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Porto Alegre, 12 de março de 2019                                              Ano 13 - N° 2.935

      Sindilat é destaque na 21° edição da pesquisa Marcas de Quem Decide  

No ano em que completa 50 anos de sua fundação, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) integra, pela primeira vez, a lista das cinco marcas mais lembradas e preferidas na categoria Sindicato Patronal, da pesquisa Marcas de Quem Decide. Promovida pelo Jornal do Comércio e realizada pela Qualidata, a pesquisa visa a premiação das empresas e entidades que são referências em seus setores. O resultado foi divulgado nessa terça-feira (12/03), no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.   

Presente no evento, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra considera que o reconhecimento está diretamente ligado ao trabalho inovador, ético e diferenciado realizado por cada associado. Se hoje, o Sindicato está em evidência os associados têm um papel fundamental nesse processo. Além disso, Guerra destaca as atividades promovidas pelo Sindilat. "As ações desenvolvidas pelo sindicato como assessor dos interesses do setor junto aos governos federal e estadual, os eventos para promover o setor, como os fóruns estaduais, contribuem para esse reconhecimento". 

Entre as ações, o presidente do Sindilat cita a Leiteria/Pub do Queijo, projeto realizado pelo Sindilat durante a Expointer também foi destaque entre as realizações da Entidade. Destaca ainda o posicionamento do Sindicato na greve dos caminheiros em 2018. "Fomos pioneiros no pedido de desbloqueio das estradas", recorda. 

Projetando 2019, Guerra considera que o Sindicato será ainda mais atuante, uma vez que mudança de governo gera alterações de legislação. "Ainda está em aberta a retirada da taxa de antidumping para o leite em pó da União Europeia e a Nova Zelândia; as instruções normativas (INs) 76 e 77 entrarão em vigor em maio; e a obrigatoriedade das embalagens de produtos lácteos destacarem o teor de sal e açúcar contidos estão entre os temas que serão acompanhados de perto pelo Sindicato", alerta. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Camila Silva

Foto: Camila Silva
                 

Começa a 20ª edição da Expodireto Cotrijal

A vigésima edição de uma das mais tradicionais feiras do agronegócio brasileiro e gaúcho, a Expodireto Cotrijal, abriu os portões nesta segunda-feira (11/3), em Não-Me-Toque. Com a presença do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do governador do Estado, Eduardo Leite, do secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, e do presidente da Cotrijal, Nei Mânica, dentre outras autoridades, a cerimônia foi marcada pelo orgulho do trabalho gaúcho no campo. “Nossa política de governo está alicerçada em três pontos: redução da burocracia, dos custos logísticos e da carga tributária”, afirmou Leite. O Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) esteve representado por Darci Hartmann.

Embora os representantes do governo federal não tenham anunciado a tão esperada suplementação de crédito para o Moderfrota, os representantes do presidente Jair Bolsonaro não afastaram essa possibilidade. “Nosso governo tem o compromisso com as senhoras e os senhores responsáveis por parte significativa do PIB do país e, particularmente, 40% do nosso Estado”, destacou Mourão, que também é gaúcho. Tereza Cristina afirmou que há grandes desafios a serem superados. “Venceremos todos. A agricultura brasileira é moderna, está na frente, e não tem páreo para nós no mundo”, disse.

Após a abertura da Expodireto Cotrijal e acompanhados da ministra da Agricultura Tereza Cristina, Leite e Covatti Filho inauguraram o pavilhão da Agricultura Familiar na feira. O espaço abriga 186 empreendimentos, oferecendo aos visitantes a diversidade de produção das agroindústrias gaúchas, além de artesanato, plantas e flores. “Assim como na Expointer, o Pavilhão da Agricultura Familiar na Expodireto é uma vitrine incrível da agroindústria, que cada vez mais amplia suas linhas de produtos, sempre com qualidade e um sabor incomparável”, disse o secretário Covatti Filho.

A Expodireto Cotrijal estende-se até a próxima sexta-feira (15/3). A expectativa é receber 250 mil visitantes de mais de 70 países na área que conta com 534 expositores. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini
 
 

Argentina – Estimam melhoras para o setor lácteo em 2019

Produção/AR – O Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA) divulgou um relatório no qual sustenta que, para 2019, existe “uma percepção de melhora integral em relação ao ano anterior, mas, muito dependente das questões macro”.

Para a elaboração do relatório o OCLA levou em consideração a opinião das indústrias de laticínios. O resultado foi o seguinte: “Os entrevistados quantificaram as perspectivas do negócio para os próximos seis meses entre 6 e 9 pontos, em uma escalada de um a dez. Todos têm a percepção de melhorias no segmento”. Um dado que permite sustentar tal hipótese é que, depois de quase um ano completo no vermelho, em dezembro e janeiro últimos as fazendas passaram a ter rentabilidade. De qualquer modo, para o OCLA é necessário um aumento de preços para que a atividade volte definitiva a ser estabilizada.

Produção
No primeiro bimestre, a produção de leite caiu entre 8 e 10%. “Habitualmente a produção alcança seu pico de mínima no mês de abril, por isso a queda continuará”, destaca o OCLA. De qualquer modo, a partir do final de fevereiro e princípio de março começam as parições, situação que impactará positivamente nas vacas em ordenha. Assim, a curva seria revertida e passaria a ser positiva a partir de abril. “A partir de junho a previsão é de taxas positivas, em geral, e crescentes até o final do ano. Ocorrendo essas expectativas, o primeiro semestre encerraria com baixa de 4% em relação ao mesmo período de 2018, queda que seria compensada na segunda metade do ano, podendo acumular 1% de aumento em relação ao ano anterior”, projeta o OCLA.

A queda de produção no início de ano, junto com o baixo estoque das indústrias, e um forte impulso exportador – queda da oferta mundial e o preço do leite em pó integral acima de US$ 3.000/tonelada – é o que aumenta a possibilidade de que o preço ao produtor continue aumento, e melhore as perspectivas do setor.

“É factível que a disponibilidade de leite seja inferior à do ano anterior (entre 6 e 8% no primeiro trimestre), o que somado a um melhor cenário internacional (câmbio e preços), resulte em uma forte concorrência pela matéria prima”, destaca o OCLA.

Bom clima
Um dado relevante nesse contexto é que o clima não somente está ajudando a obter grandes colheitas de grãos, mas, que também tem dado condições para um desenvolvimento de pastagens e estoques de forrageiras, o que se contrapõe com o início de 2018, que foi marcado por uma severa seca.

“Existiu boa oferta de pastagens (aproveitamento e estoque de feno) e o rendimento dos cultivos destinados à silagem superaram amplamente as médias históricas. Os cultivos secundários também se encontram em bom estado de desenvolvimento. Este ano se inicia com uma boa disponibilidade e qualidade dos estoques”, destaca o relatório. (Agrovoz – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
Leite: preço pago ao produtor sobe 4% em fevereiro. Esta é a maior elevação desde julho de 2018. Na comparação com igual período do ano passado, o pecuarista está recebendo 15,3% mais. O preço pago ao produtor de leite em fevereiro, referente ao produto entregue em janeiro, alcançou R$ 1,205 por litro. Segundo o Scot Consultoria, o resultado representa alta de 4,1% ante a média de R$ 1,158 por litro obtida no mês anterior. O levantamento considera a média nacional com 18 estados pesquisados pela empresa. O movimento se deve à redução gradativa na oferta, que vem acontecendo desde dezembro de 2018. “A queda na produção aumentou a concorrência entre os laticínios pela matéria-prima (leite cru)”, diz a análise. A alta de preços em fevereiro foi a maior desde julho do ano passado. Na comparação com igual período de 2018, o produtor está recebendo 15,3% a mais neste ano em valores reais ou um avanço de 8,7% descontada a inflação nos últimos 12 meses (IGP-DI). Quanto à produção, o volume captado caiu 2,8% em janeiro, na variação mensal, e dados parciais apontam baixa de 2,6% para fevereiro. A maioria dos laticínios localizados nas regiões Sul, Sudeste e Norte acredita que os pagamentos de março terão nova alta para o produtor, mas a dificuldade na evolução dos valores dos lácteos no atacado pode limitar este movimento. A analista da Scot Juliana Pila ressalta que o indicador de custos de produção na pecuária leiteira subiu 0,8% em fevereiro ante janeiro. No comparativo anual, o avanço é de 9,4%. “As altas dos preços dos alimentos energéticos, com destaque para o milho, dos suplementos minerais, dos produtos para sanidade e dos combustíveis/lubrificantes elevaram as despesas”, explica. (Canal Rural)

 

Porto Alegre, 11 de março de 2019                                              Ano 13 - N° 2.934

      Produção de leite 4.0 é tema de Fórum na Expodireto

Os produtores de leite brasileiros precisam entrar na era da produção de leite 4.0. O modelo é composto por novos sistemas de produção de leite, baseados na adoção de tecnologia de ponta para aumento de produtividade, redução de custos e bem-estar animal. O assunto será tema da 15ª edição do Fórum Estadual do Leite, tradicional palco de debates do setor leiteiro na Expodireto Cotrijal. O encontro ocorrerá na próxima quarta-feira (13/3), a partir das 9h, no Auditório Central da feira que acontece em Não-Me-Toque (RS). Em sua palestra, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), Paulo do Carmo Martins, abordará as perspectivas com relação à tecnologia do campo e seus impactos na produção leiteira.

Durante a programação, o economista da Embrapa Gado de Leite, doutor Glauco Carvalho, falará sobre as lições que ainda precisam ser aprendidas para que o pecuarista brasileiro se torne mais competitivo. “As indústrias lácteas gaúchas precisam trabalhar por mais competitividade, enxugando custos e adotando processos produtivos cada vez mais eficientes”, completou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Apoiador do evento, o Sindilat atua em políticas voltadas ao desenvolvimento do setor em âmbito local e nacional.

Alinhado com esse objetivo, explica Palharini, ao fim do evento, as demandas do setor lácteo serão reunidas em um documento a ser remetido às empresas, entidades representativas e órgãos públicos em âmbito estadual e federal. “Precisamos levar nossas demandas ao Poder Público e à iniciativa privada, pois, sem união, não conseguiremos avançar”, frisou Palharini.

Estímulo ao Consumo
O aumento no consumo de lácteos também estará em pauta no Fórum, visto o potencial produtivo e exportador da cadeia leiteira brasileira. O assunto será tratado pela coordenadora do programa “Beba Mais Leite”, Flávia Fontes.

Painel traz agtechs vencedoras do Ideas for Milk
A programação do 15º Fórum Estadual do Leite continua no estande da CCGL, uma das realizadoras do evento, às 15h, com a realização de painel com as agtechs vencedoras do Ideas for Milk, competição tecnológica que revelou soluções para o setor lácteo ao final de 2018. Segundo o gerente de Suprimento de Leite da CCGL, Jair Mello, o encontro encerra a programação traçando formas de aproximar as tecnologias vencedoras do campo. “São ideias possíveis de serem aplicadas, porém, requerem infraestrutura para funcionamento. Muitos produtores de leite estão localizados em áreas carentes de energia elétrica, telefonia e internet”, lembra Mello.

Agtechs vencedoras Ideas for Milk 2018
Primeiro lugar – O empreendedor e zootecnista Cristian Martins da OnFarm, de Pirassununga (SP), desenvolveu um kit de tecnologia para identificar as principais bactérias causadoras da mastite. A agtech apresentou as ferramentas que permitem a detecção da doença na própria fazenda e com diagnóstico em 24 horas: o SmartKit, com todos os materiais necessários para a aplicação dos testes; o SmartLab, uma espécie de cabine portátil; e o OnFarmApp, aplicativo de gestão que controla todas as etapas da análise.

Segundo lugar - A gaúcha Cowmed (Santa Maria/RS) idealizou uma coleira com chip capaz de medir os principais parâmetros comportamentais dos animais (tempo de ruminação ou ócio, de forma individual e coletivamente). Os dados são enviados para um servidor virtual e capturados pelo sistema de Inteligência Artificial denominado VIC. A ferramenta analisa os animais e faz alertas aos produtores sobre períodos importantes, como cio, melhor momento para a inseminação, doenças e outras alterações no rebanho.

Terceiro lugar - A Z2S Sistemas Automáticos, pré-incubada da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade de Passo Fundo (UPF), apresentou um sistema automático de limpeza de ordenhadeiras canalizadas. A solução possui três sistemas que podem ser usados individualmente ou integrados. Com alguns toques, a limpeza é realizada de forma automática e inclui controle e monitoramento de temperatura e dosagem dos produtos químicos. A solução reduz consideravelmente a Contagem de Bacteriana Total do leite, algo que pode ser visualizado nas análises do leite cru antes e pós uso do sistema.

Mobimilk – O projeto conquistou o terceiro lugar na edição de 2017 no Ideas for Milk. A iniciativa é uma ordenhadeira móvel, que tem um conceito construtivo para a sala de de ordenha e sala de leite, me módulo tipo container, que chega pronto na propriedade, dispensando outras obras. O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro agrícola Andrew Jones, da AJAGRO.  (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
                 
 

Fonterra aumenta previsão do preço do leite para 2018/19

A Fonterra Co-operative Group Limited aumentou sua previsão do preço do leite pago aos produtores para 2018/19 para NZ$ 6,30 (US$ 4,28) a NZ$ 6,60 (US$ 4,48) por quilo de sólidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,52 (US$ 0,35) a NZ$ 0,55 (US$ 0,37) por quilo de leite, mais que a previsão anterior, de NZ$ 6,00 (US$ 4,07) a NZ$ 6,30 (US$ 4,28) por quilo de sólidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,50 (US$ 0,33) a NZ$ 0,52 (US$ 0,35) por quilo de leite, e revisou seus ganhos previstos para 15-25 centavos (10,1 a 17 centavos de dólar) por ação.

O presidente, John Monaghan, disse que essa nova previsão reflete os aumentos nos preços globais do leite no último trimestre. “Desde a nossa última atualização do preço do leite em dezembro, a demanda global se fortaleceu. Isto é impulsionado predominantemente pela demanda mais forte da Ásia, incluindo a China. Os estoques da intervenção da União Europeia (UE) de leite em pó desnatado (LPD)também já foram reduzidos para a época e, como resultado, esperamos que a demanda pelo mesmo seja forte. A oferta global permanece acima dos níveis da última estação, mas o crescimento desacelerou devido às condições climáticas desafiadoras em algumas das maiores regiões produtoras de leite do mundo - em particular, a produção de leite da Austrália deve cair de 5 a 7% na última temporada e o crescimento da UE diminuiu e agora está previsto para ser menos de 1% acima do ano passado”.

Monaghan continuou contando que na Nova Zelândia, devido ao clima quente e seco, eles revisam as previsões de coleta de leite da cooperativa de 1,550 bilhão de quilos de sólidos do leite (equivalente a 18,44 bilhões de quilos de leite) para 1,530 bilhão de quilos de sólidos do leite (18,2 bilhões de quilos de leite). “Isso representa um aumento de 2% no ano passado. Vimos o impacto positivo desse quadro de oferta e demanda em algumas frentes - o número de licitantes e, mais importante, os preços dos produtos de referência que compõem o preço do leite aumentaram nos últimos seis eventos do GDT. Esperamos que a demanda permaneça mais forte em relação à oferta pelo resto da temporada”.

O preço do leite do Ato de Reestruturação da Indústria de Lácteos (DIRA) e a taxa de adiantamento paga aos produtores foram compensados com um preço do leite de NZ$ 6,45 (US$ 4,38) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,36) por quilo de leite.

A Fonterra também está aconselhando seus produtores e detentores de unidades que sua faixa de receita prevista será reduzida para 15-25 centavos (10,1 a 17 centavos de dólar) por ação e que não pagará dividendos intermediários. A decisão sobre qualquer dividendo anual só pode ser feita no final do ano financeiro e dependerá dos resultados anuais e do balanço patrimonial da cooperativa.

O presidente disse que, embora o preço do leite esteja forte, o desempenho dos ganhos da cooperativa não está satisfatório e eles precisam fornecer aos produtores e detentores de unidades um retorno respeitável do seu investimento. O Conselho está analisando por completo sua estratégia, que inclui uma revisão da política de dividendos. “Estamos investigando de perto nossos negócios com nossa análise de portfólio. Precisamos de uma mudança fundamental de direção, se quisermos entregar todo o nosso potencial. Forneceremos uma atualização sobre a estratégia e o progresso que foi feito na revisão do portfólio em nossos resultados provisórios em 20 de março”.

O CEO, Miles Hurrell disse que o desempenho subjacente da empresa não é onde ela precisa estar. "Os principais pontos de pressão sobre nossos ganhos são os três que destacamos em nossa atualização de negócios no primeiro trimestre - esses são os desafios em nossas empresas Australian Ingredients e Foodservice na Ásia em geral. Estamos fazendo incursões para resolvê-los, mas eles não serão resolvidos da noite para o dia. Desde a nossa atualização de negócios no primeiro trimestre, também sentimos o impacto das difíceis condições de negociação na América Latina, principalmente devido a situações geopolíticas em alguns países. Além disso, o aumento no preço do leite, que é a principal entrada de custos em nossos produtos não relacionados ao preço do leite, pressionou as margens desses produtos e contribuiu significativamente para nossos ganhos. Continuamos comprometidos com a disciplina financeira. Estamos fazendo um bom progresso em nossa revisão de portfólio e desinvestimentos de ativos, a fim de reduzir nossa dívida em NZ$ 800 milhões (US$ 543,63 milhões) neste ano financeiro. Também estamos no caminho certo para atingir nossas metas de despesas de capital e despesas operacionais”, disse Hurrell. (As informações são da Fonterra, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 

Argentina – 12 pesos por litro?

Preços/AR – O relatório do Observatório da Cadeia Láctea (OCLA) destaca que hoje existe uma capacidade provável de que o preço médio do leite ao produtor com destino à exportação de leite em pó integral chegue a 10,45/litro.

O valor hipotético de 11,95 pesos por litro seria para todo o leite, não somente ao destinado à exportação de leite em pó integral, se os dados esses dados concretos forem analisados pela famosa “Teoria James”, do qual o TodoAgro relatou em notas sucessivas.

Há 20 anos, o ex-presidente do Centro de Indústrias de Laticínios (CIL), Ricardo James, um especialista do comércio internacional de lácteos, esboçou uma teoria que dizia que quando a exportação de lácteos excedesse 13% do total produzido no país, o preço do produtor seria “internacionalizado”.

Os produtores olharam com desconfiança para a teoria, uma vez que consideraram um argumento pessimista, uma vez que mais de 85% do preço é formado por um “mix” do mercado doméstico, mas, a “Teoria de James” foi usada pela indústria, nos momentos em que o leite em pó era cotado entre US$ 1.200 e US$ 2.000/tonelada; e colocado no coquetel de elementos que compõem o preço da época, foi, claramente, um elemento de baixa.

No final da década de noventa a Argentina se preparava para quebrar um recorde de produção e o Brasil comprava tudo. Se hoje, que as coisas mudaram (em especial os preços do leite em pó que se move entre US$ 2.000 e US$ 3.500/tonelada), diríamos que sob a luz da “Teoria James” a Argentina teria seu preço totalmente internacionalizado, já que exporta mais de 20% de sua produção. E se a esses argumentos adicionarmos a hipótese do relatório da OCLA, ou seja, que o preço ao produtor, sem retenções, a conclusão é que o preço ao produtor argentino seria da ordem de US$ 0,29/litro.    

O que indicam os dados do OCLA
O relatório elaborado pelo OCLA, que usa dados de diversas fontes, destaca o seguinte:
A simulação da capacidade de pagamento do leite ao produtor em função do destino do mesmo para a exportação do produto 04.02.21.10 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
As exportações representam atualmente 21% do leite produzido e aproximadamente 43% delas, tanto em volume como em valor são de leite em pó integral. O quadro mostra de um lado os custos de elaboração e comercialização, o câmbio, o direito de exportação, a reintegração de impostos, a margem industrial e a conversão de litros de leite em quilos do produto. Do outro lado o valor que se pode conseguir para o leite em pó integral em pacotes de 25 quilos, em dólares por tonelada.   
- Custo de elaboração e comercialização: os valores indicam que o mesmo fica entre US$ 500 e US$ 800/tonelada.
- Câmbio: utiliza a cotação do dia para o dólar no Banco da Nação Argentina (BNA) para liquidar as exportações;
- Direitos de exportação: é deduzido no câmbio 3,00 pesos por dólar (Decreto 793/2018).
- Reintegração de impostos: adiciona-se ao preço recebido, 0,75% que corresponde à devolução de impostos para esse tipo de produto (Decreto 767/2018);
- Margem Bruta da Indústria: considerar um percentual de margem sobre o valor FOB (4%).
- Rendimento: efetua a média de litros necessários para elaborar uma tonelada de leite em pó integral (8.500). Os valores indicados oscilam entre os extremos de 8.290 litros/tonelada e 8.900 litros/tonelada. Nesse caso, se incorpora uma alternativa de 8.200 litros/tonelada.
- Preços de exportação: os valores informados oscilam entre US$ 3.000 e US$ 3.200/tonelada, em função da quantidade e destino da exportação. Cabe lembrar que a última cotação no GDT (05/03/2019) o valor foi de US$ 3.186/tonelada para o leite em pó integral.

O preço médio de todas as alternativas indica uma capacidade provável de pagamento do leite ao produtor com destino à exportação de 10,45 pesos/litro (para o rendimento de 8.200 litros). Os valores são muito similares ao que se está pagando hoje pela matéria-prima. Cabe lembrar que não existe direitos de exportação (ultimamente reintroduzidos), e se a devolução for no seu valor normal de 3%, o valor médio chegaria a 11,95 pesos por litro (+14,3%), ou US$ 0,29/litro.

Por outro lado, e não de menor importância, cabe lembrar que mencionamos há muito tempo que, são estão reduzidos os níveis de estoques, fundamentalmente de leite em pó integral, produto com fortes vendas em 2018 e reduzida produção nos primeiros meses de 2019 (entre 5 e 7% menos em relação ao ano anterior).

“Este esquema é apenas uma orientação para os atores setoriais e foi baseado em consultas a quem tem ingerência direta no negócio e/ou experiência profissional sobre o tema”, esclarece o relatório do OCLA. (ON24 – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Queijos/Holanda
A produção de queijo holandês registra crescimento excepcional desde 2012, superando o crescimento limitado do consumo no noroeste da Europa, de acordo com um relatório do Rabobank. A ascensão do queijo holandês teria reduzido as margens e enfraquecido a posição dos produtores de queijo na cadeia de valor. No entanto, o Rabobank prevê que a produção de queijo na Holanda deverá aumentar para quase 930.000 toneladas até 2022, com base no aumento das importações de leite fluido e investimentos na capacidade adicional de processamento. “As preferências dos consumidores mudam em direção à nutrição personalizada e conveniência, incluindo vendas online, produtos locais e especialidades” diz o analista do Rabobank, Richard Scheper. Focar no valor agregado ao longo da cadeia, e nessas novas preferências, melhoram as oportunidades para os produtores de queijo e asseguram margens mais elevadas”, acrescenta. Os mercados em desenvolvimento oferecem melhores oportunidades para o crescimento em volume, enquanto o segmento de queijos Premium e especializados se desenvolve em regiões mais desenvolvidas, oferecendo oportunidades de crescimento do valor agregado. No entanto, as oportunidades dos mercados e canais de distribuição no exterior não são ilimitados e, muitas vezes, exigem abordagem de marketing personalizada. Nos países desenvolvidos, as oportunidades de crescimento de volume são mais restritas uma vez que a base de consumo de queijos é muito elevada e ter baixo crescimento populacional. Para alguns países como os Estados Unidos, a produção doméstica competitiva em preço tem que ser levada em conta para certas variedades de queijos e canais de distribuição. No entanto, a demanda por queijos Premium via especialização em mercados desenvolvidos ainda oferece oportunidades de crescimento do valor. (Dairy Industries – Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 

Porto Alegre, 08 de março de 2019                                              Ano 13 - N° 2.933

      Balança comercial: e as importações mantém o fôlego!

Muito discutidas recentemente, em função de alterações propostas pelo Ministério da Fazenda em relação às tarifas antidumping dos lácteos europeus e da Nova Zelândia, as importações seguem com fôlego. Os recentes dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) apontam um aumento de 15% na quantidade internalizada em equivalente leite no mês de fevereiro em relação a janeiro (total de 129 milhões de litros em equivalente leite). Ao compararmos com fev/18, importamos 58% a mais (ainda que, em relação a fev/17, a quantidade importada tenha sido 3% menor). Confira a evolução no saldo da balança comercial láctea no gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial de lácteos no Brasil; elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.

 
Uma das principais influências no aumento da quantidade importada foi o aumento dos preços internos, notadamente para o leite em pó integral. Em fevereiro, foram importadas 8,8 mil toneladas, um aumento de 41% em relação ao mês de janeiro, e de 155% em relação a fevereiro de 2018. A correlação entre os aumentos de preços para o leite em pó integral e a quantidade importada entre dezembro de 2018 até fevereiro de 2019 é de 98,2%. Confira no gráfico 2.

Gráfico 2. Quantidade importada pelo Brasil de leite em pó integral industrial versus preço do leite em pó integral industrial no Brasil; elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex e com dados próprios.
 
Todavia, a quantidade importada diminuiu para outros derivados lácteos. A redução foi de 7% para o leite em pó desnatado, 11% nos queijos e 13% na manteiga, com a quantidade importada em fevereiro sendo de 2,7 mil toneladas, 2,3 mil toneladas e 0,7 mil toneladas respectivamente para cada um dos derivados citados acima. Já para o soro em pó, a maior demanda interna impulsionou as importações do produto, sendo internalizadas 1,5 mil toneladas, um aumento de 120% em relação a janeiro. Veja os valores na tabela 1. (Milkpoint)

Tabela 1. Balança comercial láctea em novembro de 2018; elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.
 
                 

 
Consumo antecipa reação do preço

O setor de lácteos vive um momento de recuperação de preços em 2019. Comemorando este novo cenário, após meses consecutivos de queda nos valores do litro de leite pagos aos produtores no ano passado, o presidente da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), Caio Vianna, acredita que a reação antecipada - geralmente o preço começa a subir somente em março - deve-se ao aumento do consumo interno de lácteos. "A economia brasileira e o poder de compra das famílias vêm se recuperando e favorecem o maior consumo. Também há uma reação de preços no mercado internacional", constata. 

O valor de referência do litro de leite fechou o ano de 2018 em R$ 1,0559, segundo o Conseleite. Em fevereiro, foi projetado em R$ 1,1142. Estes cenários e outros painéis que abordarão as condições competitivas para produção de lácteos estarão em debate no 15° Fórum Estadual do Leite, promovido pela Cotrijal e CCGL, na próxima quarta-feira, dentro da 20ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. Mas antes disso, na terça-feira, Vianna irá moderar uma das palestras do 30° Fórum Nacional da Soja. 

O dirigente diz que a soja enfrenta um movimento contrário ao do leite, porque o ano de 2019 é "de muitos questionamentos" e há "um baixo interesse dos compradores estrangeiros" pela soja gaúcha neste momento. Como controladora dos terminais graneleiros Termasa e Tergrasa em Rio Grande, a CCGL percebeu que o número de agendamentos de navios para embarque da soja no porto gaúcho é inferior aos de ciclos anteriores nesta época do ano. O volume menor de negócios, segundo Vianna, é reflexo das negociações comerciais que envolvem China e Estados Unidos. 

Dependendo das tratativas entre estes países, Vianna comenta que os preços no Brasil podem ser favorecidos ou não, sobretudo no que se refere aos prêmios pagos nos portos. Para o gerente comercial de grãos da Cotrijal, Luís Claudio Gomes, 2019 deverá ser marcado por um ano de comercialização mais lenta da soja. Ele lembra que parte expressiva da safra, que recém começou a ser colhida, já foi comprometida em vendas antecipadas. Argumenta ainda que os preços atuais não estão atrativos e que os produtores, principalmente os mais capitalizados e os que travaram os custos antecipadamente, tendem a vender o produto somente em momentos mais oportunos. (Correio do Povo)

RS tem desafio de avançar no controle da brucelose

Foi definida nesta quinta-feira (7) a nova presidência do Conselho Técnico da Pecuária Leiteira do Fundesa RS. Foi eleito o representante do Ministério da Agricultura, auditor fiscal federal agropecuário Rodrigo Teixeira Pereira. Na vice-presidência, o representante da Fetag, Kaliton Prestes foi o escolhido.  Para o novo presidente do CTOPL o maior desafio é avançar no controle e erradicação da brucelose e tuberculose. "Isso só será possível com o aumento do número de testes diagnósticos para as enfermidades e com mais certificações de propriedades livres", afirma Pereira. Ele aproveitou o momento para reiterar a obrigatoriedade de vacinar contra a brucelose todas as terneiras de 3 a 8 meses de idade.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, destacou que o Rio Grande do Sul é o único estado que indeniza produtores em casos de constatação de brucelose. Por isso, segundo ele, "há mais tranquilidade para realizar os testes e sanear o rebanho". Conforme o último levantamento realizado, a prevalência de brucelose no estado é inferior a 1%. "Embora com incidência baixa, é preciso manter os cuidados e realizar a vacinação para chegar à erradicação da doença e ao status de área livre", afirma Kerber. 

Os Conselhos Técnicos Operacionais do Fundesa têm o objetivo de sugerir ações para desenvolvimento de políticas de sanidade e produtividade para os setores. Também é atividade dos integrantes do CTO avaliar os pedidos de indenização de produtores, conforme o regulamento do fundo e a legislação sanitária vigente. 

Na próxima semana o CTOPL volta a se reunir com o objetivo de avaliar e atualizar os critérios para a tabela de indenizações para tuberculose e brucelose. (Assessoria de Imprensa Fundesa)

 
Leite/Uruguai 
O índice global de preços dos produtos lácteos subiu pela sétima vez seguida, desta vez 3,3%, fechando com a média de US$ 3.300/tonelada. O aumento ocorreu nesta terça-feira, 05 de março, no GlobalDairyTrade, referência chave para o mercado mundial. Um dos destaques foi o leite em pó integral (WMP), o principal produto exportado pelo Uruguai, que subiu 6%, cotado a US$ 3.186/tonelada. O aumento geral, e em particular desse produto, é um fator que eleva os ânimos dos produtores de leite. Isso, ocorre em um cenário que continua sendo complicado, avalia os agricultores, em consequência dos elevados custos e queda no faturamento, o que não permite que os produtores de leite sejam remunerados adequadamente pelo seu trabalho. (El Observador - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Porto Alegre, 07 de março de 2019                                              Ano 13 - N° 2.932

      Maior demanda e oferta em desaceleração fazem subir o GDT

Na última terça-feira (05/03), foi realizado o leilão GDT 231 que emplacou sua sétima valorização seguida. Após um sinal de desaceleração na subida do GDT price index percebido no penúltimo leilão (19/02), o evento dessa terça foi marcado pela variação positiva de 3,3% no indicador; por outro lado, o volume negociado sofreu uma redução de 5,5%.

Com a demanda aquecida, o mercado chinês “puxou” a alta desse último GDT, refletida na maior procura por matéria gorda (AMF +3,9% e manteiga +3,7%), queijos (+6%) e o leite em pó integral (+6%). O leite em pó desnatado (LPD), no entanto, “amargou” sua primeira desvalorização nos últimos sete eventos (-4,6%). Dessa maneira, aumenta o descolamento entre LPI e LPD que estava em US$442/t e foi para US$724/t no leilão desta terça-feira, com o integral mais valorizado.

Apesar da aceleração da produção na Nova Zelândia (crescimento de 7,7% na produção de sólidos lácteos em jan/19 vs. jan/18), a desaceleração do crescimento da produção na União Europeia e nos Estados Unidos e o aumento das compras chinesas fizeram acelerar os preços de mercado. (Milkpoint/GDT)
 
                 

 
15º Fórum Estadual do Leite em destaque na programação da Expodireto Cotrijal

Ocorre na próxima quarta-feira (13/3) o 15º Fórum Estadual do Leite, tradicional evento realizado na Expodireto Cotrijal, em Não Me Toque (RS). Essa edição destacará o uso de soluções tecnológicas na produção de leite, a ampliação do consumo de produtos lácteos no Brasil e lições para torná-lo mais competitivo. O ciclo de palestras será realizado no turno da manhã, no Auditório Central da Feira. 

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, os temas escolhidos para a composição das palestras permitem o engajamento de diversos elos da cadeia produtiva. Além disso, Palharini considera fundamental o espaço para pensar ações que ampliem o consumo de lácteos no mercado interno. Segundo ele, é indispensável engajar os consumidores por meio de campanhas e, para isso, é essencial a participação do setor público.

A expectativa é que cerca de 280 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e produtores, participem do evento. O Fórum Estadual do Leite é uma promoção da Cotrijal e da CCGL, com apoio do Sindilat, da Sementes Adriana e do Senar/RS.

Programação:
8h30: Abertura
9h: Palestra - Consumo de Lácteos no Brasil: como avançar, com a médica veterinária Flávia Fontes – coordenadora do Programa Bebamaisleite
10h: Palestra - Agro 4.0 e sua contribuição para o futuro do leite, com o doutor Paulo do Carmo Martins – chefe-geral da Embrapa Gado, de Leite de Juiz de Fora (MG)
11h20: Palestra - Quais lições deveremos aplicar para obter competitividade no leite brasileiro?, com o doutor Glauco Carvalho – economista da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG)
12h10: Debate
12h30: Encerramento
(Assessoria de Imprensa Sindilat)

Entidades esperam que benefício seja mantido

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prorrogue mais uma vez o Convênio ICMS 100/1997, que autoriza Estados a reduzir a base de cálculo do imposto ou isentar operações internas e concede descontos de 30% a 60% na base de cálculo para operações interestaduais que envolvam insumos e produtos agropecuários. O convênio vigora até 30 de abril deste ano e beneficia desde subprodutos do milho e da soja utilizados na fabricação de rações até inseticidas, fungicidas, formicidas, herbicidas e vacinas. 

Segundo a CNA, caso o benefício caia, o impacto sobre o preço dos insumos pode chegar até a 7,6%, dependendo do Estado. “A não prorrogação afetará a rentabilidade dos produtores e, por consequência, o crescimento sustentável da economia estadual”, diz o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon. O

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, explica que o convênio quer evitar a tributação em cascata que incide sobre todos os insumos do agronegócio e vem sendo renovado sem problemas a cada três anos. Revela também que o assunto já foi tratado pela Farsul com o secretário estadual da Fazenda, Marco Aurélio Santos Cardoso, que prometeu estudá-lo até a próxima reunião do Confaz, no início de abril. (Correio do Povo)

 
 
Agricultura familiar com identidade única

Dentro da lógica de que há males que vêm para bem, acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) pode finalmente tirar do papel desejo antigo dos produtores familiares de ter identificação única para ações do governo federal. Hoje, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), são pelo menos 12 diferentes cadastros, entre estaduais e federais, que precisam ser preenchidos da Previdência à Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).

Pela determinação do TCU, feita no ano passado, durante a gestão de Michel Temer, 660 mil DAPs deveriam ser suspensas em 6 de fevereiro de 2019 por suspeita de irregularidades. O documento é necessário para o produtor ter acesso a financiamentos.

Diante da iminência do cancelamento de 23% do total de DAPs hoje ativas no país, o Ministério da Agricultura, dentro do qual está a secretaria voltada a esse segmento da produção, negociou prazo de 30 dias para montar plano de trabalho. A partir dali, mais 120 dias para implementar o cadastro nacional da agricultura familiar - ou seja, até julho deste ano.

- O cadastro permitirá o cruzamento com dados de outros órgãos. Será uma coisa muito importante - pontua Fernando Schwanke, secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do ministério.

Nesse período de transição, também será feito um pente-fino nas declarações de aptidão que estão em vigor, a fim de checar eventuais suspeitas existentes.

A Fetag comemora a iniciativa, principalmente porque tem sido informada de que as entidades representativas serão chamadas para participar do modelo de cadastro a ser implementado.

- Seria a identidade do agricultor, que alimentaria o sistema com informações sobre a atividade. Substitui esse monte de coisas que tem de fazer hoje - observa Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS. (Zero Hora)
 
 
Ciclo de preços 

Estão em vigor condições para um novo ciclo de preços do leite, diz o economista rural do ASB, Nathan Penny. Uma oferta global aperta e demanda firme, é o cenário para novos aumentos. 

Os comentários foram feitos quando a Fonterra reviu o pagamento do leite para a temporada 2018/19. Penny disse que a revisão atingiu o topo das expectativas do banco. “Nossa própria previsão no início do mês teve um valor 25 centavos mais modesto”.

Penny observa que a revisão reflete o aperto no mercado de lácteos nos últimos três meses. As cotações no leilão da Fonterra aumentaram 17,3% desde o início de dezembro.

O crescimento da oferta é modesto na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos (EUA), enquanto cai na Austrália. Enquanto isso, é provável que o recente clima quente signifique na Nova Zelândia, um crescimento da oferta restrito ao período de pico, acrescenta Penny.

“Os estoques globais estão bem menores que em anos anteriores. Os estoques de intervenção da UE eram um amortecedor contra qualquer aperto da oferta, no entanto, depois das vendas, entretanto, estão em níveis baixos, tornando a oferta de leite vulnerável.

Nossa visão é de que as condições atuais são propícias para o início de um novo ciclo de preços de produtos lácteos. Com isso em mente, já colocamos nossa previsão de NZ$ 6,25/kgMS sob revisão. É importante ressaltar que o ciclo está sendo preparado para a próxima temporada, conforme ficou evidenciada na projeção de NZ$ 7,00/kgMS para 2019/20”.

Penny observou que, embora o preço do leite esteja em alta, o desempenho da Fonterra continua a decepcionar.

A Fonterra revisou para baixo o lucro previsto de 2018/19, que foi reduzido para NZ$ 0,15-0,25/por ação. A cooperativa também anunciou que não pagará o adiantamento de dividendos este ano. (Dairy News – Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 
 
Preços/NZ
Os preços do leite nas fazendas da Nova Zelândia vêm subindo, com produtos lácteos se valorizando mais rapidamente do que o esperado, informou o banco ANZ. A instituição acredita que a tendência deve continuar e, por isso, elevou a previsão do preço do leite para 6,30 dólares neozelandeses o quilo, o equivalente a US$ 4,34/kg, ou 3,3% mais. Na próxima temporada, também puxou para cima suas projeções, a 7,30 dólares neozelandeses o quilo (US$ 5,03), ou 5,8% mais. O banco adverte, entretanto, que a próxima safra deve ser vista com cautela, já que o crescimento econômico global está se desacelerando, o que pode reduzir a demanda por lácteos. (Estadão)

Porto Alegre, 01 de março de 2019                                              Ano 13 - N° 2.931

      Custos/AR

Quando o preço começa a exceder o custo de produção, o Capital passa a ter remuneração positiva, e, portanto, Rentabilidade. A decisão de avaliar outra alternativa como destino do capital, surge da comparação da taxa de rentabilidade da produção de leite e da taxa de investimento alternativo.
 

Se assumirmos uma taxa de retorno sobre o capital de 5%, deve-se gerar uma renda líquida de AR$ 12.804/hectare/ano, que dividido por 7.576 litros de produtividade média de leite, deve gerar uma renda líquida unitário de AR$ 1,70/litro de leite. Assim, o preço de equilíbrio seria de AR$ 11,30/litro de leite (AR$ 9,60 do custo total + AR$ 1,70 de remuneração do capital), o que corresponde a US$ 0,30/litro.

 

(1) Receita = Faturamento com venda de leite e carne – (Custos operacionais + Manutenção de instalações + Amortizações + Folha de pagamento)
(2) Capital = Investimentos (terra, animais, máquinas, ativo imobilizado e circulante)

Quando são analisadas as regiões e destacar cada estrato, existem regiões inteiras com resultados negativos (Centro Santa Fe) e outras com rentabilidade e às vezes acima de 5% em média (Oeste de Buenos Aires). Aqui surgem as questões sobre o nível de produtividade e eficiência. Ainda que o tamanho não seja sinônimo de eficiência, as grandes fazendas apresentam custos menores, melhores preços e portanto, maior rentabilidade.

O cálculo do Preço de Equilíbrio e Custo Médio Ponderado de todos os modelos, são elaborados exclusivamente pelo Observatório do setor lácteo (OCLA) com os 30 modelos regionais estabelecidos pelo INTA (o instituto de pesquisas de tecnologias agropecuárias da Argentina), ponderando as 10 regiões e seus estratos. O preço do litro de leite é calculado incluindo as bonificações por qualidade e quantidade dos cerca de 30 modelos de fazenda de cada região. A média ponderada para janeiro foi de AR$ 9,65/litro, [aproximadamente R$ 0,94/litro].

Nota: Para simplificar a análise foi calculada a média ponderada de todas as regiões (10) e de todos os estratos produtivos (3 por região) de uma propriedade média (sistema produtivo predominante). Valores atualizados a janeiro de 2019 levando em conta os custos regionais de produção apurados pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA). (Portalechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
                 
 
Argentina: queda no consumo de lácteos no mercado interno se intensifica

As vendas de produtos lácteos no mercado interno da Argentina caíram em 2018 e, comparadas com as do ano anterior, a queda foi de, em média, 2,3% em toneladas; e 1,9% se a medição for em litros de leite equivalente. O leite em pó foi o produto mais afetado, com queda de 11,4% em toneladas e em equivalente em litros de leite.

Os dados são provenientes do Painel de Indústrias de Laticínios, estabelecido a partir da pesquisa conjuntural da Resolução 230/16 e informações históricas da Resolução 7/14, ambos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca do país.

Os valores são expressos em toneladas e milhares de litros, dependendo do tipo de produto. A conversão para litros de equivalentes de leite é feita conforme Disposição 1/2018 DNL-MPyT: Coeficientes de Conversão Produto-Leite Equivalente e Composição do Leite Cru para sua Elaboração, conforme explicado pelo Observatório da Cadeia Láctea, que foi o responsável pela divulgação dos dados.

Para tornar os números compreensíveis, esclarece-se que os litros equivalentes de leite representam a transformação em leite cru, como tal, de cada quilo ou litro de produto acabado. Exemplo: 1 kg de queijo duro é feito com 13,4 litros de leite em média (entre 11 e 14 litros, dependendo da composição do leite).
De acordo com esses dados estatísticos e considerando os doze meses de 2018, o consumo de leites fluidos diminuiu 1,7% tanto em toneladas quanto em litros equivalentes. Nos queijos, a queda foi de 1,9% em toneladas e 1,7% em litros; enquanto em outros produtos - como iogurtes, gorduras e cremes – a queda foi de 4,6% em toneladas e 1,9% em litros.

Em relação ao nível de vendas, comparando dezembro de 2018 com dezembro de 2017, a queda no ano passado foi de 5% em toneladas. Em contrapartida, o colapso das vendas foi muito mais brutal no caso do leite em pó: 38,8% em toneladas e 11,9% equivalente em litros, em relação a dezembro de 2018 com o mesmo mês do ano anterior. Nos queijos, a queda foi de 6,2% e 8%, respectivamente, enquanto em outros produtos, foi de 13,5% e 11,9% em toneladas e litros, respectivamente.

Pode-se observar que as vendas acumuladas da amostra em 2018 tiveram uma queda de 1,9% em litros equivalentes de leite. O processo de queda de vendas no mercado interno (contrabalançado pelo aumento dos volumes exportados) acelerou com o avanço do ano, já que se compararmos dezembro de 2018 com o mesmo mês do ano anterior, a queda é de 13,9% em litros de leite equivalentes. (As informações são do Portal Lechero, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)


PIB per capita recua para o nível de 2010

Crescendo 1,1%, como apontam as previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 permanecerá no mesmo patamar de sete anos antes, ainda inferior ao desempenho obtido em 2012. Se levada em consideração a geração de riqueza por habitante, o PIB per capita mostra um cenário ainda pior, com desempenho inferior ao de 2010, segundo dados desagregados do Monitor do PIB apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

O PIB per capita deve encerrar 2018 em R$ 32.443, a valores de 2018, ante os R$ 33.923 registrados oito anos antes. O mau desempenho explica-se pelo fato de a atividade econômica não ter acompanhado o crescimento populacional no período. "O PIB diminuiu, e a população ainda cresceu. Então somando os dois a situação fica ainda pior", explicou Juliana Cunha, analista do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV.

Os dados mostram que a atividade econômica está muito distante de recuperar o que foi perdido durante a crise, ressaltou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB. Se confirmado o crescimento de 1,1% em 2018, o PIB ainda precisará avançar 5% para retornar ao pico alcançado em 2014.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) previa uma alta de 1,3% no PIB de 2018, mas admite que o resultado deve ficar aquém do estimado, entre 1,1% ou 1,2%. O resultado oficial será divulgado amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As estimativas para o desempenho econômico do ano passado foram prejudicadas pela greve de caminhoneiros e pelo cenário de incertezas elevadas por causa do ambiente eleitoral e, consequentemente, sobre os rumos da política fiscal, argumentou José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea. "O cenário agora vai depender do calendário da reforma da Previdência. Boa parte dos investimentos está esperando ainda essa parte da política fiscal", frisou Souza Júnior.

Dificuldades
O Ipea projeta para este ano um avanço de 2,7%, mas acredita que o PIB volte ao pico apenas no ano seguinte, em 2020. "A economia está enfrentando mais dificuldade para voltar ao patamar anterior ao da recessão. Nas recessões anteriores, essa saída foi mais rápida. Desta vez, já se passaram 18 trimestres e (a economia) ainda não chegou lá", lembrou Claudio Considera.

O economista lembra que, na recessão de 1981, a economia recuperou a capacidade produtiva que detinha no primeiro trimestre da recessão após 13 trimestres. Na recessão de 1989, a atividade econômica recuperou o nível do PIB que tinha antes da crise em 16 trimestres. A última recessão teve início no segundo trimestre de 2014, segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da FGV.

"Chama a atenção a lentidão dessa recuperação. Passamos por crises longas, mas a maior novidade é o quanto não temos conseguido recuperar essas perdas tão rápido quando em 81 e 89", corroborou Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria Integrada. (As informações são do portal Terra)
 
Preços/Uruguai
Segundo dados apresentados a El Observador pelo Instituto Nacional de la Leche (Inale), em 2018 a indústria recebeu, em dólares, 8% menos pelo leite vendido, devido à queda nos preços de exportação, enquanto que os preços no mercado interno se mantiveram, quando comparados com os de um ano atrás. Já o produtor perdeu, em dólares, 5%. Comparando os preços de dezembro de 2018 com os de dezembro de 2017 será observado, que em dólares, a indústria recebeu 17% menos pelo leite exportado (medidos por litro de leite equivalente), e no mercado interno a queda foi de 6%. O preço ao produtor, em dólares, no mês de dezembro de 2018, foi 10% menor do que o correspondente ao mesmo mês de 2017. (El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Porto Alegre, 28 de fevereiro de 2019                                              Ano 13 - N° 2.930

      Cenário favorável 

Os anos de 2015 e 2016 foram de crise no mercado internacional de lácteos. A recuperação ocorreu somente em 2017, com a volta dos preços ao seu patamar de média histórica de US$ 0.35/L.

A média dos últimos dez anos foi o equivalente a R$ 1,10/L, no cenário internacional. Para 2017 e 2018, as médias foram superiores ao valor histórico, de R$ 1,15 e de R$ 1,18/L, respectivamente. Com isso, a produção mundial cresceu 2,8% em 2017, com expectativa de crescimento de 2,1% para 2018. No Brasil, a média dos preços reais referentes aos últimos dez anos foi de R$ 1,30/L, patamar 19% superior à referência mundial IFCN, de R$ 1,10/L. Em 2018, o leite fechou com média mensal de R$ 1,41/L e o concentrado em R$ 0,85/kg, valores 8% e 1% acima em relação aos respectivos patamares históricos (Figura 1).


 
Embora a comparação direta de preços do leite e do concentrado seja uma relação muito usada no cotidiano, ela tem suas fragilidades em um sistema real de produção. O consumo de concentrado é de aproximadamente um quilo para cada três litros de leite produzidos. Logo, o custo do concentrado para produzir um litro de leite é R$ 0,28/L (média real de dez anos). Assim, para cada litro de leite vendido (R$ 1,30/L), a margem sobre o concentrado (ou valor que sobra para pagar os demais custos de produção da atividade), representa R$ 1,02/L. As margens sobre concentrado têm sido mais baixas entre dezembro e março. Entretanto, em janeiro/19 a margem foi R$ 1,09/L, valor 22% acima da média histórica esperada para o mês de janeiro, tipicamente de R$ 0,90/L produzido. 

Para o produtor de leite há a expectativa de melhoria no primeiro semestre/19: aumento dos preços do leite, com o fim do período da safra e redução no custo do concentrado, com a chegada de boas safras de milho e de soja. Para 2019, a oferta nacional deve voltar aos patamares de crescimento de 3%. Em resumo, para janeiro/19:

1. Preço ao produtor – R$ 1,38/L está 16% acima do valor real histórico para o mês de janeiro;
2. Preço do concentrado – Valores na média histórica de R$ 0,84/kg neste mês;
3. Margem sobre o concentrado - Em R$ 1,09/L, valor 22% acima da média histórica do mês de janeiro, de R$ 0,90/litro;
4. Preço do leite UHT – No varejo, o indicador ficou em R$ 3,20/L, valor similar ao esperado para o mês, tipicamente 6% abaixo da média anual;
5. Preços internacionais – Preços internacionais do leite em pó em leve crescimento, o que é positivo para os produtores brasileiros;
6. Consumo – Expectativa de que o consumo nacional de produtos lácteos volte a crescer, após quatro anos de queda do consumo per capita. (Embrapa)

                 
 
Ministra discute com presidente do BNDES novas linhas de crédito para o agronegócio

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu nesta última quarta-feira (27) com o presidente do BNDES, Joaquim Levy, para tratar de novas linhas de crédito para investimentos no agronegócio. Na conversa, os dois acertaram, entre outros assuntos, que o banco vai ajudar a acelerar a implantação e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O cadastramento é imprescindível para que os produtores sejam habilitados a obter crédito no sistema financeiro.

Levy também ofereceu a colaboração do BNDES para estudar novos mecanismos de apoio aos produtores rurais e para contribuir no sistema de gestão de risco dos investimentos na agricultura. Tereza Cristina e Levy conversaram, ainda, a respeito da gestão dos recursos do Fundo Amazônia, que apoia e financia projetos de regularização fundiária e regularização territorial e fiscalização ambiental. O BNDES é o responsável pela captação dos recursos e pela contratação e monitoramento dos projetos apoiados com a verba do fundo.

Tereza Cristina considerou a conversa muito proveitosa. Ficou decidido que ela fará uma visita ao BNDES, no Rio de Janeiro, logo depois do Carnaval, para dar continuidade à conversa desta quarta-feira, e que será realizado um seminário sobre o agronegócio na sede do banco de desenvolvimento, já em abril ou maio deste ano. De acordo com o presidente do BNDES, foram discutidos outros pontos relativos a investimentos na agropecuária nos quais o banco pode aprimorar sua participação. “Nós discutimos uma agenda de inovação financeira”, explicou Levy, após a reunião. (As informações são do Mapa)


Preços 

Nos últimos meses, a diferença de preço da manteiga nos mercados europeus e da Oceania caíram. Em janeiro de 2019, o preço da manteiga na União Europeia (UE) era US$ 838/tonelada maior do que o da Oceania, o menor intervalo entre as duas séries de preços, desde março de 2018.

Durante 2018, as cotações da manteiga na UE e Oceania divergiram entre si. Na UE as cotações foram pressionadas pelas incertezas geradas pelas condições climáticas extremas em regiões chaves. Na Oceania as elevações foram mais moderadas. Dessa forma os dois mercados foram se afastando, e em setembro a brecha chegou a US$ 2.050/tonelada, a maior em uma década.

Apesar da redução entre as séries de preços nos últimos meses, ela não foi eliminada, e a manteiga na UE continua com a cotação mais elevada. Assim, a manteiga europeia não é atrativa no mercado exportador, e não consegue competir com o produto da Oceania. (Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br)
Preços/UE 
Segundo o boletim do Observatório Lácteo da União Europeia (UE), divulgado em 21 de fevereiro, o preço médio do leite em pó desnatado na UE aumentou 1,3% em relação à semana anterior, chegando a 189 €/100 kg, [aproximadamente US$ 2.150/tonelada], (36% acima do nível do ano passado). O preço médio da manteiga e do queijo cheddar na UE ficaram estáveis. Mas, o da manteiga foi para 458 €/100 kg, [aproximadamente US$ 5.200/tonelada]. O preço do leite no mercado spot na Holanda aumentou 3% na semana passada (34 c/kg), [R$ 1,49/litro]; mas houve redução de 1,2% no preço do leite spot na Itália (42,3 c/kg), [R$ 1,86/litro]. As tendências foram divergentes para as cotações mundiais de produtos lácteos na semana passada. Na UE ficaram estáveis, enquanto na Oceania subiram a manteiga (+5%); leite em pó desnatado (+4%); e leite em pó integral (+8,5%).  Nos Estados Unidos houve queda nos preços da manteiga e leite em pó desnatado de (-1,4%) e (-1,7%), respectivamente, enquanto subiam as cotações do queijo cheddar, 7,8%, e do leite em pó integral (1,6%). (Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2019                                              Ano 13 - N° 2.929

      Ministra da Agricultura assegura adoção de medida compensatória para o leite

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assegurou, nesta terça-feira (26), à comitiva formada por representantes da cadeia produtiva do leite do Rio Grande do Sul, que o governo estuda a adoção de uma medida compensatória para que as importações de leite em pó da Europa e da Nova Zelândia não prejudiquem o setor lácteo brasileiro. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, que participou do encontro realizado em Brasília. “Saímos convictos de que esta medida compensatória deva ser anunciada em até 30 dias, pois ela garantiu que a mesma está sendo desenhada pelo governo”, revela. 

A ministra Tereza Cristina também se comprometeu a repassar os pleitos da cadeia produtiva do leite gaúcho quanto às instruções normativas 76 e 77 à Câmara Setorial do Leite e afirmou que recebeu pedidos semelhantes de outros estados. De acordo com Guerra, produtores e indústria solicitaram que a aplicação da nova legislação não exclua ninguém do processo produtivo.  “Demonstramos que somos favoráveis às melhorias contínuas, mas que há pontos que precisam ser trabalhados e implementados de forma gradativa”, relata.

A Câmara Setorial do Leite será acionada em breve segundo garantiu a ministra, já que as INs estão previstas para vigorar a partir de 30 de maio. “Ela entendeu que a implementação dos novos índices precisa ser gradual, mas precisa consultar o corpo técnico do ministério para avaliar como isso pode ser ajustado”, diz Guerra. Os pleitos foram entregues oficialmente em documento, idealizado por Sindilat, Fetag, Apil, Emater, IGL, Fecoagro, Farsul, SEAPDR, Fundesa, Famurs, Asamvat e Avat. Sobre as compras governamentais de leite em pó com objetivo de retirar excedente do mercado, assunto que não estava na pauta da reunião, a ministra garantiu que o tema está em discussão. 

Também participou do encontro o presidente da cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, associado ao Sindilat, que manifestou da importância das mudanças nas INs para que produtores não sejam excluídos da atividade leiteira. “Só nós, teremos mais de 50% dos produtores afetados”, declara. A reunião foi marcada pelo deputado federal Heitor Schuch e contou com a presença de outros parlamentares, como Afonso Hamm, Dionilso Marcon e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária da Câmara dos Deputados, Alceu Moreira. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


 
Crédito foto: Noaldo Santos (Ministério da Agricultura)
 
                 
 
Brasil assume mais uma presidência em fórum internacional

O representante do Brasil no Sistema de Informações de Mercado Agrícola (Amis), Marcelo Fernandes Guimarães, foi eleito nesta terça-feira (26) como seu presidente, para mandato de um ano, a partir de maio. Guimarães é assessor do Departamento de Estudos e Prospecção da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa). A presidência do Codex Alimentarius também é exercida pelo brasileiro Guilherme Costa, adido agrícola do Mapa.

Marcelo Guimarães afirma que o Brasil já vinha sendo cotado para presidência do Amis há muito tempo, em razão da posição de destaque na produção e no comércio internacional dos principais produtos agrícolas. “Essa eleição confirma nossa relevância nesses mercados e confere ainda maior credibilidade e prestígio ao Brasil junto às vinte maiores economias do mundo”, salienta.

O Amis é iniciativa do G20 (Grupo dos 20 países mais ricos) que busca aumentar a transparência dos mercados agrícolas internacionais e promover maior coordenação de políticas agrícolas, especialmente em momentos de crises.

A organização, composta pelos países membros do G20 e outros sete convidados, entre eles o Brasil, tem sua secretaria-executiva sediada na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, e utiliza-se basicamente de plataformas digitais e da participação de especialistas dos ministérios da agricultura dous países membros.

O Amis conta ainda com a colaboração institucional de especialistas de dez organizações internacionais, tais como Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE), FAO, Banco Mundial, Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), entre outros. (MAPA)


Glifosato não causa danos graves à saúde, diz Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu ontem que o glifosato, agrotóxico mais utilizado no Brasil e em vários países, não causa danos graves à saúde humana como câncer, mutações genéticas, malformação fetal e não é tóxico para a reprodução. Segundo a agência reguladora, a conclusão é semelhante às obtidas em outros países que recentemente fizeram revisão do uso do glifosato no campo, como os Estados Unidos e o Canadá, além da União Europeia. Para chegar a essas conclusões, a Anvisa levou 11 anos para finalizar seus estudos científicos de reavaliação toxicológica do glifosato. 

No ano passado, uma liminar da Justiça Federal em Brasília chegou a determinar a suspensão da venda do glifosato até que a Anvisa finalizasse essa reavaliação, mas antes de a decisão entrar em vigor a Advocacia-Geral da União (AGU) derrubou a liminar a pedido do Ministério da Agricultura. Ontem, em reunião colegiada, diretores da Anvisa aprovaram o relatório com as conclusões favoráveis ao agrotóxico. e propuseram uma minuta de resolução, que ficará 90 dias sob consulta pública. Apesar de descartar danos sérios à saúde humana, a Anvisa, propôs restrições ao uso do agroquímico por trabalhadores que fazem o manejo do defensivo em diferentes lavouras como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar. 
 
O relatório final sobre o glifosato foi resultado de 16 pareceres da agência e outros três externos. A Anvisa avaliou a presença do glifosato em 906 amostras de arroz, manga e uva. E também monitorou 22.704 amostras de água, que indicaram que em apenas 0,03% dos casos havia presença de glifosato em nível acima do limite permitido. "A principal conclusão da reavaliação é que o glifosato apresenta maior risco para os trabalhadores que atuam em lavouras e para as pessoas que vivem próximas a estas áreas. 
 
Por isso, as principais medidas propostas estão relacionadas ao manejo do produto durante a sua aplicação e a sua dispersão", informou a Anvisa em comunicado divulgado ontem. (Valor Econômico)
 
Preço do leite reage depois de cinco meses de queda
O secrertário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destacou que foi registrado um aumento de 0,77% no preço do leite. No período foram reajustados os valores do leite em pó e leite UHT. CLIQUE AQUI para ouvir a entrevista. (Agert)

Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2019                                              Ano 13 - N° 2.928

      Leite volta a subir no Rio Grande do Sul

Depois de cinco meses de queda, o valor de referência do leite voltou a subir no Rio Grande do Sul. O indexador projetado para fevereiro de 2019 pelo Conseleite é de R$ 1,1142, 0,77% acima do consolidado de R$ 1,1057 de janeiro e bem acima do projetado (R$ 1,0574/janeiro). “Começamos o ano com patamares elevados em relação ao mesmo período de anos anteriores”, pontuou o professor da UPF Eduardo Finamore. Entre os produtos que puxaram o movimento de recuperação, cita ele, está o leite em pó (0,89%) e o leite UHT (2,47%), dois dos principais itens que compõem a cesta de produtos lácteos gaúcha. Segundo ele, a expectativa é que o setor trabalhe com preços mais elevados no início de 2019. “O primeiro semestre será um período de melhor rentabilidade ao produtor, movimento puxado pela volta às aulas e pela redução de custos no campo”, frisou.

O que se observa ao analisar o valor de referência ao longo dos anos é que a taxa de remuneração ao produtor está acima da praticada nos produtos de forma isolada. Levantamento realizado pelo Conseleite, explica o professor, indica que o leite, em 2018, teve valorização acima da inflação do período, o que reflete custos menores de produção, sendo próximo de 50% para pagamentos de insumos e 50% para pagamentos de mão de obra, máquinas e infraestrutura. “A inflação ao produtor ficou abaixo da média que se vê para a dona de casa”, completou. Quanto aos custos, Finamore informou que o mercado do milho e soja com preços mais baixos deve ajudar o produtor, barateando o custo da ração.

Segundo o presidente do Conseleite, Pedrinho Signori, o otimismo traz alento ao setor uma vez que o segundo semestre de 2018 foi de apreensão no campo e baixa rentabilidade. “Vivemos um divisor de águas no setor leiteiro no Brasil. Há muita preocupação com a posição que será adotada pelo governo sobre as taxas antidumping e em relação à implementação das novas INs que regulam a qualidade da produção. São duas decisões que impactarão diretamente no futuro de milhares de produtores que se dedicam à atividade”, salientou Signori.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, pontuou que os próximos 30 dias serão decisivos para alinhar como o mercado se comportará em 2019. Apesar dos dados que indicam boa remuneração no campo, Palharini informa que, no varejo, os preços mantiveram-se, esmagando a rentabilidade do setor industrial. 

Participaram da reunião do Conseleite desta terça-feira (26/2) na sede da Farsul as seguintes entidades: Farsul, Fetag, Fecoagro, Sindilat, Emater, Camatec/UPF, Cepan/UFRGS, Stefanello, Piá, RAR, Santa Clara, Senar, Languiru, Latvida e Dielat. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Foto: Carolina Jardine 
 
 
     
 
Indústrias avaliam cenário de lácteos
Reunidos na tarde desta terça-feira (26/02) em Porto Alegre, representantes das indústrias associadas ao Sindilat avaliaram os impactos da implementação das Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que regulam a qualidade da produção. O diretor do Sindilat, Jeferson Smaniotto, explicou que há negociação em Brasília pedindo a prorrogação da data para entrada em vigor dos textos, assunto que está sendo acompanhado in loco pelo presidente do sindicato Alexandre Guerra. “Acreditamos na importância dessas medidas, mas é preciso prazo para que, principalmente os produtores, possam se adaptar”, citou Smaniotto, que comandou os trabalhos na sede do sindicato.
 
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, frisou os ganhos que o setor lácteo obteve no advento do programa Mais Leite Saudável e detalhou os dados apresentados na manhã desta terça-feira no Conseleite. Segundo os números, o leite começa o ano com tendência de alta e maior rentabilidade ao produtor. 
Durante a reunião, os associados também acompanharam apresentação dos advogados Rafael Pandolfo e Rafael Borin sobre as ações judiciais encaminhadas e em avaliação pelo Sindilat. Eles relataram as movimentações de processos em tramitação e apresentaram dados sobre novas ações que podem sem ajuizadas de forma coletiva ou individual por parte das empresas. A fiscal agropecuária da Secretaria da Agricultura Karla Pivato também participou do encontro, relatando atualizações sobre a Lei do Leite e o treinamento dos transportadores. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Foto: Carolina Jardine 
 
 

Lácteos/Alemanha

Pesquisadores da Universidade de Georg-August em Göttingen, onde estudam anualmente o desempenho das indústrias de laticínios alemãs, analisaram os resultados de 2018 e fizeram as projeções para 2019. 

A indústria de laticínios alemão iniciou 2018 com significativo crescimento nas vendas em comparação com 2017, no entanto, os estudiosos disseram que 2019 o mercado continuará tendo um ambiente difícil. Em janeiro do ano passado as vendas foram de € 2,04 bilhões, € 170 milhões (ou 8,3%) maiores do que em janeiro de 2017, mas, esse bom desempenho não durou muito devido à queda nos preços dos do leite nos meses seguintes. As vendas nos dois primeiros trimestres de 2018 cresceram 4,5% e 0,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2017. No entanto, a expectativa é de que no quarto trimestre de 2018 a queda seja de 6% em relação ao ano anterior. Isso pode significar um faturamento total de quase € 27,7 bilhões para os laticínios alemães em 2018, o que representa € 200 milhões, ou 0,7% menos que em 2017.  

As exportações alemãs de lácteos também caíram em 2018, com poucos intervalos positivos. Em setembro, por exemplo, os € 700 milhões de vendas externas foram significativamente menores do que as realizadas no mesmo mês de 2017, (-8,9%).

Para o quarto trimestre, espera-se um declínio médios de 10% nas exportações, o que poderá representar vendas totais de € 8,7 milhões em 2018, o que corresponderá a um decréscimo de € 569 milhões ou 6,1% em relação a 2017.  

A taxa de exportação estagnada, e até declinante em alguns anos, também sugere, de acordo com os estudos da universidade, que se tornou mais difícil vender produtos lácteos “made in Germany” no mercado mundial.

Com foco principalmente nas exportações, a indústria de laticínios alemã, com exceção de algumas empresas que operam globalmente, está mal posicionada para se beneficiar com a expansão de outros países.

As expectativas de negócios para 2019 são muito boas, avalia a universidade. No entanto, aumentar os volumes de leite em todo o mundo não aumentará o preço do leite. Mesmo a seca no norte da Europa no verão de 2018, de acordo com os números disponíveis, não afetará a produção de leite tão drasticamente quanto se temia inicialmente, especialmente porque a ajuda dos governos nacionais amorteceu a queda.

O aumento da alimentação livre de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e os programas de fazendas sustentáveis significa que a produção na Alemanha está se tornando mais cara em comparação com produções estrangeiras. No mercado doméstico isso pode ser compensador pelo marketing positivo que atende às expectativas do varejo e possivelmente tenham preços mais elevados.

No mercado mundial, no entanto, dificilmente a produção sem OGM será um valor agregado que levará ao aumento do faturamento. (Dairy Industries – Tradução livre: www.terraviva.com.br) 

 
a2Milk 
A Fonterra está contratando fazendas fornecedoras de leite para o Leite a2 da Companhia na temporada 2019/2020. A bacia leiteira escolhida inicialmente foi em Waikato, em torno de Hautapu e apoiará a produção de ingredientes. A previsão é de que sejam necessárias 100 fazendas para a próxima temporada. Jayne Hrdlicka, a diretora executiva e presidente da a2 Milk Company, disse que as fazendas ajudarão a apoiar novas áreas de crescimento para o a2MC em mercados novos e os já consolidados. A localização da bacia leiteira foi determinada por vários fatores. O mais importante, e determinante, era a capacidade de fabricar produtos específicos para a demanda. Produzir lotes relativamente pequenos e adaptar-se facilmente a qualquer alteração na demanda do produto. Mike Cronin, diretor da Fonterra disse: “Mesmo que outras regiões tenham sido avaliadas, o fator decisivo foi a demanda. A capacidade de fabricar de forma eficiente uma gama de produtos para atender demandas específicas foi determinante para a escolha da bacia leiteira. À medida que a procura de produtos e linhas crescerem vamos expandir o projeto para outras bacias leiteiras e permitir que mais agricultores participem”. A maior parte do valor agregado recebido pelo The a2 Milk Company será devolvido para os produtores da cooperativa em forma de dividendos. As fazendas participantes também receberão uma bonificação extra pelo leite. O lançamento nacional da marca a2 Milk da Anchor foi no final de setembro de 2018. (Dairy Reporter – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Porto Alegre, 25 de fevereiro de 2019                                              Ano 13 - N° 2.927

      Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 21 de Fevereiro de 2019 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Janeiro de 2019 e a projeção dos preços de referência para o mês de Fevereiro de 2019. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)
 
     
 

CAMPO RESPONDE - Como armazenar queijo no verão? Há diferença entre as variedades?

Amado Mendez - (Supervisor técnico da Cooperativa Santa Clara) - No verão, mantenha temperatura que respeite as características de cada queijo, pois há diferenças entre as variedades. Os de tipo mais duro, como parmesão, são mais resistentes à alta temperatura, e têm menos umidade. De maneira geral, acima de 15°C começa a migração de gordura, que passa do interior do alimento para a parte superficial (a casca).

Para manter por um período maior de tempo, os queijos macios, como brie e camembert, devem ser armazenados em temperatura próxima de 4°C. Lanche e mussarela são considerados intermediários, mais parecidos com os macios, e é indicado mantê-los a 11°C. Armazene em plástico vedado e deixe na caixa de legumes da geladeira.

Atenção: não é recomendado congelar nenhum tipo de queijo, pois muda a textura e o sabor.

Dependendo da temperatura ambiente, deixe o queijo descansar entre 30 minutos e uma hora após retirar da geladeira. Todos os queijos devem ser consumidos em temperatura próxima a 20°C. É importante lembrar que, em baixa temperatura, o produto não apresenta todo o potencial de sabor, porque as papilas gustativas ficam um pouco amortecidas. (Zero Hora)

Aftosa: vacinação imunizou 98,50% do rebanho previsto no país
 
A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, realizada em novembro, imunizou 94,87 milhões de bovinos e búfalos no país, dos 96,31 milhões previstos, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Com isso, a cobertura vacinal atingiu 98,50%. A maior parte dos estados vacinou animais com idade de até 24 meses. As exceções foram o Acre, Amapá, Espírito Santo e Paraná, que vacinaram animais de todas as idades, de acordo com dados informados pelo Departamento de Saúde Animal e Insumos Pecuários.
 
Na etapa de novembro de 2018 foi usada pela última vez a vacina de 5 ml. A partir deste ano, nas etapas de vacinação, nova dose de 2 ml bivalente (para dois tipos de vírus) será utilizada. As campanhas iniciarão em 15 de março no Amazonas, concentradas nos meses de maio (1ª etapa) e de novembro (2ª etapa) na maioria das unidades federativas.
 
Os produtores precisam estar atentos para usar a dose correta da vacina - 2 ml - para não haver sobredosagem no animal, que pode provocar caroços, edemas, inchaços e até abscesso, no caso eventual de contaminação.
 
Cuidados na vacinação
• Compre as vacinas somente em lojas registradas;
• Verifique se as vacinas estão na temperatura correta (2° C a 8° C);
• Para transportá-las, use caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre;
• Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos;
• Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para a boa vacinação;
• Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 2 ml;
• O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele; Aplique com calma;
• Não esqueça de preencher a Declaração de Vacinação e entregá-la no Serviço Veterinário Oficial do seu Estado junto com a Nota Fiscal de compra das vacinas.
Confira aqui os resultados da vacinação e  siga o calendário de vacinação de 2019. (As informações são do Mapa)
 
Leiteiros de gabinete 
Aguardada pelos produtores gaúchos desde a semana passada, a medida anunciada pelo governo federal de que voltaria a sobretaxar as importações de leite da União Europeia ainda não foi publicada. O Ministério da Economia estaria estudando outras formas de controlar a entrada que não seja por meio de taxação extra. 
Medidas como essa, caso do leite, quase sempre partem de ministérios de governos que estão começando, que costumam tropeçar nas próprias pernas até amaciar o motor. Ora, onde já se viu prejudicar um setor crítico do setor primário. Seria burrice. E crueldade. (Jornal do Comércio)

Porto Alegre, 22 de fevereiro de 2019                                              Ano 13 - N° 2.926

     Leite UHT 

Depois de cair por cinco meses consecutivos, o preço médio do leite longa vida (UHT) negociado no mercado atacadista de São Paulo subiu em janeiro. No mês, o produto registrou média de R$ 2,4192/litro, sendo 14,4% acima da observada em dezembro/18 e 23,88% superior à de janeiro/18, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de janeiro/19).

A valorização mensal do UHT esteve atrelada à alta no preço observada na primeira quinzena de janeiro, quando a elevação acumulada foi de 7,34%. Nesse período, o impulso veio da maior competição entre indústrias em captar o leite no campo. As negociações envolvendo o derivado, porém, foram fracas, já que a demanda nesta época do ano é baixa, dentre outros motivos, devido às férias escolares. Já na segunda quinzena de janeiro, os estoques de laticínios começaram a subir e a valorização do derivado foi interrompida, com os preços passando a oscilar diariamente. No acumulado das duas últimas semanas do mês, a variação foi negativa, de 2,15%. Por outro lado, a tendência altista voltou a ser verificada na primeira quinzena de fevereiro, devido à disponibilidade limitada de leite no campo, à estabilização dos preços do leite spot e ao aquecimento da demanda. No acumulado deste período, os valores do UHT subiram 1,23%, com a média chegando a R$ 2,4298/litro.

QUEIJO MUÇARELA – A cotação do queijo muçarela apresentou alta mais controlada de dezembro para janeiro. O preço médio foi de R$ 17,10/kg no primeiro mês de 2019, sendo 1,93% superior ao de dezembro/18 e 15,27% acima do de janeiro/19, em termos reais. Segundo colaboradores do Cepea, as negociações estiveram aquecidas e os estoques, controlados. Essa pesquisa é realizada diariamente pelo Cepea com apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). (Cepea)
 
 
 
Ministra afirma que questão do leite em pó está superada

 
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou nesta quinta-feira (21.02) que a questão da taxa de importação do leite em pó da União Europeia “está superada”. Em entrevista a jornalistas após a abertura do Seminário Boas Práticas de Fabricação e Autocontrole, a ministra disse que o assunto está sendo monitorado diariamente.

A ministra comentou que o tema foi tratado ontem em reunião com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, e que “as coisas estão evoluindo muito bem”. Ela lembrou que problema maior do leite para o Brasil é com o Mercosul.

“Nós estamos aguardando uma resposta da União Europeia, se ela não responder, deverá vir da OMC (Organização Mundial do Comércio). E nós estamos caminhando. Para mim, a questão do leite com a União Europeia está superada. Nós temos outras questões no Mercosul, que é onde mais nos atinge. Na verdade, é o leite que vem da Argentina e do Uruguai”.

Tereza Cristina comentou que o governo brasileiro já conversou com com o governo da Argentina e o assunto está sendo analisado por um grupo de trabalho formado depois da visita da comitiva do país vizinho ao Brasil.

Tereza explicou que o aumento da tarifa do leite em pó proposto pelo Mapa há duas semanas ainda não saiu devido aos trâmites e procedimentos legais necessários para formalizar a sobretaxa. O governo está fazendo um acompanhamento diário sobre as guias de importação. O objetivo é saber se a aplicação de nova tarifa será necessária.

A ministra confirmou que tratou também com o Ministério da Economia sobre problemas de importação de outras culturas, como o alho. Ela reiterou que os dois ministérios estão alinhados e farão reuniões frequentes para avaliar assuntos que tenham impacto no comércio exterior. “Os dois ministérios têm que andar muito alinhados para que a gente trabalhe numa agenda de abertura, mas sabendo cada lado os prós e contras do encaminhamento dessas ações no mercado internacional”, comentou. (MAPA)

Consumo/AR

O leite em pó é o produto mais afetado, com queda superior a 10% em 2018, em relação ao ano anterior. No ano passado, as vendas dos produtos lácteos no mercado interno caíram em relação a 2017.

Em média 2,3% em toneladas e 1,9% em equivalente litros de leite. Leite em pó foi o produto mais afetado, com queda de 11,4% em toneladas e em litros equivalentes leite. Os dados foram divulgados pelo Panel das indústrias de laticínios.

De acordo com os dados estatísticos e considerando os doze meses de 2018, o consumo de leite fluido caiu 1,7% tanto em toneladas como em litros equivalentes. Nos queijos, a queda foi de 1,9% em toneladas e de 1,7% em litros equivalentes, enquanto que outros produtos – como iogurtes, manteiga, e cremes – a queda em toneladas foi de 4,6% e em litros equivalentes 1,9%. Quanto ao nível de vendas, comparando dezembro de 2018 com dezembro de 2017, a queda foi de 5% em toneladas. A queda mais brutal ocorreu no leite em pó: 38,8% em toneladas e 11,9% em equivalente litros, comparando dezembro de 2018 com o mesmo mês do ano anterior. A variação dos queijos foi de -6,2% e -8%, respectivamente, enquanto em outros produtos a perda registrada foi de 13,5% e 11,9% em toneladas e litros, respectivamente.

Cabe destacar que as vendas acumuladas no ano de 2018 tiveram queda de 1,9% em litros equivalentes leite. O processo de queda das vendas no mercado doméstico (ao contrário do aumento dos volumes exportados) foi acelerando no correr do ano, e em dezembro de 2018 foi registrada redução de 13,9% em litros equivalentes leite, quando comparado com dezembro de 2017. (Portalechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Envase Brasil

Consolidada como um evento referencial para negócios e relacionamento no segmento de alimentos, embalagens, tecnologia e bebidas no Sul do país, a Envase Brasil chega a sua 14ª edição com a expectativa de superar o sucesso da edição de 2018.

A edição 2020 espera 170 expositores do Brasil e de outros 12 países, além de projetar 10.000 visitantes nos quatro dias de evento. Economicamente, a estimativa é a de superar a edição de 2018, com negócios da ordem de 130 milhões de reais.

A feira acontece no Rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves, região que é a maior produtora de vinhos do país; no Estado que já apresenta a maior oferta de cervejas artesanais do Brasil e que concentra a segunda bacia leiteira nacional. Mercados que estão em constante qualificação e expansão. E ainda ganham destaque no evento as indústrias de azeite de oliva, água mineral e sucos de diversas frutas, em especial, de uvas.

A Envase Brasil também se destaca pela geração de conteúdo e relacionamento com profissionais das áreas de atuação e afins com bebidas e alimentos. Os encontros setoriais têm contribuído para deixar o evento cada vez mais concorrido e qualitativo. “Cada vez mais ouvimos dos nossos expositores que esse é um fator de sucesso do evento: a Envase é uma feira tranquila e bem visitada. Você recebe público diversificado dos segmentos das indústrias de bebidas e alimentos, em especial do vinho, sucos, cerveja artesanal, cachaça e destilados, água mineral, laticínios e outros”, destaca Vicente Puerta, diretor presidente da feira. 

A 14ª edição da Envase Brasil acontecerá em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, no período de 31 de Março a 3 de abril de 2020. (Fonte: Newtrade)

Adolfo Brito e Ernani Polo vão comandar Comissão de Agricultura
O conjunto de parlamentares que compõem a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo (CAPC) elegeram e deram posse, nesta quinta-feira, aos deputados Adolfo Brito (PP) e Ernani Polo (PP) para, respectivamente, presidência e vice-presidência do órgão técnico. Adolfo Brito dará continuidade ao trabalho que já vinha desenvolvendo à frente do grupo técnico, tendo presidido a comissão ao longo dos quatro anos da legislatura passada. Já Ernani Polo conduziu a Secretaria Estadual da Agricultura e Irrigação entre 2015 e 2018. (Jornal do Comércio)