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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.380


Estiagem preocupa produtores rurais do Vale do Rio Pardo

Os produtores rurais do Vale do Rio Pardo temem sofrer perdas maiores que as da safra passada caso as chuvas não voltem ao padrão normal ainda em janeiro. O alerta sobre os prejuízos causados pela estiagem ao agronegócio e a falta de água para o consumo humano já foi levado por entidades do setor a lideranças políticas da região e ao secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

As chuvas nas últimas semanas foram irregulares em toda a região e, onde ocorreram, tiveram baixa intensidade. Isso prejudicou o plantio e o desenvolvimento das principais culturas agrícolas, especialmente a soja e o milho, além das pastagens.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha, deputado estadual Edson Brum, entende que os relatos dos produtores evidenciam a gravidade da situação enfrentada pelos agricultores e ressalta que eles “já amargam prejuízos significativos”.

Para Brum, falta ao Rio Grande do Sul uma política contínua para tratar o problema de forma preventiva. “Precisamos derrubar as barreiras que impossibilitam a implantação de programas de irrigação no Estado e buscar recursos que as viabilizem”, aponta. “Em 2020, conseguimos R$ 55 milhões para a perfuração de poços artesianos e abertura de açudes, mas esbarramos na burocracia e até agora as obras não iniciaram em grande parte dos municípios. Isso é inaceitável”, complementa.

Brum observou que a análise da Emater que indica que chuvas recentes favoreceram lavouras de soja e milho em zonas do Noroeste não se aplica às regiões Central, Carbonífera, Costa Doce e Vales do Rio Pardo e Taquari. Ontem havia áreas pedregosas do fundo do rio Pardo visíveis. (Correio do Povo)


Em meio a protestos, Argentina anuncia retomada parcial de exportações de milho

Embarques ficarão limitados a 30 mil toneladas diárias

O governo argentino anunciou hoje a retomada parcial das exportações de milho do país. A decisão foi tomada após negociações com representantes do Conselho Agroindustrial Argentino. 

Segundo comunicado do Ministério da Agricultura, a retomada ocorrerá por haver garantia de oferta de milho para abastecer o mercado interno. Os embarques ficarão restritos a 30 mil toneladas diárias, valendo tanto para novos acordos de venda ao exterior quanto para negócios fechados antes da suspensão. 

Anunciada no dia 30 de dezembro, a suspensão dos embarques estava prevista para se estender por três meses. Em protesto, entidades como a Sociedade Rural Argentina e a Federação Agrária Argentina anunciaram na semana passada a interrupção completa das vendas do grão por um período de 72 horas. 

A paralisação começou nesta segunda-feira. Até o momento, os líderes do protesto não disseram se ele seguirá até quarta-feira. (Valor Econômico)

Cresce a venda de máquinas

Comercialização avançou 7,3% de 43,9 mil unidades em 2019 para 47,1 mil em 2020

A venda de máquinas agrícolas avançou 7,3% durante o ano de 2020 no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram comercializadas 47,1 mil unidades durante todo o ano passado, superando as 43,9 mil máquinas registradas em 2019. No último mês do ano, as vendas cresceram 49,8% na comparação com dezembro de 2019, alcançando 5 mil novas máquinas. 

A produção também caiu em 2020. Foram produzidas 47,9 mil unidades, número 9,8% inferior ao registrado em 2019. Em dezembro, porém, houve avanço de 117,6% em relação ao mesmo mês de 2019. Com relação à exportação, houve queda de 33,3%, com 8,6 mil unidades embarcadas para o exterior em 2020. Em 2019, haviam sido exportadas 12,9 mil máquinas. Para 2021, a Anfavea confia em um crescimento de 5% nas vendas internas de máquinas agrícolas e de 9% nas exportações. A produção, por sua vez, deve aumentar 23%, segundo a associação. (Correio do Povo)


Jogo Rápido
Ijuí vai ter o primeiro laboratório particular de análise do leite do RS
O município de Ijuí vai ter o primeiro laboratório particular do Rio Grande do Sul para análise da qualidade do leite. A iniciativa é da professora do curso de Medicina Veterinária da Unijuí, Denize Fraga. Ela comenta que se os trâmites burocráticos derem certo, o laboratório deverá iniciar funcionamento no mês que vem. A estrutura vai ser montada nas imediações do Imeab, mas o equipamento para avaliar a qualidade do leite poderá ser propriedades. Denize Fraga esclarece que não vai ser um laboratório de análise oficial, porém, servirá para ajudar na sanidade e nutrição, visto que vai indicar o tipo de alimentação e demais cuidados com os animais.  (As informações são do Rádio Progresso de Ijuí)


 

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Porto Alegre, 08 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.379


Importações de lácteos em 2020 têm maior volume desde 2016; 2021 começa com tendência de redução

Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (08/01) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, no acumulado de 2020, o maior volume desde 2016 – puxado, principalmente, pelo elevado nível de compras brasileiras no segundo semestre do ano; o volume importado em 2020 foi de 1.348 milhões de litros em equivalente-leite, 24,4% maior do que o volume importado em 2019.

Somente em dezembro, foram importados cerca de 181 milhões de litros de leite equivalente, um aumento de 124% em comparação com o mesmo período de 2019 (havia uma expectativa, pelas condições do mercado brasileira, de que este volume pudesse cair em dezembro, o que não aconteceu).

Já quanto às exportações, o volume no acumulado do ano foi de 101 milhões de litros, aumento de 55% em comparação com o ano anterior. Em dezembro, foram exportados cerca de 8,3 milhões de litros, valor estável em comparação com novembro/20, mas 74% superior a dezembro/19. Assim, o saldo da balança comercial de lácteos no último mês do ano foi de -173 milhões de litros (em equivalente leite), uma redução de 4% no déficit quando comparado a novembro/20.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

O comportamento do mercado interno de derivados lácteos ao longo do ano foi fator determinante para a dinâmica de importações. A partir de maio pudemos acompanhar um mercado com baixa disponibilidade de leite e demanda mais aquecida, influenciada pelo auxílio emergencial e novos hábitos de consumo. Esse cenário colaborou para o aumento dos preços de leite e derivados no país que, mesmo com uma elevada taxa de câmbio, estimulou a entrada de produtos importados a preços competitivos.

As importações em níveis elevados permaneceram até os últimos meses do ano, mesmo com um mercado interno menos favorável a partir de setembro (aqui, provavelmente o tempo entre fechar as negociações e a efetiva chegada do produto no mercado brasileiro teve um efeito de “inércia” nos volumes importados). Em dezembro, pudemos acompanhar um mercado bastante difícil para os laticínios e forte queda nas cotações. Embora a entrada de importados no mês tenha sido menor que em novembro, ainda assim, os patamares se mantiveram elevados.

Entre os produtos importados pelo Brasil em 2020, o leite em pó integral, o leite em pó desnatado e queijos ainda foram aqueles com maior participação na pauta importadora em dezembro; deles, apenas o leite em pó desnatado apresentou queda, com uma variação de -46% em relação a nov/20 no volume importado. É importante ressaltar que a manteiga apresentou, novamente, aumento significativo de importações. Em comparação com novembro, a variação foi de 141%. Esse cenário reflete a baixa disponibilidade de gorduras lácteas no mercado interno e procura ainda forte.

Em relação às exportações, os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite condensado e o creme de leite, que juntos, representaram 54% da pauta exportadora e tiveram variações de 10% e -9% em relação a nov/20, respectivamente. Um produto que apresentou forte aumento de exportações em dezembro foi o soro de leite (+798%).

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de dezembro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em dezembro de 2020


Forte calor e temporais isolados nos próximos dias

Os próximos sete dias terão forte calor no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 01/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e Irga.

Entre a sexta (08) e o domingo (10), o forte calor vai prevalecer, com temperaturas acima de 35°C na maioria das regiões e próximas de 40°C na Fronteira Oeste, Campanha e Missões, com possibilidade de pancadas de chuva típicas de verão, rápidas e isoladas, principalmente no Norte e Noroeste.

Na segunda (11) e terça-feira (12), o deslocamento de uma frente fria produzirá chuva, com possibilidade de temporais isolados na maioria das regiões. Na quarta (13), a nebulosidade e as áreas de chuva estarão concentradas na faixa Norte, enquanto o tempo seco, com temperaturas amenas, vai predominar no restante do Estado.

Os volumes deverão oscilar entre 20 e 35 mm na maioria das localidades do Rio Grande do Sul e somente na Zona Sul são esperados valores inferiores a 20 mm. Na Fronteira Oeste, Região Metropolitana, Serra do Nordeste e no Litoral Norte, os totais deverão oscilar entre 35 e 50 mm.

O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, olerícolas, alho, citros, maçã, pastagem e arroz, além das condições para pesca artesanal. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia (Seapdr)

 
Retirada de auxílio e mercado de trabalho ditarão ritmo da produção industrial, nota IBGE
 
"Até 2020, as medidas emergenciais do governo conseguiram imprimir trajetória de recuperação no setor industrial", diz o economista André Macedo
 
O impacto na economia do fim do pagamento de auxílio emergencial pelo governo - encerrado em dezembro de 2020 -, além da trajetória futura do emprego no país ditarão ritmo da produção industrial nos próximos meses. A análise é do economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), anunciada hoje instituto.
 
Ao falar sobre os dados da pesquisa, o especialista foi questionado sobre comportamento futuro da produção industrial em meio à pandemia, tendo em vista o fim do auxílio e sinais ainda fracos de recuperação do emprego no país. Ele frisou que o IBGE não faz previsões para indicadores, mas concordou que esses dois fatores serão elementos fundamentais que vão ter impacto nos movimentos da indústria nos próximos meses. Para ele, esses fatores devem ser acompanhados para entender o comportamento não somente da indústria, mas também da economia como um todo em 2021. 

​"Até 2020, as medidas emergenciais do governo conseguiram imprimir trajetória de recuperação no setor industrial", lembrou. Outro aspecto lembrado pelo especialista foi o fato de que, durante a pandemia, houve um deslocamento de demanda, de serviços para o setor industrial, que ajudou a compor o resultado da indústria. Tanto o pagamento do auxílio quanto a renda do trabalho ajudaram a fortalecer essa demanda, pontuou.
 
Além disso, no caso de ritmo de abertura de vagas, Macedo recordou que dados mais recentes do IBGE apontam para volume de 14 milhões de desempregados.
 
"Não tenho como fazer previsões do ano que se inicia, mas são dois fatores importantes [fim do auxílio e emprego] para entender o comportamento futuro da indústria", completou ele. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

Frete da China para o Brasil quintuplica

O preço do frete marítimo na rota China-Brasil disparou. O custo das importações já vinha em alta no último trimestre, mas, nesta semana, chegará ao patamar de US$ 10 mil por TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés), relatam importadores e empresas de navegação. Há um ano, o custo era de cerca de US$ 2 mil. O aumento se acentuou desde outubro, com a retomada da economia global e maior procura por produtos chineses para repor estoques vendidos durante a pandemia. (Valor Econômico)


 

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Porto Alegre, 07 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.378


Endividamento das famílias é o maior desde 2010

Na Pesquisa da CNC divulgada ontem, a fatia de famílias com dívidas na média anual ficou em 66,5% em 2020, acima dos 64,6% de 2019

A parcela de famílias endividadas registrou em 2020 o maior patamar anual desde 2010 devido à pandemia, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem, a fatia de famílias com dívidas na média anual ficou em 66,5% em 2020, acima de 2019 (64,6%). Foi a maior taxa anual para esse tópico, no levantamento, desde o início da série histórica em 2010, segundo a economista da confederação e responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.

As famílias, afirmou ela, buscaram crédito para compor renda em um cenário de recursos reduzidos devido à crise econômica causada pela covid-19, com aumento de desemprego e menor renda do trabalho. E além disso, inflação mais forte. Izis não descartou possibilidade de continuidade de alta na parcela de endividados no começo de 2021.

Na margem, a fatia de endividados também encerrou em alta, no ano passado. Após três meses em queda, a fatia dos que se declararam com débitos ficou em 66,3% no último mês de 2020. Esse porcentual ficou acima de novembro de 2020 (66%) e de dezembro de 2019 (65,6%).

No caso dos indicadores de inadimplência, não houve piora na margem. Mas os resultados de dezembro de 2020 ainda se mostram piores ante 2019. A parcela de endividados que declarou atraso no pagamento de contas ficou em 25,2%, menor que a de novembro de 2020 (25,7%), mas maior que a de dezembro de 2019 (24,5%). Já a parcela dos inadimplentes sem condição de quitar dívida ficou em 11,2%, também inferior a novembro de 2020 (11,5%) mas superior a dezembro de 2019 (10%).
Essa busca maior por empréstimos levou a um crescimento da fatia do orçamento das famílias para pagar dívidas.

Na pesquisa da CNC, a parcela de renda familiar mensal comprometida com dívidas, em dezembro do ano passado, ficou em 30,2%, a maior desde julho de 2020 (30,3%). Na média, em 2020, a taxa anual dessa parcela ficou em 30% - ligeiramente acima do registrado em 2019 (29,5%) e a maior desde 2017 (30,1%). Foi um ano atípico para as famílias em endividamento, disse a economista. (Valor Econômico)


Rastreabilidade e Blockchain no setor de lácteos

A rastreabilidade é uma tendência crescente no setor de lácteos. A tecnologia de Blockchain é utilizada para compilar e rastrear dados desde a produção de leite até os pontos de venda. 

Este ano o Dairy Vision 2020, maior evento global sobre tendências de lácteos, realizou sua primeira edição on-line entre os dias 1 e 4 de dezembro.  No dia 3, ocorreu o quinto painel do evento, cujo tema central foi “O setor lácteo, sustentabilidade e comunicação”. As apresentações do painel deixaram claro que estar atento às sinalizações dos consumidores é a engrenagem de sucesso para as empresas.

Na indústria de alimentos, esta engrenagem é movida por tendências e comportamentos de consumo. Atualmente, as empresas do ramo devem estar atentas aos apelos do mercado consumidor, que aspira por sustentabilidade, praticidade, saudabilidade, transparência e rastreabilidade. Não basta mais entregar um produto de qualidade, é necessário também agregar valor à toda cadeia de produção e entender as reais e futuras necessidades dos clientes.

Para atender esta demanda cada vez mais exigente e completa, principalmente no quesito rastreabilidade, as empresas usufruem de tecnologias que compilam e simplificam dados, permitindo o acesso dos consumidores a todo caminho que o produto percorreu até chegar ao seu consumo. Uma das inovações muito utilizada pelas indústrias de alimentos, sobretudo no setor de lácteos, é a tecnologia de Blockchain.

O Blockchain pode ser entendido como um sistema de rastreamento de informações on-line, caracterizando-se por uma comunicação descentralizada e disruptiva. Esta tecnologia permite que as indústrias de laticínios ofereçam uma experiência de rastreabilidade aos consumidores, deste a ordenha do leite até os pontos de venda.

Nesta perspectiva, Tomi Síren — Chefe de Inovação Digital da Arla Foods — ministrou a palestra “Utilizando a tecnologia para alavancar a sustentabilidade” no quinto painel do Dairy Vision 2020. Durante sua apresentação, ele expôs as estratégias utilizadas pela empresa para entender os anseios de seus clientes e as ações para atendê-los. Tomi destacou que o “processo estratégico de inovação tecnológica da Arla é de fora para dentro, focando no resultado triplo, ou seja, com foco no planeta, pessoas e lucros.”

“Levamos as pessoas para a realidade externa. Convidamos elas a pensarem de forma diferente com uma nova visão de algo que estão atuando na vanguarda da tecnologia ou da nutrição”, completou.

De acordo com Tomi, o eixo central do projeto de inovação digital da Arla é tornar transparente e rastreável a cadeia de produção de leite orgânico da empresa no mercado finlandês. Ao decorrer da palestra, ele realizou uma retrospectiva anual das principais ações para tornar este objetivo uma realidade.

Em 2018, uma pesquisa realizada pela própria empresa revelou que 67% dos consumidores finlandeses gostariam de saber sobre a origem e o caminho de seus produtos. Então, para coletar estes dados, a empresa criou através da tecnologia de Blockchain o “Arla MilkChain”, aplicativo que por meio de uma câmera de inteligência artificial monitora o dia a dia da fazenda leiteira, atendendo, assim, o desejo do mercado consumidor.

No ano seguinte, a empresa atendeu a outra preocupação de seus clientes: o bem estar-animal. Desta forma, foram incluídos na plataforma "Arla MilkChain" blocos de dados do bem-estar animal nas na propriedades de leite orgânico da empresa.

Em 2020, a rastreabilidade proporcionada aos clientes da Arla ultrapassou a porteira das fazendas. A empresa acrescentou dados de envio logísticos, agregando valor aos pontos de vendas.  Tomi destacou que o desafio para o futuro é escalonar estes dados, “criando a produção de leite em escala mais transparente possível”.

Além do case da Arla, também foram expostos no quinto painel do Dairy Vision 2020 temas como agricultura regenerativa, sustentabilidade e a visão sobre o futuro dos lácteos. (Milkpoint)

Inclusão de queijos na dieta pode ajudar a reduzir o declínio cognitivo

 Os alimentos que comemos podem ter um impacto direto em nossa acuidade cognitiva em nossos últimos anos. Esta é a principal descoberta de um estudo de pesquisa da Iowa State University destacado em um artigo publicado na edição de novembro de 2020 do Journal of Alzheimer's Disease.

O estudo foi liderado pelo investigador principal, Auriel Willette, professor em Ciência dos Alimentos e Nutrição Humana, e Brandon Klinedinst, um Ph.D. em neurociência e candidato trabalhando no departamento de Ciência Alimentar e Nutrição Humana no estado de Iowa. O estudo é uma análise em larga escala inédita que conecta alimentos específicos à acuidade cognitiva na fase posterior da vida.

Willette, Klinedinst e sua equipe analisaram dados coletados de 1.787 adultos idosos (de 46 a 77 anos de idade, na conclusão do estudo) no Reino Unido por meio do UK Biobank, um banco de dados biomédico em grande escala e recurso de pesquisa contendo informações genéticas e de saúde detalhadas de meio milhão de participantes no país. O banco de dados está globalmente acessível para pesquisadores aprovados que realizam pesquisas vitais sobre as doenças mais comuns e potencialmente fatais do mundo.

Os participantes completaram um Teste de Inteligência de Fluidos (FIT) como parte do questionário da tela sensível ao toque na linha de base (compilado entre 2006 e 2010) e depois em duas avaliações de acompanhamento (conduzidas de 2012 a 2013 e novamente entre 2015 e 2016). A análise FIT fornece um instantâneo em tempo da capacidade de um indivíduo de "pensar na hora".

Os participantes também responderam a perguntas sobre seu consumo de comida e álcool no início do estudo e por meio de duas avaliações de acompanhamento. O Questionário de Frequência Alimentar perguntou aos participantes sobre a ingestão de frutas frescas, frutas secas, vegetais crus e saladas, vegetais cozidos, peixes oleosos, peixes magros, carnes processadas, aves, bovinos, ovinos, suínos, queijos, pães, cereais, chá e café , cerveja e cidra, vinho tinto, vinho branco e champanhe e licor.

Aqui estão quatro das descobertas mais significativas do estudo:

- O queijo, de longe, mostrou ser o alimento mais protetor contra problemas cognitivos relacionados à idade, mesmo em idade avançada;

- O consumo diário de álcool, principalmente vinho tinto, foi relacionado a melhorias na função cognitiva;

- O consumo semanal de cordeiro, mas não de outras carnes vermelhas, mostrou melhorar a capacidade cognitiva a longo prazo; e

- O consumo excessivo de sal é ruim, mas apenas os indivíduos já em risco para a doença de Alzheimer podem precisar controlar sua ingestão para evitar problemas cognitivos ao longo do tempo.

"Fiquei agradavelmente surpreso com o fato de que nossos resultados sugerem que comer queijo com responsabilidade e beber vinho tinto diariamente não são bons apenas para nos ajudar a lidar com nossa atual pandemia da Covid-19, mas talvez também a lidar com um mundo cada vez mais complexo que nunca parece desacelerar, "Willette disse.

“Enquanto levamos em consideração se isso era apenas devido ao que as pessoas abastadas comem e bebem, ensaios clínicos randomizados são necessários para determinar se fazer mudanças fáceis em nossa dieta poderia ajudar nossos cérebros de maneira significativa”. Klinedinst acrescentou: "Dependendo dos fatores genéticos que você carrega, alguns indivíduos parecem estar mais protegidos dos efeitos do Alzheimer, enquanto outros parecem estar em maior risco.

Dito isso, acredito que as escolhas alimentares certas podem prevenir a doença e o declínio cognitivo no total. Talvez a solução definitiva que procuramos seja melhorar a forma como comemos. Saber o que isso acarreta contribui para uma melhor compreensão do Alzheimer e para colocar essa doença em uma trajetória reversa." (As informações são do Medical X Press)


Jogo Rápido

Aumento do ICMS em SP é revogado
O governo de São Paulo decidiu revogar o aumento de ICMS sobre todos os bens e serviços que afetam a produção de alimentos, incluindo a alta de zero para 13% da alíquota incidente sobre o uso de energia elétrica rural e os aumentos previstos para leite, carnes, peixes, hortifrutigranjeiros, farinha de mandioca, queijos e insumos agropecuários. Foi o que afirmou hoje ao Valor o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Gustavo Diniz Junqueira. Segundo ele, essa decisão deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Porém, ficaram de fora do recuo do governo a tributação sobre óleo diesel e etanol hidratado, por extrapolar o agronegócio. “Etanol e diesel não foram discutidos”, disse o secretário. O governo paulista divulgou comunicado ontem à noite informando que determinou a suspensão do aumento de ICMS sobre "alimentos". Deixou claro que a medida valeria para insumos agropecuários, mas não especificou quais outros produtos e bens seriam poupados. Com isso, os produtores rurais mantiveram as manifestações que ocorrem hoje em cerca de 150 municípios do Estado, segundo entidades ligadas ao setor. “O objetivo da decisão do governador João Doria não foi evitar qualquer tipo de manifestação", disse Junqueira, "mas evitar a mudança no modelo de cobrança tributária do setor agropecuário”. (As informações são do Valor Econômico)
 

 

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Porto Alegre, 06 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.377


Fim do auxílio e repique da pandemia podem atrasar retomada de serviços 

Expectativa é que a retomada continue nos próximos meses, ainda que de forma lenta

O apetite dos consumidores para compras em restaurantes e supermercados seguiu em recuperação no mês de novembro, mas ainda sem apagar os prejuízos herdados do choque da covid-19, mostram dois índices calculados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e a bandeira de benefícios Alelo. 

À frente, os sinais para ambos os segmentos são ambíguos: a expectativa é que a retomada, ainda que lenta, continue nos próximos meses, mas o repique da pandemia e o fim do auxílio emergencial podem inibir a volta do consumo das famílias. 

O Índice de Consumo em Restaurantes (ICR) mostrou em novembro uma queda de 42,7% nas transações em relação ao mesmo mês de 2019, menos negativo quo que o mês anterior, quando caiu 44,3%, e bem abaixo do ápice da crise em abril, quando registrou baixa de mais de 60%, também na comparação anual.

 O valor total gasto em restaurantes segue numa retomada mais rápida: registrou baixa de 23,1% em novembro, de um recuo de 48,5% em abril, um sinal de que parte do movimento nesses estabelecimentos foi transferido para as entregas em domicílio. Vale a ressalva, no entanto, que o número de estabelecimentos funcionando está muito próximo ao patamar de novembro de 2019, e é apenas 1,7% menor. 

“Se de um lado tem uma tendência de as pessoas saírem mais de casa no fim do ano, por outro o repique da pandemia acaba diminuindo a propensão de ir a restaurantes, então é difícil prever como serão os resultados em dezembro”, afirma Bruno Oliva, pesquisador da Fipe. 

Na reta final de 2020, o governo paulista decidiu apertar momentaneamente os horários de funcionamento de bares e restaurantes, assim como o período para venda de bebida alcoólica. São Paulo é o local com maior peso dentro do indicador. 

Em trajetória mais benigna, o Índice de Consumo em Supermercados (ICS) caiu 13,9% em novembro, também em recuperação ante outubro (-14,5%) e acima do pior momento, quando recuou 18,6%. Os dados nacionais ainda apontam um cenário mais positivo no valor total gasto em supermercados, que está 4,1% acima de novembro de 2019. Ou seja, embora façam menos idas, os consumidores estão gastando mais nos  estabelecimentos. A quantidade de supermercados que realizaram transações também é quase a mesma do ano passado (-07% na análise anual). 

“Claro que as pessoas não vão do dia para a noite aumentar a ida ao supermercados, mas já observamos essa melhora gradativa. O que não sabemos é se essa melhora marginal vai persistir em dezembro”, comenta Oliva.
 Para 2021, o pesquisador prevê uma continuidade da volta gradual do consumo nos dois setores, especialmente nos dois primeiros trimestres do ano. 

“Mesmo que ainda demore, a vacina certamente vai dar um pouco mais de segurança para que as pessoas saiam de casa. Mas a economia ainda vai demorar a reagir, principalmente se pensarmos que um [eventual novo] auxílio emergencial e outras transferências vão ficar prejudicados neste início do ano por conta dos problemas fiscais”, diz Oliva. (Valor Econômico)


BNDES reabre linhas de crédito para agropecuária

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reabriu na segunda-feira os pedidos de financiamento voltados ao setor agropecuário. Entre as linhas disponibilizadas novamente está a do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), uma das mais utilizadas para aquisição de máquinas agrícolas, que permanecia suspensa desde o final de novembro devido ao comprometimento dos recursos disponíveis.

O Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Cláudio Bier, o esgotamento de recursos do Moderfrota fez com que, nos últimos meses, o Programa BNDES Crédito Rural ganhasse força entre os produtores para a compra de máquinas. Embora tenha taxa de juros mais alta, de 9,5% ao ano (no Moderfrota, a taxa é de até 7,5%), a nova linha, em operação desde março, oferece dois anos de carência e oito para pagamento. “Quando faltou o Moderfrota, as fábricas não se queixaram”, afirma Bier. Mesmo assim, o dirigente considera positiva a retomada do Moderfrota, já que agora o produtor vai poder optar entre as duas linhas. “Como os preços da soja e do milho estão muito bons, o pessoal está animado e comprando”, observa

De acordo com Bier, o volume de recursos necessário para atender o setor até o fim do primeiro semestre seria de R$ 10 bilhões. Para o dirigente, a expectativa é de que 2021 seja um ano mais favorável aos fabricantes. Ele acredita que o problema do fornecimento de peças, que foi um obstáculo enfrentado pela indústria em 2020, decorrente da pandemia da Covid-19, deve ser superado até março deste ano.

Em circular publicada na internet, o BNDES informa que a reabertura do financiamento vale também para os programas de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp Investimento), Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa (Programa ABC), Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), Construção de Armazéns (PCA), Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra), Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro), Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Investimento). (Correio do Povo)

Número de trabalhadores no agronegócio se recuperou no 3º tri de 2020

O número de trabalhadores no setor de agronegócios alcançou 16,94 milhões no terceiro trimestre de 2020, 1,3% mais que entre abril e junho, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Na comparação, o número total de ocupados no Brasil registrou uma redução de 1,06%, equivalente a cerca de 883 mil pessoas.

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado de trabalho no agronegócio mostrou, de julho a setembro, que já estava se recuperando do período mais crítico da pandemia, e a participação do setor no mercado de trabalho total alcançou 20,55%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, porém, houve queda de 7,58%, ou 1,39 milhão de pessoas, no número de ocupados no agro. Foi é a retração mais expressiva na comparação entre terceiros trimestres desde o início da série histórica do Cepea, em 2012. No caso da população ocupada total, a baixa foi de 12,09%, o equivalente a 11,34 milhões de pessoas.

Conforme o Cepea, as perdas mais acentuadas no número de ocupações ocorreram na agroindústria e nos agrosserviços. "Por serem comportamentos atípicos ou de magnitude mais elevada do que a usual, é provável que essas perdas estejam, em partes, relacionadas à crise da covid-19", diz o Cepea, em nota.

Em relação aos rendimentos efetivos mensais, entre os terceiros trimestres de 2019 e de 2020, houve aumento real na média para os empregados (4,8%) e para os empregadores (5,7%), mas queda para trabalhadores que atuam por conta própria (4,2%). Em parte, "as altas também podem ser explicadas pela saída do mercado de trabalho, diante da pandemia, de trabalhadores mais vulneráveis e que recebiam salários menores", conclui o Cepea. (As informações são do Valor Econômico)


Jogo Rápido

Kantar lança e-book com resoluções para as marcas em 2021
O ano de 2021 será repleto de desafios, será um ano que carregará nas costas uma bagagem de grandes mudanças, principalmente no comportamento dos consumidores. Tivemos que reaprender a se conectar, rever e fortalecer nossos posicionamentos de marca, nos adaptar, muitas vezes revendo e modificando planejamentos inteiros. Desde o começo da pandemia, a Kantar, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo, lançou edições quinzenais e mensais do seu Barômetro COVID-19, trazendo novas informações, sempre atualizadas, sobre como os brasileiros – e as populações de outros 29 mercados – foram afetados e reagiram a todas as mudanças causadas pelo coronavírus. Com tudo o que foi apresentado, a empresa termina o ano lançando um e-book com artigos sobre o que esperar para 2021: Resoluções para Marcas em 2021 traz seis textos assinados por diferentes executivos da Kantar no Brasil e América Latina, com perspectivas atualizadas e previsões sobre temas como CX, inovação, marca, analytics e mais. “Nós planejamos esse ebook como uma lista de resoluções de fim de ano, que todos nós costumamos fazer, com a diferença que ele contém previsões que servirão como metas para as marcas, ajudando-as a navegar os mares incertos de 2021”, afirma Valkiria Garré, CEO de Insights da Kantar Brasil. Entre os temas abordados no e-book, estão: Como transformar uma marca em 2021; Como avaliar o CX de forma diferente e inovadora;  Como descobrir o que os consumidores esperam para esse novo ano; Como fazer uma marca continuar atual; Como descobrir novas tendências; Como converter inovação em crescimento. O e-book Resoluções para Marcas em 2021 está disponível para download gratuito aqui. (As informações são da Food Innovation)


 

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Porto Alegre, 05 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.376


Exportação anima Lactalis 

Múlti francesa quer fazer do Brasil um polo de embarques para as Américas do Sul e Central

A Lactalis do Brasil, braço da gigante francesa de lácteos, quer fazer do país um hub para exportação seus produtos para países das Américas do Sul e Central. A companhia, responsável pela produção das marcas Elegê, Parmalat e Président, encerrou o ano passado com aumento de quase 170% no volume de embarques a partir do Brasil, que cresceu de 1,3 mil toneladas, em 2019, para 3,4 mil toneladas.

“Saltamos de 107 toneladas por mês, no início do ano, para 286 toneladas por mês”, afirmou Guilherme Portella, diretor de Comunicação Externa da Lactalis do Brasil. Ele reconhece que os negócios foram beneficiados pelo câmbio favorável às vendas externas.
Segundo ele, a maior parte dos negócios ocorreu entre unidades da companhia, para que produtos fabricados no Brasil com marcas internacionais, como Parmalat e Président, pudessem ser comercializados em mercados como Uruguai, Chile, que já eram atendidos, além de Paraguai, Argentina, Colômbia e Peru, para os quais os embarques tiveram início em 2020. “Vemos a oportunidade de transformar o Brasil em um hub para exportarmos produtos na América do Sul, entre unidades da empresa, e também para a América Central. É um trabalho prioritário”, diz Portella.

A República Dominicana também deverá entrar para a lista em breve. “Em 2021 queremos aumentar significativamente os embarques. Ainda estamos estabelecendo com os mercados quais as possibilidades”, afirma.

A companhia também ampliou o portfólio de produtos exportados. Em 2019, ele ainda era composto por quatro produtos - leite UHT em garrafa, leite aromatizado, leite condensado e creme de leite -, e em 2020 aumentou para dez itens, incluindo manteigas, queijos, requeijão e latas de leite condensado.

A companhia francesa faturou US$ 21 bilhões em 2019 em todo o mundo com as vendas de lácteos e foi superada apenas da suiça Nestlé, que faturou US$ 22,1 bilhões no mesmo ano, conforme relatório anual do Rabobank. Naquele ano, a companhia se tornou a maior processadora de leite no Brasil ao concretizar a aquisição da Itambé após uma longa disputa pelos ativos com a mexicana Lala. O faturamento anual da companhia no Brasil, com a Itambé, é estimado em quase R$ 8 bilhões, e o processamento, em 2,3 bilhões de litros de leite. Questionada, a companhia não revelou dados referentes a 2020 ou projeções para 2021. (Valor Econômico)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

CONSELEITE–PARANÁ 
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 29 de Dezembro de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Novembro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Dezembro de 2020, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 
 
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Dezembro de 2020 é de R$ 2,8240/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.(Conseleite/PR)

Jogo Rápido

Iogurte em pó é desenvolvido por professor do IFRN
Você já provou iogurte em pó? O questionamento pode parecer estranho, mas em breve pode se tornar uma realidade. O professor Emanuel Neto Alves de Oliveira, do Campus Pau dos Ferros do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), desenvolveu este novo produto e o patenteou. A novidade é fruto de pesquisas do docente, desenvolvidas a partir de sua tese de doutorado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Intitulada "Desenvolvimento e caracterização de preparado sólido para iogurte prebiótico de manga", a pesquisa visa promover maior estabilidade (tempo de consumo) ao produto que faz parte da rotina de milhões de brasileiros. "O alimento desenvolvido não necessita de refrigeração. O iogurte em pó, além de ter um maior período de validade, ainda pode atingir mercados mais distantes da região produtora, o que não acontece atualmente com os iogurtes tradicionalmente encontrados nos supermercados", conta Emanuel. O professor também destaca a conquista do depósito de duas patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). "O nosso produto é uma revolução para a indústria de produtos lácteos, pois, além de possuir validade quase nove vezes maior do que o iogurte tradicional, ainda gera economia de energia elétrica e de logística, visto que não precisa de refrigeração no seu transporte e nem armazenamento", detalhou. Sobre as patentes, a primeira é referente ao iogurte em pó, e a segunda diz respeito ao iogurte pronto para o consumo obtido a partir do preparado sólido. (As informações são do G1)


 

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Porto Alegre, 04 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.375


Benefícios Fiscais prorrogados até 30 de junho de 2021

O governo do Estado também publicou o Decreto Nº 55.691, de 30 de dezembro De 2020, que prorroga até 30 de junho de 2021 uma série de benefícios fiscais concedidos por meio de Créditos Presumidos Setoriais, os quais tinham vigência até 31 de dezembro de 2020. Foram avaliadas as possibilidades de cortes parciais (entre 10% e 25%), mas, considerando a recente aprovação do PL 246 e as incertezas econômicas ainda existentes por conta da pandemia, os benefícios fiscais foram integralmente renovados até junho de 2021, abrindo nova janela para discussão de tais incentivos. 

Confira abaixo as modificações para o setor lácteo:

ALTERAÇÃO Nº 5408 - No art. 32 do Livro I:

"XXXVI - até 30 de junho de 2021, aos estabelecimentos fabricantes de leite em pó classificado nas subposições 0402.10 e 0402.2 da NBM/SH-NCM, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 12% (doze por cento) sobre o valor das entradas de leite "in natura" adquirido de produtor ou de cooperativa de produtores e utilizado para a produção do referido leite em pó;"

"LXIII - até 30 de junho de 2021, aos estabelecimentos industriais que promoverem saídas interestaduais de leite fluido, acondicionado para consumo humano em embalagens de até 1 (um) litro, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 17% (dezessete por cento) sobre o valor das entradas de leite "in natura" adquirido de produtor ou de cooperativa de produtores e utilizado para a produção do referido leite fluido;"

"LXIII - até 30 de junho de 2021, aos estabelecimentos industriais que promoverem saídas interestaduais de leite fluido, acondicionado para consumo humano em embalagens de até 1 (um) litro, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 17% (dezessete por cento) sobre o valor das entradas de leite "in natura" adquirido de produtor ou de cooperativa de produtores e utilizado para a produção do referido leite fluido;"

"CLVI - a partir de 23 de junho de 2014, aos estabelecimentos industriais de laticínios, em montante igual a 50% (cinquenta por cento) do valor pago em razão da incidência da taxa prevista no item 11 do Título VI da Tabela de Incidência anexa à Lei nº 8.109, de 19/12/85;" (Fundoleite)

"CLXXIII - no período de 1º de setembro de 2016 a 30 de junho de 2021 , aos estabelecimentos industriais, nas saídas interestaduais de manteiga, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 40% (quarenta por cento) sobre o valor do imposto incidente na operação;" 

"CLXXIV - no período de 1º de setembro de 2016 a 30 de junho de 2021 , aos estabelecimentos industriais que promoverem saídas interestaduais de manteiga, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor das aquisições internas, de produtor rural ou de cooperativa de produtores, de leite produzido neste Estado, e utilizado para a produção de manteiga destinada às referidas saídas;" 

"CLXXV - no período de 1º de setembro de 2016 a 30 de junho de 2021 , aos estabelecimentos industriais que promoverem saídas interestaduais de requeijão, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor das aquisições internas, de produtor rural ou de cooperativa de produtores, de leite produzido neste Estado, e utilizado para a produção de requeijão destinado às referidas saídas;" 

"CLXXVI - no período de 1º de janeiro de 2017 a 30 de junho de 2021 , aos estabelecimentos industriais que promoverem saídas interestaduais de queijo, exceto requeijão, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 10% (dez por cento) sobre o valor das aquisições internas, de produtor rural ou de cooperativa de produtores, de leite produzido neste Estado, e utilizado para a produção de queijo, exceto requeijão, destinado às referidas saídas;" 

"CLXXVIII - no período de 1º de janeiro de 2018 a 30 de junho de 2021 , aos estabelecimentos industriais, aos estabelecimentos que tenham encomendado a industrialização ou aos centros de distribuição vinculados a estabelecimentos industriais situados neste Estado, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 15% (quinze por cento) sobre o valor da base de cálculo do imposto nas saídas internas de leite UHT - Ultra High Temperature - acondicionado em embalagem longa vida, classificado na posição 04.01 da NBM/SH-NCM, proveniente da industrialização de leite fluido produzido neste Estado."

"XXVI - até 30 de junho de 2021, aos estabelecimentos industriais, nas saídas para o território nacional de queijos classificados na posição 0406 da NBM/SH-NCM, em montante igual ao que resultar da aplicação, sobre o valor do imposto incidente na operação, do percentual de:"

"CVI - no período de 1º de julho de 2017 a 30 de junho de 2021 , aos estabelecimentos industriais, nas aquisições internas de leite de produtor rural ou de cooperativa de produtores, produzido neste Estado, destinado à fabricação de queijos”

"CXXXIX - até 30 de junho de 2021, aos estabelecimentos fabricantes, nas saídas das mercadorias abaixo relacionadas, em montante igual ao que resultar da aplicação, sobre o valor do imposto incidente na operação, do percentual de 36% (trinta e seis por cento)" ( composto lácteo e soro)

"CLVIII - até 30 de junho de 2021, aos estabelecimentos industriais, nas aquisições internas de leite de produtor rural ou de cooperativa de produtores, produzido neste Estado, destinado à fabricação de bebida láctea, iogurte, creme de leite, manteiga, ricota e doce de leite, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual a seguir indicado sobre o valor da respectiva entrada"

As informações são da Secretária da Fazenda, adaptadas pelo Sindilat/RS


Unidade Padrão Fiscal tem reajuste de 4,13% para 2021

Estabelecido em R$21,1581, o valor da Unidade Padrão Fiscal (UPF) para 2021 registrou reajuste de 4,13% em relação ao ano anterior, quando era estipulado em R$ 20,2994. Com a revisão, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 30 de dezembro de 2020, a taxa de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) para a bovinocultura de leite passa a ser de R$ 0,00131, sendo R$ 0,000656 por litro de leite para o produtor e para a indústria. A atualização passou a valer a partir do dia 1º de janeiro.

A estimativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), é que, com o reajuste, a receita projetada de 2021 em contribuições do Fundesa supere os R$ 5 milhões. O valor arrecadado é destinado principalmente a indenizações de produtores com animais com brucelose e tuberculose, além de ser utilizado para divulgação de ações preventivas contra as zoonoses. A nova taxa será paga sobre o leite vendido para a indústria  a partir de janeiro deste ano. 

Conforme o último levantamento realizado pelo Sindilat com base em dados apresentados pelo Fundesa, o saldo acumulado em 30/09/2020 da conta leite era de R$ 20.786.174,71 e nos três primeiros trimestres de 2020, R$ 5.335.110,57 foram destinados à indenização de 4.370 animais. Neste período, a taxa de contribuição por litro de leite paga pela indústria e pelo produtor foi de R$ 0,00063. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Jogo Rápido

 Próximo ano pode chegar com chuvas expressivas em boa parte do Estado
Os primeiros dias de 2021 poderão ter chuvas expressivas em boa parte do Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 24/2020, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e Irga. Na segunda (4) e terça-feira (5), as temperaturas permanecerão acima de 30°C na maioria das regiões, mas o deslocamento de uma área de baixa pressão e uma frente fria provocarão chuva, com possibilidade de temporais isolados na maioria das regiões. Na quarta-feira (6), as áreas de chuva estarão concentradas na Metade Norte, enquanto na Campanha e Fronteira Oeste, o tempo firme, com temperaturas amenas, vai predominar. Os valores previstos são baixos e inferiores a 10 mm na fronteira com o Uruguai, Zona Sul Litoral e na Região Metropolitana. No restante do Estado, os volumes oscilarão entre 20 e 35 mm, mas poderão alcançar 50 mm em algumas localidades da Fronteira Oeste e nas Missões. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, hortigranjeiros, tomate, caqui, pastagem e arroz. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPDR)
 

 

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Porto Alegre, 23 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.374


Deputados aprovam manutenção da majoração das alíquotas de ICMS em 2021

Os deputados estaduais aprovaram nesta terça-feira (22) - com 28 votos favoráveis e 25 contrários - a prorrogação do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2021. A proposta do governo Eduardo Leite (PSDB) foi aprovada com uma emenda da bancada do PT - que, embora seja o maior partido de oposição na Assembleia Legislativa, foi decisivo na aprovação da matéria.

Desde que o projeto foi protocolado, o governo vem tentando convencer a base aliada a votar a favor da prorrogação das alíquotas elevadas de ICMS. Diante da resistência dos parlamentares em prorrogar o aumento de impostos, o Palácio Piratini cedeu em vários pontos. O próprio governador apresentou alterações ao projeto quarta-feira passada, em uma reunião com a base aliada. Na ocasião, anunciou, por exemplo, a diminuição do tempo de vigência das alíquotas majoradas de quatro para três anos.

Mas não foi o suficiente para garantir os votos necessários à aprovação. Curiosamente, a solução que garantiu a aprovação do projeto do governo veio da maior bancada de oposição - a do PT - horas antes do início da sessão extraordinária na Assembleia. Às 7h30min da manhã, em uma reunião virtual com o governador, a emenda da bancada petista recebeu o apoio do governo.

A emenda do PT diminuiu o tempo de vigência das alíquotas majoradas para combustíveis, energia e telecomunicações - elas serão mantidas em 30% somente em 2021. A partir de 2022, voltam ao patamar de 2015 - de 25%. A última versão do projeto apresentado pelo Piratini, previa a prorrogação da alíquota de 30% até 2023.

Quanto à alíquota básica, foi mantida a proposta mais recente do Executivo: fixa-a em 17,5% em 2021, voltando a 17% a partir de 2022. Hoje essa alíquota é de 18%.

Além da questão tributária, os parlamentares petistas pediram que o governo se comprometesse em destinar parte dos recursos oriundos do aumento de ICMS para a vacina contra a Covid-19. Conforme o líder da bancada petista, deputado estadual Luiz Fernando Mainardi, "o governador nos deu a garantia de que vai disponibilizar R$ 1,5 bilhão para as vacinas, os insumos e a logística. Isso se for necessário, porque poderá haver um mudança do ponto de vista nacional".

A emenda foi aprovada com 29 votos favoráveis e 25 contrários.

Entre as bancadas que se opuseram ao projeto, estava a do Novo. "Às vésperas do Natal, a Assembleia entregou mais um presente de grego para a população. Vamos seguir tendo o ICMS mais alto da região Sul. A emenda do PT não teve cabimento, pois a vacina para a Covid-19 virá de recursos e de uma logística federal, além de certamente não custar R$ 2,6 bilhões", criticou Fábio Ostermann (Novo) - citando a estimativa de arrecadação com a prorrogação do ICMS, conforme projeções dos técnicos da bancada.

Além do voto contrário dos dois deputados do Novo (que se consideram independentes), houve várias dissidências dentro da base aliada. Por exemplo, dos seis deputados do PP, apenas Silvana Covatti e o líder do governo, Frederico Antunes, votaram a favor do projeto (o presidente da Assembleia, Ernani Polo, não vota). Dos oito deputados do MDB, quatro votaram contra. E, entre os quatro do PSDB, partido do governador, houve um voto contrário, da deputada Zilá Breitenbach.

Muitos deputados sustentavam há semanas que não votariam a favor do aumento de tributos. Inclusive, Frederico Antunes chegou a ir à tribuna para rebater as alegações de que o projeto elevava impostos. "Muitos colegas falaram que são contra aumentar impostos, mas estamos votando a diminuição de impostos. A alíquota base diminuirá de 18% para 17,5%. O imposto de fronteira (Difal) será eliminado, atendendo ao pedido de centenas de milhares de empresas do Rio Grande do Sul", argumentou.

Após a aprovação da matéria, Polo suspendeu a sessão, devido ao pedido do líder do governo de retirar o regime de urgência dos demais projetos do Executivo que trancavam a pauta. Antes de a sessão ser encerrada por falta quórum, os parlamentares aprovaram a composição da Comissão Representativa que trabalhará durante o recesso parlamentar, que inicia nesta quarta-feira. (Jornal do Comércio)


Buscar ser mais competitivo é o desafio do setor lácteo em 2021, avalia Sindilat

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, foi o convidado especial da live promovida nesta terça-feira (22) pela equipe de jornalismo da Agro2Business. No webinar, o secretário-executivo fez um balanço do setor lácteo em 2020 e traçou algumas perspectivas para 2021 considerando o cenário de pandemia que entrará no próximo ano e a conjuntura econômica nacional.

De acordo com Palharini, o ano de 2020 foi desafiador para todos os setores da economia, e para o segmento lácteo não foi diferente. “Não houve planejamento que pudesse prever o que viria”, disse, referindo-se à pandemia de Covid-19. Segundo ele, a crise sanitária veio acompanhada de gargalos não tão distantes da realidade do setor. A primeira citada por ele foi a elevação dos custos de produção, especialmente de insumos como milho e farelo de soja, primordiais para a dieta do rebanho leiteiro. "O custo de produção é sempre um fator importante que influencia diretamente na capacidade de competição do produto brasileiro”, pontuou o dirigente. Nos primeiros meses da pandemia, março e abril, o câmbio, que levou o dólar quase na barreira dos R $6,00, promoveu um certo alívio nas importações de leite em pó e queijos. No entanto, passada a primeira fase da crise, a entrada de lácteos foi retomada mesmo com o câmbio ainda não favorável.  O câmbio, além de encarecer os insumos no mercado interno, estimulou as exportações dos grãos nacionais para outros países, mexendo com o abastecimento interno e as cotações.

Na avaliação do secretário-executivo do Sindilat, a frase que define o desafio para 2021 é ‘ganho de competitividade’, algo que depende de diversos fatores: ampliar a assistência técnica ao produtor no campo para garantir a entrega de um produto cada vez mais adequado às exigências do mercado e aumentar a produtividade (cuja média atual está em 100 mil litros/propriedade/ano, enquanto no Uruguai alcança 500 mil litros e, na Argentina, 1 milhão de litros/propriedade/ano).

Fazer frente a esses parceiros do Mercosul exige um trabalho que passa também por reduzir parte da dependência da atividade de insumos tão voláteis sob o ponto de vista de custo, que são o milho e o farelo de soja. “Na Argentina e no Uruguai, a alimentação é essencialmente a pasto”, frisa. O dirigente, no entanto, pontua a importância da suplementação animal, mas ressalta que grande parte da competitividade dos vizinhos já é conquistada na fase da alimentação.  “Esta é uma alternativa que podemos avançar, visto que para 2021 não há nenhum indicador que mostre a baixa dos insumos essenciais para a alimentação do gado”, destacou, lembrando que o Rio Grande do Sul novamente se encontra sob os efeitos da estiagem.

Darlan Palharini afirmou que uma política de Estado permanente para o setor seria um grande avanço para colocar o segmento lácteo na rota da competitividade com seus concorrentes. Para isso, acredita que a pressão da iniciativa privada tem papel fundamental nesse processo para mostrar a importância de ferramentas de proteção ao produtor. Uma delas, cita o dirigente, é a disponibilização de derivativos financeiros para o setor, como a venda futura, algo tão familiar ao setor de grãos. “Além do Ministério da Agricultura, a venda futura depende do Ministério da Economia. Além disso, deveria ocorrer uma flexibilização na legislação do PEP, uma demanda antiga do setor, que só permite escoamento a partir do leite cru, algo impossível em função da vida útil do produto”.

A live exclusiva com o Sindilat teve mediação do jornalista Ronaldo Luiz e participação do fundador da Agro2Business, Thiago Mateus. 

A entrevista pode ser assistida pelo Canal do Youtube da Agro2Business clicando aqui.

As informações são da Assessoria de imprensa do Sindilat/RS

Estudo descobriu que ingredientes derivados do leite são eficazes contra vírus da influenza

Pesquisa encomendada pela empresa da Nova Zelândia Quantec, e concluída por um laboratório independente dos EUA, descobriu que seu ingrediente derivado do leite patenteado IDP (Proteínas de Defesa Imune), é eficaz contra as espécies do vírus da influenza.

Em um momento em que há um intenso foco global em vírus, a Quantec encomendou um estudo in vitro independente para ver se o IDP tinha atividade antiviral e, em caso afirmativo, se sua formulação, que contém mais de 50 proteínas bioativas, fornece maior atividade antiviral do que uma proteína singular.

A atividade antiviral do IDP foi testada contra duas espécies virais, a influenza A H1N1 / Puerto Rico 8/34 e herpes simplex HSV-1 MacIntyre, e comparado com lactoferrina purificada (95%). Estudos demonstraram que a lactoferrina possui atividade antiviral. O Influenza A é um vírus comumente implicado na gripe, e o herpes simplex está implicado na causa do herpes labial. O teste descobriu que a atividade antiviral do IDP foi 120% mais eficaz contra o Influenza A do que a lactoferrina, e semelhante em termos de eficácia contra o vírus herpes simplex.

No teste, o IDP atingiu IC50 com base em 9,7 mg/ml em comparação com 21,8 mg/ml de lactoferrina, tornando o IDP duas vezes mais poderoso. O fundador da Quantec, Dr. Rod Claycomb, disse que os resultados sugerem que o IDP pode desempenhar um papel importante na proteção das células contra influenza ou infecções por herpes. “Esses são resultados empolgantes para o IDP e eles apoiam nosso desenvolvimento contínuo de novos produtos, com base nos benefícios fornecidos pela poderosa sinergia no complexo IDP. “A natureza criou as proteínas bioativas no leite para trabalhar em conjunto com o microbioma do corpo para apoiar o sistema imunológico. Continuamos a ampliar nosso conhecimento sobre os benefícios do complexo de proteínas IDP e sua aplicação para apoiar a saúde imunológica. ”

Fundada em 2009, a Quantec desenvolveu, fabricou e comercializou IDP, que contém mais de 50 proteínas bioativas encontradas naturalmente no leite para proteger a vaca de infecções e inflamações.

Quantec patenteou a descoberta de que o conjunto de proteínas IDP tem uma bioatividade significativamente maior do que as proteínas singulares do leite, como a lactoferrina. O composto já provou ter propriedades anti inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas. O presidente-executivo da Quantec, Raewyn McPhillips, disse que essas propriedades tornam o IDP particularmente eficaz como ingrediente ativo para cuidados com a pele funcionais e suplementos dietéticos, devido à sua capacidade de atuar topicamente na pele, nas superfícies oral e intestinal.

“Na Quantec, produzimos e comercializamos linhas de suplementos que apresentam IDP, como Milkamune, adequado para adultos e crianças, e a linha de cuidados da pele Epiology, que usa IDP para prevenir a propagação de bactérias causadoras de acne. O IDP também é usado como ingrediente chave para produtos alimentícios e bebidas na forma de sachês em pó, bebidas proteicas e comprimidos mastigáveis que são vendidos atualmente na China e em outros mercados asiáticos." 

“Uma parte importante de nossa abordagem para fazer a Quantec crescer é trabalhar com parceiros estratégicos em mercados-chave; nosso contrato de 20 anos com a Holon, com sede na China, um player importante no mercado de suplementos chinês com sua marca Laitap, é um exemplo disso. ”

Seguindo este projeto de pesquisa, a Quantec disse que irá progredir em outros estudos que visam traduzir esses resultados in vitro em resultados clínicos.

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint


Jogo Rápido

 Uruguai – Captação de leite até novembro foi 5,5% superior à do ano passado
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) do Uruguai, a captação de leite acumulada até o mês de novembro foi 5,5% superior à realizada no mesmo período do ano passado.  Até o mês de novembro, o volume total de leite captado pelas indústrias chega a aproximadamente 1,9 bilhões de litros.  Ainda que historicamente a produção de dezembro seja menor do que a de novembro, mesmo que ela caia 16%, como foi o caso de 2019, ainda assim, a captação total de leite do Uruguai em 2020 estará atingindo um novo recorde. O teor médio de matéria gorda no leite captado em novembro foi de 3,67%, acima do percentual médio registrado em novembro de 2019. O teor médio de proteína foi 3,35%, o maior percentual dos últimos oito anos para um mês de novembro. (Fonte: Dados Inale – Elaboração: www.terraviva.com.br)


 

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Porto Alegre, 22 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.373


Irrigação transforma cenário e produtividade em propriedade do Noroeste gaúcho

Emblemática, a imagem que mostra o limite entre a área irrigada e não irrigada na propriedade de Ademir e Rozane Chartanovicz, na linha Primeiro de Março, em Campina das Missões, aponta para a importância da irrigação adequada em períodos de escassez de chuva, como o que perdurou no Noroeste gaúcho nos últimos meses. A atividade leiteira é uma das mais impactadas pela presença da irrigação. Nos últimos anos, a Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), elaborou mais de 1.700 projetos de irrigação e 2.200 de reservação de água em açudes na região de Santa Rosa, sendo que aproximadamente 75% destes são voltados a áreas de pastagens.

A família Chartanovicz reconhece a importância da produção de leite a pasto. Acreditamos que é importante produzir leite a pasto e investir em oferta de pastagem de boa qualidade, porque é uma forma de aumentar a produção e reduzir custos, oferecendo uma produção com melhor qualidade para os consumidores. Além disso, o animal que é bem alimentado apresenta menos problemas no desempenho leiteiro e na sanidade”, salienta Rozane.

As áreas irrigadas são principalmente de grama Tifton e, parte, de aveia de verão. Aliado à irrigação, é importante atentar-se aos cuidados com a reservação de água. O produtor conseguiu manter a produção de leite durante o período de estiagem, pois tinha reserva de água para irrigar a área. Nos locais perto de divisa, onde não chega água, o pasto plantado não desenvolveu e ficou esperando uma chuva. A diferença é bem visível, observa o extensionista da Emater/RS-Ascar, Antônio Jung.

Entre a área irrigada e não irrigada estabeleceu-se um limite entre, de um lado, plantas com bom volume e aspecto de geral e, de outro, um cenário com o desenvolvimento da pastagem com porte bem abaixo e baixo grau de palatabilidade. As áreas que não possuem irrigação dependem de fatores climáticos para se desenvolverem. Já nas áreas que são irrigadas, o retorno é rápido, garantindo a produção de qualidade e o desenvolvimento da plantação. Os períodos em que mais se apresentam essas diferenças são no verão e em épocas de estiagem, em que o clima quente e a falta de chuvas podem reduzir o desenvolvimento das pastagens, explica Ademir.

Desafiado pela Emater/RS-Ascar, o casal foi um dos primeiros do município a decidir implantar um sistema de irrigação na pastagem de sua propriedade, em 1994. O sistema de irrigação por aspersão convencional, com projeto técnico elaborado pela Instituição, abrange uma área de 3, 2 hectares.

Para garantir uma boa produtividade dos pastos, é importante também a adoção de práticas aliadas à irrigação. “Um bom pasto e com alta produção é obtido com adubação adequada, de preferência orgânica, como por exemplo dejetos suínos. A adoção de plantio de culturas perenes facilita o manejo da irrigação, e com garantia de umidade no solo podemos adubar e tirar o máximo da área, observa Jung. (Emater/RS)


Alterações na norma que trata da rotulagem de produto de origem animal

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento publicou, no Diário Oficial da União a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 altera e retifica o anexo da Instrução Normativa MAPA nº 22, de 24 de novembro de 2005. Esta norma trata-se da rotulagem de produtos de origem animal. 

Os estabelecimentos produtores de produtos de origem animal têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a partir da vigência desta Instrução Normativa, para ajustar a rotulagem de seus produtos e atualizar os respectivos registros no sistema informatizado. 

Os itens que sofreram alteração foram:
5. INFORMAÇÕES OBRIGATÓRIAS
6. APRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA
9. CASOS PARTICULARES

Para conferir as alterações que passam a valer a partir do dia 4 de janeiro de 2021, clique aqui. (DOU adaptado Sindilat/RS)

Leite/América do Sul

Nas duas últimas semanas, as temperaturas de verão e as condições climáticas seca estão prevalecendo na Argentina e no Uruguai, limitando a umidade para o desenvolvimento das plantações de milho e soja. No entanto, o tempo seco está acelerando a colheita dos grãos de inverno. 

Enquanto isso, chuvas moderadas estão mantendo as condições favoráveis para a soja e milho da primeira safra nas principais regiões produtoras do centro e sul do Brasil. Em geral, o volume e a qualidade das forragens estão sendo descritos como regulares ou bons nas principais bacias leiteiras do continente.

A produção de leite na fazenda está caindo sazonalmente, principalmente devido ao aumento do estresse térmico das vacas, causado pelas altas temperaturas do verão. Além do Brasil, a oferta de leite tem sido suficiente para cobrir a maioria das necessidades de processamento de leite fluido, incluindo o leite UHT, em toda a região do Cone Sul. Com a maioria das escolas fechadas durante as férias de verão, as vendas de leite engarrafado/UHT estão caindo. O mercado de creme está firme em todo o continente, enquanto os sólidos do leite caem. Como resultado, a produção de produtos à base de creme, como manteiga, sorvete e leite condensado está sendo menor em diversas fábricas.

Os pedidos de final de ano já foram entregues aos varejistas. O setor de alimentação continua lutando contra os efeitos dos bloqueios realizados em decorrência da pandemia do Covid-19. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

O Natal da Languiru 
Diante das dificuldades impostas pela pandemia, com medidas restritivas, o tradicional evento de fim de ano da cooperativa Languiru de Teutônia teve que se adaptar às possibilidades. Com transmissão ao vivo pelas suas redes sociais, mais de 12,3 mil pessoas foram alcançadas, registrando cinco mil visualizações e 1,3 mil curtidas, comentários e compartilhamentos em 1h20 m de transmissão. Em tempo: a Languiru deve registrar crescimento de 25% em 2020, um desempenho excepcional. (Jornal do Comércio)