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Porto Alegre, 07 de maio de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.625


CNA protocola manifestação final na investigação de dumping contra leite em pó importado do Mercosul

Conclusão da investigação está prevista para o final do mês

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, na segunda (4), a manifestação final sobre a investigação de dumping contra o leite em pó importado do Mercosul.

A nota faz parte do processo de investigação da prática de dumping e resume todos os argumentos apresentados pela CNA, as origens investigadas e partes interessadas, além de comentários do Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Decom/MDIC) sobre os resultados da investigação.

No documento, foram relatados avanços importantes, como a retomada do entendimento anterior sobre a similaridade entre leite em pó e leite in natura, o reconhecimento da prática de dumping por ambas as origens e a indicação de que as importações causaram os prejuízos à produção de leite brasileira.

Segundo os cálculos do Decom, após as respostas aos questionários realizadas por quatro exportadores argentinos e três uruguaios, foram encontradas margens de dumping que chegaram a superar 60%.

Apesar de ser um documento preliminar, a nota técnica com fatos essenciais traduz o que o setor produtivo vem argumentando desde 2022: as importações a preços de dumping têm prejudicado as propriedades rurais brasileiras.

A CNA destaca o trabalho conduzido pelo Departamento, principalmente após a entidade ter apresentado novas provas, mantendo o rigor técnico no processo legal estabelecido pelas normas nacionais e internacionais.

Ainda em abril, o DECOM também defendeu a investigação em reunião do Comitê de Práticas Antidumping da OMC, fórum no qual as origens investigadas pediram esclarecimentos sobre o processo conduzido pelo Brasil, sem apresentar novos argumentos além dos já respondidos durante o processo. Cabe destacar que não se trata de contestação internacional ou pedido formal de solução de controvérsias.

A investigação entra agora em fase final e o próximo passo é o envio do Parecer de Determinação Final ao Comitê de Defesa Comercial da Câmara de Comércio Exterior (CDC/Camex), que fará a avaliação técnica da investigação.

O tema será debatido na reunião do Grupo Gestor da Camex (Gecex), composto pelo Ministro do MDIC e Secretários Executivos dos dez ministérios que integram o colegiado.

Com a reunião prevista para o final de maio, a expectativa é que o Gecex reconheça os prejuízos trazidos pelas importações a preços de dumping e sejam aprovadas medidas antidumping para corrigir essa prática desleal de comércio.

A CNA segue firme na articulação junto ao poder Executivo em defesa da produção nacional de leite, sempre com o apoio dos representantes nas Frentes Parlamentares da Agropecuária e em Apoio ao Produtor de Leite.  (CNA)


Danilo Zorzan, da Tetra Pak: "empresas que sobrevivem se reinventam em ciclos cada vez mais curtos"

Modernização de centro de inovação em Monte Mor reforça estratégia da companhia para acelerar novas categorias, cocriação e crescimento no setor de alimentos e bebidas

Durante uma press trip realizada nesta quarta-feira (6), em Monte Mor (SP), a Tetra Pak apresentou à imprensa a modernização do seu Centro de Inovação ao Cliente (CIC), espaço voltado ao desenvolvimento e cocriação de produtos para a indústria de alimentos e bebidas. O MilkPoint participou do encontro, que reuniu profissionais de diferentes veículos do país para acompanhar as estratégias da companhia para inovação, sustentabilidade e expansão de novas categorias.

A atualização do espaço recebeu investimento de R$ 10 milhões e faz parte de um movimento global da Tetra Pak para ampliar a flexibilidade, a personalização e o uso de tecnologias digitais em seus centros de inovação ao redor do mundo.

“O alimento bom merece ser protegido”, afirmou Tiago Cardoso, Presidente da Tetra Pak Brasil, ao abrir o evento. Segundo ele, o propósito da companhia vai muito além das embalagens, envolvendo tecnologias, processamento e soluções voltadas à segurança alimentar e à eficiência operacional da indústria. 

A Tetra Pak está presente em mais de 160 países, conta com 24,6 mil funcionários globalmente e registrou vendas líquidas de 12,4 bilhões de euros. No Brasil desde 1957, possui fábricas em Monte Mor (SP) e Ponta Grossa (PR), além de sete regionais de vendas e mais de 1,5 mil funcionários.

Somente em 2025, segundo a empresa, foram comercializadas mais de 12,6 bilhões de embalagens no país. A companhia também destacou iniciativas ligadas à economia circular, incluindo 104 mil toneladas de embalagens pós-consumo recicladas e parceria com 20 recicladoras.

Cardoso reforçou que sustentabilidade é tratada como um eixo estratégico da companhia e destacou que o principal objetivo é gerar valor em toda a cadeia. “No fim do dia queremos fortalecer as parcerias com os nossos clientes e toda vez que eles crescem, nós comemoramos junto”, afirmou.

Estratégia para 2030

Durante a apresentação, a Tetra Pak detalhou pilares estratégicos que devem nortear sua atuação até 2030. Entre eles estão a garantia de alimentos seguros e de alta qualidade, liderança na transformação sustentável, integração das operações dos clientes e inovação voltada ao crescimento.

Segundo Cardoso, a companhia busca atuar de ponta a ponta dentro da cadeia de alimentos e bebidas — desde o desenvolvimento de produtos até produção, automação industrial e melhoria contínua das operações.

A empresa também reforçou sua presença crescente em novas categorias, incluindo bebidas proteicas, funcionais, produtos vegetais, chás, refrescos e pet food. “A nossa visão é tornar os alimentos seguros em qualquer lugar, fortalecendo sistemas alimentares sustentáveis e resilientes em parceria com clientes, governo e stakeholders”, disse.

“Revisar o futuro”

Danilo Zorzan, Diretor de Marketing da Tetra Pak Brasil, trouxe um olhar mais estratégico sobre o momento vivido pela indústria de alimentos e bebidas. “Estamos em um momento de revolucionar categorias. O mundo está cada vez mais complexo e mais difícil de acompanhar. O hoje é o melhor momento para revisar o futuro que a gente almeja”, afirmou.

Segundo ele, as empresas que conseguirão se perpetuar serão justamente aquelas capazes de se reinventar continuamente. “As empresas que vão sobreviver são as que se reinventam em ciclos cada vez mais curtos”, destacou. 

Durante a apresentação, Zorzan trouxe uma reflexão baseada no conceito de “modernidade líquida”, do sociólogo Zygmunt Bauman. “A transformação exige que sejamos fluidos como a água, adquirindo o contorno conforme o meio em que estamos inseridos”, citou. A partir dessa lógica, o executivo apresentou o conceito de “ambidestria” dentro da estratégia da Tetra Pak: sustentar os negócios atuais enquanto se constrói o futuro.

Hoje, categorias consideradas tradicionais — como leite, creme de leite, leite condensado, leite aromatizado, sucos e néctares — ainda representam cerca de 75% do negócio da companhia. Porém, categorias adjacentes vêm ganhando força rapidamente. Entre elas estão refrescos, bebidas proteicas, bebidas funcionais, chás, leites fermentados e produtos prontos para consumo. “A categoria de adjacentes está alavancando o crescimento”, afirmou Zorzan. Segundo ele, essa classe adicionou mais de 1 bilhão de embalagens nos últimos seis anos, com crescimento de 88% no período.

O executivo afirmou ainda que, no futuro, as categorias adjacentes podem até ganhar mais relevância do que as tradicionais.

Inovação de ponta a ponta

Para apoiar esse movimento, a Tetra Pak estruturou uma estratégia baseada em cinco pilares: definição de categorias prioritárias e adjacentes, criação de uma área focada em novos negócios, aplicação de inteligência de mercado, desenvolvimento colaborativo de produtos e construção de uma rede de parceiros terceirizados.

Segundo Zorzan, a proposta da companhia é atuar “de ponta a ponta” junto aos clientes. “Trouxemos os clientes para dentro desse processo justamente para criarmos juntos”, explicou. É nesse contexto que o Centro de Inovação ao Cliente ganha protagonismo. Inaugurado originalmente em 2017 com investimento de R$ 40 milhões, o CIC de Monte Mor já participou de quase 300 lançamentos de produtos.

Com a modernização, o espaço passa a oferecer uma jornada mais digital e interativa, incluindo ferramentas inteligentes para apresentações, sessões colaborativas e desenvolvimento de soluções personalizadas. O ambiente reúne sala de ideias, sala de produtos, planta piloto e centro de treinamento técnico, permitindo desde a identificação de tendências até testes industriais e validação em escala. Segundo a companhia, o espaço atende empresas de diferentes portes — de grandes fabricantes a startups.

Zorzan destacou ainda que 2025 marcou a entrada da companhia em novas categorias e modelos de negócios, incluindo quatro novas marcas de bebidas de baixo teor alcoólico, três marcas de pet food e uma nova marca endossada pelo jogador Neymar. (Milkpoint)

Soja e milho recuam em Chicago após forte queda do petróleo

Oscilação do petróleo tem cada vez mais peso no mercado de grãos internacional, segundo analista

As oscilações do petróleo no mercado internacional direcionaram os preços dos grãos para baixo na bolsa de Chicago nesta quarta-feira (6/5). No caso da soja, os contratos para julho fecharam em queda de 1,38%, a US$ 11,9475 o bushel.

De acordo com Ronaldo Fernandes, diante de uma demanda cada vez maior por biocombustíveis nos EUA, o petróleo tem cada vez mais impacto para os valores dos grãos na bolsa americana. Hoje, o barril do fóssil caiu mais de 7%, e ainda influenciou o fechamento do milho. Os lotes com entrega para maio fecharam em baixa de 2,40%, a US$ 4,6850 o bushel.

“O consumo de soja e milho entre os americanos para a produção de biocombustíveis é o maior da história. Então faz sentido imaginar que as oscilações dos grãos estão muito mais relacionadas com o petróleo do que com outros fatores, como o clima”, disse.

Fernandes lembra que desde março o mercado sente os efeitos da mudança da política dos biocombustíveis americana. Naquele mês, os EUA consumiram 6,1 milhões de toneladas de soja, em comparação com as 5,2 milhões registradas um ano antes. Os americanos utilizam o óleo de soja para a produção de biodiesel, enquanto o milho é a principal matéria-prima do etanol no país.

No curto prazo, há dois fatores de atenção para o mercado, segundo o analista. O primeiro deles as questões de demanda, que podem voltar a impulsionar as cotações. Já pelo lado da oferta, com um ritmo de plantio acelerado nos EUA, e manutenção de clima favorável, as altas tanto para soja quanto para o milho são limitadas.

Trigo
O trigo também fechou a sessão com preços em queda. Os contratos do cereal para julho recuaram 1,67%, negociados a US$ 6,1725 o bushel.

Segundo Ronaldo Fernandes, o trigo respondeu a leve melhora nas condições de clima nas Grandes Planícies, maior região produtora do cereal nos EUA. (Globo Rural via Valor Econômico).


Jogo Rápido

1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina
Confira a transmissão completa do evento realizado durante a Fenasoja 2026, em Santa Rosa, reunindo especialistas, produtores, indústria e autoridades para discutir os desafios e avanços no controle da brucelose e tuberculose bovina no Rio Grande do Sul.  Assista na íntegra: https://www.youtube.com/live/EvrFyDiTxyM (Sindilat/RS)


Porto Alegre, 06 de maio de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.624


Secretaria da Agricultura divulga sua programação na Fenasul Expoleite 2026

A programação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) na 19ª Fenasul e 46ª Expoleite já está definida. As atividades da cadeia pecuária e leiteira ocorrem nos dias 14 e 15 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com seminários técnicos, debates estratégicos e reuniões setoriais.

A agenda reúne especialistas, gestores públicos e representantes do setor para discutir temas como sanidade animal, acesso a mercados e sustentabilidade da produção. No dia 14, será realizado o Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira, com foco nas diretrizes do Ministério da Agricultura, no panorama do serviço veterinário oficial e nas visões de produtores e da indústria.

No dia 15, o destaque será o evento “Tecnologias para Mitigação de Gases de Efeito Estufa na Cadeia Leiteira”, com palestras sobre leite de baixo carbono, geração de biogás a partir de resíduos e uso de dejetos na produção agropecuária, além da apresentação de um case prático no setor.

Também no dia 15, ocorrerá a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados, voltada ao alinhamento de pautas estratégicas e ao fortalecimento da atividade no Estado.

Para o secretário da Seapi, Márcio Madalena, a programação reforça a integração entre tradição e inovação no campo. “Teremos uma série de seminários e atividades técnicas voltadas à qualificação de produtores e profissionais, além de aproximar o público urbano do meio rural”, destaca.

Considerada uma das principais vitrines do agronegócio e da produção leiteira no Rio Grande do Sul, a Fenasul Expoleite 2026 contará com atrações diversificadas e entrada gratuita de 13 a 17 de maio.

A Fenasul Expoleite é realizada pela Seapi e pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), com copromoção da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Prefeitura de Esteio.

Programação dos eventos da cadeia leiteira

14 de maio | 13h30

Auditório da Casa da Sanidade Animal – Parque de Exposições Assis Brasil

Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira

● 13h30 – Abertura e saudações, com Rogério Kerber, Marcos Tang e Márcio Madalena
● 14h – Representante do Mapa: Daniela Lacerda, coordenadora-geral de Programas Sanitários
● 14h30 – Panorama RS: Serviço Veterinário Oficial, com Rodrigo Teixeira Pereira (SFA/Mapa)
● 15h – Visão do produtor: Farsul/Fetag
● 15h30 – Visão da indústria: Sindilat/Apil/FecoAgro
● 16h – Acesso a mercados: Bernardo Todeschini e Leonardo Isolan, da Secretaria de Relações Internacionais (Mapa)

15 de maio | a partir das 8h30

Fenasul Expoleite – Auditório da Casa da Fundesa

Tecnologias para Mitigação de Gases de Efeito Estufa na Cadeia Leiteira
● 08h30 – 09h30 – Café de recepção e credenciamento dos participantes
● 09h30 – 10h – Abertura do evento e contextualização da importância das tecnologias de mitigação de gases de efeito estufa na cadeia leiteira
● 10h – 10h30 – Leite de baixo carbono, com Patrícia Fontoura (Lactalis)
● 10h30 – 11h – Valorização de resíduos agropecuários: potencial de geração de biogás no Vale do Taquari, com Camila N. Giovanella Stacke e Munique Marder (Univates)
● 11h – 11h30 – Uso de dejetos da produção animal em lavouras e pastagens, com Dr. Rodrigo da Silveira Nicoloso (Embrapa Clima Temperado)
● 11h30 – 12h – Case de sucesso – Fazenda Trevisan: mitigação de gases de efeito estufa na produção de leite, com Jean Trevisan (produtor rural)

15 de maio | 9h

Casa da Fundesa – Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio

Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados


GDT 403º registra alta no índice, mas volume menor reforça cautela no mercado global

O 403º leilão da Global Dairy Trade (GDT) apresentou alta de 1,5% no price index, interrompendo a sequência recente de recuos observada nos eventos anteriores.

O 403º leilão da Global Dairy Trade (GDT) apresentou alta de 1,5% no price index, interrompendo a sequência recente de recuos observada nos eventos anteriores. Apesar do avanço no índice, o preço médio dos produtos negociados foi de USD 4.127/tonelada. O resultado indica um mercado ainda oscilante, mas com sinais de sustentação em algumas categorias importantes, especialmente nos leites em pó.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o leilão apresentou altas relevantes. O leite em pó desnatado (LPD) avançou 3,0%, atingindo USD 3.547/tonelada, enquanto o leite em pó integral (LPI), principal produto negociado no evento, registrou valorização de 2,2%, sendo cotado a USD 3.741/tonelada. Esse movimento indica maior sustentação para o segmento, após os ajustes observados nas últimas edições.

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre os derivados, o comportamento foi misto. O leitelho em pó registrou a maior valorização do evento, com alta de 9,0%, sendo negociado a USD 3.467/tonelada. O movimento reforça a continuidade da valorização do produto, sustentado por uma menor disponibilidade do produto em meio à sazonalidade. A gordura anidra do leite também apresentou avanço, de 1,1%, atingindo USD 6.461/tonelada, enquanto a manteiga seguiu recuando, com retração de 2,6%, com preço médio de USD 5.525/tonelada.

Entre os queijos, a muçarela voltou a apresentar alta, desta vez de 4,7%, sendo negociada a USD 4.010/tonelada, mostrando recuperação após o recuo registrado no leilão anterior. O cheddar, por outro lado, apresentou queda de 3,6%, com preço médio de USD 4.611/tonelada. Já a lactose voltou a avançar, com valorização de 3,7%, atingindo USD 1.522/tonelada.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 05/05/2026

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado volta a recuar

Em relação ao volume negociado, o leilão registrou nova retração frente à edição anterior, totalizando 13.743 toneladas comercializadas, queda de 8,3% em relação ao 402º evento. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume foi 17,8% inferior, reforçando um cenário de menor disponibilidade de produtos no mercado internacional.  

Já em relação a demanda, o número de participantes voltou a crescer no leilão, atingindo 167 compradores. Esse movimento indica uma retomada gradual do interesse dos agentes, contribuindo para uma recuperação dos preços mesmo.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, os futuros de leite em pó integral (WMP) seguiram com movimentações ainda especulativas, mas apresentaram leve recuperação em relação ao período do último leilão. O avanço observado nos contratos reflete, em parte, a melhora nos preços dos pós no GDT, especialmente do leite em pó integral e do leite em pó desnatado.

Ainda assim, o mercado futuro permanece sensível ao cenário internacional. A menor disponibilidade de produto na Oceania tende a dar suporte às cotações, enquanto as incertezas globais e a postura mais cautelosa dos compradores ainda limitam movimentos mais consistentes de alta. Dessa forma, o mercado segue buscando maior clareza sobre a evolução da oferta e da demanda nos próximos meses.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 403º traz uma leitura mista para o mercado brasileiro. A valorização dos leites em pó volta a indicar maior sustentação para os preços internacionais, especialmente em um cenário de menor volume negociado e oferta mais ajustada. Esse movimento pode reduzir parte da pressão de baixa observada nos últimos leilões e consequentemente a pressão vista nos preços internos, segundo as pesquisas MilkPoint Mercado.

Para o Brasil, a valorização do leite em pó integral e do leite em pó desnatado pode reduzir parcialmente a competitividade dos produtos importados, especialmente caso esse movimento se mantenha nos próximos leilões. Ainda assim, o câmbio segue como fator determinante: com o dólar em patamares mais baixos, os importados continuam encontrando espaço no mercado brasileiro, o que pode limitar avanços mais fortes nos preços internos.

No mercado nacional, os derivados seguem em fase de correção após as altas recentes, com sinais de maior cautela nas compras por parte do varejo e da indústria. No curto prazo, esse movimento tem pressionado as cotações, mesmo diante de uma oferta limitada pela entressafra. Dessa forma, a valorização dos preços domésticos está relacionada à evolução do mercado internacional, do câmbio, das importações e da demanda no mercado interno. (Milkpoint)

Com 28,4 milhões de trabalhadores, agro registra recorde de empregos em 2025

A população ocupada (PO) no agronegócio brasileiro alcançou o número recorde de 28,4 milhões de pessoas em 2025, o que representa crescimento de 2,2% em relação a 2024 (601,8 mil pessoas a mais). As informações constam no boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com isso, a participação do setor na geração total de empregos no país passou de 26,1%, em 2024, para 26,3% em 2025. Por segmento, com exceção do setor primário (que registrou queda), todos os elos da cadeia apresentaram expansão, com destaque para os agrosserviços (6,1%), seguidos por insumos (3,4%) e agroindústria (1,4%).

A publicação apontou crescimento de 4,6% no número de trabalhadores com carteira assinada e de 3,2% entre os que trabalham por conta própria. Por nível de escolaridade, houve aumento da participação de trabalhadores com ensino superior (8,3%) e ensino médio (4,2%). Ainda de acordo com o boletim CNA/Cepea, a participação da mão de obra feminina cresceu 2,6%, enquanto a masculina avançou 1,9%.

O rendimento médio da população ocupada no agronegócio também registrou alta de 3,9% em 2025, na comparação com 2024, ficando 0,5 ponto percentual acima da média total de empregos, que foi de 3,4%.

Massa salarial 

A partir desta edição, o boletim passou a incluir um novo indicador: a massa salarial do agronegócio, que corresponde ao montante total de rendimentos do trabalho auferidos pelos ocupados em determinado setor ou na economia. O objetivo é avaliar não apenas a geração de empregos, mas também o poder de compra e o potencial de consumo associados à renda do trabalho.

Nesse contexto, a massa salarial total do agronegócio cresceu 7,2% em 2025 em relação a 2024, com destaque para a categoria “trabalhadores por conta própria”, que apresentou alta de 7,2%, e para “empregados e outros”, com crescimento de 6,7%.

As informações são da Assessoria de Comunicação do Sistema CNA/Senar.


Jogo Rápido

Prêmio Top RS Leite de Verdade: CCGL premiará produtores destaques na pecuária leiteira
A iniciativa da CCGL reconhece propriedades leiteiras e produtores do Rio Grande do Sul com base em critérios técnicos e produtivos, celebrando os resultados alcançados no setor. A produtividade e a gestão ganham destaque na programação da Fenasoja nesta quarta-feira, dia 06 de maio, com a cerimônia de entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade. A iniciativa da CCGL reconhece propriedades leiteiras e produtores do Rio Grande do Sul com base em critérios técnicos e produtivos, celebrando os resultados alcançados no setor. O evento ocorre às 19h00, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa. Os vencedores foram definidos a partir de dados registrados na plataforma Smartcoop, ferramenta utilizada para o ranqueamento dos produtores que melhor representam as cinco categorias da premiação. Participam do concurso fornecedores de leite associados às cooperativas do sistema CCGL que aplicam os pilares do programa de gestão da cooperativa central. Entre os indicadores avaliados para a concessão do prêmio estão a produtividade da terra, a eficiência produtiva de sólidos, o desempenho reprodutivo, a eficiência econômica e uma distinção especial para a melhor média desses índices integrados, o prêmio da excelência na atividade. Para o Presidente da CCGL,  Caio Vianna, a premiação é importante porque reconhece não o animal mais produtivo, e sim o trabalho de integração dos produtores e técnicos na busca da máxima eficiência econômica. O Prêmio Top RS Leite de Verdade tem como objetivo valorizar práticas de manejo e gestão que elevam o potencial produtivo e a lucratividade, com foco também na qualidade e no bem-estar animal e humano. Integrada ao cronograma oficial da Fenasoja 2026, a solenidade reunirá produtores, técnicos e lideranças do agronegócio em um momento dedicado à troca de experiências e ao reconhecimento da evolução da cadeia leiteira gaúcha. As informações são da Assessoria de Imprensa da CCGL.


Porto Alegre, 05 de maio de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.623


Governo do Estado valida solução biológica inédita contra carrapato com aplicação por drone nas pastagens

Pesquisadores testam produto em Hulha Negra, com tecnologia que pode transformar o controle do parasita no campo

O governo do Estado, por meio de pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), avança na validação a campo de um produto biológico inédito para o controle do carrapato bovino, com aplicação direta nas pastagens por meio de drones. A fase mais recente dos testes ocorreu nesta semana em Hulha Negra, na Campanha gaúcha, marcando um novo passo rumo a uma alternativa mais sustentável ao modelo tradicional baseado em químicos. O Rio Grande do Sul concentra um dos principais focos de infestação de carrapato bovino nas Américas.

Desenvolvido pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), o projeto propõe uma mudança de paradigma: em vez de tratar o animal com produtos químicos, a estratégia atua no ambiente onde o carrapato passa a maior parte do seu ciclo de vida.

A iniciativa parte de uma lacuna tecnológica. Atualmente, não há produtos disponíveis, em escala pecuária, voltados ao controle de parasitas no ambiente. “A maior parte dos carrapatos está na pastagem, aguardando o hospedeiro. Mesmo assim, o controle segue concentrado no animal”, enfatiza o pesquisador e diretor do IPVDF, José Reck.

Reck explica que o estudo utiliza micro-organismos presentes no solo, como fungos e bactérias, selecionados por sua capacidade de atingir o carrapato sem causar danos aos bovinos, aos seres humanos ou ao ambiente. Esses agentes biológicos são concentrados em uma formulação e aplicados diretamente no campo, com apoio de drones, o que amplia a escala e a eficiência da operação.

“Projetos assim são fundamentais para avançarmos em soluções práticas diante de um problema recorrente no dia a dia dos produtores. A atuação técnica e a expertise da Secretaria da Agricultura permitem não apenas o desenvolvimento, mas também a validação de alternativas inéditas, mais sustentáveis e alinhadas às demandas atuais da pecuária”, destaca o secretário da Agricultura, Márcio Madalena.

Conhecimento e inovação

Iniciado no começo de 2025, o projeto está em fase de validação em escala real, com monitoramento contínuo das áreas experimentais. Atualmente, dois tratamentos estão em teste, com avaliação sistemática de custo-benefício. “A previsão é manter os experimentos até julho, quando a chegada do inverno reduz naturalmente a população de carrapatos, permitindo um balanço mais preciso dos resultados”, prevê Reck.

A proposta combina conhecimentos já consolidados na agricultura — onde o uso de micro-organismos no controle de pragas é amplamente difundido — com o manejo sanitário animal. “Trata-se de uma abordagem que considera todo o sistema produtivo, e não apenas o animal”, destaca a professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), diretora da Agência de Inovação e uma das pesquisadoras integrantes do projeto, Patrícia Golo.

Segundo ela, o diferencial está na atuação integrada sobre todas as fases do parasito. “Avaliamos a infestação nos bovinos, as fases no ambiente e a persistência do fungo no solo, em um experimento conduzido em escala próxima à realidade do produtor”, afirma.

A pesquisa representa um avanço em uma linha de trabalho iniciada em 2012 no IPVDF, voltada ao controle biológico de carrapatos. Até recentemente, os esforços estavam concentrados no desenvolvimento de soluções para aplicação direta nos animais. A mudança para o controle no ambiente marca um novo estágio da investigação.

Problema estrutural no RS

A combinação entre o uso predominante de raças europeias — mais suscetíveis — e condições climáticas favoráveis ao parasita ao longo do ano intensifica a infestação de carrapato bovino no Estado.

Como consequência, o Estado lidera o uso de carrapaticidas químicos, o que acelera o desenvolvimento de resistência. Esse cenário cria um ciclo difícil de romper: quanto maior o uso de químicos, menor sua eficácia ao longo do tempo, aponta Reck.

O médico veterinário da Seapi, Gabriel Fiori, reforça que esse tipo de experimento com insumos biológicos para o controle de carrapatos é uma estratégia fundamental diante da crescente resistência aos acaricidas químicos tradicionais, do aumento das exigências por sustentabilidade e da necessidade de reduzir resíduos em produtos de origem animal.

“O desenvolvimento e a validação dessas alternativas representam avanços importantes dentro do conceito de sustentabilidade econômica e ambiental da pecuária moderna”, observa Fiori.

Caminho para a sustentabilidade

O governo do Estado, por meio da a Seapi, tem investido em alternativas ao controle convencional, incluindo o uso racional de medicamentos e práticas de manejo, como a rotação de pastagens. O novo projeto amplia esse esforço ao propor uma solução de base biológica, com potencial de reduzir impactos ambientais, riscos à saúde e custos no longo prazo.

“Se os resultados se confirmarem, a tecnologia poderá representar uma mudança significativa no controle de carrapatos no campo, alinhando produtividade e sustentabilidade na pecuária gaúcha”, avalia o pesquisador José Reck. (Seapi)


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT editado pelo Sindilat/RS

Argentina reforça controle sanitário na produção de leite mirando exportações para União Europeia

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA) da Argentina estabeleceu um novo marco regulatório para os estabelecimentos de produção primária de leite com o objetivo de fortalecer a competitividade do setor lácteo em mercados internacionais altamente exigentes, como a União Europeia e o Reino Unido.

Através da Resolução 200/2026, publicada no Diário Oficial, fixam-se condições sanitárias, estruturais e de controle que deverão ser cumpridas pelas fazendas leiteiras que abastecem indústrias lácteas destinadas à exportação. Esta normativa busca garantir padrões internacionais em matéria de inocuidade alimentar, rastreabilidade e bem-estar animal.

Um novo esquema de habilitação para fazendas exportadoras

A medida introduz um sistema de habilitação obrigatória para os estabelecimentos de produção primária que integram a cadeia exportadora láctea. Para operar sob este esquema, as fazendas deverão solicitar a aprovação perante o SENASA e demonstrar o cumprimento de requisitos técnicos e sanitários específicos.

As inspeções estarão a cargo de veterinários oficiais, que avaliarão as condições de produção, infraestrutura, manejo sanitário e cumprimento de protocolos de qualidade. Além disso, a normativa incorpora a figura de um médico veterinário privado como corresponsável sanitário do estabelecimento, reforçando o sistema de controle e acompanhamento permanente das condições produtivas.

Requisitos sanitários e produtivos para a exportação de leite

O novo esquema regulatório estabelece um conjunto de exigências alinhadas com os padrões internacionais dos principais mercados compradores de produtos lácteos. Entre os principais aspectos, incluem-se:

Controle sanitário integral do rebanho leiteiro.

Protocolos de higiene na ordenha e armazenamento do leite.

Registros de rastreabilidade desde o estabelecimento primário até a indústria processadora.

Aplicação de boas práticas de produção leiteira.

Cumprimento de normas de bem-estar animal reconhecidas internacionalmente.

Estes requisitos buscam assegurar que o leite produzido na Argentina cumpra com os padrões exigidos por mercados como a União Europeia, que mantém uma das regulações mais estritas do mundo em matéria de segurança alimentar.

Exportações lácteas e exigências do mercado internacional

O setor lácteo argentino faz parte de um complexo agroindustrial com forte orientação exportadora, especialmente em produtos como leite em pó, queijos e derivados industrializados. A demanda internacional impulsionou a necessidade de fortalecer os sistemas de controle na origem para garantir o acesso a mercados premium.

Nos últimos anos, organismos internacionais como a FAO destacaram a importância da rastreabilidade e da biossegurança como fatores determinantes para o comércio global de alimentos de origem animal. Neste contexto, a adequação normativa impulsionada pelo SENASA alinha-se com tendências globais que priorizam a transparência na cadeia de produção e a certificação sanitária como requisito indispensável para o comércio internacional.

Rastreabilidade e bem-estar animal como eixos centrais

Um dos pilares da nova regulação é a rastreabilidade completa do produto lácteo, desde o estabelecimento primário até sua industrialização e exportação. Este sistema permite identificar a origem de cada lote de produção e melhorar a capacidade de resposta perante eventuais alertas sanitários.

Da mesma forma, o bem-estar animal adquire um papel central dentro da normativa, em linha com padrões internacionais adotados pela União Europeia e outros mercados de alto valor. Isso inclui condições de alimentação, manejo, saúde e ambiente dos animais em produção.

Impacto na competitividade do setor lácteo argentino

A implementação destes padrões representa um desafio de adaptação para os produtores, mas também uma oportunidade estratégica para melhorar a competitividade do setor lácteo argentino no comércio internacional.

O cumprimento de requisitos sanitários mais rigorosos pode facilitar o acesso a mercados de maior valor, reduzir barreiras técnicas ao comércio e melhorar a percepção de qualidade dos produtos argentinos. Além disso, a formalização de processos e a incorporação de controles mais rígidos contribuem para fortalecer a eficiência produtiva e a sustentabilidade do sistema lácteo.

Em um cenário global onde a segurança alimentar e a qualidade são fatores determinantes, estas medidas contribuem para consolidar a inserção do setor lácteo argentino no comércio internacional de alto valor agregado.

As informações são da E-Aduana, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint. 


Jogo Rápido

Grupo Piracanjuba avança no digital e amplia presença em buscas e inteligência artificial
O Grupo Piracanjuba avançou em sua estratégia digital ao implementar um modelo de conteúdo orientado por dados, com foco em SEO (Search Engine Optimization, otimização para mecanismos de busca) e GEO (Generative Engine Optimization, otimização para respostas em inteligência artificial). Desenvolvida em parceria com a BASE Digital, consultoria de tecnologia especializada em transformação digital, a iniciativa teve como objetivo ampliar a presença da marca em buscadores e plataformas de inteligência artificial (IA), acompanhando a mudança na jornada de consumo. Os resultados indicam ganho relevante de visibilidade. O blog institucional superou 11 milhões de impressões, com crescimento de quase 50% em menos de um ano, além de registrar 673 mil cliques orgânicos. O desempenho consolida o canal como um ponto de contato relevante para consumidores em busca de informações sobre categorias como leite, queijos e produtos zero lactose. Nas plataformas de inteligência artificial, o avanço foi ainda mais expressivo. As menções à marca cresceram 244% em 2025, com centenas de páginas do site sendo utilizadas como fonte em respostas automatizadas. “Hoje, não basta um site institucional aparecer em buscadores como o Google. As marcas precisam ser fontes de referência para respostas generativas de Inteligência Artificial sobre a empresa”, afirma Guilherme Corsetti, co-CEO da BASE Digital. Dentro da estratégia, um dos destaques foi o reposicionamento digital da linha ProForce, voltada a bebidas e suplementos proteicos. Após o rebranding, o site passou a operar com foco em performance e experiência do usuário, incorporando ferramentas como uma calculadora de proteínas. A iniciativa gerou mais de 1 milhão de impressões e 16 mil cliques orgânicos, além de posicionar a marca entre os primeiros resultados do Google para mais de 270 palavras-chave estratégicas. O impacto nas plataformas de IA também foi significativo para a linha, com crescimento de 900% nas menções ao longo do ano, reforçando o papel do conteúdo estruturado como ativo estratégico para visibilidade e construção de marca. Segundo Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, o movimento está alinhado à estratégia de fortalecimento da relação com consumidores nos canais digitais. “O objetivo é transformar os sites institucionais em uma fonte de informação confiável, conectando o conteúdo produzido pelos nossos especialistas às dúvidas frequentes dos consumidores. A estratégia digital ajudou a ampliar a visibilidade das marcas no digital em um momento em que as plataformas de inteligência artificial ganham cada vez mais protagonismo na jornada do consumidor”, afirma. As informações são do Super Varejo, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Porto Alegre, 04 de maio de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.622


Lactalis dá largada na ampliação produtiva da planta de Teutônia

Com o objetivo de elevar a produção de lácteos no Rio Grande do Sul, das atuais 304 mil toneladas para 453 mil toneladas até 2028, a Lactalis Brasil deu a largada rumo à meta, com ampliação das linhas produtivas de manteiga e whey fit, ambas na planta do município de Teutônia. As duas iniciativas fazem parte do pacote de investimentos de R$ 400 milhões que serão realizados em cinco unidades industriais no Estado, anunciados pela multinacional francesa em agosto de 2025. “Os aportes serão fracionados: começamos com a manteiga que ainda está em rampa de crescimento, mas chegará a 1.500 toneladas ao mês, e de whey fit, que saltará para 3 mil toneladas ao mês. Investimentos já finalizados ainda em 2025”, afirma o diretor de comunicação, assuntos corporativos e regulatórios da Lactalis Brasil, Guilherme Portella.

Além de Teutônia, estão em fase de operacionalização os aportes para incremento produtivo de requeijão, na planta de Santa Rosa, de whey protein e mussarela, em Três de Maio, e também de queijo prato, em Ijuí. “Todos com previsão de crescimento em produção, mas ainda não foram realizados, pois teremos prazo maior para concretização”, diz Portella. A intenção é obter ganho substancial no processamento de queijos e, até o final de 2028, produzir 100 mil toneladas por ano, 70% mais do que as atuais 58 mil toneladas.

O executivo afirma que a efetivação de todos os projetos depende da compra de novas máquinas, contratação de mão de obra, definição de layout das fábricas e incremento gradual na captação de leite pela empresa no Estado, cujo aumento foi de 8%, em 2025. “É uma iniciativa de fomento agropecuário para melhoramento genético e, consequentemente, uma melhor qualidade e produtividade no campo. Foi um ano em que o setor todo e a produção cresceram no Brasil e no Rio Grande do Sul. E a Lactalis acompanhou”, avaliou.

Portella preferiu não projetar o percentual de captação para 2026, mas apostou na continuação de uma curva ascendente no Estado. “A intenção é de aumento, pois seguimos em processo de expansão geral da produção. Temos uma ideia de, até 2030, captar no Brasil cerca de 4 bilhões de litros de leite. Vamos fechar o ano com 2,9 bilhões de litros de leite.” Para chegar nesse patamar, o executivo diz que a base será a aplicação de novas tecnologias e incremento na contratação de mão de obra.

Dentro dos R$ 400 milhões em investimentos, também estão previstas as expansões de dois centros de distribuição localizados nos municípios de Ijuí e Teutônia, e conforme Portella, ambos ainda não foram iniciados.

Ficha Técnica
Investimento: R$ 400 milhões
Estágio: Em execução
Empresa: Lactalis Brasil
Cidade: Teutônia
Área: Indústria

As informações são do Jornal do Comércio


LEITE/CEPEA: Com oferta limitada, preço do leite sobe 10,5% em março

Cepea, 30/04/2026 – O preço do leite pago ao produtor subiu em março/26 pelo terceiro mês consecutivo, cumprindo a expectativa dos agentes de mercado de que a redução na oferta puxaria para cima as cotações em intensidade superior que a observada nos meses anteriores. De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a alta foi de 10,5% frente a fevereiro, levando a “Média Brasil” a R$ 2,3924/litro. O preço, contudo, ainda está 18,7% abaixo do registrado em março/25, em termos reais. No primeiro trimestre de 2026, a elevação acumulada é de 17,6% e a média, de R$ 2,2038/l, sendo 23,6% menor que a registrada no mesmo período do ano passado (os valores foram deflacionados pelo IPCA de março/26).

O movimento de alta seguiu sendo explicado pelo aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, já que a oferta seguiu restrita. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% neste primeiro trimestre. O recuo na produção ocorre devido à sazonalidade (que afeta negativamente a oferta de pastagem e eleva o custo com a nutrição animal) e à maior cautela de investimentos na atividade diante de margens mais estreitas ao longo de 2025. Segundo a pesquisa do Cepea, em março/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,46% na “Média Brasil” – acumulando avanço de 2,11% no primeiro trimestre. 

Com a menor disponibilidade de leite, a produção de lácteos também ficou mais limitada, e os preços de derivados seguiram aumentando em março. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que o leite UHT se valorizou 18,3% e a muçarela, 6,1%, de fevereiro para março, em termos reais. Os preços seguiram tendência altista até a primeira quinzena de abril, mas, a partir de então, as negociações já ficaram mais travadas e os valores passaram a se enfraquecer. 

Ao mesmo tempo, as importações cresceram 33% em março, somando, no primeiro trimestre de 2026, uma aquisição de 604 milhões de litros em equivalente leite (EqL) – apenas 0,9% menor do que no mesmo período do ano passado.

A expectativa é de que o mercado siga em trajetória de valorização em abril, mas esse movimento deve perder intensidade a partir de maio. Isso porque o consumo mostra resistência aos preços mais altos na gôndola, afetando as cotações dos derivados. Ao mesmo tempo, importações seguem sustentadas e existe expectativa de reação da produção – o que eleva a cautela da indústria em realizar novos repasses ao campo entre maio e junho.

As informações são do Cepea

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1917 de 30 de abril de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

Os rebanhos apresentam escore de condição corporal adequado, e houve aumento no uso de suplementação, especialmente com silagem, para sustentar os níveis de produção. Referente ao aspecto sanitário, as condições estão sob controle na maior parte das propriedades. As condições meteorológicas mais amenas têm favorecido o conforto térmico dos animais. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção segue em queda em função da limitação na oferta de forragem verde de boa qualidade. Neste período, ainda é insignificante a disponibilidade de pastagens de aveia em condições adequadas de uso. Os produtores com reservas de silagem e feno, de modo geral, enfrentam menores perdas, assim como aqueles que ainda dispõem de forrageiras perenes de verão. 

Na de Caxias do Sul, a condição corporal e a sanidade dos animais estão ideias, e não houve restrição alimentar. O bem-estar das vacas foi favorecido pelas temperaturas mais amenas ao longo da semana. 

Na de Erechim, as condições gerais dos rebanhos estão satisfatórias, e há boa disponibilidade de água e sanidade.  

Na de Ijuí, a produção seguiu estável em relação ao período anterior e o tempo mais úmido provocou aumento de barro nos locais de descanso e de ordenha dos animais, dificultando a higiene das operações. 

Nas de Passo Fundo e Santa Maria, o cenário é de estabilidade produtiva. Os rebanhos apresentam bom escore corporal, embora a transição para as pastagens de inverno tenha exigido maior aporte de silagem na dieta.   

Na de Santa Rosa, as condições meteorológicas mais amenas melhoraram o conforto térmico dos animais, favorecendo a produção de leite, a manutenção dos teores de sólidos, a maior expressão de cio e eficiência na sua detecção, com reflexos positivos nas taxas de prenhez. Os produtores intensificaram a suplementação com silagem. Seguem as ações de controle de carrapatos e prevenção de tristeza parasitária bovina. A contagem bacteriana total está, em geral, dentro dos padrões, mas há maior dificuldade em manter a contagem de células somáticas nos níveis recomendados.

As informações são da Emater/RS editadas pelo Sindilat/RS


Jogo Rápido

Boletim Agrometeorológico da Seapi
O Boletim Integrado Agrometeorológico 18/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) aponta que na segunda-feira (4/5), a atuação da massa de ar seco e frio deverá manter o tempo estável em grande parte do território gaúcho. Na terça-feira (5/5) e na quarta-feira (6/5), o padrão de circulação atmosférica deverá ajudar a transportar umidade para algumas localidades do estado. Dessa forma, há previsão de chuva em diferentes áreas, e as temperaturas deverão voltar a apresentar leve elevação. No dia 5/5, a chuva deverá ser fraca e ocorrer apenas em pontos isolados da metade norte. Já no dia 6/5, poderá variar de fraca a moderada e ocorrer principalmente na metade sul. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 5 mm e 100 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados a leste que podem ultrapassar esse valor. O Boletim Agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (As informações são da SEAPI)


Porto Alegre, 30 de abril de 2026                                                            Ano 20 - N° 4.621


Assinado o decreto de promulgação do acordo entre Mercosul e União Europeia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto de promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), que entra em vigor provisoriamente nesta sexta-feira, 1 de maio de 2026. O pacto entre os blocos avançou após mais de 25 anos de negociações.

Durante a cerimônia, Lula defendeu relações multilaterais entre as nações: “Se o Brasil aprender a se respeitar, vamos negociar igualdade de condições com qualquer país”, disse. Segundo ele, o país adotará a mesma postura em futuros acordos, como fez nas tratativas com a União Europeia.

Em relação ao cenário global recente, marcado pelo aumento de tarifas promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula afirmou que Brasil e União Europeia deram uma resposta ao mundo de que “não existe nada melhor” do que acreditar na democracia, no multilateralismo e nas relações cordiais entre as nações. “Não existe saída individual para nenhum país nesse mundo de comércio”, reforçou.

Outros acordos comerciais

O presidente também encaminhou duas mensagens ao Congresso Nacional referentes aos acordos de Mercosul com Singapura e Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA. Lula afirmou que o Brasil trabalha para concluir o tratado comercial com o Canadá.

Como mostrou o Valor em março, o acordo entre Mercosul e Canadá ainda tem temas sensíveis a serem alinhados, como o acesso a carne, lácteos, frango e ovos, além de divergências sobre regras de indicação geográfica. Ainda assim, essas questões não devem impedir a conclusão do tratado, prevista para este ano.

Incorporação da Colômbia ao Mercosul

Lula declarou ainda que o Brasil articula a incorporação da Colômbia ao Mercosul — atualmente formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão — e sinalizou que outros países também podem vir a integrar o bloco.

O presidente também mencionou o que classificou como “problema” relacionado ao excesso de produção e à importação de leite do Uruguai e da Argentina. Ele defendeu a necessidade de equilíbrio “para que todos se sintam confortáveis”.

A importação de leite e derivados pelo Brasil tem gerado pressão sobre o mercado nacional em 2026. Isso fez com que, em março, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) protocolasse proposta na Câmara dos Deputados para investigar os impactos dessas compras externas sobre a renda de produtores nacionais. Grande parte desses produtos estão vindo da Argentina e Uruguai.

Acordo Mercosul-UE

O acordo comercial reúne países que somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões, além de estabelecer uma zona de livre comércio entre o Mercosul (composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os 27 países da União Europeia. Atualmente, a UE é o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

O tratado deve eliminar de forma progressiva tarifas em cerca de 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% pela União Europeia. A redução ocorrerá de forma gradual, com prazos que variam entre quatro e quinze anos. O texto também prevê uma série de regras para salvaguardas comerciais, especialmente em setores considerados sensíveis.

A nova etapa do acordo ocorre após o Brasil notificar oficialmente a Comissão Europeia, em 18 de março, sobre a conclusão dos procedimentos internos de ratificação. A União Europeia, por sua vez, notificou o Brasil em 24 de março. Com isso, foram cumpridos os requisitos para a entrada em vigor provisória do acordo a partir de 1º de maio.

Apesar de já ter sido aprovado nos parlamentos do Mercosul e da União Europeia, o acordo ainda passa por avaliação jurídica no bloco europeu. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu submeter o texto a uma revisão pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), o que pode atrasar a entrada em vigor plena do tratado. A emissão de um parecer desse tipo costuma levar em média entre 18 e 24 meses.

No dia 23 de abril, Lula classificou como “coisa de gente ciumenta” a decisão dos eurodeputados de acionar o TJUE para questionar o pacto comercial. Segundo ele, a ação não seria um entrave para os avanços das negociações entre Mercosul e UE. Ele ainda reiterou que o Brasil não pretende “destruir” os produtos europeus, mas construir uma política de complementaridade entre os blocos.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Banco Central reduz taxa Selic para 14,5% ao ano

Resultado já era projetado por analistas de mercado, que apontavam a segunda diminuição seguida de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual. Assim, a Selic fica em 14,5% ao ano. 

A leve redução já era projetada por analistas de mercado, que apontavam a segunda diminuição seguida de juros. Em março, o Copom reduziu o juro também em 0,25 ponto percentual, após uma sequência de reuniões que optaram pela manutenção da taxa Selic em 15% ao ano.

Segundo comunicado do Copom, a diminuição contida é reflexo do ambiente externo que "permanece incerto, em função da indefinição a respeito da duração, extensão, e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio". 

O cenário global, conforme o Comitê, "exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities".

Ao comunicar a queda da taxa básica de juro, o colegiado disse que a "decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". Também afirmou que a decisão não gera prejuízo na estabilidade de preços.

O que é taxa Selic?
A Selic é utilizada para balizar o mercado de crédito geral. Ela serve de parâmetro para todas as outras taxas de juros das mais diversas operações, sejam elas de aplicações e investimentos ou de financiamento imobiliário, por exemplo.

Junto à inflação oficial medida pelo IPCA, a taxa Selic serve para aquecer e garantir a estabilidade da atividade econômica brasileira. Em patamares baixos, possibilita maior tomada de crédito e financiamentos.

Em patamares elevados, ajuda a conter o avanço da variação de preços, já que limita o consumo e, consequentemente, freia a inflação. (Zero Hora)

Sistema FIERGS alerta para riscos do fim da escala 6x1 sobre emprego e economia

Retração no emprego, aumento da informalidade e queda no Produto Interno Bruto (PIB) estão entre os possíveis impactos da redução jornada de trabalho e extinção da escala 6x1, conforme alertou o Sistema FIERGS durante reunião-almoço na sede da entidade, em Porto Alegre, nesta segunda-feira (27). A matéria está em tramitação no Congresso Nacional por meio de propostas de emenda à Constituição (PECs). Recentemente, o governo federal também encaminhou um projeto de lei (PL) sobre o tema. O deputado federal Lucas Redecker foi convidado para esclarecer pontos da tramitação e conhecer os pontos de vista da indústria gaúcha.

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, afirmou que a pauta exige responsabilidade e equilíbrio. “Trata-se de uma mudança estrutural. Assim, não pode avançar sem um debate amplo e responsável com a sociedade, especialmente em um ano eleitoral. Os impactos são relevantes”, destacou. Segundo estimativas, a redução de jornada para 40 horas semanais pode elevar em até R$ 267 bilhões por ano os custos com trabalhadores formais. Na indústria, esse aumento pode chegar a R$ 88 bilhões. “Há, ainda, projeções de queda no PIB. A FIERGS acompanha de perto a realidade do chão de fábrica das micro e pequenas empresas. No cotidiano, junto aos trabalhadores, o sentimento não é de reivindicações por mudanças repentinas, mas de preocupação com a preservação de empregos e geração de renda”, acrescentou. 

O deputado Lucas Redecker explicou a tramitação das PECs no Congresso, enfatizando que a comissão especial da Câmara dos Deputados será o espaço para discutir ajustes e possíveis compensações ao setor produtivo. Ele também reforçou que a população em geral precisa estar informada de todos os riscos que a medida pode trazer. “Os prejuízos ao gerador de empregos irão impactar o consumidor e o empregado. Isso pode aumentar a informalidade no país. Por isso, não se trata de ser favorável ou contrário, mas de buscar meios de compensação. Como vamos trabalhar na redução dos impactos?”, questionou.  

Entre as possíveis medidas compensatórias, que devem ser construídas juntamente com o setor produtivo, estão uma transição adequada para a nova jornada e a desoneração da folha de pagamento para os segmentos. Durante o encontro, também foi citada a PEC do Jovem Aprendiz, formulada com contribuições técnicas do Sistema FIERGS, que permite que jovens menores de 18 anos atuem em atividades enquadradas pela legislação como insalubres ou perigosas, sob condições de emancipação ou formação técnica. “É uma forma de tentar diminuir os danos. Aumenta a mão de obra de jovens formados pelo Senai, por exemplo, e que, muitas vezes, ficam num limbo de dois anos”, disse o coordenador do Conselho das Relações do Trabalho (Contrab) do Sistema FIERGS, Guilherme Scozziero. Ele também enfatizou que é preciso separar escala e jornada de trabalho. “As escalas devem ser tratadas nas negociações. A jornada máxima é que será estipulada pela Constituição”, ponderou.

Coordenador do Conselho de Articulação Política (Coap) do Sistema FIERGS, Diogo Paz Bier destacou a mobilização da federação junto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e afirmou que o Brasil pode estar perdendo competitividade. “Por um lado, temos o acordo entre Mercosul e União Europeia, que amplia nossas oportunidades de mercado. Mas, por outro, estamos perdendo a oportunidade de sermos competitivos com essa pauta da redução de jornada, ao aumentar o custo de quem produz no país”, refletiu. (Fiergs)


Jogo Rápido

Fenasoja terá fóruns sobre suinocultura, brucelose e tuberculose
A Fenasoja, que ocorre de 1º a 10 de maio em Santa Rosa, terá um dia dedicado à sanidade animal, com a realização de dois fóruns na quarta-feira (6/5): o 2º Fórum Estadual de Sanidade Suína, às 10h, e o 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina, às 14h. Os encontros são organizados pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) e pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). O 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina vai discutir a importância da prevenção e do controle dessas enfermidades. A programação contará com palestras com experiência nas suas áreas, com a visão da Indústria de Laticínios, do produtor rural, do Fundo de Apoio – Fundesa, e do Serviço Veterinário Oficial Estadual. “Santa Rosa está inserida numa das principais regiões produtoras de leite do estado. Sediar o Fórum na Fenasoja tem como finalidade mobilizar e sensibilizar a cadeia de produção em relação ao tema”, explica a fiscal estadual agropecuária Ana Cláudia Groff, do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Seapi. Os dois fóruns ocorrerão no Palco Semear, na Exporural. (SEAPI adaptado pelo Sindilat/RS)


Porto Alegre, 29 de abril de 2026                                                            Ano 20 - N° 4.620


Governo libera R$ 450 mi para o Pronaf Mais Leite

O governo federal anunciou  a liberação de R$450 milhões em crédito rural subsidiado para o programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Leite (Pronaf Mais Leite). 

O anúncio tem o objetivo de ampliar a produtividade da pecuária leiteira entre agricultores familiares em todo o país. A iniciativa busca financiar melhorias genéticas do rebanho, incluindo a transferência de embriões, além da aquisição de infraestrutura como ordenhadeiras e tanques de resfriamento. 

A expectativa é viabilizar até 300 mil embriões e elevar a produção de leite por animal, que pode passar de uma média atual de 3 a 8 litros por dia para até 15 a 30 litros diários. De acordo com o governo, cerca de 40 mil produtores familiares devem ser beneficiados. 

Os recursos poderão ser utilizados na compra de matrizes com alto valor genético, sêmen, óvulos e embriões, além de serviços de inseminação artificial e fertilização in vitro (FIV). Também estão previstos investimentos em manejo, alimentação e infraestrutura produtiva. ara acessar o crédito, os produtores precisam ter o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e apresentar um projeto técnico que comprove a viabilidade do investimento. 

O financiamento será operacionalizado por instituições como o Banco do Brasil, Sicredi, Cresol, Sicoob e Banrisul. O programa também contará com apoio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para orientação técnica aos produtores. Além disso, foram disponibilizadas linhas de crédito com juros de 3% ao ano para cooperativas da agricultura familiar e de 8,5% ao ano para outras cooperativas do setor leiteiro, por meio do programa Renovagro. 

O pacote inclui ainda R$15 milhões para a construção de uma fábrica de leite em pó em São Paulo e R$28 milhões destinados à assistência técnica e extensão rural. O secretário-executivo do Sindilat e vice-coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, avalia que o aporte é positivo, embora considere o volume de recursos ainda limitado diante do tamanho da cadeia leiteira brasileira. “Acaba atendendo justamente um dos pontos de perda de competitividade do leite brasileiro, principalmente na inseminação e na assistência técnica, que é fundamental”, afirma em entrevista ao JM.

Palharini destaca que a falta de assistência técnica é um dos principais fatores que levam ao abandono da atividade leiteira. Ele também ressalta que, no Rio Grande do Sul, a produtividade média já supera 18 litros por animal ao dia, mas ainda é considerada insuficiente para competir com produtos importados, especialmente da Argentina. A expectativa do setor é que os novos recursos anunciados sejam ampliados e transformados em política permanente, garantindo maior estabilidade e competitividade para a produção leiteira nacional nos próximos anos. (Jornal da Manhã editado pelo Sindilat)


Conseleite Paraná

RESOLUÇÃO Nº 04/2026 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 29 de abril de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Março de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. 

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Abril de 2026 é de R$ 4,4471/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no 
seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/.

Fonte: Conseleite Paraná 


Produtores de leite argentinos recebem os preços mais baixos do mundo, apontam especialistas

Na Argentina, nos últimos meses, observa-se uma perda sustentada de valor do litro de leite em moeda constante, segundo destacam os especialistas. Os aumentos de preço recebidos pelo produtor de leite estão muito distantes da taxa de inflação geral. Isso é consequência do aumento da produção interna verificado em 2025 e da alta produção mundial registrada há vários anos. 

Assim, o preço do leite recebido pelos produtores argentinos é o mais baixo, tanto em comparação com os países vizinhos quanto com os principais produtores e exportadores mundiais. Por exemplo, em dezembro de 2025, o preço na fazenda ficou em US$ 0,32 por litro, frente aos US$ 0,42 do Uruguai, US$ 0,36 do Brasil, US$ 0,58 da União Europeia, US$ 0,41 dos Estados Unidos, US$ 0,39 da Nova Zelândia e US$ 0,43 da China, segundo cálculos do consultor Mauro Gorgerino.

Outra forma de evidenciar a deterioração do preço recebido pelos produtores é observar sua evolução em termos reais. Em janeiro de 2026, o valor de 478 pesos argentinos (US$ 0,45) por litro ficou 19% abaixo dos 588 pesos argentinos  (US$ 0,55) constantes de janeiro de 2025 e dos 596 pesos argentinos  (US$ 0,56) de janeiro de 2024. Esse comportamento é resultado do baixo reajuste registrado durante 2025, período em que o preço do leite aumentou apenas 7,7%, frente a um Índice de Preços ao Consumidor de 32,4%.

Em contraste, outros custos relevantes do sistema produtivo leiteiro registraram aumentos significativamente superiores durante 2025: a implantação de pastagem com alfafa aumentou 29,8%; a ração concentrada, 39%; o milho, 35,3%; e a soja, 65,5%. Como consequência, a relação leite/milho foi muito desfavorável para o produtor.

Em janeiro de 2026, com um litro de leite era possível comprar 1,72 kg de milho, frente a uma média histórica de 2 kg. A relação de compra do leite em relação à soja também se deteriorou; em janeiro de 2026, um litro de leite permitia comprar 900 gramas de soja, frente a uma média histórica entre 1,1 e 1,2 kg. Situações semelhantes são observadas em outros insumos: o poder de compra da ração concentrada caiu 22,8% na comparação anual. O único fator favorável durante o último ano foi o aumento do valor da vaca de descarte, cujo preço cresceu 41,4% em relação ao ano anterior.

Problemas

Como resultado do cenário anterior, após três trimestres de 2025 com rentabilidade positiva — que tiveram média de 4% — no último trimestre ela despencou e se tornou negativa em uma fazenda leiteira média, segundo dados de Gorgerino. Esse valor contrasta com a média histórica da série (1,8%) e com seu máximo registrado (8,4%).

A crise enfrentada pelos produtores também está sendo sentida pela indústria. De fato, a variação anual de janeiro de 2026 em relação a janeiro de 2025 mostrou um aumento de 16,9% no preço dos produtos lácteos, frente a uma inflação de alimentos e bebidas de 29,3%. Por essa razão, a capacidade da indústria de melhorar o preço pago ao produtor é bastante limitada.

Em dezembro de 2025, os produtores receberam 476 pesos argentinos (US$0,45) por litro de leite, enquanto a indústria conseguia pagar 492 pesos argentinos  (US$0,46) por litro. Ambos os valores ficaram abaixo do custo de produção da fazenda leiteira, estimado em 563 pesos argentinos (US$0,53) por litro.

Como mencionado no início, além da superprodução interna, há abundância de leite no mundo. “Os principais produtores em nível mundial são a América do Sul — Brasil, Argentina e Uruguai —, a União Europeia, a Oceania e os Estados Unidos”, afirmou Gorgerino, durante uma reunião organizada pela Select Debernardi. A China também é um grande player, mas sua produção é direcionada principalmente ao mercado interno.

Durante o período entre janeiro e dezembro de 2025, a produção mundial de leite registrou um aumento médio de 2,25%, mantendo a tendência de alta dos últimos anos. Nesse período, a Argentina foi o país com maior crescimento, com aumento de 9,7% no volume entregue às indústrias de laticínios e à exportação. Também aumentaram sua produção o Brasil (7%), o Uruguai (5,7%), a União Europeia (1,5%) e outros países.

Enquanto isso, na Argentina, em 2025, houve uma redução de 2,5% na quantidade de fazendas leiteiras, passando de 9100 para 8887 entre janeiro e dezembro. Gorgerino lembrou que em 2002 existiam 15 mil fazendas leiteiras.

A produção média por fazenda leiteira durante o ano passado foi de 3506 litros diários, com uma média de 165 vacas por propriedade. Isso posiciona a Argentina como o quinto país do mundo em quantidade de vacas leiteiras por estabelecimento.

O número total de vacas leiteiras na Argentina não variou significativamente nos últimos anos e somou 1.497.480 cabeças em 2025, o que implica aumento do tamanho médio de cada unidade produtiva. As vacas das fazendas leiteiras que fecharam não foram para o abate, mas sim compradas por propriedades maiores.

Em relação à estratificação produtiva, as fazendas leiteiras que produzem menos de 1000 litros diários representam 26,8% do total, mas respondem por apenas 4,2% da produção, com média de 549 litros diários. Em contrapartida, aquelas que produzem mais de 6000 litros diários representam 13,2% das propriedades, mas geram 47,4% da produção total.

Olhando para o futuro, os produtores de leite deverão continuar lutando por uma melhora no preço do leite, mas simultaneamente precisarão trabalhar “da porteira para dentro”, analisando os parâmetros de eficiência do sistema de produção, com indicadores que monitorem as variáveis de maior impacto no resultado final, como a produtividade medida em litros de leite por hectare e por vaca total. Nesse sentido, Gorgerino ressaltou que “uma empresa pode continuar deficitária mesmo com preços elevados se apresentar ineficiências internas como, por exemplo, altas taxas de mortalidade de bezerros”.

Ele aconselhou que “os produtores controlem permanentemente os custos operacionais, permaneçam abertos à incorporação de novas tecnologias, reforcem o monitoramento da gestão interna e acompanhem continuamente um orçamento econômico e financeiro adequado à empresa para enfrentar o cenário adverso”. (As informações são do La Nación, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Oferta sustenta liquidez; preço se estabiliza
A elevada oferta de soja em grão no Brasil tem sustentado a liquidez no mercado spot. Por outro lado, esse cenário de maior disponibilidade tem evitado que os preços da oleaginosa subam de modo expressivo. Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com a demanda firme, a perspectiva de safra recorde mantém o equilíbrio do mercado. Assim, os preços estão relativamente estáveis. No campo, a colheita brasileira alcançou 88,1% da área, com ritmos distintos entre as regiões, de acordo com a Conab. No Hemisfério Norte, as condições climáticas seguem no radar, aponta o Centro de Pesquisas. Apesar da preocupação com a baixa umidade do solo, previsões de chuvas podem amenizar o cenário. Nos Estados Unidos, a semeadura atingiu 12% da área esperada até 19 de abril, superando tanto o ritmo do ano passado quanto a média dos últimos cinco anos, segundo o USDA. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 28 de abril de 2026                                                            Ano 20 - N° 4.619


Conseleite sinaliza recuperação e valor projetado para o leite é de R$ 2,5333 em abril

O valor de referência projetado para o leite no Rio Grande do Sul em abril é de R$ 2,5333. A previsão, divulgada nesta terça-feira (28/04) pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite/RS), representa alta de 10,47% em relação ao projetado para o mês de março, que foi de R$ 2,2932. O encontro reuniu representantes da cadeia produtiva na sede da Federação da Agricultura do RS (Farsul), integrando produtores, indústrias e lideranças das entidades do setor.

O Conseleite/RS também divulgou o valor consolidado do litro em março de 2026 em R$ 2,3721, 11,67% acima do dado final de fevereiro (R$ 2,1243). Os indicadores divulgados pelo Conseleite são elaborados pela UPF com base em dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês.

Os dados indicam recuperação real do mercado do leite no Rio Grande do Sul depois de um período longo de queda e de dificuldades de remuneração no campo e na indústria. A sinalização de alta veio nos primeiros meses do ano de forma mais tímida e se consolida com os dados apresentados nesta terça-feira. Otimista, o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes (Fetag), pontuou a força e a legitimidade do Conseleite para apaziguar as relações no segmento. “Quando o mercado está em baixa, se bate na metodologia e nos cálculos. Este momento é ideal para reforçar a importância desse colegiado e sua legitimidade. Temos a prova real dessa metodologia que são os demais Conseleites do Brasil. Estamos realmente captando a tendência do mercado”, garantiu Prestes. Posição compartilhada pelo vice-coordenador do Conseleite, Darlan Palharini (Sindilat). “Estamos em um bom momento. Precisamos trabalhar agora para manter esses preços por mais tempo, e isso passa por garantir o escoamento do leite brasileiro para diferentes mercados. Apesar de o poder de compra do brasileiro ser baixo e do alto endividamento das famílias, o ano eleitoral deve ajudar a injeção de recursos na economia com a antecipação dos 13º salários dos aposentados e liberação de recursos do FGTS”, salientou. Contudo, Palharini alertou que a produção no campo deve se recuperar nos próximos meses no mercado doméstico. Sugeriu ainda que as entidades participantes do Conseleite fiquem atentas para coibir o aumento das importações de leite da Argentina, tendo em vista a alta produção daquele país.

Durante a reunião, o Conseleite também deliberou pelo envio de ofício aos Ministérios da Agricultura e Pecuária, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar como forma de alerta ao governo federal sobre a crise decorrente do excesso de importações de leite pelo Brasil. Prestes frisou que é essencial manter o tema na pauta dos ministros para garantir o enfrentamento constante da situação.


O futuro da produção de leite: relatório McKinsey revela quais devem ser as prioridades do setor

A pesquisa anual da empresa de consultoria McKinsey & Company, realizada com executivos de laticínios na América do Norte e Europa, mostra uma indústria que enfrenta intensa pressão de custos e margens, mesmo com o crescimento da demanda. Entenda a agenda de liderança para o próximo ano.

Nos primeiros meses de 2026, os laticínios nos Estados Unidos e na Europa encontram-se operando em um ambiente desafiador: definido por inflação de custos persistente, restrições de mão de obra, volatilidade de insumos e incerteza crescente em relação ao comércio e regulamentação, particularmente na Europa. Ao mesmo tempo, os riscos do lado da oferta estão aumentando à medida que os produtores lidam com questões de saúde animal (como a gripe aviária altamente patogênica, a larva-varejeira do Novo Mundo e a língua azul), além de interrupções relacionadas ao clima e restrições estruturais no crescimento da oferta de leite em diversos mercados europeus.

Ainda assim, a demanda principal permanece resiliente. Os consumidores continuam a priorizar os laticínios como uma fonte primária de nutrição, sustentando o crescimento em categorias-chave mesmo em um cenário macroeconômico mais cauteloso. Para os executivos, essas correntes cruzadas se traduzem em um imperativo claro: proteger as margens e a execução no curto prazo, enquanto investem seletivamente em temas de crescimento duradouros — mais notavelmente, a inovação liderada por proteínas.

Sobre a pesquisa

Foram entrevistados, conjuntamente, 204 executivos do setor de laticínios (116 nos EUA e 88 na Europa) e conduziram entrevistas com 41 executivos. Os participantes vieram de diversos tipos de empresas — incluindo processadores, varejistas e empresas de embalagens. A maioria das empresas participantes tem sede nos EUA e na Europa (Dinamarca, Alemanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Espanha e Reino Unido).

Quais são as principais prioridades dos executivos de laticínios?

Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, a gestão de custos e o crescimento de volume estão entre as principais prioridades estratégicas. As prioridades dos executivos americanos são amplamente semelhantes às do ano passado. O talento está no topo da agenda dos líderes dos EUA, mas é menos prioritário na Europa. A sustentabilidade, por outro lado, continua sendo uma prioridade máxima na Europa, mas não nos Estados Unidos.

Disciplina de custos e margens

Em todas as regiões, a inflação de custos e a volatilidade dos preços das commodities continuam a comprimir as margens. Aproximadamente 65% dos entrevistados nos EUA classificam a gestão de custos entre suas três principais prioridades — em linha com 2024 (69%) e acima de 2023 (48%) — refletindo aumentos sustentados nos custos de matérias-primas e logística. Os líderes europeus relatam pressão semelhante.

Essas pressões são evidentes nos resultados das margens. Nos EUA, quase 70% das empresas de laticínios pesquisadas relataram margens estagnadas ou decrescentes em 2025. A Europa mostra uma dinâmica comparável, com 57% relatando o mesmo cenário. "Os altos custos de matérias-primas e logística espremeram nossas margens, forçando-nos a buscar eficiências em outras áreas do negócio.", apontou um executivo de laticínios da América do Norte.

Crescimento de receita e volume

Em ambos os mercados, o crescimento de receita e volume continua sendo prioridade estratégica. Cerca de 55% dos processadores americanos e 65% dos europeus classificam o crescimento de volume como prioridade máxima. Os líderes europeus são mais contidos: cerca de 40% esperam que seus volumes permaneçam estáveis ou diminuam, possivelmente refletindo preocupações com restrições de oferta. O otimismo quanto à receita é compartilhado: 87% dos entrevistados americanos e 84% dos europeus antecipam aumentos de receita nos próximos três anos, impulsionados pela demanda por proteína.

Talentos e mão de obra

Este é um ponto de grande divergência. Nos EUA, 61% citam o talento como prioridade máxima, enfrentando desafios na retenção de mão de obra fabril e operacional. Na Europa, apenas 18% citam o talento como prioridade estratégica no nível do processador, embora a escassez de mão de obra seja uma preocupação nas fazendas.

Iniciativas de sustentabilidade

Na Europa, 53% dos executivos classificam a sustentabilidade entre suas três principais prioridades, contra apenas 16% nos EUA. O foco mudou de narrativas amplas de ESG para uma execução pragmática: conformidade regulatória, redução de emissões e eficiência operacional (como redução de metano e otimização de água e energia).

"As pessoas podem dizer que querem alimentos sustentáveis, mas, no momento, os consumidores não estão preparados para pagar por isso." — Executivo de laticínios europeu.

As preocupações dos líderes são consistentes com suas prioridades?

Nos EUA, as preocupações (lucratividade e economia doméstica) estão alinhadas com as prioridades. Já na Europa, há uma desconexão: os líderes citam a segurança de suprimento (45%) e a escassez de mão de obra (37%) como maiores preocupações, à frente da lucratividade. Isso reflete um ambiente onde restrições estruturais e regulamentações ambientais mais rigorosas moldam o que é viável.

O envelhecimento da população agrícola agrava essas pressões. 64% dos executivos expressam preocupação com a sucessão nas fazendas, notando que o número de agricultores diminui mais rápido do que o volume de leite, sinalizando uma fragilidade estrutural.

O papel da inteligência artificial e da tecnologia

Embora os líderes reconheçam o potencial de produtividade da inteligência artificial, a adoção é seletiva. Cerca de 70% das organizações estão em fases piloto. Barreiras incluem preocupações com segurança, falta de expertise e ROI (retorno sobre investimento) incerto.

No entanto, a McKinsey nota um fosso de desempenho: líderes digitais em mercados de consumo e agrícolas geraram retornos totais aos acionistas significativamente maiores entre 2019 e 2024 do que seus pares, sugerindo que o investimento digital será um diferencial competitivo crucial.

Conclusões

O sucesso para os líderes de laticínios em 2026 exige foco e determinação, fundamentando-se em um manual estratégico que prioriza a proteção das margens por meio de uma gestão de custos rigorosa e disciplina operacional. De acordo com a consultoria, as empresas devem buscar a expansão lucrativa de volume ancorada na inovação de proteínas, ao mesmo tempo em que estabilizam seus pipelines de talentos, especialmente em funções operacionais qualificadas para capturar a próxima onda de crescimento.

Esse caminho envolve ainda a priorização de uma sustentabilidade pragmática, capaz de entregar impacto mensurável e valor ao negócio, além de investimentos deliberados em inteligência artificial com casos de uso claros e responsabilidade econômica. Em última análise, os líderes que combinarem essa execução disciplinada com aportes sustentados nas capacidades essenciais estarão melhor posicionados para enfrentar a volatilidade e prosperar no setor.

As informações são da McKinsey & Company, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

PIB do agronegócio brasileiro teve alta de 12,2% em 2025

Avanço foi sustentado sobretudo pelo crescimento da produção agropecuária nacional

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro avançou 12,2% em 2025 sobre o ano anterior, sustentado sobretudo pelo crescimento da produção agropecuária nacional, que também impulsionou os agrosserviços. Os números, divulgados ontem, foram calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo o Cepea/CNA, o PIB do agronegócio alcançou R$ 3,20 trilhões no ano passado, sendo aproximadamente R$ 2,06 trilhões no ramo agrícola e R$ 1,14 trilhão no ramo pecuário, a preços do quarto trimestre.

Com esse resultado, a participação do agronegócio na economia brasileira foi de 25,13% em 2025, acima dos 22,9% registrados no ano anterior.

A CNA destacou que, apesar da expressiva expansão registrada no acumulado do ano, o resultado foi impulsionado, principalmente, pela elevação dos preços reais ao longo do período.

“Com a incorporação dos dados referentes ao último trimestre do ano, o desempenho do PIB do agronegócio foi relativamente mais contido do que aquele projetado pelas análises parciais. Mesmo assim, o resultado mostrou um crescimento importante, sustentado tanto pelo aumento da produção quanto pela manutenção de preços reais em patamares superiores aos observados em 2024”, afirmou a entidade em comunicado.

Entre os segmentos do agro, o PIB dos insumos cresceu 5,37%, impulsionado pelos insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos de base pecuária recuaram, influenciados pela queda no valor da produção da indústria de rações.

No segmento primário, o crescimento foi expressivo (17,06%), segundo os cálculos, sustentado tanto pelo aumento da produção agrícola, com destaque para milho e café, quanto pela combinação de preços mais elevados e maior produção na pecuária.

Na agroindústria, o desempenho foi heterogêneo: as atividades de base agrícola recuaram 3,33%, pressionadas pela queda dos preços industriais, enquanto as de base pecuária avançaram 36,54%, influenciadas pela valorização dos preços e pela expansão da produção.

Os agrosserviços também tiveram avanço significativo no ano passado (13,76%), “refletindo principalmente o dinamismo da pecuária”, de acordo com os cálculos do Cepea/CNA. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Agentes voltam as atenções ao clima
A colheita da safra verão do milho está na reta final e a semeadura da segunda safra está praticamente finalizada. Assim, agentes do setor consultados pelo Cepea voltam as atenções ao clima quente e seco e aos possíveis impactos desse cenário sobre o desenvolvimento destas lavouras. Segundo pesquisadores do Cepea, até o momento, a produção da segunda safra 2025/26 segue estimada para ser levemente inferior à temporada 2024/25, mas ainda será elevada. Entretanto, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e a previsão de volume ainda pequeno, além das altas temperaturas em parte de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, deixam produtores em alerta. No spot, as negociações envolvendo o milho ainda seguem limitadas, devido à demanda enfraquecida – consumidores priorizam o uso dos estoques e adquirem novos lotes apenas de forma pontual, apontam pesquisadores do Cepea. Compradores também estão de olho nos bons volumes dos estoques de passagem da temporada 2024/25 e na maior colheita da safra verão 2025/26 e, com isso, mantêm expectativas de preços menores nas próximas semanas. Muitos vendedores, contudo, voltaram a limitar o volume no spot, à espera de reação nos valores, fundamentados nas atuais especulações climáticas. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 27 de abril de 2026                                                            Ano 20 - N° 4.618


RAR Agro & Indústria lança app para leitura de rótulos e inova em acessibilidade e inclusão

A solução tecnológica foi desenvolvida para facilitar o acesso à informação por pessoas com dificuldades de leitura, promovendo mais autonomia para idosos, pessoas com dislexia, não alfabetizadas ou com deficiência visual.

A RAR Agro & Indústria integrou, em parte de seus produtos, uma nova solução tecnológica em formato de aplicativo visando a inclusão e responsabilidade social de pessoas com dificuldades de leitura. A iniciativa promove mais autonomia para idosos, pessoas com dislexia, não alfabetizadas ou com deficiência visual.

“Acreditamos que a inovação deve caminhar junto com a inclusão. Ao integrar nossos produtos ao aplicativo, reforçamos o compromisso de tornar a experiência de consumo mais acessível e democrática, garantindo que mais pessoas possam acessar informações de forma autônoma e segura”, destaca Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria.

Por meio da câmera do celular, o aplicativo é capaz de descrever informações presentes em rótulos, além de identificar lugares, pessoas e objetos. A navegação é organizada em uma interface segmentada, permitindo que o usuário selecione exatamente o tipo de informação que deseja consultar.

Neste primeiro momento, três produtos da marca passam a contar com a funcionalidade: Gran Formaggio Rar fracionado 200g, Gran Formaggio Rar fracionado 300g e Gran Formaggio Rar lascas 150g, ampliando o acesso à informação e tornando a experiência de consumo mais inclusiva para diferentes perfis de público.

As informações são da RAR Agro & Indústria, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Conseleite/MG divulga projeção do valor de referência do leite a ser pago em maio/26

O Conseleite/MG divulga a projeção do valor de referência do leite entregue em abril a ser pago em maio. Confira!

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 24 de Abril de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2026 a ser pago em Março/2026.

b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Março/2026 a ser pago em Abril/2026.

c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2026 a ser pago em Maio/2026.


Períodos de apuração:

Mês de fevereiro/2026: de 01/02/2026 a 28/02/2026
Mês de março/2026: de 01/03/2026 a 31/03/2026
Parcial de abril/2026: de 01/04/2026 a 20/04/2026

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

As informações são do Conseleite/MG.

 

 

Renda para consumo do brasileiro é a menor em mais de uma década, diz consultoria

Sobra após gastos essenciais, pagamento de dívida e imposto fica menor em 2026, indica Tendências

Tem sobrado menos dinheiro no fim do mês para as famílias brasileiras gastarem com consumo que não seja de itens básicos e o pagamento de impostos e dívidas. Isso pode ajudar a explicar o desconforto do eleitorado com o cenário econômico e a piora na avaliação do governo federal, apesar do emprego e da renda com o trabalho pujantes no país. O tema, inclusive, entrou no radar das campanhas presidenciais.

A renda disponível das famílias após gastos com itens essenciais, impostos e serviços da dívida está no nível mais baixo desde 2011, quando começa a série da Tendências Consultoria. 

Em fevereiro, a “sobra” da massa de renda ampliada das famílias depois de arcar com essas despesas era de 21%, segundo a consultoria. No início de 2024, era de 23,6%. É uma deterioração bastante expressiva em pouco tempo, observa Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de macroeconomia e análise setorial. O pico do indicador foi atingido em março de 2011 (27,2%) e, depois, em junho de 2020 (27%).

O indicador parte da massa de renda ampliada das famílias, que considera o salário, mas também outras fontes, como previdência, benefícios sociais, aluguéis e dividendos. Do total é retirada a inflação de itens essenciais em habitação (aluguel e taxas; combustíveis e energia, como gás de botijão e conta de luz), transportes (transporte público; combustível veicular), saúde e cuidados pessoais (produtos farmacêuticos e óticos; serviços de saúde), comunicação, educação e alimentação no domicílio. São considerados as variações e os pesos do IPCA. 

Também é abatido o pagamento de juro e principal das dívidas, considerando a média das linhas de crédito do Banco Central. Mas a Tendências faz adaptações, por exemplo, ao enquadrar também como crédito o parcelamento de compras no cartão. Por fim, são usados dados da Receita para descontar Imposto de Renda e contribuições previdenciárias. “É um indicador do que sobra para outros tipos de consumo”, diz Ribeiro. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

CEPEA: O Boletim do Leite de abril
A pesquisa do Cepea, da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% em fevereiro/26 e fechou a R$2,1464/litro, registrando a segunda alta mensal consecutiva. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26). Os preços dos derivados lácteos seguiram em alta em março, conforme indicam pesquisas do Cepea, realizadas com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). Esse movimento esteve atrelado à valorização do leite cru, que, por sua vez, foi impulsionada pela redução da oferta no campo – reflexo da sazonalidade e da moderação dos investimentos na atividade –, o que intensificou a competição da indústria pela matéria-prima. Tanto as importações quanto as exportações brasileiras de lácteos aumentaram em março, e as aquisições avançaram de forma mais expressiva. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, as importações subiram 33,3% frente a fevereiro, chegando a 242,65 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL). Os embarques, por sua vez, registraram alta mais modesta, de 11,2%, somando 5,6 milhões de litros EqL. Apesar da estabilidade no preço da ração, a elevação das despesas relacionadas às operações agrícolas impulsionou um aumento de 0,46% no Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira na “Média Brasil” em março. Com o resultado, o primeiro trimestre encerrou-se com uma alta acumulada de 2,11% no COE. Acesse o boletim na íntegra clicando aqui. (CEPEA editado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 24 de abril de 2026                                                            Ano 20 - N° 4.617


Nota fiscal em papel não poderá mais ser utilizada por produtores rurais do Rio Grande do Sul a partir de maio

Esta é a etapa final do processo que ocorre desde 2021, quando teve início a substituição da nota em papel pela nota eletrônica

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), informa que os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem ficar atentos às novas alterações na documentação fiscal. A partir de 1º de maio, a nota fiscal em papel, conhecida como “talão do produtor”, não poderá mais ser utilizada. Será preciso emitir a nota eletrônica.

A documentação eletrônica já era obrigatória desde janeiro para os mais de 800 mil produtores rurais que atuam no território gaúcho. No entanto, a Sefaz, por meio da Receita Estadual, havia autorizado que talões já impressos pudessem seguir sendo utilizados até o mês de abril. A partir de maio, caso as notas eletrônicas não sejam emitidas, as transações ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.

Produtores rurais poderão usar notas fiscais em papel remanescentes até 30 de abril

“Esta é a etapa final de um processo que vem acontecendo desde 2021, que é a substituição gradual da nota em papel pela nota eletrônica. Desde lá, temos dialogado com os produtores para garantir tempo para adaptação e para oferecer recursos que os ajudem a seguir em conformidade”, explica o subsecretário adjunto da Receita Estadual Luís Fernando Crivelaro.

A obrigatoriedade da nota eletrônica segue norma definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e está sendo colocada em prática em outros estados brasileiros. A modernização traz mais agilidade e segurança na emissão de notas, reduzindo burocracias, minimizando falhas no preenchimento dos dados e evitando o risco da perda de documentos. A mudança também antecipa a realidade após a Reforma Tributária, quando notas em papel devem ser completamente retiradas de circulação.

Como emitir nota eletrônica

A alternativa recomendada pela Sefaz para a emissão de nota eletrônica é o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), disponível gratuitamente para download em celulares. Em quatro meses, o número de produtores rurais cadastrados no app cresceu 64,6% - são 214,8 mil hoje, sendo que, em dezembro de 2025, eram 130,4 mil. No último mês, 276 mil notas fiscais foram emitidas pela ferramenta.

Receita Estadual alerta cerca de 3,4 mil empresas gaúchas que podem ser excluídas do Simples Nacional

O NFF é considerado de uso simples e intuitivo, de forma que toda a complexidade tributária fica a cargo da Receita Estadual. Ele conta com uma funcionalidade de uso off-line para atender profissionais que trabalham no campo, muitas vezes sem internet.

Para ajudar os produtores a usar a ferramenta com propriedade, a Sefaz produziu um manual e três tutoriais em vídeo, com instruções sobre diferentes recursos. Acesse os tutoriais clicando aqui.

Mudança escalonada
A obrigatoriedade da nota eletrônica foi implantada aos poucos, buscando garantir aos produtores rurais tempo para se adaptar à novidade. A mudança começou em 2021 pela faixa dos que têm maior faturamento e, então, foi expandida para pequenos produtores.

A Receita Estadual tem dialogado com o setor sobre a implementação da norma. Em diversos momentos, atendendo a pedidos de entidades rurais, a entrada em vigor foi adiada. Isso ocorreu, inclusive, após as enchentes de 2024, que causaram prejuízos para profissionais da área.

Receita Estadual inicia envio de comunicados prévios para estimular regularização de débitos de ICMS antes do ajuizamento

Apesar de o NFF ser a principal ferramenta para emissão de notas eletrônicas, sendo recomendada pela Sefaz, há outras. Uma delas é a Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), também gratuita e indicada para operações mais complexas, como, por exemplo, as de exportação.

Há ainda soluções oferecidas por associações e por cooperativas, e é permitido o desenvolvimento de modelos próprios. (Seapi)


Conseleite Santa Catarina

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 24 de Abril de 2026 
atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Março de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Abril de 2026. 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1916 de 23 de abril de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

As condições meteorológicas favoreceram o bem-estar dos animais. Porém, a disponibilidade e a qualidade das pastagens ainda são limitantes em parte das propriedades, exigindo o uso de suplementação com silagem e concentrados. Observou-se aumento na incidência de ectoparasitas, como carrapatos e moscas, em algumas regiões, o que demanda maior atenção ao manejo sanitário. As atividades seguem dentro da rotina produtiva, com ajustes nutricionais e manejo das áreas de pastagem, além de ações voltadas à sanidade e à gestão de dejetos. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, o bem-estar dos animais foi favorecido pelas temperaturas mais amenas. Foi utilizada silagem de milho para a suplementação de volumosos, e aguarda-se a altura mínima para o pastoreio das vacas. Houve necessidade de tratamento de alguns casos de mastite.  

Na de Ijuí, a produção está estável em relação ao período anterior. No município sede, aumentou a procura por materiais para a confecção de esterqueiras e correta destinação dos dejetos animais. A infestação por carrapatos diminuiu, e a sanidade do rebanho está adequada.  

Na de Pelotas, em algumas propriedades, os produtores têm intensificado o uso das pastagens em parte das áreas, apesar das limitações na oferta e na qualidade da forragem. Houve aumento na incidência de carrapatos e moscas, demandando maior atenção ao manejo sanitário. 

Nas de Santa Maria e Santa Rosa, os indicadores produtivos estão dentro da normalidade esperada para o período. Em algumas propriedades, houve necessidade de suplementação alimentar.  (Emater editado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

Previsão indica chuva para o fim de semana em várias regiões do Estado
Para o final de semana, a previsão é de instabilidade em várias regiões do Rio Grande do Sul. O tempo deve oscilar entre condições instáveis e estáveis em grande parte do território gaúcho. Os acumulados de chuva podem variar entre fracos e moderados, sendo pontualmente fortes.  No domingo (26/4), o tempo ainda deve ficar instável em algumas regiões e a estabilidade tem previsão de volta a partir de segunda-feira (27/4) em praticamente todo território do RS. As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 17/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Segunda (27/4), terça (28/4) e quarta-feira (29/4): o tempo deve voltar a ficar estável em praticamente todo o território gaúcho. Não há previsão de chuva significativa e as temperaturas devem entrar em declínio. Assim, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 100 milímetros (mm) ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. Na metade Sul, os acumulados podem ser menores, não ultrapassando os 20 mm. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 23 de abril de 2026                                                            Ano 20 - N° 4.616


Como esta empresa gaúcha quer faturar R$ 1 bilhão com maçãs, queijos e vinhos de luxo

Grupo reorganiza estrutura de gestão enquanto expande portfólio que vai do campo à mesa — e aposta em qualidade para crescer sem entrar na guerra de volume

No alto da Serra Gaúcha, fica um negócio que não se contentou em fazer apenas uma coisa bem feita.

Começou com maçãs — quando o Brasil ainda importava quase tudo que consumia — e, ao longo de cinco décadas, virou um portfólio que inclui queijos tipo grana, vinhos, embutidos e até azeite.

Hoje, a RAR, fundada por Raul Anselmo Randon - o mesmo fundador da bilionária Randoncorp - fatura cerca de 550 milhões de reais. E quer mais: a meta é chegar a R$1 bilhão até 2034.

Para isso, a empresa decidiu fazer um movimento típico de companhias que entram em um novo ciclo: reorganizar a casa.

“Alcançamos avanços importantes nos últimos anos e, para sustentar esse ritmo e seguir em direção à nossa visão de R$ 1 bilhão, entendemos que este é o momento de fortalecer a governança e ampliar a capacidade de gestão do negócio”, diz Sérgio Martins Barbosa, presidente da RAR

A mudança inclui a promoção de executivos formados dentro da própria empresa, como Jiovani Foiatto, que assume a diretoria da unidade de gastronomia, e Raquel Manfredi Pandolfo, que passa a liderar a que passa a liderar a diretoria executiva.

Mais do que uma troca de cargos, é uma tentativa de preparar a operação para uma escala maior, sem perder o controle sobre a qualidade.

Qual é a história da RAR

A história da RAR começa na década de 1970, quando o Brasil dependia de importações para abastecer o mercado de maçãs. “Naquela época, praticamente 97% do consumo vinha de fora", diz Barbosa.

Foi nesse contexto que Raul Randon decidiu plantar os primeiros 70 hectares em Vacaria, cidade a cerca de 120 quilômetros de Caxias do Sul.

O início não foi simples. Antes mesmo da primeira colheita, vieram uma chuva de granizo e uma seca intensa. Ainda assim, o resultado foi suficiente para convencer o fundador a seguir adiante.

O plantio cresceu — hoje são cerca de 1.500 hectares — e a maçã se tornou o principal negócio da companhia, responsável por quase metade da receita.

Mas o que diferencia a RAR não é a origem na fruticultura. É o que veio depois.

“Inquieto”, como descreve o atual presidente, Raul Randon decidiu diversificar. A entrada nos queijos nasceu quase por acaso, a partir de um haras que incluía uma pequena produção de leite. A virada veio com a ambição de fazer algo diferente do padrão nacional.

“A ideia não era fazer mais um queijo. Era fazer um queijo premium, um tipo grana”, diz Barbosa.

Para isso, a empresa buscou tecnologia na Itália e trouxe especialistas ao Brasil. O desafio, porém, era outro: a qualidade do leite. Como o produto seria feito com leite cru, era necessário um padrão que praticamente não existia no país.

A solução foi radical. A RAR importou vacas dos Estados Unidos e estruturou sua própria produção. “Hoje, são cerca de 50 mil litros de leite por dia, e 100% disso vai para o nosso queijo”, afirma o executivo.

Crescer sem entrar na guerra de volume

A diversificação continuou. Vieram os vinhos, inicialmente produzidos para uma comemoração familiar e que depois se transformaram em linha comercial. Hoje, a empresa tem dezenas de rótulos, incluindo vinhos, espumantes e importados.

Depois, entraram os embutidos e o azeite. Nem todos os movimentos deram certo — como a tentativa de produção própria de oliva em escala maior —, mas a lógica se manteve: construir um portfólio coerente, ancorado em qualidade.

Essa estratégia passa, necessariamente, por uma escolha clara: não competir por volume. “A gente escala a empresa dentro do nosso segmento, que é o premium. A gente não vai para o lado do ‘bastantão’, porque aí a disputa é muito grande e exige muito investimento”, diz Barbosa.

Na prática, isso significa crescer de forma mais lenta — e mais controlada. Em vez de buscar grandes contratos ou massificar a produção, a RAR aposta na expansão gradual da distribuição.

“Tem pontos no Brasil onde a gente ainda não chegou. Então a gente vai abrindo mercado com estrutura. Não adianta chegar hoje e não conseguir abastecer amanhã”, afirma.

Essa expansão inclui desde grandes centros até destinos turísticos. “Você vai para o litoral, para o Norte, para lugares como Fernando de Noronha, e encontra nossos produtos. Isso é fruto de distribuição bem feita”, diz.

Exportação, resiliência e o Brasil como desafio

A lógica de diversificação também aparece na atuação internacional. A RAR exporta maçãs para mais de 20 países e mantém uma estratégia de presença contínua — mesmo quando as margens não são ideais. “O mercado brasileiro sobe e desce. A exportação é uma forma de equilibrar. Mesmo quando não está tão bom, a gente continua, nem que seja com volumes menores”, afirma Barbosa.

Hoje, a empresa projeta exportar cerca de 10 mil toneladas de maçã, com presença em mercados como Europa e Ásia. Ao mesmo tempo, o ambiente doméstico impõe desafios. Juros altos, inadimplência e custos crescentes afetam o consumo, inclusive no segmento premium.

“A gente sentiu, claro. Seria mentira dizer que não. Mas, com canais bem estruturados e produtos diferenciados, a gente consegue atravessar esses momentos”, diz.

O executivo também aponta dificuldades estruturais do país, especialmente na cadeia do leite. “No Brasil, o produtor é um herói. Em outros países, como na Itália, há incentivo direto. Aqui, a gente precisa se virar”, afirma.

O próximo salto

Para chegar ao R$1 bilhão, a RAR aposta em um planejamento de longo prazo, algo natural em um negócio agrícola, onde ciclos podem levar anos.

“No queijo, por exemplo, estamos falando de até 24 meses entre produção e venda. Na maçã, leva anos para o pomar atingir o potencial. Então tudo é planejado com muita antecedência”, diz Barbosa.

No caso da RAR, esse equilíbrio começa no campo, e termina, cada vez mais, em produtos que querem ocupar um espaço específico na mesa do brasileiro: menos volume, mais valor. (Exame)


GDT 402º registra nova queda e indica continuidade do ajuste nos preços globais

O resultado do GDT 402º reforça um mercado mais cauteloso após a sequência recente de altas, indicando um movimento mais claro de ajuste nos preços internacionais dos lácteos.

O 402º leilão da Global Dairy Trade (GDT) apresentou recuo de 2,7% no price index, com o preço médio dos produtos negociados atingindo USD 4.143/tonelada. O resultado reforça um mercado mais cauteloso após a sequência recente de altas, indicando um movimento mais claro de ajuste nos preços internacionais dos lácteos.

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre os derivados, o leilão concentrou quedas nas cotações. A gordura anidra do leite registrou o recuo mais expressivo do evento, com queda de 9,6%, sendo negociada a USD 6.357/tonelada, indicando um ajuste após patamares mais elevados. A manteiga também apresentou retração relevante, de 7,9%, com preço médio de USD 5.702/tonelada.

Nos leites em pó, o comportamento foi misto. O leite em pó integral (LPI) registrou estabilidade, com leve recuo de 0,6%, cotado a USD 3.666/tonelada, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) avançou 3,2%, atingindo USD 3.448/tonelada, refletindo dinâmicas distintas de oferta e demanda entre os produtos.

Gráfico 2. Preço médio LPI

Entre os queijos, a muçarela apresentou queda de 3,1%, sendo negociada a USD 3.850/tonelada, enquanto o cheddar registrou leve alta de 1,1%, com preço médio de USD 4.798/tonelada. Já a lactose se destacou positivamente, com valorização de 7,2%, atingindo USD 1.573/tonelada, sendo o derivado com maior avanço no leilão.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 21/04/2026

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Em relação ao volume negociado, o leilão registrou retração frente à edição anterior, com queda de 9,1%, totalizando 14.993 toneladas comercializadas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume também foi inferior, com recuo de 10,3%, refletindo uma menor disponibilidade de produtos no mercado internacional e  um cenário de negociações mais moderadas. Do lado da demanda, o número de participantes foi de 160 no último leilão para 147, mostrando uma certa desaceleração da demanda. 

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, os futuros de leite em pó integral (WMP) voltaram a se valorizar no final de abril. Os contratos com vencimento entre maio e julho apresentaram recuperação nos preços após os recuos observados nas últimas sessões.

Esse movimento reflete, por um lado, a continuidade de um cenário de oferta internacional mais ajustada, o que dá suporte às cotações. Por outro, a pressão no curto prazo vinha sendo influenciada por um ambiente global de maior incerteza, associado às tensões geopolíticas. Com sinais recentes de trégua entre os países envolvidos, observa-se uma redução dessa pressão, contribuindo para a retomada dos preços futuros.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

A sequência recente de recuos no GDT indica um momento de maior cautela no mercado internacional, após o ciclo de altas observado anteriormente. Esse movimento reduz a sustentação dos preços globais, especialmente para o leite em pó, e tende a aumentar a competitividade do produto importado no Mercosul, com reflexos nas negociações no Brasil.

No cenário global, a combinação entre ajuste sazonal da oferta em importantes regiões exportadoras e uma postura mais cautelosa dos compradores, em meio às incertezas geopolíticas, tem contribuído para um ambiente de preços mais pressionados. Ainda assim, os sinais observados nos contratos futuros indicam que esse movimento pode ser transitório, com possibilidade de recomposição no curto prazo.

No Brasil, os derivados começam a refletir esse contexto, com sinais de correção após semanas consecutivas de alta. Apesar disso, o mercado doméstico ainda encontra suporte na menor disponibilidade de leite típica da entressafra, o que tende a suavizar quedas mais intensas.

Por fim, o câmbio adiciona um fator relevante a essa dinâmica. Com o dólar em patamares mais baixos, a competitividade dos produtos importados aumenta, podendo reforçar o fluxo de importações e limitar avanços nos preços internos. Dessa forma, o mercado brasileiro deve seguir em um ambiente mais equilibrado no curto prazo, com movimentos condicionados à evolução do cenário internacional, da oferta doméstica e das condições de importação. (Milkpoint)

Emissão de certidões e certificados de Alimentos registrados e notificados já pode ser feita pelo Solicita

Documentos podem ser obtidos diretamente via autosserviço

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dá mais um passo estratégico em sua transformação digital. A partir de agora, a emissão de certidões e certificados para alimentos registrados e notificados pode ser realizada via autosserviço, diretamente pelo sistema Solicita.

A nova funcionalidade utiliza a base de dados da Agência para gerar documentos eletrônicos de forma automática. Com isso, o próprio usuário gera o documento instantaneamente, eliminando a necessidade de análise ou intervenção dos técnicos da Anvisa.

A nova certidão substitui a Certidão de Venda Livre para Exportação de Alimentos (CVLEA) emitida pela Anvisa quando o objetivo do documento for apenas comprovar a vigência do registro sanitário.

Para a emissão da CVLEA para atender requisitos sanitários específicos do país de destino, o fluxo permanece o mesmo: a solicitação deve ser feita via Portal Gov.BR, direcionada ao órgão do SNVS responsável pelo licenciamento do estabelecimento fabricante.

A emissão é  feita de maneira totalmente automática, por meio de uma nova opção do sistema Solicita. 

Entenda o passo a passo clicando aqui. 

As informações são da Anvisa


Jogo Rápido

PAÍSES BAIXOS: pagarão € 1.606 por vaca leiteira para reduzir o rebanho.15/04/2026
A Comissão Europeia aprovou um plano de 615,7 milhões de euros que incentiva os agricultores holandeses a reduzirem voluntariamente a sua população de vacas leiteiras ao longo de três anos, com compensação direta e condições rigorosas de manutenção das pastagens. Compensação pela redução estrutural: Os agricultores participantes deverão manter entre 10% e 20% menos vacas leiteiras do que a média de 2025. Em contrapartida, receberão uma compensação de € 1.606 por vaca por ano pela perda de rendimento e a renúncia aos seus direitos de exploração de fosfato — que expirarão permanentemente. Além disso, os bancos holandeses oferecerão aos participantes taxas de juro reduzidas nos seus investimentos sustentáveis. O programa estará aberto de 1º de junho a 29 de julho , com as inscrições sendo processadas por ordem de chegada. Os animais devem ser removidos em até quatro semanas após a aprovação. Embora as obrigações permaneçam em vigor por três anos, após esse período os produtores poderão aumentar seus rebanhos novamente, desde que arrendem ou comprem novos direitos de exploração de fosfato. Restrições e objetivos ambientais: Como condição adicional, a área de pastagens não pode diminuir durante os três anos de vigência do programa . Além disso, a posse de animais adicionais — vacas jovens, ovelhas, cabras ou cavalos — é proibida. O Ministério holandês planeja reduzir a população de animais em, no máximo, 64.000 vacas, o equivalente a 4% do rebanho leiteiro nacional , com um orçamento total de € 627 milhões.( Agrodigital via Ocla)