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10/09/2020

  

Porto Alegre, 10 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.303

Recepção de leite no 2º trimestre de 2020
No 2º trimestre de 2020, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 5,76 bilhões de litros, equivalente à redução de 1,7% em relação ao 2° trimestre de 2019, e retração de 9,3% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. 
No Gráfico I.12 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 2° trimestres regularmente apresentam a menor captação ao longo dos anos, devido à etapa de entressafra nas principais bacias leiteiras do País. 
Os efeitos da pandemia de COVID-19 também impactaram o setor ao reduzir o consumo de derivados lácteos. Apesar disso, considerando a série histórica, iniciada em 1997, o resultado representa a terceira maior captação de leite acumulada em um 2° trimestre, superada pelos períodos equivalentes do ano anterior e de 2014. 
O mês de maior captação dentro do segundo trimestre de 2020, foi abril, no qual foram contabilizados 1,94 bilhão de litros de leite.
 
                     

Manteiga com Flor de Sal é a novidade gourmet da Piracanjuba
O termo gourmet, de origem francesa, passou a fazer parte do vocabulário e das escolhas dos brasileiros que, atentos às tendências da alta cozinha, se esmeram em criar e decifrar sabores. Nas degustações, os ingredientes de qualidade fazem a diferença. E quem entende desse assunto é a Piracanjuba que, desde 1955, seleciona o que há de melhor em matéria-prima para a Manteiga de primeira qualidade, o produto número 1 do portfólio da marca. Utilizando creme de leite com baixa acidez e sabor suave, a marca aperfeiçoou o que os consumidores já aprovaram e agora, apresenta a Manteiga Flor de Sal Piracanjuba, em embalagem metálica de 200 gramas.
 
“Pensando em surpreender os consumidores, fomos atrás de uma opção refinada, que mantivesse as características de qualidade e tradição da Manteiga Piracanjuba e, ao mesmo tempo, tivesse a experiência gourmet. O resultado é um produto que permite a suave sensação de cristais de sais derretidos na boca, o que proporciona um sabor diferenciado, com tempero na medida do paladar”, descreve o Diretor de Refrigerados, Cláudio Henrique Sales Costa.

Os raros cristais de Flor de Sal são 100% naturais e artesanais. Sensíveis às condições climáticas, eles necessitam de muito sol, brisa suave e baixa unidade para se precipitarem. Depois disso, são coletados artesanalmente em períodos específicos nas superfícies das salinas, constituindo um produto natural da mais alta qualidade. Além de manter todo aroma do mar, a Flor de Sal contém mais de 80 minerais e oligoelementos. Ao mesmo tempo, o teor de cloreto de sódio, o principal componente do sal, é relativamente baixo.

“A Manteiga Piracanjuba de primeira qualidade, por ser um produto com umidade próxima a 16%, interage com os cristais de Flor de Sal, que proporcionam a experiência sensorial dos pontos de salmoura dispersos pontualmente no produto, sem, contudo, alterar o teor de sal”, reforça Cláudio.

A Manteiga Flor de Sal Piracanjuba estará disponível para vendas a partir de setembro e possui validade de 6 meses. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba)

Vendas de leite A2 crescem nos EUA e demonstram grande potencial
Um tipo relativamente novo de leite, chamado leite A2, chegou ao mercado dos EUA. O leite agora é vendido em 20.000 lojas nos EUA, incluindo muitos varejistas grandes. As vendas de leite A2 estão crescendo rapidamente, mas o mercado total, tanto lá quanto no exterior, é relativamente pequeno, avaliado em US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões. No entanto, o potencial de crescimento é enorme. O MarketWatch observa que o mercado deve crescer a uma taxa média composta de 22% entre 2020 e 2025, alcançando US$ 22 bilhões em vendas até 2025.

Embora os estudos sobre os benefícios do leite A2 sejam escassos e muitas vezes conflitantes, alguns resultados mostram ele pode ser mais fácil de digerir para algumas pessoas que pensam que são intolerantes à lactose – um açúcar do leite, mas que na realidade podem ser sensíveis à proteína A1 do leite. Para essas pessoas, beber leite A2 pode resultar em menos problemas digestivos e inchaço do que beber leite convencional ou sem lactose, mostram os estudos.

De acordo com Betty Berning, analista do Daily Dairy Report, “o leite A2 distingue entre duas proteínas beta-caseína encontradas no leite de vaca, A1 e A2. A2 é uma característica recessiva, o que significa que uma vaca deve ter duas cópias do gene a2 para produzir leite A2.”

Algumas pessoas consideram a proteína A2 uma forma mais natural de beta-caseína, devido à possibilidade de o gene A1 ser uma mutação, diz Berning. Os cientistas acreditam que a razão de haver duas versões da proteína beta caseína, A1 e A2, foi uma mutação genética que ocorreu na época em que o gado foi domesticado na Europa – cerca de 5.000 a 10.000 anos atrás. Naquela época, Berning diz que se acredita que o gene A1 mutado se espalhou pela população de gado na Europa e nos Estados Unidos.
A a2 Milk Company, com sede na Nova Zelândia, a maior empresa que vende leite A2, relatou ganhos fiscais de US$ 1,13 bilhão em 2020, um aumento de 33% em relação a 2019. A maioria dos lucros da empresa se origina de seus produtos de nutrição infantil vendidos principalmente na Austrália, Nova Zelândia e China. As vendas da empresa nos EUA de US$ 43 milhões são exclusivamente leite fluido.

“As vendas da empresa nos EUA, embora representem apenas uma pequena parte das vendas totais, estão crescendo rapidamente”, observa Berning. “As vendas da empresa nos EUA em 2020 cresceram 91% em relação ao ano anterior, apesar do produto ser vendido por um preço mais alto, de US$ 4 por 1,7 litros. Isso é mais do que o dobro do preço do leite convencional.”
O crescimento não passou despercebido pela indústria de laticínios dos EUA. “Alguns produtores de leite começaram a converter seus rebanhos para todas as vacas A2 e alguns estão até mesmo engarrafando e comercializando seu leite, porque existem opções limitadas para vender leite A2 diretamente a um engarrafador dos EUA com um preço premium”, disse Berning.

As empresas de genética estão ansiosas para capitalizar no leite A2. Cerca de 60% dos touros oferecidos por empresas de sêmen são agora a2a2, o que significa que eles têm duas cópias do gene A2, disse Brand Heins, cientista leiteiro do Centro de Pesquisa e Extensão West Central em Morris, Minnesota, ao Daily Dairy Report. Além disso, as empresas de genômica dos EUA agora oferecem serviços de teste que variam de US$ 25 a US$ 40 para determinar se uma vaca tem dois genes A2.

“Seria fácil para as fazendas converterem suas vacas em A2A2 por meio de programas de melhoramento”, disse Berning, observando que raças como Guernsey, Jersey, Brown Swiss e Normande Red têm maior probabilidade de carregar o gene recessivo do que Holsteins.

Se os consumidores mostrarem que estão dispostos a pagar mais por leite A2, a indústria de laticínios pode aumentar rapidamente a produção A2, observa ela. “Mas se os suprimentos aumentassem substancialmente, isso poderia corroer o prêmio A2 com o tempo”, acrescenta ela. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
               

 
Ministério da Agricultura confirma bloqueio no orçamento e corte de recursos da Embrapa
O Ministério da Agricultura confirmou que sofreu um bloqueio de R$ 249,5 milhões do orçamento deste ano, conforme antecipou o Valor. Desse total, R$ 118,5 milhões são recursos destinados à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que prevê dificuldades para manter as operações caso o montante não seja recomposto rapidamente. Ontem, o presidente da estatal, Celso Moretti, se reuniu com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e dirigentes da Pasta para tratar do assunto. A avaliação de quem acompanha a questão é que existe sensibilidade da cúpula ministerial para encontrar uma solução, mas que essa solução não é simples. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também deve agir para tentar recompor o orçamento da Embrapa no Congresso Nacional. “A Pasta entende o momento de ajuste fiscal que o país está enfrentando e vai avaliar os impactos dessa decisão”, disse o ministério, em nota. “Durante as discussões sobre a lei orçamentária no Congresso Nacional, o ministério vai trabalhar para conseguir reforçar as verbas destinadas à Pasta, envolvendo inclusive as vinculadas, como é o caso da Embrapa”, concluiu. (As informações são do Valor Econômico)
 
 

 

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