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Porto Alegre, 27 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.562


Conseleite RS indica leite projetado a R$ 2,0560 em janeiro de 2026 no RS

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite) divulgou projeção de R$ 2,0560 para o valor de referência do leite em janeiro de 2026 no Rio Grande do Sul, aumento de 1,88% em relação ao projetado de dezembro (R$ 2,0180). Os números foram divulgados na manhã desta terça-feira (27/01), primeira reunião do ano de 2026, que ocorreu em formato virtual.

O Conseleite também anunciou o valor consolidado em dezembro de 2025 em R$ 1,9857, 3,61% abaixo do consolidado em novembro de 2025 (R$ 2,0601). O cálculo é elaborado mensalmente pela UPF com dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês, e leva em conta parâmetros atualizados pela Câmara Técnica do colegiado em 2023.

Conforme o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, a projeção para janeiro reflete um movimento de leve recuperação no mercado, mas ainda pede atenção. “Mesmo com a melhora, segue sendo um cenário que exige atenção dos produtores e das indústrias. O equilíbrio da cadeia depende de planejamento e diálogo constante entre os elos”, destacou.

O vice-coordenador, Darlan Palharini, falou sobre o enfrentamento à competitividade no mercado leiteiro, referindo-se principalmente à União Europeia. “O trabalho conjunto é fundamental para termos um trabalho efetivo de qualidade e podermos superar a competição com os outros países.”

Nova diretoria do Conseleite é divulgada

Durante o encontro, também foi divulgada a nominata completa da nova coordenação do Conseleite para 2026. Conforme o sistema de rotação adotado pela entidade, que alterna anualmente a coordenação entre representantes da indústria e dos produtores de leite, o cargo passa do setor industrial, responsável pela coordenação em 2025, para o setor produtivo em 2026. Assim, Kaliton Prestes, secretário executivo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), assume como o novo coordenador do Conseleite. A vice-coordenação fica a cargo do coordenador de 2025, Darlan Palharini. Como tesoureiro, assume Osmar Redin; como vice-tesoureiro, Marcos Tang; o secretário passa a ser Allan André Tormen; e o vice-secretário, José Pollastri. (Jardine Comunicação)


Conseleite Minas Gerais

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 26 de Janeiro de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Novembro/2025 a ser pago em Dezembro/2025
b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Novembro/2025 a ser pago em Dezembro/2025
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Janeiro/2026 a ser pago em Fevereiro/2026.


Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

 

 

Supermercados vendem menos comida apesar da trégua da inflação

Dezembro de 2025 decepcionou e foi o pior mês do ano para o varejo de alimentos. As vendas de comidas normalmente fluem nesse período sem a necessidade de esforço extra por parte dos supermercados. As festas de fim de ano e a injeção de recursos do 13.º salário se encarregam de impulsionar os negócios.

Mas, no ano passado, mesmo com a trégua da inflação de alimentos a partir de junho – fator decisivo para a inflação geral terminar o ano abaixo do teto da meta de 4,5% -, o desempenho das vendas contrariou o esperado, aponta o levantamento da Scanntech, plataforma de inteligência de dados para o varejo e indústria. A empresa monitora 13,5 bilhões de tíquetes por ano na boca do caixa dos supermercados. Isto é, são as vendas que, de fato, acontecem.Segundo o levantamento, as vendas do varejo de alimentos em dezembro do ano passado, incluindo todos os canais – mercadinhos, supermercados, hipermercados e atacarejos -, caíram 5,5% em unidades na comparação com o mesmo mês de 2024.

Já o recuo do faturamento foi menor, de 2,5%, na mesma base de comparação. Isso porque o preço por unidade subiu 3,2% no período. Mesmo assim, o desempenho de dezembro chama atenção porque foi o único mês no ano inteiro de 2025 que registrou queda na receita de vendas de alimentos na comparação anual.

Também contrasta com o padrão observado nos últimos três anos, observa Felipe Passarelli, head de inteligência de mercado da Scanntech. Nesse período, os meses de dezembro sempre apresentaram crescimento no faturamento em relação ao ano anterior.

“A queda das vendas de alimentos em dezembro de 2025 ante dezembro de 2024 reforça um movimento estrutural observado ao longo do ano”, afirma Passarelli.

Cautela
Ele argumenta que, apesar da desaceleração da inflação e do avanço da renda média do brasileiro, o consumidor continuou cauteloso na hora de ir às compras, sobretudo diante do aumento do endividamento, que pode estar associado, entre outros fatores, ao avanço das bets, as apostas online. Elas chegam a movimentar mais de R$ 30 bilhões por mês, segundo dados do Banco Central.

Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ressalta que o aumento do consumo de serviços pesa nesse desempenho. Os serviços disputam a fatia do orçamento que o brasileiro gasta com a compra de bens, como os alimentos.

“Hoje os serviços livres (excluindo os monitorados) respondem por quase a metade dos gastos (48,7%) das famílias”, diz Bentes. Em dezembro de 2008, os serviços representavam um terço (33,6%). Em contrapartida, a parcela do gasto com bens no orçamento das famílias, que era 66,4% em dezembro 2008, recuou para 51,3% em dezembro do ano passado, segundo dados ajustados pelo economista a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE.

Passarelli acrescenta outros fatores inibidores das compras de alimentos, como os juros elevados e a deterioração da confiança do consumidor. “A inflação segue como o principal motivo de preocupação para cerca de metade dos brasileiros e a percepção de que ‘o dinheiro não rende’ pesa diretamente sobre as decisões de compra”, avalia.

Diante desse cenário, diz o executivo, o consumidor ajusta volumes de compras, dá prioridade aos itens mais essenciais e intensifica a busca por promoções.

Os estoques acumulados em dezembro devido à frustração das vendas e do fraco desempenho da primeira quinzena de janeiro estão levando redes de supermercados a fazer promoções agressivas para virar o jogo.

Redes de supermercados não quiseram se manifestar, mas a reportagem visitou lojas e constatou um grande volume de itens em oferta.

A rede Hirota, por exemplo, com 17 lojas espalhadas pela região metropolitana de São Paulo, informou que programou uma grande queima de estoque entre quarta-feira passada e hoje.

Segundo o diretor da empresa, Hélio Freddi, serão colocados mais de 150 itens em oferta, com descontos de até 50% no preço. “Vamos colocar em oferta itens fortes, formadores de opinião, como ovos, pó de café, cerveja, carne”, exemplifica o executivo. Com a promoção, a expectativa é atingir a meta de vendas. “Estamos 4% abaixo da meta de janeiro, que está sendo um mês terrível.”

Gastos

Despesas com matrículas e material escolar, gastos com pagamento de impostos, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), e a insegurança em relação ao mercado, apesar da economia estável, aumentam o receio do consumidor para gastar, diz Freddi.

Ele relata que a dificuldade de vendas enfrentada em dezembro e janeiro é um cenário comum ao setor supermercadista, que precisa fazer caixa para quitar as despesas ordinárias. “Todo mundo está com o mesmo problema.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo via infomoney


Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Queda do dólar e expectativas de maior oferta pressionam cotações
Soja caíram na última semana pressionadas pela queda do dólar frente ao Real, que reduziu a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, aponta levantamento do Cepea. As cotações internas da soja caíram na última semana pressionadas pela queda do dólar frente ao Real, que reduziu a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, aponta levantamento do Cepea. Além disso, conforme o Centro de Pesquisas, a expectativa de safra recorde no Brasil reforçou a cautela dos compradores – que têm postergado novas aquisições à espera do avanço da colheita –, levando à desvalorização dos prêmios de exportação. De acordo com a Conab, 3,2% da área nacional havia sido colhida até 17 de janeiro, acima do 1,2% registrado no mesmo período da temporada passada. (Cepea) 


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Porto Alegre, 26 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.561


Inale | Exportações lácteas do Uruguai batem recorde e chegam a US$ 962,7 mi 

As exportações lácteas cresceram 13% em 2025, impulsionadas pelo avanço da leite em pó integral e da manteiga 

As exportações lácteas do Uruguai alcançaram em 2025 o maior faturamento já registrado, segundo dados finais divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale).

No acumulado de janeiro a dezembro, a receita somou US$ 962,7 milhões, resultado 13% superior ao observado em todo o ano de 2024, quando o setor havia gerado US$ 853,9 milhões.

Com esse desempenho, a agroindústria láctea uruguaia atingiu um novo recorde histórico em valor exportado. O marco anterior havia sido registrado em 2022, com US$ 925,2 milhões, em um contexto de forte valorização internacional. Ao longo da série histórica, esta é apenas a terceira vez que o país supera a barreira simbólica dos US$ 900 milhões em exportações lácteas, após os resultados de 2013 e 2022.

Os dados consolidados elaborados pelos técnicos do Inale, com base em informações da Direção Nacional de Aduanas (DNA), consideram quatro principais rubros: leite em pó integral, leite em pó desnatado, queijos e manteiga. Em 2025, o crescimento do faturamento foi sustentado principalmente pelo desempenho da leite em pó integral e da manteiga, enquanto os demais produtos apresentaram retrações.

No detalhamento por produto, a receita com leite em pó integral alcançou US$ 671,2 milhões, alta de 19% em relação a 2024. A manteiga somou US$ 74,9 milhões, com crescimento de 6%. Em contraste, a leite em pó desnatado registrou queda de 1%, totalizando US$ 54,8 milhões, e os queijos recuaram 13%, com faturamento de US$ 91,2 milhões.

Apesar do recorde em valor, o comportamento dos volumes exportados foi distinto. Ao longo de 2025, o Uruguai embarcou 214.980 toneladas de produtos lácteos, número inferior ao registrado em 2024, quando as exportações haviam alcançado 241.135 toneladas. Historicamente, os maiores volumes foram observados em 2012 e 2024, ambos acima de 240 mil toneladas.

Por produto, o volume de leite em pó integral cresceu 6%, chegando a 168.449 toneladas. Já a leite em pó desnatado teve retração de 9%, com 17.048 toneladas exportadas. Os queijos apresentaram queda mais acentuada, de 15%, totalizando 18.259 toneladas, enquanto a manteiga recuou 9%, com 11.224 toneladas.

Mesmo com a redução do volume total, a elevação dos preços médios internacionais contribuiu de forma decisiva para o resultado financeiro. Na comparação anual, os preços médios obtidos em 2025 foram 12% superiores para a leite em pó integral, 10% maiores para a leite em pó desnatado, 2% acima no caso dos queijos e 17% mais elevados para a manteiga.

Considerando apenas os negócios fechados em dezembro de 2025, os preços médios alcançaram US$ 3.854 por tonelada de leite em pó integral, US$ 3.019 para a desnatada, US$ 5.133 para queijos e US$ 6.809 por tonelada de manteiga. Em relação a dezembro de 2024, houve aumento de preços em todos os produtos, com variações positivas entre 4% e 8%.

No ranking geral das exportações uruguaias, os produtos lácteos ocuparam em 2025 a quarta posição entre os principais bens exportados, atrás da carne bovina, da celulose e da soja, e à frente dos concentrados de bebidas. O dado reforça o peso estratégico do setor para a economia do país.

Quanto aos destinos, Argélia e Brasil mantiveram a liderança como principais mercados para as exportações lácteas do Uruguai. Considerando os últimos 12 meses, a Argélia respondeu por 36% do total exportado, enquanto o Brasil concentrou 26%. Rússia, Chile e Mauritânia apareceram na sequência, cada um com participação de 3%.

A análise por produto mostra uma forte concentração: o Brasil absorveu 79% da leite em pó desnatado e 27% dos queijos exportados, enquanto a Argélia foi o principal destino da leite em pó integral, com 49%. Já a manteiga teve como principal mercado a Arábia Saudita, responsável por 23% das compras.

No contexto regional, os preços internacionais da leite em pó apresentaram ajustes no fim do ano. Em dezembro de 2025, o preço médio da leite em pó integral exportada pela América do Sul foi de US$ 3.900 por tonelada, 10% abaixo de novembro e 4% inferior ao de dezembro de 2024. Para a leite em pó desnatado, o valor médio foi de US$ 3.288 por tonelada, com queda mensal de 3% e retração anual de 13%. (Escrito para o eDairyNews, com informações de El Observador)


Quais são os queijos preferidos dos brasileiros? Confira a lista

Iguaria láctea ganha destaque em diferentes preparações na culinária

Presente em diversas refeições ao longo do dia, o queijo é um dos alimentos mais democráticos na mesa do brasileiro. Ele pode surgir derretido no sanduíche do café da manhã, em pedaços e cru na salada do almoço, ou ralado para dar o toque final ao macarrão do jantar.

Diante de inúmeras variedades disponíveis no mercado, algumas se destacam na preferência do consumidor por fatores como preço, versatilidade e agradabilidade ao paladar.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), a ordem dos tipos mais consumidos no país pode variar conforme a região, mas mussarela, requeijão e queijo prato estão entre os favoritos de Norte a Sul. Juntos, eles representam cerca de 65% do consumo nacional.

Em seguida, cinco variedades se sobressaem no ranking: Minas frescal, Minas padrão, parmesão ralado, coalho e cream cheese, completa a ABIQ.

Entre os queijos considerados especiais e, por consequência, com o preço mais elevado nas prateleiras, os três preferidos para incrementar receitas são parmesão, gouda e gorgonzola.

Os queijos mais consumidos no Brasil

  • Mussarela;
  • Requeijão;
  • Prato;
  • Minas frescal;
  • Minas padrão;
  • Parmesão ralado;
  • Coalho;
  • Cream cheese.

O consumo mundial

Apesar de presente na alimentação dos brasileiros de diversas formas, o consumo médio per capita é de 5,6 quilos por ano, número considerado baixo quando comparado a outros países. Na Argentina, por exemplo, também na América do Sul, o valor mais que dobra, alcançando 12 quilos por pessoa.

A França, com 26,3 quilos, lidera o levantamento mundial, seguida por Islândia (25,9 kg) e Finlândia (25,8 kg). Em nível global, a média é de 6,5 quilos per capita e deve aumentar 1,4% até 2030, estima a ABIQ. (Globo Rural editado pelo Sindilat/RS)

MILHO/CEPEA: Com maior oferta e menor demanda, preços têm novas quedas

Milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea.

Pesquisadores explicam que, além da maior oferta neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, a menor demanda interna também explica o recuo dos valores.

Os preços do milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Pesquisadores explicam que, além da maior oferta neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, a menor demanda interna também explica o recuo dos valores. 

Ainda segundo o Centro de Pesquisas, compradores continuam priorizando a utilização dos lotes negociados anteriormente. Parte desses agentes, além de terem estoques, acredita que, conforme a colheita de soja avança, vendedores precisarão liberar espaço nos armazéns e fazer caixa. 

No campo, paralelamente à colheita da safra verão no Sul e no Sudeste do País, a semeadura da segunda safra teve início em algumas regiões do Sul e do Centro-Oeste. (Cepea)  


Jogo Rápido

Fórum MilkPoint Mercado abordará desafios e oportunidades do setor leiteiro em 2026
Os desafios no curto prazo e as oportunidades a longo prazo da cadeia do leite em 2026 serão foco do Fórum MilkPoint Mercado que, este ano, acontece no dia 9 de abril, em Piracicaba (SP) , no chamado “Vale do Silício do Agro”, ninho de startups e grandes inovações do setor. Para participarem, associados do Sindilat/RS têm garantido 10% de desconto na inscrição, que pode ser feita no link disponível no site do Sindilat, clicando aqui. O primeiro lote está disponível até o dia 06 de fevereiro. A programação do Fórum MilkPoint Mercado 2026 foi estruturada para oferecer uma visão completa e estratégica da cadeia láctea, combinando análises de mercado, qualidade do leite e performance financeira da indústria ao longo de um dia inteiro de debates e networking. (Sindilat)


Porto Alegre, 23 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.560


CONSELEITE – SANTA CATARINA - RESOLUÇÃO Nº 1/2026

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida em Chapecó no dia 23 de Janeiro de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Dezembro de 2025 e a projeção dos valores de referência para o mês de Janeiro de 2026.
 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)


Informativo Conjuntural 1903 de 22 de janeiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

Observou-se a ocorrência de parasitas em níveis médios a altos. O período foi marcado pelo retorno das altas temperaturas, que influenciaram diretamente a produção de leite. As precipitações recorrentes em algumas regiões prejudicaram o manejo. A produção está estável, com registros pontuais de leve aumento. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, nas propriedades com melhor manejo da alimentação e disponibilidade de sombra e água, os efeitos das condições ambientais foram significativamente mitigados, o que manteve os índices produtivos próximos da estabilidade. Já nas propriedades sem esses recursos ideais, ocorreram perdas mais expressivas na produção, o que exigiu ajustes nos horários de pastejo.  

Na de Frederico Westphalen, a produção aumentou devido ao aporte nutricional oriundo da melhoria das pastagens e do maior tempo de pastejo, e as condições ambientais favoreceram o bem-estar animal.

Na de Caxias do Sul, as condições meteorológicas da semana, caracterizadas por elevada precipitação, calor intenso e alta umidade do ar, impactaram os sistemas de produção à base de pasto, resultando em dificuldades de manejo e exigindo pastejo por tempo limitado, com retirada das vacas e suplementação com silagem em cochos cobertos. Essas condições contribuíram para quadros de estresse nas vacas. O excesso de chuvas também dificultou a limpeza dos úberes e interferiu na qualidade do leite, em função da formação de barro em corredores e locais de espera da ordenha não pavimentados. Ainda assim, o leite se manteve dentro dos padrões de qualidade. 

Na de Ijuí, a produção está estável. Os criadores menos capitalizados reduziram a quantidade de complemento alimentar na tentativa de baixar os custos de produção.

Na de Pelotas, as temperaturas elevadas afetaram o bem-estar, o consumo alimentar e a produção de leite, demandando cuidados adicionais relacionados à oferta de sombra, água e ao manejo nutricional. Também foram relatados problemas sanitários pontuais, como aumento da ocorrência de carrapatos e moscas, além de casos de descarte de leite por problemas de qualidade.

Na de Passo Fundo, o rebanho permaneceu com escore corporal acima de 3,5. A alimentação foi baseada em pastagens de verão, silagem e suplementação com concentrados, ajustada às necessidades de cada lote. 

Na de Porto Alegre, a produção está elevada, apesar do estresse térmico em razão das altas temperaturas.

Na de Santa Rosa, a produtividade de leite está estável. As condições ambientais observadas têm favorecido o pastejo rotacionado e para a manutenção da qualidade nutricional da forragem, com adequado aproveitamento das áreas e oferta contínua de alimento aos rebanhos. (Fonte: Emater/RS)

EUA: USDA destina investimentos para impulsionar inovação no setor lácteo

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou o investimento de mais de US$ 11 milhões no apoio a pequenas e médias empresas do setor lácteo, por meio do programa Dairy Business Innovation (DBI). Os recursos são destinados ao desenvolvimento, à comercialização e à distribuição de produtos lácteos, com foco em inovação e no fortalecimento das economias locais e da indústria láctea norte-americana.

Em 2025, os recursos serão alocados de forma não competitiva às quatro iniciativas DBI já existentes, conduzidas pela California State University, Fresno; University of Tennessee; Vermont Agency of Agriculture, Food & Markets; e University of Wisconsin. Essas instituições serão responsáveis por oferecer assistência técnica e subvenções a produtores e empresas do setor em suas respectivas regiões.

Entre as ações previstas estão o apoio ao planejamento de negócios, marketing e construção de marca, além da ampliação do acesso a técnicas inovadoras de produção e processamento. O objetivo é estimular o desenvolvimento de produtos lácteos com maior valor agregado, fortalecer os mercados regionais e ampliar a oferta de produtos ao consumidor.

Parte dos recursos será direcionada à Dairy Business Innovation Alliance (DBIA), iniciativa liderada pela Wisconsin Cheese Makers Association (WCMA) em parceria com o Center for Dairy Research (CDR) da Universidade de Wisconsin. Com o novo repasse, a DBIA poderá receber US$ 3,45 milhões para apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos, assistência técnica, educação e concessão direta de subsídios a empresas lácteas.

As ações da DBIA abrangem os estados de Illinois, Indiana, Iowa, Kansas, Michigan, Minnesota, Missouri, Nebraska, Ohio, Dakota do Sul e Wisconsin. Desde 2018, o programa já concedeu quase 300 subsídios e ofereceu serviços educacionais e de consultoria a centenas de empresas do setor lácteo. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 04/2026 – SEAPI 
Na próxima semana, a atuação de um sistema de alta pressão favorecerá a manutenção do tempo estável em todo o estado do Rio Grande do Sul. Entre quinta-feira (22/01) e domingo (25/01), as condições meteorológicas deverão permanecer predominantemente estáveis, sem a atuação de sistemas capazes de provocar instabilidade significativa. Nesse período, não há previsão de chuva significativa em nenhuma das regiões do estado, e as temperaturas seguirão em elevação gradual ao longo dos dias. O predomínio de céu com poucas nuvens e a ausência de precipitação contribuirão para o aumento progressivo das temperaturas máximas. Entre segunda-feira (26/01) e quarta-feira (28/01), o padrão de tempo estável deverá se manter sobre o Rio Grande do Sul. A continuidade da atuação do sistema de alta pressão favorecerá a intensificação do calor em grande parte do estado. Nos dias 27/01 e 28/01, as temperaturas máximas deverão se aproximar dos 40 °C em diversas regiões, podendo ultrapassar essa marca em algumas localidades. Esse cenário indica a ocorrência de um período de calor intenso, com destaque para o interior do estado. De forma geral, não há previsão de chuva em praticamente todas as regiões e, por conseguinte, os acumulados de precipitação previstos não devem superar os 5 milímetros. (Boletim Agrometerologico/SEAPI)


Porto Alegre, 22 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.559


Incentivos financeiros e qualidade do leite: o que funciona?

Ao longo de mais de 15 anos atuando diretamente na cadeia produtiva do leite, acompanhei de perto produtores, cooperativas e indústrias na jornada da qualidade, desde o início da regulamentação da Instrução Normativa nº 51 (IN 51) até a atual Instrução Normativa nº 77 (IN 77). Apesar das mudanças ao longo do tempo, alguns pontos seguem muito claros.

Um deles é que assistência técnica, sozinha, não sustenta programas de qualidade do leite. Ela é fundamental, mas precisa caminhar junto com incentivos financeiros bem estruturados para que o produtor realmente responda às exigências do mercado. Participei de diversos programas de qualidade que começaram com boas intenções, mas não avançaram.

Em uma dessas experiências, durante uma conversa com o presidente de uma cooperativa onde trabalhei, discutíamos ajustes nas bonificações por qualidade e volume. Ele foi direto: “Precisamos saber quais faixas de produção realmente respondem ao estímulo e quais não respondem”. Essa frase ficou marcada.

O mesmo raciocínio vale para a qualidade do leite. Faixas de bonificação por CPP (Contagem Padrão em Placas) e CCS (Contagem de Células Somáticas) só geram resposta positiva quando o incentivo financeiro é relevante. Quando o prêmio é baixo, o produtor não consegue justificar o investimento em manejo, nutrição, rotina de ordenha e infraestrutura. Por outro lado, penalizações claras para leite fora de padrão também têm efeito, desde que sejam previsíveis e bem comunicadas.

O mercado lácteo está cada vez mais exigente, e programas de qualidade precisam ser claros, mensuráveis e acompanhados de perto. O monitoramento contínuo dos resultados, aliado a uma assistência técnica focada em solução prática no campo, tende a gerar avanços consistentes. Além disso, laticínios que adotam uma política de qualidade clara e bem definida evitam desperdício de recursos. Quando as regras são objetivas, com faixas de bonificação e penalização bem ajustadas, o investimento feito retorna em forma de melhoria real do leite captado, e não apenas como custo adicional.

Esse alinhamento permite direcionar melhor os esforços da indústria, reduzir retrabalhos e construir um posicionamento estratégico mais sólido no mercado lácteo. Em um mercado volátil como o do leite, política leiteira bem definida, planejada e com estímulos corretos faz diferença. Produtor responde a sinal econômico. Ignorar isso é repetir erros que a cadeia já conhece há décadas. (Maximiliano Scopel Ardenghi/MilkPoint)


Grupo Piracanjuba entra no mercado de queijos finos com aquisição da Básel Lácteos
 
O Grupo Piracanjuba anuncia a aquisição da Básel Lácteos, indústria especializada em queijos finos, localizada no município de Antônio Carlos, em Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira. A empresa familiar, cujos fundadores acumulam mais de 50 anos de experiência no setor, é reconhecida pela tradição e pela qualidade de seus produtos. Com a operação, a companhia goiana passa a contar com dez unidades industriais em funcionamento no Brasil. 

A aquisição está alinhada ao plano de expansão do Grupo Piracanjuba no segmento de queijos especiais e à ampliação de sua presença nacional. Reconhecida por sua linha premium, que inclui variedades como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda, a Basel Lácteos agrega valor ao portfólio da companhia e fortalece sua atuação em categorias de alto padrão. 

Neste primeiro momento, o foco da empresa será a manutenção da linha de produção atual. “Nossa prioridade é preservar o que a Básel construiu até aqui. Para o futuro, a expectativa é ampliar gradualmente o portfólio e a capacidade produtiva da planta”, afirma o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo. 

Instalada em uma região de forte tradição leiteira e características naturais privilegiadas, a fábrica está situada em um município com pouco mais de 11 mil habitantes, segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade de Antônio Carlos é conhecida pela produção de alguns dos queijos mais nobres do país, resultado da peculiaridade do leite local, influenciado pelo clima ameno, pela altitude e pelas pastagens naturalmente propícias à atividade agropecuária. 

Transição planejada e ampliação de mercado 
Atualmente, a distribuição da Básel está concentrada no estado do Rio de Janeiro. O planejamento prevê a expansão da comercialização para todo o território nacional, já sob a marca Piracanjuba. 

A conclusão da transação está condicionada à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Até que haja uma decisão definitiva do órgão, a Básel Lácteos e o Grupo Piracanjuba seguirão operando de forma autônoma e independente. 

A companhia informa ainda que a intenção é manter todos os postos de trabalho diretos, atualmente em torno de 100 colaboradores, majoritariamente em funções fabris. Os produtores de leite que abastecem a unidade também serão visitados individualmente, em momento oportuno. 

“Nosso objetivo é que essa transição ocorra da forma mais harmoniosa possível para colaboradores, fornecedores e para a comunidade local. Queremos reforçar o propósito do Grupo Piracanjuba, que é o cuidado que alimenta a vida. Para nós, nutrir relações é tão importante quanto nutrir pessoas, e isso começa pelo respeito ao nosso time e aos produtores de leite”, destaca Luiz Claudio.  

Para os próximos anos, a companhia prevê investimentos na modernização da planta, no aumento da capacidade produtiva e na ampliação gradual do portfólio de produtos. (Grupo Piracanjuba)

SC estabelece restrições ao uso de leite em pó importado

A Lei nº 19.685/2025, sancionada nesta quarta-feira (21), proíbe, em Santa Catarina, a reconstituição de leite em pó de origem importada para comercialização como leite fluido. Além do leite em pó, a legislação também impede a reconstituição de composto lácteo em pó, soro de leite em pó e outros derivados lácteos.O objetivo da lei é preservar a cadeia produtiva do leite no estado, que possui forte presença no meio rural e relevância econômica para milhares de famílias. A medida tem caráter preventivo, uma vez que o leite UHT atualmente comercializado nos supermercados catarinenses não é produzido a partir de reconstituição.

De acordo com a justificativa do projeto, aprovada pela Assembleia Legislativa no final de 2025, a reconstituição de leite em pó importado poderia gerar distorções no mercado, ao competir com o leite fluido obtido diretamente dos produtores locais. Essa preocupação considera, sobretudo, a existência de políticas de incentivo em outros países que reduzem o custo de produção do leite em pó, o que poderia impactar a competitividade da produção catarinense.

A legislação estadual segue iniciativa semelhante adotada no Paraná, onde também foi identificada a possibilidade de utilização de leite em pó importado para reconstituição e venda como leite fluido.

Santa Catarina figura entre os principais estados produtores de leite do país, com uma base produtiva majoritariamente formada por propriedades familiares. A manutenção da competitividade do setor é vista como estratégica para a segurança alimentar, a economia regional e a sustentabilidade da atividade no estado.

A lei também estabelece que os recursos provenientes de eventuais multas aplicadas em caso de descumprimento da norma sejam destinados ao Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com aplicação em ações de apoio à cadeia produtiva do leite, incluindo programas de fomento e incentivo à adoção de tecnologias. (As informações são da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Salários 
O percentual de negociações salariais que levaram a reajustes superiores à inflação atingiu 77% em 2025, uma queda em relação a 2024, quando chegaram a 84%, segundo dados preliminares do Dieese. O índice de preços considerado no cálculo é o INPC, que fechou o ano passado com alta de 3,90%. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 21 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.558


CCGL completa 50 anos nesta quarta-feira

A CCGL, associada ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), celebra nesta quarta-feira, 21/01, 50 anos de história como referência do cooperativismo gaúcho e brasileiro. Fundada em 1976 e com sede em Cruz Alta, a cooperativa reúne atualmente 25 cooperativas associadas e mais de 170 mil produtores. 

O presidente do Sindilat, Guilherme Portella, destaca que a história da CCGL se confunde com a própria evolução do setor lácteo no Rio Grande do Sul. “Seus 50 anos simbolizam a força do setor leiteiro gaúcho, como modelo capaz de unir produtores, gerar desenvolvimento econômico, promover inovação e garantir padrões elevados de qualidade na indústria de laticínios”, destaca. 

Na passagem do cinquentenário, Portella lembra que, ao longo destas cinco décadas, a CCGL impulsionou o desenvolvimento do setor, especialmente pelos investimentos em qualidade, tecnologia e profissionalização da cadeia produtiva, além do trabalho de assistência técnica junto aos produtores, que resultam em melhorias na produtividade do leite e no padrão sanitário das propriedades. (Assessoria de Imprensa Sindilat, com informações da CCGL)


Tendências de sabores para 2026

A Innova Market Insights, referência global em inteligência de mercado, divulgou oficialmente suas previsões para as tendências de sabores em 2026. O relatório aponta cinco pilares estratégicos que devem orientar a inovação de produtos no próximo ano, refletindo um consumidor cada vez mais interessado em equilibrar experiências multissensoriais, bem-estar emocional e funcionalidade nutricional. No topo das tendências está a Exploração Sensorial, na qual textura e apelo visual deixam de atuar como elementos secundários e passam a ser verdadeiros drivers de valor. De acordo com a Innova, 26% dos consumidores da Geração Z buscam ativamente combinações de sabores surpreendentes e visualmente impactantes. Em paralelo, a tendência Easy Health, Full of Flavor (Saúde Fácil, Cheia de Sabor) impõe um desafio técnico relevante à indústria: como manter a indulgência sensorial em produtos com apelo funcional.

Embora mais de 60% dos Millennials e da Geração Z priorizem a ingestão de proteínas, o sabor segue como principal fator de recompra. O relatório indica que o sucesso em 2026 dependerá da capacidade das indústrias de empregar tecnologias de mascaramento (masking) e aromas naturais para neutralizar off-notes de ingredientes funcionais, sem comprometer o perfil sensorial dos produtos.

A globalização do paladar avança para o conceito de Cultural Remix, no qual sabores tradicionais são reinterpretados com abordagens contemporâneas. Três em cada cinco consumidores globais demonstram abertura a essas combinações híbridas, impulsionando o desenvolvimento de produtos que unem herança cultural e influências internacionais.

Paralelamente, os alimentos consolidam-se como ferramentas de gestão emocional. A tendência My Mood, My Flavor revela que 74% dos consumidores recorrem a alimentos e bebidas para melhorar o humor ou lidar com o estresse. Já o Flavor Fest reforça a importância da inovação orientada por ocasiões de consumo, transformando edições limitadas e sazonais em plataformas estratégicas de experimentação, engajamento e expressão pessoal. (As informações são do Aditivos Ingredientes)

Mercado de leite em alerta: oferta cresce, preços recuam e acordo UE gera expectativa

O mercado de leite inicia 2026 em um ambiente de oferta elevada, preços pressionados e margens cada vez mais estreitas ao longo da cadeia produtiva, segundo a Nota de Conjuntura do Mercado de Leite e Derivados, elaborada pela equipe do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa Gado de Leite, com base em dados consolidados até janeiro deste ano.

No cenário internacional, a produção global de lácteos permanece elevada nos principais países produtores e exportadores. Argentina e Uruguai, fornecedores relevantes para o Brasil, registraram aumento de produção entre 7% e 8% em novembro de 2025, na comparação anual.

Ainda assim, o primeiro leilão do Global Dairy Trade (GDT) em 2026 apresentou forte alta nas cotações, movimento interpretado pelos analistas como uma correção pontual após um período prolongado de preços fortemente pressionados.

Apesar desse ajuste, o ambiente externo segue marcado por elevada incerteza. Instabilidades políticas na Venezuela e no Irã, somadas à continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, adicionam volatilidade às expectativas globais.

Para 2026, a avaliação técnica é de que o crescimento da produção mundial de leite tende a ser mais moderado do que em 2025, reflexo direto de margens de rentabilidade mais apertadas em diversos elos da cadeia láctea internacional.

No Brasil, o quadro macroeconômico é descrito como relativamente estável, embora com sinais claros de desaceleração do crescimento.

A massa total de rendimentos alcançou R$ 369 bilhões em novembro de 2025, acima dos R$ 352 bilhões observados no mesmo período do ano anterior, mas com ritmo de expansão inferior ao registrado entre 2023 e 2024.

As vendas no varejo cresceram apenas 2% nos últimos 12 meses, reforçando um cenário de consumo mais contido.

As projeções para o Produto Interno Bruto em 2026 apontam crescimento de 1,8%, abaixo do desempenho esperado para 2025, estimado em cerca de 2,25%. Os agentes econômicos projetam inflação mais próxima da meta ao longo do ano, embora em um ambiente de juros elevados.

A eleição presidencial adiciona componentes de volatilidade cambial e expectativa de aumento dos gastos públicos, ao mesmo tempo em que o endividamento das famílias levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do atual nível de atividade econômica.

Nesse contexto, a aprovação do Acordo Comercial Mercosul–União Europeia, ocorrida em janeiro de 2026, introduz um vetor adicional de expectativa.

O acordo ainda depende de ratificação, mas prevê a eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% dos produtos comercializados entre os blocos. Para o setor de lácteos, estão previstas cotas com isenção tarifária para leite em pó e queijos, em volumes considerados pouco expressivos diante do tamanho e do potencial produtivo dos dois mercados.

Alguns segmentos, no entanto, permanecem protegidos. O queijo muçarela ficou fora do acordo e continuará sujeito às tarifas vigentes para acesso ao mercado europeu. Já a manteiga terá redução imediata de 30% nas tarifas em ambos os blocos.

De modo geral, a avaliação técnica é de que o setor lácteo seguirá relativamente protegido do ponto de vista comercial, com maior impacto potencial nos queijos de maior valor agregado.

No mercado doméstico, o aumento da produção de leite e a manutenção de importações em patamar elevado — apesar de queda de 6% em 2025 — mantêm a oferta de lácteos elevada no curto prazo.

Esse cenário tem pressionado os preços tanto no varejo quanto ao produtor. Em 2025, os preços ao consumidor recuaram 4%, contribuindo para conter a inflação geral do país.

Para o produtor, contudo, o ajuste foi mais severo. O preço pago no final de 2025 caiu para USD 0,40 por quilo, enquanto o mercado spot operava em torno de USD 0,36 por quilo, aproximando-se do valor pago na Argentina, estimado em USD 0,33 por quilo.

Essas referências reduzem a atratividade das importações no curto prazo e indicam possibilidade de continuidade da queda dos volumes importados, caso as condições atuais se mantenham.

A análise conclui que o mercado de leite entra em 2026 em um processo de ajuste, com preços mais baixos, margens comprimidas e elevada cautela por parte dos agentes.

O equilíbrio entre oferta, demanda e rentabilidade dependerá não apenas do comportamento da produção e do consumo internos, mas também da evolução do cenário macroeconômico e das tensões internacionais ao longo do ano. (Escrito por Valéria Hamann para o eDairyNews, com informações de CILEITE – Centro de Inteligencia do Leite)


Jogo Rápido

Setores sensíveis exigem atenção
Heitor Schuch, no entanto, faz alertas claros. Dois setores, segundo ele, exigem atenção especial: lácteos e vinhos. A Europa é altamente competitiva nessas áreas, com produção em escala, qualidade reconhecida e estoques robustos. “Nós já enfrentamos forte concorrência dentro do Mercosul, especialmente no vinho, e agora abrimos mais uma janela para produtos europeus. O desafio será garantir mecanismos de transição, salvaguardas e políticas de proteção ao produtor nacional”, pondera. (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 20 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.557


GDT - 20/01/2026

(Fonte: GDT)


A previsão para o leite em 2026

O setor do leite terminou 2025 com o preço pago ao produtor no menor patamar do ano. Este cenário, de preços próximos de R$ 2 por litro, foi retratado no boletim do Centro de Inteligência do Leite, da Embrapa Gado de Leite, referente ao mês de dezembro. Para 2026, o setor enxerga uma lenta recuperação dos preços.

Clima favorável e custos mais controlados no início do ano passado impulsionaram a produção, de acordo com Glauco Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, mas o consumo não acompanhou. A produção nacional, que tradicionalmente cresce entre 2% e 3% ao ano, deve fechar 2025 com alta entre 7% e 8%, enquanto o consumo avançou, no máximo, 2%. Além disso, as importações seguiram elevadas e somaram 2,14 bilhões de litros.

No RS, a pressão foi ainda maior. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, aponta que a produção gaúcha cresceu mais de 12% em relação a 2024. “Isso gerou superoferta e pressionou diretamente o preço pago ao produtor”.

Nesse ambiente de margens apertadas, estoques elevados e consumo reagindo lentamente, o que o setor espera em 2026. A primeira diferença é de que a oferta tende a crescer menos, segundo Carvalho. A expectativa é de avanço entre 1% e 1,5%. (Zero Hora)

Do campo à praia: queijo coalho estrutura ativação no litoral gaúcho

O queijo coalho voltou a ocupar espaço no litoral do Rio Grande do Sul durante a temporada de verão como parte de uma estratégia de ativação territorial da Cooperativa Santa Clara.

Após a experiência registrada no último veraneio, a cooperativa retomou a circulação de carrinhos do produto em praias do Litoral Norte e do Litoral Sul, ampliando a visibilidade da marca em um período de alta concentração de consumidores.

De acordo com informações divulgadas pela cooperativa, os carrinhos de queijo coalho estão presentes nos municípios de Torres, Atlântida, Capão da Canoa, Xangri-lá, Tramandaí e Rio Grande. A ação teve início em 22 de dezembro e está programada para seguir até o encerramento da temporada de verão, após o Carnaval, acompanhando o fluxo turístico típico do período.

A iniciativa se insere em um contexto mais amplo de estratégias de verão adotadas por indústrias de alimentos que buscam aproximar produtos tradicionais do consumo imediato, fora do ambiente convencional de varejo. No caso da Santa Clara, o foco recai sobre um item de forte apelo sensorial e cultural, especialmente associado a momentos de lazer e consumo informal.

Como novidade em relação à edição anterior, o portfólio de queijo coalho oferecido nos carrinhos foi ampliado com a inclusão da versão zero lactose. O produto passa a dividir espaço com as versões tradicional, com orégano e com pimenta, todas disponibilizadas com opções de adicionais. A diversificação, segundo a cooperativa, acompanha mudanças no perfil de consumo e amplia o alcance do produto a públicos com restrições alimentares específicas.

Além da venda direta nas praias, a Santa Clara estruturou uma ação complementar de comunicação visual ao longo dos principais corredores de acesso ao litoral gaúcho. Painéis da campanha “Queijo Coalho? É Claro que Eu Quero” foram instalados em pontos estratégicos da Estrada do Mar, da Rota do Sol e no pedágio da Freeway, em Gravataí. A escolha das rotas reforça a lógica de exposição durante o deslocamento dos veranistas, antes mesmo da chegada às praias.

No final de janeiro, a cooperativa também confirmou presença pelo terceiro ano consecutivo no Paleta Atlântida, evento gastronômico realizado no litoral norte do estado. A participação integra o mesmo conjunto de iniciativas de verão e reforça a associação da marca a experiências de consumo fora do ponto de venda tradicional, ampliando a recorrência da exposição ao longo da temporada.

A estratégia evidencia uma combinação de ativação de marca, experimentação de produto e ocupação de território, com foco em períodos de alta circulação de pessoas. Ao levar o queijo coalho diretamente ao ambiente de consumo, a cooperativa reduz a distância entre produção e consumidor final, ao mesmo tempo em que testa formatos de comercialização e relacionamento fora da estrutura clássica do varejo.

Fundada há 114 anos, a Santa Clara é reconhecida como a cooperativa de laticínios mais antiga em atividade no Brasil. Com sede em Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, a organização atua em 162 municípios gaúchos por meio de quase 5 mil associados. Suas operações abrangem diferentes frentes, incluindo laticínios, frigorífico, fábrica de rações, cozinha industrial e uma rede própria de 31 unidades de varejo, entre supermercados, mercados agropecuários e farmácia.

O portfólio da cooperativa inclui 47 tipos de queijos, distribuídos em 106 apresentações, além de produtos do frigorífico, doces, itens para food service, bebidas proteicas e uma linha de iogurtes. Dentro desse conjunto, o queijo coalho ocupa um espaço estratégico por sua versatilidade de consumo e capacidade de adaptação a diferentes contextos regionais.

A presença contínua da Santa Clara no litoral gaúcho durante o verão sinaliza uma aposta na consolidação do produto como item de consumo imediato e sazonal, sem desvinculá-lo de sua origem cooperativa. Ao estruturar ações recorrentes, a cooperativa transforma o período de veraneio em uma vitrine para testar formatos, observar comportamento do consumidor e reforçar a conexão entre território, produto e identidade produtiva. (Escrito para o eDairyNews, com informações de Cooperativa Santa Clara Ltda)


Jogo Rápido

Live para atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil

Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, no dia 20/01, às 10h, houve uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil. A live foi uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, CLIQUE AQUI. (Seapi, adaptado pelo Sindilat)


Porto Alegre, 19 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.556


Fórum MilkPoint Mercado abordará desafios e oportunidades do setor leiteiro em 2026

Os desafios no curto prazo e as oportunidades a longo prazo da cadeia do leite em 2026 serão foco do Fórum MilkPoint Mercado que, este ano, acontece no dia 9 de abril, em Piracicaba (SP) , no chamado “Vale do Silício do Agro”, ninho de startups e grandes inovações do setor. Para participarem, associados do Sindilat/RS têm garantido 10% de desconto na inscrição, que pode ser feita no link: https://register.jalanlive.com/forummilkpointmercado2026?ticket=PGMM. O primeiro lote está disponível até o dia 06 de fevereiro.

A programação do Fórum MilkPoint Mercado 2026 foi estruturada para oferecer uma visão completa e estratégica da cadeia láctea, combinando análises de mercado, qualidade do leite e performance financeira da indústria ao longo de um dia inteiro de debates e networking.

Confira a programação completa:
09:00 às 09:50 - Boas-vindas e credenciamento
09:50 às 10:00 - Abertura oficial

Bloco 1 - Cenários de Mercado
10:00 às 10:30 - Produção de leite: por que crescemos tanto no Brasil e no mundo? Qual a tendência daqui para frente? - Andres Padilla, Rabobank Brasil
10:30 às 10:45 - Espaço Patrocinador
10:45 às 11:15 - Mercado mundial: os preços vão reagir? Quando? - Vitor Vieira, Trader de Commodities no Grupo Interfood
11: 45 às 12:15 - MilkPoint Mercado Plus: para onde vai o mercado no restante de 2026? - Valter Galan, Sócio da MilkPoint Ventures
11:15 às 11:45 - Oportunidades para os lácteos no mercado de Food Service - Ricardo Cotta, Empreendedor e Consultor da Regra
12:15 às 12:45 - Perguntas e Debate - Andres Padilla, Rabobank Brasil/Vitor Silveira, Trader de Commodities no Grupo Interfood/Valter Galan, Sócio da MilkPoint Ventures
12:45 às 14:15 - Almoço, Expo e Networking

Bloco 2 - Performance da qualidade do leite
14:15 às 14:45 - Como estamos em relação a qualidade do leite? Quais ainda são nossos principais gargalos? - Augusto Lima, Clínica do Leite
14:45 às 15:15 - Sistemas de pagamento do leite: qual o atual status da indústria no Brasil? Estamos dando os sinais corretos ao produtor via precificação? - A definir
15:15 às 15:30 - Espaço Patrocinador
15:30 às 16:00 - Perguntas e Debate - Augusto Lima, Clínica do Leite
16:00 às 16:30 - Milk Break, Expo e Networking

Bloco 3 - Performance Financeira da Indústria
16:30 às 17:00 - Faria Lima e o leite: o que falta pra dar fit? - Guilherme Bellotti de Melo, Superintendente de Crédito Agronegócio, Itaú BBA
17:00 às 17:15 - Espaço Patrocinador
17:15 às 17:30 - Benchmark de custos de compra de leite e custos industriais – como estão as indústrias no mercado brasileiro? - A definir
17:30 às 18:10 - Mesa Redonda de CFO’s: desafios e oportunidades para a performance futura da indústria láctea - Aliny Nazar, Tirolez/Daniel Zanuto, Grupo Piracanjuba/Geovani Manzano, Danone/Izanir Brun, Lactalis
18:10 às 21:00 - Encerramento, Coquetel e Networking
(Assessoria de Imprensa Sindilat)


Nota Fiscal Eletrônica: Emater/RS-Ascar e Sefaz promovem live de atualização para produtores rurais

Desde o dia 5 de janeiro, todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul devem emitir nota fiscal eletrônica em operações internas, em cumprimento à norma nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Para orientar o setor sobre a transição, que marca o fim do talão de papel, na próxima terça-feira (20/01), às 10h, haverá uma live de atualização sobre o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil.

A live é uma promoção da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e da Emater/RS-Ascar, com o apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Para assistir, basta acessar o canal @EmaterRS no YouTube, ou através do link.

PRAZO ESTENDIDO PARA PEQUENOS PRODUTORES

Atendendo a pedidos do setor, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) prorrogou até 30 de abril o prazo para utilização dos talões impressos remanescentes. A flexibilização vale apenas para produtores com receita bruta inferior a R$ 360 mil. A partir de 1º de maio de 2026, fica totalmente vedada a emissão da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4.

FERRAMENTAS DISPONÍVEIS

A Sefaz oferece duas alternativas gratuitas para emissão:

- Nota Fiscal Fácil (NFF): aplicativo para celular, que funciona inclusive no modo offline. O produtor pode emitir a nota mesmo sem internet e, ao reconectar, o sistema autoriza automaticamente.

- Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e): indicada para operações mais complexas, como exportações.

No próprio aplicativo NFF, os usuários podem relatar problemas, sugerir melhorias ou solicitar inclusão de novos produtos.

Para maiores informações, o manual de uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) está disponível neste link oficial. (Fonte: SEAPI)

Piracanjuba ProForce é o novo patrocinador oficial da CBV
 
Piracanjuba ProForce consolida sua atuação como uma das principais marcas de nutrição esportiva do país ao assumir, a partir de 2026, o patrocínio oficial da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). A marca estará presente nos eventos das seleções brasileiras de quadra e praia no Brasil, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia e na Copa Brasil. A iniciativa insere a marca em uma das modalidades mais vitoriosas e admiradas do esporte nacional, reconhecida mundialmente por sua excelência técnica e pela forte conexão com o público brasileiro. 
 
A parceria também prevê a presença da marca nos treinamentos realizados no Centro de Desenvolvimento de Voleibol Saquarema – Enel Brasil em Saquarema (RJ), referência internacional na formação de atletas. 
 
“O vôlei tem um papel único de aproximar pessoas, reunir famílias e criar conexões que vão muito além das quadras. Piracanjuba ProForce compartilha desse princípio ao estar presente no dia a dia de quem busca uma alimentação mais equilibrada, com aporte de proteínas e escolhas mais saudáveis. Ao apoiar o vôlei e outras modalidades, queremos incentivar um estilo de vida ativo, acessível e inspirador. Estar ao lado das seleções brasileiras de quadra e praia e das principais competições do país reforça nosso compromisso com o esporte como agente de transformação, inspiração e desenvolvimento”, afirma a diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, Lisiane Campos. 
 
A estreia de Piracanjuba ProForce no calendário do vôlei em 2026 ocorre já em fevereiro, com a primeira etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, em Navegantes (SC), reunindo as principais duplas do país. Ao longo do ano, a Piracanjuba ProForce estará presente nas cidades que receberem o CBVP, ampliando o alcance da marca em diferentes regiões e públicos.  
 
O calendário das seleções também ganha protagonismo neste ano, com início dos treinamentos em maio e a realização da Liga das Nações, além de eventos preparatórios para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.   
 
“A chegada da Piracanjuba ProForce como patrocinador oficial da CBV mostra a força do voleibol brasileiro. Ficamos muito felizes com essa parceria com uma marca que é referência dentro do seu segmento. É uma das marcas mais queridas dos brasileiros, será positivo ter ela ao nosso lado nas quadras e praias do Brasil. Temos um espaço grande para ativações e visibilidade dos nossos parceiros. Esse é só o início de uma parceria que tem tudo para ser duradora”, afirma o diretor de Marketing e Novos Negócios da CBV, Henrique Netto.  
 
Reconhecido como o segundo esporte mais praticado do Brasil, o vôlei reúne atributos estratégicos para marcas que buscam relevância, engajamento e credibilidade. Com baixo índice de rejeição, público fiel e histórico consistente de conquistas, a modalidade estabelece uma conexão genuína com diferentes gerações, um território alinhado à proposta do Piracanjuba ProForce de acompanhar pessoas em suas rotinas de movimento, saúde e desempenho. 
 
Presença que vai além das quadras 
O investimento no vôlei se soma a uma atuação já consolidada de Piracanjuba ProForce em outras frentes esportivas. A marca renovou, até dezembro de 2026, o patrocínio à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), além do apoio direto às ginastas olímpicas e medalhistas Flávia Saraiva e Júlia Soares, como embaixadoras em campanhas e iniciativas de comunicação. 
 
A estratégia esportiva de Piracanjuba ProForce também inclui a renovação da parceria com o Osasco São Cristóvão Saúde, referência no voleibol feminino nacional; o apoio contínuo ao futebol feminino, por meio do patrocínio ao time da Ferroviária, e ao beach tennis, com a multicampeã Flaminia Daina. Soma-se a esses projetos a presença nas tradicionais corridas Desbrava Centauros, que neste ano contarão com o suporte da marca. 
 
Com um portfólio de bebidas proteicas e a linha em pó, pensadas para o dia a dia de quem busca incluir mais proteína na rotina de forma prática e equilibrada, Piracanjuba ProForce fortalece sua posição como uma marca que enxerga o esporte não apenas como competição, mas como um instrumento de bem-estar, convivência, saúde e inspiração coletiva. 
 
Sobre Piracanjuba ProForce 
Piracanjuba ProForce é uma linha de produtos com alto teor proteico, composta por bebidas UHT prontas para beber e suplementos em pó, desenvolvida para acompanhar diferentes rotinas, níveis de atividade e estilos de vida. Criada para quem está sempre em movimento, a marca oferece opções práticas e saborosas que combinam desempenho, equilíbrio e bem-estar, tanto no dia a dia quanto nos treinos de média e alta intensidade. 
 
As formulações reúnem proteínas de alta qualidade, aminoácidos essenciais (BCAA), cálcio, colágeno e outros nutrientes que auxiliam na recuperação muscular, na manutenção da massa magra, na saúde óssea e na sensação de saciedade ao longo do dia. 
 
As diferentes versões atendem a necessidades específicas. A opção com 15g de proteína é ideal para a rotina, adoçada com sucralose, fonte de fibras, zero lactose e disponível nos sabores coco, chocolate, morango e café. Já a versão com 23g de proteína traz 4g de colágeno, 5g de BCAA, é fonte de fibras e vitamina D, zero lactose, adoçada com stevia e pensada para quem busca maior aporte proteico e mais performance, nos sabores pasta de amendoim, frutas vermelhas, cacau, cookies and cream e banoffee. 
 
O whey em pó oferece 21g de proteína por porção, é zero lactose, livre de maltodextrina, adoçado com stevia, nos sabores Chocolate e Milk, e contém 4,7g de BCAA, permitindo preparo personalizado para diferentes momentos do dia, do pós-treino ao complemento alimentar. 

Com uma linha completa e funcional, Piracanjuba ProForce reforça seu compromisso em entregar nutrição inteligente, prática e adaptável, acompanhando quem busca mais energia, desempenho e qualidade de vida. (Fonte: Grupo Piracanjuba)


Jogo Rápido

Fundos sustentáveis 
Um terço (33%) das instituições financeiras pretende estruturar ou gerir fundos sustentáveis no próximo ano, enquanto 26% planejam investir em títulos temáticos. A pesquisa também aponta que 4 em cada 10 gestoras (38%) afirmam ter excluído ou deixado de investir em ativos em razão de mau desempenho em critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). (Jornal do Comércio)


Porto Alegre, 16 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.555


Fundesa-RS encerra 2025 com saldo de R$ 181 milhões

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (FUNDESA-RS) realizou, nesta quinta-feira (15), Assembleia Geral Ordinária para a prestação de contas do exercício de 2025. Os números consolidados do ano apontam uma disponibilidade de R$ 181.716.577,89. A receita total do exercício atingiu quase R$ 40 milhões entre arrecadação de contribuições e receitas financeiras. Já as saídas somaram R$ 15,4 milhões em 2025.

Um dos destaques dos aportes homologados na assembleia foi a renovação do convênio com a Universidade Estadual da Carolina do Norte (NCSU). Com um investimento de mais de R$ 1 milhão e duração de 24 meses, o projeto foca em vigilância baseada em risco e análise de redes complexas para identificar áreas de vulnerabilidade à disseminação de doenças. Segundo o professor da NCSU, Gustavo Machado, o objetivo nesta nova fase do projeto é criar uma nova ferramenta, com base no trabalho já realizado, para direcionar as ações de fiscalização. “O sistema possibilitará identificar diferentes fatores além da movimentação para definir se uma propriedade deverá ficar mais no foco da fiscalização”, explica Machado. Além disso, na nova versão será possível abastecer o sistema com dados de outras espécies, não somente de bovinos, o que dará um panorama geral do trabalho realizado nas propriedades visitadas. Uma versão preliminar deverá ser apresentada até a metade do ano e posteriormente inserida na Plataforma de Defesa Sanitária Animal do RS (PDSA-RS)

Outro assunto da assembleia foi a reforma do prédio que abrigará a Supervisão Regional e a Inspetoria de Defesa Agropecuária de Alegrete. A obra, que começou nesta semana, terá investimento de R$ 422 mil e tem prazo 180 dias para conclusão. Atualmente a supervisão e a inspetoria funcionam em prédio alugado e, com a obra, ficarão em imóvel próprio e em melhores condições para o trabalho dos servidores e o atendimento dos produtores. “É uma forma de melhorar o serviço ao produtor, aproximando a comunidade rural do Serviço Veterinário Oficial e contribuindo para ações de orientação”, afirma o presidente do Conselho Técnico Operacional da Pecuária de Corte, Pedro Píffero, que visitou recentemente o imóvel e elogiou o projeto que será executado. A engenheira responsável pela obra, Larissa Fontoura, destacou que o projeto já está em andamento e que serão refeitas toda a revisão e atualização das partes hidráulica e elétrica, revestimento e pisos de banheiro e cozinha, contrapiso e piso na área externa da casa e reparos no telhado, além de pintura geral.

O setor de Pecuária Leiteira foi o que demandou o maior volume de recursos para indenizações por abate sanitário em 2025, totalizando R$ 3,68 milhões pagos aos produtores no âmbito do controle da Brucelose e Tuberculose. Na cadeia da avicultura, o Conselho Deliberativo revisou e complementou indenizações decorrentes do episódio de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), totalizando um aporte de R$ 1,19 milhão, referente à destruição de ovos férteis.

Ao final da assembleia, os conselheiros debateram sobre os desafios para 2026. Entre os temas que deverão ser trabalhados ao longo do ano estão a rastreabilidade para o setor de bovinos de corte, tema em que o Rio Grande do Sul tem protagonizado avanços com o projeto piloto para o Programa Nacional de Identificação de Bovinos. Também está prevista para 2026 uma revisão do estatuto do Fundesa, levando em consideração novos desafios surgidos ao longo das duas décadas de existência do Fundo, e ao aumento da relevância do Fundesa em toda a rotina da defesa sanitária das cadeias de proteína animal. (Texto: Thais D'Avila/Fundesa)


Emater/RS: Informativo Conjuntural 1902 de 15 de janeiro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

As condições do período favoreceram o conforto térmico das matrizes, permitindo maior tempo de pastejo, com reflexos positivos no bem-estar animal e na condução dos sistemas produtivos. A produção está estável na maior parte das regiões, e a qualidade do leite atende aos padrões exigidos. Os produtores permanecem atentos aos manejos sanitários e higiênicos, especialmente em função da umidade registrada em períodos anteriores.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições ambientais do período foram propícias ao conforto das matrizes em lactação, permitindo o pastejo sem restrições de horário. A disponibilidade de forragem tem sido ampliada, e as pastagens semeadas no final de novembro e início de dezembro atingem o ponto de entrada dos animais.  

Na de Erechim, a melhoria das pastagens de verão possibilitou a redução da oferta de alimentos conservados. Em função dos dias mais ensolarados, os produtores retomaram o acesso aos piquetes, favorecendo o aproveitamento das pastagens. Observou-se diminuição do excesso de umidade e da formação de barro no entorno das propriedades e nos estábulos, diminuindo os riscos de problemas sanitários, como mastite. 

Na de Frederico Westphalen, a possibilidade de maior tempo de pastejo no período noturno, aliada às chuvas ocorridas nos últimos dias, contribuiu para a melhoria do bem-estar animal.  

Na de Caxias do Sul e na de Ijuí, a produção está estável, e a qualidade dentro dos padrões exigidos pela legislação vigente. 

Na de Passo Fundo, o rebanho apresentou escore corporal acima de 3,5. A alimentação foi baseada em pastagens de verão, silagem e suplementação com concentrados, ajustada às necessidades de cada lote. 

Na de Santa Rosa, os criadores reforçaram os cuidados com a higiene de ordenha devido ao acúmulo de sujidades no úbere e nos tetos, visando manter a qualidade do leite dentro dos padrões de Contagem Bacteriana Total (CBT). Observou-se leve queda na produtividade em função do excesso de chuvas nos períodos anteriores. (Fonte: Emater/RS)

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 03/2026 – SEAPI 

Na sexta-feira (16/01), a atuação de uma frente fria próxima ao Uruguai poderá trazer instabilidade para a metade sul do Rio Grande do Sul. Assim, há previsão de chuva fraca a moderada, localmente forte em pontos isolados, nessa região. No sábado (17/01), o tempo seguirá instável devido à passagem da frente fria, com previsão de chuva em grande parte do estado, exceto na porção sudeste. No domingo (18/01), a frente fria começará a avançar e reduzir sua influência sobre o território gaúcho, fazendo com que a precipitação fique restrita às porções oeste e norte do estado. 

Na segunda-feira (19/01), a influência da frente fria seguirá diminuindo, mantendo a ocorrência de precipitação apenas em áreas isoladas das porções oeste e norte. Na terça-feira (20/01) e na quartafeira (21/01), a atuação de um sistema de alta pressão favorecerá o retorno do tempo estável em todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa. Nesse período, as temperaturas apresentarão elevada amplitude térmica diária. De forma geral, os acumulados de precipitação previstos variam entre 5 e 30 milímetros na maior parte do estado. As regiões da Fronteira Oeste, Missões, Alto Uruguai, Norte, Campos de Cima da Serra, Central e Sul, podem ter valores um pouco maiores do que 30 milímetros em pontos isolados. (Boletim Agrometerologico/SEAPI)


Jogo Rápido

Perspectiva de El Niño para o inverno
Ainda tem muita pela frente, mas prognósticos climáticos apontam para uma chance de 60% da ocorrência do fenômeno El Niño em agosto. Doutor em desastres naturais, especialista em efeitos climáticos futuros e diretor da Kaz Tech, Marcos Kazaoka destaca que o mercado já dá o anterior percentual crescente de 48%. Ele ressalta, no entanto, que é uma tendência projetada para meses à frente, “que precisa ser monitorada e avaliada”. O fenômeno, quando presente, pode trazer efeitos opostos no Brasil. Na Amazônia, seca. No Rio Grande do Sul, costuma trazer excesso de chuva. (Zero Hora)


Porto Alegre, 15 de janeiro de 2026                                                        Ano 20 - N° 4.554


Mercado do Leite: atualização de preços quinzenal 15/01

Com intuito de atualizar nossos leitores sobre o cenário do mercado do leite, o MilkPoint, em parceria com o MilkPoint Mercado, trará um panorama geral sobre os acontecimentos mais relevantes da quinzena no setor lácteo.

Confira abaixo a última atualização:
Leite Spot - Na primeira quinzena de janeiro, o preço médio nacional do leite spot foi de R$ 1,74 por litro, registrando uma estabilidade em relação à quinzena anterior, segundo dados do MilkPoint Mercado.

Preços Internacionais -O 395º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), realizado no dia 06 de janeiro, apresentou ajustes positivos para todos os produtos, fazendo com que o preço médio (price index) dos produtos negociados aumentasse 6,3%, chegando a USD 3.533/tonelada  — revertendo a queda vista no último evento do ano.

Leite UHT -  na primeira semana de janeiro o mercado de leite UHT apresentou maior movimentação, impulsionado pelo início do ano, que trouxe aquecimento da demanda. Diante desse cenário, os preços reagiram e seguiram apresentando ajustes positivos, na média São Paulo o avanço foi de R$0,07/litro,fechando a média em R$3,19/litro.

Muçarela - o mercado de muçarela demonstra sinais de reação, com aumento na procura pelo produto, ainda que os compradores sigam cautelosos. A maioria das regiões registrou reajustes positivos, em São Paulo a média foi de R$24,4/kg.

Leite em Pó - No mercado de leites em pó o comportamento foi distinto, o LPI apresentou sinalização de início de maior procura, possibilitando aumentos tímidos nos preços praticados, sendo negociado a R$23,2. Já o mercado de LPD permaneceu estável, enquanto o LPF leve registrou recuo de R$0,01 na semana, fechando em R$28,4.

Milho – O milho na praça de Campinas apresenta leves recuos nos preços, segundo o Cepea, com média parcial de janeiro em R$ 69,1 por saca, queda de 0,8% em relação a dezembro, em um mercado marcado por negociações pontuais e compradores cautelosos neste início de ano, à espera de maior oferta com o avanço da colheita da safra de verão no Sul do país. Esse cenário de pressão também se reflete no mercado internacional, onde os preços do milho na Bolsa de Chicago recuam diante das expectativas de safra recorde e ampla disponibilidade do grão.

Soja – A soja na praça de Paranaguá apresenta queda nos preços, segundo o Cepea, com a média parcial de janeiro em R$ 134,8 por saca, recuo de aproximadamente 5% em relação à média de dezembro, em um mercado marcado por negociações cautelosas e ritmo lento de compras. A pressão está associada ao avanço inicial da colheita da safra 2025/26 no Brasil, que ocorre sob expectativa de boa produtividade, além do cenário externo mais pressionado, com ampla oferta global e recuos nas cotações internacionais, o que limita a reação dos preços nos portos brasileiros.

Oferta – A oferta de leite no primeiro trimestre deve permanecer elevada, ainda refletindo o cenário de forte produção observado em 2025. No entanto, o ritmo de crescimento tende a ser menor do que o registrado no ano passado, influenciado pelas questões de rentabilidade no campo, que podem reduzir os incentivos à produção.

Demanda – Em função da expressiva deflação dos preços dos lácteos no varejo no final do ano passado, os preços ao consumidor iniciam o ano mais atrativos, o que pode estimular e fortalecer a demanda no curto prazo. (Vivian Batista Padilla/MilkPoint)


Trump assina lei para devolver leite integral à merenda escolar

Leite integral está voltando Cantina escolar O presidente Donald Trump está em todo o país na quarta-feira depois de assinar um projeto de lei que revoga os limites da era Obama para substitutos do leite com alto teor de gordura.

Bebidas não lácteas, como leite de soja fortificado, poderão permanecer no cardápio nos próximos meses. Lei do Leite Integral para Bebês Saudáveisque liberou o Congresso no outono.

A medida permite que as escolas participantes do Programa Nacional de Merenda Escolar sirvam leite integral e com 2% de gordura, além de produtos desnatados e com baixo teor de gordura, conforme exigido desde 2012.

“Seja você um democrata ou um republicano, o leite integral é uma coisa ótima”, disse Trump em um evento de assinatura na Casa Branca com a presença de legisladores, produtores de leite e seus filhos.

A lei permite que as escolas sirvam leite não lácteo que atenda aos padrões nutricionais do leite e exige que as escolas ofereçam alternativas ao leite não lácteo se as crianças declararem suas restrições alimentares apenas mediante aviso dos pais.

Assinado depois de alguns dias liberar As Diretrizes Dietéticas para Americanos 2025-2030, que enfatizam Consumo de laticínios integrais Como parte de uma dieta saudável. Versões anteriores recomendavam que os consumidores com mais de 2 anos de idade consumissem produtos lácteos com baixo teor de gordura ou sem gordura.

No início desta semana, enviado do Departamento de Agricultura Postagens em mídias sociais Mostre a Trump um copo de leite e um “bigode de leite” que proclama: “Beba o leite integral”.

A mudança poderá entrar em vigor já neste outono, embora responsáveis ​​da nutrição escolar e da indústria de lacticínios tenham afirmado que poderá demorar mais tempo para algumas escolas avaliarem a procura de leite gordo e ajustarem a cadeia de abastecimento.

Há muito procurado pela indústria de laticínios, o retorno do leite integral e 2% às refeições escolares reverte as disposições da Lei para Crianças Saudáveis ​​e Livres de Fome, defendida pela ex-primeira-dama Michelle Obama. Promulgada há mais de uma dúzia de anos, a lei visava reduzir a obesidade e promover a saúde, reduzindo a ingestão de gordura saturada e calorias no leite com alto teor de gordura pelas crianças.

Especialistas em nutrição, legisladores e a indústria de laticínios argumentaram que o leite integral é um alimento delicioso e nutritivo que tem sido injustamente difamado, e alguns estudos demonstraram que as crianças que o bebem têm menos probabilidade de desenvolver obesidade do que aquelas que bebem alternativas com baixo teor de gordura. Os críticos também dizem que muitas crianças não gostam do sabor do leite desnatado e não o bebem, levando ao desperdício de nutrientes e alimentos.

As novas regras vão alterar a alimentação servida aos quase 30 milhões de alunos matriculados no Programa Nacional de Merenda Escolar.

O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., descreveu a nova lei como “uma revisão há muito esperada da política de nutrição escolar”. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse que isso corrigiu a “campanha míope de Michelle Obama para abrir o leite integral”.

As escolas devem fornecer aos alunos uma variedade de opções de leite fluido, que agora podem incluir leite integral orgânico ou convencional com sabor e incomum, leite com 2%, 1% e sem lactose, bem como opções de laticínios que atendam aos padrões nutricionais.

As novas diretrizes dietéticas exigem “produtos lácteos integrais sem adição de açúcares”, o que proibiria o leite com sabor de chocolate e morango. Sob uma atualização recente Qualidade da alimentação escolar. As autoridades agrícolas devem traduzir essa recomendação em requisitos escolares específicos para eliminar o leite aromatizado.

A nova lei isenta a gordura do leite de ser considerada parte da exigência federal de que a gordura saturada média represente menos de 10% das calorias na merenda escolar.

Um importante nutricionista da Tufts University, Dr. Dariush Mozaffarian, diz que “não há benefício significativo” em escolher alimentos com baixo teor de gordura em vez de laticínios com alto teor de gordura. Os ácidos graxos saturados lácteos têm uma composição diferente de outras gorduras, como a gordura da carne bovina, e vários compostos benéficos que poderiam compensar as perdas teóricas, acrescentou.

“A gordura saturada dos produtos lácteos não foi associada a quaisquer resultados adversos para a saúde”, disse Mozaffarian numa entrevista.

O estudo encontrou mudanças nos programas federais de nutrição após a promulgação da legislação da era Obama O crescimento da obesidade é lento Entre as crianças dos EUA, incluindo adolescentes.

Mas alguns especialistas em nutrição apontam para novas pesquisas que sugerem que os bebés que bebem leite integral podem ter menos excesso de peso ou mais obesidade do que as crianças que bebem leite com baixo teor de gordura. Um 2020 Uma revisão de 28 estudos sugeriram que o risco era 40% menor para bebês alimentados com leite integral, embora os autores tenham notado que não podiam dizer se o consumo de leite era um fator.

O Departamento de Saúde e Ciência da Associated Press recebe apoio do Departamento de Educação Científica do Howard Hughes Medical Institute e da Fundação Robert Wood Johnson. A AP é a única responsável por todo o conteúdo. (Jornal Metropolitano/ABC News)

O leite diante do novo consumidor: o que muda em 2026

A cadeia láctea global entra em 2026 diante de uma combinação rara de forças estruturais: mudanças profundas no comportamento do consumidor, avanços científicos aplicados à nutrição e uma pressão crescente para que alimentos entreguem mais do que calorias. O leite e seus derivados, historicamente posicionados como alimentos básicos, passam agora por um processo de reposicionamento estratégico, deixando de ser commodities nutricionais para assumir o papel de plataformas de valor, saúde e diferenciação.

Essa transição não ocorre de forma isolada. Ela está ancorada em três grandes eixos que vêm redesenhando o mercado global de alimentos: premiumização, saúde como proposta central de valor e reconfiguração do consumo impulsionada por novas abordagens de redução de peso, como os medicamentos baseados em GLP-1.

Premiumização: valor percebido em um mundo de escolhas racionais
A premiumização no setor de alimentos deixou de ser sinônimo de indulgência e passou a representar valor funcional, propósito e conveniência. Nos lácteos, esse movimento é particularmente relevante porque a categoria já carrega atributos naturais de qualidade nutricional, o que facilita a construção de narrativas de maior valor agregado.

Produtos lácteos premium não se destacam apenas pelo preço, mas pela combinação de atributos tangíveis e intangíveis: formulações mais limpas (clean label), ingredientes funcionais, rastreabilidade, bem-estar animal, menor impacto ambiental e experiências sensoriais diferenciadas. Em mercados maduros e/ou aqueles em que buscam alimentação saudável, observa-se que consumidores aceitam pagar mais quando percebem benefícios claros à saúde ou quando o produto se encaixa em um estilo de vida específico, como alimentação ativa, envelhecimento saudável ou controle metabólico.

Esse fenômeno não está restrito a nichos. Estudos em economia do consumo mostram que atributos éticos e funcionais podem gerar prêmios de preço consistentes mesmo em categorias tradicionalmente sensíveis a valor, reforçando que o consumidor moderno avalia o alimento como um pacote de benefícios, e não apenas como um item de necessidade básica.

Saúde deixa de ser promessa e passa a ser exigência
O conceito de saúde evoluiu. Em vez de focar apenas na prevenção de doenças, o consumidor passa a buscar alimentos que ampliem a chamada healthspan, o período de vida com autonomia física, mental e metabólica. Nesse contexto, os lácteos ganham novo protagonismo por sua capacidade de atuar em múltiplas frentes: saúde óssea, muscular, intestinal, imunológica e cognitiva.

Ingredientes como proteínas de alto valor biológico, probióticos, peptídeos bioativos e compostos fermentados estão sendo reposicionados como ativos estratégicos. A fermentação, por exemplo, deixa de ser apenas um processo tecnológico e passa a ser vista como ferramenta de criação de valor funcional, com impactos positivos sobre digestibilidade e microbiota intestinal.

Relatórios recentes da indústria de ingredientes indicam que consumidores buscam soluções nutricionais “integradas”, capazes de oferecer mais de um benefício em um único produto, como proteína associada a fibras ou probióticos, reduzindo a necessidade de suplementação isolada.

GLP-1 e a redefinição do padrão alimentar
Um dos fatores mais disruptivos para o mercado de alimentos nos próximos anos é a popularização de terapias baseadas em agonistas de GLP-1, inicialmente desenvolvidas para diabetes tipo 2 e hoje amplamente utilizadas para controle de peso. Esses medicamentos alteram a fisiologia do apetite, reduzem o consumo calórico total e aumentam a demanda por alimentos densos em nutrientes, saciantes e de fácil digestão.

Esse novo perfil de consumo cria um ambiente particularmente favorável aos lácteos. Produtos como iogurtes, bebidas proteicas e queijos frescos se destacam por oferecer alta concentração proteica em porções menores, algo altamente valorizado por consumidores que comem menos, porém com maior intencionalidade nutricional.

Dados de mercado nos Estados Unidos mostram que domicílios com usuários de GLP-1 aumentaram significativamente o consumo de iogurtes em comparação à média nacional, sinalizando que o lácteo ocupa um espaço estratégico na nova lógica alimentar. Em resposta, a indústria passa a reformular produtos, reduzindo açúcar, simplificando listas de ingredientes e priorizando proteínas completas e fibras funcionais.

Proteína segue no centro, mas não sozinha
A proteína permanece como o principal vetor de inovação no setor lácteo, atravessando faixas etárias e estilos de vida. No entanto, o diferencial competitivo não está apenas na quantidade, mas na qualidade, biodisponibilidade e contexto de consumo.

Paralelamente, cresce o movimento de valorização das fibras alimentares, especialmente aquelas associadas à saúde intestinal e à saciedade. Essa convergência entre proteína e fibra cria uma nova geração de produtos híbridos, capazes de atender tanto objetivos de desempenho físico quanto de equilíbrio metabólico.

Especialistas em tendências alimentares apontam que o futuro da inovação estará menos na criação de categorias totalmente novas e mais na reengenharia de produtos existentes, com foco em funcionalidade clara, conveniência e respaldo científico.

Do produto ao sistema: implicações para a cadeia láctea
Essas transformações extrapolam a prateleira. Elas impactam decisões na origem da cadeia: manejo, genética, qualidade do leite, sustentabilidade, rastreabilidade e comunicação. Produzir leite capaz de sustentar narrativas de saúde, premiumização e inovação exige gestão mais sofisticada, investimento em tecnologia e alinhamento estratégico entre produtores, indústria e mercado.

No novo cenário o leite deixa de ser apenas matéria-prima e passa a ser insumo estratégico para marcas que competem por valor, e não apenas por volume. A competitividade da cadeia passa a depender da capacidade de traduzir demandas do consumidor em práticas produtivas eficientes, escaláveis e economicamente viáveis. (Maria Luíza Terra/MilkPoint)


Jogo Rápido

Frase do dia
“Estamos vivendo uma das piores crises do setor leiteiro. Nesse contexto, é natural que haja redução no número de registros e de N serviços.” Marcos Tang, presiden te da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando).(Jornal do Comércio)