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Porto Alegre, 05 de junho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.749

 

GDT
 
 
Fonte: GDT 
 
Veterinário gaúcho é eleito membro da OIE

O médico veterinário Bernardo Todeschini, auditor fiscal federal agropecuário e superintendente federal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, foi eleito na última Reunião Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um dos seis membros da Comissão do Código Sanitário Terrestre. O código contém normas para o comércio de animais terrestres e produtos de origem animal e para reconhecimento internacional de status sanitário, além de diretrizes para o controle e erradicação de doenças.  Conforme Todeschini, a missão do grupo é "trabalhar na revisão dos textos do código, sua atualização com o progresso científico, bem como diretrizes de outros organismos internacionais". A Comissão do Código trabalha em conjunto com outras comissões, também levando em conta a opinião e demandas dos países membros da OIE.  
 
Para integrar a Comissão do Código Terrestre os candidatos precisam ser médicos veterinários que possuam amplo conhecimento das principais enfermidades dos animais, com experiência e competência em aspectos zoossanitários do comércio internacional de produtos de origem animal. A escolha é feita por um processo seletivo aberto em nível mundial, que é concluído com uma votação direta com participação de delegados dos 181 países-membros da OIE. Também integram a comissão os médicos veterinários Ethienne Bonbon (França), Gaston Funes (Argentina), Masatsugu Okita (Japão), Lúcio Carbajo Goni (Espanha) e Salah Hammami (Tunísia). 
 
Bernardo Todeschini é graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre em Medicina Veterinária Preventiva pela mesma universidade. É auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura desde 2002, onde fez sua carreira na área de saúde animal e sendo superintendente do órgão no Rio Grande do Sul desde 2017. Atuou como pesquisador convidado na Universidade de New England, Austrália, desenvolvendo estudos na área de alianças estratégicas em saúde animal. Atuou também na Universidade de Aarhus, Dinamarca, onde desenvolveu estudos relacionados regulamentação do comércio internacional de produtos agropecuários no âmbito da Organização Mundial do Comércio. Trabalhou por três anos na sede da Organização Internacional de Saúde Animal - OIE em Paris - França, onde atuou no Departamento Técnico Científico. 
 
Já o professor da Universidade de Brasília, Vitor Picão Gonçalves, foi indicado para atuar na Comissão Científica de Enfermidades dos Animais Terrestres. 
 
Conforme o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, os dois profissionais têm estreitas relações com o Fundo, "contribuindo de forma importante para as discussões e trabalhos sobre sanidade animal. "Nos alegra que duas personalidades com as quais o Fundesa se relaciona tenham esse reconhecimento internacional", afirma.  (Fundesa)

 
 
Tabelamento do frete esbarra em ruralistas

Apesar de prometer empenho para votação das três medidas provisórias encaminhas pelo governo para atender os caminhoneiros, a bancada ruralista, que defende o setor do agronegócio, já admite que será necessária muita negociação para aprovar uma delas -- MP 832/2018 --, a que prevê tabelamento para os preços de fretes rodoviários. As outras duas, a que prevê 30% dos contratos de frete da Conab por caminhoneiros autônomos e a que proíbe a cobrança de pedágio sobre eixos suspensos, contam com relativo consenso dos ruralistas e devem ser aprovadas com alguma facilidade. O tema, no entanto, é um tabu para o agronegócio, historicamente contrário à proposta, que inclusive já é analisada por meio de diversos projetos de lei em tramitação no Legislativo. Para o setor, a fixação de um preço mínimo elevaria em 9% em média os preços dos fretes contratados para o transporte agropecuário, podendo chegar a até 30% no caso de grãos, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA). Outro argumento é que o tabelamento interfere na lógica de mercado, regida pela lei da oferta e procura. "É uma pauta complicada, pois tem segmentos contrários dentro do agronegócio, mas o momento também é delicado e temos que saber achar uma solução. Afinal de contas, acordo feito é acordo cumprido", disse ao Valor a presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina (DEM-MS), referindo-se ao acordo firmado pelo presidente Michel Temer com entidades de caminhoneiros. "O Cade [Conselho Administrativo de Direito Econômico] já disse que vê com restrições tabelamento de frete numa economia de livre mercado. Mas vamos ver como resolver um problema de cada vez", acrescentou a parlamentar.

Nos bastidores, deputados da bancada do agronegócio já defendem que o setor faça concessões para aceitar o tabelamento, com ressalvas de valores, mas sem se opor à medida, com pena de que uma nova greve de caminhoneiros se instale novamente no país daqui a alguns meses. A MP 832/2018, editada há uma semana por Temer como parte das negociações para cessar as greves que afetaram o país, criou a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, uma das bandeiras da categoria dos caminhoneiros autônomos, que surgiu com a greve anterior da categoria, em 2015. Na última quarta-feira, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou a primeira tabela com os preços mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes, por eixo carregado, consideradas diferentes cargas (geral, a granel, frigorificada e perigosa), válida até 20 de janeiro de 2019. Para a assessora técnica da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA, Elisângela Lopes, porém, é praticamente impossível que a ANTT consiga fiscalizar a atual frota de 1,5 milhão de caminhões na ativa hoje no país. "Em épocas de safra como agora, o preço do frete aumenta e você tem mais caminhões ofertando serviço. A partir do momento em que se tabela o frete, num mercado com tantos caminhoneiros, quem vai garantir que esse tabelamento seja cumprido?", adverte ela. Em outra frente, porém, os caminhoneiros não abrem mão de que a MP seja aprovada no Congresso. Procurada, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), uma das que negociou a pauta de reivindicações da categoria com o governo, o texto busca compensar a relação desvantajosa, "na grande maioria das vezes", do caminhoneiro perante as grandes empresas na negociação do preço do frete. "Considerando a justa finalidade do texto, não vemos margem de negociação que resulte em adiar a correção dessa relação historicamente desequilibrada. (Valor Econômico)

Precisamos falar sobre logística

O Brasil baseia sua logística em rodovias. Mas, o transporte por caminhões, que chegam praticamente a qualquer lugar, deve ser utilizado para curtas distâncias: buscar o leite nas propriedades, levar ração aos animais, transportar produtos nas cidades etc. Grandes nações utilizam meios mais baratos e menos impactantes do ponto de vista ambiental ou social e com menos perdas. Utilizam ferrovias, transportes fluviais, transporte tubular (para gases e fluidos), entre outros. Todos os governos, inclusive o militar, não investiram em ferrovias e hidrovias, isso que o Brasil tem um imenso potencial de rios navegáveis. A preferência foi pelas montadoras. Assim, os empregos eram gerados nas cidades e a população criava uma ilusão de desenvolvimento. Por meio de concessões equivocadas, criaram-se empresas de pedágios, com contratos muitas vezes duvidosos, e com altos custos para os veículos de cargas. Somente diminuir o valor do combustível ou desonerar a folha de pagamento das transportadoras é um paliativo. O problema continuará corroendo o país e logo a dose terá que ser mais alta. O transporte rodoviário exige o uso de combustível fóssil e é desnecessário explicar algo finito. Continuar investindo em uma matriz suja, que irá acabar, é debilitar ainda mais o já frágil sistema de transporte e, ao mesmo, é empurrar o problema para as futuras gerações.

O momento de apreensão e desordem pública é até compreensível, o brasileiro não aceita mais a carga tributária, que não é revertida em serviços, mas transformada em benesses e regalias para o governo. Óbvio que isso deve cessar. A luta do povo não deve ser apenas pela desoneração de impostos, mas pelas mudanças de políticas, melhorias na logística de cargas e nos transportes de modo inteligente. Uma premissa básica na linha da solução é incentivar a utilização de combustíveis renováveis, ferrovias, hidrovias e outros modais menos onerosos.

Os representantes do povo devem espelhar seus eleitores. Estes também devem cumprir os preceitos legais que regem uma nação desenvolvida. E, não, não há um salvador que irá magicamente, após a próxima eleição, resolver todos esses problemas. Impedir os produtores de escoar suas cargas ou matar de fome os animais irá trazer graves consequências. Os caminhoneiros desligaram seus motores, entretanto as vacas não podem ser desligadas. Precisamos de racionalidade neste momento. (Zero Hora por Roberta Züge, diretora administrativa do Conselho Cientíico Agro Sustentável (CCAS) e vice-presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná (Sindivet-PR))

Exportar lácteo é mais rentável pela primeira vez, desde que Macri assumiu

Rentabilidade/AR - O FAS teórico do leite pago aos produtores por uma indústria que destine 100% de sua produção a leite em pó integral ficaria, atualmente em 7 pesos por litro. Este foi o resultado elaborado por Juan Manuel Garzón e Nicolás Torre, economistas da Fundação Mediterrânea, sobre a capacidade de pagamento dos exportadores. 

"Se o câmbio se estabilizar em 25 pesos/US$ em junho e o preço FOB do leite em pó integral (WMP) se mantiver em US$ 3.063/tonelada (média dos primeiros quatro meses do ano), a indústria de WMP poderá obter margem bruta de lucro de 35,8% com exportação (um percentual muito razoável para exportar) pagando 7 pesos pelo leite cru", diz o trabalho. O cálculo leva em consideração a compensação de 3% para as exportações de leite em pó. No mês de maio, com o câmbio médio mensal de 23,7 pesos/US$, as fábricas de leite em pó terão margem bruta razoável (superior a 30%) pagando 6,60 pesos por litro aos produtores.

Nos primeiros quatro meses do ano - com o peso sobrevalorizado - a margem bruta conseguida pelos exportadores com os preços efetivos pagos aos produtores pode ser insuficiente para gerar operações rentáveis.

"Com a desvalorização as indústrias que exportam melhoraram sua capacidade de pagamento pelo leite cru e é de se esperar que elas ofereçam nas próximas semanas um valor pelo leite cru que será provavelmente superior ao de meses anteriores em termos reais", destaca o estudo.

Vale ressaltar que o FAS teórico de uma fábrica de leite em pó só é aplicável à produção destinada à exportação.

"O segredo está, finalmente, em como alinhar a oferta de produtos lácteos e a demanda no mercado interno", assegura o documento.

"Mas se a exportação se apropriar, por exemplo, apenas de uma parte do aumento de produção de leite que aparentemente, será entre 4% e 5% este ano, e a oferta líquida de lácteos no mercado interno se mantiver igual ou acima da de 2017, serão poucas as chances de melhorar os preços nos elos da cadeia vinculados ao mercado interno", acrescenta.

Durante o governo Kirchner, quando o negócio exportador se tornava atrativo, diversos mecanismos eram adotados para impedir as vendas externas de produtos lácteos, para garantir maior disponibilidade interna. Esta é a primeira vez, desde que Mauricio Macri assumiu, em dezembro de 2015, que esta oportunidade surge sem restrições de qualquer tipo. (valorsoja - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

 

Conseleite avança em Minas
Integrantes da Câmara Técnica do Conseleite estão reunidos, pela primeira vez, na sede da FAEMG. A tarefa é conhecer detalhes da cadeia produtiva para que seja possível oferecer, até o final do ano, um preço-referência para o produtor de leite in natura. A professora Vânia di Addario, uma das criadoras do método, no Paraná, em parceria com o professor José Roberto Canziani, ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explicou que, para a definição da metodologia de cálculo a ser adotada em Minas, serão levados em conta os custos, sistemas e volume de produção, faturamento, principais produtos lácteos do estado e outras particularidades. "Estamos apostando no entendimento, no bom-senso. É preciso civismo para que as coisas deem certo", disse Canziani. (Faemg)

 

 
 
 

Porto Alegre, 04 de junho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.748

 

Indústria acelera retomada
Laticínios gaúchos trabalharam no sábado e no domingo para dar fluxo à produção reprimida durante os dias da paralisação dos caminhoneiros e garantir o abastecimento do mercado consumidor. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, estima que ainda vão ser necessárias duas semanas para que as empresas consigam restabelecer suas rotinas. Assim como já anunciaram os setores de aves e de suínos, os laticínios também buscarão linhas de crédito para fazer frente ao "furo" milionário no faturamento. 
 
"As indústrias vão ter enormes problemas para cumprir seus compromissos e atender às suas metas", prevê Guerra, ao lembrar que a paralisação agrava ainda mais a situação do setor. Mesmo que os preços pagos ao produtor estivessem em evolução, ainda há defasagem no preço dos lácteos nos mercados, conforme o dirigente. Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), a média do valor do leite UHT em maio de 2017, por exemplo, foi de R$ 2,78. Em maio deste ano, R$ 2,65. Para Guerra, a lei da procura e oferta é que vai determinar a reação. O habitual para esta época é aumento do consumo, mas também ampliação da produção leiteira. (Correio do Povo)
 
 
Retaliação do México sobre queijo dos EUA preocupa produtores de leite

Produtores de leite dos Estados Unidos, que enfrentaram dificuldades durante vários anos, estão lamentando a crise do comércio norte-americano. Em retaliação às tarifas impostas pelos EUA sobre o aço e o alumínio, o México disse que vai taxar o queijo norte-americano e outros produtos. A indústria de lácteos norte-americana, com excesso de oferta, via nas exportações um meio para ajudar os preços a se recuperarem, tendo o México como maior cliente. 

Steve Maddox, que ordenha mais de 3 mil vacas perto de Fresno, na Califórnia, diz que parte de seu leite é transformado em queijo para exportação para o México. "É um golpe no otimismo sobre a recuperação da indústria", diz ele. "Esse pequeno contratempo comercial vai retardar a recuperação do preço do leite e atrasar qualquer alívio para a indústria de laticínios." (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no jornal O Estado de São Paulo)
 

 
China, Estados Unidos e União Europeia pressionam, e os produtores da Nova Zelândia recebem cada vez mais

Leite/NZ - Com foco nas decisões do Governo para a erradicação do Mycoplasma Bovis (MBP) é fácil esquecer que a agricultura precisa continuar, e que o comércio mundial não foi interrompido. Na China, o Primeiro Ministro Li Kequiang pediu às indústrias de laticínios que não negligenciem na qualidade e na segurança dos produtos para impulsionar o setor. Falando em encontro dos Executivos Estaduais, afirmou que o objetivo é de que em três anos melhore significativamente a qualidade e a reputação das fórmulas infantis domésticas. Na reunião decidiram adotar três medidas para impulsionar a indústria de laticínios: a primeira é introduzir vacas de raças mais apuradas nas fazendas do país; cultivar mais pastagens; formar rebanhos padronizados e construir bases para produção de leite cru de alta qualidade.

Segundo: melhorar a eficiência dos controles e o padrão nacional do leite cru e pasteurizado; construir sistemas de rastreamento da qualidade em todo o processo de produção.

Terceiro: fornecer apoio financeiro, bem como terras para criação de gado de leite.

Com essas políticas em andamento, haverá crescimento dentro da China em seu objetivo de tornar-se mais auto-sustentável.

Dos Estados Unidos, a notícias é de que o retorno doméstico para os lácteos não estão conseguindo atingir um ponto de equilíbrio. O que eles têm de positivo são as exportações, e desenvolvem seu potencial na direção de países em desenvolvimento que podem comprar mais lácteos com o aumento do preço do petróleo. Um dos itens de maior influência na rentabilidade dos produtores de leite dos Estados Unidos é o custo do milho, e a próxima safra parece não ser promissora, e pela primeira vez, desde 1983, a área de plantio perde para a soja, devido os baixos retornos. Dado que ainda existe um potencial risco do comércio com a China, com a soja na frente dos problemas, não deixa de ser uma situação surpreendente. Um estudo sobre as preocupações com a concorrência das alternativas ao leite nos Estados Unidos também mostrou resultados inesperados. Os consumidores de leite fresco estão migrando para água engarrafada. Principalmente no café da manhã, e enquanto bebem. Desde 1970, o consumo de leite per capita nos Estados Unidos diminuiu 45 litros e nos últimos dez anos o consumo de água engarrafada saiu de 212 bilhões para 391 bilhões de litros. Talvez as indústrias de laticínios estejam perdendo para a acessibilidade à água.  

A produção de leite na União Europeia (UE) nos primeiros três meses de 2018 foi de aproximadamente 2,3% acima do volume apurado no mesmo período do ano passado, embora as linhas do gráfico estejam com tendências a se encontrarem.

Dada a perspectiva muito otimista anunciada pela Fonterra e de que outros grandes produtores não estão se afastando nem das exportações, nem da produção, os NZ$ 7,00/kgMS previstos pela cooperativa acenderam luzes de alerta.

No âmbito local, a venda de uma fazenda de leite de 92,5 hectares nos arredores de Cambridge neste mês ao preço de NZ$ 11,1 milhões, ou o equivalente a pouco menos de NZ$ 120.000 por hectare, foi um recorde para uma fazenda de leite de Waikato. Anteriormente, o preço mais alto pago por fazenda de leite em Waikato foi em 2016, quando uma fazenda de 107 hectares também mudou de mãos pelos mesmos NZ$ 11,1 milhões. Desta feita o preço ficou em torno de NZ$ 104.000 por hectare. Comenta-se nos escritórios imobiliários da região que o MBP e as regras mais rígidas para os investimentos estrangeiros abrandaram as vendas. No entanto, essa negociação mostra que a demanda existe, desde que esteja no lugar certo. (interest.co.nz - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Custos de Produção tem segundo mês de alta
Custos de produção - Os custos de produção no campo repetem, no mês de abril, o movimento de alta. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) aponta 0,21%, em especial pelos fertilizantes que ficaram mais caros com a variação cambial. Os preços recebidos também registraram elevação de 6,1%, conforme o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR). Os dados foram divulgados pela Farsul, na quarta-feira, dia 30.  A forte valorização nos preços do milho (10%) e soja (8%) foi o que mais colaborou para o resultado do IIPR. A alta também influenciou no acumulado dos últimos 12 meses que chegou a 20,59%.  O IICP também apresentou inflação no acumulado do mesmo período por influência da taxa de câmbio, chegando a 1,19%. O maior aumento foi registrado nas lavouras de soja e trigo, ambas com 2%, as demais mantém uma trajetória de queda. Na comparação do acumulado em 12 meses entre IICP e IPCA há um alinhamento de alta, com o segundo atingindo 2,76%. Já na relação IIPR e IPCA Alimentos ocorre, novamente, descolamento, com o IPCA Alimentos registrando queda de -2,11%. Essa diferença de comportamento comprova que não há relação de curto prazo entre os índices. Confira o relatório na íntegra. (Agrolink)

 

 
 
 

Porto Alegre, 01 de junho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.747

 

 Cortes causam impacto no setor agropecuário 

O setor agropecuário não saiu ileso aos cortes anunciados pelo governo federal para compensar os R$ 9,5 bilhões de subsídio ao diesel. A medida provisória 839, publicada ontem no Diário Oficial da União, detalhou quais setores e programas perderão recursos. Os cortes atingirão o Programa de Reforma Agrária, em R$ 30,77 milhões, e o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar, em R$ 5,44 milhões. A Defesa Agropecuária perderá R$ 2,99 milhões e a Pesquisa e Inovações para a Agropecuária, outros R$ 2,72 milhões. A medida provocou repercussão no setor. O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Marcos Lessa, criticou os cortes na defesa agropecuária. 

Considera que o Brasil poderá se preparar para novos embargos comerciais, se continuar retirando verbas da fiscalização. “Há pouco tempo entrou em vigência o embargo de 20 frigoríficos de aves pela União Europeia e o governo acha que ainda pode diminuir recursos para esta área”, lamenta. Segundo Lessa, o afrouxamento da fiscalização também aumenta o risco da entrada de pragas e doenças no país, por meio de produtos contaminados. Vice-presidente da Farsul, Hamilton Jardim afirma que vê com preocupação os cortes divulgados, sobretudo, os relacionados à defesa agropecuária. “Cobramos muito dos nossos parceiros comerciais sanidade animal e vegetal, portanto, temos que dar exemplo e não perder o status sanitário conquistado pela fiscalização, reconhecidamente, eficiente”. Jardim também diz esperar que o governo não faça reajustes significativos no preço do diesel após os 60 dias de congelamento, justamente no período em que os produtores estarão formando a próxima safra de verão. “Acredito que o governo não reajustará muito acima do previsto, em véspera de eleições e com o risco de reativar a manifestação”, observou.

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, diz que o governo, ao apresentar estes cortes para atender o pleito dos caminhoneiros, demonstra que optou por fazer o mais simples: cortar investimentos. “Está tudo equivocado. O governo dá com uma mão e tira com a outra e não mexe onde realmente tem que mexer, nos privilégios”, critica Silva, ao lastimar corte na reforma agrária. O dirigente também se diz preocupado com possíveis aumentos nos juros no Plano Safra da Agricultura Familiar, que deve ser lançado na semana que vem. Hoje, as taxas praticados são de 2,5% a 5,5% ao ano. (Correio do Povo)
 

 
Cenário muda e alta do leite deve ganhar força

A interrupção na coleta de leite no campo durante nove dias em decorrência da greve dos caminhoneiros deve impactar os preços ao produtor do país no curto prazo, de acordo com análise da Scot Consultoria. Em maio, o produtor brasileiro recebeu, em média, R$ 1,116 pelo litro do leite entregue em abril, alta mensal de 1,7%. A pesquisa levanta os preços do leite praticados em 18 Estados. Antes da greve, a expectativa era que o ritmo de alta arrefecesse, lembra Rafael Ribeiro, analista da Scot. Agora, a previsão é que a valorização se intensifique no curto prazo porque a greve provocou uma queda na captação nas duas últimas semanas de maio. Dados parciais do Índice Scot de Captação de Leite mostram uma retração de 2,2% na coleta da matéria-prima no mês. Os números, contudo, ainda não consideram os efeitos totais da greve, por isso a queda deve ser maior, afirmou Ribeiro. 

 

Segundo ele, a captação de leite deve seguir prejudicada apesar do fim da greve, uma vez que as vacas receberam menos alimento nos últimos dias e deve demorar para que voltem a produzir normalmente. Os preços dos produtos lácteos também devem registrar alta no atacado e no varejo no curto prazo por causa dos estoques mais enxutos em decorrência da greve, disse. Há expectativa de demanda maior no varejo para reposição dos estoques. O levantamento dos preços no varejo em maio já refletiu, em parte, a greve dos caminhoneiros. O litro do leite longa vida no varejo de São Paulo subiu R$ 0,10 em maio na comparação com abril, para R$ 3,20, em média, segundo a Scot. No atacado houve pouca variação. A greve definitivamente mudou as expectativas de curto prazo da cadeia produtiva de leite. Pesquisa da Scot em 18 Estados do país com 158 agentes, como laticínios, cooperativas e produtores, indicou que 88% esperam alta no próximo pagamento ao produtor, 11%, estabilidade e apenas 1%, queda dos preços. (Valor Econômico)


Do apoio ao luto 

A sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Não-Me-Toque, no norte do Estado, amanheceu de luto. A faixa preta estendida em frente ao prédio manifestava a tristeza de produtores da região diante do quadro de perdas que se agrava diariamente em razão da mobilização dos caminhoneiros. Ao ter de repetir a ação de descarte de leite da propriedade, na manhã de ontem, o presidente da entidade, Maiquel Junges, 34 anos, decidiu agir:

- Estamos de luto. A faixa preta é em favor do associado, do agricultor familiar, que está perdendo o sustento da sua família.

Ao relatar aquele momento em que, em meio aos litros de leite jogados fora, teve a ideia da mobilização, Maiquel não conteve as lágrimas. Ele, que toca a propriedade com irmãos e acabou se tornando uma liderança no meio, preocupa-se, ainda, com o efeito que a atual crise possa causar no longo prazo.

- Como manter o jovem no campo? - questiona.

A família cria 25 vacas da raça holandesa e teve de colocar fora, até agora, 3,5 mil litros de leite.No início da mobilização, o sindicato, que tem 800 associados, dos quais cerca de 200 produtores de leite, foi procurado por caminhoneiros e apoiou a manifestação, levando tratores até Carazinho e realizando protesto. Mas o suporte ficou insustentável com a multiplicação de perdas. O endosso foi retirado. E deu lugar ao luto. (Zero Hora)


Fórum de investimentos

Durante o Fórum de Investimentos Brasil (FIB 2018), o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa) divulgou portfólio de projetos do setor com potencial para atrair mais de US$ 4 bilhões em investimentos externos. São 161 projetos nas cinco regiões brasileiras em diferentes áreas da agropecuária, desde a produção vegetal e animal, passando pela infraestrutura, até a logística.

Além da participação do ministro Blairo Maggi no painel “Alimentando o Mundo: Agenda do Agronegócio”, realizado na tarde desta quarta-feira (30), o Mapa tem um estande no FIB, onde a carteira de empreendimentos ficou disponível para avaliação. O portfólio inclui projetos privados de avicultura, logística, celulose, frigoríficos, usinas, portos, pescado, reflorestamento, entre outros setores.

Na sua exposição, Maggi enfatizou que o país tem condição de enfrentar com facilidade críticas de natureza ambiental feitas por concorrentes no exterior. “O Brasil hoje é um país que consegue mostrar através de dados científicos que respeita o meio ambiente”, disse o ministro referindo-se a dados da Embrapa Territorial que demonstram a preservação de 65% do território com vegetação nativa. 

“E com a nova lei do Código Florestal, já conseguimos dar o endereço de 90% das propriedades agrícolas. Qualquer um pode entrar no sistema e ver a condição ambiental da minha propriedade”, afirmou.

Mas há outros desafios a enfrentar no mercado internacional para aumentar a participação brasileira no setor do agro, disse Maggi. “Agora mesmo, nós temos problemas na área de alimentos processados e frangos, por exemplo.

Há resistência muito forte de produtores europeus. Mas produzimos muito, com eficiência, conhecimento e capacidade. Diferentemente do que acontece no continente europeu e em muitos outros lugares, inclusive, com reconhecimento da própria OCDE, o Brasil é país que menos subsídio dá a seus agricultores”.

O Ministério da Agricultura tem adotado a estratégia de divulgar no exterior oportunidades de negócios no Brasil e vem colhendo resultados. Um exemplo é o investimento dos Emirados Árabes Unidos na ampliação de um frigorífico, que pode chegar a US$ 300 milhões em cinco anos.

Entre os empreendimentos estão, portos para escoamento da safra no Maranhão, produção de suínos, aves e peixes no Acre. Neste último caso, um dos projetos envolve a cadeia do pirarucu – peixe típico da Amazônia –, desde a produção de alevinos até o frigorífico, incluindo o tratamento do couro para produção de bolsas e calçados.

Marca para exportação
Maggi anunciou ainda o lançamento em breve do selo “O Melhor do Agro Brasileiro”. Inicialmente, produtos como café, grãos, suco de laranja e carnes contarão com marca, criada a partir da bandeira do Brasil. Códigos serão impressos em embalagens permitindo aos consumidores obter informações detalhadas dos itens.

“A nossa ideia é que esta marca sirva como um selo de garantia da qualidade de nossos produtos. Desejamos que quando nosso cliente bater o olho no rótulo reconheça a origem e segurança produtiva, como já ocorre em alguns países. Queremos que a pessoa identifique , através desta marca, um produto do agronegócio brasileiro e que, de forma rápida, encontre todas as informações necessárias.

Essa marca corresponde à mais uma segurança para o consumidor. Através do QR Code - código de barras que pode ser escaneado usando a maioria dos telefones com câmera -, o cliente terá acesso a toda cadeia produtiva referente ao produto, de onde veio, a matéria prima, por onde passou, como foi o processo produtivo, explicou o ministro.

Maggi destacou ter tido apoio da Agência Brasileira de Exportação (Apex) para adotar essa ferramenta. “Estamos lançando esta marca, esperando que consiga traduzir a integridade, qualidade e toda garantia dos produtos agropecuários brasileiros. Será lançado para o mercado externo, mas obviamente pode ser utilizado no mercado interno também. (Mapa)
 

Preço subiu 24% durante o ano
O preço pago pelo litro de leite em maio, pelo produto captado em abril, chegou a R$ 1,2545, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Usalq/USP divulgado ontem. O valor corresponde à chamada “média Brasil”, que tem dados dos sete maiores produtores entre os estados brasileiros. Os aumentos foram de 8,4% sobre o mês anterior e 24,2% no acumulado do ano. De abril para maio, a maior alta, de 10,34%, ocorreu no Rio Grande do Sul. A variação dos preços é atribuída pelo Cepea à queda da captação na entressafra. (Correio do Povo)

 
 
 

Porto Alegre, 30 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.746

 

Prejuízos minam apoio à greve dos caminhoneiros
A paciência e até a simpatia com o movimento dos caminhoneiros acabou. A intransigência em dar passagem às cargas vivas e a produtos altamente perecíveis como o leite, desidratou o apoio oferecido por pessoas e entidades ligadas à produção. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) emitiu nota retirando o endosso feito na semana passada à paralisação.

- Entendemos que o movimento está perdendo o foco e o controle. Nós, como sindicalistas, jamais podemos apoiar grupo que está pregando a intervenção militar - diz Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS.

Na Serra, houve relatos de intimidações feitas a motoristas que saíram para coletar leite. Dados do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat-RS), contabilizam 51 milhões de litros de leite perdidos (leia mais abaixo).
Os prejuízos se multiplicam nos setores de aves, suínos, bovinos e hortifrutigranjeiros. Mais de cem mil famílias de agricultores estão sendo afetadas, estima a Fetag-RS.

- Não faz mais sentido, o pleito é legítimo, mas tem limites, não podemos ser irresponsáveis. Nas nossas manifestações, tentamos atrapalhar o mínimo possível as pessoas que têm o direito de ir e vir. Uma semana de greve dá para entender, continuar depois de um acordo, não faz nenhum sentido - opina Antoninho Rovaris, secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Conatg).

Em nota, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) diz respeitar o movimento, mas alerta para a situação que vem ocorrendo nos últimos dias no setor de proteína animal.

- Em tudo o que é ponto tem carga perecível. Hoje (ontem) vai fazer nove dias que não enxergo uma carga dos atacadistas - lamenta Sergio Di Salvo, presidente da Associação dos Atacadistas da Ceasa, que estima mil caminhões trancados.

No Vale do Taquari, entidades alertam para o risco iminente de emergência sanitária a instalar-se na região se a logística não for restabelecida.

Há um apelo aos manifestantes para que liberem o caminho para veículos com rações e cargas vivas. O argumento de que a categoria não suportava mais aumentos de combustíveis começou a se perder diante de tamanho prejuízo. (Zero Hora)

 
LEITE DERRAMADO

Esse é o caso de chorar pelo leite derramado. Produtores em diversas regiões do Estado seguem sem conseguir fazer a entrega, tendo de abrir os tanques de resfriamento para descartar a produção (na foto acima, propriedade em Mato Queimado, no Noroeste). São 51 milhões de litros de leite perdidos, segundo estimativa do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS). Em Paraí, na Serra, Arialdo Bristot teve de descartar 7,8 mil litros de leite. Ontem, o caminhão conseguiu coletar, mas não avançou nas estradas. As perdas que se acumulam estão fazendo a manifestação perder o apoio.

- A gente entende perfeitamente o movimento deles (caminhoneiros), mostraram que têm força e parcialmente foram ouvidos. Pediria sensibilidade ao leite, que é extremamente perecível. Para que possa ser escoado das nossas propriedades, porque cada dia que tu põe o leite fora, deixa o produtor ainda mais no vermelho - apelou Marcos Tang, presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), durante a cerimônia de posse da entidade para o período 2018-2020. (Zero Hora)

Empresa láctea da Arábia Saudita planeja investimento de US$ 2,8 bi em 5 anos

A Almarai, da Arábia Saudita, maior companhia de lácteos do Golfo, planeja gastar 10,6 bilhões de reais (US$ 2,8 bilhões) em investimento de capital sob um plano de negócios de cinco anos visando aumentar sua eficiência e expandir sua presença geográfica.

O investimento para o período de 2019 a 2023 será financiado através de um fluxo de caixa operacional crescente, financiamento bancário, programas locais e internacionais, bem como o Fundo de Desenvolvimento Industrial da Arábia Saudita e o Fundo de Desenvolvimento Agrícola, disse a empresa. "Dadas as persistentes condições econômicas desafiadoras em toda a região, o foco em medidas de eficiência e otimização de custos continuará durante todo o período do plano para garantir vantagem competitiva contínua", disse a empresa em um comunicado.

As empresas de bens de consumo e varejistas da Arábia Saudita sofreram com a combinação da introdução do imposto sobre valor agregado, preços mais altos de energia e um frágil mercado de trabalho que restringiu os gastos do consumidor. A Almarai e outros exportadores sauditas também foram afetados pelo corte do mercado do Catar como resultado de um conflito diplomático entre o país e a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito.
A Almarai disse que seu investimento se concentrará na substituição de ativos existentes, melhoria da produção dentro de fazendas e fábricas, instalações de distribuição e transporte, ampliação de sua área geográfica e inovação de produtos. (As informações são da Reuters, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
Produção orgânica de leite é tema de curso da Embrapa

Leite orgânico - A Embrapa está oferecendo o curso Pecuária Leiteira Orgânica, que será realizado durante dois dias por mês, de junho a outubro, na Embrapa Sudeste em São Carlos (SP), e na Fazenda Nata da Serra em Serra Negra (SP). A Secretaria de Inovação e Negócios (Escritório de Campinas) da Embrapa firmou parceria com o Laticínio Nata da Serra para oferecer o curso, cujo objetivo é tratar de métodos sustentáveis no manejo pecuário e capacitar para atividades de produção e assistência técnica.

O curso será realizado em cinco módulos (um por mês), abrangendo tópicos, como manejo de pastagens, aspectos sanitários, ambiência animal, planejamento da propriedade, produção e conservação de forragens ministrados por profissionais da Embrapa, do Laticínio Nata da Serra e de parceiros de instituições públicas e privadas. A capacitação inclui o gerenciamento dos recursos naturais, a solução de problemas agropecuários, a conciliação da produtividade com conservação ambiental e a avaliação socioeconômica e ecológica do sistema orgânico de produção.

O curso inclui, além do conhecimento científico, a prática do campo, vivenciando o manejo na fazenda Sula do Laticínio Nata da Serra que produz nesse sistema há 20 anos. O público-alvo do curso de Pecuária Leiteira Orgânica é formado por produtores, agrônomos, zootecnistas, veterinários, técnicos agrícolas, empresários, administradores, comerciantes, biólogos e por quem mais tiver interesse.

As empresas Nestlé, e Socil do Grupo Neovia são patrocinadoras do Curso Pecuária Leiteira Orgânica e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Fundação Mokiti Okada, Gold Seeds Agronegócio Ltda e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apoiam o evento. Inscrições abertas, informações adicionais sobre o curso na Embrapa Pecuária Sudeste (16) 3411-5754 (Mapa)

 

Piracanjuba amplia linha Zero Lactose
A Piracanjuba amplia sua linha de produtos sem lactose com a Manteiga Piracanjuba com sal. O produto é acondicionado em embalagens de 200 gramas. A identidade visual do produto foi idealizada pela equipe de design interna da empresa. Outra novidade é o Doce de Leite Piracanjuba Zero Lactose, vendido em pote de 350 gramas. Em princípio, o doce de leite será comercializado apenas na Região Centro-Oeste do País. (Embalagem Marca)

 
 
 

Porto Alegre, 29 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.745

 

SEM RESPALDO PARA DOAÇÃO
Diante da crise causada pela mobilização dos caminhoneiros, que impede a chegada da matéria-prima às indústrias, obrigando o descarte de itens como leite, muitas pessoas questionam porque os agricultores não fazem doações. Embora não existam regras específicas vedando a distribuição, o consumo de leite cru é desaconselhado pelas autoridades. Não há como garantir a segurança sanitária, explica Leonardo Werlang Isolan, chefe do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul. O novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), publicado no ano passado, estabelece no artigo 354 que o leite cru não pode ser considerado para consumo humano.

- A gente não doa porque não pode - reforça Sarah Waihrich Salles, produtora em Júlio de Castilhos.

Ela tem produção diária de 11 mil litros de leite e, como a indústria para a qual fornece não está conseguindo chegar na propriedade, viu-se obrigada a colocar fora o alimento. Ontem, as indústrias seguiam com as atividades paralisadas porque, além da dificuldade em fazer o leite chegar até elas, enfrentam falta de outros insumos, como as embalagens e os produtos químicos para limpeza dos tanques.

- A situação continua crítica. Hoje, quando as indústrias ligam as máquinas, têm custo ainda maior, porque há pouco leite - conta Alexandre Guerra, presidente do Sindicado das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS).

A entidade estima que, diariamente, são perdidos 8 milhões de litros de leite em razão dessa paralisação. Considerando desde a última quinta-feira, isso representa volume de 45 milhões de litros de leite. (Zero Hora)

 
 
Nota Oficial da FETAG-RS

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), desde o início da mobilização dos caminhoneiros manifestou apoio à pauta, por entender que essa era a mesma dos agricultores. O êxito obtido na reivindicação do diesel, por exemplo, atende a reivindicação da agricultura familiar.

No entanto, decorridos nove dias de paralisações, constatamos que a greve tomou um rumo que traz a perda de controle das mobilizações, passando a ter um foco político-ideológico. Mais de 100 mil famílias, que produzem leite, suíno, frango e hortifrutigranjeiros estão perdendo toda a produção. Diante deste contexto, a FETAG-RS não pode mais concordar com uma manifestação que traz prejuízos desta magnitude para os agricultores. Assim, a ORIENTAÇÃO da FETAG-RS, neste momento, é que haja serenidade e que os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais retirem o apoio das mobilizações.

A FETAG-RS conclama ao comando das mobilizações para desobstruir a passagem de caminhões com produtos dos agricultores, além de insumos e rações para que a indústria possa retomar a produção.

A FETAG-RS entende que não pode colocar produtor contra produtor e o prejuízo para a agricultura familiar está muito grande e sem precedentes.     Então, a partir de agora, a FETAG-RS orienta para a retirada de apoio à greve  dos caminhoneiros, enquanto não for normalizada a passagem da produção dos agricultores.     Os agricultores não podem pagar a conta da incompetência dos nossos governos e de uma mobilização sem controle. (FETAG)

 
 
Como ficam os lácteos em um ranking de marcas globais?

A Kantar Worldpanel publicou seu relatório Brand Footprint, um Ranking Global das Marcas aos Consumidores Mais Escolhidas. O relatório de 32 páginas abrange mais de 18.000 marcas em todo o mundo e cobre mais de 350 bilhões de decisões de compradores. Na introdução do material, Josep Montserrat, CEO da Kantar Worldpanel, disse: "Temos visto uma tendência de players locais ganharem participação de seus concorrentes globais nos últimos anos, e isso continuou em 2017".

"As marcas locais tendem a adaptar-se às necessidades e tendências do mercado, e os ganhos de penetração mais altos são mais fáceis. Até mesmo pequenos ganhos, na aparência, são significativos". Montserrat observou que cada 0,1% ganho por marcas locais vale US$ 500 milhões". 

Lácteos se tornam locais
No setor lácteo, apenas 20% dos gastos foram em marcas globais, a menor de todas as categorias, o que significa que os players menores são mais significativos no setor.
A Danone manteve sua posição no número 20 entre os 50 melhores do ranking mundial para 2017, enquanto a Yakult também manteve seu lugar em 48.
Na seção de e-commerce, a Yoplait ficou em quinto lugar com 9,3% do total de CRPs on-line, com o sorvete Wall's em 13º (6,8%) e a marca Activia em 16º (5,6%).
Em termos de classificações globais de fabricantes, várias empresas com divisões e produtos lácteos fazem parte da lista, com a Unilever no topo com 36 bilhões de CRP. A Nestlé ficou em segundo lugar (12,4 bilhões), com a PepsiCo (10,5 bilhões) e a Coca-Cola (9,7 bilhões) em quarto e quinto, respectivamente. A Danone (oitava, 4,6 bilhões), a KraftHeinz (nona, 3 bilhões) e a ReckittBenckiser (11ª, 1,9 bilhão) têm conexões com lácteos.

Dez países onde os lácteos locais são top
As empresas de lácteos se saem bem globalmente quando se trata de ser a marca líder em alguns países. Embora nem todos os países sejam abrangidos pelo relatório, as empresas de lácteos estiveram entre as principais marcas em 10 países: Portugal (Mimosa), Peru (Glória), Bolívia (Pil), Colômbia (Colanta), Grécia (NoyNoy), Polónia (Mlekovita), China (Yili), Vietnã (Vinamilk), Tailândia (Dutch Mill) e Arábia Saudita (Almarai).

Diversas marcas de lácteos e alternativas aos lácteos também estão presentes no relatório, incluindo a brasileira Piracanjuba, Arla, Alpro, Nutri (Equador) Armonía (Argentina), Dano (Nigéria), Juhayna (Egito) e Cremora (África do Sul). (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
 
Uruguai - Abate recorde de vacas de leite

Vacas de leite/Uruguai - O abate de vacas leiteiras alcançou um número recorde no último ano móvel. No acumulado de maio 2017 a abril 2018 foram enviadas para abate 77.652 vacas de leite, o máximo para 12 meses, pelo menos desde 2010. O dado mensal de abril mostra o maior descarte de vacas leiteiras, 7.264 cabeças, segundo dados do INAC. Foi um saldo de 46% em relação a um ano atrás, quando foram abatidas 4.966 animais. No acumulado do ano, até abril, já são 24.647 cabeças, 36% a mais em relação às 18.064 descartadas de janeiro a abril de 2017. (Blasina y Asociados - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

 
 
 

Holanda - Previsão do preço do leite para 2028
Preços futuros - A previsão do preço em longo prazo é importante para elaboração de orçamentos e projetos de investimentos, bem como fazer cálculos para assistência social a trabalhadores independentes. Houve aumento de € 1,00 em comparação com a projeção feita no ano passado. Os custos também deverão subir em decorrência de medidas relacionadas à sustentabilidade e meio ambiente. O valor, que inclui o preço do leite e bonificações, foi estabelecido com base nas expectativas da Comissão Europeia e estimativas elaboradas por um painel de especialistas que contou com representantes de bancos, de entidades do setor agropecuário, profissionais de contabilidade e finanças, além do governo. É verdade que cada vez mais variáveis afetam o cálculo, mas, existe método que já vem sendo utilizado há anos. Consiste no preço médio à vista dos últimos três anos. Com um desvio padrão de mais ou menos € 3,00 por 100 kg de leite, a média encontrada para o preço do leite em 2028 será de € 35,50/100 kg, [R$ 1,57/litro]. (Agri-web - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

 
 
 

Porto Alegre, 28 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.744

 

MPs são publicadas, mas cargas seguem retidas no RS
 
Apesar das Medidas Provisórias (MPs) publicadas ainda na noite de domingo (27/5) pelo presidente Michel Temer com concessões aos caminhoneiros, diversas cargas seguem retidas nas estradas do Rio Grande do Sul, entre elas caminhões tanque de leite cru e insumos para as indústrias. Diante da grave situação, o Conselho Paritário de Produtores e Indústrias (Conseleite/RS) e seus associados manifestam sua consternação com a continuidade dos bloqueios de cargas.

Apesar do acordo que prevê retomada do transporte de produtos, pouco se viu de efetivo na manhã desta segunda-feira (28/5), o que torna crítica a situação financeira de 65 mil famílias que vivem do leite no Rio Grande do Sul. A cada dia, perde-se cerca de 8 milhões de litros de leite, o que é fonte de sustento para 300 mil pessoas sem contar o efeito cascata da falta desses recursos nas economias municipais.

O Conseleite alerta que a demora na retomada da produção industrial e da coleta de leite no campo pode levar ao colapso financeiro centenas de tambos gaúchos que já enfrentavam, desde antes da greve, a pior rentabilidade da atividade em anos. Consciente de seu papel pelo desenvolvimento do setor lácteo e de todo o Rio Grande do Sul, o Conseleite conclama os líderes do movimento grevista e os próprios caminhoneiros a se solidarizem com o setor, viabilizando a chegada, o mais rápido possível, de insumos aos laticínios para que, tão logo as plantas fabris estejam reabastecidas, a captação de leite possa ser retomada a pleno. 

 
Pedrinho Signori, presidente do Conseleite e da Fetag

Alexandre Guerra, presidente do Sindilat

Jorge Rodrigues, coordenador da Comissão de Leite da Farsul

Sergio Luiz Feltraco, diretor executivo da Fecoagro (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Prejuízos milionários
A imagem da foto sintetiza a situação da maior parte das indústrias de leite no Estado. As máquinas estão paradas, sem operar. E não é apenas pela dificuldade de recolher leite nas propriedades. Faltam outros materiais, como embalagens e produtos químicos para a limpeza das instalações. Ao mesmo tempo, os estoques estão abarrotados. Isso significa que, mesmo com a normalização da coleta, só será possível retomar o processamento quando essa carga for despachada. - Enquanto não houver uma solução sistêmica, não conseguiremos captar o leite que está nas propriedades. 
 
A primeira necessidade hoje é tirar estoques de dentro das fábricas. As ações pontuais de liberação são meramente paliativas - afirma Guilherme Portella, diretor de Comunicação Externa, Assuntos Regulatórios e Corporativos da Lactalis do Brasil. Na Cooperativa Santa Clara (foto), a linha de leite UHT segue sem atividade. O volume que precisa ser descartado começa a aumentar. Estimativa do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), com base na quantidade que deixou de ser recolhida, é de que 32 milhões de litros de leite foram perdidos. - É muito leite fora, muito prejuízo. Cada dia piora, quem tinha condições de segurar a produção, não consegue fazer isso por cinco, seis dias - lamenta Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS). Há regiões em que os produtores foram para a frente das indústrias, na tentativa desesperada de conseguir entregar o leite. Mas com outros insumos em falta, nem isso viabiliza a operação. (Zero Hora)
 
 
Rentabilidade negativa nas fazendas

Rentabilidade/AR - Segundo cálculos do Departamento de Economia do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) divulgados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), a rentabilidade média ponderada de todas as regiões leiteira foi em fevereiro, março, e abril passados, -0,1%, -0,2%, e -03%, respectivamente, contra 2,4%, 2,5% e 3%, nos mesmos meses de 2017.

Segundo o boletim do INTA, o custo de produção de leite é de 6,27 pesos (média ponderada) para abril de 2018, e o preço pago ao produtor ao nível nacional segundo a agroindústria foi de 6,12 pesos por litro. Deve-se levar em consideração que as condições das forragens, soja e milho não são as ideias na Argentina e no Uruguai, e logicamente impacta diretamente no aumento dos custos. No entanto, a produção de leite continua crescendo em abril, totalizando 776 milhões de litros.

A produção de leite no Brasil diminuiu, em parte devido ao fechamento de pequenas e médias propriedades, principalmente me decorrência de preços baixo do leite e também pela elevação dos custos de produção. No Chile, a produção de leite, não é suficiente para atender as necessidades das indústrias. Consequentemente a importação de lácteos está crescendo, principalmente a procedente dos Estados Unidos, e deve aumentar no segundo trimestre. As importações dos Estados Unidos para o Chile não estão sujeitas a tarifas alfandegárias, graças ao Acordo de Livre Comércio Transpacífico (TPP). Os preços de exportação do leite em pó desnatado aumentaram ligeiramente na América do Sul, permanecendo, significativamente,  mais altos do que os valores da Europa e da Oceania. (ON24 - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 21/2018 de 24 de maio de 2018

Leite/América do Sul - A produção nas fazendas está entre estável e aumentando na Argentina, com o clima sendo mais favorável e um melhor conforto animal. 
A produção de janeiro a abril de 2018 subiu 9,38%, de acordo com informações governamentais, quando comparada com o mesmo período de 2017. Ao contrário do que ocorreu no ano passado, a oferta de leite cru é mais do que suficiente para atender as necessidades da indústria. Mesmo com crescimento da oferta de leite cru, os preços também estão elevados incentivando os produtores a manterem a produção em alta. O mercado para a matéria gorda continua firme, mesmo com melhoria da oferta. No Uruguai a produção vem melhorando continuamente, dentro dos padrões sazonais de outono, atendendo adequadamente as necessidades das indústrias. A maior parte do creme já está comprometida para atender contratos já firmados. Assim, várias indústrias estão tendo dificuldades em encontrar manteiga no mercado spot. No entanto, existe boa movimentação na fabricação de queijo e empacotamento de leite fluido.

No Brasil, a chuva voltou nos principais estados produtores de leite, dificultando a produção em muitas fazendas. No entanto, esta humidade está beneficiando a qualidade das pastagens e o milho da segunda safra. De um modo geral, no entanto, a oferta de leite cru está menor do que as necessidades de processamento, exceto para o leite fluido e queijo. As importações brasileiras de lácteos dos países vizinhos voltaram a subir. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 

França reduz suas importações de leite em 45% devido ao programa 'Made in France'
Os consumidores franceses preferem leite que vem da França. Essa preferência permitiu que entre 2015 e 2017, as importações de leite na França caíssem 45%. Este intervalo de tempo é o período em que a rotulagem da origem do leite esteve em vigor, como mostrou a Syndilait, que é uma organização profissional que reúne a maioria dos fabricantes de leite na França. O "Made in France" é um ativo para o leite fluido. Para 8 em cada 10 franceses, a origem francesa é garantia de qualidade, segundo uma pesquisa realizada pela organização francesa, CNIEL em 2017. O logótipo "Leite recolhido e embalado na França" foi lançado em 2014. Atualmente está presente em mais de 60% das garrafas e caixas comercializadas na França. A Syndilait argumentou que o preço mínimo pelo qual um litro de leite deveria ser vendido seria de 1 euro (US$ 1,17), valor que permitiria que a cadeia de produção fosse reavaliada e isso não causaria tanta surpresa ao consumidor como alguns querem fazer crer. (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
 

Porto Alegre, 25 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.743

 

NOTA OFICIAL SINDILAT
Sem cumprimento de liminares nem acordo em Brasília, coleta de leite cru para no RS

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado do RS (Sindilat) lamenta a falta de coerência em fazer cumprir as decisões liminares obtidas na Justiça para a liberação das cargas de leite cru retidas em manifestação de caminhoneiros. Apesar dos esforços das empresas associadas para que seus caminhões chegassem aos 65 mil produtores gaúchos para coletar a produção diária e, mesmo de posse das liminares, poucos avanços foram obtidos. A falta de sensibilidade do comando de greve penaliza milhares de famílias que tiram sustento de tambos onde é impossível desligar as máquinas.

O Sindilat estima prejuízo de R$ 10 milhões por dia com a perda da produção estocadas nas propriedades. O valor não representa impacto apenas aos produtores e à indústria. A soma deixa de se reverter em poder de compra no varejo do Interior do Estado e em impostos para mais de 90% dos municípios gaúchos.

O sindicato e seus associados entendem as causas que motivam a greve. No entanto, o Sindilat e as indústrias por ele representadas exigem uma rápida solução do governo para o caso sob pena de levar o setor, que enfrenta uma das piores crises de sua história, ao colapso financeiro e ameaçar os 300 mil empregos por ele gerados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
NOTA ABERTA À POPULAÇÃO - FUNDESA

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) respeita a realização do movimento dos caminhoneiros. Entretanto, vem relatar a grave situação que vem ocorrendo nos últimos dias no setor de produção de proteína animal no Rio Grande do Sul. A paralisação nas rodovias já provoca sérios problemas de alimentação de aves e suínos nas granjas. Não há milho e farelo de soja para a produção de ração, e nem mesmo é possível o transporte do alimento até às propriedades com animais alojados.

Entre as graves consequências da severa restrição alimentar estão o canibalismo, a falta de desenvolvimento dos animais e a mortalidade. A desnutrição dos animais alojados afeta diretamente o bem-estar animal e coloca em risco a sanidade, já que sem nutrição a imunidade cai, abrindo portas para enfermidades. Além disso, o correto descarte de resíduos de produção está impossibilitado, e pode provocar impacto ambiental. Na produção de leite já está ocorrendo descarte, pois não há o recolhimento e transporte do produto para industrialização.

O setor de proteína animal, que tanto contribui para a alimentação da população brasileira, a retomada econômica do país e com o desempenho da balança comercial, enfrenta no Rio Grande do Sul perdas diárias de receitasó nos setores de aves de mais de R$ 20 milhões, e de suínos de R$ 14 milhões.

As entidades integrantes do Fundesa pedem a abertura de diálogo e a sensibilidade das lideranças do movimento dos caminhoneiros no sentido de permitir o escoamento de milho e farelo de soja para as fábricas de ração, e da ração em direção às propriedades, bem como o transporte de cargas vivas entre unidades produtivas do sistema integrado. (Fundesa)

 
Brasil recebe da OIE certificado de livre de aftosa

O Brasil recebeu ontem da Organização Mundial da Saúde (OIE) o certificado que considera o país livre da febre aftosa com vacinação. O documento foi entregue pela diretora-geral da OIE, Monique Eloit, para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em cerimônia na sede da OIE, em Paris. Em comunicado, Monique afirmou que a certificação foi aprovada na terça-feira pela Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, que confirmaram o Brasil como uma zona ampliada livre da doença que acomete principalmente os rebanhos bovinos. O documento cita apenas 24 Estados e o Distrito Federal como unidades da Federação que receberam o reconhecimento sanitário. 

 
Mas o ministro Blairo Maggi esclareceu ao Valor que Santa Catarina - único Estado do país que tem o status de livre de febre aftosa sem vacinação - e Rio Grande do Sul já haviam sido certificados anteriormente pela OIE. "Finalmente recebemos nosso certificado de país livre de febre aftosa. Parabéns aos pecuaristas, servidores do Mapa [Ministério da Agricultura], governo federal, governos estaduais e aos milhares de anônimos que trabalharam nos últimos 60 anos ou mais para essa conquista. Parabéns Brasil", afirmou Blairo. O ministro disse que, com o certificado, os frigoríficos brasileiros terão mais chances de exportar para mercados mais rigorosos. Segundo ele, um desses casos é a China, que pode comprar carnes com osso e miúdos. A intenção do Ministério da Agricultura é, a partir de agora, buscar o status de livre de aftosa sem vacinação na OIE. Pelo cronograma da Pasta, esse status deverá ser obtido em 2023. (Valor Econômico) 
 
ELES NÃO PODEM DESLIGAR OS ANIMAIS

O desabastecimento nas cidades é a face mais evidente dos efeitos da mobilização dos caminhoneiros. Mas os prejuízos se multiplicam, em diversos segmentos. Ontem, agricultores do Rio Grande do Sul tiveram de colocar fora leite armazenado nas propriedades. Segundo o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS), cerca de 10 milhões de litros de leite deixaram de ser recolhidos, 80% do volume habitualmente coletado por dia.

Na propriedade familiar de Adriane Bertoldo, em Nova Bassano, 3 mil litros de leite tiveram de ser descartados depois de dois dias sem recolhimento do produto por parte da empresa para a qual fornece.

- Nosso resfriador tem capacidade para 3 mil litros. Quando encheu, nos obrigamos a colocar fora - lamenta a produtora, que tem 45 vacas holandesas, que somam produção diária de 1,5 mil litros.

Diariamente, os produtores ficam à espera de informações sobre se será ou não possível recolher o leite:

- Dependemos do caminhão para buscar a produção. E não é só o prejuízo do que a gente joga fora, tem mais a ração, a luz, várias coisas que se somam aos custos.

A produtora sofre duplamente com a paralisação. Além do leite, produz suínos. Os frigoríficos, igualmente afetados, não têm conseguido buscar os animais. Hoje, as empresas de aves e de suínos do Estado ficarão paradas.

- Ainda não dá para calcular o prejuízo, mas é grande e real - diz Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS.

Levantamento feito ontem contabilizava que, a cada dia de paralisação, 22 milhões de frangos, 150 mil suínos e 90 mil bovinos deixam de ser abatidos, só nas unidades com inspeção federal. Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que ainda não havia ocorrido a liberação de cargas vivas em "vários pontos de parada do movimento de greve nas estradas". Há relatos de animais que estão há mais de 50 horas sem alimentação.

Em desabafo feito por meio de uma rede social, um produtor de leite do Estado afirmou:
- Vocês (caminhoneiros) desligam a chave dos caminhões, não têm mais gasto com nada. Eu não tenho como desligar as vacas. (Zero Hora) 

 

PRODUTO NÃO FICARÁ MAIS CARO
Uma das principais indústrias do Estado, a CCGL, com sede em Cruz Alta, no Noroeste, pode processar até 1,7 milhão de litros de leite, mas ontem trabalhava com 20% da capacidade. Hoje, poderá parar por completo. - A oferta estava estabilizada. Vendíamos o que produzíamos. Alguns pontos de venda ficarão sem o produto - avalia Caio Vianna, presidente da CCGL. O dirigente afirma que o consumidor final não será onerado. Na Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, na Serra, o volume de leite recolhido era suficiente apenas para 12 horas de trabalho. A Lactalis estava com 90% da captação comprometida. - A tendência é de desabastecimento, sim - afirma Guilherme Portella, diretor de Comunicação Externa, Assuntos Regulatórios e Corporativos da Lactalis do Brasil. (Zero Hora)
 

 
 

Porto Alegre, 24 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.742

 

Mais de 80% da captação de leite do RS está comprometida
O Sindicato da Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) informa que mais de 80% da captação de leite do Rio Grande do Sul está comprometida nesta quinta-feira (24/5). Segundo levantamento realizado com associados nesta manhã, várias empresas suspenderam integralmente a ação de caminhões nas diferentes rotas e aqueles que ainda estão operando o fazem com dificuldades e sob ameaça. Todos os dias, em condições normais, são captados 12,6 milhões de litros de cru de 65 mil propriedades rurais do Rio Grande do Sul.
Compreendendo as complicações e o prejuízo que a interrupção desse serviço traz aos produtores e à indústria, o Sindilat ingressou com ações na Justiça Estadual para desbloqueio das rodovias interditadas em movimento de caminhoneiros desde a segunda-feira (21/5). Ontem (23/5), a Justiça determinou a liberação de cargas de empresas associadas ao Sindilat em Cruz Alta e Ijuí. Soma-se ao movimento, liminar obtida nesta quinta-feira (24/5) pela Advocacia Geral da União (AGU) que permite a livre circulação nos estados do RS, SC e PR. Até este momento, o cumprimento das decisões judiciais para liberação dos caminhões ocorre de forma lenta e insuficiente para repor o fluxo de coleta no campo. O Sindilat recomenda a seus associados que, de posse das decisões acima citadas, solicitem a liberação das cargas retidas em diferentes rodovias.
As empresas associadas ao Sindilat ainda informam que estão com seus setores de expedição lotados de produtos e já há registro de falta de insumos para atender ao processo industrial, o que indica que, se a manifestação prosseguir, as linhas de produção também serão desativas integralmente. 
O Sindilat e as indústrias associadas informam que, tão logo o transporte seja normalizado, a coleta no campo e o abastecimento dos centros urbanos serão retomados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
Produtores do País descartam milhões de litros de leite

Leite jogado fora - Produtores de leite de todo o País sentem os efeitos da greve dos caminhoneiros e veem milhões de litros serem descartados. Na região de Passos, no Sul de Minas Gerais, mais de 500 mil litros já foram jogados fora porque, com a falta de transporte o produto se perde em pouco tempo e não há como utilizá-lo. Nas proximidades, caminhões seguem parados em mais de 20 rodovias, porém, os protestos afetam também outras regiões do Estado, caso do Sudoeste Mineiro, onde 150 mil litros serão descartados nesta quinta-feira, 24.

Segundo a Associação dos Produtores de Leite, a situação gera "sentimentos de tristeza, indignação e revolta com nossos governantes". A entidade explicou em nota que o alimento será descartado como chorume nas fazendas, "enquanto tantas pessoas necessitam dele, pois somos proibidos de doá-lo sem que seja pasteurizado".

Para piorar, além de jogar o leite fora, produtores dizem que o risco é grande de começar a faltar ração para os animais. Em outros Estados, o problema também é sentido. No Rio Grande do Sul, o Sindicato da Indústria de Laticínios estima que 4 milhões de litros já deixaram de ser captados devido ao movimento dos caminhoneiros.

No Mato Grosso do Sul, que soma 24 mil produtores, a falta de transporte também ocorre e eles dizem que começarão a descartar o produto. No Estado são mais de 30 pontos de bloqueios nas rodovias.

Armazenamento
No Paraná, o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindileite) informou que o leite é jogado fora pelo produtor "por não ter como estocar em suas propriedades". E que diversas agroindústrias suspenderam as atividades e não estão recebendo o produto in natura. Já no Rio de Janeiro, a Cooperativa Agropecuária de Barra Mansa esclareceu que "com muito ressentimento e dor no coração", os produtores serão obrigados a descartar mais de 130 mil litros de leite por dia "que centenas de pessoas envolvidas labutaram para produzir". (DCI)

RECURSOS PARA DAR PASSAGEM À PRODUÇÃO

As liminares que vêm sendo obtidas por segmentos ligados à produção agropecuária tentam dar algum respiro ao estrangulamento provocado pela greve dos caminhoneiros. Ainda que reconheçam a legitimidade das ações, setores como o de leite e de proteína animal estão sendo paralisados pela iniciativa. Ontem, mais empresas comunicaram a interrupção das atividades (veja balanço nacional acima).

O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat-RS) obteve duas liminares para a liberação dos caminhões: uma nas rodovias federais de Cruz Alta, abrangendo as BRs 158, 386 e 285, e outra na comarca de Ijuí, para rodovias estaduais. Ainda assim, a percepção era de que houve piora no cenário.

Também ontem, a JBS conseguiu liminar na 1ª Vara Cível de Montenegro, que determina a liberação do acesso à unidade da empresa no município, na rótula da RS-240 com a BR-470. A medida se restringe a caminhões da marca e aos limites da comarca. (Zero Hora)

Espanha - Um novo decreto para controle do leite

Controle sanitário/Espanha -  O Ministério da Agricultura da Espanha (Mapama) prepara um novo decreto para regular os controles sanitários do leite. Uma das novidades da proposta é realizar a análise do leite pelos transportadores, na hora da coleta nas fazendas. 

Atualmente o transportador só coleta a amostra e envia para um laboratório. Para a Federação Rural Galega (Fruga), esta nova norma pode colocar em risco as pequenas propriedades. Para que o transportador faça a análise antes de colocar o leite no caminhão, cada coleta levará muito mais tempo, cerca de 30 minutos em cada unidade de coleta. Isto implicará em não completar toda a rota atual, e poderá levar às indústrias a deixarem de captar em pequenas explorações, ou de difícil acesso, para que se possa cumprir toda a rota. Além do mais haverá aumento dos custos e os agricultores temem que a indústria repasse esse aumento através da redução do preço do leite, que já é baixo. A Galícia tem mais 7.900 produtores de leite, a maior parte familiar e pulverizadas pela região. (Agrodigital - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)
 

LEITE/CEPEA: Preços do UHT e muçarela sobem em sete dias
Lácteos - As cotações dos produtos lácteos reagiram levemente nessa última semana. Entre 13 e 19 de maio, o preço de leite UHT registrou alta de 0,33% frente à semana anterior, fechando com média de R$ 2,38/litro. Segundo colaboradores do Cepea, esse aumento é necessário para cobrir os custos, principalmente devido ao encarecimento da matéria-prima no campo. O queijo muçarela, por sua vez, se valorizou 3,25% no mesmo período de comparação, fechando a R$ 16,94/kg. Isso se deve à menor produção e limitação da matéria-prima. (Cepea)

 
 

Porto Alegre, 23 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.741

 

A Fonterra eleva o preço atual do leite, e prevê preço maior para a próxima temporada
Preços/NZ - Em uma série de anúncios a Fonterra eleva os preços do leite para a temporada atual, corta os dividendos, e inicia a safra 2018/2019 com valores bem acima da previsão dos analistas, NZ$ 7,00. As informações representam uma boa notícia para os preços, mas, revelam um baixo desempenho operacional da Fonterra. 
A cooperativa vive uma situação paradoxal em que o aumento no preço do leite aumenta seus custos de insumos e coloca a performance sob pressão. Mesmo assim, questionamentos deverão ser feitos sobre o seu nível de desempenho financeiro neste ano. Para a atual temporada o preço do leite é estimado em NZ$ 6,75/kgMS, representando aumento em relação à previsão anterior que era de NZ$ 6,55/kgMS. No entanto, os dividendos saíram de NZ$ 0,40 para algo entre NZ$ 0,15 e NZ$ 0,20 - possivelmente, menos da metade do pago no ano passado.

A projeção dos dividendos já havia sido cortada dois meses atrás, depois que a Fonterra precisou dar baixa em NZ$ 405 milhões referente ao desastroso investimento na Beingmate na China. Agora a previsão é de mais corte. O presidente John Wilson disse que o preço mais alto do leite pressiona os ganhos da Fonterra em um ano desafiador devido ao pagamento da Danone e o comprometimento do investimento da Beingmate.

"Como resultado estamos revisando nossa previsão de lucro por ação que havia sido estabelecido entre 25-30 centavos, reduzindo para o intervalo de 15-20 centavos por ação. Para nossos acionistas e cotistas a previsão de lucro é decepcionante. No entanto, o pagamento total previsto aumenta para NZ$ 6,90 a NZ$ 6,95/kgMS, o que representa o terceiro melhor pagamento da década".

 

Wilson disse que os preços elevados do leite refletem a oferta global e o cenário da demanda que continua a ser positiva para os agricultores. "os preços globais dos lácteos estão subindo desde o início da temporada. A cotação do leite em pó integral (WMP) está particularmente firme dado o continuado crescimento da demanda pela China e através da Ásia".

Ele disse que a captação de leite pela Fonterra na Nova Zelândia aumentou para 1.500 milhões de kgMS, ficando acima da previsão de 1.480 milhões de kgMS feita no meio da temporada, em decorrência das melhores condições de produção em março e abril, depois de atravessar uma primavera e um verão desafiadores.

A nova temporada 
Para o novo período, como relatado antes, a previsão do preço do leite é de NZ$ 7,00/kgMS para a temporada 2018/2019. Isso é consideravelmente maior do que o esperado pelos economistas. (interest.co.nz - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
 
Elas voltaram à casa do consumidor

Retomada do consumo - Foram quase três anos abrindo mão de categorias para ajustar o orçamento. Mas, desde meados do ano passado, a crise vem sendo superada e o antigo padrão de consumo, aos poucos, tem sido retomado. Entre os produtos que estão voltando aos lares que haviam deixado de consumi-los, estão manteiga, batata congelada, requeijão, azeite e pão industrializado. 

É o que mostra pesquisa da Kantar Worldpanel, com dados de novembro de 2016 a novembro de 2017. O levantamento também aponta que essa melhora ocorreu tanto na cesta nacional quanto na região que inclui os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O melhor resultado coube à batata congelada: alta de 32,8% em volume na cesta Brasil. Voltaram a adquirir a categoria 1,5 milhão de lares. As batatas também apresentaram alta em volume de 18,1% em Minas Gerais e Espírito Santo e de 34,7% na Grande RJ.
O retorno dessas categorias aos lares é fruto principalmente da queda da inflação e da melhora no índice de emprego. Segundo avaliação da Kantar, esses fatores contribuem para o consumidor comprar mais. Além disso, o brasileiro está mais otimista com a situação econômica do País. A retomada naturalmente começa com os itens mais básicos e com maior presença no dia a dia dos domicílios. Os cinco produtos que se destacaram no estudo compõem as refeições, inclusive o café da manhã, que também passou a ser realizado em casa para reduzir gastos. O motivo é que, em um determinado momento, a situação apertou e esses produtos foram substituídos por versões similares e mais baratas, perdendo penetração.
 

Caso a economia siga em ascensão, aos poucos, o carrinho de compras do brasileiro ficará mais cheio. A expectativa é de que, depois dos itens de mercearia, será a vez de higiene e beleza, perecíveis e bebidas. O avanço, porém deverá ocorrer de maneira mais lenta, uma vez que esses produtos sofreram mais com a alta no preço e alguns não são tão essenciais, como avalia a Kantar. O estudo também aponta que outras categorias apresentaram crescimento no ano passado. Entre elas, estão massa fresca, adoçante, água mineral, escova dental e shampoo. Outro movimento observado é a recuperação de marcas de maior valor agregado, que foram alvo de trade down nos últimos anos.

O desafio daqui para a frente é o varejo se adequar a essa nova rodada de mudanças para ampliar a frequência de compras nas lojas. De acordo com especialistas, enxugar o sortimento é essencial a fim de aumentar o espaço de versões com maior giro. Mas, apesar das mudanças, alguns hábitos poderão ser mantidos pelo shopper, como a preferência pelas embalagens menores e econômicas e a busca por promoções. Um cuidado importante é adotar ações que elevam o tíquete médio, mas não comprometem a margem. Afinal, o setor já sofreu muito com os anos de crise. Agora é hora de focar a rentabilidade. (Supermercado moderno)
 

 
Argentina - A primeira fazenda-fábrica robotizada está sendo construída em Córdoba

Produção/AR - Os irmãos Gastón e Martín Brito estão convencidos de que a produção de leite é um bom negócio. Por isto estão investindo na construção de uma estabelecimento que produzirá leite e queijos. Com a particularidade de que as tarefas de ordenha serão realizadas por dois robôs trazidos da Suécia. Trata-se da primeira fazenda-fábrica robotizada do país. Está localizada na Rodovida Nacional 35, no acesso à Coronel Moldes, no departamento do Río Cuarto. No prédio de cinco hectares, onde funcionava até 1980 a cooperativa láctea La Sara - depois foi instalada uma wiskeria, fechada há vários anos - foram erguidos dois currais para abrigar as vacas, a sala de ordenha de última geração, a queijaria e o ponto de vendas. Somente na compra dos dois robôs, que já estão na fazenda, a empresa familiar investirá US$ 300 mil dólares. "Estimamos que em quatro meses poderemos iniciar a produção", disse a La Voz Gastón Brito. Os irmãos possuem experiência de 10 anos da área de leite. "Partimos do zero em uma fazenda arrendada, que estava a ponto de ser fechada", lembrou. 

A experiência profissional em leite, adquirida por Martín na Califórnia (Estados Unidos), os ajudou na adoção de tecnologias intensivas de produção de leite, como o uso de currais e de bem-estar animal. Ainda que já existam algumas fazendas no país com ordenhas automatizadas através de robot, La Inesidta será o primeiro estabelecimento que integrará os diversos elos da produção primária, com a fabricação de lácteos e a comercialização direta. Uma câmara fria na cidade de Córdoba ajudará na logística de distribuição para os varejistas. "O objetivo do robô é gerar matéria prima de qualidade controlada, que ajudará na rastreabilidade do ambiente para a elaboração de produtos, com a importância de fazê-lo sem frete. O círculo se encerra no próprio canal comercial", explicou Gastón. Os robôs terão como tarefa, ordenhar pelo menos duas vezes ao dia, um total de 130 vacas, algumas das quais produzem até 70 litros de leite diariamente. Enquanto aguardam a construções das novas instalações, e os novos currais, a poucos quilômetros dali o plantel produz leite que é entregue a indústrias locais.
Modelo produtivo

Com uma produção que gira em torno de 5.800 litros diários, a empresa irá elaborar queijos curados e meia cura, que serão comercializados com a marca Sol Argentino. "É em homenagem ao nosso bisavô, que foi o fundador do partido bonaerense de Benito Juárez, e onde foi estabelecida a estância pioneira, com o nome Sol Argentino, que hoje é patrimônio cultural. Para os empreendedores, o modelo que está sendo instalado em Coronel Moldes é uma unidade econômica que pode ser transportada para outras empresas médias dedicadas à produção de leite. Gastón e Martín estão convencidos de que não será necessário ter mil hectares para dar este passo, e que uma área de cinco hectares é suficiente para, de forma intensiva, e com tecnologia, fechar todo o ciclo produtivo, entre a produção primária e a agregação de valor na origem. (La Voz - Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 
 

PELA METADE
Esperançosa de que o frio conseguisse ampliar o consumo, ajudando a diluir a crise causada pelo recuo nos preços, a indústria de laticínios estima que metade dos 12,6 milhões de litros de leite captados diariamente deixem de ser recolhidos hoje, se a greve dos caminhoneiros persistir.- Se não conseguirmos transportar o produto que está nos postos de resfriamento, não temos como recolher leite na casa dos produtores - afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat-RS). Há caminhões parados com leite cru nas estradas, situação que preocupa, porque o transporte tem de ser feito dentro de 48 horas, da propriedade até a indústria. Depois, a qualidade fica comprometida e o produto poderá ter de ser descartado. Também há veículos com produtos processados impedidos de circular. Outra preocupação é com o fornecimento de insumos, que também poderá ser afetado. - Entendemos que o pleito é legítimo, mas infelizmente o setor lácteo vem sofrendo há tempo - lamenta o presidente do Sindilat.  (Zero Hora)

 
 

Porto Alegre, 22 de maio de 2018                                              Ano 12 - N° 2.740

 

Laticínios não garantem captação e vão à Justiça por trânsito de caminhões
Com o agravamento da retenção de cargas nas estradas gaúchas na tarde desta terça-feira (22/5), o Sindicato da Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) informa que parte de seus associados poderá interromper a captação de leite de produtores em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A impossibilidade de coleta decorre de bloqueios ocasionados por manifestação de caminhoneiros que pedem redução do preço do diesel. Todos os dias, são captados 12,6 milhões de litros de cru de 65 mil propriedades rurais do Rio Grande do Sul.

Apesar de compreender a legitimidade da manifestação e se solidarizar com o movimento dos caminhoneiros, o Sindilat ingressará na tarde de hoje com ação judicial para garantir o livre trânsito dos caminhões que transportam leite cru. O pedido está embasado no artigo 5, inciso XV, da Constituição Federal que prevê o direito à livre locomoção e circulação no território nacional. Também pontua o artigo 170 do texto constitucional, que garante o livre exercício da atividade econômica. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

 
UHT se valoriza 22,8% de janeiro a abril

Leite UHT - Por conta da menor oferta no campo, os preços do leite longa vida (UHT) e do queijo muçarela registraram a terceira alta consecutiva em abril. No acumulado do ano, estes derivados se valorizaram 22,8% e 9%, respectivamente, na negociação entre indústria e atacado do estado de São Paulo (valores reais, deflacionados pelos IPCA de abril/18).

De acordo com as pesquisas diárias realizadas pela equipe do Cepea com o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o UHT foi negociado a R$ 2,40/litro no atacado paulista em abril, avanço de 4% frente ao mês anterior. Para o queijo muçarela, o preço médio foi de R$ 15,71/kg, elevação de 4,6% na comparação com março. Nas pesquisas realizadas quinzenalmente, além do UHT e da muçarela, a manteiga e o leite pasteurizado também se valorizaram entre março e abril. Os aumentos foram de 1,8% e 0,5%, respectivamente, com médias de R$ 24,07/kg e R$ 2,12/litro, em valores reais. O movimento de valorização, contudo, perdeu força a partir da segunda quinzena de abril devido à maior necessidade de adotar promoções para escoar estoques e assegurar liquidez. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a demanda por lácteos está mais firme do que a observada no mesmo período do ano passado. No entanto, a capacidade do consumidor em absorver altas ainda está fragilizada. O momento é bastante delicado para a indústria, que tem dificuldades em realizar o repasse da valorização da matéria- -prima para o consumidor final e, assim, garantir margem. Para o próximo mês, agentes esperam que possa haver queda de preços por conta da baixa demanda, principalmente no caso do leite UHT. (Cepea)

 

 
 
Campanha Got Jobs? "A produção de leite cria emprego, exportar cria mais ainda"
Campanha/EUA - A campanha lançada na segunda-feira ao nível nacional destaca os aspectos econômicos: "A produção de leite cria emprego, exportar cria mais ainda". Esta nova campanha publicitária e também disponível no portal mostra que a indústria de laticínios dos Estados Unidos cria perto de 3 milhões de empregos, gera um impacto econômico de US$ 628 bilhões, e contribui com 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em uma coletiva de imprensa, o Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC), a Associação Internacional de Alimentos Lácteos (IDFA), e a Federação Nacional dos Produtores de Leite (NMPF) enfatizaram os dados revelados na Campanha "Got Jobs?".

O esforço conjunto apresenta um logotipo que lembra o icônico anúncio "Got Milk?", mas com a mensagem diferente: "Leite cria empregos, e as exportações criam mais ainda". O portal GotDairyJobs.org mostra fatos concretos e rostos reais de pessoas que trabalham granças ao leite. Os recursos ajudam a indústria de laticínios, a mídia e outros a conta a história do impacto econômico dos lácteos que tem abrangência nacional, e existe em praticamente todos os estados. A fonte de grande parte dos dados vem do Dairy Delivers, o programa do IDFA que mostra o impacto econômico da cadeia láctea. (USDEC - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

EUA - A produção de leite subiu 0,6% em abril
Produção/EUA - A produção de leite nos Estados Unidos no mês de abril totalizou 18,4 bilhões de pounds, [8,08 bilhões de litros], aumento de 0,6% em relação a abril de 2017. A produtividade animal atingiu a média de 1.961 pounds, [861/litros/vaca], em abril, 9 pounds, [4 litros], acima da média de abril de 2017. O número de vacas de leite nas fazendas dos Estados Unidos, em abril de 2018, era de 9,4 milhões de cabeças, 8.000 cabeças a mais que em abril de 2017, mas, 2.000 a menos do que em março de 2018. A produção de leite nos 23 Estados Maiores Produtores de leite dos Estados Unidos, em abril, subiu 0,7%, e totalizou 17,3 bilhões de pounds, [7.596 milhões de litros]. A produção de março, revisada chegou a 17,8 bilhões de pounds, aumento de 1,4% em relação a março de 2017. A revisão de março reduziu em 9 milhões de pounds, ou 0,1% a estimativa feita um mês antes. A produção média por vaca nos 23 Estados Maiores Produtores foi de 1.982 pounds, [870/litros/vaca], em abril, 10 pounds a mais que em abril de 2017. Esta é a maior produtividade animal para um mês de abril nos 23 Estados, desde o início da série, em 2003. (Dairy Herd - Tradução livre: www.terraviva.com.br)