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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.323


Momento para pecuária leiteira exige cautela do produtor

Ainda sob reflexo da pandemia de coronavírus o ano de 2020 continua repleto de incertezas. No caso da pecuária de leite, as dúvidas no mercado no início da pandemia deixaram os produtores com grande receio sobre qual a direção seguir, diminuir a produção como alguns laticínios sugeriram, ainda no mês de maio desse ano, descartar animais de baixa produção tendo em vista os bons preços pagos pela arroba bovina, ou estruturar seu negócio de forma a enxugar custos e seguir produzindo.

Os mais otimistas se propuseram a seguir em frente e agora colhem os frutos de um bom planejamento da atividade. O setor encontrou desafios, principalmente aqueles condicionados ao consumo de derivados lácteos, em um primeiro momento afetado fortemente pelo isolamento social, mas que em seguida encontrou força com a incorporação na renda das famílias brasileiras do auxílio emergencial.

Esse cenário se somou ao período de sazonalidade típica da produção de leite, resultando em consecutivos aumentos nos preços pagos ao produtor nos últimos meses. Em setembro, especificamente, a “Média Brasil” líquida pesquisada pelo Cepea atingiu R$ 2,13/litro, um recorde real da série, analisando os valores mensais deflacionados pelo IPCA de agosto/20. De janeiro a setembro deste ano, o aumento no preço do leite é de expressivos 56,4%.

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Por outro lado, o movimento de alta também é notado nos custos de produção, dados do Projeto Campo Futuro (CNA/SE-NAR), que conta com a parceria técnica do Cepea, indicam que o Custo Operacional Efetivo (COE), acumula alta de 8,1% de janeiro a agosto, tendo-se como base a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), no mesmo período do ano passado, o aumento havia sido de 0,14%. Analisando os dados do referido mês em comparação a agosto de 2019 a alta chega a 12,0%.

Dentre os estados acompanhados pelo Projeto Campo Futuro, os que apresentaram as elevações mais fortes nos custos foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. De janeiro a agosto, os desembolsos nestes estados aumentaram 11,53%, 9,35%, 7,71% respectivamente. Os custos foram impulsionados pela alta generalizada dos grãos, em especial do milho e do farelo de soja, importantes componentes das rações concentradas, insumo esse que, segundo os dados acompanhados, acumula alta de 13,4% no ano. Os custos com os concentrados chegam a comprometer até 30% da receita anual de uma propriedade de bom desempenho produtivo.

Tendo em vista que o ano de 2019 os dados do projeto apontam que o preço recebido pelos produtores avançou 13,4% em relação ao ano anterior, e o custo operacional efetivo apresentou o incremento de 28,6% no mesmo período, o ano de 2020, até o momento, tem se mostrado um ano de recuperação de margens para o produtor de leite no país. Contudo a forte valorização do dólar tem elevado os preços de importantes insumos pecuários e esse contexto deve continuar se refletindo sobre o bolso do produtor nos próximos meses.

Outro fator importante a se considerar é a relação de troca, tendo como base o preço do leite na “média Brasil” e a média do preço de milho nas regiões acompanhadas pelo Cepea, de janeiro a agosto. Sob essa ótica o poder de compra do produtor de leite caiu frente ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e agosto de 2020, com a venda de um litro de leite, o produtor comprou, em média, 1,97 quilo de milho, sendo que, no mesmo período do ano passado, era possível adquirir 2,53 quilos. Observando a mesma análise para o farelo de soja, a venda de um litro de leite possibilita atualmente a compra de 0,99 quilo do derivado, contra 1,22 quilo de janeiro a agosto de 2019. Isso evidencia que, apesar da recente alta na receita, o produtor perdeu o poder de compra frente a dois dos principais insumos utilizados pela atividade.

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Olhando a frente, as referências do mercado futuro sinalizam que as expectativas dos agentes são de continuidade dos preços firmes para a soja e o milho, até o final de 2020 e início do ano que vem. Por outro lado, sazonalmente, os preços do leite tendem a recuar com a chegada das chuvas e a melhoria das condições das pastagens no Sudeste e Centro-Oeste do país, regiões responsáveis por 45,8% da produção nacional.

Já pelo lado da demanda, a redução dos valores pagos no auxílio emergencial pode retrair o consumo observado até setembro, alterando, assim, o apetite de compra e a competição entre indústrias pelo leite no campo. Diante disso, cabe ao produtor atenção e monitoramento constante dos números da sua propriedade ressaltando que apenas a elevação dos preços não resulta em melhoria das margens da atividade, o foco deve estar no aumento da eficiência produtiva, garantindo assim margens sustentáveis ao longo do tempo. (As informações são da CNA, disponíveis AQUI)


 

EUA: exportações de lácteos atingem recorde em agosto

O volume das exportações de lácteos dos EUA, com base nos sólidos do leite, aumentou 17% em agosto em relação ao ano anterior e 16% no acumulado do ano, relata o U.S. Dairy Export Council (USDEC).

Agosto também marcou um mês recorde para as exportações de lácteos, com os EUA embarcando 190.435 toneladas de leite em pó, queijos, derivados do soro de leite, lactose e manteiga. Foi também o 12º mês consecutivo de aumentos ano a ano no volume agregado de exportação de lácteos dos EUA, relata a USDEC. O valor dessas exportações cresceu 11% em agosto e 14% no acumulado do ano.

“No acumulado do ano, estamos a caminho de alcançar US$ 6 bilhões na exportação de laticínios dos EUA este ano”, acrescenta Michael Dykes, presidente e CEO da International Dairy Foods Association (IDFA). “A volatilidade e a incerteza continuam sendo um fator no mercado e no comércio de laticínios, mas a IDFA continua otimista de que, com a contínua demanda por lácteos em todo o mundo, especialmente no Sudeste Asiático e na China, este ano terminará em alta.”

Em agosto, as exportações totais de leite em pó desnatado dos EUA subiram colossais 35%, impulsionadas principalmente pela duplicação dos embarques para o Sudeste Asiático. A China foi o grande comprador, passando de apenas 173 toneladas em agosto de 2019 para 5.343 toneladas em agosto. As vendas de leite em pó desnatado para o México, no entanto, caíram 15%.

Surpreendentemente, as exportações de queijos também cresceram, em 17%. "Os preços de exportação de queijo estavam bem abaixo dos preços domésticos de maio-junho, sugerindo que os exportadores dos EUA aceitaram margens mais baixas para manter as relações internacionais”, afirmam analistas comerciais do USDEC.

As exportações de soro de leite dos EUA aumentaram 29%, com a maior parte desse aumento devido à compra chinesa e sua tentativa de reconstruir seu rebanho de suínos depois que granjas foram devastadas pela peste suína africana. Os embarques de soro de leite dos EUA para a China em agosto chegaram a 17.212 toneladas – alta de 318%. Este aumento nas exportações de soro de leite mais do que compensou quedas acentuadas nos embarques para o resto do Sudeste Asiático (-14%) e México (-60%).

Dykes observa que o volume geral de exportação de lácteos dos EUA para a China, até agosto, já ultrapassou os embarques feitos lá em todo o ano de 2019. Ele espera que os valores de exportação ultrapassem os níveis de 2019 em breve. Ele credita o acordo comercial de Fase Um dos EUA/China por esses aumentos. (As informações são do Farm Journal & MILK Magazine, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Canadá lança programa para rastreabilidade de gado leiteiro

A Lactanet Canada anunciou o lançamento do DairyTrace, o programa nacional de rastreabilidade de gado leiteiro para produtores de leite no Canadá.

Projetado e construído para ser um sistema centralizado nacional para gerenciamento de todos os dados de rastreabilidade do gado leiteiro, o DairyTrace tem como objetivo fornecer proteção, prosperidade e tranquilidade à indústria de laticínios canadense no caso de uma emergência de saúde animal.

Juntamente com o módulo de rastreabilidade, o DairyTrace permitirá a subsistência econômica dos produtores de leite, bem como trará tranquilidade aos consumidores em caso de uma emergência. Conforme os produtores de leite adotam o sistema e depositam seus, será possível o rastreamento em casos de emergência ou crise de saúde animal.

O DairyTrace inclui duas ferramentas de rastreabilidade: um aplicativo e um portal de banco de dados online, que agilizará e simplificará o registro e a comunicação e movimentação de animais. O programa também inclui suporte de atendimento ao cliente, identificações dos animais aprimoradas e materiais de instrução impressos, online e via vídeo.

De acordo com os regulamentos federais e/ou requisitos de proteção, todos os que possuem ou trabalham com gado leiteiro devem se registrar e relatar movimentação, localização e informações de custódia do animal.

"O DairyTrace foi desenvolvido para fornecer aos produtores de leite ferramentas simples de usar para gerenciar suas obrigações de rastreabilidade", disse Gert Schrijver, produtor de laticínios e presidente do comitê consultivo DairyTrace da Lactanet.

"Todos os produtores de leite também terão acesso a um balcão único para solicitar suas etiquetas e receber suporte total do serviço de atendimento ao cliente do DairyTrace e do programa National Livestock Identification for Dairy (NLID) oferecido pela Holstein Canadá ou pela Agri-Traçabilité Québec (ATQ) na província de Québec, onde os produtores praticaram com sucesso este modelo de rastreabilidade por muitos anos usando o sistema SimpliTRACE.”

A rastreabilidade afeta mais de 1,4 milhão de animais leiteiros em mais de 10.000 fazendas. A Lactanet e a DFC têm trabalhado em colaboração desde 2016 com a visão comum de um programa nacional de rastreabilidade de gado leiteiro. Ao harmonizar os dados em uma estrutura nacional comum, o DairyTrace também promoverá o compartilhamento de informações e potencialmente agregará valor às iniciativas de pesquisa e genética, ao mesmo tempo que se alinha com o módulo de rastreabilidade. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Sem aumento do piso regional
Uma reunião virtual entre deputados que integram a base aliada do governo Leite na Assembleia cimentou o acordo para que o salário mínimo regional não tenha reajuste em 2020. O projeto de lei que prevê a reposição de 4,5%, índice referente à inflação do ano anterior, tramita desde fevereiro na Casa e deve ser votado até o final deste mês. Pelo acordo, os integrantes da base devem apresentar uma emenda ao texto original, suprimindo o percentual de reajuste proposto pelo governo do Estado. O argumento central é de que a pandemia agravou a crise econômica e que muitos empresários teriam de demitir trabalhadores caso fossem obrigados a reajustar os salários. O texto também previa que a correção fosse aplicada retroativamente, a partir de 1º de fevereiro. O mínimo regional incide sobre o salário de categorias que não têm convenções ou acordos coletivos e sobre a remuneração de trabalhadores informais. (Rosane de Oliveira/Zero Hora)


 

 

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Porto Alegre, 08 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.322


Balança comercial: volume importado é o maior em quatro anos

Segundo dados divulgados nessa terça-feira (06/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, novamente, um aumento significativo no mês de setembro, atingindo o maior patamar desde setembro/16.

No total, foram cerca de 184 milhões de litros de leite equivalente internalizados no mês, o que representa um aumento de 31% em relação ao volume do mês anterior e de 81% em relação a setembro/2019. Em relação às exportações, o volume foi de 8,4 milhões de litros, uma retração de 5% em relação a agosto/20; ao compararmos esse valor com o mesmo mês no ano passado, houve um aumento de 49%. Dessa forma, o saldo da balança comercial de lácteos foi de -176 milhões de litros (em equivalente leite), um aumento de 34% no déficit quando comparado a agosto/20 e de 83% em relação a setembro/19. Assim como nas importações, esse saldo é o menor (mais negativo) em quatro anos.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

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Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

As importações têm apresentado volumes crescentes desde julho/20, resultado de um cenário de baixos estoques de derivados lácteos na indústria e de uma demanda final até então aquecida. Além disso, o cenário de preços dos produtos nacionais em forte elevação a partir de julho estimulou a entrada de importados, dado que os valores destes produtos, mesmo com os altos patamares do dólar, ainda são competitivos no mercado nacional – este efeito inclusive deve ter impactado as negociações dos derivados lácteos nas últimas semanas, nas quais foram observadas quedas, notadamente para o leite UHT e para a muçarela.

Por exemplo, ao considerarmos o preço médio do leite em pó integral importado em setembro (US$ 3.024/ton) no Brasil e a taxa de câmbio média do mês (R$ 5,40), é possível chegar ao preço médio do leite importado equivalente leite fresco aqui no Brasil de R$ 1,94 por litro – competitivo em relação aos valores praticados pelo leite no mercado interno. Vale destacar que cerca de 94% do total de volume importado pelo Brasil teve origem da Argentina e Uruguai.

Entre os derivados de leite comprados pelo Brasil, o leite em pó integral, queijos e leite em pó desnatado são aqueles com maior participação na pauta importadora. Estes produtos apresentaram aumento de volume em comparação com o mês anterior: 24% e 38% e 46%, respectivamente.

Em relação às exportações, os produtos que têm maior participação no volume total exportado são o leite condensado e cremes de leite, que juntos, representam 58% da pauta exportadora. A retração de volume foi de cerca de 20% para cremes de leite e 5% para o leite condensado. Embora o volume vendido no comércio internacional venha se reduzindo desde julho/20, ao considerarmos o total acumulado no ano e compararmos com o ano anterior, temos, ainda, um aumento expressivo de 45%.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de setembro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em setembro de 2020.

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Fonte: Elaborado pelo MilkPoint, com base em dados COMEXSTAT.
(Fonte: Milkpoint)
 

Como está seu grau de informação para se planejar para o mercado de leite e derivados em 2021?

Empresas e produtores entram numa fase crítica do ano: olhar para o que está acontecendo HOJE no mercado (fortes movimentações no mercado de UHT, perspectivas difíceis para a muçarela, leite spot com fortes quedas e necessidade de rápida definição sobre as políticas futuras de preços ao produtor) ou ANALISAR e PLANEJAR o futuro, pensando em 2021?

O cenário do leite para 2021 é pleno de incertezas: Demanda, Produção de leite, Comércio exterior e tantos outros temas que são parte do nosso dia a dia e precisam de planos estratégicos consistentes. Mais do que nunca, entender as variáveis envolvidas e avaliar possíveis cenários é fundamental para decisões embasadas, seja para o planejamento de empresas de insumos, seja para compra ou venda de leite.

É isso que faremos em nossa discussão sobre os cenários futuros do leite brasileiro em 2021 no Fórum MilkPoint Mercado Online, que será realizado nos próximos dias 13 e 14 de outubro. Além de todo o conteúdo preparado para esse ano, todos os participantes terão acesso a um bônus pack: 2 webinares exclusivos com atualizações sobre o mercado, a ocorrerem em novembro e dezembro, como parte do pacote da sua participação no evento.

É isso mesmo! Você se inscreve no fórum e terá acesso a conteúdos exclusivos nos próximos dois meses. Aproveite a oportunidade, faça sua inscrição agora mesmo e participe ativamente desta rica discussão sobre o mercado do leite em 2021! (Milkpoint)

Mapa lança programa Ater Digital

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove nesta quinta-feira (8), às 14h, o webinar de lançamento do programa Ater Digital, com a presença da ministra Tereza Cristina, do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, do diretor de Desenvolvimento Comunitário, Pedro Arraes, e do presidente da Anater, Ademar Júnior.

Durante o evento online, serão apresentadas as atividades a serem desenvolvidas no âmbito da nova política pública, que visa fortalecer o Sistema Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural, promovendo a utilização de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nas atividades de empresas públicas e privadas, buscando ampliar o acesso dos produtores rurais a serviços mais modernos e eficientes. Para isso, o Mapa destinará, inicialmente, recursos na ordem de R$ 40 milhões.

Dentre os benefícios esperados com o programa Ater Digital, estão o de garantir agilidade no atendimento aos produtores rurais, acesso mais rápido aos conhecimentos tecnológicos e inovadores sobre produção agrícola, apoio à integração entre as ações de pesquisa com a extensão rural e assistência técnica, como também incentivo à produtividade e competitividade da agricultura brasileira.

O evento de lançamento será transmitido pelo canal do Mapa no YouTube e terá como convidados o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero; o representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Rafael Zavala; a vice-presidente da Região Sul da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Edilene Steinwandter; o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara; o vice-presidente de Operações para a América Latina da Corteva, Carlos Hentschke; o presidente da John Deere no Brasil, Paulo Hermann; e a presidente da Divisão de Crop Science da Bayer, Malu Nachreiner.

Serviço:
Webinar de Lançamento do Programa Ater Digital
Data: 8 de outubro de 2020
Horário: 14h (horário de Brasília)
Canal do Mapa no Youtube: https://bit.ly/30FcJy8
(As informações são do Mapa)

 

Jogo Rápido
Pandemia jogará 150 milhões na pobreza extrema, diz Banco Mundial
Até 150 milhões de pessoas poderão mergulhar na pobreza extrema, vivendo com menos de US$ 1,90 por dia, até o fim do ano que vem, dependendo do grau de encolhimento das economias durante a pandemia de covid-19. O alerta foi dado ontem pelo Banco Mundial, que vê um panorama mais assustador que antes. A maioria dos novos miseráveis, mais de 110 milhões, estará no Sul da Ásia e na África subsaariana. A pandemia interrompeu abruptamente anos de progressos no combate à pobreza extrema no mundo, que deverá aumentar neste ano, pela primeira vez em mais de duas décadas. Ela também ameaça piorar a desigualdade no mundo e tornar mais “difícil para os países voltar ao crescimento inclusivo”, disse o presidente do Banco Mundial, David Malpass. “Esse é o pior revés visto em uma geração”, disse Carolina Sanchez-Paramo, diretor mundial do Banco Mundial, em uma teleconferência ontem. “As ações... precisam ser rápidas, significativas e sustentadas se quisermos responder efetivamente à crise urgente que enfrentamos no momento, mas elas também precisam ser focadas em alguns desafios críticos de desenvolvimento no longo prazo.” O crescimento econômico global deverá cair 5,2% neste ano, mais do que nas últimas oito décadas. Quase um quarto da população mundial vive com menos de US$ 3,20 por dia. A recuperação, segundo especialistas, poderá levar uma década - um golpe devastador para as pessoas que tinham superado a linha da pobreza e tinham perspectivas de vida melhores. O Banco Mundial estima que entre 88 milhões e 115 milhões de pessoas poderão cair na pobreza extrema neste ano, com outros 23 milhões a 35 milhões seguindo o mesmo caminho em 2021. (Valor Econômico)

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Porto Alegre, 07 de outubro de 2020                                                     Ano 14 - N° 3.321


Abertas inscrições para o 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Foram abertas nesta quarta-feira (7/10) as inscrições para o 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo, mérito concedido anualmente pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) em reconhecimento ao trabalho da imprensa que acompanha o setor. Neste ano, a premiação contemplará três categorias: Impresso, Eletrônico e On-line. O período de inscrição dos trabalhos vai até 23 de novembro.

Podem se inscrever ao 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo profissionais que tenham trabalhos publicados entre 26/10/2019 e 23/11/2020 em veículos nacionais e que abordem a produção de lácteos e derivados na bacia leiteira do Rio Grande do Sul. Para participar, basta preencher a ficha de inscrição e remeter documentação e cópia do trabalho para o e-mail imprensasindilat@gmail.com. Mais detalhes sobre o processo podem ser conferidos no regulamento.

As reportagens serão avaliadas por uma Comissão Julgadora formada por profissionais de instituições de imprensa e de entidades ligadas ao setor lácteo. Os finalistas devem ser divulgados no dia 4 de dezembro e o anúncio final dos vencedores será feito em live realizada pelas redes sociais do Sindilat na primeira quinzena de dezembro. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a decisão foi por manter a premiação mesmo em um ano de dificuldades e pandemia em reconhecimento aos jornalistas que se mantiveram ativos abordando os dilemas e inovações do agronegócio. “O setor lácteo seguiu produzindo durante a pandemia para levar alimentos aos lares brasileiros. Ao nosso lado, estiveram muitos profissionais, entre eles, os jornalistas que são incansáveis na busca por informação de qualidade”, salientou.

Os primeiros colocados nas três categorias do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo receberão um troféu e um iPhone. Os segundos e terceiros premiados receberão troféu.

>> Confira aqui o Regulamento do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo

>> Baixe aqui a Ficha de Inscrição


Demanda por crédito rural dispara

Com os produtores capitalizados, linhas para investimentos já têm poucos recursos

A demanda por crédito rural continuou forte no país em setembro e levou ao esgotamento precoce dos recursos de algumas linhas de investimentos com juros controlados do Plano Safra 2020/21. No total, os desembolsos já somaram R$ 73,8 bilhões de julho a setembro, 28% mais que nos primeiros três meses do ciclo anterior, segundo dados do Banco Central compilados pelo Valor.

No caso das linhas para investimentos, o crescimento foi de 73% na comparação, para quase R$ 20 bilhões. Nas operações de custeio o incremento foi de 20%, para R$ 42,5 bilhões, e nas linhas de comercialização e industrialização também houve avanços (ver infográfico).

Diante de tamanha procura, no fim de setembro as instituições financeiras que operam os empréstimos foram avisadas que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estava suspendendo o recebimento de novas propostas de financiamentos para investimentos via Pronaf (agricultura familiar) e Pronamp (médios produtores). E que projetos no âmbito do Inovagro (inovação tecnológica) também teriam que esperar, devido ao nível elevado de comprometimento dos recursos reservados.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou no fim de semana que esse é um “bom problema”, já que mostra a confiança dos produtores rurais no futuro de seus negócios. “Fizemos um Plano Safra maior que todos os outros, e ele foi tão bem recebido que hoje já gastamos quase todos os recursos de investimentos”. A ministra realçou, ainda, que o movimento acontece mesmo com taxas de juros superiores às desejadas, acima de 6% em boa parte das linhas.

Os investimentos via Pronaf cresceram 34% de julho a setembro, para R$ 4,5 bilhões, enquanto os via Pronamp aumentaram 46%, para R$ 1,01 bilhão. No caso do Pronamp, lembrou Wilson Vaz de Araújo, diretor de Financiamento e Informações do ministério, a maior parte dos valores programados para investimentos vem dos recursos obrigatórios, que não têm equalização.

O Banco do Brasil e as cooperativas de crédito Sicredi e Bancoob ainda têm recursos equalizados para investimentos no Pronamp, mas estão no fim. Não existe muito espaço para remanejamentos de recursos de uma linha para outra, mas ajustes pontuais sempre podem ser realizados.

“Os atuais preços altos de boa parte dos produtos estimulam os agricultores a acelerarem investimentos, o que é um bom sinal”, disse Antônio da Luz, economistachefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Mas, segundo ele, o cenário também preocupa porque comprova que o modelo de crédito rural que ainda prevalece no país é insuficiente para atender às demandas, embora o crédito privado continue a avançar no campo.

As instituições públicas mantiveram a ponta nos desembolsos de julho a setembro. Líder absoluto desse segmento, o Banco do Brasil emprestou, no total, quase R$ 6 bilhões a mais no primeiro trimestre da temporada atual. Entre os bancos privados, Bradesco, Santander e Itaú mantiveram o ritmo de avanço, e as cooperativas de crédito também apertaram o passo e continuaram com 20% do mercado.

Os recursos equalizados, provenientes da poupança rural dos bancos, alimentaram desembolsos de R$ 26,5 bilhões de julho a setembro, mais de um terço do total. Os depósitos à vista, que também são controlados, mas sem subvenção, representaram R$ 16,5 bilhões. Menos atrativas agora devido ao risco de mercado agrícola, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alavancaram R$ 7,1 bilhões em empréstimos, ante R$ 8,5 bilhões no mesmo período do ano passado. Os recursos controlados representaram aproximadamente 80% do total emprestado até agora. (Valor Econômico)

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CNA e Embrapa debatem novas tecnologias e plano de competitividade para o setor leiteiro

A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na terça (6), as tecnologias da Embrapa para o setor e uma proposta do Ministério da Agricultura para elaboração de um plano de competitividade para o setor leiteiro no país.

O chefe geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, apresentou as ações da empresa como os softwares Sisleite, Gepleite e Gisleite para gestão da propriedade, nanotecnologia, melhoramento genético e pecuária de precisão, além da prospecção para projetos em produção de leite orgânico.

“A Embrapa não faz a tecnologia sozinha, mas junto ao setor produtivo. Fazemos questão de atuar juntos. A lógica da produção de leite mudou com o novo consumidor que exige um produto com pegada de carbono, rastreabilidade plena, insumos alternativos, cadeias curtas, redução de desperdícios, bem-estar animal, entre outras questões”, disse.

A Embrapa Gado de Leite tem 15 laboratórios que fazem análise de alimentos, microbiologia do leite, qualidade do leite, sanidade animal, entre outros trabalhos. A unidade realiza também capacitações e dias de campo em parceria com entidades como Senar, OCB e Emater. Em 2019, capacitou 19,6 mil pessoas.

Martins ressaltou que a pesquisa da Embrapa tem seguido dois caminhos promissores, que são a nanotecnologia (para controle de carrapato, mastite, etc) e a genômica (edição genética de animais para evitar futuras doenças).

“Ficamos surpresos com o conteúdo da Embrapa ligado às tecnologias e à conectividade. Foi uma ótima apresentação”, disse Ronei Volpi, presidente da Comissão de Pecuária de Leite da CNA.

Em relação ao Plano de Competividade do Leite, Volpi afirmou que a Embrapa é fundamental para qualificar esse plano, que deve ser uma iniciativa de toda a cadeia produtiva.

“Será um documento para nortear o trabalho da cadeia nos próximos anos. Queremos que todos os membros da Comissão da CNA colaborem com o documento, com sugestões e críticas. No dia 19 de novembro, na reunião da Câmara Setorial do Ministério, apresentaremos uma nova minuta para a ministra Tereza Cristina com propostas do setor lácteo como um todo.”

Segundo Volpi, o plano deverá ter cinco capítulos. Entre os tópicos que farão parte do plano estão: políticas públicas e privadas para melhoria da gestão da propriedade e da qualidade do leite; infraestrutura da produção e escoamento; aumento da previsibilidade dos preços e contratos; melhoria do estado sanitário e melhoria dos instrumentos de políticas para a cadeia do leite. (As informações são do Agrolink)


Jogo Rápido
Queijos Santa Clara são Top Of Mind, pelo 10º ano consecutivo
A Cooperativa Santa Clara é mais uma vez destaque no Top Of Mind, pesquisa realizada pela Revista Amanhã. Desde a inclusão da categoria na pesquisa, há 10 anos, a Santa Clara é campeã invicta em Queijos. Em 2020, os Queijos Santa Clara lideram com 34,9% das citações dos entrevistados. A Cooperativa também aparece entre as mais lembradas da categoria Leite, com 11,3%. A pesquisa foi realizada com 1.200 consumidores de 16 a 75 anos, de todas as classes sociais de todo o estado. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 de abril e 25 de maio, via internet. A premiação dos Top Of Mind 2020 ocorre no dia 08 de outubro, às 19h30, e será on-line pelo Canal do Grupo Amanhã no Youtube. (As informações são da Assessoria de Imprensa Santa Clara)


 

Porto Alegre, 06 de outubro de 2020                                      Ano 14 - N° 3.320
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Secretaria cria grupo de combate a abusos regulatórios

Frente investigará denúncias de normas anticoncorrenciais

A Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade (Seae) do Ministério da Economia criou a Frente Intensiva de Avaliação Regulatória e Concorrencial (Fiarc). O objetivo, conta o secretário Geanluca Lorenzon, é combater abusos regulatórios.  “A nossa ideia é investigar e cassar abusos regulatórios, como diz a Lei da Liberdade Econômica, para exercer a competência que a lei de concorrência nos dá, que é identificar atos normativos anticompetitivos”, afirma.

“Estamos criando agora um procedimento padrão, transparente e público. Queremos deixar uma cultura organizacional correta ”, afirma Lorenzon.

A Fiarc vai trabalhar com denúncias. Determinado agente, pessoa física ou jurídica, vai encaminhar à frente uma denúncia relacionada a alguma norma da administração pública federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, que esteja causando problema concorrencial. Pode ser uma regra da Comissão de Valores Mobiliários, para citar um exemplo.

A partir da denúncia, a Fiarc vai abrir uma investigação, fará um estudo, ouvirá o órgão envolvido, fará audiência pública, convidará especialistas e, no fim desse período, que deverá ser de 120 dias, chegará a uma conclusão. Se for identificado o abuso regulatório, a frente vai encaminhar essa conclusão ao órgão cuja norma foi denunciada com uma sugestão de revisão. Se chegar à conclusão de que o assunto merece apenas algum aprimoramento, igualmente a secretaria recomendará algum caminho ao órgão. A terceira possibilidade é a frente avaliar que não há nenhum problema com a norma.

A expectativa, no primeiro ano de vida da Fiarc, é de aceitar três denúncias para análise por mês. Internamente, a avaliação é que os principais setores analisados serão mercado de capitais, insumo para a construção civil e saúde e sanitário como um todo.

Até o fim do mês, a Fiarc deverá ter um chefe nomeado, diz Lorenzon. A formação da frente vai variar conforme a denúncia. A Seae é dividida entre diversas coordenações setoriais, como mineração, petróleo e gás, saúde, outra serviços  financeiros, mercado de capitais e comércio exterior. “Dependendo da área que será questionada, haverá uma equipe para a frente.”

A criação da Fiarc foi publicada do “Diário Oficial da União” de ontem, por meio de uma instrução normativa. É mais uma iniciativa do governo, explica Lorenzon, para transformar a carga regulatória brasileira, que define como a mais cara e a segunda pior do mundo, citando dados de estudos do Banco Mundial e da OCDE.
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GDT - Global Dairy Trade

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Audiência final expõe embate sobre tributária e parecer fica sem prazo

Relator não deu prazo para apresentar o texto

A audiência pública final da comissão do Congresso sobre a reforma tributária mostrou poucos acordos após meses de debates e acabou com grandes divergências entre governo federal, Estados, municípios e os formuladores das duas propostas de emenda constitucional (PEC). Responsável por criar o consenso, o relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), não deu prazo para apresentar o texto.

Ribeiro só defendeu uma proposta mais ampla, ao contrário dos prefeitos das grandes cidades, e deixou a reunião bem antes do fim. “A reforma tributária é urgente. Embora possa se discordar de alguns modelos e propostas, há muito mais convergências do que divergências”, disse, sem citá-las.

Os formuladores técnicos de cada proposta, porém, foram pródigos em destacar as diferenças. “Simplificação não se confunde com a unificação de tributos diversos”, disse Alberto Macedo, indicado pela Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo.

Para ele, o grande problema não é o ISS, municipal, mas o ICMS, estadual, e o PIS e Cofins, federais, por isso é melhor que cada ente reformule seus próprios tributos - o “Simplifica Já”. Ele listou economistas que criticam a tese de crescimento da economia com a aprovação das PECs.

Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), que formulou a PEC 45, rebateu que o crescimento do país compensará eventuais altas em saúde e educação por causa de ganhos com a desburocratização e maior renda das famílias.

“Esses mesmos economistas já fizeram várias propostas de reforma e nunca apresentaram impacto sobre o crescimento. Portanto, é só crítica por crítica, sem nada de construtivo”, acusou.

PEC 45 propõe um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) único, que juntaria IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS. O IVA Dual, com modelos distintos propostos pela PEC 110 e pelo governo, é pior, na opinião de Appy, porque haverá duas interpretações diferentes sobre a mesma legislação. “É o fim do mundo? Não, mas claramente é muito melhor ter um IVA só.”

O ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB), autor da PEC 110, listou 25 pontos em que sua proposta seria melhor e mais ampla que a PEC 45. Ele sugere juntar os cinco tributos com IOF, salário-educação, Cide e Pasep. “Tirar o salário-educação e botar no IVA é tirar de uma base super tributada, que é a folha, e colocar em outra super tributada, o consumo”, divergiu Appy. “A base salário pode ser IVA porque vai para o preço”, rebateu Hauly.

O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou que houve avanços com os Estados sobre o contencioso administrativo e “alguma coisa” do contencioso judicial, além da criação de um grupo para debater as alíquotas. “Não conseguimos avançar em relação aos temas dos fundos, do comitê gestor, da transição, no possível imposto seletivo e no tratamento do Simples”, elencou.

Desses, os fundos foram o maior embate ontem. Os governadores querem que 3% do IVA referente ao governo seja direcionado para um fundo que permitiria aos Estados menos desenvolvidos atraírem empresas, já que a guerra fiscal acabaria com as PECs. “O fundo de desenvolvimento regional é imprescindível”, disse o secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, representante dos Estados.  Ele somaria mais de R$ 400 bilhões, mas iniciaria em apenas R$ 10 bilhões em 2024, argumentou.

A assessora especial do ministro da Economia, Vanessa Canado, disse que isso aumentará o endividamento da União e que a contraproposta do governo é remodelar os atuais fundos regionais. “Em todos esses anos foram bilhões e bilhões de reais aplicados em políticas que resultaram em nenhum emprego adicional.”

“No caso da reforma tributária, não voto pelo Brasil. Tenho que votar pelo meu Estado, o Mato Grosso do Sul. E a maioria dos senadores é do Norte, Nordeste e Centro-Oeste [que também querem o fundo]”, alertou. (Valor Econômico)

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Jogo Rápido
Milho já tem 53% da área plantada
O plantio de milho já se estendeu por 53% da área estimada para a cultura n a safra 2020/2021, de 786,9 mil hectares, segundo estimativas da Emater/RS-Ascar, e está ligeiramente mais adiantado do que na mesma época do ciclo 2019/2020, quando chegava a 49% de uma área total de 751,6 mil hectares. Segundo o gerente de planejamento estadual da Emater/Ascar-RS, Rogério Mazzardo, as interferências climáticas que ocorreram foram pontuais. Ele observa que o frio tardio prejudicou um pouco a Metade Sul e a região Central do Estado. A região de Santa Rosa, que deve ser a maior produtor a d e milho n a safra 2020/2021, com uma estimativa de cultivo próxima de 124 mil hectares, vive o problema da falta de chuvas volumosas. O técnico em agropecuária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Rosa, Gustavo Lorenzzatto, observa que no município só ocorrem pancadas isoladas há quase 30 dias, o que compromete a produtividade do milho, que começou a ser plantado em agosto. O presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho/RS), Ricardo Meneghetti, afirma que a safra atual está dentro de padrões normais, com locais específicos atingidos por algum tipo de problema sem, no entanto, comprometer a totalidade.  COMPARAÇÃO: O dirigente espera que a safra estadual de 2020/2021 supere a de 2018/2019, de 4,5 milhões de toneladas, já que a safra 2019/2020, com 4 milhões de toneladas, deixou de ser parâmetro por causa da quebra provocada pela estiagem. “Pretendemos concluir o ciclo com cerca de 5,9 milhões de toneladas colhidas”, projeta (Correio do Povo)


 

Porto Alegre, 05 de outubro de 2020                                      Ano 14 - N° 3.319
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Sindilat participa de almoço com o vice-presidente da República no encerramento da Expointer Digital

O formato híbrido da Expointer 2020, presencial para poucos eventos e online para a maioria, serviu para mostrar que é possível repetir parte deste modelo nos próximos anos. Encerrada neste domingo (04/10), a feira contou com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão, que visitou algumas instalações do Parque Assis Brasil, em Esteio e, após, participou de almoço oferecido pela Febrac.

O presidente do Sindicato da Industria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, esteve presente ao encontro que contou com a presença de autoridades e representantes de entidades do agronegócio. “Foi bastante destacado o sucesso da Expointer Digital que, mesmo diante das dificuldades, menor público e expositores, obteve êxito e mostrou que é possível avançar no formato híbrido”, disse Guerra. Um exemplo positivo, segundo ele, foi o setor de máquinas, que com sua feira virtual conseguiu agregar compradores de mercados que nunca estiveram presencialmente em Esteio. “O mesmo ocorreu com os eventos online, cuja participação foi grande e mostrou que o formato possibilita o acesso de mais pessoas que não têm condições de se deslocar até à feira”, afirmou.

Mourão parabenizou todos os agentes envolvidos na promoção do evento e disse esperar por uma Expointer muito mais forte em 2021. “"Vivemos esse momento difícil de pandemia, e a feira que representa as forças produtivas do Estado, junto com os entes do governo, produziu essa edição que ficará na história”, salientou o vice-presidente. O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho destacou que a Expointer foi um ato de superação. “Construímos, em conjunto com as entidades copromotoras, todo esse sistema de protocolos. Além da parte presencial, criamos o ambiente virtual para transmitir todas as provas técnicas e um ambiente de comercialização, com o drive-thru da agricultura familiar”, disse. O governador Eduardo Leite prestigiou o encerramento da feira, ocasião em que também confirmou que, mesmo diante das dificuldades, a feira foi exitosa. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

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IN 55 traz novos parâmetros de temperatura do leite visando adequação ao novo Riispoa

O Sindilat alerta aos associados que, a partir de 1° de novembro de 2020, a Instrução Normativa 55, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entrará em vigor estabelecendo novos parâmetros para a temperatura do leite cru e pasteurizado nos laticínios. A IN veio para adequar o texto da IN 76 em função do mais recente decreto 10.468/2020 que traz novas orientações ao Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa).

“A IN 55 apenas altera a temperatura de resfriamento e de conservação de leite cru e leite pasteurizado de 4 para 5 graus Celsius para adequar o que já diz o novo decreto, ou seja, apenas atualiza as orientações que constam na IN 76”, destaca Leticia Vieira, consultora de Qualidade do Sindilat.

De acordo com a nova IN 55, passará a ser exigida a temperatura de 5 graus Celsius nas seguintes etapas e processos: conservação e expedição do leite no posto de refrigeração; conservação do leite na unidade de beneficiamento de leite e derivados antes da pasteurização; estocagem em câmara frigorífica e expedição; conservação do leite cru na granja leiteira; e estocagem do leite pasteurizado tipo A em câmara frigorífica e expedição. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

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Leite/Oceania

A produção de leite em julho de 2020 na Austrália, o primeiro mês da nova temporada, aumentou 2,9% em relação a julho de 2019, de acordo com a Dairy Australia. Muitas bacias leiteiras tiveram chuvas durante a maior parte do mês de setembro. Embora necessárias, em certas regiões o volume foi acima do normal. Houve relatos de desabamento de celeiros atribuídos ao peso de fenos estocados que foram molhados.

Em agosto de 2020 os sólidos registrados na Nova Zelândia pela DCANZ, foi de 124.6 milhões de quilos, mais de cinco vezes o volume de julho, e 4,6% a mais que os sólidos de agosto de 2019, 119,1 milhões de quilos. A produção de leite em agosto de 2020 chegou a 1,47 milhões de toneladas, mais de cinco vezes a produção de julho de 2020, e 5,8% acima das 1,19 milhões de toneladas de agosto de 2019.

O clima de primavera está confortável para a produção de leite. Atualmente as projeções são de que a produção desta temporada será maior do que a do último ano. Ocorreram boas chuvas nas últimas semanas deixando muitas pastagens em condições excepcionais.

A China continua sendo um cliente bastante significativo para a Nova Zelândia. De janeiro a julho de 2020 comprou mais manteiga, leite em pó integral (WMP) e leite em pó desnatado (SMP) do que qualquer outro país. Foi o segundo maior cliente para queijos, atrás apenas do Japão. As expectativas atuais são de que a demanda da China continuará forte durante a temporada. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

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Jogo Rápido
A Expointer de 2021
A Expointer de 2021 tem data definida. a exposição agropecuária ocorrerá entre 28 de agosto e 5 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em esteio. o objetivo é voltar a realizar o evento com presença do público e programação completa, mas mantendo atrações digitais no período. (Zero Hora)


 

Porto Alegre, 02 de outubro de 2020                                      Ano 14 - N° 3.318
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Ministra da Agricultura participa de café da manhã com autoridades promovido pelo Sindilat na Expointer Digital

O dia da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, começou cedo no Parque Assis Brasil nesta sexta-feira (02/10). O seu primeiro compromisso oficial na Expointer Digital 2020 foi participar de café da manhã oferecido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) a ela e demais autoridades que estiveram em Esteio/RS para participar da cerimônia de abertura do evento e desfile dos animais grandes campeões. Antes de seguir para a tribuna, junto à pista central do parque, a ministra aproveitou o momento para degustar os produtos do setor lácteo de marcas associadas ao Sindilat.

A edição deste ano da Expointer foi diferente. Sem público, com poucos eventos e com transmissão 100% digital. Apesar do ineditismo do formato, todas as autoridades que discursaram na abertura oficial afirmaram que o modelo de feira veio para ficar e pode ser considerado um legado para as futuras gerações que participarão da mostra – sejam expositores, organizadores e público em geral.

Em seu discurso, a ministra destacou a ousadia dos produtores gaúchos em realizar a feira, ao mostrar para o Brasil e ao mundo a força que o agronegócio tem mesmo em meio a dificuldades. “A Expointer 2020 não foi pequena, foi diferenciada. E eu não poderia deixar de prestigiar essa iniciativa que deu o exemplo de que o agronegócio não para. O produtor seguiu trabalhando, plantando e colhendo”, destacou. Tereza Cristina aproveitou o momento para dar o recado de que o governo não está priorizando o mercado externo em suas ações e, sim, está buscando o equilíbrio entre o mercado doméstico e o internacional. “Não existe desabastecimento, o que vai para fora é o excedente”, pontuou. A ministra também lembrou que o agronegócio atravessa um momento ímpar, com preços favoráveis em todas as culturas, assim como um cenário exportador bastante otimista para o setor, a exemplo do que já acontece com a soja e com a proteína animal. No discurso dos representantes do setor de máquinas agrícolas e da agricultura familiar, a ministra ouviu o pleito para que não faltem recursos do Plano Safra nas linhas do Moderfrota e do Pronaf – que já estariam praticamente esgotados. A ministra afirmou que entendeu a necessidade da reivindicação e que levará o pedido a Brasília.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, lembrou que a Expointer Digital 2020 pode ser considerada uma vitrine que ilustra bem que a criação de oportunidades gera crescimento, algo que o Rio Grande do Sul sempre almejou. Lembrou que a pandemia ampliou a preocupação para muito além da sanidade animal, pois exigiu um grande esforço em manter protocolos de saúde diante da pandemia. “Criamos uma bolha de segurança para que o evento pudesse acontecer. E aí estão as 18 raças de animais presentes no parque que mostram que isso foi possível”, salientou.

A Expointer deste ano é muito especial para todos nós. Ela é marcada por duas características que são próprias do povo gaúcho: superação e reinvenção. A realização da feira, apesar de todas as dificuldades, materializa o empenho do governo e do agronegócio em superar uma das maiores crises sanitárias de todos os tempos”, destacou o governador Eduardo Leite em vídeo transmitido durante a abertura. Quem esteve presente em Esteio foi o vice-governador e governador em exercício Ranolfo Vieira Júnior, já que Leite está em compromisso fora do Estado.

Em uma versão reduzida, o Desfile dos Campeões contou com cerca de 40 animais de diferentes raças de ovinos, bovinos de corte e de leite e equinos.

Além do desfile dos campeões, o evento incluiu apresentação musical da Fanfarra do Exército, uma exibição do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda – Regimento Osório e discursos, entre eles da ministra Tereza Cristina, do prefeito de Esteio, e dos presidentes das entidades parceiras: Febrac, Ocergs, Fetag e Farsul. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

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Surpresa na festa do leite
A estreante Granja Bazzoti, de Ponte Preta, no norte do Estado, fez dobradinha no concurso leiteiro da raça holandesa na Expointer: venceu nas categorias jovem e adulta. E, em ano de pandemia, também houve inovação na hora de celebrar as campeãs, com o tradicional banho de leite dando lugar a uma chuva de confetes. Algo inédito na história da competição realizada pela Associação dos Criadores de Gado Holandês (Gadolando).

- Tivemos esse cuidado pelo protocolo sanitário: não molhar as pessoas, não deixá-las com a máscara molhada, uma vez que podiam demorar para tomar um banho. Foi por isso a inovação, eles não sabiam - esclarece Marcos Tang, presidente da Gadolando, que também é médico.

Surpreendido pela novidade, Mateus Bazzotti, um dos proprietários, diz se sentir orgulhoso pelo trabalho realizado e por levar títulos na estreia da participação, com as vacas Vetia e Onca, como são chamadas as campeãs adulta e jovem. Oficialmente, são Santa Clara Bazzotti 352 Garrett, que produziu o equivalente a 76,7 litros de leite, e Santa Clara Bazzotti 491 Josuper, com 75,85 litros (na disputa, a medida é em quilos).

A preparação especial começou há cerca de 60 dias. Elas foram colocadas em local separado, com ventilação, água e alimentação balanceada. O ingrediente especial, no entanto é outro:

- Muito amor e dedicação, o melhor remédio que a gente pode dar para elas - diz Bazzotti.

Na competição, são feitas cinco ordenhas - as duas maiores são excluídas, e as restantes, somadas. Nesta edição, estavam disputando o concurso cinco vacas adultas e seis jovens. (Zero Hora)

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Márcio Rodrigues assume Gerência de Agronegócios da Apex-Brasil
Ampliar a quantidade de empresas exportadoras e diversificar os mercados e produtos enviados pelo Brasil para o mundo afora. Esse será o foco do trabalho de Márcio Rodrigues, 35 anos, que assumiu nesta quinta-feira (1/10) a Gerência de Agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Rodrigues visa expandir a participação do agronegócio brasileiro no exterior através de ações de qualificação, apoio e divulgação de todos os setores, entre eles o de lácteos.

Mestre e doutorando em Ciências Sociais, Rodrigues afirma que trabalhará para inserir mais empresas do setor leiteiro no comércio exterior, auxiliando-as por meio de iniciativas de qualificação, e buscará expandir a quantidade de produtos exportados. Além disso, intensificará a promoção comercial em mercados já existentes como, por exemplo, China e Rússia, através de uma série de ações como feiras e rodadas de negócio.

Segundo o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, o trabalho realizado pela Apex-Brasil contribui para o desenvolvimento do segmento. “As iniciativas da Agência junto ao setor privado auxiliam a abertura de mercados para exportação de produtos lácteos, uma antiga demanda do setor leiteiro”.

A expectativa de Rodrigues é auxiliar o Brasil para que ao final de sua gestão a atuação do agro seja mais incisiva no mercado externo. “Acreditamos que o agronegócio brasileiro tem capacidade de exportar mais produtos para o mundo”, declara. Arábia Saudita, Bolívia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Paraguai, Peru, Rússia e China são alguns dos mercados prioritários para ações da Apex-Brasil. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

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Jogo Rápido
Fórum MilkPoint Mercado: os novos caminhos do leite
Quais os efeitos da pandemia no consumo de lácteos? Quais as categorias “vencedoras” neste novo cenário de mercado? O que esperar do consumo de derivados lácteos em 2021? Mikael Quialheiro, Gerente de Novos Negócios da Nielsen, trará informações preciosas sobre o consumo de lácteos e os possíveis cenários de mercado para 2021! Confira no vídeo nossa conversa com ele e faça já sua inscrição no Fórum MilkPoint Mercado Online.
(Milkpoint)

 

Porto Alegre, 01 de outubro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.317

Sindilat participa da abertura oficial da Expointer Digital
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) participa nesta sexta-feira (2/10) da abertura oficial da Expointer Digital 2020, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O presidente da entidade, Alexandre Guerra, vai acompanhar a solenidade, agendada para às 11h, na Tribuna de Honra da Pista Central, que contará com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do governador do Estado, Eduardo Leite, do secretário da Agricultura, Covatti Filho, e demais convidados.
Na cerimônia, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) fará a entrega da medalha Paulo Brossard a lideranças que se dedicaram ao agronegócio neste ano. Os homenageados serão a ministra Tereza Cristina, o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, o ex-secretário da Agricultura Odacir Klein e os pecuaristas Eduardo Macedo Linhares e Antonio Martins Bastos Filho.
Para Guerra, apesar da pandemia de Covid-19, que tem assolado os planejamentos do ano, a Expointer Digital tem demonstrado a força e organização do agronegócio brasileiro. "O evento está sendo um sucesso, mesmo com todos os obstáculos enfrentados ao longo deste ano. Isso prova a grandiosidade do agronegócio no país, tendo ao seu lado o apoio do setor lácteo para fortalecer essa união", reforça. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

                     

Os fatores que poderão trazer preços mais estáveis para o leite
Mês de setembro encerrou com valorização de 9,7% no preço médio do litro no país, segundo Cepea

Em números, setembro encerra com valorização do litro de leite ao produtor. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, aponta R$ 2,1319, na média Brasil, 9,7% maior do que no mês anterior e recorde na série histórica. Para o Rio Grande do Sul, a média é de R$ 1,9996, avanço de 9,34%. No mercado, no entanto, já há sinais de mudança no panorama que sustentou essa alta ao longo de 2020. Em tempos de pandemia, é difícil precisar, mas as alterações em curso devem se traduzir em preços mais estáveis, no campo e na cidade.

– Já sentimos que os preços começam a estabilizar. É um momento de cautela em virtude da mudança de cenário – afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindilat-RS.
Há pelo menos dois itens com comportamento diferente. Um é o aumento na importação do produto. Ao longo do ano, as compras vinham sendo inibidas pelo câmbio, que deixava o leite vindo de fora muito caro.

Dados mostram, no entanto, que as aquisições de outros países cresceram 39,9% em agosto, em relação a julho. Na parcial de setembro, 27%.

Outro ponto de atenção vem da redução no auxílio emergencial do governo de R$ 600 para R$ 300. Ainda não se sabe qual será o reflexo disso no consumo. O que se tem certeza é de que os bilhões injetados na forma de benefícios foram cruciais para o aumento substancial na demanda.

– O ano ficou totalmente diferente do imaginado. No início da pandemia, houve insegurança e volatilidade. Depois, o mercado fez a alta, em itens como leite UHT, em pó e queijo muçarela e em pó. Foi uma valorização importante e necessária, porque custos de produção subiram muito – acrescenta Guerra.

Eugênio Zanetti, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), acrescenta que o produtor hoje recebe “um preço justo”. No Estado, o valor de referência do Conseleite em setembro foi projetado em R$ 1,65. O custo de produção é de cerca de R$ 1,35. Durante muito tempo, o valor recebido mal ou nem cobria os gastos.

Neste momento, a preocupação no radar vem da combinação de período de safra com aumento das importações de leite.

– Recomendamos cautela nos investimentos. O produtor não pode projetar o futuro com valores de agora – diz Zanetti.

A produção de leite é destaque nesta quinta-feira (01) nas provas da Expointer. (Zero Hora)

 

Leite/Europa
A produção de leite no mês de julho de 2020 foi 2,2% acima do volume registrado em julho de 2019, de acordo com o Eurostat. De janeiro a julho de 2020 a produção foi 2% maior em relação ao mesmo período do ano passado. A produção nacional em julho de 2020 subiu em muitos dos principais países produtores, ao contrário de julho de 2019.
Bélgica (+4,8%); Irlanda (+4,4%); Itália (+3,3%); França (+1,1%); Holanda (+1,1%); Espanha (+1,1%); Dinamarca (+1%); e Alemanha (+0,8%).
No acumulado do ano até julho, os percentuais de alteração em relação ao mesmo período de 2019 foram Alemanha (+1%); França (+0,9%); Irlanda (+3,8%) e Holanda (+1,8%).


A produção de queijo durante o mês de julho de 2020 foi 1,5% mais elevada do que em julho de 2019, de acordo com o Eurostat. De janeiro a julho de 2020, também subiu 2% na comparação dom janeiro-julho de 2019. A produção de queijo na Alemanha, em julho subiu 3,4% na comparação interanual, mas, na França houve decréscimo, (-3,1%).
Em alguns dos principais países produtores de queijo da Europa Ocidental, de janeiro a julho de 2020, em comparação janeiro a junho de 2019, as variações percentuais foram: Alemanha (+3,4%); França (-0,5%); Holanda (+3,5%) e Irlanda (+5,7%).
De janeiro de julho de 2020 as exportações de queijo pela União Europeia (UE) totalizaram 547.000 toneladas, aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2019. Os principais países importações em quantidade e variação percentual foram: Japão 76.515 toneladas (-14,5%); Estados Unidos 67;344 toneladas (-11,9%); e Suíça 36.890 toneladas (+12,9%).
No Leste Europeu, a Polônia subiu 2,7% de janeiro a julho de 2020, em relação ao mesmo período de 2019.
A produção de algumas das commodities lácteas na Polônia nos primeiros 7 meses do ano em comparação com janeiro e julho de 2019 variaram da seguinte forma: queijo (+4,4%); manteiga (+10,2%); SMP (+5,6%) e WMP (-10,4%).
O principal importador de manteiga, SMP, WMP da Bielorrússia é a Rússia. De janeiro a julho a quantidade de produtos embarcados e variação percentual na comparação do mesmo período de 2019 foram: manteiga 40.999 toneladas (-4,4%); SMP 71.770 toneladas (+3,7%); e WMP 15.706 toneladas (+17%). (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 

Fórum MilkPoint Mercado: os novos caminhos do leite
O mercado em 2021, como estarão os preços, a produção, a demanda e a rentabilidade dos diferentes agentes da cadeia é uma preocupação constante e foco das discussões do Fórum MilkPoint Mercado Online, notadamente em seu primeiro dia (13/10, à tarde). Mas, quais os novos caminhos que o leite e os derivados lácteos estão tomando e que devem fazer parte do “novo normal logístico” do mercado, depois da pandemia? Vemos que os canais de comércio eletrônico (e-commerce) cresceram vertiginosamente depois da pandemia, com a digitalização das vendas do varejo. Ao mesmo tempo, o consumidor, principalmente aquela dos grandes centros urbanos, passa a ter novas preocupações no momento de avaliar seu consumo, como a estória que o alimenta que seleciona na gôndola carrega, a segurança do mesmo e outros aspectos que passaram a ser relevantes em sua decisão de compra. O “novo normal” de mercado é então bem mais complexo do que uma “simples” curva de preços de leite.... Venha acompanhar e participar desta discussão relevante sobre o futuro do mercado e dos negócios de sua empresa! Inscreva-se agora mesmo. (Milkpoint)

 

Porto Alegre, 30 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.316

Produtores de leite comemoram preços em alta, mas adotam cautela
A presença de pouco mais de 50 vacas na Expointer 2020, devido a restrições da pandemia que, entre outras medidas, retirou os visitantes do Parque Assis Brasil, contrasta com os melhores preços ao produtor de leite da história. O setor chegou a receber R$ 2,00 e R$ 2,10 pelo litro, mas produtores e entidade adotam cautela, indicando que os ganhos de agora devem ser dosados com os custos em alta nos insumos daqui para frente.
“O produtor está respirando e não ganhando ‘lucro’”, resume Itamar Tang, um dos donos da Granja Tang, de Farroupilha, contrastando a valorização dos últimos meses com a elevação dos custos de insumos, que seguem o dólar. Além disso, Tang, que expõe animais na Expointer e nesta quarta- -feira (30) vai ter competidoras no Concurso Leiteiro, cita que as propriedades sentem ainda impactos da estiagem.
O produtor de Farroupilha considera que os atuais patamares são “justos”, com ganhos de 20% em granjas bem estruturadas, observa, o que exige um plantel mínimo de vacas e média de mais de 30 litros ao dia por animal. Itamar diz que o setor terá de buscar ração, que tem alta de milho e soja, até porque as exportações de grãos dispararam, pois a oferta de silagem foi prejudicada.
“Tivemos um longo tempo que subsidiamos o produto para o consumidor. E está caro agora? Não é não. Caro é pagar R$ 10,00 por uma cerveja”, provoca o produtor. “Agora tem de plantar a lavoura para fazer silagem para o ano que vem”, complementa Mateus Bazzotti, da Granja Bazzotti, de Ponte Preta, que estreou na Expointer. Aos 21 anos, Bazzotti diz que não pretende fazer investimentos e manterá o plantel, de 70 animais, e focará a melhoria na qualidade da produção. “Fazemos confinamento, o custo com ração é alto. Futuramente talvez vamos ampliar o número de animais”, projeta o jovem.
O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, observa que os impactos da estiagem estão longe de ter terminado. O investimento já feito tem ciclo de médio e longo prazo para pagar. O dirigente recomenda que a hora não é para novos aportes.
“Nunca recebemos o valor atual, mas o custo está num patamar que nunca pagamos”, resume o presidente da Gadolando, lembrando que muitos produtores tiveram de refinanciar compromissos, em função da quebra das lavouras de verão. Na hora de pensar em novas aquisições, Tang adverte: “não pode esquecer que tem de pagar a conta também quando o preço não estiver bom”. Mesmo que o preço ao produtor tenha ficado em R$ 1,80 no pagamento em agosto - a alta acumulada do ano supera 42% -, o quilo da ração bem balanceada está a R$ 2,10, compara o dirigente. “Portanto, mais cara que o litro de leite.”
Parte da alta do produto, que é sentida na gôndola dos supermercados, está associada a uma demanda mais aquecida, com mais gastos na compra de derivados, como queijo. Marcos Tang avalia que os consumidores que estavam mais em casa buscaram mais diversidade de itens, o que favoreceu o setor. (Jornal do Comércio)

                     

Arrecadação reage
O Tesouro do Estado realiza hoje o primeiro depósito da folha de setembro dos servidores do Executivo, no valor de R$ 2,2 mil. Serão quitados com o pagamento 48% dos vínculos. O próximo crédito está previsto para 9 de outubro, no valor de R$ 1,8 mil, quitando a folha para os que recebem até R$ 4 mil líquidos, que representam 73% dos vínculos. O pagamento integral da folha está previsto para 13 de outubro. O atraso dos salários, atualmente em 13 dias, já chegou a 40 dias. Segundo a Secretaria da Fazenda, os pagamentos serão possíveis devido à tendência de retomada da economia. De acordo com os dados, a arrecadação tem se mantido em valores próximos aos projetados antes do impacto da pandemia do coronavírus. Em agosto, foi apresentado leve crescimento de 0,9%, que significa R$ 26 milhões, em relação ao previsto antes da crise. Em setembro, a evolução foi ampliada, atingindo melhora considerável em relação ao ano anterior. O crescimento real foi de 8,9%, ou R$ 266 milhões, em comparação com 2019, relativo à arrecadação de ICMS. Setembro fechará com arrecadação de cerca de R$ 3,2 bilhões, a segunda maior do ano. A tendência deve ser mantida em outubro. Os documentos eletrônicos, que são notas fiscais eletrônicas e notas dadas ao consumidor, entre outros, deverão fechar 2020 no patamar de R$ 118 bilhões, 8% a mais do que em 2019. É com base nelas que a Receita Estadual tem controle on-line, em tempo real, da arrecadação e da movimentação da economia. Entre os motivos para a ampliação da arrecadação estão a injeção de recursos por meio do auxílio emergencial, pago a milhões de pessoas pelo governo federal, e, gasto, majoritariamente em consumo, o que, rapidamente, leva à reação da economia. Também contribui o comércio on-line, que viu o volume de vendas crescer. O setor é considerado praticamente insonegável. (Correio do Povo)

 

Auxílio emergencial chega a R$ 8,67 bi em depósitos no RS
Desenhado para mitigar impactos da crise econômica, o auxílio emergencial transferiu R$ 8,67 bilhões para o Rio Grande do Sul durante a pandemia de coronavírus. Isso quer dizer que, até o momento, o Estado foi responsável por absorver cerca de 4% do total gasto pelo governo federal com o programa (R$ 216,84 bilhões).

 

103,56 mil
visitas haviam sido registradas nos quatro dias de Expointer na plataforma digital. Só ontem foram 23,99 mil novos registros. Além de catálogo com fotos dos produtos vendidos no drive-thru da agricultura familiar, o ambiente virtual conta com cinco canais de web tv, com programação diária e também exibição dos julgamentos e provas de raças. (Zero Hora)

 

Porto Alegre, 29 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.315

Fórum MilkPoint Mercado Online debaterá o futuro do setor lácteo

Com foco em debater as perspectivas para o setor de lácteos de 2021, a MilkPoint reunirá profissionais e analistas do segmento no Fórum MilkPoint Mercado Online nos dias 13 e 14 de outubro. O objetivo do evento é discutir os rumos em curto e médio prazo do mercado de leite e derivados, abordando ainda os efeitos da pandemia no setor e as mudanças estruturais e o comportamento do consumidor. Em ambos os dias, a programação inicia-se às 13h50, com encerramento previsto para às 17h10.
Realizado de forma virtual, em função da pandemia, o fórum contará com a interação entre os participantes e palestrantes, networking e informação sobre diversos assuntos relacionados ao setor. Durante as duas tardes, os convidados falarão sobre os possíveis cenários para 2021, a evolução do consumo de lácteos em 2020, mercado internacional e nacional, a importância da rastreabilidade na cadeia de laticínios no mundo pós-pandemia, entre outros.
Neste ano, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) disponibilizará a seus associados, por meio de parceria com a MilkPoint, desconto na inscrição (preços de 1º lote) e divulgação semanal da programação. Saiba mais sobre o evento em http://www.interleite.com.br/forum/ (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS)

                     

Governo trava reforma tributária até fim da eleição

Governo suspende debate sobre nova CPMF até fim da eleição

A proposta de reforma tributária do governo, de desonerar a folha de salários com a criação de um imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da extinta CPMF, só deve ser divulgada oficialmente após as eleições municipais, afirmaram
três deputados e um ministro ao Valor. O primeiro turno será em 15 de novembro, daqui a 45 dias.

A decisão levou o presidente da comissão da reforma no Congresso, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), a adiar audiência pública que ocorreria com os formuladores técnicos das propostas em discussão. Seria um debate final antes da
apresentação do parecer do relator, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O texto não será mais divulgado nesta semana, avisou ele aos integrantes da comissão, e não há data prevista.

O entendimento entre os governistas para adiar a proposta ocorreu ao longo de reuniões no fim de semana e na manhã de ontem. Deputados sugeriram ao governo que o momento era inoportuno, bem no início da eleição, o que faria com
que parte dos parlamentares se comprometesse contra o projeto para não haver desgaste na eleição. “Tem muito deputado candidato ou com esposa ou filho candidato. Isso tiraria votos”, disse um líder.
O tema nem entrou em debate no encontro mais ampliado com o presidente Jai Bolsonaro. Esse líder, que falou sob anonimato para evitar ser tachado como defensor da CPMF em plena eleição, justificou que o governo tem um discurso
coerente, de substituição dos encargos sobre a folha por outro imposto para criar mais empregos, mas que a oposição distorcerá isso durante as eleições. O próprio
Bolsonaro teria sinalizado que o desgaste seria grande para seus aliados.

Deputados dizem que a maioria dos partidos governistas está a favor do projeto, mas que ainda não haveria os 308 votos necessários na Câmara para aprovar o novo imposto. Partidos que costumam votar com o governo, como o DEM, por
exemplo, dizem que a derrubada da CPMF no governo Lula é uma vitória da legenda e que não há disposição interna em apoiar a volta do imposto neste momento.

O líder do PSC na Câmara, deputado André Ferreira (PSC-PE), disse que a proposta do governo tem muitas coisas boas, mas que é contra a volta da CPMF - que seria de 0,2% para quem transfere e 0,2% para quem recebe, “dando uma alíquota de 0,4%”.
“Querendo ou não, cria um imposto. Muita gente não vai ver a desoneração, vai ver esse imposto novo e o momento hoje não é bom”, disse.

Ainda não há estratégia desenhada pelo governo sobre como será a atuação da base aliada em relação à PEC 45, que unifica PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Mas a tendência é travar a discussão até a
formalização da CPMF.

Os governistas dizem que há mais consenso sobre outros pontos da PEC que será apresentada, como ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física de R$ 1,9 mil para R$ 3 mil e diminuir o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e cobrar
na distribuição de lucros e dividendos. A imunidade tributária de igrejas sobre a contribuições sociais, como a CSLL, também entraria aí. (Valor Econômico)

 

Agricultura de precisão já movimenta US$ 7 bi no mundo
A agricultura de precisão tem se firmado como um dos pilares das estratégias adotadas por produtores, entre eles cooperados, para acompanhar a evolução no campo com o uso de novas tecnologias. Pesquisa da consultoria MarketsandMarkets, sediada na Índia, aponta que esse mercado deve girar US$ 7 bilhões no mundo este ano e que a tendência é que o valor cresça 82,8% até 2025, para US$ 12,8 bilhões.

Na América Latina, o Brasil é principal expoente nessa frente, e, sozinho, gerou US$ 388,7 milhões em receitas com produtos e serviços no ano passado. Segundo Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, a tendência é de crescimento principalmente dos serviços no setor – partindo de atores como as cooperativas, porque o avanço tecnológico depende da capacitação na ponta, e não somente da venda de máquinas.
Na agricultura 4.0, ela afirma que o valor está em extrair conhecimento dos dados, e não apenas em gerá-los. “A agricultura de precisão é uma ferramenta da agricultura 3.0, que vem de mais de 20 anos atrás, e que ajuda a subsidiar essa nova fase [4.0], em que informações embasam tomadas de decisão e ações preditivas”, diz Silvia.
Para Gabriel Camarinha, coordenador de agricultura de precisão da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), de Piracicaba (SP) - que tem 14 mil cooperados e faturou R$ 1,7 bilhão em 2019 -, o grande valor da agricultura de precisão está no acompanhamento de processos, que é convertido em ganhos financeiros ao produtor. As melhorias vão desde a redução da sobreposição do trajeto de tratores no campo e a consequente diminuição da compactação do solo, até a economia de tempo, horas-máquina, combustível e insumos. Isso sem falar no incremento da qualidade da cultura implantada, destaca Camarinha.
Dos 750 agricultores de cinco culturas diferentes e 11 Estados do Brasil entrevistados pela consultoria McKinsey este ano, Camarinha lembra que 47% afirmaram usar pelo menos uma ferramenta de agricultura de precisão, ao passo que 33% disseram usar duas ou mais. A pesquisa da McKinsey também já apontava que os jovens são os grandes adeptos da aplicação de insumos a taxas variáveis e do uso de mapas de solo, além de drones. Na Coplacana, o perfil identificado entre os cooperados foi parecido: “Em geral, os agricultores de 25 a 44 anos são os que mais buscam inovação”, afirma Fábio Salvaia, especialista em agricultura de precisão da cooperativa paulista. (As informações são do Valor Econômico)

 

China tenta reduzir dependência de importações de carnes e lácteo
A China, que lidera a produção e o consumo de carne suína no mundo, estabeleceu como meta de longo prazo garantir que sua oferta doméstica do produto seja suficiente para atender a 95% da demanda. Conforme informou a agência Bloomberg, no caso da carne bovina o objetivo é que o percentual alcance 85%, enquanto em lácteos os planos oficiais são de que a produção interna cubra mais de 70% do consumo. No processo de reconstrução de sua produção depois da crise provocada pela disseminação da peste suína africana no país, a partir de 2018, a China prevê o aumento do tamanho médio do plantel de seus criadores de porcos. Hoje, milhões deles ainda engordam menos de 500 animais por ano, e o objetivo é que 70% do total sejam de grande escala até 2025 e que o percentual chegue a 85% em 2030. A China é o principal destino das exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de frango, e a notícia pressionou as ações dos frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva, como informou o Valor PRO, o serviço de informações em tempo real do Valor. (As informações são do Valor Econômico)

 

Porto Alegre, 28 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.314

Secretaria da Agricultura lança a Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2020

Foto: Emerson Foguinho
O potencial do agronegócio foi destaque no primeiro dia da Expointer Digital 2020 com o lançamento Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2020. A publicação on-line produzida pelo Departamento de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) foi apresentada pelo secretário Covatti Filho na tarde deste sábado (26/9), com transmissão ao vivo pelo site www.expointer.rs.gov.br.
O levantamento reúne números da agricultura no Rio Grande do Sul e destaca a importância do setor na geração de emprego e renda. “O estudo também tem conteúdo técnico para delinear novas políticas públicas e aperfeiçoar as existentes”, afirma Covatti Filho.
Ainda de acordo com o secretário, no ranking nacional o RS se destaca na liderança em produção, tecnologia e geração de receita, em diversas áreas do agronegócio. “Há um grande potencial para expandir as culturas agrícolas mais recentes, aprimorando os processos mais tradicionais e buscando solucionar os entraves que ainda dificultam a vida do produtor”.
Conforme o secretário, o relatório reconhece e demonstra a relevância da cadeia agropecuária no Estado, que passa pelas propriedades rurais, comércio e indústrias vinculadas à atividade rural, sendo responsável pela geração de 40% da riqueza gaúcha.
“Na Secretaria da Agricultura, reconhecemos esta importância com os espaços das Câmaras Setoriais. Em cada uma delas, discutimos, com as entidades representativas do setor, políticas públicas voltadas para eles. Esse fórum de discussão é fundamental e ocorre de forma mensal”, complementa.

O diretor do Departamento de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural, Ivan Bonetti, informa que a pesquisa foi feita com coleta de informações relativas à safra 2019/2020 e, em alguns casos, 2018, junto a diversos órgãos oficiais e privados que desenvolvem levantamentos de dados agropecuários.
“O trabalho reúne 28 dos principais segmentos agrícolas, detalhando dados como área colhida, produção, receita agropecuária, número de produtores, valores de exportação e principais destinos, participação na produção nacional e nas exportações do agro gaúcho, além do número de municípios produtores, destacando sua escala”, acrescenta Bonetti.
A radiografia aponta que a riqueza total do Estado (PIB 2019) foi de R$ 480 bilhões; a receita das propriedades agropecuárias chegou a R$ 67 bilhões (14% do PIB) e a receita do agronegócio (lavoura, pecuária, serviços e indústrias) foi de R$ 192 bilhões (40% do PIB).
Com base no valor bruto de produção, os principais produtos agropecuários gaúchos são soja (36%), frango (13%), arroz (11%) e bovinos (7%). Principal produto, a soja ocupa área de 5,96 milhões de hectares, tem produção de 10,69 milhões de toneladas e valor bruto de produção de R$ 16,9 bilhões, conforme dados na Radiografia. Clique aqui e acesse a Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2020. (Seapdr)

                     

Famurs promove curso online para capacitação em APPCC
Gestores e médicos veterinários dos serviços de inspeção municipais e responsáveis técnicos de agroindústrias são o público-alvo do Curso EAD - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), promovido pela Famurs entre os dias 5 e 7 de outubro, das 14h às 17h. A plataforma EAD permite a capacitação no local escolhido pelo participante
O curso online com carga horária de 9 horas propõe a capacitação desses profissionais na rotina de interpretação e entendimento dos conceitos básicos da ferramenta de segurança alimentar. O conteúdo vai abordar cinco pontos fundamentais do APPCC: definição e histórico, conceitos básicos e pré-requisitos, estrutura do plano, os sete princípios do plano e verificação oficial.
A capacitação em APPCC será conduzida por Letícia de Albuquerque Vieira, médica veterinária, pós graduada em Tecnologia de Alimentos pelo IMEC/POA, Mestranda em Produtos de Origem Animal na FAVET/UFRGS, tendo atuado no DIPOA/MAPA, em empresas de produtos de origem animal na área de qualidade e segurança dos alimentos. De acordo com Letícia, o APPCC é exigido em todas as empresas com inspeção, mas muitas ainda não têm o plano desenvolvido e implantado, especialmente em níveis municipal e estadual. ‘A capacitação é importante para fazer com que os estabelecimentos estejam aptos quando foram fiscalizados e auditados”, afirma a técnica.
Outra parte do conteúdo será ministrado por Suzane Bittencourt, auditora fiscal federal aposentada, com experiência em auditorias operacionais e de sistemas de inspeção sanitária de produtos de origem animal, instrutora dos cursos de auditoria em BPF e APPCC, ministrados pela Organização Panamericana de Saúde – OPAS/OMS.
O investimento individual é de R$ 309,99 para inscrições feitas por prefeituras e de R$ 449,00 para os demais interessados. Mais informações aqui. (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS)

 

FAO: produção global de leite está em crescimento rápido
A produção global de leite está aumentando rápido, devendo crescer 1,6% com relação ao ano anterior (para 997 milhões de toneladas em 2029) nos próximos 10 anos.
De acordo com o relatório Outlook Agricultural 2020-2029, da OCDE-FAO, este crescimento é mais rápido do que a maioria das outras principais commodities agrícolas. O relatório afirma que, embora o crescimento médio mundial dos rebanhos (0,8% anual) seja maior do que o crescimento médio da produtividade (0,7%), as médias variáveis são o resultado de rebanhos crescendo mais rápido em países com produtividade relativamente baixa. Na maioria das regiões do mundo, espera-se que o crescimento da produtividade contribua mais para o aumento da produção do que o crescimento do rebanho.
O crescimento da produtividade pode estar relacionado a fatores como a otimização dos sistemas de produção de leite, melhoria da saúde animal, maior eficiência na alimentação e melhor genética.
Espera-se que a Índia e o Paquistão contribuam com mais da metade do crescimento da produção mundial de leite e respondam por mais de 30% da produção mundial em 2029.
A produção na União Europeia deverá crescer mais lentamente do que a média mundial. Os rebanhos leiteiros devem diminuir (-0,6% anual), mas a produção de leite deve crescer a 1% na próxima década.
O maior rendimento médio por vaca é observado na América do Norte, já que a participação na produção a pasto é baixa e a alimentação é focada em vacas de alto rendimento de rebanhos leiteiros especializados. Os rebanhos leiteiros nos Estados Unidos e Canadá permanecerão inalterados e o crescimento da produção deverá se originar de novos aumentos de produção.
A Nova Zelândia tem visto um crescimento muito lento na produção de leite nos últimos anos. O crescimento da produção será definido para exportação, que enfrenta maiores incertezas, devido a medidas comerciais após a pandemia de Covid-19.
A África é vista como um caminho que leva a um forte crescimento da produção, principalmente como resultado de rebanhos maiores. Durante o período de projeção, cerca de um terço da população mundial do rebanho deverá estar localizada na África, respondendo por cerca de 5% da produção mundial de leite. (As informações são do Dairy Global, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Expointer Digital recebeu 33 mil visitas no sábado
A primeira Expointer Digital da história contou com tempo instável durante o final de semana no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Apesar disso, a Secretaria da Agricultura comemorou o acesso às atividades pela internet. Durante o sábado, o site recebeu 33 mil acessos, número considerado excepcional pelo secretário Covatti Filho. “Estamos muito satisfeitos”, disse. Segundo ele, o primeiro dia da feira foi de ajustes do modelo virtual, que deve permanecer quando o evento retomar o formato presencial. Profissionais da área da saúde fazem a testagem dos visitantes para diagnóstico de Covid-19 no portão 8. (Correio do Povo)