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O Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) participa da Expoleite Fenasul, que acontece de 15 a 19 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O Pub do Queijo, projeto do Sindilat que nasceu na edição de 2017 da feira e que foi replicado nos dois últimos anos da Expointer (2017 e 2018), estará presente no Pavilhão Internacional da Fenasul.

No local, haverá a comercialização de diversos tipos de queijos de diferentes marcas e os visitantes poderão fazer degustação gourmet de queijos coalho e provolone. De acordo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é mostrar ao consumidor que a harmonização de queijo e cerveja é muito saboroso e saudável. "As pessoas têm a ideia de que queijo só combina com vinho. Porém, o mesmo harmoniza com chopp e cervejas artesanais", afirma.

Na quinta-feira (16/05), o Sindilat marca presença no debate sobre a inspeção de produtos lácteos, promovido pelo Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet), cujo objetivo é discutir com a cadeia produtiva adequação à normas e legislação. O evento, se realizar no auditório do Parque de Exposições Assis Brasil, tem início às 11h e contará com representantes do Ministério da Agricultura e Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, além de entidades como Gadolando e Apil/RS.

Crédito: Paul_Brighton

As diferenças e vantagens dos sistemas de produção a pasto e confinado na criação do gado leiteiro e as novas exigências das Instruções Normativas (INs) 76 e 77 foram alguns dos temas abordados no Fórum Desafios e Perspectivas da Cadeia Produtiva Leiteira, realizado na última sexta-feira (10), em Augusto Pestana. O evento, que abriu as comemorações do 53ª aniversário do município, reuniu produtores da cidade no espaço do Centro de Convivência.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios no Estado (Sindilat), Darlan Palharini, foi um dos palestrantes convidados do fórum, abordando aspectos sobre o mercado para o leite no Rio Grande do Sul. “A região tem uma grande importância na produção de leite do Estado com uma parcela significativa de produtores entregando para indústrias locais”, afirmou Palharini. O chefe do escritório municipal da Emater-RS, Fábio Júnior Toledo, destacou que um dos pontos do encontro foi a discussão sobre os sistemas de produção - a pasto e confinado. “Os produtores têm a percepção que ambos os sistemas exigem bastante eficiência. Enquanto o sistema a pasto requer investimentos em forrageiras, manejo e cuidado com o solo, o sistema confinado pede qualidade de silagem, feno e ração”, pontua o técnico. Segundo ele, na região de Augusto Pestana, que concentra produtores com produção diária de 250 litros a 1.000 litros, já há uma tendência de migração para o sistema de produção por confinamento alternativo. “Atualmente temos 12 áreas de compostos na região”, afirma.

As INs 76 e 77, abordadas pelo secretário-executivo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Pedrinho Signori, também repercutiram entre os produtores que participaram do fórum. Um dos grandes questionamentos feitos é se haverá extensão rural e assistência técnica na orientação de produtores para que a produção se torne mais focada no que pedem as novas regras. “Em nossa região, outra preocupação é com a carência de infraestrutura de comunicação, como telefone e internet, além da dificuldade de acesso local às propriedades por meio de estradas”, pontua Toledo. Segundo ele, os produtores de leite não vislumbram grandes mudanças em qualidade se gargalos desta natureza persistirem no campo. “O processo de produção é visto como um todo. Não é só a questão da temperatura de entrega do leite, a contagem de células somáticas e a contagem bacteriana que fazem parte do processo de melhoria. Esses gargalos são fatores que dificultam a melhoria da qualidade do leite produzido e entregue”, afirmou.

O fórum realizado em Augusto Pestana foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Augusto Pestana, Fetag/RS e Cooperativa União Dos Agricultores Familiares de Augusto Pestana (Cooperap). A iniciativa recebeu apoio do Sindilat, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cresol, Sicredi, Embrapa e Unijuí.

Foto: Priscila Birk

A fim de discutir as mudanças trazidas pelas Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que alteram a forma de produção, coleta e armazenamento do leite cru, representantes de entidades, indústrias e produtores do setor lácteo reuniram-se nesta quinta-feira (9/5), na Universidade do Vale do Taquari (Univates), em Lajeado (RS). O encontro teve o objetivo de sanar dúvidas sobre o tema e facilitar a adequação às normativas, que passam a vigorar no dia 30 de maio, aproximando produtores, indústria e o setor público em prol da qualificação do leite gaúcho.

Em Lajeado, os participantes puderam ouvir explicações dos técnicos e especialistas sobre a operacionalização e a importância do cumprimento das regras para evitar o descredenciamento de produtores. O evento reuniu pouco mais de 200 pessoas e contou com transmissão em tempo real na página do Facebook do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat).

Um dos objetivos das INs 76 e 77, que visam dividir as responsabilidades do processo produtivo e industrial entre a cadeira, é tornar o leite gaúcho mais competitivo. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, os municípios e estados encontram dificuldades em relação à energia elétrica e à manutenção das estradas. “A ideia é que cada um faça a sua parte na busca por um novo padrão de produto no mercado”, enfatizou Palharini.

Segundo o presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, modernizar as atividades do leite é um avanço, visto que outros setores como aves e suínos estão atendendo às regras para exportação e o leite não. “Infelizmente ainda não estamos adaptados para atender ao setor externo, mas, esperamos que haja tolerância no começo da implementação das regras para que todos consigam atender às exigências das INs”, contou.

A médica veterinária da Secretaria da Agricultura Karla Pivato apresentou aos participantes algumas das motivações que virão pela frente. Durante palestra sobre os aspectos de inspeção do leite, a médica veterinária do Ministério da Agricultura Milene Cé destacou que é preciso implementar as regras para manter a qualidade do leite. “Para quem não conseguiu se preparar, a partir de 30 de maio “zera a vida" dos produtores no Brasil inteiro, pois a primeira média geométrica trimestral será com os resultados de junho, julho e agosto de 2019”.

Quanto às amostras que serão analisadas, a partir da implementação das INs, o responsável técnico do laboratório do leite (Unianálises) Anderso Stieven ressaltou que o laboratório irá treinar e capacitar todos os transportadores e responsáveis técnicos das indústrias para que façam a coleta das amostras da maneira correta, dentro dos padrões de exigência. Sobre o envio das análises, o responsável pelo laboratório do leite na Universidade de Passo Fundo (UPF) Carlos Bondan salientou que seria interessante que as indústrias enviassem as amostras de forma escalonada.

De acordo com o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena, as INs 76 e 77 têm parâmetros muito importantes para serem atendidos. “Para dar certo, existe a necessidade de aproximação das empresas com os produtores rurais”, pontuou Lucena, durante a palestra sobre o Plano de Qualificação de Fornecedores. Além de especialistas no assunto, o técnico em agropecuária e produtor de leite associado da Cooperativa Languiru Mauricio Eidelwein também dividiu suas experiências com os demais participantes do evento.

Uma grande mesa de debates entre participantes e produtores, que puderam também fazer perguntas via WhatsApp e através da live no Facebook do Sindilat, encerrou o encontro que foi promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), pela Secretaria da Agricultura, pelo Sindicato da Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Univates.

 

Foto: Stéphany Franco 

A Câmara Setorial do Leite solicitou ao Ministério da Agricultura (Mapa) um prazo de transição para que os laticínios e produtores se adequem a algumas mudanças preconizadas pelas Instruções Normativas 76 e 77, previstas para entrar em vigor em 30 de maio. A principal preocupação refere-se às mudanças quanto à contagem bacteriana total do leite na plataforma – índice até então não contabilizado – e à temperatura de resfriamento e conservação do produto nas propriedades e no transporte. O prazo servirá para levantamento dos índices atuais atingidos, que serão os parâmetros do trabalho a ser realizado para atender às exigências. “Estamos pedindo prazo para monitorar alguns pontos antes da exigência a pleno e, com isso, atingir os índices de forma gradativa. Assim, acreditamos que os setores envolvidos terão tempo e condições de atender às normativas a contento visando a melhoria contínua de nossa produção”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, que participou de reunião do grupo realizada nesta manhã (09/5), em Brasília.

Segundo ele, a solicitação partiu dos próprios laticínios, que temem iniciar a nova legislação com passivo junto ao governo federal. “Relatamos a situação das indústrias, que, em sua maioria, têm dificuldades em atingir a contagem bacteriana total de 900 mil neste momento como define a nova lei”, afirmou. Por meio de especialistas e pesquisadores da Embrapa Clima Temperado e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as indústrias repassaram dados da atual situação dos laticínios e ressaltaram a preocupação com a possível falta de matéria-prima que pode decorrer da aplicação imediata das normas.

O grupo solicitou retorno do Ministério da Agricultura sobre o pleito até o próximo dia 30, quando as INs entram em vigor. “A reunião foi muito boa porque, através dos professores, pudemos apresentar nossos dados. Mas temos que trabalhar para atingir os índices que garantirão uma maior qualidade e competitividade para o leite gaúcho e brasileiro”, frisou o dirigente.

Crédito: Carolina Jardine

Os visitantes que forem até a Fenasul 2019 – de 15 a 19 de maio – no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), poderão visitar mais uma edição do Pub do Queijo. Nesta feira, o espaço trará uma degustação gourmet de queijos coalho e provolone. As peças serão comercializadas aquecidas na chapa em porções individuais em estande montado no Pavilhão Internacional. O projeto foi apresentado na manhã desta quinta-feira (9/05) durante lançamento oficial da exposição. Com a presença do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, de autoridades e lideranças do setor, a solenidade contou com café da manhã regado a produtos lácteos e queijo coalho assado.

A proposta, explica o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, é apresentar o produto com harmonizações diferenciadas ao lado de cervejas artesanais que estarão à venda no local. “Queremos mostrar ao consumidor todas as potencialidades gastronômicas do queijo. Que ele não é apenas uma alternativa de consumo com o vinho, mas que pode ser um excelente petisco junto com um chopp em um ambiente mais informal como a Fenasul”, pontuou. No local, também haverá diversos tipos de queijos de diferentes marcas para venda direta aos visitantes.

O Pub do Queijo é um projeto do Sindilat que teve início na Fenasul 2017 e foi replicado com sucesso na Expointer nos últimos dois anos (2017 e 2018). Recentemente, o projeto ganhou outros eventos, transcendendo o universo das exposições ligadas ao agronegócio. No mês de abril, o Pub do Queijo marcou presença na Feira da Loucura por Sapatos, na Fenac, em Novo Hamburgo, e diversos pedidos vêm sendo feitos ao sindicato para reproduzir a proposta pelo interior do Rio Grande do Sul.

Durante a solenidade de lançamento da Fenasul, o presidente da Gadolando, Marcos Tang, destacou o apoio das entidades que estão empenhadas em promover a Fenasul 2019, uma exposição que será feita com limitação de recursos. E lembrou da importância de agregar valor e abrir novos mercados para a produção leiteira gaúcha. O presidente da Febrac, Leonardo Lamachia, agradeceu o empenho dos diferentes elos do setor produtivo – do produtor à indústria – e do secretário da Agricultura, Covatti Filho, na organização do evento. “Vamos superar as dificuldades que a economia nos impõe com união, diálogo e cooperação”, frisou.

Covatti Filho pontuou que a Fenasul e a Expoleite estão as prioridades do governo, assim como o setor leiteiro que merece mobilização por sua relevância. Citou ações de gestão que estão sendo adotadas para fortalecer as atividades do Parque de Exposições Assis Brasil. Segundo ele, entre as metas está a aplicação de placas de energia solar nos pavilhões de forma a abastecer a demanda local por eletricidade e gerar crédito para outros prédios públicos. Com uso de uma área coberta de de 2 mil m², estima ele, será possível uma economia de R$ 500 mil mensais.

Foto: Carolina Jardine

A reunião entre integrantes da cadeia produtiva do leite realizada nesta quarta-feira (08/5), no auditório do Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF), para discutir as Instruções Normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura (Mapa), inaugurou uma nova etapa na produção e na industrialização de leite na região Norte do Estado. O evento reuniu cerca de 200 pessoas, que ouviram as explicações dos técnicos e especialistas sobre o tema e puderam sanar suas dúvidas sobre a operacionalização das obrigações que passam a vigorar a partir do próximo dia 30 de maio. Os debates sobre as INs 76 e 77 seguem nesta quinta-feira (09/5), na Univates, em Lajeado. Inscrições são gratuitas e limitadas. E podem ser feitas pelo link https://www.sympla.com.br/reuniao-lajeado-normativas-do-leite---ins-76-e-77__520926

De acordo com o secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, as novas regras, que visam a qualificação do leite ao consumidor, tornarão o produto gaúcho mais competitivo e dividirão as responsabilidades do processo produtivo e industrial não só entre o campo e a plataforma, mas, também entre as entidades representativas do setor e o Poder Público. “Essas INs têm toda a inteligência de mudar o foco da discussão e fortalecer a cadeia produtiva, além de exigir que cada um faça sua parte na busca por um novo padrão de produto ao mercado.”, enfatizou. Afinal, citou, há carências também na estrutura dos municípios e do Estado, como energia elétrica e estradas.

A médica veterinária do Ministério da Agricultura Milene Cé explicou que as mudanças mais significativas ocorrerão com relação à contagem de bactérias totais do leite, o que impactará no uso de equipamentos para refrigeração do leite cru tanto na propriedade, quanto na indústria. Entretanto, lembrou que o processo de adequação será gradativo. “Existe uma flexibilidade para que todos cheguem à temperatura de acondicionamento de 7 graus. As indústrias irão ajustando as rotas e incluindo novas etapas, e o Ministério da Agricultura trabalhará com elas para que este processo aconteça”, informou.

O médico veterinário do Mapa Roberto Lucena ressaltou que um grande ganho trazido pelo novas normas será a proximidade entre o campo e as indústrias, que assumirão o protagonismo no controle da qualidade do produto por meio da assistência técnica, da mesma forma que já ocorre no Programa Mais Leite Saudável. Para a indústria, Lucena disse que o programa busca a qualidade do leite, o aumento da quantidade e a fidelização do produtor. Para o produtor, a rentabilidade e a sustentabilidade. “E, para o Brasil, um produto mais competitivo, mais seguro e a sustentabilidade da cadeia de leite”. Assim como Milene, Lucena salientou que os técnicos do ministério fiscalizarão todo o processo de mudança, seja por meio de auditorias presenciais e documentais.

O encontro contou também com depoimentos do diretor do Laticínio Domilac, Rodrigo Puhl, e da produtora Marinês Trevisan, que revelou a realidade das dificuldades enfrentadas no dia a dia do campo. “Produzir leite não é para qualquer um, não importa o tamanho”, frisou ela. A agenda em Passo Fundo terminou com uma grande mesa de debates entre os participantes e os produtores, que puderam também contribuir via WhatsApp e pelo Facebook do Sindilat. A programação ainda contou com o professor da UPF e coordenador do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (SARLE), Carlos Bondan, e com a médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul (SEAPDR), Karla Pivato.

A reunião é uma promoção da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), da SEAPDR, do Sindilat e das seguintes entidades: Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet e CRMV/RS.

Lajeado reúne, nesta quinta-feira (09/5), representantes de empresas e entidades do setor lácteo gaúcho para apresentar as principais alterações no âmbito da produção e armazenagem do leite cru, previstas nas Instruções Normativas (INs) 76 e 77 que passam a vigorar no final do mês de maio. O evento acontece às 13h, no auditório do prédio 9, sala 514, na Univates, localizada na Avenida Avelino Talini, 171. As inscrições são gratuitas, limitadas e podem ser feitas pelo link.
A programação inclui palestras sobre a Lei do Leite, aspectos de inspeção do leite, sanidade e  plano de qualificação de fornecedores, depoimentos de produtores e indústria sobre o Programa Mais Leite Saudável, além de mesa redonda com especialistas da área, na qual os ouvintes poderão fazer perguntas ao vivo e via Whatsapp pelo número (51) 9 89091934. O evento contará com transmissão simultânea por meio do Facebook do Sindilat (facebook.com/sindilatrs).
De acordo com o presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, a programação da reunião é bastante pertinente, visto que o prazo final para adequação está se aproximando e não haverá prorrogação. "Infelizmente, ainda têm gente que não está preparada para atender às normativas. Esperamos que haja um pouco de tolerância no começo da implementação para que não tenhamos um número grande de produtores descredenciados", afirma.
O encontro integra um circuito de discussões aberto em Porto Alegre no último dia 03/5 e que se repete também no interior do Rio Grande do Sul. A ideia é que produtores, indústrias e prefeituras possam sanar dúvidas sobre o tema e facilitar a adequação às normativas. 
A reunião é promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), pela Secretaria da Agricultura, pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Univates.

A cidade de Passo Fundo sediará, na próxima quarta-feira (08/5), reunião sobre as Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que passam a vigorar a partir do dia 30 de maio e alteram a forma de produção e armazenagem do leite cru. O evento acontece às 13h, no auditório da Pós-Graduação da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo (UPF), localizada na BR 285, km 292 - Bairro São José. As inscrições são gratuitas, limitadas e podem ser feitas pelo link.

A iniciativa tem como objetivo esclarecer dúvidas de produtores, indústrias e de prefeituras do interior do Estado sobre a adequação às normas. Segundo o professor da UPF e coordenador do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (SARLE), Carlos Bondan, as alterações nas INs primam, acima de tudo, pela qualidade do leite. "A principal mudança é que, agora, a indústria passa a ter a responsabilidade de treinar e capacitar os produtores para manter a qualidade do leite. Desta forma, todos ganham, principalmente o consumidor", afirma.

A programação inclui palestras sobre a Lei do Leite, aspectos de inspeção que modificam a partir das INs 76 e 77 e sobre o Plano de Qualificação de Fornecedores. O encontro contará ainda com depoimentos de produtores e integrantes da indústria sobre o Programa Mais Leite Saudável e com uma mesa redonda com especialistas da área, na qual os ouvintes poderão fazer perguntas ao vivo e via whatsApp pelo número (51) 9 89091934. O evento contará com transmissão simultânea por meio do Facebook do Sindilat (facebook.com/sindilatrs).

A reunião é promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), pela Secretaria da Agricultura, pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet e CRMV/RS.

Foto: Istock/Toa55

Produtores de uma das maiores bacias leiteiras do Estado tiveram a oportunidade de conhecer as mais recentes tecnologias em equipamentos e serviços para o setor na 2ª Feira do Leite, evento realizado sexta-feira (3) e sábado (4), em São Domingos do Sul. Foram 38 empresas do setor leiteiro que apresentaram suas inovações para um público que cada vez mais investe na propriedade rural. “Os produtores de leite da região têm um conhecimento bem avançado sobre a atividade, estão mais tecnificados e muitos já atuam com confinamento”, afirmou Rodrigo Puhl, sócio do Laticínio Domilac, promotor do evento juntamente com a Prefeitura Municipal de São Domingos do Sul.

No sábado, a Feira do Leite contou com um circuito de palestras com a participação de mais de 500 pessoas, sendo 400 produtores cadastrados na Domilac. As novas Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que entram em vigor a partir de 30 de maio, dominaram o debate. “Muita gente aproveitou para perguntar sobre as normativas durante as explanações”, contou Puhl.

As palestras começaram às 10h, com o tema Transtornos Metabólicos: da dieta ao leite, ministrada pelo médico veterinário Juliano Buchle, assistente técnico da Mig-PLUS. Qualidade, rentabilidade e competitividade em produção de leite foi o tema abordado pelo consultor da Transpondo Wagner Beskow.

No final das palestras, a Domilac realizou o sorteio de uma novilha entre os mais de 400 produtores cadastrados na empresa, ação seguida de almoço com um boi inteiro assado na brasa. A 2ª Feira do Leite ocorreu paralela à 11ª Feira Intermunicipal de Artesanato, evento já tradicional do município.

Foto: Douglas Zabot

Iniciou por Porto Alegre a rodada de reuniões promovida pelo Sindilat para discutir os novos pontos das Instruções Normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura, que passam a vigorar a partir de 30 de maio e que ampliam o grau de exigência das áreas produtiva e industrial do setor lácteo.

Na manhã desta sexta-feira (3), 17 entidades abriram um canal de comunicação direto com o Ministério da Agricultura, que será o órgão responsável pela fiscalização das regras impostas pelas normativas que visam boas práticas de produção e gestão dentro da cadeia produtiva, oferta de um leite de qualidade ao consumidor e, por consequência, novos mercados para o produto brasileiro.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou a importância do evento que buscou incluir todos os agentes da cadeia na discussão sobre os processos de mudanças nas regras de produção, coleta e entrega do leite às indústrias. "Já debatemos muito sobre a necessidade de ganharmos um prazo maior para adequação, e agora, às vésperas da vigência das INs, promovemos esse debate com o intuito de esclarecermos a operacionalidade das 2 INs para que possamos ter o êxito necessário na nossa atividade", afirmou Guerra. O dirigente pontuou a necessidade de ampliação da qualidade do leite para ganhos de competitividade, mas lembrou que um período maior de adequação e de exceção sobre alguns pontos das INs seriam importantes para adequação de todo o processo. "Muitas das exigências não dependem apenas do produtor e da indústria. Para se entregar um leite de qualidade também é necessária uma infraestrutura compatível, como acesso à energia de qualidade na propriedade e de boas estradas, além da linha de crédito para troca ou compra de equipamentos", citou.

O encontro realizado no auditório da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária reuniu dois representantes da pasta, que levaram esclarecimentos importantes ao público, especialmente sobre os novos parâmetros de qualidade do leite - Contagem Bacteriana (CPP) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Pelas normativas, foi mantida a contagem bacteriana máxima de 300 mil unidades por ml e 500 mil células somáticas por ml para o leite cru refrigerado. Uma novidade, no entanto, é que a CPP no leite cru de silo (indústria) deverá ser de 900 mil ufc/ml antes do processamento. "Até três vezes é o que se pode perder (300 mil ufc a 900 mil ufc) entre a produção do leite e a entrega na indústria", salientou a médica veterinária Milene Cé, ao comentar sobre aspectos das INs 76 e 77. Segundo ela, essa adequação segue tendência mundial já adotada nos Estados Unidos e na União Europeia.

Em relação à contagem bacteriana, a especialista ressaltou que a exclusão do produtor no processo de fornecimento do leite somente ocorrerá após três meses consecutivos onde a média geométrica final extrapole o padrão (acima de 300 mil ufc/ml). "O retorno à atividade dependerá do resultado da amostra coletada por laboratório da RBQL (Rede Brasileira de Laboratórios da Qualidade do Leite). Quando o produtor alcançar uma primeira coleta dentro do limite legal poderá ser reintroduzido e terá sua média (histórico) zerada", explica Milene. Segundo ela, como a amostragem se dará trimestralmente, serão conhecidos em outubro deste ano os primeiros resultados de propriedades que não conseguiram atingir a contagem de 300 mil ufc/ml.

O médico veterinário do Mapa Bruno Leite falou sobre o Plano de Qualificação de Fornecedores, previsto no artigo 6º da IN 77, que trata da necessidade de assistência técnica e gerencial visando à implantação de boas práticas na atividade leiteira. "O objetivo dessa política pública nada mais é do que aproximar produtor e indústria e garantir mais segurança alimentar ao consumidor, além de focar no desenvolvimento ao setor produtivo", salientou. De acordo com Leite, a indústria é quem será responsável por buscar opções de assistência técnica, seja por meio da Emater, Sebrae, Senar ou até mesmo via parceira direta com os produtores. "O plano busca colocar no papel a política da empresa (indústria) em relação à qualidade do leite", frisou.

As dúvidas das mais de 100 pessoas presentes no evento foram suavizadas com o depoimento do produtor Fernando Boll, de Ivoti, cooperativado da Piá. Boll contou os resultados alcançados pela propriedade ao ingressar no projeto Mais Leite, do Mapa, que culminou em melhorias de manejo, genética, nutrição e reprodução. "Conseguimos nos adequar aos níveis de CCS e CPP que serão exigidos. Melhoramos a qualidade do leite e muito mais do que isso, melhoramos a qualidade de vida da nossa família", relatou o jovem produtor. Boll reforçou que todos os dados extraídos da propriedade são colocados em planilhas e, após observação detalhada dos resultados, é feita a tomada de decisão. "Quero produzir um leite que eu mesmo possa ter coragem de beber", disse, ganhando aplausos da plateia.

O presidente do Sindilat finalizou o evento salientando a responsabilidade dos presentes que, na prática, representam mais de 65 mil famílias que atuam com o leite. "Saímos daqui com muitas missões a serem cumpridas, mas é importante reforçar que muitas delas não dizem respeito somente ao produtor e à indústria, mas também ao poder público no que se refere a gargalos de infraestrutura", salientou. Guerra pontuou ainda que o evento desta sexta-feira é apenas um de vários que ainda vêm pela frente.

Uma mesa redonda com painelistas e representantes das entidades foi realizada no final do evento, a fim de tirar dúvidas enviadas por redes sociais durante a transmissão do evento pela TV Emater-RS. Na próxima semana, o encontro acontece em Passo Fundo (08/05) e em Lajeado (09/05).

Inscrições para Passo Fundo podem ser feitas através do link: https://bit.ly/2JfhE19

Inscrições para Lajeado podem ser feitas através do link: https://bit.ly/2GYvySk

Fotos: Stephany Franco

Médica veterinária do Mapa MIlene Cé lembrou que os padrões seguem os já adotados nos Estados Unidos e na União Europeia