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20/01/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 20 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.387


Ijuí terá serviço para análise da qualidade do leite

Produtores de leite do Noroeste gaúcho ganharão um reforço para qualificar a produção e equilibrar a dieta das vacas. É o projeto Suport D Leite, novo laboratório que atuará na análise de amostras a partir de fevereiro. A iniciativa, idealizada pela médica veterinária e professora da Unijuí, Denize Fraga, visa suprir a carência de análises que, apesar de não precisarem ser realizadas somente em laboratórios oficiais, podem ajudar no acompanhamento técnico das propriedades para a tomada de decisões gerenciais e, principalmente, apoiar na formulação de uma dieta alimentar mais equilibrada e muitas vezes econômica com a substituição do milho e do farelo de soja, que estão valorizados e comprometem o resultado da atividade. O projeto foi tema de reunião entre a pesquisadora e o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, nesta segunda-feira (18/01).  

O laboratório disponibilizará aos produtores análise de composição (gordura, proteína, sólidos totais, extrato seco desengordurado) e Contagem de Células Somáticas, além de Cultura On Farm. A máquina utilizada para o processamento das amostras é portátil e poderá ser levada até as propriedades leiteiras ou operada na sede para análise das amostras enviadas. Com capacidade para realizar a análise de até 2 mil amostras por dia, a iniciativa começará por Ijuí, mas pretende, em seguida, ser implementada em outros municípios gaúchos. Inicialmente, o projeto conta com 50 parceiros.

Segundo o executivo, ações como essa contribuem diretamente para o desenvolvimento da competitividade no setor lácteo do Rio Grande do Sul, porque mostram onde o produtor precisa corrigir a dieta. “Ele contribuirá no sentido de melhoria contínua da qualidade do leite. Permitirá que a propriedade se torne mais viável economicamente e bem mais competitiva”, destacou. O Sindicato irá apresentar na próxima reunião de associados, no dia 26 de janeiro, o escopo do projeto, para uma futura videoconferência entre indústrias e a Denize. 

Os serviços do novo laboratório poderão ser demandados através do telefone (55) 99215-7667. As amostras poderão ser enviadas para a sede da empresa (Rua Alagoas, nº 592 – Bairro Assis Brasil – Ijuí), por transportadora, ou serem entregues em postos de recebimento de amostras.  “O lema do projeto é conhecer para crescer. É conhecer seus animais, sua realidade”, afirmou Denize. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Concentrados são o principal fator de aumento dos custos na em 2020

O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira registrou aumento de 1,13% em dezembro de 2020 na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). No acumulado do ano, a alta, nos principais estados produtores foi de 23,24%.

O fator que mais influenciou a elevação dos custos foi a valorização das rações e concentrados e dos suplementos minerais. No acumulado de 2020, o aumento nos preços deste grupo de insumos foi de 44,13% na “média Brasil”. Os suplementos minerais, insumo indispensável para nutrição dos rebanhos, também se valorizaram em dezembro, registrando aumento de 1,19% no mês e de 13,24% no acumulado do ano. 

Os preços dos alimentos concentrados subiram 2,34% em dezembro, apesar das desvalorizações das matérias-primas utilizadas na produção. O Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA Paranaguá da soja recuou 7,53% de novembro para dezembro, e o Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA do milho, 6,2% no mesmo período. Os estados que registraram os maiores aumentos nos custos do concentrado em dezembro foram Minas Gerais (5,09%) e Goiás (1,71%).

A suplementação mineral teve alta de 1,19% em dezembro na “média Brasil”, com destaque para São Paulo e Paraná, onde as elevações foram de 2,22% e de 1,93%, respectivamente. Diante do aumento de 4,05% no preço do leite na “média Brasil” e da desvalorização do milho em dezembro, a relação de troca entre esses produtos se tornou mais favorável ao produtor no último mês do ano, após dois meses seguidos de perda no poder de compra.

Em dezembro, uma saca de 60 kg de milho valia 35,43 litros de leite, contra 39,30 litros por saca em novembro. No ano de 2020 a média dos doze meses para a relação de troca foi de 34,34 litros de leite para a aquisição de uma saca de milho de 60kg, 21,82% maior que em relação ao ano de 2019 demonstrando a perda do poder de compra do produtor frente ao milho durante esse período.

Essa redução do poder aquisitivo por parte dos pecuaristas se deu diante do aumento do preço, do milho em 48,79% na média de 2020 em relação à média de 2019 (Indicador ESALQ/BM&FBOVESPA do milho) apesar da elevação de 22,60% no preço do leite líquido pago ao produtor (CEPEA/ESALQ (R$/l) no mesmo período.

Após um 1º semestre de pouca variação nos preços de sementes forrageiras em 2020 (+2,61%), as cotações tiveram aumento significativo na segunda metade do ano, de 32,54%. Além das sementes, os valores dos fertilizantes utilizados na implementação e no cultivo das pastagens e das lavouras de milho para silagem subiram 12,62% no segundo semestre de 2020.

Com a elevação dos custos da dieta devido ao aumento nos preços dos concentrados e na produção do volumoso, é indispensável que os produtores continuem primando pela eficiência técnica de suas propriedades para garantir margens positivas na atividade leiteira em 2021. (As informações são do Cepea-Esalq/USP)

 

Certificação de entidade beneficente da Emater/RS-Ascar renovada até 2023

A renovação da Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) da Emater/RS-Ascar foi publicada nesta terça-feira (19) no Diário Oficial da União, com prazo de três anos, a contar de março de 2020. A certificação é concedida às organizações da assistência social, possibilitando-as de usufruir da isenção das contribuições sociais, tais como a parte patronal da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento, CSLL, COFINS e PIS/PASEP. 

Permite, ainda, a priorização na celebração de contratos ou convênios com o poder público, entre outros benefícios. “É uma demanda antiga e histórica, protocolada em novembro de 2019, que finalmente conseguimos acelerar. Esta certificação viabiliza a operação da Emater/RS-Ascar, garantindo a continuidade de suas ações”, destaca o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho. 

Em reunião realizada na semana passada com o secretário, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, havia sinalizado que a renovação sairia nesta semana. A certificação está vinculada à Ascar, que é a entidade oficial de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), constituída com o objetivo de contribuir de forma planejada, continuada e gratuita para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, e a renovação deste certificado é primordial para a continuidade dos serviços prestados, particularmente junto às comunidades rurais mais vulneráveis.  

Para o presidente da Emater/RS em exercício, Alencar Rugeri, essa é uma fundamental conquista que significa o reconhecimento pelo esforço de todos os trabalhadores da Instituição, que contou com o apoio da Diretoria e do secretário Covatti, junto ao Ministério da Cidadania, para viabilizar a renovação do Cebas. 

“Essa renovação mais o contrato que a Instituição assinou, em julho de 2020, por cinco anos com a SEAPDR, nos dá garantia dos serviços gratuitos e de qualidade da Aters ao público assessorado. Hoje é um dia de celebração por esta conquista”. (SEAPDR)


Jogo Rápido
Exportação de milho deve dobrar no mês
A Anec elevou de 2,1 milhões 2,39 milhões de toneladas sua estimativa para as exportações de milho do país em janeiro. O volume é duas vezes maior que o do mesmo mês do ano passado (1,17 milhão). (Valor Econômico)


 

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