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Porto Alegre, 30 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.565


EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1904 de 29 de janeiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
Do ponto de vista sanitário e produtivo, o quadro está estável. Houve estresse térmico aos animais, em mais de uma região, devido às temperaturas elevadas, o que reforçou a necessidade de adoção de medidas de manejo, como disponibilidade adequada de sombra, uso de ventiladores e o fornecimento contínuo de água de boa qualidade e em quantidade suficiente. A utilização de alimentos conservados, como silagem, feno e pré-secado, segue sendo adotada nas dietas, visando suprir a demanda energética dos animais. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção do período ficou estável. Os produtores aceleraram a passagem dos animais pelos potreiros para evitar que as forrageiras ultrapassem o ponto ideal, especialmente nas pastagens de sorgo, capim-sudão e milheto. 

Na de Caxias do Sul, a temperatura elevada causou estresse nas vacas, especialmente em locais com pouca disponibilidade de sombra. No entanto, a produtividade foi mantida. Nos sistemas confinados, utilizaram-se ventiladores e aspersores para mitigar os efeitos negativos do calor excessivo. O tempo seco favoreceu a limpeza dos úberes e a qualidade do leite em função da ausência de barro. 

Na de Erechim, os rebanhos voltaram a acessar os piquetes, beneficiados pelos dias mais ensolarados e pela redução do excesso de umidade do solo, o que possibilitou melhor aproveitamento das pastagens. Houve redução do excesso de umidade nos arredores das propriedades e nos estábulos, evitando a formação de barro, o que diminui os riscos de mastite, problemas de casco e lesões decorrentes de atolamentos e escorregões. 

Na de Ijuí, a produção está estável. Os criadores menos capitalizados reduziram a quantidade de complemento alimentar na tentativa de baixar os custos de produção.  

Nas de Passo Fundo e Pelotas, houve redução de produtividade, em alguns locais, devido à menor disponibilidade de forragem aos animais. 

Na de Santa Maria, a oferta de pastagens, aliada às estratégias de manejo nutricional e sanitário empregadas nas propriedades, garantiram a manutenção da produção em níveis satisfatórios. (Emater/RS)


BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO Nº 05/2026 – SEAPI 

Na última semana, a atuação de um sistema de alta pressão favoreceu a persistência do tempo estável em todo o estado do Rio Grande do Sul. Dessa forma, entre os dias 22/01 (quinta-feira) e 28/01 (quarta-feira), as condições meteorológicas permaneceram predominantemente estáveis, com apenas registros pontuais de chuvas isoladas ao final dos dias 27/01 e 28/01.  

As pastagens apresentaram elevado vegetativo e condições fitossanitárias satisfatórias, refletindo um desempenho geral ainda positivo e disponibilidade de forragem acumulada. No campo nativo, houve melhoria na oferta e na qualidade. Contudo, a ausência de chuvas já começa a impactar a qualidade do pasto, exigindo maior atenção ao manejo das lotações para a manutenção desse nível de desempenho. 

Na bovinocultura de leite e na de corte, as temperaturas elevadas registradas no período ocasionaram estresse térmico nos rebanhos em diferentes regiões, reforçando a necessidade de adoção de práticas de manejo voltadas à mitigação dos seus efeitos e à manutenção do bem-estar animal.  

Na próxima semana, a atuação predominante de um sistema de alta pressão favorecerá a manutenção do tempo estável na maior parte do período em todo o estado do Rio Grande do Sul. Nos dias 30/01 (sexta-feira) e 31/01 (sábado), as condições de tempo estável deverão predominar em grande parte do estado. Ainda assim, no litoral gaúcho e em regiões adjacentes, os efeitos da circulação marítima poderão ocasionar pancadas isoladas de chuva ao final do dia. No dia 01/02 (domingo), o tempo deverá permanecer estável em praticamente todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa na maior parte das regiões. Entre os dias 29/01 e 31/01, as temperaturas estarão em declínio. A partir do dia 01/02, os valores voltarão a entrar em elevação, acompanhando o padrão atmosférico dominante. 

Nos dias 02/02 (segunda-feira), 03/02 (terça-feira) e 04/02 (quarta-feira), a manutenção do padrão atmosférico dominante favorecerá a continuidade do tempo estável em praticamente todo o território gaúcho, sem previsão de chuva significativa na maior parte das regiões. As temperaturas estarão em elevação. De forma geral, os acumulados devem variar entre 0 e 50 milímetros ao longo da semana. Na região da Fronteira Oeste, se encontram os menores valores previstos e, portanto, os volumes de chuva previstos não deverão ultrapassar os 10 milímetros. Já os maiores volumes previstos se encontram nas regiões de Campos de Cima da Serra e Serra, onde, em alguns pontos isolados, os acumulados devem chegar próximos aos 50 milímetros. (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação adaptado Sindilat)

LEITE/CEPEA: Preços acumulam queda de 25,8% em 2025

Cepea, 28/01/2026 – O preço do leite ao produtor captado em dezembro/25 caiu pelo nono mês consecutivo, fechando a R$ 1,9966/litro na Média Brasil – quedas de 5,78% frente a novembro/25 e de 25,79% sobre dezembro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de dezembro/25). Com o resultado, a desvalorização real acumulada em 2025 foi de 25,8%. A média anual, de R$ 2,5617/litro, ficou 6,8% abaixo da de 2024.

Os seguidos recuos no campo são explicados pelos altos estoques de derivados. Em 2025, a oferta de lácteos aumentou consideravelmente, impulsionada por investimentos realizados em 2024 e pelo clima favorável ao longo do ano. De novembro a dezembro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 0,41% na Média Brasil, mas, no acumulado do ano, subiu 15,4%.

Apesar de terem recuado em dezembro pelo segundo mês consecutivo, as importações ajudaram a manter elevados os estoques de lácteos no último bimestre de 2025. No ano, foram adquiridos 2,21 bilhões de litros em equivalente leite, apenas 5,9% a menos que em 2024, ano de importações recordes. Além disso, os embarques recuaram 31,6% em 2025, para 67,58 milhões de litros em equivalente leite.

Nesse contexto, as negociações de lácteos entre indústrias e canais de distribuição continuaram pressionadas em dezembro. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que, em dezembro, as médias da muçarela, do leite UHT e do leite em pó caíram 1,38%, 6,67% e 0,79%, respectivamente, em termos reais.

A queda no preço do leite no campo vem estreitando as margens do produtor, mesmo com a relativa estabilidade dos custos em 2025. Pesquisa do Cepea aponta que, no acumulado do ano, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,57% na Média Brasil. A valorização do milho também tem limitado o poder de compra do produtor: em dezembro, foram necessários 34,87 litros de leite para adquirir uma saca de 60 kg do grão, 9,04% a mais que no mês anterior (31,97 l/sc) e 21,7% acima da média dos últimos 12 meses (28,66 l/sc).

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de dezembro/2025)

Fonte: Cepea adaptado pelo Sindilat


Jogo Rápido

Argentina exporta 27% da produção de leite e bate recorde
O setor de lácteos da Argentina registrou em 2025 o seu melhor desempenho externo dos últimos 12 anos, impulsionado por um processo de modernização da cadeia produtiva e condições favoráveis de mercado. Dados divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia mostram que o país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando uma receita total de US$ 1,69 bilhão. O resultado representa um crescimento anual de 11% em volume e de 20% em valor na comparação com o ano anterior, refletindo a valorização dos itens comercializados. Quando convertido para litros equivalentes, o volume embarcado somou 3,129 bilhões de litros, um salto de 18% ante 2024, o que significa que o mercado internacional absorveu 27% de toda a produção nacional de leite no período. A oferta doméstica também mostrou bons números: a produção total atingiu 11,618 bilhões de litros entre janeiro e dezembro de 2025, marcando o maior volume produtivo da década para o setor e o segundo maior da série histórica argentina. (Agro Estadão)


Porto Alegre, 29 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.564


CONSELHO PARITÁRIO PRODUTORES/INDÚSTRIAS DE LEITE DO ESTADO DO PARANÁ – CONSELEITE–PARANÁ 

RESOLUÇÃO Nº 01/2026 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 28 de janeiro de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Dezembro de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. 

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Janeiro de 2026 é de R$ 3,9940/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/.  


Whey protein com frutas: ranking das melhores combinações

Nutricionista explica como combinar whey protein e frutas para ganhar músculo ou emagrecer, com foco em digestão, saciedade e desempenho.

O whey protein é um dos suplementos mais consumidos por quem pratica musculação e atividades físicas regulares, mas seu uso vai além do ganho de massa muscular.

Segundo a nutricionista e farmacêutica Verônica Dias, do Instituto Nutrindo Ideais, a combinação do whey protein com frutas pode ampliar benefícios nutricionais, melhorar a digestão e apoiar tanto estratégias de hipertrofia quanto de emagrecimento.

A proteína do soro do leite é reconhecida por seu alto valor biológico e rápida absorção. No entanto, Verônica explica que, quando consumido isoladamente, o suplemento pode ter sua experiência nutricional limitada. “Integrar frutas ao whey protein potencializa a refeição, agregando fibras, vitaminas e minerais que complementam a proteína”, afirma a especialista, que também é pós-graduada em terapias integrativas.

Entre os principais efeitos dessa combinação estão a melhora da digestão, maior estabilidade energética e aumento da saciedade. As fibras presentes nas frutas ajudam a modular a absorção do whey protein, evitando picos glicêmicos e favorecendo um fornecimento mais gradual de energia. Além disso, frutas ricas em antioxidantes contribuem para neutralizar os radicais livres produzidos durante o exercício físico.

Para quem busca ganho de massa muscular, a escolha das frutas tende a priorizar fontes de carboidratos e calorias que auxiliem na reposição de glicogênio e na recuperação pós-treino. A banana aparece como uma das opções mais indicadas. Rica em carboidratos e potássio, ela ajuda a repor energia e a prevenir cãibras. Segundo a nutricionista, pode ser combinada com beterraba para melhorar a oxigenação muscular.

O abacate também entra nessa lista por seu perfil de gorduras saudáveis e alta densidade calórica. “Ele contribui para o ganho de peso de forma equilibrada, oferecendo energia sustentada”, explica Verônica. Já a manga se destaca pelo teor de carboidratos e vitamina C, sendo indicada tanto para o pré quanto para o pós-treino, com impacto positivo na imunidade. O damasco, por sua vez, fornece carboidratos rápidos, úteis para a reposição eficiente do glicogênio muscular.

No contexto do emagrecimento, a lógica muda. O foco passa a ser frutas com baixo índice glicêmico, alta concentração de fibras e menor densidade calórica. As frutas vermelhas lideram essa escolha por seu potente efeito antioxidante e baixa carga energética, auxiliando na definição muscular sem comprometer o déficit calórico.

O kiwi é apontado como outro aliado relevante. Rico em vitamina C e fibras, ele favorece a digestão, contribui para o controle da fome e apoia a saúde intestinal. A pera completa o grupo por seu baixo índice glicêmico e alta capacidade de promover saciedade prolongada, o que ajuda no controle do apetite ao longo do dia.

Além dos shakes, o whey protein pode ser incorporado a preparações simples do cotidiano. Verônica sugere receitas práticas, como bolo de caneca proteico e panqueca de banana com whey, que facilitam a adesão à suplementação sem comprometer a rotina alimentar. “O mais importante é alinhar as combinações ao objetivo individual e manter atenção às porções”, ressalta.

A escolha correta das frutas, portanto, transforma o whey protein de um suplemento isolado em uma refeição funcional, adaptável a diferentes estratégias nutricionais e estilos de vida.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Minha Vida

Mercado de lácteos do Brasil entra em fase de ajuste em 2026, diz Rabobank

Após um ano excepcional, o mercado de lácteos do Brasil entra em 2026 com preços ajustados e crescimento mais cauteloso

O mercado de lácteos do Brasil deve apresentar um crescimento mais moderado em 2026, após o forte desempenho registrado ao longo de 2025.

A avaliação é do Rabobank, que aponta para um cenário de ajuste gradual, influenciado por preços ligeiramente mais baixos ao produtor no início do ano e por uma base de comparação elevada, resultado da expansão significativa observada no ciclo anterior.

Segundo Andrés Padilla, analista do Rabobank, a dinâmica do setor em 2026 será marcada por maior equilíbrio entre oferta e demanda. Pelo lado do consumo, a leitura é de que o ambiente macroeconômico tende a permanecer moderadamente favorável, criando sustentação para a demanda doméstica por lácteos ao longo do ano.

Padilla destaca que o início de um ciclo de corte de juros, o nível ainda elevado de gastos públicos e a manutenção do desemprego em patamares baixos compõem um conjunto de fatores que contribuem para preservar o poder de compra das famílias. “Esses elementos devem ajudar a sustentar o consumo de lácteos ao longo do próximo ano”, afirmou o analista, ao comentar as perspectivas para o mercado interno brasileiro.

Do lado da produção, o Rabobank avalia que os fundamentos permanecem relativamente sólidos, ainda que o ritmo de crescimento deva desacelerar. O desempenho de 2025 é descrito como especialmente positivo para os produtores de leite, com aceleração da produção primária no primeiro semestre, apoiada por custos de ração controlados, rentabilidade positiva e condições climáticas menos voláteis.

De acordo com Padilla, a menor ocorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes e secas severas, foi um diferencial relevante em relação aos anos anteriores. “Diferentemente dos anos recentes, houve menos problemas climáticos, o que facilitou o trabalho dos produtores”, afirmou. A expectativa do Rabobank é que 2025 seja encerrado com crescimento da produção de leite em torno de 6,8% em comparação com 2024.

Esse avanço expressivo cria uma base robusta para 2026, mas também impõe limites naturais à continuidade do ritmo observado. Para o banco, o ajuste nos preços ao produtor tende a atuar como um fator moderador da expansão, especialmente em um contexto em que a produção já atingiu um patamar elevado.

Na leitura do Rabobank, o ano de 2026 deve ser marcado menos por movimentos abruptos e mais por decisões estratégicas voltadas à eficiência operacional. A combinação de custos ainda controlados, porém com margens mais pressionadas, tende a favorecer produtores e empresas que priorizem gestão, escala e previsibilidade, em detrimento de estratégias agressivas de expansão.

Embora o relatório não aponte riscos imediatos de retração, o banco sinaliza que o desempenho do mercado de lácteos do Brasil em 2026 dependerá da capacidade do setor de absorver o ajuste de preços sem comprometer a rentabilidade. Nesse contexto, a leitura é de que o ambiente permanece construtivo, mas menos permissivo do que em 2025.

Com uma demanda doméstica resiliente e uma oferta que segue em expansão, ainda que em ritmo menor, o Rabobank avalia que o setor entra em uma fase de normalização. Para agentes da cadeia láctea, o cenário reforça a importância de decisões calibradas, com foco em eficiência produtiva e leitura atenta dos sinais macroeconômicos que moldarão o consumo ao longo do próximo ano.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Feed & Food


Jogo Rápido

Juros altos criam ambiente desfavorável para a indústria produzir, aponta Fiergs
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, a decisão de manter a taxa de juros em 15% ao ano cria mais um dos muitos obstáculos enfrentados pelo setor produtivo, que já opera com margens pressionadas, confiança em baixa e dificuldades para investir. Bier acrescenta que a medida também prejudica a indústria gaúcha. Segundo ele, estudo da Fiergs mostra que os juros elevados seguem entre os principais entraves à atividade, ao lado de problemas estruturais como carga tributária, demanda interna insuficiente e o ambiente de negócios. O dirigente destaca ainda que manter a Selic em patamar tão elevado restringe o acesso ao crédito, desestimula investimentos e impede a retomada da atividade industrial. “Reconhecemos que o Banco Central atua dentro dos limites que lhe cabem, diante de um cenário ainda marcado por fortes incertezas fiscais e expectativas de inflação desancoradas. A raiz do problema está na ausência de sinais mais claros de responsabilidade com as contas públicas por parte do governo federal. Sem um ambiente favorável, não há redução sustentada dos juros e, com isso, não se cria um ambiente favorável para a indústria produzir”, diz Bier. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 28 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.563


Embrapa CiLeite: Leite em 2025: alimento segura custos de produção em 3,0%

Os custos de produção de leite cresceram 3,0% em 2025, após uma variação de 0,2% em dezembro, de acordo com o ICPLeite/Embrapa. Estes resultados colocam a inflação dos custos de produção de leite menor que a inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA/IBGE, que foi de 4,3%. A baixa variação do custo da alimentação do rebanho (produzida e comprada) foi fundamental para este desempenho, enquanto que os custos da Mão de obra e da energia elétrica e do combustível (gasolina e diesel) cresceram três vezes mais que o custo total, em 2025. 

Em dezembro, alimentação comprada e remédios fizeram custo de produção crescer  O custo do grupo Concentrado cresceu 1,6% no último mês de 2025, puxado por caroço de algodão e polpa cítrica. Mas houve queda do preço de farelo de soja. Portanto, para aqueles produtores que não usam estes itens com preços altistas para alimentar o rebanho, o custo de produção certamente foi menor que 0,2%, variação do custo de produção apurado para dezembro. Também o grupo que engloba remédios, sêmen e outros, representado por Sanidade e reprodução, teve acréscimo restrito, de 0,6%. 

Em sentido contrário, três grupos apresentaram deflação no mês. A redução de preços da energia elétrica e óleo diesel fizeram com que o grupo Energia e combustível apresentasse queda de -1,8%, mesmo percentual apresentado pelo grupo Volumosos. Qualidade do leite também registrou retração de -0,2%. Os dados constam do Gráfico 1.  

Gráfico 1. ICPLeite/Embrapa. Variação em dez/25, por grupos de custos de produção, em %. 

Fonte: Embrapa, 2025.

No acumulado de 2025 a inflação de custos atingiu 3,0%, com destaque para a elevação em Minerais (17,1%), Energia e combustível (7,2%), Qualidade do leite (7,0%,) e Mão de obra (6,3%). O grupo Sanidade e reprodução, com elevação de custos de 4,3%, também cresceu acima do custo total. Já o grupo Concentrado, com variação de 2,9%, e Volumosos, com variação negativa de -4,2% ajudaram a conter a alta acumulada no ano. Os dados constam do Gráfico 2. 

Gráfico 2. ICPLeite/Embrapa. Variação acumulada por grupos de custos de produção, de jan/25 a dez/25, em %. 

Fonte: Embrapa, 2025. 
A inflação de custos de produção de leite em 2025 mostrou-se bem comportada, sem sobressaltos. Em janeiro a inflação anual cresceu para o patamar de 3,0% e, ao longo de todo o ano, oscilou entre 2,3% e 4,0%. Portanto, no que diz respeito a custos, não foram registradas variações que tenham trazido sobressaltos aos produtores, conforme gráfico 3.  

Gráfico 3. ICPLeite/Embrapa. Variação de custos de produção entre dez/24 e dez/25, em 
números-índices, dez/24=100. 

Fonte: Embrapa, 2025.

Embrapa Cileite
Paulo do Carmo Martins
Manuela Sampaio Lana
Samuel José de Magalhães Oliveira
Alziro Vasconcelos Carneiro


Whey Protein cresce 8% ao ano e consolida liderança no Brasil

Com 58% do mercado sul-americano, Whey Protein reforça o Brasil como polo estratégico

O mercado brasileiro de Whey Protein registrou crescimento médio anual de 8% entre 2020 e 2025, consolidando o país como o principal polo da categoria na América do Sul, segundo dados da Mordor Intelligence.
O Brasil respondeu por mais de 58,53% do mercado regional, posição sustentada pela expansão da nutrição esportiva, pela difusão da cultura de academias e pela crescente demanda por alimentos com benefícios funcionais.

Esse desempenho posiciona o Whey Protein como um dos vetores mais consistentes de valor agregado dentro da cadeia láctea, com impacto direto sobre estratégias industriais, mix de produtos e investimentos em processamento de soro de leite.

De acordo com o relatório, a influência de padrões de consumo ocidentais tem acelerado a procura por produtos associados à saúde, desempenho físico e bem-estar.

Nesse contexto, suplementos proteicos assumiram protagonismo no mercado brasileiro de nutrição esportiva, com as proteínas representando 74% dessa categoria, impulsionadas principalmente pelos produtos à base de soro de leite.

O dado estrutural mais relevante vem do comportamento do consumidor: o Brasil manteve, nos últimos três anos, a segunda posição mundial em número de academias, fator diretamente associado ao crescimento da demanda por Whey Protein.

Em 2015, cerca de 3,5% da população brasileira estava matriculada em academias, com destaque para a participação feminina e de pessoas acima de 60 anos, que juntas representavam mais de 40% do público.

Essa composição etária e de gênero amplia o alcance do Whey Protein para além do público tradicional de atletas e fisiculturistas, reforçando seu posicionamento como suplemento funcional associado à saúde, manutenção muscular e recuperação física.

Outro vetor destacado pela Mordor Intelligence é o papel dos profissionais de educação física e treinadores. As orientações desses agentes influenciam diretamente os hábitos alimentares dos consumidores, direcionando a adoção regular de suplementos proteicos. A projeção é de que o mercado de nutrição esportiva cresça, em média, 9% ao ano, sustentando a trajetória positiva do Whey Protein no médio prazo.

Para o setor lácteo, o movimento não é apenas comercial, mas estrutural. O avanço do Whey Protein redefine o valor do soro de leite, historicamente tratado como subproduto, e eleva sua importância estratégica dentro da indústria. Empresas com capacidade de concentração, isolamento e padronização proteica passam a operar em uma lógica de maior margem e diferenciação.

Em termos nutricionais, o Whey Protein é extraído do soro do leite e composto principalmente por alfa-globulina e beta-globulina. É reconhecido pela alta digestibilidade e rápida absorção, além de fornecer todos os aminoácidos essenciais necessários para a construção e reparação dos tecidos musculares.

Em uma porção padrão de 30 gramas, o produto entrega, em média, 24 gramas de proteína, com baixo teor de gorduras e carboidratos. Também é fonte natural de aminoácidos de cadeia ramificada — leucina, isoleucina e valina — fundamentais para a síntese proteica muscular e a recuperação pós-exercício.

O que está em jogo para decisores do setor é a capacidade de capturar esse crescimento de forma eficiente. A expansão do Whey Protein pressiona investimentos em tecnologia, qualidade industrial, rastreabilidade e adequação regulatória.

Não agir implica risco de perda de competitividade, especialmente diante da consolidação do Brasil como referência regional e do avanço de players internacionais.

Ao mesmo tempo, o cenário habilita decisões estratégicas claras: ampliação de portfólio de ingredientes funcionais, integração entre laticínios e marcas de nutrição esportiva, e reposicionamento do soro de leite como ativo central — e não residual — da cadeia.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Guia da Farmácia


Jogo Rápido

ARGENTINA: A produção de leite cresceu, mas o mercado não consegue absorvê-la
O volume de produção nas fazendas leiteiras aumentou, mas a demanda interna e as exportações não cobrem os custos do setor. A produção leiteira apresentou uma forte recuperação, mas as condições de mercado não são favoráveis. Representantes do setor alertam que, embora haja financiamento disponível, as taxas de juros permanecem muito altas em um contexto de inflação elevada e margens apertadas, o que limita a capacidade de sustentar e investir no setor. Segundo  Pablo Villano , presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Laticínios, o crédito está disponível, mas requer uma queda significativa nas taxas de juros para ser viável na atual conjuntura de mercado. (Portalechero)


Porto Alegre, 27 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.562


Conseleite RS indica leite projetado a R$ 2,0560 em janeiro de 2026 no RS

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite) divulgou projeção de R$ 2,0560 para o valor de referência do leite em janeiro de 2026 no Rio Grande do Sul, aumento de 1,88% em relação ao projetado de dezembro (R$ 2,0180). Os números foram divulgados na manhã desta terça-feira (27/01), primeira reunião do ano de 2026, que ocorreu em formato virtual.

O Conseleite também anunciou o valor consolidado em dezembro de 2025 em R$ 1,9857, 3,61% abaixo do consolidado em novembro de 2025 (R$ 2,0601). O cálculo é elaborado mensalmente pela UPF com dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês, e leva em conta parâmetros atualizados pela Câmara Técnica do colegiado em 2023.

Conforme o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, a projeção para janeiro reflete um movimento de leve recuperação no mercado, mas ainda pede atenção. “Mesmo com a melhora, segue sendo um cenário que exige atenção dos produtores e das indústrias. O equilíbrio da cadeia depende de planejamento e diálogo constante entre os elos”, destacou.

O vice-coordenador, Darlan Palharini, falou sobre o enfrentamento à competitividade no mercado leiteiro, referindo-se principalmente à União Europeia. “O trabalho conjunto é fundamental para termos um trabalho efetivo de qualidade e podermos superar a competição com os outros países.”

Nova diretoria do Conseleite é divulgada

Durante o encontro, também foi divulgada a nominata completa da nova coordenação do Conseleite para 2026. Conforme o sistema de rotação adotado pela entidade, que alterna anualmente a coordenação entre representantes da indústria e dos produtores de leite, o cargo passa do setor industrial, responsável pela coordenação em 2025, para o setor produtivo em 2026. Assim, Kaliton Prestes, secretário executivo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), assume como o novo coordenador do Conseleite. A vice-coordenação fica a cargo do coordenador de 2025, Darlan Palharini. Como tesoureiro, assume Osmar Redin; como vice-tesoureiro, Marcos Tang; o secretário passa a ser Allan André Tormen; e o vice-secretário, José Pollastri. (Jardine Comunicação)


Conseleite Minas Gerais

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de Janeiro de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Novembro/2025 a ser pago em Dezembro/2025
b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Novembro/2025 a ser pago em Dezembro/2025
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Janeiro/2026 a ser pago em Fevereiro/2026.


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

 

 

Supermercados vendem menos comida apesar da trégua da inflação

Dezembro de 2025 decepcionou e foi o pior mês do ano para o varejo de alimentos. As vendas de comidas normalmente fluem nesse período sem a necessidade de esforço extra por parte dos supermercados. As festas de fim de ano e a injeção de recursos do 13.º salário se encarregam de impulsionar os negócios.

Mas, no ano passado, mesmo com a trégua da inflação de alimentos a partir de junho – fator decisivo para a inflação geral terminar o ano abaixo do teto da meta de 4,5% -, o desempenho das vendas contrariou o esperado, aponta o levantamento da Scanntech, plataforma de inteligência de dados para o varejo e indústria. A empresa monitora 13,5 bilhões de tíquetes por ano na boca do caixa dos supermercados. Isto é, são as vendas que, de fato, acontecem.Segundo o levantamento, as vendas do varejo de alimentos em dezembro do ano passado, incluindo todos os canais – mercadinhos, supermercados, hipermercados e atacarejos -, caíram 5,5% em unidades na comparação com o mesmo mês de 2024.

Já o recuo do faturamento foi menor, de 2,5%, na mesma base de comparação. Isso porque o preço por unidade subiu 3,2% no período. Mesmo assim, o desempenho de dezembro chama atenção porque foi o único mês no ano inteiro de 2025 que registrou queda na receita de vendas de alimentos na comparação anual.

Também contrasta com o padrão observado nos últimos três anos, observa Felipe Passarelli, head de inteligência de mercado da Scanntech. Nesse período, os meses de dezembro sempre apresentaram crescimento no faturamento em relação ao ano anterior.

“A queda das vendas de alimentos em dezembro de 2025 ante dezembro de 2024 reforça um movimento estrutural observado ao longo do ano”, afirma Passarelli.

Cautela
Ele argumenta que, apesar da desaceleração da inflação e do avanço da renda média do brasileiro, o consumidor continuou cauteloso na hora de ir às compras, sobretudo diante do aumento do endividamento, que pode estar associado, entre outros fatores, ao avanço das bets, as apostas online. Elas chegam a movimentar mais de R$ 30 bilhões por mês, segundo dados do Banco Central.

Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ressalta que o aumento do consumo de serviços pesa nesse desempenho. Os serviços disputam a fatia do orçamento que o brasileiro gasta com a compra de bens, como os alimentos.

“Hoje os serviços livres (excluindo os monitorados) respondem por quase a metade dos gastos (48,7%) das famílias”, diz Bentes. Em dezembro de 2008, os serviços representavam um terço (33,6%). Em contrapartida, a parcela do gasto com bens no orçamento das famílias, que era 66,4% em dezembro 2008, recuou para 51,3% em dezembro do ano passado, segundo dados ajustados pelo economista a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE.

Passarelli acrescenta outros fatores inibidores das compras de alimentos, como os juros elevados e a deterioração da confiança do consumidor. “A inflação segue como o principal motivo de preocupação para cerca de metade dos brasileiros e a percepção de que ‘o dinheiro não rende’ pesa diretamente sobre as decisões de compra”, avalia.

Diante desse cenário, diz o executivo, o consumidor ajusta volumes de compras, dá prioridade aos itens mais essenciais e intensifica a busca por promoções.

Os estoques acumulados em dezembro devido à frustração das vendas e do fraco desempenho da primeira quinzena de janeiro estão levando redes de supermercados a fazer promoções agressivas para virar o jogo.

Redes de supermercados não quiseram se manifestar, mas a reportagem visitou lojas e constatou um grande volume de itens em oferta.

A rede Hirota, por exemplo, com 17 lojas espalhadas pela região metropolitana de São Paulo, informou que programou uma grande queima de estoque entre quarta-feira passada e hoje.

Segundo o diretor da empresa, Hélio Freddi, serão colocados mais de 150 itens em oferta, com descontos de até 50% no preço. “Vamos colocar em oferta itens fortes, formadores de opinião, como ovos, pó de café, cerveja, carne”, exemplifica o executivo. Com a promoção, a expectativa é atingir a meta de vendas. “Estamos 4% abaixo da meta de janeiro, que está sendo um mês terrível.”

Gastos

Despesas com matrículas e material escolar, gastos com pagamento de impostos, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), e a insegurança em relação ao mercado, apesar da economia estável, aumentam o receio do consumidor para gastar, diz Freddi.

Ele relata que a dificuldade de vendas enfrentada em dezembro e janeiro é um cenário comum ao setor supermercadista, que precisa fazer caixa para quitar as despesas ordinárias. “Todo mundo está com o mesmo problema.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo via infomoney


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Queda do dólar e expectativas de maior oferta pressionam cotações
Soja caíram na última semana pressionadas pela queda do dólar frente ao Real, que reduziu a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, aponta levantamento do Cepea. As cotações internas da soja caíram na última semana pressionadas pela queda do dólar frente ao Real, que reduziu a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, aponta levantamento do Cepea. Além disso, conforme o Centro de Pesquisas, a expectativa de safra recorde no Brasil reforçou a cautela dos compradores – que têm postergado novas aquisições à espera do avanço da colheita –, levando à desvalorização dos prêmios de exportação. De acordo com a Conab, 3,2% da área nacional havia sido colhida até 17 de janeiro, acima do 1,2% registrado no mesmo período da temporada passada. (Cepea) 


Porto Alegre, 26 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.561


Inale | Exportações lácteas do Uruguai batem recorde e chegam a US$ 962,7 mi 

As exportações lácteas cresceram 13% em 2025, impulsionadas pelo avanço da leite em pó integral e da manteiga 

As exportações lácteas do Uruguai alcançaram em 2025 o maior faturamento já registrado, segundo dados finais divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale).

No acumulado de janeiro a dezembro, a receita somou US$ 962,7 milhões, resultado 13% superior ao observado em todo o ano de 2024, quando o setor havia gerado US$ 853,9 milhões.

Com esse desempenho, a agroindústria láctea uruguaia atingiu um novo recorde histórico em valor exportado. O marco anterior havia sido registrado em 2022, com US$ 925,2 milhões, em um contexto de forte valorização internacional. Ao longo da série histórica, esta é apenas a terceira vez que o país supera a barreira simbólica dos US$ 900 milhões em exportações lácteas, após os resultados de 2013 e 2022.

Os dados consolidados elaborados pelos técnicos do Inale, com base em informações da Direção Nacional de Aduanas (DNA), consideram quatro principais rubros: leite em pó integral, leite em pó desnatado, queijos e manteiga. Em 2025, o crescimento do faturamento foi sustentado principalmente pelo desempenho da leite em pó integral e da manteiga, enquanto os demais produtos apresentaram retrações.

No detalhamento por produto, a receita com leite em pó integral alcançou US$ 671,2 milhões, alta de 19% em relação a 2024. A manteiga somou US$ 74,9 milhões, com crescimento de 6%. Em contraste, a leite em pó desnatado registrou queda de 1%, totalizando US$ 54,8 milhões, e os queijos recuaram 13%, com faturamento de US$ 91,2 milhões.

Apesar do recorde em valor, o comportamento dos volumes exportados foi distinto. Ao longo de 2025, o Uruguai embarcou 214.980 toneladas de produtos lácteos, número inferior ao registrado em 2024, quando as exportações haviam alcançado 241.135 toneladas. Historicamente, os maiores volumes foram observados em 2012 e 2024, ambos acima de 240 mil toneladas.

Por produto, o volume de leite em pó integral cresceu 6%, chegando a 168.449 toneladas. Já a leite em pó desnatado teve retração de 9%, com 17.048 toneladas exportadas. Os queijos apresentaram queda mais acentuada, de 15%, totalizando 18.259 toneladas, enquanto a manteiga recuou 9%, com 11.224 toneladas.

Mesmo com a redução do volume total, a elevação dos preços médios internacionais contribuiu de forma decisiva para o resultado financeiro. Na comparação anual, os preços médios obtidos em 2025 foram 12% superiores para a leite em pó integral, 10% maiores para a leite em pó desnatado, 2% acima no caso dos queijos e 17% mais elevados para a manteiga.

Considerando apenas os negócios fechados em dezembro de 2025, os preços médios alcançaram US$ 3.854 por tonelada de leite em pó integral, US$ 3.019 para a desnatada, US$ 5.133 para queijos e US$ 6.809 por tonelada de manteiga. Em relação a dezembro de 2024, houve aumento de preços em todos os produtos, com variações positivas entre 4% e 8%.

No ranking geral das exportações uruguaias, os produtos lácteos ocuparam em 2025 a quarta posição entre os principais bens exportados, atrás da carne bovina, da celulose e da soja, e à frente dos concentrados de bebidas. O dado reforça o peso estratégico do setor para a economia do país.

Quanto aos destinos, Argélia e Brasil mantiveram a liderança como principais mercados para as exportações lácteas do Uruguai. Considerando os últimos 12 meses, a Argélia respondeu por 36% do total exportado, enquanto o Brasil concentrou 26%. Rússia, Chile e Mauritânia apareceram na sequência, cada um com participação de 3%.

A análise por produto mostra uma forte concentração: o Brasil absorveu 79% da leite em pó desnatado e 27% dos queijos exportados, enquanto a Argélia foi o principal destino da leite em pó integral, com 49%. Já a manteiga teve como principal mercado a Arábia Saudita, responsável por 23% das compras.

No contexto regional, os preços internacionais da leite em pó apresentaram ajustes no fim do ano. Em dezembro de 2025, o preço médio da leite em pó integral exportada pela América do Sul foi de US$ 3.900 por tonelada, 10% abaixo de novembro e 4% inferior ao de dezembro de 2024. Para a leite em pó desnatado, o valor médio foi de US$ 3.288 por tonelada, com queda mensal de 3% e retração anual de 13%. (Escrito para o eDairyNews, com informações de El Observador)


Quais são os queijos preferidos dos brasileiros? Confira a lista

Iguaria láctea ganha destaque em diferentes preparações na culinária

Presente em diversas refeições ao longo do dia, o queijo é um dos alimentos mais democráticos na mesa do brasileiro. Ele pode surgir derretido no sanduíche do café da manhã, em pedaços e cru na salada do almoço, ou ralado para dar o toque final ao macarrão do jantar.

Diante de inúmeras variedades disponíveis no mercado, algumas se destacam na preferência do consumidor por fatores como preço, versatilidade e agradabilidade ao paladar.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), a ordem dos tipos mais consumidos no país pode variar conforme a região, mas mussarela, requeijão e queijo prato estão entre os favoritos de Norte a Sul. Juntos, eles representam cerca de 65% do consumo nacional.

Em seguida, cinco variedades se sobressaem no ranking: Minas frescal, Minas padrão, parmesão ralado, coalho e cream cheese, completa a ABIQ.

Entre os queijos considerados especiais e, por consequência, com o preço mais elevado nas prateleiras, os três preferidos para incrementar receitas são parmesão, gouda e gorgonzola.

Os queijos mais consumidos no Brasil

  • Mussarela;
  • Requeijão;
  • Prato;
  • Minas frescal;
  • Minas padrão;
  • Parmesão ralado;
  • Coalho;
  • Cream cheese.

O consumo mundial

Apesar de presente na alimentação dos brasileiros de diversas formas, o consumo médio per capita é de 5,6 quilos por ano, número considerado baixo quando comparado a outros países. Na Argentina, por exemplo, também na América do Sul, o valor mais que dobra, alcançando 12 quilos por pessoa.

A França, com 26,3 quilos, lidera o levantamento mundial, seguida por Islândia (25,9 kg) e Finlândia (25,8 kg). Em nível global, a média é de 6,5 quilos per capita e deve aumentar 1,4% até 2030, estima a ABIQ. (Globo Rural editado pelo Sindilat/RS)

MILHO/CEPEA: Com maior oferta e menor demanda, preços têm novas quedas

Milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea.

Pesquisadores explicam que, além da maior oferta neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, a menor demanda interna também explica o recuo dos valores.

Os preços do milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Pesquisadores explicam que, além da maior oferta neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, a menor demanda interna também explica o recuo dos valores. 

Ainda segundo o Centro de Pesquisas, compradores continuam priorizando a utilização dos lotes negociados anteriormente. Parte desses agentes, além de terem estoques, acredita que, conforme a colheita de soja avança, vendedores precisarão liberar espaço nos armazéns e fazer caixa. 

No campo, paralelamente à colheita da safra verão no Sul e no Sudeste do País, a semeadura da segunda safra teve início em algumas regiões do Sul e do Centro-Oeste. (Cepea)  


Jogo Rápido

Fórum MilkPoint Mercado abordará desafios e oportunidades do setor leiteiro em 2026
Os desafios no curto prazo e as oportunidades a longo prazo da cadeia do leite em 2026 serão foco do Fórum MilkPoint Mercado que, este ano, acontece no dia 9 de abril, em Piracicaba (SP) , no chamado “Vale do Silício do Agro”, ninho de startups e grandes inovações do setor. Para participarem, associados do Sindilat/RS têm garantido 10% de desconto na inscrição, que pode ser feita no link disponível no site do Sindilat, clicando aqui. O primeiro lote está disponível até o dia 06 de fevereiro. A programação do Fórum MilkPoint Mercado 2026 foi estruturada para oferecer uma visão completa e estratégica da cadeia láctea, combinando análises de mercado, qualidade do leite e performance financeira da indústria ao longo de um dia inteiro de debates e networking. (Sindilat)


Porto Alegre, 23 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.560


CONSELEITE – SANTA CATARINA - RESOLUÇÃO Nº 1/2026

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 23 de Janeiro de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Dezembro de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro de 2026.
 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)


Informativo Conjuntural 1903 de 22 de janeiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

Observou-se a ocorrência de parasitas em níveis médios a altos. O período foi marcado pelo retorno das altas temperaturas, que influenciaram diretamente a produção de leite. As precipitações recorrentes em algumas regiões prejudicaram o manejo. A produção está estável, com registros pontuais de leve aumento. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, nas propriedades com melhor manejo da alimentação e disponibilidade de sombra e água, os efeitos das condições ambientais foram significativamente mitigados, o que manteve os índices produtivos próximos da estabilidade. Já nas propriedades sem esses recursos ideais, ocorreram perdas mais expressivas na produção, o que exigiu ajustes nos horários de pastejo.  

Na de Frederico Westphalen, a produção aumentou devido ao aporte nutricional oriundo da melhoria das pastagens e do maior tempo de pastejo, e as condições ambientais favoreceram o bem-estar animal.

Na de Caxias do Sul, as condições meteorológicas da semana, caracterizadas por elevada precipitação, calor intenso e alta umidade do ar, impactaram os sistemas de produção à base de pasto, resultando em dificuldades de manejo e exigindo pastejo por tempo limitado, com retirada das vacas e suplementação com silagem em cochos cobertos. Essas condições contribuíram para quadros de estresse nas vacas. O excesso de chuvas também dificultou a limpeza dos úberes e interferiu na qualidade do leite, em função da formação de barro em corredores e locais de espera da ordenha não pavimentados. Ainda assim, o leite se manteve dentro dos padrões de qualidade. 

Na de Ijuí, a produção está estável. Os criadores menos capitalizados reduziram a quantidade de complemento alimentar na tentativa de baixar os custos de produção.

Na de Pelotas, as temperaturas elevadas afetaram o bem-estar, o consumo alimentar e a produção de leite, demandando cuidados adicionais relacionados à oferta de sombra, água e ao manejo nutricional. Também foram relatados problemas sanitários pontuais, como aumento da ocorrência de carrapatos e moscas, além de casos de descarte de leite por problemas de qualidade.

Na de Passo Fundo, o rebanho permaneceu com escore corporal acima de 3,5. A alimentação foi baseada em pastagens de verão, silagem e suplementação com concentrados, ajustada às necessidades de cada lote. 

Na de Porto Alegre, a produção está elevada, apesar do estresse térmico em razão das altas temperaturas.

Na de Santa Rosa, a produtividade de leite está estável. As condições ambientais observadas têm favorecido o pastejo rotacionado e para a manutenção da qualidade nutricional da forragem, com adequado aproveitamento das áreas e oferta contínua de alimento aos rebanhos. (Fonte: Emater/RS)

EUA: USDA destina investimentos para impulsionar inovação no setor lácteo

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou o investimento de mais de US$ 11 milhões no apoio a pequenas e médias empresas do setor lácteo, por meio do programa Dairy Business Innovation (DBI). Os recursos são destinados ao desenvolvimento, à comercialização e à distribuição de produtos lácteos, com foco em inovação e no fortalecimento das economias locais e da indústria láctea norte-americana.

Em 2025, os recursos serão alocados de forma não competitiva às quatro iniciativas DBI já existentes, conduzidas pela California State University, Fresno; University of Tennessee; Vermont Agency of Agriculture, Food & Markets; e University of Wisconsin. Essas instituições serão responsáveis por oferecer assistência técnica e subvenções a produtores e empresas do setor em suas respectivas regiões.

Entre as ações previstas estão o apoio ao planejamento de negócios, marketing e construção de marca, além da ampliação do acesso a técnicas inovadoras de produção e processamento. O objetivo é estimular o desenvolvimento de produtos lácteos com maior valor agregado, fortalecer os mercados regionais e ampliar a oferta de produtos ao consumidor.

Parte dos recursos será direcionada à Dairy Business Innovation Alliance (DBIA), iniciativa liderada pela Wisconsin Cheese Makers Association (WCMA) em parceria com o Center for Dairy Research (CDR) da Universidade de Wisconsin. Com o novo repasse, a DBIA poderá receber US$ 3,45 milhões para apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos, assistência técnica, educação e concessão direta de subsídios a empresas lácteas.

As ações da DBIA abrangem os estados de Illinois, Indiana, Iowa, Kansas, Michigan, Minnesota, Missouri, Nebraska, Ohio, Dakota do Sul e Wisconsin. Desde 2018, o programa já concedeu quase 300 subsídios e ofereceu serviços educacionais e de consultoria a centenas de empresas do setor lácteo. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 04/2026 – SEAPI 
Na próxima semana, a atuação de um sistema de alta pressão favorecerá a manutenção do tempo estável em todo o estado do Rio Grande do Sul. Entre quinta-feira (22/01) e domingo (25/01), as condições meteorológicas deverão permanecer predominantemente estáveis, sem a atuação de sistemas capazes de provocar instabilidade significativa. Nesse período, não há previsão de chuva significativa em nenhuma das regiões do estado, e as temperaturas seguirão em elevação gradual ao longo dos dias. O predomínio de céu com poucas nuvens e a ausência de precipitação contribuirão para o aumento progressivo das temperaturas máximas. Entre segunda-feira (26/01) e quarta-feira (28/01), o padrão de tempo estável deverá se manter sobre o Rio Grande do Sul. A continuidade da atuação do sistema de alta pressão favorecerá a intensificação do calor em grande parte do estado. Nos dias 27/01 e 28/01, as temperaturas máximas deverão se aproximar dos 40 °C em diversas regiões, podendo ultrapassar essa marca em algumas localidades. Esse cenário indica a ocorrência de um período de calor intenso, com destaque para o interior do estado. De forma geral, não há previsão de chuva em praticamente todas as regiões e, por conseguinte, os acumulados de precipitação previstos não devem superar os 5 milímetros. (Boletim Agrometerologico/SEAPI)


Porto Alegre, 22 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.559


Incentivos financeiros e qualidade do leite: o que funciona?

Ao longo de mais de 15 anos atuando diretamente na cadeia produtiva do leite, acompanhei de perto produtores, cooperativas e indústrias na jornada da qualidade, desde o início da regulamentação da Instrução Normativa nº 51 (IN 51) até a atual Instrução Normativa nº 77 (IN 77). Apesar das mudanças ao longo do tempo, alguns pontos seguem muito claros.

Um deles é que assistência técnica, sozinha, não sustenta programas de qualidade do leite. Ela é fundamental, mas precisa caminhar junto com incentivos financeiros bem estruturados para que o produtor realmente responda às exigências do mercado. Participei de diversos programas de qualidade que começaram com boas intenções, mas não avançaram.

Em uma dessas experiências, durante uma conversa com o presidente de uma cooperativa onde trabalhei, discutíamos ajustes nas bonificações por qualidade e volume. Ele foi direto: “Precisamos saber quais faixas de produção realmente respondem ao estímulo e quais não respondem”. Essa frase ficou marcada.

O mesmo raciocínio vale para a qualidade do leite. Faixas de bonificação por CPP (Contagem Padrão em Placas) e CCS (Contagem de Células Somáticas) só geram resposta positiva quando o incentivo financeiro é relevante. Quando o prêmio é baixo, o produtor não consegue justificar o investimento em manejo, nutrição, rotina de ordenha e infraestrutura. Por outro lado, penalizações claras para leite fora de padrão também têm efeito, desde que sejam previsíveis e bem comunicadas.

O mercado lácteo está cada vez mais exigente, e programas de qualidade precisam ser claros, mensuráveis e acompanhados de perto. O monitoramento contínuo dos resultados, aliado a uma assistência técnica focada em solução prática no campo, tende a gerar avanços consistentes. Além disso, laticínios que adotam uma política de qualidade clara e bem definida evitam desperdício de recursos. Quando as regras são objetivas, com faixas de bonificação e penalização bem ajustadas, o investimento feito retorna em forma de melhoria real do leite captado, e não apenas como custo adicional.

Esse alinhamento permite direcionar melhor os esforços da indústria, reduzir retrabalhos e construir um posicionamento estratégico mais sólido no mercado lácteo. Em um mercado volátil como o do leite, política leiteira bem definida, planejada e com estímulos corretos faz diferença. Produtor responde a sinal econômico. Ignorar isso é repetir erros que a cadeia já conhece há décadas. (Maximiliano Scopel Ardenghi/MilkPoint)


Grupo Piracanjuba entra no mercado de queijos finos com aquisição da Básel Lácteos
 
O Grupo Piracanjuba anuncia a aquisição da Básel Lácteos, indústria especializada em queijos finos, localizada no município de Antônio Carlos, em Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira. A empresa familiar, cujos fundadores acumulam mais de 50 anos de experiência no setor, é reconhecida pela tradição e pela qualidade de seus produtos. Com a operação, a companhia goiana passa a contar com dez unidades industriais em funcionamento no Brasil. 

A aquisição está alinhada ao plano de expansão do Grupo Piracanjuba no segmento de queijos especiais e à ampliação de sua presença nacional. Reconhecida por sua linha premium, que inclui variedades como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda, a Basel Lácteos agrega valor ao portfólio da companhia e fortalece sua atuação em categorias de alto padrão. 

Neste primeiro momento, o foco da empresa será a manutenção da linha de produção atual. “Nossa prioridade é preservar o que a Básel construiu até aqui. Para o futuro, a expectativa é ampliar gradualmente o portfólio e a capacidade produtiva da planta”, afirma o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. 

Instalada em uma região de forte tradição leiteira e características naturais privilegiadas, a fábrica está situada em um município com pouco mais de 11 mil habitantes, segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade de Antônio Carlos é conhecida pela produção de alguns dos queijos mais nobres do país, resultado da peculiaridade do leite local, influenciado pelo clima ameno, pela altitude e pelas pastagens naturalmente propícias à atividade agropecuária. 

Transição planejada e ampliação de mercado 
Atualmente, a distribuição da Básel está concentrada no estado do Rio de Janeiro. O planejamento prevê a expansão da comercialização para todo o território nacional, já sob a marca Piracanjuba. 

A conclusão da transação está condicionada à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Até que haja uma decisão definitiva do órgão, a Básel Lácteos e o Grupo Piracanjuba seguirão operando de forma autônoma e independente. 

A companhia informa ainda que a intenção é manter todos os postos de trabalho diretos, atualmente em torno de 100 colaboradores, majoritariamente em funções fabris. Os produtores de leite que abastecem a unidade também serão visitados individualmente, em momento oportuno. 

“Nosso objetivo é que essa transição ocorra da forma mais harmoniosa possível para colaboradores, fornecedores e para a comunidade local. Queremos reforçar o propósito do Grupo Piracanjuba, que é o cuidado que alimenta a vida. Para nós, nutrir relações é tão importante quanto nutrir pessoas, e isso começa pelo respeito ao nosso time e aos produtores de leite”, destaca Luiz Claudio.  

Para os próximos anos, a companhia prevê investimentos na modernização da planta, no aumento da capacidade produtiva e na ampliação gradual do portfólio de produtos. (Grupo Piracanjuba)

SC estabelece restrições ao uso de leite em pó importado

A Lei nº 19.685/2025, sancionada nesta quarta-feira (21), proíbe, em Santa Catarina, a reconstituição de leite em pó de origem importada para comercialização como leite fluido. Além do leite em pó, a legislação também impede a reconstituição de composto lácteo em pó, soro de leite em pó e outros derivados lácteos.O objetivo da lei é preservar a cadeia produtiva do leite no estado, que possui forte presença no meio rural e relevância econômica para milhares de famílias. A medida tem caráter preventivo, uma vez que o leite UHT atualmente comercializado nos supermercados catarinenses não é produzido a partir de reconstituição.

De acordo com a justificativa do projeto, aprovada pela Assembleia Legislativa no final de 2025, a reconstituição de leite em pó importado poderia gerar distorções no mercado, ao competir com o leite fluido obtido diretamente dos produtores locais. Essa preocupação considera, sobretudo, a existência de políticas de incentivo em outros países que reduzem o custo de produção do leite em pó, o que poderia impactar a competitividade da produção catarinense.

A legislação estadual segue iniciativa semelhante adotada no Paraná, onde também foi identificada a possibilidade de utilização de leite em pó importado para reconstituição e venda como leite fluido.

Santa Catarina figura entre os principais estados produtores de leite do país, com uma base produtiva majoritariamente formada por propriedades familiares. A manutenção da competitividade do setor é vista como estratégica para a segurança alimentar, a economia regional e a sustentabilidade da atividade no estado.

A lei também estabelece que os recursos provenientes de eventuais multas aplicadas em caso de descumprimento da norma sejam destinados ao Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com aplicação em ações de apoio à cadeia produtiva do leite, incluindo programas de fomento e incentivo à adoção de tecnologias. (As informações são da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Salários 
O percentual de negociações salariais que levaram a reajustes superiores à inflação atingiu 77% em 2025, uma queda em relação a 2024, quando chegaram a 84%, segundo dados preliminares do Dieese. O índice de preços considerado no cálculo é o INPC, que fechou o ano passado com alta de 3,90%. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 21 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.558


CCGL completa 50 anos nesta quarta-feira

A CCGL, associada ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), celebra nesta quarta-feira, 21/01, 50 anos de história como referência do cooperativismo gaúcho e brasileiro. Fundada em 1976 e com sede em Cruz Alta, a cooperativa reúne atualmente 25 cooperativas associadas e mais de 170 mil produtores. 

O presidente do Sindilat, Guilherme Portella, destaca que a história da CCGL se confunde com a própria evolução do setor lácteo no Rio Grande do Sul. “Seus 50 anos simbolizam a força do setor leiteiro gaúcho, como modelo capaz de unir produtores, gerar desenvolvimento econômico, promover inovação e garantir padrões elevados de qualidade na indústria de laticínios”, destaca. 

Na passagem do cinquentenário, Portella lembra que, ao longo destas cinco décadas, a CCGL impulsionou o desenvolvimento do setor, especialmente pelos investimentos em qualidade, tecnologia e profissionalização da cadeia produtiva, além do trabalho de assistência técnica junto aos produtores, que resultam em melhorias na produtividade do leite e no padrão sanitário das propriedades. (Assessoria de Imprensa Sindilat, com informações da CCGL)


Tendências de sabores para 2026

A Innova Market Insights, referência global em inteligência de mercado, divulgou oficialmente suas previsões para as tendências de sabores em 2026. O relatório aponta cinco pilares estratégicos que devem orientar a inovação de produtos no próximo ano, refletindo um consumidor cada vez mais interessado em equilibrar experiências multissensoriais, bem-estar emocional e funcionalidade nutricional. No topo das tendências está a Exploração Sensorial, na qual textura e apelo visual deixam de atuar como elementos secundários e passam a ser verdadeiros drivers de valor. De acordo com a Innova, 26% dos consumidores da Geração Z buscam ativamente combinações de sabores surpreendentes e visualmente impactantes. Em paralelo, a tendência Easy Health, Full of Flavor (Saúde Fácil, Cheia de Sabor) impõe um desafio técnico relevante à indústria: como manter a indulgência sensorial em produtos com apelo funcional.

Embora mais de 60% dos Millennials e da Geração Z priorizem a ingestão de proteínas, o sabor segue como principal fator de recompra. O relatório indica que o sucesso em 2026 dependerá da capacidade das indústrias de empregar tecnologias de mascaramento (masking) e aromas naturais para neutralizar off-notes de ingredientes funcionais, sem comprometer o perfil sensorial dos produtos.

A globalização do paladar avança para o conceito de Cultural Remix, no qual sabores tradicionais são reinterpretados com abordagens contemporâneas. Três em cada cinco consumidores globais demonstram abertura a essas combinações híbridas, impulsionando o desenvolvimento de produtos que unem herança cultural e influências internacionais.

Paralelamente, os alimentos consolidam-se como ferramentas de gestão emocional. A tendência My Mood, My Flavor revela que 74% dos consumidores recorrem a alimentos e bebidas para melhorar o humor ou lidar com o estresse. Já o Flavor Fest reforça a importância da inovação orientada por ocasiões de consumo, transformando edições limitadas e sazonais em plataformas estratégicas de experimentação, engajamento e expressão pessoal. (As informações são do Aditivos Ingredientes)

Mercado de leite em alerta: oferta cresce, preços recuam e acordo UE gera expectativa

O mercado de leite inicia 2026 em um ambiente de oferta elevada, preços pressionados e margens cada vez mais estreitas ao longo da cadeia produtiva, segundo a Nota de Conjuntura do Mercado de Leite e Derivados, elaborada pela equipe do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa Gado de Leite, com base em dados consolidados até janeiro deste ano.

No cenário internacional, a produção global de lácteos permanece elevada nos principais países produtores e exportadores. Argentina e Uruguai, fornecedores relevantes para o Brasil, registraram aumento de produção entre 7% e 8% em novembro de 2025, na comparação anual.

Ainda assim, o primeiro leilão do Global Dairy Trade (GDT) em 2026 apresentou forte alta nas cotações, movimento interpretado pelos analistas como uma correção pontual após um período prolongado de preços fortemente pressionados.

Apesar desse ajuste, o ambiente externo segue marcado por elevada incerteza. Instabilidades políticas na Venezuela e no Irã, somadas à continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, adicionam volatilidade às expectativas globais.

Para 2026, a avaliação técnica é de que o crescimento da produção mundial de leite tende a ser mais moderado do que em 2025, reflexo direto de margens de rentabilidade mais apertadas em diversos elos da cadeia láctea internacional.

No Brasil, o quadro macroeconômico é descrito como relativamente estável, embora com sinais claros de desaceleração do crescimento.

A massa total de rendimentos alcançou R$ 369 bilhões em novembro de 2025, acima dos R$ 352 bilhões observados no mesmo período do ano anterior, mas com ritmo de expansão inferior ao registrado entre 2023 e 2024.

As vendas no varejo cresceram apenas 2% nos últimos 12 meses, reforçando um cenário de consumo mais contido.

As projeções para o Produto Interno Bruto em 2026 apontam crescimento de 1,8%, abaixo do desempenho esperado para 2025, estimado em cerca de 2,25%. Os agentes econômicos projetam inflação mais próxima da meta ao longo do ano, embora em um ambiente de juros elevados.

A eleição presidencial adiciona componentes de volatilidade cambial e expectativa de aumento dos gastos públicos, ao mesmo tempo em que o endividamento das famílias levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do atual nível de atividade econômica.

Nesse contexto, a aprovação do Acordo Comercial Mercosul–União Europeia, ocorrida em janeiro de 2026, introduz um vetor adicional de expectativa.

O acordo ainda depende de ratificação, mas prevê a eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% dos produtos comercializados entre os blocos. Para o setor de lácteos, estão previstas cotas com isenção tarifária para leite em pó e queijos, em volumes considerados pouco expressivos diante do tamanho e do potencial produtivo dos dois mercados.

Alguns segmentos, no entanto, permanecem protegidos. O queijo muçarela ficou fora do acordo e continuará sujeito às tarifas vigentes para acesso ao mercado europeu. Já a manteiga terá redução imediata de 30% nas tarifas em ambos os blocos.

De modo geral, a avaliação técnica é de que o setor lácteo seguirá relativamente protegido do ponto de vista comercial, com maior impacto potencial nos queijos de maior valor agregado.

No mercado doméstico, o aumento da produção de leite e a manutenção de importações em patamar elevado — apesar de queda de 6% em 2025 — mantêm a oferta de lácteos elevada no curto prazo.

Esse cenário tem pressionado os preços tanto no varejo quanto ao produtor. Em 2025, os preços ao consumidor recuaram 4%, contribuindo para conter a inflação geral do país.

Para o produtor, contudo, o ajuste foi mais severo. O preço pago no final de 2025 caiu para USD 0,40 por quilo, enquanto o mercado spot operava em torno de USD 0,36 por quilo, aproximando-se do valor pago na Argentina, estimado em USD 0,33 por quilo.

Essas referências reduzem a atratividade das importações no curto prazo e indicam possibilidade de continuidade da queda dos volumes importados, caso as condições atuais se mantenham.

A análise conclui que o mercado de leite entra em 2026 em um processo de ajuste, com preços mais baixos, margens comprimidas e elevada cautela por parte dos agentes.

O equilíbrio entre oferta, demanda e rentabilidade dependerá não apenas do comportamento da produção e do consumo internos, mas também da evolução do cenário macroeconômico e das tensões internacionais ao longo do ano. (Escrito por Valéria Hamann para o eDairyNews, com informações de CILEITE – Centro de Inteligencia do Leite)


Jogo Rápido

Setores sensíveis exigem atenção
Heitor Schuch, no entanto, faz alertas claros. Dois setores, segundo ele, exigem atenção especial: lácteos e vinhos. A Europa é altamente competitiva nessas áreas, com produção em escala, qualidade reconhecida e estoques robustos. “Nós já enfrentamos forte concorrência dentro do Mercosul, especialmente no vinho, e agora abrimos mais uma janela para produtos europeus. O desafio será garantir mecanismos de transição, salvaguardas e políticas de proteção ao produtor nacional”, pondera. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 20 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.557


GDT - 20/01/2026

(Fonte: GDT)


A previsão para o leite em 2026

O setor do leite terminou 2025 com o preço pago ao produtor no menor patamar do ano. Este cenário, de preços próximos de R$ 2 por litro, foi retratado no boletim do Centro de Inteligência do Leite, da Embrapa Gado de Leite, referente ao mês de dezembro. Para 2026, o setor enxerga uma lenta recuperação dos preços.

Clima favorável e custos mais controlados no início do ano passado impulsionaram a produção, de acordo com Glauco Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, mas o consumo não acompanhou. A produção nacional, que tradicionalmente cresce entre 2% e 3% ao ano, deve fechar 2025 com alta entre 7% e 8%, enquanto o consumo avançou, no máximo, 2%. Além disso, as importações seguiram elevadas e somaram 2,14 bilhões de litros.

No RS, a pressão foi ainda maior. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, aponta que a produção gaúcha cresceu mais de 12% em relação a 2024. “Isso gerou superoferta e pressionou diretamente o preço pago ao produtor”.

Nesse ambiente de margens apertadas, estoques elevados e consumo reagindo lentamente, o que o setor espera em 2026. A primeira diferença é de que a oferta tende a crescer menos, segundo Carvalho. A expectativa é de avanço entre 1% e 1,5%. (Zero Hora)

Do campo à praia: queijo coalho estrutura ativação no litoral gaúcho

O queijo coalho voltou a ocupar espaço no litoral do Rio Grande do Sul durante a temporada de verão como parte de uma estratégia de ativação territorial da Cooperativa Santa Clara.

Após a experiência registrada no último veraneio, a cooperativa retomou a circulação de carrinhos do produto em praias do Litoral Norte e do Litoral Sul, ampliando a visibilidade da marca em um período de alta concentração de consumidores.

De acordo com informações divulgadas pela cooperativa, os carrinhos de queijo coalho estão presentes nos municípios de Torres, Atlântida, Capão da Canoa, Xangri-lá, Tramandaí e Rio Grande. A ação teve início em 22 de dezembro e está programada para seguir até o encerramento da temporada de verão, após o Carnaval, acompanhando o fluxo turístico típico do período.

A iniciativa se insere em um contexto mais amplo de estratégias de verão adotadas por indústrias de alimentos que buscam aproximar produtos tradicionais do consumo imediato, fora do ambiente convencional de varejo. No caso da Santa Clara, o foco recai sobre um item de forte apelo sensorial e cultural, especialmente associado a momentos de lazer e consumo informal.

Como novidade em relação à edição anterior, o portfólio de queijo coalho oferecido nos carrinhos foi ampliado com a inclusão da versão zero lactose. O produto passa a dividir espaço com as versões tradicional, com orégano e com pimenta, todas disponibilizadas com opções de adicionais. A diversificação, segundo a cooperativa, acompanha mudanças no perfil de consumo e amplia o alcance do produto a públicos com restrições alimentares específicas.

Além da venda direta nas praias, a Santa Clara estruturou uma ação complementar de comunicação visual ao longo dos principais corredores de acesso ao litoral gaúcho. Painéis da campanha “Queijo Coalho? É Claro que Eu Quero” foram instalados em pontos estratégicos da Estrada do Mar, da Rota do Sol e no pedágio da Freeway, em Gravataí. A escolha das rotas reforça a lógica de exposição durante o deslocamento dos veranistas, antes mesmo da chegada às praias.

No final de janeiro, a cooperativa também confirmou presença pelo terceiro ano consecutivo no Paleta Atlântida, evento gastronômico realizado no litoral norte do estado. A participação integra o mesmo conjunto de iniciativas de verão e reforça a associação da marca a experiências de consumo fora do ponto de venda tradicional, ampliando a recorrência da exposição ao longo da temporada.

A estratégia evidencia uma combinação de ativação de marca, experimentação de produto e ocupação de território, com foco em períodos de alta circulação de pessoas. Ao levar o queijo coalho diretamente ao ambiente de consumo, a cooperativa reduz a distância entre produção e consumidor final, ao mesmo tempo em que testa formatos de comercialização e relacionamento fora da estrutura clássica do varejo.

Fundada há 114 anos, a Santa Clara é reconhecida como a cooperativa de laticínios mais antiga em atividade no Brasil. Com sede em Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, a organização atua em 162 municípios gaúchos por meio de quase 5 mil associados. Suas operações abrangem diferentes frentes, incluindo laticínios, frigorífico, fábrica de rações, cozinha industrial e uma rede própria de 31 unidades de varejo, entre supermercados, mercados agropecuários e farmácia.

O portfólio da cooperativa inclui 47 tipos de queijos, distribuídos em 106 apresentações, além de produtos do frigorífico, doces, itens para food service, bebidas proteicas e uma linha de iogurtes. Dentro desse conjunto, o queijo coalho ocupa um espaço estratégico por sua versatilidade de consumo e capacidade de adaptação a diferentes contextos regionais.

A presença contínua da Santa Clara no litoral gaúcho durante o verão sinaliza uma aposta na consolidação do produto como item de consumo imediato e sazonal, sem desvinculá-lo de sua origem cooperativa. Ao estruturar ações recorrentes, a cooperativa transforma o período de veraneio em uma vitrine para testar formatos, observar comportamento do consumidor e reforçar a conexão entre território, produto e identidade produtiva. (Escrito para o eDairyNews, com informações de Cooperativa Santa Clara Ltda)


Jogo Rápido

Live para atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil

Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, no dia 20/01, às 10h, houve uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil. A live foi uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, CLIQUE AQUI. (Seapi, adaptado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 19 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.556


Fórum MilkPoint Mercado abordará desafios e oportunidades do setor leiteiro em 2026

Os desafios no curto prazo e as oportunidades a longo prazo da cadeia do leite em 2026 serão foco do Fórum MilkPoint Mercado que, este ano, acontece no dia 9 de abril, em Piracicaba (SP) , no chamado “Vale do Silício do Agro”, ninho de startups e grandes inovações do setor. Para participarem, associados do Sindilat/RS têm garantido 10% de desconto na inscrição, que pode ser feita no link: https://register.jalanlive.com/forummilkpointmercado2026?ticket=PGMM. O primeiro lote está disponível até o dia 06 de fevereiro.

A programação do Fórum MilkPoint Mercado 2026 foi estruturada para oferecer uma visão completa e estratégica da cadeia láctea, combinando análises de mercado, qualidade do leite e performance financeira da indústria ao longo de um dia inteiro de debates e networking.

Confira a programação completa:
09:00 às 09:50 - Boas-vindas e credenciamento
09:50 às 10:00 - Abertura oficial

Bloco 1 - Cenários de Mercado
10:00 às 10:30 - Produção de leite: por que crescemos tanto no Brasil e no mundo? Qual a tendência daqui para frente? - Andres Padilla, Rabobank Brasil
10:30 às 10:45 - Espaço Patrocinador
10:45 às 11:15 - Mercado mundial: os preços vão reagir? Quando? - Vitor Vieira, Trader de Commodities no Grupo Interfood
11: 45 às 12:15 - MilkPoint Mercado Plus: para onde vai o mercado no restante de 2026? - Valter Galan, Sócio da MilkPoint Ventures
11:15 às 11:45 - Oportunidades para os lácteos no mercado de Food Service - Ricardo Cotta, Empreendedor e Consultor da Regra
12:15 às 12:45 - Perguntas e Debate - Andres Padilla, Rabobank Brasil/Vitor Silveira, Trader de Commodities no Grupo Interfood/Valter Galan, Sócio da MilkPoint Ventures
12:45 às 14:15 - Almoço, Expo e Networking

Bloco 2 - Performance da qualidade do leite
14:15 às 14:45 - Como estamos em relação a qualidade do leite? Quais ainda são nossos principais gargalos? - Augusto Lima, Clínica do Leite
14:45 às 15:15 - Sistemas de pagamento do leite: qual o atual status da indústria no Brasil? Estamos dando os sinais corretos ao produtor via precificação? - A definir
15:15 às 15:30 - Espaço Patrocinador
15:30 às 16:00 - Perguntas e Debate - Augusto Lima, Clínica do Leite
16:00 às 16:30 - Milk Break, Expo e Networking

Bloco 3 - Performance Financeira da Indústria
16:30 às 17:00 - Faria Lima e o leite: o que falta pra dar fit? - Guilherme Bellotti de Melo, Superintendente de Crédito Agronegócio, Itaú BBA
17:00 às 17:15 - Espaço Patrocinador
17:15 às 17:30 - Benchmark de custos de compra de leite e custos industriais – como estão as indústrias no mercado brasileiro? - A definir
17:30 às 18:10 - Mesa Redonda de CFO’s: desafios e oportunidades para a performance futura da indústria láctea - Aliny Nazar, Tirolez/Daniel Zanuto, Grupo Piracanjuba/Geovani Manzano, Danone/Izanir Brun, Lactalis
18:10 às 21:00 - Encerramento, Coquetel e Networking
(Assessoria de Imprensa Sindilat)


Nota Fiscal Eletrônica: Emater/RS-Ascar e Sefaz promovem live de atualização para produtores rurais

Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, na próxima terça-feira (20/01), às 10h, haverá uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil.

A live é uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, basta acessar o canal @EmaterRS no YouTube, ou através do link.

PRAZO ESTENDIDO PARA PEQUENOS PRODUTORES

Atendendo a pedidos do setor, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) prorrogou até 30 de abril o prazo para utilização dos talões impressos remanescentes. A flexibilização vale apenas para produtores com receita bruta inferior a R$ 360 mil. A partir de 1º de maio de 2026, fica totalmente vedada a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

FERRAMENTAS DISPONÍVEIS

A Sefaz oferece duas alternativas gratuitas para emissão:

- Nota Fiscal Fácil (NFF): aplicativo para celular, que funciona inclusive no modo offline. O produtor pode emitir a nota mesmo sem internet e, ao reconectar, o sistema autoriza automaticamente.

- Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e): indicada para operações mais complexas, como exportações.

No próprio aplicativo NFF, os usuários podem relatar problemas, sugerir melhorias ou solicitar inclusão de novos produtos.

Para maiores informações, o manual de uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) está disponível neste link oficial. (Fonte: SEAPI)

Piracanjuba ProForce é o novo patrocinador oficial da CBV
 
Piracanjuba ProForce consolida sua atuação como uma das principais marcas de nutrição esportiva do país ao assumir, a partir de 2026, o patrocínio oficial da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A marca estará presente nos eventos das seleções brasileiras de quadra e praia no Brasil, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia e na Copa Brasil. A iniciativa insere a marca em uma das modalidades mais vitoriosas e admiradas do esporte nacional, reconhecida mundialmente por sua excelência técnica e pela forte conexão com o público brasileiro. 
 
A parceria também prevê a presença da marca nos treinamentos realizados no Centro de Desenvolvimento de Voleibol Saquarema – Enel Brasil em Saquarema (RJ), referência internacional na formação de atletas. 
 
“O vôlei tem um papel único de aproximar pessoas, reunir famílias e criar conexões que vão muito além das quadras. Piracanjuba ProForce compartilha desse princípio ao estar presente no dia a dia de quem busca uma alimentação mais equilibrada, com aporte de proteínas e escolhas mais saudáveis. Ao apoiar o vôlei e outras modalidades, queremos incentivar um estilo de vida ativo, acessível e inspirador. Estar ao lado das seleções brasileiras de quadra e praia e das principais competições do país reforça nosso compromisso com o esporte como agente de transformação, inspiração e desenvolvimento”, afirma a diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, Lisiane Campos. 
 
A estreia de Piracanjuba ProForce no calendário do vôlei em 2026 ocorre já em fevereiro, com a primeira etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, em Navegantes (SC), reunindo as principais duplas do país. Ao longo do ano, a Piracanjuba ProForce estará presente nas cidades que receberem o CBVP, ampliando o alcance da marca em diferentes regiões e públicos.  
 
O calendário das seleções também ganha protagonismo neste ano, com início dos treinamentos em maio e a realização da Liga das Nações, além de eventos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.   
 
“A chegada da Piracanjuba ProForce como patrocinador oficial da CBV mostra a força do voleibol brasileiro. Ficamos muito felizes com essa parceria com uma marca que é referência dentro do seu segmento. É uma das marcas mais queridas dos brasileiros, será positivo ter ela ao nosso lado nas quadras e praias do Brasil. Temos um espaço grande para ativações e visibilidade dos nossos parceiros. Esse é só o início de uma parceria que tem tudo para ser duradora”, afirma o diretor de Marketing e Novos Negócios da CBV, Henrique Netto.  
 
Reconhecido como o segundo esporte mais praticado do Brasil, o vôlei reúne atributos estratégicos para marcas que buscam relevância, engajamento e credibilidade. Com baixo índice de rejeição, público fiel e histórico consistente de conquistas, a modalidade estabelece uma conexão genuína com diferentes gerações, um território alinhado à proposta do Piracanjuba ProForce de acompanhar pessoas em suas rotinas de movimento, saúde e desempenho. 
 
Presença que vai além das quadras 
O investimento no vôlei se soma a uma atuação já consolidada de Piracanjuba ProForce em outras frentes esportivas. A marca renovou, até dezembro de 2026, o patrocínio à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), além do apoio direto às ginastas olímpicas e medalhistas Flávia Saraiva e Júlia Soares, como embaixadoras em campanhas e iniciativas de comunicação. 
 
A estratégia esportiva de Piracanjuba ProForce também inclui a renovação da parceria com o Osasco São Cristóvão Saúde, referência no voleibol feminino nacional; o apoio contínuo ao futebol feminino, por meio do patrocínio ao time da Ferroviária, e ao beach tennis, com a multicampeã Flaminia Daina. Soma-se a esses projetos a presença nas tradicionais corridas Desbrava Centauros, que neste ano contarão com o suporte da marca. 
 
Com um portfólio de bebidas proteicas e a linha em pó, pensadas para o dia a dia de quem busca incluir mais proteína na rotina de forma prática e equilibrada, Piracanjuba ProForce fortalece sua posição como uma marca que enxerga o esporte não apenas como competição, mas como um instrumento de bem-estar, convivência, saúde e inspiração coletiva. 
 
Sobre Piracanjuba ProForce 
Piracanjuba ProForce é uma linha de produtos com alto teor proteico, composta por bebidas UHT prontas para beber e suplementos em pó, desenvolvida para acompanhar diferentes rotinas, níveis de atividade e estilos de vida. Criada para quem está sempre em movimento, a marca oferece opções práticas e saborosas que combinam desempenho, equilíbrio e bem-estar, tanto no dia a dia quanto nos treinos de média e alta intensidade. 
 
As formulações reúnem proteínas de alta qualidade, aminoácidos essenciais (BCAA), cálcio, colágeno e outros nutrientes que auxiliam na recuperação muscular, na manutenção da massa magra, na saúde óssea e na sensação de saciedade ao longo do dia. 
 
As diferentes versões atendem a necessidades específicas. A opção com 15g de proteína é ideal para a rotina, adoçada com sucralose, fonte de fibras, zero lactose e disponível nos sabores coco, chocolate, morango e café. Já a versão com 23g de proteína traz 4g de colágeno, 5g de BCAA, é fonte de fibras e vitamina D, zero lactose, adoçada com stevia e pensada para quem busca maior aporte proteico e mais performance, nos sabores pasta de amendoim, frutas vermelhas, cacau, cookies and cream e banoffee. 
 
O whey em pó oferece 21g de proteína por porção, é zero lactose, livre de maltodextrina, adoçado com stevia, nos sabores Chocolate e Milk, e contém 4,7g de BCAA, permitindo preparo personalizado para diferentes momentos do dia, do pós-treino ao complemento alimentar. 

Com uma linha completa e funcional, Piracanjuba ProForce reforça seu compromisso em entregar nutrição inteligente, prática e adaptável, acompanhando quem busca mais energia, desempenho e qualidade de vida. (Fonte: Grupo Piracanjuba)


Jogo Rápido

Fundos sustentáveis 
Um terço (33%) das instituições financeiras pretende estruturar ou gerir fundos sustentáveis no próximo ano, enquanto 26% planejam investir em títulos temáticos. A pesquisa também aponta que 4 em cada 10 gestoras (38%) afirmam ter excluído ou deixado de investir em ativos em razão de mau desempenho em critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). (Jornal do Comércio)