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08/01/2020

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 08 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.379


Importações de lácteos em 2020 têm maior volume desde 2016; 2021 começa com tendência de redução

Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (08/01) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, no acumulado de 2020, o maior volume desde 2016 – puxado, principalmente, pelo elevado nível de compras brasileiras no segundo semestre do ano; o volume importado em 2020 foi de 1.348 milhões de litros em equivalente-leite, 24,4% maior do que o volume importado em 2019.

Somente em dezembro, foram importados cerca de 181 milhões de litros de leite equivalente, um aumento de 124% em comparação com o mesmo período de 2019 (havia uma expectativa, pelas condições do mercado brasileira, de que este volume pudesse cair em dezembro, o que não aconteceu).

Já quanto às exportações, o volume no acumulado do ano foi de 101 milhões de litros, aumento de 55% em comparação com o ano anterior. Em dezembro, foram exportados cerca de 8,3 milhões de litros, valor estável em comparação com novembro/20, mas 74% superior a dezembro/19. Assim, o saldo da balança comercial de lácteos no último mês do ano foi de -173 milhões de litros (em equivalente leite), uma redução de 4% no déficit quando comparado a novembro/20.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

O comportamento do mercado interno de derivados lácteos ao longo do ano foi fator determinante para a dinâmica de importações. A partir de maio pudemos acompanhar um mercado com baixa disponibilidade de leite e demanda mais aquecida, influenciada pelo auxílio emergencial e novos hábitos de consumo. Esse cenário colaborou para o aumento dos preços de leite e derivados no país que, mesmo com uma elevada taxa de câmbio, estimulou a entrada de produtos importados a preços competitivos.

As importações em níveis elevados permaneceram até os últimos meses do ano, mesmo com um mercado interno menos favorável a partir de setembro (aqui, provavelmente o tempo entre fechar as negociações e a efetiva chegada do produto no mercado brasileiro teve um efeito de “inércia” nos volumes importados). Em dezembro, pudemos acompanhar um mercado bastante difícil para os laticínios e forte queda nas cotações. Embora a entrada de importados no mês tenha sido menor que em novembro, ainda assim, os patamares se mantiveram elevados.

Entre os produtos importados pelo Brasil em 2020, o leite em pó integral, o leite em pó desnatado e queijos ainda foram aqueles com maior participação na pauta importadora em dezembro; deles, apenas o leite em pó desnatado apresentou queda, com uma variação de -46% em relação a nov/20 no volume importado. É importante ressaltar que a manteiga apresentou, novamente, aumento significativo de importações. Em comparação com novembro, a variação foi de 141%. Esse cenário reflete a baixa disponibilidade de gorduras lácteas no mercado interno e procura ainda forte.

Em relação às exportações, os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite condensado e o creme de leite, que juntos, representaram 54% da pauta exportadora e tiveram variações de 10% e -9% em relação a nov/20, respectivamente. Um produto que apresentou forte aumento de exportações em dezembro foi o soro de leite (+798%).

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de dezembro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em dezembro de 2020


Forte calor e temporais isolados nos próximos dias

Os próximos sete dias terão forte calor no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 01/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e Irga.

Entre a sexta (08) e o domingo (10), o forte calor vai prevalecer, com temperaturas acima de 35°C na maioria das regiões e próximas de 40°C na Fronteira Oeste, Campanha e Missões, com possibilidade de pancadas de chuva típicas de verão, rápidas e isoladas, principalmente no Norte e Noroeste.

Na segunda (11) e terça-feira (12), o deslocamento de uma frente fria produzirá chuva, com possibilidade de temporais isolados na maioria das regiões. Na quarta (13), a nebulosidade e as áreas de chuva estarão concentradas na faixa Norte, enquanto o tempo seco, com temperaturas amenas, vai predominar no restante do Estado.

Os volumes deverão oscilar entre 20 e 35 mm na maioria das localidades do Rio Grande do Sul e somente na Zona Sul são esperados valores inferiores a 20 mm. Na Fronteira Oeste, Região Metropolitana, Serra do Nordeste e no Litoral Norte, os totais deverão oscilar entre 35 e 50 mm.

O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, olerícolas, alho, citros, maçã, pastagem e arroz, além das condições para pesca artesanal. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia (Seapdr)

 
Retirada de auxílio e mercado de trabalho ditarão ritmo da produção industrial, nota IBGE
 
"Até 2020, as medidas emergenciais do governo conseguiram imprimir trajetória de recuperação no setor industrial", diz o economista André Macedo
 
O impacto na economia do fim do pagamento de auxílio emergencial pelo governo - encerrado em dezembro de 2020 -, além da trajetória futura do emprego no país ditarão ritmo da produção industrial nos próximos meses. A análise é do economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), anunciada hoje instituto.
 
Ao falar sobre os dados da pesquisa, o especialista foi questionado sobre comportamento futuro da produção industrial em meio à pandemia, tendo em vista o fim do auxílio e sinais ainda fracos de recuperação do emprego no país. Ele frisou que o IBGE não faz previsões para indicadores, mas concordou que esses dois fatores serão elementos fundamentais que vão ter impacto nos movimentos da indústria nos próximos meses. Para ele, esses fatores devem ser acompanhados para entender o comportamento não somente da indústria, mas também da economia como um todo em 2021. 

​"Até 2020, as medidas emergenciais do governo conseguiram imprimir trajetória de recuperação no setor industrial", lembrou. Outro aspecto lembrado pelo especialista foi o fato de que, durante a pandemia, houve um deslocamento de demanda, de serviços para o setor industrial, que ajudou a compor o resultado da indústria. Tanto o pagamento do auxílio quanto a renda do trabalho ajudaram a fortalecer essa demanda, pontuou.
 
Além disso, no caso de ritmo de abertura de vagas, Macedo recordou que dados mais recentes do IBGE apontam para volume de 14 milhões de desempregados.
 
"Não tenho como fazer previsões do ano que se inicia, mas são dois fatores importantes [fim do auxílio e emprego] para entender o comportamento futuro da indústria", completou ele. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

Frete da China para o Brasil quintuplica

O preço do frete marítimo na rota China-Brasil disparou. O custo das importações já vinha em alta no último trimestre, mas, nesta semana, chegará ao patamar de US$ 10 mil por TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés), relatam importadores e empresas de navegação. Há um ano, o custo era de cerca de US$ 2 mil. O aumento se acentuou desde outubro, com a retomada da economia global e maior procura por produtos chineses para repor estoques vendidos durante a pandemia. (Valor Econômico)


 

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