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Porto Alegre, 23 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.677


Ainda fazenda leiteira ou já empresa?

Produzir leite nunca exigiu apenas conhecimento sobre vacas. Mas, nos últimos anos, a complexidade da atividade elevou a gestão a um novo patamar.

Produzir leite nunca exigiu apenas conhecimento sobre vacas. Mas, nos últimos anos, a complexidade da atividade elevou a gestão a um novo patamar. Em propriedades cada vez maiores, com equipes mais numerosas, tecnologias embarcadas e margens pressionadas, produzir bem passou a depender da capacidade de organizar pessoas, padronizar processos, controlar recursos e tomar decisões com base em indicadores.
É essa transformação que será o foco da palestra de Allan André Tormen, produtor de leite, presidente do Sindicato Rural de Erechim (RS) e Coordenador da Comissão de Leite e Derivados da Federação da Agricultura, da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e vice-presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA , durante o Interleite Brasil 2026, que acontece entre os dias 18 e 20 de agosto, em Uberlândia (MG), com o tema "Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil".

À frente da Agropecuária Tormen, referência em produção de leite de alta produtividade, Allan construiu uma trajetória que une a prática diária dentro da fazenda à participação ativa nas principais discussões sobre o futuro da cadeia leiteira brasileira. Para ele, essa dupla atuação permite compreender os desafios do setor sob uma perspectiva rara: a de quem vive a realidade da produção e, ao mesmo tempo, participa das decisões que impactam milhares de produtores.

"Quando a gente senta na cadeira do representante da classe sem entender como se produz, não tem propriedade para falar. Eu vivo da atividade. O leite não é mais um negócio para mim, ele é o meu negócio."

Sua relação com a atividade começou cedo. Formado em escola agrícola, Allan iniciou a produção de leite aos 16 anos e acompanhou, na prática, os desafios de crescer, investir e enfrentar as oscilações do mercado. Essa vivência, segundo ele, é o que permite levar às discussões institucionais a realidade de quem está dentro da porteira. "Eu consigo levar para a representação a dor real do produtor, entender onde aperta o sapato, quais são os gargalos da atividade e o que realmente é possível fazer."

Produtividade é consequência, não ponto de partida

Embora a Agropecuária Tormen seja reconhecida pelos elevados índices produtivos, Allan faz questão de inverter uma lógica bastante comum no setor. Na sua visão, produtividade não deve ser perseguida de forma isolada. Ela surge como consequência de uma série de decisões bem executadas.

O primeiro pilar é garantir a saúde ruminal dos animais, por meio de um manejo alimentar consistente e de uma nutrição equilibrada. O segundo está relacionado à saúde da glândula mamária, reduzindo a contagem de células somáticas (CCS), a incidência de mastite e, consequentemente, perdas produtivas e reprodutivas. Há ainda um terceiro componente que, segundo ele, vem ganhando importância nas propriedades mais eficientes: a gestão ambiental.

Na Agropecuária Tormen, os dejetos deixaram de ser encarados apenas como um resíduo para se tornarem fonte de valor. Eles são utilizados na produção de biofertilizantes, fertirrigação e até na reposição da cama utilizada no sistema de compost barn, fechando ciclos produtivos e reduzindo desperdícios. "O dejeto precisa deixar de ser um passivo e se transformar em um ativo."

O quarto pilar está no período de transição das vacas

Segundo Allan, garantir partos bem conduzidos, com vacas em bom escore corporal e produção adequada de colostro, influencia diretamente o desempenho das bezerras, o início da lactação, a reprodução e toda a produtividade futura do rebanho. Para ele, quando esses fatores caminham juntos, a sustentabilidade econômica aparece naturalmente — e, com ela, a sustentabilidade ambiental.

Quem coloca o leite no tanque são as pessoas

Se manejo e nutrição explicam parte dos resultados, Allan acredita que existe outro fator ainda mais decisivo para o sucesso de uma fazenda. As pessoas. "O que determina o tamanho de uma fazenda não é a quantidade de vacas. É a quantidade de pessoas que trabalham ali e entregam valor para o negócio." Por isso, desenvolver equipes tornou-se prioridade dentro da Agropecuária Tormen.

Atrair bons profissionais, investir em capacitação e criar condições para que permaneçam na empresa faz parte da estratégia de crescimento da propriedade tanto quanto investir em máquinas ou instalações. Mas, para Allan, pessoas só conseguem entregar resultados consistentes quando existe uma cultura organizacional sólida.

Ele defende que toda empresa precisa desenvolver uma cultura baseada na melhoria contínua, em que cada colaborador compreenda que sempre existe uma oportunidade de aperfeiçoar processos, reduzir desperdícios e gerar mais valor.

Outro princípio que procura reforçar dentro da equipe é que uma empresa não deve funcionar como uma família, mas como uma comunidade. Enquanto famílias costumam depender de pessoas específicas, comunidades se fortalecem justamente pela capacidade de compartilhar responsabilidades. "A fazenda não pode depender de uma pessoa. Ela precisa depender da equipe."

Crescer exige cuidar do dinheiro

Entre os assuntos que mais preocupam os produtores atualmente estão o aumento dos custos, os juros elevados e a volatilidade do mercado. Na avaliação de Allan, porém, existe um equívoco frequente dentro das propriedades. Muitos produtores dedicam enorme esforço para calcular o custo de produção, mas deixam em segundo plano um indicador ainda mais importante. "O custo de produção não paga a conta. O que paga a conta é a liquidez."

Segundo ele, construir um negócio robusto significa gerar caixa suficiente para atravessar períodos de baixa sem comprometer investimentos nem recorrer excessivamente ao crédito.

Ferramentas como irrigação também fazem parte dessa estratégia, funcionando como instrumentos de mitigação de risco ao garantir maior estabilidade na produção de forragens. Para Allan, crescer continua sendo importante, mas esse crescimento precisa acontecer de forma equilibrada. Não basta aumentar a produção. É necessário aumentar também a eficiência operacional, reduzir desperdícios, fortalecer o caixa e preservar a capacidade de investimento da propriedade.

O futuro da cadeia passa por relações mais maduras

Além da gestão dentro das fazendas, Allan acompanha de perto outro desafio considerado decisivo para a competitividade do leite brasileiro: o relacionamento entre produtores e indústrias. Na sua avaliação, ambos ainda precisam amadurecer a forma como enxergam essa relação.

O produtor deve compreender a indústria como seu cliente, enquanto a indústria precisa reconhecer o produtor como um fornecedor estratégico, capaz de entregar qualidade, previsibilidade e regularidade. "Não tem como o produtor ir bem e a indústria ir mal. Também não tem como a indústria ir mal e o produtor ir bem."

Ele acredita que maior transparência nas informações de mercado e um relacionamento baseado em confiança permitirão ganhos de eficiência para toda a cadeia leiteira. Também defende que o produtor amplie sua visão para além da porteira. "Se ele não entender o que acontece da porteira para fora, não consegue gerenciar o negócio."

Uma nova forma de enxergar a fazenda

Durante sua participação no Interleite Brasil, Allan pretende compartilhar justamente essa mudança de mentalidade que vem orientando a evolução da Agropecuária Tormen. Para ele, as propriedades leiteiras passaram por uma transformação profunda. "As nossas fazendas deixaram de ser fazendas. Elas se transformaram em indústrias de produção de leite."

Isso significa trabalhar com processos padronizados, procedimentos operacionais bem definidos, redução constante de desperdícios e melhoria contínua da qualidade entregue à indústria. Mais do que implantar ferramentas de gestão, Allan acredita que o grande desafio é construir uma cultura capaz de evoluir continuamente. "Implementar um sistema de gestão robusto não é fazer um projeto. É iniciar uma jornada. Todo dia existe algo para melhorar."

É justamente essa experiência — construída ao longo dos últimos anos e inspirada em metodologias de gestão aplicadas à produção de leite — que ele pretende dividir com o público durante o evento.

Participe do Interleite Brasil 2026

A trajetória da Agropecuária Tormen mostra que os desafios da produção de leite vão muito além do manejo dos animais. Produzir com eficiência exige gestão, cultura organizacional, equipes preparadas, disciplina financeira e disposição para melhorar continuamente.

Esses e muitos outros aprendizados estarão em debate no Interleite Brasil 2026, de 18 a 20 de agosto, em Uberlândia (MG). Durante três dias, produtores, técnicos, consultores, pesquisadores e lideranças da cadeia leiteira se reunirão para discutir soluções práticas capazes de aumentar a eficiência, a competitividade e a sustentabilidade da produção de leite no Brasil.

Garanta sua participação com 15% de desconto e venha fazer parte das conversas que estão ajudando a construir o futuro da pecuária leiteira brasileira. (Milkpoint)


Inadimplência cresce 0,28% em junho no País e chega aos 83,7 milhões de brasileiros negativados

A inadimplência no País voltou a crescer em junho, depois da desaceleração vista no mês anterior. O número de brasileiros negativados avançou 0,28%, o que representa 234 mil novos CPFs e 83,7 milhões de inadimplentes no total. Apenas sete, das 27 unidades federativas, apresentaram queda no volume de consumidores negativados, com o Rio Grande do Sul entre elas. No Estado, o número de inadimplentes caiu 0,1% ante o mês anterior, totalizando 4,1 milhões de gaúchos endividados. O levantamento foi feito pela Serasa Experian e divulgado este mês.

O economista e professor da PUC-RS, Rafael Diomedi, observa a redução de inadimplentes vista no Estado como um resultado de fatores específicos da economia gaúcha. “Após os eventos climáticos extremos ocorridos em 2024 e as consequências ao longo de 2025, diversos programas de renegociação de dívidas, linhas especiais de crédito, postergação de pagamentos e medidas de reconstrução contribuíram para reduzir temporariamente a pressão financeira sobre parte da população”, explica Diomedi.

Os cachos negativados se mantêm em 17,9 milhões de dívidas em aberto, ultrapassando os R$ 33,6 bilhões. As dívidas com bancos e cartões lideram a inadimplência (27,08%), seguidas pelas impostas financeiras (18,09%) e de serviços (14,04%). Os bancos e instituições financeiras também lideram o ranking nacional, respondendo por 46,9% do total. A especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, aponta que esse fator está ligado ao comportamento do brasileiro em utilizar o crédito, muitas vezes, para contas básicas do dia a dia, como água, luz, gás e supermercado.

“Por isso a gente tem muito do crédito tomado com responsabilidade e com consciência, no crédito tem que ser visto como um aliado e não como uma eterna solução da renda. O crédito é para que a pessoa consiga se organizar, ter uma ruptura e colocar as contas em dia”, destaca a especialista.

Em nível nacional, os brasileiros acumulam 345,5 milhões de débitos que somam mais de R$ 975,5 bilhões. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 6.290,23, o que indica que cada inadimplente deve, em média, 4 vezes mais que o salário mínimo. No Rio Grande do Sul o tíquete médio é o quinto maior no Brasil, com cada inadimplente devendo em média R$ 13,25.

Diomedi ressalta que, para a economia estadual, o elevado contingente de inadimplentes representa a capacidade de expansão da demanda interna e limita o potencial de crescimento econômico do Estado. Ele afirma que, quando uma parcela expressiva da população possui restrições de crédito, ocorre redução do consumo de bens duráveis, menor oferta de serviços e postergação de investimentos familiares. Esse comportamento afeta diretamente o comércio, os serviços e parte da indústria voltada ao mercado interno. Setores ligados às exportações ou ao agronegócio tendem a apresentar menor sensibilidade imediata à inadimplência das famílias, pois dependem menos do mercado consumidor interno.

Entre a população adulta, 50,9% dos brasileiros estão com o nome negativado. Já no Rio Grande do Sul, esse percentual é menor, de 46,5%. Em relação ao perfil dos inadimplentes, a distribuição por gênero é praticamente equilibrada: no Estado, homens e mulheres representam 50% cada, enquanto no cenário nacional, as mulheres têm uma participação ligeiramente maior, com 50,5%, ante 49,5% dos homens.

Apesar do crescimento do índice no País representar o dobro de maio, que foi de 0,14%, junho ainda representa o segundo menor índice do ano.

“O que a gente tem visto é essa busca por educação financeira, inserção do consumidor em busca de renegociar e encontrar formas de poder quitar essas dívidas”, explica Aline Vieira.

“Cada vez mais a gente tem feito ações, como os nossos mutirões de renegociação de dívida para que os brasileiros consigam entrar em contato com esses bancos e negociar suas dívidas com mais desconto”, afirma.

Diomedi agrega a discussão ao elaborar que a manutenção do emprego formal e o crescimento da renda real são fundamentais para ampliar a capacidade de pagamento das famílias.

“Outro fator relevante é a trajetória dos juros. Caso ocorra a continuidade do processo de redução das taxas de juros ao longo dos próximos meses, haverá melhora das condições de renegociação do crédito e do fluxo de recursos no sistema. Também será importante acompanhar a inflação”, defende. Um dos desafios é ampliar o acesso ao crédito para despejar a necessidade. (Jornal do Comércio)

Lactalis compra seção de queijos finos de cooperativa canadense Agropur

A cooperativa canadense de laticínios Agropur concordou em vender seu negócio de queijos finos à Lactalis, em um movimento estratégico para simplificar suas operações e concentrar investimentos em suas principais atividades de valor agregado. A transação proposta inclui as unidades de produção da Agropur em Oka e Saint-Hyacinthe, juntamente com as marcas associadas ao seu portfólio de queijos finos. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados.

Segundo a Agropur, a transação faz parte de uma estratégia mais ampla para simplificar suas operações e fortalecer sua competitividade de longo prazo, concentrando-se em áreas do negócio com maior potencial de crescimento. Roger Massicotte, presidente da Agropur, afirmou: “Esta decisão foi cuidadosamente considerada e tem como objetivo fortalecer a competitividade de longo prazo da cooperativa e garantir sua sustentabilidade. Embora lucrativo, o negócio de queijos finos representa apenas uma pequena parcela de nossas operações, respondendo por aproximadamente 2% de nossa receita consolidada e 2% do leite processado em nossas unidades no Canadá.”

Após a conclusão da transação, a Agropur informou que priorizará investimentos em categorias estratégicas de produtos. Émile Cordeau, CEO da Agropur, afirmou: “Nos próximos anos, a Agropur concentrará seus esforços e investimentos em atividades estratégicas que gerem o maior valor para seus produtores de leite associados, especificamente a produção de leite fluido, incluindo leite de maior valor agregado, queijo industrial, manteiga e ingredientes lácteos.” Ele acrescentou que a medida fortaleceria a posição da cooperativa como fornecedora preferencial de produtos lácteos para a indústria de alimentos, ao mesmo tempo em que permitiria que ela continuasse desenvolvendo produtos de alta qualidade alinhados às mudanças na demanda dos clientes.

A Agropur também reconheceu a tradição de seu negócio de queijos finos, que inclui a icônica marca Oka, e afirmou que trabalhará em conjunto com a Lactalis para garantir uma transição tranquila para funcionários e parceiros comerciais. Olivier Gardère, presidente da categoria de queijos no Canadá, afirmou: “A Agropur reconhece a importância histórica de seu negócio de queijos finos em Québec e deseja destacar a experiência e a dedicação dos funcionários que contribuíram para esse setor. A Agropur trabalhará em estreita colaboração com a Lactalis até que a transação seja concluída, a fim de garantir uma transição organizada para funcionários e parceiros.”

A Agropur é a maior cooperativa de laticínios do Canadá, operando 28 unidades de produção no Canadá e nos Estados Unidos. Em 2025, a cooperativa gerou receita de 8,9 bilhões de dólares canadenses (US$ 6,32 bilhões) e processou 6,7 bilhões de litros de leite em nome de seus 2.700 produtores de leite associados. A transação permanece sujeita à aprovação regulatória.

As informações são do FoodBev.com, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Vídeo oficial mostra os principais momentos do lançamento do Milk Summit Mercosul 2026
O vídeo oficial do lançamento do Milk Summit Mercosul 2026 já está disponível e reúne os principais momentos do evento que marcou a abertura das inscrições e o início da contagem regressiva para a segunda edição do principal encontro da cadeia leiteira do Mercosul. Realizado em Ijuí (RS), o lançamento reuniu cerca de 200 participantes, entre produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, estudantes, empresas e lideranças do setor, em uma programação voltada à inovação, competitividade, mercado, gestão de riscos, sustentabilidade e perspectivas para a cadeia leiteira. Agora, a expectativa é para os dias 14 e 15 de outubro, quando o Milk Summit Mercosul 2026 reunirá especialistas nacionais e internacionais durante a ExpoFest Ijuí, promovendo dois dias de conteúdo técnico, networking e oportunidades de negócios. Assista ao vídeo oficial do lançamento clicando aqui.  Garanta sua participação no Milk Summit Mercosul 2026. Inscreva-se clicando aqui.


Porto Alegre, 22 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.676


Lactalis recebe ministro da Agricultura em Pernambuco e reforça importância da unidade para Norte e Nordeste

Buscando fortalecer a produção e o abastecimento dos estados do Norte e Nordeste, a Lactalis Brasil recebeu o ministro da Agricultura, André de Paula, durante visita de comitiva do governo federal à unidade de Bom Conselho (PE), nesta terça-feira (21/07). O grupo foi recebido pelo diretor de Comunicação, ESG, Assuntos Regulatórios e Corporativos da Lactalis Brasil, Guilherme Portella, executivos do grupo e lideranças locais. Entre os presentes, estava o secretário de Agricultura de Pernambuco, Cícero Vicente Marinho Xavier de Moraes.

Pernambucano, o ministro André de Paula comemorou a atuação da Lactalis no interior do estado, onde a empresa já investiu R$ 149,1 milhões em suas unidades ampliando a produção na região. “Esta visita técnica estava prometida desde a minha posse. Esta empresa é uma das maiores do Brasil e um grupo que faz um trabalho de altíssima qualidade e que gera empregos e renda na região”, frisou Paula, que esteve acompanhado de sua equipe técnica.

Foto: Fernando Cascardo/ 44meia Produções

Atualmente, a fábrica da Lactalis em Bom Conselho emprega 251 pessoas e é a maior indústria de laticínios de Pernambuco. Segundo o coordenador da unidade, Valber Silva, foi muito importante receber o ministro porque simboliza um momento de expansão para o Norte e Nordeste. “Temos um papel crucial para movimentar a bacia leiteira de Pernambuco. Somos uma empresa sustentável, e, ao lado da Lactalis, Bom Conselho fortalece seu objetivo de desenvolver os produtores locais e ganhar qualidade na produção”, pontuou.

O diretor de Operações Norte e Nordeste da Lactalis Brasil, Ricardo Valadares, destaca que a unidade de Bom Conselho é central na estratégia de transformar Pernambuco em um propulsor da produção do grupo na região. "O estado é um hub de produção estratégico para o abastecimento de todo o Norte e Nordeste do Brasil, com um amplo portfólio que inclui produtos refrigerados, leite UHT e produtos da linha seca", afirma.

 Com o compromisso de ser NET Zero em emissões de carbono até 2050, a Lactalis Brasil pretende iniciar por Pernambuco sua produção de biomassa para geração de energia. “Iniciaremos por Bom Conselho nosso projeto piloto, e a ideia é que ele seja estendido a outras regiões do Brasil”, adiantou Portella. Pernambuco tem duas unidades fabris da Lactalis em operação (Bom Conselho e Garanhuns), gerando 548 empregos diretos. Ao ano, recebe 72 milhões de litros de leite de 259 produtores. No Brasil, o grupo tem 23 fábricas em oito estados brasileiros, gerando 14,5 mil empregos diretos.
 
Com 11 anos de atuação no Brasil, a Lactalis trouxe melhorias consistentes ao parque industrial do setor laticinista e à produção no campo. Em uma década, o grupo de origem francesa investiu mais de R$ 5 bilhões em aquisições de novas unidades e R$ 3 bilhões para ampliação e modernização das em operação. O aporte para melhorias no campo soma outros R$ 400 milhões. “A Lactalis atua como líder direcional, usando sua experiência mundial para promover ganhos consistentes e desenvolvimento para o setor lácteo brasileiro com amplo alinhamento junto às comunidades onde atua e com o compromisso de oferecer produção de qualidade a preço justo às famílias brasileiras”, disse Portella. (Jardine Comunicação)


GDT 408º registra alta e indica recuperação pontual nos preços globais

O 408º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou alta de 1,5% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.815/tonelada. O resultado indica uma recuperação nas cotações internacionais dos lácteos, sustentada por uma demanda mais aquecida por parte dos compradores no leilão. 

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi de reajustes positivos. O leite em pó integral (LPI) avançou 1,6%, sendo negociado a USD 3.486/tonelada, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) registrou alta de 2,8%, atingindo USD 3.234/tonelada. O comportamento indica uma recuperação dos preços após os recuos observados nos últimos leilões. No caso do LPD, o avanço também pode estar relacionado à maior demanda por ingredientes proteicos o que contribui para maior sustentação do segmento.

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre queijos e manteiga, o movimento foi misto. A muçarela avançou 1,3%, sendo negociada a USD 3.940/tonelada. Já o cheddar manteve trajetória de queda, com recuo de 6,5%, atingindo USD 3.586/tonelada. A manteiga foi negociada a USD 5.303/tonelada, com leve queda de 0,6%, enquanto a gordura anidra do leite avançou 1,1%, para USD 6.405/tonelada.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 21/07/2026 

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado recua em período sazonal de menor produção 

O volume negociado totalizou 26.889 toneladas, aumento de 2,2% em relação ao leilão anterior. O movimento mostra a continuidade da safra de leite da Nova Zelândia, que segue ampliando a disponibilidade de produtos no mercado internacional. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume também apresentou alta, de 10,7%.

Apesar do maior volume ofertado, a recuperação do índice e dos preços dos principais derivados indica que o mercado encontrou maior sustentação neste leilão, com  o maior número de participantes desde fevereiro, atingindo o patamar de 167 compradores.  Esse comportamento sugere uma demanda mais aquecida, o que compensou o aumento do volume disponível.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, o mercado futuro de leite em pó integral (WMP) apresentou maior estabilidade frente às últimas negociações.Os contratos passaram a oscilar em patamares mais próximos, indicando um mercado com maior equilíbrio entre oferta e demanda.

Esse comportamento sugere que as expectativas para os próximos meses seguem mais equilibradas, mesmo com a continuidade da safra na Oceania e a maior disponibilidade de produto no mercado internacional. Ainda assim, a evolução da demanda global será determinante para definir se os preços futuros conseguirão manter estabilidade ou voltarão a apresentar novos ajustes.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 408º indica uma recuperação pontual no mercado internacional, especialmente nos leites em pó. A alta do LPI e do LPD pode reduzir parte da pressão de baixa observada nos últimos leilões, trazendo maior sustentação para as referências externas de preços.

No Brasil, esse movimento pode contribuir para uma leitura menos pressionada no mercado de leite em pó integral, que vinha acompanhando parcialmente os ajustes negativos do cenário internacional. Consequentemente, a dinâmica das importações segue como ponto de atenção, já que a competitividade do produto externo continua influenciando as negociações internas. Dessa forma, mesmo com a recuperação pontual dos preços internacionais, o ritmo de entrada do derivado pode limitar a sustentação de preços no mercado doméstico.

Portanto, o câmbio permanece como uma variável importante na transmissão desse cenário. Caso o real se valorize, os produtos importados seguem ganhando competitividade. Dessa forma, o mercado brasileiro deve acompanhar a evolução dos próximos leilões, o comportamento dos contratos futuros e o ritmo das importações, que seguem relevantes para a formação de preços no mercado interno.

Acompanhe mais informações de mercado na seção Preços & Produção.

XVI Dia de Campo da CCGL

É com grande satisfação que convidamos você para participar do XVI Dia de Campo CCGL, que será realizado no dia 20 de agosto de 2026, no Tambo Experimental da CCGL, em Cruz Alta/RS.

Será um dia dedicado à troca de conhecimentos, inovação e apresentação de tecnologias voltadas ao desenvolvimento da pecuária leiteira.

📅 Data: 20 de agosto
🕘 Horário: A partir das 9h
➡️ Local: Tambo Experimental CCGL

✅ Garanta já a sua inscrição pelo link:
https://forms.gle/gffpaSL1g6q4Jr5o6

Sua presença é muito importante para nós. Venha participar deste momento de conhecimento, integração e crescimento.

Esperamos por você no XVI Dia de Campo da CCGL!

As informações são da CCGL

Jogo Rápido

Preço do petróleo sobe a US$ 90
Os preços do petróleo subiram ontem devido ao temor de que o conflito no Oriente Médio se estenda para o Mar Vermelho e perturbe ainda mais o fornecimento global do óleo bruto. O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em setembro avançou 2,01% em Londres, para 91,01 dólares. Foi a primeira vez que fechou acima de 90 dólares desde o início de junho. Em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto subiu 2,02%, para 84,91 dólares. A piora da situação no Estreito de Ormuz “aumenta as preocupações com a segurança do abastecimento e a incerteza em relação às perspectivas dos mercados”, alertou o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. O mercado também está atento ao Mar Vermelho. A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo bruto do mundo, havia desviado por ali grande parte de suas cargas em resposta ao bloqueio de Ormuz. Mas a alternativa agora está em xeque após o anúncio do bloqueio marítimo à Arábia Saudita orquestrado pelos rebeldes huthis apoiados pelo Irã no Iêmen. (Correio do Povo)


Porto Alegre, 21 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.675


Ministro da Agricultura visita fábrica da Lactalis em Bom Conselho e conhece projeto sustentável

O ministro da Agricultura, André de Paula, visita a unidade da Lactalis Brasil em Bom Conselho (PE) nesta terça-feira (21/07). A fábrica, uma das mais modernas unidades de processamento da empresa no Brasil, produz leite UHT, iogurtes, bebida láctea, manteiga e leites fermentados. Hub estratégico para o acesso aos mercados do Norte e Nordeste, Pernambuco está na mira dos investimentos do grupo, que é o maior captador de leite do Brasil e do mundo. Entre 2020 e 2024, a Lactalis investiu R$ 149,1 milhões nas unidades daquele estado, ampliando a capacidade de produção na região. “A Lactalis vem investindo no desenvolvimento do setor lácteo nacional, e Pernambuco é essencial em nossos projetos de produção nos próximos anos”, pontuou o diretor de Comunicação, ESG, Assuntos Regulatórios e Corporativos da Lactalis Brasil, Guilherme Portella.  

Com compromisso de ser NET Zero em emissões de carbono até 2050, a Lactalis Brasil pretende iniciar por Pernambuco sua produção de biomassa para geração de energia. “Iniciaremos por Bom Conselho nosso projeto piloto, e a ideia é que ele seja estendido a outras regiões do Brasil”, adiantou Portella.

Pernambuco tem duas unidades fabris da Lactalis em operação (Bom Conselho e Garanhuns), gerando 548 empregos diretos. Ao ano, recebe 72 milhões de litros de leite de 259 produtores. No Brasil, o grupo tem 23 fábricas em oito estados brasileiros, gerando 14,5 mil empregos diretos. 

Com 11 anos de atuação no Brasil, a Lactalis trouxe melhorias consistentes ao parque industrial do setor laticinista e à produção no campo. Em uma década, o grupo de origem francesa investiu mais de R$ 5 bilhões em aquisições de novas unidades e R$ 3 bilhões para ampliação e modernização em operação. O aporte para melhorias no campo soma outros R$ 400 milhões. “A Lactalis atua como líder direcional, usando sua experiência mundial para promover ganhos consistentes e desenvolvimento para o setor lácteo brasileiro com amplo alinhamento junto às comunidades onde atua e com o compromisso de oferecer produção de qualidade a preço justo às famílias brasileiras”, frisou Portella, que receberá a comitiva ao Mapa em Bom Conselho. (Jardine Comunicação)


GDT - GLOBAL DAIRY TRADE 

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

Alimentação em um mundo em crise

Como alimentar o mundo em meio à crise climática? Essa é a pergunta que vai mobilizar 1,5 mil pesquisadores, estudantes e gestores públicos de 42 países no Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na Capital, na próxima semana. 

Com aula inaugural marcada para este domingo, com a pesquisadora canadense Jennifer Clapp, da Universidade de Waterloo, o 16º Congresso Mundial de Sociologia Rural, promovido pela Associação Internacional de Sociologia Rural (IRSA, na sigla em inglês), e o 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), se estendem até o próximo sábado. 

As inscrições já se esgotaram.Conforme o presidente da International Rural Sociology Association (IRSA), o professor da UFRGS Sérgio Schneider, a realização conjunta dos eventos busca compreender as transformações do mundo rural e contribuir para a construção de respostas diante das mudanças em curso:– Temos novamente esse fantasma do El Niño, que nos ameaça com chuva e vento nos próximos dias. 

Queremos que o mundo saiba o que aconteceu no RS, e o que vem sendo feito desde então.Esse novo olhar sobre o meio rural se reflete na programação dos congressos, que reunirá pesquisas em 44 grupos de trabalho e sessões temáticas. (Zero Hora)


Jogo Rápido

Inadimplência em alta no Brasil
A inadimplência no agro no Brasil fechou o 1º trimestre deste ano em 8,8%, o maior percentual para um trimestre desde o início do final de 2023. O Rio Grande do Sul tem o menor índice: 5,8%, seguido de Santa Catarina e Paraná, ambos com 6,3%, dados da Serasa Experian. -- Não significa ausência de pressão financeira nesses Estados. Todos têm apresentado crescimento relevante de inadimplência no último ano, embora um pouco abaixo da média nacional – diz Frederico Poleto, gerente de ciência de dados do agro da Serasa. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 20 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.674


Parceria garante a produção de leite

Organizações fazem a coleta, o processamento e a distribuição, auxiliando na manutenção da atividade no Estado

A maior parte do leite consumido no Rio Grande do Sul, seja na forma fluida ou de derivados, vem de pequenas propriedades rurais. De acordo com pesquisa da Emater/RS-Ascar, dos 28,9 mil pecuaristas que fornecem leite cru a indústrias, cooperativas e queijarias ou processam a produção em agroindústrias próprias formais, 93% são classificados como agricultores familiares. A pecuária leiteira é uma das frentes do agronegócio fornecedor de alimentos em que mais se percebe o papel crucial do cooperativismo.

Presentes em todas as regiões do Estado, as organizações do setor coletam leite diariamente em milhares de estabelecimentos rurais de pequeno porte — muitas vezes localizados em áreas remotas ou de difícil acesso —, fazem o processamento e garantem a distribuição aos pontos de venda. Elas também ajudaram a tornar as propriedades leiteiras mais eficientes diante das mudanças do mercado na última década, período em que muitos pecuaristas, desanimados com as baixas margens de lucro, acabaram migrando para outras atividades.

O presidente da cooperativa CCGL, Caio Vianna, diz que a concentração da produção de leite em um número cada vez mais reduzido de propriedades é uma tendência irreversível em termos mundiais.

“O simples fato de que mais pessoas querem consumir com garantia de qualidade, segurança alimentar e preço mais baixo obriga o campo a se modificar. Nós (as cooperativas) temos procurado (oferecer) ferramentas”, observa Vianna. “Esse produtor não pode ficar 20 anos nos bancos escolares sendo treinado nas questões agronômicas, dos manejos culturais, de genética. Ele tem que receber essa informação, colocá-la em prática e usufruir, senão não sobrevive.”

Entre 2023 e 2025, o número de criadores de gado leiteiro no RS caiu 12,3%, para 28,9 mil. Já a quantidade de vacas leiteiras recuou de 769,8 mil para 742,5 mil no mesmo período, segundo dados da Emater/RS-Ascar.

Infraestrutura e logística

Uma das principais processadoras de laticínios do Estado, a CCGL recebe 2 milhões de litros de leite por dia por meio de suas 25 cooperativas associadas. Dos 2,4 mil produtores de leite vinculados à organização, 75% são pequenos, mas a dimensão das propriedades não limita o volume da coleta.

“Temos produtores de 16, de 20 hectares que são superprodutivos. Através do cooperativismo, tendo acesso à tecnologia e assistência, muitos produzem 2 mil, 3 mil litros (de leite por dia) em uma pequena área”, exemplifica Vianna.

Os agricultores familiares também conectam as cooperativas no escoamento da produção de leite e lácteos, levando-a inclusive a outros estados.

“O Rio Grande do Sul exporta 70% do leite que produz, a população gaúcha só consegue consumir 30%”, observa Vianna.

Para o pecuarista Vanderlei Carlos Goin, de Nova Prata, o cooperativismo significou não apenas mais renda, mas sobretudo a permanência na atividade leiteira. Filho de produtores rurais, ele administra um rebanho de 50 vacas, das quais 28 atualmente em lactação, em uma área própria de 13 hectares e outra parte na propriedade dos pais.

Segundo Goin, a família trabalhava em parceria com a Cooperativa Agrícola Mista Ibiraiaras (Coopibi) e, desde 2001, vinha elevando a produção. Há uma década, com o suporte direto da CCGL, o resultado no tambo mais que dobrou. Hoje, dependendo da época do ano, ele coleta até 32 litros diários por vaca, com uma média de 25 mil a 30 mil litros por mês.

Para chegar a esse desempenho, o pecuarista conta que passou a adotar o sistema de piquetes (ou pastejo rotacionado).

“Antes, não se tinha o manejo correto, simplesmente se largava a vaca no pasto. Eles orientaram a piquetear, a colocar as vacas para pastarem no turno da noite. Foi o diferencial”, afirma.

Outra mudança que fez diferença foi a estratégia mais eficiente para a produção de pasto, garantindo forragem de ciclo mais longo para os animais.

“Hoje se usa azevém tetraploide, que dura de abril a novembro. Tu tens uma produção melhor e reduz o custo. Os técnicos nos ajudam também na questão do solo”, acrescenta Goin.

Todos esses avanços são recompensados pelos programas de bonificação das indústrias de laticínios, que oferecem incentivos financeiros na entrega de leite com maior qualidade. Em 2025, a CCGL distribuiu mais de R$ 30 milhões entre os produtores associados que forneceram leite de forma ininterrupta ao longo do ano — um retorno de R$ 0,0548 por litro entregue.

Segundo Goin, a renda extra permite ao pecuarista fazer investimentos na fazenda, mas tão importante quanto isso é a segurança proporcionada pela relação com a cooperativa.

“Tu entregas (o leite) e sabes que vais receber. E a segurança na compra de insumos, como comprar sementes, adubos: tu tens certeza que tem coisa boa. Eu sempre gostei de cooperativismo e não me vejo fora disso”, diz.  (Correio do Povo adaptado pelo Sindilat/RS)


Secretário da Agricultura acompanha inauguração do primeiro Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa

O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, participou, em Buenos Aires, da inauguração do primeiro Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. A iniciativa representa um importante avanço na estrutura de prevenção e enfrentamento de eventuais emergências sanitárias envolvendo a doença.

Durante a agenda, o secretário acompanhou de perto a implantação de um investimento considerado estratégico para a sanidade animal brasileira. O banco de antígenos amplia a capacidade de resposta do país em situações de risco, contribuindo para a proteção do rebanho nacional e para a manutenção da credibilidade da proteína animal brasileira nos mercados internacionais.

A participação do Rio Grande do Sul na cerimônia reforça o compromisso do Estado com a defesa sanitária. Em 2026, o Estado completa cinco anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de um trabalho contínuo desenvolvido pelo serviço veterinário oficial em conjunto com os produtores rurais e toda a cadeia pecuária.

O Banco Brasileiro de Antígenos é fruto da parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó. A iniciativa fortalece a estrutura nacional de prevenção e resposta à febre aftosa, contribuindo para preservar o status sanitário do país e ampliar a segurança da agropecuária brasileira diante de possíveis emergências. (As informações são do Instagram adaptadas pelo Sindilat/RS)

 

Novas tecnologias contribuem para o sucesso do setor

Há 16 anos no comando da Fazenda São Domingos, em Espumoso, o pecuarista Ederson Parisotto é um dos pequenos produtores mais bem-sucedidos entre os ligados a cooperativas filiadas ao grupo CCGL. Associado à Cotriel, o produtor revela que, antes da pandemia de Covid-19, ele e os pais cogitaram abandonar a produção de leite e cultivar soja.

“Era menos trabalhoso. Mas não íamos ter aquele giro (financeiro) todo mês”, afirma.

A família persistiu, e o leite hoje é o carro-chefe da fazenda, que em 30 hectares concentra 128 vacas, a maior parte da raça holandesa, das quais quase 40 estão em ordenha. Sob a orientação das duas cooperativas parceiras, Parisotto diz que sua média diária de coleta, antes de 20 a 25 litros por vaca, saltou para 30 litros diários por animal. A produção mensal da fazenda fica entre 28 mil e 35 mil litros.

O segredo desse desempenho, segundo o pecuarista, está no acesso a tecnologias capazes de deflagrar pequenas revoluções no campo. Ele cita o SmartCoop, aplicativo de gestão idealizado pela CCGL e lançado em um projeto coordenado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro/RS) em 2021. Pela plataforma digital, os pecuaristas podem gerenciar rebanhos, finanças, talhões (lavouras), prever o tempo e gerar ordens de venda. Produtores de leite que fazem uso contínuo do sistema podem receber bonificações de R$ 0,03 por litro de leite.

“Conseguimos colocar os animais em teto produtivo, secar os animais nas datas certas. A gente saiu do papel para entrar na tecnologia. Está sempre disponível para nós”, destaca Parisotto.

O tambo também respondeu com mais eficiência à instalação de medidores de fluxo na propriedade, para coletar amostras de leite e fazer o controle da chamada CCS, ou contagem de células somáticas, um dos principais indicadores da qualidade do leite. Esse monitoramento ajuda na detecção precoce de mastite das vacas.

“As cooperativas disponibilizam essas ferramentas que nos auxiliam diariamente. A gente vê o retorno ali no dia a dia: animais melhores, produzindo mais”, diz Parisotto. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

INOVAÇÃO AGROINDUSTRIAL: Fiergs e Embrapa firmam parceria
A Fiergs firmou um termo de cooperação entre o Centro de Excelência em Agricultura Digital (Cedra) e a Embrapa para criar soluções tecnológicas para a agroindústria, especialmente as pequenas e médias. Na prática, o acordo permitirá que pesquisadores da Embrapa, especialistas do Senai/RS e empresas desenvolvam projetos conjuntos para acelerar o desenvolvimento, a validação e a transferência de tecnologias destinadas à agricultura digital e à agroindústria por meio do projeto Semear Digital.Segundo o coordenador do Cedra, Victor Gomes, a parceria permitirá compreender as necessidades do campo. "Essa aproximação fortalece as empresas que desenvolvem tecnologia, permitindo criar soluções mais aderentes às demandas do campo, tanto para desafios atuais quanto para inovações capazes de transformar mercados e gerar valor para toda a cadeia produtiva", explicou. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 17 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.673


Bets e medicamentos GLP-1 disputam espaço no orçamento dos brasileiros

Dados mostram que 47% dos usuários de GLP-1 abriram mão de outros gastos para manter o tratamento, enquanto as apostas esportivas já alcançam 4% dos lares brasileiros.

O orçamento do brasileiro continua pressionado, mas o que mais influencia as decisões de compra hoje não é apenas a renda disponível. De acordo com dados da Worldpanel by Numerator, novas prioridades vêm transformando a forma como as famílias distribuem seus gastos, com destaque para o crescimento das apostas esportivas (bets) e dos medicamentos à base de GLP-1, utilizados popularmente para a perda de peso.

O estudo revela que 31% dos brasileiros se declaram em dificuldade financeira. Ao mesmo tempo, cresce o grupo de consumidores mais comprometidos com saúde e bem-estar: os chamados health actives passaram de 26% para 30% da população em apenas um ano. Em um contexto de pressão financeira e desgaste emocional, investir na própria saúde deixa de ser apenas um desejo e passa a ocupar um espaço cada vez maior no orçamento.

Esse movimento ajuda a explicar o avanço dos medicamentos GLP-1 no país. Embora ainda estejam presentes em apenas 2,4% dos domicílios brasileiros, os impactos financeiros do tratamento já são significativos. Segundo a Worldpanel by Numerator, o custo anual gira em torno de R$ 10 mil, e 47% dos usuários afirmam ter reduzido outros gastos para conseguir manter a medicação.

Os efeitos também aparecem diretamente na cesta de consumo. Após iniciar o tratamento, 55% dos usuários reduziram o consumo de alimentos e bebidas. Metade afirma que pretende consumir menos farinha, enquanto 37% dizem que devem diminuir a ingestão de pães. Nas compras efetivamente realizadas, os gastos com massas são 15% menores, assim como os desembolsos com farinha de trigo (-15%) e biscoitos recheados (-10%).Por outro lado, o estudo mostra que o orçamento destinado ao autocuidado cresce entre os usuários de GLP-1. Os gastos com bebidas esportivas são 68% superiores aos da média da população, enquanto energéticos registram alta de 56%. Também há aumento nas despesas com cremes faciais (+43%), além de shampoos, condicionadores e creme dental.

Nem mesmo categorias tradicionalmente associadas à indulgência deixam de fazer parte da rotina desses consumidores. O chocolate continua presente na cesta de compras: metade dos usuários afirma que pretende manter ou ampliar o consumo, e os gastos na categoria são 60% superiores à média. O comportamento indica que o consumidor não abandona os pequenos prazeres, mas passa a fazer escolhas mais seletivas para equilibrar saúde e bem-estar.

Para a Worldpanel by Numerator, esse é um movimento com potencial para ganhar ainda mais força nos próximos meses, impulsionado pela ampliação do acesso aos medicamentos, pela chegada das versões nacionais após o vencimento de patentes e pela discussão de políticas públicas voltadas ao tratamento da obesidade.

Bets também ganham espaço no orçamento familiar

Enquanto cresce o investimento em saúde, outro fenômeno avança sobre as despesas das famílias brasileiras: as apostas esportivas.

Os dados da Worldpanel by Numerator mostram que, em 2025, 4% dos lares brasileiros realizaram apostas esportivas, com gasto médio anual de R$ 820 por domicílio — crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior. Entre as famílias endividadas, esse desembolso é 14% maior.

Embora representem comportamentos distintos, bets e medicamentos GLP-1 refletem uma mesma transformação no consumo. Ambos passaram a disputar recursos que antes eram destinados predominantemente às categorias tradicionais de bens de consumo.

Para a indústria e o varejo, isso representa uma mudança estrutural na dinâmica competitiva. A disputa já não acontece apenas entre marcas da mesma categoria. Ela passa a ocorrer entre necessidades, aspirações e formas distintas de enfrentar uma realidade cada vez mais desafiadora. Nesse cenário, compreender quais necessidades estão conquistando espaço dentro de um orçamento cada vez mais limitado torna-se essencial para empresas que buscam manter sua relevância junto ao consumidor brasileiro.

As informações são da Worldpanel by Numerator, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1928 de 16 de julho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

O manejo dos rebanhos ficou restrito às condições das pastagens e da umidade do solo. A melhora da oferta de forragem favoreceu o desempenho produtivo em algumas regiões, mas o excesso de barro nas áreas de circulação e de ordenha continuou dificultando o manejo, a higiene dos animais e o controle de mastite.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, devido à limitação do desenvolvimento das pastagens cultivadas de inverno das últimas semanas, o desempenho produtivo das matrizes em lactação diminuiu. Contudo, a menor ocorrência de barro facilitou a higiene durante a ordenha e o acesso dos animais às pastagens.

Nas de Caxias do Sul, Frederico Westphalen e Soledade, os sistemas à base de pasto enfrentaram dificuldades de manejo devido às condições das pastagens. Para manter a produtividade, as vacas em lactação receberam silagem de milho e concentrados proteicos. Nos sistemas confinados, a alimentação ficou inalterada.

Nas de Erechim e Santa Maria, o acúmulo de barro nos corredores e nas áreas de descanso e espera dificultou a higiene dos animais e da ordenha, favorecendo problemas de casco, locomoção e controle de agentes patogênicos.

Na de Ijuí, a redução do teor de umidade no solo beneficiou o manejo dos animais e a higiene nas salas de ordenha, principalmente nos sistemas de produção a pasto. Nos sistemas confinados, ainda há desafios para diminuir a umidade na cama dos animais, e alguns produtores optaram por troca do material das camas.

Na de Passo Fundo, a produção ficou estável. Foi mantida a restrição do tempo de pastoreio dos animais, priorizando os lotes em lactação para o pastejo direto. O fornecimento de silagem foi ampliado, e houve ajuste no nível de ração ofertada nos cochos. 

Na de Pelotas, em Capão do Leão, Pelotas, São Lourenço do Sul, Rio Grande e no Chuí, a produção aumentou, sustentada pela maior oferta de pastagens de inverno, que proporcionou também redução de custos. Por outro lado, em Arroio Grande, Jaguarão, Pedro Osório, Cerrito e Pedras Altas, os rebanhos ainda dependem de silagem e de concentrados, uma vez que houve limitações decorrentes das geadas e do crescimento lento das pastagens de inverno.

Na de Porto Alegre, o atraso no desenvolvimento das pastagens aumentou a necessidade de suplementação alimentar com silagem de milho e ração formulada. Em relação ao aspecto sanitário, houve aumento dos casos de mastite ambiental, associado aos períodos de chuva e ao acúmulo de barro nas proximidades das instalações. Os produtores seguem realizando adubação de cobertura das pastagens cultivadas e implantação de piquetes para manejo rotacionado.

Na de Santa Rosa, as baixas temperaturas favoreceram o conforto térmico dos animais e contribuíram para a manutenção da produção de leite. Por outro lado, a elevada umidade do solo dificultou o manejo, favoreceu a formação de barro e aumentou os riscos de pisoteio e de compactação das pastagens, comprometendo seu rebrote. A qualidade das pastagens de inverno está satisfatória, permitindo reduzir os teores de proteína das rações e os custos de alimentação. Contudo, a suplementação ainda é necessária para atender às exigências nutricionais dos rebanhos. Nos municípios onde choveu, foram intensificados os cuidados sanitários e os protocolos de higiene durante a ordenha para prevenir mastite. (Emater/RS)

Exportações de lácteos dão fôlego ao Uruguai, mas setor vê incertezas para o segundo semestre

Entre janeiro e junho foram embarcadas 122.518 toneladas de lácteos, o maior volume já registrado para um primeiro semestre e 8,5% acima do mesmo período de 2025.

O Uruguai encerrou o primeiro semestre de 2026 com recorde nas exportações de produtos lácteos, impulsionado pelo crescimento da produção de leite registrado nos últimos meses. Entre janeiro e junho foram embarcadas 122.518 toneladas de produtos lácteos, o maior volume já registrado para um primeiro semestre e 8,5% acima do mesmo período de 2025.

Apesar do desempenho histórico, o setor já olha com cautela para o restante do ano. A combinação de queda recente nas cotações internacionais, indefinições comerciais e mudanças estruturais nos principais mercados importadores gera preocupação entre produtores e indústria.

Receita cresce menos que o volume

Segundo dados da aduana uruguaia, as exportações renderam US$ 436 milhões no primeiro semestre, ante US$ 419,5 milhões no mesmo período de 2025. Embora o volume embarcado tenha crescido significativamente, a receita avançou apenas 0,4%, reflexo da queda no preço médio dos produtos exportados.

Exportações de lácteos do Uruguai no primeiro semestre

O valor médio das exportações passou de US$ 3.736 para US$ 3.560 por tonelada, uma redução de aproximadamente US$ 180 por tonelada. O leite em pó integral continuou sendo o principal produto exportado, representando cerca de dois terços dos embarques. Foram exportadas 81.640 toneladas, aproximadamente 10,3 mil toneladas a mais que no primeiro semestre do ano passado, crescimento de 14% que explica grande parte do avanço das exportações.

Também houve aumento de 10% no volume exportado de queijos. Em contrapartida, caíram os embarques de leite em pó desnatado e manteiga. No caso da manteiga, a retração ocorreu em função das restrições sanitárias impostas pelo mercado russo, segundo principal destino do produto em 2025, que impediram os embarques em 2026.

Junho manteve o bom ritmo

Somente em junho, os produtos lácteos ocuparam a quinta posição entre os principais itens exportados pelo Uruguai, com vendas de US$ 72 milhões, valor 8% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Segundo a agência Uruguay XXI, as exportações apresentaram boa diversificação de mercados. Treze países importaram mais de US$ 1 milhão em produtos lácteos uruguaios durante o mês.

A África respondeu por 41% do total exportado em junho, considerando principalmente Argélia, Mauritânia e outros países da região. O Brasil permaneceu como principal destino individual, com compras de aproximadamente US$ 19 milhões.

Receita das exportações de lácteos do Uruguai

Segundo semestre começa cercado de dúvidas

Apesar dos números positivos, representantes do setor avaliam que o ambiente comercial se tornou mais incerto. Justino Zavala, dirigente da Associação dos Produtores de Leite de Canelones, afirmou que o primeiro semestre terminou com aumento dos volumes exportados e maior faturamento em relação a 2025, mas que os próximos meses trazem desafios importantes para a comercialização da produção.

Nos últimos sete leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), da Fonterra, foram registradas cinco quedas e apenas duas pequenas altas. O preço do leite em pó integral caiu de US$ 3.863 para US$ 3.589 por tonelada. Ainda assim, permanece acima do piso de US$ 3.161 por tonelada registrado em dezembro de 2025.

Outro fator de preocupação é que a Conaprole, principal cooperativa de lácteos do Uruguai, normalmente já teria comercializado parte da produção da primavera nesta época do ano. Em 2026, porém, isso ainda não ocorreu, justamente quando se espera uma produção próxima de 6,5 milhões de litros de leite por dia, ou até superior.

Indonésia e Argélia são as principais apostas

Entre as alternativas avaliadas pelo setor está um aumento das compras por parte da Indonésia, embora os preços atualmente não sejam considerados atrativos e as perspectivas ainda sejam limitadas — até o momento foram embarcados apenas dois contêineres para aquele mercado. Outra expectativa é a abertura de uma nova licitação de importação pela Argélia, permitindo ao Uruguai ampliar suas vendas para o país. Segundo Zavala, a preocupação é que o setor, que investiu fortemente para elevar a produção, enfrente dificuldades justamente no momento em que começa a colher os resultados desses investimentos.

Mudanças estruturais preocupam o setor

Além das questões conjunturais, o dirigente chamou atenção para uma mudança estrutural no mercado internacional. Na avaliação dele, o mercado mundial de leite em pó tende a perder espaço como principal destino das exportações. O Brasil caminha para maior autossuficiência, impulsionado pelo crescimento da produção, especialmente entre grandes produtores, enquanto pequenos produtores deixam a atividade.

Ao mesmo tempo, a Argélia — atualmente o principal comprador dos produtos lácteos uruguaios — desenvolve projetos para ampliar sua produção doméstica e reduzir a dependência das importações. Diante desse cenário, Zavala defende que a indústria uruguaia avance na produção de ingredientes de maior valor agregado, especialmente proteínas do soro de leite. "Precisamos começar a caminhar para outro lado. A proteína do soro é para onde devemos ir. Precisamos embarcar na onda das proteínas", afirmou o dirigente em entrevista ao programa Tiempo de Cambio, da Rádio Rural.

Produção continua crescendo

No campo, as perspectivas seguem positivas. Segundo Zavala, a produção de leite continua crescendo impulsionada principalmente pelos ganhos tecnológicos. Mesmo com menos produtores, sem aumento do número de vacas e sem expansão da área destinada à atividade, a produção deve crescer entre 15% e 16% ao ano.

Os ganhos de produtividade por animal e o maior uso de grãos na alimentação passaram a fazer parte do sistema produtivo e sustentam esse avanço. Para o segundo semestre, a expectativa é de manutenção dos preços pagos aos produtores, mesmo diante do aumento dos custos de produção, graças ao crescimento da oferta de leite.

As informações são do Blasina y Asociados, traduzidos e adaptados pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 29/2026 – SEAPI
Na próxima semana, haverá possibilidade de temporais acompanhados por rajadas de vento, volumes expressivos de precipitação e possível ocorrência de granizo. Na sexta-feira (17/07), os efeitos da circulação atmosférica poderão provocar chuva em alguns pontos isolados e trazer rajadas de vento para algumas localidades. Há previsão de chuva principalmente na metade sul do estado. Na metade norte, não há previsão de chuva significativa ao longo desses dois dias. Entre o sábado (18/07) e o domingo (19/07), a atuação de um sistema de baixa pressão deverá aumentar a instabilidade sobre o Rio Grande do Sul. Há previsão de tempestades, que podem ser acompanhadas por rajadas de vento e possível ocorrência de granizo. Entre a segunda-feira (20/07) e a quarta-feira (22/07), a atuação dos efeitos da circulação atmosférica deverá continuar transportando grande quantidade de umidade para o Rio Grande do Sul. Há previsão de tempestades, que podem ser acompanhadas por rajadas de vento e possível ocorrência de granizo. Os maiores volumes de precipitação deverão ocorrer nas porções mais ao sul e centro do estado. (Seapi)


Porto Alegre, 16 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.672


Governo publica MP 1376, que trata da renegociação das dívidas rurais

O governo federal publicou a MP 1.376/2026 para renegociar dívidas rurais, visando mais de R$ 100 bilhões em débitos de produtores entre 2019 e 2025.

O governo federal publicou a medida provisória 1.376/2026, que trata da renegociação das dívidas rurais. A estimativa é alcançar mais de R$ 100 bilhões em débitos de produtores afetados por adversidades climáticas e movimentos de mercado entre 2019 e 2025. O custo para o Tesouro Nacional é estimado em R$ 3,6 bilhões por ano. A MP vai contemplar apenas dívidas bancárias, terá juros entre 5% e 12% ao ano e prazos que chegam a dez anos, com dois de carência.

A MP autoriza a criação de linhas de crédito rural para “composição de dívidas” com a finalidade de “apoiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, de enfrentamento das consequências sociais e econômicas de calamidades públicas, bem como dos impactos econômicos negativos decorrentes dos conflitos geopolíticos internacionais”. As perdas precisarão ser comprovadas por laudo emitido por profissional habilitado. Ao contrário de medidas recentes, o texto não exige a publicação de decretos de emergência ou situação de calamidade pelos municípios afetados por adversidades climáticas.

Os serão regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O prazo de contratação do crédito será de até 120 dias após a data de publicação da MP. A renegociação será feita em três frentes diferentes, com prazos, limites e taxas de juros distintas. O crédito para repactuação das dívidas poderá ser acessado por produtores rurais e cooperativas de produção. Há autorização para criação de linhas especiais de financiamento com recursos controlados e livres.

Produtores que tiveram duas perdas de safra entre 2019 e 2025, com redução da renda bruta de, no mínimo, 30%, por motivos climáticos ou de mercado, terão acesso à renegociação com prazo total de oito anos, incluídos dois de carência, sem a necessidade de pagamento de entrada, mas com o pagamento dos juros nesse período. Os juros para esse público serão de 6% para pequenos produtores, 9% para médios e 12% para grandes. Os limites de financiamento serão de R$ 400 mil para agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), podendo chegar a R$ 1 milhão; de R$ 2 milhões para quem se enquadra no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), podendo chegar a R$ 4 milhões; e de até R$ 4 milhões para os demais.

Produtores que tiveram perdas mais severas, exclusivamente por motivos climáticos, terão juros menores e prazos maiores. A MP cita eventos climáticos extremos, como enxurradas, alagamentos, inundações, chuvas de granizo, chuvas intensas, tornados, ondas de frio, geadas, vendaval, secas ou estiagens.

Para quem comprovar prejuízos em três safras entre 2019 e 2025, com redução da renda bruta de, no mínimo, 40%, o prazo será de dez anos, incluídos dois de carência. Os juros serão de 5%, 8% e 11% para pequenos, médios e grandes produtores, respectivamente. Os limites de financiamento serão de R$ 500 mil para agricultores enquadrados Pronaf, podendo chegar a R$ 1 milhão; de R$ 2,5 milhões para quem se enquadra no Pronamp, podendo chegar a R$ 4 milhões; e de até R$ 8 milhões para os demais.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas em favor das instituições financeiras também poderão ser renegociadas. O texto da MP prevê a possibilidade de substituição dos títulos inadimplentes por novos, com prazo de alongado até oito anos para pagamento, apenas com juros livres. As instituições financeiras também poderão oferecer uma linha de crédito para renegociação com juros livres para produtores que tiveram duas perdas de, no mínimo, 30% entre 2019 e 2025.

A MP vai atender operações de crédito rural que foram já foram prorrogadas e estavam adimplentes até 31 de maio de 2026, inclusive aquelas renegociadas pela MP 1.314/2025, e as que estão inadimplentes entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026. A MP vai permitir que as instituições financeiras prorroguem automaticamente por 30 dias o vencimento de parcelas que estavam em situação de adimplência em 14 de julho de 2026.

A MP 1.376/2026 prevê que o governo poderá participar de um fundo garantidor para operações de crédito rural. A expectativa é que a união aporte até R$ 2 bilhões. A medida é vista como essencial para destravar o acesso ao Plano Safra e para dar mais estabilidade ao financiamento do setor nos próximos anos.

O texto ainda dá um comando para que as instituições financeiras revejam e reaproveitem as garantias dadas em operações anteriores. A intenção é adequar essas garantias de forma proporcional ao valor do novo financiamento, sem comprometer todo o bem vinculado ou exigir mais garantias. Em algumas situações, o governo prevê que poderá haver redução das exigências feitas até então.

O governo manteve no texto a possibilidade de uso de "outras fontes" nas quais estão abrangidos o Fundo Social do Pré-Sal e demais fundos públicos supervisionados pelo Ministério da Fazenda. A intenção, no entanto, não é usar esse dinheiro. A renegociação das dívidas será feita com os recursos próprios dos bancos, inclusive aqueles oriundos de direcionamento do crédito rural, como percentual dos depósitos à vista, da poupança rural e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

O texto explicita que a disponibilização das linhas de crédito rural fica autorizada a utilização de “recursos obrigatórios de que trata o Manual de Crédito Rural (MCR) do Banco Central do Brasil; recursos com equalização de encargos financeiros, observados os limites e as condições para equalização estabelecidas em portaria do Ministério da Fazenda; recursos dos fundos constitucionais de financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO); outras fontes de recursos não equalizadas; ou outras fontes definidas pelo Poder Executivo”.

Vedações

A MP veda a contratação das linhas de crédito rural para liquidação ou amortização das operações de crédito rural que tenham sido contratadas com recursos do Fundo Social e financiamentos feitos com recursos controlados pelas regras da Medida Provisória n° 1.314, de 5 de setembro de 2025. As operações com juros livres da MP poderão ser renegociadas, observados os limites por mutuário e com permissão para preservação, na nova operação, do benefício para apuração do crédito presumido.

A MP deixa claro que a contratação do financiamento para renegociação de dívidas não constituirá “impedimento para a contratação de novas operações de crédito rural nem motivo para o registro do produtor rural ou da cooperativa de produção em cadastros restritivos”. O texto aponta ainda que as novas operações “não abrangerão valores liquidados ou amortizados antes da data de publicação da MP, inclusive mediante indenização pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou cobertura por apólices de seguro rural”.

Pedidos não atendidos

A renegociação das dívidas privadas, feitas fora do sistema bancário, não foi contemplada na MP. Os juros também não foram os sugeridos pela bancada ruralista, de até um dígito, nem o que queriam os defensores do projeto de lei 5.122/2023, que prevê 4%, 6% e 8%.

Outro ponto que ficou de fora da MP é o recálculo da dívida na origem. Produtores do Rio Grande do Sul questionam o aumento do montante devido ao longo dos anos, por conta de reclassificações das operações (de juros controlados para livres, por exemplo) em prorrogações feitas nos bancos, e querem que seja considerado o passivo original. Fontes do governo e do sistema financeiro dizem que essa medida é inexequível.

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint


Inovação e consumo: novo livro analisa o mercado lácteo brasileiro

Novo livro traz análise sobre o atual cenário das bebidas lácteas  e busca investigar o comportamento do mercado consumidor brasileiro. A obra “Soro de Leite e Bebida Láctea no Brasil: sustentabilidade, produção e consumo” foi lançado na última terça-feira, 14 de julho, durante o Minas Láctea, considerado maior evento laticinista da América Latina. 

A obra é resultado da parceria entre a Embrapa Gado de Leite, InovaLeite e CAP-Lab, programas que buscam o fortalecimento da cadeia do leite, e reúne contribuições de especialistas de duas instituições: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). 

A publicação trata de aspectos relacionados a padrões simbólicos de demandas do leite e mercado agroindustrial, diante das fortes inovações tecnológicas e mudanças de comportamento do consumidor. Além da análise de mercado moderno, a publicação traz também evidências de dados e leituras de indicadores econômicos, ressaltando o maior interesse de jovens pela busca das bebidas lácteas por suas funcionalidades práticas e teor proteico.

O livro está disponível para download gratuito, clicando aqui.

Embrapa Gado de Leite

Vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50% na comparação mensal e de avanço de 1,15% sobre um ano antes

As vendas varejistas no Brasil voltaram a avançar em maio após um tropeço no mês anterior, impulsionadas pela venda de artigos relacionados à Copa do Mundo, com destaque para álbuns e figurinhas, mas ainda ficaram abaixo do esperado.

Na comparação com o mês anterior, as vendas do varejo subiram 0,1% em maio, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em abril, as vendas tiveram queda mensal de 1,6%, em dado revisado de contração de 1,5% informada antes, sendo o único resultado negativo no ano até maio.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as vendas apresentaram avanço de 0,4%, segundo o IBGE.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,5% na comparação mensal e de 1,15% na base anual.

Um mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo ao consumo têm ajudado a compensar o peso da política monetária ainda restritiva apesar dos cortes recentes na taxa de juros, mas uma moderação da economia é esperada, com o consumo sentindo também o peso da inflação elevada, além de restrições de crédito.

“O dado do varejo … reforça a percepção de desaceleração gradual do comércio na margem. Em conjunto com os demais indicadores de atividade divulgados até aqui, a (pesquisa) reforça nossa expectativa de um PIB mais fraco no segundo trimestre de 2026”, disse Leonardo Costa, economista do ASA.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco apresentaram ganhos em maio, com destaque para o aumento de 15,2% em Livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%).

Também tiveram ganhos Tecidos, vestuário e calçados (3,1%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%), todos os três com desempenho relacionado à Copa do Mundo, que começou em 11 de junho.

“Todos esses setores aqui já antecipando, lá em maio, a Copa do Mundo, com alta nas vendas de álbuns de figurinhas, roupas e também de televisores”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.

Apresentaram ainda resultados positivos Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%).

Na outra ponta, tiveram quedas Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%).

“O destaque fica por conta do impacto negativo proporcionado pela alta da inflação de alimentação no domicílio, principal responsável pela queda de 1,5% do grupo de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo”, destacou Matheus Pizzani, economista do PicPay.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em maio caiu 0,2% frente a abril. (Info Money)


Jogo Rápido

Italac apoia lançamento de manual técnico sobre leite condensado
Obra une conhecimento acadêmico, vídeos explicativos e aplicação prática para a indústria láctea. O grupo de pesquisa Inovaleite lançou oficialmente a obra "Manual Condensado de Leite Condensado", um material elaborado com o objetivo de atualizar o conhecimento técnico e científico voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais do setor de laticínios. Desenvolvido pelos pesquisadores Ítalo Tuler Perrone, Rodrigo Stephani e Júlia Francisquini, o livro foi estruturado em um formato de perguntas e respostas para facilitar a consulta rápida e a aplicação prática dos conceitos tecnológicos fundamentais do produto. Além do conteúdo impresso, a publicação adota uma abordagem que conecta o material teórico a recursos audiovisuais. Cada capítulo do manual é acompanhado por um QR Code, que direciona o leitor a vídeos nos quais os autores detalham as temáticas abordadas, compartilhando análises baseadas em suas trajetórias no ambiente acadêmico e no mercado industrial. Essa metodologia dinâmica visa ampliar a compreensão e a fixação dos parâmetros tecnológicos estudados. A viabilização do projeto contou com a parceria de importantes nomes da cadeia produtiva de lácteos, como Italac, Tetra Pak e Tate & Lyle. Para as marcas apoiadoras, a iniciativa reforça o compromisso com o avanço da educação técnica, a qualificação profissional e a difusão de novas tecnologias para o setor. O lançamento oficial ocorreu durante o evento Minas Láctea 2026, marcando um ponto de convergência entre a ciência aplicada e o desenvolvimento da indústria nacional de lácteos. (Milkpoint)


Porto Alegre, 15 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.671


Milk Summit Mercosul 2026 apresenta programação e abre inscrições

O Milk Summit Mercosul 2026 teve sua programação oficial apresentada nesta terça-feira (14), em Ijuí (RS), marcando a abertura das inscrições para a segunda edição do encontro. Com uma agenda voltada aos desafios e oportunidades da cadeia leiteira, reunirá entre os dias 14 e 15 de outubro, especialistas nacionais e internacionais para discutir mercado lácteo, saúde animal, competitividade no Mercosul, sustentabilidade, exportação, inovação e tendências para o futuro do setor durante a ExpoFest Ijuí. 

Realizado em celebração ao Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o lançamento reuniu cerca de 200 participantes e antecipou temas da agenda que pode ser conferida no site www.milksummit.com, onde também é possível realizar as inscrições. Ao abordar a competitividade do leite brasileiro frente à Argentina e ao Uruguai, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, defendeu que é preciso atuar pelo fortalecimento da atividade por meio de três pilares: gestão das propriedades, maior coordenação entre os elos da cadeia produtiva e comunicação com a sociedade. “A gestão envolve desde aspectos zootécnicos até a gestão de risco e é decisiva para a competitividade”, destacou.

A busca por mais eficiência e previsibilidade também esteve presente nas demais atividades, incluindo a mesa redonda. Marianne Tufani, da StoneX, apresentou o StoneX Leite Futuro, ferramenta voltada à gestão de riscos para o setor lácteo. Na sequência, Matheus Zimmermann, do Sicredi das Culturas RS/MG, falou sobre o uso de derivativos financeiros no agronegócio, enquanto Lucas Oberherr, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), abordou a importância das políticas públicas, da competitividade, da sanidade e da rastreabilidade. Durante a programação, também foram homenageados produtores de leite destaque de Ijuí, em reconhecimento à contribuição para o desenvolvimento da atividade na região que fornece o maior volume de leite para a indústria no RS. 

O encerramento foi marcado por um brinde com leite, em um gesto de valorização dos produtores e de toda a cadeia produtiva. Para o coordenador do Milk Summit Mercosul 2026, Darlan Palharini, o lançamento demonstrou a mobilização do setor para a construção de uma agenda voltada ao futuro. “Reunimos produtores, indústrias, cooperativas, entidades e poder público para discutir o presente e construir o futuro da atividade. Agora iniciamos a caminhada para o Milk Summit Mercosul 2026, que será ainda maior e se consolidará como um dos principais fóruns de debate do leite”, destacou o secretário-executivo do Sindilat/RS.

O evento é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. Tem como patrocinadores: Tetra Pak, Piracanjuba, Lactalis, Italac, Cooperativa Santa Clara, Sicredi, Unianálises, Launer Química, Suifarma, Laticínios Frizzo e Unijuí. São parceiros institucionais: Expofest Ijuí, Setrem, FecoAgro/RS, Sescoop, Farsul, Senar-RS, Fetag-RS, Fiergs, Conseleite-RS, Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul – Gadolando, Hooks, Embrapa e Ministério da Agricultura e Pecuária. Contribuíram com o Milk Break: Languiru, Santa Clara, Piracanjuba, CCGL, Italac, Stefanello, Heja, Lactalis, Deale e Friolack. (Jardine Comunicação)


Após acordo, Senado aprova MP do frete sem o piso salarial de R$ 5 mil

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário, mas sem o piso salarial de R$ 5 mil mensais para os caminhoneiros.

A medida provisória (MP 1.343/2026) passou por uma série de mudanças e, por isso, foi transformada em um projeto de lei de conversão: o PLV 6/2026. O texto segue para a sanção da Presidência da República.

O valor do piso não estava no texto enviado pelo governo. A previsão de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância foi incluída pela comissão mista (de senadores e deputados federais) que analisou a matéria — e foi mantida na votação na Câmara dos Deputados.

Mas, no Senado, o dispositivo foi retirado por ser considerado um tema estranho ao conteúdo original da medida provisória. O pedido de exclusão foi apresentado pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Tereza Cristina (PP-MS), e foi acatado pelo relator da MP, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

A exclusão foi tratada como supressão, e não como alteração do texto, para evitar o retorno da proposta à Câmara.

Ao anunciar o acordo para a votação da proposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que reuniu governo, parlamentares e representantes dos setores envolvidos para buscar um consenso. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara gerava divergências e precisava ser discutido antes de ir à votação no Plenário do Senado.

— O debate é a essência do Parlamento. Se havia divergências sobre o texto, era preciso ouvir todos os envolvidos. Demos uma contribuição para o Brasil, mas é rápido esquecer isso quando se quer arrumar um culpado. O difícil é sentar por dez horas, governo, oposição e relator, para construir um acordo. Era mais fácil dizer que não ia pautar. (...) Nós nos debruçamos sobre o processo, entramos para dentro do problema e demos a solução — afirmou Davi.

Tereza Cristina disse que o dispositivo precisava ser retirado por tratar de tema alheio à medida provisória e que, por isso, poderia ser considerado inconstitucional. Segundo ela, a questão havia sido discutida entre o governo e representantes dos caminhoneiros e transportadores.

Jaime Bagattoli afirmou que a manutenção do piso poderia prejudicar milhares de pequenos empresários do transporte rodoviário. Assim como Tereza Cristina, ele disse que a preocupação foi discutida com representantes dos caminhoneiros, que, segundo ele, concordaram com a retirada do dispositivo.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmaram que as negociações buscaram preservar os pontos considerados essenciais da proposta e evitar que a medida provisória perdesse a validade. A aprovação da matéria ocorreu dois dias antes do fim do prazo para a sua aprovação (embora esteja em vigor desde março, a MP dependia da aprovação do Congresso para se tornar lei em definitivo).

— A negociação é um instrumento de conversa, de busca de alternativas. Pode não agradar a um aqui, a outro ali ou a outro acolá, mas temos de ter capacidade de escolher o que é essencial — disse Teresa Leitão ao destacar a construção de um acordo entre os senadores.

O parecer de Styvenson Valentim trouxe ainda ajustes de redação. Além disso, a redação final prevê que acordos e convenções coletivas de trabalho instituirão o piso salarial aplicável aos motoristas profissionais de longa distância.

Anistia
O texto anistia caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias no contexto das eleições de 2022. O perdão das multas, que não constava na medida provisória editada pelo governo federal, foi incluído pela comissão mista que analisou a MP.

— É uma tranquilidade para os caminhoneiros. O projeto busca anular multas aplicadas em 2022. Entendo que o caráter pedagógico dessas multas já foi alcançado. Manter essa injustiça passaria uma ideia de vingança, o que não contribui em nada para a sociedade — disse Styvenson Valentim. 

Outra anistia se destina a quem descumpriu as normas do frete, como é o caso do pagamento abaixo do piso estipulado pela Lei 13.703, de 2018. Assim, embora a MP fixe regras mais rígidas para o cumprimento do frete mínimo e a definição de seu valor, aqueles que foram punidos administrativamente até a publicação da futura lei (resultante da proposta) terão as multas convertidas em advertência. A medida vale para processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas ainda não quitadas.

A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. A proposta também preserva o direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei. Já os valores de multas pagas antes da publicação da futura lei não serão devolvidos.  

Além das anistias, a proposta reúne uma série de mudanças para o transporte rodoviário de cargas, como alterações nas regras de fiscalização do setor e novas exigências para transportadores.

Frete mínimo  
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade (como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga).  

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).  

A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.

Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.

A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.

Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.

Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.

Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.

A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.

As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações. (Agência Senado)

Cobrança da nova modalidade de contribuição ao Fundesa-RS é adiada

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul informa que o início da arrecadação de taxas sobre a existência de animais conforme a Declaração Anual de Rebanho, programado para esta quarta-feira, 15 de julho, foi adiado. A medida decorre de instabilidades técnicas identificadas no novo sistema de emissão de boletos, que impedem, neste momento, a operacionalização eficiente do recolhimento junto aos contribuintes.

A equipe técnica do Fundo e os responsáveis pelo processamento dos dados informados pela Secretaria da Agricultura trabalham em regime de prioridade para sanar as inconsistências e garantir a plena funcionalidade do sistema. O objetivo é assegurar que o processo de arrecadação ocorra com total transparência, agilidade e segurança jurídica para todos os produtores e parceiros envolvidos com o setor agropecuário gaúcho.

Até o presente momento, não há uma nova data definida para o início da cobrança. O Fundesa-RS ressalta que comunicará o cronograma atualizado por meio de seus canais oficiais de comunicação, bem como das entidades integrantes do fundo. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Projeto reutiliza caixas de leite para aquecer casas de famílias em situação de vulnerabilidade
Há quase duas décadas, um projeto desenvolvido em Passo Fundo (RS) transforma caixas de leite longa vida em uma solução simples e eficiente para amenizar o frio em residências de famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa reutiliza as embalagens como revestimento térmico em casas de madeira, reduzindo a entrada de vento e umidade e proporcionando mais conforto aos moradores. Cada residência recebe, em média, cerca de 1.200 embalagens recicladas. Após serem higienizadas, as caixas são abertas e instaladas nas paredes com a camada aluminizada voltada para o interior da casa, formando uma barreira que ajuda a conservar a temperatura do ambiente. Além de melhorar a qualidade de vida das famílias atendidas, o projeto também promove a sustentabilidade ao dar uma destinação adequada às embalagens longa vida, contribuindo para a redução de resíduos. Ao longo de sua história, a iniciativa já beneficiou mais de 620 moradias em Passo Fundo e municípios da região. O trabalho é mantido por meio da doação de embalagens e do apoio da comunidade, tornando-se referência em ação social e ambiental no Rio Grande do Sul. (Zero Hora editado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 14 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.670


Milk Summit Mercosul 2026 apresenta programação e abre inscrições

O Milk Summit Mercosul 2026 teve sua programação oficial apresentada nesta terça-feira (14), em Ijuí (RS), marcando a abertura das inscrições para a segunda edição do encontro. Com uma agenda voltada aos desafios e oportunidades da cadeia leiteira, reunirá entre os dias 14 e 15 de outubro, especialistas nacionais e internacionais para discutir mercado lácteo, saúde animal, competitividade no Mercosul, sustentabilidade, exportação, inovação e tendências para o futuro do setor durante a ExpoFest Ijuí. 

Realizado em celebração ao Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o lançamento reuniu cerca de 200 participantes e antecipou temas da agenda que pode ser conferida no site www.milksummit.com, onde também é possível realizar as inscrições. Ao abordar a competitividade do leite brasileiro frente à Argentina e ao Uruguai, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, defendeu que é preciso atuar pelo fortalecimento da atividade por meio de três pilares: gestão das propriedades, maior coordenação entre os elos da cadeia produtiva e comunicação com a sociedade. “A gestão envolve desde aspectos zootécnicos até a gestão de risco e é decisiva para a competitividade”, destacou.

A busca por mais eficiência e previsibilidade também esteve presente nas demais atividades, incluindo a mesa redonda. Marianne Tufani, da StoneX, apresentou o StoneX Leite Futuro, ferramenta voltada à gestão de riscos para o setor lácteo. Na sequência, Matheus Zimmermann, do Sicredi das Culturas RS/MG, falou sobre o uso de derivativos financeiros no agronegócio, enquanto Lucas Oberherr, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), abordou a importância das políticas públicas, da competitividade, da sanidade e da rastreabilidade. Durante a programação, também foram homenageados produtores de leite destaque de Ijuí, em reconhecimento à contribuição para o desenvolvimento da atividade na região que fornece o maior volume de leite para a indústria no RS. 

O encerramento foi marcado por um brinde com leite, em um gesto de valorização dos produtores e de toda a cadeia produtiva. Para o coordenador do Milk Summit Mercosul 2026, Darlan Palharini, o lançamento demonstrou a mobilização do setor para a construção de uma agenda voltada ao futuro. “Reunimos produtores, indústrias, cooperativas, entidades e poder público para discutir o presente e construir o futuro da atividade. Agora iniciamos a caminhada para o Milk Summit Mercosul 2026, que será ainda maior e se consolidará como um dos principais fóruns de debate do leite”, destacou o secretário-executivo do Sindilat/RS.

O evento é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. Tem como patrocinadores: Tetra Pak, Piracanjuba, Lactalis, Italac, Cooperativa Santa Clara, Sicredi, Unianálises, Launer Química, Suifarma, Laticínios Frizzo e Unijuí. São parceiros institucionais: Expofest Ijuí, Setrem, FecoAgro/RS, Sescoop, Farsul, Senar-RS, Fetag-RS, Fiergs, Conseleite-RS, Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul – Gadolando, Hooks, Embrapa e Ministério da Agricultura e Pecuária. Contribuíram com o Milk Break: Languiru, Santa Clara, Piracanjuba, CCGL, Italac, Stefanello, Heja, Lactalis, Deale e Friolack. (Jardine Comunicação)


IX Simpósio Brasileiro de Acarologia - SIBAC
Venha participar da nosso evento satélite  Na Lida do Campo , que acontecerá durante o IX Simpósio Brasileiro de Acarologia - SIBAC. Vai ser uma conversa voltada para produtores que buscam trocar experiências, ampliar conhecimentos e discutir os desafios da sanidade e produção de bovinos.🗓️ 26 de agosto de 2026, das 9h às 16h
📍 Centro de Eventos de Nova Petrópolis/RS

Para garantir sua participação, preencha o formulário:
https://forms.office.com/e/SFV9td9yru

 

Famurs mobiliza prefeituras para priorizar o leite gaúcho em compras e eventos

A iniciativa propõe uma mudança de hábito no poder público, convidando prefeituras e órgãos municipais a priorizarem o produto regional em sua rotina administrativa e eventos.

Com o objetivo de fortalecer uma das cadeias produtivas mais fundamentais para o Rio Grande do Sul, a Famurs lançará, na próxima terça-feira (14/07), uma campanha institucional focada no fomento ao consumo de leite gaúcho. A iniciativa, que será apresentada oficialmente durante o 33º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura, propõe uma mudança de hábito no poder público, convidando prefeituras e órgãos municipais a priorizarem o produto regional em sua rotina administrativa e eventos. 

Segundo dados técnicos da Federação, a proposta tem baixo impacto orçamentário. Com uma estimativa de consumo diário de seis litros por estrutura pública participante, o custo seria de R$ 29,40 por dia. Em contrapartida, o potencial econômico é robusto: a projeção da Famurs é que, com um incremento de 10% no consumo per capita estadual, o setor movimente mais de R$1 bilhão por ano. 

O presidente da Famurs e prefeito de Imbé, Ique Vedovato, enfatiza que a campanha vai além do aspecto comercial; trata-se de um gesto político de reconhecimento ao trabalho das famílias rurais. “Queremos que os municípios sejam protagonistas. Cada administração que adere à campanha demonstra seu compromisso com quem produz, gera emprego e ajuda a construir o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. É uma mensagem muito forte de valorização”, destaca Vedovato.

A iniciativa ganha urgência diante do cenário da reforma tributária. Para o assessor técnico da Famurs, Ismael Horbach, valorizar produtos locais é estratégico. “Isso significa impulsionar a economia regional e fortalecer a receita dos municípios. É uma atitude pequena que gera grandes resultados”, resume.

Serviço 

O que: Lançamento da Campanha Institucional de Fomento ao Consumo de Leite Gaúcho
Quando: 14 e 15 de julho, na abertura do 33º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura do RS
Onde: Auditório Alceu Collares – Sede da Famurs

As informações são da Famurs, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 


Jogo Rápido

Projeto reutiliza caixas de leite para aquecer casas de famílias em situação de vulnerabilidade
Há quase duas décadas, um projeto desenvolvido em Passo Fundo (RS) transforma caixas de leite longa vida em uma solução simples e eficiente para amenizar o frio em residências de famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa reutiliza as embalagens como revestimento térmico em casas de madeira, reduzindo a entrada de vento e umidade e proporcionando mais conforto aos moradores. Cada residência recebe, em média, cerca de 1.200 embalagens recicladas. Após serem higienizadas, as caixas são abertas e instaladas nas paredes com a camada aluminizada voltada para o interior da casa, formando uma barreira que ajuda a conservar a temperatura do ambiente. Além de melhorar a qualidade de vida das famílias atendidas, o projeto também promove a sustentabilidade ao dar uma destinação adequada às embalagens longa vida, contribuindo para a redução de resíduos. Ao longo de sua história, a iniciativa já beneficiou mais de 620 moradias em Passo Fundo e municípios da região. O trabalho é mantido por meio da doação de embalagens e do apoio da comunidade, tornando-se referência em ação social e ambiental no Rio Grande do Sul. (Zero Hora editado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 13 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.669


É AMANHÃ: Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite
 
A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.
 
Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   
 
O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.
 
Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
 
● Data: 14/07/2026
● Horário: A partir das 7h30min
● Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
● Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site (clicando aqui) ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Estudo aponta que consumidores brasileiros priorizam marcas já conhecidas no mercado

Segundo um estudo da SKIM, a 70% dos consumidores brasileiros prioriza alimentos de marcas conhecidas quando vai às compras.

A maioria dos consumidores brasileiros (70%) prioriza alimentos de marcas conhecidas quando vai às compras. Com a inflação da categoria crescendo acima do índice geral, contudo, compradores do País têm demonstrado maior disposição para realizar trocas em busca de economia. É o que aponta um estudo recente da SKIM que entrevistou 7.232 respondentes em mercados-chave ao redor do mundo e 1.505 pessoas no Brasil.

Ao analisar os principais hábitos de consumo da cesta de alimentos, o levantamento revela que a qualidade dos itens é essencial, mas a precificação também tem grande relevância entre o público brasileiro. 55% procuram melhores preços dentro da marca preferida, enquanto 46% priorizam marcas com descontos na categoria e 29% preferem pagar mais para continuar com a marca favorita. Diante desse cenário, 81% dos brasileiros afirmam que a importância do preço aumentou em 2025 (em relação ao ano anterior). Além disso, 78% percebem as promoções como mais relevantes no mesmo período.

As ofertas, inclusive, podem ser determinantes para a escolha dos produtos. 87% do público afirma calcular a redução de preço e optar pelo item que oferece maior economia. Há também os que têm marcas favoritas, mas podem realizar trocas frente a promoções (81%), e os que consideram os descontos, mas seguem fiéis a marcas específicas, mesmo sem ofertas (69%).

“Os consumidores querem economizar. No Brasil, esse foco é ainda mais acentuado, já que a inflação de alimentos tem crescido acima da inflação geral, aumentando a percepção de pressão de preços na categoria. O valor, contudo, continua sendo o principal driver de escolha, já que os benefícios e a qualidade do produto seguem como os atributos mais importantes na decisão de compra”, explica Luciana Ignez, diretora de Revenue Growth Management (RGM) para a América Latina na SKIM.

As informações são SKIM Group, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Clique aqui e acesse o link de desconto para associados do Sindilat/RS


Porto Alegre, 10 de julho de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.668


ÚLTIMOS DIAS PARA SE INSCREVER: Lançamento do Milk Summit Mercosul terá debates sobre competitividade e mercado futuro do leite
 
A segunda edição do Milk Summit Mercosul será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS), com uma manhã de atividades voltadas ao setor do leite com debates sobre a competitividade da cadeia leiteira, ao mercado futuro e às políticas públicas para o setor. Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro tem início às 7h30min, com a apresentação da comissão organizadora, divulgação da programação oficial do evento e abertura das inscrições. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressalta o coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini.
 
Entre os destaques da terça-feira está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre competitividade da produção brasileira frente aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai, tema estratégico diante da crescente entrada de produtos do Mercosul. O evento também será palco do lançamento do StoneX Leite Futuro, ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de preços. Já o Sicredi das Culturas RS/MG apresentará um painel sobre Derivativos financeiros para o agro, com Matheus Zimmermann. Na programação, espaço ainda para mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí (RS), pela Prefeitura.   
 
O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.
 
Lançamento Milk Summit Mercosul 2026:
 
● Data: 14/07/2026
● Horário: A partir das 7h30min
● Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS 
● Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site (clicando aqui) ou pelo telefone (55) 99696-1665.

Pizzarias em alta: com 10,29% de aumento em 2025, setor representa oportunidade para os queijos

Com um crescimento de 10,29% em 2025, o mercado de pizzarias consolida-se como um pilar de sustentação no food service para os queijos nacionais.

Hoje, 10 de julho, comemora-se o Dia da Pizza, uma data que destaca a força de um setor do food service que é um dos maiores consumidores de derivados lácteos do país. Segundo um estudo da Apubra (Associação das Pizzarias Unidas do Brasil), nosso país atingiu a marca de 40.332 pizzarias ativas até dezembro de 2025, um número que reflete a capilaridade desse mercado em todo o território nacional. Para a indústria de laticínios, esses índices representam uma oportunidade contínua de escoamento de produção, visto que a pizza é um prato que depende diretamente da qualidade e da disponibilidade dos queijos brasileiros.

O crescimento do setor em 2025 foi robusto, registrando uma expansão de 10,29% no número de estabelecimentos em operação em relação ao ano anterior. Segundo Gustavo Cardomoni, presidente da Apubra, essa trajetória ascendente está ligada diretamente ao desenvolvimento da cadeia de suprimentos. “A muçarela é o principal insumo da pizza e, à medida que a indústria ampliou a oferta de produtos, aumentou a competitividade e elevou a qualidade dos queijos disponíveis, todo o setor se fortaleceu.”

A importância desse ingrediente é tamanha que a regionalização da produção de laticínios tem se tornado um diferencial estratégico para o crescimento local das pizzarias. Cardomoni reforça que “hoje existem laticínios fortes em diversas regiões do país, o que contribui para o desenvolvimento de mercados locais, facilita o abastecimento das pizzarias e amplia as opções para os empresários”.

Entretanto, a relação entre esses dois elos da cadeia enfrenta desafios significativos, principalmente no que diz respeito à gestão financeira frente à oscilação de preços. A volatilidade do mercado de leite, influenciada por períodos de entressafra, impacta diretamente o planejamento das pizzarias. 

O presidente da Apubra destaca que "existe uma variação sazonal que já faz parte da realidade do mercado e, por isso, empresários mais experientes costumam se planejar financeiramente para esse período. O problema acontece quando surgem oscilações muito acima do esperado, como ocorreu durante a pandemia. Nessas situações, é praticamente impossível repassar todo o aumento ao consumidor, o que reduz significativamente as margens e pode comprometer a saúde financeira do negócio”. Para garantir a saúde financeira do negócio, muitos empresários têm investido em maior capacidade de armazenamento e planejamento de fluxo de caixa para compras antecipadas. 

Por fim, o cenário do ano anterior demonstrou uma maturidade encorajadora, com o menor índice de fechamento de pizzarias da última década. Também houve uma redução de 43,8% no número de estabelecimentos inativos em comparação a 2024, sinalizando que os gestores estão mais preparados para enfrentar as adversidades do mercado. Esse ambiente de estabilidade e crescimento sustentado é o cenário ideal para que a indústria de laticínios continue investindo em parcerias de longo prazo, consolidando a pizza como um dos motores da economia láctea no food service.

Estatísticas retiradas do estudo sobre mercado de pizzas da Apubra.

EMATER/RS: Informativo Conjuntural nº 1927 – 09 jul. 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Os produtores intensificaram a suplementação com silagem, feno e concentrados. As condições de barro aumentaram o risco de mastite, lesões de casco e pododermatite, exigindo maior atenção à higiene durante a ordenha e ao manejo dos rebanhos, inclusive nos sistemas confinados. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, vacas alimentadas predominantemente em campo nativo apresentam forte redução na produção, quando não recebem suplementação com ração e silagem.  

Na de Caxias do Sul, nos sistemas de produção a pasto, há oferta suficiente de forragem. Porém, o encharcamento do solo dificultou o manejo, levando parte dos produtores a aumentar o fornecimento de silagem de milho para manter a produtividade. As baixas temperaturas favoreceram o bem-estar dos animais. Foram registrados casos pontuais de mastite.  

Nas de Passo Fundo e Pelotas, continua intenso o uso de silagem e de concentrados para suplementar a alimentação. A produção de leite segue estável, embora alguns municípios relatem redução da produtividade em razão das condições climáticas e das dificuldades de manejo. 

Nas de Erechim, Ijuí, Santa Maria e Santa Rosa, a suplementação com silagem de milho, feno e concentrados continua necessária para ajustar a dieta e o teor de fibra. As chuvas intensificaram a formação de barro, aumentando o risco de mastite e de problemas de casco, além de dificultarem o manejo dos animais nos corredores, nas áreas de ordenha e de alimentação. Nas propriedades com sistemas confinados, a elevada umidade também dificulta a secagem das camas. (Emater/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 28/2026 – SEAPI 
Na maior parte da próxima semana, o tempo deverá se manter estável. Na sexta-feira (10/07), o tempo ainda deverá permanecer estável na maior parte do estado, com previsão de chuva apenas em alguns pontos isolados da metade norte. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas estarão em leve ascensão. Entre o sábado (11/07) e o domingo (12/07), a passagem de uma nova frente fria irá trazer instabilidade para a porção mais ao norte do estado. Há previsão de chuva nesta região. Nas demais regiões, há previsão de chuva apenas em pontos isolados. Na segunda-feira (13/07), na terça-feira (14/07) e na quarta-feira (15/07), o sistema deverá se afastar, diminuindo sua influência sobre o estado. Não há previsão de chuva significativa e as temperaturas voltarão a apresentar declínio ao longo desses três dias. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 mm e 30 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem superar esse valor.  (Seapi)