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Porto Alegre, 05 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.583


CADE aprova aquisição da Básel Lácteos pelo Grupo Piracanjuba

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou a aquisição da Básel Lácteos pelo Grupo Piracanjuba, concluindo o movimento anunciado em janeiro. Com o aval do órgão, a companhia finalizou, em 1º de março, a incorporação da indústria mineira especializada em queijos finos, localizada em Antônio Carlos, na Serra da Mantiqueira.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou a aquisição da Básel Lácteos pelo Grupo Piracanjuba, concluindo o movimento anunciado em janeiro. Com o aval do órgão, a companhia finalizou, em 1º de março, a incorporação da indústria mineira especializada em queijos finos, localizada em Antônio Carlos, na Serra da Mantiqueira. 
Com a conclusão da transação, a empresa passa a contar com dez plantas industriais no Brasil e avança em sua estratégia de expansão no segmento de queijos especiais. Reconhecida pela produção de variedades como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda, a Básel agrega ao portfólio itens de maior valor agregado, fortalecendo a presença da companhia em categorias premium. 

Situada em uma região de forte tradição leiteira, a fábrica está instalada em um município com pouco mais de 11 mil habitantes, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Antônio Carlos é referência na produção de queijos nobres, impulsionada pela qualidade do leite local, favorecida pelo clima ameno, altitude e pastagens adequadas à atividade agropecuária. 

A diretriz inicial é manter a atual linha produtiva, preservando os atributos que consolidaram a reputação da empresa ao longo de décadas. A ampliação do mix e da capacidade instalada ocorrerá gradualmente. 

Hoje concentrada no estado do Rio de Janeiro, a distribuição deverá avançar para todo o território nacional, sob a marca Piracanjuba, ampliando o acesso dos consumidores aos queijos produzidos na Serra da Mantiqueira. 

O Grupo informa que a integração será conduzida com transparência e diálogo. A intenção é preservar os cerca de 100 empregos diretos, majoritariamente ligados às atividades fabris. Os produtores de leite que abastecem a planta também serão contatados individualmente. 

“Concluímos essa etapa com a convicção de que estamos incorporando tradição, qualidade e conhecimento técnico à nossa trajetória. Essa integração será conduzida com respeito às pessoas, à cultura local e às relações construídas ao longo do tempo. Esse cuidado está diretamente ligado ao nosso propósito de alimentar a vida, começando pelas relações humanas que sustentam o negócio”, afirma o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. 

Nos próximos anos, estão previstos investimentos na modernização da unidade e no fortalecimento da estrutura produtiva. 

As informações são da Assessoria de Imprensa da Piracanjuba.


Campanha nos EUA quer ampliar consumo de lácteos e mostrar novos benefícios dos produtos

A ideia é mostrar novas possibilidades de consumo. "Se alguém pensa no leite apenas como algo para crianças, como ampliamos essa visão? Se o iogurte é visto apenas como alimento de café da manhã, como mostramos que ele também pode ser um lanche, uma opção de recuperação após exercício ou parte de uma refeição?".

Uma nova campanha nacional lançada nos Estados Unidos quer ampliar a presença dos lácteos no dia a dia dos consumidores. A iniciativa, chamada “Dairy Does More” (“Lácteos fazem mais”, em tradução livre), foi criada pelo Dairy Management Inc. (DMI), organização responsável por promover o consumo de leite e derivados no país.
A entidade faz parte do sistema conhecido como checkoff, um modelo no qual produtores de leite contribuem com recursos para financiar pesquisas, marketing e ações de comunicação voltadas a fortalecer a demanda por lácteos.

A campanha é uma evolução do movimento Undeniably Dairy (“Sem dúvida, lácteos”, em tradução livre) e busca atualizar a forma como os produtos lácteos são apresentados ao público.

Segundo Aris Georgiadis, vice-presidente sênior de comunicações de marketing da DMI, o objetivo é reposicionar os lácteos no imaginário do consumidor.

“Queremos reacender a relevância dos lácteos e abrir espaço para novo crescimento, ajudando as pessoas a enxergar esses produtos sob uma perspectiva diferente”, afirma. “A maioria dos consumidores já gosta de lácteos pelo sabor. Agora queremos mostrar todos os outros benefícios que eles oferecem e por que merecem um espaço ainda maior no cotidiano.”

De acordo com a DMI, a campanha também busca combater o que Georgiadis chama de “visão de túnel” do consumidor — a tendência de associar determinados alimentos a momentos muito específicos.

“Muitas pessoas colocam os alimentos em categorias fixas”, explica. “Leite é para crianças. Iogurte é para o café da manhã. Queijo é para o jantar. Nosso trabalho é quebrar essa lógica e ampliar a forma como os consumidores enxergam os lácteos.”

A ideia é mostrar novas possibilidades de consumo. “Se alguém pensa no leite apenas como algo para crianças, como ampliamos essa visão? Se o iogurte é visto apenas como alimento de café da manhã, como mostramos que ele também pode ser um lanche, uma opção de recuperação após exercício ou parte de uma refeição?”, questiona.

A campanha foi lançada nacionalmente com o slogan “So Many Reasons for Dairy” (“Tantos motivos para consumir lácteos”, em tradução livre). A iniciativa inclui três vídeos digitais de 30 segundos, ativações em redes sociais e programas em mercados locais.

Segundo a DMI, a comunicação aposta em um tom leve e criativo para destacar a versatilidade dos lácteos e seus benefícios nutricionais.

“Mostramos, por exemplo, a jovens atletas que os lácteos vão além da proteína; aos pais, que os benefícios vão muito além do cálcio; e aos adolescentes apaixonados por comida, falamos de nutrição de forma autêntica”, explica Georgiadis. “Quando combinamos um benefício conhecido com outro que surpreende, conseguimos quebrar essa visão limitada e incentivar novos hábitos.”

Um dos objetivos centrais é incentivar o consumo de lácteos em mais momentos ao longo do dia. Embora esses produtos continuem populares, muitos americanos ainda não atingem a recomendação de três porções diárias.

“Essa campanha busca gerar valor para produtores e importadores ao fortalecer o papel dos lácteos na vida das pessoas”, afirma Marilyn Hershey, produtora de leite da Pensilvânia e presidente da DMI. “Quando os consumidores entendem tudo o que os lácteos oferecem para a saúde, desempenho e prazer no dia a dia, a tendência é que escolham esses produtos com mais frequência.”

Georgiadis acrescenta que o objetivo final é posicionar os lácteos como alimentos nutritivos, prazerosos e presentes no cotidiano.

“Queremos ser uma parte inevitável e deliciosa da vida das pessoas”, diz. “Nosso papel é ser uma voz confiável e positiva, que torne a nutrição dos lácteos acessível e agradável.”

As informações são do portal Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

 

 

Senado aprova projeto que amplia a licença-paternidade para 20 dias

Além de ampliar o atual período de 5 dias, o projeto também cria o salário-paternidade; texto vai à sanção do presidente Lula

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto que altera a atual diretriz da licença-paternidade e amplia o período de 5 para 20 dias. O texto, que foi votado de maneira simbólica - sem o registro nominal de votos - agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aprovado em novembro do ano passado pela Câmara dos Deputados, o projeto também institui o benefício salário-paternidade, pago pela Previdência Social. O custo do aumento do tempo de ausência será de cerca de R$ 5,4 bilhões até 2030.

Durante a aprovação no plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e diversos outros parlamentares presentes utilizaram adesivos em apoio ao projeto, com os dizeres “Lei do Pai Presente” e “Feminicídio Zero”.

Relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), o projeto define que o aumento da licença será gradual, aplicado nos seguintes moldes:

10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei;
15 dias no terceiro ano da lei;
20 dias a partir do quarto ano da lei.
"Ampliar a licença é uma medida que impacta diretamente a vida das mulheres e fortalece toda a família. Esse avanço é construir uma sociedade mais justa para as mulheres, porque a igualdade começa dentro de casa", afirmou a senadora.

O custo, que hoje é bancado pela empresa, passará a ser pago pela Previdência Social com a ampliação da licença. A mudança visa evitar resistências por parte do setor privado e igualar esse direito às condições da licença-maternidade, que já é paga pelo governo federal.

A mudança na licença-paternidade também se aplica aos pais adotivos de crianças ou adolescentes. O projeto ainda permite que os pais parcelem a licença, podendo tirar 50% do período após o nascimento do bebê ou a adoção, e o restante em até 180 dias.

Para casos excepcionais, como a morte da mãe da criança, o pai terá direito ao período relativo à licença-maternidade, de 120 dias. A remuneração para pais será integral durante o período de afastamento.

Pressão do Judiciário
Em dezembro de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) definiu o período de 18 meses para que o Congresso Nacional se movimentasse acerca do assunto, considerando que o período de afastamento de 5 dias era insuficiente. O prazo expirou cerca de 4 meses atrás. (CNN)


Jogo Rápido

JORNADA DE 40 HORAS: Sul é mais afetado por redução
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou levantamento que aponta o Sul como mais afetado em caso de redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais. A entidade calculou dois cenários: compensando a medida com horas extras ou com novas contratações. A Região Sul lidera os impactos em ambos os casos. No primeiro cenário com alta de 8,1% dos custos e no segundo, com alta de 5,4%. O Sudeste teria o maior aumento de custos, com estimados R$ 143,8 bilhões de impacto. (Correio do Povo)


Porto Alegre, 04 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.582


Agrotec Cotrisal destaca avanços na produção de leite com gestão e inovação 

A profissionalização do setor leiteiro e o processo avançado de sucessão nas propriedades ganharam destaque na Agrotec Cotrisal 2026, em Sarandi (RS). Conforme o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, são iniciativas que já se traduzem em resultados positivos no trabalho de mais de 100 propriedades acompanhadas por meio do sistema SmartCoop. 

No 2º Benchmarking do Leite, os dados apresentados com o acompanhamento da plataforma mostram o crescimento dos produtores leiteiros que têm gestão baseada em dados. “Desde o nascimento da bezerra até a produção de sólidos, passando por ganho médio diário, taxa de serviço e conversão alimentar, os números são acompanhados por equipe técnica especializada, com ranking de desempenho. É todo um conjunto de dados que garante assertividade e melhoria produtiva”, destaca. 

Outro aspecto é a entrada dos jovens, assumindo a produção e garantindo a sucessão familiar. “Isso mostra que a atividade leiteira tem futuro, ainda mais se ancorada em gestão, tecnologia e acompanhamento técnico”, assinala. “Quando produtor, cooperativa e assistência técnica trabalham de forma integrada, a produção de leite passa a ser um negócio estruturado, competitivo e sustentável”, indica Darlan.

O gerente de produção animal da Cotrisal, Frederico Trindade, reforça que o leite tem papel estratégico no desenvolvimento regional por gerar renda mensal, movimentar o comércio local e manter famílias no meio rural. “O leite precisa ser tratado como um negócio estruturado, baseado em dados, planejamento e visão de longo prazo. O benchmarking tira todos da zona de conforto e estimula a evolução contínua dos indicadores”, salienta. Segundo ele, ao reunir mais de 100 produtores para analisar desempenho técnico, qualidade, reprodução e rentabilidade, o evento fortalece a profissionalização e a inovação como pilares do crescimento da atividade. (Sindilat RS)


GDT 399: registra nova alta e consolida cenário de oferta mais ajustada

O 399º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT) registrou nova valorização nos preços internacionais dos lácteos, marcando a quinta alta consecutiva do price index, que avançou 5,7% e atingiu a média de USD 4.301/tonelada. O resultado consolida o movimento de recuperação iniciado no começo do ano e indica um mercado internacional operando em patamares mais firmes.
Gráfico 1: Preço médio leilão GDT. 

Entre os produtos negociados, os destaques ficaram para o leite em pó desnatado (LPD), com alta de 9,1% (USD 3.243/tonelada), e para a muçarela, que avançou 7,9%, alcançando USD 4.189/tonelada. O leite em pó integral (LPI), principal produto comercializado, também manteve trajetória positiva, com valorização de 4,5%, sendo negociado a USD 3.863/tonelada.

Gráfico 2. Preço médio LPI. 

No segmento de gorduras, a manteiga subiu 6,1% (USD 6.728/tonelada) e a gordura anidra do leite avançou 5,7%, cotada a USD 7.147/tonelada, reforçando o bom momento desse complexo no comércio internacional. O cheddar apresentou alta de 4,3%, enquanto a lactose (-3,9%) e o leitelho em pó (-0,2%) registraram leves recuos. O movimento generalizado de altas confirma um ambiente de maior sustentação de preços, agora com maior participação também dos derivados industriais.

A Tabela 1 apresenta os preços médios dos derivados ao fim do evento, assim como suas respectivas variações em relação ao leilão anterior.

Tabela 1. Preço e variação do índice dos produtos negociados no leilão GDT em 03/03/2026. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Volume negociado recua novamente

O volume total negociado no leilão somou 18.861 toneladas, representando queda de 15,2% frente ao evento anterior. Além disso, houve manutenção no número de participantes, indicando que a retração esteve concentrada na oferta, e não na demanda.

Esta é a 15ª sessão consecutiva em que o evento apresenta redução no volume ofertado, reforçando o movimento contínuo de ajuste na disponibilidade. Embora essa diminuição seja típica para o período, a combinação entre menor volume ofertado e demanda relativamente estável tem contribuído para sustentar o avanço dos preços.

Na comparação com o leilão equivalente de 2025, o volume negociado foi 10,1% inferior, evidenciando um cenário de menor excedente global de leite. Esse contexto ajuda a explicar tanto a sequência de altas recentes no GDT quanto o comportamento firme dos contratos futuros, que já precificam um ambiente de oferta mais ajustada ao longo de 2026.

Gráfico 3. Volumes negociados nos eventos do leilão GDT. Fonte: Elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade, 2026.

Impacto nos contratos futuros

A evolução dos contratos futuros reforça essa leitura. As cotações para vencimentos entre março e junho de 2026 seguem em trajetória ascendente, com ganhos sucessivos nas últimas sessões.

O avanço das curvas futuras indica que o mercado precifica continuidade do cenário de oferta mais ajustada e crescimento moderado da produção global ao longo de 2026. Mesmo diante de ajustes pontuais entre as sessões, o viés permanece positivo.

Gráfico 4. Contratos futuros de leite em pó integral (NZX Futures). 

Fonte: NZX Futures, elaborado pelo MilkPoint Mercado, 2026.

Cenário internacional

Relatórios internacionais indicam que o mercado global de lácteos segue ajustado pelo lado da oferta. A Oceania avança para o período pós-pico de safra, reduzindo gradualmente a disponibilidade exportável da Nova Zelândia, o que contribui para um ambiente de menor excedente global. Paralelamente, as tensões geopolíticas no Oriente Médio — especialmente em torno do Estreito de Hormuz, importante corredor logístico mundial — elevam as incertezas sobre custos de transporte e cadeias de suprimento, adicionando um componente adicional de risco ao mercado internacional.

Do lado da demanda, os sinais permanecem positivos. Dados recentes mostram que o consumo internacional continua resiliente, como por exemplo, os dados mais recentes dos Estados Unidos, cujas exportações de lácteos seguem próximas de níveis recordes. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar a quinta alta consecutiva do índice do Global Dairy Trade (GDT), sinalizando que o mercado opera sob fundamentos mais consistentes do que os observados no segundo semestre do ano passado.

E como os resultados do leilão GDT afetam o mercado brasileiro?

Para o Mercosul, a continuidade das altas internacionais tende a manter suporte aos preços regionais, especialmente para leites em pó e muçarela. No caso do Brasil, o cenário externo mais firme já reduz parte do diferencial competitivo das importações.

Juntamente a isso, a recente valorização do dólar — influenciada pelo aumento das tensões internacionais — adiciona um novo elemento ao cenário doméstico. Com os preços internacionais em alta e o câmbio também mais elevado nesta última semana, a competitividade dos produtos importados diminui, o que pode trazer certo alívio aos preços nacionais e favorecer o processo de recomposição do mercado interno.

Dessa forma, o GDT 399 consolida um ciclo de recuperação consistente no mercado lácteo internacional, agora reforçado não apenas por fundamentos de oferta e demanda mais ajustados, mas também por um ambiente cambial que pode reduzir a pressão das importações sobre o Brasil ao longo do primeiro semestre de 2026. (Milkpoint)

 

 

 

Sistema FIERGS amplia diálogo para aprovação dos fundos constitucionais do Sul e Sudeste

Em encontro com coordenador da bancada federal gaúcha e presidente da Assembleia Legislativa, federação ressaltou importância do projeto para o desenvolvimento do RS

O Sistema FIERGS reforçou, nesta segunda-feira (2), a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/2023, que prevê a criação de um fundo constitucional para o desenvolvimento econômico e social dos estados do Sul. O tema foi debatido durante reunião do Conselho de Articulação Política (Coap) da federação com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Sérgio Peres (Republicanos), e do deputado e coordenador da bancada federal gaúcha, Afonso Hamm (PP).

O coordenador do Coap, Diogo Bier, destacou que o diálogo institucional é fundamental para sensibilizar o governo e avançar na tramitação da proposta. Segundo Diogo, a relação com os Poderes, especialmente com os parlamentos, tem sido construída de forma sólida. “Plantamos, no ano passado, a semente do fundo constitucional, que hoje é uma bandeira da bancada federal. Colocamos como prioridade na agenda legislativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2025 e foi uma conquista mantê-lo também em 2026", afirmou. 

A PEC 27/2023 propõe criar fundos constitucionais de financiamento para as regiões Sul e Sudeste, sem retirar recursos dos fundos já existentes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e aumentar a parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 22,5% para 23,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, destinar 0,5 ponto percentual à segurança pública. "Se construirmos uma estratégia com habilidade política, tenho convicção de que avançaremos na Câmara e no Senado. Estamos inteiramente à disposição para contribuir”, complementou.

A diretora-geral do Sistema FIERGS, Ana Paula Werlang, também ressaltou que o fundo constitucional é uma das principais bandeiras da gestão do presidente Claudio Bier. “Pedimos apoio à indústria e ao fundo constitucional. Temos também outras pautas importantes, como irrigação. Trabalhando juntos, fortalecemos a indústria e consolidamos uma bancada forte nos âmbitos estadual e federal”, afirmou.

Coordenador da bancada federal, Hamm destacou que o fundo é importante para subsidiar programas de desenvolvimento nos estados do Sul. “Esses recursos fazem falta para equalizar programas e subsidiar iniciativas de desenvolvimento. Estamos trabalhando nessa pauta e precisaremos intensificar a interlocução”, pontuou. Além da própria PEC 27, o alongamento da dívida dos produtores gaúchos, afetados por estiagens e pelas enchentes de 2024, também é uma prioridade para este ano.

O presidente da Assembleia Legislativa reforçou o compromisso com projetos que fortaleçam a indústria e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “Estamos aqui para ouvir. Enfrentamos hoje desafios importantes, como a escassez de mão de obra. Precisamos ouvir quem investe e gera emprego, e pautar projetos importantes para o setor também no parlamento gaúcho”, afirmou Peres.

Uma audiência da comissão especial que trata da PEC 27 está prevista para o dia 24 de março, com a participação de federações empresariais das regiões Sul e Sudeste. O encontro deverá reunir representantes das federações e dos estados dessas regiões para fortalecer a articulação e a construção de uma política regional.

A discussão sobre a jornada de trabalho também foi tema na reunião. Diogo Bier alertou para os impactos da proposta de redução das horas de trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, sobre a indústria e o comércio. “Quem vai arcar com o custo da redução das horas trabalhadas? Isso impacta o chamado Custo Brasil e pode comprometer a capacidade competitiva no médio prazo”, afirmou. (Fiergs)


Jogo Rápido

‘PER CAPITA’: RS tem terceiro maior rendimento 
O Rio Grande do Sul registrou rendimento domiciliar per capita de R$ 2.839 em 2025, valor 22,6% acima da média nacional estimada em R$ 2.316 no mesmo período. O resultado põe o estado em terceiro lugar entre as unidades da Federação, atrás de Distrito Federal (R$ 4.538) e São Paulo (R$ 2.956), segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. Os valores estão no levantamento anual elaborado com base na Pnad Contínua. No cálculo entram rendimentos do trabalho e outras fontes de renda, incluindo aposentadorias, pensões e benefícios sociais. Entre os estados com maior rendimento domiciliar per capita, o Sul concentra três das seis primeiras posições. Além do RS em terceira posição com R$ 2.839, Santa Catarina, em quarto lugar, registra R$ 2.809.  Em sexto lugar, o Paraná registra R$ 2.762. Já o Rio de Janeiro ocupa a quinta posição com rendimento médio de R$ 2.794 por pessoa. DF e São Paulo são os primeiros. (Correio do Povo)


Porto Alegre, 03 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.581


Sindilat defende mobilização do setor para garantir aprovação do PL do leite

O setor leiteiro brasileiro precisa estar unido e mobilizado para fazer avançar no Senado e garantir a sanção presidencial do Projeto de Lei 10.556/2018, que regulamenta a utilização da palavra "leite" nas embalagens e rótulos de alimentos. Esta foi a posição defendida pelo presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, na primeira reunião do ano da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB). “Precisamos falar com uma só voz quando tratamos de questões estruturantes. Devemos permanecer alinhados na defesa do setor e da valorização do leite, do produtor à indústria, até o consumidor final”, assinalou. 

A matéria foi aprovada pelo Plenário da Câmara dos Deputados na madrugada desta terça-feira (03/03). “É uma excelente notícia a aprovação do projeto de autoria da ex-ministra de Agricultura, Tereza Cristina. Trata-se de uma pauta histórica”, acrescentou Ronei Volpi, coordenador geral da ALSB. 

Aprovado na forma de substitutivo, o projeto estabelece que, para o leite, apenas produtos de origem animal podem usar denominações como queijo, manteiga, leite condensado, requeijão, creme de leite, bebida láctea, doce de leite, iogurte, coalhada, entre outras. Produtos vegetais ainda deverão adotar embalagens com cores e imagens distintas, reforçando a diferenciação. “Este regramento fortalece a proteção do leite e assegura maior transparência ao consumidor. Foi necessária a mobilização do setor para defender a proibição do uso da palavra “leite” para itens não lácteos. Agora, o esforço se concentra na aprovação no Senado e na sanção presidencial”, reforçou Portella.

Outra missão para o setor levada ao encontro que reúne representantes das Secretarias de Estado e Federações da Agricultura, além dos Sindicatos das Indústrias de Laticínios dos estados produtores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul é a defesa do Programa Mais Leite Saudável como política pública estratégica. Conforme Portella, trata-se de uma das principais iniciativas para elevar a produtividade e qualidade do leite. “É preciso transformá-lo em prioridade mediante uma forte articulação setorial para defender sua continuidade”, afirmou.

Conforme o presidente do Sindilat/RS, o programa é também um dos pilares que pode sustentar a abertura das portas para o leite brasiliero no mercado internacional. Isso porque, para conseguir espaço como produto de exportação, precisa ter garantia de  competitividade através do preço. “Para exportar é indispensável ter preço se quisermos competir com Argentina, Uruguai, Nova Zelândia ou outros players globais”, enfatizou Portella. (Sindilat/RS)


GDT - Global Dairy Trade

Fonte: GDT editado pelo Sindilat

 

 

União Europeia anuncia aplicação provisória do acordo com o Mercosul

Comissão Europeia aplica provisoriamente pacto comercial que cria maior zona de livre comércio do mundo, apesar de resistências de países europeus

A União Europeia (UE) aplicará provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul, que cria a maior zona de livre comércio do mundo. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O tratado eliminará tarifas para mais de 90% do comércio entre os 27 Estados da UE e os fundadores do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Juntos, os dois blocos reúnem 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e mais de 700 milhões de consumidores.

Congelamento da ratificação
A ratificação do pacto, no entanto, estava congelada desde que o Parlamento Europeu o remeteu ao principal tribunal da UE. A corte deve analisar a legalidade do texto.

"Nas últimas semanas, tive conversas profundas sobre esta questão com os Estados membros e com os eurodeputados. Com base nisso, a Comissão vai proceder agora à aplicação provisória", anunciou a chefe do Executivo europeu em uma breve declaração à imprensa.

Benefícios e resistências

O pacto permitirá aos países do bloco europeu exportar para o Mercosul, em melhores condições, automóveis, máquinas, vinhos e outras bebidas alcoólicas. Por sua vez, os quatro países sul-americanos terão facilitada a venda para a Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja, entre outros produtos.

O tratado enfrenta resistência em vários países da Europa, liderados pela França. Isso se deve ao potencial impacto que a gigantesca zona de livre comércio pode ter para a agricultura e pecuária do continente.

O descontentamento levou os eurodeputados a remetê-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Esse trâmite pode congelar sua ratificação do texto por um ano e meio. A Comissão Europeia, no entanto, tinha a possibilidade de impor a aplicação do acordo de maneira provisória.

Críticas da França

A ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard, lamentou a decisão da UE. Segundo ela, a medida não respeita a posição apresentada pelo Parlamento Europeu e é "muito prejudicial para o funcionamento e o espírito das instituições europeias".

No fim de janeiro, a França afirmou que consideraria "uma violação democrática" caso o Executivo da União Europeia aplicasse provisoriamente o tratado.

Von der Leyen destacou que "a aplicação provisória é, por natureza, provisória". Ela assumiu o compromisso de seguir dialogando com as autoridades e representantes europeus nos próximos meses.

A Comissão, assim como a maioria dos Estados europeus, é favorável ao tratado de livre comércio. Todos destacavam a necessidade de implementar o acordo o mais rápido possível, em particular no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça impor novas tarifas contra a Europa.

No Mercosul, o tratado tem amplo apoio, apesar das ressalvas de alguns setores industriais e de outros, como os produtores de vinho. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

Entrevista do Dia
Secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Ouça clicando aqui. (Rádio Caxias)


Porto Alegre, 02 de março de 2026                                                         Ano 20 - N° 4.580


21º Fórum Estadual do Leite vai debater sustentabilidade, gestão e competitividade na cadeia leiteira

Em um cenário cada vez mais desafiador para o setor leiteiro, pressão por sustentabilidade e a necessidade de ganhar competitividade no mercado internacional, o Rio Grande do Sul volta a colocar o tema no centro do debate técnico. Durante a Expodireto Cotrijal, produtores rurais, técnicos e lideranças da cadeia se reúnem no 21º Fórum Estadual do Leite, evento que propõe discutir soluções práticas para a atividade, com foco em gestão, desempenho produtivo e responsabilidade ambiental.

A iniciativa é da CCGL, em parceria com a Cotrijal, e ocorre na manhã do evento, com abertura às 8h30, consolidando-se como um dos principais espaços de atualização técnica do cooperativismo gaúcho.

Para o Gerente de Suprimento do Leite da CCGL, Jair da Silva Mello, a 21ª edição do Fórum representa um espaço de disseminação de informações e tecnologias. “Cada vez mais nesses momentos de crise da atividade leiteira, precisamos superar com tecnologia, informação, conhecimento e com gestão da atividade como um todo. E a CCGL, suas cooperativas e a FecoAgro trabalham forte a gestão nas propriedades com a plataforma SmartCoop, em todas as áreas da cadeia leiteira", pontuou. 

A programação começa com a palestra “Manejo sustentável de dejetos orgânicos dos bovinos de leite”, ministrada por Marcelo Henrique Otenio, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, trazendo alternativas para qualificar o manejo ambiental nas propriedades. Na sequência, o consultor Alejandro Galetto, da FEPALE e ex-pesquisador do INTA, apresenta o tema “Diferenciais competitivos dos produtores de leite no Mercosul”, com uma leitura regional do mercado e dos caminhos para ampliar eficiência e rentabilidade.

Encerrando os painéis técnicos, o médico-veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro, aborda “Gestão: O que os Melhores Produtores Fazem para Ganhar Dinheiro na Crise”, compartilhando práticas adotadas por propriedades de alto desempenho mesmo em cenários econômicos adversos. Após as apresentações, os temas serão debatidos com o público.

Para a CCGL, o Fórum integra uma estratégia permanente de fortalecimento da cadeia do leite por meio do acesso à informação, inovação e capacitação, apoiando o produtor rural na tomada de decisões e na busca por maior produtividade e sustentabilidade nas propriedades.

O 21º Fórum Estadual do Leite conta com patrocínio do Sindilat/RS, do Senar, do BRDE e da 3R Ribersolo, além do apoio do Sistema Ocergs, da RTC, da Smartcoop e da FecoAgro/RS. (As informações são da ASCOM CCGL)


FETAG-RS realiza solenidade de transição de presidência

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) realizou, na sexta-feira (27), a solenidade de transição de presidência da entidade, marcando o encerramento da gestão de Carlos Joel da Silva e a posse de Eugênio Zanetti como novo presidente da Federação.

O ato reuniu lideranças sindicais, representantes de entidades, parlamentares e autoridades estaduais e federais, entre elas o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A cerimônia reafirmou a continuidade institucional da FETAG-RS e o compromisso da entidade com a agricultura e a pecuária familiar gaúcha.

Encerramento de ciclo
Ao se despedir da presidência, Carlos Joel da Silva destacou o trabalho coletivo construído ao longo dos últimos anos e os desafios enfrentados pela agricultura familiar.

“Encerrar minha gestão à frente da FETAG-RS é um momento de gratidão e serenidade. Foram anos de trabalho intenso em defesa da agricultura e da pecuária familiar, sempre pautados pelo diálogo, pela responsabilidade institucional e pelo compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras rurais”, afirmou.

Joel ressaltou que a entidade esteve presente nos momentos mais desafiadores vividos pelo meio rural, especialmente diante das crises climáticas e econômicas, atuando na defesa de políticas públicas e no fortalecimento da representação sindical. Ele inicia uma nova etapa junto à AFUBRA, mantendo seu compromisso com o desenvolvimento do campo e com as famílias produtoras.

Durante a solenidade, o governador Eduardo Leite destacou a condução firme e posicionada da gestão de Carlos Joel da Silva, ressaltando os avanços construídos a partir da parceria institucional entre o Governo do Estado e a FETAG-RS. O governador também parabenizou Eugênio Zanetti pela assunção à presidência da entidade e afirmou que, pelo conhecimento de sua trajetória, a Federação seguirá realizando um trabalho exemplar em defesa da agricultura familiar.

Na ocasião, a FETAG-RS recebeu do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), uma caminhonete 4×4 destinada a apoiar feiras, visitas técnicas, ações de comercialização e iniciativas voltadas às agroindústrias familiares em todo o Estado. A entrega integra o Acordo de Cooperação firmado entre as instituições, reforçando a parceria e o compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar.

Continuidade institucional
Ao assumir a presidência da FETAG-RS, Eugênio Zanetti reafirmou o compromisso com a continuidade do trabalho e com o fortalecimento das bases sindicais em todo o Estado.

“A FETAG-RS é construída por muitas lideranças. Nossa gestão será conduzida com união, ética e responsabilidade, como sempre foi a marca da entidade. Com esse princípio, inicia-se um novo ciclo participativo, técnico e estratégico, com planejamento e foco no fortalecimento do futuro dos agricultores e agricultoras familiares, em parceria com os sindicatos”, destacou.

A transição ocorreu de forma planejada e consensual, reafirmando a maturidade institucional da entidade e sua capacidade de renovação.

A FETAG-RS segue representando milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais em todo o Rio Grande do Sul, mantendo sua atuação na defesa da agricultura e da pecuária familiar. (FETAG)

 

 

Redução da jornada de trabalho pressiona economia e prejudica competitividade gaúcha, afirma Sistema Fiergs

No Rio Grande do Sul, conforme levantamento da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema Fiergs, cerca de 67% dos trabalhadores formais têm jornada contratual entre 41 e 44 horas semanais. Na indústria, esse percentual é ainda maior: 91,7% dos empregados formais cumprem carga horária nesse intervalo. Já na Indústria de Transformação, segmento intensivo em mão de obra, 92,3% dos trabalhadores atuam com jornadas entre 41 e 44 horas por semana.

Ainda segundo a Fiergs, esse cenário se torna mais preocupante diante da estagnação da produtividade brasileira. Comparações internacionais indicam que a produtividade do trabalhador brasileiro corresponde a cerca de 25% da alcançada por um trabalhador norte-americano, ou seja, em média, um trabalhador dos Estados Unidos produz aproximadamente quatro vezes mais no mesmo período. Além disso, entre 1990 e 2024, a produtividade no Brasil cresceu apenas 0,9% ao ano, ritmo significativamente inferior ao observado em economias emergentes como China (8%), Índia (5,1%) e Coreia do Sul (4,2%).

“A evidência internacional sugere que países que conseguiram reduzir a jornada de trabalho de forma sustentável o fizeram apoiados em ganhos consistentes de produtividade, investimentos em educação, inovação e tecnologia”, destaca o estudo da Fiergs.

No entendimento de Bier, para discutir esse assunto, o Brasil precisaria apresentar aumento consistente na produtividade. A Coreia do Sul, por exemplo, reduziu a jornada de 44 para 40 horas semanais em um contexto de crescimento médio anual da produtividade de 4,2%. A Alemanha alcançou jornada média de 34,2 horas com crescimento de produtividade em torno de 1,4% ao ano. Em contraste, a experiência francesa, que reduziu a jornada de 39 para 35 horas, resultou em aumento de custos, perda de competitividade e desaceleração do crescimento da produtividade, que ficou em 0,9% ao ano. Leia a matéria na íntegra clicando aqui. (Jornal do Comércio)


Jogo Rápido

Fórum MilkPoint Mercado abordará desafios e oportunidades do setor leiteiro em 2026
Os desafios no curto prazo e as oportunidades a longo prazo da cadeia do leite em 2026 serão foco do Fórum MilkPoint Mercado que, este ano, acontece no dia 9 de abril, em Piracicaba (SP) , no chamado “Vale do Silício do Agro”, ninho de startups e grandes inovações do setor. Para participarem, associados do Sindilat/RS têm garantido 10% de desconto na inscrição, que pode ser feita no link disponível no site do Sindilat, clicando aqui. A programação do Fórum MilkPoint Mercado 2026 foi estruturada para oferecer uma visão completa e estratégica da cadeia láctea, combinando análises de mercado, qualidade do leite e performance financeira da indústria ao longo de um dia inteiro de debates e networking. (Sindilat)


Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2026                                                    Ano 20 - N° 4.579


Indústrias temem risco do acordo Mercosul-UE para o setor leiteiro

Impactado por meses de baixa rentabilidade no campo e na indústria, o setor lácteo brasileiro teme os efeitos adversos do acordo que avança entre Mercosul e União Europeia. O texto prévio de tratado de incentivo comercial entre blocos econômicos foi aprovado esta semana na Câmara dos Deputados e segue para apreciação do Senado e foi tema da reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) na tarde desta quinta-feira (26/2), em Porto Alegre (RS).
 
Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o risco é que o setor entre como moeda de troca internacional para a concessão de benefícios a outros segmentos. “Esse é um acordo que certamente aumentará a corrente de comércio entre os países, favorecendo a economia brasileira. No entanto, precisamos operar para resguardar setores sensíveis e estratégicos, como o do leite, como forma de garantir autonomia alimentar e a sobrevivência da produção leiteira”, completou.

Pelo acordo em tramitação, está prevista redução de tarifas de importação para diversos setores. A política em debate prevê desoneração entre países dos dois blocos econômicos por até 18 anos, prazo que variará de acordo com o produto. “O acordo é inevitável. Precisaremos que o governo crie salvaguardas como existem hoje na União Europeia, concedendo subsídios ao setor produtivo que favoreçam a competitividade local frente aos importados ao lado de ações já existentes como o Mais Leite Saudável”, sugeriu Palharini. (Assessoria de imprensa do Sindilat/RS)


CONSELEITE – SANTA  CATARINA 

RESOLUÇÃO Nº 2/2026 

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 27 de Fevereiro de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Janeiro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Fevereiro de 2026.  

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1908 de 26 de fevereiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

A produção de leite foi afetada pela oferta limitada de pastagens cultivadas e nativas, associada ao estresse térmico dos animais. Em algumas propriedades, foi necessário utilizar ventiladores e aspersores, em determinados períodos do dia, para mitigar o impacto do calor sobre as vacas em produção.  A qualidade do leite ficou dentro dos padrões adequados. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o volume de leite entregue para a indústria sofreu redução em Bagé, em Hulha Negra e em Manoel Viana. Na Fronteira Oeste, a silagem feita em janeiro foi disponibilizada às matrizes para diminuir custos com suplementação e evitar a perda de peso dos animais.    

Na de Caxias do Sul, a produção aumentou, favorecida pelo maior consumo de alimentos dos animais. 

Na de Erechim, a atividade apresentou desempenho geral satisfatório, com volumes diários de 4 a 6 mil litros nas propriedades com sistemas extensivos. 

Na de Ijuí, houve redução de volume coletado em comparação aos períodos anteriores, principalmente nos sistemas conduzidos a pasto. Alguns animais apresentaram peso abaixo do ideal, mas, de maneira geral, o escore corporal do rebanho está adequado.  

Na de Pelotas, o bem-estar dos animais foi favorecido pelas condições meteorológicas e pela melhor oferta de forragem. Em algumas propriedades, a população de carrapatos aumentou. 

Na de Santa Maria, a rentabilidade da atividade tem preocupado os produtores.  

Na de Santa Rosa, observou-se diminuição nos volumes de leite produzidos diariamente em razão das altas temperaturas, que impuseram estresse térmico aos animais. 

Na de Soledade, houve leve redução na produção, pois as altas temperaturas provocaram estresse térmico nos animais, que reduziram o consumo de alimentos. (As informações são da Emater/RS editadas pelo Sindilat/RS)


Jogo Rápido

Previsão é de tempo estável em todo o Rio Grande do Sul
A previsão do tempo indica estabilidade em decorrência da atuação predominante de um sistema de alta pressão que favorece a manutenção do tempo estável no Rio Grande do Sul. Para semana que vem, não há previsão de chuva expressiva em nenhuma região do Estado e as temperaturas devem seguir em elevação gradual, especialmente no período da tarde. As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 09/2026 produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Sábado (28/2) e domingo (1/3):  as condições meteorológicas devem permanecer predominantemente estáveis, sem a atuação de sistemas capazes de provocar instabilidade significativa. Ao longo desse período, não há previsão de chuva expressiva em nenhuma das regiões do Estado, e as temperaturas devem seguir em elevação gradual, especialmente durante o período da tarde. Segunda (2/3), terça (3/3) e quarta-feira (4/3): o padrão atmosférico deve se manter, com predomínio de tempo estável em todo o RS. Assim, não há indicativo de precipitação significativa e as temperaturas devem continuar em elevação gradual, mantendo a condição de calor em grande parte do território gaúcho. De maneira geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 10 milímetros (mm) ao longo da semana e devem ocorrer apenas em pontos isolados, com maiores acumulados sendo previstos para região da Fronteira Oeste (10 mm). Já na maioria das regiões, não deve ocorrer precipitação. O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.


Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2026                                                    Ano 20 - N° 4.578


Preço de referência do leite é projetado em R$ 2,0966

O valor de referência do leite projetado para fevereiro no Rio Grande do Sul é de R$ 2,0966. O indicador, divulgado nesta quinta-feira (26/02) em reunião virtual do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite), posiciona-se 1,98% acima da projeção feita em janeiro (R$ 2,0560). O valor consolidado de janeiro fechou em R$ 2,0382, 2,64% maior do que o resultado de dezembro (R$ 1,9857).

Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, a expectativa é que esse leve aumento chegue ao campo com impacto positivo, auxiliando a margem de lucro da atividade. Segundo ele, o momento é de aprofundar o debate sobre a competitividade da cadeia frente a outros players do mercado lácteo mundial e avaliar os entraves logísticos que impactam o setor lácteo. “O custo da produção láctea no Brasil é alto em comparação a outros países como a Argentina. Temos uma perda importante de competitividade. Mas não podemos avaliar isso olhando apenas para o produtor. A margem é apertada e essa análise de competitividade do leite precisa ser feita de forma global”, ponderou Prestes.

Divulgados mensalmente, os valores de referência do leite são elaborados com base em cálculo elaborado pela UPF a partir de dados fornecidos pelas indústrias referentes à movimentação dos nos primeiros 20 dias do mês. (Jardine Comunicação)


CONSELEITE MINAS GERAIS - CONSELHO PARITÁRIO DE PRODUTORES E INDÚSTRIAS DE LEITE DE MINAS GERAIS 
 
RESOLUÇÃO FEVEREIRO/2026 
 
A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 25 de Fevereiro de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: 
 
a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Novembro/2025 a ser pago em Dezembro/2025 
b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Janeiro/2026 a ser pago em Fevereiro/2026 
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2026 a ser pago em Março/2026. 


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 

CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA 
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. 

Produção de leite avança na Argentina em janeiro, mas rentabilidade segue desafiadora

De acordo com relatório do Observatorio de la Cadena Láctea Argentina (OCLA), com base em dados da Direção Nacional de Leite, os tambos argentinos produziram 966 milhões de litros em janeiro. O volume representa uma queda de 7,6% em relação a dezembro - movimento considerado sazonal -, mas um avanço de 9,7% frente a janeiro de 2025, quando a produção foi de 880,7 milhões de litros.

Após um 2025 de forte expansão, a produção de leite na Argentina começou 2026 mantendo ritmo no crescimento. De acordo com o relatório do Observatorio de la Cadena Láctea Argentina (OCLA), com base em dados da Direção Nacional de Leite, os tambos argentinos produziram 966 milhões de litros em janeiro.

O volume representa uma queda de 7,6% em relação a dezembro — movimento considerado sazonal —, mas um avanço de 9,7% frente a janeiro de 2025, quando a produção foi de 880,7 milhões de litros.

O desempenho de janeiro ficou muito próximo do recorde histórico para o mês, registrado em 2015, de 973,8 milhões de litros. O OCLA também destacou o aumento dos sólidos totais (gordura e proteína). O teor médio de sólidos passou de 7% em janeiro de 2025 para 7,10% em janeiro de 2026. 

Preços ainda pressionam a rentabilidade

Apesar do bom desempenho produtivo, os preços pagos ao produtor seguem em nível considerado baixo, com impacto direto sobre a rentabilidade da atividade.

Segundo o OCLA, o preço médio recebido em janeiro foi de $ 478,19 por litro (US$ 0,33), alta de 0,3% em relação a dezembro e de 7,7% frente a janeiro de 2025. No entanto, descontada a inflação, o valor representa queda real de 2,5% no comparativo mensal e de 18,7% na comparação anual. Em dólares, o recuo é de 22,5% frente ao mesmo mês do ano passado. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Estudo mapeia desafios do setor agropecuário paranaense com possível alteração da carga horária semanal
No setor de laticínios, o acréscimo estimado é de R$ 570 milhões por ano, considerando a coleta diária e o processamento imediato do leite. Nas cadeias de cana, café, fumo e hortifruti, o impacto alcança R$ 910 milhões anuais, reflexo da forte dependência de mão de obra em períodos curtos de colheita e da necessidade de ampliar equipes para manter o ritmo produtivo. A proposta de redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com a diminuição da carga horária semanal de 44 para 36 horas, poderá gerar impacto estimado em R$ 4,1 bilhões por ano na agropecuária do Paraná. O levantamento foi realizado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP e analisou os possíveis efeitos da medida sobre a estrutura de custos e a necessidade de adequação da mão de obra nas principais cadeias produtivas do Estado. O estudo considera uma base de 645 mil postos de trabalho no setor agropecuário paranaense, com massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões, incluindo salários e encargos obrigatórios como FGTS, INSS patronal, provisão de férias e 13º salário. Com a redução da jornada, estima-se a necessidade de reposição de 16,6% da mão de obra, seja por meio de novas contratações ou pelo pagamento de horas adicionais, o que representa aproximadamente 107 mil novos postos para manutenção do atual nível de produção. O impacto varia conforme a cadeia produtiva. Na avicultura e suinocultura, o custo adicional anual estimado é de R$ 1,72 bilhão, em razão do manejo contínuo dos animais e das escalas ininterruptas nas plantas frigoríficas. Na cadeia de grãos — soja, milho e trigo —, a necessidade de adequação chega a R$ 900 milhões, com desafios concentrados no recebimento da safra e na logística de transporte durante os períodos de pico. No setor de laticínios, o acréscimo estimado é de R$ 570 milhões por ano, considerando a coleta diária e o processamento imediato do leite. Nas cadeias de cana, café, fumo e hortifruti, o impacto alcança R$ 910 milhões anuais, reflexo da forte dependência de mão de obra em períodos curtos de colheita e da necessidade de ampliar equipes para manter o ritmo produtivo. O estudo aponta que a eventual redução da jornada de trabalho demandará planejamento e adequação da força de trabalho para garantir a produtividade e o funcionamento das cadeias agropecuárias paranaenses. As informações são do Sistema FAEP, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Porto Alegre, 25 de fevereiro de 2026                                                    Ano 20 - N° 4.577


Cooperativa Santa Clara projeta dobrar a produção de queijos em novo ciclo de investimentos

No ano em que completa 115 anos como marca, a Cooperativa Santa Clara, que tem origem em Carlos Barbosa, na Serra, investe para consolidar a sua cadeia produtiva de laticínios e suínos bem além do município serrano. De acordo com o diretor administrativo e financeiro da Santa Clara, Alexandre Guerra, entre 2026 e 2027, serão aportados R$ 200 milhões em três frentes: ampliação da produção de laticínios, de embutidos de suínos e da estrutura de distribuição e armazenamento da cooperativa.

"Hoje a cooperativa conta com 4,7 mil associados e uma estrutura cada vez mais consolidada para dar suporte e condições aos produtores entre a Serra, Alto Uruguai e Alto Jacuí. Como cooperativa, nós conseguimos garantir assistência técnica e pagamento com retorno a esse associado, porque o produtor, principalmente de leite, que é a nossa maior operação, se equipou para produzir mais e, hoje, com qualidade semelhante à União Europeia, mas o momento é muito delicado. Por isso, nossos investimentos querem garantir custos menores, especialmente em logística, que castiga muito o produtor no Rio Grande do Sul", explica Guerra.

A maior fatia dos investimentos da cooperativa neste ciclo será direcionada à construção de uma nova queijaria em Casca, na região da Produção. A perspectiva é de que as obras iniciem até o final deste ano, com início da produção previsto para 2028. De acordo com o diretor, o projeto atenderá ao aumento da produção de 14% de leite no campo, entre os 2,4 mil produtores leiteiros associados à cooperativa. Na indústria que já opera em Casca, a Santa Clara projeta um aumento de 20% na produção de leite UHT.

A cooperativa já conta com queijarias em Carlos Barbosa — dedicada aos queijos mais nobres — e em Getúlio Vargas, garantindo uma capacidade produtiva de 600 toneladas de queijo ao mês. A meta, aponta o dirigente, é conseguir dobrar este volume com a operação da futura queijaria de Casca.

"Mesmo com o cenário desafiador, especialmente a partir da metade do ano passado, conseguimos, como cooperativa, ampliar em 50 o número de produtores cooperados. Estamos presentes em uma bacia leiteira muito forte, que precisa de toda a estrutura para agregar valor ao que produz", diz o dirigente.

Melhoria logística e aumento da produção suína
Não à toa, a Santa Clara inicia a operação neste mês de fevereiro do seu novo Centro de Distribuição, em Carlos Barbosa, finalizando um investimento de R$ 22 milhões. Ao todo, a cooperativa conta com sete CDs, mas este mudará a lógica dessas operações.

"Teremos em Carlos Barbosa uma espécie de pulmão para todas as indústrias, com 5,3 mil metros quadrados e um aumento em espaços para armazenamento de mais de 70% em relação à estrutura anterior. Isso significa que, ao centralizarmos em Carlos Barbosa matérias-primas, suprimentos e produtos para distribuição, abrimos mais área operacional nas demais unidades industriais", detalha.

Entre os aportes logísticos, a cooperativa também amplia a sua estrutura em Canoas, na Região Metropolitana, com especial atenção à sua linha de food service, com a distribuição de produtos que são bases para restaurantes, hotéis e lancherias. A partir dessa ampliação, toda a distribuição a este setor será centralizada no município da Região Metropolitana.

Na outra ponta, será concluída este ano uma nova loja agropecuária para atendimento aos produtores em Paraí, com 4,2 mil metros quadrados, e o início das obras de uma nova estrutura em Nova Roma do Sul, ambas na Serra. A cooperativa conta com 30 lojas no Rio Grande do Sul.

O plano de investimentos contempla ainda a ampliação e, principalmente, qualificação da produção suína da Cooperativa Santa Clara. Os aportes preveem ampliação de 17% na capacidade de abate e desossa no frigorífico adquirido ano passado em Vila Lângaro, na região Nordeste do Estado. Hoje, a unidade tem capacidade de abate de 600 suínos por dia. A unidade dará suporte à cadeia de 63 produtores integrados de suínos e sete unidades de produção de leitões.

A partir de lá, a cooperativa também vai ampliar a sua capacidade de produção de embutidos e cozidos, como salames com maior valor agregado, em Carlos Barbosa.

Ficha técnica

Investimento: R$ 200 milhões
Estágio: Em execução até 2027
Empresa: Cooperativa Santa Clara
Cidades: Carlos Barbosa, Casca, Canoas, Vila Lângaro, Nova Roma do Sul
Área: Indústria
Investimento em 2025: R$ 30 milhões

As informações são do Jornal do Comércio


CEPEA: Boletim do leite Ano 32 nº 368 | FEVEREIRO - 2026

Depois de recuar mais de 25% no ano passado, preço do leite começa 2026 em estabilidade.

O preço do leite ao produtor captado em dezembro/25 fechou a R$ 1,9966/litro na Média Brasil – quedas de 5,78% frente a novembro/25 e de expressivos 25,79% sobre a de dezembro/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de dezembro/25).

Com o resultado, a média anual, de R$ 2,5617/litro, ficou 6,8% abaixo da de 2024, em termos reais. Já a desvalorização real acumulada em 2025 foi de 25,8%.

A pesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), mostra que, em janeiro, a cotação do leite UHT negociado no atacado de São Paulo recuou 1,44% em relação ao mês anterior, com a média passando para R$ 3,31/litro.

O queijo muçarela também se desvalorizou, 1,49%, com preço médio de R$ 28,35/kg em janeiro. As exportações brasileiras de lácteos recuaram 16,75% de dezembro/25 para janeiro/26, somando 4,30 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL), enquanto as importações aumentaram 7,94%, para 178,53 milhões de litros EqL. Na comparação com janeiro/25, tanto os embarques quanto as compras caíram, em respectivos 11,43% e 14,32%.

Os dados são da Secex e foram analisados pelo Cepea. Os custos de produção da pecuária leiteira aumentaram em janeiro de 2026.

Esse cenário e a baixa nos preços da matéria-prima deixam o produtor em alerta, visto que apertam ainda mais as margens e afetam diretamente o poder de compra. Acesse o boletim completo clicando aqui. As informações são do Cepea.

CONSELHO PARITÁRIO PRODUTORES/INDÚSTRIAS DE LEITE DO ESTADO 
DO PARANÁ – CONSELEITE–PARANÁ 

RESOLUÇÃO Nº 02/2026 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 25 de fevereiro de 2026 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Janeiro de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Fevereiro de 2026, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se referem ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml; 300 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Os maiores valores de referência se referem ao leite analisado que contém acima de 4,25% de gordura, acima de 3,40% de proteína, abaixo de 200 mil células somáticas/ml, abaixo de 100 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário superior a 3.000 litros/dia; Os menores valores de referência se referem ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, acima de 600 mil células somáticas/ml, acima de 500 mil ufc/ml de contagem de placas padrão e volume diário de até 300 litros/dia. Esses parâmetros são apresentados na primeira tabela dessa resolução. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Fevereiro de 2026 é de R$ 3,8601/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte https://www.sistemafaep.org.br/conseleite-parana/


Jogo Rápido

Olimpíadas de Inverno | Ranking da fome olímpica: Grana Padano no topo
O Grana Padano foi protagonista nos Jogos de Inverno, com números que impressionam até fora das pistas. Uma tonelada. Em apenas 16 dias. Esse é o tamanho da fome dos atletas que disputaram os Jogos de Inverno em Milão-Cortina. Durante as duas semanas de competição, os competidores consumiram cerca de 60 quilos por dia do tradicional queijo italiano, o equivalente a aproximadamente duas peças diárias. O dado foi revelado por Andrea Varnier, CEO dos Jogos, e virou um dos números mais comentados fora das pistas. Mas o queijo não esteve sozinho no pódio gastronômico. Os atletas também comeram diariamente 365 quilos de massa, 10 mil ovos, 8 mil cafés e 12 mil fatias de pizza. Somadas, as pizzas servidas ao longo do evento alcançariam cerca de 1.800 metros de extensão. Uma linha reta de massa e molho atravessando quase dois quilômetros. Para dimensionar a operação, Varnier apresentou uma comparação visual: se todas as bandejas usadas nas refeições fossem empilhadas diariamente, formariam uma torre de 60 quilômetros de altura. Isso equivale a cerca de 18 vezes o Monte Tofana, em Cortina, que tem 3.225 metros. A escala da alimentação acompanha o nível de exigência do esporte de alto rendimento. Jovens atletas submetidos a provas intensas precisam de elevado consumo energético. Na vila olímpica de Milão foram preparados até 4.500 cafés da manhã, almoços e jantares por dia. Em Cortina, quase 4 mil refeições diárias. Em Predazzo, cerca de 2.300. Por trás desses números, houve planejamento. A elaboração dos cardápios levou cerca de um ano, segundo os organizadores. O objetivo era equilibrar volume, qualidade nutricional e identidade gastronômica local. Segundo o presidente dos Jogos, Giovanni Malagò, a qualidade da comida foi amplamente elogiada. Fora das cozinhas, o evento também apresentou desempenho robusto. Foram vendidos cerca de 1,3 milhão de ingressos, o equivalente a 88% da capacidade total das sessões. O público foi majoritariamente internacional: 63% vieram de fora da Itália. A Alemanha respondeu por 15% dos espectadores, os Estados Unidos por 14% e Reino Unido e Suíça por cerca de 6% cada. Entre medalhas, recordes e celebrações, os Jogos deixaram também um retrato curioso: grandes eventos esportivos não se medem apenas em quilômetros percorridos na neve, mas também em toneladas de Grana Padano consumidas. *Escrito para o eDairyNews, com informações de UOL


Porto Alegre, 24 de fevereiro de 2026                                                    Ano 20 - N° 4.576


Na Argentina, os preços do leite praticamente não sobem

O  preço que os produtores de leite recebem pelo leite  aumentou apenas  0,3% em janeiro, bem abaixo da inflação, o que agrava a  deterioração econômica,  especialmente para  as pequenas fazendas leiteiras , de acordo com analistas do setor.

Apesar de uma correção técnica dos dados pela Direção Nacional de Laticínios, o preço médio pago por litro permanece praticamente estagnado, enquanto a inflação e o custo de insumos como milho e soja continuam a subir.

Deterioração do poder de compra e disparidade entre as fazendas leiteiras

A evolução do preço real do leite mostra que com um litro hoje é possível comprar  muito menos insumos agrícolas  do que há um ano, o que pressiona as margens de produção.

Além disso, observa-se  uma diferença de preço entre pequenas e grandes fazendas leiteiras : as pequenas fazendas recebem pouco mais de 400 pesos por litro, enquanto as maiores podem cobrar até 580 pesos, refletindo uma  crescente concentração no setor primário .

A situação se agrava porque a estagnação do preço médio mascara as diferenças internas e pressiona a rentabilidade das fazendas leiteiras sem forte apoio financeiro.

Fonte:  Bichos del Campo via portalechero


Europa pode reduzir excedente exportável de lácteos nos próximos anos

Fim das cotas impulsionou a produção; agora, o cenário aponta estabilização e leve retração. Regulamentações ambientais e envelhecimento dos produtores estão entre os principais fatores de pressão. A redução da oferta europeia pode abrir espaço para outros exportadores no mercado global.

O cenário da oferta de leite na União Europeia passa por mudanças, impulsionado, entre outros fatores, pela estabilização da produção. A tendência e seus possíveis desdobramentos foram discutidos em um episódio recente do podcast do RaboResearch, com a participação de Michael Harvey, analista sênior de Lácteos e Bens de Consumo do Rabobank, em conversa com Tom Booijink, especialista sênior em lácteos para Europa e África.
O fim do sistema de cotas, que por anos regulou a produção de leite no bloco, levou a um crescimento acelerado da oferta. “Desde o fim do sistema de cotas, todos os freios foram removidos e a produção aumentou rapidamente, especialmente no noroeste da Europa”, afirma Booijink. Segundo ele, 11 anos após o encerramento das cotas, esse crescimento começa a se estabilizar. Para os próximos cinco a dez anos, a expectativa é de um leve declínio na oferta de leite no noroeste europeu.

Esse movimento pode gerar desafios para a indústria. Após o fim das cotas em 2015, muitos processadores investiram fortemente na ampliação da capacidade, prevendo aumento contínuo da oferta — o que de fato ocorreu entre 2015 e 2020. Com a estabilização atual e a perspectiva de queda gradual, Booijink avalia que parte dessa capacidade poderá ficar ociosa.

Entre os fatores que sustentam a expectativa de declínio estrutural do volume de leite está o ambiente regulatório da União Europeia. De acordo com Booijink, normas ambientais relacionadas a nitrogênio, fosfato e emissões de carbono tendem a limitar a expansão da produção. Regras mais rígidas sobre descarte e produção de esterco, além da necessidade de licenças, também elevam os custos e restringem o crescimento.

Outro ponto relevante é o perfil demográfico do setor. “Uma base de produtores envelhecida é outro fator importante”, destaca Booijink. Ele observa que o despovoamento em algumas regiões europeias agrava o cenário. “Na Europa Oriental, há falta de mão de obra e muita migração para as partes ocidentais da União Europeia. Por exemplo, a Bulgária perdeu 20% de sua população desde 2000, e isso afeta a disponibilidade de mão de obra e a viabilidade do setor leiteiro nessas regiões”, afirma.

Segundo Booijink, a maior contração da oferta deve ocorrer nos países com regulamentações mais rígidas — justamente aqueles que mais cresceram após o fim das cotas. Holanda, Bélgica, Alemanha e Dinamarca respondem juntas por cerca de 35% a 40% da produção total de leite da Europa. No caso da França, a expectativa também é de queda, atribuída principalmente ao envelhecimento dos produtores.

A redução do volume de leite tende a impactar diretamente os processadores, que precisarão ajustar sua estratégia junto aos fornecedores. Booijink aponta duas medidas centrais para manter a competitividade: fortalecer o relacionamento com os produtores, oferecendo preços competitivos, e gerir os ativos com eficiência diante da menor oferta, assegurando níveis adequados de utilização das plantas industriais. “A taxa de utilização é fundamental para o custo de produção de queijo, por exemplo”, ressalta.

No mercado global, a projeção é de retração. Booijink estima que a oferta mundial de leite pode cair 5% nos próximos dez anos. “Pode não parecer muito, mas uma grande parte dos produtos lácteos europeus é exportada e, com a demanda estável e a oferta diminuindo, haverá menos excedente disponível para os mercados de exportação — portanto, com a queda de 5% na oferta de leite, isso significará que a União Europeia terá aproximadamente 40% menos equivalentes de leite disponíveis para exportação para o resto do mundo — uma lacuna da qual outras regiões podem se beneficiar”, afirma.

Para Harvey, trata-se de um cenário de longo prazo, sujeito a mudanças ao longo do tempo. “Este é um cenário de longo prazo, e muita coisa pode mudar ao longo do caminho, mas acredito que a realidade é uma contração sustentada no declínio estrutural do volume de leite na Europa. Isso criará outras oportunidades para outros exportadores, um efeito de transbordamento potencial no mercado de commodities, porque é uma lacuna significativa que precisará ser preenchida”, disse.

As informações são do Dairy Global, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

Especial Leite por Elas, Jamile Casarotto: "é na fazenda que deposito os meus planos futuros e onde construí a minha identidade profissional"

Diferente de muitas histórias que começam na infância, a trajetória de Jamile na pecuária leiteira é recente. Ela chegou à fazenda em 2019. Até então, morava na cidade e tinha pouquíssimo contato com o meio rural. Tudo o que sabe hoje foi aprendido na prática, no enfrentamento da rotina e na busca constante por conhecimento.

Dando sequência ao Especial Leite por Elas, o MilkPoint apresenta a história de Jamile Casarotto, produtora à frente da Agropecuária São Matheus, localizada em Eugênio de Castro (RS). Ao lado da sogra, Susana Gubert Voigt, Jamile integra a gestão da atividade leiteira e constrói, diariamente, seu espaço na produção.

Diferente de muitas histórias que começam na infância, a trajetória de Jamile na pecuária leiteira é recente. Ela chegou à fazenda em 2019. Até então, morava na cidade e tinha pouquíssimo contato com o meio rural. Tudo o que sabe hoje foi aprendido na prática, no enfrentamento da rotina e na busca constante por conhecimento.

Aprender fazendo — e insistindo

Quando decidiu permanecer na fazenda e investir na atividade, Jamile também assumiu um compromisso pessoal: estudar e se atualizar, especialmente nas áreas de reprodução, genética e criação de bezerras, que na visão dela, são os principais pontos para um plantel saudável no futuro. Naquele momento, o rebanho era composto majoritariamente por vacas mais velhas, e a necessidade de renovação era evidente.

A troca de plantel tornou-se uma das principais estratégias para mudar o cenário produtivo. O processo, no entanto, esteve longe de ser simples. Houve perdas de animais, frustrações e dificuldades reprodutivas — inclusive vacas que não emprenhavam mesmo com protocolos de IATF (inseminação artificial em tempo fixo). No início, a presença de um touro de corte ajudou a evitar resultados ainda mais críticos.

A virada começou a se consolidar apenas no final de 2024, com a entrada de novilhas e bezerras mais jovens no sistema. A partir daí, os primeiros reflexos positivos começaram a aparecer. O que hoje se apresenta como estabilidade foi construído com persistência, ajustes constantes e decisões técnicas baseadas em aprendizado contínuo.

Duas mulheres à frente da produção

Enquanto Susana permanece responsável pela parte financeira das vacas e pela nutrição, Jamile assumiu as demais frentes operacionais. Ela atua diretamente no manejo reprodutivo, na aplicação e acompanhamento de protocolos, na identificação de sinais comportamentais das vacas, na administração de medicamentos e até no preparo da ração. Segundo ela, grande parte do aprendizado veio da observação atenta do rebanho.

“Aprendi a interpretar o que a vaca ‘diz’ pelas atitudes. A perceber quando ela está bem, quando não está, quando algo precisa ser ajustado”, relata. Para Jamile, o processo de aprendizado é permanente. Sempre que surge uma dúvida ou uma dificuldade, a resposta é buscar informação. O objetivo é claro: melhorar os resultados da fazenda.

Ser mulher no campo — sem abrir mão de si mesma

Ao falar sobre sua trajetória, Jamile destaca que a força feminina no campo não exige que a mulher abandone sua identidade.

Ela defende que é possível realizar um trabalho duro, técnico e exigente sem abrir mão da feminilidade. “Podemos ser fortes e delicadas ao mesmo tempo. Podemos nos maquiar, nos perfumar, pintar as unhas. Trabalho é uma coisa; autoestima é outra.”

Para ela, o autocuidado não diminui a competência — pelo contrário, fortalece a confiança e a presença na atividade.

Amor pela atividade, compromisso com o resultado

Apesar de não ter crescido na pecuária leiteira, Jamile afirma ter se encontrado na atividade. Foi na fazenda que construiu sua identidade profissional e onde deposita seus planos para o futuro.

O amor pelas vacas é evidente, mas ele caminha ao lado da responsabilidade e da busca por evolução. A mudança do perfil do rebanho, os ajustes reprodutivos e a estabilidade produtiva atual são reflexo de uma decisão clara tomada em 2019: permanecer, aprender e insistir.

O Especial Leite por Elas segue mostrando que a presença feminina na produção leiteira brasileira não é apenas simbólica — ela está na gestão, na técnica, nas decisões e nos resultados dentro da porteira. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Calor intenso e falta de chuva impactam a produção de leite. No norte do estado, produtores já registram perdas. Assista aqui. (G1)


Porto Alegre, 23 de fevereiro de 2026                                                    Ano 20 - N° 4.575


Sooro Renner | Fábrica de whey e fórmula infantil inicia em 2027

Fábrica em Francisco Beltrão terá operação 24h e investimento superior a R$ 680 milhões.

A fábrica de fórmula infantil e whey protein da Sooro Renner em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, deve iniciar operações em 2027, consolidando um novo ciclo de expansão industrial no estado.

O complexo está em construção desde o primeiro semestre de 2025 e ocupará uma área de 340 mil metros quadrados. O investimento supera R$ 680 milhões apenas nesta unidade. Somados os aportes já realizados e previstos no Paraná, o montante deve alcançar R$ 1 bilhão até 2027. A planta integra o plano de crescimento da companhia projetado até 2030.

O impacto regional é relevante. A expectativa é de geração de 250 empregos diretos e cerca de 1.200 indiretos. Em regime pleno, a estrutura terá capacidade para processar até 5 milhões de litros de soro de leite por dia, com operação contínua, 24 horas.

A produção anual estimada inclui 40 mil toneladas de Lactose Infant Formula, 12 mil toneladas de whey protein e 6 mil toneladas de manteiga. O mix amplia a presença da empresa em diferentes segmentos de derivados lácteos e agrega valor ao processamento do soro.

A estratégia industrial dialoga com a dinâmica do mercado. O Brasil ainda depende majoritariamente de importações para suprir a demanda por fórmulas infantis. A nova unidade foi projetada para atender esse segmento sob padrões rigorosos de controle e qualidade.

No caso do whey protein, a decisão acompanha o avanço do mercado de nutrição esportiva e fitness. Já a produção de manteiga ganha tração após a incorporação da Concen, uma das maiores fabricantes do produto no país, fortalecendo a atuação da empresa nesse segmento.

Com duas plantas no estado, incluindo a inaugurada em Marechal Cândido Rondon em 2021, a Sooro Renner amplia sua capacidade industrial no Paraná e posiciona a nova fábrica como eixo estratégico para o processamento de soro e derivados de maior valor agregado. (Escrito para o eDairyNews, com informações de Tribuna)


StoneX | Mercado de leite busca novo equilíbrio após pico de captação

Após forte expansão da captação, mercado de leite entra em fase de ajuste, com impactos ao produtor, indústria e varejo

O mercado de leite brasileiro começa 2026 sob ajuste, após um ciclo de forte expansão da produção que desorganizou a relação entre oferta e demanda ao longo de 2025.

Segundo análise da StoneX, o avanço expressivo da captação no último ano foi impulsionado por rentabilidade favorável ao produtor e custos relativamente controlados. O resultado foi um volume de leite acima da capacidade de absorção do mercado, pressionando preços em todos os elos da cadeia.

A consequência direta foi a compressão das margens, sobretudo no campo. A queda mais intensa nos preços ao produtor ao longo do segundo semestre de 2025 reduziu a rentabilidade, mesmo com custos de alimentação ainda considerados estáveis. Para 2026, a expectativa é de manutenção dos volumes, porém sem novos saltos de crescimento.

A leitura do mercado indica que a restrição de margens tende a moderar a produção a partir do segundo trimestre, criando condições para um reequilíbrio gradual entre oferta e demanda. Sinais iniciais desse movimento já aparecem no mercado spot, que registrou alta em janeiro após uma sequência de recuos na segunda metade de 2025. O comportamento sugere ambiente mais firme entre as indústrias.

No campo dos preços, a tendência projetada é de recuperação progressiva ao longo de 2026, em ritmo semelhante ao observado no início de 2024. Esse avanço, contudo, dependerá da capacidade do mercado interno de absorver a oferta disponível. Para o produtor, a combinação entre custos mais estáveis e possível reação dos preços pode aliviar parcialmente as margens no primeiro semestre, desde que o equilíbrio se consolide.

No varejo, os lácteos acumularam deflação no IPCA em 2025, movimento que se estendeu ao início deste ano. A redução dos preços ao consumidor não decorreu de enfraquecimento da demanda, mas da abundância de leite no mercado. Como as quedas foram mais intensas no produtor e no atacado do que no varejo, existe espaço para repasses parciais ao consumidor ao longo de 2026, condicionados à renda das famílias e às estratégias comerciais.

No cenário externo, as importações encerraram 2025 em patamar elevado, ainda que abaixo de anos anteriores. Em janeiro de 2026 houve avanço mensal, mas com volumes inferiores aos registrados em 2024 e 2025. Apesar da relevância dos embarques, o principal fator de oferta continua sendo o crescimento da produção interna.

Em perspectiva estrutural, o acordo entre Mercosul e União Europeia adiciona uma variável competitiva ao setor. A redução gradual de tarifas e a criação de cotas para leite em pó, manteiga e queijos ampliam o espaço para produtos europeus ao longo de até dez anos. Enquanto as exportações do bloco sul-americano permanecem residuais, as importações oriundas da Europa já têm peso na oferta doméstica.

O novo ciclo do mercado de leite, portanto, exigirá ganhos de eficiência e maior disciplina produtiva. O ano de 2026 será menos sobre expansão e mais sobre ajuste. (Escrito para o eDairyNews, com informações de Compre Rural)

 

Bônus Mais Leite ultrapassa as 2 mil declarações assinadas, com mais de R$ 133 milhões em contratos

Operações de Custeio ainda possuem recursos e seguem com as inscrições abertas

O Programa Plano Safra RS – Bônus Mais Leite, alcançou nessa quinta-feira (19/02) a marca de mais de 2 mil declarações emitidas pela SDR, até o momento os contratos assinados chegam a R$ 133,1 milhões de reais, desse valor R$ 23,3 milhões correspondem à subvenção do Estado.   

Lançado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) no mês de novembro de 2025, como forma de fortalecer o setor produtivo, o programa havia alcançado até o final do mês de janeiro de 2026, 1.432 declarações assinadas, totalizando R$ 98,8 milhões em contratos, dos quais R$ 17,6 milhões são subvencionados.  

Com o objetivo de fortalecer e qualificar a cadeia produtiva do leite na agricultura familiar, a iniciativa representa um investimento total de R$ 30 milhões, e oferece um bônus financeiro de até 25% sobre o valor contratado por produtores enquadrados no Pronaf, em operações de custeio e investimento voltados à atividade leiteira.  

De acordo com o engenheiro agrônomo e coordenador do Programa Jonas Wesz, o grande número de solicitações em um curto período evidencia que o programa se encaixou muito bem na necessidade e demanda dos produtores de leite.  O perfil dos projetos técnicos deixa claro que o produtor de leite precisa manter os investimentos na unidade produtiva mesmo nos momentos de crise e, assim, possa ter a perspectiva de se manter na produção passando pelos momentos de dificuldade de preço como os que estão sendo enfrentados neste momento. 

Operações de Custeio seguem com inscrições abertas  

Além disso, as operações de custeio ainda possuem verba para implementação e seguem com inscrições abertas, para os produtores selecionados será concedido bônus financeiro de 25% do valor financiado, limitado a R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em subvenção.  

O produtor interessado em acessar o Programa Bônus Mais Leite deverá seguir os seguintes passos:  

Ler atentamente o Manual Operativo do Programa, clicando aqui.

Elaborar projeto técnico de crédito alinhado com as diretrizes do programa junto à Emater/RS ou outro escritório de assistência técnica;  

Solicitar o enquadramento do seu projeto junto à SDR por meio do preenchimento do Formulário de Solicitação de Enquadramento disponível no link a seguir:  

https://form.jotform.com/bonusmaisleite/enquadramento2025

Após receber a Declaração de Enquadramento emitida pela SDR, o produtor protocola a documentação para financiamento PRONAF em uma das instituições financeiras habilitadas.  

Entre os exemplos de objetos de financiamento enquadrados nas linhas de crédito de custeio pecuário e agrícola estão: formação de cultivos anuais de inverno e/ou verão para alimentação animal (cereais de inverno, milho, pastagem, silagem, pré-secado e feno); aquisição de insumos (calcário, fertilizantes, bioinsumos); aquisição de ração, silagem, pré-secado, feno, sanidade animal, higienização, etc.  

O Programa Bônus Mais Leite é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), inserida na carteira do Plano Rio Grande, e financiada pelo Fundo do Plano Rio Grande – FUNRIGS. O programa é gerido pelo BADESUL, que é gestor financeiro e contábil do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (FEAPER). (SDR)


Jogo Rápido

Fórum MilkPoint Mercado abordará desafios e oportunidades do setor leiteiro em 2026
Os desafios no curto prazo e as oportunidades a longo prazo da cadeia do leite em 2026 serão foco do Fórum MilkPoint Mercado que, este ano, acontece no dia 9 de abril, em Piracicaba (SP) , no chamado “Vale do Silício do Agro”, ninho de startups e grandes inovações do setor. Para participarem, associados do Sindilat/RS têm garantido 10% de desconto na inscrição, que pode ser feita no link disponível no site do Sindilat, clicando aqui. O primeiro lote está disponível até o dia 06 de fevereiro. A programação do Fórum MilkPoint Mercado 2026 foi estruturada para oferecer uma visão completa e estratégica da cadeia láctea, combinando análises de mercado, qualidade do leite e performance financeira da indústria ao longo de um dia inteiro de debates e networking. (Sindilat)