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Porto Alegre, 18 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.654


Italac lança leite A2 em embalagem inédita de 250 ml

Edição limitada amplia ocasiões de consumo e leva ao mercado uma nova proposta para a categoria

A Italac acaba de anunciar o lançamento do novo Leite UHT Semidesnatado A2 em embalagem de 250 ml. O produto chega como uma proposta inédita no mercado, alinhada às transformações nos hábitos de consumo. Com rotinas cada vez mais dinâmicas, cresce a demanda por produtos que ofereçam praticidade e conveniência. Dados da Kantar mostram que a participação do consumo “on the go” no Brasil passou de 0,5% para 1,3% das refeições entre 2023 e 2024, cenário que impulsiona a busca por embalagens individuais, mais adequadas ao consumo fora de casa e a diferentes ocasiões do dia.

O movimento acompanha o crescimento da compra de embalagens menores. A tendência também está relacionada às transformações nos lares brasileiros: segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2025, do IBGE, 19,7% dos domicílios do país são compostos por apenas um morador, reforçando a demanda por porções individuais e formatos que reduzem desperdícios.

Com o novo formato de 250 ml, a Italac reúne os atributos do leite A2, que se diferencia por conter exclusivamente a proteína beta-caseína A2 e vem ganhando espaço entre consumidores que buscam alternativas dentro da categoria láctea associadas a uma experiência de consumo mais leve.

“A embalagem de 250 ml nasce justamente para oferecer conveniência, mantendo a qualidade para ampliar o papel do leite para além dos formatos tradicionais. É uma proposta inovadora, que cria novas possibilidades para a categoria e reforça nosso compromisso com uma inovação conectada às tendências do mercado”, explica o diretor de marketing da Italac, Alexandre Teixeira.

Com um portfólio diversificado e presença consolidada em lares de todo o Brasil, a Italac segue investindo em produtos que unem qualidade, conveniência e inovação, reforçando sua posição de liderança no setor lácteo brasileiro. (SuperHiper)


Cinco estados já respondem por metade do leite dos EUA

Com apenas cinco estados concentrando mais de 50% da produção de leite dos Estados Unidos, a pecuária leiteira norte-americana passa por uma transformação sem precedentes. Enquanto o número de produtores continua diminuindo, a atividade se torna cada vez mais tecnológica, eficiente e concentrada em regiões estratégicas do país.

A mudança vai muito além do aumento da escala das fazendas. Sensores, inteligência de dados, genética avançada e sistemas de alimentação de precisão estão impulsionando ganhos expressivos de produtividade. Ao mesmo tempo, novos investimentos em processamento vêm deslocando o crescimento para estados das grandes planícies, como Kansas e Dakota do Sul, que se consolidam como novas fronteiras da produção leiteira.

O resultado é um setor que produz mais leite com menos propriedades e menos vacas por unidade de produção, mas com níveis recordes de eficiência. Dos rebanhos altamente monitorados do Meio-Oeste aos novos polos industriais do Centro-Oeste americano, a pecuária leiteira dos EUA está sendo redesenhada para atender a uma demanda global crescente por proteína láctea.

A era dos "megaestados" do leite

Segundo Corey Gillins, diretor de marketing de leite da Dairy Farmers of America (DFA), o tamanho médio dos rebanhos associados à cooperativa saltou de 375 vacas para mais de 500 animais nos últimos cinco anos. "Não estamos perdendo vacas leiteiras. Estamos perdendo produtores", afirma. "Mas aqueles que permanecerem na atividade terão uma grande oportunidade, porque a demanda global por proteína láctea continua extremamente forte."

Os números da própria DFA ilustram esse movimento. Em 2021, a cooperativa reunia cerca de 6.500 produtores associados. Hoje, são aproximadamente 4.600. Para os próximos cinco anos, Gillins projeta que esse total poderá cair para menos de 4.000 propriedades.

A tendência não se restringe à cooperativa. Dados divulgados pelo USDA mostram que a concentração da produção leiteira americana atingiu um marco histórico: em 2025, apenas cinco estados — Califórnia, Wisconsin, Idaho, Texas e Nova York — responderão por mais da metade de todo o leite produzido no país. Esse cenário é resultado de uma transformação que ocorre há décadas. Desde 2004, o número de rebanhos licenciados caiu 63%, enquanto a produção nacional de leite cresceu 32%.

Para Phil Plourd, da Ever.Ag e da Associação de Produtos Lácteos de Wisconsin, a geografia da produção leiteira é cada vez mais determinada pela infraestrutura disponível. Estados tradicionais, como Califórnia e Wisconsin, mantêm sua liderança graças à forte capacidade industrial instalada, que inclui acesso aos mercados de exportação e uma ampla estrutura de processamento e fabricação de queijos. "Wisconsin produz cerca de 25% de todo o queijo dos Estados Unidos", destaca Plourd. "Isso, por si só, sustenta uma parcela significativa da produção de leite."

Na avaliação dele, enquanto essa estrutura permanecer competitiva, Wisconsin continuará concentrando um grande número de vacas leiteiras e deverá seguir expandindo, ainda que em ritmo moderado. Já o crescimento acelerado observado em estados como Texas, Idaho e Dakota do Sul está diretamente ligado aos investimentos em novas plantas industriais. No fim das contas, a produção de leite segue a infraestrutura: onde surgem novas fábricas e centros de processamento, o setor cresce.

Tecnologia impulsiona novo salto de produtividade

A transformação da pecuária leiteira nos Estados Unidos não acontece apenas na localização das fazendas. Ela também está presente dentro dos estábulos. A produção média por vaca passou de cerca de 8.600 kg por ano em 2004 para mais de 11 mil kg atualmente, avanço sustentado pela adoção crescente de tecnologias digitais.

Na Top Deck Holsteins, em Iowa, por exemplo, coleiras inteligentes monitoram atividade, ruminação e cio em tempo real. Softwares acompanham indicadores produtivos, enquanto sistemas automatizados garantem precisão na formulação e distribuição das dietas.

A fazenda ordenha mais de 700 vacas Holandesas três vezes ao dia e registra produção anual superior a 15 mil kg por animal. "É para isso que criamos nossos animais. Bons níveis de gordura e proteína são fundamentais para manter a rentabilidade", afirma Justin Decker, coproprietário da fazenda. A incorporação dessas ferramentas já se tornou praticamente indispensável para a competitividade do setor:

O uso de sistemas informatizados de ordenha passou de 20% para 45% das vendas de leite. Tecnologias reprodutivas, como transferência de embriões e sêmen sexado, estão presentes em 96% da indústria. Sistemas de alimentação de precisão já atendem mais da metade da produção leiteira americana.

Kansas e Dakota do Sul emergem como novas fronteiras

Embora os cinco maiores estados concentrem a maior parte da produção, os avanços mais expressivos dos últimos anos vêm ocorrendo em regiões tradicionalmente menos associadas ao leite.

Na Dakota do Sul, o rebanho leiteiro cresceu impressionantes 117% na última década. O movimento é impulsionado pela expansão da capacidade industrial, com investimentos de empresas como Agropur e Valley Queen estimulando a demanda por leite local. Segundo estimativas do governo estadual, a atividade adiciona quase US$ 4 bilhões por ano à economia da Dakota do Sul.

O Kansas também vem se destacando. De acordo com o USDA, o estado registrou crescimento de 23,7% na produção de leite, impulsionado pela incorporação de 44 mil vacas em apenas um ano e por ganhos de produtividade.

Novas fábricas de grande porte e um ambiente econômico favorável têm atraído produtores para a região, consolidando o estado como um dos novos polos da atividade leiteira americana. Gillins destaca ainda o ressurgimento de estados como Michigan e Nova York, onde novos investimentos em processamento abriram espaço para absorver o aumento da produção. Enquanto isso, o Panhandle do Texas e o sudoeste do Kansas seguem atraindo grandes operações leiteiras.

Mas há um desafio crescente: a água.

Se antes a expansão dependia principalmente da disponibilidade de terras e alimentos, hoje a gestão hídrica tornou-se fator decisivo para a competitividade. Projetos como os da Natural Prairie Dairy, no Texas, que transforma esterco em água reutilizável, e da nova planta da Hilmar Cheese, em Dodge City, desenhada para reduzir o consumo hídrico, mostram que o futuro da produção nas grandes planícies dependerá da capacidade de produzir mais utilizando menos recursos naturais.

Um futuro que combina escala e adaptação

Apesar da tendência de consolidação, o USDA ressalta que propriedades eficientes podem ser encontradas em todas as faixas de tamanho.

Para Gillins, a força do setor está justamente na diversidade de modelos produtivos. "A diversidade dos nossos membros é a nossa força. Das pequenas propriedades aos produtores com 10 mil vacas no Sudoeste, existe espaço para todos que estejam dispostos a se adaptar." A transformação da pecuária leiteira dos Estados Unidos, portanto, não é apenas uma história de concentração. É também uma história de adaptação.

Embora a produção continue migrando para regiões mais competitivas e tecnologicamente avançadas, o sucesso seguirá dependendo da capacidade dos produtores de combinar experiência, gestão e inovação. Em um setor cada vez mais orientado por dados, a tecnologia tornou-se uma aliada indispensável — mas a capacidade de adaptação continua sendo o principal diferencial da atividade.

Artigo escrito por Karen Bohnert, publicado no Dairy Herd, traduzido e adaptado pela Equipe MilkPoint. 

Rio Grande do Sul é único estado a ter seguro para todo o rebanho bovino contra a febre aftosa

Entrega da apólice da seguradora foi realizada nesta quarta (17) no gabinete do Secretário da Agricultura

Representantes da seguradora Swiss Re Corporate Solutions, da diretoria do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), celebraram hoje (17) a entrega da apólice do seguro pecuário contra a febre aftosa. A reunião foi realizada no gabinete do secretário Márcio Madalena, como forma de reafirmar a parceria entre o fundo e o Serviço Veterinário Oficial.

A renovação do contrato, concretizada em 28 de maio após aprovação no Conselho Deliberativo do Fundo, garante proteção ao rebanho gaúcho por um período de 12 meses contra a febre aftosa. A medida tem o objetivo de manter a estabilidade financeira do fundo e dar mais segurança aos produtores no estado que detém o status de área livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido internacionalmente desde 2021.

Para Madalena, o seguro firmado pelo Fundesa adiciona mais uma camada de proteção ao já robusto sistema de defesa sanitária do estado. O presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, pontuou que mesmo com o seguro, o elo mais importante na proteção do rebanho continua sendo o produtor. “É a peça fundamental. Se ele estiver atento - e isso serve para qualquer enfermidade - a manutenção do status sanitário será uma realidade.”

A médica veterinária responsável pela área de seguro de animais da Swiss RE Corporate Solutions, Carolina Bonomo, destacou que o trabalho realizado no Rio Grande do Sul, com o apoio do Fundesa, vem evoluindo a cada ano. “O que é feito no estado gaúcho é diferenciado e hoje é referência para outros fundos que buscam saber o que é feito por aqui para ter uma referência.”

Desde 2024, o Rio Grande do Sul é o primeiro e único estado brasileiro a ter um seguro para todo o rebanho bovino contra a febre aftosa.

Participaram da solenidade de entrega da apólice o secretário Márcio Madalena, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber e os conselheiros Pedro Píffero (Farsul) e Jeferson Farias (Apil), Carolina Bonomo da Swiss RE Corporate Solutions, Felipe Fernandez da Guilder Corretora e o diretor adjunto do Departamento de Defesa e Vigilância Agropecuária, Paulo Souza.

Sobre o seguro

O seguro foi firmado com a seguradora Swiss RE Corporate Solution, a mesma responsável pela apólice anterior. O valor do prêmio pago pelo Fundesa-RS foi fixado em R$ 2,114 milhões, uma economia superior a R$ 300 mil em relação ao ciclo passado .

Essa redução foi possível graças à comprovação, por parte do Serviço Veterinário Oficial, da ampliação das medidas de vigilância e do fortalecimento das estratégias de defesa agropecuária no Estado. O rebanho coberto é de 11,5 milhões de cabeças de bovinos de corte e leite.

O valor segurado é de R$ 50 milhões, mais a franquia paga pelo fundo em caso de ocorrência da doença até o limite de R$ 13,5 milhões. O custo do prêmio por animal é de aproximadamente R$ 0,18 e o pagamento é custeado pelas contas de Bovinos de Corte e de Leite do Fundesa, de forma proporcional. (FUNDESA)


Jogo Rápido

Prazo para fazer Declaração Anual do Rebanho termina em duas semanas
Termina em duas semanas o prazo para entrega da Declaração Anual do Rebanho 2026 da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O prazo final é o dia 30 de junho. Até o momento, apenas os municípios de Vanini e Xangri-lá já concluíram 100% da Declaração. Ao redor de 40 municípios gaúchos estão acima dos 80% declarados. E o município com menor percentual declarado até o momento é Dr. Ricardo, com menos de 5% de Declarações realizadas. Se o cálculo for feito a partir das regionais da Secretaria, os municípios da Supervisão Regional de Passo Fundo detém o maior percentual de declarações entregues até o momento, com 67,34%. E os municípios da Supervisão Regional de Bagé o menor até o momento, com 43,05%. Até a semana passada, foram entregues cerca de 180 mil Declarações das 336 mil previstas para este ano, o que corresponde a 53,37%. A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta fundamental para a defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul. É por meio dessas informações que a Secretaria da Agricultura mantém atualizado o cadastro das propriedades e dos rebanhos, permitindo planejar ações de vigilância, responder com mais rapidez a emergências sanitárias e gerar dados que apoiam decisões técnicas e políticas públicas para o setor pecuário. “O produtor, além de estar cumprindo uma obrigação sanitária legal, está contribuindo para o aperfeiçoamento das bases de dados de Defesa Sanitária Animal, possibilitando ter uma melhor visão do cenário produtivo e sanitário do Estado”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Seapi, Paulo Coelho de Souza. Os produtores podem fazer a Declaração diretamente nas Inspetorias Veterinárias ou de forma Online. A declaração pela internet pode ser feita em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Até o momento, 10,57% das Declarações foram feitas de forma Online. Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online. Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/declaracao. (Seapi)


Porto Alegre, 17 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.653


Com novidades e ativações, Grupo Piracanjuba amplia presença na Naturaltech

Companhia fortalece atuação em categorias ligadas à nutrição funcional, suplementação e bem-estar.

O Grupo Piracanjuba amplia sua presença na Naturaltech 2026, maior feira de produtos naturais da América Latina, e leva ao evento, pela primeira vez de forma integrada, um portfólio mais amplo de marcas e produtos voltados aos segmentos de nutrição, bem-estar, saudabilidade e performance. Entre os dias 10 e 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a companhia apresentará lançamentos, degustações, ativações e experiências que reforçam sua estratégia de expansão em categorias ligadas à nutrição funcional e especializada. 

Com um estande de 120 m², o Grupo reunirá marcas como Emana, Piracanjuba ProForce, Almond Breeze e Piracanjuba Health & Nutrition, além de soluções voltadas à nutrição funcional, como a linha de leites especiais Piracanjuba e bebidas com prebióticos. Os visitantes poderão conhecer lançamentos, participar de ativações interativas e adquirir produtos em uma loja exclusiva instalada no espaço. 

“A Naturaltech é uma oportunidade estratégica para apresentarmos a evolução das nossas marcas e fortalecer a conexão com consumidores e profissionais que acompanham as principais tendências de nutrição e bem-estar. Estamos levando ao evento soluções que refletem as transformações do mercado e reforçam nosso compromisso com inovação e desenvolvimento de produtos para diferentes perfis de consumo”, destaca Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba. 

Entre os destaques da participação está o lançamento do whey protein isolado Emana, disponível nos sabores chocolate e baunilha. Com 26g de proteína por porção, formulação 100% whey isolado, fonte de BCAA e embalagem de 450g, o produto amplia a atuação da marca no segmento de suplementação. O espaço dedicado à Emana também contará com área para experimentação de produtos, bar de drinks funcionais e uma ativação de escalada, conectando os atributos de movimento, energia e bem-estar ao universo da marca. 

Piracanjuba ProForce também apresenta o seu novo picolé, desenvolvido em parceria com a Jundiá Sorvetes. O lançamento marca a entrada da marca no segmento de gelados proteicos e reúne no produto 10g de proteína, zero lactose e zero adição de açúcar, disponível em três sabores.  

O portfólio levado à feira também inclui a bebida proteica Piracanjuba ProForce com 23g de proteína, formulada com 4g de colágeno, 5g de BCAA, fonte de fibras e vitamina D. Com mais proteína do que carboidratos, o produto é zero lactose, sem adição de açúcares, rico em cálcio, baixo em gorduras e adoçado com stevia.  

Para complementar a experiência, os visitantes poderão participar de desafios em bicicleta e concorrer a brindes exclusivos da marca. 

A Almond Breeze apresenta sua primeira bebida proteica vegetal no Brasil, disponível nos sabores caramelo salgado e manga com maracujá. Produzida localmente pelo Grupo Piracanjuba, responsável pelo licenciamento da marca no país, a novidade oferece 15g de proteína vegetal por porção e amplia o portfólio com uma opção alinhada ao crescimento do consumo de produtos à base de plantas. 

Já a linha Piracanjuba +Prebio Quinoa, Linhaça e Chia ganha reforço com os novos sabores frutas roxas e morango. As bebidas, prontas para beber, combinam fibras prebióticas, quinoa, linhaça e chia em uma formulação zero lactose e sem adição de açúcares, complementando o portfólio que já conta com as versões banana e maçã com mamão. 

No segmento de nutrição especializada, a Piracanjuba Health & Nutrition apresenta Plura, fórmula desenvolvida para crianças de 1 a 3 anos, enriquecida com prebióticos, ômegas 3 e 6, vitaminas e minerais. A marca também leva à feira a linha Excellence Care, composta pelas fórmulas Vital Care, voltada ao público 50+; Glico Care, indicada para dietas com controle glicêmico; e Total Care, desenvolvida para dietas com restrição de açúcares e lactose e compatível com terapias baseadas em GLP-1. 

O estande também reunirá a linha de leites especiais Piracanjuba, incluindo as versões Zero Lactose, A2 e Piracanjuba Protein com 10g de proteína, evidenciando a diversidade de soluções que compõem o portfólio da companhia para diferentes momentos e necessidades de consumo. 

Encontro com nutricionistas 

O Grupo Piracanjuba também promoverá o Nutri Experience, encontro exclusivo que reunirá cerca de 60 nutricionistas no dia 9 de junho, véspera da abertura da Naturaltech. Realizado em São Paulo, o evento será uma oportunidade para fortalecer o relacionamento com profissionais da área, promover a troca de conhecimento e apresentar, em primeira mão, os principais lançamentos do portfólio da companhia. 

A programação contará com palestras de especialistas reconhecidos no mercado. O professor e pesquisador Dr. Antônio Lancha abordará o tema “Performance, saciedade e microbiota: tendências atuais de consumo”, enquanto o nutricionista e mentor Daniel Coimbra conduzirá a palestra “Desconectar para descansar: o sono como chave para mais saúde, equilíbrio e presença”. 

O encontro também reunirá profissionais e influenciadores de destaque no universo da nutrição e do bem-estar, entre eles Alessandra Bahmad, Mayra Bittar, Alice Paiva, Lilian Coelho, Beatriz Campos Maia e Marcela de Paula. Além de participarem do Nutri Experience, Mayra Bittar e Daniel Coimbra também estarão presentes no estande do Grupo Piracanjuba durante a Naturaltech, ao lado do casal Manu e Matheus, do perfil We Love, fortalecendo as ações de relacionamento e a geração de conteúdo ao longo do evento. 

As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba. 


GDT 406º registra queda no índice e recuo generalizado nos preços

O 406º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 2,80% no GDT Price Index, indicando uma nova rodada de ajuste nas cotações internacionais dos lácteos.

O 406º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 2,80% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.979/tonelada. O resultado indica uma nova rodada de ajuste nas cotações internacionais dos lácteos, interrompendo o movimento recente de recuperação e recolocando o mercado global em um ambiente mais pressionado no curto prazo. 

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Nos leites em pó, o movimento foi novamente negativo. O leite em pó integral (LPI) foi negociado a USD 3.589/tonelada, com queda de 3,1%, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) atingiu USD 3.368/tonelada, recuo de 3,6%. O comportamento reforça a perda de sustentação do segmento, que segue como principal referência de formação de preços no comércio internacional de lácteos. 

Gráfico 2. Preço médio LPI

Fonte: Global Dairy Trade (GDT)

Entre queijos e manteiga, o movimento foi predominantemente de queda. A muçarela recuou 5,0%, sendo negociada a USD 3.750/tonelada, enquanto o cheddar caiu 3,4%, para USD 4.471/tonelada. A manteiga foi negociada a USD 5.516/tonelada, com recuo de 3,8%, acompanhando o movimento de ajuste do grupo. A gordura anidra do leite apresentou variação mais moderada, sendo negociada a USD 6.601/tonelada, com queda de 1,0%. 

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 16/06/2026 

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado recua em período sazonal de menor produção 

O volume negociado totalizou 12.922 toneladas, queda de 10% em relação ao leilão anterior e recuo de 15% na comparação anual. O movimento ocorre em um período de entressafra na Nova Zelândia, quando a produção de leite tende a ser naturalmente menor no hemisfério sul.

Ainda assim, o recuo simultâneo de preços e volumes indica um ambiente de menor intensidade nas negociações, com menor disposição de compra no mercado internacional.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT.

Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, os futuros de leite em pó integral (WMP) seguem indicando um movimento de ajuste nas expectativas para os próximos meses. Os contratos em todos os vencimentos acompanhados registraram recuo nas negociações mais recentes, com a curva sendo reposicionada para níveis inferiores em relação às rodadas anteriores.

Esse comportamento está relacionado à expectativa de aumento sazonal da produção de leite a partir dos próximos meses em países como Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, o que tende a elevar a oferta no mercado internacional e contribui para a pressão sobre os contratos futuros. 

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures)

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 406º indica um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos, o que tende a reduzir a sustentação vinda do mercado externo para o mercado brasileiro no curto prazo.

No Brasil, os leites em pó seguem com comportamento mais estável nas últimas semanas, enquanto o queijo muçarela apresenta dinâmica mais volátil às negociações entre indústria e varejo. Nesse contexto, embora o cenário internacional exerça influência sobre o mercado brasileiro, os efeitos tendem a ocorrer de forma gradual, já que a formação de preços no curto prazo depende principalmente de fatores domésticos, como demanda, estoques e dinâmica de negociação. 

O câmbio segue como variável importante na transmissão desse movimento, influenciando a competitividade dos produtos importados e a intensidade dos efeitos do mercado internacional sobre o mercado brasileiro. (Milkpoint)

El Niño 2026: o que o aquecimento no Pacífico pode significar para a produção de leite no Brasil?

Uma análise de 25 anos de dados realizada pelo time de Inteligência de Mercado do MilkPoint sugere que a pergunta mais importante talvez não seja se haverá El Niño - e sim o que ele fará com a temperatura e as chuvas nas diferentes regiões produtoras do país.

Com até 96% de probabilidade de estar ativo durante o verão brasileiro de 2026/27, o El Niño já voltou ao radar de produtores, consultores e empresas do agronegócio. E não é para menos. Os modelos climáticos indicam que o fenômeno pode atingir intensidade forte, potencialmente a maior desde o episódio de 2015/16.
Mas uma análise de 25 anos de dados realizada pelo time de Inteligência de Mercado do MilkPoint sugere que a pergunta mais importante talvez não seja se haverá El Niño — e sim o que ele fará com a temperatura e as chuvas nas diferentes regiões produtoras do país. Essa distinção pode parecer sutil, mas muda completamente a forma de enxergar os riscos para a produção de leite.

Um fenômeno que nasce no Pacífico e chega ao cocho das vacas

O El Niño é uma das fases do ENSO (El Niño-Oscilação Sul), principal mecanismo de variabilidade climática do planeta. O fenômeno ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por vários meses consecutivos, alterando a circulação atmosférica global e redistribuindo chuva e temperatura ao redor do mundo.

No Brasil, os efeitos são conhecidos. O Sul costuma receber mais precipitação, enquanto Nordeste, Centro-Oeste e parte do Norte enfrentam condições mais secas. Há, porém, uma característica que muitas vezes passa despercebida: durante episódios de El Niño, as temperaturas tendem a subir em todo o país.

E é justamente esse aumento generalizado do calor que ajuda a explicar por que a pecuária leiteira é uma das atividades mais sensíveis ao fenômeno.

Os sinais para 2026 são robustos. Segundo a NOAA, a probabilidade de ocorrência do El Niño alcança 82% já entre maio e julho e chega a 96% durante o verão brasileiro. A temperatura na subsuperfície do Pacífico registra anomalias próximas de +8°C — superiores às observadas antes do histórico evento de 1997 — e as projeções indicam pico de +1,7°C no Índice Oceânico Niño (ONI), colocando o episódio na categoria de El Niño forte.

Na prática, isso significa maior risco de seca no Nordeste, déficit hídrico em partes do Centro-Oeste e temperaturas mais elevadas em praticamente todo o território nacional. No Sul, embora a tendência seja de mais chuva, isso não necessariamente representa uma vantagem. A experiência recente mostra que eventos fortes podem trazer precipitações concentradas e extremas, como as enchentes históricas registradas no Rio Grande do Sul em 2024.

O que 25 anos de dados revelam sobre clima e produção?

Para entender como essas mudanças chegam ao campo, o estudo analisou um quarto de século de informações sobre clima, produtividade agrícola e captação de leite em todas as regiões brasileiras. A primeira conclusão desafia uma percepção bastante comum: o El Niño, sozinho, explica menos do que parece.

Quando os pesquisadores observaram apenas as fases do ENSO, alguns padrões ficaram evidentes. No Nordeste, praticamente todos os piores anos para a soja ocorreram sob influência do El Niño. No Sul, o comportamento foi inverso, com os piores resultados concentrados em anos de La Niña. Já no Centro-Oeste, a produtividade da soja em anos de El Niño ficou, em média, cerca de 300 kg por hectare abaixo da observada durante episódios de La Niña.

Mas a história mudou quando a análise ficou mais sofisticada…

Utilizando modelos estatísticos capazes de separar os efeitos do clima dos avanços acumulados em genética, tecnologia e manejo, os pesquisadores descobriram que, entre 25 combinações de culturas e regiões avaliadas, apenas duas apresentaram um efeito direto do El Niño estatisticamente consistente.

Na soja do Nordeste, cada aumento de 1°C no ONI esteve associado a uma redução média de 211 kg por hectare. No milho segunda safra do Sul, observou-se um ganho médio de 637 kg por hectare em anos de El Niño, embora acompanhado por elevada variabilidade.

Nas outras 23 combinações analisadas, o fenômeno praticamente desapareceu como explicação direta para os resultados observados.

O que surgiu com força foi outro fator: a chuva

No milho primeira safra do Sul, cada milímetro adicional de precipitação por mês esteve associado a um aumento médio de 21,8 kg por hectare. Na soja da mesma região, o ganho foi de 15 kg por hectare. No sorgo do Nordeste, a resposta chegou a 24 kg por hectare para cada milímetro adicional de chuva. A mensagem era clara: para os grãos, o El Niño importa principalmente porque altera a distribuição das chuvas.

Quando o assunto é leite, o calor pesa mais que a chuva

Se a precipitação aparece como protagonista para as lavouras, na pecuária leiteira a variável dominante é outra.

Ao analisar a captação mensal de leite entre 2001 e 2025, os pesquisadores encontraram um resultado que se repetiu em todas as regiões do país: o calor reduz a produção. Mais do que isso, esse foi o efeito mais consistente e estatisticamente robusto identificado em todo o estudo.

No Norte e no Nordeste, cada grau Celsius adicional esteve associado a quedas entre 7,2% e 7,4% na captação de leite. No Sul e no Sudeste, as perdas foram menores, mas ainda relevantes, ficando em torno de 2,5% e 2,2%, respectivamente.

A diferença está relacionada ao próprio ambiente onde os animais produzem. Em regiões mais quentes, os rebanhos já operam próximos do limite de estresse térmico. Quando a temperatura sobe um pouco mais, os impactos aparecem rapidamente: menor consumo de alimento, queda na produção de leite e pior desempenho reprodutivo.

O efeito direto do próprio El Niño sobre a captação foi identificado de forma consistente apenas no Nordeste, onde cada aumento de 1°C no ONI esteve associado a uma redução média de 2,7% na produção, normalmente percebida cerca de dois meses após o pico do fenômeno.

Nas demais regiões, a influência do ENSO se mistura a outros fatores, como disponibilidade de forragem, manejo nutricional, preços e condições climáticas locais.

Em outras palavras: o El Niño não chega diretamente ao tanque de leite. Ele passa primeiro pela chuva, pelas pastagens, pelos grãos, pelo conforto térmico dos animais e pelas decisões tomadas dentro da fazenda.

Um alerta que vai além de 2026

Talvez a descoberta mais importante do estudo não esteja relacionada ao próximo El Niño, mas ao cenário em que ele irá ocorrer. As séries históricas mostram que o aquecimento das temperaturas se intensificou de forma clara a partir de 2013. Ou seja, o fenômeno que se forma agora não encontra o mesmo ambiente climático observado duas ou três décadas atrás. Ele se sobrepõe a uma tendência já estabelecida de aumento das temperaturas, especialmente nas regiões mais vulneráveis ao estresse térmico.

Por isso, olhar apenas para o índice que mede o El Niño pode ser insuficiente. As fases do ENSO continuam sendo um importante sinalizador climático, mas são a temperatura e a precipitação observadas em cada região que determinam o comportamento das pastagens, dos grãos e da produção de leite. 

No fim das contas, essa é a principal mensagem deixada pelos dados de 25 anos analisados pelo MilkPoint: mais importante do que perguntar se 2026 será um ano de El Niño é entender como calor e chuva irão se comportar na sua região. Desta vez, um eventual El Niño de grande magnitude poderá atuar sobre uma base climática já mais quente, ampliando riscos em um cenário que, por si só, já se mostra mais desafiador do que no passado. Porque é nesse nível — e não no meio do Oceano Pacífico — que os impactos realmente aparecem para quem produz leite. (Milkpoint)


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Ritmo intenso dos negócios eleva cotações no BR; maior oferta limita altas
Cepea, 15/06/2026 – As negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil. Além da demanda externa, indústrias nacionais intensificaram as aquisições nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, a maior atratividade da soja brasileira também foi impulsionada pela depreciação do Real frente ao dólar. Por outro lado, a ampla oferta global limitou avanços mais expressivos nos preços. O USDA reajustou a estimativa de produção mundial de soja da safra 2025/26 para o recorde de 429,2 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao projetado anteriormente e 0,3% acima da temporada passada. Dentre os principais produtores, o Brasil deve colher 180 milhões de toneladas, segundo o USDA, ligeiramente abaixo das 180,25 milhões estimadas pela Conab. Na Argentina, a projeção foi elevada para 50 milhões de toneladas, 4,2% acima da estimativa de maio, embora ainda 2,2% inferior ao volume produzido na safra anterior. O Brasil segue como o principal exportador mundial de soja na safra 2025/26 (de out/25 a set/26), com embarques estimados pelo USDA em 115 milhões de toneladas. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 16 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.652


IBGE: Aquisição de leite tem alta em relação ao mesmo período de 2025

A aquisição de leite cru nos três primeiros meses do ano foi de 6,78 bilhões de litros, acréscimo de 2,6% em relação ao 1º trimestre de 2025, e queda de 8,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Foi a maior aquisição de leite em um 1º trimestre de toda a série histórica.

Aquisição de Leite 

No 1º trimestre de 2026, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,78 bilhões de litros. Este foi um recorde histórico para um primeiro trimestre, superando o primeiro trimestre de 2025 (último recorde histórico) em 172,6 milhões de litros, equivalente a um acréscimo de 2,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e uma redução de 8,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os meses de janeiro, fevereiro e março de 2026 apresentaram os maiores valores da série histórica, considerando todos os primeiros trimestres.   Janeiro foi o mês de maior captação, com 2,4 bilhões de litros, enquanto fevereiro 2,1 bilhões, e março 2,2 bilhões, variações de 3,9%, 2,2% e 1,6%, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano anterior. No Gráfico I.11 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que o 1° trimestre regularmente apresenta queda da aquisição de leite em relação ao 4° trimestre do ano anterior. Em relação ao preço médio do leite pago ao produtor, ocorreu queda (-18,8 %) em relação ao mesmo período do ano anterior e alta (+1,4%) em relação ao quarto trimestre de 2025.

A Região Sul apresentou a maior proporção na captação de leite cru, 41,2% do total, seguida pelas Regiões Sudeste (36,4%), Centro-Oeste (9,7%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,5%). No comparativo do 1º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o acréscimo de 172,6 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 12 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Nas Unidades da Federação, as variações positivas mais significativas ocorreram em: Paraná (+88,74 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+60,24 milhões de litros), Santa Catarina (+44,56 milhões de litros), Minas Gerais (+26,63 milhões de litros) e Ceará (+12,76).  As principais quedas ocorreram em: Goiás (-36,25 milhões de litros), Rondônia (-16,05 milhões de litros) e Mato Grosso (-15,09 milhões de litros) (Gráfico I.12). 

O preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 1º trimestre de 2026 foi de R$ 2,24, valor 18,8% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio do 4° trimestre de 2025, houve crescimento de 1,4% (Gráfico I.13). O preço foi aumentando ao longo do trimestre, passando de R$ 2,10 em janeiro, para R$ 2,20 em fevereiro, e atingindo o maior valor, de R$ 2,44, no mês de março. 

Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve alta de 2,54% no acumulado de janeiro a março de 2026, acima do Índice geral da inflação de 1,92%. As altas mais significativas foram verificadas para Leite longa vida com 6,80%, Leite fermentado (5,53%) e Iogurte e bebidas lácteas (3,11%). As maiores quedas no preço foram para Leite em pó (-1,56%), Leite condensado (-1,48%) e Manteiga (-1,09%). A maior parte da captação de leite foi realizada por estabelecimentos que receberam mais de 150 mil litros por dia, responsáveis por 68,6% do volume captado no 1º trimestre de 2026 (Tabela I.7).

No 1º trimestre de 2026, participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 2015 estabelecimentos, 636 (31,6%) registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 896 (44,5%) no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 483 (24,0%) no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 87,1%, 11,1% e 1,8% do total de leite captado. O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa, por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado. (IBGE)


GDT - GLOBAL DAIRY TRADE

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

 

 

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação. (Agência Brasil)


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Expectativa de produção elevada pressiona cotações
Cepea, 15/06/2026 – Apesar de o início da colheita ainda estar concentrada em poucos estados brasileiros, a projeção de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os valores do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, compradores, atentos à possível safra volumosa, têm limitado o volume de negociações, à espera de desvalorizações mais expressivas nas próximas semanas. Vendedores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, reduzindo as pedidas e/ou ajustando a data de entrega ou de pagamento, com o intuito de escoar o cereal neste início de colheita. A retração de consumidores, inclusive, foi reforçada pelas últimas estimativas divulgadas pela Conab e pelo USDA, apontando aumentos na produção brasileira em 2025/26 e na oferta mundial 2026/27. No Brasil, de acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento é reflexo da melhora na produção da safra verão, enquanto em termos mundiais, países como a Índia terão aumento na safra, cenário que também elevou os estoques mundiais do cereal. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 15 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.651


Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026

Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira.

A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos.

Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/.

Link de desconto para associados do Sindilat/RS


Importações de lácteos são recorde em meio a impasse sobre antidumping

Setor produtivo cobra aplicação de tarifas contra exportadores da Argentina e do Uruguai

As importações de lácteos pelo Brasil aceleraram 3,5% em maio, para um volume equivalente a 220 milhões de litros de leite, e levaram as compras acumuladas no ano a um novo recorde: mais de 1 bilhão de litros em cinco meses. A alta ocorre em meio ao impasse sobre a aplicação de tarifas antidumping contra empresas da Argentina e Uruguai, de onde vêm mais de 80% do produto em pó importado.

De acordo com dados divulgados nessa semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as importações de lácteos em maio chegaram a US$ 102,8 milhões. O volume importado foi de 25,9 mil toneladas, principalmente de leite em pó e queijos. A conversão indica que a quantidade representa cerca de 220 milhões de litros.

As importações de maio representaram alta de 3,5% em relação a abril, mas houve um salto de quase 30% na comparação com maio de 2025. Segundo a CNA, as diferentes versões de leite em pó responderam por 68% do total mensal. Argentina e Uruguai forneceram 86% desse volume.

O novo recorde é para o acumulado das importações entre janeiro e maio, que chegaram a 1,02 bilhão de litros. A alta nas compras preocupa o setor em meio ao impasse do governo, com a decisão de suspender a aplicação de tarifas antidumping contra Argentina e Uruguai, e a baixa nos preços do leite aos produtores brasileiros no mês passado, de até 10% no caso do UHT.

Nessa semana, o governo publicou a decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre o antidumping. A investigação contra o leite em pó do Mercosul encontrou margens de dumping que variam entre 25% e 60% para a Argentina e entre 4% e 50% para o Uruguai. Também foram encontradas margens de subcotação entre 9,2% e 20,2%, ao se compararem os preços médios internalizados no Brasil com os do leite in natura e do leite em pó nacional, respectivamente.

A investigação atestou que as importações geraram prejuízos aos produtores brasileiros, com a deterioração do preço pago no mercado interno. O texto, publicado nessa semana, reconheceu as práticas desleais e estabeleceu a aplicação de direitos antidumping, por um prazo de até cinco anos, às importações brasileiras de leite em pó, integral ou desnatado, não fracionado, originárias da Argentina e do Uruguai.

Apesar do reconhecimento do dumping, a Camex decidiu suspender temporariamente a aplicação das medidas antidumping para avaliação de interesse público diante das preocupações com os indicadores de inflação aos consumidores brasileiros.

A CNA contesta essa avaliação. A entidade sustenta que o direito antidumping recai exclusivamente sobre o leite em pó não fracionado destinado ao uso industrial, comercializado em embalagens a granel e utilizado como insumo pela indústria alimentícia.

"Os produtos potencialmente afetados possuem peso reduzido no IPCA (0,26% na média dos últimos 5 anos), e ainda assim, o percentual de leite importado em sua composição é mínimo. Por outro lado, os principais itens da alimentação básica permanecem fora do escopo da medida, não sendo, portanto, afetados", diz a CNA.

Impactos

A resolução da Camex publicada nessa semana detalha a aplicação das tarifas antidumping. Para empresas não identificadas individualmente na investigação, a medida prevê a aplicação da alíquota de maior montante, para evitar que os exportadores criem novos registros e burlem medidas de defesa comercial.

No caso da Argentina, as terão tarifas variam entre US$ 167,31 por tonelada e US$ 903,50 por tonelada para empresas que participaram da investigação e responderam aos questionários enviados pelo governo brasileiro.

Já para outros exportadores conhecidos, mas que não responderam aos questionários, a tarifa foi estabelecida em US$ 1.707,08 por tonelada. Para novos exportadores a alíquota ficou em US$ 4.183,17 por tonelada.

Já para o Uruguai, as tarifas ficaram entre US$ 378,27 por tonelada e US$ 850,07 por tonelada. No caso de novos exportadores, a alíquota indicada é de US$ 4.196,72 por tonelada. (Valor Econômico)

Alerta no pasto: El Niño desafia a pecuária de leite no Brasil

Fenômeno traz estresse térmico no Centro-Sul e seca no Nordeste, mas avanço tecnológico e chuvas no Sul ajudam a equilibrar o volume nacional

O clima global se prepara para uma nova rodada de instabilidades com a confirmação da presença do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês). Para a pecuária de leite, o fenômeno traz um cenário complexo e heterogêneo: enquanto algumas regiões se preparam para enfrentar secas e estresse térmico, outras podem registrar aumento na oferta de forragem.

Apesar do alerta ligado para a safra 2026/27, o impacto no volume total produzido depende de múltiplos fatores geográficos e estruturais.

A intensidade do El Niño ganhou contornos mais nítidos no segundo semestre. Modelos climáticos indicam uma probabilidade de 63% de o evento atingir uma intensidade muito forte entre os meses de novembro e janeiro.

Este período é considerado crítico por coincidir diretamente com o início e o desenvolvimento da estação chuvosa nas principais regiões produtoras do Brasil. “Este timing é uma fase decisiva para o plantio e o potencial produtivo”, alerta Juliana Torres Santiago, analista de inteligência de mercado da StoneX, em relatório técnico.

Segundo ela, “um El Niño forte tende a aumentar a variabilidade climática, com excesso de chuvas em algumas áreas e seca em outras”.

O mosaico de impactos nas regiões brasileiras
Como a produção de leite está presente em 99% dos municípios do país, o impacto acaba sendo fragmentado. Segundo o levantamento da StoneX, os efeitos variam drasticamente de acordo com a geografia nacional:

Nordeste sob risco: A região, que vinha expandindo sua participação de mercado por meio de novas tecnologias, enfrenta o maior risco de estiagem. Estados como Bahia, Sergipe e Alagoas são os mais expostos à escassez de chuva. O período mais crítico deve se concentrar em fevereiro e março, comprometendo diretamente a oferta de pastagens.

Irregularidade no Centro-Sul: Em grandes polos como Minas Gerais e Goiás, a tônica será a oscilação. Alternando meses mais secos (novembro, dezembro e março) com momentos de recuperação, a principal preocupação reside no estresse térmico. O rebanho sofre com as altas temperaturas, o que prejudica o conforto dos animais e ameaça a produção de silagem de milho.

Excesso de água no Sul: Na contramão do país, o Sul e o Mercosul (Argentina e Uruguai) devem registrar volumes de chuva acima da média. Se por um lado isso favorece o crescimento do pasto, por outro exige atenção. “O volume elevado de chuvas pode gerar problemas de manejo, comprometer a sanidade do rebanho, dificultar a logística de captação e prejudicar o plantio de forragens suplementares”, pontua a analista no documento.

Por que o impacto não é linear?
Historicamente, o comportamento do volume total de leite produzido no Brasil não apresenta uma relação direta com o El Niño ou a La Niña. Isso ocorre porque os efeitos tendem a se contrabalançar entre as regiões — o ganho produtivo impulsionado pelas chuvas no Sul costuma equilibrar as perdas causadas pela seca no Nordeste.

Além disso, fatores estruturais têm demonstrado maior peso do que as variáveis climáticas isoladas. “Mudanças como a adoção crescente de tecnologia, a migração para sistemas de confinamento, variações de preço, dinâmicas de demanda e o cenário internacional exercem influência mais determinante sobre a produção”, destaca Juliana.

Panorama global: Oceania sob a mesma dinâmica

Grandes players mundiais do mercado de lácteos, como a Nova Zelândia e a Austrália, também enfrentam previsões de heterogeneidade por operarem sistemas baseados em pastagens. Enquanto a Austrália tende a enfrentar um padrão mais quente e seco, a Nova Zelândia divide-se entre um oeste úmido e um leste seco.

Ainda assim, os dados históricos mostram ausência de correlação linear exata entre o índice climático e a produtividade final das pastagens locais. Para a safra 2026/27, a projeção de uma leve retração produtiva na Oceania decorre muito mais de uma base de comparação excepcionalmente alta em 2025/26 do que de danos diretos do fenômeno.

Perspectivas para os próximos meses
O ano de 2026 segue registrando uma tendência de desaceleração produtiva no Brasil, reflexo direto das margens de rentabilidade observadas pelo produtor nos últimos anos.

O grande ponto de atenção se desloca para 2027. Caso as previsões de um El Niño intenso e persistente se sustentem ao longo do primeiro semestre, o equilíbrio entre oferta e demanda global poderá sofrer alterações mais severas, exercendo pressão de alta sobre os preços praticados no mercado de lácteos. (Canal Rural)


Jogo Rápido

Sindilat/RS destaca qualificação e fortalecimento do setor leiteiro na abertura da 2ª Ferlach
O secretário executivo do Sindilat-RS, Darlan Palharini, participou da abertura da 2ª Feira Regional de Lácteos de Chapada (Ferlach), realizada no município de Chapada (RS). O evento reuniu produtores, técnicos, empresas, lideranças e representantes do setor para debater os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva do leite. “Esse espaço de debate e capacitação é essencial para fortalecer a cadeia produtiva, estimular a profissionalização das propriedades e ampliar a competitividade da atividade leiteira”, destacou. A programação da 2ª Ferlach incluiu palestras técnicas, debates sobre gestão, bem-estar animal, nutrição e sustentabilidade, além de exposições e atividades voltadas aos produtores de leite da região entre os dias 11 e 14 de junho. Na oportunidade, Palharini também convidou os participantes para o lançamento do Milk Summit Mercosul, que será realizado em 14 de julho, em Ijuí (RS). (SINDILAT/RS)


Porto Alegre, 12 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.650


Do campo gaúcho para a mesa: a tradição por trás do leite que faz parte da rotina das famílias 

Produzido no Rio Grande do Sul, o leite da CCGL une tradição, qualidade e praticidade em um alimento presente no dia a dia dos gaúchos 

O Rio Grande do Sul tem uma relação histórica com o campo. Em diferentes regiões do Estado, famílias mantêm costumes que atravessam gerações e ajudam a construir a identidade gaúcha. 

O churrasco de domingo, o chimarrão compartilhado e os alimentos presentes na rotina das famílias fazem parte dessa conexão entre tradição, memória e pertencimento.

Entre esses hábitos tão presentes no cotidiano, o leite ocupa um espaço importante dentro das casas. Está no café da manhã antes do trabalho, nas receitas feitas em família e nos pequenos momentos do dia a dia.

Por trás desse alimento tão tradicional, existe uma cadeia produtiva que movimenta milhares de famílias no Estado e ajuda a fortalecer a economia gaúcha diariamente.

É justamente dessa conexão entre tradição, cuidado e identidade regional que nasce a trajetória da CCGL.

Uma cooperativa construída por pessoas
Com raízes no cooperativismo gaúcho, a CCGL acredita que produzir alimentos também é uma forma de cuidar das pessoas. A cooperativa reúne produtores rurais de diferentes regiões do Rio Grande do Sul em um modelo colaborativo, no qual cada associado participa ativamente do negócio e contribui para resultados construídos de forma conjunta.

Mais do que uma estrutura produtiva, a cooperativa valoriza as histórias das famílias que fazem parte dessa cadeia diariamente. São pessoas que carregam gerações de conhecimento no campo e transformam esse cuidado em produtos que chegam à mesa dos consumidores.

A campanha “CCGL é leite de verdade. Gaúcho como a gente” reforça justamente essa ligação com as origens e com os valores que fazem parte da cultura gaúcha: dedicação, trabalho coletivo e compromisso com a qualidade.

Tecnologia, cuidado e produção sustentável
Ao longo dos anos, a CCGL também consolidou investimentos em tecnologia, inovação e sustentabilidade para garantir alimentos com alto padrão de qualidade. O cuidado começa ainda no campo, passando pelo bem-estar animal, pela preservação da natureza e pelo acompanhamento de todas as etapas produtivas.

Formada por famílias de produtores rurais, a CCGL investe fortemente em pesquisa agrícola por meio da RTC e na digitalização das propriedades com a Smartcoop, tornando as fazendas mais inteligentes, eficientes e preparadas para os desafios do futuro, incluindo a sucessão familiar no campo. Dessa forma, a cooperativa une tradição e inovação para oferecer produtos mais saudáveis, nutritivos e ricos em sabor.

Além disso, o leite em pó se destaca pela praticidade no dia a dia. A facilidade de armazenamento e a maior durabilidade tornam o produto uma alternativa funcional para diferentes rotinas familiares, sem abrir mão da qualidade nutricional.

Todo esse cuidado, da pesquisa à produção, acontece de forma sustentável e resulta em alimentos de qualidade que chegam ao Brasil e ao mundo por meio dos terminais portuários TERMASA e TERGRASA, ampliando o alcance da produção cooperativa gaúcha e fortalecendo a presença do cooperativismo em mercados nacionais e internacionais.

Um produto que carrega histórias
Para a CCGL, produzir alimentos vai além da indústria. Cada produto também carrega histórias de carinho, respeito e dedicação das famílias envolvidas em todo o processo.

Existe um sentimento de pertencimento que aproxima o consumidor daquilo que é produzido no Rio Grande do Sul. Em um Estado marcado pela força do cooperativismo, escolher produtos locais também representa incentivar famílias do campo e fortalecer a economia regional.

No fim, a proposta da cooperativa é justamente essa: levar para dentro das casas não apenas um alimento de qualidade, mas também um pouco da história, da tradição e dos valores que fazem parte da identidade gaúcha.

Ao valorizar o trabalho de milhares de produtores rurais e investir continuamente em inovação e sustentabilidade, a CCGL reforça seu compromisso com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e com a produção de alimentos que unem confiança, qualidade e origem. (Atlântida via Terra Viva)


Sefaz e PUCRS lançam plataforma inédita que monitora custo e qualidade nutricional da alimentação das famílias gaúchas

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançaram nesta quinta-feira (11), em Porto Alegre, a plataforma Cesta Nutricional Familiar. A iniciativa, inédita no país, passará a publicar um relatório mensal com o custo de uma cesta de alimentos elaborada a partir de recomendações nutricionais e hábitos reais de consumo de uma família gaúcha.

O projeto também inclui um painel interativo, que ficará hospedado no Portal Receita Dados, onde será possível consultar informações mais detalhadas sobre o custo da alimentação no Estado. A plataforma mostrará, por exemplo, o custo da cesta para uma dieta convencional, com consumo de proteína animal, e para uma alimentação vegetariana voltada ao público adulto, além de recortes específicos para faixas etárias infantis, de 6 meses a 10 anos. Também poderá ser comparado o custos entre diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

A plataforma foi pensada para atender a diversas finalidades sociais. Um dos objetivos é auxiliar a população na adoção de escolhas alimentares mais saudáveis e que caibam no bolso de cada família. Para isso, o painel oferece a possibilidade de simular o custo de uma cesta alimentar de acordo com a composição do núcleo familiar, o padrão alimentar adotado (convencional ou vegetariano) e a região do estado onde o grupo vive.

Os dados também podem servir de apoio para o planejamento alimentar em escolas, hospitais, instituições de longa permanência e cozinhas comunitárias, uma vez que as informações podem contribuir para a elaboração de cardápios mais equilibrados e economicamente viáveis.

Para monitorar os preços, a plataforma utiliza a base de dados da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e), que registra o valor das compras realizadas no varejo e no atacado de todo o Estado. A base de informações da Sefaz processa cerca de 6,6 milhões de notas fiscais deste tipo diariamente – número superior à quantidade de Pix realizados diariamente no RS, que é de aproximadamente 5,9 milhões de registros por dia. O projeto em parceria com a PUCRS se soma aos indicadores do programa Desenvolve RS, da receita gaúcha, que transforma a base de informações fiscais do Estado em indicadores e dados relevantes para o setor produtivo e para a sociedade.   

“Esse é um projeto muito simbólico por ser o primeiro no âmbito do programa Desenvolve RS a firmar uma parceria com a universidade. Mais interessante ainda, é que a plataforma tem potencial de oferecer subsídios robustos para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à segurança alimentar, aquisição de alimentos, incentivo à produção local e assim por diante”, afirmou o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.

Preço da cesta fica em R$ 1.453,77 em maio

O custo da Cesta Nutricional Familiar para a família gaúcha, que considera um núcleo composto por dois adultos e uma criança de 4 a 10 anos, alcançou R$ 1.453,77 em maio de 2026, uma alta de 2,86% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 2,94%. O resultado, segundo relatório, confirma o movimento de elevação dos custos dos alimentos que vem sendo observado a partir de abril.

Parte dessa pressão sobre os preços está ligada a fatores sazonais, que costumeiramente influenciam o valor de determinados alimentos. Além disso, o aumento dos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes, e do transporte de cargas, impactados pelo cenário de instabilidade no Oriente Médio, também pode estar contribuindo para a oscilação dos preços.

As cestas mais caras foram registradas nas regiões do Médio Alto Uruguai (R$ 1.556,48) e Hortênsias (R$ 1.553,04). Já os menores valores foram encontrados no Jacuí Centro (R$ 1.340,74), única região que assinalou queda da cesta em maio, e Centro Sul (R$ 1.380,65). A região Metropolitano Delta do Jacuí (+5,18%), que inclui a capital, teve alta de 5,18%, com a cesta custando R$ 1.515,22.

No mês analisado, o valor da cesta passou a corresponder a aproximadamente 89,7% do salário mínimo nacional, percentual superior aos registrados em abril (87%) e março (85%). Apesar da elevação, o índice ainda está abaixo dos patamares observados em diversos momentos entre 2022 e 2024, quando o custo da cesta chegou a superar 100% do salário mínimo.

Outro recorte importante do relatório é a análise da chamada acessibilidade nutricional, que mede a quantidade de nutrientes que pode ser adquirida com cada R$ 1 gasto. Os resultados de maio mostram que a redução dos preços da coxa e do peito de frango ampliou a oferta de proteínas de alto valor biológico por real investido. A lentilha e a batata-doce se destacaram pela atrativa relação entre custo e teor de fibras. Já a queda dos preços da laranja e do mamão aumentou o acesso da população à vitamina C.

Mais sobre a cesta

Os alimentos foram organizados conforme os grupos previstos no Guia Alimentar para a População Brasileira, incluindo cereais e tubérculos, leguminosas, frutas, verduras e legumes, carnes e ovos, laticínios, óleos e gorduras e açúcares. A seleção dos produtos levou em conta os itens de maior presença na mesa dos brasileiros, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017–2018), como arroz, feijão, carnes, frutas, hortaliças e leite.

A quantidade de cada alimento foi definida a partir das recomendações de porções diárias para uma dieta de referência de aproximadamente 2 mil calorias, que foram convertidas em volumes anuais. Esse é o cálculo que estima a quantidade necessária de alimentos para garantir uma alimentação equilibrada, com aporte adequado de energia, macronutrientes e micronutrientes.

Além disso, a metodologia incorporou diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os limites de consumo de sal e açúcar, além de parâmetros das Dietary Reference Intakes (DRIs) e recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

A plataforma é fruto de uma parceria entre Receita Estadual e PUCRS, que mobilizou pesquisadores do Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho da PUCRS (Data Social) e do Grupo de Pesquisa em Comportamento Alimentar da PUCRS (GPCA). (SEFAZ)    

EMATER/RS: Informativo Conjuntural: nº 1923 – 11 jun. 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A atividade apresentou comportamento variável entre as regiões como reflexo principalmente das condições de alimentação dos rebanhos. Nas áreas com baixa disponibilidade de forragem, há maior dependência de silagem, feno e outros alimentos conservados, o que impacta a produção. De modo geral, as condições corporais e sanitárias estão boas, sem registros de problemas relevantes. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, nos municípios da Campanha e da Fronteira Oeste, seguem os efeitos do vazio forrageiro outonal, agravados pela escassez de chuvas observada nas últimas semanas. A restrição hídrica tem limitado o estabelecimento  das pastagens, aumentando a dependência de silagem e de feno para alimentação dos rebanhos. Em Hulha Negra, os volumes coletados estão abaixo do esperado para o período.  

Nas de Caxias do Sul, a produção está estável, sustentada pela oferta de pastagens de qualidade e pelo uso de forragens conservadas, como silagem, feno e pré-secado. O estado corporal dos animais é satisfatório, e a sanidade dos rebanhos está estável, com poucos casos de mastite e controle rotineiro de ectoparasitas. A qualidade do leite atendeu aos padrões exigidos pela legislação, sem registros de rejeição pelas indústrias. 

Na de Ijuí, as temperaturas amenas, a umidade do ar elevada e as chuvas no início do período favoreceram o bem-estar dos animais, especialmente das raças europeias. A produção de leite aumentou em decorrência da maior oferta de forrageiras de inverno. Também foi observada melhora na qualidade do leite, que apresentou redução da contagem de células somáticas (CCS) em relação aos meses anteriores, o que reflete positivamente na remuneração ao produtor. A dieta do rebanho está sendo composta predominantemente por pastagens, complementadas por silagem, rações, feno e outros suplementos.  

Na de Passo Fundo, os animais apresentam escore corporal satisfatório. A nutrição dos rebanhos se baseou nas espécies forrageiras de inverno, complementadas pelo fornecimento de silagem e de ração concentrada. Referente ao aspecto sanitário, foram realizadas apenas as práticas preventivas de rotina. A produção de leite se manteve estável no período. 

Na de Pelotas, o limitado desenvolvimento das pastagens de inverno em parte das áreas tem exigido maior uso de suplementação alimentar e de silagem. Apesar disso, a produção está estável nas propriedades com melhor disponibilidade de forragem. Na de Porto Alegre, os rebanhos seguem em boas condições nutricionais. Em algumas áreas, o baixo desenvolvimento das pastagens cultivadas tem levado ao aumento do fornecimento de silagem de milho e bagaço de cevada. Há relato de infestação por carrapatos. 

Na de Santa Rosa, a oferta de forragem favoreceu a alimentação dos rebanhos e a manutenção da condição corporal das vacas em lactação. O predomínio de tempo seco proporcionou melhorias nas condições operacionais das propriedades, reduzindo o pisoteio excessivo e a formação de lama nas áreas de circulação dos animais e nos acessos às salas de espera para ordenha. De modo geral, não foram registrados eventos relevantes que comprometessem a produção leiteira no período. (Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA (11 A 17 DE JUNHO DE 2026)
Na próxima semana, as temperaturas estarão em declínio e há possibilidade de geada. Na sexta-feira (12/06), o deslocamento de um sistema de baixa pressão, que evoluirá para uma frente fria, deverá deixar o tempo instável em praticamente todo o estado. Por conseguinte, há previsão de chuva em praticamente todas as regiões ao longo desses dias. Entre o sábado (13/06) e o domingo (14/06), o sistema se afastará, diminuindo sua influência sobre o território gaúcho. Assim, haverá chuva apenas em pontos isolados do estado, principalmente nas porções mais ao norte e próximas ao litoral. A partir do dia 14/06, as temperaturas estarão em declínio. Entre os dias 12/06 e 14/06, há possibilidade de ocorrência de rajadas de vento pontuais próximas ao litoral gaúcho. Entre a segunda-feira (15/06) e a quarta-feira (17/06), uma massa de ar mais seca e fria irá influenciar o tempo sobre todo o estado. Assim, o tempo voltará a ficar estável, e não há previsão de chuva significativa. Devido à queda de temperatura, entre os dias 15/06 e 17/06, há possibilidade de ocorrência de geada em algumas regiões do estado, com maior chance para as regiões da Fronteira Oeste, Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra. De forma geral, a figura mostra que os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 e 50 mm no período, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. Fonte: Simagro – Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos. 


Porto Alegre, 11 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.649


Senado aprova renegociação de dívidas rurais com juros a partir de 3,5% ao ano,

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 5.122/2023, que institui uma linha especial de crédito para produtores rurais renegociarem dívidas acumuladas em decorrência de perdas climáticas recentes e juros elevados. Proposta originalmente pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE), a matéria retorna agora para análise da Câmara dos Deputados antes de seguir para a sanção presidencial. A aprovação foi viabilizada após negociações entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a relatoria e o Ministério da Fazenda, resultando na incorporação de critérios técnicos exigidos pelo Poder Executivo.

O programa abrange débitos de crédito rural, Cédulas de Produto Rural (CPR) e obrigações com cooperativas e fornecedores de insumos contraídas até 31 de dezembro de 2025, independentemente de já terem sido renegociadas anteriormente. Os saldos devedores serão recalculados com a exclusão de multas, juros de mora e outras penalidades por inadimplência. Os financiamentos serão operacionalizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com prazo de quitação de dez anos e carência de três anos. O limite de crédito foi fixado em até R$ 10 milhões por beneficiário individual e em até R$ 50 milhões para associações e cooperativas.

As taxas de juros anuais do refinanciamento foram escalonadas conforme o porte do produtor, sendo de 3,5% para os inscritos no Pronaf e pequenos produtores, 5,5% para o Pronamp e médios produtores, e 7,5% para os demais tomadores. Para acessar o benefício, os produtores precisarão comprovar prejuízos em pelo menos duas safras entre os anos de 2019 e 2025, com uma redução mínima de 30% na renda agropecuária esperada.

Existe divergência técnica sobre o impacto fiscal da medida. Enquanto o Ministério da Fazenda projeta um impacto potencial de até R$ 140 bilhões sobre a dívida pública caso haja adesão total dos endividados, a relatoria estima o custo real em R$ 120 bilhões ao longo de dez anos, sob a justificativa de que o texto restringe-se apenas aos passivos atrasados do setor. Os recursos para subsidiar a linha de crédito virão do Fundo Social do Pré-Sal. Durante a tramitação, o texto incorporou duas emendas que autorizam a União a ampliar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) para cobrir o risco das operações e estabelecem mecanismos de transparência para a divulgação dos dados das renegociações.

A urgência da proposta reflete a retração nos indicadores financeiros do campo. Dados do Ministério da Agricultura apontam que, entre julho de 2025 e maio de 2026, o volume de crédito concedido à agricultura empresarial somou R$ 433 bilhões, o que representa uma queda de 5% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. O recuo foi mais acentuado nos programas de investimento, que registraram queda de 28,1% no conjunto, com retrações de 56% no Proirriga e de 54% tanto no Prodecoop quanto no Moderfrota.

De acordo com os relatórios técnicos do governo, a execução abaixo do programado decorre de uma menor demanda por crédito devido ao encarecimento das operações, endividamento prévio e riscos climáticos acumulados, e não por falta de recursos nos bancos. A expectativa do setor é que o alívio financeiro do PL 5.122/2023 reduza o endividamento de produtores e cooperativas antes do início e da formatação do Plano Safra 2026/27.

As informações são da Forbes, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Importações e acordo com UE elevam pressão sobre indústria de lácteos

Produtos importados já representam cerca de 8% do mercado brasileiro e redução das tarifas para lácteos europeus pode ampliar concorrência sobre os queijos nacionais de maior valor agregado

A indústria brasileira de lácteos acompanha com preocupação o avanço das importações e os efeitos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que deve ampliar a concorrência no mercado nacional nos próximos anos. A avaliação é de Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, que alerta para uma possível perda de competitividade da produção nacional de queijos de maior valor agregado.

Segundo Sartor, o setor já enfrenta uma pressão significativa provocada pela entrada de produtos importados, principalmente de países do Mercosul. Atualmente, as importações de leite em pó e queijos representam cerca de 8% do mercado brasileiro, percentual que, na avaliação do executivo, tem impacto direto sobre os preços praticados no mercado interno.

"O mercado tem sofrido significativamente em função das importações que têm continuado ao longo dos últimos anos, principalmente do Mercosul. Estamos falando de um volume que representa aproximadamente 8% da produção nacional", afirma.

De acordo com o executivo, a entrada desses produtos aumenta a oferta no mercado e contribui para uma redução dos preços recebidos pela indústria e pelos produtores rurais. A situação se tornou ainda mais delicada após a confirmação de práticas de dumping nas importações de leite em pó oriundas da Argentina e do Uruguai.

"Foi comprovado que existia dumping sendo realizado, mas o governo optou por não atuar. Existe um lado positivo, que é evitar aumento de preços para o consumidor final, mas o produtor brasileiro acaba sendo extremamente prejudicado na sua rentabilidade", diz.

A preocupação do setor se intensifica com o início da implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia. Desde maio, as tarifas de importação para diversos produtos lácteos europeus começaram a ser reduzidas gradualmente. No caso dos chamados queijos duros, a alíquota caiu de 28% para 25,2% e continuará diminuindo até chegar a zero dentro de dez anos.

Embora o prazo pareça longo, Sartor destaca que o horizonte preocupa as empresas que precisam planejar investimentos de longo prazo.

"Dez anos pode parecer muito tempo, mas para quem investe em uma planta industrial não é. Entre aprovar um projeto, construir e colocar uma unidade em operação, muitas vezes já se passaram três anos", afirma.

A principal preocupação está justamente no segmento em que a empresa atua. A empresa é especializada em produtos de maior valor agregado, como queijo tipo grana, manteigas especiais, creme de leite e outros derivados premium.

"Nós produzimos queijo tipo grana e outros produtos de valor agregado. Vamos sofrer uma concorrência muito mais acirrada com os produtos europeus. A produção deles acontece em volumes muito maiores e eles contam com subsídios importantes fornecidos pelos governos da União Europeia", afirma.

Segundo as estimativas da empresa, a retirada gradual das tarifas poderá gerar uma diferença expressiva de competitividade entre os produtos nacionais e os importados.

"A nossa estimativa é que o custo do produto chegando ao Brasil fique aproximadamente 20% inferior ao nosso custo de produção. Isso reduz bastante a nossa competitividade", destaca Sartor.

O executivo avalia que os maiores impactos devem ocorrer justamente nos segmentos de queijos especiais e vinhos, produtos nos quais a Europa possui tradição, escala produtiva e forte apoio governamental.

"O acordo foi muito benéfico para alguns setores, especialmente proteínas animais. Mas lácteos e vinhos talvez sejam os dois segmentos que mais sentirão os efeitos dessa abertura comercial."

Diante desse cenário, a estratégia da empresa tem sido concentrar esforços em produtos diferenciados e em consumidores que valorizam qualidade, origem e processos produtivos mais rigorosos.

"No segmento de laticínios, os investimentos têm sido reduzidos porque ainda temos uma pequena ociosidade industrial. Nossa prioridade é manter a estrutura existente e buscar eficiência", afirma. (CNN)

O remédio para diabetes que valorizou o soro do leite

Criados para tratar diabetes, medicamentos como Ozempic ajudaram a transformar o soro do leite em um dos ingredientes mais valorizados do mercado.

O soro do leite sempre viveu nos bastidores da indústria láctea.
Agora, impulsionado pela expansão do uso de medicamentos para diabetes e emagrecimento, tornou-se uma das matérias-primas mais valorizadas do mercado de alimentos.

A transformação começou longe das fazendas, das queijarias e até das academias. O avanço global de medicamentos como Ozempic, Wegovy e outros agonistas de GLP-1 criou um novo comportamento de consumo. À medida que milhões de pessoas passaram a utilizar esses tratamentos, médicos e nutricionistas reforçaram a importância da ingestão de proteínas para preservar a massa muscular durante a perda de peso.

Foi nesse momento que o whey protein iniciou uma mudança de identidade.

Durante anos, o suplemento esteve associado principalmente à musculação e ao público esportivo. Hoje, passou a fazer parte da rotina de consumidores muito mais amplos, interessados em saúde, bem-estar e emagrecimento. O que era um produto de nicho tornou-se um ingrediente cada vez mais presente no cotidiano.

A mudança foi rápida o suficiente para impactar os preços globais. Segundo dados da StoneX, o concentrado de whey protein com 80% de proteína, conhecido como WPC 80, registrou alta de até 105% nos últimos 12 meses. Nas primeiras semanas de maio, a tonelada alcançou € 22 mil na União Europeia.

Ao mesmo tempo, o whey deixou de aparecer apenas em potes de suplementos. A indústria passou a incorporá-lo em chocolates, pães e diversos alimentos enriquecidos com proteína, ampliando ainda mais sua presença no mercado.

Por trás dessa corrida está justamente o soro do leite, gerado durante a fabricação de queijos. Durante décadas, esse subproduto teve papel secundário dentro da cadeia. Hoje, tornou-se um insumo estratégico em um mercado que cresce mais rápido do que a capacidade global de produção.

Segundo especialistas, a oferta ainda não acompanha o ritmo da demanda. Novas unidades industriais capazes de ampliar a produção devem entrar em operação apenas entre o segundo e o terceiro trimestre de 2027, mantendo a pressão sobre os preços.

O cenário também afeta fabricantes de suplementos. Empresas relatam reajustes sucessivos e buscam alternativas para conter o impacto dos custos. Algumas passaram a oferecer produtos com menor concentração proteica ou embalagens menores para preservar a acessibilidade ao consumidor.

Mesmo que os preços encontrem algum equilíbrio nos próximos meses, a mudança parece mais profunda do que um simples ciclo de mercado. O whey protein deixou de ser um produto restrito às academias, enquanto o soro do leite abandonou o papel de coadjuvante. Ambos passaram a ocupar um espaço central em uma tendência que nasceu na medicina e acabou alcançando toda a cadeia alimentar.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Agora RN


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Liquidez se aquece neste começo de junho
Cepea, 8/06/2026 – Pesquisadores do Cepea apontam que a liquidez no mercado brasileiro de soja está elevada neste início de junho, influenciada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida por parte da indústria doméstica de processamento. Esse cenário, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos. Os números das exportações evidenciam a força da demanda pela soja brasileira. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Embora o volume tenha recuado 11,5% em relação a abril, houve crescimento de 5,1% em relação ao de maio de 2025. De janeiro a maio, os embarques são recordes para o período. No campo, produtores brasileiros se preparam para o período de vazio sanitário da soja, medida fitossanitária destinada ao controle da ferrugem asiática. Nos Estados Unidos, o USDA informou que, até o encerramento de maio, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 87% da área prevista, acima da média de 80% observada nos últimos cinco anos. Na Argentina, a Bolsa de Cereales indicou que a colheita da soja atingiu 91,7% da área cultivada. Diante da boa produtividade, a estimativa da safra argentina segue mantida em 50,1 milhões de toneladas. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Porto Alegre, 10 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.648


Tirol avança na aquisição da Piá após aprovação de pré-acordo pelos associados

Para a Tirol, a negociação está alinhada à sua estratégia de crescimento sustentável, sempre com respeito à tradição, à qualidade e à relevância regional da marca Piá.

A Lacticínios Tirol Ltda. recebeu a confirmação que, em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira, dia 08, os associados da Cooperativa Piá aprovaram pré-acordo com a Tirol, inserido em uma robusta estratégia empresarial e de continuidade dos negócios da cooperativa, que inclui, entre as medidas previstas, a venda da marca Piá e de suas submarcas.
A aprovação representa uma etapa importante dentro do processo de negociação, que ainda depende do cumprimento de fases e condições necessárias para a conclusão definitiva da operação. Para a Tirol, a negociação está alinhada à sua estratégia de crescimento sustentável, sempre com respeito à tradição, à qualidade e à relevância regional da marca Piá. 

A Tirol reforça que a operação está sendo conduzida com responsabilidade, transparência e observância às etapas legais e negociais aplicáveis, permanecendo comprometida com a segurança jurídica do processo e com a continuidade das tratativas até sua conclusão.

Entenda o caso: 

Em março deste ano, os associados da Piá aprovaram, por unanimidade, a liquidação da cooperativa com continuidade das operações. A medida, prevista na legislação cooperativista, teve como objetivo criar condições para a renegociação de dívidas, suspensão de ações judiciais e reequilíbrio financeiro da organização, que enfrentava dificuldades econômicas e operava abaixo de sua capacidade industrial.

Na ocasião, a direção da cooperativa informou que a estratégia buscava atrair um parceiro capaz de aportar capital e contribuir para a recuperação da Piá. Segundo a administração, havia diversas propostas em análise, com diferentes modelos de negócio voltados à retomada do crescimento e ao fortalecimento da captação e processamento de leite.

As informações são da Assessoria de Imprensa do Lacticínios Tirol. 


CONSELEITE MINAS GERAIS 
RESOLUÇÃO DE FECHAMENTO DO MÊS DE MAIO/2026 

A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 05 de Junho de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: 

a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026.


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA 
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br.   

Piracanjuba ProForce lança campanha: a fórmula perfeita para quem não precisa de fórmula

Criada pela AlmapBBDO, comunicação reforça o posicionamento da marca ao conectar bem-estar, praticidade e hábitos cotidianos.

Piracanjuba ProForce lança um novo filme publicitário que fortalece sua atuação no universo da performance e do bem-estar. A nova comunicação aposta em uma abordagem mais leve e próxima da rotina para mostrar que performance também está nas escolhas e nos equilíbrios do dia a dia. 

Idealizada pela AlmapBBDO, a campanha parte do conceito “a fórmula perfeita pra quem acha que não precisa ter fórmula pra tudo”. O insight nasceu justamente para contrapor os discursos e fórmulas prontas do segmento fitness que dominam as redes. Em vez de ditar regras inalcançáveis, a comunicação aposta em uma abordagem leve e descontraída para mostrar que a verdadeira performance está nas escolhas reais e no equilíbrio de quem concilia trabalho, saúde, esporte e lazer na própria rotina.?  

Para guiar essa narrativa, o novo filme publicitário acompanha o ritmo dinâmico do dia a dia dos consumidores. A narrativa reforça o conceito “Viver é um esporte”, assinatura da marca que relaciona movimento, qualidade de vida e hábitos saudáveis. Com uma linguagem descontraída e uma pitada de humor, a campanha destaca Piracanjuba ProForce 23g, bebida com mais proteína do que carboidrato, 5g de BCAA, zero lactose e zero adição de açúcar. 

Para a diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, Lisiane Campos, a campanha reforça uma visão mais próxima da realidade dos consumidores e da forma como a marca se conecta às diferentes jornadas. “Piracanjuba ProForce acompanha pessoas que buscam equilíbrio entre suas atividades. Entendemos que performance não está ligada apenas à alta intensidade, mas também à maneira como cada pessoa conduz sua rotina. A campanha traduz esse comportamento de forma leve e atual, mostrando que nossos produtos fazem parte de momentos reais de consumo, com praticidade, movimento e nutrição”, afirma. 

“É cada vez mais comum a gente ver no feed coaches ditando fórmulas insuperáveis pra uma vida saudável. Mas a verdade é que não existe fórmula pronta pra tudo. E ninguém melhor para lembrar isso do que quem já virou referência quando o assunto é proteína”, afirmam Thiago Bocatto e Mozar Gudin, da AlmapBBDO. 

A iniciativa integra o planejamento de marketing da companhia para 2026, estruturado em três pilares: rejuvenescimento da marca, regionalização e reposicionamento. Esta é a segunda campanha criada pela AlmapBBDO para a marca. A veiculação contempla ações nacionais e regionais em TV aberta, plataformas digitais, redes sociais e, para o segundo semestre, mídia out of home.  Clique aqui e assista ao novo filme da campanha. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba)


Jogo Rápido

Secretaria da Agricultura abre inscrições para seleção do Mestrado em Defesa e Tecnologia Agropecuária
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) abre, nesta segunda-feira (8/6), as inscrições para a seleção do Programa de Pós-graduação em Defesa e Tecnologia Agropecuária (PPGDTAgro), com oferta de até 29 vagas de mestrado acadêmico stricto sensu. Podem se inscrever candidatos formados em cursos superiores das áreas de ciências agrárias, biológicas, biomédicas ou ambientais. O edital da seleção, com todas as orientações sobre o certame e seu cronograma, pode ser consultado aqui. As inscrições para a seleção são gratuitas e ficarão abertas até 30 de junho. O processo seletivo contará com três componentes avaliativos: Carta de Intenções e Proposta Preliminar de Pesquisa, Entrevista Técnica e avaliação do Currículo Lattes. As aulas estão previstas para iniciar em setembro de 2026. Sediado no Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi) e com corpo docente formado por servidores da Seapi, o PPGDTAgro deriva do antigo Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal (PPGSA), criado em 2014 no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), em Eldorado do Sul.  “Trata-se da modernização e ampliação do escopo do antigo programa de pós-graduação. A nova estrutura foi concebida para responder de forma mais ampla e integrada aos desafios atuais das cadeias produtivas agropecuárias do Estado, incorporando temas estratégicos como defesa agropecuária, saúde única, diagnóstico, vigilância, biotecnologia, inovação, sustentabilidade, resiliência climática e desenvolvimento rural”, explica o pesquisador Guilherme Klafke, coordenador do PPGDTAgro. A área de concentração do mestrado é em Sistemas Inovadores e Sustentáveis para a Defesa e Desenvolvimento Agropecuário, com três linhas de pesquisa: Saúde e Diagnóstico em Sistemas Agropecuários; Biotecnologia e Inovação em Produtos e Processos Agropecuários; e Resiliência e Inovação em Sistemas Agroalimentares e Desenvolvimento Rural Sustentável. As aulas são presenciais, com, eventualmente, atividades remotas e de pesquisa de laboratório e campo. Mais informações: www.agricultura.rs.gov.br/ppgdtagro (Seapi)


Porto Alegre, 09 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.647


Milk Summit Mercosul 2026 será lançado no dia 14 de julho

Ampliando a discussão para o Mercosul, a segunda edição do Milk Summit será lançada no dia 14 de julho, no município de Ijuí (RS). A agenda terá início às 7h30min e contará com palestras, debates sobre competitividade do setor leiteiro frente à Argentina e ao Uruguai e Mercado Futuro do leite e derivados.

Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro vai reunir representantes da indústria, de cooperativas, do agronegócio, do comércio e da imprensa, prestigiando a cidade que sediará o Milk Summit Mercosul 2026, e que concentra o maior volume da produção de leite vendida para a indústria, com 741,9 milhões de litros anuais, movimentando mais de R$ 2 bilhões. “O produtor de leite é protagonista de um setor que movimenta a economia e gera empregos, e celebrar essa data em Ijuí é reconhecer a importância estratégica da atividade”, ressalta o coordenador do Milk Summit, Darlan Palharini.

O ponto alto será a apresentação da programação oficial do Milk Summit Mercosul 2026 e a abertura do período de inscrições para o evento que pretende superar os 800 participantes da primeira edição sediada no Parque de Exposições Wanderley Burmann. “Este ano estamos nos preparando para um evento maior do que o primeiro, quando o setor leiteiro já deu uma demonstração de força e tamanho ao juntar seus diferentes elos para discutir competitividade, consumo, sustentabilidade e inovação. Avançamos para uma proposta ainda mais abrangente que será apresentada oficialmente no dia 14 de julho”, assinala Palharini, secretário-executivo do Sindilat/RS.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), da Prefeitura de Ijuí, da Emater/RS-Ascar e do Impulsa Ijuí. A iniciativa conta com o apoio da Expofest Ijuí, Embrapa, FecoAgro/RS, Farsul, Fetag-RS, Fiergs, Sicredi, Sebrae e Conseleite RS.

Lançamento Milk Summit Mercosul 2026
Data: 14/07/2026
Horário: A partir das 7h30min
Local: Auditório do Sicredi. Rua São Cristóvão, número 30. Ijuí/RS
Inscrições: Até dia 07/07/2026, através do site: https://milksummit.hooks.com.br/inscricao/dia-do-produtor ou pelo telefone (55) 99696-1665.


Mesmo aprovado, antidumping sobre leite em pó importado é adiado

Governo chegou a citar risco de abastecimento e de segurança alimentar para justificar a postergação da medida; setor produtivo contesta

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou nesta segunda-feira (8/6) a resolução que determina a aplicação do direito antidumping definitivo, por até cinco anos, às importações de leite em pó do Brasil, integral ou desnatado, não fracionado, oriundas da Argentina e do Uruguai.

A aplicação imediata do antidumping, no entanto, foi suspensa para avaliação do “interesse público” e do eventual efeito inflacionário gerado pela possível oneração da compra do produto estrangeiro. O governo chegou a citar risco de abastecimento e de segurança alimentar para justificar a postergação da medida. O setor produtivo contesta o argumento. As importações, portanto, seguem isentas.

A decisão do Gecex foi tomada em reunião realizada em 28 de maio, como mostrou a reportagem. A aplicação do direito antidumping foi aprovada e suspensa, a pedido do Ministério do Planejamento e Orçamento, para apurar os potenciais impactos da medida em termos de abastecimento, custos industriais, inflação de alimentos e cadeias consumidoras.

A investigação sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai recomendou a aplicação de direito antidumping aos exportadores desses países que variam entre US$ 167,31 por tonelada (4,4%) e US$ 4.183,17 por tonelada (111,8%), no caso dos argentinos, e entre US$ 378,27 por tonelada (10%) e US$ 4.196,72 por tonelada (109,2%), no caso dos uruguaios.

As tarifas mais altas são aplicadas a empresas que não responderam questionários na investigação nem apresentaram suas defesas. Ao todo, 17 exportadores argentinos participaram do processo. Para a maior parte delas, o direito antidumping foi de US$ 1.707,08 por tonelada. Três empresas tiveram indicação de valores menores: Mastellone Hermanos S.A. (US$ 167,31 por tonelada), Gloria Argentina S.A. (US$ 663,75 por tonelada) e Las 3 Niñas S.A. (US$ 903,50 por tonelada).

Apenas três exportadores uruguaios responderam ao processo: a Alimentos Fray Bentos S.A., cuja aplicação de direito antidumping indicada foi de US$ 378,27, a Compania Lactea Agropecuaria Lecheros De Young S.A. (de US$ 850,07 por tonelada) e a Cooperativa Nacional de Productores de Leche (Conaprole), que terá sobretaxa de US$ 613,32 por tonelada. Para as demais empresas, o valor será de US$ 4.196,72 por tonelada.

Suspensão da aplicação
Mesmo com o dumping apurado pela investigação, a decisão foi suspender a aplicação da cobrança extra na importação sob a justificativa de apurar os possíveis impactos da medida no mercado nacional, tanto para a cadeia produtiva e indústria quanto para os consumidores.

“Embora a investigação tenha identificado indícios que fundamentam a imposição de direitos antidumping, a Nota destaca que a legislação brasileira de defesa comercial admite, em circunstâncias excepcionais e por razões de interesse público, a suspensão, modulação ou não aplicação de medidas dessa natureza, especialmente quando existirem potenciais repercussões relevantes sobre inflação, abastecimento, consumidores e cadeias produtivas”, diz a nota técnica publicada nesta segunda-feira.

A avaliação econômica apresentada pelo governo sugere que “o mercado doméstico de leite e derivados atravessa momento de elevada sensibilidade inflacionária, marcado por pressões de custos, riscos climáticos e importância social do produto, especialmente para famílias de menor renda e para a segurança alimentar”. A nota técnica ressalta ainda que Argentina e Uruguai respondem pela quase totalidade das importações brasileiras de leite em pó e apontou possíveis “impactos relevantes sobre preços domésticos e abastecimento” caso as tarifas fossem aplicadas imediatamente.

Os elementos preliminares, diz a nota técnica, sugerem a “existência de circunstâncias excepcionais relacionadas a potenciais impactos inflacionários, riscos de abastecimento e repercussões relevantes sobre cadeias consumidoras e consumidores finais, justificando avaliação cautelar acerca da conveniência e oportunidade de suspensão imediata após a aplicação da medida”.

A nota cita que houve aumento relevante dos preços do leite longa vida ao consumidor recentemente, em ambiente marcado por elevação de custos, com o aumento dos combustíveis e demais insumos, a redução relativa da oferta e riscos climáticos associados ao ciclo pecuário e à alta probabilidade de ocorrência de eventos climáticos adversos nos próximos meses, como o El Niño.

Nos argumentos, o governo aponta ainda que o leite em pó possui “relevância específica” para o consumo das famílias de menor renda, especialmente no Norte e Nordeste. A nota técnica cita ainda que, embora o leite em pó não fracionado em embalagens superiores a 800 gramas não tenha sido alvo da investigação, o produto é usado como insumo industrial em cadeias como laticínios, panificação, chocolates, biscoitos, sorvetes e preparados alimentícios.

“Eventual elevação de custos decorrente da aplicação imediata dos direitos poderá produzir efeitos indiretos sobre preços ao consumidor em diversos segmentos alimentares”, diz a nota. “Tal circunstância recomenda cautela adicional quanto a medidas potencialmente capazes de pressionar preços ao consumidor final em contexto inflacionário já sensível, especialmente diante de seus possíveis reflexos sobre a segurança alimentar, abastecimento e acesso ao produto integrante da cesta básica de consumo das famílias”, completou a nota.

A resolução determina diz que caberá à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) iniciar procedimento de avaliação de interesse público, com o objetivo de avaliar o impacto de eventual aplicação de direito antidumping sobre os agentes econômicos pertencentes à cadeia de produção, distribuição, venda e consumo em que se situa a indústria doméstica.

Setor contesta
Uma nota técnica elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta a ausência de impacto inflacionário do antidumping sobre o leite em pó do Uruguai e da Argentina e pede a aplicação de tarifas sobre o produto estrangeiro.

A CNA explica que o antidumping incide exclusivamente sobre leite em pó industrial a granel, destinado ao uso industrial. O leite em pó fracionado para varejo (em embalagens de até 800 gramas) e o leite longa vida estão fora do escopo. "O produto consumido diretamente pelas famílias não é afetado", defende a CNA.

A entidade esclarece na nota que produtos que usam o leite em pó como insumo são, majoritariamente, ultraprocessados, como chocolates, sorvetes, biscoitos recheados, bebidas lácteas adoçadas, que não estão presentes na cesta básica nacional.

"O peso desses produtos no IPCA é de apenas 0,26%, e a parcela importada no consumo nacional aparente é de aproximadamente 6% — tornando o impacto inflacionário nulo ou absolutamente negligenciável", defende a CNA. "Os principais itens da alimentação básica permanecem fora do escopo da medida, não sendo, portanto, afetados", completa. (Globo Rural)

Queijo ralado se torna um dos mercados mais disputados da cadeia láctea

O mercado brasileiro de queijo ralado movimenta cerca de 25 mil toneladas por ano e se consolidou como um dos segmentos mais competitivos da indústria de lácteos.

O mercado brasileiro de queijo ralado movimenta cerca de 25 mil toneladas por ano e se consolidou como um dos segmentos mais competitivos da indústria de lácteos. No entanto, por trás dos volumes expressivos e da forte presença nas gôndolas, o setor convive com desafios relacionados à rentabilidade, à percepção de valor pelo consumidor e à crescente busca por diferenciação.

Segundo Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, o queijo ralado se tornou um dos mercados mais disputados dentro da cadeia láctea brasileira, reunindo desde grandes marcas nacionais até empresas regionais que competem por espaço no varejo. "É um mercado extremamente disputado. Os volumes são significativos, praticamente todo mundo consome queijo ralado. Existem os líderes nacionais, mas também muitas marcas regionais atuando nesse segmento", afirma.

Apesar da demanda, o setor enfrenta uma situação considerada contraditória do ponto de vista econômico. Diferentemente do que muitos consumidores imaginam, o queijo ralado passa por um processo industrial que agrega custos e reduz o rendimento da matéria-prima. Ainda assim, frequentemente é comercializado por valores inferiores aos do queijo vendido em pedaços.

Sartor explica que existe uma percepção equivocada em relação ao produto. "O consumidor costuma acreditar que o queijo ralado deveria custar menos do que uma fração de queijo. Mas a realidade é justamente o contrário", diz. Segundo o executivo, para produzir o queijo ralado tradicional, o laticínio utiliza um queijo já pronto, que passa por um processo de desidratação para aumentar sua vida útil e permitir a comercialização em temperatura ambiente.

"O queijo ralado nada mais é do que um queijo que foi ralado e desidratado. Quando retiramos a umidade, ocorre uma perda de aproximadamente 15% da massa original. Ou seja, você pega 100 gramas de queijo e transforma em cerca de 85 gramas antes de embalar o produto", explica. Na prática, isso significa que há menos produto disponível para venda após o processamento, além dos custos industriais envolvidos na transformação e embalagem. Mesmo assim, a intensa concorrência entre as empresas acabou pressionando os preços para baixo ao longo dos anos.

"Houve uma competitividade muito grande dentro desse mercado e isso acabou puxando o preço do queijo ralado para níveis inferiores ao que seria esperado pelo processo produtivo", afirma Sartor. A disputa por participação de mercado também levou as empresas a buscarem novas estratégias para agregar valor ao produto. Nos últimos anos, alguns laticínios passaram a investir em versões premium, refrigeradas e sem desidratação, tentando reproduzir a experiência de consumir um queijo recém-ralado.

A própria RAR apostou nesse conceito ao lançar um queijo ralado fresco, que preserva características sensoriais mais próximas do produto consumido diretamente de uma peça de queijo. "As características são as mesmas de quando você pega uma fração de queijo e rala na hora sobre o prato. O produto mantém mais sabor, mais frescor e entrega uma experiência diferenciada ao consumidor", afirma.

O desafio, porém, está na mudança de hábito do consumidor. Como o produto precisa permanecer refrigerado, ele deixa de ocupar o espaço tradicional dos queijos ralados convencionais nas áreas secas dos supermercados. "O consumidor está acostumado a procurar queijo ralado na prateleira. Quando ele passa para a área refrigerada, existe uma mudança de comportamento que leva tempo para ser assimilada", explica.

A busca por diferenciação reflete uma tendência mais ampla observada na indústria de alimentos. Em vez de competir apenas por volume, parte das empresas passou a investir em qualidade, origem dos ingredientes e experiências de consumo mais sofisticadas.

No caso da RAR, a estratégia está alinhada ao posicionamento da empresa no mercado de lácteos premium. A companhia atua em categorias de maior valor agregado e aposta na fidelização do consumidor por meio da qualidade dos produtos. "Nós procuramos nos posicionar não pelo volume, mas pela qualidade. Temos um consumidor fiel que reconhece as características dos nossos produtos e busca essa diferenciação", afirma Sartor.

Mesmo com margens menores do que as obtidas na venda de queijos fracionados, o queijo ralado continua sendo considerado um produto estratégico pelas indústrias. Isso porque ele amplia a presença das marcas nos pontos de venda e fortalece o relacionamento com o consumidor. "Muitas vezes a margem é menor do que a obtida com o queijo vendido em pedaços, mas o queijo ralado tem uma função importante de fidelização. Ele mantém a marca presente no dia a dia do consumidor e cria uma conexão com outros produtos da linha", explica.

O segmento também se beneficia da ampla distribuição nacional. Como praticamente todos os grandes laticínios atuam nessa categoria, o queijo ralado se tornou um produto fundamental para aproveitar estruturas logísticas, canais comerciais e espaços já conquistados no varejo.

Ao mesmo tempo, o crescimento do consumo de produtos premium abre espaço para novas oportunidades. A indústria observa uma parcela crescente de consumidores disposta a pagar mais por qualidade, origem e diferenciação, movimento que também alcança o mercado de queijos ralados.

Para Sartor, a tendência é que o setor continue dividido entre produtos de grande volume e opções voltadas a consumidores que valorizam atributos específicos. "O mercado continuará tendo espaço para produtos de massa, mas também para aqueles consumidores que buscam qualidade, sabor e uma experiência diferenciada. É nesse segmento que nós acreditamos e continuamos investindo", apontou. (As informações são da CNN, adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Exportações de lácteos do Uruguai cresceram 29% em maio com Brasil como principal destino
Após um início fraco no primeiro quadrimestre, as exportações de produtos lácteos do Uruguai ganharam dinamismo e totalizaram US$ 85 milhões em maio, o que representou um crescimento interanual de 29%, informou a Uruguay XXI. O setor manteve ampla presença geográfica, com vendas para a África, Américas, Oriente Médio e Europa. Em particular, a África respondeu por 43% do total exportado de produtos lácteos e registrou um aumento interanual de 26%, consolidando-se como uma região-chave para o setor. No nível dos países, o Brasil manteve-se como o principal destino, com US$ 31 milhões e uma participação de 36%, após crescer 50% em relação a maio de 2025. A Argélia ficou em segundo lugar, com US$ 28 milhões e uma participação de 33%, além de um crescimento interanual de 12%. Juntos, esses dois destinos representaram quase 70% das vendas externas do setor no mês. Também se destacaram Nigéria, Arábia Saudita e Mauritânia, com embarques de US$ 3 milhões cada um e participações de 4%, 4% e 3%, respectivamente. No acumulado de janeiro a maio, as exportações de lácteos totalizam US$ 346 milhões e crescem 1% em comparação com o mesmo período do ano passado. A Argélia ocupa a primeira posição no ranking (32%), com compras de US$ 110 milhões (-2%), seguida de perto pelo Brasil (30%), com US$ 104 milhões (estável). Completa o pódio o México (4%), com compras de US$ 14 milhões (+43%). Depois de ter atingido um piso de US$ 3.550 por tonelada em abril para o valor médio de exportação, em maio houve uma recuperação, alcançando um preço médio de US$ 3.710 por tonelada. O valor médio da tonelada de leite em pó integral, principal produto de exportação, ficou em US$ 3.720 por tonelada em maio. O Brasil pagou um valor de US$ 3.830 por tonelada, bastante acima do valor pago pela Argélia (US$ 3.590 por tonelada), embora tenha sido semelhante ao pago pela Nigéria e pela Mauritânia (US$ 3.850 e US$ 3.870 por tonelada, respectivamente). Como quinto mercado em maio também apareceu a Venezuela, com a compra de cerca de 550 toneladas a um valor médio de US$ 3.800 por tonelada, segundo dados da Aduana. As informações são do Tardáguila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.


Porto Alegre, 08 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.646


Diesel sobe o triplo da inflação de um ano

Apesar do esforço da Petrobras e do governo federal para não repassar a alta nos preços dos combustíveis, o consumidor sentiu nas bombas os três meses do ataque ao Irã por Estados Unidos e Israel. O impacto maior foi no diesel. No Rio Grande do Sul, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) identificou, desde o início do confronto, alta de 11,3% no diesel comum (de R$ 6,09 a R$ 6,78) e de 12,7% no S10 (de R$ 6,15 a R$ 6,93). É quase o triplo da inflação do último ano inteiro.

A Petrobras até elevou o preço na refinaria, mas o governo federal compensou com redução de imposto e, agora, com subvenção. Porém, a estatal não consegue produzir todo o diesel que o país consome, então parte é comprada de refinarias privadas e outra maior é importada. Os preços no Exterior dispararam mais do que o desconto dado para compra do combustível de fora.

Já a gasolina subiu bem menos, 2,4%, embora seja, em três meses, a metade da inflação de um ano. O litro para o gaúcho subiu de R$ 6,24 para R$ 6,39, ainda bem longe do pico histórico de preço atingido em 2021. O Brasil importa menos gasolina, que é um combustível mais sensível para a inflação. A Petrobras aumentou há duas semanas, mas foi praticamente tudo compensado pela subvenção do governo federal. Os preços subiram pelo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, combustíveis prontos e gás natural. O barril saltou de US$ 70 a quase US$ 130, ainda que não tenha batido o recorde de quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Agora, gira em torno dos US$ 100 sem perspectiva de reabertura do canal no Oriente Médio. (Zero Hora)


Nova Zelândia: próxima temporada deve ter preço do leite e custos mais elevados, aponta Rabobank

Após um forte encerramento da temporada leiteira 2025/26 — marcado por altas no índice de preços do Global Dairy Trade (GDT) em oito dos últimos dez leilões — o Rabobank projeta um robusto preço inicial do leite entre NZ$ 0,79 e NZ$ 0,83 (US$ 0,46 e US$ 0,49) por quilo de leite para a temporada 2026/27. No entanto, o banco alerta que os impactos inflacionários causados pelas tensões geopolíticas provavelmente irão pressionar as margens dos produtores na nova temporada, tornando essencial um controle disciplinado de custos e o planejamento de diferentes cenários.

Em seu novo relatório sobre a indústria leiteira, “Altos preços do leite, custos mais altos: a equação das margens em 2026/27”, o banco especializado em agronegócio afirma que a temporada 2025/26, prestes a ser concluída, entregou rentabilidade excepcional, sustentada pelo forte desempenho do GDT e pela valorização generalizada dos produtos lácteos. “Durante a segunda metade da temporada, o índice GDT voltou a ganhar força, e esse movimento coordenado sustentou sucessivas revisões para cima na previsão do preço do leite da Fonterra, elevando o ponto médio para NZ$ 0,79 (US$ 0,46) por quilo de leite em fevereiro de 2026 e posteriormente para NZ$ 0,80 (US$ 0,47) por quilo de leite em março”, afirmou Emma Higgins, analista sênior da RaboResearch e autora do relatório.

“A atual previsão de preço ao produtor de NZ$ 0,80 (US$ 0,47) por quilo de leite para a temporada 2025/26 continua sendo altamente lucrativa para os produtores. E, para os fornecedores da Fonterra, os fortes retornos de capital e dividendos saudáveis oferecem uma base extraordinariamente sólida para entrar na próxima temporada. Para 2026/27, nossa expectativa é de um forte preço inicial ao produtor entre NZ$ 0,79 e NZ$ 0,83 (US$ 0,46 e US$ 0,49) por quilo de leite. Dada a contínua competição pela oferta de leite, a Fonterra pode novamente adotar uma postura agressiva em sua previsão inicial. Isso poderia elevar ainda mais o ponto médio da faixa para sustentar um valor de abertura mais forte, semelhante ao da temporada passada e mais alinhado aos sinais do mercado spot.”

Forte pressão sobre as margens

Embora a temporada leiteira 2026/27 também deva ser lucrativa, Higgins afirmou que os produtores da Nova Zelândia iniciarão a nova temporada em 1º de junho enfrentando uma pressão significativa sobre as margens, impulsionada pela inflação persistente e disseminada nos custos de produção. “O fechamento contínuo do Estreito de Ormuz — agora entrando em seu quarto mês — está criando condições semelhantes às de choques de estágio fracionários do passado. Os impactos iniciais, especialmente os preços mais altos da energia, já estão sendo repassados para importantes insumos da atividade leiteira, incluindo diesel, fertilizantes e bens industriais. Efeitos secundários também estão surgindo, com os custos elevados de energia alimentando expectativas inflacionárias mais amplas”, afirmou. A partir daqui, o cenário se torna significativamente mais incerto, exigindo planejamento baseado em diferentes cenários. A principal variável é a duração da interrupção: quanto mais tempo o fechamento persistir, mais lenta e desigual tende a ser a normalização dos mercados de energia e insumos.”

O relatório afirma que, embora o cenário-base da RaboResearch atualmente não considere um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, o risco de uma interrupção mais longa — além do que os mercados estão precificando — não pode ser ignorado. “As pressões inflacionárias e a piora da confiança do consumidor já estão testando a resiliência da demanda nos mercados lácteos, e esperamos que isso continue nos próximos meses. No entanto, também é possível que, em um cenário de interrupção prolongada, a demanda global por importação de alimentos aumente fortemente em busca de segurança alimentar, à medida que países importadores de energia tentem garantir suprimentos diante da deterioração dos termos de troca. Isso provavelmente sustentaria os preços dos lácteos, com o leite em pó podendo retornar aos picos do ciclo anterior e elevando os preços pagos ao produtor na Nova Zelândia no curto prazo. O ambiente operacional volátil em que os produtores se encontram agora reforça a necessidade de um planejamento de cenários mais amplo do que o habitual, tanto para custos quanto para receitas, além de cautela ao tratar picos de preços de commodities causados por choques geopolíticos como algo estrutural e não temporário.”

Desaceleração no crescimento da oferta global

O relatório afirma que a oferta global de leite continua abundante, embora o ritmo de crescimento esteja desacelerando. “Aqui na Nova Zelândia, a temporada de produção de leite 2025/26 está a caminho de ser a maior da história, com produção mais de 4% superior nos 11 meses até abril de 2026. A produção agora está bem posicionada para superar o recorde anual anterior, estabelecido na temporada 2020/21. A elevada oferta de leite da Nova Zelândia provavelmente continuará nos primeiros meses da temporada 2026/27; no entanto, o nível recorde esperado para 2025/26 será difícil de superar. Com base nos fundamentos atuais, a produção de leite da Nova Zelândia em 2026/27 pode crescer modestamente em até 1%. Mas, como sempre, as condições climáticas — especialmente o risco de desenvolvimento de um El Niño — terão papel importante no resultado final. Esta temporada pode sinalizar o início de uma nova fase estrutural para a produção leiteira da Nova Zelândia, caracterizada por um nível-base mais elevado de produção. Desde 2014, a produção vinha oscilando dentro de uma faixa relativamente estreita; porém, o desempenho da temporada 2025/26 sugere que o setor pode estar rompendo esse padrão", afirmou Higgins.

Em outras regiões, Higgins afirmou que já surgem sinais de uma desaceleração gradual da explosão de oferta de leite que caracterizou 2025. “Embora os primeiros dados indiquem forte crescimento anual da produção de leite na União Europeia durante o primeiro trimestre de 2026, essa expansão já demonstra sinais de moderação. Nos Estados Unidos, o crescimento também está desacelerando, mas provavelmente permanecerá relativamente elevado ao longo de 2026 em comparação com outros grandes exportadores. Enquanto isso, a Austrália mostra sinais de recuperação, com expectativa de melhorias modestas ao longo do ano. Nosso cenário-base continua sendo de pressão sobre as margens entre muitos dos sete maiores exportadores de lácteos do mundo (Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos, União Europeia, Uruguai, Brasil e Argentina), o que pode limitar o crescimento da produção no final de 2026 e ajudar a sustentar os preços dos lácteos em níveis elevados.”

As informações são do Rabobank, adaptadas pela equipe MilkPoint.

MILHO/CEPEA: Movimento de queda prevalece no começo deste mês

Cepea, 8/06/2026 – Com compradores afastados do mercado spot, os valores do milho seguem em queda neste começo de junho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, demandantes nacionais, além de possuírem estoques para o consumo no curto prazo, seguem atentos à colheita de segunda safra e às recentes quedas dos preços internacionais, que reduzem a paridade de exportação e, consequentemente, pressionam as cotações domésticas.

Do lado vendedor, os que não necessitam “fazer caixa” ou liberar espaços nos armazéns ainda limitam as negociações, apontam pesquisadores do Cepea. Neste caso, agentes aguardam sustentações nos valores, fundamentados na menor produção em 2025/26 e nos possíveis impactos na produtividade com a seca, principalmente em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas no Paraná.

No mercado externo, os preços registraram forte baixa no começo de junho, pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, pelo aumento da oferta na América do Sul, pela colheita da segunda temporada no Brasil e pela safra em bom volume na Argentina. Além disso, a queda nos preços do trigo também influenciou a desvalorização do milho.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


Jogo Rápido

Festival celebra a cadeia produtiva em Carlos Barbosa
O FestiQueijo chega à 34ª edição celebrando um marco histórico: 50 anos de comemorações na comunidade, desde a primeira Festa do Leite, passando pela Fefatle, até a consolidação do evento no formato atual. Para marcar esse momento, o festival, que ocorre de 26 de junho a 26 de julho, em Carlos Barbosa, apresenta uma proposta mais imersiva. O conceito da edição conduz o visitante por uma jornada pela cadeia produtiva do queijo, desde a produção familiar até o momento de celebração. O conceito destaca o tempo de cada processo e a preservação de saberes que atravessam gerações.Neste ano, a gastronomia estará no centro da experiência do público também na área externa. A Piazza FestiQueijo, na Rua Coberta, e o Mercato FestiQueijo, no Parque da Estaçãozinha, áreas de circulação gratuita, serão uma proposta unificada de experiências ao lado do Centro Cultural Mãe de Deus, local em que ocorre o evento."As estruturas foram projetadas para refletir o conceito do resgate das essências, tema que marca esta edição do FestiQueijo. Além de garantir conforto ao público, os espaços buscam proporcionar uma experiência que conecte os visitantes à história e ao legado construídos ao longo dos 50 anos do evento", afirma o arquiteto e diretor de Estruturas do 34º FestiQueijo, Guilherme Grutzmann.Serão cinco espaços gastronômicos com pratos típicos, em propostas mais elaboradas e complementares ao que é servido no salão principal, mantendo o queijo como protagonista da experiência. Além disso, o ambiente contará com mesas longas e compartilhadas, incentivando a interação entre os visitantes e reforçando o espírito comunitário que marca a história do festival. O diretor do 34º FestiQueijo, Francisco Guazzelli, ressalta que a proposta é festejar como a comunidade sempre fez ao longo desses 50 anos: em volta da mesa. (Correio do Povo)


Porto Alegre, 05 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.645


Lácteos registram aumento nas importações e nas exportações em maio

O mês de maio foi marcado por avanço no volume total das importações e das exportações de lácteos. As importações somaram 220,3 milhões de litros em equivalente-leite, enquanto as exportações atingiram 5,8 milhões de litros em equivalente-leite.  Apesar do aumento nas exportações, o saldo da balança comercial de lácteos permaneceu negativo. Em maio, o déficit foi de 214,6 milhões de litros em equivalente-leite, resultado mais deficitário do que o observado em abril, acompanhando o crescimento do volume importado no período.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram aumento de 3,5% em relação ao mês anterior e de 28,2% na comparação com maio do ano passado. O resultado reforça que os volumes importados seguem em patamares relevantes, sustentados pela competitividade dos produtos externos frente aos nacionais. O câmbio também segue como um fator importante nessa dinâmica, já que o dólar em patamares mais baixos contribui para tornar os produtos importados mais atrativos no mercado brasileiro. 

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

Os principais movimentos observados nas importações foram:

Iogurtes: apresentaram avanço expressivo, com aumento de 100% no volume importado, vindo principalmente do Mercosul; 

Queijos: registraram alta de 2% no volume importado. O movimento foi puxado principalmente por países da Europa, como França, Itália e Holanda, em um cenário favorecido pelo câmbio e pelas discussões em torno do acordo Mercosul-União Europeia; 

Soro de leite: apresentou retração de 6% no volume importado em relação ao mês anterior; 

Leite em pó integral (LPI): produto de grande relevância na cesta de importações, registrou aumento de 1% frente a abril;

Leite em pó desnatado (LPD): apresentou avanço de 12% nas importações, representando 14% do total importado de lácteos no mês.

Já em relação às exportações, maio apresentou aumento de 46% frente ao mês anterior, passando de 3,9 milhões de litros em equivalente-leite em abril para 5,8 milhões de litros em equivalente-leite. Apesar da recuperação mensal, o volume exportado ainda ficou 20% abaixo do registrado em maio do ano passado, quando as exportações somaram 7,2 milhões de litros em equivalente-leite. Esse movimento mostra uma melhora pontual nos embarques, mas ainda dentro de um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. 

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de maio, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

Soro de leite: principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou aumento de 37% no volume embarcado e representou 35% das exportações de lácteos;

Manteiga: registrou avanço de 72% nos embarques, representando 12% da cesta de exportações;

Leite condensado: apresentou crescimento de 74% em relação ao mês anterior, respondendo por 17% das exportações brasileiras de lácteos.

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de maio de 2026 e abril de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em maio de 2026. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em abril de 2026. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em maio, as importações voltaram a avançar e permaneceram em patamares elevados, reforçando a competitividade dos produtos externos no mercado brasileiro. O movimento segue associado ao câmbio mais favorável, aos preços internacionais e à atratividade de alguns produtos importados frente aos nacionais.

No curto prazo, caso o dólar permaneça em níveis mais baixos e os preços internacionais sigam competitivos, as importações tendem a continuar em volumes relevantes. Esse cenário pode manter a entrada de derivados no país e limitar movimentos mais intensos de valorização no mercado interno, especialmente em produtos com maior participação na pauta importadora, como os leites em pó e os queijos.

Apesar da recuperação mensal das exportações, os embarques brasileiros ainda permanecem abaixo dos volumes observados no ano anterior, indicando que o país segue com menor competitividade no mercado internacional. Dessa forma, os próximos meses exigem atenção à evolução do câmbio, dos preços internacionais, do ritmo de importações e da resposta da produção doméstica. (Milkpoint)


As cidades gaúchas que lideram o consumo em 2026

Porto Alegre lidera o potencial de consumo para 2026 no Rio Grande do Sul, com uma estimativa de R$84,4 bilhões. Não surpreende, já que é a Capital. O ranking é do IPC Maps (ouça a análise no podcast acima). No país, a cidade fica em 8º lugar.    

Apenas R$95,7 mil é o consumo previsto para a área rural de Porto Alegre. O restante é consumo urbano. 

A habitação lidera, com mais de R$20 bilhões. Além de outras despesas, o veículo também terá um grande gasto, de R$ 10,6 bilhões, um pouco acima de alimentação.

Os gastos dos porto-alegrenses:

Habitação: R$ 20,124 bilhões 
Outras Despesas: R$ 17,224 bilhões 
Veículo Próprio: R$ 10,635 bilhões 
Alimentação no Domicílio: R$ 7,025 bilhões 
Alimentação fora do Domicílio: R$ 4,016 bilhões 
Materiais de Construção: R$ 3,203 bilhões 
Medicamentos: R$ 2,958 bilhões 
Plano Saúde / Trat. Médico Dentário: R$ 2,816 bilhões 
Higiene e Cuidados Pessoais: R$ 2,345 bilhões 
Vestuário Confeccionado: R$ 2,071 bilhões 
Educação: R$ 2,018 bilhões 
Recreação e Cultura: R$ 1,843 bilhão 
Mobiliários e Artigos do Lar: R$ 1,402 bilhão 
Eletroeletrônicos: R$ 1,268 bilhão 
Bebidas: R$ 1,130 bilhão 
Viagens: R$ 1,096 bilhão 
Transportes Urbanos: R$ 1,026 bilhão 
Calçados: R$ 826 milhões 
Fumo: R$ 482 milhões 
Artigos de Limpeza: R$ 430 milhões 
Livros e Material Escolar: R$ 330 milhões 
Joias, Bijuterias e Armarinhos: R$ 132 milhões

As informações são da Zero Hora

 

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1922 de 03 de junho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

A suplementação alimentar com silagem, feno, pré-secado e concentrados tem sido intensificada em diversas regiões para garantir a manutenção da condição corporal dos rebanhos e dos níveis de produção. Porém, essa estratégia aumenta os custos da atividade.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, as geadas de forte intensidade, registradas ao longo do mês de maio, aumentaram os desafios para a atividade leiteira. Parte dos produtores, especialmente aqueles com menor nível tecnológico, optou por secar todas as vacas, prevendo o retorno da entrega de leite somente a partir da primavera. Os produtores que mantêm a produção durante o outono e o inverno enfrentam elevação dos custos com a alimentação, principalmente ração e silagem, para manter o estado corporal das matrizes e os níveis de produção satisfatórios.

Nas de Caxias do Sul, Erechim e Porto Alegre, foram utilizadas forragens conservadas e suplementação alimentar para compensar a menor disponibilidade de pastagens. Os rebanhos apresentam boa condição corporal, mas alguns produtores têm intensificado o fornecimento de silagem e de outros alimentos volumosos.

Na de Ijuí, as temperaturas baixas, a elevada umidade e as chuvas no início do período favoreceram o bem-estar animal, especialmente das raças de origem europeia, mas dificultam o manejo dos rebanhos. Em alguns municípios, os volumes acumulados alcançaram 40 mm, aumentando a formação de barro nas instalações e corredores. Foi observada melhora na qualidade do leite, com redução dos índices de CCS em relação aos meses anteriores.

Na de Pelotas, continua intenso o uso de silagem e de ração concentrada em Canguçu, Cerrito, Chuí, Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório e Rio Grande. Contudo, as limitações nutricionais, observadas em Morro Redondo, vêm impactando negativamente a qualidade do leite; em Capão do Leão e Jaguarão, foi registrada redução na produtividade. Em relação à sanidade, em Pelotas, há preocupação com a persistência de carrapatos nos rebanhos, sendo recomendada atenção aos sinais iniciais de tristeza parasitária bovina para evitar perdas de animais produtivos e jovens. 

Em Turuçu, as ações técnicas estão voltadas ao monitoramento da vacinação contra a raiva, ao uso de homeopatia para o controle de mamite e à implantação de programas de gestão das propriedades.

Na de Santa Maria, o vazio forrageiro outonal tem provocado redução da produção e do escore corporal dos animais, além de aumento dos custos com suplementação. De modo geral, as condições nutricionais dos rebanhos estão abaixo do ideal.

Na de Santa Rosa, houve leve melhora na atividade, favorecida pelas condições meteorológicas mais amenas, que diminuíram o estresse térmico. A produção tem sido mantida com o uso de silagem, feno, pré-secado e concentrados, aliada ao acesso gradual às pastagens cultivadas. Os rebanhos, de modo geral, apresentam escore corporal adequado. (Emater/RS)


Jogo Rápido

Frente fria deve trazer chuva ao Estado na próxima semana
Na próxima semana, a passagem de uma frente fria deverá trazer de volta as chuvas para o território do Rio Grande do Sul. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 23/2026, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).  Até Sábado (6/6): o tempo ainda deverá se manter estável em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Por conseguinte, não há previsão de chuva significativa na maioria das regiões, e as temperaturas estarão em ascensão. Entre Domingo (7/6) e Terça-feira (9/6): o deslocamento de um sistema de baixa pressão, que posteriormente evoluirá para uma frente fria, irá trazer instabilidade para todo o estado. Dessa forma, há previsão de chuva em praticamente todas as regiões do Rio Grande do Sul. Quarta-feira (10/6): o sistema deverá se afastar gradualmente, diminuindo sua influência sobre o estado. Dessa forma, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas estarão em leve declínio. Os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 mm e 50 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados da metade sul que podem passar desse valor. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (Seapi)