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Porto Alegre, 22 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.040


CONSELEITE – SANTA  CATARINA CONSELHO PARITÁRIO PRODUTORES/INDÚSTRIAS DE LEITE DO ESTADO DE SANTA CATARINA.

RESOLUÇÃO Nº 10/2026 

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Pinhalzinho no dia 22 de Outubro de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Setembro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro de 2026. 

VALORES DE REFERÊNCIA DA MATÉRIA-PRIMA (LEITE) 

Períodos de apuração
Mês de Setembro/2026: De 31/08/2026 a 27/09/2026 
Parcial Outubro/2026: De 28/09/2026 a 18/10/2026

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. 

Fonte: Conseleite/SC


Quais são as principais tendências que estão transformando o mercado global lácteo até 2027?

Dados da Euromonitor apontam vendas de US$ 762,1 bilhões em 2026, impulsionadas pela cultura do café em casa, produtos funcionais e impacto dos remédios GLP-1.

O valor global das vendas no varejo de produtos lácteos deverá alcançar US$ 762,1 bilhões em 2026, refletindo um forte crescimento de 5,7%, segundo dados divulgados pela empresa de inteligência de mercado Euromonitor.

Os dados revelaram que os preços deverão desempenhar um papel mais importante do que em 2025, uma vez que o crescimento das vendas em valor está se fortalecendo (em comparação com os 5,4% registrados em 2025), enquanto o crescimento em volume deverá desacelerar de 0,7% em 2025 para 0,5% em 2026. Quais são as principais tendências que estão moldando o mercado de produtos lácteos e suas alternativas à medida que o setor se aproxima de 2027?

Consumo de café em casa impulsiona a inovação

A categoria de produtos para adicionar ao café, como cremes e branqueadores, deverá liderar o crescimento durante o período projetado, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 4,1%, alcançando US$ 12,2 bilhões em vendas no varejo até 2031, impulsionada principalmente pela demanda nos Estados Unidos.

A busca por experiências de café mais sofisticadas em casa está aumentando a demanda por cremes inovadores, semelhantes aos utilizados em cafeterias, e produtos de espuma fria (cold foam). Isso representa a continuidade do ritmo de crescimento observado no período histórico, quando a categoria registrou uma taxa de crescimento anual composta de 3,9% entre 2021 e 2026. Segundo a Euromonitor, esse desempenho reflete a atividade constante de lançamento de novos produtos voltados à geração de valor e a resiliência do consumo.

Queda no volume de fórmulas infantis e alternativas vegetais aos lácteos

As fórmulas lácteas infantis e os produtos vegetais alternativos aos lácteos deverão ser as únicas duas categorias a apresentar queda no volume de vendas em 2026, com retrações de 0,2% e 0,6%, respectivamente.

As empresas de ambas as categorias estão redirecionando suas estratégias para novas oportunidades e ocasiões de consumo de maior valor agregado, por meio de produtos funcionais e fortificados, além do lançamento de formatos mais convenientes, adequados a uma variedade maior de estilos de vida.

Novas ocasiões de consumo

O setor continua se reorganizando em torno de propostas de maior valor agregado para competir com outras indústrias de alimentos industrializados e produtos voltados à saúde, posicionando-se como uma fonte de bem-estar e nutrição. Fazira afirmou: “Criar novas ocasiões de consumo, segmentar os consumidores e desenvolver novas formas de utilização dos produtos lácteos também são prioridades para gerar novas fontes de receita em um mercado cada vez mais competitivo.” Segundo a Euromonitor, as pressões sobre os custos e a oferta também dividiram o mercado em dois segmentos, levando as marcas voltadas ao grande público a desenvolver novas estratégias para manter o crescimento tanto em volume quanto em valor.

Produtos premium versus econômicos

Os hábitos de consumo cada vez mais polarizados aprofundaram a divisão entre os segmentos premium e econômico. A principal mudança para as marcas de grande consumo é a busca por produtos de maior valor agregado ou opções premium acessíveis. Esse movimento está fazendo com que o preço médio unitário dos produtos lácteos cresça 5,2% em 2026, acima da alta de 4,7% registrada entre 2024 e 2025.

Ao mesmo tempo, os fabricantes continuam oferecendo uma variedade de produtos básicos e econômicos para o consumo cotidiano, buscando preservar a confiança dos consumidores e manter uma demanda estável em volume.

Inovação em produtos refrigerados

As inovações deverão avançar ainda mais nos formatos refrigerados, aproveitando a expansão dos espaços de exposição refrigerada no varejo e a maior demanda dos consumidores por lanches frescos, saudáveis, prontos para consumir e fáceis de transportar.

Como resultado, os snacks refrigerados, com crescimento de 8,2%, e os queijos, com 6,6%, estarão entre as categorias de crescimento mais rápido, à medida que as marcas lançam snacks e sobremesas à base de lácteos em formatos práticos para consumo fora de casa nos estabelecimentos varejistas.

Saúde e bem-estar

A atual proposta de saúde e bem-estar dos produtos lácteos está sendo redefinida pelos medicamentos da classe GLP-1. As marcas estão intensificando seus investimentos em atributos funcionais, como teor de fibras, concentração de proteínas e benefícios relacionados à digestão.

Ao mesmo tempo, observa-se uma tendência em direção oposta, na qual os consumidores buscam características de bem-estar mais abrangentes. Em vez de se concentrarem exclusivamente na redução de nutrientes específicos, as marcas estão controlando o tamanho das porções e oferecendo soluções lácteas mais equilibradas, beneficiando categorias como fromage frais (queijo fresco) e quark (queijo fresco de consistência cremosa), para as quais se projeta uma taxa de crescimento anual composta de 3,8% entre 2026 e 2031.

O conceito de bem-estar também está avançando para áreas como relaxamento e concentração, beleza de dentro para fora e benefícios relacionados à hidratação. A previsão é que essas tendências levem mais tempo para formar mercados de tamanho significativo e que sejam incorporadas inicialmente às categorias já consolidadas.

Esse movimento deverá impulsionar o crescimento das bebidas lácteas, com taxa de crescimento anual composta de 4,2%, e dos iogurtes e produtos lácteos fermentados, com 4,5%, durante o período de 2026 a 2031, considerando as vendas em valor, a preços constantes e com taxas de câmbio fixas.

Cultura das cafeterias

A cultura das cafeterias está criando oportunidades de sofisticação e indulgência para as empresas do setor lácteo. As marcas estão aproveitando tendências observadas em lojas especializadas em chás, cafés e cafeterias para aprimorar seus portfólios destinados ao mercado profissional e aos estabelecimentos de alimentação, além de ampliar a oferta de produtos voltados ao preparo de bebidas no estilo barista nos canais de varejo.

Ingredientes utilizados em bebidas e sobremesas, como leite condensado e leite evaporado, que registraram crescimento de 7,9%, e creme de leite, com alta de 7%, lideraram a expansão em 2026. A expectativa é que essas categorias mantenham uma trajetória estável de crescimento até 2031, com taxas de crescimento anual compostas de 4,1% e 3,6%, respectivamente.

As informações são do Dairy Reporter via Milkpoint

 
 

Batavo leva conscientização sobre câncer de mama às embalagens de Pense Zero

A Batavo escolheu as embalagens de sua linha Pense Zero como um dos meios para incentivar a conscientização sobre o câncer de mama. Em parceria com a ONG Américas Amigas, a marca desenvolveu uma campanha que reúne conteúdos educativos, criadores de conteúdo e experiências presenciais para chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce e dos cuidados com a saúde.

Criada pela Talent, em parceria com a Score, agência de Brand & Shopper Experience do ecossistema Biosphera.ntwk, a iniciativa terá desdobramentos entre outubro e dezembro, período em que uma edição especial dos produtos Pense Zero estará disponível nos pontos de venda.

A ação também marca a adoção do conceito “Se parar pra pensar, Pense Zero”, que passa a orientar a comunicação da linha. Para a parceria com a Américas Amigas, a mensagem ganhou uma adaptação: “Se parar pra pensar, pense em se cuidar”.

Embalagens conectam consumidores a conteúdos sobre saúde
Um dos recursos da campanha é a inclusão de um QR Code nas embalagens especiais de Pense Zero. Ao acessar o código, os consumidores serão direcionados ao site da Batavo, onde poderão conhecer a parceria e compartilhar uma mensagem da personagem Holandesa pelo WhatsApp ou Instagram, incentivando outras pessoas a refletirem sobre a importância dos cuidados com a saúde.

Nas redes sociais, a mobilização contará com as embaixadoras Gabi Sahadê, Drika Morais e Lourdes, além de outros 20 criadores de conteúdo, que abordarão temas relacionados à prevenção, aos exames de rotina e ao autocuidado.

A campanha também prevê ativações presenciais em outubro, incluindo um espaço de acolhimento na Ciclovia Rio Pinheiros, em São Paulo, voltado a momentos de pausa, bem-estar e conscientização.

Talent e Score conectam comunicação de marca à conscientização
A iniciativa faz parte de uma nova etapa da comunicação de Pense Zero, que passa a explorar temas relacionados ao cuidado pessoal e à qualidade de vida.

“Com essa campanha, queremos ampliar a conversa que Pense Zero vem construindo ao longo dos anos, se conectando a temas como qualidade de vida e o cuidado consigo mesmo. A parceria com a Américas Amigas nos permitiu dar esse passo de maneira genuína, usando a força da comunicação para incentivar um olhar mais atento para a própria saúde e transformar essa mensagem em uma mobilização contínua”, explica Natália Fava, diretora-executiva de Conteúdo da Talent.

Para Patricia Valeije, diretora de Negócios da Score Group, a campanha também amplia as possibilidades de diálogo da marca com o consumidor. “Ao levar essa ideia para uma conversa sobre prevenção do câncer de mama, a marca amplia seu território e transforma o conceito em uma oportunidade de mobilizar as pessoas em torno de uma causa. Nesse contexto, pensar em cuidado também é olhar para o outro e contribuir para que essa mensagem chegue mais longe”, pontua.

A estratégia utiliza diferentes pontos de contato, dos pontos de venda às redes sociais, para inserir a mensagem de conscientização na rotina dos consumidores.

“Batavo sempre esteve associada ao bem-estar e à qualidade de vida. Com essa iniciativa, damos mais um passo na evolução desse posicionamento ao conectar a marca a uma causa que gera impacto real”, afirma Raphael Cumplido, diretor de Marketing da Batavo.

Américas Amigas já viabilizou mais de 1,5 milhão de mamografias
A parceria também dá visibilidade ao trabalho da Américas Amigas, organização que atua há mais de 15 anos para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Segundo a ONG, mais de 1,5 milhão de mamografias já foram viabilizadas em mais de 700 municípios brasileiros.

“Nosso trabalho é fazer com que o diagnóstico chegue também às mulheres que enfrentam mais barreiras para acessar os serviços de saúde. Uma parceria como esta nos ajuda a levar a mensagem sobre a importância do diagnóstico precoce a ainda mais pessoas e reforçar que o cuidado com a saúde precisa estar ao alcance de todas”, afirma Andrea Pereira, presidente da Américas Amigas.

Fonte: Marcaspelomundo.com.br

 

Jogo Rápido

Milk Summit Mercosul 2026 disponibiliza pesquisa de satisfação para participantes
Após reunir mais de 750 inscritos e registrar recorde de público em sua segunda edição, realizada nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), o Milk Summit Mercosul 2026 convida os participantes a avaliarem sua experiência por meio de uma pesquisa de satisfação. O formulário está disponível on-line e busca reunir opiniões e sugestões que contribuam para o planejamento e o aprimoramento das próximas edições. A avaliação é necessária para emissão do certificado de participação e acesso aos materiais apresentados durante o evento.  
A pesquisa de satisfação pode ser acessada clicando aqui!  As informações são do Sindilat/RS


 

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Porto Alegre, 21 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.039


Diesel pesa, e frete rodoviário fica 13% mais caro no 3º tri

Sob impacto do aumento do preço do diesel e da maior demanda com a safra de soja, o frete rodoviário subiu 13,1% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com o Índice Frete.com de Preços, o IFP. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, o valor do frete desacelerou 5,2%.

Segundo Charles Monteux, diretor de receita da Frete.com, uma fiscalização mais intensa, que torna o piso mínimo efetivo e eleva o custo do frete nos períodos em que o preço de mercado estaria abaixo da tabela, também colaborou para o aumento.

No terceiro trimestre, houve um aumento de 15,1% no preço médio do diesel em relação ao mesmo período do ano passado Em relação ao segundo trimestre de 2026, o diesel apresentou estabilidade (-0,6%).

Sobre a queda de 5,2% em relação ao segundo trimestre, Monteux explica que, além dos custos com o diesel, a demanda por caminhões caiu com o fim do pico da soja, em agosto. “você tem muito mais caminhões para fazer o escoamento e isso joga o preço para baixo também.”

Todas as regiões do país registraram queda no volume de fretes em relação ao terceiro trimestre de 2025, lideradas pelo Sul, com recuo de 36%. Por outro lado, na comparação com o segundo trimestre deste ano, com exceção do Norte que recuou em 13%, as demais regiões tiveram um aumento no volume de frete, sobretudo as regiões Sul e Nordeste, que cresceram 28% cada.

Apesar da queda anual de 27,1%, o agronegócio liderou a publicação de anúncios de fretes no levantamento, com 47,3%. O dado deste terceiro trimestre representa uma recuperação após o fim da supersafra de soja, impulsionada pelo aumento de 165,3% dos fretes de milho e 108,2% de fertilizantes.

O agronegócio foi seguido pela indústria (20,8%) e pela construção (7,7%).

O gerente de inteligência de negócios da Frete.com, Roberto Junior Batista, afirma que novas estratégias estão sendo implementadas no transporte para diminuir custos. Ele explica que optar por carretas maiores é uma prática que ajuda a diluir o custo do frete por quilômetro.

"Era muito comum você levar uma carreta de sete eixos do Centro-Oeste para o porto de Santos para exportar fertilizante, mas agora é mais financeiramente vantajoso você usar um rodotrem de nove eixos, que é um caminhão muito maior”.

Monteux afirma que o resultado das eleições pode impactar o preço do frete nos próximos meses, pois não é possível prever como o subsídio do diesel vai se comportar após o período eleitoral. "Existe também um fator mais externo, que é a questão do El Niño. A gente entende que não é um impacto para esse último trimestre, mas já deve refletir no ano que vem", afirma.

Fonte: Jornal do Comércio


RS arrecada R$ 40 bilhões em ICMS até setembro

Resultado nos primeiros nove meses de 2025 e 2026 foi alavancado por programas de renegociação de passivos.

De janeiro a setembro de 2026, o governo do Rio Grande do Sul arrecadou R$ 40,98 bilhões em ICMS, o principal imposto dos estados brasileiros. O resultado é um pouco superior ao registrado nos primeiros nove meses do ano passado, quando o Executivo recolheu R$ 39,79 bilhões do tributo no período – crescimento nominal de 3%.

Em 2025, houve alta no recolhimento de ICMS puxada pelo programa estadual Refaz Reconstrução – cerca de R$ 2 bilhões a mais sobre o total –, de renegociação de débitos tributários, e que levou a um recorde de arrecadação em um único mês: em abril do ano passado, foram recolhidos R$ 5,54 bilhões – único registro mensal superior a R$ 5 bilhões na história do Estado.

Já neste ano, o governo apresentou outro programa de renegociação de dívidas de ICMS, o Acordo Gaúcho, em que foi negociado R$ 1,1 bilhão em juros e multas de débitos tributários.

Abril deste ano também foi o mês de maior arrecadação de ICMS até setembro, com R$ 4,92 bilhões, diminuição nominal de 11% em relação a 2025, em razão dos recursos do Refaz no ano passado. Nos demais meses, o recolhimento de 2026 foi superior aos registros mensais do ano anterior, à exceção de março, que teve pequeno recuo de R$ 4,14 bilhões arrecadados em 2025 para R$ 4,1 bilhões neste ano.

O resultado de R$ 40,98 bilhões indica que o governo gaúcho volta a arrecadar um montante superior a R$ 50 bilhões de ICMS ao final do ano, algo registrado em 2025 (R$ 53,82 bilhões) e em 2024 (R$ 50,75 bilhões).

Fonte: Jornal do Comércio

 
 

 

Piracanjuba Health & Nutrition mostra que entender de nutrição pode ser simples

Com Marcio Atalla e Sthefany Brito, campanha criada pela AlmapBBDO apresenta as linhas Excellence Care e Plura para diferentes fases da vida

Com fórmulas nutricionais pensadas para acompanhar diferentes fases da vida, Piracanjuba Health & Nutrition, marca do Grupo Piracanjuba voltada à nutrição especializada, apresenta sua nova campanha, criada pela AlmapBBDO.

Sob o conceito “Entender bem, para viver bem cada fase”, a iniciativa propõe uma abordagem mais simples e próxima para apresentar ao público a ciência e a tecnologia presentes no desenvolvimento do portfólio.

A campanha apresenta duas frentes da marca: a linha Excellence Care, voltada à nutrição adulta, com as fórmulas para o público adulto Total Care, Vital Care e Glico Care, e a fórmula infantil Plura, indicada para crianças de 1 a 3 anos.

A iniciativa busca facilitar a compreensão sobre o propósito de cada produto e a relação com as diferentes necessidades nutricionais ao longo da vida.

“Nosso desafio era tornar mais próximo um universo que muitas vezes parece complexo para o consumidor. Temos um portfólio desenvolvido com tecnologia, conhecimento científico e muito cuidado, mas acreditamos que falar sobre isso pode ser simples e acessível.

O conceito ‘Entender bem, para viver bem cada fase’ traduz justamente esse propósito: levar informação de forma clara para que as pessoas possam conhecer e compreender melhor as soluções que fazem parte do nosso portfólio”, afirma Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba.

Para dar vida a essa proposta, a marca convidou Marcio Atalla, referência em saúde e qualidade de vida, que conduz a comunicação da linha adulta Excellence Care, e a atriz, apresentadora e mãe de três filhos Sthefany Brito, à frente da linha infantil Plura. A escolha dos protagonistas reforça a estratégia de aproximar a nutrição especializada do consumidor, com pessoas que possuem credibilidade e conexão com cada universo.

Os comerciais serão veiculados nos principais canais de TV aberta e paga, OOH, redes sociais da marca, programática e streaming. A campanha também contará com quatro merchans em ambientes editoriais relacionados a bem-estar, saúde, qualidade de vida, alimentação, família e rotina.

Duas linhas, diferentes necessidades
No filme dedicado à nutrição adulta, Marcio Atalla apresenta as três soluções do portfólio Excellence Care: Total Care, desenvolvido para adultos que utilizam terapias baseadas em GLP-1 ou passaram por cirurgia bariátrica; Vital Care, voltado ao público 50+; e Glico Care, indicado para pessoas que precisam de uma alimentação com controle glicêmico.

Já no universo infantil, Sthefany Brito apresenta a fórmula Plura, desenvolvida para complementar a alimentação na primeira infância quando a amamentação exclusiva não é possível. Sua composição reúne prebióticos, ômegas 3 e 6, vitaminas e minerais.

A nova campanha reforça a evolução da Piracanjuba Health & Nutrition e sua estratégia de ampliar o acesso à nutrição especializada, apresentando um portfólio que combina inovação tecnológica, rigor científico e cuidado para diferentes necessidades e fases da vida.

Fonte: Grupo Piracanjuba (Adaptado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Perspectiva de maior oferta pressiona cotações
Cepea, 19/10/2026 – As expectativas de produção recorde de soja na safra 2026/27 seguem pressionando as cotações nacionais e internacionais, diante do avanço da colheita no Hemisfério Norte e do ritmo intenso da semeadura no Brasil. Segundo o Cepea, porém, as preocupações com os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño levaram parte dos produtores brasileiros a se retrair nas negociações no mercado spot, limitando as quedas. De acordo com o Centro de Pesquisas, as incertezas climáticas estão relacionadas ao excesso de chuvas no Sul do Brasil, o que tem alimentado especulações sobre uma possível migração de parte da área destinada à soja para o milho. Apesar das incertezas climáticas, as projeções reforçam a expectativa de produção global recorde, impulsionada sobretudo pelo Brasil, que responde por mais de 40% da oferta mundial, conforme apontamento do Cepea.
Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

Porto Alegre, 20 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.038


MILHO/CEPEA: Quedas nos preços se intensificam

Cepea, 19/10/2026 – As cotações do milho seguem pressionadas na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, diante da oferta nacional superior à demanda. Segundo o Centro de Pesquisas, as novas estimativas da Conab de aumento da produção brasileira para a temporada 2026/27 também reforçam esse cenário, apesar das preocupações com os possíveis impactos do El Niño nos próximos meses.

De acordo com o Cepea, apesar do volume elevado de chuvas em partes das regiões produtoras brasileiras, a semeadura da safra verão avança de forma satisfatória, o que pode levar as atividades da segunda safra a serem realizadas na janela considerada ideal.

Pesquisadores do Cepea destacam que, nos próximos meses, as condições climáticas devem seguir no radar de agentes, pois o volume elevado das chuvas e/ou as altas temperaturas típicas do final do ano podem atrapalhar o desenvolvimento das lavouras, reduzindo as estimativas que até então apontam produção recorde.

Neste contexto, segundo o Cepea, compradores domésticos mantêm a postura retraída, demonstrando baixo interesse nas negociações no spot ou reduzindo os valores ofertados quando existe a necessidade de efetivações. 

Do lado vendedor, uma boa parcela desses agentes se mostra flexível nas negociações, pois há preocupação com as recentes baixas e com o espaço nos armazéns, que podem ficar cheios para a entrada da safra verão, no início de 2027 – o estoque de passagem de milho é elevado, e as expectativas de produção da soja também são otimistas.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GlobalDairyTrade

 

Preço do petróleo cai, mas beira os U$ 110

Nova York – O petróleo fechou em queda ontem após operar volátil ao longo da tarde. Investidores citaram o alívio de algumas sanções e tarifas impostas à Rússia por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em Londres, o Brent para dezembro fechou em baixa de 0,28%, a 109,55 dólares o barril. Já em Nova York, o WTI para o mesmo mês caiu 0,48%, a 98,54 dólares.

O presidente americano, além de defender a decisão de abrandamento de sanções à Rússia, acusou o líder ucraniano Volodymyr Zelensky de prejudicar o abastecimento mundial de diesel com ataques a refinarias russas.

Apesar das ameaças recentes, o The New Arab informou que Washington e Teerã poderão anunciar ainda nesta semana um avanço significativo nas negociações mediadas por Catar e Paquistão para evitar a retomada da guerra, segundo fontes.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, relembrou ainda que a proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz apresentada aos Estados Unidos como parte de um plano de sete dias continua sobre a mesa.

As hostilidades no Oriente Médio provavelmente conterão uma queda do petróleo, diz Christopher Tahir, estrategista sênior de mercado da Exness. De acordo com ele, as tensões entre a Arábia Saudita e os houthis permanecem elevadas, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz continua a enfrentar restrições em meio a incidentes de segurança.

Fonte: Correio do povo

 

Jogo Rápido

Associados do Sindilat RS têm 10% de desconto no Dairy Vision
Associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto na inscrição para o Dairy Vision. Marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de outubro, em Atibaia (SP), no Bourbon Resort, o evento reúne profissionais, especialistas e representantes de empresas do setor de lácteos para discutir tendências, desafios e oportunidades para o segmento. A programação da iniciativa aborda temas relacionados à inovação, gestão, mercado, tecnologia e às transformações da cadeia leiteira, promovendo um espaço para atualização e troca de conhecimentos entre os participantes. Para garantir o desconto exclusivo, os associados devem realizar a inscrição clicando aqui. Criado em 2015 pela MilkPoint Ventures, é um dos principais fóruns de discussão, tendências e estratégia da cadeia láctea no Brasil e no mundo. Líderes de vários países se reúnem para antecipar movimentos, qualificar decisões e implementar estratégias para o setor. Fonte: Jardine Comunicação


 

Porto Alegre, 19 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.037


Milk Summit Mercosul reúne participantes de mais de 170 municípios e registra recorde de público

O Milk Summit Mercosul 2026 reuniu mais de 750 inscritos por dia, nos dias 14 e 15 de outubro, durante a Expofest, em Ijuí. Pelo segundo ano consecutivo, o evento teve todas as inscrições preenchidas, com participantes de mais de 170 municípios do Rio Grande do Sul.

Entre o público, mais de 505 participantes acompanharam o encontro pela primeira vez, enquanto mais de 220 retornaram ao evento. A edição contou com 18 patrocinadores, 27 expositores e 11 startups, reunindo conhecimento, soluções e oportunidades para o setor lácteo. Também foram registradas mais de 215 visitas a parceiros.

A repercussão se estendeu aos canais digitais. As transmissões ao vivo somaram 594 visualizações, e os conteúdos nas redes sociais ultrapassaram 305 mil visualizações, resultado alcançado de forma totalmente orgânica.

Para receber o certificado de participação e ter acesso aos materiais das palestras, os participantes devem responder ao formulário de satisfação do evento. As respostas também contribuirão para o planejamento das próximas edições. Fonte: Sindilat/RS


STF declara cobrança do Funrural anterior a 2018 inconstitucional

Abrafrigo, que apresentou a ação, comemorou o resultado; Corte deixou restituição de valores em aberto

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (15), pela inconstitucionalidade da cobrança da contribuição previdenciária de empregadores rurais pessoas físicas sobre a receita bruta da comercialização da produção.

A decisão é válida para o período anterior a 1º de janeiro de 2018. Já para as operações realizadas a partir dessa data, a exigência foi considerada válida.

A decisão envolve o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e encerra uma etapa de uma disputa judicial que se arrasta há anos.

A ação foi apresentada pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que questionava a cobrança da contribuição sobre a receita bruta dos produtores rurais pessoas físicas com empregados. A entidade defendia que o recolhimento deveria ocorrer com base na folha de salários.

Em 2022, o STF chegou a formar maioria de seis votos a cinco pela constitucionalidade da contribuição, mas a proclamação do resultado permaneceu pendente. Assim, o entendimento mudou nesta quinta-feira, após o ministro Dias Toffoli reajustar seu voto e considerar a cobrança referente ao período anterior a 2018.

Com isso, o Supremo também afastou a responsabilidade dos compradores da produção rural, incluindo frigoríficos, pelo recolhimento da contribuição devida pelos produtores no período anterior a janeiro de 2018.

Apesar do julgamento, o plenário do STF ainda não estabeleceu como a decisão será aplicada aos casos concretos. Toffoli chegou a propor a modulação dos efeitos, mecanismo que permite limitar o alcance temporal de uma decisão judicial para preservar determinadas situações.

A proposta considerava, entre outros pontos, os possíveis impactos de pedidos de restituição de valores recolhidos anteriormente. No entanto, a maioria dos ministros decidiu deixar a discussão sobre a modulação para um eventual recurso apresentado ao tribunal.

Abrafrigo comemora
Responsável pela ação, a Abrafrigo comemorou o resultado do julgamento e avaliou que o entendimento do STF poderá beneficiar não apenas as empresas do setor, mas também outros contribuintes envolvidos na controvérsia.

Na avaliação do advogado da entidade, Fabriccio Petreli Tarosso, do escritório
Tarosso Advogados, que patrocinou a causa, o STF restaurou a justiça ao agronegócio do país, garantindo ao setor agropecuário, em especial às indústrias frigoríficas, a segurança jurídica aguardada.

Em nota, a Abrafrigo ainda dfisse que a decisão representa um avanço na segurança jurídica após mais de 16 anos de discussão sobre a cobrança. A associação também destacou que o resultado ocorre em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas por empresas frigoríficas, podendo contribuir para a manutenção das atividades e dos empregos.
Fonte: Canal Rural

Informativo Conjuntural 1941 de 15 de outubro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

O manejo dos bovinos leiteiros foi dificultado pelas chuvas frequentes e pela elevada umidade, que aumentam a formação de barro nas áreas de circulação e de alimentação e afetam a manutenção das camas secas nos sistemas confinados, exigindo cuidados adicionais com a sanidade dos animais. 

Em algumas propriedades, a falta de energia elétrica comprometeu a ordenha e a conservação do leite, elevando os custos operacionais. Os vendavais do período geraram demandas por crédito para a reconstrução de estruturas danificadas. Apesar das dificuldades, as temperaturas mais amenas favoreceram o bem-estar animal, e as parições seguiram nos rebanhos leiteiros. 

Na de Caxias do Sul, nos sistemas confinados à base de pasto, a alimentação continuou muito dependente da silagem de milho como base e complemento alimentar. Foram registrados casos de mastite, que demandaram tratamento com antibióticos. As temperaturas mais amenas favoreceram o bem-estar dos animais. 

Nas de Bagé, Ijuí e Santa Maria, a alta umidade tem afetado o manejo dos animais. Nos sistemas a pasto, o acúmulo de barro nos locais de deslocamento dos animais e de alimentação tem requerido maior atenção dos produtores em relação à prevenção de doenças de casco e de queda dos animais. Nos sistemas confinados, tem sido cada vez mais complexo reduzir a umidade nas camas dos animais em razão das chuvas, o que exige reposição mais frequente de materiais secos. 

Na de Pelotas, a falta de energia elétrica em algumas propriedades comprometeu as atividades essenciais, como a ordenha e a conservação do leite, e foi necessário o uso prolongado de geradores, elevando os custos operacionais.

Contudo, o restabelecimento do fornecimento em diversas localidades reduziu essas despesas. Foram identificadas demandas por crédito para a reconstrução de estruturas físicas danificadas por vendavais no período. Houve relatos pontuais de infestação por carrapatos e de casos de tristeza parasitária bovina em decorrência da baixa incidência de radiação solar e do excesso de chuvas. Ocorreram parições nos rebanhos leiteiros. 

Na de Santa Rosa, foram necessários ajustes nas dietas, pois as pastagens disponíveis apresentam elevados teores de proteína, exigindo adequado balanceamento energético para melhorar a eficiência alimentar. Os principais desafios estão relacionados ao manejo dos sistemas de produção durante o período chuvoso e à manutenção do equilíbrio nutricional das dietas. 
Fonte: Emater/RS

 

Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA DE 19 A 21/10/2026
Na próxima semana, o tempo deverá ficar estável em parte do território gaúcho, mas com manutenção da nebulosidade elevada principalmente no Norte do Estado.  Entre 19/10 (segunda) e 20/10 (terça-feira), o tempo deverá ficar predominantemente estável em todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa. Em 21/10 (quarta-feira), as condições de instabilidade deverão retornar ao Noroeste do Estado, onde há previsão de chuva fraca a moderada. Nas demais áreas, não há previsão de chuva significativa. Fonte: Emater/RS


 

Porto Alegre, 16 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.036


Produtor precisa expandir potencial produtivo das propriedades

Apesar da concentração da atividade em tambos de maior produção, a grande maioria das propriedades leiteiras no Rio Grande do Sul opera longe do teto produtivo. A afirmação sinaliza para um expressivo potencial produtivo a ser explorado e foi feita pelo consultor e diretor da Transpondo, Wagner Beskow, durante palestra no Milk Summit Mercosul, em Ijuí (RS).

Segundo ele, o potencial na Metade Norte do RS, por exemplo, é de 33 mil litros/hectare/ano em sistemas convencionais e 50 mil litros/ hectare/ano em áreas irrigadas, mais que o dobro do obtido em média na região.
 
O contexto sinaliza possibilidade de avanço produtivo mesmo entre as propriedades gaúchas que se mantiveram na atividade depois de uma década marcada pelo abandono de 55,2 mil produtores da atividade, segundo a Emater. “Hoje, temos menos produtores, mas mais volume. É um cenário que mudou e ainda deve resultar em um futuro de grandes e mega produtores. Precisamos entender o que significa essa mudança”, frisou.

Na nova realidade da produção gaúcha, indica ele, a atividade deve se manter com viabilidade apenas em propriedades com produção acima de 500 litros/dia, volume que facilita a captação logística pelos laticínios.

“As mudanças estão ocorrendo de forma mais rápida”, alerta. Recomendou aos produtores que operem com propriedade com estruturas simples e enxutas em que as decisões sejam tomadas pensando no todo e em conjunto. “Os animais e as rotinas das pessoas têm que fluir naturalmente”.

Posição compartilhada pelo assistente técnico estadual da Emater/RS, Jaime Ries. Segundo ele, a permanência na atividade leiteira depende de fatores que vão além da produtividade e da estrutura das propriedades. Levantamento da Emater identificou que 66,4% das famílias citaram a penosidade da atividade, 61,3% a falta de mão de obra familiar e 37,8% o desinteresse dos filhos como fatores relacionados.

“Os resultados indicam que a saída da produção comercial de leite deve ser compreendida como um processo multifatorial de transformação das estratégias familiares, no qual se combinam condições econômicas da cadeia, organização do trabalho, disponibilidade de mão de obra familiar, dinâmica geracional, características produtivas e possibilidades alternativas de geração de renda”, assinala.
 
Mas a competitividade do leite brasileiro não depende apenas do volume produzido, mas principalmente da capacidade de controlar custos, melhorar a gestão e aproveitar o potencial produtivo das propriedades. Um desafio é elevar qualidade e rentabilidade por meio do valor de sólidos totais, característica que resulta em bonificações ao produtor. Enquanto o Rio Grande do Sul registra teor de gordura mais proteínas entre 6% e 7,5%, a média da Nova Zelândia chega a 9,17%.

Isso se reflete no custo de produção por quilo, estimado em US$ 5,82 no estado, ante US$ 3,33 a Nova Zelândia. Wagner Beskow entende que o Rio Grande do Sul tem potencial para avançar, com aproveitamento de vantagens como melhor eficiência por hectare nas forragens frente a outros players mundiais.

Frente à concorrência com Argentina e Uruguai, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Carvalho vê a disponibilidade de forragens e o forte envolvimento das famílias na atividade como diferenciais do leite gaúcho, características que ajudam a enfrentar um dos principais gargalos do setor: a escassez e o encarecimento da mão de obra.

“Temos observado um movimento de consolidação e crescimento das propriedades, inclusive para melhorar a logística e a qualidade do leite evitando paradas em várias pequenas propriedades”. Por outro lado, a estrutura fundiária, predominante média e pequena, pode limitar a expansão prevista.

Confirmada a edição 2027

Ao final dos dois dias de atividade do Milk Summit Mercosul, que reuniu entre os dias 14 e 15 de outubro mais de 750 pessoas em torno do futuro do setor, consolidando um espaço de diálogo sobre os desafios e perspectivas de crescimento, foi confirmada a realização do evento no próximo ano.

“Seguiremos rumo à terceira edição, comemorando os resultados positivos deste espaço de diálogo e construção”, confirmou Darlan Palharini, coordenador do evento e secretário-executivo do Sindilat. A programação deste ano reuniu 27 palestrantes e painelistas, quatro mesas de debates e 11 startups na Arena Láctea de Inovação.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Fonte: Jardine Comunicações / Foto por Carolina Jardine


 

Milk Summit: Manejo genético melhora ganhos no leite e fixa produtores no campo

O melhoramento genético do rebanho leiteiro como estratégia para ampliar a produtividade, aumentar a renda e estimular a permanência das famílias no campo foi tema da primeira apresentação técnica da manhã desta quinta-feira (15/10), no Milk Summit Mercosul, em Ijuí (RS).

Os secretários municipais da Agricultura das cidades gaúchas de Panambi, Hugo Hartemink, e de Novo Xingu, Sérgio Celso Tasso, apresentaram experiências dos dois municípios aos mais de 750 participantes do evento.

“São iniciativas que podem ser replicadas pelas administrações municipais como estratégia para fortalecer quem está na atividade leiteira, garantindo ampliação da renda e desenvolvimento para as comunidades beneficiadas”, assinalou Darlan Palharini, coordenador do Milk Summit Mercosul 2026 e secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS).

Em Panambi, o programa de melhoramento genético começou em 2022 e busca elevar a qualidade do rebanho e ampliar a renda dos 70 produtores que integram a inciativa. Até o momento, 211 fêmeas foram inseminadas. O trabalho começa com o mapeamento genético dos animais, a partir da coleta de amostras encaminhadas para análise nos Estados Unidos.

Os resultados permitem identificar características genéticas e selecionar o sêmen mais adequado para cada animal. “Com o melhoramento genético, é possível produzir um volume maior de leite por animal, aumentando a produção”, destacou Hugo Hartemink. Segundo o secretário, outra vantagem é a otimização do trabalho, reduzindo a mão de obra.

A tecnologia também é vista como um caminho para aproximar os jovens da produção rural. “Hoje, os jovens buscam trabalhar com tecnologia e não querem depender exclusivamente de atividades que exigem esforço físico intenso. O programa de melhoramento genético oferece justamente essa possibilidade de incorporar inovação à produção rural”, afirmou. O município pretende ampliar o trabalho para o gado de corte, com o objetivo de melhorar o potencial produtivo dos animais.

Já em Novo Xingu, o programa municipal de melhoramento genético funciona desde 2002 e integra uma política ampla de apoio à atividade rural. O município oferece inseminação artificial gratuita, realizada por quatro técnicos da prefeitura, além de custear o transporte, o armazenamento do sêmen e os materiais utilizados no procedimento.

A proposta é ampliar o acesso às tecnologias de reprodução e seleção genética, especialmente para pequenos produtores. “Se nós investimos em melhoramento genético, precisamos também dar suporte ao nosso produtor e à nossa produtora”, ressaltou Sérgio Celso Tasso ao acrescentar que o incentivo à genética precisa estar acompanhado de assistência técnica.

O Milk Summit Mercosul 2026 está sendo realizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann. É uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Na foto: à direita do mediador, o secretário municipal da Agricultura de Panambi, Hugo Hartemink; à esquerda, o secretário municipal da Agricultura de Novo Xingu, Sérgio Celso Tasso.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Carolina Jardine 
 

Milk Summit Mercosul 2026 disponibiliza pesquisa de satisfação para participantes

Avaliação é necessária para emissão do certificado de participação e acesso aos materiais apresentados durante o evento

Após reunir mais de 750 inscritos e registrar recorde de público em sua segunda edição, realizada nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), o Milk Summit Mercosul 2026 convida os participantes a avaliarem sua experiência por meio de uma pesquisa de satisfação. O formulário está disponível on-line e busca reunir opiniões e sugestões que contribuam para o planejamento e o aprimoramento das próximas edições.

A pesquisa contempla diferentes aspectos do evento, como a programação de palestras e debates, a estrutura disponibilizada, a organização e as atividades desenvolvidas ao longo dos dois dias. A proposta é identificar os pontos positivos e as oportunidades de melhoria, considerando a percepção de quem participou do encontro.

O preenchimento da pesquisa é obrigatório para que os participantes tenham acesso ao certificado de participação e aos materiais apresentados pelos palestrantes durante o Milk Summit Mercosul 2026. O formulário pode ser respondido em poucos minutos, por meio do link disponibilizado nos canais oficiais do evento.

A comissão organizadora destaca que a participação do público é fundamental para orientar as decisões relacionadas às próximas edições. As contribuições recebidas servirão de subsídio para aperfeiçoar a experiência dos participantes e fortalecer o Milk Summit Mercosul como espaço de troca de conhecimento, inovação e discussão sobre os desafios e as oportunidades do setor lácteo.

Realizado pelo segundo ano consecutivo com todas as inscrições preenchidas, o Milk Summit Mercosul consolida sua relevância ao reunir produtores, representantes da indústria, pesquisadores, especialistas e lideranças para debater temas estratégicos para o desenvolvimento e a competitividade do setor.

A pesquisa de satisfação pode ser acessada clicando aqui!


Jogo Rápido

Perdeu o Milk Summit Mercosul? Confira os principais momentos no YouTube!
Quem não conseguiu acompanhar presencialmente a segunda edição do Milk Summit Mercosul, realizada nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), pode conferir os conteúdos do evento pelo YouTube. O encontro reuniu especialistas, lideranças, produtores e representantes da indústria para debater os desafios, as tendências e as oportunidades do setor lácteo, com palestras, painéis técnicos e mesas de debates. As apresentações dos dois dias estão disponíveis no YouTube, permitindo que o público acompanhe as discussões e tenha acesso aos conhecimentos compartilhados durante o evento. Acesse o canal do Milk Summit Mercosul no YouTube e confira os conteúdos da edição de 2026!


 

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Porto Alegre, 15 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.035


Milk Summit Mercosul: Novo consumidor impulsiona transformação no setor de leite

O Brasil vive uma guinada no perfil do consumidor de lácteos. Na era das canetinhas e da busca por um estilo de vida saudável, os compostos ricos em proteína do leite têm um mercado crescente pela frente. O impacto dessa mudança de comportamento é foco das palestras  durante o Milk Summit Mercosul em Ijuí (RS), que termina nesta quinta-feira (15/10).
 
A transformação do setor, segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, é impulsionada pela chegada da geração Z ao mercado consumidor. O movimento ajuda a explicar o crescimento da demanda por whey protein e por alimentos enriquecidos com proteínas do soro do leite. “Na década de 1990, o whey era um problema para os laticínios, que não sabiam como aproveitar esse subproduto. Hoje, se tornou um ingrediente valorizado para uma ampla variedade de produtos. Foi uma evolução muito rápida. Aquilo que imaginávamos que levaria muito tempo para acontecer já aconteceu”, destaca.

Para Martins, o consumidor passou a exercer influência decisiva sobre as estratégias da indústria e as decisões dos produtores. “O consumidor está mais exigente, e quem não compreender que ele busca características específicas nos produtos terá dificuldades para continuar vendendo”, afirmou.

A tendência, segundo o pesquisador, é de continuidade do crescimento desse mercado, impulsionado pelo interesse em alimentos com maior teor proteico e por novas pesquisas sobre os componentes do leite, incluindo os possíveis efeitos benéficos da gordura láctea para a saúde.

Surfar na onda desse novo mercado exige investimentos em inovação e desenvolvimento de produtos por parte da indústria, fenômeno que já ganha força no Brasil. De acordo com Valter Galan, sócio da MilkPoint Ventures, isso é uma forma de reduzir a dependência do setor lácteo do mercado de commodities, galgando acesso à um nicho de maior valor agregado e rentabilidade. “Foi um movimento que começou lá com o pessoal da academia, mas hoje é muito mais do que isso”, afirmou.

O Milk Summit Mercosul 2026 está sendo realizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann. É uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Carolina Jardine 


Milk Summit: Startups levam inovação às propriedades leiteiras
 

Novidade nesta edição do Milk Summit, a Arena Láctea de Inovação reúne 11 projetos que prometem simplificar processos e trazer novidade às propriedades leiteiras. Iniciativa realizada em parceria com o Sebrae, o espaço contou com empreendedores em busca de aproximação com os produtores.

Empresas como a Waterpin, de São Paulo (SP). Eles trouxeram ao Milk Summit uma plataforma de inteligência que reúne dados sobre a disponibilidade de água subterrânea, auxiliando o produtor no planejamento de perfurações que permitam a expansão da atividade. O sistema faz a análise por satélite da presença de água subterrânea sem a necessidade de perfurações frustradas e custos elevados.

“Quando o produtor pretende expandir sua operação, precisa saber se tem aporte hídrico suficiente, se o poço vai suportar a demanda e por quanto tempo essa água estará disponível. Todas essas informações entregamos em uma única plataforma, proporcionando mais segurança e previsibilidade para a tomada de decisões”, afirma João Renner Vieira Leão, diretor de Branding e Marketing da Waterpin.

Outro produto em prol da produção leiteira foi trazido pelo empresário Carlos Souza, de Arapongas (PR). Aos 81 anos, ele apresentou uma linha de tecnologia para qualidade da água e bem-estar animal.

A Fortmag trabalha com bastões que restabelecem as condições da água em sua origem, melhorando a saúde geral dos animais e, inclusive, a contagem de CCS e CBT da produção. “A barra carrega três ativos, placas metálicas e turmalina negra que faz a calibração iônica da água”, frisou ele, reforçando que o produto não faz a limpeza da água.  

Visitantes da Arena também puderam conhecer o projeto da startup Scienco Biotech, de Lages (SC), que expôs o primeiro teste rápido para diagnóstico de leite A2A2. Similar a um exame de Covid, o produto permite ao produtor simplificar a seleção dos rebanhos, identificando animais que produzem o leite, indicado para pessoas intolerantes à proteína do leite.

A inovação, conta o diretor técnico Anderson Varela de Andrade, surgiu quando a fundadora, a gaúcha Maria de Lourdes Magalhães, viu-se em busca de uma solução para a intolerância da filha à proteína A1. A empresa já comercializou 36 mil testes para seis países. “Nossa meta é duplicar a comercialização em 2027”, salientou, confiante no network realizado durante o Milk Summit.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Carolina Jardine 
 

Sentindo fome toda hora? O copo de leite no café da manhã ajuda a prolongar a saciedade

O copo de leite no café da manhã | Quem nunca sentiu aquela fominha incômoda pouco tempo depois de terminar uma refeição?

Esse tipo de situação acontece porque a velocidade de digestão varia enormemente dependendo do que colocamos no prato ou no copo. Nesse contexto, a composição nutricional de cada escolha dita como o nosso organismo responde ao longo do dia.

O leite de vaca se destaca como um grande aliado para quem busca manter a fome sob controle por mais tempo. Contudo, essa capacidade de saciar não é mera coincidência, mas sim o resultado direto da forma como seus componentes interagem com o corpo.

“A saciedade não depende apenas do volume consumido, mas principalmente da composição nutricional do alimento ou da bebida. As proteínas lácteas, como a caseína e as proteínas do soro do leite, participam de mecanismos relacionados à regulação do apetite.

Nas versões integrais, a presença de gorduras também pode contribuir para retardar o esvaziamento gástrico, ou seja, o alimento fica mais tempo no estômago. Essa combinação ajuda a explicar por que o leite pode favorecer uma sensação de saciedade mais prolongada”, explica a nutricionista Rosana Raele.

Praticidade e versatilidade na rotina alimentar

Por causa dessas qualidades, o leite se transforma em uma alternativa inteligente para diversos momentos do dia, especialmente no café da manhã, nos lanches da tarde e até na ceia. Da mesma forma, quando combinado com frutas, aveia, castanhas ou em um sanduíche de pão integral, ele compõe refeições completas, saborosas e bastante funcionais.

“Cabe lembrar que, além dos nutrientes que podem contribuir para a saciedade, o leite também fornece micronutrientes importantes, como cálcio e vitaminas do complexo B. Por ter cerca de 87% de água em sua composição, também pode contribuir para a ingestão de líquidos ao longo do dia”, afirma a especialista.

Além disso, a fome nem sempre surge por necessidade energética imediata. “Existe também a chamada fome hedônica, que está ligada ao prazer, às emoções e às memórias associadas aos alimentos.

O leite, por exemplo, pode estar presente em preparações e momentos que remetem à familiaridade e ao aconchego, como uma bebida quente no fim do dia ou uma receita afetiva. Por isso, quando falamos de fome e alimentação, também é importante considerar essa relação que vai além da composição nutricional”, complementa Rosana.

Em suma, a nutricionista ressalta que nenhum ingrediente resolve sozinho o equilíbrio da dieta. “Além de fazer boas escolhas alimentares e garantir refeições completas, realizá-las em um ambiente tranquilo e comer com atenção também são fatores que podem contribuir para a saciedade.”

Por que o leite ajuda a segurar a fome?
Entenda como os principais componentes do leite atuam na sua alimentação:

Proteínas de alta qualidade: a caseína e o soro ativam mecanismos biológicos que ajudam a regular o apetite natural.

Gorduras na medida certa: mais presentes na versão integral, desaceleram o esvaziamento do estômago. Por outro lado, o leite desnatado desponta como boa opção para quem busca reduzir calorias sem perder nutrientes vitais como cálcio e proteínas.

Combinação perfeita com fibras: combina muito bem com frutas, cereais integrais e sementes, potencializando o tempo de digestão confortável.
Nutrição e hidratação: fornece vitaminas do complexo B, minerais essenciais e reforça a ingestão diária de líquidos.
 

Vale destacar que os diferentes tipos de leite apresentam bases nutricionais muito parecidas, variando essencialmente na quantidade de gordura ou em eventuais fortificações.

No cotidiano das famílias brasileiras, o tradicional leite de caixinha (UHT) segue soberano. Seu processo térmico e embalagem especial garantem longa durabilidade e segurança sem necessitar de conservantes ou refrigeração antes de aberto, tornando o hábito de se alimentar bem muito mais simples e prático.

Fonte: EdairyNews
 

Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Câmbio pressiona cotações internas; exportações recordes limitam quedas
Cepea, 13/10/2026 – Os preços da soja recuaram no Brasil, pressionados pela valorização do Real frente ao dólar. Segundo o Cepea, esse movimento tende a reduzir a competitividade da soja brasileira em relação à norte-americana. Pesquisadores do Cepea destacam que as baixas, no entanto, foram limitadas pelo elevado volume de soja e derivados exportado de janeiro a setembro. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o País embarcou 7,36 milhões de toneladas de soja em grão em setembro. Embora esse volume seja 25% inferior ao de agosto, recuo comum para o período, trata-se de um recorde para o mês de setembro As exportações de farelo de soja também registraram recorde para o mês, com aumentos de 10% frente a agosto e de 18,5% em relação a setembro de 2025, de acordo com dados da Secex. Fonte: Cepea


 

Porto Alegre, 14 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.034


Demandas do setor do leite serão encaminhadas aos governos eleitos

Os governos eleitos em todas as esferas receberão minuta com as demandas do setor leiteiro. A pauta única está em construção no Milk Summit Mercosul 2026, evento iniciado nesta manhã (14/10), em Ijuí (RS), que reúne produtores, indústrias, cooperativas, entidades e lideranças de todo o país. O propósito é impulsionar um dos principais setores da economia gaúcha, com foco em políticas públicas que fortaleçam a atividade e ampliem a competitividade.

A redação do documento segue nesta quinta-feira (15/10) acompanhando o segundo dia do evento. “Chegamos nesta segunda edição com o desafio de provocar os governos para que olhem mais a fundo para o setor leiteiro, esse que é um dos pilares da economia gaúcha e tem demandas urgentes para seguir vivo e crescendo”, assinalou o coordenador do evento, Darlan Palharini.  

Para uma plateia de mais de 700 pessoas que acompanhou a abertura do evento, Palharini lembrou que os governos federal e estadual têm responsabilidades fundamentais na formulação e na execução de políticas públicas para o setor. “É evidente que precisamos de políticas estruturantes, que garantam competitividade, segurança e perspectivas de longo prazo para a produção leiteira”. Um trabalho que pode ser feito, garante ele, em conjunto com os municípios. “Conhecem a realidade dos seus produtores, suas dificuldades e suas potencialidades. E, a partir desse conhecimento, podem desenvolver programas, estabelecer parcerias, oferecer assistência e criar iniciativas que façam a diferença”, afirmou o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS).

Compromisso compartilhado com o prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin, que participou da abertura do evento. “O agro é um dos pilares da nossa economia. Que daqui saiam diretrizes e documentos para cobrar dos municípios, do Estado e da União”, defendeu direto do Palco das Etnias da Expofest, Parque de Exposições Wanderley Burmann.  

Na avaliação do vice-presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, no aspecto da competitividade a pauta deve trazer a necessidade de investimentos em tecnologia, eficiência produtiva, infraestrutura, inovação e sanidade animal de olho no mercado internacional. “O Rio Grande do Sul tem condições de ampliar sua participação no mercado nacional e externo de lácteos, e precisamos trabalhar para que esse potencial se transforme em resultados”, afirmou o também representante da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).  

Citando recentes levantamentos da Emater/RS que indicam a saída de produtores da atividade leiteira e o que avalia suas motivações, Claudinei Baldissera, enfatizou a necessidade de que as políticas públicas sejam integradas e vislumbrem a fixação na produção.

Em termos de políticas do governo RS, citou iniciativas relacionadas à irrigação e à recuperação dos solos, além da importância da extensão rural e da sucessão familiar. “A atuação conjunta entre municípios, governos estadual e federal, pesquisa e assistência técnica é essencial para enfrentar os desafios e criar condições para que os jovens encontrem oportunidades na atividade leiteira”, destacou.  

Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Milton Bernardes informou que há disposição para dialogar sobre o futuro do Programa Mais Leite Saudável, descontinuado pelas mudanças da Reforma Tributária, com efeito nos aportes no campo. Ele destacou que a União iniciou articulações para construir uma nova política nacional voltada ao setor leiteiro, reunindo entidades representativas, confederações, Embrapa Gado de Leite e representantes dos estados. “Que a gente consiga construir políticas para estancar essa redução de produtores no campo além de recuperar os patamares superiores de produção no RS”, afirmou.

Já o secretário-adjunto de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Alexandre Scheifler, defendeu investimentos e o fortalecimento de programas como o Pronaf e o Bônus Mais Leite. Segundo o representante do Executivo gaúcho, essas iniciativas criam condições para investir nas propriedades e melhorar a eficiência produtiva. O secretário estadual da Agricultura, Márcio Madalena, por sua vez, chamou a atenção para os desafios comerciais, incluindo impactos para o leite devido ao Acordo do Mercosul. Ele defendeu políticas de proteção ao produtor e o fortalecimento da presença dos lácteos gaúchos nos mercados.

“Um dos grandes desafios é transformar o leite em um ativo de exportação”, afirmou Madalena. Para ele, ampliar a participação comercial exige investimentos em tecnologia, atenção à sanidade e condições para manter as famílias na atividade.

Arena da Inovação

A inovação também integra a programação desta edição, com a Arena Láctea de Inovação, realizada em parceria com o Sebrae. O espaço aproxima startups, empresas, cooperativas e produtores, apresentando soluções tecnológicas voltadas aos desafios da cadeia leiteira. Milton Pereira, da Regional Noroeste do Sebrae/RS, destacou que a iniciativa busca conectar negócios inovadores às necessidades reais da produção. “A proposta é ampliar o acesso a tecnologias que possam ser aplicadas no campo e na indústria, contribuindo para a eficiência e a competitividade do setor”.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Ike Fabrin


 
Pecuária familiar preserva o Bioma Pampa e gera renda a milhares de famílias no Estado, diz Emater/RS

Nesta quarta-feira (14) é o Dia Nacional da Pecuária. No Rio Grande do Sul a pecuária familiar desempenha um papel estratégico ao combinar geração de renda, preservação ambiental e permanência das famílias no campo. Presente em diferentes atividades, como bovinocultura de corte e leite, ovinocultura, avicultura e suinocultura, o segmento é uma das principais bases econômicas de diversas regiões rurais do Estado.

"A pecuária, quando associada ao manejo sustentável dos campos nativos, é uma importante aliada da conservação do Bioma Pampa. O pastejo adequado contribui para a manutenção da vegetação campestre, da biodiversidade e dos processos ecológicos desses ambientes. Valorizar a pecuária familiar é também reconhecer o papel fundamental dos produtores rurais na conservação dos campos nativos, conciliando produção de alimentos, geração de renda e conservação ambiental", destaca Thais Michel, médica-veterinária e coordenadora de Projetos Ambientais da Emater/RS-Ascar.

Nas regiões da Campanha, Zona Sul, Campos de Cima da Serra, Depressão Central e Fronteira Oeste, a atividade se destaca pelo manejo extensivo dos animais e pela utilização sustentável dos campos nativos. Esse modelo produtivo contribui diretamente para a conservação do Bioma Pampa, um dos ecossistemas mais característicos do território gaúcho.

Reconhecendo a relevância social, econômica e ecológica do setor, a Emater/RS-Ascar tem a pecuária familiar como um de seus focos de atuação. Em parceria com universidades e instituições do setor, a Entidade promove ações voltadas à qualificação dos sistemas produtivos, ao manejo sustentável dos rebanhos e à melhoria da infraestrutura das propriedades. Entre as iniciativas estão orientações sobre reprodução animal, manejo de campo nativo, valorização da produção leiteira e fortalecimento da ovinocultura.

Além da assistência técnica, a Instituição participa da organização de eventos, feiras e exposições agropecuárias e auxilia produtores na elaboração de projetos de crédito rural por meio de programas de apoio aos pequenos estabelecimentos rurais.

Entre as demandas mais frequentes dos produtores estão o acesso a tecnologias adequadas à realidade das pequenas propriedades, o controle de doenças parasitárias e a busca por novas alternativas de alimentação para os rebanhos. Questões relacionadas à saúde, transporte e fornecimento de energia elétrica também impactam a qualidade de vida das famílias rurais.

Para especialistas e produtores, o fortalecimento da pecuária familiar representa mais do que uma atividade econômica. Trata-se de um modelo que une conservação ambiental, produção de alimentos, geração de renda e desenvolvimento sustentável para o meio rural gaúcho.

Fonte: Emater/RS-Ascar

 
 
Tetra Pak apresenta três formas de impulsionar a produção de requeijão

Em um mercado de lácteos cada vez mais diversificado e competitivo, a indústria tem investido em tecnologia para aumentar a eficiência sem abrir mão da qualidade. No caso do requeijão, presente no dia a dia dos brasileiros, o desafio dos fabricantes é encontrar uma forma de acelerar o ritmo da produção sem aumentar os custos operacionais ou perder o padrão de qualidade esperado para o produto.

Para apoiar o setor, a Tetra Pak oferece soluções que contribuem para dar mais agilidade e flexibilidade às fábricas. Diante de demandas de consumo tão variadas, a multinacional destaca três pilares fundamentais para otimizar essa operação: eficiência, flexibilidade e qualidade do produto.

“Além de aumentar a capacidade produtiva, os fabricantes precisam avaliar onde estão as oportunidades de ganho durante o processo. Nosso papel é combinar equipamentos de ponta com processos que podem fazer diferença tanto no aproveitamento de ingredientes quanto no tempo de processamento e na qualidade do produto”, comenta Ana Paula Forti, Diretora da área de Processamento da Tetra Pak Brasil.

1. Produza mais em menos tempo com eficiência.

Para acompanhar as demandas do mercado, a indústria precisa encontrar maneiras de aumentar a produtividade sem elevar os custos da operação. A simplificação do fluxo de ingredientes, a redução de etapas e o melhor aproveitamento de recursos são alguns dos caminhos para tornar a produção mais rápida e econômica.

Entre as tecnologias que podem contribuir para esse objetivo está o Tetra Pak® High Shear Mixer. Esse equipamento centraliza todo o processo, e trituração, fusão, homogeneização e desaeração são realizados em uma única etapa. 

Ao concentrar a operação, o fabricante pode trabalhar com capacidades de bateladas maiores em um menor tempo, simplificando o fluxo de produção e aumentando a capacidade da linha. “O alto desempenho mecânico desse equipamento permite atingir a textura desejada utilizando até 20% menos ingredientes modificadores de textura, como gomas”, relata a Diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil.

2. Mais flexibilidade para atender diferentes demandas

A capacidade de adaptar a produção é outro fator importante para a indústria de requeijão. Linhas de produção flexíveis permitem trabalhar com diferentes tipos de produtos, ajudando os fabricantes a desenvolverem novos produtos e liderarem a inovação em um mercado tão competitivo, reduzindo a necessidade de novos investimentos em tecnologias complementares.

Nesse contexto, a Tetra Pak oferece soluções que permitem ajustar diferentes parâmetros do processo de acordo com a formulação e as características desejadas para o produto. A tecnologia embarcada no Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta um programa de receitas automáticas que possibilita ajustes finos de processo para atender as características de cada tipo de produto. Esse recurso permite a produção de requeijão tradicional, requeijão culinário, queijos cremosos e processados com a mesma tecnologia, além de garantir as características de textura, cremosidade, consistência e melhoria em rendimento.

3. Padrão e consistência em cada batelada

Para manter a qualidade do requeijão batelada após batelada, o controle rigoroso sobre as diferentes etapas do processo é essencial. Fatores como umidade, pH e tipo de coagulação da massa podem influenciar diretamente na textura, no sabor e na aparência. A redução do número de bateladas gera menor variabilidade no produto, garantindo uma melhor padronização ao longo de todo o processo até o consumidor final.

O Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta uma unidade turbo que pode operar com baixo ou alto cisalhamento, uma tecnologia patenteada que traz flexibilidade e versatilidade para o desenvolvimento de produtos.

A malha cisalhadora para cima permite uma maior intensidade e turbulência da mistura para melhor dispersão dos ingredientes; por sua vez, a malha cisalhadora para baixo permite uma homogeneização mais fina, lisa e uniforme. Esse controle contribui para um produto mais estável e para um requeijão padronizado.

“Mais do que aumentar a capacidade produtiva, é importante olhar para o processo como um todo e entender onde a tecnologia pode gerar ganhos. 

Quando eficiência, flexibilidade e controle de qualidade são considerados em conjunto, o fabricante consegue aproveitar melhor a estrutura disponível e responder às demandas do mercado com mais consistência, além de ter uma gestão otimizada da mão de obra, uma vez que a rotatividade de pessoas é cada vez maior dentro das indústrias”, conclui Ana Paula Forti.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Tetra Pak.

 

Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Baixa do dólar e retração compradora mantêm preços em queda
Cepea, 13/10/2026 – As cotações domésticas do milho continuam em baixa, diante da forte desvalorização do dólar frente ao Real e da retração de compradores. Segundo o Cepea, a queda nos preços internacionais (o que reduz a paridade de exportação), a produção 2025/26 recorde no Brasil e as exportações em ritmo abaixo do observado na temporada passada também influenciam as baixas. Pesquisadores do Cepea indicam que, com as vendas externas enfraquecidas e o bom andamento da semeadura da safra de verão (soja e milho), compradores estão na expectativa de baixas ainda mais expressivas no curto prazo. O Centro de Pesquisas destaca que parte desses agentes já tem buscado realizar compras para entrega nos próximos meses, com a finalidade de manter estoques confortáveis. Do lado da venda, apesar da prioridade às atividades de campo, produtores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, seja em valores, prazos de pagamento ou de entrega. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

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Porto Alegre, 13 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.033


É AMANHÃ! Milk Summit Mercosul reúne setor lácteo em Ijuí; confira o guia de serviços para participar do evento

Com programação nos dias 14 e 15 de outubro, evento terá palestras, debates, exposição de tecnologias, startups e oportunidades de networking. Confira informações sobre acesso, estacionamento, transporte e atividades disponíveis ao público.

A cidade de Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, se prepara para receber, nesta quarta-feira (14), a segunda edição do Milk Summit Mercosul. O encontro, que segue até quinta-feira (15), será realizado no Palco das Etnias, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, durante a Expofest 2026, reunindo representantes da indústria, produtores de leite, cooperativas, pesquisadores, especialistas, fornecedores e lideranças do setor lácteo.

Com foco em competitividade, inovação, tecnologia e perspectivas para o mercado de leite, o evento contará com dois dias de programação técnica, debates e atividades voltadas à troca de conhecimento e ao fortalecimento das conexões entre os diferentes segmentos do setor.

Para facilitar a experiência dos participantes, a organização preparou um guia de serviços com orientações sobre localização, acesso, transporte, alimentação, programação e atividades paralelas.

Localização e acesso ao evento
O Milk Summit Mercosul será realizado nos dias 14 e 15 de outubro de 2026, no Palco das Etnias, localizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann, na BR-285, em Ijuí/RS.

A recepção dos participantes começa às 7h30, com credenciamento no primeiro dia e Milkbreak nas duas manhãs. A programação contempla palestras e mesas de debates com especialistas nacionais e internacionais, além de atividades técnicas e espaços de relacionamento.

A participação é gratuita, mediante inscrição pelo site www.milksummitmercosul.com. Somente os participantes inscritos terão direito ao kit do evento.

Quem precisar de auxílio com o cadastro pode entrar em contato com a organização pelo telefone (51) 99523-9011.

Programação reúne especialistas e lideranças do setor
Durante os dois dias, o Milk Summit Mercosul abordará temas estratégicos para o desenvolvimento da atividade leiteira, como gestão de riscos, mercado futuro, competitividade internacional, inovação, eficiência produtiva, qualidade do leite e perspectivas para os próximos anos.

Entre os participantes estão representantes de instituições como Embrapa, Rabobank, StoneX, Tetra Pak e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além de especialistas, empresas e lideranças ligadas ao setor.

Ao final dos turnos de palestras, serão realizadas mesas de debates, ampliando a discussão sobre os desafios e as oportunidades para a produção e a indústria de lácteos.

A programação completa, os horários e os perfis dos palestrantes estão disponíveis no site oficial do evento.

Milkbreak, expositores e startups ampliam a experiência
Além das palestras, os participantes poderão aproveitar uma série de atividades e espaços de relacionamento.

A partir das 7h30, o público será recebido com um Milkbreak, que contará com produtos oferecidos por patrocinadores e empresas associadas ao Sindilat/RS.

Durante o evento, também será possível visitar os estandes dos patrocinadores, conhecer produtos e soluções para o setor e interagir com startups presentes na Arena Láctea de Inovação Sebrae.

A programação inclui, ainda, apresentações de projetos inovadores, oportunidades de networking e atividades voltadas à aproximação entre empresas, profissionais e instituições.

Trilha de visitas dará acesso a sorteios
Uma das atrações será a trilha interativa de visitas aos estandes e startups participantes. A iniciativa busca incentivar a circulação do público pelos espaços do evento e aproximar os visitantes das soluções apresentadas.

Para participar, será necessário visitar todos os pontos integrantes da trilha e escanear os QR Codes disponíveis em cada espaço, registrando a passagem.

Ao completar todos os registros, o participante estará habilitado a concorrer aos sorteios promovidos durante o Milk Summit Mercosul, incluindo cestas de produtos lácteos.

Estacionamento e transporte em Ijuí
Para quem chegar de carro, o estacionamento da feira terá custo de R$ 25,00.
Os visitantes que precisarem de transporte por aplicativo poderão utilizar serviços disponíveis em Ijuí, como Rota 77, Sulmob e Carsul, com opções para Android e iOS.

A organização recomenda que os participantes planejem seus deslocamentos com antecedência, especialmente porque o Uber é pouco utilizado no município e pode apresentar baixa disponibilidade de motoristas.

Como chegar de avião
Para participantes de outras regiões do Rio Grande do Sul e do país, três aeroportos podem servir como referência para o deslocamento até Ijuí:
Santo Ângelo: aproximadamente 51,7 quilômetros, com deslocamento estimado em 57 minutos de carro.

Passo Fundo: aproximadamente 162 quilômetros, com deslocamento estimado em 2h26.

Porto Alegre: aproximadamente 395 quilômetros, com deslocamento estimado em 5h15.

Os tempos são aproximados e podem variar conforme as condições de trânsito e o trajeto escolhido.

Transmissão ao vivo para quem não puder comparecer
Quem não conseguir participar presencialmente também poderá acompanhar a programação pela internet. O Milk Summit Mercosul terá transmissão ao vivo pelo canal oficial do evento no YouTube, permitindo que profissionais e interessados de diferentes regiões acompanhem os debates e apresentações. A transmissão estará disponível em youtube.com/@Milksummit.

Registre sua participação
O público também é convidado a registrar e compartilhar sua experiência durante o evento. Fotos, vídeos e publicações nas redes sociais poderão ser marcados com o perfil oficial @milksummit, no Instagram.

A proposta é ampliar a visibilidade das discussões e iniciativas apresentadas, valorizando a participação de profissionais, empresas e instituições que contribuem para o desenvolvimento do setor lácteo.

Serviço – Milk Summit Mercosul 2026

Data: 14 e 15 de outubro de 2026

Local: Palco das Etnias – Parque de Exposições Wanderley Burmann, durante a Expofest, em Ijuí/RS

Endereço: BR-285, Ijuí/RS

Recepção: a partir das 7h30

Participação: gratuita, mediante inscrição

Site e programação: www.milksummitmercosul.com

Informações e auxílio nas inscrições: (51) 99523-9011

Estacionamento: R$ 25,00

Transmissão ao vivo: youtube.com/@Milksummit

Instagram: @milksummit


 

Como a Cooperativa Santa Clara impactou mais de 30 mil crianças ao unir nutrição e sustentabilidade

Criado em 2016, o programa educacional alia ferramentas pedagógicas e conhecimentos de nutrição para conscientizar estudantes sobre hábitos alimentares saudáveis e preservação do meio ambiente.

Criado em 2016 no município de Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul, o projeto educacional Plantando o Bem acaba de ingressar em seu décimo primeiro ano de atividades ininterruptas. A iniciativa da Cooperativa Santa Clara busca integrar o desenvolvimento infantil a conceitos de preservação ambiental e nutrição, fortalecendo a relação da marca com as comunidades locais em que opera.

O alcance demográfico desse trabalho educacional apresenta um saldo expressivo, uma vez que, segundo a organização, "nesses 11 anos, a Cooperativa Santa Clara esteve em mais de 21 municípios, onde temos produtores associados, com mais de 30 mil alunos participantes". Trata-se de um esforço institucional apoiado por uma estrutura corporativa centenária, com quase cinco mil famílias associadas e mais de dois mil e trezentos colaboradores atuando no campo, indústria e rede de lojas da empresa.

Para assegurar a viabilidade técnica e a eficácia pedagógica da proposta, a formulação do programa passou pela análise de especialistas antes de ser levada às salas de aula. A gestão do projeto esclarece que, "antes da sua implementação, o projeto foi desenvolvido e validado por profissionais de diferentes áreas, como nutricionistas e pedagogas".

Essa fundamentação teórica permitiu a adequação da linguagem e a evolução constante das metodologias aplicadas com os estudantes. O direcionamento estratégico, contudo, manteve sua essência original, visto que o programa foi concebido com "o propósito de promover a alimentação saudável e contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes, comprometidos com a preservação ambiental e a construção de um futuro melhor para todos".

Durante o planejamento das edições mais recentes, especialmente no ciclo de 2025, que sucedeu as comemorações de dez anos sob o tema Juntos Para Alimentar o Futuro, a equipe adotou uma abordagem física dividida em estações temáticas. Os estudantes participaram de dinâmicas práticas que distanciam o aprendizado dos formatos exclusivamente teóricos ou palestras tradicionais.

Conforme relata a diretoria, "neste ano, diferentes atividades compõem a dinâmica do projeto, como teatro, quebra cabeça, desenho, pescaria e dados de chão, todas desenvolvidas com a temática da alimentação saudável". Historicamente, as intervenções realizadas nos espaços escolares e nas comunidades também incluíram ações como o plantio orientado de hortas e a execução de oficinas voltadas à culinária sustentável.

Como reflexo dessa estruturação de longo prazo, o programa tem acumulado prêmios e consolidado sua posição no setor corporativo regional. A cooperativa já conquistou três edições do Top de Marketing da ADBV, especificamente nos anos de 2016, 2017 e 2024. Os organizadores creditam parte desse êxito à rotina de monitoramento das ações, explicando que, "a cada ano, avaliamos os resultados anteriores e buscamos diferentes formas de torná-lo ainda mais assertivo e impactante para os pequenos".

Agora, o foco da administração recai sobre a capacidade de ampliação territorial das frentes de trabalho. O objetivo de longo prazo da instituição é manter o ritmo de expansão nas redes de ensino, baseando-se na premissa de que "quanto mais escolas pudermos atingir, mais poderemos auxiliar no desenvolvimento das comunidades, para a formação de cidadãos engajados em transformar nossa realidade".

 
Lácteos do Uruguai: Brasil lidera compras após queda das exportações para a Argélia

O Brasil ampliou sua relevância como destino dos lácteos uruguaios em 2026, em um cenário marcado pela redução das vendas à Argélia e pela queda no faturamento total do setor.Segundo dados do Instituto Nacional de la Leche (INALE), com base em informações da aduana uruguaia, o país exportou aproximadamente 180,9 mil toneladas de produtos lácteos entre janeiro e setembro, crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do aumento no volume, a receita recuou cerca de 1%, totalizando US$ 691 milhões.

Brasil avança e Argélia perde espaço

A mudança mais expressiva ocorreu na distribuição dos destinos das exportações. No terceiro trimestre de 2025, a Argélia respondia por 39,5% do faturamento das exportações uruguaias de lácteos, enquanto o Brasil representava 24%. Um ano depois, o cenário se inverteu: entre julho e setembro de 2026, o Brasil concentrou 39,7% das receitas, enquanto a participação argelina caiu para 10,6%.

A mudança evidencia o fortalecimento do mercado brasileiro como destino dos produtos lácteos uruguaios e a redução do peso de um comprador historicamente importante, especialmente para o leite em pó. Outros países africanos continuam entre os principais destinos, como Nigéria, África do Sul e Mauritânia.

Mais toneladas, mas menor faturamento

Outro destaque dos dados do INALE é a diferença entre o crescimento das exportações em volume e o desempenho financeiro. O leite em pó integral, principal produto exportado pelo Uruguai, movimentou aproximadamente US$ 460 milhões entre janeiro e setembro, respondendo por cerca de dois terços das receitas do setor.

Embora o volume exportado desse produto tenha crescido 7%, seu faturamento caiu 2%, reflexo da redução de 8% no preço médio acumulado em relação a 2025. A manteiga também apresentou aumento de volume, de 16%, mas queda de 3% na receita. Em contrapartida, o leite em pó desnatado registrou crescimento de 15% no faturamento.

As informações são do Instituto Nacional de la Leche (INALE)¹².

 

Jogo Rápido

Associados do Sindilat RS têm 10% de desconto no Dairy Vision
Associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto na inscrição para o Dairy Vision. Marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de outubro, em Atibaia (SP), no Bourbon Resort, o evento reúne profissionais, especialistas e representantes de empresas do setor de lácteos para discutir tendências, desafios e oportunidades para o segmento. A programação da iniciativa aborda temas relacionados à inovação, gestão, mercado, tecnologia e às transformações da cadeia leiteira, promovendo um espaço para atualização e troca de conhecimentos entre os participantes. Para garantir o desconto exclusivo, os associados devem realizar a inscrição clicando aqui. Criado em 2015 pela MilkPoint Ventures, é um dos principais fóruns de discussão, tendências e estratégia da cadeia láctea no Brasil e no mundo. Líderes de vários países se reúnem para antecipar movimentos, qualificar decisões e implementar estratégias para o setor. Fonte: Jardine Comunicação

 

 

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Porto Alegre, 09 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.032


Faltam 5 dias para o Milk Summit Mercosul 

Entrou na reta final o período de inscrições para o Milk Summit Mercosul, que será realizado de 13 a 15 de outubro, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em Ijuí (RS), integrado à programação da Expofest.

Neste ano, o encontro amplia a proposta apresentada em 2025 e passa a reunir representantes da cadeia leiteira do Brasil e de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. A expectativa dos organizadores é receber mais de 700 participantes por dia, entre produtores, indústrias, cooperativas, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes do setor. 

Ao longo dos três dias, serão mais de 16 horas de conteúdo técnico e estratégico, além de momentos de networking e visitação aos estandes.

Uma das novidades desta edição é a Arena Láctea de Inovação Sebrae, espaço destinado à apresentação de soluções tecnológicas para a cadeia do leite.

A iniciativa reunirá startups e negócios inovadores, que terão a oportunidade de apresentar seus produtos, tecnologias e modelos de negócio diretamente a produtores, indústrias, cooperativas e outros profissionais do setor.

A programação também reúne temas como gestão de riscos, mercado futuro, produtividade, qualidade do leite, competitividade internacional, sustentabilidade, exportações, inovação e políticas públicas. 

Entre os nomes confirmados estão especialistas da Embrapa, StoneX, MilkPoint, Universidade de São Paulo (USP), Rabobank, Ministério da Agricultura, Emater/RS e Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Além das apresentações realizadas dentro da programação do evento, a proposta é criar um ambiente de conexão entre quem desenvolve novas tecnologias e quem enfrenta, no campo e na indústria, os desafios que essas soluções podem ajudar a resolver.

O evento será realizado na próxima semana, e as inscrições podem ser feitas diretamente no site oficial do Milk Summit até a véspera do evento ou enquanto houver vagas disponíveis.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. 

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil. 
Serviço

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 13 a 15 de outubro de 2026
Local: Parque de Exposições Wanderley Burmann – Expofest, Ijuí (RS)
Inscrições: gratuitas e obrigatórias
Vagas: limitadas

Para mais informações e programação, clique aqui

Fonte: Sindilat/RS


 
Mulheres já são 40% dos produtores rurais que tomam decisões no agro

Estudo da Abag, realizado em parceria com a Serasa Experian e a Fran6 Pesquisa

As mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais que tomam decisões no agronegócio brasileiro. Esse é um dos dados do estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços”, que acaba de ser lançado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a Serasa Experian e a Fran6 Pesquisa. 

— Nos últimos dez anos, a mulher ampliou sua presença nas decisões estratégicas do agronegócio e conquistou maior espaço na propriedade e na condução dos negócios. Uma transformação que envolve formação, tecnologia, gestão e acesso ao crédito — analisa Gislaine Balbinot, diretora executiva da Abag.

Em relação ao acesso e ao comportamento de crédito, o estudo mostra que as produtoras apresentaram taxas de inadimplência inferiores às dos homens, com destaque para as grandes proprietárias, cuja taxa registrada foi de 6,85%, e para as mulheres do Sul, com 5,4%.

A partir da análise dos dados de conformidade ambiental do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a pesquisa também mostrou que propriedades sob comando exclusivo feminino concentram uma parcela mínima de restrições legais e passivos ambientais. Entre as mulheres, os percentuais correspondem a 5% e 20%. Fonte: Gaúcha Zero Hora

Informativo Conjuntural 1940 de 08 de outubro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

As chuvas intensas, o excesso de umidade e as interrupções no fornecimento de energia elétrica afetaram a ordenha, a conservação e a coleta do leite, bem como as estruturas de confinamento em algumas regiões. Em algumas regiões, o restabelecimento da energia elétrica e a melhora das condições de pastagem favorecem a retomada gradual da atividade. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, foi restabelecido o fornecimento de energia elétrica em todas as localidades do interior de Hulha Negra, Candiota e Aceguá, reduzindo os custos de combustível utilizado nos geradores para manter as atividades de ordenha e o resfriamento do leite por até 10 dias em algumas propriedades. Os produtores realizaram reparos dos danos causados em galpões pelo vendaval de 21/09. 

Em Hulha Negra, a produção está satisfatória, favorecida pela maior oferta e qualidade da forragem de azevém. Em propriedades com potreiros de trevo isolado ou consorciado com azevém, a elevada disponibilidade de proteína da leguminosa permitiu ajustes no uso de concentrado. 

Em Santana do Livramento, o vendaval de 28/09 (segunda-feira) provocou impactos significativos na bacia leiteira, principalmente danos às estradas rurais e falta de energia elétrica. 

Em assentamentos de São Gabriel, também foram relatadas dificuldades para a coleta devido às fortes chuvas ocorridas no início do período. 

Na de Caxias do Sul, o tempo menos chuvoso favoreceu o manejo do pastoreio e reduziu a formação de barro em relação à semana anterior. O estado nutricional dos animais está satisfatório. 

Na de Frederico Westphalen, o excesso de chuvas em curto período prejudicou a alimentação e o bem-estar dos animais. A chuva e o granizo no final da semana, acompanhados de baixas temperaturas, provocaram excesso de umidade no solo e limitaram o desenvolvimento das pastagens e a produção. 

Na de Ijuí, a produção diminuiu levemente em relação ao período anterior, e houve aumento do fornecimento de forragem conservada e de concentrados.  

Na de Passo Fundo, as diferentes categorias de animais apresentam bom desempenho, favorecido pela alimentação baseada em pastejo rotacionado, silagem e suplementação, que tem sido ajustada conforme a necessidade de cada lote.  

Na de Pelotas, as condições meteorológicas foram bastante desfavoráveis à atividade, principalmente em razão das interrupções no fornecimento de energia elétrica, que prejudicaram a ordenha e a conservação do leite. Não há relatos de danos estruturais, mas os agricultores precisaram utilizar geradores, o que elevou os custos de produção. O encharcamento do solo e a presença de barro nos arredores das instalações ainda persistem em alguns locais. Quanto à sanidade do rebanho, foram identificados casos leves de infestação por carrapatos e de tristeza parasitária bovina em algumas propriedades. 

Na de Santa Rosa, a redução das temperaturas e o tempo nublado no início de outubro favoreceram o conforto térmico das vacas de alta produção, contribuindo para a retomada do consumo de matéria seca e para a estabilização dos teores de gordura e proteína do leite. 

Com as pastagens de inverno em final de ciclo e a menor qualidade nutricional, aumentou a necessidade de suplementação com silagem e de concentrados com maior teor de proteína para atender às exigências nutricionais e manter os níveis de produção. 

O temporal da última semana provocou danos em telhados de galpões e em estruturas de confinamento, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica e de água. Nas propriedades sem gerador, as interrupções comprometeram a ordenha e o resfriamento do leite, resultando em descarte de produção. 
Fonte: Emater/RS

 

Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA
Na próxima semana, o tempo iniciará chuvoso em grande parte do estado. Entre a sexta-feira (09/10) e o sábado (10/10), a atuação de um cavado (área alongada de baixa pressão) e o posterior deslocamento desse sistema deverão manter o tempo instável em praticamente todo o território gaúcho. Por conseguinte, há previsão de chuva em diferentes localidades do estado e de rajadas de vento intensas, que podem ultrapassar 100 km/h. No domingo (11/10), o sistema de baixa pressão deverá se deslocar pelo Atlântico Sul, afastando-se gradualmente do território gaúcho. Assim, há previsão de chuva apenas na metade norte e na porção oeste do estado. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa. Entre a segunda-feira (12/10) e a quarta-feira (14/10), os efeitos da circulação atmosférica poderão favorecer o transporte de umidade para alguns pontos do estado. Por conseguinte, há previsão de chuva principalmente na metade norte e na porção sudeste. Nas demais regiões, o tempo deverá permanecer predominantemente estável, com possibilidade de chuva apenas em pontos isolados. zFonte: Emater/RS

 

 

Porto Alegre, 07 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.030


Últimos dias de inscrição para o Milk Summit Mercosul

Entrou na reta final o período de inscrições para o Milk Summit Mercosul, que será realizado de 13 a 15 de outubro, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em Ijuí (RS), integrado à programação da Expofest. As inscrições são gratuitas, mas precisam ser feitas antecipadamente, já que as vagas são limitadas.

Neste ano, o encontro amplia a proposta apresentada em 2025 e passa a reunir representantes da cadeia leiteira do Brasil e de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. A expectativa dos organizadores é receber mais de 700 participantes por dia, entre produtores, indústrias, cooperativas, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes do setor. 

Ao longo dos três dias, serão mais de 16 horas de conteúdo técnico e estratégico, além de momentos de networking e visitação aos estandes.

Uma das novidades desta edição é a Arena Láctea de Inovação Sebrae, espaço destinado à apresentação de soluções tecnológicas para a cadeia do leite. A iniciativa reunirá startups e negócios inovadores, que terão a oportunidade de apresentar seus produtos, tecnologias e modelos de negócio diretamente a produtores, indústrias, cooperativas e outros profissionais do setor.

A programação também reúne temas como gestão de riscos, mercado futuro, produtividade, qualidade do leite, competitividade internacional, sustentabilidade, exportações, inovação e políticas públicas. 

Entre os nomes confirmados estão especialistas da Embrapa, StoneX, MilkPoint, Universidade de São Paulo (USP), Rabobank, Ministério da Agricultura, Emater/RS e Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Além das apresentações realizadas dentro da programação do evento, a proposta é criar um ambiente de conexão entre quem desenvolve novas tecnologias e quem enfrenta, no campo e na indústria, os desafios que essas soluções podem ajudar a resolver.

O evento será realizado na próxima semana, e as inscrições podem ser feitas diretamente no site oficial do Milk Summit até a véspera do evento ou enquanto houver vagas disponíveis.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. 

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil. 
Serviço

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 13 a 15 de outubro de 2026
Local: Parque de Exposições Wanderley Burmann – Expofest, Ijuí (RS)
Inscrições: gratuitas e obrigatórias
Vagas: limitadas

Fonte: Sindilat/RS

 
 
Balança comercial: importações de lácteos voltam a crescer e ampliam déficit em setembro

Setembro foi marcado pelo crescimento das importações e das exportações brasileiras de lácteos. As compras externas somaram 243 milhões de litros em equivalente-leite, avanço de 8,7% em relação ao mês anterior, enquanto os embarques totalizaram 5,4 milhões de litros em equivalente-leite, alta de 6,5% na mesma comparação.

Com o avanço das compras externas, o déficit da balança comercial de lácteos aumentou, passando de cerca de 219 milhões de litros em agosto para 237,6 milhões de litros em equivalente-leite em setembro.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Saldo da Balança Comercial de Lácteos

 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações reverteram o leve recuo observado em agosto, com aumento expressivo das compras da Argentina e do Uruguai. O movimento ocorre em um cenário de elevada disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção dos países fornecedores acima dos patamares registrados no ano anterior.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT. 

Os principais movimentos observados nas importações foram:

Leite em pó integral (LPI): apresentou recuo de 3,0% no volume importado, após dois meses consecutivos de avanço;
Leite em pó desnatado (LPD): registrou aumento de 26% nas compras externas, revertendo a queda observada em agosto;
Queijos: a categoria apresentou crescimento de 19% no volume importado. Dentro desse grupo, as compras de muçarela também avançaram 19% em relação ao mês anterior.

As importações de WPC (Whey Protein Concentrate, ou concentrado proteico de soro de leite) também avançaram em setembro, com alta de 7,2% na comparação mensal, passando de aproximadamente 546,5 toneladas em agosto para 586,0 toneladas. Nesse contexto, a utilização do leite em pó desnatado em substituição parcial ao WPC, em determinadas formulações industriais, é uma possível explicação para o crescimento das compras de LPD.

Em relação às exportações, setembro apresentou avanço de 6,5% frente ao mês anterior, com o volume total somando 5,4 milhões de litros em equivalente-leite. Entre os produtos, os embarques de soro de leite cresceram, enquanto as vendas externas de queijos recuaram.

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite.

 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de setembro, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos:

Soro de leite: apresentou aumento de 54,1% no volume exportado em relação ao mês anterior, com os embarques totalizando 1,28 milhão de kg;
Queijos: registraram recuo de 15,2% no volume exportado na comparação mensal.
As tabelas 1 e 2 apresentam as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de setembro e agosto de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em setembro de 2026

 
 
Tabela 2. Balança comercial de lácteos em agosto de 2026
 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?
O avanço das importações em setembro, com aumento expressivo das compras da Argentina e do Uruguai, ocorre em um cenário de elevada disponibilidade de leite no Mercosul. A produção dos países fornecedores permanece acima dos níveis registrados no ano anterior, favorecendo a oferta de lácteos para o mercado brasileiro.

Apesar desse volume elevado, o crescimento da produção na região vem perdendo intensidade, contribuindo para certo avanço dos preços. Os preços de LPI e LPD no GDT também seguem elevados, o que também contribui para dar sustentação às cotações dos produtos no Mercosul.

Em contrapartida, o dólar em patamares inferiores aos do ano passado ainda reduz o custo de internalização dos importados. 

A valorização dos produtos na origem, porém, vem reduzindo sua vantagem frente aos brasileiros, observado na aproximação entre os custos de aquisição de alguns derivados externos e nacionais.

Para os próximos meses, o ganho de competitividade dos produtos brasileiros pode moderar o ritmo de novas compras externas. A evolução dos preços no Mercosul e no mercado doméstico será, portanto, importante para avaliar a continuidade dos avanços nas importações. Fonte: Milkpoint

GDT 413º recupera queda anterior, com destaque para valorização do leite em pó desnatado
O 413º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou alta de 1,2% no GDT Price Index, com preço médio negociado de USD 3.928/tonelada.

O movimento praticamente recompôs a queda de 1,1% observada no leilão anterior e reforça a sustentação das cotações internacionais, mesmo em um período de crescimento sazonal da oferta na Oceania. 

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT. Fonte: Global Dairy Trade (GDT). 

 
 
Nos leites em pó, o movimento foi positivo, com os dois principais produtos negociados do leilão apresentando valorização.

O leite em pó integral (LPI) avançou 1,2%, atingindo USD 3.605/tonelada, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) registrou alta de 4,3%, alcançando USD 3.847/tonelada, atingindo o maior patamar de preços em quatro anos.

Com esse movimento, o LPD ampliou a diferença em relação ao LPI, mantendo a inversão observada recentemente entre as cotações dos dois derivados.

A valorização do LPD não se restringe ao GDT: o produto também vem ganhando valor no mercado brasileiro e no Mercosul, reforçando uma leitura de demanda firme. Parte desse movimento está relacionada à busca por fontes de proteína mais competitivas em custo.

Com teor proteico próximo ao do WPC 34% e preço mais baixo, o LPD pode assumir papel relevante em determinadas formulações, especialmente em um ambiente de cotações elevadas de outras fontes proteicas. 

Gráfico 2. Preço médio LPI vs LPD. Fonte: Global Dairy Trade (GDT). 

 
 
Entre os demais derivados, o movimento foi distinto. A muçarela manteve a trajetória de queda, com recuo de 3,9%, sendo negociada a USD 3.833/tonelada. A manteiga apresentou estabilidade, com leve queda de 0,3%, atingindo USD 4.740/tonelada, enquanto a gordura anidra do leite recuou 1,1%, para USD 5.683/tonelada. 

A maior atratividade do LPD também merece atenção pelo efeito potencial sobre o balanço de gordura: caso estimule maior direcionamento de leite para a produção do desnatado, pode ampliar a disponibilidade de gordura láctea. Ainda assim, o movimento deste leilão não deve ser atribuído exclusivamente a esse fator. 

Já a lactose, registrou a maior queda do leilão, de 6,9%, atingindo USD 1.677/tonelada. Já o cheddar apresentou correção de 3,7%, para USD 3.925/tonelada, após as fortes valorizações observadas nos leilões anteriores.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 06/10/2026. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

 
 

Volume negociado permanece elevado, enquanto número de compradores aumenta

O volume negociado totalizou 41.692 toneladas, queda de 1,8% frente ao último leilão e de apenas 0,8% na comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo com o leve recuo, o volume permanece elevado, acompanhando o aumento sazonal da produção na Oceania típico desta época do ano. Neste ciclo, porém, esse avanço ocorre em ritmo inferior ao observado em anos anteriores.

Esse crescimento mais limitado ocorre em um contexto de El Niño mais intenso, com condições mais secas em importantes regiões produtoras, restringindo o potencial de avanço da produção ao longo da safra.

Pelo lado da demanda, o número de compradores aumentou 6,5%, passando de 155 para 165 participantes, mostrando que a participação dos agentes segue elevada e contribuindo para a manutenção das negociações em patamares próximos aos observados nos últimos leilões. A combinação entre crescimento mais limitado da oferta e demanda ainda firme ajuda a manter os preços internacionais em patamares elevados.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

 

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, os contratos futuros de leite em pó integral apresentaram alguma acomodação nos vencimentos mais próximos do final do ano e permanecem em patamares elevados, indicando que o mercado ainda precifica um cenário de oferta relativamente restrita. Embora a produção da Oceania avance sazonalmente em direção ao pico, o crescimento vem ocorrendo de forma mais limitada do que em ciclos anteriores, em um contexto climático menos favorável.

Assim, mesmo com o avanço sazonal da produção, a combinação entre crescimento mais contido da oferta e demanda firme mantêm suporte às cotações para os próximos meses.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures). Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

 

 
E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 413º reforça a sustentação das referências internacionais, com destaque para a valorização do LPD e para a capacidade do mercado de absorver o aumento sazonal da oferta. 

No Brasil, a valorização do LPD pode abrir espaço para mudanças na dinâmica de produção dos derivados lácteos, caso os preços internacionais e domésticos sinalizem maior atratividade para o processamento do produto.

Um aumento da produção de leite em pó desnatado, por exemplo, pode resultar em maior disponibilidade de gordura láctea e potencialmente adicionando pressão sobre os preços de derivados como a manteiga e o creme.

Mesmo com o avanço sazonal da produção internacional, o crescimento mais limitado da oferta na Oceania, Europa e América Latina, somado à demanda ainda firme, tende a manter suporte às cotações ao longo dos próximos meses.

Os contratos futuros, apesar de alguma acomodação recente, permanecem em níveis elevados e reforçam essa leitura. Fonte: Milkpoint

 

Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Baixo interesse comprador e queda externa pressionam cotações
Cepea, 5/10/2026 – Os preços do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, pressionados pelo baixo interesse de compradores e pela retração no mercado internacional. Segundo o Cepea, de modo geral, compradores brasileiros seguem afastados das aquisições de novos lotes, visto que parte deles indica ter estoques para consumo imediato. De acordo com pesquisadores do Cepea, além disso, como as exportações brasileiras seguem inferiores às do ano passado, esses agentes acreditam que a oferta possa aumentar. Segundo a Conab, a produção da safra 2025/26 deve ser recorde, totalizando 144 milhões de toneladas, apesar da redução na produtividade. O Centro de Pesquisas destaca que produtores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, seja com relação aos valores e/ou às condições de entrega e ao prazo de pagamento. Fonte: Cepea