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23/05/2022

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 23 de maio de 2022                                                           Ano 16 - N° 3.666


Aliança Láctea avalia expansão de estudo gaúcho para toda Região Sul

A Aliança Láctea Sul-Brasileira estuda a viabilidade de estender aos estados de Paraná e Santa Catarina o estudo realizado no Rio Grande do Sul sobre a produção leiteira. O projeto, capitaneado pela Emater com apoio do Sindilat, resultou em um livro onde foi traçada uma radiografia da produção gaúcha. Em sua quarta edição, o trabalho, elaborado pelo gerente técnico da Emater, Jaime Ries, traz dados atualizados sobre número de produtores, produção, produtividade e rentabilidade dos tambos gaúchos. A edição gaúcha foi oficialmente lançada em sua versão impressa nesta sexta-feira (20/05) durante a programação da Fenasul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. “É um excelente trabalho que retrata com seriedade a realidade do setor lácteo do estado, fazendo uma análise de 2015, 2017, 2019 e com a último levantamento que o ano de 2021. Levar esse projeto para toda a Região Sul seria uma forma de compreender ainda mais a fundo nossa realidade”, pontuou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

Em um dia de programação intensa que reuniu lideranças do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, a Aliança Láctea também debateu formas de trabalhar para neutralizar a alta de custos. Uma das principais preocupações é garantir a oferta de milho capaz de abastecer a produção de ração para vacas leiteiras, tendo em vista que a Região Sul perdeu espaço na produção do cereal, hoje deslocada para a Região Central do Brasil. Mediando o encontro, o coordenador da Aliança Láctea Sul-Brasileira, Airton Spies, lembrou que o fórum é espaço essencial para debates como esse, alinhando políticas públicas conjuntas.

A preocupação com o abastecimento de milho também foi manifestada pelos secretários de Agricultura presentes. O secretário Adjunto de Agricultura de SC, Ricardo Miotto, lembrou que o estado tem investindo muito em pesquisa. Citou o Programa Terra Boa, por meio do qual o governo daquele estado incentiva a produção de pastagem e silagem com o fomento ao uso de calcário e sementes certificadas. Também no encontro, o secretário adjunto da Secretaria da Agricultura do RS, Rodrigo Rizo, reforçou a importância dos debates promovidos na Aliança Láctea sobre assuntos técnicos e sanitários.

O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, citou que a bacia leiteira tem grande relevância no Sul e espera que a região desenvolva habilidade para exportar seus produtos. Citou que a competitividade tem vindo com a concentração da produção e a elevação da eficiência. "Temos que fazer de tudo para o agro se fortaleça cada vez mais”, frisou, lembrando que o quadro do agro no Paraná segue delicado em função da alta de custos.

O presidente da Câmara Setorial do Leite, Ronei Volpi, disse que a Aliança Láctea surgiu em 2014 e é resultado de um processo de união que deu amplitude para a ação de estados da Região Sul que, juntos, respondem por 40% da produção de lácteos do Brasil. Uma prova dessa integração veio neste primeiro semestre com o trabalho de convencimento contra a suspensão da Tarifa Externa Comum (TEC) para o queijo Muçarela. “Em menos de 60 dias conseguimos que governo voltasse atrás e reimplantasse a Tarifa Externa Comum em 8%. Foi uma grande vitória. Nossas assimetrias são pequenas e podemos resolver dentro da Aliança, porque os desafios fora são muito maiores”.

Em um dia intenso de debates, a coordenadora da Comissão de Leite da Farsul, Márcia Medeiros, e o economista Rui Silveira Neto apresentaram o Índice para a Produção de Leite Cru no RS (ILC-RS). O indicador, que será abastecido mensalmente, é calculado a partir dos insumos para produção de leite. O sistema levará em consideração somente os valores pagos pelo concentrado, volumoso, adubação de pastagem, suplementação mineral, energia e combustível (gasolina e diesel).

Em sua manifestação, o vice-presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, alertou que é preciso mobilização frente à realidade dos produtos de origem vegetal que usam a denominação de produtos lácteos tradicionais, mas não o são. Segundo ele, o tema ainda não foi regulamentado pelo Ministério da Agricultura, mas precisa de um regramento sob pena de causar confusão no consumidor. Guerra defende que esses produtos de origem vegetal tenham sua nomenclatura própria. Já o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, solicitou que a Aliança Láctea se manifeste sobre a PL 75, de autoria do deputado Vitor Hugo (PSL/GO), onde institui o Índice Nacional de Insumos para a produção de leite Cru (ILC). O texto está com prazo de sugestões de proposições em aberto e tem como relator o deputado Federal Domingos Sávio (PL/MG). (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Conseleite Minas Gerais

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 18 de Maio de 2022, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Março a ser pago em Abril/2022

b) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Abril a ser pago em Maio/2022

c) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Abril a ser pago em Maio/2022 e valores de referência projetados do leite padrão maior e menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2022 a ser pago em Junho/2022. 



Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA:  O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite padrão, maior e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.  Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (Conseleite/MG)




Governo edita decreto que regulamenta mercado de carbono

Mercado de carbono - O governo federal publicou nesta quinta-feira (19) o Decreto Nº 11.075, de 19 de maio de 2022, que regula o mercado de carbono no Brasil, com foco em exportação de créditos, especialmente para países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir com seus compromissos de neutralidade de carbono.

O regramento, aguardado desde 2009, traz elementos inéditos, como os conceitos de crédito de carbono e crédito de metano, unidades de estoque de carbono e o sistema de registro nacional de emissões e reduções de emissões e de transações de créditos.

O texto prevê, ainda, a possibilidade adicional de registro de pegada carbono dos produtos, processos e atividades, carbono de vegetação nativa e o carbono no solo, contemplando os produtores rurais e os mais de 280 milhões de hectares de floresta nativa protegidos, além do carbono azul, presente em nossas vastas áreas marinha, costeira e fluvial relacionada, incluindo mangues.

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirma que todas essas inovações representam enormes avanços na viabilização de instrumentos econômicos e financeiros que possibilitam o reconhecimento e monetização dos atributos e ativos ambientais.

“Uma verdadeira revolução para um país com as características do Brasil, o que pode levar o país a ser um grande exportador de créditos dadas as diversas origens de carbono existentes aqui, como floresta nativa e matriz energética altamente limpa e renovável”, disse.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, “a coisa mais interessante que está acontecendo lá fora é a consciência de que o Brasil é uma potência verde, energética e alimentar”, ao defender que a solução brasileira para o meio ambiente passa pela responsabilidade geopolítica.

“Antes deste governo, as soluções para os problemas ambientais eram baseadas em dois pilares: taxas para quem poluir, e estímulo à inovação para quem usar tecnologia de descarbonização. Nosso governo está criando um terceiro pilar de solução ambiental: remunerar a preservação de recursos naturais. Isso é chave importantíssima”, concluiu o ministro.

Outro importante fator do mercado regulado estabelecido é a possiblidade de geração de receita extraordinária para projetos que fomentem a economia verde ao mesmo tempo que permite o desenvolvimento de regiões ainda não industrializadas – ou seja, não gera Custo Brasil.

A iniciativa está alinhada com a expectativa da regulamentação do futuro mercado global de carbono, previsto no Artigo 6 do Acordo do Clima.

As medidas contidas no decreto beneficiam o meio ambiente, a população e diversos setores da economia, como energia, óleo e gás, resíduos, transporte, logística, infraestrutura, agronegócio, siderurgia, cimento, entre tantos outros. Isso porque possibilita o impulsionamento da economia ao mesmo tempo em que se preocupa com a redução das emissões e com os compromissos firmados durante a COP26, realizada em 2021, na Escócia.

Segundo a secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, “com este decreto estamos criando um mercado. O Brasil é uma potência de crédito de carbono e será um dos maiores geradores e exportadores de crédito de carbono do mundo, conciliando preservação com monetização de ativos e criando uma agenda sustentável dentro do ciclo produtivo”.

O secretário-adjunto de Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Donini Freire, finalizou: “Estamos hoje celebrando o nascimento do mercado regulado de carbono brasileiro. Regulamentação prevista em lei e aguardada há mais de 12 anos e que este governo teve a coragem e competência de encarar e fazer. É muito gratificante poder trabalhar em uma gestão que nos permite fazer o trabalho baseado em critérios técnicos e avançar nas pautas importantes para o meio ambiente, para a economia e para o País.” (Canal Rural)

Jogo Rápido 

Interleite Brasil, vem aí a 20ª edição! 
Observando o volume de produção de leite do Brasil, há quem diga que o setor está estagnado há anos. Mas será que o leite que produzimos hoje é o mesmo de ontem? Certamente, não. Olhando para dentro das nossas fazendas, é impossível dizer que paramos no tempo. O que vemos é um setor que se movimenta, adota tecnologias e segue inovando, apesar das adversidades. Este avanço pode ainda não se refletir em volume, porém não podemos negar que o leite brasileiro está vivendo uma grande transformação. E ainda há muito espaço para mudanças e avanços. Mudança, transformação e inovação sempre foram protagonistas do Interleite Brasil, o evento que se consolidou como o principal fórum de discussão sobre a produção leiteira, uma reunião daqueles que realmente acreditam no leite do Brasil e querem ser agentes de transformação. Em 2022, depois de dois anos de jejum, o Interleite estará de volta. Estamos ansiosos para nos reencontrarmos e, para fazer desta a melhor edição da história, preparamos pautas mais relevantes do que nunca. Além dos temas técnicos que envolvem sistemas de produção, viabilidade e eficiência da atividade, o Interleite Brasil 2022 trará como diferencial a realidade da produção de leite no Brasil central, estando sediado pela primeira vez em Goiânia. Além disso, temas voltados para o elo industrial, ou seja, a cadeia de processamento, também terão destaque. Mas vamos além: olharemos para tudo isso sob um novo foco, o das agendas de sustentabilidade e meio ambiente. Levamos como missão e tradição sempre trazer temas que apontam para o futuro do setor; e apostamos fielmente que a sustentabilidade será parte dele. O futuro está cada vez mais próximo, as mudanças estão acontecendo e é hora de nos prepararmos. (Milkpoint)

 
 
 
 
 
 

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