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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 16 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.684


Planejamento possibilita férias para agricultores sem prejudicar atividade leiteira

A Bovinocultura de Leite foi a atividade escolhida pelos agricultores Marcelo Müller e Liege Schweikart para diversificar a produção da propriedade rural e garantir a melhoria de renda no orçamento da família. A aposta dos agricultores residentes em Venâncio Aires deu certo e o que começou com oito vacas, sendo algumas alugadas de um vizinho, hoje soma 22 vacas em lactação, com uma produção média acima de 30 litros de leite por vaca ao dia, o que tornou a produção de leite a única fonte de renda da família.
Marcelo e Liege não pararam por aí. A profissionalização da atividade e o gerenciamento da propriedade rural sempre estiveram no foco dos agricultores que contam com a Assistência Técnica da Emater/RS-Ascar. "A assistência técnica é importante porque eles buscam o conhecimento e estudam. E isso se torna útil quando eles conseguem trazer essas oportunidades para o produtor. Esse modelo de trabalho só é possível realizar com a assistência continuada tanto da Emater quanto da cooperativa que nos dão o suporte técnico com informações e tecnologias que nos permitem fazer com que o nosso sistema de produção funcione", avalia Marcelo.

Em 2015 a família passou a integrar o Programa de Dietas para Vacas em Lactação, desenvolvido pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), no município de Venâncio Aires. O programa consiste em organizar o manejo e a alimentação do rebanho leiteiro de forma em que os animais possam expressar o máximo do seu potencial produtivo sem descuidar da saúde.
Os agricultores conseguem melhor visualizar a atividade, avaliar as necessidades e adequar os investimentos de forma a reduzir custos de produção e aumentar a lucratividade a partir de ações, como o mapeamento e aptidão do solo agrícola para o cultivo de pastagens, planejamento das culturas para o fornecimento de alimento ao rebanho no ano todo, a fim de evitar os períodos de vazio forrageiro, melhoramento genético e controle do rebanho com planilhas de cálculo de dieta ajustadas com a demanda alimentar das vacas em lactação.

Com a produção organizada a família traçou um objetivo ousado para a bovinocultura de leite: 30 dias de férias sem a preocupação com a ordenha dos animais. Para isso, desde 2018, com a assistência técnica da Emater/RS-Ascar, a família começou a organizar o período reprodutivo do rebanho para concentrar os partos nos meses de abril, maio e junho. Desta forma, os animais estariam no período seco no mês de março, permitindo à família as tão esperadas férias. "Esse momento de folga foi uma sugestão do extensionista da Emater, o Diego, que percebeu os nossos pensamentos e a nossa realidade", lembra Marcelo. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Diego Barden dos Santos, explica que "concentramos as inseminações no inverno para que elas parissem no mesmo período. Com isso, a gente contribuiu com o manejo alimentar, ajudando mais na parte de inverno, quando as vacas precisariam entrar em protocolo de inseminação, com a nutrição bem balanceada".

Além de qualificar o manejo alimentar, o acompanhamento veterinário também foi fundamental. "É a união do trabalho de dietas feito pela Emater com a sanidade animal feito pelo veterinário, juntamente com a nutrição balanceada, e conseguimos tirar o máximo das vacas nesse período. Então, além de expressar uma excelente produção, uma excelente sanidade, a gente conseguiu expressar uma excelente reprodução dessas vacas também. Tanto que neste ano foi possível concentrar mais ainda os partos nesse período de inverno", frisa Santos.

A agricultora lembra que o trabalho constante com os animais, com duas ordenhas diárias, além dos demais manejos, torna a rotina do produtor cansativa e, por isso, o período de férias no qual a família possa viajar com tranquilidade se torna ainda mais importante. "Com as vacas não tem muito intervalo durante o dia. O trabalho é diário, não tem fim de semana ou feriado. A gente vinha de outra cultura e, como somos só nós dois, ou a gente mudava o sistema e dava um jeito de aproveitar a vida ou largava a atividade. Do jeito que era não estava funcionando. Então decidimos adensar todos os partos. Estamos tentando há três anos e em 2022 deu bem, praticamente 30 dias sem ordenha. Foi maravilhoso", comenta Liege.

Sem a rotina de ordenha, contratar mão de obra para cuidar dos animais enquanto a família viaja, se torna mais fácil. "A vaca é muito de rotina, ela precisa que a ordenha seja feita da mesma forma todos os dias. A mudança de pessoa para fazer a ordenha nos traria dificuldades. Além disso, é difícil encontrar uma pessoa que venha fazer a ordenha de madrugada e no final do dia. Quando tiramos fora a ordenha se facilita encontrar pessoas que possam fazer a alimentação das vacas e manejar elas para o campo, ou não, durante esse período", comenta Marcelo.

O extensionista explica que a concentração dos períodos de parto não gera prejuízos aos produtores quando é analisado o processo de produção e também fatores de mercado, como o preço pago pelo litro do leite no inverno. "Quando a gente entende que o leite é tirado no ano e não no mês, a gente vê que não há perdas, na verdade há um ganho. Toda vaca tem uma curva de lactação e necessita ficar dois meses sem produzir leite. Então, quando a gente concentra esse período de reprodução no período de inverno, não deixamos de produzir leite naquele ano, a gente só deixou de produzir leite em um certo período, que é o mês anterior ao início dos partos", explica Santos.

A produção de leite na propriedade de Liege e Marcelo tem aumentado a cada ano e espera-se que em 2022 supere 200 mil litros de leite, um recorde para a propriedade. "A gente tem uma condição de produzir muito mais leite no período de inverno, em comparação ao verão, se fosse a mesma vaca, com a mesma alimentação, pois temos uma condição de bem-estar animal melhor no inverno, com clima mais ameno e uma produção maior no inverno do que no verão", frisa Santos.

O extensionista ainda ressalta que "quando a gente consegue observar que os animais conseguem ter melhor alimentação no inverno, produzir mais leite nesse período, e a família entende isso, casando as duas oportunidades no processo, a gente conseguiu pensar e projetar um futuro onde a família possa ter em torno de 30 dias de férias, sem a obrigação tirar leite das vacas. Benefícios como bem-estar animal, alimentação adequada e o preço do leite ser mais vantajoso, tudo isso está a favor do produtor. Então, não tem porque não concentrar partos para o período de inverno", finaliza Santos.

Além da assistência técnica da Emater/RS-Ascar, a família conta com assessoria técnica do médico veterinário e zootecnista Eduardo Motta Caminha, que explica que o planejamento foi fundamental para o êxito do objetivo da família. "Esse trabalho exigiu planejarmos tanto a reposição quanto o descarte de animais, pois nem todos os animais se encaixavam nesse período. Então, eles se programaram com um número de animais jovens para repor o número de animais que estava fora desse objetivo" avalia Caminha.

O veterinário ainda ressalta que o acompanhamento e a realização das vacinas no período certo foram e são fundamentais. "Esse trabalho não envolve somente a reprodução. Os animais precisam estar bem nutridos, principalmente no pós-parto, para que volte a reproduzir e a ciclar o mais cedo possível. Na parte de sanidade temos o controle das vacinas, principalmente as doenças reprodutivas, que são as que mais acometem o rebanho. Estando tudo certo no calendário de vacinas, a parte sanitária está tudo certo também", avalia Caminha.

Para outros agricultores que também desejam tirar um período de folga, sem ordenha das vacas, Marcelo recomenda o acompanhamento técnico. "Qualquer decisão que forem tomar, primeiro busquem o máximo de informações possível para que, no momento da decisão, saiba definir o que é útil para a propriedade. Esse modelo funciona bem na nossa propriedade, mas cada produtor deve fazer sua avaliação. A realidade hoje é que eu trabalho de uma forma cansativa, mas eu vejo que em março do ano que vem eu terei o meu período de folga, como todo trabalhador que tem carteira assinada. É isso que nos estimula a trabalhar e fazer funcionar esse sistema de trabalho", destaca Müller.

Liege lembra que, além do planejamento do período reprodutivo dos animais, é fundamental a gestão e o planejamento de todas as atividades da propriedade rural. "Tem que saber que as vacas vão precisar ser inseminadas todas no mesmo período, que você terá os terneiros no mesmo período e precisa de um local para eles ficarem, que não terá entrada de dinheiro naquele mês e que você precisa se organizar. Mas, dá para fazer. Não é fácil, mas dá para fazer", conclui. (Emater/RS)


 
 
Após subir para 13,25%, Copom prevê novas altas
 
Desde o início do aperto monetário, são 11 elevações consecutivas 
 
Após elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 12,75% a 13,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou que o ciclo de aperto monetário não terminou e se estenderá nos próximos meses. A nova rodada do colegiado para decidir sobre a taxa básica de juros acontece nos dias 2 e 3 de agosto deste ano. 
 
          
 
Diante do cenário de incertezas e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, o Copom sinalizou que o aumento de juros se estenderá para a próxima reunião, quando prevê uma nova alta de igual ou menor magnitude. Isso significa um aumento de 0,5 ponto percentual ou de 0,25 ponto percentual.
 
“O comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, afirmou.
 
Para justificar o movimento, o Copom citou “a crescente incerteza da atual conjuntura”, que, em conjunto com o “estágio avançado do ciclo de ajuste” e seus impactos futuros, exige “cautela adicional em sua atuação”
 
A Selic atingiu o patamar mais alto em quase cinco anos e meio. Em janeiro de 2017, a taxa de juros estava em 13,75% ao ano, durante o governo de Michel Temer (MDB). O Copom começou a subir os juros em março de 2021, quando a Selic partiu de seu piso histórico, em 2% ao ano. O Brasil foi um dos primeiros países entre as principais economias do mundo a fazer esse movimento. Desde o início do ciclo de aperto monetário, há mais de um ano, já são 11 altas consecutivas.
 
No encontro de quarta-feira, o colegiado do BC manteve o plano sinalizado na reunião anterior, em maio, de que faria um novo ajuste de menor intensidade depois de subir a taxa de juros em 1 ponto percentual. Entre outubro de 2021 e fevereiro deste ano, foram três altas de 1,5 ponto percentual.
 
O atual choque de juros, que desde o primeiro movimento acumula elevação de 11,25 pontos percentuais, já é o mais longo da série histórica e o mais forte desde a adoção do regime de metas para inflação, em 1999. Na época, a taxa básica saltou de 25% para 45% ao ano.
 
Com a taxa básica em dois dígitos e em território bastante contracionista, o BC responde a uma inflação persistente e disseminada e à deterioração das expectativas para 2023. Dada a defasagem dos efeitos da política monetária na economia, o colegiado já toma sua decisão sobre os juros olhando integralmente para a meta de inflação próximo ano - fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
 
“O comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2023”, afirmou.
 
Para Mauricio Oreng, superintendente de pesquisa macroeconômica do Santander, o comunicado não traz muita clareza quanto à totalidade do plano de voo do BC e espera mais detalhes sobre os próximos passos na ata, que será divulgada na próxima terça-feira. (Jornal Comércio)

 
 
 
EFEITOS DA INFLAÇÃO: Argentina,Inglaterra e Suíça aumentam taxas de juros
 
Em meio à persistente escalada dos preços, o Banco Central da República da Argentina anunciou ontem o aumento da Letra de Liquidez (Leliq) de 28 dias, a taxa básica de juros, de 49% para 52%. A decisão ocorre no dia seguinte à divulgação dos dados de inflação ao consumidor do país, que atingiu mais de 60% na comparação anual de maio. Em comunicado, a autoridade monetária também informou que subiu os limites mínimos de taxas sobre depósitos a prazo fixo da poupança, para 53% ao ano. Segundo o Banco Central argentino, os números mensais de inflação recuaram no mês passado e devem continuar desacelerando gradualmente. Ainda assim, a instituição avalia que houve um aumento na percepção de risco financeiro no exterior. Também na Inglaterra e na Suíça as taxas subiram.
 
O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu elevar a taxa básica de juros em 25 pontos-base pela quinta vez seguida, para 1,25%, em meio à persistência da inflação no Reino Unido, após concluir reunião de política monetária ontem. A decisão do BC inglês veio em linha com a expectativa de analistas. Segundo comunicado do BoE, seis de nove dirigentes de política monetária votaram pelo aumento do juro básico a 1,25%.
 
Os três dissidentes defenderam alta maior, para 1,50%. O BC inglês ainda sinalizou que aumentos mais agressivos do juro básico poderão ser necessários para domar a inflação. Também ontem o Banco Central da Suíça anunciou ontem seu primeiro aumento de juro desde setembro de 2007, elevando sua principal taxa em 50 pontos-base, de -0,75% a -0,25%, numa tentativa de conter a inflação doméstica.Economistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam juro inalterado. A inflação anual suíça acelerou para 2,9%
em maio, atingindo o maior nível em mais de uma década.
 
Na última quarta-feira o juro também foi aumentado nos Estados Unidos por causa da inflação. O Federal Reserve acrescentou 0,75 ponto à taxa que deve oscilar entre 1,50% e 1,75%. (Correio do Povo)


Jogo Rápido 

AUDITORES FISCAIS: Categoria suspende greve no Estado
A Delegacia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) no Estado suspendeu a paralisação de 48 horas iniciada à meia-noite da última terça-feira. A decisão cumpre notificação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que obrigou a manutenção de 100% do efetivo nos serviços de vigilância, inspeção e certificação agropecuária. A suspensão do movimento atende também a orientação do Anffa Sindical, que, em comunicado, determinou a retomada de atividades no Vigiagro, na inspeção de produtos de origem animal e vegetal, na defesa sanitária animal e vegetal e nos laboratórios. (Correio do Povo)
 

 
 
 
 
 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 15 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.683


Emater/RS: produção de leite segue baixa, mas vazio forrageiro se encaminha para fim

A produtividade dos rebanhos segue baixa, porém os produtores já começam a usar com
mais intensidade as áreas de pastagens cultivadas com aveia e azevém, amenizando os efeitos do período de vazio forrageiro, que se encaminha para o final.

Porém, o aumento da umidade do solo devido às chuvas e à falta de luminosidade tem restringido o uso das áreas com espécies cultivadas de inverno como forma de evitar danos com pisoteio e arranquio das plantas. Esses problemas, somados às quedas de temperatura, que aumentam a demanda energética dos animais, estão sendo compensados com a suplementação regular de ração e silagem.

O acúmulo de barro nas áreas das criações segue dificultando as atividades de manejo, alimentação e ordenha dos rebanhos.

O estado sanitário do rebanho é considerado bom, e há boa redução das infestações de carrapatos devido às temperaturas mais frias. Os produtores estão realizando as vacinações preventivas, com destaque para a da raiva herbívora, conforme orientação das Inspetorias de Defesa Agropecuárias locais, devido ao aumento do número de casos no RS.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, a diminuição das chuvas foi benéfica para os produtores de leite, que encontraram condições adequadas para a utilização das pastagens cultivadas de alta qualidade como aveia, azevém, trevos e cornichão.

Em São Borja, agroindústrias de derivados lácteos enfrentam dificuldades para a obtenção da matéria-prima devido ao período de vazio forrageiro.

Na região da Campanha, a produção está estável, mas há tendência de elevação nas propriedades com pastagens de inverno estabelecidas.

Na regional de Caxias do Sul, as chuvas excessivas atrasam a implantação dos cereais de inverno para a silagem, porém serão de grande importância para recuperar os estoques de forragem após o período de seca.

Na regional de Frederico Westphalen, o aumento da disponibilidade de pastos, principalmente das espécies anuais de inverno, assim como de água em quantidade e qualidade, levou a produção de leite a uma boa recuperação. Contudo, o excesso de chuva, neste período, dificulta o trabalho de manejo do rebanho, reduzindo o consumo e, consequentemente, a produção.

Na regional de Passo Fundo, as chuvas mais intensas e a alta umidade do ar têm causado efeitos negativos na atividade, como a redução das horas de pastoreio, o aumento da ocorrência de mamites em função do barro acumulado, a redução do desempenho das pastagens e o aumento do aporte de alimentos concentrados, o que eleva o custo de produção, resultando na diminuição do lucro da produção de leite.

Na regional de Pelotas, em Pedras Altas, as pastagens cultivadas estão com bom desenvolvimento, aumentando a oferta de forragem e, portanto, a produção de leite, estimulando os produtores com a melhora dos preços nos últimos meses.

Na regional de Santa Rosa, as pastagens de inverno não estão respondendo ao manejo e não crescem como o esperado. Além disso, em muitas propriedades, está faltando alimento verde para as vacas. Os produtores intensificaram o corte do milho para confecção de silagem, que está com boa produção e boa qualidade.

Na regional de Soledade, as lavouras de trigo e outros cereais de inverno destinados à silagem estão como crescimento atrasado por conta da falta de sol e do excesso de umidade no solo. A maioria das lavouras de milho tardio para silagem estão prontas para ensilar, no entanto há dificuldade de fazer a colheita por causa do solo muito encharcado. (As informações são da Emater-RS)


Balança comercial: O que podemos esperar para o próximo mês?
 
Conforme relatado, no artigo “GDT: preços internacionais dos lácteos voltam a subir” os preços no mercado internacional de lácteos voltaram a ganhar força no início do junho, e no último leilão os preços médios avançaram. Os preços futuros também estão com um cenário altista, frente ao retorno econômico da China após um período de lockdowns.
 
Este cenário está ocorrendo em grande parte por conta da retomada gradual da China. Historicamente, o primeiro trimestre do ano é um dos trimestres que a China mais importa derivados lácteos, e com o controle sanitário dos últimos meses, estas negociações foram prejudicadas. Desta forma, o país deve buscar suprir esta queda no volume negociado nos próximos meses. Esta elevação dos preços internacionais tende a diminuir a competitividade dos produtos internacionais, desestimulando as importações.
 
Fortalecendo este cenário, o dólar, que vinha sofrendo recuos consecutivos, voltou a ganhar força, impulsionando o desestimulo às importações, e favorecendo as exportações.
 
Um outro ponto de atenção que impacta negativamente nas importações nos próximos meses é a disponibilidade de produtos por parte do principal parceiro comercial brasileiro neste mercado, o Mercosul. Os países do bloco estão com parte de sua produção já comercializada, o que pode dificultar novos negócios e afetar o volume importado pelo Brasil.
 
Em contrapartida, os preços dos derivados lácteos no mercado interno estão operando em patamares elevados, devido ao cenário de baixa disponibilidade de leite no mercado, o que contribui para aumentar a competitividade dos produtos importados.
 
Nesse cenário, mesmo com alguns fatores jogando contra às importações (aumentos dos preços internacionais, baixa disponibilidade do Mercosul e elevação da taxa de câmbio) o produto importado ainda é competitivo, portanto, espera-se que as importações sigam ganhando força nos próximos meses e que a janela de exportações continue fechada. (Milkpoint)
 

 
Conseleite/MT: valor de referência do leite tem alta de 5,23%

Mato Grosso atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Abril de 2022 a ser pago em Maio de 2022 e para o leite entregue no mês de Maio de 2022 a ser pago em Junho de 2022. 

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor.

Períodos de apuração
Mês de Abril/2022: De 01/04/2022 a 30/04/2022
Mês de Maio/2022: De 01/05/2022 a 31/05/2022
OBS: (1) Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural. (As informações são do Conseleite-MT)


Jogo Rápido 

AUDITORES FISCAIS: Categoria suspende greve no Estado
A Delegacia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) no Estado suspendeu a paralisação de 48 horas iniciada à meia-noite da última terça-feira. A decisão cumpre notificação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que obrigou a manutenção de 100% do efetivo nos serviços de vigilância, inspeção e certificação agropecuária. A suspensão do movimento atende também a orientação do Anffa Sindical, que, em comunicado, determinou a retomada de atividades no Vigiagro, na inspeção de produtos de origem animal e vegetal, na defesa sanitária animal e vegetal e nos laboratórios. (Correio do Povo)
 

 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 14 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.682


Modelo de inspeção opõe indústrias a auditores
 
PL que cria programa de autocontrole sanitário às empresas é um dos motivadores da paralisação dos agentes federais por 48 horas
 
Tema de discórdia entre representantes do agronegócio e auditores fiscais agropecuários, o projeto de lei 1.293/2021 deverá ser votado no próximo dia 23 na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado. A proposta estabelece um novo modelo de fiscalização agropecuária, no qual indústrias do setor poderão adotar programas de autocontrole, com registros sistematizados e auditáveis de todo o processo produtivo, desde a matéria-prima ao produto final. 
 
O PL 1.293/2021 é um dos principais motivos da paralisação dos auditores fiscais federais, por 48 horas, a contar da meia-noite de hoje. Para a delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Estado (Anffa Sindical-RS), Soraya Elias Marredo, ao transferir a responsabilidade pela fiscalização ao setor privado, a mudança proposta fragiliza a atividade dos auditores e dificultará a rastreabilidade do processo. “O
projeto põe em risco a saúde da população, ao colocar atribuições tão importantes na mão do interessado. Nossas auditorias terão intervalos longos, as etapas desse processo não foram acompanhadas, e vamos auditar o que foi feito nesse meio-tempo”, critica Soraya. A categoria também pede realização de concurso público, reforma em plano de carreira e recomposição salarial.
 
De autoria do Executivo, a matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio. Na semana passada, teve votação adiada após pedido de vistas de senadores, que pedem discussão mais aprofundada e avaliação de outros colegiados.
 
O texto, que já obteve parecer favorável do relator, senador Luís Carlos Heinze, tramita em caráter conclusivo sem necessidade de análise em plenário. Entidades do setor de proteína animal argumentam que o Estado não acompanhou o crescimento das empresas, que saem prejudicadas pela falta de fiscais para atender às plantas. “Apesar da ociosidade nas plantas, quando há necessidade de um abate extra ou de horário estendido, há dificuldade de o Ministério disponibilizar profissionais”, diz o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen. 
 
Segundo ele, a maioria das indústrias adotam programas de autocontrole, com profissionais nos setores de responsabilidade técnica e de garantia de qualidade.

A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) considera que o projeto traz modernização ao sistema de inspeção, pois permitirá às indústrias produzirem dentro das normas com a agilidade. “As indústrias vêm crescendo a cada ano. E o serviço oficial, aguardando concursos, vê-se em dificuldades em atender a toda a demanda”, afirma o presidente da entidade, José Eduardo dos Santos. Ele explica que, com a aprovação do projeto,, as empresas serão orientadas e terão prazos para adaptação. (Correio do Povo)


Balança comercial de lácteos: exportações voltam a cair
 
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13/06) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos foi de -53 milhões de litros em equivalente-leite no mês de maio, uma diminuição de 33 milhões, ou aproximadamente 62% em comparação ao mês anterior. Ao se comparar ao mesmo período do ano passado (maio/2021), o saldo foi mais negativo, sendo que o valor em equivalente-leite nesse período foi de -41 milhões de litros, representando uma diferença de aproximadamente 22%. Confira a evolução no saldo da balança comercial láctea no gráfico 1.
 
Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos.

 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT.
 
No mês de maio as exportações tiveram uma forte queda, de aproximadamente 48% em relação ao mês anterior, com um decréscimo de 10,7 milhões de litros no volume exportado. Ao se comparar com 2021, as exportações também foram inferiores em maio, com um decréscimo de -6,0 milhões de litros, representando um recuo de aproximadamente -34,5% no volume exportado. Dessa forma, após passar por um aumento expressivo nos volumes de lácteos destinados às exportações, no mês de maio as exportações voltaram a perder força.
 
Gráfico 2. Exportações em equivalente-leite.


 
Do lado das importações, o cenário também foi reverso do que o observado em abril. O mês de maio apresentou um aumento de 52% nas importações, com um acréscimo no volume de importações de 21,9 milhões de litros em equivalente-leite. Analisando o mesmo período do ano passado, também nota-se um aumento entre os volumes importados; em maio de 2021, 58,1 milhões de litros em equivalente-leite foram importados, já em 2022 esse valor teve uma variação positiva de aproximadamente 10%, totalizando um aumento de 5,8 milhões de litros em equivalente-leite comparando-se os anos, o que pode ser observado no gráfico a seguir:
 
Gráfico 3. Importações em equivalente-leite.


 
Esse aumento nos volumes importados e recuo das exportações acarretaram em um saldo mais negativo da balança comercial de lácteos para o mês de maio, recuando para os patamares observados em março.
 
Este cenário é consequência da dinâmica que vem sendo formada ao longo dos últimos meses, com o recuo dos preços internacionais, conforme indicado pelo leilão Global Dairy Trade, visto que os preços médios praticados na plataforma de comercialização internacional passaram por sucessivas quedas, em meio a menor demanda por parte da China. Este fato impulsionou uma disruptura do cenário que estava vigente, contribuindo para elevar a competitividade dos produtos internacionais.
 
O dólar, que vinha operando em patamares elevados, também registrou quedas ao longo do mês de maio, devido a políticas monetárias, tanto do Brasil, quanto dos Estados Unidos, associado ao retorno econômico da China e melhora no apetite por risco.
 
Outro fator que contribuiu para este cenário foi a ascensão dos preços dos derivados lácteos no mercado interno. A baixa disponibilidade de leite acarretou em sucessivos aumentos nos preços médios praticados, elevando a competitividade dos produtos internacionais e afetando a viabilidade das exportações, em alguns momentos tornou-se mais vantajoso comercializar no mercado nacional do que destinar às exportações, ocorrendo um desestimulo às exportações.
 
Em relação aos produtos mais importantes da pauta importadora em maio, temos o leite em pó integral, os queijos, o leite em pó desnatado e o soro de leite, que juntos representaram 89% do volume total importado. O leite em pó integral teve uma elevação de 31% em seu volume importado. Os produtos que tiveram maior variação com relação a importação foram o leite em pó desnatado, os queijos e as manteigas, com aumentos de 158%, 37% e 121%, respectivamente.
 
Os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite em pó integral, o leite condensado, o leite UHT, o creme de leite e os queijos, que juntos, representaram 75% da pauta exportadora. O leite em pó integral teve um recuo de 65% em seu volume exportado, e o leite condensado um recuo de 35%, sendo os dois produtos principais comercializados, representando juntos 40% da pauta exportadora.
 
A tabela 1 mostra as principais movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de maio deste ano.
 
Tabela 1. Balança comercial láctea em maio de 2022.

 

Rabobank: preços elevados do leite não garantem margem e custos continuam desafiadores
 
A resposta do Rabobank para “Já chegamos lá?”, referindo-se aos picos de preços do leite em pó, é: sim. Parece que os preços globais do leite em pó atingiram o pico durante o primeiro semestre de 2022.
 
Embora a produção de leite esteja no meio de uma desaceleração significativa, que deve durar pelo menos quatro trimestres consecutivos (do terceiro trimestre de 2021 ao segundo trimestre de 2022), o enfraquecimento das expectativas de demanda está criando o cenário para algumas quedas moderadas nos preços das commodities lácteas durante o segundo semestre de 2022. 
 
O excesso de oferta na China está reduzindo as importações de lácteos

O forte crescimento da oferta doméstica de leite no primeiro trimestre de 2022 de 8% no comparativo anual e os altos estoques devido às fortes importações do ano passado estão colidindo com a demanda mais fraca devido aos lockdowns relacionados ao Covid. Isso está criando a condição perfeita para a redução das importações de lácteos chineses.
 
As importações totais LME (equivalente de leite líquido, excluindo soro de leite) já estão 4% mais baixas nos primeiros quatro meses do ano, com algumas categorias em queda acentuada (soro -40%). Olhando para o futuro, espera-se que a demanda de importação sem soro da China diminua 34% em relação ao ano anterior em 2022
 
A produção de leite deverá se recuperar modestamente nos próximos trimestres

Custos recordes de alimentação e problemas relacionados ao clima impactaram diretamente as margens dos produtores de leite nas regiões produtoras de leite chamada de Big-7 (que inclui União Europeia, EUA, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, Argentina e Uruguai) há algum tempo.
 
Os rebanhos globais estão enfrentando barreiras para crescer, dificultando a recuperação da produção de leite após a atual queda. Se o enfraquecimento dos preços das commodities se traduzir em preços mais baixos ao produtor nos próximos trimestres, isso poderá resultar em uma recuperação menos impressionante.
 
Pela primeira vez desde 2016, a produção de leite nas regiões exportadoras de lácteos Big-7 contraiu com relação ao ano anterior por três trimestres consecutivos. E o Rabobank prevê que as regiões Big-7 estão a caminho de contrair pelo quarto trimestre consecutivo no segundo trimestre de 2022, algo que não acontecia desde 2012-2013. Espera-se que a produção de leite diminua 1,1% no segundo trimestre de 2022, após uma queda de 1,9% no primeiro trimestre de 2022.
 
Um crescimento anual positivo – versus um baixo comparável – é esperado no segundo semestre 2022, resultando em uma perda estimada de -0,5% para 2022. As previsões preliminares para 2023 sugerem um ganho abaixo da tendência de 0,5%.
 
Os preços mais altos do leite ao produtor na maioria das regiões não garantiram o crescimento da produção

Produtores de leite em todo o mundo estão enfrentando preços mais altos de milho e soja e problemas climáticos em certas regiões, principalmente na Oceania e na América do Sul. As pressões inflacionárias gerais no combustível energético e nos salários também estão impactando a lucratividade em todo o Big-7. Apesar dos preços mais altos do leite, o crescimento da produção de leite e o cenário de custos com ração continuam desafiadores.
 
Os custos de alimentação permanecerão elevados em 2022/23
O relatório mais recente sobre o mercado de commodities agrícolas do Rabobank – Agri Commodities markets monthly (ACMR Mensal de maio de 2022) – mostra que as previsões de preços para o milho CBOT tiveram uma leve queda em relação ao relatório anterior, mas ainda estão perto de níveis recordes.
 
O milho deve atingir o pico no segundo trimestre de 2022 e permanecer acima de 700 USc/bu pelo menos no segundo trimestre de 2023. Enquanto isso, as perspectivas para os preços da soja também permanecem desafiadoras para os produtores de leite, com as previsões sugerindo preços acima de 1500 USc/bu para a soja CBOT para os próximos 12 meses.
 
Pressões inflacionárias devem desencadear uma demanda menor em países ricos e pobres, já que os consumidores estão sendo atingidos por uma onda de inflação global não vista desde a década de 1970. Embora os consumidores dos países desenvolvidos sejam geralmente mais resistentes a preços mais altos, desta vez o impacto nos preços da energia e dos combustíveis é severo e está resultando em mudanças no comportamento do consumidor.
 
O consumo de lácteos dos EUA em março caiu 1,3% em relação ao ano anterior em uma base de sólidos totais. Alguns países, como o Reino Unido, já estão implementando medidas para proteger famílias de baixa renda com pagamentos únicos e descontos na conta de energia devido ao poder de compra diminuído.
 
Na maioria das regiões, os consumidores estão sentindo o impacto da inflação em seu poder de compra de forma significativa. Nos EUA e na UE, a inflação em alta em 40 anos é um choque para o consumidor e impacta desproporcionalmente as famílias de baixa renda. Nos mercados emergentes, a inflação não é nova, mas a gravidade do atual aumento dos preços, especialmente para os países importadores de commodities, foi amplificado pelos efeitos da guerra na Ucrânia e um dólar muito forte. Ainda assim, os altos preços do petróleo podem sustentar a demanda de importação de laticínios para alguns países exportadores de petróleo, como vimos em ciclos anteriores de commodities.
 
Brasil
Queda recorde na produção do primeiro trimestre de 2022 – Os desafios climáticos contínuos impactaram ainda mais a produção de leite nas principais regiões do Brasil durante o primeiro trimestre. Os preços dos grãos permaneceram elevados e há um alívio limitado à vista. Embora os preços do leite ao produtor tenham subido recentemente, as margens dos produtores continuaram sob pressão durante os primeiros meses do ano.
 
Como resultado, dados preliminares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam uma queda de 10% na produção de leite no primeiro trimestre de 2022 em relação ao primeiro trimestre de 2021.
 
A redução do rebanho ajuda a explicar o declínio – a produção de leite enfrentou obstáculos significativos desde o início da pandemia. Os altos custos sustentados dos grãos e dois anos consecutivos de chuvas irregulares afetaram a pecuária leiteira. Mas os preços da carne bovina também atingiram níveis recordes nos últimos trimestres, incentivando os produtores de leite a reduzir seus rebanhos ou a deixar o setor por completo. Embora a contagem oficial do rebanho leiteiro do Brasil seja publicada com um atraso significativo, evidências sugerem que é provável uma redução de 10% no rebanho leiteiro nos últimos 18 meses.
 
Os preços do leite ao produtor aumentaram com a baixa oferta – o declínio acentuado na produção de leite fez com que os preços do leite nas fazendas aumentassem significativamente nas últimas semanas. Os processadores tiveram que pagar preços mais altos do leite ao produtor, mesmo em um ambiente de fraca demanda do consumidor. Os preços de abril registraram um recorde nominal de R$ 2,43/litro médio e devem subir em maio. Os preços podem atingir o pico em julho, à medida que a produção de leite da temporada de fluxo do sul aumenta. 
 
A demanda do consumidor vai melhorar marginalmente – a inflação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) superou 11% nos últimos doze meses em abril, com alimentos e bebidas aumentando quase 13% no mesmo período. Os consumidores sentiram os impactos da alta inflação no Brasil desde o início de 2021, ajustando os padrões de consumo de acordo. As vendas de lácteos no varejo caíram cerca de 6%, segundo fontes do setor.
 
No entanto, a demanda deve começar a se estabilizar nos próximos meses, à medida que o desemprego diminui e a inflação começa a atingir o pico. Pode haver alguma recuperação da demanda no terceiro trimestre de 2022. As projeções econômicas foram revisadas recentemente para cima e o Brasil pode apresentar um crescimento mais forte do que o esperado no segundo semestre de 2022. No entanto, a demanda continuará tendo um desempenho inferior até que a inflação recue.
 
Uma moeda mais forte ajuda a aumentar as importações no segundo semestre 2022
As exportações devem se recuperar no segundo semestre do ano com o aumento dos preços domésticos do leite e a recuperação do Real com relação às baixas vistas no quarto trimestre de 2021. Se os preços do leite ao produtor continuarem altos no Brasil, algumas importações adicionais do Mercosul são esperadas.
 
A janela de exportação se fechou para o Brasil
Com os atuais preços internacionais e taxas de câmbio, as exportações brasileiras perderam competitividade e não devem contribuir para os fluxos comerciais globais de maneira significativa durante o terceiro trimestre de 2022. (As informações são do Rabobank)


Jogo Rápido 

Fazendo a tecnologia funcionar: a gestão no centro do negócio leiteiro
 A tecnologia está cada vez mais difundida nas mais diversas atividades e também nas fazendas de leite. O estoque de conhecimento e o entendimento técnico já são alicerces sólidos e com grau de amadurecimento. Por outro lado, como fazer a tecnologia funcionar? Como gerenciar para avançar? Neste cenário tecnológico, temos e sempre teremos, as pessoas. São elas que com ou sem tecnologia fazem a lida das propriedades, os processos funcionarem. Então, não basta mais ter domínio do conhecimento técnico e dispor de tecnologias, é preciso gerenciar pessoas! Sabendo da importância do desenvolvimento dos colaboradores e formação de times, bem como da crescente inserção da tecnologia no leite, o terceiro painel do Interleite Brasil 2022, “Fazendo a tecnologia funcionar: a gestão no centro do negócio leiteiro,” no dia 04 de agosto, trará dois casos de produtores de sucesso e uma palestra sobre gestão de pessoas. Se você pensou em gestão, tecnologia e pessoas, o terceiro painel do Interleite Brasil 2022 é para você! Este ano, o Interleite chega a sua 20ª edição e será sediado pela primeira vez no Brasil Central, em Goiânia, nos dias 03 e 04 de agosto. Com correalização do Sistema Faeg/Senar - GO, do Sebrae-GO e do Governo de Goiás e demais apoiadores, o Interleite Brasil abordará outras pautas importantíssimas para o leite brasileiro: sistemas de produção, sustentabilidade, índices de produtividade, rentabilidade e muito mais! No dia 02 de agosto, antes do primeiro dia do Interleite Brasil, ocorrerão três eventos paralelos: worskhops temáticos exclusivos ministrados por especialistas, Fórum MilkPoint Mercado e Jantar dos Top 100. Além disso, o evento contará com transmissão ao vivo em plataforma exclusiva os participantes que optarem por assistir online. Associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) têm 20% de desconto na inscrição dos eventos, clicando aqui. (Milkpoint) 
 

 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 13 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.681


EUA: exportações de lácteos atingem o segundo maior valor mensal

As exportações de lácteos dos EUA cresceram 1% em base equivalente de leite em abril, estabelecendo um novo recorde de volume para o mês.

O crescimento foi modesto, mas o valor dessas exportações ultrapassou 200.000 toneladas em uma base equivalente de sólidos de leite. O valor dessas exportações, atingindo quase US$ 850 milhões, marca um aumento em relação a abril de 2021. Este é o segundo maior valor mensal de todos os tempos, superado apenas em março de 2022.

De acordo com Phil Plourd, chefe de inteligência de mercado da ever.ag, as exportações recordes refletem algumas coisas. Primeiro, ele diz que a produção de leite na UE e na Nova Zelândia vem caindo, deixando vazios na oferta global e criando oportunidades para as exportações dos EUA. “Além das restrições de oferta global, os preços são importantes, é claro, e no final do ano passado e no início deste ano, os preços nos EUA estavam bem abaixo dos valores em outras partes do mundo”, compartilha Plourd. “Várias circunstâncias têm dado aos EUA uma vantagem e os profissionais de marketing têm aproveitado a oportunidade. E, notavelmente, tudo isso aconteceu em um ambiente de logística desafiador.”

O queijo continua a ser a estrela das exportações dos EUA em 2022. Depois de enviar um recorde de 41.693 toneladas de queijo em março, os fornecedores dos EUA repetiram o desempenho em abril com 41.375 toneladas em exportações. Foi a primeira vez que os Estados Unidos exportaram mais de 40.000 toneladas em dois meses consecutivos.

As commodities individuais e seus volumes que sofreram alterações a partir de abril de 2021 incluem:

Leite em pó desnatado – queda de 6%
Produtos de soro de leite – queda de 1%
Queijo – até 2%
Lactose – até 12%
Gordura de manteiga – até 25%
Whey Protein Concentrado (WPC) 80 – até 5%
Leite em pó integral – queda de 14%
Leite e creme fluidos – queda de 7%

Cenário futuro

Plourd disse que as coisas não são tão claras daqui para frente. A produção de leite da UE e da Nova Zelândia não melhorou muito. A produção de abril na Holanda, por exemplo, ainda caiu 2,5% ano a ano. Além disso, a produção ano a ano na Nova Zelândia caiu 5,6%. “Portanto, não estamos lidando com muita oferta extra de grandes concorrentes de exportação”, diz Plourd. “Do lado negativo, as diferenças de preços não são tão grandes quanto no início deste ano. De fato, a manteiga da Nova Zelândia está cerca de 30 centavos de dólar por libra mais barata. Os preços dos queijos dos EUA, da UE e da Nova Zelândia estão todos dentro de 15 a 20 centavos um do outro, estreitando qualquer vantagem dos EUA.”

Erick Metzger, gerente geral da National All-Jersey, disse que os produtores vão aproveitar as verificações de leite de maio na próxima semana, quando chegarem. “Muitos produtores verão preços mais altos do que jamais viram antes.”

Plourd disse que os preços mais altos dos produtos lácteos, as pressões inflacionárias gerais e a deterioração do desempenho econômico significam que a demanda está mais vulnerável. “O resultado é que os EUA ainda estarão no mix de exportação nos próximos meses, mas os volumes podem se estabilizar ou até diminuir”, disse ele.

As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Custo de produção de leite recuou -1,4% em maio
 
Produção de leite - A inflação de custos de produção de leite, que vinha apresentando desaceleração no crescimento a partir do mês de março, teve queda no mês de maio. 
 
Dos sete grupos que compõem o ICPLeite/Embrapa, quatro registraram queda de preços, enquanto dois grupos tiveram elevação de preços e um se manteve estável. O resultado no custo de produção de leite foi um forte recuo em maio, com deflação de -1,4%. Este fenômeno de deflação, que é o inverso da inflação, não acontecia desde maio de 2020 e foi a maior deflação registrada desde agosto/2019. Isso não alivia muito a condição do produtor, em função da ascensão inflacionária dos custos de produção, acumulada nos meses anteriores. Nos grupos com queda de preços os destaques foram para soja, milho, adubos e energia elétrica, demonstrando que a deflação não foi localizada em grupos de custos específicos e teve múltiplas explicações.
 
Vários fatores influenciaram a deflação no mês pelo segundo mês consecutivo o grupo
 
Concentrado, que representa a alimentação baseada em ração formulada com grãos, apresentou queda de preços. No mês de maio, foi - 1,7%, resultante da queda de preços de soja e milho. O custo de produção do grupo Volumosos também teve retração de -1,3% em maio, motivado pela queda dos preços de adubos. Milho, soja e adubos têm preços formados no mercado internacional e estavam inflados desde os primeiros dias do conflito na Ucrânia, dadas as elevadas incertezas geradas naquele momento, e agora recuam. Os grupos Concentrados e Volumosos respondem pelo custo da alimentação das vacas e, somados, pesam muito no resultado final do ICPLeite/Embrapa (61,7%). O grupo Qualidade do Leite também registrou retração no custo, resultante da queda de preço do material de limpeza. A maior queda de preços ocorreu no grupo Energia e Combustível, principalmente por conta da energia elétrica, que estreou redução de tarifa, com o fim do período de escassez hídrica e o retorno da tarifa de bandeira verde.
 
O grupo Sanidade e Reprodução, que engloba medicamentos, vacinas, sêmen e material de reprodução, teve elevação de custos expressiva (2,9%), mas foi o grupo Minerais que, pelo quarto mês seguinte, registrou variação positiva nos custos. Desta vez atingiu patamar de dois dígitos de elevação (11,7%). O Gráfico 1 reproduz a variação nos grupos que compõem os custos de produção, para o mês de maio.

Gráfico 1. ICPLeite/Embrapa. Variação em maio/22, por grupos de despesa (em %). Fonte: Embrapa (2022).

 

 

CCGL capacita corpo técnico sobre manejo nutricional para produção de sólidos 

Com o objetivo de capacitar os técnicos da CCGL e cooperativas com informações importantes da cadeia do leite, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, através do setor de Difusão de Tecnologias, promoveu entre os dias 6 e 8 de junho, no auditório da CCGL em Cruz Alta, o treinamento Manejo Nutricional para Produção de Sólidos focado no Programa Mais Sólidos, Maior Valor.

O treinamento foi ministrado pelo zootecnista Renato Palma Nogueira, com os temas: introdução à formação de sólidos no leite; importância dos sólidos para saúde do rebanho; manejo alimentar com foco em saúde do rebanho e sólidos e de gerenciamento do estresse térmico; nutrição para alta produção de leite e de sólidos, do período seco e do período de transição; conforto para vacas secas e em lactação; consumo de matéria seca e curva de lactação; e sistemas de agrupamento para vacas em lactação.

O gerente da indústria de rações e médico veterinário da Cotripal, Rodrigo Chaves, entende que o treinamento vai ajudar no alinhamento do trabalho técnico com o programa Mais Sólidos, Maior Valor e visando melhorar a produtividade e rentabilidade do produtor — Primeiro é necessário um entendimento e compreensão da equipe técnica deste novo modelo para posteriormente, com credibilidade, levar informações e as soluções para os produtores, para que eles entendam quais os processos de manejo precisam ser seguidos para que o rebanho melhore os resultados — explica Rodrigo.

Para o médico veterinário da Coopermil Jair André Veit, o conteúdo adquirido no curso é fundamental para a cadeia do leite. — O que aprendemos aqui sobre nutrição, manejo, balanceamento de dietas, entre outros temas, será essencial para o produtor maximizar a produção de sólidos em suas propriedades — completa Jair.

O Projeto Mais Sólidos, Maior Valor inicia um novo momento no sistema de precificação do leite, com base na quantidade de gordura e proteína entregues pelos produtores à indústria. O treinamento foi exclusivo para a equipe de Difusão de Tecnologias da CCGL e área técnica das cooperativas associadas. (Rede Técnica Cooperativa)


Jogo Rápido 

Fazendo a tecnologia funcionar: a gestão no centro do negócio leiteiro
 A tecnologia está cada vez mais difundida nas mais diversas atividades e também nas fazendas de leite. O estoque de conhecimento e o entendimento técnico já são alicerces sólidos e com grau de amadurecimento. Por outro lado, como fazer a tecnologia funcionar? Como gerenciar para avançar? Neste cenário tecnológico, temos e sempre teremos, as pessoas. São elas que com ou sem tecnologia fazem a lida das propriedades, os processos funcionarem. Então, não basta mais ter domínio do conhecimento técnico e dispor de tecnologias, é preciso gerenciar pessoas! Sabendo da importância do desenvolvimento dos colaboradores e formação de times, bem como da crescente inserção da tecnologia no leite, o terceiro painel do Interleite Brasil 2022, “Fazendo a tecnologia funcionar: a gestão no centro do negócio leiteiro,” no dia 04 de agosto, trará dois casos de produtores de sucesso e uma palestra sobre gestão de pessoas. Se você pensou em gestão, tecnologia e pessoas, o terceiro painel do Interleite Brasil 2022 é para você! Este ano, o Interleite chega a sua 20ª edição e será sediado pela primeira vez no Brasil Central, em Goiânia, nos dias 03 e 04 de agosto. Com correalização do Sistema Faeg/Senar - GO, do Sebrae-GO e do Governo de Goiás e demais apoiadores, o Interleite Brasil abordará outras pautas importantíssimas para o leite brasileiro: sistemas de produção, sustentabilidade, índices de produtividade, rentabilidade e muito mais! No dia 02 de agosto, antes do primeiro dia do Interleite Brasil, ocorrerão três eventos paralelos: worskhops temáticos exclusivos ministrados por especialistas, Fórum MilkPoint Mercado e Jantar dos Top 100. Além disso, o evento contará com transmissão ao vivo em plataforma exclusiva os participantes que optarem por assistir online. Associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) têm 20% de desconto na inscrição dos eventos, clicando aqui. (Milkpoint) 
 

 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 10 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.680


Inflação desacelera em maio, mas cenário segue negativo

IPCA avança 0,47%, menos que o esperado por analistas

Após sustos com a inflação de abril e a prévia de maio, o IPCA fechado do mês passado surpreendeu para baixo ao avançar 0,47%, ante mediana de 0,59% do Valor Data. A situação dos preços no Brasil é tão ruim que economistas reconhecem que foi uma boa notícia, mas não a ponto de mudar a avaliação geral, que é de uma inflação alta, disseminada e com medidas tendenciais pressionadas.Em 12 meses, a inflação desacelerou de 12,13% para 11,73%, indicando que analistas podem estar certos ao apostar que o pico foi em abril. Ainda assim, é uma métrica que está há nove meses em dois dígitos, sequência que não se via desde 2002/2003.
“Não dá para reclamar de surpresa baixista no cenário atual, mas a guarda não pode baixar”, diz Vitor Martello, economista-chefe da Parcitas Investimentos. O dado, segundo ele, não aponta para a volta a uma realidade muito diferente daquela de abril, “que já era ruim”, afirma. “A surpresa de hoje nem de longe compensa as surpresas [altistas] anteriores.”A deflação no grupo “habitação” (-1,7%) já era esperada por causa do impacto da bandeira tarifária verde (sem cobrança extra) na conta de luz. Não fosse a queda de 7,95% da energia em maio, o IPCA teria subido 0,83% no mês.

Boa parte da surpresa se deu em “alimentação e bebidas”, que desacelerou para 0,48% em maio. Mas houve surpresas também espalhadas por serviços, bens industriais, higiene pessoal e transportes. Economistas ponderam que muitos dos desvios ocorreram em itens mais voláteis. “Não invalida que foi um resultado mais positivo, o que fazia tempo”, diz João Savignon, economista da Kínitro Capital. Ele observa que não se via um IPCA mensal abaixo de 0,50% desde abril de 2021 (0,31%) - e desde fevereiro deste ano os números rodavam acima de 1%.

“Transportes” foi o grupo com maior contribuição altista para o índice, ao subir 1,34%, mas também desacelerando em relação ao mês anterior. A alta foi puxada pelas passagens aéreas (18,33%). Elas ajudam também a empurrar a inflação de serviços, que passou de 0,66% em abril para 0,85% em maio. Em 12 meses, atingiu 8,01%, a maior taxa para o período desde dezembro de 2015 (8,09%).

“Acreditamos que a leitura reforça nossa visão de que a inflação atingiu o pico em 12 meses, mas as medidas subjacentes permanecem bastante desfavoráveis, sugerindo riscos ascendentes”, comenta Daniel Karp, economista do Santander.

Ontem, incorporando a possibilidade de aprovação de algumas medidas de corte de impostos, o J.P. Morgan reduziu sua projeção para inflação em 2022 de 8,7% para 7,6%, enquanto o Credit Suisse cortou de 9,8% para 7,6%. (Valor Econômico)

 

CUSTOS | CHINA IMPORTARÁ MENOS LEITE EM PÓ ESTE ANO, DIZ O USDA

O escritório do USDA em Pequim espera uma redução nas importações de leite em pó da China este ano e uma maior produção interna de leite. 

“Em 2022, com o ressurgimento do Covid-19 e as restrições governamentais, espera-se que os bloqueios afetem o uso e a distribuição de produtos lácteos”, disse ele no relatório Semestral GAIN Dairy and Products, publicado no início de junho. 

Espera-se que os altos preços dos produtos lácteos importados tenham impacto no crescimento das compras externas. Este ano, a produção de leite em pó integral deve aumentar ligeiramente para 1,02 milhões de toneladas. Políticas restritivas para conter a expansão da covid limitaram a distribuição e a compra de leite líquido, “fazendo com que alguns processadores de leite aumentassem a produção de leite em pó integral”. 

Para este ano, estima-se que as importações de sejam reduzidas para 820.000 toneladas, a partir de 849.000 toneladas registradas em 2021. As compras externas de queijos também diminuirão de 176 milhões de toneladas no ano passado para 170 milhões de toneladas projetadas para este ano, em um mercado que concentra seu consumo em hotéis, restaurantes e instituições, que têm sido negativamente afetados pelas restrições à cobiça. Preços mais altos devido ao aumento dos custos logísticos internacionais são outro fator que contribui para a redução das importações de queijo em 2022. 

Em contraste, as importações de manteiga devem aumentar de 139 milhões de toneladas para 150 milhões de toneladas, apoiadas pelo setor de panificação.(Fonte Edairy news - traduzido com DeepL)

Argentina – O preço subiu até abril pelo quarto mês seguido, mas sem cobrir o custo

Preços/AR – O preço do litro de leite que o produtor argentino recebeu em abril superou pelo quarto mês consecutivo o índice de inflação.

Segundo um boletim publicado pelo Consorcio Regional de Pesquisa Agrícola (CREA), o preço do leite ao produtor no mês de abril chegou a 43,4 pesos, 7,3% acima do valor de março.

É um percentual acima do aumento de preços, que segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC) foi de 6%.

Os números do relatório evidenciam uma leve recuperação no faturamento dos produtores, mas não o suficiente para cobrir o aumento dos custos de alimentação com os animais. A firmeza do preço nos primeiros quatro meses de 2022 foi possível, em grande parte, devido às elevadas cotações das commodities lácteas no mercado internacional.

Variação interanual
O Crea avaliou, no entanto, que a variação interanual (abril de 2022 x abril de 2021) do valor do leite pago ao produtor foi de 54%, enquanto a inflação no mesmo período subiu 58%. Ao mesmo tempo, os reajustes de alguns produtos lácteos no mercado foram: sachet de leite integral, 53,9%; queijos, 62,1%; manteiga, 58,9%; e iogurte firme 85%.

Estimativa da produção
A produção acumulada nos primeiros quatro meses de 2022 foi de 3.425 milhões de litros. Comparando com o mesmo período de 2021, representou aumento de 1,7%. As expectativas de produção das indústrias de laticínios filiadas ao CREA para o curto e médio prazo são positivas (+4,4% e +5,7%, respectivamente), variações menores do que as verificadas em anos anteriores.

As causas podem ser as condições climáticas e seu impacto, principalmente na oferta de pastagens.

Fonte: La Voz – Tradução livre: www.terraviva.com.br 


Jogo Rápido 

Próxima semana será de frio e geadas no Rio Grande do Sul
A próxima semana terá frio e geadas no Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Agrometeorológico nº 22/2022, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. Na sexta-feira (10), o ingresso de ar seco e frio provocará o declínio das temperaturas e áreas próximas ao Litoral, e nos setores Norte e Nordeste, há possibilidade de chuvas fracas e isoladas. No sábado (11) e domingo (12), a presença do ar seco e frio manterá o tempo firme e as temperaturas baixas, com mínimas negativas em algumas áreas e formação de geadas na maioria das regiões. Na segunda (13) e terça-feira (14), o tempo firme e frio seguirá predominando em todo o Estado e ainda ocorrerão geadas no Planalto, Serra do Nordeste e nos Campos de Cima da Serra. Na quarta-feira (15), o tempo seco vai predominar, mas o frio perderá intensidade, e as temperaturas terão uma ligeira elevação. No decorrer do dia a aproximação de uma área de baixa pressão vai aumentar a nebulosidade e poderão ocorrer pancadas de chuva na Fronteira Oeste e na Campanha. Os volumes de chuva previstos são baixos e deverão ser inferiores a 5 mm na maioria das regiões e somente no Norte e no Extremo Sul poderão ocorrer totais próximos de 10 mm em alguns municípios. Veja o boletim completo clicando aqui. (SEAPDR)
 

 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 09 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.679


IBGE: Evolução dos preços do leite cru pago trimestral - 2017 a 2022
 
Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 1º trimestre de 2022 foi de R$ 2,15, valor 8,3% acima do praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio auferido no 4° trimestre de 2021, houve decréscimo de 2,6%. (Gráfico I).
 
 
 
Fonte: IBGE
 

Comissão da Agricultura vai discutir rotulagem de alimentos plant-based
 
Data e hora da audiência pública ainda serão definidas
 
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou hoje o Requerimento 39/2022, que solicita a realização de audiência pública para discutir a rotulagem de produtos alimentícios de origem vegetal que imitam produtos de origem animal.
 
Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), autor do requerimento, o objetivo é provocar o debate sobre a legalidade ou não de uso do termo “carne” nos rótulos alimentícios de origem vegetal. O parlamentar entende que é preciso informar e orientar os consumidores sobre a real composição expressa nas embalagens desses produtos. “Em minha opinião, não se pode permitir a utilização de expressões que tenham por objetivo enganar o consumidor final”, escreveu, em nota à imprensa.
 
O deputado lembra que algumas empresas de produtos plant-based usam a palavra “carne” em suas embalagens e campanhas publicitárias. “Acredito que é mesma situação do hambúrguer de picanha que não tem picanha e o hambúrguer de costela que não contém costela, situações que levaram duas redes de fast-food a se explicar aos consumidores”, afirmou. A data e a hora da audiência pública ainda serão definidas pela secretaria da Comissão de Agricultura.
 
Goergen também é autor do Projeto de Lei 5499/2020, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal e sugere proibir a utilização da palavra “carne” e de seus sinônimos para anunciar ou comercializar alimentos que não contenham, em sua composição, proporção mínima de tecidos comestíveis de espécies de açougue, nos termos do regulamento. A proposta altera a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950.
 
Há dois dias, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Secretaria de Defesa Agropecuária, Glauco Bertoldo, afirmou em evento que o Ministério da Agricultura Agricultura pretende regulamentar a rotulagem de produtos plant-based e processados de origem vegetal.
 
Em 2021, o ministério abriu uma consulta pública sobre o tema e, segundo Bartoldo, das pessoas que responderam aos questionários, a maioria quer informações claras nos rótulos para saber o que exatamente elas estão comendo. Há uma consulta específica sobre bebidas vegetais ainda aberta. (Valor Econômico)Senadores debatem Autocontrole em audiência pública de 4 horas de duraçãoPerguntas feitas por diversos segmentos da sociedade foram esclarecidas por técnicos e senadores

A Comissão de Agricultura (CRA) do Senado Federal discutiu em Audiência Pública, nesta quarta-feira (08), proposta que trata da fiscalização agropecuária por autocontrole. O texto prevê a revisão das leis de defesa do setor agropecuário e permite que as empresas criem os próprios programas, com responsabilização pelo cumprimento das normas determinadas pelo Estado nas atividades agropecuárias. 

Ao longo dos últimos meses, parlamentares envolvidos com o texto justificam o projeto em questão como uma modernização necessária, visto que, num cenário em que o agronegócio brasileiro se expandiu vertiginosamente nas últimas quatro décadas, torna-se necessário que os setores público e privado se reestruturem para atender às novas demandas apresentadas pela sociedade. 

O presidente da CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), entende que o projeto de lei atende a necessidade de dar ainda  mais segurança e qualidade alimentar para o consumidor. Além disso, o parlamentar afirma que a revisão das leis de defesa agropecuária permitirão às empresas uma participação mais efetiva nos mecanismos de controle e completo aperfeiçoamento do sistema.

“Adotar procedimentos mais modernos é garantir agilidade para a agroindústria. Sempre cobramos o fortalecimento das empresas e do quadro de fiscais porque todos devem ser valorizados e respeitados, mas igualmente, defendemos mais controle, agilidade e menos custos no controle dos alimentos, e é isso que o Autocontrole traz”, explicou Acir.

O senador Luis Carlos Heinze, relator do projeto, destacou que “não é a invenção da roda”, mas sim um avanço que já ocorre mundo afora. “A Europa, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia já usam esse sistema. Não podemos ficar para trás e impedir a evolução que o país precisa. Temos leis dos anos 1940 que precisam ser revistas. O Autocontrole vai destravar o processo produtivo e não prejudicará a carreira do fiscal ou do auditor”, garantiu.

A comissão do Senado contou também com a presença da deputada federal e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS). A parlamentar destacou que o tema vem sendo discutido há algum tempo, tanto pela classe empresarial, quanto pelo Ministério da Agricultura (MAPA). Para ela, não existe o número necessário de fiscais para o atual modelo.

“Os fiscais fazem tudo com excelência, mas é necessário avançar pelo tamanho que o setor ficou. Nos transformamos na maior potência agro do mundo e isso pede mudanças em nossas legislações que comportem essa crescente. Vamos dar a modernidade que é pedida e continuaremos seguindo os protocolos internacionais”, afirmou.

 
Para o representante do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, com a aprovação do Projeto de Lei, as auditorias serão ainda mais eficientes, o que dará ainda mais garantias ao consumidor. Na visão dele, o aperfeiçoamento do Autocontrole vai trazer melhorias nas inspeções em todo o país. “Muita coisa precisa ser ajustada e o projeto é o início dessa retomada. Isso se chama evolução. Precisamos andar para frente e continuar sendo uma referência mundial, com ainda mais rigidez nas nossas fiscalizações”, disse.

Josélio Andrade, presidente da Academia Brasileira de Medicina Veterinária (Abramvet), ressaltou o caráter didático da Audiência Pública desta quarta-feira. Segundo ele, “esperava ser mais um dia de apresentações e poucos esclarecimentos. O que vi aqui foi um debate em alto nível para o bem do Brasil. Quatro horas de falas importantes de diversos atores que entendem da matéria e souberam dar o encaminhamento que o tema precisa”, concluiu.

A mesma sensação de convencimento partiu do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin. De acordo com ele, a audiência rompeu barreiras que ainda estavam no caminho e resolveu dúvidas do setor. “Nós queremos continuar produzindo alimentos de qualidade e precisamos dar instrumentos para que os auditores e empresas evoluam. A mudança é necessária, pois o mundo precisa da nossa sustentabilidade e segurança alimentar. O debate foi primordial para elucidar essas questões”, finalizou. (FPA)


Jogo Rápido 

AUDITORES: Fiscais param por 48 horas
Os auditores fiscais federais agropecuários irão parar por 48 horas a partir da próxima terça-feira. A decisão foi tomada ontem na assembleia geral nacional extraordinária da categoria. A greve tem como pauta a reestruturação da carreira, a não aprovação do PL do Autocontrole, e a realização de concurso público. Na votação, também foi decidido pela manutenção do indicativo de greve pelos fiscais. (Correio do Povo)
 

 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 08 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.678


IBGE: Os resultados da produção animal no 1º trimestre de 2022

No 1º trimestre de 2022, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 5,90 bilhões de litros, equivalente à redução de 10,3% em relação ao 1° trimestre de 2021, e decréscimo de 9,3% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. No Gráfico 1 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 1° trimestres regularmente apresentam queda de produção em relação ao último período de cada ano. Porém, a diferença entre o produto captado entre o 4º e o 1º trimestres é a maior registrada na série histórica da Pesquisa, iniciada em 1997. Janeiro foi o mês de maior captação, com 2,08 bilhões de litros, 11,3% a menos do que o registrado no mesmo mês do ano anterior. O segmento foi impactado pelos altos custos de produção, tanto na alimentação dos animais, quanto da energia elétrica e combustíveis, combinados
com a dificuldade no repasse destes devido à demanda enfraquecida. A ocorrência de secas na Região Sul também contribuiu para pior qualidade das pastagens e queda na oferta de grãos, influenciando na redução da produção.A Região Sudeste apresentou a maior proporção na captação de leite cru, 38,4% do total, seguida pelas Regiões Sul (38,1%), Centro-Oeste (11,5%), Nordeste (8,3%) e Norte (3,7%).  

No comparativo do 1º trimestre de 2022 com o mesmo período de 2021, o decréscimo de 678,01 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de reduções registradas em 19 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Em nível de Unidades da Federação, as variações negativas mais significativas ocorreram em: Goiás (-160,15 milhões de litros), Minas Gerais (-158,73 milhões de litros), Rio Grande do Sul (-100,77 milhões de litros), Paraná (-73,06 milhões de litros), São Paulo (-64,26 milhões de litros) e Santa Catarina (-57,71 milhões de litros). Em compensação, os acréscimos mais relevantes ocorreram em Sergipe (+20,07 milhões de litros), Ceará (+11,44 milhões de litros) e Pernambuco (+9,94 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,5% da captação nacional, seguida por Paraná (13,8%) e Rio Grande do Sul (12,5%). 

Fonte: IBGE

 

Mapa apresenta programa para redução da emissão de carbono no agro
 
Na segunda-feira (06/06), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou o Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizantes no Seminário de Iniciativas Descarbonizantes da Agropecuária Brasileira, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
 
O objetivo do programa, que será lançado em breve pelo Mapa, é estimular as reduções voluntárias de emissões de gases de efeito estufa em cadeias e produtos agropecuários, por meio do uso de tecnologias sustentáveis de produção agropecuária.
 
Baseado em três eixos (mitigação, sequestro de carbono e captura e estocagem de carbono), o Programa irá reconhecer os produtores rurais brasileiros pelo trabalho que já vêm realizando para garantir a sustentabilidade dos produtos. “Se essas ações já são consagradas na agropecuária brasileira, por que os produtores não podem ser remunerados por isso? Por que não podemos ter a confiança dos nossos consumidores, sabendo que aquele produto que eles vêem no mercado tem todo um trabalho científico brasileiro o subsidiando?”, explicou a coordenadora-geral de de Produção Animal do Mapa, Marcella Teixeira.
 
De Brasília, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, participou da abertura do evento por videoconferência, falando sobre a importância de garantir a segurança alimentar com sustentabilidade. “O Brasil é uma potência agroambiental. Com programas extremamente importantes, o Brasil é peça chave neste contexto. Outro ponto é a segurança alimentar, que precisa estar acompanhada de projetos e processos que garantam a sustentabilidade. Por isso esse evento é muito importante”, disse o ministro.
 
A diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Fabiana Villa Alves, também representou o Mapa falando sobre a Agenda de Metano na Agropecuária. Em 2021, o Brasil foi uma das nações que aderiram ao compromisso global para redução das emissões de metano durante a COP 26, em Glasgow.
 
O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação, Fernando Camargo, explicou que a agropecuária é parte da solução e não do problema das mudanças climáticas. “A agropecuária brasileira tem tecnologias e o nosso Programa ABC+: Agricultura de baixa emissão de Carbono, para mitigar gases de efeito estufa e, mais do que isso, remover carbono da atmosfera e fixar no solo”, disse.
 
O evento contou com a presença de autoridades públicas, acadêmicos, especialistas do setor privado, produtores e representantes da sociedade civil. 
 
Plano ABC+
O Plano ABC+ é a segunda etapa do Plano ABC, que foi realizado entre 2010 e 2020, e trouxe resultados para além do previsto, mitigando cerca de 170 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em uma área de 52 milhões de hectares, superada em 46,5% em relação à meta estabelecida. Com base em comprovações científicas, a atuação do ABC+ foi ampliada para reduzir a emissão de carbono equivalente em 1,1 bilhão de toneladas até 2030 a partir de oito tecnologias: recuperação de pastagens degradadas, sistema de plantio direto, sistemas de integração, florestas plantadas, sistemas irrigados, bioinsumos, manejo de resíduos da produção animal e terminação intensiva.  Para avançar na conservação do meio ambiente enquanto produz, o foco é uma abordagem integrada da paisagem das áreas produtivas, o que consiste em olhar a propriedade não apenas como produtora de alimentos, mas levando em consideração toda a sua paisagem ao redor de forma sistêmica com o cumprimento ao Código Florestal; a saúde do solo; a conservação de água e de toda a biodiversidade. Assim, a abordagem integrada ainda possibilita a valoração econômica dos serviços ambientais gerados pelos ecossistemas durante a produção agropecuária e também se presta ao equacionamento do ambiente rural, especialmente em relação ao ordenamento do território. Os valores estabelecidos como meta para esta década são adicionais aos já atingidos pelo ABC, que devem ser mantidos. (Mapa)
 
  
Piracanjuba Health e Nutrition apresenta novidades no Ganepão 2022
 
Piracanjuba - Nos dias 8 e 9 de junho, a Piracanjuba Health & Nutrition é presença confirmada no Ganepão 2022, um encontro exclusivo dos profissionais de nutrição, que acontecerá no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
 
Além da linha excellence e do Leite Piracanjuba A2 de caixinha, apresentados ao mercado no mês passado, o estande também reforçará as opções da marca com a linha Zero Lactose, os produtos Piracanjuba Whey e Whey + Protein e o Imunoday.
 
Para levar informações relevantes aos participantes, os médicos Tulio Konstantyner e Fernanda Luísa Ceragioli Oliveira ministrarão simpósio exclusivo no evento, a convite da Piracanjuba. Com o tema "Micronutrientes na primeira infância: recomendações e manejo de casos clínicos", os especialistas apresentarão evidências científicas sobre a importância da alimentação para o desenvolvimento infantil. “O público do Ganepão tem grande valor para a Piracanjuba, afinal nosso portfólio conta com produtos de qualidade, que atendem diferentes necessidades dos consumidores. Inclusive, acabamos de entrar no mercado infantil, com a marca excellence, e será uma oportunidade de apresentar a linha para os profissionais presentes”, comenta a Gerente de Marketing, Lisiane Campos.
 
Considerado um dos maiores congressos de nutrição da América Latina, a organização do evento optou pelo formato híbrido para contemplar o público, portanto, além dos encontros presenciais nos dias 8 e 9 de junho o evento continuará sua programação, na versão on-line, nos dias 10 e 11 de junho.
 
Últimos lançamentos
Quem passar pelo estande da empresa vai poder conhecer o primeiro Leite A2 de caixinha do mercado, proveniente de vacas com genética diferenciada e de fácil digestibilidade.  “Extraído de vacas com genótipo A2A2, o Piracanjuba A2 não causa desconforto abdominal em função da ausência do peptídeo BCM-7 (betacasomorfina-7) na proteína do leite. O lançamento possui a mesma composição nutricional do leite convencional, ou seja, ambos são fontes ricas em proteína e cálcio” esclarece Lisiane. O Leite Piracanjuba A2 é ultrapasteurizado (UHT) e tem validade de 5 meses.
 
Outra novidade apresentada recentemente e que poderá ser conferida no evento é a linha Piracanjuba excellence, que contempla a bebida pronta para consumo Piracanjuba excellence e o Composto Piracanjuba excellence. Indicada para a idade pré-escolar, a bebida é segura e prática para alimentar as crianças em qualquer local. Possui 23 vitaminas e minerais, e oferece variados benefícios, afinal, é nutricionalmente equilibrada, com presença dos minerais ferro e zinco (quelato), que facilitam a absorção pelo organismo.
 
Vendido em embalagem reciclável e estéril Tetra Pak 200 ml, o produto dispensa diluição e uso de utensílios. “A bebida é uma ótima alternativa para os momentos fora de casa, afinal, proporciona praticidade e segurança para complementar a alimentação, com menor risco de contaminação, já que dispensa o uso de água para dissolução”, explica a Gerente.
 
Já o Composto Piracanjuba excellence conta com 23 vitaminas e minerais, é rico em Vitaminas A, B1, B2, B6, B12, K, Niacina, Ácido Fólico, Biotina e Colina, que fornecem energia e contribuem com o desenvolvimento e crescimento das crianças; e fonte de Minerais: Cálcio, Zinco, Ferro, Fósforo, Cobre, Selênio, Magnésio, Manganês e Iodo, que ajudam na defesa e crescimento.
 
Os últimos lançamentos Piracanjuba já estão disponíveis no canal farma e nos maiores e-commerces nacionais. Em breve, também poderão ser encontrados nas grandes redes de supermercado. (Assessoria De Imprensa Piracanjuba)

Jogo Rápido 

Consulta Pública - Regulamento da Inspeção de Produtos de Origem Vegetal
Foi lançada consulta pública referente ao Regulamento da Inspeção de Produtos de Origem Vegetal que institui a classificação de produtos vegetais, seus subprodutos e resíduos de valor econômico, na forma do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal. Submete à Consulta Pública a Minuta do Regulamento da Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, que institui a classificação de produtos vegetais, seus subprodutos e resíduos de valor econômico, na forma do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal. Início: 24/05/2022 Término: 22/08/2022. Acesse a Portaria SDA n° 578, de 13 de maio de 2022 clicando aqui. (MAPA)
 

 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 07 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.677


 A nata do leite: as melhores manteigas dos supermercados
 
Ingrediente essencial na cozinha, seja no pão ou na panela, merece atenção; time de especialistas degustou às cegas as manteigas mais populares nas gôndolas; confira como elas se saíram
 
Como já dizia Julia Child "manteiga nunca machuca". A cozinheira, responsável por popularizar a culinária francesa nos Estados Unidos, nunca escondeu sua paixão pela manteiga, e nem nós. Ela é o par perfeito do pãozinho da manhã e o ingrediente "secreto" de 10 em cada 10 cozinheiros franceses. 
 
Tamanha importância merece atenção na hora da escolha do tablete. Por isso, o Paladar decidiu testar algumas das marcas mais populares dos mercados, a fim de te ajudar a escolher um produto digno de passar no seu pão (ou fazer uma torta, um croissant, finalizar um molho, fritar um bife, as possibilidades são infinitas.
 
Para tal missão, convidamos um time de jurados de peso, composto por cinco especialistas, que provou às cegas 11 amostras de manteigas sem sal de diferentes procedências, entre nacionais e importadas. Escolhemos esta versão por serem mais "puras". "O sal pode ser usado para mascarar alguns defeitos'', explica o técnico agrícola especialista em laticínios, Ricardo Bonilla. 
 
Cada jurado recebeu em casa uma caixa contendo porções descaracterizadas dessas manteigas; identificadas apenas por números. Eles foram solicitados a responder um questionário e comentar sobre aroma, sabor, textura e quaisquer sentimentos que as manteigas evocassem. 
 
Mais abaixo, você conhece como as marcas mais populares foram classificadas, de “nunca mais” para as mais deliciosas. Mas já anote aí: uma boa manteiga deve ser cremosa, delicada e com sabor de leite. Ranço e acidez em excesso são sinais de manteiga velha ou matéria-prima de má qualidade. A sua textura deve ser untuosa, nunca esfarelenta. 
 
Puro acidente 
Creme de leite batido, primeiro, vira chantilly e depois manteiga. Isso mesmo, se você esquecer o creme de leite fresco na batedeira, ele não vai estragar, vai virar manteiga. 
 
Simples, mas não simplório. A manteiga é a combinação de dois opostos, a água e a gordura, contidas na nata do leite, que, quando agitadas vigorosamente, se unem e formam esse ouro em barra, como afirma o cientista Harold McGee, no Cozinha & Comida, "a formação da manteiga é um milagre cotidiano, uma ocasião para admiração e deleite… Ela se transforma naquele tesouro dourado que confere riqueza cálida e doce a muitos alimentos". 
 
Nata da nata
Há diversos estilos de manteiga, cada qual com suas características e qualidades, ela pode ser diferente em aspectos como sabor, teor de gordura e até mesmo textura, a depender de seu país de origem.
 
De um modo geral, as manteigas europeias (em especial as francesas) possuem um sabor mais rico, resultado de seu alto percentual de gordura - o requisito mínimo é que as manteigas tenham pelo menos 85% na maior parte da Europa. 
 
Já as produzidas no Brasil, por sua vez, precisam ter no mínimo 80% de gordura, conforme regulamentação do Ministério da Agricultura. Essas manteigas, no entanto, têm um sabor relativamente mais neutro que as do velho continente. Pode não parecer uma grande diferença, mas alguns pontos percentuais fazem muita diferença quando se trata de sabor. 
 
A raça e alimentação dos animais também influencia diretamente nas características da manteiga. "Manteiga de diferentes espécies de vacas, resultam em sabores diferentes, assim como a alimentação do animal também impacta na coloração e sabor do produto", explica Alan Davidson, em The Oxford Companion to Food. 
 
Por exemplo, leite de animais alimentados com capim têm, em geral, mais betacaroteno do que os de vacas que são alimentadas com ração - por isso algumas manteigas são mais amarelas que outras. No entanto, algumas marcas usam corantes, como urucum, para simular a cor, o que é permitido por aqui, basta indicar na embalagem. 
"A diferença aqui não é propriamente sobre a qualidade da manteiga, mas, sim, sobre as características que o produtor deseja serem mais marcantes no produto final", explica Rosana, da Fazenda Atalaia, que produz além do premiado queijo Tulha, manteiga fresquinha no interior de São Paulo. 
 
Independentemente de a manteiga ser mais amarela ou mais ácida, o segredo para uma boa manteiga é partir de um bom creme (a nata), conforme explica o Bonilla, à frente da Manteigaria Nacional marca de manteigas artesanais responsável por abastecer importantes restaurantes e padarias da cidade. "A manteiga é basicamente o creme, e não há como melhorá-lo depois que sai da vaca, dá para disfarçar com aditivos, mas é impossível alçar uma boa manteiga sem uma boa nata", explica. 
 
Apesar do processo industrial da produção da manteiga ser relativamente parecido com o artesanal, é o acesso ao tal creme que atrapalha na qualidade da maioria das manteigas que encontramos nos mercados - além de caro, é raro. "Conseguir um bom creme é o maior desafio do produtor de manteiga", conta Bonilla. 
 
Uma mudança recente e fundamental no processo de fabricação da manteiga, especialmente após o início de sua produção industrial, diz respeito à fermentação.
 
Antigamente, e até nos dias atuais em produções artesanais, a manteiga era fermentada, pois o processo de separação da nata tomava tempo e, com ele, vinham bactérias. A indústria, no entanto, utiliza-se, muitas vezes, de cremes pasteurizados, além de se servir de processos que aceleram a separação do leite. Assim, o produto resultante é uma manteiga fresca, mas menos complexa em sabor e textura.
 
O impacto da produção industrial é tamanho, que o paladar brasileiro parece ter se acostumado com manteigas pouco ácidas e de sabor mais neutro. No entanto, a acidez não é uma característica negativa, nem sinal de baixos padrões sanitários. Na Europa, sobretudo, costuma-se deixar a manteiga fermentar para desenvolver sabor e acidez, algo desejado por muitos produtores e consumidores. Isso se reflete no próprio ranking, apesar da expertise dos jurados, as manteigas de sabor mais fortes foram preteridas com relação às mais frescas e neutras. 
 
Confira o ranking abaixo:
Ranking 
 
1º  President 
(R$ 14,99; 200g no Pão de Açúcar) 
Douradinha, que já atrai o olhar! Tem sabor suave mas com personalidade. É levemente ácida, o que agradou aos jurados, com final frutado e retrogosto amendoado. Cremosa ao passar no pão ainda levemente gelada, ganhou muitos pontos nesse quesito. Tem tudo que se espera de uma manteiga sem sal. A versão testada da marca francesa é, na realidade, produzida no Brasil. 
 
2º La Serenissima 
(R$ 11,29; 200g no Mambo)
Com aroma fresco, sabor lácteo e de gordura suave, é saborosa e levemente adocicada - tem uma “doçura” leitosa”. Tem textura firme e cremosa. Foi muito elogiada. Agradou a todos os jurados. 
 
3º Paysan Breton 
(R$ 11,99; 200g no Natural da Terra)
De personalidade mais forte, a manteiga francesa é untuosa, não quebra (um ótimo sinal da gordura), tem sabor lácteo delicado e foi notada como "fresca" por alguns dos jurados, com leve acidez agradável no final.  Quase empatou com a segunda colocada. 
 
4º  Tirolez 
(R$ 13,99; 200g, no Pão de Açúcar)
Sem defeitos, descrita como uma manteiga correta, padrão, no bom sentido. Tem sabor, com leve amendoado no final, e gosto preciso - sem grandes altos ou baixos. Perdeu alguns pontos pela textura um tanto "quebradiça". 
 
5º Aviação 
(R$ 13,99; 200g, no Pão de Açúcar)
Aroma limpo e suave, sabor agradável, lácteo e levemente herbal. Uma manteiga correta, porém com certa timidez na boca. A textura é lisa e homogênea, apresenta untuosidade, mas esfarela mais do que o esperado ao passar no pão, poderia ser mais cremosa. 
 
6º Itambé 
(R$ 10,99; 200g, no Mambo)
Sabor pouco marcante, aroma neutro, leve lembrança láctea na boca, mas bem discreta no final. É homogênea, mas falta untuosidade, é quebradiça, mesmo em temperatura ambiente. Mais indicada para usar em preparos do que para passar no pão. 
 
7º Batavo 
(R$ 13,99; 200g, no Natural da Terra)
Sem grandes qualidades, mas também sem grandes defeitos. Textura aceitável, sabor neutro. Não impressionou, mas também não desagradou. 
 
8º Roni 
(R$ 36,40; 500g, na Casa Santa Luzia)
Bem amarela, mais forte do que as outras, já revela mais personalidade que as outras amostras, o que não agradou a todos os jurados. Intensa, mais rústica, tem sabor lácteo acentuado e acidez também. Foi a preferida por alguns dos jurados para passar no pão. Lembra pasto, que pode ser bom ou ruim, a depender da expectativa. 
 
9º Regina 
(R$ 10,90; 200g, no St.Marche)
Aroma forte denuncia um produto rançoso, mas na boca é neutra. Todos os jurados notaram defeitos na textura: muito quebradiça e porosa; falta untuosidade e gordura mais homogênea. Uma manteiga incorreta.  
 
10º Granarolo 
(R$ 18,50; 200g, na Casa Santa Luzia)
A marca italiana decepcionou os jurados: com aparência ressecada, sabor metálico, rançosa e artificial. A textura foi descrita como fibrosa, quase arenosa, "a menos cremosa de todas", escreveu um deles. 
 
11º Jersey de Itu 
(R$ 47,29; 500g, no Quitanda) 
De tom amarelo bem forte, a manteiga produzida na Fazenda Limeira, em Itu, interior de SP, foi a mais artesanal do painel - talvez por isso, tenha causado estranheza nos jurados. Menos padrão, com forte aroma que remete ao estábulo, tem sabor bem marcante, lácteo, com bastante gordura e lembra mato. Uma questão de costume. 
 
Os jurados
Alethea Suedt, @a_padeira
Carlos Si!ert,  @csi!ert
Francisco Lobello, @brividosp
Luiz Filipe Souza, @luizfilipe
Renata Braune, @renatabraune
(As informações são do Estadão)
 

Vigilância epidemiológica: o que é e como utilizá-la na gestão de programas de saúde animal
 
“Sistema de vigilância”, “sistema de monitoria e vigilância” (MOSS, do Inglês Monitoring and Surveillance System) ou simplesmente “vigilância epidemiológica” é um procedimento chave para identificar precocemente qualquer sinal de alteração na saúde em uma população.
 
No Brasil, temos um exemplo interessante da vigilância epidemiológica no âmbito da saúde pública, que é a vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que monitora a incidência de complicações da síndrome gripal. Foi através desse sistema que pesquisadores da Fiocruz relataram um aumento de casos de SRAG acima do esperado a partir da semana epidemiológica 7 do ano de 2020, antes da detecção do primeiro caso de COVID-19. Ou seja, esses casos estavam provavelmente relacionados com infecções por SARS-CoV-2. No entanto, nenhuma ação preventiva precoce foi tomada naquele momento. 
 
A vigilância deve servir para um propósito essencial: gerar informações úteis para a gestão de programas sanitários, ou seja, para a tomada de decisão. As informações geradas devem ser disseminadas às partes interessadas para que ações previamente programadas sejam tomadas. Vigilância sem ação não tem utilidade.
 
Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos (Brasil, Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990, art. 6º, § 2º).
 
Um trabalho publicado por Sousa e colaboradores (2017) monitorou dados de produção de granjas de matrizes com o objetivo de detectar surtos da Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS). Eles concluíram que o monitoramento e análise contínua de indicadores de produção - número de abortos - permitiu detectar a ocorrência de surtos de PRRS até 4 semanas antes de serem reportados pelo Projeto de Monitoramento da Saúde Suína nos EUA (MSHMP, do Inglês Morrison’s Swine Health Monitoring Project). 
 
A principal finalidade da vigilância, como exemplificado no trabalho de Sousa e colaboradores (2017), é detectar a ocorrência de doenças, síndromes ou fatores de risco para auxiliar na tomada de decisão sobre medidas de prevenção e controle de doenças ou, ainda, a mitigação do risco de forma precoce e coordenada. Além disso, a vigilância é um processo orientado a dados e, a boa gestão desses dados, é fator chave de sucesso para qualquer programa de vigilância.
 
Algumas questões fundamentais para o desenvolvimento de um sistema de vigilância eficiente são:
 
• Criação de um protocolo que defina o que, como e com que frequência monitorar a doença/síndrome alvo do programa de vigilância;
• Existência de um sistema informatizado de coleta, armazenamento e organização de dados que possibilite a sua disponibilização de forma rápida;
• Implementação de um sistema de Business Intelligence ou protocolo de análises de dados que gerem informações e, por fim, 
• Definição das ações a serem tomadas conforme a análise dos padrões de ocorrência da doença/síndrome alvo do programa de vigilância.
 
Um programa de vigilância pode ser desenvolvido pela agroindústria para a gestão de inúmeras doenças, existindo muitas possibilidades para a sua aplicação. Além do exemplo de PRRS citado anteriormente, a vigilância pode ser aplicada na agroindústria para auxiliar no uso racional de antibióticos, para o controle da salmonelose ou de doenças que podem ser monitoradas durante o abate. 
 
Dessa forma, a vigilância é uma ferramenta essencial não só para a saúde pública ou para o controle de doenças no âmbito de um país, mas também plenamente aplicável e útil numa agroindústria. (Corb Science - via Linkedin)
 
 
GDT - Global Dairy Trade
 
 
(Fonte: GDT - Global Dairy Trade - Adaptado Sindilat/RS)

Jogo Rápido 

PASTAGENS: Clima beneficia semeadura
O frio intenso dos últimos dias e a umidade do solo beneficiaram os criadores de gado leiteiro, que aproveitaram as baixas temperaturas da última semana para fazer a sobressemeadura de espécies forrageiras próprias para o clima gelado. De acordo com a Emater/RS-Ascar, as pastagens de inverno deram boa resposta às últimas chuvas e houve aumento da quantidade de áreas passíveis de pastejo. Na regional de Santa Rosa, os produtores intensificaram o corte do capim para fenação e pré-secado. “O único obstáculo pode ser a falta de luminosidade, capaz de prejudicar o crescimento das plantas”, explica o gerente técnico da Emater/RS-Ascar, Jaime Ries. (Correio do Povo)
 

 
 
 
 
 

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Porto Alegre, 06 de junho de 2022                                                          Ano 16 - N° 3.676


Sindilat faz doação de mais de mais de mil litros de leite para ação solidária
 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) fez uma doação de 1.024 litros de leite para a ação social De Mãos Dadas Vamos Ajudar Quem Precisa, organizada pelo empresário Marquinhos Kröeff.  
 
O alimento foi doado para ações sociais que atendem famílias de comunidades dos bairros Lomba do Pinheiro e Restinga. Segundo Kröeff, a arrecadação integra a ação deste inverno com a entrega de marmitas, cobertor e leite. “Estamos formando uma corrente do bem para ajudar cada vez maispessoas”, pontua, registrando que há cinco anos realiza as ações.
 
Ao longo do ano, são desenvolvidas ainda as campanhas de Dia das Crianças, Natal, Páscoa e Inverno. Segundo ele, além do Sindilat, que já é um tradicional doador, o Instituto Martinelli Solidariedade e a Trans Joy também contribuem com as ações. Além das instituições, Kröeff explica que busca contribuições com conhecidos e pelas redes sociais. Quem desejar contribuir pode entrar em contato pelo WhatsApp (51) 99974 3479. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Foto reprodução: Marquinhos Kröeff
 

Sistemas de produção de leite e rentabilidade
 
O Brasil, um país com dimensões continentais, com fazendas de leite pulverizadas pelo território nacional, carrega distintas realidades e particularidades. Especificamente sobre os sistemas de produção há uma heterogeneidade existente nas propriedades – em alguns casos, a mesma fazenda tem mais de um sistema.
 
É comum escutarmos na atividade que determinado sistema é melhor que o outro. Partindo desse pressuposto, o que explicaria a existência e utilização dos mais diferentes sistemas de produção nas fazendas de leite do Brasil? Por que existem produtores que conseguem ganhar e perder dinheiro com o mesmo sistema de produção?

Considerando esses questionamentos, é fundamental entender os índices econômicos e de eficiência de produtores que conseguem resultados financeiramente rentáveis. Para aprofundarmos no assunto, o Interleite Brasil 2022, terá como tema de seu segundo painel “Sistemas de Produção e Rentabilidade,” no dia 03 de agosto.
 
Se conseguirmos disseminar esses resultados e conhecimentos, somos capazes de mudar o todo, com mais produtores produzindo com eficiência e com melhores índices de produtividade.
 
No dia anterior ao Interleite Brasil, também em Goiânia, ainda teremos 3 eventos paralelos exclusivos: 13ª edição do Fórum MilkPoint Mercado, Jantar dos Top 100 e workshop exclusivo pré Interleite com tema: Estratégias, manejo e ferramentas nutricionais com impacto no período pós-parto ministrado por dois grandes especialistas, Prof. Felipe Cardoso, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e Gilson Dias, gestor técnico de bovinos de leite na Agroceres Multimix. Além disso, a 20ª edição do Interleite Brasil também será transmitida ao vivo online em plataforma exclusiva para os participantes!
 
Além disso, o Interleite Brasil 2022 também contará com uma transmissão online ao vivo em plataforma exclusiva para os participantes, que poderão participar ativamente. 
 
Para marcar a volta dos eventos presenciais e fazer da 20ª edição a maior já realizada, esperamos mais de 1500 pessoas presentes no evento, e uma dessas pessoas é você! 
 
Associados ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) têm 20% de desconto na inscrição dos eventos, clicando aqui. (Milkpoint)

 
 

Abertas inscrições para o Programa Bolsa Juventude Rural

O prazo para envio da documentação termina em 5 de julho de 2022

Estudantes do Ensino Médio, entre 15 e 29 anos, interessados em participar do programa Bolsa Juventude Rural, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) podem fazer a sua inscrição a partir desta quarta-feira (1/6). A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

Vão ser 712 bolsas no valor de R$ 200 mensais cada, por um período de 10 meses, a serem pagas a partir de agosto de 2022, independentemente da data de concessão/contratação. Deste total, 311 foram disponibilizadas por meio do orçamento de 2022, 311 por meio do orçamento de 2021 e 90 são do saldo residual de anos anteriores.

“O programa é de extrema relevância para evitar a evasão escolar do jovem no campo e para dar oportunidade para que ele busque a profissionalização no meio rural”, afirma o secretário da Agricultura, Domingos Velho Lopes.

Das 712 bolsas oferecidas, serão disponibilizadas 282 para alunos regularmente matriculados no 2º ano e 430 para alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio. O prazo para envio da documentação termina em 05 de julho de 2022.

Para 2022, visando à qualificação do programa e o auxílio aos jovens, haverá a necessidade de envio, junto à documentação mínima exigida pela lei, de um pré-projeto, que deverá servir de base para a elaboração do Projeto Produtivo que é a contrapartida obrigatória apresentada pelo jovem durante o recebimento da bolsa. 

O programa Bolsa Juventude Rural tem por finalidade incentivar a permanência e o retorno dos jovens ao ensino médio e de criar condições para a permanência do jovem no meio rural. As bolsas são destinadas a estudantes regularmente matriculados no 2º ou 3º ano do Ensino Médio, em escolas públicas estaduais ou instituições educacionais comunitárias que trabalhem com a Pedagogia da Alternância. Este método propicia a interação entre o estudante que vive no campo e a realidade que vivencia no seu cotidiano. O edital na íntegra está disponível no site da Seapdr: https://www.agricultura.rs.gov.br/bolsa-juventude-rural (SEAPDR)

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