Pular para o conteúdo

 

Porto Alegre, 28 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.529

 

Conferência da IFCN na Alemanha avalia ciclo do preço do leite

A 18ª Conferência de Lácteos da International Farm Comparison Network (IFCN) foi realizada de 10 a 14 de junho em Kiel, na Alemanha, com participantes que avaliaram a análise mais recente dos desenvolvimentos em 2016 e 2017. Na última conferência da IFCN, durante a crise dos preços do leite, foi previsto que os mesmos se recuperariam no final de 2016.

Torsten Hemme, diretor-gerente da IFCN, comentou que é importante ver um cenário mais amplo dos ciclos no setor leiteiro, observando que o que começou em 2013 chegou ao fim.

Declínio na produção de leite
Os preços baixos persistentes nos últimos dois anos desencadearam uma resposta da oferta, com 2016 mostrando o menor crescimento da produção de leite desde 1998. Liderando o crescimento da produção de leite no ano passado estiveram Índia, EUA e Países Baixos, que compensaram o menor crescimento da produção com China, Brasil, Argentina e Oceania. A IFCN disse que o crescimento da demanda ainda não se recuperou com relação a 2006 ou níveis médios, ainda que não tenha sido devastador. Além disso, a demanda de importação de leite aumentou na China, Brasil, Filipinas e México.

Estabilizar ao invés de crescer
A IFCN disse que, em um futuro próximo, no entanto, vários elementos sugerem que os preços do leite provavelmente não aumentarão significativamente, mas sim, estabilizarão. Em termos de produção, desde outubro de 2016, o crescimento da produção de leite foi retomado em todo o mundo e vem aumentando. A questão dos estoques continua sendo uma grande incerteza e os níveis estimados ainda são substanciais. Além disso, os preços do petróleo e dos alimentos animais, importantes direcionadores do preço do leite, devem permanecer estáveis.

A IFCN disse que, após um crescimento constante nos números de fazendas no passado, houve uma redução global gradual desde 2014 em torno de 1,5% ao ano. No entanto, a produção de leite continua aumentando. Anders Fagerberg, presidente do conselho da IFCN, concluiu no final da conferência que a chave é lidar com a mudança e ter confiança e acesso aos dados. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 Uruguai - Preço do leite ao produtor continua em recuperação

O preço do leite pago ao produtor subiu pelo quarto mês consecutivo e ficou na média de UYU$10,14 por litro, [R$ 1,19/litro], conforme dados publicados pelo Instituto Nacional de la Leche (Inale). 

É o maior valor médio desde julho de 2014. O avanço foi de 1% em relação a abril e de 16% em relação a maio do ano passado, quando o preço médio foi de UYU$9,72 o litro. Em dólares o valor médio foi de US$ 0,36/litro, 30% a mais que os US$ 0,28/litro de um ano atrás. (Blasina y Asociados- Tradução livre: Terra Viva)

Cientistas criaram um leite de vaca com mais cálcio e menos lactose

Leite enriquecido - Pesquisadores do Conicet-Rosario apresentaram um leite de vaca rico em cálcio e com lactose reduzida, um alimento ideal para a maior parte da população. O fizeram através de um método que se baseia em casca de ovo e do kéfir, um conjunto de microorganismos similar ao iogurte originário do Cáucaso, que é milenar e se consome majoritariamente na Ásia. 

"Um adulto precisa ingerir, diariamente, o equivalente em cálcio ao conteúdo de um litro de leite. Mas, nem todos consomem esta quantidade, porque na idade adulta se perde o hábito de consumir lácteos, principal fonte de cálcio, somado a que algumas pessoas são intolerantes à lactose e tendem a evitá-los", explicou à Agência Télam, Alfredo Rigalli, diretor do Laboratório de Biologia Óssea da Faculdade de Ciências Médicas da Universidad Nacional de Rosario (UNR). Por isso, o pesquisador recorreu a "uma técnica doméstica" para provar em pessoas. "Foram feitas testes em voluntários, entre 15 e 20 pessoas sãs que trabalhavam no nosso próprio laboratório. Foram comparadas a urina dos voluntários que beberam leite sem tratar por um dia, com outros que durante o mesmo período, tomaram a bebida preparada com kéfir e casca de ovo". Dessa maneira, comprovou que "o corpo incorpora uma maior quantidade de cálcio com a segunda opção". "O resultado animou o laboratório: Desenvolver coisas que sejam aplicáveis, de baixo custo e bom resultado", destacou Rigalli, contando ainda que junto com a sua equipe de pesquisa já vinha experimentando a casca de ovo como fonte de cálcio para a alimentação. "Mas, para enriquecer o leite não era útil, porque é muito difícil de dissolver. Então, o kéfir foi a solução", acrescentou.

"Estes microorganismos consomem a lactose do leite produzindo o ácido láctico que por sua vez tem a capacidade de dissolver a casca do ovo, fazendo com que o cálcio passe para a bebida. Com este tratamento se conseguiu reduzir a lactose em 50%, e elevar o cálcio em outros 50%. Obtivemos assim um leite enriquecido com cálcio mediante um método natural e econômico, porque para isso utilizamos a casca de ovo", finalizou. (Infortambo - Tradução livre: Terra Viva)

As importações chinesas de lácteos, em maio, se mantiveram firmes

Importações/China - Nos primeiros cinco meses do ano as importações chinesas de produtos lácteos cresceram 23% em dólares em relação ao mesmo período de 2016.  Em volume o crescimento foi de 1,4%. As importações de leite em pó integral (LPE) caíram 5% em volume, mas, aumentaram 21% em faturamento, segundo estatísticas publicados pelo site italiano CLAL.it. Apesar da baixa, continua sendo o principal produto importado com 253.781 toneladas. As compras de creme registraram o maior crescimento interanual medido em volume com uma alta de 35% nos cinco primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2016. Em valor, o soro de leite em pó foi o produto estrela, com elevação interanual de 52%. 

A participação do mercado dos Estados Unidos e da União Europeia cresceu em comparação com um ano atrás. Recentemente os Estados Unidos assinou um Memorando de Entendimento com Beijing para facilitar as exportações de mais de 200 empresas norte-americanas a esse mercado. Já a Comissão Europeia chegou a um acordo com a China sobre 100 produtos com certificação de origem protegida. As importações procedentes da Nova Zelândia caíram. (Blasina y Asociados - Tradução livre: Terra Viva)

 

 

PL 214/2015
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) informa que foi retirado o regime de urgência do Projeto de Lei 214/2015, que trata da redução de 30% nos créditos presumidos do setor lácteo. A decisão atende a requerimento protocolado no final da tarde de terça-feira. Com a retirada da urgência, a matéria retorna à tramitação na Comissão de Constituição e Justiça, na qual está sob a relatoria do deputado Elton Weber (PSB).  O sindicato segue acompanhando o assunto, principalmente levando-se em conta a necessidade de o governo apresentar contrapartidas que viabilizem a renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 

Porto Alegre, 27 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.528

 

 O mapa do Agro

Em 2006, a produção de soja no Rio Grande do Sul era de 7,7 milhões de toneladas. Hoje, soma 18,71 milhões de toneladas, aumento de 140%.

Essa é apenas uma das mudanças verificadas no hiato de 11 anos que separa o último Censo Agropecuário do atual, que começará a ser feito a partir de 1º de outubro em todo o país.

- Se o produtor responder corretamente o censo, isso irá lhe propiciar uma política pública correta - afirma Antonio Carlos Simões Florido, gerente do Censo Agropecuário do IBGE, que esteve no Estado para cerimônia que marcou a contagem dos cem dias para o início da pesquisa.

O trabalho deveria ter iniciado antes - o ideal seria fazer o censo a cada cinco anos -, mas foi postergado devido a cortes no orçamento. No projeto original, estava previsto R$ 1,6 bilhão para a execução. Mas a proposta fechou com R$ 505 milhões para 2017 e R$ 277 milhões para 2018. Foi necessário fazer adptações, como a do questionário, que ficou menor.

No Brasil, serão 18,8 mil recenseadores para mapear 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários (veja no mapa abaixo dados do RS). (Zero Hora)

 

Fatiamento - Um ano para a adaptação

O secretário da Saúde, João Gabbardo dos Reis, assinou ontem, no Palácio Piratini, a portaria que estabeleceu o prazo de um ano para que mercados e açougues façam as adequa- ções físicas necessárias para atender às novas normas de fatiamento de produtos de origem animal. As regras para fracionar queijos e embutidos entraram em vigor em janeiro deste ano, mas não davam um tempo para as adaptações. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor, Caroline Vaz, ressaltou que o Ministério Público "sempre esteve de acordo com este prazo, não só para os pequenos comerciantes, que têm mais dificuldades para uma rápida adequação, como para os gestores públicos municipais, que necessitam de capacitação prévia na área da Saúde para trabalharem essas mudanças". (Correio do Povo)

 

Leite/NZ 

A produção na Nova Zelândia crescerá em 2017/18 pela primeira vez em três anos, de acordo com projeções da Fonterra, ainda que os volumes permaneçam abaixo dos níveis recordes, em meio a preocupações financeiras da indústria. A Fonterra, que processa a grande maioria do leite produzido na Nova Zelândia, em sua primeira previsão para a captação em 2017/18, calcula 1.575 bilhões de quilos de sólidos totais (kg/MS). Isso representa crescimento de 3,2% em relação ao ano anterior, e encerrar a desaceleração provocada por preços desencorajadores, que ficavam abaixo do custo de produção, deixando muitos agricultores com dívidas substanciais. O preço do leite ao produtor pago pela Fonterra despencou de NZ$ 8,40/kgMS em 2013/14, para NZ$ 3,90/kgMS duas temporadas mais tarde.

Luta com as dívidas
No entanto, o valor foi recuperado para NZ$ 6,15/kgMS na última temporada, com a previsão da Fonterra de iniciar 2017/18 com NZ$ 6,50/kgMS. "A melhora dos preços deve incentivar planos de produção nas fazendas", disse a cooperativa. No entanto, a coleta permanecerá abaixo do recorde de 1,62 bilhões de kgMS em 2014/15, incentivada pelo pagamento recorde da temporada anterior. A característica da produção de leite estabeleceu um atraso na eficácia da percepção dos sinais que afetariam os preços em decorrência do aumento da produção. O instituto Reinz, no início da semana, detectou recuperação de 6,8% no valor das fazenda de leite da Nova Zelândia em relação ao ano passado, sinalizando perspectivas de vendas forçadas. "A atividade, incentivada pelo financiador... confirma os recentes comentários do Banco Central de que alguns agricultores lutam para cobrir as dívidas acumuladas nas últimas temporadas, e em alguns casos, a venda é a única opção".

Redução do rebanho
Ainda assim, a produção registrada recentemente na Nova Zelândia foi muito melhor do que o esperado, com a Fonterra prevendo, inicialmente, 7% de queda na captação em relação ao ano passado, duas vezes mais, do que o declínio realizado. No último mês, o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Wellington acrescentou 700 mil toneladas, às previsões sobre a produção de leite da Nova Zelândia em 2017, chegando a 21,9 milhões de toneladas, atribuindo ao clima favorável no início do ano, junto com os preços elevados do leite. De um modo geral, a recuperação do pagamento do leite "aumenta a confiança dos agricultores, que poderão comprar insumos extras, se for necessário", disse a Agência. "O número de vacas leite não foi reduzido como o esperado anteriormente. A estimativa é de que existam 5 milhões de cabeça, o que representa 100.000 cabeças a mais em relação à previsão inicial". (Agrimoney- Tradução livre: Terra Viva)

 

CIRCULAR PROGRAMA DE REGULARIZAÇÃO TRIBUTÁRIA (PERT)
CLIQUE AQUI para acessar a CIRCULAR sobre o parcelamento FEDERAL, a partir das regras da regulamentação da Receita Federal publicadas dia 21/06/2017. (Sindilat)

 
  

Porto Alegre, 26 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.527

 

Regras completam um ano

Um ano após a assinatura do decreto que regulamentou o Programa de Qualidade de Produção do Leite, por meio da chamada Lei do Leite, ocorrido no dia 24 de junho de 2016, entidades do setor comemoram avanços, mas ainda discutem formas de aperfeiçoar o texto. A identificação
dos caminhões, por meio de um adesivo, é uma das mudanças já observadas, embora o prazo para adequação não tenha se encerrado. "Como não temos perna para fiscalizar todo o leite transportado, um caminhão identificado serve para o consumidor observar se ele está fazendo alguma prática irregular", afirma o coordenador da Câmara Setorial do Leite, Danilo Cavalcanti Gomes. 

Uma das principais novidades implementadas pela lei é a rastreabilidade dos produtores, a cargo das indústrias. "Antes, qualquer produtor que tivesse animais poderia estar entregando leite num laticínio", explica a fiscal agropecuária Karla Pivato Oliz, da Seção Técnica de Laticínios, Ovos e Mel da Seapi. O sistema identifica pendências, por exemplo, relacionadas às vacinas obrigatórias e à declaração do rebanho. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o grande mérito foi eliminar a figura do atravessador, o que "fez com que se tivesse uma segurança maior". O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirma que entidades tem se reunido para discutir ajustes. Um dos pontos a serem trabalhados é a integração entre os sistemas federal, estadual e municipal. "A lei veio preencher uma lacuna e, no decorrer do tempo, vamos ter que fazer os ajustes e adequações necessários.". (Correio do Povo)

Novo decreto prevê prazo para adaptação

O governo do Estado publicou no Diário Oficial, na sexta-feira, o decreto 53.598, que determina que a Secretaria Estadual da Saúde estabeleça um prazo para que supermercados, açougues e fiambrerias se adaptem às normas para o fatiamento de produtos de origem animal nestes estabelecimentos. O porcionamento é permitido desde que não sejam alteradas as características organolépticas (de cor, sabor, textura) dos alimentos. O deputado Gabriel Souza, líder do governo na Assembleia Legislativa, adiantou que o período para as adequações será de um ano. O parlamentar, representantes das secretarias da Agricultura e Saúde e entidades irão hoje ao Ministério Público Estadual (MP/RS) para combinar os detalhes deste período de transição. Publicado em novembro de 2016, o decreto 53.304 instituiu as normas para que os estabelecimentos fizessem o fracionamento das carnes, queijos e embutidos, em substituição à antiga lei, de 1974. 

No entanto, apesar dos sete meses de vigência, as apreensões de produtos fracionados nas empresas tiveram continuidade. O parlamentar afirma que muitas empresas confundem o fracionamento com a alteração do produto. "Se o mercado, por exemplo, temperar uma carne de porco para vender, ele terá que contar com um serviço de inspeção permanente, como acontece nas indústrias. Se ele só for fatiar o alimento atendendo claramente às regras deste novo decreto, está dispensado da inspeção", detalha Souza. O vice-presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Ezequiel Stein, diz que a entidade espera há 45 dias que o secretário da Saúde, João Gabbardo do Reis, valide uma cartilha informativa elaborada pela entidade. Este documento será distribuído aos associados com o objetivo de explicar didaticamente as novas normas. 

No entanto, a Agas ainda não obteve retorno por parte da secretaria. "A Agas sempre esteve ao lado do Ministério Público e das vigilâncias sanitárias porque somos totalmente contrários à venda de produtos clandestinos, vencidos, mau conservados", observa Stein. "Mas também somos contrários às apreensões de carnes e frios fatiados nos mercados. As empresas têm que se adequar às exigências do consumidor. Quem compra hoje em dia um queijo de cinco quilos para levar para casa?", acrescenta o dirigente. O decreto 53.304, de 2016, foi elaborado por um grupo técnico, que uniu governo, Ministério Público (MP) e entidades, para estabelecer regras claras para o porcionamento de produtos de origem animal. A ideia de uma nova lei surgiu após operações do Ministério Público que apreenderam grande quantidade de alimentos em mercados, restaurantes e outros, a partir de dezembro de 2015. (Correio do Povo) 

 

Entraves na diversificação

Alternativas ao fumo esbarram na infraestrutura precária e na dificuldade de acesso ao crédito
Na ordenha de balde ao pé, realizada duas vezes ao dia, os produtores de Venâncio Aires Alex Lauermann, 31 anos, e a mulher Micheli Freitas, 25 anos, perderam as contas de quantas vezes ficaram sem energia. Nem o transformador, instalado há cerca de dois anos pela prestadora do serviço que atende a região, resolveu o problema. A propriedade, com 10,9 hectares, destinava seis hectares para o fumo há cinco anos, quando a família decidiu investir em nova atividade antes do nascimento da filha Érica Laís, de um ano. A motivação foi a demanda do cultivo por mão de obra, cara e escassa. Hoje, são apenas dois hectares de fumo e o restante abriga 24 bovinos, sendo 10 de leite, além de açudes para irrigação e criação de carpas.

Sem tensão suficiente, o projeto de migrar do balde ao pé para ordenha canalizada está inviabilizado, assim como melhorar a irrigação na propriedade, já que o equipamento utiliza motor potente, demandando mais do sistema elétrico.

- Com energia, iríamos investir no leite, mas hoje o tabaco traz segurança - conta Lauermann, que enfrenta outro problema de infraestrutura: os 3,5 quilômetros de estrada de chão batido que o separam de uma rodovia asfaltada.

Quando chove, muitas vezes o produtor precisa socorrer o caminhão que vai até a propriedade de dois em dois dias fazer o recolhimento de 350 litros de leite.

Os obstáculos enfrentados por Alex e Micheli não são novidade para quem cultiva tabaco e entre os que buscam outras fontes de renda. Pesquisa sobre o perfil do produtor na Região Sul (veja na página ao lado), mostra que infraestrutura é um dos principais entraves na área rural - especialmente no Rio Grande do Sul.

- Energia elétrica é gargalo em todas as atividades e a diversificação fica especialmente impactada. Por exemplo: é necessário resfriador para o leite, secador para milho, energia para a criação de aves ou de suínos. E, à medida que se afasta da cidade, mais atividades alternativas e maiores as deficiências de estrada, telefonia, energia - explica Vicente João Fin, chefe do escritório municipal da Emater em Venâncio Aires. (Zero Hora)

Qual a tendência para o clima no segundo semestre?
De acordo com as últimas simulações dos órgãos de meteorologia internacionais, a expectativa para o segundo semestre de 2017 ainda será de neutralidade climática, mesmo com as águas do Oceano Pacífico equatorial central levemente aquecidas, mas ainda não o suficiente para classificar como El Niño. Com isso, a tendência para o clima no sul do país será de chuvas dentro e acima da média climática. Nas áreas que fazem fronteira com Uruguai e Argentina os desvios tendem a ser maiores, porém não com volumes muito elevados como ocorreu durante o outono. O impacto da chuva durante o inverno para as culturas é de forma positivo, pois com a ocorrência de episódios de chuva a umidade do solo segue elevada, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. Em relação às temperaturas, as ondas de frio devem ser menos frequentes e duradouras, diferentemente do ano de 2016. Com isso, as lavouras de inverno podem ser afetadas com episódios de temperaturas baixas mais espaçadas. (Zero Hora)

 

 

Porto Alegre, 23 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.526

 

  Leite condensado desbanca leite em pó nas exportações

A crise na Venezuela gerou uma mudança no perfil das exportações brasileiras de lácteos. Nos últimos anos, o principal produto da pauta de exportações do Brasil era o leite em pó, graças às compras do país vizinho. Mas o recrudescimento da crise no país governado por Nicolás Maduro afastou os exportadores brasileiros. Como reflexo, o leite condensado, que até o ano passado era o segundo item mais exportado em valor, tornou-se o primeiro da lista neste ano, e já é vendido para mais de 20 países, segundo dados compilados pela Viva Lácteos, que reúne empresas do setor.

Entre janeiro e maio deste ano, a receita com as vendas externas de leite condensado correspondeu a 43,2% do total de US$ 50,728 milhões em lácteos exportados pelo Brasil. Em igual intervalo do ano passado, equivaliam a 24,1% do valor das exportações, que então somaram US$ 52,229 milhões. Já a receita com os embarques de leite em pó correspondeu a apenas 15,6% do total de janeiro a maio deste ano. No mesmo período de 2016, as vendas de leite em pó representavam 48,2% do total exportado.

 


Com a redução nas vendas de leite em pó para a Venezuela, o país também perdeu relevância entre os importadores. No acumulado até maio, Caracas importou apenas US$ 8,15 milhões em lácteos do Brasil, ou 16,1% do total. Um ano antes, havia importado 49,1% do total. De uma certa forma, o Brasil foi obrigado a reduzir o que o setor chegou a chamar de "Venezuelodependência", e as empresas tiveram de buscar diversificar produtos e destinos.

Hoje, segundo Gustavo Beduschi, assessor técnico da Viva Lácteos, o Brasil exporta leite condensado para 22 países da África, Oriente Médio e América Latina, principalmente. Apesar da redução das vendas à Venezuela, o país segue como o principal mercado para o leite em pó brasileiro. Bolívia e Paraguai também adquirem o produto do Brasil.

Embora os montantes ainda sejam pequenos, as exportações de queijos e requeijão pelo Brasil também vêm ganhando importância, segundo a Viva Lácteos. Entre janeiro e maio deste ano já representaram 14,3% do total exportado. Além da Rússia, o Brasil também exporta esses itens a Chile, Argentina e Uruguai.

Enquanto as exportações de lácteos seguem com pouco fôlego, as importações continuam em alta no acumulado do ano. As compras no exterior vinham perdendo força até abril, mas em maio voltaram a subir em relação ao mês anterior. Até maio, já totalizaram US$ 272,005 milhões, alta de 33,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2016. 

Mas a expectativa de analistas é que as importações recuem no segundo semestre. De acordo com Valter Galan, da MilkPoint, consultoria especializada em lácteos, a maior oferta no Brasil com a safra e o menor custo de produção devem desestimular as compras no exterior. Ele afirma que se as cotações internacionais do leite se mantiverem no patamar de US$ 3 mil a US$ 3,3 mil por tonelada e se o dólar ficar no nível atual "importar fica menos interessante". Isso porque com o aumento na produção, os preços domésticos tendem a cair tornando o leite nacional mais competitivo.

De fato, o mercado já sinaliza queda de preços da matéria-prima ao produtor, observa Laércio Barbosa, do Laticínios Jussara. Além do incremento da oferta de leite, a demanda está pouco aquecida. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Produção global de leite tende a se recuperar lentamente

Os níveis da produção global de leite continuam a se recuperar após a forte contração no fim de 2016, informa o Rabobank em seu relatório trimestral sobre o mercado de lácteos. No entanto, o ritmo da retomada é mais lento do que o esperado por analistas do mercado.

De acordo com análise do banco holandês, os preços mais altos ao produtor e as condições climáticas mais favoráveis estão dando um "necessário alívio" para os produtores de leite ao redor do mundo depois de três anos de declínio nas cotações do produto.

Os preços nos EUA continuam acima dos valores na Europa e Oceania, estimulados pela demanda local e exportações maiores, em função do dólar ligeiramente mais fraco. A expectativa do Rabobank é que se as margens de produção seguirem boas, a produção de leite nos EUA continuará a crescer, depois de um leve tropeço no primeiro trimestre deste ano. Nos primeiros quatro meses do ano, a alta foi de 2% sobre igual intervalo de 2016. Além disso, o consumo doméstico de manteiga e queijo também deverá continuar a aumentar no país.

O Rabobank observa que as cotações médias ao pecuarista na Europa subiram no fim de 2016, mas permaneceram em patamares apenas moderadamente interessantes, o que levou a diferentes respostas por parte dos produtores. Pecuaristas na Irlanda, Polônia e Itália continuam a expandir a produção e também houve uma arrancada na produção tardia no Reino Unido no segundo trimestre deste ano.

No entanto, a produção como um todo na Europa cresce mais lentamente do que muitos esperavam, diz o relatório. No primeiro trimestre, foi 1,1% inferior a igual intervalo em 2016, e as indicações são de que a produção deve ficar atrás nos grandes países produtores também no segundo trimestre.

O fraco crescimento da produção na União Europeia, num período do ano em que os níveis de oferta de gorduras lácteas estão naturalmente deprimidos, e o forte aumento da demanda nos EUA têm contribuído para uma escassez global de gorduras lácteas, levando os preços da manteiga e do creme de leite a "níveis excepcionais". Neste ano, a tonelada alcançou quase US$ 6 mil, segundo o Rabobank, praticamente o dobro do patamar de 2016. "No curto prazo, para aliviar a pressão, processadores ficarão certamente tentados a elevar os preços ao produtor para estimular maior oferta de gordura láctea", afirma o relatório.

O Rabobank destaca ainda que a recuperação da produção de leite na América do Sul continua em ritmo lento, mas estável. No Brasil, os custos começaram a recuar e a produção e o consumo estão em recuperação. Ainda conforme o relatório, a Argentina também deve voltar a ampliar a produção no segundo semestre do ano.

Na Nova Zelândia, há mais otimismo com a nova safra do que havia nos últimos três anos e os preços iniciais ao produtor estão ao redor de 6,50 dólares neozelandeses por quilo de sólidos de leite. Conforme o banco holandês, o clima favorável na safra deve estimular um forte crescimento da produção.

Na China, relata o Rabobank, os preços ao produtor têm perdido força, restringindo o crescimento do volume de grandes fazendas de produção e forçando pequenos produtores a deixar a atividade. Isso significa que "mesmo um crescimento medíocre do consumo tem conseguido superar o aumento da oferta".

Como os estoques no país asiático estão baixos, a expectativa do Rabobank é que os níveis de importação da China terão de aumentar muito mais rápido no segundo semestre de 2017 e que o crescimento da importação em todo o ano ficará perto dos 20% já previstos.

De uma maneira geral, diz o banco, a expectativa é que recuperação da produção mundial continuará. Para a instituição, o aumento estrutural da demanda por gorduras lácteas é uma questão que levará mais tempo para ser solucionada, e há necessidade de que os preços se ajustem para refletir as mudanças nos padrões de consumo. Será preciso também novos incentivos de longo prazo para estimular a produção de mais gordura. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Estados defendem modernizar legislação de inspeção

Os secretários estaduais de Agricultura defenderam, nesta quarta-feira (21), mudanças para modernizar a inspeção de produtos de origem animal. Eles querem autorização, por lei federal, para inspeção privada, com a permissão para que estados que adotam esses serviços possam comercializar os produtos dentro do país. O pedido foi apresentado durante reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), em Brasília.

A inspeção é tratada distintamente da fiscalização e da auditoria, ambas de competência exclusiva de governo. Diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa e presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), Guilherme Marques ressaltou que trata-se de uma experiência já adotada no mundo inteiro e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Um dos principais defensores da mudança é o Rio Grande do Sul. Seguindo modelos já adotados em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o estado elaborou proposta de lei estadual para contratar inspeção privada para esses produtos. O governo gaúcho alega que, da maneira como está a lei federal atualmente, a comercialização, nesse caso, é limitada a municípios do próprio estado de origem. O secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, disse que o Mapa vai estudar o assunto. (As informações são do Mapa)

Leite/Oceania 

A média de manteiga de leite na Austrália em abril foi 0,6% acima do valor de um ano antes. A média de proteína foi de 0,1% na mesma comparação, de acordo com a Dairy Australia. Em abril de 2017 a produção de leite caiu 6,3% em relação a abril de 2016. A produção de leite na Austrália na temporada está 8% menor, em relação à temporada imediatamente anterior. Muitos analistas acreditam que a produção de leite na Nova Zelândia no final da temporada será maior do que o esperado. As pastagens estão boas. Embora tenha sido antecipado preços melhores na próxima temporada, o valor ainda é incerto. Os produtores estão esperançosos. A recente força nas cotações, especialmente da manteiga, deverá ajudar a manter o preço do leite ao produtor. A preocupação agora é que, após alguns anos difíceis, os produtores respondam com maior produção de leite ao aumento da remuneração da matéria-prima, o que pode pressionar novamente os preços para baixo. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Produção/UE
A captação de leite na União Europeia (UE) aumentou ligeiramente em abril passado (+0,7%) em comparação com abril de 2016. Foi o primeiro mês a registrar aumento desde maio de 2016. 15 Estados membros tiveram queda de produção de leite em abril. No caso da Espanha houve incremento de 2,3%. As entregas acumuladas de leite entre janeiro e abril de 2017 foi 1,5% menor do que as verificadas no mesmo período de 2016. Todos os países apresentaram queda na captação, exceto, Chipre, Irlanda, Polônia, Bulgária, Itália e Romênia, que aumentaram. Os dados acumulados da Espanha apresentaram queda de 0,3%. A produção de leite desnatado em pó na UE diminuiu 9,7%, e de manteiga 5,3%, entre janeiro de abril de 2017. A produção de leite em pó integral, leite de consumo e leite fermentado também caiu, mas, em menor proporção. Já queijo, leite concentrado e creme, foram os únicos produtos que tiveram aumento de produção de janeiro a abril de 2017. (AAgrodigital- Tradução livre: Terra Viva)

 
 
 

O Conseleite/RS encaminhou nesta quinta-feira (22/06) um ofício aos membros da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre (RS), que pede que o Projeto de Lei (PL) 214, que prevê a retirada de 30% de créditos presumidos das indústrias, não prejudique o setor lácteo. O presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, entregou o documento ao deputado estadual Elton Weber e lembrou da importância do diálogo entre as instituições responsáveis para o andamento do projeto. “Corte de crédito é aumento de impostos”, alertou, salientando que os incentivos das indústrias de laticínios são fundamentais para a manutenção de uma produção rentável.

Para Guerra, um dos fatores que enfraquecem a competitividade é o perfil importador que o país possui, o que contrapõe o caráter exportador do Estado. “O que vem de fora entra no Brasil por 35 centavos de dólar, equivalente a R$ 1,15. Não conseguimos produzir a custo de leite importado”, destacou. Segundo o presidente, o índice de redução de produtores de leite do Estado, por ano, é de 7%, o que encarece e prejudica a produção. “Somos a cadeia que mais emprega, mais exige esforços e atenção”. Ele lembrou, ainda, que não existe espaço para novas cargas tributárias, visto o dinamismo e a fragilidade do setor lácteo. “No mês passado, a soja e o milho caíram de preço, diminuindo os custos para o produtor. Neste mês, o excesso de chuvas fez o preço subir”, exemplificou. “O Rio Grande do Sul fez e continua fazendo a sua parte para que possamos manter as famílias nas suas atividades".

O ofício foi entregue na presença dos deputados Edson Brum e Zé Nunes. O documento foi assinado pelo Sindilat, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Associação Gaúcha de Laticínios e Laticinistas (AGL), Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Gado Jersey, Gadolando e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs).

Foto: Vitorya Paulo

 

Porto Alegre, 22 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.525

 

  Conseleite pede atenção aos prejuízos com PL 214

O Conseleite/RS encaminhou nesta quinta-feira (22/06) um ofício aos membros da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre (RS), que pede que o Projeto de Lei (PL) 214, que prevê a retirada de 30% de créditos presumidos das indústrias, não prejudique o setor lácteo. O presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, entregou o documento ao deputado estadual Elton Weber e lembrou da importância do diálogo entre as instituições responsáveis para o andamento do projeto. "Corte de crédito é aumento de impostos", alertou, salientando que os incentivos das indústrias de laticínios são fundamentais para a manutenção de uma produção rentável.

Para Guerra, um dos fatores que enfraquecem a competitividade é o perfil importador que o país possui, o que contrapõe o caráter exportador do Estado. "O que vem de fora entra no Brasil por 35 centavos de dólar, equivalente a R$ 1,15. Não conseguimos produzir a custo de leite importado", destacou. Segundo o presidente, o índice de redução de produtores de leite do Estado, por ano, é de 7%, o que encarece e prejudica a produção. "Somos a cadeia que mais emprega, mais exige esforços e atenção". Ele lembrou, ainda, que não existe espaço para novas cargas tributárias, visto o dinamismo e a fragilidade do setor lácteo. "No mês passado, a soja e o milho caíram de preço, diminuindo os custos para o produtor. Neste mês, o excesso de chuvas fez o preço subir", exemplificou. "O Rio Grande do Sul fez e continua fazendo a sua parte para que possamos manter as famílias nas suas atividades".

O ofício foi entregue na presença dos deputados Edson Brum e Zé Nunes. O documento foi assinado pelo Sindilat, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Associação Gaúcha de Laticínios e Laticinistas (AGL), Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Gado Jersey, Gadolando e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Vitorya Paulo

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Junho de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Maio de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Junho de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)

Leite/Reino Unido 

Os produtores de leite no noroeste do condado de Cheshire pretendem exportar leite fresco para a China, estendendo a vida útil e mantendo-o fresco. A NEMI Dairy Ltd, em Audlem, perto de Nantwich, disse estar negociando para vender seu leite para as principais cidades do território chinês. O leite produzido pelos produtores tem vida útil longa e é enriquecido naturalmente com selênio.

Trabalhando com uma equipe de especialistas do Reaseheath College, a empresa de laticínios espera ter seu leite à venda na China até 1º de agosto deste ano e se tornar a primeira empresa britânica a exportar leite fresco para a segunda maior economia do mundo. Andrew Henderson, fundador e diretor geral da NEMI Dairy, disse à publicação Farming Life: "Devido ao tempo e à distância necessária para atravessar os continentes, há um problema em conseguir leite fresco para a China, mas nós encontramos um processo que não só tem a vida útil estendida, mas garante que o leite mantenha seu sabor fresco ". A unidade de produção de alimentos da Reaseheath trabalhou com Henderson para testar o leite e certificar que permanecesse fresco por mais tempo.

Henderson também participou de uma aula empresarial administrada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da faculdade e financiou o Programa de Crescimento Empresarial das PMEs em outubro. Ele lançou a empresa há mais de três anos, mas trabalha no conceito há mais de 10 anos.

"A equipe do Reaseheath foi excelente ao trabalharem na pesquisa e desenvolvimento para a vida útil do leite", disse Henderson. As propostas sobre a exportação de lácteos para a China estão sendo elaboradas há algum tempo. No início deste mês, Henderson recebeu uma delegação chinesa na Reaseheath para mostrar o trabalho que foi feito. Henderson e sua equipe também viajarão para Xangai para continuar as negociações. A Farming Life observou que a empresa de embalagens Shepton Mallet Framptons Ltd é um dos três únicos processadores britânicos com credenciamento e licenças necessárias para exportar para a China.

A distribuição será tratada com a Shanghai Extend Import and Export Co, que já forneceu e distribui produtos e frutos do mar na China. "Sabíamos que não podíamos realmente importar e distribuir fisicamente o leite, mas confiamos nos parceiros que identificamos", acrescentou Henderson. Ele disse que, se receber a permissão para abastecer a China será um grande diferencial para os produtores de leite britânicos. (The Dairy Site- Tradução Livre: Terra Viva)

 

Fundoleite terá novo debate
A proposta de remodelação do Fundoleite feita pela Ocergs foi apresentada ontem em reunião da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Na próxima semana, o assunto voltará ao debate, em reunião com o titular da Secretaria da Agricultura, Ernani Polo. - Vamos tentar fazer uma minuta de projeto de lei - diz o presidente da Frencoop, deputado Elton Weber (PSB). A sugestão da Ocergs é para que haja redução de 90% do valor cobrado na arrecadação do Fundoleite - quem paga são as indústrias de leite e o governo estadual. Outro ponto seria a diminuição do número de entidades que fazem parte do conselho gestor do fundo. A partir da modificação, a ideia seria retomar o convênio com o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), que faria controle das políticas públicas do leite. O Fundoleite tem R$ 1,4 milhão em caixa - e passivo de R$ 4,5 milhões. (Zero Hora)

 
 

 

Porto Alegre, 21 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.524

 

  MUITA CONVERSA E POUCA DEFINIÇÃO

O governo do Estado tem reiterado que está aberto ao diálogo quando o assunto é o projeto de lei (PL) 214, que reduz em até 30% o crédito presumido das indústrias. Na prática, no entanto, quanto mais a proposta se arrasta na Assembleia Legislativa, mais difícil de prever qual será o desfecho. Ontem, o tema era o terceiro da ordem do dia, mas em reunião de líderes, optou-se por não realizar votação.

- Estamos dando tempo para discussão - afirma o líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB).

Mas lá se vão dois anos desde que o texto foi protocolado. Esteve em regime de urgência, depois voltou à normalidade e agora está com prazo determinado para a votação - passou a trancar a pauta.

Um dos muitos segmentos preocupados com a questão, a indústria de leite quer voltar a apresentar seus argumentos diante da Comissão de Agricultura amanhã.

- Mais uma vez repetimos: não existe espaço para nenhum tipo de redução. Diminuição de crédito é o mesmo que aumento de imposto - entende Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS).

Como 60% da produção de leite vai para fora do Estado, qualquer alteração na tributação pode se converter em perda de espaço em mercados importantes.

- A manutenção dos créditos presumidos se impõe em razão da necessidade de manter a competitividade em relação a outros centros produtores - acrescenta Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos do RS (Sips).

Kerber afirma que o setor se mantém permanentemente organizado na tentativa de impedir que a redução dos créditos presumidos se concretize. E se agarra à promessa feita pelo governo de que, diante de aprovação do texto na Assembleia, fará avaliação individual de todos os setores, para só então tomar decisão final.

- Temos a certeza de que o setor de proteína animal não deverá sofrer qualquer restrição - completa o diretor-executivo.

Outros dois pontos precisam ser considerados. Um é o projeto de recuperação fiscal dos Estados, proposto pelo Planalto e que exige como contrapartida redução anual de 10% dos créditos presumidos. O outro é a convicção de muitos de que, colocado em votação, o projeto estadual não seria aprovado, recebendo votos contrários inclusive da base aliada do governo Sartori. Quanta mais próximo da votação, mais indefinido fica o PL 214. (Zero Hora)

Piá amplia linha zero lactose e apresenta novidade na Exposuper 2017

Com o objetivo de atender a uma demanda crescente do mercado por produtos zero lactose, a Cooperativa Piá, de Nova Petrópolis (RS), amplia sua linha para este segmento e apresenta o último lançamento da marca na Exposuper 2017, o achocolatado Chocolateria Zero Lactose.

         

Novo achocolatado zero lactose, Chocolateria, é lançamento da Piá na Exposuper 2017. 

Crédito: Divulgação Cooperativa Piá. Desenvolvido para o público adulto, a bebida possui sabor mais acentuado de cacau, além de ser menos doce do que os achocolatados tradicionais. A nova versão leva o leite zero lactose da Piá na receita, e foi criado para ser uma versão líquida do chocolate gramadense Lugano, observando suas características sensoriais de aroma, cor e sabor. 

Segundo o gerente de marketing da Cooperativa, Tiago Haugg, a linha Zero Lactose é uma das que mais cresce em vendas no portfólio da Cooperativa, que já possui em seu mix esta especialidade em leites 1L e 500ml, iogurte em copo de 150g nos sabores manga, morango, maçã com canela e natural, iogurte em bandeja de 540g de morango, doce de leite e requeijão. 

O executivo destaca que a ampliação segue um dos objetivos principais da Piá que é apresentar, constantemente, novidades que atendam às necessidades do consumidor atual, sejam funcionais, tenham excelência em qualidade e possuam sabor diferenciado - uma das características dos produtos da marca. "O novo Chocolateria já estará nas gôndolas na primeira semana de julho", avisa. 

De acordo com o instituto de pesquisa Kantar, atualmente, a Cooperativa é líder na comercialização de leite zero lactose, versão 1 litro, no Rio Grande do Sul. "Avaliando estudos já realizados, identificamos que a intolerância a lactose é uma deficiência que atinge milhares de pessoas em todo o Brasil. Considerando esse fator, a marca tem realizado investimentos em lançamentos que suprem a demanda deste seleto grupo, que quer consumir alimentos saborosos, apesar da carência que possuem", pontua Haugg. 

Outro aspecto analisado pela Piá para o desenvolvimento de produtos deste segmento é que o aumento expressivo nas vendas desta linha está ligado também a mudanças comportamentais. "Notamos que a linha zero lactose é, ainda, uma opção para pessoas que não são intolerantes, mas que buscam - através de uma alimentação saudável -  uma digestão mais leve. Isso torna o mercado ainda mais promissor", finaliza o gerente de marketing. A Cooperativa Piá estará presente na Exposuper 2017 nos estandes E8 e F8, corredor A. (Assessoria de Imprensa Piá)

Preço/Manteiga

Depois de seis elevações consecutivas, o valor médio dos lácteos caiu 0,8%. Os produtos lácteos continuam apresentando equilíbrio de preços este ano, com ajustes para cima ou para baixo que vão moderando nas distintas licitações da Fonterra. E, depois de acumular seis elevações consecutivas nos últimos três meses, o valor médio dos produtos apresentou queda de 0,8%, fechando em US$ 3.434 por tonelada. Wilson Cabrera, presidente da Associação dos Produtores de Leite (ANPL), assegurou que são "oscilações de mercado" que até o momento mantém "estável a equação". O leite em pó integral, principal produto exportado pelo ruguai registrou uma nova baixa: agora de 3,3%. Cabrera afirmou que este percentual significa uma "queda importante", e que se somada à perda da licitação anterior, em junho, a desvalorização do produto foi de 6,2%, passando de US$ 3.312/tonelada, para US$ 3.022/tonelada. No entanto, o representante da entidade está otimista no sentido de que as indústrias "possam manter os preços", aos produtores. A manteiga continua com tendência de alta, se mantendo constante nos últimos doze meses. Desde junho do ano passado, acumula mais de US$ 3.000 por tonelada de valorização. (El País - Tradução livre: Terra Viva)

Conaprole

O volume de leite captado pela Conaprole no exercício que se encerra em 31 de julho próximo cairá aproximadamente 5%, em consequência das "dificuldades produtivas enfrentadas pelo setor com o clima adverso e restrições financeiras dos produtores", revelou a El Observador o vice-presidente da cooperativa, Alejandro Pérez Viazzi. 

Explicou que a produção de leite está se recuperando em junho, e que em maio passado foi o primeiro mês da atual temporada que registrou crescimento da produção em relação ao mesmo mês do ano anterior. O fator determinante foi a adversidade climática, embora a captação nos últimos dias tenha atingido a média de 3,4 milhões de litros/dia. Isto indica que a produção de julho vem com um aumento importante até a metade deste mês, o que poderá propiciar um resultado 6% acima do volume verificado em igual período de 2016. No entanto, no acumulado do ano, o resultado é negativo, sustentou Pérez Viazzi. Avaliou que se o clima continuar bom, agora em junho e julho a recuperação poderá se consolidar. A esta altura do exercício, com 10 meses já transcorrido, a queda na captação está em 5,5% em relação ao período anterior.

Pérez Viazzi estima que, faltando 45 dias para o fechamento do exercício, em 31 de julho próximo, o volume da produção leiteira recebido pela Conaprole registrará queda aproximada de 5%. Durante o exercício 2015/2016 o volume de leite captado foi de 1.374 milhões de litros. A perda de produção iniciou nos meses do ano passado, que englobam esse exercício. Por exemplo, durante o inverno passado houve queda abrupta de produção, em função do clima adverso, o que provocou dificuldades para emprenhar as vacas, explicou Pérez Viazzi.

Parições tardias
Por essa razão o plantel leiteiro vem com atrasos nas parições previstas e a recuperação do escore corporal, parições e produção de leite começou a ocorrer a partir do outono. Outro aspecto que afetou a cadeia foram as dificuldades financeiras que atingiram os produtores do verão ao outono, determinando a menor produção. "Trata-se da consequência de uma crise de produção e de preços que perdurou por três anos, e que hoje, ainda que a situação esteja diferente, não cobriu parte do que foi perdido nos períodos anteriores", conclui Pérez Viazzi.

Queda de custos
A iminente baixa no preço do diesel, anunciada pelo presidente Tabaré Vázquez, - além do percentual estabelecido pelo governo - sinaliza que o governo está se dando conta de que tem que reduzir os custos, destacou a El Observador o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera. O dirigente também adiantou que foi reduzida a tarifa de energia elétrica. Embora em baixos percentuais, a notícia foi bem recebida pelo setor. (El Observador - Tradução livre: Terra Viva)

 

Frase do Dia

"Grãos sempre serão um bom negócio. Ousado mesmo foi investir na pecuária leiteira. E eu não queria leite, queria queijo!"

Raul Anselmo Randon, produtor de grãos, leite, mação, uva e azeitona, de Vacaria/RS, ao falar da diversificação de seus 

negócios. (Revista Balde Branco)

  

Representantes dos principais laticínios que atuam no Rio Grande do Sul debateram, na tarde desta terça-feira (20/6), os resultados atingidos pelo PUB do Queijo durante a Fenasul 2017. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou os detalhes do projeto e o sucesso de público e divulgação da iniciativa. Uma das ideias em debate na reunião foi a de levar o projeto do PUB para a Expointer, o que ainda está em análise entre os associados. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a meta é marcar uma maior presença do sindicato na exposição.

Durante a reunião, lideranças avaliaram a ação do Sindilat junto ao Fundoleite. Os associados do Sindilat ainda deliberaram pelo apoio a uma carta conjunta com a Apil referente à tributação de PIS/Cofins do setor láteo. Palharini apresentou às empresas relatório dos dados expostos na manhã desta terça-feira pelo Conseleite.

Foto: Caroline Jardine

O valor de referência do leite deve ter uma leve redução no mercado gaúcho em junho. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (20/6) pelo Conseleite, o estimado para o litro é de R$ 1,0178, 1,69% abaixo do consolidado de maio, que fechou em R$ 1,0353. Segundo o professor da UPF – instituição responsável pela pesquisa - Eduardo Finamore, a queda foi puxada pela baixa do UHT e leite em pó, dois produtos que concentram juntos 84% do mix produtivo do RS. “O leite UHT não acompanhou os níveis do mesmo período do ano anterior, quando o produto estava em patamares bem mais elevados. O UHT em junho ficou bem abaixo de 2016, mas ainda está acima da média histórica, acompanhando os demais itens lácteos”, informou, destacando a dificuldade de se traçar projeções neste momento.

Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, a justificativa para esse cenário passa pela retração do consumo decorrente da crise econômica e da falta de frio. “A visão do Centro do país é pessimista. Precisamos que o consumo volte a oxigenar a indústria”, frisou, lembrando que o valor de referência do Conseleite é só um balizador. “Cada empresa agrega bônus referentes à qualidade e à quantidade”, explica.

Durante o encontro, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou dados referentes à importação de lácteos que indicam que a balança do setor segue no negativo. Em 2015, o saldo da balança comercial representava 70 dias de produção e, em 2016, a diferença representou 173 dias. Em 2017, esse valor segue em expansão em 6%. Entre os produtos com destaque na importação está a manteiga, o soro de leite e os queijos.

O presidente do Sindilat explicou que a entrada do leite importado no mercado brasileiro vem ocorrendo como instrumento competitivo, uma vez que a produção nos países vizinhos é mais barata do que a dos tambos brasileiros. “Precisamos ganhar em competitividade. Para fechar as importações precisamos ser mais eficientes no mercado interno”, clamou Guerra. O diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, pontuou a importância de o produtor gaúcho trabalhar com gestão mais eficaz, focada em resultados.

PL 214 – O Conseleite ainda debateu o projeto de lei PL 214, que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa. O colegiado está unido contra a proposição, que reduz os créditos presumidos concedidos à indústria e pode impactar toda a bacia leiteira gaúcha. “Não há espaço para qualquer alteração de tributos. Esse será um ônus de todo o setor”, salientou Guerra. O Conseleite pretende agendar reunião com integrantes da Comissão de Agricultura para tratar do assunto ainda nesta quinta-feira (22/6). Na ocasião, os representantes do Conseleite irão entregar aos deputados documento explicando sobre a inviabilidade do PL 214.

Foto: Carolina Jardine