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11/05/2020

 

Porto Alegre, 11 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.217

  NOTA SINDILAT E APIL: Foco da indústria é manter captação, abastecimento e pagamentos em dia

Frente à pandemia de Covid-19 que impôs à indústria uma situação sem precedentes, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e a Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) vêm alertar:

- As indústrias estão concentrando seus esforços, neste momento, em manter as fábricas abertas e a captação normalizada, evitando perda de leite no campo. O foco é produzir para abastecer a população que está em casa e manter pagamentos em dia ao produtor para que os tambos e as famílias que deles dependem tenham estabilidade financeira para atravessar a quarentena.

- Sobre dados divulgados pelo Conseleite no dia 28/04 que indicaram elevação de preço do leite em abril, as indústrias informam que eles limitam-se à realidade de um momento atípico e pontual vivido até o dia 10/4. Qualquer pretensão de usar esse indexador para um prognóstico do mês inteiro, como de costume, resultará em uma margem de erro elevada. Sindilat e Apil reconhecem a seriedade e eficiência do estudo realizado pelo colegiado ao longo dos últimos 14 anos, tanto que o utilizam como referência para negociação do preço do leite no campo. Pontualmente neste último levantamento, a projeção do Conseleite foi desviada de seu curso estatístico pelo imprevisto da pandemia. Além disso, o estudo não considera cenários de não-venda de derivados e, desta forma, não avalia a existência de estoques elevados que geram desequilíbrio severo entre oferta e demanda.

- Temos consciência que o futuro do setor lácteo, assim como de diversos outros ramos da economia, é incerto e preocupante. Enfrentamos falta de colaboradores nas linhas de produção, dificuldades logísticas e, mesmo assim, mantemos a fabricação conscientes da responsabilidade do setor industrial com a sociedade e o produtor. Entendemos que, juntos, dialogando e explicando o momento, poderemos enfrentar essa crise e sair dela mais fortes e unidos.

Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS)
Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) 
                       
Balança comercial: exportações e importações lácteas menores em abril

Os dados publicados nesta sexta-feira (08/05) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), sobre volume e preço dos lácteos importados e exportados pelo Brasil, sinalizaram uma redução do volume das negociações no mês de abril. De acordo com o órgão, o saldo negativo da balança comercial de lácteos, no mês, foi de 38 milhões de litros de leite equivalentes, como mostra o gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

Em abril, tanto o volume importado quanto o exportado sofreram significativas reduções. As exportações que haviam aumentado no mês de março, sofreram uma redução de 5 milhões de litros (-36%) em abril, totalizando 8,8 milhões de litros enviados ao exterior. No entanto, no acumulado do ano (jan a abril), em 2020, foram exportados 6,8 milhões de litros a mais que em 2019 (+16%).

O volume de leite importado foi 34% menor em abril, em comparação a mar/20, redução de 24,3 milhões de litros (em equivalente). Comparando com a média do volume importado no mês de abril dos últimos 5 anos, em 2020, houve uma redução de 56,3%. No acumulado do ano, em 2020, importamos 135 milhões de litros a menos do que no mesmo período de 2019 (-33%).

O leite em pó integral segue sendo o produto mais significativo nas importações. Em abril, o produto somou 15,23 milhões de litros (equivalentes) internalizados e representou 32% das importações brasileiras no mês. Apesar disto, o volume foi 52% menor que o importado em mar/20 e 74,7% inferior à média das importações dos últimos cinco anos em abril.

Esta redução dos volumes negociados está diretamente atrelada à paralisação parcial do comércio, em decorrência das medidas de segurança contra a Covid-19. A radical retração da demanda das indústrias e varejo, que se intensificou em todo o mundo no mês de abril, contribuiu para a restrição da produção e comercialização entre países, afetando a oferta e demanda de lácteos.

Outro fator bastante importante que intensificou a diminuição das importações foi o aumento expressivo da taxa de câmbio no último mês, deixando os lácteos importados mais caros no mercado brasileiro. Por outro lado, a taxa de câmbio elevada pode ser considerada um incentivo à exportação, que poderia ter sido menor, se não fosse este fato.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de abril deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em abril de 2020
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint, com base em dados COMEXSTAT.

 
 
 

Leite: após quatro meses de alta, preço pago ao produtor recua, diz Scot
Considerando a média dos dezoito estado pesquisados, houve recuo de 0,2% no pagamento realizado em abril, que remunera o leite entregue em março deste ano

O mercado do leite perdeu força, com a demanda fraca. Depois de quatro meses de alta, os preços pagos aos produtores tiveram ligeiro recuo no Sudeste e Brasil Central e subiram no Sul do país, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. 

Considerando a média ponderada dos dezoito estado pesquisados, houve recuo de 0,2% no pagamento realizado em abril, que remunera o leite entregue em março deste ano. O produtor recebeu, em média, R$1,281 por litro. 

Já o valor médio com bonificações por qualidade e volume ficou em R$1,670 por litro, 0,1% mais frente ao pagamento anterior. Nem mesmo a produção caindo com mais força neste início de entressafra foi suficiente para dar sustentação aos preços do leite, em meio as dificuldades de escoamento na ponta final. 

Para o pagamento a ser realizado em maio de 2020, referente a produção entregue em abril, a expectativa é de queda no preço do leite pago ao produtor em 68,0% dos laticínios pesquisados e nos 32,0% restantes, a previsão é de manutenção. (Canal Rural)                            

Distanciamento controlado
Entrou em vigor o modelo de distanciamento controlado no RS. Para saber mais sobre o sistema, conferir a bandeira e os protocolos para o teu município, basta acessar distanciamentocontrolado.rs.gov.br. As bandeiras serão atualizadas em todos os sábados. (Governo do Estado)
 
 

 

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