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Porto Alegre, 12 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.539

 

Global Dairy Top 20 - 2017

A última pesquisa anual do Rabobank sobre as maiores empresas de lácteos do mundo destaca os gigantes de um dos setores de alimentos mais valiosos do mundo, que começou a se recuperar depois de dois anos de recessão significativa. À medida que os preços começam a subir novamente e os volumes de leite entregues pelos agricultores tornam-se mais limitados, as empresas de laticínios voltam a se concentrar mais nas estratégias de valor do que em estratégias de volume que impulsionam suas ações e atitudes para o crescimento.

Para várias empresas, a questão foi a de se mudar ou sair de setores adjacentes. Para as cooperativas, a resposta foi muitas vezes consolidar-se no núcleo de produtos lácteos e alienar empresas não-leiteiras. Do ponto de vista oposto, as empresas listadas se diversificaram em atividades não essenciais/não-leiteiras. Isso pode refletir - em tempos de abundante oferta de leite - na necessidade das cooperativas se concentrarem em melhorar as margens/preços do leite.

A recuperação dos preços dos produtos lácteos em 2016 chegou muito tarde para refletir-se no volume de negócios combinado das 20 maiores empresas, que em 2016 apresentaram queda de 1,6% no ano em dólares americanos (-1,3% em euros), devido à redução significativa dos valores do leite que ocorreu durante o período e à demanda do mercado mundial enfraquecida.

A Nestlé permanece no topo da lista, impulsionada pelo JV de sorvete com R&R (agora chamado Froneri), que compensou o crescimento lento em outros lugares. A Danone mudou-se para o segundo lugar, tendo adquirido a WhiteWave Foods (que, além de seu negócio de alternativas de produtos lácteos, tem interesses significativos em cremes de leite de leite, café gelado à base de lácteos e iogurtes orgânicos premium). Isso permite que Danone salte a Lactalis, a qual se deslocou para o terceiro lugar da lista. A aquisição de uma participação de 51% no Engro Foods do Paquistão permitiu que a FrieslandCampina passasse para o quinto lugar, ligeiramente à frente de Fonterra, que se deslocou para o sexto lugar. (Dados fornecidos pela Robabank)

  

 

Demanda global por produtos agrícolas deve desacelerar

O crescimento da demanda global por commodities agrícolas vai diminuir consideravelmente nos próximos 10 anos comparado à década passada, o comércio internacional vai avançar menos e os preços da maioria dos produtos agrícolas e pescados devem ter ligeira tendência de baixa. A projeção consta do Relatório de Perspectivas Agrícolas 2017-2026, elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela FAO, agência da ONU para Agricultura e Alimentação. Isso sinaliza redução no ritmo dos ganhos do setor no Brasil, grande produtor e exportador, em relação aos últimos anos, e que a expansão das vendas à China tende a ser menor do que desejada.

Na última década houve um crescimento sem precedentes na demanda por produtos agrícolas, impulsionado pelo maior consumo de carnes e pescado na China, de quase 6% ao ano, e pelo avanço dos biocombustíveis, que elevou o uso de insumos em 8% ao ano. No período 2017-26, a China continuará a contribuir para a demanda de várias commodities agrícolas, mas o ritmo menor de crescimento do consumo reduzirá a taxa de expansão da demanda global por esses produtos. Isso se explica pelo menor avanço da renda e pela propensão das famílias chinesas a não fazer maior gasto adicional com alimentos. Já a evolução do mercado de biocombustíveis depende de políticas de governos e do preço do petróleo. Para OCDE e FAO, o cenário atual não permite antecipar mercados no mesmo ritmo no médio prazo, e nem há fontes alternativas para substituí-los no momento. Assim, para a maioria das commodities, incluindo cereais, carnes, pescado e óleos vegetais, a taxa de crescimento da demanda cairá pela metade. A desaceleração será forte para o óleo vegetal, cuja demanda cresceu na década passada em parte impulsionado pelos biocombustíveis.

No caso do açúcar, o crescimento da demanda global cairá apenas moderadamente, na medida em que o aumento no consumo per capita vai contribuir tanto quanto o incremento da população. Globalmente, a demanda per capita por cereais deve ficar estável, diz o relatório, com alta apenas nos países menos desenvolvidos. As perspectivas de aumento para as carnes são limitadas considerando recentes tendências de dieta alimentar, baixa renda e problemas na oferta. Assim, o consumo de calorias e proteínas adicionais deve vir de produtos como óleo vegetal, açúcar e lácteos.

Uma exceção são os produtos lácteos, com previsão de alta no ritmo do consumo, especialmente em países como Índia e Paquistão. De acordo com o relatório, a desaceleração no mercado de biocombustíveis deverá reduzir a taxa de crescimento da demanda por milho. E a evolução do rendimento continuará a ser o motor da produção global. A expansão de área para milho, por exemplo, será de apenas 10% no mundo, impulsionada principalmente pela América Latina. Já a área com o milho na América do Norte deve diminuir. O comércio agrícola internacional continuará a crescer, mas igualmente em ritmo menor do que no passado, segundo OCDE e FAO. O menor crescimento esperado é para cereais e oleaginosas, que representam juntos 45% do valor do comércio agrícola internacional, além de carne suína e leite em pó. Há previsão de ligeiro aumento no comércio internacional de açúcar refinado, carne de ovelha, manteiga e algodão.

Sempre conforme o relatório, as exportações agrícolas seguirão concentradas em poucos fornecedores, como Brasil, Estados Unidos, Argentina, Austrália, UE. Brasil e EUA continuarão a dominar as exportações de soja, com 80% do total. Os EUA têm ainda um terço dos embarques de algodão. Em alguns mercados, a concentração é menor. O Brasil tem 20% do mercado internacional de carne bovina, mesma fatia que a União Europeia tem no comércio de trigo. Com mudanças nas condições de oferta e demanda, o preço real da maioria das commodities agrícolas e pescado deve ter ligeira queda, prevê o relatório. Na próxima década, os preços de cereais, lácteos e óleo vegetal devem ficar estáveis ou um pouco abaixo dos atuais níveis.

Os preços de carnes devem cair em termos reais nos próximos anos a níveis similares aos do começo dos anos 2000. Isso em razão de expansão da produção, enquanto o crescimento da demanda desacelera graças ao menor apetite na China e à ausência de outros países em desenvolvimento como alternativa. Para o milho, a expectativa é de declínio no longo prazo, cerca de 1,5% por ano. Para o algodão, OCDE e FAO esperam baixa de menos de 1% por ano, em razão do persistente estoque elevado. No caso do açúcar, a projeção é de queda de 2% por ano em termos reais. Para os lácteos, o relatório prevê um cenário misto, com ligeira alta para manteiga, mas queda para o queijo. No caso do etanol, a expectativa é que os preços se mantenham, mas pode haver baixa no biodiesel. A questão, sublinha o relatório, é se os preços mais baixos vão levar a uma redução nos investimentos no setor agrícola. (As informações são do Valor Econômico)

Mercado de alternativas aos laticínios deve atingir US$ 14,36 bilhões até 2022

O estudo, da empresa de pesquisa Reportlinker, revela que esse mercado valia US$ 7,37 bilhões em 2016. Ele atribui esse crescimento ao "aumento da conscientização sobre a saúde entre os consumidores, à intolerância à lactose crescente e à inclinação a uma dieta vegana". Os autores afirmam que o leite de coco será o segmento do mercado com crescimento mais rápido durante o período de previsão, segundo o Plant Based News.

"Um dos principais responsáveis pelo crescimento do segmento de leite de coco é atribuído ao seu aumento nas áreas de aplicação - desde confeitaria, petiscos e iogurte até sobremesas congeladas", diz o documento.

"Comercialmente, novas variedades de leite de coco sob a forma de leite de coco em pó têm sido introduzidas, o que favorece ainda mais seu crescimento no mercado de alternativas aos laticínios. Além disso, é uma boa fonte de energia e oferece nutrientes como minerais, vitaminas e eletrólitos", continua.

O relatório também afirma que a região com maior ritmo de crescimento quando se trata de substituições aos laticínios é a América do Norte.

"O mercado norte-americano de alternativas aos produtos com laticínios é liderado por amplas aplicações em alimentos e bebidas, juntamente com seus benefícios para a saúde", destaca.

"A crescente conscientização sobre a saúde entre os consumidores e o aumento do número de casos de intolerância à lactose e alergias ao leite alimentam o mercado de alternativas aos laticínios nessa região. De acordo com o National Dairy Council, em 2011, aproximadamente 25% da população dos EUA e 75% da população mundial têm baixos níveis de lactase ou são não conseguem digeri-la bem", observa.
(Edairynews)
 

Argentina perdeu mil fazendas leiteiras em 10 anos
O Serviço Nacional de Sanidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) divulgou um estudo sobre a evolução das fazendas leiteiras em operação entre 2008 e 2017, ou seja, na última década. Em 2008, havia 10.922 fazendas leiteiras que concentravam 3.444.477 cabeças. Nove anos mais tarde, o Senasa registrou mil fazendas a menos (9.955) -, isto é, houve uma redução de 10%. Neste ponto deve notar-se que desses mil, um total de 269 fazendas leiteiras (27%) foram fechadas entre 2016 e 2017, o que significa que, com o novo governo e com a decepção causada pelo aprofundamento da crise e pela falta de medidas para o setor, a taxa de fechamentos acelerou. Enquanto isso, a queda no rebanho bovino foi menor. No período analisado, a redução de todas as categorias foi de apenas 2,3%, mantendo-se estável a quantidade de vacas e novilhas. Se o número de fazendas leiteiras caiu mais do que o número de animais na produção é porque a atividade foi concentrada em empresas maiores. Quanto à distribuição por províncias, das fazendas leiteiras que esse ano continuam funcionando, as províncias da pampa úmida concentram 9.441 estabelecimentos, ou seja, 95%. Em Buenos Aires, existem 2.218 fazendas leiteiras. Em 10 anos, a província perdeu apenas 163. A taxa de fechamento foi de 7,3%. Em Santa Fé são 3.403 fazendas leiteiras. Desde 2008, foram fechadas 500, com uma taxa de fechamento de 15%. Em Córdoba, existem 3.071 fazendas leiteiras. Entre 2008 e 2017 foram perdidas 540 fazendas leiteiras, o que indica uma taxa de fechamento de 17,5%. Surpreende o que aconteceu em Entre Rios. Apesar de ser uma província menos leiteira comparada as outras, no período analisado, totalizou 96 fazendas leiteiras, que significa uma taxa de crescimento de 15%. Seu rebanho soma 161.158 animais, indicando um aumento de 38%. (As informações são de Nicolás Razzetti, da Radio Rivadavia, publicadas no Portal Lechero, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 
 

 

Porto Alegre, 11 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.538

 

  EUA: IBM e Universidade de Cornell trabalham juntas para manter o fornecimento global de leite seguro

A IBM Research e a Universidade de Cornell se uniram para ajudar a melhorar a segurança do fornecimento global de leite por meio do sequenciamento genético e análise de dados (Big Data Analytics). A Universidade de Cornell também se tornou o mais novo membro da iniciativa de segurança alimentar do 'Consórcio para Sequenciamento da Cadeia de Fornecimento de Alimentos'. O consórcio está conduzindo um estudo de metagenômica em grande escala para categorizar e compreender micro-organismos e os fatores que influenciam sua atividade em várias matrizes de alimentos.

A Bio-Rad Laboratories e a Mars participam do consórcio, que foi criado em 2015. O objetivo da colaboração entre a IBM e a Universidade de Cornell é ajudar a minimizar a chance de que um risco alimentar atinja os consumidores e fornecer uma ferramenta para auxiliar contra a fraude alimentar na indústria global de lácteos. 

O USDA estimou que cada cidadão americano consome mais de 600 libras (272 quilos) de leite e produtos à base de leite por ano e os produtos lácteos encabeçaram a lista dos maiores recolhimentos de produtos por segurança alimentar no ano passado. A parceria de pesquisa alavancará inteligência artificial e aprendizado automático para obter novos insights sobre como os micro-organismos interagem dentro de um ambiente particular, disse Jeff Welser, vice-presidente e diretor da IBM Research - Almaden.

Embora muitos produtores de alimentos já tenham procedimentos rigorosos para assegurar que os riscos de segurança alimentar sejam gerenciados adequadamente, essa aplicação pioneira da genômica será designada para permitir uma compreensão e uma caracterização mais profunda dos micro-organismos em uma escala muito maior do que já foi possível anteriormente.

O leite cru é o ingrediente principal nos produtos lácteos ao consumidor, mas as amostras são geralmente testadas para uma variedade limitada de bactérias. O projeto de pesquisa busca detectar anomalias anteriormente desconhecidas que podem representar um risco de segurança para a cadeia de fornecimento de produtos lácteos. Caracterizar o que é "normal" para um ingrediente alimentar pode ajudar a detectar quando algo está errado muito mais cedo no processo e evitar riscos para a segurança alimentar.

O 'Consórcio para Sequenciamento da Cadeia de Abastecimento de Alimentos' está expandindo essa gama de testes e detecção de bactérias usando a comunidade de micro-organismos conhecida como microbioma para caracterizar as amostras de alimentos em uma resolução muito maior. O projeto de pesquisa coletará dados genéticos do microbioma de amostras de leite cru em um cenário de "mundo real" na planta de processamento de leite de Cornell e na fazenda em Ithaca, Nova York.

A instalação engloba a cadeia completa de fornecimento de lácteos - desde a fazenda até o processamento para o consumidor. Esta coleta inicial de dados formará uma linha de base do leite cru e será usada para expandir ainda mais as ferramentas analíticas e bioinformáticas existentes no consórcio.

Ao sequenciar e analisar o DNA e o RNA dos microbiomas alimentares, os pesquisadores planejam criar novas ferramentas que possam ajudar a monitorar o leite cru para detectar anomalias que representem riscos para a segurança alimentar e possíveis fraudes.

A colaboração ajudará a "desenvolver novas maneiras de ajudar a manter nossa oferta de alimentos segura antes da ocorrência de fraudes ou contaminações através do desenvolvimento de algoritmos avançados, aplicação de aprendizagem automática e modelagem matemática para sequência de dados", disse Kristen Beck, pesquisadora técnica para o Consórcio de Sequenciamento da Cadeia de Fornecimento de Alimentos, IBM Research - Almaden. "A alimentação segura é o primeiro passo para a saúde humana". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Perspectivas Agrícolas da OCDE e da FAO 2017-2026 - Produtos lácteos

 
As cotações mundiais do leite começaram a aumentar no segundo trimestre de 2016, impulsionadas, principalmente, pelos preços da manteiga e do leite em pó integral, revertendo a queda iniciada em 2014 em decorrência do declínio da demanda chinesa; do embargo russo às importações de alimentos da União Europeia (UE) e aliados; e aumento da produção em muitas regiões exportadoras. 

De janeiro a dezembro de 2016, os preços da manteiga e do leite em pó integral aumentaram em torno de 40% e 56%, respectivamente. O preço da manteiga iniciou uma recuperação, mas, as elevações futuras serão limitadas, em comparação às dos outros produtos lácteos. Produtos como queijo ou leite em pó desnatado, aumentarão mais lentamente, porém, por mais tempo, em 2017. A recuperação dos preços dos produtos lácteos em 2016 se explica pela queda acentuada da produção de leite na Austrália, na Nova Zelândia, na Argentina, e na UE, no segundo semestre do ano, mas, também forte demanda, particularmente do queijo e da manteiga. A Oceania produziu menos leite pelos seguintes motivos: queda do preço dos produtos lácteos 2015-16, condições meteorológicas desfavoráveis ligadas ao fenômeno El Niño, pastagens em condições ruins e encarecimento do custo de vacas de reposição, o que levou à redução do plantel leiteiro em 1,6%, em 2016. O fenômeno, no entanto, favoreceu a renovação do rebanho, com a introdução de animais mais jovens e mais produtivos, ainda que a taxas de renovação menores, diante da elevação dos preços mundiais dos produtos lácteos. Levando em consideração o ciclo de produção de um rebanho leiteiro, deve-se esperar uma lenta recuperação do número de animais, mas, com melhores rendimentos. Enquanto a China, maior importador de produtos lácteos, reduziu as importações, principalmente de leite em pó integral, em relação aos níveis atingidos em 2013-14, as exportações da Oceania vão se recuperando, pouco a pouco, graças à diversificação de mercados importantes como Argélia, Indonésia, México, Federação Russa, Iêmen, Bangladesh ou Egito. A Nova Zelândia diminuiu sua produção de leite em pó integral, mas aumentou a produção de queijo, para atender à demanda mundial.

Muitos fatores (em particular o embargo russo, a alta produção na Nova Zelândia, Austrália, e Estados Unidos, eliminação das quotas, e queda na importação de leite em pó pela China) deixaram o setor lácteo da UE em situação difícil em 2015. As coisas começaram a mudar na metade de 2016. Do lado da oferta, 351.029 toneladas de leite em pó desnatado foram retiradas do mercado através da compras públicas efetuadas pela política de intervenção da UE. Está prevista a venda desses estoques nos próximos dois anos. Por outro lado, o consumo interno e internacional de queijo e de manteiga aumentou, enquanto que certos grandes países produtores reduzem sua produção. A UE aumentou sua produção, e suas exportações de queijo e de manteiga cresceram 9,5% e 23%, respectivamente. (FAO - Tradução Livre: Terra Viva)

Superavit do agronegócio atinge US$ 8,12 bilhões, segundo melhor resultado histórico para junho

As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 9,27 bilhões, em junho, superando em 11,6% o valor registrado em igual mês do ano anterior. Do lado da importação, houve crescimento de 6,1%, passando para US$ 1,16 bilhão em junho deste ano. O superavit comercial do agronegócio brasileiro elevou-se de US$ 7,22 bilhões para US$ 8,12 bilhões, sendo o segundo maior resultado da série histórica para meses de junho, abaixo apenas do valor de junho de 2014, quando foi de US$ 8,40 bilhões.

As vendas foram lideradas pelo complexo soja (grão, farelo e óleo), cujas vendas atingiram US$ 3,96 bilhões. O valor significa acréscimo de 8,1% sobre o que foi registrado em igual mês de 2016. Este segmento representou 42,7% do total das exportações do agronegócio no mês. Os dados constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O complexo sucroalcooleiro aparece em seguida, com exportações de US$ 1,36 bilhão no período, contabilizando aumento de 32,9% sobre junho/2016. Esse acréscimo foi puxado pelas vendas de açúcar em bruto, que tiveram incremento de 39,7%, alcançando US$ 1,07 bilhão (2,64 milhões de toneladas). Esse desempenho garantiu recordes em valor e quantidade para o açúcar em bruto, considerando meses de junho.

Na terceira posição da pauta, o setor de carnes registrou exportações de US$ 1,32 bilhão, revelando avanço de 1,7% no valor exportado em junho/2017 sobre igual período do ano anterior. As vendas de carne suína obtiveram o melhor desempenho do setor, com elevação de 26,9% sobre junho/2016 (+3,9% em quantidade e +22,1% no preço médio), passando para US$ 154,53 milhões.

O destaque seguinte foram as exportações de produtos florestais, que atingiram US$ 1,03 bilhão em junho/2017, superando em 21% o resultado de junho/2016. Sobressaíram-se as vendas de celulose, com aumento de 38,5% sobre junho/2016 (+16,9% em quantidade e +18,5% no preço médio), alcançando US$ 620,15 milhões.

O quinto melhor desempenho foi o de café, totalizando US$ 368,96 milhões, em junho/2017, com aumento de 4,2% sobre junho/2016. O principal item foi o café verde, com exportações de US$ 309,30 milhões, cifra 2% superior à registrada em junho/2016 (-7,7% em quantidade e +10,5% no preço médio).

Em conjunto, os cinco principais segmentos da pauta do agronegócio somaram US$ 8,04 bilhões, representando 86,7% do total das exportações registradas em junho de 2017. (As informações são do Mapa)

Programa está aumentando produção de leite em propriedades rurais do RS

A FARSUL, o SENAR-RS e o SEBRAE/RS, através do programa Juntos para Competir, atuam na cadeia produtiva do leite transformando pequenas propriedades em negócios rentáveis e sustentáveis. As atividades desenvolvidas junto aos empreendedores seguem o conceito de produção integrada na propriedade, respeitando os preceitos ambientais e buscando melhorar a qualidade de vida do produtor rural. Atualmente, o programa atende 640 produtores de leite gaúchos. "A meta do nosso trabalho é aumentar em 50% o volume de leite produzido, percentual que está sendo atingido por praticamente todos os participantes", comemora a técnica da Gerência de Agronegócio do SEBRAE/RS, Ana Carolina Cittolin.

Uma das possibilidades de negócio dentro de uma propriedade rural leiteira é o beneficiamento do produto em queijos e outros derivados. E, com o objetivo de ampliar o conhecimento de produtores e consumidores a respeito do tema, esse modelo de negócio fará parte do Salão do Empreendedor, uma das atrações da Expointer 2017. Conforme Ana Carolina, neste espaço serão apresentados os queijos e derivados produzidos no Rio Grande do Sul, com a demonstração de uma pequena agroindústria beneficiadora de queijos. Tudo isso acompanhado de muitas informações para quem quiser iniciar esse tipo de negócio", ressalta.

O Salão do Empreendedor é uma iniciativa da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-RS), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (SEBRAE/RS), além da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul (SENAI-RS), Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio Grande do Sul (SENAC-RS).

A Expointer
A 40ª Expointer, exposição reconhecida como um dos maiores eventos do mundo no gênero, sendo considerada a maior feira a céu aberto da América Latina, reunirá as últimas novidades da tecnologia agropecuária e agroindustrial. Estarão expostas as mais modernas máquinas, o melhor da genética e as raças de maior destaque criadas no Estado. (As informações são do Sebrae)

 

Último ano do acordo de cotas de leite em pó entre Argentina e Brasil
Empresas de lácteos argentinas procuram se desviar da pressão do Brasil para voltar a estabelecer cotas para as exportações de leite em pó. Representantes dos dois países se reuniram novamente em Buenos Aires para continuar analisando o tema. Integrantes de agroindústrias e câmaras empresariais de lácteos da Argentina anteciparam a seus pares brasileiros que este ano seria o último do acordo privado que punha limite às exportações de leite em pó. Esse entendimento comercial inclui cotas para o leite em pó argentino, 4.300 toneladas para 2016/17, e está assinado pela Organização Brasileira de Cooperativas, a Confederação Nacional da Agricultura, representantes do governo dos dois países, e pelo Centro da Indústria Láctea da Argentina e Apymel do lado argentino. Para os produtores de leite da Argentina, o comércio de leite em pó com o Brasil é fundamental, e ao longo dos últimos 15 anos representou o total do volume exportado. (El País - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

 

Porto Alegre, 10 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.537

 

 Sindilat participa da quarta etapa do Circuito de Gestão e Inovação do Agronegócio

Com foco exclusivo na cadeia do leite, a quarta etapa do Circuito de Gestão e Inovação no Agronegócio será realizada no dia 1º de agosto, em Passo Fundo (RS). Com promoção do Instituto de Educação no Agronegócio (I-UMA), o evento inicia às 13h30min, na Casa Santa Cruz, (R. João Biazus, nº 510, bairro Dom Rodolfo), com entrada franca. A partir das 14h, o secretário executivo do Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, ministra uma palestra, com foco na visão do mercado e na competitividade do setor leiteiro. "O mercado é soberano, temos de nos adaptar a ele", diz, lembrando dos desafios a serem superados, entre eles a importação de leite.

Palharini também pontua as conquistas, como a Lei do Leite, que surgiu através de discussões em eventos similares. "São esses momentos que nos aproximam do produtor e da academia que são tão importantes para debatermos as questões do setor", conclui. 

O Circuito é realizado de forma itinerante e objetiva levar conhecimento ao agronegócio, a partir do debate de temas técnicos ou de mercado, conforme explica a diretora do I-UMA, Jhussara Costa da Rosa. Para esta edição serão apresentadas as visões dos principais elos estratégicos do setor. 

O evento contará também com palestras ministradas por representantes da Emater/RS, com o tema Gestão da Atividade Leiteira, e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), debatendo Ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Atividade Leiteira, entre outras. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail (agrocircuito@i-uma.edu.br) ou telefone: (51) 3239.8958. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Secretaria de Agricultura investiga casos de mastite ambiental

O Polo Regional de Bauru da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, integra projeto de pesquisa temático, aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para investigar casos de mastite bovina causados por Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Enterococus spp.

O projeto, coordenado pelo professor Hélio Langoni, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), reúne pesquisadores da FMVZ, do Polo Regional de Bauru da APTA, do Instituto de Biociências (Unesp-Botucatu) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A mastite é uma doença inflamatória da glândula mamária, podendo afetar um ou mais tetos, com ocorrência frequente em ruminantes. A enfermidade tem causa multifatorial e é causada por cerca de 140 micro-organismos, muitos dos quais de origem contagiosa ou ambiental, com graus variáveis de infecciosidade. A doença diminui a qualidade do leite, reduz a produtividade das vacas e diminui o tempo de prateleira dos produtos lácteos.

A expectativa dos pesquisadores é que, a partir das análises, seja possível a produção de uma vacina para o controle da mastite ambiental. Os patógenos ambientais, de acordo com os pesquisadores, estão presentes em áreas onde o animal é manejado ou mantido, como salas de ordenha, ambientes da pré e pós-ordenha ou nos estábulos, local em que o gado permanece confinado. A doença é transmitida para as glândulas mamárias a partir das fezes, solo, cama dos animais, água e equipamentos de ordenha.

"A mastite acarreta prejuízos econômicos tanto para os produtores como para a indústria de laticínios pelo menor rendimento industrial e menor período de prateleira dos derivados lácteos", explica Simone Baldini Lucheis, pesquisadora da APTA que integra o trabalho.

O projeto temático aprovado pela Fapesp será formado por seis subprojetos. Serão coletadas amostras de leite de propriedades localizadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Para a realização dos trabalhos, a agência de fomento paulista concederá duas bolsas de doutorado e uma de pós-doutorado. (Canal Rural)

Fiergs promove Missão Prospectiva à Feira ANUGA 

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-RS), está organizando a sua Missão Prospectiva à Feira ANUGA, principal evento internacional do setor de bebidas e alimentos que ocorre na cidade de Colônia, na Alemanha, de 7 a 11 de outubro. As empresas interessadas podem se inscrever até o dia 11 de agosto. Nesta edição, o Sebrae/RS apoia financeiramente a participação de 10 micro e pequenas empresas gaúchas na feira, contribuindo com até 30% do valor total do pacote de viagem de cada organização.

A iniciativa é realizada a cada dois anos e reúne os segmentos de alimentos finos, lácteos, congelados, refrigerados e frescos, orgânicos, carnes, panificação e confeitaria, bebidas quentes e infusões, além de serviços de alimentação e catering. Uma das novidade é que neste ano haverá um novo espaço no pavilhão da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) para exposição coletiva de produtos de até 10 empresas brasileiras.

A programação conta ainda com circuitos guiados e visitas técnicas. A Feira reuniu mais de 7 mil expositores de 108 países em 2015, recebendo cerca 160 mil visitantes nos cinco dias de evento. As inscrições podem ser feitas através do link: mundosphinx.com.br/app/cni_v2/index.php?acesso=mp_anuga. Para mais informações, CLIQUE AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Minas Láctea discute qualidade do leite em Juiz de Fora em 2017

A qualidade do leite será a questão fundamental durante o Minas Láctea de 2017, que ocorre de 18 a 20 de julho, no Expominas, em Juiz de Fora (MG). Os principais especialistas do Brasil e do exterior vão se reunir no Instituto de Laticínios Cândido Tostes para buscar soluções a partir da experiência obtidas em outros mercados.

O encontro pretende criar um fórum permanente de discussão sobre o tema, além de uma rede de pesquisa e desenvolvimento de projetos na área. De acordo com o coordenador do evento, Adauto Lemos, é possível aperfeiçoar conhecimentos sobre o leite produzido no Brasil e o impacto dos cruzamentos genéticos sobre a produção leiteira e suposições futuras.

Um braço do evento será o "Seminário latino-americano: 3º Inovalácteos", organizado pela Agência de Desenvolvimento e Inovação em Lácteos em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) durante os três dias.

A finalidade é apresentar inovações disponíveis no mercado para a cadeia laticinista, além de expor produtos que são suporte para a indústria, como softwares, insumos e equipamentos. As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto.

No dia 20 de julho, representantes da Universidade de Parma, na Itália, vão se reunir com a Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G100) e apresentar os caminhos que o país europeu adotou para adaptar os mercados de leite.

Também durante o Minas Láctea de 2017, produtores de leite poderão fazer um curso sobre as novas exigências da legislação dos Estados Unidos aplicadas às empresas exportadoras ou que estão interessadas em exportar para o país.

O curso será ministrado em português por um especialista da University Cornell, seguindo o conteúdo padrão aprovado pela Food Safety Preventive Controls Alliance para o Food and Drugs Administration, que é o órgão fiscalizador americano, com certificação oficial. 

Congressos e concursos
O Minas Láctea é organizado pela Epamig e é considerado um dos principais encontros do setor lácteo na América Latina. O evento engloba o 31º Congresso Nacional de Laticínios, a 43ª Exposição de Produtos Lácteos (Expolac), o 43º Concurso Nacional de Produtos Lácteos, 43ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq) e a 38ª Semana do Laticinista.

O Instituto de Laticínios Cândido Tostes fica na Rua Tenente Luiz de Freitas, nº 116, no Bairro Santa Terezinha. Já o Expominas fica no Km 790 da BR-040. A programação completa está no site do Minas Láctea. (As informações são do G1)

Piracanjuba se une a licenciamento de peso para divulgar produto 100% leite

Depois de desafiar a gravidade, lançar suas teias e sair das revistas em quadrinhos para ganhar séries de TV, desenhos animados, games, filmes e musicais, o Homem-Aranha chega às embalagens do Pirakids School. Em mais uma parceria de sucesso, a Piracanjuba se une ao licenciamento da Marvel para apresentar um produto 100% leite semidesnatado, saudável e rico em vitaminas e minerais. "Um dos super-heróis preferidos de todas as gerações vai estampar a embalagem de um alimento nutricionalmente equilibrado em açúcares, gorduras e proteínas. É o reforço de energia que as crianças precisavam para se divertir ainda mais", afirma a Gerente de Marketing da Piracanjuba, Lisiane Guimarães.

Desenvolvido especialmente para compor a lancheira infantil, o Pirakids School possui um conceito inovador, pois é o único leite aromatizado do país e não contém corantes nem conservantes. Disponível nos sabores chocolate e baunilha, o grande diferencial do produto é possuir pouco açúcar (o equivalente a uma colher rasa de sobremesa) em sua composição. "Sabemos da preocupação dos pais em manter a alimentação dos filhos equilibrada. Depois de muitas pesquisas, chegamos a um produto rico em cálcio, saboroso, feito com leite semidesnatado, além de prático, podendo ser carregado facilmente", reforça Lisiane.

O Pirakids School Homem-Aranha chega às prateleiras de todo o país na segunda quinzena do mês de maio, disponível em embalagem de 200ml. A identidade visual do produto foi idealizada pela Pande, agência de design especializada na gestão de marcas. (www.segs.com.br)

 

Piá
A PIÁ vai lançar 13 produtos lácteos até o final do ano. Assim, acelera seu ciclo de inovação. Uma das novidades será o achocolatado zero lactose, em parceria com a Chocolate Lugano, de Gramado. (Zero Hora)

 
 

 

 

Porto Alegre, 07 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.536

 

Índice da FAO aponta alta dos alimentos

O índice de preços globais de alimentos da FAO, a agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, voltou a subir em junho e permaneceu no maior patamar dos últimos anos. Puxado por carnes, lácteos e cereais, o indicador alcançou 175,2 pontos, 1,4% mais que em maio e segundo maior resultado dos últimos 12 meses, abaixo apenas que o de fevereiro (175,5). Em 2016, a média foi de 161,5 pontos. Entre os grupos de produtos que compõem o índice o que registrou a maior valorização foi o dos lácteos. A alta em relação a maio foi de 8,3%, com destaque para a disparada da manteiga - em média, o produto subiu 14,1% e atingiu sua máxima histórica. O salto dos lácteos foi impulsionado pela redução da oferta de países exportadores, o que também influenciou valorizações de queijos e do leite em pó desnatado. 

No grupo dos cereais, a alta apurada pela FAO em junho foi de 4,2% em relação ao mês anterior, em larga medidas por causa do aumento do trigo, provocado por problemas nas lavouras dos Estados Unidos. Mas o arroz também teve alta expressiva, sustentada pela demanda firme no mercado internacional. Em contrapartida, o milho se manteve em baixa, pressionado pelas fartas colheitas na América do Sul, principalmente no Brasil. Já o indicador da FAO que mede especificamente as oscilações nos mercados de carnes fechou junho com variação positiva de 1,8% sobre maio, diretamente influenciada pela queda das exportações de carne bovina da Oceania e pela ainda "sólida" demanda global por carne suína. Do outro lado da balança, a carne de frango continuou em queda em razão de temores com a influenza aviária na Europa, na Ásia e na África. Nos grupos formados por açúcar e óleos vegetais, houve quedas em junho - de 13,4% de 3,9%, respectivamente. Nos dois casos, as ofertas globais são confortáveis. (Valor Econômico)

Produção global de leite volta à tendência de crescimento

Os produtores de leite da Oceania enfrentaram algumas condições desafiadoras nos últimos anos, mas, está ocorrendo uma recuperação e, juntamente com melhorias registradas na Europa também, o fornecimento global de leite voltou ao modo de crescimento.

O crescimento da produção de leite em todo o mundo em 2016 foi o mais baixo desde 1998, demonstrando o impacto sentido pela crise no setor de lácteos. Mas agora, a melhoria na situação dos mercados mundiais de produtos lácteos, abriu caminhos para o aumento nos preços do leite, elevando o teto de produção de leite na Oceania e na Europa.

A produção da Nova Zelândia terminou na última estação apenas 0,6% menor em relação ao ano anterior. O último trimestre da estação apresentou crescimento de 7% graças às condições favoráveis no final do verão e outono e colocou os produtores em uma boa posição para começar a nova estação. Com um aumento nos preços do leite previstos para esta estação, que começou em junho, o AgriHQ previu um aumento de 4% na produção de leite.

Susan Kilbsy, analista do AgriHQ, disse em termos percentuais que os aumentos provavelmente parecerão muito maiores do que isso durante os primeiros meses de produção. Os contratos extras de leite no inverno disponíveis este ano significarão mais leite coletado durante junho e julho, mas os volumes reais ainda serão baixos.

Apenas 1,7% da oferta anual de leite é tipicamente coletada durante junho e julho. As captações de leite em agosto, setembro e outubro, chegando ao pico da estação, também deverão ser muito superiores ao ano passado.

Os formadores de opinião do mercado também estão prevendo que os produtores de leite australianos poderão fazer um retorno na próxima temporada. A estação atual, que terminará no final de junho, deverá finalizar com queda de cerca de 8% com relação ao ano anterior - resultado de uma estação muito difícil com preços baixos do leite e condições climáticas adversas no início da temporada. 

Uma previsão melhor para o mercado global de lácteos e uma forte concorrência entre os processadores para garantir a oferta gerou previsões de maiores preços do leite para a próxima estação.

A Dairy Australia disse que isso, combinado com condições climáticas mais normais esperadas, levaria a uma recuperação lenta na próxima estação, aumentando 2-3%. No entanto, a entidade advertiu que a recuperação na Austrália provavelmente será limitada pelo impacto nas finanças devido ao tamanho dos rebanhos e à confiança nesta estação. A produção de leite na Europa deverá mostrar um crescimento de 0,6% este ano, mas o crescimento real a partir daqui será muito maior, compensando a contração de 2,1% do primeiro trimestre.

As ofertas mundiais de leite estavam em crescimento negativo entre junho de 2016 e fevereiro de 2017, mas temos observado um crescimento positivo desde então.

Não se deve esperar um salto brusco na produção, já que essas respostas não durarão por muito tempo, mas desta vez, um crescimento mais moderado da demanda manterá os preços dos produtos lácteos em cheque e colocará um teto sobre os preços do leite para limitar o aumento na produção. Também há menos capacidade de crescimento intenso devido a uma resposta da indústria a regulamentos ambientais. (O texto é de Steph Holloway, editora da Dairy Week, NZX Agri, traduzido pela Equipe MilkPoint)

Leite - A atividade econômica gera renda no campo e empregos na cidade. Município conta com indústria de laticínios que consome 50% dos 40 milhões de litros produzidos anualmente.

Localizado no Alto Uruguai o município de Chapada vem consolidando a sua bacia leiteira, como uma das mais fortes da região. Além de garantir renda no campo a atividade impulsiona o setor industrial e, por consequência, a geração de empregos na cidade. Quem fala sobre a importância da bacia leiteira para a economia do município, com cerca de 10 mil habitantes, é o técnico agrícola da Emater-RS, Adilson Wagner. De acordo com ele, hoje o setor conta com 537 produtores de leite, sendo a grande maioria donos de pequenas áreas de terra, que quando muito chegam nos 15 hectares. "O leite ganhou importância muito grande no campo. A atividade garante renda mensal ao trabalhador rural," disse Wagner.

Segundo o técnico da Emater-RS, no ano passado o município produziu 40,2 milhões de litros de leite, o que representou um faturamento bruto superior a R$ 50 milhões de reais. "O dado positivo, desta movimentação de dinheiro, é que todo ele acaba girando dentro do próprio município, pois os produtores utilizam esta fonte de renda mensal para compras de vestuário, medicamentos e alimentação no comércio local," comenta Wagner. A estimativa é que este ano a produção de leite seja igual, ou, um pouco acima da atingida em 2016. Como em outras atividades rurais a leiteira também encontra problema, na questão da sucessão. "Quando os donos de negócio atingem determinada idade e se aposentam, e não contam com sucessão familiar, a única alternativa é suspender a produção leiteira, mesmo sendo atividade lucrativa," comenta o técnico agrícola.

O bom momento da bacia leiteira vem refletindo diretamente na cidade. Conforme Wagner, uma indústria de laticínios investiu e hoje é responsável pelo processamento industrial da metade do leite produzido em Chapada. "Além da indústria, são outras oito pequenas empresas ligadas a coleta do leite, que estão atuando no município," completa Wagner. Também aponta o crescimento da atividade de agropecuárias, especializadas em alimentação e saúde do rebanho leiteiro, formado por mais de 8.500 animais. Para reforçar a importância do leite, o técnico agrícola lembra que diariamente saem das propriedades rurais 105 mil litros do produto, o que representa um movimento em moeda de R$ 130 mil, todos os dias. O plantel, formada por 75% de animais da raça holandesa, tem média individual de produção de 12 litros de leite diário. A maioria das propriedades rurais produz de 50 a 150 litros de leite/dia. Grandes produtores são apenas seis, com média diária de 1.000 a 2.500 litros de leite. Em média o litro do leite é comercializado a R$ 1,10 a R$ 1.40. (Diário da Manhã)

 

Produção/UE - 48.290 agricultores reduziram a produção de leite em 1,12 toneladas
A Comissão Europeia (CE) estabeleceu um plano de redução voluntária da produção de leite no final de 2016, para equilibrar o setor lácteo. Cerca de 48.290 pecuaristas partciparam do programa, reduzindo a produção de leite em 1,12 toneladas. Do orçamento original de 150 milhões de euros, cerca de 112 milhões foram utilizados para compensar os pecuaristas. O programa foi realizado entre o último trimestre de 2016 até janeiro de 2017. O objetivo era ajudar a amortizar os efeitos da crise do setor lácteo mediante a redução da quantidade de leite disponível no mercado e melhorar o preço ao produtor. Os pecuaristas foram compensados com 14 centavos por cada quilo de leite não produzido. Segundo a CE, o programa também contribuiu para o reequilíbrio eficaz do mercado lácteo da UE em seu conjunto, refletindo no aumento dos preços do leite na UE no último ano. O preço médio em abril de 2017 foi de 32,79 centavos/kg, um aumento de 21% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

Porto Alegre, 06 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.535

 

Importações crescem em relação a maio, mas caem se comparadas ao ano passado

Os dados da balança comercial de junho divulgados nesta quinta-feira (06/07), indicam que as importações permaneceram crescentes em relação ao mês de maio, com crescimento de 4% no volume internalizado; em equivalente-leite, foram internalizados 126,7 milhões de litros em junho, 5,1 milhões a mais do que no mês de maio. No entanto, ao serem comparadas a junho de 2016, as importações foram 34% menores.  Ao se observarem as importações de leite em pó integral, comparando-se com o mês de maio deste ano, os volumes foram 19% maiores; ao mesmo tempo, em relação a junho de 2016, a queda de volume foi de 38%. A queda em relação ao ano passado é explicada pelos patamares de preços; os valores em 2017 estão em patamares mais altos do que no ano passado, já que o preço médio atual para se importar leite em pó está em cerca de US$ 3.500/kg enquanto ano passado pagou-se aproximadamente US$ 2.500/kg. O leite em pó desnatado segue desvalorizado devido sua grande oferta no mercado interno, com 38% de decréscimo nas importações em volume. O soro de leite, após alguns meses de destaque devido aos grandes volumes importados, apresentou queda de 40% em seus volumes de importação, como mostra a tabela 1. Este cenário se deve às condições de oferta de soro mais favorável no mercado interno, em função da maior produção de queijos em detrimento ao leite UHT e a destinação da matéria-prima ao mercado spot. 

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto. 

Em relação as exportações, o volume de produtos exportados foi 101% maior do que no mês anterior, enquanto que, em equivalente-leite, foram 12% mais elevadas, (cerca de 12,4 milhões de litros exportados a mais do que em maio).  No balanço de importações e exportações, o saldo da balança de lácteos apresentou um menor déficit no mês de junho, fechando em 102 milhões de litros de déficit (observe o gráfico 1).  Em relação as exportações, o volume de produtos exportados foi 101% maior do que no mês anterior, enquanto que, em equivalente-leite, foram 12% mais elevadas, (cerca de 12,4 milhões de litros exportados a mais do que em maio). No balanço de importações e exportações, o saldo da balança de lácteos apresentou um menor déficit no mês de junho, fechando em 102 milhões de litros de déficit (observe o gráfico 1). (Os dados são do MDIC, elaborados pela Equipe MilkPoint)

Gráfico 1. Saldo da balança comercial em equivalente-leite. Fonte: MDIC. 
   

Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo - Iniciado período de inscrições e avaliações


Créditos: Éderson Moisés Käfer

Oferecer novas perspectivas para o agronegócio e reintegrar aquele produtor rural que encerrou suas atividades na pequena propriedade. A Cooperativa Languiru exerce seu protagonismo regional ao mirar esses objetivos com o Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo. Mais um importante passo nesse sentido foi dado no mês de junho, com o início das reuniões nos municípios que aderiram ao programa. Os encontros servem para mostrar as metas e o cronograma do programa a produtores rurais, prefeitos, secretários municipais e representantes de entidades de classe. No mês de junho ocorreram reuniões em Teutônia, Poço das Antas, Bom Retiro do Sul, Colinas, Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Westfália, Tupandi, Paverama, Estrela, Nova Bréscia, Travesseiro, Venâncio Aires e Fazenda Vilanova. Para o mês de julho, o roteiro prevê reuniões em Mato Leitão, Arroio do Meio, Brochier, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Santa Clara do Sul e Imigrante. Lançado oficialmente no dia 03 de maio, o programa é idealizado pela Cooperativa Languiru, com apoio e envolvimento da Emater/RS-Ascar, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de Secretarias Municipais da Agricultura, do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA), do Centro Regional de Treinamento de Agricultores (CERTA), da Fundação Agrícola Teutônia (FAT) e da Sicredi Ouro Branco.

União
No encontro municipal realizado no dia 23 de junho no Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Teutônia, participaram produtores rurais, alguns deles associados à Languiru, e representantes de entidades que apoiam o programa. A cooperativa esteve representada pelo técnico em agropecuária Daniel Leonhardt e pelo engenheiro agrônomo Fernando Staggemeier, ambos integrantes do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru. O engenheiro agrônomo da Emater, Michael Serpa, alertou o público sobre os prazos e metas do programa. Esclareceu que o mesmo busca oferecer assistência técnica social, que proporcione a continuidade das propriedades rurais. "Quem define onde quer chegar são vocês", disse, referindo-se aos produtores rurais. O casal Astor Sprandel e Fridalina Sprandel, junto a filha Jaíne, deram seu depoimento e narraram o histórico da propriedade da família, localizada em Linha São Jacó, município de Teutônia. Associados à Languiru, eles emocionaram o público ao relatarem as medidas que adotaram para triplicar a produção de leite, que era de 80 litros por coleta em 2014. "Eu trabalhava como mestre de obras e chegou um momento em que tivemos que escolher", revelou Sprandel. "Começamos a fazer análise do solo e a participar de cursos de qualificação para melhorar a qualidade do leite", recordou Fridalina. Em 2017, com a mesma área de terras de três anos atrás, a propriedade gera 300 litros de leite por dia. Sprandel enaltece que a família teve humildade de aprender e buscar novas tecnologias. "A principal diferença é anotar tudo sobre a produção. Não adianta fornecer um grande volume de pasto para a vaca se não tiver qualidade", exemplificou. Fridalina admitiu que a família pretende aumentar o rebanho e agradeceu a contribuição da Languiru, da Emater/RS-Ascar, do STR e da Administração Municipal. "Nós precisamos de todos", sintetizou. Em seguida, foi a vez de alguns parceiros do programa se manifestarem. O presidente da Sicredi Ouro Branco, Silvo Landmeier, destacou a organização das entidades. "Não vai faltar apoio para acesso ao crédito rural", declarou. A presidente do STR Teutônia/Westfália, Liane Brackmann, entende que ser produtor rural é um projeto de vida com responsabilidade. Também fez esclarecimentos sobre outras iniciativas que estimulam a produção e sobre o Pronaf. "Estamos falando de heróis e de um alimento sublime para todas as fases da vida", frisou, referindo-se a quem vive no campo e produz leite. O secretário da Agricultura de Teutônia, Gílson Hollmann, observou que os profissionais da Emater e da Languiru são importantes para multiplicar as ideias e novas tecnologias na zona rural. Staggemeier comentou a situação da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul e no Brasil. Falou sobre os programas da cooperativa que incentivam o fomento e lembrou que o roteiro de apresentação do projeto contempla 21 municípios. "Para fazer com que esse trabalho se perpetue, acho que a palavra que melhor define o projeto é união", resumiu.

Novo panorama
No dia 27 de junho, pequenos produtores rurais, representantes do Executivo e da Secretaria Municipal da Agricultura estiveram reunidos na Sede Administrava da Prefeitura de Poço das Antas em mais um encontro do programa. O evento ainda contou com a presença do técnico em agropecuária do Setor de Leite do Departamento Técnico da Languiru, Tiago Schneider, e do líder de Núcleo da cooperativa, Marco Zirbes. O técnico agrícola da Emater em Poço das Antas, Ricardo Cord, frisou que os pequenos produtores rurais não estão conseguindo reagir diante do atual cenário. Lamentou que alguns produtores já encerraram as atividades e enalteceu que o programa tem por objetivo alterar este panorama na região. "O pequeno produtor está parando. Por isso, estamos nos unindo para viabilizar a pequena propriedade rural em 21 municípios", destacou. Cord frisou que o programa visa oferecer assistência técnica com foco na sanidade do rebanho e na qualidade do leite. Para exemplificar aspectos ligados à sanidade, mencionou as vacinas contra a aftosa e a brucelose, além de procedimentos de everminação e controle da mamite. Já sobre a qualidade, lembrou que serão trabalhadas instalações como sala de ordenha e sistema de resfriamento, além da Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). Para complementar, o técnico agrícola descreveu o cronograma do programa e esclareceu dúvidas dos produtores rurais. Cord ainda apresentou relatório com dados de Poço das Antas em 2016, o qual apontava que o município possuía 35 propriedades rurais com atividade leiteira e rebanho de 561 cabeças.
Schneider falou sobre benefícios ofertados pela Languiru aos seus associados, como assistência técnica, planejamento forrageiro, manejo preventivo do produtor, programa de melhoramento genético e programa de recria de terneiras e novilhas. Também explicou as diferenças entre o Cartão Azul, voltado à produção de leite, aves e suínos, e o Cartão Verde, voltado à produção de milho. O prefeito de Poço das Antas, Ricardo Flach, destacou a sintonia das entidades parceiras do programa e colocou a Municipalidade à disposição de todos. A gerente administrativa-financeira da unidade da Sicredi Ouro Branco no município, Ana Paula Brönstrup Müller, reiterou que a cooperativa de crédito é um braço financeiro para a captação de recursos que visam investimentos na propriedade rural.

Crescimento sustentável
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Bom Retiro do Sul também recebeu encontro do programa, no dia 28 de junho. Estiveram reunidos produtores rurais, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, representantes da Secretaria Municipal da Agricultura e do escritório municipal da Emater. A Languiru esteve representada por profissionais do Setor de Leite do Departamento Técnico, Daniel Leonhardt e Fernando Staggemeier. A engenheira agrônoma da Emater em Bom Retiro do Sul, Sandra Rieth, apresentou relatório socioeconômico da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. Ela detalhou o cronograma do programa e observou que todas as políticas públicas passam pela aprovação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário. "Queremos trabalhar o ambiental e o social nas propriedades rurais, na busca pelo crescimento sustentável. Os técnicos têm o dever de comunicar aos produtores rurais quais aspectos podem ser melhorados nas culturas que integram o programa", afirmou. Staggemeier relembrou que o Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo começou a ser estruturado em 2016, quando a direção da Languiru iniciou conversas com as entidades parceiras no intuito de encontrar uma solução conjunta para viabilizar o pequeno produtor rural. "Estamos aqui para reforçar o convite aos produtores rurais que estiverem interessados em participar das atividades propostas", enfatizou. Ele também explicou como funciona a balança comercial que interfere diretamente no preço do leite in natura e condenou os episódios de fraude no leite, reiterando que os órgãos públicos estão com olhar vigilante sobre toda a cadeia produtiva.

Cronograma 
Os associados da Languiru interessados em participar do programa devem efetuar inscrição nos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar. Os interessados que ainda não são associados da Languiru devem dirigir-se até o Setor de Atendimento Social do Departamento Técnico, no Bairro Languiru, em Teutônia. Na sequência o cronograma de atividades prevê a avaliação e seleção dos beneficiários por parte do grupo gestor de cada município. A partir disso, será encaminhado diagnóstico das propriedades rurais e feito planejamento individual. Para maio de 2018 está prevista a avaliação municipal dos indicadores, como renda líquida, custo de produção, CCS e CBT. Em junho de 2018 deve ocorrer o primeiro encontro regional dos participantes do programa, em grande evento na Associação dos Funcionários da Languiru. (Assessoria de Imprensa Languiru)

 

A Nestlé da Espanha desenvolveu a primeira fórmula infantil com 2 oligossacarídeos do leite materno

Fórmula infantil - Depois de uma década de pesquisa, a Nestlé desenvolveu a primeira fórmula infantil com dois oligossacarídeos idênticos aos encontrados no leite materno. A Espanha será o primeiro país do mundo a usar o produto.  Poucos meses atrás, alguns hospitais e clínicas começaram a utilizar o produto, e ele agora estará disponível nas farmácias espanholas. O porta-voz da Nestlé disse ao DairyReporter que o produto será chamado Nan Optipro Supreme; e no varejo a lata 800g custará entre €22 e 24 (R$ 82 a R$ 90 ). Acrescenta que a Nestlé estará disponibilizando fórmulas com HMOs em todo mundo, em poucos anos.

Papel dos oligossacarídeos 

Os oligossacarídeos são o terceiro componente sólido mais abundante do leite materno, depois da gordura e da lactose. Tem papel fundamental no desenvolvimento e bem-estar da criança, e um papel decisivo no sistema imunológico dos bebês, além de promover a saúde da flora intestinal. Apesar dos oligossacarídeos do leite materno venham sendo estudados por um século, a Nestlé é a primeira indústria que replicou e produziu moléculas de dois oligossacarídeos do leite humano (HMO, sigla em inglês) para fórmula infantil. O novo ingrediente foi bem avaliado pela EFSA (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar) e foi aprovado pela Comissão Europeia, e também pela FDA (Agência de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos).

Redução de bronquites e menos antibióticos
As pesquisas clínicas mostraram que a fórmula contendo HMOs não apenas assegura o crescimento adequado, mas, ajuda a tornar a composição da flora intestinal do recém-nascido mais semelhante à dos bebês amamentados. O estudo também detectou que a nova fórmula reduz o número potencial de bactérias patogênicas, o que poderia explicar o menor número de infecções respiratórias observadas, bem como a redução da necessidade do uso de antibióticos e antipiréticos. Apesar da nova fórmula, a Nestlé disse que apóia a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que as mulheres grávidas e aquelas que acabaram de ter filhos precisam ser informadas dos benefícios e da superioridade da amamentação, pois é a forma ideal para nutrir um bebê, e protegê-lo contra doenças. (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva

 

Comissão aprova leite nacional na merenda e programas sociais
A comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou na quarta-feira, 5, o projeto que exige leite nacional na merenda escolar e programas sociais do governo, proibindo assim a aquisição do produto importado. De autoria do deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS), a medida visa proteger o produtor nacional. Agora ela será votada de forma terminativa na comissão de Constituição e Justiça e, caso aprovada, segue para o Senado. Ainda pelo texto, o leite importado poderá ser adquirido apenas em caso de desabastecimento do produto brasileiro. (Assessoria de Imprensa Dep. Federal Alceu Moreira)

 
 

 

Porto Alegre, 05 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.534

 

  Mapa apresenta plano para retirada da vacinação contra aftosa

De olho no mercado externo e nas potencialidades que podem ser abrir ao Brasil, o Ministério da Agricultura dará início, neste segundo semestre, à fase de execução de seu plano de retirada da vacinação contra febre aftosa do rebanho nacional. O projeto foi detalhado nesta terça-feira (4/7), em reunião no Ministério da Agricultura. O encontro contou com a presença do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, do diretor Renato Kreimeier, e do secretário-executivo, Darlan Palharini. Segundo Guerra, o rebanho bovino brasileiro é referência em qualidade e também em sanidade. "Precisamos avançar sempre em busca de novos mercados", pontuou. 

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Erradicação  de Febre Aftosa (PNEFA) do Mapa, Plínio Lopes, a meta é suspender a imunização integralmente até 2021 e ter o status de livre de vacinação reconhecido pela OIE em 2023. Para isso, a execução do projeto começa já no segundo semestre deste ano com a regionalização das ações. Em agosto, o Mapa irá retirar a cepa C da vacina contra febre aftosa usada no país, o que, na prática, quer dizer que, na campanha  de maio de 2018, as doses aplicadas no rebanho já serão bivalentes. Outra mudança em curso é a redução de volume das doses para 2 ml com o objetivo de evitar inflamações e reduzir perdas. 

As operações começarão com a organização do território nacional em cinco blocos de acordo com peculiaridades geográficas e efetivo técnico. Os primeiros estados a retirarem a vacinação serão Acre e Rondônia, com previsão para o primeiro semestre de 2019. Em junho de 2020, será a vez de Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Em 2021, o trabalho se completa com o fim da imunização na Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul. 

O coordenador do programa ainda acrescentou que todo o trabalho será coordenado por um grupo nacional composto de representantes do setor e que terá respaldo em fóruns regionais de debate. Lopes garantiu que se esse colegiado julgar que o país não está em condições de "dar esse passo" ele será soberano e a vacina não será retirada. Questionado sobre a metodologia de composição desses grupos, Lopes disse que ainda não há definição. CLIQUE AQUI para acessar o plano na íntegra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine

Embrapa e Sindilat revisam metodologia de projeto dos medidores

Reunidos na tarde desta terça-feira (4/7), representantes do Sindilat e da Embrapa debateram a necessidade de revisão no projeto que avalia a qualidade e confiabilidade  dos medidores de vasão e coleta automática de amostras acoplados aos caminhões tanque em operação no Rio Grande do Sul. Iniciado efetivamente há cerca de um ano e meio, o projeto enfrentou dificuldades logísticas e de adaptação da tecnologia europeia à realidade gaúcha. 

Ao lado do chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clênio Pillon, a pesquisadora em Qualidade do Leite Maira Zanela apresentou resultados parciais coletados ontem em Porto Alegre. Contudo, para obter conclusões será preciso readequar o projeto, revisando amostragem das rotas de coleta e operações. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou a importância da iniciativa, que busca dar mais exatidão no controle tanto para quem produz quanto para a sociedade. "Vamos revisar o projeto para que possamos ter dele os resultados", salientou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, lembrou que a ideia é apresentar um estudo  aos laticínios sobre a viabilidades dos equipamentos. Atualmente, há um equipamento em operação na Cooperativa Piá e dois na Languiru. 


Crédito: Carolina Jardine

O projeto "Metodologia de Coleta de Automática de Amostras de Leite" teve início em 2016 em uma parceria entre o Sindilat, a Embrapa Clima Temperado e Cosulati. A ideia, na época, era testar equipamentos de cinco empresas (Bartec, Fabbo Bombas, Arsopi, Gea Equipamentos e Gimenez) e traçar um comparativo com os resultados obtidos pelo sistema convencional de amostras (manual). Contudo, nem todos os equipamentos foram instalados como previsto para testagem. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Danone vende Stonyfield, dos EUA, à Lactalis

A francesa Danone fechou acordo para a venda da Stonyfield, uma de suas subsidiárias americanas de laticínios. O negócio visa solucionar preocupações antitruste relacionadas à sua aquisição, por US$ 12,5 bilhões, da WhiteWave, a fabricante americana de alimentos naturais e voltados para a saúde para consumidores de alta renda. A Stonyfield foi vendida à Lactalis por US$ 875 milhões. A operação segue-se ao acordo pactuado pela Danone em março com o Departamento de Justiça dos EUA no qual afirmou que venderia a operação para acelerar o fechamento de sua aquisição da WhiteWave. Em 2016, a Stonyfield faturou cerca de US$ 370 milhões. O preço de venda de US$ 875 milhões representa 20 vezes seus lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (conhecidos pela rubrica contábil Ebitda). O negócio deverá ser concluído até o fim do terceiro trimestre deste ano.

A Lactalis é o segundo maior grupo mundial de laticínios depois da Danone, com uma participação de mercado de 4,1%, mas é apenas a nona maior empresa de iogurtes, com uma fatia de 2,1% do segmento, de acordo com a Euromonitor. A Danone tinha uma participação de mercado de 17,5% em 2016, inferior aos 22% de 2011. A Danone está às voltas com uma desaceleração do crescimento e com a alta significativa dos preços do leite. Em fevereiro, previu uma queda da aceleração do crescimento dos lucros para este ano e lançou uma campanha destinada a cortar € 1 bilhão em custos até 2020. As vendas em bases equivalentes da Danone no ano passado aumentaram 2,9%, para € 21,9 bilhões - o ritmo mais lento dos últimos 20 anos. A transação referente à WhiteWave é parte de uma investida da Danone para incorporar alimentos naturais e orgânicos ao seu portfólio, num momento em que os consumidores buscam opções mais saudáveis e de nicho. 

A aquisição foi fechada em em abril e transformou a Danone na maior produtora mundial de alimentos orgânicos - sua filial na América do Norte dobrou de tamanho. O CEO da Danone, Emmanuel Faber, é um convicto defensor da sustentabilidade no setor de alimentos. "O sistema que nos trouxe onde estamos hoje está chegando a seus limites", disse ele ao "Financial Times" em abril. "Precisamos recomeçar a pensar em marcas locais, recomeçar a pensar em marcas menores, não em marcas mundiais. Há uma revolução da alimentação começando nos EUA." (Valor Econômico)

Preço do leite pago aos produtores subiu pelo quarto mês consecutivo no Uruguai

O preço do leite pago aos produtores no Uruguai subiu pelo quarto mês consecutivo em maio e ficou em uma média de 10,14 pesos (US$ 0,35) por litro. O valor foi o mais elevado desde julho de 2014, de acordo com dados publicados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE). Isso representa um aumento mensal de 1% e de 16% em relação a maio de 2016, quando a média era de 8,72 pesos (US$ 0,30) por litro.

 

Conaprole
A diretoria da Cooperativa Nacional de Produtores de Leite do Uruguai (Conaprole) decidiu manter para a captação de junho o mesmo preço de maio, informou o diretor da cooperativa leiteira, Gabriel Fernández.

Assim, com os sólidos (gorduras e proteínas) médios registrados até agora, o preço médio por litro foi determinado em 10,30 pesos (US$ 0,35).

Fernandez destacou a melhora nos níveis de sólidos e na qualidade que os produtores têm alcançado nos últimos meses, parâmetros chave para alcançar um valor médio que superará os 10 pesos (US$ 0,34) por litro. 

Em 04/07/17 - 1 Peso Uruguaio = US$ 0,03469
27,9889 Peso Uruguaio = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do http://www.lecheriauy.com e http://www.tardaguila.com.uy, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Exportações/AR 
Em maio a Argentina exportou 14.220 toneladas de lácteos pelo valor de US$ 46,5 milhões. Isto representa 10,2% a mais que no mês anterior, segundo o Boletim de Conjuntura OCLA, e queda de 42,3% em relação a igual mês do ano anterior, em volume. Em dólares, no entanto, a variação foi de +8,6% em relação a abril de 2017, e de -32,4% quando comparado com maio de 2016. No acumulado de 2017, até maio, o volume atingiu 81.134 toneladas (-34,8% em relação a 2016), e US$ 259,4 milhões (-21,8% na mesma comparação).   O relatório afirma ainda que em maio de 2017 o principal produto exportado foi o leite em pó, no total de 3.755 toneladas, representando US$ 12,7 milhões. No acumulado até maio, a exportação deste produto chegou a 33.103 toneladas, gerando divisas de US$ 106,7 milhões. "A exportação nos primeiros cinco meses de 2017 em relação a igual período de 2016 foi queda de 47% em volume, e 35,2% em valores. O preço FOB médio do leite em pó exportado foi US$ 3.379/tonelada, enquanto no mês anterior havia sido US$ 3.606, e, em maio de 2016, US$ 2.802/tonelada."Os principais destinos das exportações entre janeiro e maio de 2017 foram: a) em volume: Brasil (44,8%), Rússia (10,3%), Argélia (8%), e China (7,6%); b) em dólares: Brasil (45,1%), Rússia (11,7%), Argélia (7%) e Chile (6,6%). Os produtos que tiveram maior participação em volume exportado em maio de 2017 foram: Leite em pó (30,2%), Soro de leite (24,3%) e Queijos (20,5%). (Infortambo - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

 

Porto Alegre, 04 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.533

 

  Leilão GDT: com exceção do leite em pó integral, preços se mantêm em queda
 
O leilão GDT desta terça-feira (04/07) manteve a tendência de queda (0,4%) no preço médio dos lácteos, fechando em preço médio de US$3.303/ton. Dentre os produtos, o leite em pó integral foi o único que apresentou variação positiva, com média de US$3.111/tonelada, aumento de 2,6% em relação ao último leilão. 

O leite em pó desnatado registrou uma queda significativa de 4,5%, fechando em média de US$2.090/tonelada, valor que se aproximar dos leilões de março e maio deste ano, quando o produto registrou suas maiores quedas. 

Para o queijo cheddar, o decréscimo nos preços foi de 3,2% e fechando em US$4.051/tonelada. Já a manteiga continua bem valorizada, com queda de apenas 0,1% em relação ao leilão anterior, fechando em US$5.775/tonelada. 

As vendas de lácteos registraram queda bem expressiva, sendo comercializadas 28.574 toneladas, valor 12% inferior ao do último leilão. 

Os preços futuros negociados para o leite em pó integral indicam um preço mais alto no mês de agosto e relativa estabilidade nos meses seguintes até dezembro. 

O cenário reflete o clima de incertezas predominante hoje no mercado internacional. Ainda há um nível considerável de estoques no mercado (principalmente de leite em pó desnatado na União Europeia) e o grande comprador mundial (China) apresenta, até agora, compras muito alinhadas às do ano passado (ou seja, não houve crescimento das importações chinesas de lácteos). 

Ao mesmo tempo, com um incremento dos preços do leite ao produtor em mercados importantes como União Europeia e Nova Zelândia, há uma perspectiva de melhoria (no médio prazo) da oferta global de leite. Por outro lado, os preços se mantém razoavelmente firmes, não demonstrando influência deste cenário mais baixista (bearish) de mercado. (GDT/Milkpoint)

Projeto para Alérgicos 

Em uma passagem rápida pela área de lácteos dos supermercados é possível identificar uma grande oferta de produtos destinados a quem é intolerante à lactose. O mesmo não ocorre para o público que sofre de alergia à proteína do leite de vaca. Uma inovação, no entanto, está sendo gestada no Rio Grande do Sul para a produção de um leite "não-alérgico".

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) anunciou no mês passado que irá desenvolver um projeto-piloto para atender a este nicho de mercado, que hoje é proibido de consumir leite de vaca. A medida poderá, no futuro, ser mais uma opção de diversificação do portfólio da indústria, de melhor remuneração dos produtores e de aumento na profissionalização das propriedades, já que exigiria um controle severo sobre esse leite diferenciado.

No momento, o Sindilat busca parcerias para o projeto-piloto. O secretário-executivo do sindicato, Darlan Palharini, diz que os estudos vão considerar que a produção deve ter viabilidade econômica e que, na ponta do consumo, mesmo no caso de dietas especiais, o leite não pode sofrer grandes alterações de preços.

A veterinária Roberta Züge foi a responsável por apresentar os detalhes da novidade do leite destinado a quem tem alergia à proteína, no último Fórum Itinerante do Leite, em junho, em Palmeira das Missões (RS). Ela explica que esta tecnologia já é disseminada na Austrália e Nova Zelândia, países onde inúmeras fazendas comercializam o produto. "Uma empresa australiana detinha patente deste leite, mas isto caiu em 2015 e agora esta tecnologia pode ser usada em qualquer rebanho do mundo. Só que no Brasil ainda carecemos de normativas", comenta Roberta.

A produção de leite sem proteína passa por diversas etapas. As vacas da propriedade têm que passar por testes de genotipagem para verificar se produzem o leite com ou sem a proteína beta-caseína, que causa a alergia. Se o teste indicar a produção de leite tipo A2A2, sem a presença do gene A1, significa que essa vaca serve para disponibilizar leite aos alérgicos. O custo do teste laboratorial para a genotipagem é de cerca de R$ 70 por animal.

Num segundo momento, o produtor teria que segregar o rebanho A2A2 e ordenhá-lo separadamente. "Não muda nada no manejo, nem na alimentação deste gado", esclarece Roberta. De acordo com a veterinária, as pesquisas indicam que, originalmente, todos os bovinos produziam apenas leite A2A2. No entanto, por conta de uma mutação genética, os animais começaram a apresentar também o tipo A1. Estudos apontam ainda que os animais de origem zebuína têm prevalência maior de leite A2A2 do que o gado de origem europeia.

A professora da área de Tecnologia de Leite e Derivados da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Neila Richards, estima, no entanto, que o custo deste leite não sairia por menos de R$ 12 o litro, cerca de quatro vezes mais do que o longa vida integral. Ela observa que o produtor, o transportador, a agroindústria e o laticínio que vierem a trabalhar com o leite A2A2 terão que estabelecer um controle rigoroso para que não haja contato algum com o leite A1, que é o que provoca reações alérgicas principalmente em bebês e crianças pequenas.

"Só que para viabilizar o processamento deste leite pela indústria teria que ter uma quantidade expressiva. Possivelmente, o A2A2 terá um destino semelhante ao do leite de cabra pasteurizado, para um nicho de consumidores bem específico", prevê Neila.

Para o médico alergista Gil Bardini Alves, a iniciativa é importante na medida em que permitiria às crianças alérgicas ingerirem o alimento. "Mas teria que ser um leite comercialmente acessível. Hoje um grande limitante das fórmulas para tratamento da alergia à proteína do leite de vaca disponíveis é o custo. Algumas fórmulas chegam a custar mais de R$ 200 a lata", repara.

Em Minas Gerais, há uma experiência em andamento há cerca de 2 anos. O Criatório Villefort desenvolve, em larga escala, o mapeamento de animais que produzem leite A2A2. O criador Virgílio Villefort conta que já foi analisada a genotipagem de beta-caseína de quase 7 mil cabeças das raças Gir Leiteiro e Guzerá em fazendas localizadas nas cidades de Jaíba e Morada Nova de Minas.

Atualmente, são produzidos 2 mil litros de leite A2A2 por dia nessas propriedades. Segundo Virgílio, crianças alérgicas já provaram deste leite e relataram não terem sentido sintomas após a ingestão. O mapeamento também visa selecionar reprodutores e doadoras com genótipos A2A2 para abastecer o mercado nacional. O criador acredita que, no futuro, este tipo de leite terá um amplo alcance. "Em 25 anos, toda população mundial estará consumindo o leite A2A2".

Diferenças devem ser conhecidas
O médico alergista Gil Bardini Alves diz que não se pode confundir a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca. A primeira atinge mais os adultos, enquanto que a segunda prevalece mais em bebês e crianças. Os sintomas da intolerância são apenas intestinais: diarreia, cólicas e barriga estufada.

Já a alergia à proteína do leite é mais grave e pode causar manchas na pele, inchaço nos olhos e na boca, vômito e falta de ar. "Após a ingestão, alguns pacientes com alergia à proteína do leite podem ter quadro de anafilaxia (choque anafilático) que, se não for tratado corretamente, pode levar ao óbito", adverte. Para diagnosticar a intolerância à lactose, são usados exames de sangue ou o exame respiratório (teste do hidrogênio expirado).

Para diagnosticar a alergia é preciso fazer exames de sangue ou testes alérgicos. Mas Bardini explica que o exame referência, neste caso, é o de provocação oral, realizado em ambiente hospitalar por médico especialista. O paciente ingere quantidades crescentes do alimento e observa-se se há alguma reação. (Correio do Povo)

Queijo com novo Padrão

Assim como os grandes laticínios, muitas agroindústrias familiares percebem as novas demandas do mercado e preparam produtos para nichos específicos. Uma delas é a Granja Cichelero, de Linha Doze, interior de Carlos Barbosa, que há quase dois meses exibe um novo item em suas prateleiras, o queijo colonial com baixo teor de lactose. As primeiras remessas da novidade foram entregues ao varejo em junho.

• Produção de leite "não-alérgico" é aposta para o mercado

• Alta nas vendas de produtos com baixo teor de lactose aumenta investimentos

Atualmente, a propriedade familiar conta com 130 vacas produzindo diariamente 4,4 mil litros de leite. Todo o volume é transformado em 15 variedades de queijo que totalizam, em média, 470 quilos por dia. Para a fabricação do mais novo item do catálogo, a agroindústria lança mão do mesmo produto que os laticínios utilizam em larga escala: a lactase.

Esse é o nome da enzima colocada dentro da matéria-prima para transformar a lactose (açúcar do leite) em glicose. Depois desse procedimento, o leite transformado é destinado à produção do queijo com baixo teor de lactose, que demora cerca de 30 dias para ficar pronto para comercialização. O tempo é um pouco maior do que se leva para aprontar um queijo tradicional, de 15 a 20 dias. Pelo fato de o processo de fabricação ser diferenciado, a agroindústria cobra cerca de 15% mais do que os outros produtos.

Há cerca de três anos, um dos proprietários da granja, Daniel Cichelero, que é engenheiro de alimentos, já tinha feito uma experiência com queijo sem lactose com uma técnica diferente da atual. Embora o processo de fabricação fosse igual ao dos outros queijos, o tempo de maturação era muito maior, cerca de seis meses.

Pesquisas indicam que ao longo do envelhecimento, o teor de lactose do queijo vai se reduzindo. "Só que este queijo maturado ficava bem encorpado, mais seco e forte, e quem quer produtos sem lactose, prioriza queijos mais leves", percebeu o dono do negócio, que resolveu não levar a ideia adiante.

Desta vez, no entanto, a aposta na novidade é grande. O queijo colonial com baixo teor de lactose será lançado oficialmente durante a Festiqueijo, em Carlos Barbosa, que começou em 30 de junho e segue até 30 de julho. Segundo Daniel, será uma ótima oportunidade para receber o feedback da clientela.

O empreendedor espera atingir um público "interessante" em quatro meses. Habilitada pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), a agroindústria destina grande parte de sua produção para casas de queijos na Serra gaúcha e na Grande Porto Alegre.

A família Cichelero elabora queijos há 14 anos, mas o tambo de leite tem mais tempo, foi inaugurado há mais de 50 anos. Além de renda, o negócio proporcionou transmissão de conhecimento entre as gerações. (Correio do Povo)

Demanda fraca antecipa queda do leite

A demanda enfraquecida por lácteos e o aumento na oferta de leite para processamento no país fizeram os preços médios ao produtor cair mais cedo do que o normalmente esperado neste ano. Em junho, os produtores brasileiros receberam, em média, R$ 1,172 pelo litro do leite entregue no mês anterior, um recuo de 0,26% na comparação com os R$ 1,175 de maio, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Para Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, a principal razão para o recuo do preço é "a demanda ruim", algo inesperado nestes meses mais frios do ano, quando geralmente o consumo de lácteos cresce. Ele acrescenta que a produção ascendente de leite também pressiona o mercado. Há maior oferta de matéria-prima no Sul do país - onde começou a safra - e aumento na captação de leite também em algumas regiões de São Paulo e Minas Gerais, onde o clima favorável e o alimento (milho e soja) mais barato têm estimulado a produção de leite. 

Conforme o Índice Scot de Captação de Leite, a captação da matéria-prima, na média nacional, teve alta de 1,4% em maio passado sobre abril, e dados parciais indicam aumento de 1,8% em junho sobre maio. Diante desses fatores, os preços ao produtor, no spot, no atacado e no varejo, que geralmente sobem até agosto, apresentam comportamento diferente. O levantamento da Scot mostra que o preço no mercado spot (negociação entre as empresas) de São Paulo em junho ficou em R$ 1,384, abaixo dos R$ 1,576 por litro de maio passado. No varejo e no atacado, os preços ficaram praticamente estáveis em junho, também algo inesperado, segundo Rafael Ribeiro. No atacado paulista, o litro de leite longa vida foi cotado a R$ 2,52, em média, em junho ante R$ 2,53 em maio. No varejo, o preço se manteve em R$ 3,38 por litro, em média, segundo a Scot. No atual ambiente, a maior parte dos 140 laticínios ouvidos pela Scot em sua pesquisa mensal, em 17 Estados, espera queda dos preços ao produtor este mês. Uma fatia de 61% prevê recuo, 33% creem em manutenção e apenas 6% veem espaço para alta. (Valor Econômico)

 

 

Balança

A balança comercial brasileira acumulou recorde histórico de US$ 36,219 bilhões no primeiro semestre de 2017, valor 53,1% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, o que representa o melhor resultado de toda a série histórica, iniciada em 1989. (Fonte: MDIC)

 
 

 

Porto Alegre, 03 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.532

 

Leite UHT será tributado a partir de 2018 
 

A partir de 1º de janeiro de 2018 o leite UHT comercializado em todo o Rio Grande do Sul, até então isento de ICMS, passará a ser tributado em 18%. A modificação foi oficializada por meio do decreto nº 53.612, publicado na última sexta-feira (30/7) no Diário Oficial do Estado. 

"Esperamos que a tributação do leite UHT dê condições de o Estado tornar-se competitivo em outros produtos lácteos", comenta o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, destacando que a ideia é valorizar o leite industrializado no Rio Grande do Sul.

A medida resulta de trabalho do Sindilat para ajustar a legislação vigente e esclarecer as dúvidas dos laticínios associados no que diz respeito à data de início da tributação. Em maio deste ano, o governo do Estado publicou a Lei nº 14.988 fazendo referência à data de 1º de janeiro de 2017 para início da tributação do leite UHT. Com o decreto, o prazo foi corrigido. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Entidades ligadas à proteína animal planejam viagem à Ásia para abrir novos mercados

 

Créditos: Fernando Groff - SEAPI

 

Representantes de entidades ligadas à produção de proteína animal participaram de reunião para tratar de viagem à Ásia em novembro deste ano. A comitiva, coordenada pelas secretarias estaduais da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico, deve contar com lideranças da indústria da carne bovina, aves, suínos e leite. O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira (3/7) pela manhã na Secretaria da Agricultura (Seapi).

Segundo o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, os países da Ásia têm demanda por produtos lácteos. "Queremos conhecer mais detalhadamente qual é esta demanda. Uma das possibilidades é o mercado de queijos", avalia. Outros produtos de valor agregado, como o leite A2A2, indicado para pessoas que apresentam alergia à proteína do leite, também tem potencial de exportação.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destaca que o objetivo da missão à Ásia é apresentar o potencial do Rio Grande do Sul e prospectar novos mercados. Entretanto, ressalta o titular da pasta, esta foi uma primeira reunião para tratar da viagem. Nas próximas semanas, outros encontros devem ocorrer. Enquanto isso, a Seapi aguarda que as entidades do setor manifestem interesse em participar da missão. 

Também estiveram presentes na reunião dirigentes do Sindicato da Indústria de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além de representantes da Famurs e Fiergs. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 

Mercado Crescente 

As vendas de leite com baixo teor de lactose (açúcar do leite) cresceram 40% em 2015 e mais 40% em 2016, revelaram dados da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). A comercialização desta variedade já corresponde a 5% do mercado de leite no Rio Grande do Sul.

Em contrapartida, o volume de vendas do tradicional leite longa vida caiu 5% do final de 2014 ao final de 2016. De olho na forma como o alimento tem transitado na mesa dos gaúchos, as indústrias se movimentam para atenuar o enfraquecimento das vendas e aproveitar as oportunidades que surgem com um novo nicho de mercado.

Diante da equação, os laticínios atuam em pelo menos três frentes. Em uma delas buscam ampliar o portfólio de produtos. Em outra tentam desfazer os mitos criados em torno do leite longa vida para que o consumo do "carro-chefe" volte a crescer. E na terceira apostam na área de pesquisa para atender as novas exigências dos consumidores, que são crescentes (na página 2, conheça o projeto de produção de leite sem a proteína causadora de alergia).

Levantamento do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat/RS) mostra que há potencial para fomentar o consumo no País. O brasileiro ingere, em média, 178 litros por ano. Os vizinhos argentinos e uruguaios consomem 203 e 242 litros, respectivamente. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) recomenda o consumo anual de 220 litros por pessoa. 

O aumento do consumo, contudo, depende da melhoria do poder de compra dos gaúchos impactados pela crise econômica, da reconquista da confiança perdida pelas fraudes de adulteração do leite reveladas nos últimos anos e também da disseminação de mais informações sobre o alimento, que é fonte barata de diversos nutrientes. "De tempos em tempos, aparecem informações sobre vilões da alimentação, como já ocorreu com o ovo e com o glúten. Agora, a vilã da vez é a lactose.

Mesmo sem um diagnóstico, as pessoas ouvem falar da intolerância à lactose e da alergia à proteína do leite de vaca e acabam restringindo o leite das suas dietas", observa o médico alergista Gil Bardini Alves, integrante da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Para a professora da área de Tecnologia de Leite e Derivados da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Neila Richards, dois terços das pessoas que preferem o leite com baixo teor de lactose são influenciados por "moda" e não por necessidade. "O aumento exagerado do consumo do leite com baixo teor de lactose chega a ser um problema porque o organismo daquelas pessoas que não têm intolerância, quando fica muito tempo sem ingerir nada com lactose, começa a perder a enzima que tinha a função de quebrar o açúcar do leite", alerta.

A veterinária Roberta Züge, participante do Conselho Científico Agro Sustentável, recomenda que as pessoas busquem conhecer melhor os benefícios do leite. "Muitas vezes, circulam informações contrárias ao leite que são totalmente prejudiciais para aqueles que deixam de ingeri-lo. A conta vem com o tempo", adverte. Segundo a FAO, o leite contém proteínas, calorias, cálcio, magnésio, selênio, riboflavina e vitaminas A, B5, B12, C e D.

Valor agregado
Se a lactose é motivo para uma parcela de consumidores refutarem o tradicional leite longa vida, ela também abre oportunidades de mercado para os laticínios. O presidente do Sindilat e do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado (Conseleite), Alexandre Guerra, afirma que grande parte das indústrias já tem em seus portfólios produtos especiais. Para elaborá-los, as indústrias reduzem os níveis de lactose do leite, mas preservam todos os outros nutrientes.

Segundo Guerra, em 2016, uma parcela de 2,5% do total de leite processado no Brasil era destinada às linhas especiais, sobretudo para a de baixo teor de lactose. Em 2017, o percentual passou para 3,3%. "É uma oportunidade que existe para as indústrias e para os produtores. Quando uma empresa lança um novo produto, ela consegue agregar valor, ter uma margem diferenciada de lucro e remunerar melhor o fornecedor da matéria-prima", ressalta Guerra, que também é diretor administrativo e financeiro da Cooperativa Santa Clara. Em 2014, a empresa disponibilizou ao mercado o leite zero lactose e, na sequência, queijos, nata e doce de leite.

Atenta às tendências de consumo, a Cooperativa Piá também embarcou nesse mercado. De dois anos para cá, lançou leite, iogurte, requeijão, doce de leite e, mais recentemente, o achocolatado, tudo voltado para o público que restringe lactose na alimentação.

O presidente da Piá, Jeferson Smaniotto, diz que o mercado desse tipo de produto cresce na ordem de dois pontos percentuais ao ano. Segundo o executivo, os itens da linha especial saem da indústria com valor maior porque é necessário considerar os custos de produção mais elevados, bem como o tempo de fabricação, já que se inclui no processo industrial a etapa do uso da lactase, enzima que transforma a lactose em glicose.

O assessor de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Márcio Roberto Langer, confirma que o produtor de leite consegue ser melhor remunerado na medida em que surgem novos produtos no mercado. No entanto, vai depender muito da região onde ele está inserido. "As marcas atentas às tendências estão muito concentradas no Vale do Taquari, na Serra e no Norte do Estado. Lá, há uma disputa mais acirrada pelo leite dos produtores, principalmente aqueles com melhor qualidade".

Segundo Langer, há um esforço da Fetag e outras entidades para se chegar a uma fórmula de formação de preço e de remuneração mais justa aos produtores, levando em consideração as mudanças no mix de produtos na área do leite nos últimos anos. (Correio do Povo)

Estados Unidos: novo kit de diagnóstico rápido para Febre Aftosa
Direção de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (DHS S&T) anunciou a concessão de licenças de um kit de diagnóstico da Febre Aftosa de resposta rápida (três horas) pelo Centro de Produtos Biológicos Veterinários (CVB) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Desenvolvido por um grande consórcio de investigação de agências federais, académicos e cientistas da indústria de sanidade animal, este é o primeiro kit de diagnóstico de Febre Aftosa que pode ser fabricado nos Estados Unidos, crítico para uma resposta rápida no caso de um surto de Febre Aftosa. Este kit de diagnóstico proporciona uma ferramenta importante para mitigar os impactos potencialmente catastróficos de um surto de Febre Aftosa. Este teste de alto rendimento pode ser utilizado para gado vacum, suínos e ovinos. "Este ensaio será uma ferramenta fundamental para a preparação e resposta perante emergências dos Estados Unidos e para assegurar a resiliência da pecuária dos Estados Unidos, uma infra-estrutura crítica", disse William N. Bryan, sub-secretário do DHS. "Fazer chegar com êxito este teste ao mercado exemplifica o tipo de associação público-privada entre o DHS S&T, os Centros de Excelência, os laboratórios governamentais e a indústria necessários para apoiar os programas pecuários e o controlo mundial e erradicação da Febre Aftosa. (IIAD/ Estados Unidos / 3três3)

 
 

 

Porto Alegre, 30 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.531

 

Produção de leite da Nova Zelândia aumentará à medida que os preços se recuperam

 

A produção de leite na Nova Zelândia aumentará em 2017-18 pela primeira vez em três anos, segundo projeções da Fonterra, embora os volumes devam permanecer abaixo dos recordes, em meio a algumas preocupações financeiras persistentes na indústria. A Fonterra, que processa a grande maioria da produção de leite da Nova Zelândia, em sua primeira previsão de produção para a estação de 2017-18, que começou este mês, previu um volume de 1,575 bilhão de quilos de sólidos de leite (18,74 bilhões de quilos de leite). Isso representaria um aumento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e colocaria fim em um período de queda da produção estimulado pela queda dos preços do leite, cortando os valores para menos dos custos de produção e deixando muitos produtores com dívidas substanciais.

O preço do leite da Fonterra aos produtores caiu de NZ$ 8,40 (NZ$ 6,12) por quilo de sólidos de leite em 2013-14 [equivalente a NZ$ 0,70 (US$ 0,51) por quilo de leite] para NZ$ 3,90 (US$ 2,84) por quilograma de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,32 (US$ 0,23) por quilo de leite] duas estações depois. Entretanto, os valores se recuperaram para NZ$ 6,15 (US$ 4,48) por quilo de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] na última estação, com um pagamento previsto pela Fonterra de NZ $ 6,50 (US$ 4,73) por quilo de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,39) por quilo de leite] para 2017-18. "O melhor cenário de preço do leite deve dar suporte aos planos de produção de leite dos produtores", disse a cooperativa. Entretanto, as captações permanecerão abaixo do recorde de 1,62 bilhões de quilos de sólidos de leite estabelecidos em 2014-15, incentivados pelo impulso do pagamento recorde da estação anterior, com a natureza da produção de leite levando a um atraso na eficácia da influência dos preços nos volumes de produção.

De fato, recentemente o Instituto Reinz, embora tenha previsto uma recuperação de 6,8% nos valores das propriedades leiteiras da Nova Zelândia com relação ao ano passado, sinalizou a perspectiva de vendas forçadas. "A atividade instigada pelo financiador confirma os recentes comentários do Reserve Bank de que alguns produtores podem ter que lidar com os níveis de dívida acumulados nas últimas estações, sendo a venda a única opção nesses casos". Ainda assim, dados recentes de produção de leite da Nova Zelândia foram muito melhores do que se esperava, com a Fonterra inicialmente prevendo uma queda de 7% em suas captações para a estação passada, mais de duas vezes a taxa de queda realmente registrada.

No mês passado, a agência do Departamento de Agricultura dos EUA em Wellington aumentou em mais de 700 mil toneladas, para 21,9 milhões de toneladas, sua previsão para a produção de leite da Nova Zelândia em 2017, citando fatores que incluem clima favorável no início do ano, além de preços mais altos do leite. No geral, a recuperação do preço do leite está "aumentando a confiança dos produtores", que levará a compra de mais insumos para a fazenda, se for necessário. A previsão do número de vacas leiteiras não foi reduzida tanto quanto previsto anteriormente. Foi estimado 5 milhões de cabeças, 100.000 cabeças a mais do que o previsto anteriormente". (As informações são do Agrimoney, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 Fundesa recebe homenagem de fiscais agropecuários


Foto: Sarah Souza/Divulgação

A primeira edição do Prêmio Afagro Destaque Fiscalização Agropecuária, que reconhece personalidades e entidades que se empenharam pela valorização e fortalecimento da atividade no Estado, homenageou o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). A distinção foi na categoria Representação do Setor Produtivo, por ser entidade parceira nas demandas da fiscalização, culminando no fortalecimento do agronegócio gaúcho. O troféu foi entregue nesta quinta-feira (29/6), em Porto Alegre.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, recebeu o prêmio das mãos da fiscal estadual agropecuária Lucila Carboneiro dos Santos. O dirigente destaca que o fundo não é apenas uma instituição arrecadatória, ressaltando que o Fundesa mantem uma relação próxima do serviço oficial. "Isso garante a aplicação de recursos em insfraestrutura e capacitação dos técnicos de forma complementar ao que deve ser feito pelo setor público", comenta.

Confira a lista dos demais homenageados pela Associação dos Fiscais Agropecuários do RS:
- Ministério Público do RS
- Valdeci Oliveira, deputado estadual
- Jerônimo Goergen, deputado federal
- Luis Fernando Mainardi, deputado estadual e ex-secretário da agricultura
- João Carlos Machado, ex-secretário da agricultura
- CRMV-RS
- Sintergs
- DS-RS Anffa Sindical
- Fundesa
- Danton Jr. do jornal Correio do Povo
- Athia de Mello, fiscal aposentada
- Ex-presidentes da Afagro: Fanfa Fagundes Barbosa, Nilton Rossato, Maria da Graça Dutra, Fernando Thiesen Turna e Antonio Augusto Medeiros
- Homenagem especial: fiscal estadual agropecuária Paula Devicenzi (Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Exportações/NZ

As exportações da Nova Zelândia atingiram o maior nível mensal em mais de três ano, em maio, uma vez que o país foi beneficiado pelo aumento dos preços dos produtos lácteos exportados para a China. As exportações aumentaram 8,7%, chegando a NZ$ 4,95 bilhões em maio, comparadas com o mesmo mês do ano passado, e chegando ao maior nível desde março de 2014, de acordo com o Statistics New Zealand. As exportações de produtos lácteos lideraram o crescimento, com 42% de aumento nas divisas, que saíram de NZ$ 342 milhões, para NZ$ 1,16 bilhões. As exportações de leite em pó, manteiga e queijo da Nova Zelândia aumentaram pelo oitavo mês consecutivo, à medida que os preços dos produtos lácteos melhoravam no mercado internacional, proporcionando maior remuneração aos agricultores, e movimentando a economia local. 

As exportações para a China, o maior mercado da Nova Zelândia, saltaram 17% em maio, chegando a NZ$ 969 milhões, lideradas pelo aumento de 76% na venda de produtos lácteos. "Os preços mais elevados do leite em pó ajudaram a aumentar os valores das exportações nos últimos meses", disse Daria Kwon, gerente de estatísticas internacionais do Stats NZ. "As exportações de produtos lácteos para a China lideraram o aumento dos valores". (The Country - Tradução livre: Terra Viva)

Nova fórmula de comercialização de leite

Empresas criam consórcios. Haverá contratos e arbitragem da Bolsa. A ideia é garantir os preços. Consignação do leite, um instrumento criado em Santa Fe para mediar entre produtos e fábricas de laticínios, começou a funcionar como prova piloto. O projeto, desenvolvido durante o último ano e meio, é uma organização de segundo grau, onde cooperativas e bacias de produção colocam o leite cru à disposição da indústria. A ideia deste espaço é que funcione sob contrato, com arbitragem da Bolsa de Comercio de Rosario, e que gere um mercado institucionalizado que centralize uma parte da oferta. Desta forma, espera-se melhorar as condições de comercialização, bem como facilitar questões de logística e distribuição e os controles dos laboratórios sobre qualidade do leite. "Já estamos trabalhando com 7 empresas: 5 cooperativas, uma sociedade anônima e um Acordo de Comercialização Empresarial (ACE). Começamos o teste em maio, formando um grupo, o que representa um caminhão aproximadamente 30.000 litros por dia. 

Em junho duplicamos o volume: cada empresa contribuiu com duas equipes", explicou Marcelo Dándolo, presidente da Sociedad Rural Las Colonias e membro da Consignação, que já vende matéria prima a 3 PyMES. Assim, nesta primeira fase, o consórcio vendeu 200.000 litros de leite em maio e uns 400.000 em junho. Segundo Dándolo, o projeto estará em operação em um prazo de aproximadamente 70 dias, uma vez que concluídos os trâmites jurídicos para que o organismo seja um Consórcio de Cooperação Empresarial. "A Consignatária venderá a qualquer empresa, buscando eliminar a venda informal do produtor para a indústria. Agora a transação será feita através de contratos e os preços não serão por litro, mas, por sólidos e qualidade da matéria-prima", assegura o presidente da Sociedad Rural Las Colonias. Desta forma, a ideia é melhorar as condições do setor lácteo, que atravessa um momento de crise, mantendo preços fixos que permitam a subsistência dos produtores. "Agora haverá um preço de referência, assim como por exemplo, existe para a soja. A província produz 5 milhões de litros de leite por dia. Esperamos que paulatinamente se chegue a canalizar toda esta produção através da Consignação", conclui Dándolo. (Campo En Acción - Tradução livre: Terra Viva)

 

Estoques/UE
A intervenção permite que a Comissão Europeia compre 60.000 toneladas de manteiga e 109.000 toneladas de leite em pó desnatado (SMP), entre 1º de março e 30 de setembro, todo o ano, com os preços fixos de €2.217/tonelada e €1.698/tonelada, respectivamente. O objetivo é estabelecer um piso mínimo no mercado durante períodos de preços baixos. Depois que o volume atinge o limite, o produto pode ser oferecido nos estoques de intervenção através de licitação, e não será mais a preços pré-estabelecidos. Não houve oferta de SMP para os estoques públicos de intervenção desde 15 de maio. Desde o dia 1º de março foram adquiridas apenas 7.937 toneladas. Houve, no entanto, uma proposta bem-sucedida de vendas dos estoques de intervenção na última rodada, com a Bélgica vendendo 100 toneladas ao preço de €1.850/tonelada. (AHDB - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

 

Porto Alegre, 29 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.530

 

  Nestlé fomenta produção de leite orgânico no país

Líder na captação de leite no Brasil, a suíça Nestlé iniciou um movimento no setor que, embora modesto à primeira vista, tem potencial para gerar mudanças significativas no mercado de lácteos nos próximos anos se for bem-sucedido. Atenta ao crescimento da demanda por alimentos naturais nos últimos anos, a empresa decidiu fomentar a produção de leite orgânico e está começando a experiência na região de Araraquara (SP), onde tem fábrica e produz leite longa vida com as marcas Molico, Ninho, além de leite condensado. O projeto-piloto começou há um ano, quando a área de captação de leite da empresa na região iniciou a busca por interessados em produzir a matéria-prima de forma orgânica, isto é, de maneira sustentável, sem a utilização de adubos químicos ou agrotóxicos na produção do alimento do gado leiteiro e com uso de medicamentos homeopáticos ou fitoterápicos no cuidado dos animais.

A Fundação Mokiti Okada, que pesquisa agricultura natural, e a Embrapa Pecuária Sudeste também participam do projeto. Segundo Taissara Martins, agrônoma responsável pelo desenvolvimento de fornecedores da Nestlé, houve interesse por parte de 50 produtores de leite na região, mas apenas 11 foram contratados na atual fase do projeto. A razão para esse número restrito é que parte deles não tinha como readequar a propriedade à produção orgânica, caso de um pecuarista cuja fazenda tem, com frequência, sobrevoo de aviões para fumigação de lavouras de cana vizinhas. Atualmente, esses 11 produtores -- um já tem o selo de produção orgânica e os demais estão em conversão - fornecem 6 mil litros de leite por dia à fabrica da Nestlé em Araraquara, e segundo a agrônoma há outros 20 a 30 produtores em prospecção. "O plano é, com esses novos produtores, alcançar 20 mil a 30 mil litros por dia, no primeiro semestre de 2019", afirma ela. Se essa meta da Nestlé for alcançada, a produção brasileira de leite orgânico, hoje estimada em apenas 20 mil a 30 mil litros por dia em todo o país, irá praticamente dobrar, observa Taissara Martins. Essa produção diária nacional atualmente equivale a 5 milhões de litros por ano, o mesmo volume de leite que a Nestlé recebe a cada dia para processamento em suas 10 fábricas do Brasil. 

Por ora, o projeto de orgânicos da Nestlé está restrito à região de Araraquara, mas o plano é expandir para outras áreas do país, afirma Rachel Müller Galvão, gerente executiva de marketing lácteos da empresa. Até porque é necessário ter escala. Segundo ela, o "propósito da Nestlé de impactar positivamente a vida das pessoas" é um dos motores do projeto, além da busca do consumidor por produtos considerados mais saudáveis. O plano da companhia, diz, é lançar leite UHT orgânico, mas a marca ainda não está definida. A Nestlé já atua no segmento de orgânicos em outros países. Na Europa, onde a agricultura orgânica é bastante desenvolvida, produz iogurtes, café, chá e papinhas. Nos Estados Unidos e México, tem linha de iogurtes e produtos culinários, por exemplo. No Brasil, a oferta de leite orgânico é restrita. Uma das marcas mais conhecidas é o leite Timbaúba, produzido pela Fazenda Timbaúba, de Alagoas. 

De acordo com estimativas de mercado citadas pela Nestlé, há hoje no Brasil apenas 50 fazendas produzindo leite orgânico, daí a oferta bastante modesta. Um dos grandes desafios, diz Taissara Martins, é a necessidade de desenvolver as cadeias de produção orgânica dos grãos, como milho e soja, utilizados na alimentação do rebanho. "Estima-se que menos de 1% da produção do milho do Brasil seja orgânica", afirma. O tempo necessário para a conversão à produção orgânica de leite é outro desafio: de 21 a 24 meses entre a conversão do pasto e dos animais e a adequação de estrutura para a produção. Conforme explica a agrônoma, a conversão do pasto leva 12 meses e a dos animais, seis meses. A certificação de orgânica - neste caso, conferida pelo IBD - só é obtida após 18 meses e auditorias que verificam se as exigências estão sendo seguidas. Diante das dificuldades, o projeto de fomento da Nestlé busca dar estímulos para que o pecuarista aposte na produção orgânica, pois há custos na adequação. A empresa, que fez contratos de 36 meses com os produtores, ainda está recebendo leite convencional da maior parte dos fornecedores que aderiram, uma vez que eles ainda estão em processo de conversão. No entanto, paga pelo litro do produto como se fosse leite orgânico. "É uma forma de encorajar o produtor, já que ele ficará durante 18 meses com custos maiores, fazendo as adequações", observa Taissara. 

Afora isso, a empresa auxilia na compra da ração orgânica para o consumo das vacas. De acordo com a agrônoma, a Nestlé contata os fornecedores dos grãos orgânicos e lhes garante que o produto será adquirido pelos pecuaristas. Com isso, consegue preços mais competitivos. Os produtores também obtêm mais prazo para pagar. A Nestlé também subsidia a assistência técnica aos produtores, que é feita pela Fundação Mokiti Okada, de Ipeúna (SP). Além disso, a equipe de profissionais (zootecnistas, agrônomos e técnicos agrícolas) da Nestlé na região recebe capacitação técnica da Embrapa para que promovam a adoção de tecnologias sustentáveis e boas práticas na fazenda entre os produtores. (Valor Econômico)

 

 Rótulos/EUA 

A etiqueta com base na proposta Country Of Origin Labeling (COOL), [Rotulagem do País de Origem], está de volta ao noticiário. A controversa rotulagem havia caído por decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas ressurgiu através de um processo do Departamento de Agricultura (USDA). Os apoiadores da COOL dizem que o USDA não deveria ter suspendido o programa e nem impedido o Congresso de fazê-lo. Espera-se que o COOL seja incluído nas renegociações do NAFTA e proposto para votação no Congresso. Os apoiadores da lei acreditam que agora têm um advogado de defesa na Casa Branca com o presidente Trump adotando sua agenda pró-América. Será que esta estratégia conseguirá trazer a COOL de volta? Ainda existem grandes obstáculos a serem superados. Encontrar uma forma de obter aprovação da OMC é crítico. Se você acredita que devemos ser parte da OMC ou não, devemos respeitar as regras, enquanto formos membros. 

Os críticos muitas vezes ignoram os casos em que a OMC decide a favor dos norte-americanos. Além disso, quem realmente conhece a intenção do Congresso? Não tenho certeza e talvez nem eles saibam. Além disso existem os consumidores. É até compreensível a paixão dos apoiadores pelo COOL, mas não acho que a paixão seja compartilhada pela maioria dos consumidores que tendem a considerar o preço na hora da compra, mais do que o rótulo de origem. Se as empresas estivessem certas de que obteriam algum benefício econômico com a rotulagem, esta forma de rotulagem seria adotada voluntariamente. Embora seja um conceito atraente, isso não é o suficiente para justificar a adoção do COOL. (Dairy Herd - Tradução livre: Terra Viva)

Aftosa - RS prepara informações

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, e o coordenador do plano estratégico do Programa de Febre Aftosa, Plínio Lopes, estarão em Porto Alegre para receber informações sobre como o Rio Grande do Sul tem se organizado para atender os requisitos do plano estratégico que visa manter as condições de erradicação da doença, com a retirada da vacinação, no dia 4 de julho. Ontem, o serviço veterinário oficial do Estado e entidades fizeram uma reunião preparatória. (Correio do Povo)

Fiscalização - Ministério quer temporários 

O Ministério da Agricultura pediu autorização ao Ministério do Planejamento para a contratação temporária de veterinários até a realização de concurso público. Entre os argumentos está o de que a falta de pessoal impede a abertura de plantas frigoríficas e represa o aumento da produção nacional. A delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Estado, Consuelo Paixão Cortes, criticou a iniciativa, que pode levar a nomeações políticas, e defendeu e a contratação por concurso público. (Correio do Povo)

 

 

Projeto prevê privatização
O Executivo protocolou ontem, na Assembleia Legislativa, o projeto de lei 125/2017, que autoriza as empresas a contratarem veterinários privados para o trabalho de inspeção sanitária de produtos de origem animal. O projeto vinha sendo discutido desde 2016 pela Secretaria de Agricultura e foi alvo de críticas dos fiscais agropecuários da casa. O governo defende que a contratação privada irá agilizar o serviço e atender a uma demanda para a qual não há pessoal disponível. (Correio do Povo)