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24/05/2019

Porto Alegre, 24 de maio de 2019                                              Ano 13 - N° 2.986

   RS se destaca pela capilaridade da produção e indústria atrai novos consumidores

O Rio Grande do Sul ocupa hoje a segunda colocação na produção de leite nacional, com 4,55 bilhões de litros de leite por ano, 13,6% do total do País. O trabalho envolve 232 indústrias e mais de 65 mil produtores em solo gaúcho. O diferencial dessa produção está em sua capilaridade. Atualmente, o leite é fonte de renda em 491 dos 497 municípios gaúchos, explica o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Alexandre Guerra.

O dirigente relata que 2019 iniciou com otimismo para o setor lácteo e o primeiro trimestre fechou com valores superiores aos do ano passado. "Contudo, entendemos que, para que a projeção de crescimento e expansão econômica se confirmem, é essencial que as reformas da Previdência e tributária sejam aprovadas no Congresso Nacional, pois entendemos que isso dará gás à economia brasileira e se constituirá em uma corrente que puxará todos os setores produtivos. Esperamos um ano de melhores preços e incremento de vendas no mercado interno, puxado exatamente por esse ajuste de contas e pelo estímulo ao consumo interno", disse.

Ele destaca avanços na legislação brasileira para a produção no campo e na indústria. "Nossa força também está em rígidos padrões de qualidade que se aperfeiçoam ano a ano. No próximo mês de junho entrarão em vigor as Instruções Normativas 76 e 77 que trazem novos parâmetros para a produção rural e da indústria. Adaptar o setor a esse novo regramento virá de um trabalho integrado entre indústrias e produtores que, juntos, já estão implementando programas de melhorias. Um trabalho que integra as áreas de nutrição, saúde animal e manejo, passando também pelo setor de transporte. Tudo isso, para levar produtos de excelência à mesa do consumidor brasileiro."

Para assegurar maior competitividade ao setor produtivo nacional, o Sindicato defende a reforma tributária. "Defendemos com veemência a reforma tributária, que simplifique a legislação nacional, incentivando o investimento e o empreendedorismo". Guerra ressalta que o leite gaúcho é consumido em diferentes regiões brasileiras e, por isso, precisa ganhar competitividade para enfrentar a desigualdade com a produção de outros estados brasileiros e, também, de outros países.

Em paralelo, avalia que é preciso retomar a valorização do homem do campo. "Acreditamos que o governo está disposto a fomentar o agronegócio porque reconhece nele a força da economia nacional. Mas nosso desenvolvimento com eficácia depende de novas políticas públicas que nos permitam competir em igualdade de condições, tanto em nível internacional quanto nacional. Importante que se diga, atualmente a expansão do setor está atrelada diretamente ao crescimento e rendimento do mercado interno, até porque somos um país importador de lácteos em nossa balança comercial", reforça. (As informações são do Jornal do Comércio)
 
                 
 
Preço ao produtor
Em abril, o preço do leite ao produtor manteve a trajetória de valorização, mas com diminuição no ritmo de crescimento. Na comparação anual, as cotações de abril ficaram 26% superiores aos valores pagos no mesmo mês de 2018.

No quadrimestre a alta foi de 30% em relação ao ano passado, em termos nominais. Confira a análise completa no Boletim Indicadores: Leite e Derivados. CLIQUE AQUI para acessar a publicação. (Embrapa)

Fonterra 

A Fonterra anunciou que a previsão do preço do leite na abertura da próxima estação será na faixa de NZ$ 6,25 a NZ$ 7,25/kgMS. A cooperativa disse que a faixa de preços será reduzida à medida que a temporada progredir. O valor do adiantamento na estação 2019/20 foi definido em NZ$ 6,75/kgMS.

O presidente da cooperativa, John Monaghan disse que esta é uma previsão realista. “Precisamos fazer previsão para um futuro de mais de um ano, o que é difícil, mas, as informações disponíveis apontam para uma demanda forte entre os parceiros chaves, e isso reflete nas cotações do GDT.

“Estamos oferecendo aos agricultores uma ampla faixa na expectativa do preço do leite no início da temporada. Com o passar da estação, iremos ajustando”. O clima desempenha um papel significativo na determinação dos volumes globais de leite, e, portanto, do preço.

A Fonterra está prevendo captar 1.520 milhões de kgMS na próxima temporada, um pouco acima da produção atual.

No entanto, Monaghan disse que “existe muita água para passar debaixo da ponte, antes de termos uma visão clara da estação que ainda vai começar, sobre o quanto volume de leite iremos receber de nosso agricultores, e qual será a oferta mundial de leite”.

Para 2018/2019 a Fonterra reduz 20 centavos no preço, passando para NZ$ 6,30-NZ$ 6,40/kgMS. Isso foi reflexo do movimento cambial, que reduziu um pouco a expectativa em relação às cotações do leite em pó integral e leite em pó desnatado. (Rural News – Tradução livre: Terra Viva)

Dez tendências para o varejo alimentar até 2025

Embora ainda pouco observado por aqui, o processo de transformação do autosserviço alimentar está em movimento acelerado nos EUA, o que possibilita um bom olhar sobre as oportunidades para o varejo brasileiro. Thom Blischok, CEO do The Dialogic Group LLC – empresa americana de consultoria em estratégia global e tendências –, afirma que as mudanças no comportamento do consumidor vêm redesenhando a forma de abastecer os lares.

Nos EUA, Blischok estima que 30% das redes desaparecerão do mercado até 2025 e aposta que as sobreviventes estarão operando com novas estratégias. Muitas iniciativas despontam em todos os lugares, incluindo as que se apropriam de várias tendências ao mesmo tempo.

Acompanhe as principais apostas
01 - Aumento na demanda de alimentos para viagem. As lojas “groceraunts” (mercearia + restaurante) deverão explodir. O conceito é o de oferecer alimentos preparados para a refeição completa da família: da entrada à sobremesa.

02 - O “menu por assinatura” se desenvolverá com intensidade. Por esse serviço, o shopper paga uma mensalidade e recebe em casa todos os ingredientes para o preparo de um prato. Tudo separado e porcionado, conforme a receita.

03 - A oferta dos produtos saudáveis, dos premium e super premium continuará avançando. A rede Costco, por exemplo, já atua na criação de frangos livres (criados fora de gaiolas), alimentados com ração sem antibióticos.

04 - Emergência dos chamados “mall marts”, ou seja, pontos de venda desocupados ou abandonados, que serão transformados em pop-ups (lojas temporárias para testar modelos de negócio, marcas, produtos).

05 - Lojas de formato pequeno terão rápido crescimento.

06 - A marca própria desempenhará um novo papel em função da especialização das lojas, do e-commerce e da imagem que as redes terão de reconstruir para competir no mercado.

07 - Aumentará a batalha entre os serviços “clique e colete” e entrega em domicílio.

08 - O cliente do e-commerce demandará novos benefícios, como prazo de entregas mais curto, devolução de produtos e pagamento sem taxa de entrega.

09 - A robótica e a inteligência artificial se tornarão ferramentas essenciais na operação das lojas e na redução de custos operacionais.

10 - As grandes redes ficarão ainda maiores e as redes menores se tornarão mais especializadas – foco apenas em hortifrútis, por exemplo. (As informações são do SA Varejo)

 
Instruções Normativas 76 e 77 serão debatidas em cinco cidades do interior em junho
O secretário-executivo do Sindiat, Darlan Palharini, informou que mais cinco encontros serão realizados no interior do Estado para explicar aos produtores de leite as instruções normativas 76 e 77. CLIQUE AQUI para ouvir a entrevista. (Agert)

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