel do agro na economia gaúcha, Maranata reforçou a importância dos espaços de participação e o agro como dinamizador da economia. “Precisamos ter as pessoas certas nos lugares apropriados para garantir políticas públicas”, assinalou Maranata. (Sindilat/RS)


CONSELEITE PARANÁ 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 24 de junho de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Maio de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Junho de 2026 é de R$ 4,2810/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/. (Conseleite Paraná)

Estudo aponta avanço do risco de estresse térmico em bovinos leiteiros no RS

Circular técnica da Seapi identifica maior exposição ao calor e à umidade em regiões leiteiras gaúchas, com destaque para o Vale do Uruguai.

A combinação de calor e umidade tem ampliado o risco de estresse térmico para bovinos leiteiros no Rio Grande do Sul, segundo a Circular Técnica 33, publicada pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi). O estudo mostra que o problema pode reduzir o consumo de alimento, afetar a reprodução, elevar a ocorrência de doenças e diminuir a produção e a qualidade do leite.

De acordo com a pesquisadora e médica veterinária do DDPA Adriana Tarouco, uma das autoras do trabalho, a publicação busca alertar para o aumento do risco de estresse térmico. A análise considerou dados de temperatura do ar e umidade relativa de 29 estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), abrangendo as primaveras de 2022, 2023 e 2024 e os verões de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025.

Segundo a circular, embora os valores médios do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) nem sempre indiquem estresse, os valores máximos e a duração das horas em desconforto mostram um cenário de atenção para a pecuária leiteira gaúcha. Nos verões de 2023/2024 e 2024/2025, cerca de 70% das regiões avaliadas apresentaram condição média de estresse térmico leve a moderado. Em alguns pontos, os máximos absolutos do ITU atingiram níveis severos ou críticos.

Em 2026, a confirmação do El Niño acende o alerta para o aumento das temperaturas e umidade na região Sul do Brasil. Com até 96% de probabilidade de estar ativo durante o verão brasileiro de 2026/27, os modelos climáticos indicam que o fenômeno pode atingir intensidade forte, potencialmente a maior desde o episódio de 2015/16. Produtores e profissionais do setor leiteiro devem permanecer alertas aos riscos de estresse térmico durante o fenômeno.

As informações são do Canal Rural e MilkPoint Mercado, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Renda cresce e pobreza cai, mas Brasil segue marcado por desigualdades regionais
A  análise dos indicadores de renda e pobreza é um instrumento central para compreender as condições de vida da população e qualificar o debate sobre desenvolvimento econômico e social. O rendimento domiciliar per capita permite acompanhar a evolução do nível médio de recursos disponíveis para as famílias, funcionando como uma medida sintética da capacidade de acesso a bens e serviços. No entanto, a análise da renda média, isoladamente, não é suficiente para revelar como os ganhos econômicos estão distribuídos entre os diferentes grupos populacionais. Nesse sentido, os indicadores de pobreza e extrema pobreza complementam a análise da renda ao identificar a parcela da população que permanece abaixo de determinados limites mínimos de rendimento. Esses indicadores permitem avaliar se o crescimento da renda está alcançando os grupos mais vulneráveis ou se os avanços permanecem concentrados em segmentos específicos da sociedade. Assim, enquanto a renda média informa sobre a evolução geral das condições econômicas, a incidência de pobreza revela a extensão da privação monetária e a capacidade da economia de reduzir situações de vulnerabilidade.  Acesse a íntegra clicando aqui. (FGV)