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Porto Alegre, 05 de novembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.852

Vale do Taquari será palco de discussões sobre a cadeia produtiva do leite no RS

No mês de novembro, o município de Teutônia, no Vale do Taquari (RS), concentrará as discussões sobre a cadeia produtiva do leite no Estado. A cidade sediará, no dia 22 de novembro, o 7º Fórum Itinerante do Leite, evento promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), que ocorrerá paralelamente a 12° edição do Fórum Tecnológico do Leite, tradicional encontro organizado pelo Colégio Teutônia. Os eventos são complementares e iniciam-se às 7h30min com café da manhã de recepção. Haverá almoço e transporte gratuitos. 

Por meio de palestras e oficinas, o Fórum Tecnológico do Leite pretende discutir o uso de tecnologias aplicadas na produção leiteria que visem ampliar a renda dos produtores. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, será o mediador da oficina 'Panorama da Tuberculose e Brucelose no Vale do Taquari.' Segundo Palharini, o objetivo é levar informação de ponta ao produtor rural e explorar as potencialidades da região que concentra uma das bacias leiteiras mais expressivas do Estado. 

O Fórum Itinerante do Leite e o Fórum Tecnológico do Leite ocorrerão no dia 22 de novembro, no Ginásio da Sociedade Esportiva e Recreativa (SER) Gaúcho e no Colégio Teutônia, respectivamente. Para Márcio Mugge, coordenador do Fórum Tecnológico, os dois eventos têm o mesmo foco, que é o de levar aos produtores conhecimento relacionado à gestão, qualidade, produtividade, tendências, tecnologias, sanidade, entre outros. "São eventos que se conectam. Um, por ser itinerante, traz a percepção do contexto mais abrangente e, o outro, por sempre acontecer em Teutônia, identifica as características do ambiente onde está inserido," afirmou.  

Entre os destaques da programação estão os painéis sobre o uso de novas tecnologias para qualificar o dia a dia no campo e ferramentas de inteligência para profissionalizar a gestão dos tambos. A agenda ainda apresentará aos produtores da região o trabalho realizado pelo Conseleite, painel em que se pretende explicar a metodologia de cálculo do valor de referência para o litro de leite divulgado todos os meses no Rio Grande do Sul. "Queremos mostrar aos produtores como utilizar as informações disponíveis para profissionalizar seus sistemas de produção, elevar renda e competitividade", elencou o secretário-executivo do Sindilat. 

Além do debate mediado por Palharini, ocorrerão outras três oficinas técnicas: Eficiência Energética e Energia Alternativa Aplicada na Propriedade; Balanceamento de Dietas para Vacas Leiteiras em Lactação e Reprodução e Controle de Doenças Reprodutivas. Para finalizar o encontro, haverá um happy hour com degustação de produtos lácteos e Concurso de Leite em Metro, disputa tradicional na região que premia os amantes do leite. 

O Fórum Tecnológico do Leite é uma realização do Colégio Teutônia com a participação da Emater, Fetag e as cooperativas Languiru, Certel e Sicredi. O 7ª Fórum Itinerante do Leite é uma promoção do Sindilat, Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura, Emater, Fundesa, Fetag, Farsul e Colégio Teutônia e tem o patrocínio do BRDE.  As inscrições podem ser realizadas através do link www.colegioteutonia.com.br/forumdoleite/ (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

De olho na exportação, Sindilat apresenta bandeira pela erradicação de brucelose e tuberculose no Sul

As conquistas, avanços e uma projeção do que será o futuro da cadeia produtiva do leite serão os temas que o Sindicato das Indústrias de Laticínios e produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) levará para o Ideas For Milk, evento que começa nesta terça-feira (6) em Juiz de Fora (MG), com coordenação da Embrapa Gado de Leite. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, e o secretário-executivo, Darlan Palharini, são os convidados para palestrar em painéis no dia 6 de novembro.

Uma das grandes bandeiras do Sindilat e que será trabalhada com mais intensidade daqui para a frente será divulgada no evento, que é a exportação de produtos lácteos. "Para isso, vamos destacar a necessidade de trabalharmos juntos com os três estados da Região Sul em um plano de erradicação de brucelose e tuberculose, pensando numa política de Estado de no mínimo 10 anos", pontua Palharini. Segundo ele, esse será o grande diferencial sanitário da região que será decisiva para a ampliação do mercado interno e externo de lácteos e que agregará valor aos produtos com a certificação. "Podemos deixar como legado para o Rio Grande do Sul essa iniciativa encabeçada pelo Sindilat e suas empresas associadas", afirma o dirigente. O presidente Alexandre Guerra, também da diretoria da Cooperativa Santa Clara, vai apresentar aos participantes do Ideas For Milk a história de sucesso da mais antiga cooperativa de laticínios do Brasil, que hoje possui 5.500 associados de 125 municípios gaúchos e um mix que chega a 340 produtos.

Idealizado pela Embrapa Gado do Leite, o Ideas for Milk chega à sua terceira edição e tem o Sindilat como um dos patrocinadores da iniciativa que visa fomentar soluções inovadoras para a cadeia produtiva do leite. O projeto será dividido em dois grandes eventos: Vacathon e Desafio das Startups. O Vacathon acontecerá de 6 a 10 de novembro, na sede Juiz de Fora. Nos primeiros dois dias de evento, as 17 equipes formadas cada uma por seis estudantes de diferentes universidades brasileiras terão dois dias de aprendizado em imersão nos processos relacionados à produção de leite.

No primeiro dia (6), as equipes visitarão todo o processo industrial junto ao Instituto de Laticínios Cândido Torres, oportunidade em que acompanharão a produção de diversos tipos de derivados e ver de perto quais possíveis problemas podem ser solucionados com o uso da tecnologia. Na quarta-feira (7), vão conhecer os detalhes de uma propriedade rural da Embrapa Gado de Leite, na cidade de Coronel Pacheco (MG). Manejo, nutrição, sanidade, ordenha e gestão da propriedade serão explorados ao máximo pelos grupos participantes. Na quinta-feira (8), empresas de tecnologia como Microsoft, Cisco e IBM vão mostrar aos universitários as ferramentas de TI que podem ser utilizadas em soluções para a cadeia do leite.

Na sequência, o grupo participará de uma maratona de programação onde irão explorar dados abertos de pesquisas realizadas pela Embrapa Gado Leite para desenvolver projetos de software ou hardware. Além de desenvolver ideias para o setor, o objetivo é aproximar os estudantes da cadeia produtiva por meio de imersão nas diferenças áreas da produção de leite. O desafio das equipes começa logo após o fim das apresentações das empresas: a duração vai das 12h de quinta-feira (8) até às 8h do sábado (10). Cada equipe terá 4 minutos para apresentar a solução desenvolvida, e os trabalhos serão julgados por uma turma multidisciplinar. Serão premiadas três soluções, com troféus, de 1º, 2º e 3º lugar. "A cadeia produtiva do leite é a única que consegue reunir, dentro de uma mesma proposta, profissionais de diversas áreas como agronomia, zootecnia, medicina veterinária e tecnologia, além da indústria, produtores e entidades", pontua Paulo do Carmo Martins, diretor da Embrapa Gado de Leite e um dos idealizadores do Ideas for Mik. Martins destaca que o evento é uma porta aberta para o surgimento de soluções digitais para serem aplicadas na cadeia produtiva do leite. "O resultado desse esforço é fazer com que o setor se torne mais produtivo e gere mais renda a todos que atuam na atividade", reforça o diretor da Embrapa.

Desafio das Startups - A programação do Ideas for Milk prossegue no dia 30 de novembro, que será dedicado exclusivamente ao empreendedorismo. O Desafio das Startups do Agronegócio do Leite acontecerá no Cubo Itaú, em São Paulo/SP. A competição nacional incentiva empreendedores a desenvolver projetos que promovam a eficiência no setor leiteiro. As ideias podem ser de modelo de negócio, produto, processo ou serviço, baseadas em software web. As disputas devem promover a eficiência no setor lácteo.

O projeto Ideas for Milk é uma realização da Embrapa Gado de Leite idealizado em conjunto com empresas públicas e privadas que buscam o desenvolvimento do ecossistema voltado para as agTechs, ou seja, criar ambiente que vise estimular o surgimento de startups que se dedicam ao agronegócio. Por isso, a iniciativa reúne diversas instituições. Mais informações no site. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Sindilat parabeniza nova diretoria da Farsul e destaca bandeira da bacia leiteira 

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) elegeu na última semana os componentes da diretoria para a gestão 2019/2021. O 42º pleito conduziu o médico veterinário Gedeão Pereira à presidência da federação, em uma eleição que contou com a adesão de grande parte dos 137 sindicatos filiados.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, destacou que o agronegócio gaúcho precisa de líderes fortes e dispostos a enfrentar os problemas que freiam o desenvolvimento do Estado, como os gargalos logísticos e de mercado. "Desejo sucesso ao novo presidente da Farsul com a certeza de que o desenvolvimento da bacia leiteira estará entre suas bandeiras", afirmou Guerra. 

Médico veterinário formado pela Universidade Federal de Santa Maria, Gedeão é produtor rural, com passagem pela diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford e presidência do Sindicato/Associação Rural de Bagé. Presidiu a Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul, onde, também, foi vice-presidente por quatro mandatos e vice-presidente da CNA. Preside a Federação, desde dezembro de 2017, após o falecimento de Carlos Sperotto. Pela mesma razão, é presidente do Sebrae/RS e vice-presidente do Fundesa. É o responsável pelas negociações de comércio exterior da CNA e presidente do Fórum Mercosul da Carne.
 
Diretoria - Gestão 2019/2021
Gedeão Silveira Pereira - Presidente 
Elmar Konrad - 1º Vice-Presidente
Carlos Roberto Simm - Diretor Vice-Presidente
Cesar Luiz Tagliari Vieira - Diretor Vice-Presidente
Fábio Avancini Rodrigues - Diretor Vice-Presidente
Hamilton Guterres Jardim - Diretor Vice-Presidente
José Aurélio Saldanha Silveira - Diretor Vice-Presidente
Luiz Carlos Nemitz - Diretor Vice-Presidente
Sérgio Renato de Freitas - Diretor Vice-Presidente
Tarso Francisco Pires Teixeira- Diretor Vice-Presidente
Viriato João Jung Vargas - Diretor Vice-Presidente
Francisco Lineu Schardong - 1º Diretor-Administrativo
Paulo Ricardo de Souza Dias - 2º Diretor-Administrativo
José Alcindo de Souza Ávila - 1º Diretor-Financeiro
Domingos Antonio Velho Lopes - 2º Diretor-Financeiro
Claudio Gilberto Duarte - Diretor-Suplente
Fernando Hernandez Cunha - Diretor-Suplente
Fernando Rechsteiner - Diretor-Suplente
Hermes Ribeiro de Souza Filho - Diretor-Suplente
Jair Dutra Rodrigues - Diretor-Suplente
Jefferson Holleben Camozzato - Diretor-Suplente
João Geraldo Bosa - Diretor-Suplente
Marco Antonio dos Santos - Diretor-Suplente
Maria Tereza Scherer Mendes - Diretor-Suplente
Yara Bento Pereira Suñe - Diretor-Suplente
Ayrton Oliveira Marçal - Conselho Fiscal Titular 
Jorge Luiz Dutra dos Santos - Conselho Fiscal Titular
Paulo Roberto Vargas - Conselho Fiscal Titular
Adão Fernando Portinho Carpes - Conselho Fiscal Suplente
Antônio Carlos Cassol Conselho Fiscal Suplente Três de Maio
Marilia Lazzarotto Terra Lopes - Conselho Fiscal Suplente
Gedeão Silveira Pereira-  Del.Representante na CNA Efetivo 
Elmar Konrad - Del.Representante na CNA Suplente (Assessoria de Imprensa Sindiat) 

Mapa prepara gestores de emergências zoossanitárias

Curso capacita profissionais para agir em situações críticas - Dezoito médicos veterinários do Ministério da Agricultura e de Órgãos Estaduais de Sanidade Agropecuária (OESA) participaram do 2º Curso de Gestores de Emergência Zoossanitária com palestras e estudo de caso na sede da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), de 15 a 19 de outubro. No primeiro treinamento, realizado no período de 23 a 27 de julho, foram capacitados 20 veterinários.  O curso visou dois objetivos principais: capacitação de profissionais para exercer a função de gestores do Plano Nacional de Contingência em Emergências Zoossanitárias e composição de cadastro de gestores.

A preparação dos médicos veterinários segue as determinações legais que criaram o Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (Suasa) e o Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias (Sineagro). O Ministério da Agricultura está encarregado de elaborar planos de contingência, formar Grupos Nacionais de Emergência Sanitária e Fitossanitária e desenvolver planos de capacitação.

"A nossa preocupação é que nas emergências zoossanitárias enfrentamos dificuldades de ordem operacional, prática e técnica para executar as ações previstas nos planos de contingência para as diferentes doenças emergenciais", explica Carlos Pizarro, médico veterinário da Coordenação de Emergências Zoossanitárias. Mas existe, conforme observou, dificuldade de dispor de profissionais com perfil de gestão, que saibam conduzir os procedimentos de emergência. "É um cenário adverso em que também há complicações políticas, econômicas e sociais. A boa gestão emergencial é fundamental para minimizar esses impactos." 

Na primeira parte do curso foram apresentadas e discutidas as teorias de aspectos relacionados à emergência zoossanitária. Na segunda parte, os alunos foram divididos em grupos para estudo de caso hipotético. A situação proposta foi um foco de febre aftosa na zona livre sem vacinação. A partir de informações sobre a região, o cadastro de propriedades rurais e a movimentação animal, a tarefa dos grupos foi a de definir quais seriam as ações de resposta a essa ocorrência nas primeiras 48 e 72 horas.

Os alunos também fizeram testes de conhecimento e de levantamento de competências. "Essa é a segunda turma", disse Pizarro. "Já sabemos quais são as principais competências necessárias para esses gestores. Essas competências foram trabalhadas durante a capacitação com o objetivo de formar um grupo preparado para enfrentar os desafios da gestão de emergência zoossanitária." (Mapa)  

Colômbia exportará lácteos para Trinidad e Tobago
A Colômbia exportará leite e produtos lácteos para Trinidad e Tobago graças às negociações entre o Instituto Nacional de Vigilância de Alimentos e Medicamentos (INVIMA) e o Ministério da Agricultura da ilha caribenha, disseram fontes do setor. "Agora as empresas colombianas que processam leite e produtos lácteos que atendem aos requisitos sanitários e que têm o código de exportação emitido por este instituto poderão exportar seus produtos para este país", disse a Invima em um comunicado. Essa entidade assegurou que emitirá o Certificado de Inspeção Sanitária (CIS) para exportação de acordo com o "modelo definido" com as autoridades de Trinidad e Tobago, que contêm "os requerimentos acordados bilateralmente", acrescenta a informação. A Colômbia exporta este tipo de produtos para o México, Canadá, Chile, Costa Rica, Cuba, EUA, Índia, Japão, Marrocos, Panamá, Peru, Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia. (As informações são da EFE)

 

Porto Alegre, 01 de novembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.851

Fazendas elevam produção de leite com adoção de planejamento genético

Planejamento genético - Considerada a técnica mais barata, simples e eficiente para elevar a produtividade e a lucratividade de uma fazenda, a inseminação artificial tem sido a aposta de várias propriedades leiteiras para ampliar seus projetos pecuários. No primeiro semestre de 2018, foram comercializadas 2.169.238 doses de sêmen das raças leiteiras (quase 60 mil doses acima do mesmo período de 2017), segundo dados da ASBIA - Associação Brasileira de Inseminação Artificial.

Este foi o caminho adotado há quatro anos pelo pecuarista Areno Eduardo Martins Parreira para viabilizar o projeto de ampliação da Fazenda Brasília, em Rio Verde/GO. A propriedade usava a monta natural e mantinha um sistema de produção a pasto em que obtinha uma produção de menos de mil litros de leite por dia. Com a elaboração de um planejamento genético para melhorar a qualidade do rebanho, a propriedade passou a ter todo o rebanho inseminado com sêmen de touros Holandês. "A fazenda começou com um projeto pequeno de produção de leite e tinha um gado que não vinha apresentando muito avanço genético. A produção era de 12 litros de leite por vaca. Para atingir a meta de 4 mil litros/dia, foram feitos investimentos em inseminação, compost barn e bezerreiro argentino", diz o médico-veterinário da fazenda, Valdir Chioga.

As vacas passaram a ser inseminadas com touros Holandês selecionados estrategicamente para acelerar o ganho genético do rebanho. De acordo com Valdemir Lima, regional da Semex em Rio Verde que presta assessoria à Fazenda Brasília, a melhoria genética permitiu elevar em oito vezes a produção, que hoje é de 8.800 litros de leite. Agora, a fazenda trabalha para dar um novo salto. O objetivo é ampliar o rebanho para 500 vacas e chegar a 13 mil litros de leite.

Em Minas Gerais, estado que concentra as maiores vendas de sêmen de raças leiteiras, a Fazenda Estância do Leite conseguiu tornar o negócio rentável após investir em genética. O produtor de leite Luiz Humberto Ferreira está na atividade há mais de 15 anos, mas, nos últimos cinco anos, decidiu intensificar o sistema de produção. "Antes, tirava de 8 a 10 litros de leite por animal. Não dava nem para pagar os custos de produção com o leite vendido. Depois que passamos a investir em inseminação e em outras tecnologias, conseguimos mudar a realidade da fazenda. Hoje, é possível seguir um planejamento, controlar os gastos e ter uma margem de lucro maior. Temos quase 300 animais em lactação e uma média por animal de 30 litros/dia", conta o pecuarista. A Estância do Leite mantém os animais em sistema de confinamento no compost barn e, para ser autossuficiente em alimentos, passou a produzir milho em uma área plantada de 42 hectares, totalmente irrigada.

Uma estratégia adotada pela Estância do Leite foi inseminar o rebanho com touros capazes de produzir filhas mais saudáveis. Segundo dados apresentados pelo programa Immunitty+ da Semex, os reprodutores com alta imunidade são mais férteis, melhorando consideravelmente os índices de prenhez do rebanho. Já as filhas dos touros de maior imunidade apresentam colostro de qualidade superior à média e melhor resposta às vacinas comerciais. "Isso significa menos casos de mastite, de cetose e de outras doenças, reduzindo bastante os custos com sanidade. Além disso, um rebanho saudável produz muito mais", fala Luiz Fernando Oliveira, regional da Semex em Patos de Minas, que assessora a propriedade no planejamento genético.

A fazenda integra o programa Semex Progressive, que oferece soluções genéticas e estratégicas para maximizar a produtividade dos rebanhos leiteiros. Esse planejamento genético inclui orientação e seleção de matrizes, acasalamentos genéticos dirigidos e otimização do uso dos touros com genética comercializada pela Semex, além do acompanhamento e da verificação dos resultados alcançados. (Gadoecia)

 

Casa do Produtor Rural lança publicação técnica para orientar pecuaristas na criação de bezerras leiteiras

Publicação - Livro aborda de maneira simples as diferentes práticas de manejo, que vão desde o nascimento até o desaleitamento, auxiliando na gestão da criação de bezerras leiteiras de qualidade. 

O livro "Criação de Bezerras Leiteiras" foi escrito com a finalidade de produzir informações sobre a criação de bezerras, considerando aspectos nutricionais e de manejo geral para obtenção de animais de alta qualidade.

Dedicado aos produtores rurais, pesquisadores, profissionais do setor, empreendedores agrícolas e estudantes de ciências agrárias, o material é um guia de práticas que orienta na eficiência da criação, como a redução nas taxas de mortalidade ou o aumento no desempenho do animal com um manejo nutricional adequado. A publicação ressalta, ainda, a importância do acompanhamento da vaca gestante até o crescimento do bezerro.

A autoria é da docente Carla Maris Machado Bittar, do Departamento de Zootecnia (ESALQ/USP), que esteve à frente do projeto, juntamente com as alunas de graduação em Engenharia Agronômica e estagiárias da Casa do Produtor Rural, Ana Carolina Fett da Cunha Pereira e Rafaela Nunes Sanchez Portal.

"Estudos demonstram que a adequada criação das fêmeas de reposição corresponde a 22% da produção de leite. Além disso, animais com maiores taxas de ganho nesta fase se tornam vacas mais produtivas. Assim, o investimento na criação de bezerras, embora seja de longo prazo, traz retorno econômico aos rebanhos", comenta a professora.

O maior gargalo na criação de bezerras ainda é a colostragem, tema que foi abordado de maneira bem prática, dando subsídios para que avaliações dos protocolos sejam realizados. Além disso, foram abordados aspectos importantes sobre a dieta líquida e o fornecimento de dieta sólida e água e suas relações no processo do desenvolvimento ruminal, de forma que os animais estejam prontos para o desaleitamento, mantendo taxas de crescimento satisfatórias.

Outros fatores também são destacados, como as instalações que abrigarão as bezerras. Para que possam crescer saudáveis, algumas práticas precisam ser implantadas para garantir um ambiente propício ao seu desenvolvimento e bem-estar animal. O manejo sanitário também é essencial e, quando não realizado, traz grandes prejuízos.

O livro "Criação de Bezerras Leiteiras", editado pela Casa do Produtor Rural, possui 76 páginas com linguagem simples e didática, tabelas, fotos, ilustrações e imagens exclusivas, que dão ao material fluidez e leveza.

O projeto teve o apoio do 2° Edital Santander/USP/FUSP de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão - Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, do Programa Unificado de Bolsas de Estudos para Apoio e Formação de Estudantes de Graduação (PUB-USP), da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) e do Serviço de Cultura e Extensão Universitária (SVCEx).

A versão digital do livro está disponível para leitura, impressão e download no site da Casa do Produtor Rural, na seção Publicações. Texto: Beatris Cortelazzi Porta, estagiária de comunicação - Casa do Produtor Rural. Revisado por: Marcela Matavelli, Coordenadora - Casa do Produtor Rural. (Esalq)

EUA: o que o USMCA significa para o setor lácteo do país?

O Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), anunciado em 30 de setembro, foi alcançado após meses de duras negociações. Agora que os três países chegaram a um acordo verbal, o que isso significa para os produtores de leite americanos que lutam financeiramente e que estão ansiosos por notícias promissoras?

Mesmo antes de o governo Trump iniciar as negociações oficiais no ano passado para modernizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), a equipe de política comercial do USDEC (Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos) e da NMPF (Federação Nacional de Produtores de Leite) tornou conhecidas as necessidades dos produtores e processadores de leite.

O NAFTA foi crucial para o crescimento das exportações de lácteos dos EUA porque foi o catalisador para começar a aumentar as exportações do país por meio do acesso preferencial ao México. Em 1993, um ano antes do início da implementação do NAFTA, as exportações de lácteos dos EUA para o México eram de apenas US$ 250 milhões. Avancemos para 2017. As exportações de lácteos para o México totalizaram US$ 1,3 bilhão!

De um ponto de vista estratégico de longo alcance, um dos maiores benefícios do novo NAFTA, agora conhecido como USMCA, é manter a estrutura geral do pacto comercial anterior em vigor. Isso deve significar mais exportações para nossos fornecedores e mais oportunidades para os produtores de leite dos EUA permanecerem nos negócios com a esperança de um futuro melhor. Este acordo, se devidamente implementado, deve dar novas oportunidades de vendas que permitirão aos Estados Unidos inclusive a exportar mais produtos lácteos para o Canadá. É importante notar, no entanto, que o Canadá continuará sendo um mercado de leite amplamente protegido e autossuficiente.

Em um comunicado de imprensa conjunto com a International Dairy Foods Association (IDFA), três organizações agradeceram o presidente Trump e seu governo por lutarem pelos produtores e processadores e pelos empregos gerados nas indústrias.

O texto do acordo também foi divulgado em 30 de setembro. A legislação da Trade Promotion Authority estabeleceu uma linha do tempo para assinaturas e aprovações de acordos de livre comércio, afirmando que o presidente pode assinar em até 60 dias após a divulgação do texto. Depois disso, a rapidez com que o acordo avançará é desconhecida e pode ser influenciada por vários fatores, incluindo eleições de meio de mandato. Embora a consideração do Congresso seja possível durante sua sessão, após a metade do mandato, o cenário mais provável é uma votação na primavera de 2019.

O USMCA não é uma solução rápida para os produtores de leite prejudicados pelos baixos preços do leite. Mas parece ser um passo promissor na direção certa, já que a indústria trabalha em uma estratégia de longo prazo para aumentar as exportações, especialmente para o mercado número 1 dos Estados Unidos, o México. 

 

As tarifas retaliatórias do México e da China estão prejudicando os produtores americanos. Elas já custaram US$ 1,5 bilhão aos produtores de leite dos EUA, com perdas previstas para 2019 superiores a US$ 3 bilhões, de acordo com um recente estudo da Informa Agribusiness.

A China e outros países precisam de atenção. Espera-se que o acordo sobre o USMCA libere o governo Trump para dedicar mais tempo ao conserto das relações comerciais dos EUA com a China, que cobrou tarifas retaliatórias sobre exportações de lácteos dos EUA no valor de US$ 577 milhões no ano passado, e para buscar negociações bilaterais com mercados de alto potencial como o Japão e, pós-Brexit, o Reino Unido. (O artigo foi publicado no Hoard's Dairyman, traduzido e adaptado pela Equipe MilkPoint) 

Alta da produção do leite deve ser afetada por tabela de frete
Produção de leite - A tabela de frete conquistada pelos caminhoneiros, logo após a paralisação no mês de maio deste ano, reduziu a perspectiva de crescimento na produção de leite no Brasil em 2018, de 3,3% foi para 1,5% a 2%, de acordo com a Associação Brasileira de Laticínios (Vivos Lácteos). Em 2017, os dados mostram que a captação do leite teve um total estimado em 33 bilhões de litros. Segundo diretor executivo da associação, a paralisação causou prejuízos de R$ 1 bilhão, desde a falta de produtos para higienização dos maquinários como também a perda de leite que, infelizmente, não pode ser entregue aos laticínios. Só o estado do Rio Grande do Sul deixou de entregar 56 milhões de litros devido à estagnação. De acordo com o diretor, as empresas estão trabalhando com uma quantia mais reduzida e sem nenhum incentivo para qualquer investimento. Ele afirma que a indústria ficou desprovida de estoque, deixando o varejo com um volume de oferta mais reduzido. O que motivou isso foi a alta dos custos do leite pagos aos produtores, que, por sua vez, repassaram ao consumidor nas gôndolas dos supermercados. Segundo a associação, o frete aumentou três vezes, o que fica mais caro para o transporte de leite por trecho. Isso acontece por ser uma carga dedicada e que não permite o frete de retorno por inquisições sanitárias. O embate do tabelamento poderá alcançar 6% no preço final do produto ao consumidor. De acordo com os dados levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no ano de 2017, houve uma variação entre preços mínimo e máximo cobrados pelo leite UHT, no varejo, de 31,4%. Portanto, nesse ano, a variação está em 55%. (Exame)

 

Porto Alegre, 31 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.850

Sindilat participa do 1° Seminário de Brucelose e Tuberculose na Bovinocultura do Leite
 

Investir na sanidade animal para prevenir zoonoses como brucelose e tuberculose no rebanho leiteiro é fundamental para viabilizar a manutenção do mercado interno e para a ampliar a exportação de produtos lácteos brasileiros e a segurança dos produtores da cadeia. Para debater os principais desafios no controle e erradicação das duas doenças, a Universidade de Passo Fundo (UFP) promoveu, nesta quarta-feira (31/10), o 1° Seminário de Brucelose e Tuberculose na Bovinocultura do Leite. 

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, abriu o ciclo de palestras do evento, com o tema 'Impacto da brucelose e tuberculose na comercialização dos produtos lácteos', durante o painel titulado "Cenário atual no controle de Brucelose e Tuberculose na bovinocultura de leite". A tônica da apresentação foi a garantia de que os processos de pasteurização realizados nas indústrias de laticínios e o serviço de inspeção com o selo e requisitos de exigências sanitárias da matéria-prima junto aos produtores de leite garantem a qualidade e garantia de excelência ao consumidor final de produtos lácteos. "A certificação das produção livre de brucelose e tuberculose é um diferencial na comercialização quando se trata de abertura e manutenção de mercados", ressaltou Guerra. 

Para ilustrar essa condição sanitária, o presidente citou a União Europeia. Para que as indústrias brasileiras conquistem espaço nos países integrantes do bloco é necessária a apresentação de documentos que comprovem a certificação da matéria-prima quanto a tuberculose e brucelose. De acordo com Guerra, o Sindilat incentiva o debate do tema e, por meio da Aliança Láctea Sul-Brasileira, estuda a possibilidade da criação de um programa para ampliar a conscientização dos produtores dos três estados do Sul do país, vislumbrando a manutenção do mercado interno e aplicação do externo. "O objetivo é ter as propriedades controladas e posteriormente certificas das doenças. É um passo de cada vez", destacou.

Além do painel que discutiu o cenário atual de controle das doenças, o evento promoveu outros três painéis: Desafios no controle das doenças na produção animal e na saúde humana; Responsabilidade dos médicos veterinários PNCEBT e as dificuldades enfrentadas na execução dos testes para as zoonoses e Incentivos oficiais para a cerificação da brucelose e tuberculose. 

Segundo o coordenador do evento, Fernando Pilotto, o seminário foi pensando para conscientizar os produtores, a indústria e profissionais da área sobre a urgência na prevenção e na certificação das propriedades livres de zoonoses .  (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito da foto: Alessandra Pasinato
 

A Captação de leite na UE caiu pela primeira vez em 18 meses

Produção/UE - A captação de leite na União Europeia (UE), em agosto, foi ligeiramente inferior à de agosto de 2017 (-0,1%), o que resultou em 19.000 toneladas a menos de leite. 

Este foi o primeiro mês com queda da produção de leite na UE, desde fevereiro de 2017. Portanto, é a primeira redução na captação de leite, depois de estarem subindo por 18 meses consecutivos. A captação de leite em agosto diminui 9,9% na Lituânia, seguido pela Letônia (-7,9%) e Estônia (-7,6%), como consequência da seca. No total, 14 estados membros reduziram a produção. As maiores quedas em termos absolutos são Itália, e Holanda com volumes menores em 40.000 e 35.000 toneladas.

Os maiores aumentos em volume foram detectados na Irlanda e Dinamarca, enquanto, em percentuais foram verificados na Romênia (+9,7%). Na Espanha houve crescimento de 1,5% na captação de leite. No acumulado de janeiro a agosto, a captação de leite na UE cresceu 1,5%, em relação ao mesmo período de 2017.
 
Como mostra o gráfico, nos oito primeiros meses do ano, a captação acumulada diminuiu basicamente nos países do leste europeu. Na UE-15, a captação acumulada aumentou, embora, no Reino Unido e Irlanda, grandes produtores de leite, o percentual de crescimento tenha sido muito pequeno.

No acumulado de 2018 a produção de produtos variaram assim: manteiga (+1,8%); queijo (+a,8%); leite fermentado (+1,1%); leite concentrado (-12,1%); Leite em pó integral (-2,7%); leite fluido (-1,3%); creme de leite (-1,2%); e leite em pó desnatado (-0,4%). (Agrodigital - Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 
 

China: com consumo de lácteos ainda baixo, pesquisa aponta possibilidade de expansão do mercado

Um novo relatório classificou os chineses como pouco conhecedores do consumo de leite e sugeriu que - se houver maior discernimento do assunto - há um potencial de crescimento significativo para a indústria de lácteos no país. Com base em uma pesquisa com 4 mil entrevistados de mais de 20 cidades chinesas, o relatório Chinese Milk Quotient descobriu que o quociente de leite dos consumidores é de 60,6 dos 100 pontos, quase abaixo do padrão.

Os trabalhos da pesquisa começaram no início deste ano e o relatório foi publicado pela Associação da Indústria de Laticínios da China e pela holandesa Royal FrieslandCampina em setembro, em Pequim. "Os consumidores chineses têm consciência de que o leite é bom para sua saúde, mas o público não sabe como consumir corretamente os produtos lácteos e, mais importante, eles não têm o hábito. A tarefa de melhorar a alfabetização nacional da saúde ainda é árdua, disse o diretor geral do CDIA, Wu Qiulin.

Os adultos chineses devem consumir 300 gramas de leite ou a mesma quantidade de produtos lácteos diariamente, de acordo com as Diretrizes Dietéticas Chinesas, mas muitas pessoas não estão cientes dessa informação.

O relatório mostrou que apenas 43% dos consumidores pesquisados conheciam a diretriz e mais de 22% conseguiram atingir o padrão. Mais de 50 milhões nunca bebem leite porque não gostam do sabor e não estão acostumados a beber, segundo o relatório, que apontou também que a maioria consome leite e iogurte, com pouquíssimos consumidores de queijos e manteiga. "A atualização contínua do consumo no país exigiu maiores exigências para o setor lácteo", afirmou o presidente do Comitê Nacional Chinês de Federação Internacional de Laticínios, Song Kungang.

"Alguns fabricantes de laticínios introduziram produtos diferenciados, como o leite sem lactose na China nos últimos anos, para atender à demanda de chineses intolerantes à lactose. Este é um movimento altamente benéfico. Iremos incentivar as empresas de lácteos a desenvolver produtos mais diversificados e enriquecer tipos de produtos", completou. Este ano, as vendas de produtos lácteos na China devem subir 6,4%, para 399 bilhões de yuans (US$ 57,44 bilhões), segundo a Euromonitor International.

Estima-se que as vendas anuais de produtos lácteos na China cresçam 16,8% para 480 bilhões de yuans (US$ 69,10 bilhões) até 2023. Atualmente, a o país é o segundo maior mercado mundial de laticínios, depois dos Estados Unidos. Neste ano, as vendas totais de produtos lácteos devem chegar a US$ 65 bilhões nos EUA, apurou a Euromonitor.

Na China, o consumo anual e total per capita de produtos lácteos é de cerca de 36 quilos por ano, enquanto o valor é de 50 quilos nos países vizinhos como Japão e Coreia do Sul. Especialistas do setor disseram que o mercado de laticínios da China deve continuar crescendo.

Nas principais cidades chinesas, o mercado de lácteos tende a empreender algumas mudanças estruturais. "As vendas de leite puro de alta qualidade continuarão a crescer, e as vendas de iogurte e queijo estão crescendo", explicou Zhang Liebing, professor associado da Universidade Agrícola da China. (As informações são do China Daily, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Preço da Arla Foods para novembro não altera
Arla/Preço - O preço do leite convencional da Arla Foods não sofrerá alteração em novembro de 2018, permanecendo em 32,47 pence, [R$ 1,51/litro]. "Não percebemos ainda qualquer impacto da seca de verão e enquanto a oferta global de leite se mantiver estável, haverá significativa redução nos preços das commodities manteiga e creme", disse Johnnie Russel, diretor do Conselho da Arla Foods. (The Dairy Site - Tradução livre: Terra Viva)

 

Porto Alegre, 30 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.849

Sindilat prestigia lançamento da obra que marca o cinquentenário da Cooperativa Piá

Livro 50 Anos de Histórias - Crédito Miron Neto

A Cooperativa Piá lançou na terça-feira (29) o livro "50 anos de histórias", obra que aborda a trajetória da cooperativa desde a sua fundação - 1967-2017, data de cinquentenário. Assinado pela jornalista Maria Lúcia Badejo, o livro mostra o ciclo de crescimento da Piá, com prefácio de Werno Neumann, primeiro presidente da cooperativa.

O lançamento da obra que remete ao cinquentenário foi realizado em cerimônia na Sociedade de Vila Olinda, em Nova Petrópolis, e contou com a presença de associados fundadores, familiares e representas do setor lácteo. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, participou da festividade.  Na ocasião, os associados fundadores foram presenteados com o livro e um certificado. 

O presidente da cooperativa, Jeferson Smaniotto, destaca que o livro é um importante resgate histórico do legado da cooperativa, e também uma homenagem aos colaboradores "pelo ato de bravura e de coragem em acreditar no processo de organização de uma sociedade em cooperativa". Para Smaniotto, a obra encoraja os novos investidores a darem continuidade ao trabalho dos antepassados. 

Fundada com 213 associados, a Cooperativa Agropecuária Petrópolis alcançou 20,7 mil associados no ano passado.  Hoje, a marca está entre as líderes de mercado de iogurtes da Região Sul, e recebendo 131,5 milhões de litros de leite anualmente.  A cooperativa possui 17 unidades de supermercados e agropecuárias. (Assessoria de Imprensa Piá)

Produtores de leite de Cruzaltense garantem resultados pela profissionalização
 

Produção/RS - Numa propriedade, uma família garante uma sobra de até R$ 0,75 por litro de leite que produz e na outra, a família conseguiu um patrimônio de mais de R$ 700 mil só com a produção de leite.  

O segredo está na profissionalização das pessoas que trabalham na atividade e na escolha da estratégia certa para produzir com custos baixos e numa escala que garanta uma média de rentabilidade para evitar cair no vermelho. Na comunidade de Nossa Senhora de Lourdes, o agricultor Neri Bampi e a esposa produzem sete mil litros de leite por mês com 14 animais em lactação. Na propriedade são 27 animais no total e a própria família cria as novilhas. Atualmente a família recebe R$ 1,27 por litro e garante um lucro de quase 60%, ou seja, o custo de produção e o frete representam menos que a metade do eu recebem. Isso acontece porque a família produz leite exclusivamente à pasto. A única alimentação adicional vem da silagem de milho plantada em três hectares da propriedade. A silagem garante alimento quando a pastagem não dá conta. "Para quem tem pouca terra como nós, o leite é um excelente negócio. Para produzir grãos e ter a mesma renda, teríamos que ter mais terra", raciocina Neri. Ele tem auxílio da prefeitura de Cruzaltense para fazer a silagem.  A Secretaria da Agricultura fornece as máquinas a preço subsidiado para os produtores de leite. "É uma boa ajuda, principalmente porque falta mão de obra na agricultura. Quando vem a máquina também vem junto o operador", avalia o agricultor.

Na propriedade de Ildo Schmidt, os únicos insumos que vem de fora são o sal mineral e o farelo de soja, componentes da ração que a própria família produz. A fábrica de rações foi o último investimento, com o objetivo de dar autonomia para a atividade. A aveia, cevada e o milho vem da propriedade, assim como a silagem. Desta forma o custo de produção da família Schmidt é mais alto: chega a 62%, mas o que perde no custo, a família ganha na escala. Com 32 vacas produzindo a propriedade garante uma média de 850 a 1.000 litros de leite por dia, confirmando a projeção feita há oito anos.

Outra característica da propriedade é o manejo. Todos os piquetes tem água e árvores que foram plantadas para garantir sombra para o rebanho, porque Schmidt considera que o bem estar dos animais vem em primeiro lugar. O planejamento e o controle financeiro são outra característica marcante do produtor. Ele tem o controle de todos os custos, todas as metas e todas as necessidades de investimento, que são feitas de forma escalonada. Primeiro, a família comprou as ordenhadeiras, depois, investiu em irrigação de pastagens, em seguida foram instalados os silos e agora, a fábrica de rações. Sei Ildo calcula que a estrutura instalada dobrou o valor da propriedade. "100% do resultado que nós atingimos vem da gestão, nós fazemos todos os cursos que estão disponíveis, aprendemos a calcular a expectativa de retorno, os investimentos necessários e cruzando estas informações chegamos à conclusão de que a atividade é viável, por isso investimos e trabalhamos com segurança", diz o agricultor. Ele calcula que em média a produção de leite rende quatro vezes mais do que a produção de soja, mas em anos de baixa valorização do cereal, chega a ser sete vezes mais rentável.   

O secretário de agricultura do município, Moacir Rochemback, destaca o profissionalismo das duas famílias. "Eles atendem a todas as normas de sanidade e higiene, estão prontos para os novos desafios que a indústria e a legislação impõem, ou seja, são profissionais na sua atividade". Ildo Schmidt já visualiza um incremento de 25% na produção, a partir da análise feita pelo instrutor do último curso que ele participou e a projeção da Emater, que acompanha a atividade leiteira no município. Bampi, que sempre produziu leite, pretende manter a produção como principal atividade da propriedade. (Jornal Bom Dia)

CEPEA: com retorno das chuvas e lenta recuperação econômica, preço do leite recua

O preço do leite entregue em setembro e recebido pelo produtor em outubro registrou queda pelo segundo mês consecutivo. Segundo pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a "Média Brasil" líquida¹ de outubro foi de R$ 1,4401/litro, recuo de 3 centavos ou de 2,4% em relação ao mês anterior. Ainda assim, a média de outubro ficou 37,6% acima da do mesmo mês de 2017. No acumulado de janeiro a outubro, o preço ao produtor registra alta de 39,3%, em termos reais².

A diminuição das cotações em outubro continuou atrelada ao consumo enfraquecido de lácteos, que, por sua vez, esteve associado à lenta recuperação econômica e aos elevados patamares de preços. Segundo agentes consultados pelo Cepea, indústrias e atacados ainda precisam praticar promoções para assegurar liquidez.

O leite UHT negociado entre indústria e mercado atacadista do estado de São Paulo se desvalorizou 4% entre setembro e outubro (a média deste mês considera até o dia 29). Apesar das vendas fracas, colaboradores relatam que os estoques estão baixos, o que limitou o movimento de queda neste mês - vale lembrar que, de agosto para setembro, o recuo foi de 6,6%.

Além disso, com o retorno das chuvas, a disponibilidade de pastagens se elevou e favoreceu a produção em muitas bacias leiteiras - o que também pressionou as cotações no campo. Apesar do crescimento do volume disponível, a oferta ainda segue enxuta, sem excedentes consideráveis para "inundar" o mercado. Por esse motivo, a competição entre as indústrias de laticínios impediu quedas mais intensas de preços neste mês. O Índice de Captação Leiteira do Cepea (ICAP-L) registrou alta de 2,8% na "Média Brasil". Ressalta-se, contudo, que o aumento da captação para algumas empresas apenas refletiu o maior poder de mercado.

1 - A "Média Brasil" considera os estados de BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS. Os preços líquidos não incluem frete e impostos.
2 - Os dados desta análise estão deflacionados pelo IPCA de setembro.

E o que esperar daqui para frente?
Para agentes do setor, a perspectiva é de que o movimento de desvalorização continue nos próximos meses. O aumento da oferta deve pesar mais no processo de formação de preços já em novembro (captação de outubro), com a consolidação do período de chuvas e melhoria das pastagens. Assim, colaboradores do Cepea esperam maior intensidade na queda das cotações para novembro e dezembro, podendo chegar aos patamares registrados em 2016, em termos reais.

Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em outubro/18 referentes ao leite entregue em setembro/18 nos estados que compõem a "Média Brasil". Fonte: Cepea-Esalq/USP. Nota: em janeiro de 2017, o CESSR (ex-Funrural) foi reajustado para 1,5%.


 
Tabela 2. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em outubro/18 referentes ao leite entregue em setembro/18 nos estados que não estão incluídos na "Média Brasil" - RJ, MS, ES e CE. Fonte: Cepea-Esalq/USP. Nota: em janeiro de 2017, o CESSR (ex-Funrural) foi reajustado para 1,5%. (Por Natália Grigol, do CEPEA/ESALQ-USP)
 

 

Aumento da produtividade na cadeia do leite
Produtividade - Alimentação balanceada para produzir mais leite. As 40 vacas aumentaram de 750 para 1.100 litros por dia. Vídeo (Negócios da Terra)

Porto Alegre, 29 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.848

Preço garantido da FrieslandCampina - novembro de 2018

FrieslandCampina - O preço garantido do leite cru da FrieslandCampina para o mês de novembro de 2018 é de € 37,25/100 kg de leite, [R$ 1,60/litro]. Representou queda de € 0,75 em relação ao mês anterior que foi de € 38/100 quilos de leite, [R$ 1,63/litro]. 

Convertido em reais, o preço da FrielsandCampina caiu R$ 0,15/litro em decorrência de variações cambiais. A redução do preço de novembro foi decorrente da pressão sobre as cotações dos lácteos, ainda que esteja incluída uma correção de € 0,27 correspondente a estimativas feitas a menor no preço do leite em meses recentes. O valor é 12% menor do que o preço garantido em novembro de 2017.

O preço garantido é aplicado a 100 quilos de leite que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o imposto de valor agregado (IVA). O preço é garantido a produtores que entreguem acima de 800.000 quilos de leite por ano. Até 2016 o volume era de 600.000 quilos. A alteração do volume base de bonificação e o esquema da sazonalidade foi, então, descontinuado, iniciando novos parâmetros em 2017. (FrieslandCampina - Tradução livre: Terra Viva)

COM A FORÇA dos robôs

Robotização na produção de leite reduz dependência de mão de obra na ordenha e melhora condições de trabalho nas propriedades.

Geralmente associado à ordenha, o uso de robôs nas propriedades de leite fornece um arsenal de informações que ajuda o produtor a gerenciar a propriedade. Os dados servem, por exemplo, para o aprimoramento genético. Como o sistema gera relatórios em tempo real e armazena o histórico de produção, é possível identificar quais são os animais com melhores resultados e até qual é o momento mais adequado para a reprodução.

A tecnologia permite ainda detectar problemas de saúde e controlar melhor a alimentação. Isso porque a ração é fornecida pelo próprio robô, que libera alimento no momento da ordenha e de acordo com o rendimento da vaca, estimulando a produtividade.

Esses ganhos podem abrir oportunidades para a indústria, com maior qualidade dos produtos. O resultado, porém, deve ser sentido a longo prazo pelo consumidor, segundo Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS):

- No Rio Grande do Sul, há espaço para melhoramento genético. E, trazendo o robô para as propriedades, é possível aumentar o índice de sólidos no leite, o que gera uma conversão industrial maior em alguns produtos, como queijos.

ANIMAIS MAIS SAUDÁVEIS E PRODUTIVIDADE MAIOR
Matéria-prima dos queijos finos, o leite produzido por meio da ordenha robotizada na Granja Cichelero já resultou em ganhos nos sólidos, com incremento de gordura e proteína. Os R$ 1,4 milhão investidos na aquisição de dois robôs de ordenha e em melhorias estruturais também diminuíram a necessidade de mão de obra na empresa de Carlos Barbosa, na Serra.

- Conseguimos aumentar em 5% a produtividade do rebanho, mas o principal incremento é na qualidade do leite. Reduzimos em 60% a contagem de células somáticas desde que implantamos robôs (quanto menos células, mais saudável está o animal) - afirma o produtor Daniel Cichelero.

Escala de produção das cooperativas ajuda a disseminar tecnologia
As cooperativas devem ter papel importante na disseminação dos robôs de ordenha. Isso porque o investimento é alto e necessita de escala de produção para gerar retorno. O valor para adotar a tecnologia pode passar de R$ 1 milhão, incluindo reforma e custo do robô, que sozinho, fica a partir de R$ 600 mil.

Nos últimos anos, a Dália Alimentos investiu na estruturação de quatro granjas equipadas com três máquinas cada. Os chamados condomínios leiteiros estão em Arroio do Meio, Candelária, Nova Bréscia e Roca Sales e envolvem mais de 50 famílias associadas.

- Cada condomínio tem em torno de 210 vacas, atingindo produção de 6,3 mil litros por dia - destaca Igor Weingartner, gerente da divisão de produção agropecuária da Dália.

Já a Santa Clara, de Carlos Barbosa, foi a primeira cooperativa a ter um produtor com ordenha robotizada. Ezequiel Nólio segue como único que produz com a ajuda de robôs, mas outros associados pretendem adotar a tecnologia.

- É um caminho sem volta porque melhora a vida do produtor e ajuda a manter a atividade nas propriedades - afirma Maurício Bonafé, gerente do departamento de política leiteira da Santa Clara.

PROCESSO MAIS EFICIENTE SEM INTERFERÊNCIA HUMANA
Cheias de leite no úbere, as vacas se aproximam sozinhas da sala de ordenha. Assim que um animal se acomoda dentro da estrutura, um braço robótico começa a atuar. Em questão de segundos, a máquina encaixa as teteiras, por onde passará o leite com destino ao tanque resfriador. Todo o processo ocorre sem interferência humana. Há três anos, essa cena ocorre durante 24 horas por dia no Tambo Nólio, em Paraí. Aos poucos, a situação começa a se tornar comum também em outras localidades do Rio Grande do Sul.

A família Nólio foi pioneira na robotização da ordenha no Estado. Em 2015, o produtor Ezequiel Nólio e seus pais investiram mais de R$ 900 mil na aquisição de um robô e em melhorias estruturais para a adaptação ao sistema. Foi instalado um software, que gera relatórios em tempo real sobre a produtividade e a saúde dos animais. A opção pela tecnologia mudou radicalmente a rotina na produção.

- A prioridade não é mais fazer a ordenha, mas sim tomar decisões em cima dos dados gerados pela própria máquina. Hoje, dá para gerir melhor a propriedade e decidir, por exemplo, qual vaca fica e qual é descartada - relata Ezequiel Nólio, responsável por gerenciar o tambo.

O produtor salienta que o único arrependimento foi não ter adotado a tecnologia há mais tempo. Ele aponta como maior vantagem a melhora na qualidade de vida. Hoje, não precisa acordar às 5h para ordenhar as vacas, que agora "escolhem" o horário que desejam fornecer leite. O produtor trabalha pela manhã e tem as tardes livres. Além disso, não é mais necessária mão de obra na ordenha, que antes ocupava três funcionários.

No local, as mais de 60 vacas do rebanho geram em torno de 2,3 mil litros de leite por dia, que são entregues à cooperativa Santa Clara. Antes do robô, era produzida a mesma quantidade da bebida, mas a partir de 80 animais.

A adoção do sistema fez o Tambo Nólio virar atração turística em Paraí. Por mês, em torno de 500 pessoas, entre estudantes, pecuaristas e profissionais de diferentes áreas, vão conhecer de perto como opera o robô na ordenha. 

Cenário econômico impede maior expansão
Plantel de gado leiteiro com maior produtividade do país, o Rio Grande do Sul também é líder na robotização da ordenha. Em solo gaúcho, a tecnologia começou a ser utilizada em 2015 e hoje está presente em 16 propriedades. Essa expansão poderia ter sido mais rápida, não fosse a crise enfrentada pelo setor leiteiro, sobretudo no ano passado, com a queda da remuneração dos profissionais da atividade.

Mais recentemente, outro fator se tornou obstáculo para o avanço do sistema: a desvalorização do real frente ao dólar e ao euro. Atualmente, três fabricantes atuam no país e importam os equipamentos de Alemanha, Holanda e Suécia. E, por isso, o preço no mercado nacional acaba acompanhando a oscilação do câmbio.

- A crise no setor e a alta do dólar impactaram um pouco a procura pelos robôs, mas vemos tendência de aumento da robotização - aposta Valdair Kliks, representante comercial da holandesa Lely no Brasil.

Como o investimento é significativo, empresas começam a oferecer aluguel do equipamento. É o caso da sueca DeLaval, que já tem boa parte da demanda vinda desta modalidade.

- O custo do aluguel sai em torno de R$ 5,5 mil mensais, e a procura está muito forte. Devemos instalar 33 robôs até o final do ano, a maioria por aluguel - menciona Márcio Gato, gerente comercial da DeLaval no Rio Grande do Sul.

Custos à parte, a adoção dos equipamentos de ordenha passa pela melhora na qualidade de vida do produtor, que não precisa mais madrugar para tirar leite, e pela redução da necessidade de funcionários.

- O robô permite a flexibilização de horários. No modelo tradicional, o produtor fica preso sete dias da semana - compara Pedro Hepp, representante comercial da alemã GEA.

SISTEMA AJUDA NO BEM-ESTAR ANIMAL
Com o robô, os animais são ordenhados três vezes ou mais ao dia. Segundo criadores que já adotaram o sistema, a ordenha realizada em diferentes períodos melhora o bem-estar dos animais e diminui problemas de saúde, como a mastite (inflamação das glândulas mamárias).
No Rio Grande do Sul, o sistema está presente em 14 municípios, sendo sete na Serra. Apesar do avanço do modelo, a tecnologia é restrita a um grupo pequeno de produtores, em razão do custo do investimento.

Jaime Ries, assistente técnico da Emater-RS, avalia que é preciso alta produção ao dia - em torno de 2 mil litros de leite - para justificar o valor aplicado na tecnologia.
O Estado conta com cerca de 65 mil produtores de leite, mas no máximo mil teriam potencial para automatizar a ordenha, reforça o presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios (AGL), Ernesto Krug. Mesmo assim, ele explica que a adoção do sistema é tendência mundial por ser mais eficiente do que a mão de obra humana e gerar ganhos de rendimento:

- Com o robô, a vaca vai à sala no horário que prefere, o que aumenta o conforto do animal e gera incremento médio de 10% na produtividade - avalia.

O dirigente destaca que a robotização é vantajosa para propriedades com mais de 60 animais e que adotam o sistema de confinamento. Mas ressalta a necessidade de análise individual para saber se o investimento efetivamente compensa. (Zero Hora)

Pecuária leiteira: revolução tecnológica acontece agora
Revolução tecnológica - "Essa revolução está acontecendo silenciosamente no Brasil. Nós conseguimos juntar as empresas de tecnologias de informação, as chamadas chics, juntar 25 universidades com a Embrapa e todas as entidades que apoiam o setor produtivo vinculado ao leite. Isso criou um ecossistema fundamental para que jovens descubram que é possível ganhar dinheiro criando soluções e fazendo com que o leite esteja no ambiente digital, no smartphone. O que não cabe no celular não cabe mais no mundo. Temos o ideas for milk, que já levamos para o Vale do Silício, para mostrar o que o Brasil está fazendo. Temos hoje startups, jovens de 22 anos, que estão vendendo tecnologia para empresas no exterior e aqui também. Tem uma coisa silenciosa que está acontecendo, muito forte, que está vindo com o leite e vai fazer com que tenhamos outra perspectiva: produção de leite com eficiência, inteligência, custo de produção menor e qualidade melhor. Isso não é para daqui a uns anos. Já está acontecendo. As empresas estão acordando e descobrindo que não é preciso vender só produto e sim serviço. Leite exige muita tomada de decisão no dia a dia. Facilita a vida do produtor e a vida do consumidor, que terá produto mais barato e melhor. Semana passada tivemos oportunidade de apresentar projeto pro BNDES que envolve empresas que produzem robôs. Pelo menos três já estão atuando. Envolve as startups, sensores na vaca que medem temperatura e sinalizam o cio dos animais". (Compre Rural
)

 

Porto Alegre, 26 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.847

Relação de troca piora com queda no preço do leite e alta nos custos

Preços do leite - As quedas de preços do leite na indústria e no mercado consumidor iniciadas em agosto refletiram no preço pago ao produtor nesse último mês. Em setembro, os produtores receberam R$1,59 por litro de leite, redução de 4,4% em relação a agosto, na média nacional. 

Apesar desse valor estar acima dos preços reais pagos no mesmo mês do ano passado, na média de janeiro a setembro, os preços de 2018 estão 6% abaixo dos valores de 2017. Entretanto, a expectativa é que as esperadas quedas no preço do leite até o final deste ano, devido ao fim da entressafra, sejam em menor magnitude que no ano anterior. Além dos fatores já citados na Nota de Conjuntura de Setembro (oferta interna estável, menor volume de importação e custos de produção em alta), o leite UHT no atacado no mercado de São Paulo já reduziu a intensidade de queda dos preços. Após cair 13% na média diária de agosto, em setembro os preços recuaram 6%, enquanto nas duas semanas de outubro os preços caíram 1,5%, em relação ao mês anterior.

 

O custo de produção de leite continua em alta. O ICPLeite, medido pela Embrapa, registrou aumento de 0,68% em setembro. O grupo que conteve uma maior alta do índice foi o concentrado, que registrou deflação no mês devido à redução no preço do milho. Por outro lado, o grupo de produção de volumosos foi o principal responsável pela alta no custo, com a valorização do dólar impactando os insumos para produção de silagem (sementes, defensivos e adubos). Nesse cenário, a relação de troca ao produtor de leite, medida pela quantidade de leite necessária para aquisição de 60kg de concentrado voltou a subir, encerrando setembro em 34,4 litros, contra 32,95 litros registrados em agosto. Considerando que essa relação foi de 45 litros em março desse ano, a situação atual do produtor está mais favorável que no início de 2018, mas ainda acima dos valores registrados nos meses de setembro de 2016 (32 litros) e de 2017 (32,5 litros). No mercado de grãos, a safra 2017/2018 foi finalizada com expressiva queda na produção de milho (- 17%) e novo recorde na soja (+ 5%). Mesmo com essa queda na produção de milho, a relação estoque/consumo interno está em nível satisfatório (22%). 

Nesse contexto, o preço do grão caiu quase 12% nos últimos 60 dias, chegando a R$37,11 a saca de 60Kg no último dia 11 (Cepea). A preocupação maior no momento é com a disponibilidade de soja no mercado interno. A relação estoque/consumo está em críticos 1% para o grão e 5% para o farelo, devido principalmente ao elevado fluxo de exportações, fazendo que com os preços internos estejam mais firmes, atingindo a cotação de R$1.445,64 por tonelada do farelo no dia 11/10 no Paraná (Deral-PR). As importações de leite em pó, apesar de registrarem volumes maiores nos últimos três meses, em relação aos mesmos meses do ano anterior, estão ainda 27% menores no acumulado do ano. Enquanto a média de janeiro a setembro de 2017 foi de 9,6 mil toneladas de leite em pó internalizadas, em 2018 esse valor é de 7,0 mil toneladas. Com a redução nos preços internos do leite, a competitividade do produto importado deve continuar reduzida, mesmo com a recente valorização do real de 11% nos últimos 30 dias. Por fim, vale mencionar os dados da Pesquisa Pecuária Municipal divulgados recentemente pelo IBGE que registraram queda de 0,5% na produção total de leite

em 2017. Como a produção inspecionada cresceu 5% no mesmo período, tem-se que a produção de leite informal reduziu quase 13% no ano passado, ficando em 27% do total de leite produzido no País. O número de vacas ordenhadas caiu expressivos 13,3%. A produtividade média por vaca aumentou 14,7%, atingindo quase 2 mil litros/vaca/ano, na média nacional. Destaque para a região Sul, que registrou produtividade média de 3.285 litros / vaca em 2017. (Embrapa)

 

Leite: preço médio no RS atinge o maior valor da série histórica

O preço médio do leite pago ao produtor gaúcho em 2018 é o maior da série histórica do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleite). De janeiro a outubro, com valores mensais corrigidos pela inflação, a média é de R$ 1,13. O comentarista Benedito Rosa analisa o atual cenário da pecuária leiteira no Brasil e projeta tendências para as cotações em 2019. Assista a reportagem na íntegra (Canal Rural) 

Tetra Pak foca em embalagens sustentáveis, energia renovável e sustentabilidade

A fabricante de embalagens e processamento Tetra Pak lançou seu 20º relatório anual de sustentabilidade que oferece uma visão abrangente da empresa e como ela protege "alimentos, pessoas e futuros" nesse âmbito. As 'bolsas Tetra Pak' são um método líder de embalagens ecológicas para produtos lácteos e outras bebidas. A empresa prioriza os esforços de sustentabilidade e trabalha constantemente para melhorar suas atividades de desenvolvimento, fornecimento, fabricação e transporte.

 

Comprometimento com 100% de energia renovável
Em 2017, a Tetra Pak disse que reduziu o impacto climático geral em 13%, apesar do aumento de 19% nas embalagens vendidas. A empresa também teve suas metas de redução do impacto climático aprovadas pela iniciativa Science Based Targets (SBT) em 2016, tornando-se a primeira empresa em embalagens de alimentos a obter essa aprovação. Sob o SBT, a Tetra Pak se comprometeu a reduzir suas emissões operacionais de gases de efeito estufa em 42% até 2030 e em 58% até 2040, a partir de seus níveis de 2015.

"As metas baseadas na ciência nos permitiram alinhar nossos objetivos climáticos ao nível de descarbonização necessário para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C, olhar além de nossos compromissos existentes e definir um curso de ação até 2040".  As fábricas da Tetra Pak na Suécia, Dinamarca, Finlândia e África do Sul atingiram 100% de energia renovável em 2017, resultando em cerca de 20% dos principais locais da empresa agora com 100% de energia renovável.

Mario Abreu, vice-presidente de sustentabilidade da Tetra Pak, também analisou o recente movimento de proibição de plásticos e viu grandes empresas como a Starbucks e a McDonald's eliminarem canudos descartáveis de plástico e substituí-los por opções mais ecológicas.

"Sabemos que devemos fazer parte dessa conversa porque, embora seja uma quantia pequena, utilizamos o plástico em nossos produtos", disse Abreu. "Embora ainda estejamos trabalhando em como exatamente a Tetra Pak contribuirá para resolver esse problema a longo prazo, já garantimos nosso apoio à nova estratégia de plásticos da UE e assumimos o compromisso de desenvolver um canudo de papel até o final de 2018". Vantagens da energia renovável e bebidas longa vida
A estratégia de redução de carbono depende da energia renovável, comprovada em 2016, quando a Tetra Pak se comprometeu com o RE100 a fornecer 100% de eletricidade renovável até 2030. O relatório revela que a empresa já atingiu 50% de eletricidade renovável nos dois anos seguintes.

Para isso, a Tetra Pak adquiriu Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs), que é "um padrão internacional para emissão, rastreamento e resgate de certificados de energia renovável (RECs) em países onde os sistemas de rastreamento para RECs ainda não existem". Eles também investem em energia solar e têm sete instalações de painéis solares em instalações em todo o mundo, e compartilharam que, até 2019, toda a eletricidade da empresa consumida nos EUA será de fontes renováveis.

A Tetra Evero, a primeira garrafa cartonada asséptica do mundo, foi lançada na América do Norte em 2017 como uma solução de embalagem para bebidas longa vida que podem ser armazenadas por até um ano sem refrigeração. Elimina a necessidade de transporte refrigerado e é a embalagem ideal para bebidas enviadas para ajudar no alívio de desastres naturais. O relatório detalhou seu sucesso em parcerias com seus clientes de bebidas para ajudar vítimas de furacões nos EUA desde o seu lançamento. Dennis Jonsson, presidente e CEO da Tetra Pak, disse: "os alimentos em uma embalagem da Tetra Pak podem ser transportados e armazenados por vários meses, sem a necessidade de refrigeração ou conservantes. Isso melhora significativamente o acesso a alimentos para pessoas em todo o mundo e agimos para garantir que esse potencial seja cumprido". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Começa em novembro etapa de vacinação contra febre aftosa 
No próximo dia 1 de novembro, a maior parte dos estados brasileiros vai iniciar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Desta vez, serão imunizados os animais com até 24 meses. Apenas o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vacinarão todo o rebanho (jovens e adultos). (Jornal do Comércio) 

 

Porto Alegre, 25 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.846

"Leite é a Perfeição" hoje e para a próxima geração

WDS 2018 FIL/IDF - O principal orador da FIL/IDF Cúpula Mundial de Leite 2018 (WDS-2018) deu o tom para os cinco dias do evento quando declarou que "Leite é a Perfeição", ecoando as palavras de Hipócrates, o pai da medicina moderna.

O ex-Secretário Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), Ban Ki Moon que abriu o encontro anual WDS-2018 em Daejeon, na Coreia do Sul, no dia 15 de outubro insistiu que o leite é um importante alimento em termos nutricionais quando se dirigiu à audiência de mais de 700 pessoas. "Desde a antiguidade as pessoas entendiam o valor nutricional do leite e, hoje, é um alimento básico para a população mundial de mais de 7 bilhões de pessoas", disse Ban. Ele também observou que o setor lácteo "tem um papel de liderança nos esforços internacionais para atingir os objetivos do Desenvolvimento Sustentável para erradicar a pobreza e a fome, e construir um mundo sustentável onde a humanidade possa desfrutar de melhor educação, saúde e igualdade".

Também foi gratificante ver a mensagem gravada pelo Secretário Geral da Organização Internacional para Padronização (ISO), Sergio Mujica, reconhecendo o papel essencial da FIL/IDF na promoção dos padrões ISO entre seus membros em todo o mundo, além de contribuições pertinentes na formulação de padrões internacionais e estabelecimento de diretrizes para o setor lácteo. Ele disse: "Essa estreita colaboração entre a FIL/IDF e a ISO é mantida através do desenvolvimento de padrões únicos para métodos de análise e amostras para produtos lácteos, unificando experiência e normas que melhoram a conformidade na segurança e qualidade dos alimentos". Também vieram os elogios do Secretário do CODEX, Tom Heilandt ao ressaltar que a FIL/IDF é como "um consultor técnico essencial em todas as questões relacionadas ao leite e produtos lácteos". Ele enfatizou a necessidade de continuar a harmonização global de normais para facilitar os negócios.

"Há muito o que fazer para conseguir alimento bom e seguro em todas as casas, o tempo todo. Precisamos de parceiros para distribuir estrategicamente as tarefas. Para leite e produtos lácteos, será a FIL/IDF". Com cerca de 120 palestrantes de todo o mundo, distribuídas em mais 40 conferências durante toda a WDS-2018, muito foi ganho em conhecimento. Palestrantes e delegados debateram o papel dos laticínios em dietas sustentáveis bem como a contribuição do leite e produtos lácteos para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, particularmente no que se refere à Fome Zero, eliminação da pobreza, saúde e bem-estar, igualdade de gênero e meios de subsistência.

Houve conferência especial para Programa Leite nas Escolas; Nutrição e Saúde; Segurança Alimentar; Meio Ambiente; Gestão Agrícola; Saúde e Bem-Estar Animal; Políticas e Economia Leiteira; e Marketing, que atraíram muitos interessados. As palestras ampliaram o conhecimento e a compreensão sobre cada assunto, com abordagens provocantes e estímulos aos espíritos inovadores. Finda Daejeon, a expectativa agora é a WDS-2019 em Istambul, que será realizada entre os dias 23 e 26 de setembro de 2019. Esse foi o documento da Diretora Geral da FIL/IDF, Caroline Emond, encerrando a WDS-2018. (FIL/IDF - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Além dos lácteos

Independentemente de quem assumir o comando do Brasil em 2019, a economia vai se recuperar. Este ao menos tem sido o mantra que a Laticínios Bela Vista, dona da marca Piracanjuba, entoa desde o início do ano. Luiz Cláudio Lorenzo, diretor comercial da companhia, explica que a empresa esperou 2018 para destravar os investimentos, os quais ele prefere não revelar em todas as suas cifras. "Em 2018, mudamos o perfil, temos sinalização desde o início do ano de crescimento mais forte neste ano, apostando em maior recuperação da economia em 2019", afirma.

A empresa guardou todas as novidades em 2017 para apresentá-las ao mercado apenas neste ano. Desde janeiro, a Bela Vista fez nada menos que 18 lançamentos de produtos, a maioria pela marca Piracanjuba e Leite Bom. "No ano de 2017, a gente foi mais prudente com os investimentos, um ano de muita dificuldade, de muita restrição no consumo", explica o executivo, há dez anos na companhia, alçado neste ano a porta-voz para representar os proprietários, os irmãos Marcos e Cesar Helou.

A empresa, criada em 1955, em Piracanjuba (GO), registrou receita líquida no ano passado de R$ 2,9 bilhões, um aumento de 8% em relação a 2016. Esse resultado ajudou o laticínio a passar da quinta posição no ranking dos maiores produtores de leite em 2016, de acordo com a Associação dos Produtores de Leite (Leite Brasil), para a quarta posição em 2017. E a expectativa para 2018 é crescer 25% em receita líquida, impulsionada pelos novos produtos e pela ampliação da captação de leite nos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. "Vamos chegar à terceira posição", aposta Luiz Cláudio.

Com esse investimento em ampliação, a empresa vai elevar em 15% a captação de leite em 2018. No ano passado, a Bela Vista chegou a processar 1 bilhão de litros do produto, fornecido por 7 mil fazendeiros do país.

 


 
Segundo Luiz Cláudio, esses criadores passam por uma rigorosa avaliação de qualidade. A companhia possui um projeto chamado Pró-Campo, de aperfeiçoamento e estímulo aos seus produtores de leite. Até o fim do ano, esse programa será levado a Governador Valadares, em Minas Gerais, onde a empresa produz, desde 2014, leite longa vida integral, desnatado, semidesnatado, creme de leite e bebidas lácteas. Luiz Cláudio explica que essa iniciativa contribui para a melhoria da qualidade da matéria-prima por meio de treinamentos dos criadores para o melhor manejo dos animais. "É preciso recuperar a produção de leite da região de Governador Valadares. Ao longo do tempo, a produção de lácteos dessa área foi ficando um pouco mal assistida pelas indústrias que estavam lá. E entendemos que precisamos restabelecer a confiança dos produtores."

Que o leite é a principal matéria-prima da companhia, disso não há dúvidas. Mas há sempre espaço para novidades. Entre os lançamentos feitos pela companhia neste ano, Luiz Cláudio destaca produtos que não são lácteos, com o intuito de mostrar que a diversificação é boa para todo negócio. "Somos um dos três maiores players em leite longa vida, leite condensado, creme de leite e bebidas lácteas, e podemos ser maiores", diz. Porém, avalia, há um novo mercado em ebulição: pela marca Viva Bem, a Bela Vista apresentou um chá-mate pronto para beber e, em parceria com a Blue Diamond Growers, empresa californiana líder na venda de amêndoas, lançou a Almond Breeze, bebida feita com base nesse fruto.

 

"A gente entende que esse é um mercado em evolução, em crescimento. É um nicho de mercado, sem dúvida. Mas vem crescendo nos últimos anos, uma bebida alternativa ao leite", diz o diretor. "Há interesse por pessoas que são intolerantes à lactose e pelos veganos. E, claro, é uma bebida de cereais, com baixa caloria." Ambas as bebidas são produzidas na unidade da companhia em Bela Vista de Goiás (GO). A empresa atua também com unidades fabris em Doutor Maurício Cardoso (RS), Maravilha (SC) e Sulina (PR). Há uma fábrica em Imperatriz, no Maranhão, que está no radar da Bela Vista para ser arrendada há mais de um ano, mas problemas judiciais relativos ao antigo dono tornam esse movimento imprevisível. Em 2019, a companhia deverá terminar a reforma na fábrica de queijo muçarela em Sulina. A unidade, que processava 50.000 litros de leite por dia, terá sua capacidade triplicada. O valor do investimento, isso o executivo goiano não revela. "O valor desse investimento, e dos investimentos totais, não informamos para não despertar os concorrentes. O sentido é que este ano voltamos a investir um pouco mais, acreditando na estabilização da economia independentemente de quem será o presidente do país."

A companhia também passou por mudanças em sua sede. Em setembro, o escritório central mudou de Bela Vista para Goiânia. A maioria dos 300 funcionários mora na capital e precisava se deslocar todo dia 45 quilômetros entre as duas cidades. A empresa ainda tem planos futuros de se internacionalizar. "Hoje, a Bela Vista já é grande, mas podemos ser ainda maiores." (Globo Rural) 

 

Propriedade de Bossoroca destaca-se pela gestão na atividade leiteira
Dia de Campo - A forma como é conduzida a gestão da propriedade Agrofan, de Ademar, Nair e Ezequiel Fanzlau, em Bossoroca, chamou a atenção do público que participou de um dia de campo na última sexta-feira (19/10). A propriedade é uma unidade de referência tecnológica em bovinocultura de leite assistida pelo Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar (PGSAF), coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e executado pela Emater/RS-Ascar. Além do leite, a família também tem como fonte de renda o cultivo de grãos. Durante o diagnóstico realizado no início das atividades do PGSAF observou-se que os solos explorados apresentavam altos índices de degradação e a produtividade da soja era baixa. Diante deste quadro iniciaram-se diversas atividades para reverter a situação, como a produção de forragens para as matrizes leiteiras. A progressão e resultados da família assessorada no PGSAF nas atividades de bovinocultura leiteira e grãos, principalmente soja; as providências tomadas em relação ao manejo, conservação e o uso do solo e os respectivos resultados obtidos; produção para autoconsumo, com valoração monetária da produção de alimentos da propriedade; agricultura de base ecológica, com orientações sobre compostagem e aproveitamento de resíduo orgânico originário das matrizes leiteiras; e energia fotovoltaica, abordando análise de custos e benefícios puderam ser conhecidos pelos participantes do Dia de Campo. Assim, o público presente, pode observar, avaliar e comprovar as estratégias e ações que se desenvolveram, bem como os resultados obtidos. Um dos destaques nesta propriedade é o contexto de sucessão familiar que foi estabelecido. Aos 24 anos o filho Ezequiel já se apresentava como sucessor e um dos responsáveis pelas anotações, controles e análises dos custos das atividades. O acompanhamento da gestão recebe assessoria da Emater/RS-Ascar. O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar e SDR, com apoio da Secretaria Municipal da Agricultura e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Dentre as autoridades presentes estiveram o prefeito de Bossoroca, José Moacir Fabrício Dutra, vereadores Paulo Sodré e Ruth Veloso, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, João Iraí Lunardi Sodré, vice-presidente da Cermissões, Diomedes Reck, secretário municipal da Agricultura, Enerton Souza Oliveira, gerente da agência local do Banco do Brasil Ciro e supervisor da Emater/RS-Ascar, Joney Braun. (Emater/RS)