Pular para o conteúdo

19/07/2018

 

Porto Alegre, 19 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.781

Reunião do Conagro discute regras de rotulagem nutricional

A 7ª reunião do Conselho da Agroindústria (Conagro) da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), realizada nesta terça-feira (17/07), na Fiergs, debateu o possível impacto das mudanças na rotulagem nutricional de alimentos sobre o setor. As novas regras para embalagens, ainda em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são criticadas pela indústria alimentícia, que defende um modelo próprio com informações mais completas sobre a composição dos produtos.

No dia 21 de maio, a Anvisa aprovou um relatório preliminar para que sejam incluídos nos rótulos dos alimentos alertas sobre altos teores de açúcar, gordura e sódio. Dessa forma, as embalagens apresentariam um símbolo de advertência quando o produto tivesse excesso de um desses componentes. A agência, então, abriu um período de consulta pública sobre o tema, que se encerra em 20 de julho. "A Anvisa está adotando um modelo que já foi usado em outros países, com prejuízos para o setor produtivo, e que não traz informações suficientes ao consumidor, contribuindo para assustá-lo e 'demonizar' os produtos", avalia o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que participou da reunião.  

Como alternativa, a indústria propõe a adoção de um semáforo nutricional nos rótulos, que indicaria altos, médios ou baixos teores por meio das cores vermelha, amarela e verde com maior destaque. Esse modelo é adotado no Reino Unido, na Coreia do Sul e no Equador Sri, por exemplo, e está sendo discutido na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, explica Darlan. "O descontentamento do setor, manifestado pelas entidades empresariais no processo de consulta pública, é com o fato de modelo defendido pela Anvisa vir a ser adotado sem uma discussão maior", diz o secretário executivo do Sindilat.

O dirigente cita os dados de uma pesquisa do IBOPE encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios brasileiros no final de 2017. De acordo com o levantamento, 67% das pessoas preferem o semáforo nutricional; 89% dos entrevistados afirmaram que o semáforo cumpre os requisitos para auxiliar escolhas mais saudáveis e nutritivas; 64% apontaram o semáforo como o modelo mais útil para controlar o consumo diário de calorias, açúcares e gorduras saturadas e sódio, e 66% o consideraram o modelo que mais facilita a comparação entre produtos. "A pesquisa comprova a preferência pelo semáforo, mas não foi sequer considerada pela Anvisa", critica Darlan.

Segundo o dirigente, a reunião do Conagro reforçou o posicionamento do setor no sentido de que a rotulagem nutricional é importante para que os consumidores tenham informações padronizadas, claras e completas sobre os produtos e façam escolhas baseadas nas recomendações nutricionais e nas suas necessidades de saúde. "A discussão sobre rotulagem de alimentos é essencial, e o processo regulatório deve ser realizado respeitando todas as etapas necessárias para que o novo modelo beneficie toda a sociedade", afirma o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que também participou da reunião. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Tania C. Sette 

Conseleite SC 

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Julho de 2018 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Junho de 2018 e a projeção dos preços de referência para o mês de Julho de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Faesc)

 
 

RS: programa auxilia bovinocultores de leite a aumentar produtividade

Lançado em maio do ano passado, o Programa de Inclusão Social e Produtiva da Propriedade Familiar, idealizado pela cooperativa Languiru, Emater/RS-Ascar e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, tem auxiliado os bovinocultores de leite da região a aumentarem a produtividade. O projeto, que busca a continuidade das pequenas propriedades rurais, em especial as que têm o leite como matriz produtiva, visa a fomentar a Assistência Técnica e Extensão Rural e Social e a estimular os agricultores para a importância de se investir em outros cultivos. O projeto atende cerca de 100 agricultores de 18 municípios doa vales do Caí, Taquari e Rio Pardo, sendo voltado especialmente para bovinocultores que convivem com dificuldades para a produção de volumes de leite que compensem a captação de matéria-prima pela indústria, com uma escala que lhes garanta permanência no mercado. "A intenção é evitar que os produtores deixem a atividade", comenta o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli. "Por isso que o programa é voltado a agricultores que trabalham com capacidade máxima de produção de 300 litros de leite ao dia", completa.

É justamente este o caso do bovinocultor Valdírio Eberhardt, da localidade de Santa Manoela, em Paverama. Com 13 vacas em lactação, que dão 250 litros de leite por dia, o agricultor celebra os números, que evoluíram cerca de 30%, se comparado com 2017. Ao lado da esposa Roseli, Valdírio atribui o crescimento a uma atenção maior atenção a questões de higiene na hora da ordenha, à dieta das vacas leiteiras e também à genética do rebanho. "São aprendizados que recebemos em cursos e reuniões e que, por mais que pareçam simples, são bastante significativos", analisa. Situação semelhante vive o produtor Edo Jung, da localidade de Linha Roncador, em Colinas. Com oito vacas em lactação, que rendem 75 litros de leite por dia, ele quase não acredita que esteve em vias de encerrar a atividade leiteira. "Foi o incentivo da Emater que fez com que percebesse a importância dessa renda mensal", avalia Jung, que também é ovinocultor. Com os "pés no chão", como ele mesmo define, o produtor estuda a possibilidade de aumentar o seu plantel e fazer pequenos investimentos. "A gente percebe que há mercado para quem investe no leite", afirma.

Tanto Jung quanto Eberhardt também celebram o fato de terem um rebanho com alta sanidade e com baixos níveis de Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT), o que rende a eles alguns "valiosos centavos" de bônus, como eles mesmos definem, pagos no final do mês pela Languiru. A qualidade do leite está diretamente relacionada aos cuidados com a higiene e ao aprendizado e a troca de experiências, fomentados por meio de cursos, palestras, seminários e dias de campo, promovidos não apenas por meio desta, mas também de outras políticas públicas. Ambos agricultores eram integrantes da Chamada Pública do Leite, operacionalizada pela Emater/RS-Ascar durante três anos (e finalizada em 2017) e que também buscou estimular a atividade. Da mesma forma, Jung e Eberhardt também receberam recursos para investimentos em áreas com pastagens permanentes e em salas de ordenha, por meio do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). "São valores que, para os agricultores, podem representar a diferença no que diz respeito à continuidade na atividade", pondera Brandoli. 

 
O Programa de Inclusão Social e Produtiva, que tem o apoio das prefeituras dos municípios envolvidos e do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa), segue neste ano com outras ações que buscam a sustentabilidade da propriedade, que incentiva os agricultores para a produção de outros cultivos que possam ser comprados pela Languiru. Em breve, uma reunião em Colinas deverá definir a aquisição de excedentes de hortaliças e frutas dos produtores que integram a política pública. Para Jung, que possui uma horta completa em casa, essa pode ser mais uma oportunidade de renda futura. (As informações são do portal Emater-RS)
 
 

Pós-treino: leite achocolatado melhora a recuperação muscular

Quer ter energia para um treino cansativo ou se recuperar de um? Esqueça bebidas esportivas. Um novo estudo indica que a simples mistura de leite com achocolatado pode ser tão boa quanto - e até melhor - para a recuperação muscular demandada pela atividade física. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico European Journal of Clinical Nutrition, a combinação fornece nutrientes essenciais para a recuperação pós-exercício, como carboidratos, proteínas, gorduras, água e eletrólitos. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade Shahid Sadoughi, no Irã, analisaram doze estudos prévios sobre como o leite com achocolatado influencia vários marcadores de recuperação de exercícios, em comparação com uma bebida placebo ou uma bebida esportiva.

Cerca de 150 participantes consumiram a mistura ou alguma outra bebida - incluindo as esportivas - enquanto ou após completarem alguma atividade física, como correr ou andar de bicicleta. Entre os marcadores verificados estavam tempo de exaustão, frequência cardíaca, nível de ácido láctico e cansaço. Os resultados mostraram que, em geral, aqueles que tomaram o leite achocolatado demoraram mais para chegar à exaustão durante o exercício e melhorou a percepção de esforço, a frequência cardíaca e nível de ácido láctico no sangue. Esses benefícios foram iguais ou superiores ao das outras bebidas analisadas, incluindo bebidas esportivas. Apesar disso, ainda são necessárias mais pesquisas para compreender melhor a atuação da bebida no organismo.

"A mensagem para levar para casa é que o leite com chocolate é uma opção de baixo custo e deliciosa para a recuperação e fornece efeitos similares ou superiores em comparação com bebidas comerciais", disse Amin Salehi-Abargouei, principal autor do estudo.

Além do leite com chocolate, smoothies e cereais com leite ou sopa também podem fornecer os nutrientes necessários para a alimentação pós-treino. Beber muita água também é essencial para substituir os fluidos perdidos através do suor.

Chocolate amargo
Outro estudo publicado em 2015 no periódico The Journal of the International Society of Sports Nutrition  mostrou que o chocolate amargo também pode influenciar o desempenho durante treinamento físico. Ao longo do estudo, pesquisadores da Universidade Kingston, no Reino Unido, avaliaram dois grupos de ciclistas: os que consumiam chocolate amargo e os que comiam chocolate branco. Depois de 2 semanas ingerindo cerca de 42 gramas diários de chocolate, os participantes passaram por uma série de exercícios de ciclismo, incluindo exercícios moderados e testes de tempo, que avaliaram os batimentos cardíacos e os níveis de consumo de oxigênio dos ciclistas. Para confirmar os resultados, os voluntários fizeram uma pausa de uma semana, antes de trocar de grupo e repetir a orientação de consumo de chocolate por duas semanas. Aqueles que consumiram chocolate amargo usavam menos oxigênio quando pedalavam em ritmo moderado e pedalaram mais no teste de tempo de dois minutos. "O chocolate amargo aumenta o óxido nítrico, que é o principal mecanismo que acreditamos estar por trás desses resultados. Descobrimos que as pessoas podem efetivamente se exercitar por mais tempo depois de comer chocolate amargo", disse Rishikesh Kankesh Patel, principal autor do estudo, ao site especializado Medical News Today. (As informações são do portal Veja)

Altas no preço do leite longa vida podem se repetir no próximo mês?
As fortes altas no preço do leite longa vida no atacado, provocadas principalmente pelo efeito da greve dos caminhoneiros, desaceleraram em julho. Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, fala um pouco mais sobre as expectativas para o próximo mês e como o produtor de leite é afetado por essa alta. Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *