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Porto Alegre, 30 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.811

Investimento em biosseguridade animal é pilar para produção leiteira 


Foto: Vitorya Paulo

Até 2025, os três estados da região Sul (RS, PR e SC) alcançarão a marca de 50% da produção de leite do Brasil. Para assegurar que essa produção tenha sanidade e segurança, é importante que os produtores atentem às normas de biosseguridade animal e as empreguem em suas propriedades. O ponto foi levantado pelo presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, durante fórum de debate nesta quarta-feira (30/8), promovido pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e o Canal Rural, durante a 41° Expointer.

Para Guerra, a assistência técnica e o cumprimento das regras de sanidade animal são imprescindíveis para manter a cadeia leiteira rentável e competitiva. "Não se concorre mais com o vizinho, mas sim com o mundo inteiro", ressaltou, referindo-se ao caráter exportador do Estado. Como medidas de controle, o dirigente destacou a necessidade da produção e compra de antígenos para certificação de propriedades o para tuberculose e brucelose. Zoonoses que o rebanho leiteiro precisa eliminar e causam prejuízos ao setor na abertura de novos mercados e novos produtos para o mercado internacional . "Sem o antígeno produzido no brasil ou importado, corremos o risco comprometermos o desenvolvimento e a competitvidade  da  produção", afirmou.

Painelista do evento, o superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa), Bernardo Todeschini, alertou que a responsabilidade pela sanidade animal do RS e do Brasil é de todos. "A saúde humana e animal são bens públicos. Não pertencem a algum produtor", disse, destacando as exigências sanitárias que devem ser sempre cumpridas. "Produtor não é cientista e a propriedade não é balão de ensaio", alertou.

Para o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, a biosseguridade é um "pilar fundamental" da atividade, tanto leiteira, quanto aviária, suína ou de qualquer âmbito da proteína animal. "Nós produzimos porque temos consumidores que estão cada vez mais atentos e estabelecendo critérios para o que querem", disse. Para Kerber, cumprir as normas sanitárias é um método eficaz não só no combate das doenças, mas também na prevenção. "Investimento é diferente de custo. Investimento é o que vai nos dar garantia de continuidade da nossa atividade principal", frisou Kerber. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Oficina ensina participantes a harmonizar queijos e vinhos

Como parte de sua programação gastronômica, a Leiteria Sindilat na 41ª Expointer promoveu na terça-feira (28/08), das 18h às 19h, uma oficina de harmonização de queijos e vinhos. Conduzido pelo empresário Regis Monteiro Guimarães, da importadora Carpe Vinum, de Porto alegre, o evento proporcionou aos participantes orientações sobre a origem de vinhos e queijos que podem ser decisivas na hora de combinar os produtos.

Na oficina, os participantes puderam degustar os queijos grana padano, colonial e gorgonzola, harmonizados, respectivamente, com o espumante Menegotto Brut, produzido em Garibaldi com uvas chardonnay, o vinho Puklavec, produzido à base das variedades sauvignon blanc e pinot grigio na Eslovênia e o vinho malbec argentino El Mendoncino.

"Mostramos que queijo e vinho são primos-irmãos, com origens semelhantes, pois ambos têm um trabalho que começa no campo", disse Regis. Segundo ele, a harmonização é um processo complexo e, para dominar essa arte, é preciso experimentar os vinhos com antecedência. "Apesar de sabermos, por exemplo, que os tintos combinam mais com os queijos duros e os brancos com os queijos moles, não existe uma regra única. Então, o conselho é: experimente", explicou.

Para o empresário, a oficina foi extremamente positiva. "Temos ainda uma média de consumo de vinhos baixa no Brasil, e combinar vinhos e queijos também pode ser algo muito particular, subjetivo. Por isso, é importante trocar experiências", avaliou.

A Leiteria Sindilat será realizada até o dia 2 setembro. A programação inclui diversas atividades diárias abertas ao público. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Lactalis terá geladeira com itens premium em supermercados


PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC

Uma das gigantes da indústria de leite no mundo e com operações no Rio Grande do Sul, a francesa Lactalis apresentou uma novidade na Expointer que só quem entra no estande da empresa vai descobrir. Produtos de uma das marcas mais populares da indústria, a Président, que já começa a aparecer em diversos derivados nas gôndolas do Brasil, terá uma geladeirinha personalizada para venda em supermercados, revelou Guilherme Portella, diretor de Comunicação Externa, Assuntos Regulatórios e Corporativos na Lactalis do Brasil. 

A novidade vai estrear logo depois que terminar a feira agrope¬cuária em lojas da rede Zaffari no Estado e em São Paulo. "Vai sair daqui direto para a rede", diz Portella. Na primeira leva, serão 20 geladeirinhas, e a meta é atingir primeiro grandes redes. A geladeira é toda em cor vermelha, tem desenho da Torre Eiffel, tradicional ponto turístico de Paris, e ainda um selo lembrando a conquista da seleção francesa na Copa do Mundo da Rússia. Portella diz que a empresa aposta na forma de exclusiva de produtos, neste caso da marca Président. 

Entre os quitutes estão novidades como queijos especiais fracionados, que ganham cada vez mais espaço nos super, por ser uma porção menor. "Isso é cada vez mais solicitado, para evitar maior manuseio no varejo", explica o diretor. O mix tem itens como requeijão e a manteiga da marca que passou a ser produzida este ano em unidades gaúchas. Antes era só importada. "O mix atende a diversos perfis de consumidores, do mais acessível ao premium." (Jornal do Comércio)

 

América Latina: consumidores querem iogurtes proteinados, mas não abrem mão do prazer ao consumo

Os consumidores latino-americanos estão interessados em iogurtes com alto teor de proteína, mas os produtos também devem ser prazerosos ao consumo, de acordo com a Arla Food Ingredients, que apresentou uma solução na feira Fi South America. "Olhe para a América do Sul e você pode ver que, embora as pessoas tenham perdido seu poder de consumo [com as recentes crises econômicas], mais fabricantes estão impulsionando as proteínas", disse Cido Silveira, gerente de marketing da Arla Food Ingredients.

A empresa possui dados de pesquisas de vários países latino-americanos que mostram que os consumidores querem naturalidade, conveniência e satisfação, especialmente no Brasil (São Paulo). Tendências semelhantes são vistas em todo o mundo, com mais de 2.000 iogurtes com conveniência e alegações de proteína lançados somente em 2017. "Com a solução da Arla, você pode ter a mesma textura desde o início até o final do prazo de validade", disse Silveira. De acordo com testes internos, 7,5% dos iogurtes de beber com proteína feitos com o Nutrilac YO-5088 tinham viscosidade significativamente mais desejável do que um produto semelhante feito com um concentrado proteico de leite padrão.

A empresa também lançou uma solução para bebidas à base de iogurte longa vida com prazo de validade de seis meses. O Nutrilac YO-4575 é um ingrediente proteico de pH baixo e estável ao calor para a criação de iogurtes de longa duração, saudáveis e saborosos para ocasiões de merendas e lancheiras para as crianças", disse a empresa, que ainda acrescentou que a América Latina tem problemas com o transporte e o Nutrilax YO-4575 auxiliaria nesse quesito por conta da estabilidade gerada nos produtos. Além dos lácteos, as proteínas alternativas estão em ascensão, "e estamos vendo cada vez mais soluções baseadas em vegetais", disse Silveira.

Nutrição esportiva
A proteína também é uma grande participante na categoria de nutrição esportiva, com o Brasil tendo o mercado mais maduro da região, disse Silveira. No início deste ano, a Arla divulgou os resultados de uma pesquisa com 4.000 consumidores na Argentina, Brasil e Colômbia, que indicou que 80% dos entrevistados acreditavam entender o que é proteína e como o corpo a utiliza. Os dados também indicaram que alguns entrevistados estavam dispostos a pagar mais por produtos ricos em proteínas: 39% estavam dispostos a pagar até 5% a mais, 17% disseram que pagariam até 10% a mais, e 5% admitiram que pagariam mais de 10% a mais. "As tendências vêm para o Brasil mais rápido", afirmou Silveira.  No entanto, Silveira acrescentou que as marcas nacionais de nutrição esportiva precisam construir confiança com os consumidores. "Se você olhar para a Argentina, por exemplo, muitas das marcas afirmam que são dos EUA. Essas marcas precisam investir em mais educação e patrocínio de atletas". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

RS: Expointer 2018, práticas de manejo de forrageiras garantem maior produção de leite
Expointer 2018 - A importância da correção do solo e da utilização de técnicas adequadas de plantio são medidas essenciais para o manejo das forrageiras. O assunto foi abordado junto aos produtores durante palestra na sede da Lactalis do Brasil, na Expointer. Na ocasião, Carlos Augusto Feldmann, responsável pelo desenvolvimento comercial da Atlântica Sementes, apresentou aos criadores práticas para manter o plantio no verão sem ter consequências negativas na produção. "Como costumo dizer, eu trabalho com um tripé, onde existe genética, manejo e pastejo. Se faltar um desses, não adianta comprar uma vaca cara e levar para propriedade", disse. De acordo com Feldmann, uma forrageira de qualidade garante aumento da produção de leite. "É de suma importância, pois um bom alimento sempre se reflete na produção", destacou. O palestrante também ressaltou que é essencial que o produtor saiba a hora certa de colocar e retirar o gado do pastoreio e utilize sempre a semente correta, que deve ser semeada com profundidade de dois a quatro centímetros e na temperatura ideal para que possa germinar. "São vários fatores que determinam o sucesso na produção de leite", pontuou. (Página Rural)

Porto Alegre, 29 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.810

Harmonização de queijos e cervejas é tema de workshop da Expointer

Foto: Laura Berrutti

 

Engana-se quem pensa que o casamento perfeito só ocorre entre queijos e vinhos. A união do petisco com a cerveja pode causar sensações inimagináveis. Quem apresentou este 'novo' matrimônio foi a sommelier de cervejas, Juliana Pacheco, na noite desta segunda-feira(27/08), em workshop na Leiteria Sindilat.

Na ocasião, ela explicou que o objetivo de fazer a harmonização é realçar o sabor de ambas. "O sabor dos queijos e das cervejas tem que ser muito melhor quando estão juntos. A ideia é criar uma terceira experiência", afirma a também empresária, ressaltando que o queijo é uma opção versátil e saborosa para se utilizar nesta prática.

Para Juliana, a harmonização só cumpre o seu papel quando os dois sabores se complementam e estimulam o paladar por mais tempo. A cerveja ajuda a "limpar" a gordura do queijo, tornando a degustação mais prazerosa e, consequentemente, o consumo mais prolongado.

A primeira união indicada por ela foi a do queijo provolone com a Imperial Irish Red Ale. Ambos possuem notas de defumação, o que estimula ainda mais a harmonização. Além disso, o malte caramelado da bebida acrescenta um toque adocicado à mistura.

A segunda opção foi a degustação do queijo Tipo Grana Padani com a South American Ipa. O amargor desta cerveja ajuda a atenuar o salgado do aperitivo. A terceira combinação foi a do queijo gorgonzola com a Dark Strong Ale. O sabor forte e alcoólico, mas doce da cerveja, desperta uma sensação ambígua com o salgado do alimento.

O workshop de Harmonização entre Queijos e Cervejas foi mais uma das atividades realizadas na Leiteria Sindilat durante a Expointer. O evento foi organizado pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em parceria com o bar de cervejas especiais Infiel. O próximo curso irá ocorrer na próxima quarta-feira (29/8), na Leiteria. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Abertas inscrições para o 4º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Estão abertas, até o dia 27 de outubro, as inscrições para o 4º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea foi criada com o intuito de valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: imprensasindilat@gmail.com.

O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2017 até 27 de outubro de 2018.

Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 19 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos na festa de final de ano do Sindilat. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão um troféu. Confira o regulamento e a ficha de inscrição a ser preenchida. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Uma pequena indústria argentina produz lácteos funcionais de origem natural

Funcionais/AR - Especialistas do centro de Lácteos do Instituto Nacional de Tecnología Industrial (INTA) acompanharam uma empresa de Chivilcoy no desenvolvimento de um leite enriquecido com Ácido Linoleico Conjugado (CLA), mediante a suplementação da alimentação das vacas. 

A empresa Prodeo é a primeira pyme argentina a conseguir produtos lácteos funcionais de origem natural como queijos, leite longa vida e com chocolate. "O trabalho foi realizado com base no projeto financiado pelo MinCyT (FONARSEC) junto ao INTA, a Universidade Nacional do Litoral e três empresas, uma das quais foi a Prodeo; com as quais foi estabelecido um Consórcio Público-Privado", detalha Marcelo González do INTI-Lácteos. Sua equipe de trabalho acompanhou a pyme de Chivilcoy para conseguir um leite funcional mediante suplementação da alimentação das vacas.

Com lípidos insaturados de origem vegetal no alimento dos ruminantes, foi possível modificar o perfil dos ácidos graxos da matéria gorda do leite, diminuindo a concentração dos ácidos graxos prejudiciais à saúde e aumentando a concentração do Ácido Linoleico Conjugado (CLA) e Ácido Vacênico (AV). Ambos com propriedades protetoras da função cardiovascular e enfermidades crônicas não transmissíveis.

"O INTI-Lácteos deu suporte no desenvolvimento e análise da viabilidade da mudança no suplemento dietético, analisando a alimentação do gado, com o leite cru, e os produtores finais, comprovando a existência e persistência do CLA e AV", comenta Alejandra Rodríguez.

Além disso contribuímos com a assistência técnica na fazenda e fábrica da empresa para a adoção de Boas Práticas Pecuárias (BPG), Boas Práticas de Produção (BPM) e rastreabilidade", explica Marcelo, acrescentando que também trabalharam na elaboração higiênico-sanitário de uma nova fábrica para elaboração de leite e queijos com a marca "Mamá Mecha".

Marcelo adianta que a empresa prevê continuar o desenvolvimento, junto com o INTI-Lácteos, de outros produtos funcionais com alto teor de CLA e outras moléculas bioativas, que possam ser incorporadas à dieta de forma ampla, sensível, e que ajude a melhorar a qualidade de vida dos consumidores destes produtos. (Agrositio - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Preço do leite ao produtor europeu em junho de 2018 - LTO Nederland

Preços LTO - O cálculo mensal dos preços do leite em junho de 2018 chegou à média de € 32,71/100 kg, [R$ 1,60/litro], para o leite padrão, e entregas de até 1.000.000 kg por ano (novo padrão). Aumento de € 0,60/100 kg em relação ao mês anterior. Comparado com junho de 2017, a média de preço é 1,43 €/100 kg, ou 4,2% menor.
 
Novos parâmetros anuais de entrega
Para esta publicação e as seguintes, o cálculo será com base na entrega anual mínima de 1.000.000 kg (era 500.000 kg/ano). Como os preços do leite dos meses e anos anteriores também foram ajustados para uma oferta de um milhão de quilos, a comparação com maio de 2018 e junho de 2017, estão nos mesmos parâmetros. A razão para essa mudança, é que o tamanho médio das fazendas aumentou com o passar dos anos, e, atualmente, é claramente maior que os 500.000 quilos até então vigentes, conforme pode ser observado na tabela a seguir. Levando em consideração que a tendência é de que o tamanho das propriedades continue aumentando nos próximos anos, bem como o crescimento das fazendas especializadas, um milhão de quilos é considerado padrão.

 

A média dos preços aumentou cerca de € 0,20/100kg em decorrência do ajuste dos padrões de 500.000 kg para 1.000.000 de kg por ano. A diferença entre empresas pode ser maior, dependendo dos custos mensais fixos, e particularmente, das bonificações por volume.

Desempenho do preço do leite em junho
Pela primeira vez, desde novembro de 2017, a média do preço do leite aumentou. Nenhuma empresa reduziu o valor pago ao produtor. A Milcobel reajustou em € 2,3/100 kg. E de acordo com o anúncio, haverá mais aumento em julho e agosto.

A britânica Dairy Crest anunciou reajuste nos próximos três meses em cerca de € 3,3/100 kg. Esse aumento incluiu o pagamento suplementar de 0,5 pence por litro em setembro de 2018, a título de compensação pelas condições extremas de tempo. Arla e FrieslandCampina anunciaram aumentos. DMK aumentou € 1,00/100 kg em julho, o mesmo ocorrendo com as francesas Savencia (€ 2,4/100 kg), e Lactalis (de julho a setembro, € 2,3/100 kg). Na Oceania a Fonterra manteve o preço inalterado. NZ$ 7/kgMS, [R$ 1,46/litro]. Cerca de € 0,5 no preço do leite dos Estados Unidos foi decorrente da variação cambial. O leite Classe III saiu de US$ 15,18/cwt em maio, para US$ 15,21/cwt em junho, [R$ 1,42/litro]. (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)

 

COMO SE FAZEM CAMPEÃS
O concurso leiteiro do gado holandês da 41ª Expointer conheceu ontem à tarde seus vencedores. Das cinco ordenhas realizadas para chegar ao resultado, as duas maiores são descartadas - a soma das três restantes consagra as campeãs. Na categoria jovem, a vaca Tang Roberta produziu 66,88 quilos de leite. O animal tem três anos e pertence à Granja Tang, de Farroupilha. - O resultado vem com investimentos em genética, sanidade e muito amor pelo que se faz - comenta Itamar Tang, proprietário do animal. Esta é a quinta participação da granja da Serra, que na última edição da feira também levou para casa o prêmio da categoria jovem. Entre as vacas adultas, o prêmio foi para a 666 Damasco, que produziu 79,62 quilos de leite. O criador Paulo Ferraboli, de Anta Gorda, no Vale do Taquari, comenta que não poupou esforços para garantir o resultado: o animal se refresca com ventiladores e descansa em um colchão coberto de palha. Na companhia de familiares e colaboradores, os proprietários das vencedoras participaram do tradicional banho de leite, na pista do gado leiteiro.(Zero Hora)

Porto Alegre, 28 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.809

Sindilat projeta alta de 10% no leite e teme aumento do frete
 

Os preços do leite ao produtor devem ter aumento de 10%, no se¬gundo semestre de 2018, em compa¬ração com mesmo período do ano passado, quando era cotado em mé¬dia a R$ 0,86, projeta o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). "Apostamos nesse incremento, e que o valor não deva ficar abaixo de R$ 1,00, pois o câm¬bio não favorece a importação de leite, as exportações tendem a subir, reduzindo a oferta o que reflete nos preços. Além disso, 2017 foi muito fraco na questão comercial, preços achataram demais, mas não deve¬mos ter valores tão baixos como no ano passado", disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. 

Nos cinco primeiros meses de 2018, houve redução dos preços e uma leve recuperação entre junho e julho, chegando a R$ 1,30, recupe¬rando margem para produtor e au¬mentar o faturamento da indústria. "Para agosto e setembro prevemos leve queda, por ser época de pico de produção e aumento da oferta, mas o semestre tende a fechar em alta se comparado com o ano passado." 

A produção de leite no Estado foi de 4,6 bilhões de litros, valor que deve ter aumento de 2% a 3% neste ano. A produção nacional chegou a 33 bilhões de litros. Guerra afirma que as margens permanecem aper¬tadas em 2018 e que o setor teme a aprovação da nova tabela de frete da Agência Nacional de Transportes Ter¬restres (ANTT) que irá dobrar o valor do frete para a indústria. 

"Pela tabela antiga, o frete repre¬senta 10% do preço do leite. Caso a nova passe a vigorar, passará a 20%, custo muito elevado para a indústria e que refletirá em todos os elos da cadeia produtiva. Acreditamos que a lei de mercado e a livre concorrência devem ser soberana", disse o diretor executivo do Sindilat, Darlan Palha¬rini. Para ele, o aumento do valor do frete pode inviabilizar a atividade para alguns produtores. 

A tabela do frete rodoviário foi criada pelo governo federal, pela MP 832, convertida na lei (13.703).O diri¬gente revelou que algumas empresas estão investindo na compra de cami-nhões, apostando em frota própria. "Essa é uma tendência que vai mu¬dar o cenário do transporte de leite". 

Palharini disse que, com a greve dos caminhoneiros, 56 milhões de litros de leite não chagaram à indús¬tria. O Rio Grande do Sul é o tercei¬ro maior produtor de leite do País, chegando a 4,6 bilhões de litros em 2017, dos quais 60% vão para fora do Estado e 40% para consumo interno. (Jornal do Comércio) 

 

 

Decisão sobre tabela de fretes pode ficar para depois das eleições

Cobrado pelo setor produtivo a dar uma resposta imediata para o tabelamento de fretes, o ministro Luiz Fux, relator do tema no Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (27) que as dezenas de ações judiciais movidas contra a tabela ou pela sua inconstitucionalidade permanecem suspensas, porém, prometeu dar uma decisão "o mais rápido possível" sobre o assunto.

Por outro lado, Fux informou que levará a questão para o plenário do STF, o que na avaliação de empresas que contratam frete e questionam radicalmente o tabelamento pode adiar em meses o julgamento. Dentro da própria Suprema Corte já se cogita, nos bastidores, que Fux possa decidir apenas após as eleições de outubro, já que o tema contém elementos políticos e fez parte de um acordo do governo com a classe dos caminhoneiros para cessar as greves que afetaram o país no fim de maio.

"Estabelecer previsão num caso desses é criar um fator de especulação econômica e é tudo o que não queremos", afirmou Fux, após audiência pública nesta tarde com representantes do setor empresarial e dos transportadores.

O ministro do STF não descartou que pode tomar uma decisão intermediária entre considerar constitucional ou inconstitucional. Ele não deu detalhes, mas advogados familiarizados com o assunto avaliam que, se seguir de fato essa linha, Fux poderá julgar constitucional o tabelamento de fretes, porém com ressalvas, ou seja, estabelecendo que ele seria referencial - não seria obrigatório, como determina a lei. Ou ainda poderia liberar os tribunais de primeira instância para julgarem as ações que lá estão paradas por determinação do próprio Fux.

Como já mostrou o Valor, o segmento empresarial já alimenta um pessimismo em relação a uma possível demora maior do STF em julgar os pedidos de liminares, com o argumento de que só cresce o passivo acumulado com o travamento dos negócios em virtude das incertezas em relação às tabelas de frete.

"O juiz pode julgar procedente, improcedente ou parcialmente procedente uma ação. Então realmente há aí uma solução intermediária possível", acrescentou Fux.

Durante cerca de 2 horas e meia, representantes do setor produtivo, principalmente do agronegócio, e dos caminhoneiros, expuseram motivos radicalmente opostos em audiência no STF, demorando um impasse em torno do assunto.

Bruno Lucchi, superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostrou um estudo feito recentemente pela LCA Consultores, segundo o qual a manutenção do tabelamento de fretes pode implicar redução de 10 mil a 52 mil postos de trabalho no país e numa queda das exportações agropecuárias de até 10%. Ele também apontou o possível impacto danoso ao preço dos alimentos, com uma inflação que poderá ultrapassar 6% ao ano na hipótese de manutenção das tabelas de frete.

Já o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, argumentou que caminhoneiros não negociam preços de frete e que por muito tempo a categoria ficou em desvantagem tendo que aceitar valores referentes às viagem de volta que pagavam apenas os custos com óleo diesel. "Não podemos ganhar só para pagar o pão", disse. (As informações são do jornal Valor Econômico)

 

Cotações das commodities lácteas no mercado holandês - agosto de 2018

Mercado LTO - Nos Estados Unidos a produção de leite parece que está voltando a crescer. Depois de dois meses estável, houve aumento de mais de 2% em maio. Grandes aumentos foram detectados na Alemanha, Polônia e Itália. A produção de leite na França, Reino Unido e Irlanda ficaram estáveis em maio, mantendo as reduções de meses anteriores.

Houve crescimento fora da Europa. A oferta de leite em países exportadores como Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai e Estados Unidos aumentou em maio. Neste último país, a taxa de crescimento diminuiu, tendo taxas de menos de 1% nos meses de abril e maio. A oferta de leite da Nova Zelândia recuperou em um mês sazonalmente de baixa produção, depois de um período de baixa.

Desde junho, as cotações da manteiga estão sob pressão. Existe uma demanda menor durante o período de férias, inclusive existindo alguns clientes abastecidos até o terceiro trimestre. Além disso, existe oferta suficiente. Os compradores estão sem pressa, e esperam com seus estoques, porque a expectativa é que os preços da manteiga caiam ainda mais. A cotação do leite em pó desnatado também voltou a ser pressionada desde a segunda quinzena de junho. O mercado está muito calmo, e com poucos compradores interessados. A quantidade de leite em pó liberada dos estoques de intervenção pressiona ainda mais o mercado para baixo. Apesar da calmaria do mercado, a cotação do leite em pó integral permanece razoavelmente estável. No entanto, a pressão sobre os preços permanece, e as cotações da manteiga e da proteína, estão limitadas pela demanda. (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

Reino Unido registra acordo de lácteos com a China

O setor de lácteos do Reino Unido receberá um aumento nas exportações estimado em cerca de 240 milhões de libras (US$ 308 milhões), uma vez que a China concordou em importar produtos lácteos britânicos feitos com leite de outros países. O acordo significa que os produtores terão maior flexibilidade no fornecimento do leite que usam para seus produtos. O secretário do Comércio Internacional do Reino Unido, Liam Fox MP, reuniu-se com a Administração Geral das Alfândegas da China em 23 de agosto para fechar o acordo de cinco anos. A demanda pela maioria das categorias de lácteos cresce mais de 20% a cada ano pelos chineses (é um dos setores que mais crescem no país) e esse mercado é visto como lucrativo para os produtores internacionais.

Melhorando as relações para os negócios
O Reino Unido exportou mais de 96 milhões de libras (US$ 123 milhões) de produtos lácteos para a China em 2017. O Secretário de Comércio Internacional, Liam Fox MP, disse: "esta é a minha quarta visita à China este ano e estou muito satisfeito por ver a conclusão deste acordo, trazendo benefícios significativos aos produtores de leite em todo o Reino Unido em um momento em que as exportações britânicas de alimentos e bebidas estão batendo recordes. A China é o quinto maior parceiro comercial do Reino Unido, com as exportações crescendo 28,5% em 2017, em comparação com o ano anterior".

Sobrevivendo pós-Brexit
O ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, disse: "nossos produtores de laticínios de classe mundial já exportam £ 1,7 bilhão (US$ 2,18 bilhões) em produtos por ano. Esse marco ajudará a liberar todo o potencial da indústria de alimentos e bebidas do Reino Unido, estabelecendo novas relações comerciais em todo o mundo". O comissário de comércio para a China, Richard Burn, acrescentou que as importações chinesas de produtos como iogurte, leite aromatizado e queijo tiveram um crescimento rápido, com os consumidores chineses associando cada vez mais esses itens à nutrição e ao bem-estar. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e resumidas pela Equipe MilkPoint)

 
 
 

Aumento da receita eleva poder de compra do produtor
Custo de produção - Apesar de os custos de produção registrarem altas sucessivas em 2018, a receita do produtor também está em forte elevação. Nesse cenário, há melhora das margens e, consequentemente, do poder de compra, melhorando a viabilidade da atividade leiteira. A competição por matéria-prima entre os laticínios, em função do avanço da entressafra no Sudeste e Centro-Oeste e dos atrasos da chuva no Sul, resultou em expressiva alta de 14% no preço do leite em julho na "média Brasil" (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), calculada pelo Cepea. Com isso, a relação de troca de litros de leite por saca de milho de 60 kg (Indicador ESALQ/BM&F) ficou favorável ao produtor. Em junho, eram necessários 31,3 litros de leite para comprar uma saca do grão. Em julho, bastavam 25,2 litros para adquirir o produto. É importante ressaltar que a saca de milho está 34% mais cara do que no mesmo mês de 2017, quando tinha média de R$ 27,72, em valores reais deflacionados pelo IPCA de junho de 2018. Em julho, a média foi de R$ 37,22/sc. Por conta da menor produção de milho na segunda safra, o aumento nos itens que compõem a dieta, inclusive, elevou o custo de produção da pecuária leiteira pelo sétimo mês consecutivo em julho. De junho para julho, os grupos de suplementação mineral e concentrado subiram 2,13% e 1,54% na "média Brasil" e o Custo Operacional Efetivo (COE), que representa os desembolsos correntes da propriedade, registrou aumento de 0,93% em relação a junho. Desde o início do ano, a alta acumulada é de 6,6%. (Cepea)

Porto Alegre, 27 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.808

Sindilat anuncia medidas contra a tabela de frete

Sem margens para aumentar os custos, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) anunciou, nesta segunda-feira (27/08), durante coletiva de imprensa, na Expointer, em Esteio (RS), que o setor deverá discutir em juízo a aplicabilidade da tabela do frete caso o STF se manifeste favorável ao tabelamento ou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publique uma nova tabela. A ideia é evitar que os laticínios gaúchos arquem com valores maximizados no transporte de suas cargas. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, não há margem para mais gastos no setor. De acordo com o parecer jurídico produzido pela Assessoria Jurídica do Sindilat, as empresas associadas não precisam cumprir a atual tabela de preços.

O tabelamento de preços do frete rodoviário foi instituído pelo governo federal pela Medida Provisória nº 832 (convertida na Lei nº 13.703) após a crise desencadeada pela greve dos caminhoneiros, em maio. A tabela, que desagradou a diversos setores da economia, enfrenta questionamentos do Supremo Tribunal Federal (STF). "Todas as entidades têm se manifestado contra o tabelamento. Precisamos tentar todas as alternativas para reverter esse quadro e garantir a livre concorrência", pontuou, lembrando que a publicação da lei 13.703 trouxe algumas novidades na sua redação em relação à MP 832.

LEITERIA SINDILAT - Ao longo da Expointer, o sindicato promove diversas atividades, como destaque para a nova Leiteria Sindilat. O espaço gastronômico recebe o público com receitas especiais, como a montagem de uma tábua de queijos, identificando a marca e o tipo de queijo de todos os associados e harmonização dos produtos lácteos e bebidas, além de café da manhã, acompanhamentos sempre identificando a marca e tipo de queijo e de uma programação técnica. Uma das atrações gastronômicas que tem agradado os visitantes é o queijo Brie coberto com caramelo de nozes, uma das delícias servidas na mesa principal da Leiteira. A operação é comandada pela cozinha do Mule Bule e tem a assinatura da Storia Eventos.

4º PRÊMIO SINDILAT DE JORNALISMO - Durante a coletiva, também houve o lançamento do 4º Prêmio Sindilat de Jornalismo. A distinção tem como objetivo reconhecer os melhores conteúdos jornalísticos produzidos sobre o setor lácteo. Serão premiados os trabalhos nas categorias: impresso, eletrônico, online e fotografia. As inscrições começam nesta segunda-feira e vão até o dia 27 de outubro. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Leiteria Sindilat oferece oficinas gastronômicas com lácteos

A Leiteria Sindilat na Expointer é espaço de conhecimento gastronômico. Aberta ao público das 8h30 às 21h, a Leiteira oferece oficinas que ensinam, desde a harmonização de queijos com cervejas, vinhos, espumantes e azeite de oliva até como montar uma deliciosa tábua de frios. "A Leiteria não é só gastronomia, mas também tem programação técnica. Irão ser desenvolvidas atividades nos nove dias de feira para que as pessoas possam efetivamente, além de fazer a degustação, aprender algumas receitas e harmonizações com os produtos lácteos", afirma o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

A Leiteira Sindilat terá oficinas de harmonização de queijos com vinho, na terça-feira (28) e na sexta-feira (31), às 18h. Nos encontros, os visitantes receberão dicas de como escolher o melhor rótulo para acompanhar seu queijo favorito ou aquele fondue.

Harmonização de queijos e cervejas
Combinar queijos com diferentes cervejas ressaltando os sabores de ambos é tema de oficinas realizadas na Leiteria Sindilat na segunda-feira (27) e na quarta-feira (29), às 18h.

Harmonização de queijos com azeites
Visitantes que apreciam queijos gaúchos harmonizados com azeites devem participar da aula na Leiteria Sindilat na sexta-feira (31), às 10h. Na ocasião, o público aprenderá a escolher quais tipos de queijos combinam com os azeites e atingem o ápice de sabores no paladar.

Harmonização de queijos com geleias
Geleias doces e/ou salgadas também combinam muito bem com queijos. Na Leiteria Sindilat os visitantes podem aprender como combinar os dois sabores. A oficina, que ocorre na quinta-feira (30), às 17h, ensina como criar a harmonização perfeita entre os produtos.

Como montar tábua de frios
Quem passar pela Leiteria Sindilat pode conferir a mini-aula do renomado chef Mule Bule, Nelson Ramalho. Nos sábados (25/8 e 1/9) e no domingo (26/8) às 18h, ensinará como montar uma deliciosa tábua de frios para receber os amigos e a família em casa sem ter muito trabalho. Apesar de parecer simples, a tarefa tem segredos, garante Ramalho, lembrando que é necessário saber fazer as confinações de forma certeira. . (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Léia Cassol abre programação da Leiteria Sindilat na Expointer


Foto: Laura Berrutti

Embalada com músicas e brincadeiras, a autora Léia Cassol abriu a programação cultural da Leiteria Sindilat, na Expointer, na tarde deste sábado (25/8) promovendo um momento de Contação de Histórias. Na ocasião, crianças e pais foram instigados a ajudar a rememorar clássicos infantis através de canções.

"A importância do evento não está na história em si, mas no afeto. Contar as histórias faz com que eles dividam", ressalta Léia, afirmando que o fato dos jovens ficarem muito tempo no celular ou no tablet atualmente faz com que eles se tornem mais individualistas. O evento reuniu cerca de 20 crianças, além de pais e responsáveis.

Para Ana Laura Gonzalez, de 39 anos, mãe de Lucas, 6, e Rafaela, 2, o evento foi maravilhoso e enriquecedor, tanto para as crianças, quanto para os adultos. "Foi uma surpresa positiva, ela ( Léia) cativa todo mundo. Os meus dois filhos têm idades completamente diferentes e ela pegou os dois", ressalta.

A programação da Leiteria Sindilat segue até o final da Expointer com diversas atividades gastronômica e culturais. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o objetivo do sindicato é se aproximar cada vez mais do público consumidor. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Altas se mantêm, mas com menor intensidade
Leite UHT - As cotações do leite longa vida e do queijo muçarela seguiram em elevação em julho, mas de forma menos acentuada. Isso ocorreu devido à normalização do cenário após o encerramento da greve dos caminhoneiros, que ocorreu no final de maio, e atrapalhou a logística de entrega dos produtos lácteos para os mercados atacadistas. O tempo frio e seco também prejudicou as pastagens, diminuindo a produção de leite no campo, reduzindo os estoques dos laticínios e influenciando os aumentos. O preço do leite UHT subiu pelo segundo mês consecutivo, fechando julho com média de R$ 3,19/litro no atacado paulista, aumento de 1,54% em relação a junho e 28,25% na comparação com julho de 2017. Quanto ao queijo muçarela, os valores também avançaram: a média foi de R$ 19,86/kg em julho, 0,97% superior ao mês anterior e 24,25% acima do observado em julho/17. Os valores foram deflacionados pelo IPCA de julho/18. Essa pesquisa diária de preços tem o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). Para os próximos dias, segundo colaboradores do Cepea, os preços podem recuar, já que os atacados estão com estoques elevados e a demanda está enfraquecida. Na primeira quinzena de agosto, as cotações do leite UHT e do queijo muçarela fecharam com médias de R$ 2,8305/litro e R$ 19,0214/ kg, nessa ordem, baixas de 11,38% e 4,21% frente ao mês anterior. As negociações do leite spot (leite cru comercializado entre as indústrias) estiveram lentas na segunda quinzena de agosto. Quanto aos preços, a média estadual de Minas Gerais fechou em R$ 1,62/litro, de São Paulo, em R$ 1,61/litro, do Paraná, em R$ 1,59/ litro e de Goiás, em R$ 1,68/litro. Não estão incluídos frete e imposto. http://www.terraviva.com.br/site/2018/agosto/2708uht1.jpg. (Cepea)

Porto Alegre, 24 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.807

Câmara setorial do leite discute regulamentos técnicos
 

Representantes da indústria de laticínios participaram ontem da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Brasília. Um dos assuntos tratados foi a situação das consultas públicas referentes às portarias 38/2018 e 39/2018, que estabelecem novas regras para características de qualidade do leite cru refrigerado, do leite pasteurizado e do leite tipo A.

Segundo o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que participou da reunião, a Câmara decidiu incluir em sua pauta a criação de um RTQI para o soro de leite, que será submetido a consulta pública. A medida atende a uma reivindicação das indústrias associadas do Sindilat que processam soro líquido para transformação em soro em pó. "Acreditamos que a publicação do regulamento técnico possa sair até o fim do ano. Com isso, teremos regras e padronização para a operação das indústrias", diz Palharini. Também foram aprovadas pela Câmara as propostas de criação de novos RTQIs, para ricota, queijo minas padrão, queijo meia cura e provolone.

A Câmara Setorial também discutiu o tabelamento de preços do frete rodoviário instituído pelo governo federal em junho, por medida provisória, após a crise desencadeada pela greve dos caminhoneiros. A tabela, que desagradou a diversos setores da economia, enfrenta questionamentos do Supremo Tribunal Federal (STF). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Seca na Europa e as consequências para a produção leiteira

Devido às consequências da seca em curso, os produtores rurais de toda a Europa enfrentam grandes dificuldades. No setor lácteo, a seca contribuiu para que a situação se tornasse ainda mais aguda, de acordo com o European Milk Board (EMB). No meio da crise dos lácteos, as reservas foram completamente dizimadas e, em muitos lugares, as dívidas se acumularam, disse a organização.

As reduções no rendimento e as colheitas fracassadas estão atingindo duramente os produtores, e o EMB acrescentou que os custos dos alimentos levam a um aumento da pressão e crescentes déficits financeiros. O EMB acrescentou que a ajuda financeira é útil para lidar com os efeitos diretos da seca e o leite em pó dos estoques de intervenção da UE deve ser mantido fora do mercado, porque isso pressionaria ainda mais os baixos preços do leite - que atualmente estão em média em torno de 33 centavos por litro na UE.

Procurando por soluções
O presidente do EMB, Erwin Schöpges, disse que é importante trabalhar em soluções de curto e longo prazo. "Um mecanismo que acabaria com a longa série de crises no setor é um elemento indispensável nesse sentido e deve contribuir para que os produtores recebam preços que realmente cubram os custos de produção - incluindo uma renda 'decente' - e assim, permitam que as fazendas operem sustentavelmente e visando a sobrevivência", disse Schöpges.

Boris Gondouin, membro do comitê executivo da EMB e produtor francês de lácteos, acredita que o gerenciamento progressivo de crises é a única maneira de garantir que as fazendas permaneçam vivas em situações extremas, como a atual seca. "Desde o ano de 2000, as secas se tornaram mais severas e muito mais frequentes, tanto na França quanto em outros países. Isso mostra que é importante 'ganharmos o suficiente' nos chamados anos normais, sem acabar com as nossas economias. Mas isso só seria possível se instrumentos como o Programa de Responsabilidade do Mercado (MRP) fossem integrados à Política Agrícola Comum (PAC) da UE", disse Gondouin.

Benefícios do MRP
O MRP desenvolvido pelo EMB promove o ajuste temporário dos volumes de produção para que o colapso dos preços do leite possa se recuperar. Flexivelmente adaptado à situação do mercado, diferentes fases do MRP podem ser ativadas - cortes de produção voluntários são um exemplo disso.

O MRP previne perdas de criação de valor que enfraquecem massivamente os produtores, disse a EMB. Para atender aos muitos desafios da produção leiteira sustentável, ecológica, animal e favorável ao clima, são necessários mercados à prova de crise e preços que cubram os custos para os produtores.

A vice-presidente do EMB, Sieta van Keimpema, disse que o MRP é um passo importante em direção a uma política agrícola comum, reduzindo o que ela disse ser uma desigualdade, já que diferentes países europeus lidam com a situação de forma diferente.

"Alguns países estão atualmente apoiando seus produtores durante a seca, enquanto outros estão relutantes em fazê-lo. O MRP adota uma abordagem diferente. Como seria aplicado da mesma maneira a todos os países da União Europeia e também previa e evitaria crises a nível da UE, isso ajudaria a estabilizar o mercado de lácteos como um todo, o que, no final, beneficiaria todos os produtores da UE", disse van Keimpema.

Maior pagamento
No Reino Unido, a empresa de lácteos, Dairy Crest anunciou no mês passado que, devido às condições meteorológicas extremas, estava fazendo um pagamento suplementar de 0,5 centavos (0,64 centavos de dólar) por litro a partir de 1 de setembro de 2018 para seus agricultores de Davidstow.

Chris Thomson, diretor de compras do grupo Dairy Crest, disse: "estamos bem conscientes dos desafios que nossos produtores estão enfrentando no momento devido ao clima extremamente quente e seco e estamos satisfeitos por podermos apoiá-los durante este período difícil". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Em setembro, Buenos Aires será a capital dos lácteos

Congresso Panamericano do Leite - Entre 11 e 13 de setembro, será realizado o 15º Panamericano do Leite na sede de exposições Rurais em Buenos Aires. Ali estarão os principais atores da cadeia láctea do continente americano para conhecer as últimas tendências, debater, e planejar o futuro do setor lácteo. 

Entre os conferencistas convidados estarão presentes a diretora geral da Federação Internacional de Lecheria (FIL), Caroline Emond; o presidente e diretor executivo da Federação Nacional dos Produtores de Leite dos Estados Unidos, Jim Mulhern; altos executivos e diretores das empresas Lactalis (França), Arla Foods (Dinamarca), Tetra Pak (Estados Unidos) e Dairy Farmers of America (Estados Unidos). Também participarão destacados pesquisadores e professores de universidades da Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia, entre outros países. Durante o Congresso, também serão realizadas reuniões e atividades: a Assembleia Geral Anual da Fepale, a reunião do Conselho Latinoamericano de Proteína Animal (Colapa), assim como uma série de rodadas técnicas nas províncias de Buenos Aires, Santa Fe e Córdoba, quando os participantes conhecerão fazendas de leite, plantas industriais, institutos de pesquisa e PYMES queijeiras. (Infortambo - Tradução livre: www.terraviva.com.br')

Projeto Leiteria
 As indústrias lácteas gaúchas uniram-se para levar um espaço de aconchego e sabores inusitados para a Expointer 2018. É a Leiteiria Sindi¬lat, um projeto que chega ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Es¬teio, para oferecer aos visitantes da exposição um conceito diferenciado de alimentação, composto por lan¬ches rápidos e saborosos com uma proposta que se assemelha a uma pâtisserie. No local, além do deli¬cioso e tradicional leite com café, haverá um mix diferenciado de cap¬puccinos, cafés especiais, salgados e doces à base de leite e derivados. O espaço na Boulevard Quadra 46 vem complementar o projeto do PUB do Queijo, inaugurado em 2017 e que volta a Expointer este ano. (Jornal do Comércio
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Porto Alegre, 23 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.806

Técnicas para reduzir o teor de açúcar em produtos lácteos são promissoras

Além de populares entre os consumidores, os alimentos lácteos faturam mais de US$ 125 bilhões por ano (IDFA, 2017) nos Estados Unidos. Com sua popularidade, surgem novas demandas dos consumidores por produtos mais saudáveis e de baixa caloria, que tenham o mesmo sabor dos produtos tradicionais e mais calóricos. A saúde pública e o foco do consumidor na saúde aumentaram nos últimos 20 anos, levando a um impulso significativo para escolhas alimentares mais saudáveis, incluindo produtos lácteos. Não é novidade que o consumo excessivo de açúcar, por exemplo, pode contribuir para uma série de questões como hipertensão, diabetes tipo 2, doença cardiovascular e cáries dentárias.

Em um relatório publicado no Journal of Dairy Science, os pesquisadores analisaram as opções disponíveis para a indústria de laticínios que possibilitariam a redução do açúcar em produtos como sorvete, iogurte e leite aromatizado sem sacrificar o sabor. Produtos lácteos como sorvete, iogurte e leite com sabor são potencialmente ricos em açúcares indesejados. Alguns dos processos padrão para o desenvolvimento de produtos alimentícios mais saudáveis, como redução de gordura, açúcar e sal, resultam em um sabor inaceitável. A percepção do sabor doce também pode ser afetada pela textura da matriz alimentar e pela presença de gordura.

Outras técnicas de redução de açúcar incluem hidrólise de lactose, ultrafiltração e redução direta. Nesta revisão, os pesquisadores analisaram estudos recentes para avaliar o papel do açúcar, adoçantes alternativos e redução de açúcar no sorvete, iogurte e leite com sabor e discutir as opções disponíveis para a indústria de laticínios.

"Os alimentos lácteos representam um grande mercado", explicou a pesquisadora MaryAnne Drake, PhD, e William Neal Reynolds, professor do Departamento de Alimentos, Bioprocessamento e Ciências da Nutrição do Southeast Dairy Foods Research Center, North Carolina State University, Raleigh, NC, EUA.

"O dilema de como reduzir o teor de açúcar sem sacrificar o sabor e afetar negativamente as vendas de produtos é um desafio, pois o açúcar desempenha um papel importante nos alimentos lácteos, não apenas no sabor, mas também na textura, cor e viscosidade. Substituir açúcar pode ter efeitos, tornando a substituição inerentemente difícil", completaram.

Sorvete

O sorvete é um dos lácteos mais consumidos no mundo. Para alcançar o sabor doce desejado pelos consumidores, entre 10 a 14% de açúcar precisa ser adicionado. Estudos mostraram que a redução de açúcar e gordura mostram uma maior propensão para um sabor amargo e uma menor intensidade de cremosidade. Entre as opções promissoras, os pesquisadores descobriram:

Sorvetes com teor calórico reduzido com sorbitol e sucralose foram os mais aceitos em comparação com outros sorvetes "light" de baunilha ou sorvetes com uma redução mínima de 25% da energia total, açúcar ou lipídios;

Eritritol e lactitol são álcoois de açúcar que foram usados para criar sorvete de baixa caloria. O eritritol é mais comumente usado para redução de açúcar no sorvete porque fornece volume e textura e é apenas uma fração de calorias da sacarose;

Sorvetes com sabor de chocolate são normalmente formulados com maior teor de açúcar para diminuir o amargor associado ao cacau. Quando o açúcar é reduzido, o sorvete não só tem um sabor mais amargo como também tem menos sabor. Em um estudo, os pesquisadores propuseram uma solução ao comercializar sorvetes de chocolate com pouco açúcar para os amantes de chocolate amargo, que já desejam e toleram níveis substancialmente mais altos de amargor;

 O frozen yogurt (iogurte congelado) é muitas vezes visto como uma alternativa saudável ao sorvete, devido ao seu baixo teor de gordura e a presença de bactérias do ácido láctico, mesmo quando congelado, mas seu teor de açúcar é normalmente o mesmo que o do sorvete comum. Um estudo com frozen yogurt determinou que a substituição de inulina e isomalte por açúcar e gordura resultou em um produto muito semelhante ao original, com grande proximidade no sabor e na textura.

Iogurte
O iogurte é geralmente reconhecido como um alimento saudável devido ao seu teor nutricional, mas é geralmente adoçado com açúcar para aumentar a palatabilidade. Vários estudos relataram que o gosto do iogurte é influenciado pela textura, aroma e sabor e que a doçura é um componente importante.

Vários estudos descobriram que as misturas de adoçantes não nutritivos têm sido muito bem sucedidas na redução do teor de açúcar do iogurte; 

Um estudo relatou que era possível produzir um iogurte probiótico, usando com sucesso adoçantes sem afetar a viabilidade dos microrganismos probióticos. A adição de adoçantes não nutritivos não afetou negativamente o processo de fabricação de iogurte, porque os adoçantes 'não quebraram' com o tempo.

Leite com sabor
O leite com sabor é popular entre crianças e adultos devido ao seu sabor especial e capacidade de atender às exigências dietéticas para alimentos lácteos nos Estados Unidos. Estudos mostraram que o leite com sabor também aumenta o consumo de leite.

O leite com chocolate, o sabor mais popular, normalmente tem maior teor de açúcar e, portanto, é um alvo frequente para técnicas de redução de açúcar. No entanto, reduzir o açúcar no leite com chocolate é bastante caro e muitos diretores de escolas escolhem a alternativa com mais açúcar para reduzir o custo ou optam por eliminar o leite com chocolate inteiramente. Tem ocorrido vários estudos sobre formas alternativas de reduzir as calorias de açúcar no leite com chocolate. Alguns resultados foram contraditórios.

Em uma pesquisa, os pais preferiram adoçantes naturais não nutritivos ao invés de adoçantes nutritivos, como fonte de adoçantes no leite com chocolate;

Alguns estudos descobriram que o açúcar adicionado poderia ser diretamente reduzido no leite com chocolate e ainda ser aceito por crianças e adultos se não excedesse 30%.

No geral, as técnicas mais bem sucedidas para a redução de açúcar em alimentos lácteos envolvem a substituição de açúcar por adoçantes não nutritivos, naturais ou artificiais, porque estes fornecem o sabor doce desejado pelos consumidores sem adição de calorias. A redução direta dos métodos de hidrólise de açúcar e lactose também é promissora.

"Compreender as técnicas atuais de redução de açúcar, além das pesquisas e respostas dos consumidores à redução de açúcar em produtos lácteos é importante para os fabricantes, a fim de projetar e produzir produtos com redução de açúcar", observou Drake. "A redução do açúcar é uma tarefa intrinsecamente difícil devido às muitas funções do açúcar nos produtos alimentícios, mas está sendo feito um progresso no desenvolvimento de produtos aceitáveis para os consumidores".

"Reduzir o açúcar é responsabilidade de todos para melhorar a saúde pública e individual, e este artigo de revisão é oportuno para destacar as opções disponíveis para a indústria de laticínios", comentou Siva Kaliappan, Vice-Presidente de Pesquisa de Produtos do Conselho Nacional de Laticínios, Rosemont, IL, EUA. (As informações são do Science Daily, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 

Quedas internacionais dos lácteos indicam que mesmo NZ$ 6,50/kgMS pode ser muito
 
Preços/NZ - Parece que a Fonterra terá que enfrentar, cedo ou tarde, a necessidade de reduzir a previsão de pagamento de NZ$ 7,00/kgMS na temporada 2018/2019. Mais pressão de baixa vieram do último GlobalDairyTrade que caiu 3,6%. 

A redução do preço será outra má notícia para os agricultores que estão absorvendo o anúncio do corte dos dividendos e também do preço do leite da temporada passada, além de continuarem à espera de um CEO permanente para substituir os interinos. Tantos acontecimentos adversos acenderam uma luz amarela, levantando discussões sobre o futuro da Fonterra. O preço de NZ$ 7/kgMs pareceu otimista quando a Fonterra anunciou, e alguns economistas não acreditavam que pudesse ser viável. Tanto economistas dos bancos Westpac, quando do ASB projetaram NZ$ 6,50/kgMs como preço do leite, mas, depois do último resultado do GDT, esse valor ainda pode ser muito elevado. O economista sênior do Westpac, Michael Gordon, disse que a desaceleração da demanda chinesa, um yuan mais fraco, e as crescentes tensões comerciais estão, potencialmente, atingindo os preços. "Recentemente, reajustamos nossa previsão do preço do leite ao produtor de NZ$ 6,40/kgMS, para NZ$ 6,40/kgMS, com base no melhor desempenho do leite em pó desnatado, já que os estoques da Europa estão esgotados. "O resultado do último leilão não está de acordo com nossa previsão, correndo o risco de queda. Continuamos a ver a previsão de NZ$ 7,00/kgMS da Fonterra como muito otimista".

O economista do banco ASB, Nathan Penny, disse que os recentes ganhos do setor de lácteos com o câmbio parece ter vida curta.

"Nas últimas duas semanas, o dólar kiwi caiu quase 3% em relação ao dólar norte-americano. E essa queda estava impulsionando os preços dos lácteos para o mercado interno. No entanto, o resultado do último leilão com queda de 3,6%, superou esses ganhos. Além disso o dólar neozelandês recuperou 1% de sua cotação em relação à divisa norte-americana. Curiosamente, a queda deste último evento não coincidiu com alterações nos fundamentos do mercado de lácteos, como mudança nas perspectivas de produção da Nova Zelândia. Pelo contrário, coincidiu com a Fonterra elevando os volumes ofertados nos próximos 12 meses - os volumes de manteiga subiram cerca de 12%. Com isto posto, não foi surpresa ver os preços dos produtos de manteiga do leite caírem até 8% no leilão".

Penny disse que "na ausência de mudanças fundamentais nos mercados" a ASB estava aderindo à atual previsão do preço do leite.

"No entanto, não podemos ignorar as quedas de preços por tempo indeterminado. Como resultado, ficamos com a previsão de NZ$ 6,50/kgMS em 2018/2019, mas continuamos observando os cenários negativos para esse número". (interest.co.nz - Tradução livre: www.terraviva.com.br)  

DF: CNA debate desafios para exportação de produtos lácteos

O presidente da Comissão, Rodrigo Alvim, afirmou que o Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo, mas precisa investir em ações e projetos para se tornar mais competitivo no mercado internacional.

"A CNA enxerga a exportação como um caminho natural para o desenvolvimento da cadeia de lácteos nacional. O setor está empenhado em melhorar cada vez mais a qualidade dos produtos para garantir a abertura de novos mercados, bem como trabalhar nas adequações sanitárias".
No encontro, o gerente setorial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), Artur Milanez, falou das principais barreiras para aumentar a exportação do leite brasileiro.
"O país possui estrutura e infraestrutura ineficientes e os produtores dificuldade para acessar as linhas de crédito, mas os pecuaristas produzem leite com qualidade e com custos compatíveis com a exportação".
A engenheira agrônoma da empresa Labor Rural Vanessa Martins apresentou um diagnóstico da cadeia produtiva de lácteos e afirmou que o Brasil tem potencial para ampliar as exportações, mas é necessário ajustar na base. "É preciso focar em políticas públicas e programas de assistência técnica e gerencial".
Em outra linha de atuação, mas com resultados que também podem impactar nas exportações, a CNA está elaborando, junto às entidades do setor uma nota técnica com sugestões para aprimorar o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (Pncebt), instituído em 2001.
"Nós identificamos a necessidade de reestruturação do Pncebt, para que ele seja mais dinâmico, repensando desde a logística de distribuição de insumos até o processo de certificação das propriedades", disse o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues.
Segundo ele, há dois pontos na proposta que podem trazer avanços imediatos no controle das doenças. Um deles é a aprovação de novos testes para diagnóstico das zoonoses e a criação de fundos sanitários privados em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura em cada estado da federação.
"Com esses fundos privados, os produtores se sentirão seguros de que, se identificarem na propriedade algum animal doente, eles serão indenizados, uma vez que são obrigados a sacrificar esse animal". (Página Rural)
 

Entrevista com Darlan Palharini - SINDILAT
Lucas Rivas entrevistou o Secretário do SINDILAT, Darlan Palharini sobre os preparativos da entidade para a 41ª EXPOINTER. Ouça a entrevista. (Rádio Guaíba)

Porto Alegre, 22 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.805

China mantém importações de lácteos firmes no primeiro semestre

China - As importações chinesas de lácteos continuaram aumentando, segundo os dados de exportação de seus principais fornecedores publicados no site especializado CLAL. Devido à guerra comercial com os Estados Unidos, a China deixou de publicar os dados sobre importações de alguns produtos como os lácteos. A CLAL realizou estimativas com base nos dados de exportação dos principais fornecedores de lácteos para a China. E segundo esses cálculos, as exportações para a China aumentaram, em média, 3,8% na primeira metade do ano medidas em volume.

As remessas da União Europeia (UE) para a China aumentaram 1% no período, as vendas dos Estados Unidos saltaram 17,7%, enquanto que as remessas neozelandesas caíram 6,4%. A UE se aproximou de 500.000 toneladas enviadas para a China no primeiro semestre do ano. Foi sólido o desempenho dos envios de fórmulas infantis, com 138.000 toneladas exportadas (um salto interanual de 30,4%) sendo o principal produto enviado ao país asiático. Em sentido contrário, caíram em relação ao ano passado as remessas de leite em pó desnatado (-7,5%) e creme (-9,7%). Os Estados Unidos ganhou terreno, escalando em 34% as exportações de queijos, mas, reduzindo os envios de leite em pó desnatado (-25%). (Blasina y Asociados - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Sistema vai integrar até fim do ano a rede de laboratórios oficiais e credenciados

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai instalar até o fim do ano o sistema Hub Laboratorial para centralizar todas as informações de amostras dos seis Lanagros (Laboratório Nacional Agropecuário) e da rede de 450 laboratórios credenciados no país. A cada ano, são feitas cerca de 33 milhões de análises laboratoriais pela rede do Mapa e credenciados. O secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, avalia que o Hub irá proporcionar maior grau de transparência, como está sendo reivindicado por importadores. 

O Hub Laboratorial vai rastrear as amostras desde a coleta na propriedade até o resultado final da análise. As informações serão acessadas em tempo real, com acompanhamento da custódia da amostra (guarda), manutenção do material, insumos aplicados, análises realizadas, permitindo o controle e a auditoria de todas as ações envolvidas. Os laboratórios, por sua vez, poderão planejar melhor seu trabalho. A decisão foi tomada em reunião na quinta-feira (16) entre o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, o coordenador-geral de laboratórios agropecuários, Rodrigo Nazareno e outros integrantes do Mapa. 

O sistema é voltado para o combate de fraudes ou quaisquer desvios de finalidade em análises laboratoriais. O foco inicial do sistema são as análises de Salmonella e Listeria em carcaças de frango, em resposta a problemas apontados na "Operação Trapaça", deflagrada pela Polícia Federal com apoio do Mapa, no início de março. "A defesa agropecuária compreende ações que visam evitar danos à saúde dos consumidores, aos rebanhos e lavouras e que eliminem o risco econômico para o Brasil", observou o coordenador-geral.

"Não são necessários grandes investimentos, apenas a integração total dos sistemas existentes no Mapa e a implantação de alguns que serão instalados", explica Rodrigo Nazareno. "O Hub pode ser executado e vai trazer resultados que permitirão melhorar o planejamento da fiscalização sanitária no país", acrescenta Nazareno.

A racionalização das análises, de ponta a ponta, vai gerar economia e ganho de eficiência. Atualmente o auditor fiscal federal agropecuário faz a coleta da amostra no campo, preenchendo, formulário, por vezes, manualmente, e, quando a amostra chega no laboratório, as informações do formulário devem ser transcritas. Com o Hub as informações da coleta serão enviadas diretamente ao laboratório e o resultado diretamente à pessoa que solicitou a análise, com ganho de tempo. (As informações são do Mapa) 

Pesquisa analisa gestão de resíduos em fazendas leiteiras no Brasil, Chile e Argentina

Uma pesquisa avaliou percepções, necessidades e obstáculos para o manejo adequado de dejetos em fazendas de leite na América do Sul. O objetivo foi identificar prioridades para estratégias de gerenciamento e transferência de tecnologias para melhorar a gestão dos resíduos. A consulta foi realizada no Brasil, Chile e Argentina, entre março de 2015 e novembro de 2017, com 593 produtores de leite, técnicos, consultores, funcionários de fazendas, prestadores de serviços, estudantes, pesquisadores e representantes de instituições públicas e de laticínios.

É o primeiro estudo que analisa as percepções do público de interesse sobre o manejo de dejetos na América Latina, considerando três países diferentes, onde o setor de lácteos é uma indústria forte.
Os três possuem 70% dos rebanhos leiteiros da América do Sul e produzem 73% do leite. Dessa forma, a gestão de resíduos é importante devido ao grande volume produzido e ao impacto ambiental que práticas inadequadas podem causar.

De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos - SP), nesses países, na maioria das vezes, os resíduos da produção de leite são utilizados de forma incorreta, sem considerar as limitações ambientais, aumentando as chances de causar impactos negativos, como contaminação do solo, emissão de gases e odores para o ar e poluição das águas. "O uso como fertilizante ou para produção de biogás são alternativas para se fazer o manejo de resíduos na propriedade. Mas a falta de gestão ou aplicação em excesso pode resultar em danos ao meio ambiente", explica Palhares.

Cerca de 90% dos entrevistados reconhece o esterco como um bom fertilizante. Em relação à produção de biogás, 60% consideram uma opção eficaz para tratamento de dejetos animais. No entanto, o manejo complexo, os altos custos e a falta de conhecimento e de leis específicas foram apontados como obstáculos para se fazer a gestão adequada. Também, os entrevistados indicaram necessidades para um melhor gerenciamento: ter um manual de com práticas para o manejo dos resíduos, disponibilidade de equipamentos e tecnologias e acesso a análises laboratoriais para caracterização dos resíduos.

Da amostra total, 52% que responderam o questionário são argentinos, 308 pessoas. Brasileiros, 37% (217) e chilenos, 11%. Em relação à profissão, 77% são produtores de leite.

Algumas diferenças aparecem de acordo com o país. Especificamente, em relação ao Brasil, quase todos os entrevistados concordaram com o uso de esterco como fertilizante e que o usariam para substituir o adubo mineral. Para 80% dos brasileiros a biodigestão é uma boa opção para o manejo. Pouco mais de 60% afirmou que os odores são poluentes e um percentual elevado acredita que não há regulamentação adequada no Brasil para esse tema.

Palhares ressalta que apesar das semelhantes condições produtivas, culturais, econômicas e ambientais dos países, observaram-se diferenças entre o Brasil e os outros dois países. "Isso é resultado dos diferentes níveis de desenvolvimento da aplicação de regulações e programas voltados ao manejo dos resíduos leiteiros. No caso do Chile e Argentina, a discussão sobre o tema e, consequentemente, a sua internalização pelos envolvidos está mais avançada que no Brasil. Por exemplo, no Chile já há alguns anos empresas bonificam o produtor pelas suas práticas ambientais. No Brasil isso começa a ser implementado", conta.

Os resultados podem contribuir para que esses países estabeleçam planos de manejo dos resíduos, desenvolvimento de políticas públicas e programas de pesquisa e educação.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, Universidade de Buenos Aires, Instituto de Investigações Agropecuárias (INIA - Chile), Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA - Argentina) e Universidade Tecnológica Nacional (Argentina). (As informações são da Embrapa Pecuária Sudeste)

Produção de leite cresceu 8% na Argentina em julho
O Ministério da Agroindústria da Argentina informou na sexta-feira (17) que a produção de leite cresceu 8% em julho deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado. As estatísticas elaboradas pelo Sistema Integrado de Gestão do Leite Argentino (SIGLeA) também revelaram que o preço pago ao produtor pelo litro de leite em julho cresceu 28% em termos interanuais, chegando a 7,12 pesos (23,84 centavos de dólar). Enquanto isso, a variação da produção de julho em relação ao mês anterior foi de 4% e o preço pago ao produtor por cada litro de leite cresceu 5% em junho em relação a maio deste ano. O aumento da produção é observado principalmente nas províncias de Santa Fé e Córdoba, que ficaram acima de oito por cento, enquanto a província de Buenos Aires, por exemplo, cresceu, mas em menor porcentagem. A estatística leva em conta a compra de leite cru de 307 indústrias e vincula as bases de dados da Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP), do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) e do Ministério da Agroindústria. O objetivo deste indicador é tornar a dinâmica operacional mais transparente e ter informações confiáveis para o desenho de políticas públicas. O mesmo ocorre em decorrência dos acordos assinados pelo Departamento de Laticínios com representantes da indústria e produção, com o objetivo de ter mais informações para aumentar a competitividade da cadeia. (As informações são do jornal Diario Clarín, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Porto Alegre, 21 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.804

Conseleite indica retração no preço do leite

 

  
Foto: Carolina Jardine 

Depois de meses de alta, o preço de referência do leite no Rio Grande do Sul registrou queda em agosto. Segundo dados divulgados pelo Conseleite nesta terça-feira (21/8), o valor projetado com base nos primeiros dez dias do mês de agosto é de R$ 1,2210 por litro, 5,71% abaixo do consolidado de julho que fechou em R$ 1,2949. O professor da UPF Eduardo Finamore explica que a redução foi puxada pelo preço do leite UHT, que caiu 10% no mês. No entanto, alerta ele, no acumulado de janeiro a agosto de 2018, o UHT está 5,69% acima do preço praticado no mesmo período de 2017. No mês, também tiveram redução o queijo mussarella (-5,59%) e o leite pasteurizado (-3,13%). 

O encontro mensal, presidido por Pedrinho Signori, reuniu representantes dos laticínios e produtores na sede da Fetag, em Porto Alegre (RS). "O momento para o produtor é de cautela com investimentos. Cada um deve avaliar seu sistema de produção, considerando que o preço ao produtor está bom no momento, mas, sem esquecer de atentar aos custos de produção", pontuou Signori.

Segundo presidente do Sindilat e vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, o que preocupa é que a produção no campo não está crescendo como em anos anteriores e, mesmo assim, o preço no mercado demonstrou queda. "A produção no campo está menor do que na mesma época do ano passado", constatou, lembrando que os meses de agosto e setembro são pico de produção no Rio Grande do Sul, patamar 30% acima da captação de abril (pico da entressafra). O que explica o cenário, aponta o executivo, é a política de promoções praticada no varejo, que gerencia seus estoques de forma a garantir compras de leite sempre mais vantajosas, espremendo as margens da indústria.  Como a produção não está se expandindo como a média histórica, estima ele, a tendência é que a estabilidade de preços chegue mais rápido. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Vitrine do Leite apresentará processo de ordenha na Expointer

Os visitantes da Expointer neste ano que forem à Vitrine do Leite poderão conhecer de perto todo o processo de ordenha das vacas. Essa será uma das grandes inovações desse ano no estande, localizado dentro do Pavilhão do Gado Leiteiro, no Parque de Exposições Assis Brasil. O processo de ordenha ocorrerá na segunda-feira (27) e na terça-feira (28), às 10h, e entre quarta e sexta-feira em dois horários, às 10h e às 14h. 

O público terá um benefício extra. Será montada uma arquibancada, com espaço para 50 pessoas, garantindo maior conforto aos visitantes, que também poderão, durante o evento, tirar dúvidas e outros esclarecimentos.  "Nós acreditamos que irá trazer ao grande público uma oportunidade de efetivamente acompanhar o processo de ordenha que ocorre nas propriedades rurais", adiantou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. 

A apresentação será feita por um técnico da Emater. Assim, os visitantes poderão acompanhar uma passo a passo da ordenha, desde a preparação das vacas até o que acontece depois da retirada do leite.  Os cuidados com o animal, as questões sanitárias e o manuseio do leite cru também serão abordados. 

Além disso, nos demais horários será exibido um breve filme mostrando todo o  processo de transformação do leite, desde a ordenha na propriedade rural, o manuseio na indústria, até o produto final que chega aos consumidores.    A indústria láctea também terá destaque, mostrando as ações que elevam o padrão de qualidade dos produtos, como a segurança alimentar, exigidos de um produto lácteo.   A atividade é uma realização do Fundesa, com o apoio do Sindilat, da Secretaria Estadual de Agricultura, do Ministério da Agricultura, Gado Holandês,  Fetag, Farsul, Emater e Eurolatte. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Leiteria terá workshop de harmonização de lácteos e bebidas 

Além de proporcionar um ambiente aconchegante para degustação de produtos lácteos com sabores diferenciados, a Leiteria Sindilat, que será realizada de 25 de agosto a 2 setembro, na Expointer, também será um espaço de conhecimento gastronômico. A programação conta com diversas atividades diárias abertas ao público, que poderá aprender desde como montar uma tábua de queijos, até como fazer harmonização dos produtos lácteos com cervejas ou vinhos. 

"A Leiteria não é só gastronomia, mas também tem programação técnica. Irão ser desenvolvidas atividades, durante os nove dias de feira, para que as pessoas possam efetivamente, além de fazer a degustação, aprender algumas receitas e harmonizações com os produtos lácteos", afirma o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

A abertura da Leiteria, junto ao Pub do Queijo, será às 10h do sábado (25/08), com vídeo sobre boas práticas na ordenha. Na segunda-feira (27/08), às 10h, será realizada a a coletiva de imprensa do Sindilat, em que haverá o lançamento oficial do 4º Prêmio Sindilat de Jornalismo.  

Leiteria Sindilat
Diferentes opções gastronômicas à base de produtos lácteos estarão disponíveis aos visitantes da Expointer 2018 bem no coração da Boulevard. Poderão ser degustados pratos de massa, fondue, tábuas de queijo, ou lanches mais rápidos em um verdadeiro pâtisserie. O primeiro da modalidade organizado na feira oferecerá o tradicional leite com café, mixs diferenciados de cappuccinos, cafés especiais, salgados e doces à base de leite e derivados. A Leiteria Sindilat vem complementar o PUB do Queijo, que foi o maior sucesso em 2017. A operação ficará a cargo do Mule Bule e tem a assinatura da Storia Eventos. 

Confira a programação completa:

25/08 - SÁBADO

10h- Apresentação vídeo de boas práticas na ordenha

16h- Patrona da 21ª feira do livro de esteio, em 2018
Contação de história e autógrafo com léia cassol - autora do livro a menina do cabelo roxo 

18h - Como montar uma tábua de frios para receber convidados - chef Mule Bule

26/08 - DOMINGO

10h- Degustação de diferentes tipos de queijos e outros produtos da indústria láctea gaúcha.

18h- Como montar uma tábua de frios para receber convidados - chef Mule Bule

27/08 - SEGUNDA-FEIRA

10h- Coletiva de imprensa e lançamento do 4º prêmio sindilat de jornalismo e vídeo da cadeia produtiva leiteira

18h- Harmonização queijos e cervejas

28/08 - TERÇA-FEIRA

10h- Apresentação vídeo da ordenha até o consumidor

18h- Harmonização queijos e vinhos

29/08 - QUARTA-FEIRA

18h- Harmonização queijos e cervejas

30/08 - QUINTA-FEIRA

10h- Apresentação vídeo da ordenha até o consumidor

18h- Degustação de diferentes tipos de queijos gaúchos harmonizados com geleias artesanais 

31/08 - SEXTA-FEIRA

10h- Degustação e apresentação de azeites gaúchos.

18h- Harmonização queijos e vinhos

01/09 - SÁBADO

18h- Como montar uma tábua de frios para receber convidados - chef mule bule

02/09 - DOMINGO

10h- Degustação de diferentes tipos de queijos e outros produtos da indústria láctea gaúcha. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
GDT
 
Fonte: GDT
 

Preço do leite longa vida cai quase 5% na primeira quinzena de agosto
O preço do leite UHT caiu pela segunda quinzena seguida no atacado. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, o produto ficou cotado, em média, em R$ 2,97 por litro em São Paulo na primeira metade de agosto. Houve queda de 4,7% em relação a segunda quinzena de julho, que já tinha registrado uma queda de 0,7%, frente ao início de julho. A consultoria explica que apesar da desvalorização, o produto está custando 27,8% mais na comparação com o mesmo período do ano anterior. No varejo em São Paulo, o leite longa vida ficou cotado, em média, em R$ 3,77 por litro na primeira quinzena deste mês, uma desvalorização de 2,2% em relação a segunda metade de julho. Este foi o primeiro período de queda nos preços desde fevereiro. Para o restante de agosto, a expectativa das indústrias pesquisadas é de manutenção ou queda nos preços do produto nas indústrias. Embora o período seja de entressafra na região central do Brasil e no Sudeste, com menor disponibilidade de matéria-prima, o cenário é de regularização na cotação do produto depois das fortes altas em junho e primeira quinzena de julho, devido à greve dos caminhoneiros e prejuízos a cadeia do leite. (Canal Rural)

Porto Alegre, 20 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.803

Conseleite/MS

 

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 17 de agosto de 2018, atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de julho de 2018 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de agosto de 2018.  Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor.  (Famasul)

 

Banco europeu fomenta indústria láctea egípcia com empréstimo de US$ 44 mi

O Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (ERBD) está fornecendo à produtora egípcia de laticínios e sucos, a Companhia Internacional para Projetos de Indústrias Agrícolas, S.A.E (Beyti), um empréstimo de US$ 44 milhões. O financiamento do ERBD permitirá à Beyti refinanciar os empréstimos de curto prazo existentes com um empréstimo de prazo mais longo, mais adequado à sua fase de investimento e desenvolvimento. O empréstimo também financiará novos investimentos para expandir as capacidades de produção e logística da empresa, à medida que os setores nacionais e regionais de laticínios e sucos crescem no Egito.

A Beyti, uma das maiores produtoras de leite, suco e iogurte do Egito, também visa reduzir sua pegada de carbono por meio do aumento da eficiência hídrica e energética e da implantação de fontes de energia renováveis. Os planos incluem a mudança para a energia solar e a melhoria do tratamento de águas residuais para reduzir as emissões de carbono.
A empresa também está trabalhando no aprimoramento de políticas e práticas de igualdade de oportunidades para aumentar a participação das mulheres na força de trabalho. A empresa recebeu um Prêmio Ambiental e Social do ERBD por seu trabalho até agora no desenvolvimento de um plano de ação para a igualdade de gênero.

Suporte de expansão
A Beyti, que tem 52% de sua propriedade nas mãos da Almarai Company, empresa sediada na Arábia Saudita, e 48% nas mãos da PepsiCo Inc., possui uma instalação totalmente automatizada na Estrada do Deserto do Cairo-Alexandria, que emprega mais de 3.000 pessoas.

O ERBD disse que seu investimento também apoiará a expansão do mercado dos setores de laticínios e sucos no Egito. Isso inclui o aumento da produção de leite cru e concentrado de frutas nas fazendas leiteiras locais e produtores de suco concentrado e expansão da capacidade logística da Beyti em ambos os setores, aumentando o número de centros de distribuição e capacidade de entrega. Mohamed Badran, CEO da Beyti, disse: "estamos muito felizes com o nosso acordo com o ERBD, que criará novas oportunidades para o nosso negócio. A parceria com uma instituição financeira que coloca esse foco na promoção de um desenvolvimento sustentável e ambientalmente saudável é um valor agregado para qualquer negócio". Tarek El Sherbini, chefe de agronegócio do ERBD para a região do sul e leste do Mediterrâneo (SEMED), disse: "estamos extremamente satisfeitos com a assinatura de nosso primeiro projeto com a Beyti e com dois grandes acionistas internacionais, Almarai Company e PepsiCo. Estamos ansiosos para aumentar a cooperação estratégica no Egito e outros países comuns de operações".

Assistindo negócios egípcios
Até o momento, o ERBD investiu mais de US$ 4,5 bilhões em 85 projetos no país. O banco também prestou assistência técnica a mais de 700 empresas locais de pequeno e médio porte. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

RS: na Expointer, Emater/RS-Ascar lançará e-book sobre produtores de leite

Livro virtual - Na 41ª Expointer, que acontecerá entre os dias 25 de agosto a 02 de setembro de 2018, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, será lançado o primeiro e-book sobre produção leiteira produzido pela Emater/RS-Ascar. O evento acontecerá às 14h, na Casa Institucional da Emater/RS-Ascar, no Parque da Expointer.

A intenção com a criação do livro virtual é fazer uma publicação sobre os casos de sucesso das atividades leiteiras dos assistidos da Instituição. Serão relatadas 105 experiências, descritas por 148 extensionistas de 83 municípios, que demonstram a importância do trabalho da extensão rural com essa atividade em termos de assistência técnica e acesso às políticas públicas.

O formato da publicação e o seu conteúdo foram definidos pelo assistente técnico estadual em Sistemas de Produção Animal da Emater/RS-Ascar e coordenador do projeto, zootecnista Jaime Eduardo Ries, que repassou para os escritórios municipais das doze regiões administrativas da Instituição as informações sobre como participar, possibilitando a redação dos textos pelos extensionistas que assistem aos produtores de leite selecionados para os relatos. Cada caso apresentado tem o espaço de uma página no livro virtual, onde são apontadas as razões pelo sucesso obtido pelas famílias, além de dados em tabelas, inclusive da renda obtida, e fotos das famílias dos produtores de leite.

Região de Santa Maria
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria foram selecionadas casos de três famílias de produtores de leite para serem apresentadas no livro virtual.

O extensionista Ricardo Lopes Machado, do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, relatou o trabalho feito com a família Schimit da Rocha, do distrito de Boca do Monte, que adotou outro sistema de produção de leite, através do Pastoreio Racional Voisin, para a pecuária de base ecológica. Machado também descreveu a experiência da família Santini, que está na quarta geração de leiteiros da família, e possui hoje uma propriedade que é referência na produção em bases ecológicas, com manejo mais sustentável do agroecossistema, uso da homeopatia e respeito ao bem-estar animal.

Já o extensionista João Raimundo Cruz da Cruz, do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de São Vicente do Sul, discorreu sobre a família Veiga dos Santos, da localidade de Dois Irmãos, que teve aumento significativo na produção e na rentabilidade do leite com investimento na aquisição de animais de qualidade, entre outras ações orientadas pela Emater/RS-Ascar. As famílias, Schimit da Rocha, Santini e Veiga dos Santos, já eram assistidas pelos extensionistas e por isso foi possível uma análise aprofundada da situação de cada uma.

Lançamento
No dia 31/08, data de lançamento da publicação, está planejada uma apresentação do e-book, às 14h, pelo coordenador do projeto Jaime Ries, seguida da exposição de dois casos descritos na publicação por técnicos dos escritórios municipais, acompanhados pelos respectivos produtores envolvidos. Na sequência será entregue o cartão contendo o código QR, com link para acesso ao livro. O código QR (Quick Response Code) é um código de barras que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares que têm câmera fotográfica. Esse código, após a decodificação, passa a ser um trecho de texto, um link ou um link que irá redirecionar o acesso ao conteúdo publicado em algum site.

Segundo Jaime Ries, o e-book é uma forma de mostrar o trabalho do produtor e da Emater/RS-Ascar de uma maneira acessível e que já está presente na extensão rural. - É crescente o número de produtores e extensionistas que hoje tem smartphone, Whatsapp, e acesso às novas tecnologias, tanto para o trabalho quanto para o lazer. Esse formato de livro permite fazer atualizações com tempo e maior alcance de pessoas, onde a nossa principal intenção é valorizar o trabalho dos produtores de leite e de todo o pessoal da Emater que trabalha com eles -, assegurou Ries. (Página Rural)

 

O Brasil pode sofrer novo período de El Niño no clima de todas as regiões
El Niño - Os estudos realizados até agora indicam que há quase 80% de chance de se configurar o fenômeno El Niño para os próximos meses. O fenômeno, que tem influência direta na agricultura, é responsável por alterar significativamente o regime de chuva em todas as regiões brasileiras. Para a meteorologista da Climatempo Graziella Gonçalves é importante alertar os produtores para estarem preparados e transformarem o clima em um dos principais aliados dos negócios no campo.  Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico, o El Niño promove alteração na distribuição de chuva em todo o mundo, afetando consideravelmente a agricultura. No Brasil, os efeitos do fenômeno são excesso de chuvas no Sul, seca no Nordeste e precipitações irregulares no Centro-Oeste. "Cada localidade sofre de uma maneira distinta com a ação do El Niño. Mas, em todas elas, é preciso estar preparado e atento às mudanças desde o início do plantio para evitar atrasos e consequentes perdas na produtividade", explica a meteorologista. (Nordeste Rural)

Porto Alegre, 17 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.802

EUA: exportações de lácteos serão cruciais na próxima década

"Exportar o excedente dos produtos lácteos dos EUA é essencial para os preços do leite", afirmou Marin Bozik a um grupo de 250 produtores de leite e agricultores do Meio-Oeste. Mas ele reconheceu que lidar com as consequências de uma guerra comercial não é fácil. "Quando você vai para uma briga, você sabe que haverá baixas. Nós somos as vítimas. É muito corajoso entrar em uma guerra comercial em um ano eleitoral", continuou.

Bozik, professor associado de economia de marketing de produtos lácteos da Universidade de Minnesota, falou no Dairy Experience Forum, no dia  26 de julho em Bloomington, Minnesota, sobre o comércio de lácteos, questões políticas e oportunidades de demanda. Além de ser diretor associado do Midwest Dairy Foods Research Center, Bozik é um dos oito membros do corpo docente do Programa Nacional de Mercados e Política de Lácteos.

Bozik disse ao público que os concorrentes comerciais dos EUA estão lutando agressivamente por participação de mercado. "Nós não estamos. Estamos renegociando acordos de livre comércio com o México, o Canadá e a Coreia do Sul e travando uma guerra comercial. Nossos concorrentes estão assinando acordos de livre comércio, e nós não". 

Bozik reconheceu que as exportações são arriscadas, porém eles não possuem um programa de gerenciamento de fornecimento de leite, por isso, não há outra alternativa. O economista disse que as exportações são críticas para os preços do leite nos EUA. "Em 2009, estávamos exportando 16% de nosso leite e, até o final de 2009, as exportações caíram para apenas 11% - e todos sabemos o que aconteceu com os preços do leite".

Pelos números
Na última década, as exportações absorveram a maior parte do crescimento da produção de leite dos EUA. De 2007 a 2014, os EUA exportaram 79% do aumento doméstico de lácteos. O que as exportações de produtos lácteos significam para os produtores dos EUA nos próximos 10 anos?

De acordo com Bozik, as exportações de lácteos dos EUA totalizam US$ 5 bilhões por ano, o que representa cerca de 15% da produção de leite dos EUA. "As exportações de lácteos representam uma queda proverbial em comparação com o total das exportações de produtos agrícolas", explicou ele. "As exportações totais agrícolas dos EUA totalizam US$ 161 bilhões por ano. Enquanto as importações agrícolas também estão crescendo, exportamos muito mais produtos do agro do que importamos".  Então, quanto os produtores de leite dos EUA precisam exportar nos próximos 10 anos?

Bozik calcula que existam 9,4 milhões de vacas nos EUA, que permanecem praticamente iguais desde 2000. A vaca média dos EUA produz 23.000 libras (10.400 litros) de leite. Ele projeta que, com vacas produzindo em média 1,2% a mais de leite do que no ano anterior, o rebanho leiteiro dos EUA produzirá 979,75 milhões de quilos a mais de leite este ano do que no ano passado. Em 2016, cada pessoa nos EUA consumiu 250 quilos de equivalentes de leite fluido.

"Não há tendência de aumento no consumo de leite", observou ele. "Enquanto consumimos mais queijo, o consumo de leite fluido está diminuindo. Eu vou assumir que a demanda por leite vai se manter estável nos EUA para a próxima década". Mas as notícias não são todas ruins. Bozik disse que o consumo de gordura está aumentando nos EUA.

"O consumo de gordura do leite foi crescente nos últimos anos", disse ele. "As pessoas estão bebendo leite integral e comendo manteiga e iogurte integral. A pessoa média consome 290 quilos de gordura de leite por ano. Nós realmente não temos que exportar qualquer manteiga. Podemos vender tudo internamente".

No geral, Bozik calcula que os EUA precisarão exportar 6 bilhões de quilos de leite, ou 44% do aumento nacional de lácteos, em cada um dos próximos 10 anos. "É uma quantia considerável", defendeu.

Como resultado, Bozik acredita que haverá muita pressão sobre as fazendas leiteiras de tamanho médio na próxima década. "A lei agrícola de 2018 oferecerá proteção substancial para os produtores de leite que ordenham 300 vacas ou menos", disse ele. "Mas as fazendas de tamanho médio, que possuem entre 500 e 2.000 vacas, estarão sob considerável pressão. Grandes fazendas com 2.000 vacas ou mais ficarão bem devido às vantagens de tamanho e escala". (As informações são do portal American Agriculturist, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Veja como o Brasil aprendeu a produzir mais leite com um rebanho menor

Produção - Mesmo com a redução de animais ordenhados de 12 milhões para 11 milhões na última década, a produção brasileira de leite saltou de 20,567 bilhões de litros em 2006 para 30,114 bilhões no último ano, de acordo com o Censo Agropecuário 2017. De acordo com a pesquisa, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de leite quase dobrou no Rio Grande do Sul, um dos principais estados produtores. O investimento no rebanho foi essencial para essa evolução. Em 2006, os produtores gaúchos declararam produtividade média de 2.500 litros de leite por animal. Onze anos depois, o rendimento quase dobrou, passando para 4.301 litros por vaca. Lideranças do setor acreditam que a demanda da indústria tem papel importante no fomento da produção.

"Dobrar a produção em dez anos é um peso muito forte, tem que ter uma qualidade definida que atenda o mercado, se não nós estaríamos aí com leite sobrando. Eu acho que hoje, se houver uma demanda maior da indústria, o produtor tem condições de atender", afirma o presidente da Comissão de Leite da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues. Em Estrela, município no vale do Taquari, a produtividade cresceu 62%. Na propriedade onde Anderson Wermeier mantêm um pequeno rebanho de gado holandês, o desempenho duplicou, segundo ele, como resultado do melhoramento genético. O produtor conta que foram descartados muitos animais com baixa produtividade e o dinheiro obtido foi investido em exemplares de melhor genética.

A dieta do rebanho também sofreu alterações. Os animais agora dispõem de pastagem melhorada e também recebem, segundo Wermeier, milho, silagem, farelo de soja, sal mineral, bicarbonato, gordura protegida, calcário calcítico. "Teve animal que aumentou em 30% a produtividade", diz. O médico-veterinário Martin Schmachtenberg, que atua como assistente técnico regional da Emater, lembra que cada vaca tem uma necessidade nutricional própria. Observar essa particularidade, acredita, ajuda a garantir o sucesso da produção leiteira. O veterinário afirma que muitos produtores mal sabem quanto cada uma de suas matrizes está produzindo. "Ali nós podemos ter vaca de 30 litros de leite (por dia), podemos ter vacas de 10 litros de leite. Se nós tratarmos as duas vacas pensando que elas são iguais, provavelmente a de 30 litros não vai dar essa litragem e aquela que está produzindo 10 litros tem tendência a engordar e não vai aumentar (a produção)", afirma Schmachtenberg. Vídeo (Canal Rural)

Com apoio da Faep, Nova Zelândia promoverá evento sobre leite no PR

Leite/PR - A Nova Zelândia lidera com folga o mercado internacional de leite. Em 2017, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), o país movimentou US$ 5,6 bilhões, o equivalente a 20,4% de todo o volume mundial. Mesmo somadas, Alemanha (US$ 3 bilhões) e Holanda (US$ 2,5 bilhão), que ocupam as posições seguintes no ranking mundial, não conseguem alcançar os neozelandeses. A nação da Oceania é uma potência global. É nessa esfera internacional de comercialização que a região Sul do Brasil, maior produtor de leite nacional, quer entrar nos próximos anos. A tendência é natural, já que nos últimos 15 anos os bovinocultores de leite paranaenses mais que dobraram sua produção. E o ritmo de crescimento segue acelerado. A partir desse cenário, a Embaixada da Nova Zelândia no Brasil irá promover um workshop para 150 pessoas em Curitiba, em novembro deste ano. O objetivo é compartilhar com lideranças paranaenses como o país da Oceania conseguiu atingir esse patamar de destaque mundial na cadeia de lácteos. Na programação estarão o embaixador da Nova Zelândia, Chris Langley, e integrantes de empresas de processamento de lácteos do país, além de pesquisadores do setor. A data prevista para o evento é 21 de novembro.

A programação e a data foram definidas em uma reunião promovida na sede da FAEP, em Curitiba, no 15 de agosto. Estiveram presentes no encontro, além de membros da FAEP e da embaixada neozelandesa, representantes da Superintendência Federal de Agricultura (SFA) do Paraná do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Sindicato das Indústrias de Leite (Sindileite) do Paraná, Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Sistema Ocepar, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab). Na ocasião, a delegação da Nova Zelândia acompanhou uma apresentação do agronegócio paranaense, realizada pelo Departamento Técnico Econômico (Detec) do Sistema FAEP/SENAR-PR. Após a exposição, o embaixador avaliou que há desafios a serem vencidos pela cadeia, mas enxerga um grande potencial para melhorar a produção, tanto em qualidade quanto em quantidade (confira entrevista do embaixador ao lado).

O presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, lembrou que o trabalho da entidade nas últimas décadas contribuiu para colocar o Estado em um nível diferenciado na produção brasileira de leite. Isso faz com que a capital nacional do leite, Castro, nos Campos Gerais, esteja no Paraná, além de produtores de nível internacional espalhados em todo o território estadual. "Tenho certeza que esse trabalho de promover um intercâmbio será de grande valor para melhorar ainda mais a qualidade dos produtos lácteos e nos elevar à condição de exportador de lácteos", disse Meneguette. Leia entrevista com o embaixador no Boletim Informativo. (Agronovas) 

Panamá investe em raça leiteira do Brasil
Investimento - Os produtores de leite do Panamá estão investindo na raça brasileira Girolando para melhorar a produção leiteira do país. Por apresentar boa produtividade mesmo em regiões de clima mais quente, como é o caso do Panamá, o Girolando já domina grande parte dos rebanhos panamenhos. O país acaba de sediar o XXIII Congresso Nacional Leiteiro - Produzindo em tempos difíceis, ocorrido nos dias 9 e 10 de agosto, na cidade de David, que contou com palestras técnicas sobre a internacionalização da raça e ferramentas de seleção. "Houve um interesse muito grande dos participantes em relação ao programa de melhoramento genético do Girolando e ao sistema de seleção do Brasil. O Panamá é um mercado com grande potencial e tem importado bastante sêmen de touros Girolando", esclarece o coordenador Operacional do PMGG (Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando), Marcello Cembranelli. Durante o XXIII Congresso Nacional Leiteiro, ele ministrou duas palestras. Na primeira delas, o tema abordado foi sobre o contexto do Girolando no Brasil e a internacionalização da raça. Atualmente, o Girolando é a raça leiteira nacional que mais vende sêmen no Brasil e já conta com um rebanho de animais registrados de quase 1,7 milhão. A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando conta com termos de cooperação técnica na área de melhoramento genético com vários países da América Latina. O Panamá em breve assinará o acordo, passando a receber orientação técnica da associação para a seleção do rebanho Girolando. Cembranelli ministrou uma segunda palestra no evento, desta vez o tema foi o uso do controle leiteiro como ferramenta de seleção do rebanho. Os dados coletados pelo serviço de Controle Leiteiro são utilizados na geração das avaliações genéticas dos animais. Segundo dados da Embrapa Gado de Leite, houve um crescente aumento na produção de leite das vacas Girolando nos últimos anos. Enquanto em 2000, a produção era 3.599 kg em até 305 dias no ano (considerando as três primeiras lactações), em 2016, esta produção passou a ser de 5.445 kg no mesmo período, o que representa um incremento de 51,29%, na produção leiteira. Para o coordenador do PMGG, o Panamá já conta com bons exemplares da raça e tem condições de evoluir ainda mais com a adoção de ferramentas de seleção já utilizadas no Brasil. "O Girolando tem muito a contribuir com a pecuária leiteira panamenha, pois é uma raça rústica, bem adaptada aos Trópicos, de menor custo já que não apresenta tantos problemas sanitários como outras raças", diz Cembranelli. O XXIII Congresso Nacional Leiteiro foi promovido pela Associação dos Produtores de Gado Leiteiro do Panamá (Aprogalpa) e teve palestras de especialistas do Chile, Colômbia, Cuba, México e Panamá, além do Brasil. (Compre Rural)