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Porto Alegre, 15 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.035


Milk Summit Mercosul: Novo consumidor impulsiona transformação no setor de leite

O Brasil vive uma guinada no perfil do consumidor de lácteos. Na era das canetinhas e da busca por um estilo de vida saudável, os compostos ricos em proteína do leite têm um mercado crescente pela frente. O impacto dessa mudança de comportamento é foco das palestras  durante o Milk Summit Mercosul em Ijuí (RS), que termina nesta quinta-feira (15/10).
 
A transformação do setor, segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, é impulsionada pela chegada da geração Z ao mercado consumidor. O movimento ajuda a explicar o crescimento da demanda por whey protein e por alimentos enriquecidos com proteínas do soro do leite. “Na década de 1990, o whey era um problema para os laticínios, que não sabiam como aproveitar esse subproduto. Hoje, se tornou um ingrediente valorizado para uma ampla variedade de produtos. Foi uma evolução muito rápida. Aquilo que imaginávamos que levaria muito tempo para acontecer já aconteceu”, destaca.

Para Martins, o consumidor passou a exercer influência decisiva sobre as estratégias da indústria e as decisões dos produtores. “O consumidor está mais exigente, e quem não compreender que ele busca características específicas nos produtos terá dificuldades para continuar vendendo”, afirmou.

A tendência, segundo o pesquisador, é de continuidade do crescimento desse mercado, impulsionado pelo interesse em alimentos com maior teor proteico e por novas pesquisas sobre os componentes do leite, incluindo os possíveis efeitos benéficos da gordura láctea para a saúde.

Surfar na onda desse novo mercado exige investimentos em inovação e desenvolvimento de produtos por parte da indústria, fenômeno que já ganha força no Brasil. De acordo com Valter Galan, sócio da MilkPoint Ventures, isso é uma forma de reduzir a dependência do setor lácteo do mercado de commodities, galgando acesso à um nicho de maior valor agregado e rentabilidade. “Foi um movimento que começou lá com o pessoal da academia, mas hoje é muito mais do que isso”, afirmou.

O Milk Summit Mercosul 2026 está sendo realizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann. É uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Carolina Jardine 


Milk Summit: Startups levam inovação às propriedades leiteiras
 

Novidade nesta edição do Milk Summit, a Arena Láctea de Inovação reúne 11 projetos que prometem simplificar processos e trazer novidade às propriedades leiteiras. Iniciativa realizada em parceria com o Sebrae, o espaço contou com empreendedores em busca de aproximação com os produtores.

Empresas como a Waterpin, de São Paulo (SP). Eles trouxeram ao Milk Summit uma plataforma de inteligência que reúne dados sobre a disponibilidade de água subterrânea, auxiliando o produtor no planejamento de perfurações que permitam a expansão da atividade. O sistema faz a análise por satélite da presença de água subterrânea sem a necessidade de perfurações frustradas e custos elevados.

“Quando o produtor pretende expandir sua operação, precisa saber se tem aporte hídrico suficiente, se o poço vai suportar a demanda e por quanto tempo essa água estará disponível. Todas essas informações entregamos em uma única plataforma, proporcionando mais segurança e previsibilidade para a tomada de decisões”, afirma João Renner Vieira Leão, diretor de Branding e Marketing da Waterpin.

Outro produto em prol da produção leiteira foi trazido pelo empresário Carlos Souza, de Arapongas (PR). Aos 81 anos, ele apresentou uma linha de tecnologia para qualidade da água e bem-estar animal.

A Fortmag trabalha com bastões que restabelecem as condições da água em sua origem, melhorando a saúde geral dos animais e, inclusive, a contagem de CCS e CBT da produção. “A barra carrega três ativos, placas metálicas e turmalina negra que faz a calibração iônica da água”, frisou ele, reforçando que o produto não faz a limpeza da água.  

Visitantes da Arena também puderam conhecer o projeto da startup Scienco Biotech, de Lages (SC), que expôs o primeiro teste rápido para diagnóstico de leite A2A2. Similar a um exame de Covid, o produto permite ao produtor simplificar a seleção dos rebanhos, identificando animais que produzem o leite, indicado para pessoas intolerantes à proteína do leite.

A inovação, conta o diretor técnico Anderson Varela de Andrade, surgiu quando a fundadora, a gaúcha Maria de Lourdes Magalhães, viu-se em busca de uma solução para a intolerância da filha à proteína A1. A empresa já comercializou 36 mil testes para seis países. “Nossa meta é duplicar a comercialização em 2027”, salientou, confiante no network realizado durante o Milk Summit.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Carolina Jardine 
 

Sentindo fome toda hora? O copo de leite no café da manhã ajuda a prolongar a saciedade

O copo de leite no café da manhã | Quem nunca sentiu aquela fominha incômoda pouco tempo depois de terminar uma refeição?

Esse tipo de situação acontece porque a velocidade de digestão varia enormemente dependendo do que colocamos no prato ou no copo. Nesse contexto, a composição nutricional de cada escolha dita como o nosso organismo responde ao longo do dia.

O leite de vaca se destaca como um grande aliado para quem busca manter a fome sob controle por mais tempo. Contudo, essa capacidade de saciar não é mera coincidência, mas sim o resultado direto da forma como seus componentes interagem com o corpo.

“A saciedade não depende apenas do volume consumido, mas principalmente da composição nutricional do alimento ou da bebida. As proteínas lácteas, como a caseína e as proteínas do soro do leite, participam de mecanismos relacionados à regulação do apetite.

Nas versões integrais, a presença de gorduras também pode contribuir para retardar o esvaziamento gástrico, ou seja, o alimento fica mais tempo no estômago. Essa combinação ajuda a explicar por que o leite pode favorecer uma sensação de saciedade mais prolongada”, explica a nutricionista Rosana Raele.

Praticidade e versatilidade na rotina alimentar

Por causa dessas qualidades, o leite se transforma em uma alternativa inteligente para diversos momentos do dia, especialmente no café da manhã, nos lanches da tarde e até na ceia. Da mesma forma, quando combinado com frutas, aveia, castanhas ou em um sanduíche de pão integral, ele compõe refeições completas, saborosas e bastante funcionais.

“Cabe lembrar que, além dos nutrientes que podem contribuir para a saciedade, o leite também fornece micronutrientes importantes, como cálcio e vitaminas do complexo B. Por ter cerca de 87% de água em sua composição, também pode contribuir para a ingestão de líquidos ao longo do dia”, afirma a especialista.

Além disso, a fome nem sempre surge por necessidade energética imediata. “Existe também a chamada fome hedônica, que está ligada ao prazer, às emoções e às memórias associadas aos alimentos.

O leite, por exemplo, pode estar presente em preparações e momentos que remetem à familiaridade e ao aconchego, como uma bebida quente no fim do dia ou uma receita afetiva. Por isso, quando falamos de fome e alimentação, também é importante considerar essa relação que vai além da composição nutricional”, complementa Rosana.

Em suma, a nutricionista ressalta que nenhum ingrediente resolve sozinho o equilíbrio da dieta. “Além de fazer boas escolhas alimentares e garantir refeições completas, realizá-las em um ambiente tranquilo e comer com atenção também são fatores que podem contribuir para a saciedade.”

Por que o leite ajuda a segurar a fome?
Entenda como os principais componentes do leite atuam na sua alimentação:

Proteínas de alta qualidade: a caseína e o soro ativam mecanismos biológicos que ajudam a regular o apetite natural.

Gorduras na medida certa: mais presentes na versão integral, desaceleram o esvaziamento do estômago. Por outro lado, o leite desnatado desponta como boa opção para quem busca reduzir calorias sem perder nutrientes vitais como cálcio e proteínas.

Combinação perfeita com fibras: combina muito bem com frutas, cereais integrais e sementes, potencializando o tempo de digestão confortável.
Nutrição e hidratação: fornece vitaminas do complexo B, minerais essenciais e reforça a ingestão diária de líquidos.
 

Vale destacar que os diferentes tipos de leite apresentam bases nutricionais muito parecidas, variando essencialmente na quantidade de gordura ou em eventuais fortificações.

No cotidiano das famílias brasileiras, o tradicional leite de caixinha (UHT) segue soberano. Seu processo térmico e embalagem especial garantem longa durabilidade e segurança sem necessitar de conservantes ou refrigeração antes de aberto, tornando o hábito de se alimentar bem muito mais simples e prático.

Fonte: EdairyNews
 

Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Câmbio pressiona cotações internas; exportações recordes limitam quedas
Cepea, 13/10/2026 – Os preços da soja recuaram no Brasil, pressionados pela valorização do Real frente ao dólar. Segundo o Cepea, esse movimento tende a reduzir a competitividade da soja brasileira em relação à norte-americana. Pesquisadores do Cepea destacam que as baixas, no entanto, foram limitadas pelo elevado volume de soja e derivados exportado de janeiro a setembro. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o País embarcou 7,36 milhões de toneladas de soja em grão em setembro. Embora esse volume seja 25% inferior ao de agosto, recuo comum para o período, trata-se de um recorde para o mês de setembro As exportações de farelo de soja também registraram recorde para o mês, com aumentos de 10% frente a agosto e de 18,5% em relação a setembro de 2025, de acordo com dados da Secex. Fonte: Cepea


 

Porto Alegre, 14 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.034


Demandas do setor do leite serão encaminhadas aos governos eleitos

Os governos eleitos em todas as esferas receberão minuta com as demandas do setor leiteiro. A pauta única está em construção no Milk Summit Mercosul 2026, evento iniciado nesta manhã (14/10), em Ijuí (RS), que reúne produtores, indústrias, cooperativas, entidades e lideranças de todo o país. O propósito é impulsionar um dos principais setores da economia gaúcha, com foco em políticas públicas que fortaleçam a atividade e ampliem a competitividade.

A redação do documento segue nesta quinta-feira (15/10) acompanhando o segundo dia do evento. “Chegamos nesta segunda edição com o desafio de provocar os governos para que olhem mais a fundo para o setor leiteiro, esse que é um dos pilares da economia gaúcha e tem demandas urgentes para seguir vivo e crescendo”, assinalou o coordenador do evento, Darlan Palharini.  

Para uma plateia de mais de 700 pessoas que acompanhou a abertura do evento, Palharini lembrou que os governos federal e estadual têm responsabilidades fundamentais na formulação e na execução de políticas públicas para o setor. “É evidente que precisamos de políticas estruturantes, que garantam competitividade, segurança e perspectivas de longo prazo para a produção leiteira”. Um trabalho que pode ser feito, garante ele, em conjunto com os municípios. “Conhecem a realidade dos seus produtores, suas dificuldades e suas potencialidades. E, a partir desse conhecimento, podem desenvolver programas, estabelecer parcerias, oferecer assistência e criar iniciativas que façam a diferença”, afirmou o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS).

Compromisso compartilhado com o prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin, que participou da abertura do evento. “O agro é um dos pilares da nossa economia. Que daqui saiam diretrizes e documentos para cobrar dos municípios, do Estado e da União”, defendeu direto do Palco das Etnias da Expofest, Parque de Exposições Wanderley Burmann.  

Na avaliação do vice-presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, no aspecto da competitividade a pauta deve trazer a necessidade de investimentos em tecnologia, eficiência produtiva, infraestrutura, inovação e sanidade animal de olho no mercado internacional. “O Rio Grande do Sul tem condições de ampliar sua participação no mercado nacional e externo de lácteos, e precisamos trabalhar para que esse potencial se transforme em resultados”, afirmou o também representante da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).  

Citando recentes levantamentos da Emater/RS que indicam a saída de produtores da atividade leiteira e o que avalia suas motivações, Claudinei Baldissera, enfatizou a necessidade de que as políticas públicas sejam integradas e vislumbrem a fixação na produção.

Em termos de políticas do governo RS, citou iniciativas relacionadas à irrigação e à recuperação dos solos, além da importância da extensão rural e da sucessão familiar. “A atuação conjunta entre municípios, governos estadual e federal, pesquisa e assistência técnica é essencial para enfrentar os desafios e criar condições para que os jovens encontrem oportunidades na atividade leiteira”, destacou.  

Representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Milton Bernardes informou que há disposição para dialogar sobre o futuro do Programa Mais Leite Saudável, descontinuado pelas mudanças da Reforma Tributária, com efeito nos aportes no campo. Ele destacou que a União iniciou articulações para construir uma nova política nacional voltada ao setor leiteiro, reunindo entidades representativas, confederações, Embrapa Gado de Leite e representantes dos estados. “Que a gente consiga construir políticas para estancar essa redução de produtores no campo além de recuperar os patamares superiores de produção no RS”, afirmou.

Já o secretário-adjunto de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Alexandre Scheifler, defendeu investimentos e o fortalecimento de programas como o Pronaf e o Bônus Mais Leite. Segundo o representante do Executivo gaúcho, essas iniciativas criam condições para investir nas propriedades e melhorar a eficiência produtiva. O secretário estadual da Agricultura, Márcio Madalena, por sua vez, chamou a atenção para os desafios comerciais, incluindo impactos para o leite devido ao Acordo do Mercosul. Ele defendeu políticas de proteção ao produtor e o fortalecimento da presença dos lácteos gaúchos nos mercados.

“Um dos grandes desafios é transformar o leite em um ativo de exportação”, afirmou Madalena. Para ele, ampliar a participação comercial exige investimentos em tecnologia, atenção à sanidade e condições para manter as famílias na atividade.

Arena da Inovação

A inovação também integra a programação desta edição, com a Arena Láctea de Inovação, realizada em parceria com o Sebrae. O espaço aproxima startups, empresas, cooperativas e produtores, apresentando soluções tecnológicas voltadas aos desafios da cadeia leiteira. Milton Pereira, da Regional Noroeste do Sebrae/RS, destacou que a iniciativa busca conectar negócios inovadores às necessidades reais da produção. “A proposta é ampliar o acesso a tecnologias que possam ser aplicadas no campo e na indústria, contribuindo para a eficiência e a competitividade do setor”.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Ike Fabrin


 
Pecuária familiar preserva o Bioma Pampa e gera renda a milhares de famílias no Estado, diz Emater/RS

Nesta quarta-feira (14) é o Dia Nacional da Pecuária. No Rio Grande do Sul a pecuária familiar desempenha um papel estratégico ao combinar geração de renda, preservação ambiental e permanência das famílias no campo. Presente em diferentes atividades, como bovinocultura de corte e leite, ovinocultura, avicultura e suinocultura, o segmento é uma das principais bases econômicas de diversas regiões rurais do Estado.

"A pecuária, quando associada ao manejo sustentável dos campos nativos, é uma importante aliada da conservação do Bioma Pampa. O pastejo adequado contribui para a manutenção da vegetação campestre, da biodiversidade e dos processos ecológicos desses ambientes. Valorizar a pecuária familiar é também reconhecer o papel fundamental dos produtores rurais na conservação dos campos nativos, conciliando produção de alimentos, geração de renda e conservação ambiental", destaca Thais Michel, médica-veterinária e coordenadora de Projetos Ambientais da Emater/RS-Ascar.

Nas regiões da Campanha, Zona Sul, Campos de Cima da Serra, Depressão Central e Fronteira Oeste, a atividade se destaca pelo manejo extensivo dos animais e pela utilização sustentável dos campos nativos. Esse modelo produtivo contribui diretamente para a conservação do Bioma Pampa, um dos ecossistemas mais característicos do território gaúcho.

Reconhecendo a relevância social, econômica e ecológica do setor, a Emater/RS-Ascar tem a pecuária familiar como um de seus focos de atuação. Em parceria com universidades e instituições do setor, a Entidade promove ações voltadas à qualificação dos sistemas produtivos, ao manejo sustentável dos rebanhos e à melhoria da infraestrutura das propriedades. Entre as iniciativas estão orientações sobre reprodução animal, manejo de campo nativo, valorização da produção leiteira e fortalecimento da ovinocultura.

Além da assistência técnica, a Instituição participa da organização de eventos, feiras e exposições agropecuárias e auxilia produtores na elaboração de projetos de crédito rural por meio de programas de apoio aos pequenos estabelecimentos rurais.

Entre as demandas mais frequentes dos produtores estão o acesso a tecnologias adequadas à realidade das pequenas propriedades, o controle de doenças parasitárias e a busca por novas alternativas de alimentação para os rebanhos. Questões relacionadas à saúde, transporte e fornecimento de energia elétrica também impactam a qualidade de vida das famílias rurais.

Para especialistas e produtores, o fortalecimento da pecuária familiar representa mais do que uma atividade econômica. Trata-se de um modelo que une conservação ambiental, produção de alimentos, geração de renda e desenvolvimento sustentável para o meio rural gaúcho.

Fonte: Emater/RS-Ascar

 
 
Tetra Pak apresenta três formas de impulsionar a produção de requeijão

Em um mercado de lácteos cada vez mais diversificado e competitivo, a indústria tem investido em tecnologia para aumentar a eficiência sem abrir mão da qualidade. No caso do requeijão, presente no dia a dia dos brasileiros, o desafio dos fabricantes é encontrar uma forma de acelerar o ritmo da produção sem aumentar os custos operacionais ou perder o padrão de qualidade esperado para o produto.

Para apoiar o setor, a Tetra Pak oferece soluções que contribuem para dar mais agilidade e flexibilidade às fábricas. Diante de demandas de consumo tão variadas, a multinacional destaca três pilares fundamentais para otimizar essa operação: eficiência, flexibilidade e qualidade do produto.

“Além de aumentar a capacidade produtiva, os fabricantes precisam avaliar onde estão as oportunidades de ganho durante o processo. Nosso papel é combinar equipamentos de ponta com processos que podem fazer diferença tanto no aproveitamento de ingredientes quanto no tempo de processamento e na qualidade do produto”, comenta Ana Paula Forti, Diretora da área de Processamento da Tetra Pak Brasil.

1. Produza mais em menos tempo com eficiência.

Para acompanhar as demandas do mercado, a indústria precisa encontrar maneiras de aumentar a produtividade sem elevar os custos da operação. A simplificação do fluxo de ingredientes, a redução de etapas e o melhor aproveitamento de recursos são alguns dos caminhos para tornar a produção mais rápida e econômica.

Entre as tecnologias que podem contribuir para esse objetivo está o Tetra Pak® High Shear Mixer. Esse equipamento centraliza todo o processo, e trituração, fusão, homogeneização e desaeração são realizados em uma única etapa. 

Ao concentrar a operação, o fabricante pode trabalhar com capacidades de bateladas maiores em um menor tempo, simplificando o fluxo de produção e aumentando a capacidade da linha. “O alto desempenho mecânico desse equipamento permite atingir a textura desejada utilizando até 20% menos ingredientes modificadores de textura, como gomas”, relata a Diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil.

2. Mais flexibilidade para atender diferentes demandas

A capacidade de adaptar a produção é outro fator importante para a indústria de requeijão. Linhas de produção flexíveis permitem trabalhar com diferentes tipos de produtos, ajudando os fabricantes a desenvolverem novos produtos e liderarem a inovação em um mercado tão competitivo, reduzindo a necessidade de novos investimentos em tecnologias complementares.

Nesse contexto, a Tetra Pak oferece soluções que permitem ajustar diferentes parâmetros do processo de acordo com a formulação e as características desejadas para o produto. A tecnologia embarcada no Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta um programa de receitas automáticas que possibilita ajustes finos de processo para atender as características de cada tipo de produto. Esse recurso permite a produção de requeijão tradicional, requeijão culinário, queijos cremosos e processados com a mesma tecnologia, além de garantir as características de textura, cremosidade, consistência e melhoria em rendimento.

3. Padrão e consistência em cada batelada

Para manter a qualidade do requeijão batelada após batelada, o controle rigoroso sobre as diferentes etapas do processo é essencial. Fatores como umidade, pH e tipo de coagulação da massa podem influenciar diretamente na textura, no sabor e na aparência. A redução do número de bateladas gera menor variabilidade no produto, garantindo uma melhor padronização ao longo de todo o processo até o consumidor final.

O Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta uma unidade turbo que pode operar com baixo ou alto cisalhamento, uma tecnologia patenteada que traz flexibilidade e versatilidade para o desenvolvimento de produtos.

A malha cisalhadora para cima permite uma maior intensidade e turbulência da mistura para melhor dispersão dos ingredientes; por sua vez, a malha cisalhadora para baixo permite uma homogeneização mais fina, lisa e uniforme. Esse controle contribui para um produto mais estável e para um requeijão padronizado.

“Mais do que aumentar a capacidade produtiva, é importante olhar para o processo como um todo e entender onde a tecnologia pode gerar ganhos. 

Quando eficiência, flexibilidade e controle de qualidade são considerados em conjunto, o fabricante consegue aproveitar melhor a estrutura disponível e responder às demandas do mercado com mais consistência, além de ter uma gestão otimizada da mão de obra, uma vez que a rotatividade de pessoas é cada vez maior dentro das indústrias”, conclui Ana Paula Forti.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Tetra Pak.

 

Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Baixa do dólar e retração compradora mantêm preços em queda
Cepea, 13/10/2026 – As cotações domésticas do milho continuam em baixa, diante da forte desvalorização do dólar frente ao Real e da retração de compradores. Segundo o Cepea, a queda nos preços internacionais (o que reduz a paridade de exportação), a produção 2025/26 recorde no Brasil e as exportações em ritmo abaixo do observado na temporada passada também influenciam as baixas. Pesquisadores do Cepea indicam que, com as vendas externas enfraquecidas e o bom andamento da semeadura da safra de verão (soja e milho), compradores estão na expectativa de baixas ainda mais expressivas no curto prazo. O Centro de Pesquisas destaca que parte desses agentes já tem buscado realizar compras para entrega nos próximos meses, com a finalidade de manter estoques confortáveis. Do lado da venda, apesar da prioridade às atividades de campo, produtores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, seja em valores, prazos de pagamento ou de entrega. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)


 

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Porto Alegre, 13 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.033


É AMANHÃ! Milk Summit Mercosul reúne setor lácteo em Ijuí; confira o guia de serviços para participar do evento

Com programação nos dias 14 e 15 de outubro, evento terá palestras, debates, exposição de tecnologias, startups e oportunidades de networking. Confira informações sobre acesso, estacionamento, transporte e atividades disponíveis ao público.

A cidade de Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, se prepara para receber, nesta quarta-feira (14), a segunda edição do Milk Summit Mercosul. O encontro, que segue até quinta-feira (15), será realizado no Palco das Etnias, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, durante a Expofest 2026, reunindo representantes da indústria, produtores de leite, cooperativas, pesquisadores, especialistas, fornecedores e lideranças do setor lácteo.

Com foco em competitividade, inovação, tecnologia e perspectivas para o mercado de leite, o evento contará com dois dias de programação técnica, debates e atividades voltadas à troca de conhecimento e ao fortalecimento das conexões entre os diferentes segmentos do setor.

Para facilitar a experiência dos participantes, a organização preparou um guia de serviços com orientações sobre localização, acesso, transporte, alimentação, programação e atividades paralelas.

Localização e acesso ao evento
O Milk Summit Mercosul será realizado nos dias 14 e 15 de outubro de 2026, no Palco das Etnias, localizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann, na BR-285, em Ijuí/RS.

A recepção dos participantes começa às 7h30, com credenciamento no primeiro dia e Milkbreak nas duas manhãs. A programação contempla palestras e mesas de debates com especialistas nacionais e internacionais, além de atividades técnicas e espaços de relacionamento.

A participação é gratuita, mediante inscrição pelo site www.milksummitmercosul.com. Somente os participantes inscritos terão direito ao kit do evento.

Quem precisar de auxílio com o cadastro pode entrar em contato com a organização pelo telefone (51) 99523-9011.

Programação reúne especialistas e lideranças do setor
Durante os dois dias, o Milk Summit Mercosul abordará temas estratégicos para o desenvolvimento da atividade leiteira, como gestão de riscos, mercado futuro, competitividade internacional, inovação, eficiência produtiva, qualidade do leite e perspectivas para os próximos anos.

Entre os participantes estão representantes de instituições como Embrapa, Rabobank, StoneX, Tetra Pak e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além de especialistas, empresas e lideranças ligadas ao setor.

Ao final dos turnos de palestras, serão realizadas mesas de debates, ampliando a discussão sobre os desafios e as oportunidades para a produção e a indústria de lácteos.

A programação completa, os horários e os perfis dos palestrantes estão disponíveis no site oficial do evento.

Milkbreak, expositores e startups ampliam a experiência
Além das palestras, os participantes poderão aproveitar uma série de atividades e espaços de relacionamento.

A partir das 7h30, o público será recebido com um Milkbreak, que contará com produtos oferecidos por patrocinadores e empresas associadas ao Sindilat/RS.

Durante o evento, também será possível visitar os estandes dos patrocinadores, conhecer produtos e soluções para o setor e interagir com startups presentes na Arena Láctea de Inovação Sebrae.

A programação inclui, ainda, apresentações de projetos inovadores, oportunidades de networking e atividades voltadas à aproximação entre empresas, profissionais e instituições.

Trilha de visitas dará acesso a sorteios
Uma das atrações será a trilha interativa de visitas aos estandes e startups participantes. A iniciativa busca incentivar a circulação do público pelos espaços do evento e aproximar os visitantes das soluções apresentadas.

Para participar, será necessário visitar todos os pontos integrantes da trilha e escanear os QR Codes disponíveis em cada espaço, registrando a passagem.

Ao completar todos os registros, o participante estará habilitado a concorrer aos sorteios promovidos durante o Milk Summit Mercosul, incluindo cestas de produtos lácteos.

Estacionamento e transporte em Ijuí
Para quem chegar de carro, o estacionamento da feira terá custo de R$ 25,00.
Os visitantes que precisarem de transporte por aplicativo poderão utilizar serviços disponíveis em Ijuí, como Rota 77, Sulmob e Carsul, com opções para Android e iOS.

A organização recomenda que os participantes planejem seus deslocamentos com antecedência, especialmente porque o Uber é pouco utilizado no município e pode apresentar baixa disponibilidade de motoristas.

Como chegar de avião
Para participantes de outras regiões do Rio Grande do Sul e do país, três aeroportos podem servir como referência para o deslocamento até Ijuí:
Santo Ângelo: aproximadamente 51,7 quilômetros, com deslocamento estimado em 57 minutos de carro.

Passo Fundo: aproximadamente 162 quilômetros, com deslocamento estimado em 2h26.

Porto Alegre: aproximadamente 395 quilômetros, com deslocamento estimado em 5h15.

Os tempos são aproximados e podem variar conforme as condições de trânsito e o trajeto escolhido.

Transmissão ao vivo para quem não puder comparecer
Quem não conseguir participar presencialmente também poderá acompanhar a programação pela internet. O Milk Summit Mercosul terá transmissão ao vivo pelo canal oficial do evento no YouTube, permitindo que profissionais e interessados de diferentes regiões acompanhem os debates e apresentações. A transmissão estará disponível em youtube.com/@Milksummit.

Registre sua participação
O público também é convidado a registrar e compartilhar sua experiência durante o evento. Fotos, vídeos e publicações nas redes sociais poderão ser marcados com o perfil oficial @milksummit, no Instagram.

A proposta é ampliar a visibilidade das discussões e iniciativas apresentadas, valorizando a participação de profissionais, empresas e instituições que contribuem para o desenvolvimento do setor lácteo.

Serviço – Milk Summit Mercosul 2026

Data: 14 e 15 de outubro de 2026

Local: Palco das Etnias – Parque de Exposições Wanderley Burmann, durante a Expofest, em Ijuí/RS

Endereço: BR-285, Ijuí/RS

Recepção: a partir das 7h30

Participação: gratuita, mediante inscrição

Site e programação: www.milksummitmercosul.com

Informações e auxílio nas inscrições: (51) 99523-9011

Estacionamento: R$ 25,00

Transmissão ao vivo: youtube.com/@Milksummit

Instagram: @milksummit


 
Como a Cooperativa Santa Clara impactou mais de 30 mil crianças ao unir nutrição e sustentabilidade

Criado em 2016, o programa educacional alia ferramentas pedagógicas e conhecimentos de nutrição para conscientizar estudantes sobre hábitos alimentares saudáveis e preservação do meio ambiente.

Criado em 2016 no município de Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul, o projeto educacional Plantando o Bem acaba de ingressar em seu décimo primeiro ano de atividades ininterruptas. A iniciativa da Cooperativa Santa Clara busca integrar o desenvolvimento infantil a conceitos de preservação ambiental e nutrição, fortalecendo a relação da marca com as comunidades locais em que opera.

O alcance demográfico desse trabalho educacional apresenta um saldo expressivo, uma vez que, segundo a organização, "nesses 11 anos, a Cooperativa Santa Clara esteve em mais de 21 municípios, onde temos produtores associados, com mais de 30 mil alunos participantes". Trata-se de um esforço institucional apoiado por uma estrutura corporativa centenária, com quase cinco mil famílias associadas e mais de dois mil e trezentos colaboradores atuando no campo, indústria e rede de lojas da empresa.

Para assegurar a viabilidade técnica e a eficácia pedagógica da proposta, a formulação do programa passou pela análise de especialistas antes de ser levada às salas de aula. A gestão do projeto esclarece que, "antes da sua implementação, o projeto foi desenvolvido e validado por profissionais de diferentes áreas, como nutricionistas e pedagogas".

Essa fundamentação teórica permitiu a adequação da linguagem e a evolução constante das metodologias aplicadas com os estudantes. O direcionamento estratégico, contudo, manteve sua essência original, visto que o programa foi concebido com "o propósito de promover a alimentação saudável e contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes, comprometidos com a preservação ambiental e a construção de um futuro melhor para todos".

Durante o planejamento das edições mais recentes, especialmente no ciclo de 2025, que sucedeu as comemorações de dez anos sob o tema Juntos Para Alimentar o Futuro, a equipe adotou uma abordagem física dividida em estações temáticas. Os estudantes participaram de dinâmicas práticas que distanciam o aprendizado dos formatos exclusivamente teóricos ou palestras tradicionais.

Conforme relata a diretoria, "neste ano, diferentes atividades compõem a dinâmica do projeto, como teatro, quebra cabeça, desenho, pescaria e dados de chão, todas desenvolvidas com a temática da alimentação saudável". Historicamente, as intervenções realizadas nos espaços escolares e nas comunidades também incluíram ações como o plantio orientado de hortas e a execução de oficinas voltadas à culinária sustentável.

Como reflexo dessa estruturação de longo prazo, o programa tem acumulado prêmios e consolidado sua posição no setor corporativo regional. A cooperativa já conquistou três edições do Top de Marketing da ADBV, especificamente nos anos de 2016, 2017 e 2024. Os organizadores creditam parte desse êxito à rotina de monitoramento das ações, explicando que, "a cada ano, avaliamos os resultados anteriores e buscamos diferentes formas de torná-lo ainda mais assertivo e impactante para os pequenos".

Agora, o foco da administração recai sobre a capacidade de ampliação territorial das frentes de trabalho. O objetivo de longo prazo da instituição é manter o ritmo de expansão nas redes de ensino, baseando-se na premissa de que "quanto mais escolas pudermos atingir, mais poderemos auxiliar no desenvolvimento das comunidades, para a formação de cidadãos engajados em transformar nossa realidade".

 
Lácteos do Uruguai: Brasil lidera compras após queda das exportações para a Argélia

O Brasil ampliou sua relevância como destino dos lácteos uruguaios em 2026, em um cenário marcado pela redução das vendas à Argélia e pela queda no faturamento total do setor.

Segundo dados do Instituto Nacional de la Leche (INALE), com base em informações da aduana uruguaia, o país exportou aproximadamente 180,9 mil toneladas de produtos lácteos entre janeiro e setembro, crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do aumento no volume, a receita recuou cerca de 1%, totalizando US$ 691 milhões.

Brasil avança e Argélia perde espaço

A mudança mais expressiva ocorreu na distribuição dos destinos das exportações. No terceiro trimestre de 2025, a Argélia respondia por 39,5% do faturamento das exportações uruguaias de lácteos, enquanto o Brasil representava 24%. Um ano depois, o cenário se inverteu: entre julho e setembro de 2026, o Brasil concentrou 39,7% das receitas, enquanto a participação argelina caiu para 10,6%.

A mudança evidencia o fortalecimento do mercado brasileiro como destino dos produtos lácteos uruguaios e a redução do peso de um comprador historicamente importante, especialmente para o leite em pó. Outros países africanos continuam entre os principais destinos, como Nigéria, África do Sul e Mauritânia.

Mais toneladas, mas menor faturamento

Outro destaque dos dados do INALE é a diferença entre o crescimento das exportações em volume e o desempenho financeiro. O leite em pó integral, principal produto exportado pelo Uruguai, movimentou aproximadamente US$ 460 milhões entre janeiro e setembro, respondendo por cerca de dois terços das receitas do setor.

Embora o volume exportado desse produto tenha crescido 7%, seu faturamento caiu 2%, reflexo da redução de 8% no preço médio acumulado em relação a 2025. A manteiga também apresentou aumento de volume, de 16%, mas queda de 3% na receita. Em contrapartida, o leite em pó desnatado registrou crescimento de 15% no faturamento.

As informações são do Instituto Nacional de la Leche (INALE)¹².

 

Jogo Rápido

Associados do Sindilat RS têm 10% de desconto no Dairy Vision
Associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto na inscrição para o Dairy Vision. Marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de outubro, em Atibaia (SP), no Bourbon Resort, o evento reúne profissionais, especialistas e representantes de empresas do setor de lácteos para discutir tendências, desafios e oportunidades para o segmento. A programação da iniciativa aborda temas relacionados à inovação, gestão, mercado, tecnologia e às transformações da cadeia leiteira, promovendo um espaço para atualização e troca de conhecimentos entre os participantes. Para garantir o desconto exclusivo, os associados devem realizar a inscrição clicando aqui. Criado em 2015 pela MilkPoint Ventures, é um dos principais fóruns de discussão, tendências e estratégia da cadeia láctea no Brasil e no mundo. Líderes de vários países se reúnem para antecipar movimentos, qualificar decisões e implementar estratégias para o setor. Fonte: Jardine Comunicação

 

 

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Porto Alegre, 09 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.032


Faltam 5 dias para o Milk Summit Mercosul 

Entrou na reta final o período de inscrições para o Milk Summit Mercosul, que será realizado de 13 a 15 de outubro, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em Ijuí (RS), integrado à programação da Expofest.

Neste ano, o encontro amplia a proposta apresentada em 2025 e passa a reunir representantes da cadeia leiteira do Brasil e de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. A expectativa dos organizadores é receber mais de 700 participantes por dia, entre produtores, indústrias, cooperativas, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes do setor. 

Ao longo dos três dias, serão mais de 16 horas de conteúdo técnico e estratégico, além de momentos de networking e visitação aos estandes.

Uma das novidades desta edição é a Arena Láctea de Inovação Sebrae, espaço destinado à apresentação de soluções tecnológicas para a cadeia do leite.

A iniciativa reunirá startups e negócios inovadores, que terão a oportunidade de apresentar seus produtos, tecnologias e modelos de negócio diretamente a produtores, indústrias, cooperativas e outros profissionais do setor.

A programação também reúne temas como gestão de riscos, mercado futuro, produtividade, qualidade do leite, competitividade internacional, sustentabilidade, exportações, inovação e políticas públicas. 

Entre os nomes confirmados estão especialistas da Embrapa, StoneX, MilkPoint, Universidade de São Paulo (USP), Rabobank, Ministério da Agricultura, Emater/RS e Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Além das apresentações realizadas dentro da programação do evento, a proposta é criar um ambiente de conexão entre quem desenvolve novas tecnologias e quem enfrenta, no campo e na indústria, os desafios que essas soluções podem ajudar a resolver.

O evento será realizado na próxima semana, e as inscrições podem ser feitas diretamente no site oficial do Milk Summit até a véspera do evento ou enquanto houver vagas disponíveis.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. 

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil. 
Serviço

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 13 a 15 de outubro de 2026
Local: Parque de Exposições Wanderley Burmann – Expofest, Ijuí (RS)
Inscrições: gratuitas e obrigatórias
Vagas: limitadas

Para mais informações e programação, clique aqui

Fonte: Sindilat/RS


 
Mulheres já são 40% dos produtores rurais que tomam decisões no agro

Estudo da Abag, realizado em parceria com a Serasa Experian e a Fran6 Pesquisa

As mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais que tomam decisões no agronegócio brasileiro. Esse é um dos dados do estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços”, que acaba de ser lançado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a Serasa Experian e a Fran6 Pesquisa. 

— Nos últimos dez anos, a mulher ampliou sua presença nas decisões estratégicas do agronegócio e conquistou maior espaço na propriedade e na condução dos negócios. Uma transformação que envolve formação, tecnologia, gestão e acesso ao crédito — analisa Gislaine Balbinot, diretora executiva da Abag.

Em relação ao acesso e ao comportamento de crédito, o estudo mostra que as produtoras apresentaram taxas de inadimplência inferiores às dos homens, com destaque para as grandes proprietárias, cuja taxa registrada foi de 6,85%, e para as mulheres do Sul, com 5,4%.

A partir da análise dos dados de conformidade ambiental do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a pesquisa também mostrou que propriedades sob comando exclusivo feminino concentram uma parcela mínima de restrições legais e passivos ambientais. Entre as mulheres, os percentuais correspondem a 5% e 20%. Fonte: Gaúcha Zero Hora

Informativo Conjuntural 1940 de 08 de outubro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

As chuvas intensas, o excesso de umidade e as interrupções no fornecimento de energia elétrica afetaram a ordenha, a conservação e a coleta do leite, bem como as estruturas de confinamento em algumas regiões. Em algumas regiões, o restabelecimento da energia elétrica e a melhora das condições de pastagem favorecem a retomada gradual da atividade. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, foi restabelecido o fornecimento de energia elétrica em todas as localidades do interior de Hulha Negra, Candiota e Aceguá, reduzindo os custos de combustível utilizado nos geradores para manter as atividades de ordenha e o resfriamento do leite por até 10 dias em algumas propriedades. Os produtores realizaram reparos dos danos causados em galpões pelo vendaval de 21/09. 

Em Hulha Negra, a produção está satisfatória, favorecida pela maior oferta e qualidade da forragem de azevém. Em propriedades com potreiros de trevo isolado ou consorciado com azevém, a elevada disponibilidade de proteína da leguminosa permitiu ajustes no uso de concentrado. 

Em Santana do Livramento, o vendaval de 28/09 (segunda-feira) provocou impactos significativos na bacia leiteira, principalmente danos às estradas rurais e falta de energia elétrica. 

Em assentamentos de São Gabriel, também foram relatadas dificuldades para a coleta devido às fortes chuvas ocorridas no início do período. 

Na de Caxias do Sul, o tempo menos chuvoso favoreceu o manejo do pastoreio e reduziu a formação de barro em relação à semana anterior. O estado nutricional dos animais está satisfatório. 

Na de Frederico Westphalen, o excesso de chuvas em curto período prejudicou a alimentação e o bem-estar dos animais. A chuva e o granizo no final da semana, acompanhados de baixas temperaturas, provocaram excesso de umidade no solo e limitaram o desenvolvimento das pastagens e a produção. 

Na de Ijuí, a produção diminuiu levemente em relação ao período anterior, e houve aumento do fornecimento de forragem conservada e de concentrados.  

Na de Passo Fundo, as diferentes categorias de animais apresentam bom desempenho, favorecido pela alimentação baseada em pastejo rotacionado, silagem e suplementação, que tem sido ajustada conforme a necessidade de cada lote.  

Na de Pelotas, as condições meteorológicas foram bastante desfavoráveis à atividade, principalmente em razão das interrupções no fornecimento de energia elétrica, que prejudicaram a ordenha e a conservação do leite. Não há relatos de danos estruturais, mas os agricultores precisaram utilizar geradores, o que elevou os custos de produção. O encharcamento do solo e a presença de barro nos arredores das instalações ainda persistem em alguns locais. Quanto à sanidade do rebanho, foram identificados casos leves de infestação por carrapatos e de tristeza parasitária bovina em algumas propriedades. 

Na de Santa Rosa, a redução das temperaturas e o tempo nublado no início de outubro favoreceram o conforto térmico das vacas de alta produção, contribuindo para a retomada do consumo de matéria seca e para a estabilização dos teores de gordura e proteína do leite. 

Com as pastagens de inverno em final de ciclo e a menor qualidade nutricional, aumentou a necessidade de suplementação com silagem e de concentrados com maior teor de proteína para atender às exigências nutricionais e manter os níveis de produção. 

O temporal da última semana provocou danos em telhados de galpões e em estruturas de confinamento, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica e de água. Nas propriedades sem gerador, as interrupções comprometeram a ordenha e o resfriamento do leite, resultando em descarte de produção. 
Fonte: Emater/RS

 

Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA
Na próxima semana, o tempo iniciará chuvoso em grande parte do estado. Entre a sexta-feira (09/10) e o sábado (10/10), a atuação de um cavado (área alongada de baixa pressão) e o posterior deslocamento desse sistema deverão manter o tempo instável em praticamente todo o território gaúcho. Por conseguinte, há previsão de chuva em diferentes localidades do estado e de rajadas de vento intensas, que podem ultrapassar 100 km/h. No domingo (11/10), o sistema de baixa pressão deverá se deslocar pelo Atlântico Sul, afastando-se gradualmente do território gaúcho. Assim, há previsão de chuva apenas na metade norte e na porção oeste do estado. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa. Entre a segunda-feira (12/10) e a quarta-feira (14/10), os efeitos da circulação atmosférica poderão favorecer o transporte de umidade para alguns pontos do estado. Por conseguinte, há previsão de chuva principalmente na metade norte e na porção sudeste. Nas demais regiões, o tempo deverá permanecer predominantemente estável, com possibilidade de chuva apenas em pontos isolados. zFonte: Emater/RS

 

 

Porto Alegre, 07 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.030


Últimos dias de inscrição para o Milk Summit Mercosul

Entrou na reta final o período de inscrições para o Milk Summit Mercosul, que será realizado de 13 a 15 de outubro, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em Ijuí (RS), integrado à programação da Expofest. As inscrições são gratuitas, mas precisam ser feitas antecipadamente, já que as vagas são limitadas.

Neste ano, o encontro amplia a proposta apresentada em 2025 e passa a reunir representantes da cadeia leiteira do Brasil e de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. A expectativa dos organizadores é receber mais de 700 participantes por dia, entre produtores, indústrias, cooperativas, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes do setor. 

Ao longo dos três dias, serão mais de 16 horas de conteúdo técnico e estratégico, além de momentos de networking e visitação aos estandes.

Uma das novidades desta edição é a Arena Láctea de Inovação Sebrae, espaço destinado à apresentação de soluções tecnológicas para a cadeia do leite. A iniciativa reunirá startups e negócios inovadores, que terão a oportunidade de apresentar seus produtos, tecnologias e modelos de negócio diretamente a produtores, indústrias, cooperativas e outros profissionais do setor.

A programação também reúne temas como gestão de riscos, mercado futuro, produtividade, qualidade do leite, competitividade internacional, sustentabilidade, exportações, inovação e políticas públicas. 

Entre os nomes confirmados estão especialistas da Embrapa, StoneX, MilkPoint, Universidade de São Paulo (USP), Rabobank, Ministério da Agricultura, Emater/RS e Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

Além das apresentações realizadas dentro da programação do evento, a proposta é criar um ambiente de conexão entre quem desenvolve novas tecnologias e quem enfrenta, no campo e na indústria, os desafios que essas soluções podem ajudar a resolver.

O evento será realizado na próxima semana, e as inscrições podem ser feitas diretamente no site oficial do Milk Summit até a véspera do evento ou enquanto houver vagas disponíveis.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. 

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil. 
Serviço

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 13 a 15 de outubro de 2026
Local: Parque de Exposições Wanderley Burmann – Expofest, Ijuí (RS)
Inscrições: gratuitas e obrigatórias
Vagas: limitadas

Fonte: Sindilat/RS

 
 
Balança comercial: importações de lácteos voltam a crescer e ampliam déficit em setembro

Setembro foi marcado pelo crescimento das importações e das exportações brasileiras de lácteos. As compras externas somaram 243 milhões de litros em equivalente-leite, avanço de 8,7% em relação ao mês anterior, enquanto os embarques totalizaram 5,4 milhões de litros em equivalente-leite, alta de 6,5% na mesma comparação.

Com o avanço das compras externas, o déficit da balança comercial de lácteos aumentou, passando de cerca de 219 milhões de litros em agosto para 237,6 milhões de litros em equivalente-leite em setembro.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite.

Saldo da Balança Comercial de Lácteos

 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações reverteram o leve recuo observado em agosto, com aumento expressivo das compras da Argentina e do Uruguai. O movimento ocorre em um cenário de elevada disponibilidade de leite no Mercosul, com a produção dos países fornecedores acima dos patamares registrados no ano anterior.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite.

 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT. 

Os principais movimentos observados nas importações foram:

Leite em pó integral (LPI): apresentou recuo de 3,0% no volume importado, após dois meses consecutivos de avanço;
Leite em pó desnatado (LPD): registrou aumento de 26% nas compras externas, revertendo a queda observada em agosto;
Queijos: a categoria apresentou crescimento de 19% no volume importado. Dentro desse grupo, as compras de muçarela também avançaram 19% em relação ao mês anterior.

As importações de WPC (Whey Protein Concentrate, ou concentrado proteico de soro de leite) também avançaram em setembro, com alta de 7,2% na comparação mensal, passando de aproximadamente 546,5 toneladas em agosto para 586,0 toneladas. Nesse contexto, a utilização do leite em pó desnatado em substituição parcial ao WPC, em determinadas formulações industriais, é uma possível explicação para o crescimento das compras de LPD.

Em relação às exportações, setembro apresentou avanço de 6,5% frente ao mês anterior, com o volume total somando 5,4 milhões de litros em equivalente-leite. Entre os produtos, os embarques de soro de leite cresceram, enquanto as vendas externas de queijos recuaram.

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite.

 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de setembro, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos:

Soro de leite: apresentou aumento de 54,1% no volume exportado em relação ao mês anterior, com os embarques totalizando 1,28 milhão de kg;
Queijos: registraram recuo de 15,2% no volume exportado na comparação mensal.
As tabelas 1 e 2 apresentam as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de setembro e agosto de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em setembro de 2026

 
 
Tabela 2. Balança comercial de lácteos em agosto de 2026
 
 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?
O avanço das importações em setembro, com aumento expressivo das compras da Argentina e do Uruguai, ocorre em um cenário de elevada disponibilidade de leite no Mercosul. A produção dos países fornecedores permanece acima dos níveis registrados no ano anterior, favorecendo a oferta de lácteos para o mercado brasileiro.

Apesar desse volume elevado, o crescimento da produção na região vem perdendo intensidade, contribuindo para certo avanço dos preços. Os preços de LPI e LPD no GDT também seguem elevados, o que também contribui para dar sustentação às cotações dos produtos no Mercosul.

Em contrapartida, o dólar em patamares inferiores aos do ano passado ainda reduz o custo de internalização dos importados. 

A valorização dos produtos na origem, porém, vem reduzindo sua vantagem frente aos brasileiros, observado na aproximação entre os custos de aquisição de alguns derivados externos e nacionais.

Para os próximos meses, o ganho de competitividade dos produtos brasileiros pode moderar o ritmo de novas compras externas. A evolução dos preços no Mercosul e no mercado doméstico será, portanto, importante para avaliar a continuidade dos avanços nas importações. Fonte: Milkpoint

GDT 413º recupera queda anterior, com destaque para valorização do leite em pó desnatado
O 413º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou alta de 1,2% no GDT Price Index, com preço médio negociado de USD 3.928/tonelada.

O movimento praticamente recompôs a queda de 1,1% observada no leilão anterior e reforça a sustentação das cotações internacionais, mesmo em um período de crescimento sazonal da oferta na Oceania. 

Gráfico 1: Preço médio leilão GDT. Fonte: Global Dairy Trade (GDT). 

 
 
Nos leites em pó, o movimento foi positivo, com os dois principais produtos negociados do leilão apresentando valorização.

O leite em pó integral (LPI) avançou 1,2%, atingindo USD 3.605/tonelada, enquanto o leite em pó desnatado (LPD) registrou alta de 4,3%, alcançando USD 3.847/tonelada, atingindo o maior patamar de preços em quatro anos.

Com esse movimento, o LPD ampliou a diferença em relação ao LPI, mantendo a inversão observada recentemente entre as cotações dos dois derivados.

A valorização do LPD não se restringe ao GDT: o produto também vem ganhando valor no mercado brasileiro e no Mercosul, reforçando uma leitura de demanda firme. Parte desse movimento está relacionada à busca por fontes de proteína mais competitivas em custo.

Com teor proteico próximo ao do WPC 34% e preço mais baixo, o LPD pode assumir papel relevante em determinadas formulações, especialmente em um ambiente de cotações elevadas de outras fontes proteicas. 

Gráfico 2. Preço médio LPI vs LPD. Fonte: Global Dairy Trade (GDT). 

 
 
Entre os demais derivados, o movimento foi distinto. A muçarela manteve a trajetória de queda, com recuo de 3,9%, sendo negociada a USD 3.833/tonelada. A manteiga apresentou estabilidade, com leve queda de 0,3%, atingindo USD 4.740/tonelada, enquanto a gordura anidra do leite recuou 1,1%, para USD 5.683/tonelada. 

A maior atratividade do LPD também merece atenção pelo efeito potencial sobre o balanço de gordura: caso estimule maior direcionamento de leite para a produção do desnatado, pode ampliar a disponibilidade de gordura láctea. Ainda assim, o movimento deste leilão não deve ser atribuído exclusivamente a esse fator. 

Já a lactose, registrou a maior queda do leilão, de 6,9%, atingindo USD 1.677/tonelada. Já o cheddar apresentou correção de 3,7%, para USD 3.925/tonelada, após as fortes valorizações observadas nos leilões anteriores.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 06/10/2026. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

 
 

Volume negociado permanece elevado, enquanto número de compradores aumenta

O volume negociado totalizou 41.692 toneladas, queda de 1,8% frente ao último leilão e de apenas 0,8% na comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo com o leve recuo, o volume permanece elevado, acompanhando o aumento sazonal da produção na Oceania típico desta época do ano. Neste ciclo, porém, esse avanço ocorre em ritmo inferior ao observado em anos anteriores.

Esse crescimento mais limitado ocorre em um contexto de El Niño mais intenso, com condições mais secas em importantes regiões produtoras, restringindo o potencial de avanço da produção ao longo da safra.

Pelo lado da demanda, o número de compradores aumentou 6,5%, passando de 155 para 165 participantes, mostrando que a participação dos agentes segue elevada e contribuindo para a manutenção das negociações em patamares próximos aos observados nos últimos leilões. A combinação entre crescimento mais limitado da oferta e demanda ainda firme ajuda a manter os preços internacionais em patamares elevados.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

 

Impacto nos contratos futuros

Na NZX, os contratos futuros de leite em pó integral apresentaram alguma acomodação nos vencimentos mais próximos do final do ano e permanecem em patamares elevados, indicando que o mercado ainda precifica um cenário de oferta relativamente restrita. Embora a produção da Oceania avance sazonalmente em direção ao pico, o crescimento vem ocorrendo de forma mais limitada do que em ciclos anteriores, em um contexto climático menos favorável.

Assim, mesmo com o avanço sazonal da produção, a combinação entre crescimento mais contido da oferta e demanda firme mantêm suporte às cotações para os próximos meses.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures). Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

 

 
E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

O resultado do GDT 413º reforça a sustentação das referências internacionais, com destaque para a valorização do LPD e para a capacidade do mercado de absorver o aumento sazonal da oferta. 

No Brasil, a valorização do LPD pode abrir espaço para mudanças na dinâmica de produção dos derivados lácteos, caso os preços internacionais e domésticos sinalizem maior atratividade para o processamento do produto.

Um aumento da produção de leite em pó desnatado, por exemplo, pode resultar em maior disponibilidade de gordura láctea e potencialmente adicionando pressão sobre os preços de derivados como a manteiga e o creme.

Mesmo com o avanço sazonal da produção internacional, o crescimento mais limitado da oferta na Oceania, Europa e América Latina, somado à demanda ainda firme, tende a manter suporte às cotações ao longo dos próximos meses.

Os contratos futuros, apesar de alguma acomodação recente, permanecem em níveis elevados e reforçam essa leitura. Fonte: Milkpoint

 

Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Baixo interesse comprador e queda externa pressionam cotações
Cepea, 5/10/2026 – Os preços do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, pressionados pelo baixo interesse de compradores e pela retração no mercado internacional. Segundo o Cepea, de modo geral, compradores brasileiros seguem afastados das aquisições de novos lotes, visto que parte deles indica ter estoques para consumo imediato. De acordo com pesquisadores do Cepea, além disso, como as exportações brasileiras seguem inferiores às do ano passado, esses agentes acreditam que a oferta possa aumentar. Segundo a Conab, a produção da safra 2025/26 deve ser recorde, totalizando 144 milhões de toneladas, apesar da redução na produtividade. O Centro de Pesquisas destaca que produtores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, seja com relação aos valores e/ou às condições de entrega e ao prazo de pagamento. Fonte: Cepea

 

 

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Porto Alegre, 06 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.029


Terceira edição do FoodTech Summit começa hoje

Ciência, tecnologia, inovação e mercado estão cada vez mais próximos dos desafios da cadeia de alimentos e bebidas no Rio Grande do Sul.

Por meio do projeto FoodTech RS, o Sebrae RS articula diferentes atores do ecossistema e desenvolve iniciativas voltadas à inovação, à geração de conexões e ao acesso a novas oportunidades de negócios. Entre elas estão o FoodTech Summit, que chega à terceira edição em outubro, e o Programa de Desenvolvimento e Acesso a Mercado para Foodtechs Gaúchas, iniciado em setembro, com nove empresas selecionadas entre mais de 40 inscritas.

A terceira edição do FoodTech Summit será realizada nesta terça-feira, 6, a partir das 8h, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, reunindo empresas, startups, universidades, centros de pesquisa, investidores, entidades e representantes do poder público. O FoodTech RS vem estruturando uma agenda contínua de conexão, informação, desenvolvimento e acesso a mercado, aproximando quem produz conhecimento e tecnologia de quem possui demandas e oportunidades concretas no setor de alimentos e bebidas.

Para Claudia Kuhn, analista de Inovação do Sebrae RS e gestora do projeto FoodTech RS, esse movimento marca um avanço significativo na atuação do ecossistema.

“Um dos principais progressos que observamos é a transição de uma agenda pontual de evento para uma agenda permanente de conexão, informação e reflexão sobre o presente e o futuro da cadeia de alimentos e bebidas. O FoodTech RS vem ampliando sua governança e estimulando iniciativas que se mantêm além do Summit, criando condições para novas conexões, oportunidades de inovação e negócios”, afirma.

Entre as transformações que já impactam o setor estão o uso de inteligência artificial e dados, a automação, o desenvolvimento de novos ingredientes e proteínas, a biotecnologia, a sustentabilidade, a rastreabilidade, novos modelos de produção e as mudanças no comportamento do consumidor. A proposta do projeto é aproximar essas tendências da realidade dos negócios, transformando conhecimento e tecnologia em possibilidades concretas de inovação.

Desenvolvimento de foodtechs

Essa articulação também se materializa no Programa de Desenvolvimento e Acesso a Mercado para Foodtechs Gaúchas, que teve início em 2 de setembro, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. A iniciativa foi estruturada para apoiar foodtechs gaúchas na transformação de suas soluções em propostas de valor mais conectadas às necessidades do mercado, trabalhando aspectos como posicionamento, estratégia comercial, validação de mercado e conexão com potenciais clientes e parceiros.

Nos próximos meses, as empresas serão acompanhadas na priorização de desafios, na construção de estratégias comerciais e na geração de oportunidades com potenciais clientes e parceiros. A jornada será concluída em 3 de dezembro, às 14h, com um Demo Day na Arena Caldeira, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, destinado à apresentação das soluções e dos resultados desenvolvidos ao longo do programa. Fonte: Rádio Guaíba


GDT - Global Dairy Trade
 
Fonte: Global Dairy Trade / Adaptado pelo Sindilat/RS
 
 
Mercado eleva previsão da inflação para 5,01% em 2026

A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial em 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central. Foi a terceira alta consecutiva da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

Para 2027, a expectativa para a inflação passou de 4,31% para 4,30%. Para 2028, a projeção foi mantida em 3,8%.

PIB
Em relação ao crescimento da economia, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,86% para 1,85% em 2026. Para 2027, a projeção recuou de 1,41% para 1,40%. Para 2028, a expectativa passou de 1,83% para 1,81%.

A projeção para a cotação do dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa foi mantida em R$ 5,28. Para 2028, continuou em R$ 5,30.

Selic
A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,5% ao ano para o encerramento de 2026. Para 2027, os analistas mantiveram a previsão em 12% ao ano. Para 2028, a estimativa ficou estável, em 10,5% ao ano.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Com menor consumo e investimento, a tendência é reduzir as pressões sobre os preços.

Quando reduz a Selic, o Banco Central busca estimular a atividade econômica. Juros menores facilitam o crédito e incentivam a produção e o consumo, o que pode impulsionar a economia, mas também aumentar as pressões inflacionárias.

Desde janeiro de 2025, o país adota o sistema de meta contínua de inflação. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, a inflação é considerada dentro da faixa se permanecer entre 1,5% e 4,5%.

A projeção do mercado para 2026 continua acima do limite superior desse intervalo. Fonte: Agência Brasil

 

Jogo Rápido

Associados do Sindilat RS têm 10% de desconto no Dairy Vision
Associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) têm 10% de desconto na inscrição para o Dairy Vision. Marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de outubro, em Atibaia (SP), no Bourbon Resort, o evento reúne profissionais, especialistas e representantes de empresas do setor de lácteos para discutir tendências, desafios e oportunidades para o segmento.  A programação da iniciativa aborda temas relacionados à inovação, gestão, mercado, tecnologia e às transformações da cadeia leiteira, promovendo um espaço para atualização e troca de conhecimentos entre os participantes. Para garantir o desconto exclusivo, os associados devem realizar a inscrição clicando aqui. Criado em 2015 pela MilkPoint Ventures, é um dos principais fóruns de discussão, tendências e estratégia da cadeia láctea no Brasil e no mundo. Líderes de vários países se reúnem para antecipar movimentos, qualificar decisões e implementar estratégias para o setor. Fonte: Jardine Comunicação

 

 

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Porto Alegre, 05 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.028


ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÕES - Milk Summit Mercosul 2026

As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 entraram na sua última semana nesta segunda-feira, 05/10. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira.

Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul.

A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui.
Fonte: (Sindilat/RS)


Projeto Gestores do Futuro da CCGL capacita jovens para a sucessão no campo

Iniciativa focada na formação de sucessores rurais integra ferramentas de controle financeiro e produtivo para garantir a continuidade e a competitividade do setor leiteiro.

Criada em 1976 com base no cooperativismo, a CCGL direciona esforços para fortalecer a renda e a permanência dos produtores rurais. Ao longo de quase cinco décadas, o foco passou por expansões em áreas como industrialização, logística e pesquisa, culminando, mais recentemente, na incorporação de ferramentas avançadas de gestão e tecnologia. 

Esse percurso evidenciou que garantir a viabilidade das propriedades exige superar a visão imediatista de safras isoladas. A organização atua hoje integrando cooperativas, técnicos e pesquisadores para transformar dados em soluções práticas aplicáveis no campo.

Diante do desafio da continuidade familiar nas fazendas leiteiras, a entidade diagnosticou que a presença de jovens nas propriedades nem sempre vinha acompanhada de espaço para a tomada de decisões ou de acesso a informações gerenciais estruturadas.

 
Foi para preencher essa lacuna que surgiu o projeto Gestores do Futuro, desenhado para conduzir o processo sucessório de maneira técnica e planejada. 

Conforme pontuado pela CCGL, a iniciativa propõe "trabalhar a sucessão não como um momento de transferência de patrimônio, mas como um processo de preparação das pessoas e da própria propriedade para o futuro".

Estruturado em nove módulos de capacitação contínua, o currículo do programa abrange de forma integrada o manejo sustentável de água e solo, nutrição e reprodução de bovinos, gestão financeira, controle de qualidade do leite e administração de pessoas. Durante o treinamento, os alunos são incentivados a utilizar plataformas tecnológicas rurais, com destaque especial para o aplicativo Smartcoop. 

Essa ferramenta permite que os sucessores analisem o histórico da fazenda e interpretem indicadores econômicos, deixando o papel de meros executores de atividades diárias para assumir posições estratégicas na gestão do negócio.

Sob a perspectiva de resultados operacionais, a adoção dessas novas metodologias gerou impactos quantificáveis já em seu primeiro ciclo de aplicação prática. As fazendas integrantes da turma inicial do programa, realizada ao longo de 2025, registraram um crescimento médio superior a 18% no volume de leite produzido, enquanto a média de avanço entre os demais produtores do sistema cooperativo ficou no patamar de 8%. 

O interesse pela capacitação também apresentou rápida escalada, saltando de 162 alunos concluintes na primeira edição para 305 jovens matriculados e acompanhados no ciclo letivo de 2026.

Os organizadores do programa ressaltam que "a sucessão não acontece somente quando uma geração passa a propriedade para a outra, ela começa muito antes, com conhecimento, participação, diálogo dentro da família e preparação para a gestão". 

Para os próximos exercícios, a meta da central é ampliar o número de participantes e desenvolver turmas de nível avançado, consolidando a percepção de que a qualificação técnica das novas gerações constitui o principal pilar para a sustentabilidade e a competitividade do mercado de leite.

Essa inovação da CCGL fará parte do encontro que reunirá quem decide o futuro dos lácteos brasileiros. De 27 a 28 de outubro no Bourbon Resort em Atibaia/SP, o Dairy Vision contará com a presença de mais de 500 executivos do setor e palestras sobre inovação, tendências e o Fórum MilkPoint Mercado. 
Fonte: Milkpoint

 
Piracanjuba lança novo comercial para apresentar sua linha de leite em pó

A Piracanjuba estreia um novo comercial em campanha nacional para apresentar a linha de leite em pó, composta pelas versões integral, integral instantâneo, desnatado, A2 e o composto zero lactose. O filme dá continuidade à linguagem que vem aproximando a marca de situações presentes no cotidiano dos brasileiros e consolidando um dos seus principais ativos de comunicação: o soletrar Pi-ra-can-ju-ba.

Desta vez, a marca leva essa linguagem para o ambiente de trabalho. Durante o tradicional cafezinho, um chefe prepara a bebida com leite em pó Piracanjuba e destaca a cremosidade. A partir de uma conversa cotidiana, as palavras passam a ser pronunciadas de forma silabada, criando uma conexão direta com a maneira como os consumidores já reconhecem e falam o nome da marca.

Mais do que um recurso criativo, a pronúncia silabada tornou-se parte da identidade. Pi-ra-can-ju-ba é uma forma de citar a marca que já faz parte do repertório dos brasileiros e que, nesta campanha, ganha novas aplicações ao ser incorporada naturalmente a diferentes situações do dia a dia.

Com a nova comunicação, a Piracanjuba também reforça a evolução de seu portfólio de leite em pó. A linha reúne diferentes opções para acompanhar preferências e necessidades de consumo, mantendo atributos associados à marca, como qualidade, confiança e praticidade. “Estamos apresentando nossa linha de leite em pó a partir de uma linguagem que já é muito reconhecida pelos consumidores.

A forma de falar Piracanjuba se tornou um ativo da nossa marca e estamos explorando esse território de maneira cada vez mais natural, conectando-o a momentos que fazem parte da rotina das pessoas”, afirma Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba.

O filme integra o planejamento de marketing da companhia para 2026, que contempla o rejuvenescimento da marca, e a regionalização. A estratégia segue explorando diferentes ocasiões de consumo para apresentar categorias e produtos do portfólio, fortalecendo a presença da Piracanjuba na vida dos brasileiros.

Atualmente, a marca está presente em nove de cada dez lares brasileiros, reforçando sua relevância e proximidade com os consumidores. A nova campanha parte justamente desse reconhecimento para transformar uma característica tão própria, a forma como ela é pronunciada, em uma linguagem capaz de acompanhar diferentes momentos do cotidiano.

A estreia será em outubro com veiculação em TV aberta, plataformas digitais e redes sociais, com ações de alcance nacional e regional.

As informações são do Grandes Nomes da Propaganda, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

 

Jogo Rápido

Leite spot perde força com maior oferta e queda nos derivados
Maior oferta de leite e queda nos preços dos derivados pressionam o mercado spot, que registra retrações em todos os estados. O mercado de leite spot iniciou o mês de outubro com retração nas cotações em âmbito nacional, com variações negativas observadas em todos os estados acompanhados. Em um cenário de maior oferta de leite, combinado à queda nos preços dos derivados, principalmente do leite UHT e da muçarela, o mercado spot registrou pressão de baixa generalizada. A média nacional (BR) recuou para R$ 2,645, com uma retração de -R$ 0,145 em relação à quinzena anterior. A maior retração foi observada em Minas Gerais, onde a média atingiu R$ 2,709, com recuo de -R$ 0,215. Em seguida, Goiás registrou baixa de -R$ 0,212, com a cotação média fixada em R$ 2,530. Em São Paulo, o preço médio encerrou a quinzena em R$ 2,904, após um ajuste negativo de -R$ 0,141. Na região Sul, o Rio Grande do Sul apresentou o maior ajuste negativo, com queda de -R$ 0,149 e média de R$ 2,457. Em Santa Catarina, a média recuou -R$ 0,077, alcançando R$ 2,749. Por fim, o Paraná assinalou uma redução de -R$ 0,054, fechando com média de R$ 2,686. Fonte: Milkpoint

 

 

Porto Alegre, 02 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.027


Pecuária responde por um terço da proteína global, revela FAO

Sistemas de produção pecuária, incluindo a avicultura, fornecem 33% de toda a proteína consumida no mundo e respondem por 40% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola global – o equivalente a cerca de US$ 1,8 trilhão -, apontou estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo o levantamento, a segurança alimentar depende do abastecimento local e nacional, uma vez que apenas 15% da carne, 12% dos laticínios e 3% dos ovos produzidos globalmente são comercializados no mercado internacional.

Produção local é central para a segurança alimentar
A análise detalha que sistemas mistos de agricultura e pecuária e a criação de aves respondem, cada um, por cerca de 30% do fornecimento mundial de proteína animal.

A suinocultura representa 19% do total, o pastoreio tradicional responde por 12% e os confinamentos correspondem a 3%. No segmento de carnes, animais monogástricos concentram 74% da produção anual, enquanto os ruminantes somam 26%. O gado bovino responde por 81% da oferta global de leite.

Em termos regionais, a proteína de origem animal representa mais de 50% do aporte protéico nas Américas, na Europa e na Oceania, recuando para menos de 18% na África.

Pecuária responde por 12% das emissões globais
O relatório indica que a competição entre o cultivo de ração animal e a produção de alimentos para consumo humano por terras aráveis vem impulsionando o uso de subprodutos agroindustriais, fontes alternativas de nutrição e pastagens marginais para expandir a oferta de alimentos terrestres de origem animal.

Sob a ótica ambiental, a pecuária responde por 12% das emissões antrópicas de gases de efeito estufa, com o gado bovino e o metano entérico entre as principais fontes.
Fonte: Canal Rural


Piracanjuba lança novo comercial para apresentar sua linha de leite em pó

A Piracanjuba estreia um novo comercial em campanha nacional para apresentar a linha de leite em pó, composta pelas versões integral, integral instantâneo, desnatado, A2 e o composto zero lactose. O filme dá continuidade à linguagem que vem aproximando a marca de situações presentes no cotidiano dos brasileiros e consolidando um dos seus principais ativos de comunicação: o soletrar Pi-ra-can-ju-ba.

Desta vez, a marca leva essa linguagem para o ambiente de trabalho. Durante o tradicional cafezinho, um chefe prepara a bebida com leite em pó Piracanjuba e destaca a cremosidade. A partir de uma conversa cotidiana, as palavras passam a ser pronunciadas de forma silabada, criando uma conexão direta com a maneira como os consumidores já reconhecem e falam o nome da marca.

Mais do que um recurso criativo, a pronúncia silabada tornou-se parte da identidade. Pi-ra-can-ju-ba é uma forma de citar a marca que já faz parte do repertório dos brasileiros e que, nesta campanha, ganha novas aplicações ao ser incorporada naturalmente a diferentes situações do dia a dia.

Com a nova comunicação, a Piracanjuba também reforça a evolução de seu portfólio de leite em pó. A linha reúne diferentes opções para acompanhar preferências e necessidades de consumo, mantendo atributos associados à marca, como qualidade, confiança e praticidade. “Estamos apresentando nossa linha de leite em pó a partir de uma linguagem que já é muito reconhecida pelos consumidores. 

A forma de falar Piracanjuba se tornou um ativo da nossa marca e estamos explorando esse território de maneira cada vez mais natural, conectando-o a momentos que fazem parte da rotina das pessoas”, afirma Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba.

O filme integra o planejamento de marketing da companhia para 2026, que contempla o rejuvenescimento da marca, e a regionalização. A estratégia segue explorando diferentes ocasiões de consumo para apresentar categorias e produtos do portfólio, fortalecendo a presença da Piracanjuba na vida dos brasileiros.

Atualmente, a marca está presente em nove de cada dez lares brasileiros, reforçando sua relevância e proximidade com os consumidores. A nova campanha parte justamente desse reconhecimento para transformar uma característica tão própria, a forma como ela é pronunciada, em uma linguagem capaz de acompanhar diferentes momentos do cotidiano.

A estreia será em outubro com veiculação em TV aberta, plataformas digitais e redes sociais, com ações de alcance nacional e regional.
As informações são do Grandes Nomes da Propaganda, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

 

Informativo Conjuntural 1939 de 1° de outubro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os produtores de leite da Campanha seguem enfrentando os efeitos do temporal ocorrido no período anterior. Em algumas localidades, o fornecimento de energia elétrica ainda não havia sido restabelecido após sete dias do evento. 

Os produtores de Hulha Negra, Aceguá e Candiota estão utilizando geradores para manter as atividades diárias de ordenha e de resfriamento do leite. Os impactos são ainda mais expressivos entre os produtores de pequeno porte, que, em sua maioria, não dispõem de geradores. 

Em algumas propriedades, a ordenha está sendo organizada de forma escalonada, mediante compartilhamento de equipamentos com vizinhos, além da supressão da ordenha da tarde. Também foram registrados danos severos em galpões, mangueiras e cercas utilizadas na atividade. 

As condições de acesso às propriedades e aos equipamentos de resfriamento também representam dificuldades em razão da degradação de estradas provocada pelas chuvas intensas e volumosas. Problemas relacionados à coleta do leite também foram relatados em localidades de Santana do Livramento. 

Na de Caxias do Sul, os parâmetros de qualidade do leite estão dentro dos limites estabelecidos pela legislação brasileira. As contagens de células somáticas (CCS) e padrão em placas (CPP) também seguem conforme os padrões exigidos, e não há relatos de propriedades excluídas de laticínios ou cooperativas por problemas relacionados à qualidade do leite. 

Também não foram registrados casos de rejeição pelas indústrias devido à presença de resíduos de antibióticos. Foram registradas dificuldades de tráfego para as coletas nas linhas de leite devido ao barro nas estradas rurais. 

Na de Frederico Westphalen, em razão do excesso de umidade no período, segue elevado o risco de mastite e os problemas de casco, reforçando a necessidade de cuidados com a higiene na ordenha.  

Na de Ijuí, a produção de leite está estável. 

Na de Passo Fundo, o manejo dos rebanhos leiteiros, compostos por vacas em lactação, vacas secas, gestantes, novilhas e bezerras, seguiu as rotinas estabelecidas em cada propriedade. A alimentação foi baseada em pastagens, silagem, ração concentrada e sal mineral. 

Não foram registrados problemas sanitários relevantes nem infestações significativas por ectoparasitas. Entretanto, as condições de elevada umidade do solo e o acúmulo de barro nas áreas de manejo dos animais exigem atenção, especialmente em relação ao risco de aumento de mastites. 

Na de Pelotas, o principal impacto climático foi o prolongado desabastecimento de energia elétrica na zona rural, que exigiu o uso generalizado de geradores a diesel para manter as operações de ordenha e a refrigeração do leite. 

Em Pelotas, em algumas residências e galpões ocorreram destelhamentos e queda de árvores. Além dos impactos sobre os sistemas produtivos, foram registrados danos estruturais, como destelhamentos de galpões, quedas de árvores e bloqueios de estradas rurais, comprometendo temporariamente o escoamento da produção em localidades isoladas. 

Na de Porto Alegre, os rebanhos apresentam bom estado corporal em decorrência da adequada disponibilidade de forragem. Entretanto, as tempestades que atingiram a região no início da semana provocaram interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica em diversas localidades. 

Na de Santa Maria, as matrizes têm sido manejadas em áreas de pastagens de inverno, que já entram em final de ciclo, com redução gradual do valor nutricional e da capacidade de atender às exigências das vacas em lactação. A condição nutricional dos rebanhos leiteiros na região é considerada regular. 

Na de Santa Rosa, a atividade leiteira ficou estável durante o período, e os rebanhos apresentam boas condições sanitárias e produtivas. Atualmente, a alimentação dos animais é composta principalmente por pastagens e silagem, que representam cerca de 65% da dieta, complementada por rações, fenos e suplementos. 
Fonte: Emater / Adaptado pelo sindilat

 

Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA 
Na próxima semana, o tempo deverá oscilar entre condições estáveis e instáveis em todo o território gaúcho. na sexta-feira (02/10), o tempo deverá permanecer estável em grande parte do estado, sem previsão de chuva significativa. As temperaturas estarão em declínio ao longo desses dias.A partir do final do sábado (03/10) e ao longo do domingo (04/10), o avanço de um sistema de baixa pressão deverá favorecer o aumento da nebulosidade e as condições de instabilidade sobre o território gaúcho. Dessa forma, há previsão de chuva em diferentes localidades do estado. Na segunda-feira (05/10), o sistema de baixa pressão deverá continuar favorecendo condições de instabilidade sobre o Rio Grande do Sul, com previsão de chuva em diferentes localidades do estado. Na terça-feira (06/10) e na quarta-feira (07/10), o sistema começará a se afastar, reduzindo sua influência sobre grande parte do território gaúcho. Por conseguinte, há previsão de chuva apenas na metade norte. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa. Fonte: Seapi / Adaptado por Sindilat

 

 

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Porto Alegre, 01 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.026


Tecnologia reduz custos e é caminho da longevidade dos tambos

A adesão de tecnologias e projetos de inovação na rotina dos tambos leiteiros é o caminho base para reduzir custos da atividade e manter as novas gerações conectadas com o campo. Projetos sustentáveis de reuso de materiais, adoção de biodigestores que convertem dejetos em energia e a gestão de áreas verdes para assegurar o bem-estar animal são ações práticas que serão apresentadas pelo engenheiro florestal Jackson Brilhante durante palestra no dia 15 de outubro, no Milk Summit Mercosul, em Ijuí (RS).

Coordenador do Plano ABC+,  programa que reúne oito tecnologias voltadas à produção de baixa emissão de carbono no Rio Grande do Sul, Brilhante defende que manejos sustentáveis e mais eficientes são a forma de manter o campo atrativo para os filhos de produtores, garantindo assim uma sucessão tranquila. 

Novidades que ganham força em tempos de desafios climáticos, aumento do custo de mão de obra e alta concorrência no mercado. Optar por reforço tecnológico na propriedade tem sido o caminho adotado por quem decide se manter na atividade mesmo em um período caracterizado por alta evasão.

Segundo dados do Relatórios Socioeconômicos da Cadeia Produtiva do Leite da Emater/RS-Ascar, 55.253 famílias deixaram de produzir leite entre 2015 e 2025, passando de 84.199 produtores para 28.946. Por outro lado, a produção estadual se manteve relativamente estável em aproximadamente 4 bilhões de litros/ano, o que sinaliza que há menos produtores operando no Rio Grande do Sul mas com produção maior por unidade.

“A cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul atravessa um processo de reconfiguração estrutural marcado pela intensificação tecnológica, pela maior exposição à concorrência externa e pelo aumento da vulnerabilidade climática”, diz o assistente técnico da Emater, Jaime Ries, que também fará apresentação de estudo de campo durante o Milk Summit. 

Apesar de o aumento na eficiência ser positivo, Ries menciona que manter o produtor no campo e estimular a atividade leiteira também é uma forma de pulverizar a renda no campo e movimentar a economia de inúmeros municípios.

“É um processo multifatorial de transformação. “A permanência na atividade não depende exclusivamente da estrutura produtiva ou da capacidade tecnológica da propriedade. Ela também está relacionada à disponibilidade de pessoas e à disposição da família para manter uma atividade que exige trabalho contínuo e presença cotidiana”.

Mas a escolha da tecnologia empregada em cada propriedade rural não é receita pronta. Segundo Brilhante, a adoção de tecnologias precisa estar associada às características de cada propriedade. Medidas que podem ir da instalação de complexas usinas de geração de energia ao simples plantio de árvores.

“Os bovinos de leite são muito sensíveis às altas temperaturas. Adotar algumas linhas de eucalipto pode melhorar o conforto térmico, e isso interfere diretamente na produção de leite”, exemplifica.

CARBONO
Outro assunto a ser abordado durante o Milk Summit é a medição de carbono. O Plano ABC+ RS dispõe de equipamentos capazes de avaliar gases de efeito estufa e a quantidade de carbono estabilizada no solo, permitindo realizar o balanço de carbono das propriedades.

Tema que, segundo Brilhante, vem ganhando destaque em um momento em que a tecnologia é ferramenta para conciliar produção e conservação dos recursos naturais.

“O Plano ABC+ RS é uma política de Estado em que buscamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário do Rio Grande do Sul, trazendo mais eficiência e resiliência para o produtor rural. Ou seja, ter também a produção e a conservação dos recursos naturais caminhando lado a lado”, completa.

Oito bases do Plano ABC+ RS 
1. Práticas de recuperação de pastagens degradadas
2. Sistemas agroflorestais
3. Bioinsumos
4. Integração lavoura-pecuária-floresta
5. Florestas plantadas
6. Manejos de resíduos da produção animal 
7. Sistemas irrigados
8. Terminação intensiva

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.


IBGE: Pesquisa Pecuária Municipal

O rebanho bovino diminuiu 1,7% em 2025, na comparação com 2024, na segunda queda anual consecutiva. A quantidade de bovinos reduziu para 234,3 milhões de cabeças, a menor desde 2022, quando o efetivo era de 234,9 milhões de cabeças.

Leite de vaca é recorde de produção e produtividade pelo terceiro ano seguido

A produção de leite de vaca cresceu pelo terceiro ano seguido, com alta de 2,7% na passagem de 2024 para 2025 e recorde de 36,7 bilhões de litros. O resultado foi alcançado mesmo com a queda de 2,7% no número de vacas ordenhadas nesse período. Foram 14,7 milhões de vacas ordenhadas em 2025, a menor quantidade desde 1979 na série iniciada em 1974.

Esses dados explicam também o aumento recorde de 5,6% na produtividade, a terceira alta seguida, chegando a 2.498,7 litros de leite por vaca por ano. O resultado reflete condições climáticas favoráveis e investimento em aprimoramento genético e manejo do rebanho, aliado a um processo de otimização e reorganização da base produtiva.

O município de Castro (PR) liderou o ranking com 532,8 milhões de litros, alta de 10,0% em relação a 2024. Carambeí (PR) manteve a segunda posição, com 306,8 milhões de litros, e Patos de Minas (MG) ocupou a terceira posição, com 249,2 milhões de litros.

A região Sul liderou em produtividade e reassumiu a primeira posição na produção de leite com 12,5 bilhões de litros, correspondendo a 34,0% da produção nacional, com um crescimento de 4,4% em relação a 2024. O Sudeste vem na sequência, com crescimento de 2,3% e 12,3 bilhões de litros de leite, o equivalente a 33,5% do total nacional. 

Já o Nordeste manteve a terceira colocação, com 6,6 bilhões de litros e um aumento de 2,7%, respondendo por 18,0% da produção. O Centro-Oeste chegou a 3,6 bilhões, queda de 1,0%, e contribuiu com 9,8% da produção leiteira nacional. Já o Norte apresentou a menor contribuição da produção (4,6%), e teve aumento de 1,4%, com produção de 1,7 bilhão.
Fonte: IBGE / Adaptado pelo Sindilat

 
Mudança nas contribuições, Medida é válida para bovinos e bubalinos

O que exatamente mudou na cobrança do Fundesa para bovinos e búfalos?
A principal mudança é o momento da contribuição. Antes, o recolhimento dos produtores era realizado apenas no momento do abate. A partir de 2026, a contribuição passa a ser calculada e recolhida após o final do prazo da Declaração Anual de Rebanho, pela existência de animais.

Por que o modelo de cobrança mudou?
A mudança foi proposta pelos setores da pecuária de corte e leite em 2021, após a retirada da vacinação contra a febre aftosa, para garantir um fundo mais robusto para o atendimento ao rebanho gaúcho. O objetivo é tornar o sistema mais justo para todos os integrantes da cadeia. Como a contribuição passa a ser feita sobre o rebanho existente na propriedade, o fundo fica mais forte e distribuído de forma justa entre todos os produtores, independentemente de terem enviado animais para o abate naquele período.

O que acontece se eu não fizer o pagamento ou a declaração?
A Declaração Anual de Rebanho é uma obrigação sanitária, exigência do Ministério da Agricultura. Já manter-se em dia com o Fundesa-RS garante que a sua propriedade esteja elegível para receber as indenizações em caso de necessidade de sacrifício sanitário e terá a cobertura do seguro pecuário relacionado à febre aftosa..

Quanto vou pagar?
O valor para bovinos e búfalos de corte ou leite é de R$ 1,33 por animal, uma vez ao ano.

Como foi calculado o valor do boleto?
O valor foi calculado com base no saldo existente no dia em que se encerrou o prazo para a Declaração Anual de Rebanho, neste ano, em 10 de julho.

O valor está diferente do que eu declarei
É que o valor é calculado sobre a existência de animais após o último dia da Declaração Anual de Rebanho, que neste ano teve o prazo encerrado em 10 de julho. Você pode consultar o saldo existente no Produtor Online ou na Inspetoria de Defesa Agropecuária.

Outra possibilidade é de os animais estarem concentrados em outro CPF cadastrado no agronegócio. Verifique com seus familiares se os animais existentes podem estar em outro CPF.

O Fundesa-RS não é responsável pelo número de animais informado para a geração dos boletos, apenas recebeu a informação da Secretaria da Agricultura via Procergs.
Se ainda assim houver divergência, envie e-mail para fundesa@fundesa.net.

Como o fortalecimento do fundo beneficia o meu bolso diretamente?
A maior vantagem é a segurança. Se houver um surto sanitário, o Fundesa garante a indenização rápida ao produtor que precisar sacrificar animais. Sem o fundo, o produtor teria que arcar com o prejuízo total sozinho. Além disso, a sanidade controlada abre portas para que a carne gaúcha continue sendo valorizada e exportada.

Onde posso emitir a guia para o pagamento?
Se o seu cadastro junto ao Sistema de Defesa Agropecuária estiver atualizado, você receberá o link para a emissão do boleto por e-mail. O endereço que irá enviar essa mensagem é comunicados@comunicados.guiasfundesa.com.br e o CNPJ emissor do boleto deve ser 07.355.749/0001-09.

E se eu não receber o e-mail?
Caso não receba por e-mail (ou não utilize e-mail no dia a dia), você poderá acessar o site fundesa.com.br e clicar no banner que diz “Emissão de boletos para contribuição de bovinos e búfalos” e digitar o seu CPF ou CNPJ que o boleto será gerado automaticamente de acordo com o número de animais existentes após a Declaração Anual de Rebanho. Se você não tiver acesso a um computador ou telefone celular, pode procurar o Sindicato Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais ou Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua cidade para gerar a guia para pagamento.

Até quando posso pagar o boleto?
Neste ano, 2026, para estar em dia com o Fundesa-RS, o boleto deve ser pago até o dia 30 de outubro, excepcionalmente.

Vou continuar pagando a contribuição no abate?
Não. A partir de agora o pagamento do rebanho bovino e bubalino de corte será somente uma vez ao ano, sobre o saldo de animais existentes após a Declaração Anual de Rebanho.

Se não receber o e-mail ou não conseguir emitir o boleto pelo site do Fundesa-RS, o que devo fazer?
Entre em contato com o Fundesa-RS pelo Whatsapp oficial 51 40421901 informando seu CPF ou envie e-mail para fundesa@fundesa.net.

Sou produtor de leite. Eu também vou pagar essa taxa pela existência?
Sim, os produtores de leite seguem pagando a contribuição sobre a produção entregue ao laticínio, para serem elegíveis à indenização por abate sanitário em razão de brucelose e tuberculose. Agora pagam também o valor por animal existente uma vez ao ano para cobertura do seguro para febre aftosa.

Se eu não pagar o boleto até a data de vencimento, o que acontece?
Após o vencimento, sobre o valor do boleto vai incidir multa de 2% e juros de 4% ao mês.

Minha propriedade pode ficar bloqueada pela falta de pagamento?
Não, o bloqueio da propriedade pode ocorrer apenas pela falta da Declaração Anual de Rebanho ou de outra obrigação sanitária.

E se eu não quiser pagar a taxa?
A contribuição de R$1,33 é uma obrigação tributária. Se o produtor não cumprir esta obrigação na forma de contribuição ao Fundesa, não terá direito, por parte do fundo, à indenização no caso de um evento sanitário.

Ao contribuir ao Fundesa, o produtor, além contar com seguro e indenização ágil, estará contribuindo para a estruturação do Serviço Veterinário, garantindo o apoio à manutenção e avanço do status sanitário do estado.

Vale lembrar que a taxa existe desde o ano 2000 e foi condição para a evolução de status sanitário do rebanho gaúcho. A partir de 2005, o produtor passou a poder optar pelo Fundesa e sua gestão privada, com a aplicação dos recursos somente para as atividades das cadeias produtivas e o fortalecimento da defesa sanitária animal. Fonte: FUNDESA 

 

Jogo Rápido

LEITE/CEPEA: Leite ao produtor fica estável em agosto; para setembro, oferta maior deve pressionar valores
Cepea, 30/09/2026 – Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que o preço médio do leite cru captado por laticínios ficou praticamente estável em agosto. Na “Média Brasil” líquida, o preço alcançou R$ 2,8869/litro, altas de 0,7% frente a julho/26 e de 9,18% em relação a agosto/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de agosto/26). A estabilidade ocorreu mesmo diante do avanço da oferta em algumas regiões. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) cresceu 3,86% de julho para agosto na “Média Brasil”, evidenciando que a produção vem se recuperando, especialmente no Sul do País. Por outro lado, a sustentação dos preços de alguns derivados e a demanda ainda relativamente firme limitaram movimentos mais intensos de baixa no período. Após dois meses de relativa estabilidade, os custos de produção da pecuária leiteira voltaram a subir em agosto. O Custo Operacional Efetivo (COE) avançou 0,63% na “Média Brasil”, refletindo, principalmente, o encarecimento dos insumos utilizados na alimentação do rebanho. As valorizações do milho e da soja no mês anterior foram repassadas aos concentrados, que subiram 1,2% em agosto. Clique aqui e acesse a matéria na íntegra 
Fonte: CEPEA / Adaptado pelo Sindilat
 

 

Porto Alegre, 30 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.025


ANTT reajusta tabela do frete mínimo com diesel a R$ 7,33; novos valores valem a partir de quarta-feira

Nova tabela entra em vigor em 30 de setembro e altera o valor mínimo que deve ser pago aos caminhoneiros, conforme o tipo de carga, a distância percorrida, o número de eixos e a modalidade de contratação.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reajustou os valores da tabela de pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas. A medida consta da Portaria SUROC nº 22, de 28 de setembro de 2026, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

Os novos valores entram em vigor nesta quarta-feira, 30 de setembro, e devem ser considerados nas operações de transporte sujeitas à tabela de frete mínimo.

A atualização utiliza o preço médio nacional do diesel S10 de R$ 7,33 por litro, registrado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre 20 e 26 de setembro.

O novo preço de referência substitui o valor de R$ 6,97 utilizado na atualização de julho. A mudança afeta os coeficientes empregados no cálculo do valor mínimo de transporte, conforme as características de cada viagem.

O que muda para os transportadores e caminhoneiros?
Na prática, os transportadores precisam consultar os novos valores antes de contratar viagens abrangidas pela tabela.

A ANTT atualizou os coeficientes de quatro modalidades de transporte:

Tabela A: transporte de carga lotação com contratação do caminhão completo ou da composição veicular.=

Tabela B: transporte de carga lotação com contratação somente do cavalo-mecânico.

Tabela C: operações de carga lotação de alto desempenho com contratação do veículo completo.
Tabela D: operações de alto desempenho com contratação apenas do cavalo-mecânico.

Os valores variam conforme o tipo de carga, o número de eixos carregados e a modalidade de contratação.

O reajuste contempla diferentes mercadorias, incluindo cargas gerais, frigorificadas, conteinerizadas, granéis sólidos e líquidos, produtos perigosos e cargas a granel pressurizadas. 

Fonte: Setcesp / Leia na íntegra


'Robôs queijeiros' viram, limpam e cuidam de queijos no RS

(Ao mesmo tempo que mantém a tradição da receita italiana, a RAR Gastronomia, unidade de negócios da RAR Agro & Indústria, de Vacaria (RS), usa robôs importados da Itália para padronizar a produção dos queijos tipo Grana. Em atividade desde 1999, os “robôs queijeiros” autônomos trabalham nas câmaras de maturação ao lado dos funcionários e realizam a movimentação e a limpeza das 32 mil formas durante o processo.

De acordo com Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, as máquinas auxiliam uma vez que cada peça sai da fábrica pesando 40 quilos e, ao longo desse período, perde peso com a redução da umidade. Além disso, atuam no processo de padronização dos produtos.

Da tradição italiana às prateleiras do Rio Grande do Sul
Sartor conta que, assim como o modo de produção, os equipamentos também vieram da Itália. Quando o projeto começou em Vacaria, no Rio Grande do Sul, não havia leite com as características necessárias para fabricar o produto nem uma estrutura capaz de reproduzir o padrão de produção italiano.

“Foi uma questão de empreendedorismo do Raul Randon. Alguém o convenceu de que poderia produzir um Grana Padano, o primeiro produzido fora da Itália, aqui em Vacaria”, conta o CEO.

Por questões de denominação de origem, Sartor explica que o produto brasileiro não pode usar o mesmo nome do italiano e, por isso, recebeu a denominação de “queijo tipo Grana”. Segundo ele, desde o início, o processo buscou reproduzir as características do produto italiano.

Para viabilizar a produção, Randon precisou começar pela criação do gado. Ele viajou até Ohio, nos Estados Unidos, e trouxe dois aviões de vacas prenhas para o Rio Grande do Sul. A partir daí, também foi necessário estruturar a alimentação dos animais que, para esse tipo de queijo, não pode incluir pasto verde, já que isso alteraria as características do produto.

A alimentação precisa permanecer igual ao longo de todo o ano para garantir a padronização do queijo. Segundo Sartor, isso permite que uma forma produzida em janeiro tenha as mesmas características de outra fabricada em junho ou setembro, inclusive na coloração.

Para isso, foram construídos galpões de confinamento, além da estrutura de ordenha e do próprio laticínio. Como esse modelo de produção ainda não existia no Brasil, os equipamentos necessários também seguiram o padrão utilizado na Itália.

O robô na missão de padronizar a produção
Sartor explica que os robôs queijeiros fazem parte do processo desde o início da produção do queijo tipo Grana no Brasil. A tecnologia ajuda a não só manter o padrão de fabricação, mas também a qualidade inspirado no modelo italiano.

A produção ocorre diariamente. Como o queijo é feito com leite cru, o CEO explica que o leite não pode ser armazenado nem pasteurizado antes da fabricação. Por isso, a produção acompanha diariamente a disponibilidade do leite.

A maturação também exige cuidados específicos. As formas ficam apoiadas em prateleiras de madeira de pinho ou araucária, que não podem ter nós para não marcar o queijo. As peças permanecem nessa posição durante, no mínimo, 12 meses, e a madeira faz parte dos detalhes do processo de fabricação.

Ao todo, sete robôs atuam na movimentação e na manutenção das formas. Dois colocam os queijos nas prateleiras, enquanto os outros cinco retiram as peças para realizar o processo de manutenção. Os equipamentos escovam tanto o queijo quanto a tábua onde ele está apoiado e, em seguida, viram a forma antes de recolocá-la na prateleira.

A frequência das viradas varia conforme o estágio de maturação. Até o quarto mês, os queijos passam pelo processo praticamente uma vez por semana. Entre o quarto e o oitavo mês, a frequência cai para cerca de duas vezes por semana. A partir do oitavo mês, as viradas ocorrem aproximadamente a cada 20 dias.
Sartor conta ainda que cada robô dos modelos mais novos consegue virar duas formas ao mesmo tempo.

“Antigamente, quando iniciamos os robôs, cada um virava um queijo. Agora, o mesmo vira, ao mesmo tempo, dois queijos. Ele pega um na prateleira de cima e outro de baixo”, afirma
No ritmo da produção, o executivo estima cerca de 1,5 milhão de viradas de queijo por ano. “Então, um robô faz o trabalho de dois. A própria tecnologia vai evoluindo e dando mais agilidade ao processo”, diz.

A legislação brasileira e a manutenção
Além da padronização, Sartor afirma que os robôs também ajudam a atender às exigências da legislação de ergonomia. As prateleiras que armazenam os queijos são altas, enquanto cada forma recém-produzida pesa cerca de 40 quilos. Com a perda de umidade durante a maturação, o peso chega a aproximadamente 35 quilos.

“O trabalhador tem limitações de carga. No caso do homem, são 23 quilos que um homem pode carregar. Então, o robô faz esse papel, que é fundamental até para atender à legislação trabalhista que nós temos hoje, dentro do Ministério do Trabalho”, explica
As máquinas mais antigas continuam em funcionamento, embora apresentem produtividade menor em comparação com os modelos novos. Segundo o CEO, a manutenção e as adaptações permitem preservar a performance de cada equipamento dentro das limitações de seu modelo.

Parte das adaptações também ocorreu para atender às exigências da legislação trabalhista brasileira. Sartor afirma que, em algumas atividades, as regras no Brasil são mais rigorosas do que na Europa. Segundo ele, isso aumenta a proteção e a segurança dos trabalhadores.

Enquanto as máquinas mais antigas conseguem virar uma forma de queijo por vez, os equipamentos novos são capazes de movimentar duas simultaneamente, o que aumenta a agilidade do processo.

A expectativa, segundo Sartor, é que novos modelos sejam desenvolvidos no futuro com capacidade para virar três formas ao mesmo tempo, ampliando a agilidade da produção.
Fonte: Globo Rural

 
Uruguai vincula cota de carne a conflito sobre leite em pó no BrasilO conflito em torno das exportações de leite em pó do Uruguai para o Brasil ganhou um novo elemento, desta vez ligado ao comércio de carne bovina com a China.

O secretário da Presidência do Uruguai, Alejandro Sánchez, afirmou que a disposição do país em permitir que o Brasil gerencie o acesso a parte do volume da cota de carne uruguaia que, de outra forma, ficaria sem uso, pode ser comparada à intervenção política do Brasil durante o processo antidumping sobre produtos lácteos.

A explicação gerou debate no Uruguai, enquanto o procedimento comercial relativo ao leite em pó permanece em aberto no Brasil.

O que o leite em pó tem a ver com a quota de carne?
A China concedeu ao Uruguai uma quota de 324.000 toneladas de carne bovina para 2026 , com acesso sob condições tarifárias preferenciais.

O governo uruguaio acredita que a indústria não conseguirá concluir esse volume antes do final do ano. Brasil e Austrália manifestaram interesse em utilizar parte do restante da oferta.

Sánchez apresentou a disposição em relação ao Brasil como um gesto dentro da relação bilateral e a relacionou às ações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva durante o conflito sobre as importações brasileiras de leite em pó.

No entanto, o Uruguai não pode transferir essa cota unilateralmente . Qualquer realocação depende de uma decisão do Ministério do Comércio da China, e nenhuma autorização final foi concedida até o momento.

O Brasil estabeleceu taxas antidumping, mas não as está cobrando.
O precedente no setor lácteo começou com uma investigação brasileira sobre a importação de leite em pó do Uruguai e da Argentina.

A Resolução nº 907 da Gecex, publicada em junho, estabeleceu direitos antidumping definitivos sobre certas importações de leite em pó integral e desnatado de ambos os países.

Para a Conaprole, o Brasil fixou uma taxa de US$ 613,32 por tonelada . Para outras empresas uruguaias, os valores estabelecidos foram diferentes.

A mesma resolução, no entanto, ordenou a suspensão imediata da aplicação desses direitos por razões de interesse público , pelo que não estão atualmente a ser cobrados.

O Brasil mantém um processo aberto de avaliação do interesse público antes de adotar uma definição mais precisa.

O Uruguai questiona a investigação brasileira.
A existência de uma determinação antidumping brasileira não significa que o Uruguai a aceite.

Na última reunião do Grupo do Mercado Comum do Mercosul, Uruguai e Argentina questionaram tanto a magnitude dos direitos estabelecidos quanto aspectos do procedimento utilizado pelo Brasil.

A Conaprole também sustentou que a investigação foi irregular e levantou objeções quanto à sua compatibilidade com as normas do comércio internacional. Esses são argumentos das partes uruguaias , enquanto a autoridade brasileira mantém formalmente a resolução que estabeleceu as tarifas, embora sua aplicação esteja suspensa.

Portanto, não se pode afirmar com certeza que o Uruguai pratica dumping, mas também não se pode afirmar que a investigação tenha concluído o contrário.

O debate que agora transcende os setores da carne e dos laticínios.
A coluna publicada pelo jornal Todo El Campo questionou a vinculação feita pelo governo entre os dois assuntos e argumentou que a competitividade da pecuária leiteira uruguaia se deve à sua eficiência produtiva.

O governo, por outro lado, apresentou a possível disponibilidade da cota de carne como parte de uma lógica de cooperação com o Brasil.

A discussão surge num momento em que a quota chinesa permanece sem uma realocação aprovada e o processo antidumping sobre o leite em pó também não foi encerrado .

Para a indústria de laticínios uruguaia, a questão central continua sendo o Brasil: embora a aplicação da Resolução 907 permaneça suspensa, as exportações podem continuar sem a cobrança de tarifas adicionais, mas persiste a incerteza quanto às futuras condições comerciais.

Fonte: Todo El Campo tradução livre Sindilat/RS


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Menor oferta mantém preços firmes no mercado interno
Cepea, 28/09/2026 – Os preços da soja seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados pela menor oferta. Segundo o Cepea, produtores estão resistentes a negociar grandes volumes tanto para entrega imediata, remanescentes da safra 2025/26, quanto para contratos a termo da temporada 2026/27. Pesquisadores do Cepea destacam que, além disso, preocupações quanto ao clima e aos possíveis impactos do El Niño no desenvolvimento da nova safra e a valorização do dólar frente ao Real também sustentaram os valores. No cenário internacional, de acordo com o Cepea, especulações sobre acordos entre a China e os Estados Unidos elevaram as cotações da soja nos últimos dias, e a valorização do farelo também contribuiu para dar suporte à oleaginosa. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)