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Desde o último dia 30 de maio, as Instruções Normativas (INs) 76 e 77 estão em vigor, alterando a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru em todo o País. As normativas foram propostas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e visam, entre outras coisas, a qualidade do leite, uma maior competitividade e a abertura do mercado externo. Em reunião realizada nesta quarta-feira (26), na sede da Farsul, em Porto Alegre, a Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB) debateu os principais desafios no dia a dia da atividade leiteira e a relação entre produtor e indústria após a adequação da cadeia às INs.

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, fez um raio-x sobre o cenário lácteo no Estado. “A assistência técnica de qualidade é fundamental para que se consiga um bom resultado”, frisa. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as INs vieram para aproximar a cadeia produtiva de ponta a ponta e dividir a responsabilidade com o poder público.

De acordo com o coordenador geral da ALSB, Airton Spies, anteriormente, o grupo havia sugerido ao Mapa a criação de uma norma de transição para que nenhum produtor fosse penalizado até a adequação total às exigências. “O Mapa criou um comitê técnico para analisar, durante cinco meses, as INs 76 e 77, afim de normatizar a destinação da matéria prima que estiver fora dos padrões de temperatura e contagem padrão em placas (CPP)”, conta.

As novas regras não preveem o descarte do leite fora dos parâmetros de exigência, tema levantado por Spies e que foi, incansavelmente, debatido em todas as reuniões itinerantes realizadas pelo Sindilat, Mapa e demais entidades no interior do Estado. “Os encontros têm o objetivo de tirar todas as dúvidas da cadeia produtiva, a partir de dados apresentados por especialistas”, alerta Palharini.

Quanto melhor a qualidade, maior a vida útil do produto na prateleira. Segundo supervisor regional do Serviço Nacional de Assistência Rural (SENAR/RS), Herton Lima, é preciso manter um bom relacionamento entre a indústria e os produtores para que, juntos, consigam elevar a qualidade e o nível de produção.  “Com as INs todos ganham, produtor, indústria e, principalmente, o consumidor”.

Também participaram da reunião o diretor financeiro do Sistema FARSUL, José Alcindo Ávila, o secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Luis Antonio Covatti Filho, o presidente do Sistema FAESC, José Zeferino Pedrozo, além de Guilherme Dias, representando o Sistema FAEP e Vagner Miranda Portes, representando a secretaria da Agricultura e Pesca de Santa Catarina. O próximo encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira será no município de Florianópolis (SC), no dia 19 de setembro, na sede da FAESC.

Foto: Stéphany Franco

Entidades ligadas ao setor lácteo reuniram-se, na tarde desta terça-feira (25), na sede do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a fim de discutir, entre outras coisas, sobre o cenário de comercialização das indústrias dentro e fora do Estado. As Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que entraram em vigor no dia 30 de maio, foram, novamente, pauta do encontro que debate a competitividade do produto.

Os associados fizeram um diagnóstico sobre a adequação às INs, temperatura do leite, coleta de amostras do silo nas empresas e plano de qualificação dos produtores. De acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a responsabilidade para atingir os parâmetros que norteiam as Instruções Normativas é de toda a cadeia produtiva.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, as considerações feitas pelos representantes das entidades associadas são de suma importância. “Elas revelam o que acontece no dia a dia da atividade leiteira no Estado”, afirma.

Foto: Stéphany Franco

Experiências bem-sucedidas com grupos de produtores de leite do Vale do Rio Pardo, além de palestras sobre qualidade e sanidade do rebanho serão o foco principal do 3º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Vale do Rio Pardo - Como produzir leite com eficiência? O evento acontece no próximo dia 27/06 (quinta-feira), na localidade de Pitingal/Passa Sete, no Salão da Comunidade de São Miguel, a partir das 9h.

Um dos palestrantes, o engenheiro agrônomo da Emater-RS/Ascar Diego Barden antecipa que uma das experiências que será divulgada no encontro diz respeito ao trabalho realizado em 18 propriedades leiteiras de Venâncio Aires, onde a atuação da assistência técnica produziu efeitos e resultados significativos na produção. “Iniciamos esse trabalho em 2015 e vamos divulgar para o público como conseguimos alcançar tais resultados”, disse o técnico, que falar sobre “Manejo Nutricional de Bovinos de Leite.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, estará presente no seminário para expor aos presentes sobre pontos principais das INS 76 e 77 que alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru. Palharini vai mostrar uma visão geral da indústria sobre as normativas que estão em vigor deste 30 de maio deste ano. “A proposta é levantar os gargalos que surgirão com as instruções normativas e indicar soluções para que o produtor consiga se adequar à legislação”, pontuou.

A programação inicia com o relato de experiência da família Ruoso, do município de Sobradinho, sobre produção de leite e gestão da propriedade rural. Ainda na parte da manhã, a médica veterinária da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ana Claudia Mello, falará sobre o panorama da brucelose e da tuberculose bovina no Rio Grande do Sul.

No período da tarde, as atividades têm continuidade com a abertura oficial do evento e a palestra custos de produção e índices zootécnicos de sistemas de produção de leite, ministrada pelo zootecnista e supervisor técnico da empresa Tortuga, Frederico dos Santos Trindade.

SERVIÇO

3º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Vale do Rio Pardo

Data: 27 de junho de 2019

Local: Salão São Miguel, na localidade de Pitigal - Passa Sete

Hora: 9h

Promoção: Emater/RS-Ascar

O leite deve ter queda em junho no Rio Grande do Sul. Segundo dados divulgados pelo Conseleite/RS nesta terça-feira (25/06) em reunião na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), o valor de referência projetado para junho é de R$ 1,1297 o litro, valor 4,14% menor do que o consolidado de maio, que fechou em R$ 1,1784. O professor da UPF Eduardo Finamore explicou que o resultado reflete queda do leite UHT (-3,27%), do leite em pó (-1,16%) e do queijo mussarela (-4,57%) no mês.

Esta é a primeira vez que o preço do leite registra baixa expressiva em 2019, uma vez que vinha em estabilidade desde dezembro de 2018. Para o presidente do Conseleite e do Sindilat, Alexandre Guerra, é preciso levar em conta que estamos entrando em período de safra, quando, tradicionalmente, a produção se eleva no campo, o que pressiona os preços. Por outro lado, argumenta que o consumo das famílias brasileiras está retraído em função do contexto econômico e de um outono e inverno com temperaturas amenas. “O consumidor está em busca de promoções, independentemente da praça onde se atua. Isso é reflexo da estagnação da economia nacional, que impacta diretamente no setor lácteo”, pontuou. Apesar desse cenário de retração de consumo, Guerra citou que, nos cinco primeiros meses do ano, o valor pago, na prática, ao produtor no campo foi maior do que o previsto pelo Conseleite. “Em um mercado não comprador, esse cenário preocupa em função da baixa margem com que vêm operando a indústria”, alerta.

Os dados do Conseleite indicam que a queda em junho também posicionou o produto abaixo do valor real praticado em 2018, uma vez que, até então, os valores de 2019 vinham acima da série do ano anterior. No entanto, no acumulado do ano, de janeiro a junho, o preço do leite, segundo Finamore, acumula um ganho real de 1,04% acima da inflação do período (IPCA). “A grande questão é como os preços vão se comportar nesse segundo semestre do ano, que vinha com estabilidade”, acrescentou.

O presidente do Conseleite ressalta que o setor – um dos grandes responsáveis pela ramificação de renda no campo - precisa de apoio para minimizar oscilações de preço e garantir margens mínimas de rentabilidade. Entre as alternativas, pontua ele, está a retomada de aquisições por parte do governo ou a adoção de cotas que regulem a pressão dos importados no mercado nacional. “As importações estão maiores do que em 2018. Só em maio em relação a abril, as importações aumentaram 25,5%”, acrescentou.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Maio de 2019.

Matéria-prima Valores Projetados Maio /19 Valores Finais

Maio /19

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência 1,3551 1,3552 0,0001
II – Valor de referência IN 621 1,1783 1,1784 0,0001
III – Menor valor de referência 1,0605 1,0606 0,0001

(1)    Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência IN 62 está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1 IN 62, em R$ – Junho de 2019.

Matéria-prima Junho*/19
I – Maior valor de referência 1,2991
II –  Valor de referência IN 62 1,1297
III – Menor valor de referência 1,0167

* Previsão

 

Foto: Carolina Jardine

A cidade de Palmeira das Missões (RS) recebeu, nesta quarta-feira (19/6), o encontro que encerra a primeira etapa do ciclo de debates que percorre o Rio Grande do Sul para esclarecer as mudanças trazidas pelas Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As regras estão em vigor desde 30 de maio e alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru. O encontro ocorreu no auditório da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e reuniu diversos produtores de leite da região, que foram em busca de informação prestada por especialistas.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, abriu o debate ressaltando a importância dos encontros que geraram esclarecimentos e proporcionaram novos caminhos para que os integrantes da cadeia produtiva possam atender às exigências do Ministério da Agricultura. “Observar questões como certificação do leite para tuberculose e brucelose agrega qualidade e benefício a toda a cadeia e diz respeito à saúde pública”, alertou. O dirigente também apresentou números que revelam a liderança do setor leiteiro gaúcho nas indenizações do Fundesa no primeiro trimestre deste ano. Foram R$ 1,07 milhão em contribuições, R$ 1,079 milhão em investimentos setoriais e R$ 24, 8 milhões de saldo até 31 de março.

O desempenho da cadeia no Fundesa está diretamente ligado aos resultados do Programa Mais Leite Saudável, implementado em 2017 pelo Ministério da Agricultura e que visa certificar processos dentro das propriedades rurais e que hoje já soma mais de 30 mil produtores beneficiados, conforme apresentou o médico veterinário do Mapa, Roberto Lucena. Em âmbito regional, a Lei do Leite, criada de forma pioneira no país, foi destacada pela médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Estado Karla Pivato. A especialista lembrou que a lei 14.835/2016 foi criada para dar maior transparência na produção, coleta, transporte e recepção do leite para a indústria.

O depoimento ficou a cargo do produtor Ari Busanello, de Boa Vista das Missões. Preocupado em se adequar aos parâmetros de qualidade, já iniciou a implantação de ordenhadeiras robotizadas em sua propriedade. Outro investimento recente foi em um compost barn, que atualmente abriga 80 vacas. “Ou investia ou parava de trabalhar”, contou. Outro exemplo positivo veio da professora da UFSM Ione Pereira Velho, que falou sobre os resultados obtidos na Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato, instituição de Palmeira das Missões que reúne 318 alunos de 51 cidades. Segundo ela, os animais da Escola Técnica já produzem dentro dos padrões exigidos pela legislação, e citou exemplo da CBT, cuja média de vários anos está em 37,03 mil UFC/ml e, em CCS, de 271 mil/ml.

A veterinária do Mapa Milene Cé lembrou que as mudanças chegam para beneficiar os consumidores, que, por meio das INs, terão à disposição produtos de vida mais longa nas prateleiras. Neste sentido, ela salientou que a interrupção da coleta do leite não adequado às normas não se dará imediatamente após o primeiro resultado negativo. Mas, sim, após um cálculo médio baseado em três meses de coleta.

O encontro encerrou com uma mesa redonda, cujo objetivo foi responder as dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou através do Facebook do Sindilat. A reunião foi promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, Corede Rio das Várzeas, Escola Técnica Celeste Gobbato e Prefeitura Municipal de Palmeira das Missões.

Foto: Beatriz Moraes

Na manhã desta terça-feira (18), entidades ligadas ao setor lácteo estiveram reunidas na cidade de Frederico Westphalen para debater a adequação às Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em vigor desde 30 de maio, e que alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru. O evento aconteceu no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) e contou com a participação de cerca de 150 pessoas, entre representantes de indústrias, acadêmicos e produtores de leite.
Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, a realização das reuniões itinerantes pelo interior do Estado têm o objetivo de sanar dúvidas da cadeia produtiva desde o manejo da ordenha até o transporte para a plataforma. "O evento conta com uma série de apresentações que incluem dados que comprovam que as INs vieram para qualificar o produto com objetivo de buscar o mercado da exportação", afirma.

Na oportunidade, Palharini expôs o desempenho do setor leiteiro nas indenizações do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), abrindo os números do primeiro trimestre de 2019. A cadeia do leite foi a que mais arrecadou no período, com o montante de R$ 1,072 milhão. Os investimentos somaram R$ 1,079 milhão, aplicados em indenizações referentes a casos de tuberculose e brucelose, num total de 148 processos e 985 animais abatidos. Até 31 de março deste ano, o saldo era de R$ 24, 8 milhões. Palharini destacou a importância do resultado alcançado pelo setor e lembrou que o desempenho é fruto do resultado do programa Mais Leite Saudável que, cada vez mais, busca a certificação das propriedades e amplia a conscientização sobre a importância desse trabalho dentro da cadeia produtiva. “De 2013 para cá, as indenizações vêm crescendo. Há seis anos, começamos com um valor de R$ 1,23 milhão, e devemos encerrar 2019 com mais de R$ 5 milhões", comemora.

A médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Estado Karla Pivato revelou aos participantes as principais motivações para a criação da Lei do Leite. Sobre o Plano de Qualificação de Fornecedores, que integra a IN77, e o programa Mais Leite Saudável falou o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena, que explicou as vantagens da assistência técnica dentro das propriedades. No relato do campo, os produtores Elizete e Irineu Perlin, de Caiçara (RS), deram voz às mudanças necessárias para garantir qualidade do leite de ponta a ponta da cadeia. Atendidos pelo projeto Meu Tambo, Meu Futuro, iniciativa da Cotrifred, o casal citou que as exigências para garantir qualidade não são recentes. “Sabíamos o que tínhamos que fazer, mas muito se deixa para depois”, reflete Elizete. Quando ingressaram no projeto, foram capacitados e conscientizados sobre a importância da boa gestão da propriedade e em todas as suas fases de manejo dos animais, além de priorizar a higiene e a limpeza dos equipamentos.

Após exibir um panorama geral sobre as INs 76 e 77, a médica veterinária do Mapa Milene Cé ressaltou que a interrupção das coletas poderá ocorrer após três meses consecutivos de resultados fora da média geométrica padrão. "As novas normas preveem que as empresas façam uma coleta mensal para análise da contagem bacteriana, mas nada impede que se façam mais coletas para elevar a média geométrica trimestral", avalia. Quanto à destinação do produto que não chegar na plataforma dentro da temperatura exigida, Milene informou que, por hora, o mesmo não será descartado.

No final da reunião, os palestrantes responderam as principais dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou via transmissão simultânea no Facebook do Sindilat. O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, URI e Prefeitura Municipal de Frederico Westphalen.

Foto: Beatriz Moraes

Projeto de pequenos que deu certo. Assim definiu o deputado Zé Nunes (PT) a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul (Coopar), que recebeu a medalha da 55° Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A cerimônia de entrega do mérito ocorreu na tarde desta terça-feira (18/6), no Salão Júlio de Castilhos da ALRS. 

Segundo Nunes, a justificativa da proposição da medalha à cooperativa se deve ao seu intenso trabalho na região de São Lourenço do Sul. "A Coopar surgiu no início dos anos 90, quando não tínhamos política para agricultura familiar", lembrou. A idealização e construção da cooperativa, afirmou o parlamentar, se deu através de uma realidade adversa e desafiadora. "Se desenvolveu, cresceu e é uma referência com duas indústrias transformando leite e três unidades de recebimento de grãos". 

Além disso, a Coopar conta com mais de 4.600 famílias associadas, distribuídas em 14 municípios e, atualmente, recebe até 130 mil litros de leite por dia nas suas duas indústrias. Segundo o presidente da Coopar, Nildo Rutz, a conquista do mérito é um momento histórico. "Essa experiência mostra que vale a pena disponibilizar recursos e alavancar comunidades", finalizou Nunes, que usou a totalidade do seu tempo no Grande Expediente para homenagear a cooperativa. 

Presidente da Coopar (à dir.) e deputado Zé Nunes (à esq.) / Foto: Vitorya Paulo

Na tarde desta segunda-feira (17), representantes de entidades de diferentes setores, entre elas o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), estiveram reunidos na sede da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) com o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luis Antonio Covatti Filho (PP) e o senador Luis Carlos Heinze (PP). O objetivo do encontro foi discutir soluções para a inspeção sanitária para cada setor no Estado.

Na oportunidade, as entidades expuseram os problemas que têm enfrentado no dia a dia das atividades. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, essas reuniões visam a melhoria na qualidade dos produtos, através de uma boa sintonia entre empresas e fiscalização, principalmente no que se refere a procedimentos. "Nesses encontros sempre há um bom diálogo entre as entidades e o setor público, até mesmo quando há divergências", reflete.

De acordo com o secretário da Agricultura do Estado, Covatti Filho, a fiscalização é a peça fundamental para o sucesso dos setores. "Infelizmente,não existe um padrão de fiscalização, mas estamos trabalhando junto aos sindicatos e entidades para fazer o melhor trabalho possível", ressalta.

Ao final da reunião, Covatti Filho sugeriu que os encontros aconteçam de forma periódica para que SEAPDR tenha certeza de que as ações promovidas surtem efeito para a ponta e afirmou que irá trabalhar na criação de um conselho consultivo.

Foto: Stephany Franco

Com casa cheia, a cidade de Santo Cristo recebeu a reunião que debate a adequação às Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As novas regras estabelecem mudanças quanto à produção, coleta e armazenagem do leite cru e estão em vigor desde 30 de maio. O evento foi realizado na tarde desta quinta-feira (13), no Centro Cultural José Paulino Stein, e contou com mais de 500 pessoas. O encontro, que percorre o interior do Estado, tem a finalidade de esclarecer todas as dúvidas da cadeia produtiva sobre as exigências do Mapa, que visam a acabar com a concorrência desleal e aumentar a qualidade do leite.

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, é essencial que o setor lácteo saiba que as INs vieram para, acima de tudo, qualificar o produto. Palharini, que abriu o encontro, falou também sobre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e exemplificou os casos em que o produtor poderá ser indenizado pelo fundo, ressaltando a importância da contribuição. ”Atualmente, o leite é a cadeia produtiva que mais arrecada para o Fundesa”, conta.

A médica veterinária do Mapa Milene Cé sinalizou que as INs 76 e 77 se complementam e lembrou que de nada vale o leite sair da propriedade com qualidade se a mesma for perdida durante o transporte até a plataforma. “As normas preveem uma coleta mensal do silo das empresas para verificar a contagem bacteriana e a temperatura”, afirmou. A interrupção das coletas poderá ocorrer após três meses consecutivos de resultados da média geométrica de três meses fora do padrão.

Sobre programa Mais Leite Saudável, que possui mais de 30 mil produtores beneficiados, e o Plano de Qualificação de Fornecedores, previsto na Instrução Normativa 77, falou o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena. Ele explicou sobre assistência técnica e gerencial, educação sanitária, melhoramento genético e explicou o que fazer para que os padrões exigidos sejam atendidos.
A médica veterinária da Secretaria de Agricultura do Estado Karla Pivato apresentou os principais pontos da Lei do Leite. A estudante de agropecuária e estagiária da cooperativa Coopermil de Santa Rosa Carolina Finger, falou sobre sucessão familiar, a busca por especialização e a inserção dos jovens na atividade leiteira. “Se as novas regras dizem que existe uma forma de deixar o leite melhor, é necessário alterar o manejo da ordenha dentro das propriedades”, enfatizou.

O chefe do escritório municipal da Emater Vanderlei Newhaus apresentou dados sobre o uso de energia fotovoltaica e citou alguns projetos apoiados pela instituição na região. “A Emater incentiva o uso dessa energia limpa na atividade do campo”, declara. Na oportunidade, a empresa HCC Engenharia expôs aos participantes algumas informações sobre o alto custo da energia elétrica e ressaltou que a energia solar, com o tempo, torna-se mais lucrativa.

Ao final do encontro, houve uma mesa redonda para responder as perguntas de todos os participantes que acompanharam o evento, presencialmente ou através do Facebook do Sindilat. A reunião, promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Prefeitura Municipal de Santo Cristo, ocorrerá, ainda, nas cidades de Frederico Westphalen (18/6) e Palmeira das Missões (19/6).

Foto: Stephany Franco

Com a presença de representantes de entidades, indústrias, produtores e acadêmicos da região, o sexto debate sobre as Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em vigor desde 30 de maio, foi realizado na cidade de Ijuí (RS). A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira (12/6), no Salão de Atos da Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí).

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, abriu o encontro com alguns dados sobre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). “Depois das últimas discussões sobre as INs, os produtores quiseram entender um pouco mais sobre o Fundesa então, como o objetivo é sanar dúvidas, eu trouxe os valores de recursos, por setor, atualizados, a fim de ressaltar a importância da contribuição ao fundo”, afirma Palharini, lembrando o quão importante é levar a discussão para o interior do Estado.

De acordo com a médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul Karla Pivato, desde a primeira reunião, é possível notar o interesse da cadeia produtiva em se adequar às normas, que dividem a responsabilidade pela qualidade do leite com o poder público. Para o produtor da CCGL Almir Karlinski, atender às exigências do Mapa nunca foi um problema. “A minha propriedade sempre trabalhou em busca da qualidade do leite, até por isso fazemos parte do programa de erradicação de tuberculose e brucelose, visando à saúde do rebanho”.

O zootecnista e assistente técnico da CCGL, Guilherme Afonso Muller Rodigues citou a importância da assistência técnica para a produção de leite no Estado. “Não importa se é um pequeno ou grande produtor, leite se faz com assistência técnica de qualidade”, declara. Sobre o Programa Mais Leite Saudável e o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite falou o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena, que deu um panorama geral dos projetos para os participantes.

Quanto aos aspectos de inspeção do leite, a médica veterinária do Mapa Milene Cé esclareceu que a interrupção da coleta ocorrerá quando o leite apresentar dados fora da média geométrica padrão, calculada a cada três meses pelas indústrias. Contudo, para a mesma ser retomada, basta o produtor obter um resultado dentro do padrão. “O objetivo não é prejudicar ninguém, pelo contrário, todos ganham com a qualidade do produto”, pontua.

Uma das preocupações dos produtores do setor lácteo, além da manutenção das estradas, é a falta de energia elétrica. Convidada pelo Sindilat, a empresa HCC Engenharia apresentou a energia solar como solução para a produção de leite, visto que é uma energia renovável e, com o tempo, acaba se tornando mais barata.

O encontro encerrou com uma mesa redonda, cujo objetivo foi responder as dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou através do Facebook do Sindilat. A reunião foi promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, Unijuí e Prefeitura Municipal de Ijuí.

As próximas cidades que receberão o evento no mês de junho são Santo Cristo (13/6), Frederico Westphalen (18/6) e Palmeira das Missões (19/6).

Foto: Stephany Franco