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Representantes do setor lácteo de diferentes países estão trabalhando na regulamentação e fiscalização da rotulagem de produtos vegetais que utilizam equivocadamente nomenclaturas atribuídas exclusivamente a produtos lácteos, como leite, queijo e manteiga. O assunto foi tema de um encontro virtual internacional realizado na tarde desta terça-feira (14/09). Segundo o presidente da Federação Internacional de Laticínios (FIL/IDF), o agrônomo Piercristiano Brazzale, conforme definição do Codex Alimetarius, o leite é exclusivamente o produto da secreção mamária que advém da ordenha. O uso desses termos por itens vegetais já foi proibido na Europa exatamente porque há inúmeras diferenças.

Além da origem do produto, o processo produtivo envolve tecnologias de processamento distintas, assim como princípios nutricionais. “Esses derivados vegetais são produtos ultraprocessados enquanto o leite é um alimento natural. Não estamos atacando os produtos vegetais, mas defendemos que eles sejam vistos como produtos diferentes”, completou Brazzale. Sua posição foi compartilhada por Ariel Londinsky, da Federação Panamericana de Leiteria (Fepale), que complementou dizendo que essa é uma questão de “transparência ao consumidor”.  Além disso, ele destacou que queijos sem lactose e veganos, por exemplo, ao serem vendidos junto com lácteos no mercado, podem gerar confusão na hora da compra. “O consumidor, quando vai ao mercado, se depara com todo aquele marketing e quantidade de produtos, e acaba ficando confuso, o que não deveria acontecer”, expôs durante sua apresentação.

Representando o setor lácteo internacional, o IDF reúne produtores, indústrias, órgãos de governo e consumidores. Atualmente congrega 42 países e representa 75% do leite produzido no mundo. O representante do setor das indústrias gaúchas, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, destacou a importância de ouvir experiências internacionais em um momento em que o Brasil clama pela regulamentação dos produtos de origem vegetal. “Essa questão é um assunto que vem ganhando destaque em todo mundo. Não é uma problemática apenas do Brasil. Precisamos agir em bloco e fóruns como esse são essenciais porque buscam preservar o direito à informação do consumidor”, destacou.

Em sua apresentação, o membro da Associação Européia para o Direito Alimentar (AEDA) e professor universitário Giuseppe Durazzo explicou que, do ponto de vista jurídico, o tema central do desafio entre produtos de origem animal e de origem vegetal é o de garantir a melhor escolha do consumidor. A preocupação com o assunto também foi levantada pelo coordenador do Programa de Consumo de Lácteos da Federação Panamericana de Leiteria (Fepale), Rafael Cornes, que apresentou o número de ingredientes presente em uma embalagem de leite de vaca e de bebida vegetal. Segundo ele, enquanto uma caixa de leite possui apenas um ingrediente, a bebida vegetal recebe cerca de 15. “Entramos na contradição de que muitos tomam por ser algo orgânico e não perguntamos se esse ‘orgânico’ é natural”, expressou. Além disso, ele completou dizendo que “as proteínas que são completas, são as de origem animal”.

Outro assunto que foi discutido durante o seminário foi a importância de colocar informações nutricionais na frente dos produtos. O consultor e assessor de assuntos regulatórios e técnicos alimentares Roberto Guillermo Urrere explicou que a rotulagem nutricional frontal é essencial para que o consumidor saiba todas as informações necessárias sobre o produto que está levando para casa. Complementando, o farmacêutico e especialista em Indústrias Bioquímicas Farmacêuticas Diego Liberti encerrou o seminário explicando que a rotulagem frontal serve não só para completar as informações que normalmente são encontradas no verso das embalagens de alimentos, mas para mostrar ao cliente o quão benéfico aquele produto é para a sua saúde.

O evento virtual foi promovido pela Universidade de Parma, da Itália, pela Universidade de Buenos Aires e pela Universidade Nacional de Villa María, ambas da Argentina, pela Fepale, pela Nestlé, pela Agropharma e pela DSM, empresa com atividades nas áreas de saúde, nutrição e materiais.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) entregou, neste domingo (12/09), ofício à ministra da Agricultura, Tereza Cristina Costa Dias, em que pede providências acerca do uso dos termos leite, queijo e de derivados como requeijão e manteiga por produtos alimentícios de origem vegetal. O documento, assinado pelo presidente Guilherme Portella, foi apresentado durante visita de comitiva do Ministério da Agricultura à unidade da associada Rasip, em Vacaria (RS).

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ministra mostrou-se aberta ao diálogo e disse que avaliará o que pode ser feito a respeito assim que retornar a Brasília. “É essencial que, enquanto o Brasil não tem uma regulamentação aprovada para itens fabricados de base vegetal, o governo imponha limites claros que restrinjam o uso de termos como leite, queijo e de outros derivados a produtos originários de mamíferos”, completou. A posição, defende o documento entregue à ministra, é uma forma de evitar confusão por parte dos consumidores e de resguardar um trabalho construído ao longo de décadas pelo setor lácteo. “As indústrias de laticínios por nós representadas não aceitam que o termo leite seja utilizado por bebidas de origem vegetal nem que se use denominações como queijo vegano, manteiga vegetal, requeijão vegano para produtos derivados de quaisquer outras matérias-primas que não seja o leite.”

Segundo o Sindilat, o uso indevido de um termo associado única e exclusivamente aos mamíferos, causa prejuízo financeiro e social à imagem e ao setor lácteo, que, somente no Rio Grande do Sul, gera renda a 100 mil produtores de leite em 457 municípios, incluindo os que vendem regularmente para as indústrias de laticínios e os produtores que fazem seus derivados de forma artesanal. “Diante de todos os desafios que o setor vem enfrentando em função da pandemia, da elevação de custos e redução de margens, solicitamos sua atenção ao assunto de forma a impedir o uso indevido dessa nomenclatura enquanto não se efetiva a regulamentação dos produtos de origem vegetal. Entendemos a relevância do segmento de proteína vegetal para o agronegócio brasileiro, mas não acreditamos ser apropriado que um novo segmento produtivo valha-se do trabalho de décadas de construção de imagem trilhado pelo setor de laticínios”, argumenta a nota.

Crédito da foto em destaque: Angelo Sartor/Sindilat

Alinhada com a preocupação mundial de fortalecer as defesas naturais do corpo humano para garantir saúde e qualidade de vida, a indústria de laticínios vem investindo em produtos focados em reforço do sistema imunológico e até da saúde mental das pessoas. A tendência foi referendada pelo executivo da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, durante encontro com representantes de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) na manhã desta quinta-feira (9/9), na Casa da Indústria de Laticínios no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Ramirez lembrou que, de modo geral, os lácteos já têm essa função porque são fontes de sais mineiras e muitos nutrientes, mas há uma clara intenção em âmbito internacional das empresas focarem sua ação nesses nichos, que agregam preço e valor adicional às marcas. Citou como exemplo o lançamento de itens antioxidantes e a expansão do mercado de Whey Protein. “Há um aumento da preocupação das pessoas com a saúde mental e com a consciência de como a dieta pode agir contra a depressão e até ajudando as pessoas a relaxar”. Ramirez pontuou rótulos de produtos lançados na Tailândia e da Eslovênia que trazem traços de mel e camomila com princípios calmantes. “O leite integral vai sempre existir, mas esses produtos de nichos nos trazem maior valor agregado porque o consumidor entende que foram feitos especialmente para ele. O produto super-democrático vai ser sempre o item de volume, mas os de nicho têm valor melhor e trazem um adicional às marcas”, completou. Para ele, segmentos como esse podem ser uma ótima opção para pequenos laticínios que conhecem a fundo seus consumidores.

Mediando o debate, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, lembrou que o Brasil não tem costume de consumir o leite saborizado, mas que esse é um mercado importante a ser explorado.

Durante sua apresentação, Ramirez ainda mencionou a força que a comunicação digital ganhou no setor lácteo, incluindo projetos bem sucedidos de e-commerce. “Não é o futuro, é o presente. E com a pandemia, esse processo só se acelerou”, completou. A Tetra Pak está pesquisando o mercado e trazendo inovações constantes nas embalagens, incluindo estratégias e códigos que permitam interação das marcas com o consumidor. “É uma tendência que vai ficar para depois da pandemia”. Acompanhando a reunião híbrida direto da Casa da Indústria de Laticínios, o coordenador de vendas do Escritório regional de Porto Alegre da Tetra Pak, Rodrigo Carvalho, ressaltou a importância do momento. “É uma oportunidade de estar próximo e escutar as demandas dos laticínios, mostrar-se parceiro de todo esse processo produtivo”.

Competitividade - A necessidade de profissionalização dos tambos brasileiros e de que esse processo ganhe velocidade também foi tema do encontro, que contou com a presença do deputado federal Alceu Moreira. “O leite é uma cadeia interligada. Os dentes da roda só funcionam se um dente tocar no outro”, pontuou. Nesse processo, citou ele, os avanços tecnológicos têm papel essencial. “A conectividade entrou no campo para nunca mais sair”. Entre as inovações projetadas pelo parlamentar no setor produtivo estão mudanças na logística de grandes volumes, uma vez que o e-commerce deve alterar a relação entre os diferentes elos da cadeia produtiva. Inovação que também deve ganhar corpo no processo produtivo, ampliando a gama de produtos derivados do leite. “Na França, há centenas de tipos de queijos. No Brasil, temos 20. É preciso ir para o mercado destacando cor, textura e sabor e fomentar novos nichos de mercado. Não tem espaço para quem não é competitivo”.

O diretor-tesoureiro do Sindilat, Angelo Sartor, corroborou a posição do deputado, reforçando que o mercado já mudou. “Não tem mais espaço para atuar em um modelo standard como antigamente. Não é uma questão de opção”, alegou, lembrando que o valor pago pelo leite no Brasil é o mesmo da Europa, onde o poder de compra da população é muito maior. “É uma conta que não fecha”, justificou. Por outro lado, Sartor frisou que as projeções para quem se profissionalizar são otimistas. “É um segmento que só vai crescer”.

Sindilat na Expointer 2021

A participação do Sindilat na feira conta com a parceria da Tetra Pak, marca internacional que é referência em embalagens para alimentos.

Crédito da foto: Carolina Jardine 

O número de produtores de leite em atividade no Rio Grande do Sul caiu 52,28% de 2015 para 2021. Em contrapartida, a queda de produção foi de apenas 3,15%. Os dados são do Relatório da Cadeia Produtiva de Leite de 2021, apresentado em coletiva na tarde desta quarta-feira (8/9) pela Emater/RS-ASCAR. O evento aconteceu na casa da entidade, no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio (RS). O secretário executivo do Sindicato da Indústria dos Laticínios do RS (Sindilat-RS), Darlan Palharini, afirmou que os dados confirmam um padrão de comportamento. “Há alguns anos, temos queda do número de produtores. A atividade leiteira exige fisicamente do produtor. Como consequência que com o avançar da idade, esses produtores são forçados a deixar a atividade, mesmo com um mercado aquecido. Essa é uma das principais causas para esse fenômeno", aponta.

O estudo foi apresentado pelo gerente técnico da Emater/RS, Jaime Ries, e traz outros dados como a queda cumulativa do número de animais, de 25,94%, mas o aumento cumulativo de concentração de animais por propriedade, de 55,32%. A maior parte dos produtores concentra sua estratificação entre 201 a 300 e 301 a 500 litros de leite por dia. "Vemos um número mais concentrado de animais por propriedade, mesmo que o número fixo dos mesmos tenha caído", explica Ries.

O gerente ainda analisa que o maior desafio do setor diz respeito à inovação e tecnologia para manter o interesse do produtor. "Algumas coisas simples, como o calçamento da área de ordenha, podem fazer diferença para o conforto do produtor e um aumento da quantidade e qualidade do leite”, finaliza. Os dados ainda apontam que boa parte dos resultados obtidos diz respeito à agricultura familiar. Palharini aproveitou para complementar a ideia, destacando a necessidade de fomento público. "O principal papel das entidades, neste momento, é pensar estrategicamente o setor. Se tivéssemos um forte investimento em ciência e tecnologia, manteríamos os produtores ainda mais tempo na atividade”, complementa.

Sindilat na Expointer 2021

A participação do Sindilat na feira conta com a parceria da Tetra Pak, marca internacional que é referência em embalagens para alimentos.

Crédito de foto: Kimberly Winheski

Com vista no aprimoramento da produtividade e da competitividade dos produtos, os países que compõem o Mercosul precisam trabalhar de forma conjunta. Essa foi a tônica da fala do embaixador do Uruguai Guillermo Valles em live realizada nesta terça-feira (RS) pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e pelo Jornal Correio do Povo com o apoio da Tetra Pak. “Os biomas que compartilhamos, sobretudo com o Sul do Brasil, Argentina e boa parte do Paraguai, indicam claramente que é essa a região geográfica, mas também outras no Centro-Oeste do Brasil, onde fica a reserva natural para alimentar uma população que no ano de 2050 deve ter um acréscimo de 2,5 bilhões de pessoas”, declarou.

Segundo ele, é necessário deixar brigas pequenas de lado e manter o olhar no horizonte. “Temos que conhecer bem quais são as condições de competitividade, quais os problemas de competitividade que temos”, afirmou. Ele ainda ressaltou que é necessário que os países do Mercosul busquem novos mercados como países do Golfo e da Ásia. “Temos que pensar em como podemos melhorar a inserção internacional”, acrescentou. Além disso, o embaixador destacou a importância que a tecnologia terá cada vez mais no campo daqui para frente.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o setor produtivo do leite tem evoluído bastante, no entanto, ainda são necessárias ações estratégicas para o crescimento do segmento em termos de produtividade e competitividade. "Se compararmos com a cadeia de suínos e de aves, em tecnologia, eles estão um pouco à frente. Claro que não dá para fazermos uma comparação nua e crua, até porque são realidades diferentes. Mas dentro dessa estratégia de repensar um pouco o setor do leite é preciso termos ações efetivas, como a aproximação com a Embrapa Pecuária Sul, de Bagé (RS), e com os países do Mercosul, como o Uruguai”. Assim como o embaixador, Palharini ressaltou a importância de ultrapassar as situações adversas entre os países do bloco para a expansão do setor. "Cada país do Mercosul acaba olhando para a sua economia, quando na verdade somos um único bloco”.

Pesquisador e chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, afirmou que a entidade busca levar tecnologia aos criadores a fim de fazer diferença no campo. "Na década de 70, o Brasil era um país eminentemente importador. Importávamos feijão, carne e uma infinidade de alimentos. De lá para cá nós quadruplicamos a produção de alimentos, enquanto aumentamos uma porção de área muito menor, não chegamos a dobrar a área. Isso basicamente pelo uso da tecnologia". A live foi mediada por André Malinoski.

>> Confira a live completa em https://www.youtube.com/watch?v=4wl0XL8CQMM&t=1844s

Foto: Reprodução/ Correio do Povo

A produção leiteira gaúcha ganhará, a partir de 2021, um novo parâmetro de produtividade e qualidade. É o Prêmio Referência Leiteira, projeto capitaneado pela Secretaria da Agricultura, Emater/RS e pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e que visa destacar as propriedades em termos de eficiência produtiva e qualidade do leite, mas que também fazem um trabalho diferenciado em relação ao bem-estar animal e à saúde dos seus produtores e funcionários. O prêmio foi anunciado em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (6/9). O evento ocorreu na Casa da Indústria de Laticínios, no Boulevard do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e também de forma remota.

A proposta, explica o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, começou a ser gestada no início deste ano e vem demonstrar que é possível obter resultados diferenciados independentemente do número de vacas em lactação de uma propriedade. “Precisamos entender qual o caminho mais curto para elevar a competitividade da produção láctea gaúcha e garantir que nossos produtores vivam bem e sintam-se realizados com sua atividade. E valorizar esses bons exemplos é uma forma de mostrar a todos que podemos crescer sempre”, completou Portella. O presidente da Emater/RS, Edmilson Pedro Pelizari, ressalta a importância socioeconômica do setor e a sua capilaridade no Estado. Segundo ele, esse trabalho corrobora a ação de extensão rural e de assistência que a Instituição executa na totalidade dos municípios do Estado. “Esse prêmio busca dar visibilidade ao que de melhor existe na pecuária leiteira do RS”, pontuou Pelizari.

Atuando na concepção do projeto, o extensionista da Emater/RS e engenheiro agrícola Diego Barden dos Santos, explicou que a Emater terá papel importante na verificação dos dados das propriedades. “Esse prêmio vai mostrar que temos propriedades com indicadores tão bons quanto aqueles obtidos por grandes produtores internacionais”, projeta, confiante de que o setor lácteo tem uma representatividade que transcende o aspecto econômico. “É o leite que alimenta a criança. Então é esse produtor que cuida da alimentação das futuras gerações”, salientou.

De acordo com o secretário adjunto da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Rodriguez, a iniciativa não traz o sentimento de competição aos participantes, mas de reconhecimento. "Premiar é importante, não porque introduz competição, mas porque que ela estabelece um status de reconhecimento daqueles que adotaram as regras maiores e que conseguiram inserir cada vez mais assistência técnica, mais acompanhamento e tenham qualidade e produtividade", disse Rodriguez durante a coletiva.

Como Participar
Neste primeiro ano, o Prêmio Referência Leiteira avaliará indicadores de tambos gaúchos no período de outubro de 2021 a junho de 2022 em três categorias: Produtividade da Terra, Qualidade do Leite e Grau de Competitividade. A primeira avalia a quantidade de litros produzidos por ano em relação à área utilizada (litros/hectare/ano). A segunda mensurará índices qualitativos do leite como a Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). Nesta categoria, a certificação de propriedades como livres de tuberculose e brucelose renderá pontos extras aos tambos inscritos. Por fim, a terceira categoria desafia-se a correlacionar a quantidade de litros de leite produzido nas propriedades com o número de pessoas envolvidas, considerando seu grau de dedicação em termos de carga horária e capacidade laboral.

Para participar, os produtores interessados precisam inscrever-se junto aos escritórios municipais da Emater/RS até 30 de setembro. Os extensionistas da Emater/RS farão o aferimento dos dados ao longo dos meses de forma a indicar os melhores resultados de acordo com a categoria. Serão premiados os três melhores produtores em cada categoria. A entrega dos prêmios deve ocorrer durante a Expointer 2022.

7º Prêmio Sindilat de Jornalismo
As inscrições para o 7º Prêmio Sindilat de Jornalismo serão abertas nesta segunda-feira (6/9) e se estendem até o dia 12/11/21. O mérito é concedido anualmente pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) em reconhecimento ao trabalho da imprensa que acompanha o setor. Neste ano, a premiação contemplará três categorias: Impresso, Eletrônico e On-line.

Podem se inscrever ao 7º Prêmio Sindilat de Jornalismo profissionais que tenham trabalhos publicados entre 24/11/2020 e 12/11/2021 em veículos nacionais e que abordem a produção de lácteos e derivados na bacia leiteira do Rio Grande do Sul. Para participar, é preciso preencher a ficha de inscrição (https://www.sindilat.com.br/site/wp-content/uploads/2021/09/FICHA-DE-INSCRICAO_2021.pdf) e remeter documentação e cópia do trabalho para o e-mail imprensasindilat@gmail.com. Mais detalhes sobre o processo podem ser conferidos no regulamento (https://www.sindilat.com.br/site/wp-content/uploads/2021/09/REGULAMENTO-2021.pdf) publicado no site do Sindilat.

O presidente do Sindilat, Guilherme Portella, destaca que a premiação mais uma vez vai reconhecer talentos do jornalismo que no decorrer do ano se debruçaram sobre pautas que evidenciam a realidade do setor, sua importância econômica e dinamismo. “O agronegócio como um todo fez e está fazendo a sua parte na pandemia. E com o setor lácteo não é diferente. Temos produtores, entidades e também profissionais da imprensa que nos ajudam diariamente a repercutir o que é toda essa cadeia produtiva”, pontua Portella. Os primeiros colocados nas três categorias receberão um troféu e um iPhone. Os segundos e terceiros premiados receberão troféu.

Sindilat na Expointer
O Sindilat participa da Expointer com o espaço institucional A Casa da Indústria de Laticínios. O espaço estará aberto ao público visitante durante todos os dias da feira e contará com a parceria da Tetra Pak, marca internacional referência em embalagens para alimentos. A multinacional participará de palestra onde sobre as tendências de consumo no setor lácteo, em evento para associados no dia 9 de setembro às 10h.

Crédito da foto: Carolina Jardine

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) realizará na próxima segunda-feira (06/09), às 14h, coletiva de imprensa para anunciar novo projeto de estímulo à produtividade, boa gestão e gerenciamento do setor lácteo gaúcho. O encontro contará com o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, e com o presidente da Emater, Edmilson Pedro Pelizari.

Na ocasião, também será dada a largada para o 7° Prêmio Sindilat de Jornalismo, distinção que reconhece trabalhos jornalísticos relevantes que abordam o setor lácteo.

Em função das restrições decorrentes da pandemia de Covid-19, o evento ocorrerá de forma híbrida: presencialmente na Casa da Indústria de Laticínios, no Boulevard do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e remotamente pelo link https://sindilat.webex.com/sindilat-pt/j.php?MTID=ma9ebfb9970f7f1b04140fc8948586bb5

O que: Coletiva Sindilat na Expointer 2021
Quando: 6/9 (segunda-feira) - 14h
Link: https://sindilat.webex.com/sindilat-pt/j.php?MTID=ma9ebfb9970f7f1b04140fc8948586bb5

(Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)

Como em todos os anos, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat) e suas empresas associadas estarão presentes na Expointer, que acontece de 4 a 12 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Neste ano, o Sindilat promoverá uma intensa participação institucional no espaço ‘Casa da Indústria de Laticínios’.

O espaço institucional estará aberto ao público visitante durante todos os dias da feira e contará com a parceria da Tetra Pak, marca internacional que é referência em embalagens para alimentos. A multinacional é convidada do Sindilat para palestra online onde vai abordar as tendências de consumo no setor lácteo, em evento para associados programado para o dia 9 de setembro (quinta-feira), a partir das 10h.

Diversas outras atividades especiais estão sendo preparadas pelo Sindilat para a Expointer, como eventos destinados a convidados, lançamento de concurso e seminário. Um dos destaques da programação será a coletiva de imprensa no dia 6/9 (segunda-feira), às 14h, que dará a largada para o período de inscrições ao 7° Prêmio Sindilat de Jornalismo, distinção que reconhece trabalhos jornalísticos relevantes sobre o setor lácteo produzidos por jornalistas e que vai contemplar reportagens nas categorias Impresso/Eletrônico/Online.

Todos os eventos na Casa da Indústria de Laticínios serão realizados presencialmente, mas terão formato híbrido, podendo ser acessados remotamente (em link a ser disponibilizado) também por quem não estiver no Parque. O espaço do Sindilat atenderá o público diariamente das 8h30min às 17h30min e estará localizado na Rua Boulevard, Quadra 46 do Parque Assis Brasil.

Sindilat na Expointer 2021

A participação do Sindilat na feira conta com a parceria da Tetra Pak, marca internacional que é referência em embalagens para alimentos.

Crédito de foto: Carolina Jardine.

O valor de referência do leite projetado para agosto no Rio Grande do Sul atingiu R$ 1,7159 com base em dados apurados nos primeiros dez dias do mês pelo Conseleite. O indicador, divulgado na manhã desta terça-feira (24/08), representa uma elevação de 0,45% em relação ao consolidado de julho, que foi de R$ 1,7082. O professor da UPF e responsável pelo levantamento do Conseleite, Marco Antonio Montoya, constata que o cenário é de estabilidade mesmo em plena safra, uma vez que a tradicional expansão de produção foi arrefecida pelo aumento dos custos de produção e pela perda de áreas de pastagem para a agricultura. “O valor do leite no mercado consumidor não está acompanhando o custo da atividade, e ainda estamos perdendo produtores para o cultivo de soja”, ponderou o coordenador do Conseleite, Alexandre Guerra, lembrando que o consumo de grãos está em alta, com valorização motivada pela demanda internacional e pela expansão do setor de proteína animal.

No campo, a previsão também é de que a produção de leite em 2021 não aumentará como ocorria no período de safra de anos anteriores. Isso porque, com menos recursos e potencial de compra abalado pela inflação, os produtores estão segurando despesas e a expansão de rebanhos. “Isso era verificado em pequenos rebanhos e hoje já se vê médios produtores migrando de atividade”, completou o vice-coordenador do Conseleite, Rodrigo Rizzo. Com a chegada de setembro, espera-se o início do plantio de soja e outras culturas de verão, o que deve reduzir ainda mais as áreas de pastoreio.

Mobilizados, representantes dos produtores e indústrias trataram da urgência em buscar alternativas que mantenham a produção ativa e viável. No Conseleite, é unanimidade a necessidade de políticas públicas que permitam o fomento de um setor tão estratégico para a economia e para a nutrição do povo brasileiro. “Precisamos pensar no futuro, mas também em ações rápidas que nos tragam resultados nesse cenário atual”, sugeriu Guerra. Uma das preocupações apontadas na reunião foi com o aumento da importação de leite em pó, que deve ter impacto severo no mercado gaúcho nos próximos meses.

Com a produção contida no campo, o professor Marco Antonio Montoya apresentou dados que indicam estabilidade de valores do leite entre junho, julho e agosto. Considerando os indicadores a contar de outubro de 2020, o valor de referência apresentou uma leve recuperação, o que cobriu parte dos custos de produção, mas não o suficiente para acompanhar as despesas crescentes na indústria e no campo. Montoya ainda indica que, se comparando com o preço do leite registrado em outros estados, a produção gaúcha ainda está com valores abaixo das demais regiões. “Há questões logísticas envolvidas muito em função do distanciamento dos principais mercados consumidores”, salientou o professor.

Se a inflação atinge a realidade da produção, na ponta também traz impacto no consumo. Guerra lembrou que as famílias também perderam poder de compra nos últimos meses. E o leite, alega ele, é altamente suscetível a essas variações. “É um cenário que exige nossa atenção, assim como os avanços da balança comercial”.

Foto: Carolina Jardine

O governo do Rio Grande do Sul lançou, nesta quarta-feira (18/8), a 44ª edição da Expointer em clima de superação e de reinvenção. Durante seu discurso no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS), a secretária da Agricultura, Silvana Covatti, afirmou estar otimista em relação à feira. Essa motivação é resultante do momento vivido pelo agronegócio do Estado, que recentemente recebeu o certificado internacional de zona livre da febre aftosa sem vacinação e que produziu uma safra recorde de grãos no verão. “Espero e tenho certeza que todos nós vamos vivenciar um grande evento”, ressaltou.

No lançamento, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) foi representado pelo seu secretário-executivo, Darlan Palharini, que acompanhou o evento de forma virtual através do canal no YouTube do Governo. Segundo ele, o Sindilat deve marcar presença na Expointer deste ano, no entanto, de forma institucional . “Nós estaremos com a nossa casa aberta no parque, mas sem a realização das tradicionais atividades dos anos anteriores. Entendemos que ainda são necessários cuidados em relação à pandemia”, afirmou. A exposição ocorrerá de 4 a 12 de setembro com público limitado de até 15 mil visitantes por dia.

De acordo com Silvana, serão rigorosos os cuidados na vigilância e na saúde das pessoas ao longo da feira. Presente no lançamento, que foi transmitido pelo canal no YouTube do Governo, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, destacou que um plano operativo foi desenvolvido para que a exposição “aconteça com a maior segurança possível”. As duas pastas trabalham juntas na realização do evento.

Em sua fala, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, salientou que a exposição traduz dois traços do povo gaúcho: a superação e a reinvenção diante das dificuldades. “A Expointer, mesmo sendo feita de um jeito diferente, não perde a sua alma. Uma alma empreendedora, integradora e de demonstração da grande virtude do nosso Estado, da capacidade empreendedora da nossa gente”, destacou em relação ao evento de 2020 e de 2021.

Sindilat na Expointer 2021

A participação do Sindilat na feira conta com a parceria da Tetra Pak, marca internacional que é referência em embalagens para alimentos.