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Reunidos na tarde desta terça-feira (4/7), representantes do Sindilat e da Embrapa debateram a necessidade de revisão no projeto que avalia a qualidade e confiabilidade dos medidores de vasão e coleta automática de amostras acoplados aos caminhões tanque em operação no Rio Grande do Sul. Iniciado efetivamente há cerca de um ano e meio, o projeto enfrentou dificuldades logísticas e de adaptação da tecnologia europeia à realidade gaúcha.

Ao lado do chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clênio Pillon, a pesquisadora em Qualidade do Leite Maira Zanela apresentou resultados parciais coletados ontem em Porto Alegre. Contudo, para obter conclusões será preciso readequar o projeto, revisando amostragem das rotas de coleta e operações. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou a importância da iniciativa, que busca dar mais exatidão no controle tanto para quem produz quanto para a sociedade. "Vamos revisar o projeto para que possamos ter dele os resultados", salientou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, lembrou que a ideia é apresentar um estudo aos laticínios sobre a viabilidades dos equipamentos. Atualmente, há um equipamento em operação na Cooperativa Piá e dois na Languiru.

O projeto "Metodologia de Coleta de Automática de Amostras de Leite" teve início em 2016 em uma parceria entre o Sindilat, a Embrapa Clima Temperado e Cosulati. A ideia, na época, era testar equipamentos de cinco empresas (Bartec, Fabbo Bombas, Arsopi, Gea Equipamentos e Gimenez) e traçar um comparativo com os resultados obtidos pelo sistema convencional de amostras (manual). Contudo, nem todos os equipamentos foram instalados como previsto para testagem.
(Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)

Foto: Carolina Jardine

De olho no mercado externo e nas potencialidades que podem ser abrir ao Brasil, o Ministério da Agricultura dará início, neste segundo semestre, à fase de execução de seu plano de retirada da vacinação contra febre aftosa do rebanho nacional. O projeto foi detalhado nesta terça-feira (4/7), em reunião no Ministério da Agricultura. O encontro contou com a presença do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, do diretor Renato Kreimeier, e do secretário-executivo, Darlan Palharini. Segundo Guerra, o rebanho bovino brasileiro é referência em qualidade e também em sanidade. "Precisamos avançar sempre em busca de novos mercados", pontuou.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA) do Mapa, Plínio Lopes, a meta é suspender a imunização integralmente até 2021 e ter o status de livre de vacinação reconhecido pela OIE em 2023. Para isso, a execução do projeto começa já no segundo semestre deste ano com a regionalização das ações. Em agosto, o Mapa irá retirar a cepa C da vacina contra febre aftosa usada no país, o que, na prática, quer dizer que, na campanha de maio de 2018, as doses aplicadas no rebanho já serão bivalentes. Outra mudança em curso é a redução de volume das doses para 2 ml com o objetivo de evitar inflamações e reduzir perdas.

As operações começarão com a organização do território nacional em cinco blocos de acordo com peculiaridades geográficas e efetivo técnico. Os primeiros estados a retirarem a vacinação serão Acre e Rondônia, com previsão para o primeiro semestre de 2019. Em junho de 2020, será a vez de Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Em 2021, o trabalho se completa com o fim da imunização na Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul.

O coordenador do programa ainda acrescentou que todo o trabalho será coordenado por um grupo nacional composto de representantes do setor e que terá respaldo em fóruns regionais de debate. Lopes garantiu que se esse colegiado julgar que o país não está em condições de "dar esse passo" ele será soberano e a vacina não será retirada. Questionado sobre a metodologia de composição desses grupos, Lopes disse que ainda não há definição.
(Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)

Clique aqui e acesse o plano na íntegra

Foto: Carolina Jardine

 

Porto Alegre, 05 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.534

 

  Mapa apresenta plano para retirada da vacinação contra aftosa

De olho no mercado externo e nas potencialidades que podem ser abrir ao Brasil, o Ministério da Agricultura dará início, neste segundo semestre, à fase de execução de seu plano de retirada da vacinação contra febre aftosa do rebanho nacional. O projeto foi detalhado nesta terça-feira (4/7), em reunião no Ministério da Agricultura. O encontro contou com a presença do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, do diretor Renato Kreimeier, e do secretário-executivo, Darlan Palharini. Segundo Guerra, o rebanho bovino brasileiro é referência em qualidade e também em sanidade. "Precisamos avançar sempre em busca de novos mercados", pontuou. 

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Erradicação  de Febre Aftosa (PNEFA) do Mapa, Plínio Lopes, a meta é suspender a imunização integralmente até 2021 e ter o status de livre de vacinação reconhecido pela OIE em 2023. Para isso, a execução do projeto começa já no segundo semestre deste ano com a regionalização das ações. Em agosto, o Mapa irá retirar a cepa C da vacina contra febre aftosa usada no país, o que, na prática, quer dizer que, na campanha  de maio de 2018, as doses aplicadas no rebanho já serão bivalentes. Outra mudança em curso é a redução de volume das doses para 2 ml com o objetivo de evitar inflamações e reduzir perdas. 

As operações começarão com a organização do território nacional em cinco blocos de acordo com peculiaridades geográficas e efetivo técnico. Os primeiros estados a retirarem a vacinação serão Acre e Rondônia, com previsão para o primeiro semestre de 2019. Em junho de 2020, será a vez de Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Em 2021, o trabalho se completa com o fim da imunização na Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul. 

O coordenador do programa ainda acrescentou que todo o trabalho será coordenado por um grupo nacional composto de representantes do setor e que terá respaldo em fóruns regionais de debate. Lopes garantiu que se esse colegiado julgar que o país não está em condições de "dar esse passo" ele será soberano e a vacina não será retirada. Questionado sobre a metodologia de composição desses grupos, Lopes disse que ainda não há definição. CLIQUE AQUI para acessar o plano na íntegra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine

Embrapa e Sindilat revisam metodologia de projeto dos medidores

Reunidos na tarde desta terça-feira (4/7), representantes do Sindilat e da Embrapa debateram a necessidade de revisão no projeto que avalia a qualidade e confiabilidade  dos medidores de vasão e coleta automática de amostras acoplados aos caminhões tanque em operação no Rio Grande do Sul. Iniciado efetivamente há cerca de um ano e meio, o projeto enfrentou dificuldades logísticas e de adaptação da tecnologia europeia à realidade gaúcha. 

Ao lado do chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clênio Pillon, a pesquisadora em Qualidade do Leite Maira Zanela apresentou resultados parciais coletados ontem em Porto Alegre. Contudo, para obter conclusões será preciso readequar o projeto, revisando amostragem das rotas de coleta e operações. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou a importância da iniciativa, que busca dar mais exatidão no controle tanto para quem produz quanto para a sociedade. "Vamos revisar o projeto para que possamos ter dele os resultados", salientou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, lembrou que a ideia é apresentar um estudo  aos laticínios sobre a viabilidades dos equipamentos. Atualmente, há um equipamento em operação na Cooperativa Piá e dois na Languiru. 


Crédito: Carolina Jardine

O projeto "Metodologia de Coleta de Automática de Amostras de Leite" teve início em 2016 em uma parceria entre o Sindilat, a Embrapa Clima Temperado e Cosulati. A ideia, na época, era testar equipamentos de cinco empresas (Bartec, Fabbo Bombas, Arsopi, Gea Equipamentos e Gimenez) e traçar um comparativo com os resultados obtidos pelo sistema convencional de amostras (manual). Contudo, nem todos os equipamentos foram instalados como previsto para testagem. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Danone vende Stonyfield, dos EUA, à Lactalis

A francesa Danone fechou acordo para a venda da Stonyfield, uma de suas subsidiárias americanas de laticínios. O negócio visa solucionar preocupações antitruste relacionadas à sua aquisição, por US$ 12,5 bilhões, da WhiteWave, a fabricante americana de alimentos naturais e voltados para a saúde para consumidores de alta renda. A Stonyfield foi vendida à Lactalis por US$ 875 milhões. A operação segue-se ao acordo pactuado pela Danone em março com o Departamento de Justiça dos EUA no qual afirmou que venderia a operação para acelerar o fechamento de sua aquisição da WhiteWave. Em 2016, a Stonyfield faturou cerca de US$ 370 milhões. O preço de venda de US$ 875 milhões representa 20 vezes seus lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (conhecidos pela rubrica contábil Ebitda). O negócio deverá ser concluído até o fim do terceiro trimestre deste ano.

A Lactalis é o segundo maior grupo mundial de laticínios depois da Danone, com uma participação de mercado de 4,1%, mas é apenas a nona maior empresa de iogurtes, com uma fatia de 2,1% do segmento, de acordo com a Euromonitor. A Danone tinha uma participação de mercado de 17,5% em 2016, inferior aos 22% de 2011. A Danone está às voltas com uma desaceleração do crescimento e com a alta significativa dos preços do leite. Em fevereiro, previu uma queda da aceleração do crescimento dos lucros para este ano e lançou uma campanha destinada a cortar € 1 bilhão em custos até 2020. As vendas em bases equivalentes da Danone no ano passado aumentaram 2,9%, para € 21,9 bilhões - o ritmo mais lento dos últimos 20 anos. A transação referente à WhiteWave é parte de uma investida da Danone para incorporar alimentos naturais e orgânicos ao seu portfólio, num momento em que os consumidores buscam opções mais saudáveis e de nicho. 

A aquisição foi fechada em em abril e transformou a Danone na maior produtora mundial de alimentos orgânicos - sua filial na América do Norte dobrou de tamanho. O CEO da Danone, Emmanuel Faber, é um convicto defensor da sustentabilidade no setor de alimentos. "O sistema que nos trouxe onde estamos hoje está chegando a seus limites", disse ele ao "Financial Times" em abril. "Precisamos recomeçar a pensar em marcas locais, recomeçar a pensar em marcas menores, não em marcas mundiais. Há uma revolução da alimentação começando nos EUA." (Valor Econômico)

Preço do leite pago aos produtores subiu pelo quarto mês consecutivo no Uruguai

O preço do leite pago aos produtores no Uruguai subiu pelo quarto mês consecutivo em maio e ficou em uma média de 10,14 pesos (US$ 0,35) por litro. O valor foi o mais elevado desde julho de 2014, de acordo com dados publicados pelo Instituto Nacional do Leite (INALE). Isso representa um aumento mensal de 1% e de 16% em relação a maio de 2016, quando a média era de 8,72 pesos (US$ 0,30) por litro.

 

Conaprole
A diretoria da Cooperativa Nacional de Produtores de Leite do Uruguai (Conaprole) decidiu manter para a captação de junho o mesmo preço de maio, informou o diretor da cooperativa leiteira, Gabriel Fernández.

Assim, com os sólidos (gorduras e proteínas) médios registrados até agora, o preço médio por litro foi determinado em 10,30 pesos (US$ 0,35).

Fernandez destacou a melhora nos níveis de sólidos e na qualidade que os produtores têm alcançado nos últimos meses, parâmetros chave para alcançar um valor médio que superará os 10 pesos (US$ 0,34) por litro. 

Em 04/07/17 - 1 Peso Uruguaio = US$ 0,03469
27,9889 Peso Uruguaio = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do http://www.lecheriauy.com e http://www.tardaguila.com.uy, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Exportações/AR 
Em maio a Argentina exportou 14.220 toneladas de lácteos pelo valor de US$ 46,5 milhões. Isto representa 10,2% a mais que no mês anterior, segundo o Boletim de Conjuntura OCLA, e queda de 42,3% em relação a igual mês do ano anterior, em volume. Em dólares, no entanto, a variação foi de +8,6% em relação a abril de 2017, e de -32,4% quando comparado com maio de 2016. No acumulado de 2017, até maio, o volume atingiu 81.134 toneladas (-34,8% em relação a 2016), e US$ 259,4 milhões (-21,8% na mesma comparação).   O relatório afirma ainda que em maio de 2017 o principal produto exportado foi o leite em pó, no total de 3.755 toneladas, representando US$ 12,7 milhões. No acumulado até maio, a exportação deste produto chegou a 33.103 toneladas, gerando divisas de US$ 106,7 milhões. "A exportação nos primeiros cinco meses de 2017 em relação a igual período de 2016 foi queda de 47% em volume, e 35,2% em valores. O preço FOB médio do leite em pó exportado foi US$ 3.379/tonelada, enquanto no mês anterior havia sido US$ 3.606, e, em maio de 2016, US$ 2.802/tonelada."Os principais destinos das exportações entre janeiro e maio de 2017 foram: a) em volume: Brasil (44,8%), Rússia (10,3%), Argélia (8%), e China (7,6%); b) em dólares: Brasil (45,1%), Rússia (11,7%), Argélia (7%) e Chile (6,6%). Os produtos que tiveram maior participação em volume exportado em maio de 2017 foram: Leite em pó (30,2%), Soro de leite (24,3%) e Queijos (20,5%). (Infortambo - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

 

Porto Alegre, 04 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.533

 

  Leilão GDT: com exceção do leite em pó integral, preços se mantêm em queda
 
O leilão GDT desta terça-feira (04/07) manteve a tendência de queda (0,4%) no preço médio dos lácteos, fechando em preço médio de US$3.303/ton. Dentre os produtos, o leite em pó integral foi o único que apresentou variação positiva, com média de US$3.111/tonelada, aumento de 2,6% em relação ao último leilão. 

O leite em pó desnatado registrou uma queda significativa de 4,5%, fechando em média de US$2.090/tonelada, valor que se aproximar dos leilões de março e maio deste ano, quando o produto registrou suas maiores quedas. 

Para o queijo cheddar, o decréscimo nos preços foi de 3,2% e fechando em US$4.051/tonelada. Já a manteiga continua bem valorizada, com queda de apenas 0,1% em relação ao leilão anterior, fechando em US$5.775/tonelada. 

As vendas de lácteos registraram queda bem expressiva, sendo comercializadas 28.574 toneladas, valor 12% inferior ao do último leilão. 

Os preços futuros negociados para o leite em pó integral indicam um preço mais alto no mês de agosto e relativa estabilidade nos meses seguintes até dezembro. 

O cenário reflete o clima de incertezas predominante hoje no mercado internacional. Ainda há um nível considerável de estoques no mercado (principalmente de leite em pó desnatado na União Europeia) e o grande comprador mundial (China) apresenta, até agora, compras muito alinhadas às do ano passado (ou seja, não houve crescimento das importações chinesas de lácteos). 

Ao mesmo tempo, com um incremento dos preços do leite ao produtor em mercados importantes como União Europeia e Nova Zelândia, há uma perspectiva de melhoria (no médio prazo) da oferta global de leite. Por outro lado, os preços se mantém razoavelmente firmes, não demonstrando influência deste cenário mais baixista (bearish) de mercado. (GDT/Milkpoint)

Projeto para Alérgicos 

Em uma passagem rápida pela área de lácteos dos supermercados é possível identificar uma grande oferta de produtos destinados a quem é intolerante à lactose. O mesmo não ocorre para o público que sofre de alergia à proteína do leite de vaca. Uma inovação, no entanto, está sendo gestada no Rio Grande do Sul para a produção de um leite "não-alérgico".

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) anunciou no mês passado que irá desenvolver um projeto-piloto para atender a este nicho de mercado, que hoje é proibido de consumir leite de vaca. A medida poderá, no futuro, ser mais uma opção de diversificação do portfólio da indústria, de melhor remuneração dos produtores e de aumento na profissionalização das propriedades, já que exigiria um controle severo sobre esse leite diferenciado.

No momento, o Sindilat busca parcerias para o projeto-piloto. O secretário-executivo do sindicato, Darlan Palharini, diz que os estudos vão considerar que a produção deve ter viabilidade econômica e que, na ponta do consumo, mesmo no caso de dietas especiais, o leite não pode sofrer grandes alterações de preços.

A veterinária Roberta Züge foi a responsável por apresentar os detalhes da novidade do leite destinado a quem tem alergia à proteína, no último Fórum Itinerante do Leite, em junho, em Palmeira das Missões (RS). Ela explica que esta tecnologia já é disseminada na Austrália e Nova Zelândia, países onde inúmeras fazendas comercializam o produto. "Uma empresa australiana detinha patente deste leite, mas isto caiu em 2015 e agora esta tecnologia pode ser usada em qualquer rebanho do mundo. Só que no Brasil ainda carecemos de normativas", comenta Roberta.

A produção de leite sem proteína passa por diversas etapas. As vacas da propriedade têm que passar por testes de genotipagem para verificar se produzem o leite com ou sem a proteína beta-caseína, que causa a alergia. Se o teste indicar a produção de leite tipo A2A2, sem a presença do gene A1, significa que essa vaca serve para disponibilizar leite aos alérgicos. O custo do teste laboratorial para a genotipagem é de cerca de R$ 70 por animal.

Num segundo momento, o produtor teria que segregar o rebanho A2A2 e ordenhá-lo separadamente. "Não muda nada no manejo, nem na alimentação deste gado", esclarece Roberta. De acordo com a veterinária, as pesquisas indicam que, originalmente, todos os bovinos produziam apenas leite A2A2. No entanto, por conta de uma mutação genética, os animais começaram a apresentar também o tipo A1. Estudos apontam ainda que os animais de origem zebuína têm prevalência maior de leite A2A2 do que o gado de origem europeia.

A professora da área de Tecnologia de Leite e Derivados da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Neila Richards, estima, no entanto, que o custo deste leite não sairia por menos de R$ 12 o litro, cerca de quatro vezes mais do que o longa vida integral. Ela observa que o produtor, o transportador, a agroindústria e o laticínio que vierem a trabalhar com o leite A2A2 terão que estabelecer um controle rigoroso para que não haja contato algum com o leite A1, que é o que provoca reações alérgicas principalmente em bebês e crianças pequenas.

"Só que para viabilizar o processamento deste leite pela indústria teria que ter uma quantidade expressiva. Possivelmente, o A2A2 terá um destino semelhante ao do leite de cabra pasteurizado, para um nicho de consumidores bem específico", prevê Neila.

Para o médico alergista Gil Bardini Alves, a iniciativa é importante na medida em que permitiria às crianças alérgicas ingerirem o alimento. "Mas teria que ser um leite comercialmente acessível. Hoje um grande limitante das fórmulas para tratamento da alergia à proteína do leite de vaca disponíveis é o custo. Algumas fórmulas chegam a custar mais de R$ 200 a lata", repara.

Em Minas Gerais, há uma experiência em andamento há cerca de 2 anos. O Criatório Villefort desenvolve, em larga escala, o mapeamento de animais que produzem leite A2A2. O criador Virgílio Villefort conta que já foi analisada a genotipagem de beta-caseína de quase 7 mil cabeças das raças Gir Leiteiro e Guzerá em fazendas localizadas nas cidades de Jaíba e Morada Nova de Minas.

Atualmente, são produzidos 2 mil litros de leite A2A2 por dia nessas propriedades. Segundo Virgílio, crianças alérgicas já provaram deste leite e relataram não terem sentido sintomas após a ingestão. O mapeamento também visa selecionar reprodutores e doadoras com genótipos A2A2 para abastecer o mercado nacional. O criador acredita que, no futuro, este tipo de leite terá um amplo alcance. "Em 25 anos, toda população mundial estará consumindo o leite A2A2".

Diferenças devem ser conhecidas
O médico alergista Gil Bardini Alves diz que não se pode confundir a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca. A primeira atinge mais os adultos, enquanto que a segunda prevalece mais em bebês e crianças. Os sintomas da intolerância são apenas intestinais: diarreia, cólicas e barriga estufada.

Já a alergia à proteína do leite é mais grave e pode causar manchas na pele, inchaço nos olhos e na boca, vômito e falta de ar. "Após a ingestão, alguns pacientes com alergia à proteína do leite podem ter quadro de anafilaxia (choque anafilático) que, se não for tratado corretamente, pode levar ao óbito", adverte. Para diagnosticar a intolerância à lactose, são usados exames de sangue ou o exame respiratório (teste do hidrogênio expirado).

Para diagnosticar a alergia é preciso fazer exames de sangue ou testes alérgicos. Mas Bardini explica que o exame referência, neste caso, é o de provocação oral, realizado em ambiente hospitalar por médico especialista. O paciente ingere quantidades crescentes do alimento e observa-se se há alguma reação. (Correio do Povo)

Queijo com novo Padrão

Assim como os grandes laticínios, muitas agroindústrias familiares percebem as novas demandas do mercado e preparam produtos para nichos específicos. Uma delas é a Granja Cichelero, de Linha Doze, interior de Carlos Barbosa, que há quase dois meses exibe um novo item em suas prateleiras, o queijo colonial com baixo teor de lactose. As primeiras remessas da novidade foram entregues ao varejo em junho.

• Produção de leite "não-alérgico" é aposta para o mercado

• Alta nas vendas de produtos com baixo teor de lactose aumenta investimentos

Atualmente, a propriedade familiar conta com 130 vacas produzindo diariamente 4,4 mil litros de leite. Todo o volume é transformado em 15 variedades de queijo que totalizam, em média, 470 quilos por dia. Para a fabricação do mais novo item do catálogo, a agroindústria lança mão do mesmo produto que os laticínios utilizam em larga escala: a lactase.

Esse é o nome da enzima colocada dentro da matéria-prima para transformar a lactose (açúcar do leite) em glicose. Depois desse procedimento, o leite transformado é destinado à produção do queijo com baixo teor de lactose, que demora cerca de 30 dias para ficar pronto para comercialização. O tempo é um pouco maior do que se leva para aprontar um queijo tradicional, de 15 a 20 dias. Pelo fato de o processo de fabricação ser diferenciado, a agroindústria cobra cerca de 15% mais do que os outros produtos.

Há cerca de três anos, um dos proprietários da granja, Daniel Cichelero, que é engenheiro de alimentos, já tinha feito uma experiência com queijo sem lactose com uma técnica diferente da atual. Embora o processo de fabricação fosse igual ao dos outros queijos, o tempo de maturação era muito maior, cerca de seis meses.

Pesquisas indicam que ao longo do envelhecimento, o teor de lactose do queijo vai se reduzindo. "Só que este queijo maturado ficava bem encorpado, mais seco e forte, e quem quer produtos sem lactose, prioriza queijos mais leves", percebeu o dono do negócio, que resolveu não levar a ideia adiante.

Desta vez, no entanto, a aposta na novidade é grande. O queijo colonial com baixo teor de lactose será lançado oficialmente durante a Festiqueijo, em Carlos Barbosa, que começou em 30 de junho e segue até 30 de julho. Segundo Daniel, será uma ótima oportunidade para receber o feedback da clientela.

O empreendedor espera atingir um público "interessante" em quatro meses. Habilitada pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), a agroindústria destina grande parte de sua produção para casas de queijos na Serra gaúcha e na Grande Porto Alegre.

A família Cichelero elabora queijos há 14 anos, mas o tambo de leite tem mais tempo, foi inaugurado há mais de 50 anos. Além de renda, o negócio proporcionou transmissão de conhecimento entre as gerações. (Correio do Povo)

Demanda fraca antecipa queda do leite

A demanda enfraquecida por lácteos e o aumento na oferta de leite para processamento no país fizeram os preços médios ao produtor cair mais cedo do que o normalmente esperado neste ano. Em junho, os produtores brasileiros receberam, em média, R$ 1,172 pelo litro do leite entregue no mês anterior, um recuo de 0,26% na comparação com os R$ 1,175 de maio, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Para Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, a principal razão para o recuo do preço é "a demanda ruim", algo inesperado nestes meses mais frios do ano, quando geralmente o consumo de lácteos cresce. Ele acrescenta que a produção ascendente de leite também pressiona o mercado. Há maior oferta de matéria-prima no Sul do país - onde começou a safra - e aumento na captação de leite também em algumas regiões de São Paulo e Minas Gerais, onde o clima favorável e o alimento (milho e soja) mais barato têm estimulado a produção de leite. 

Conforme o Índice Scot de Captação de Leite, a captação da matéria-prima, na média nacional, teve alta de 1,4% em maio passado sobre abril, e dados parciais indicam aumento de 1,8% em junho sobre maio. Diante desses fatores, os preços ao produtor, no spot, no atacado e no varejo, que geralmente sobem até agosto, apresentam comportamento diferente. O levantamento da Scot mostra que o preço no mercado spot (negociação entre as empresas) de São Paulo em junho ficou em R$ 1,384, abaixo dos R$ 1,576 por litro de maio passado. No varejo e no atacado, os preços ficaram praticamente estáveis em junho, também algo inesperado, segundo Rafael Ribeiro. No atacado paulista, o litro de leite longa vida foi cotado a R$ 2,52, em média, em junho ante R$ 2,53 em maio. No varejo, o preço se manteve em R$ 3,38 por litro, em média, segundo a Scot. No atual ambiente, a maior parte dos 140 laticínios ouvidos pela Scot em sua pesquisa mensal, em 17 Estados, espera queda dos preços ao produtor este mês. Uma fatia de 61% prevê recuo, 33% creem em manutenção e apenas 6% veem espaço para alta. (Valor Econômico)

 

 

Balança

A balança comercial brasileira acumulou recorde histórico de US$ 36,219 bilhões no primeiro semestre de 2017, valor 53,1% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, o que representa o melhor resultado de toda a série histórica, iniciada em 1989. (Fonte: MDIC)

 
 

Representantes de entidades ligadas à produção de proteína animal participaram de reunião para tratar de viagem à Ásia em novembro deste ano. A comitiva, coordenada pelas secretarias estaduais da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico, deve contar com lideranças da indústria da carne bovina, aves, suínos e leite. O encontro ocorreu nesta segunda-feira (3/7) pela manhã na Secretaria da Agricultura (Seapi).

Segundo o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, os países da Ásia têm demanda por produtos lácteos. "Queremos conhecer mais detalhadamente qual é esta demanda. Uma das possibilidades é o mercado de queijos", avalia. Outros produtos de valor agregado, como o leite A2A2, indicado para pessoas que apresentam alergia à proteína do leite, também tem potencial de exportação.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destaca que o objetivo da missão à Ásia é apresentar o potencial do Rio Grande do Sul e prospectar novos mercados. Entretanto, ressalta o titular da pasta, esta foi uma primeira reunião para tratar da viagem. Nas próximas semanas, outros encontros devem ocorrer. Enquanto isso, a Seapi aguarda que as entidades do setor manifestem interesse em participar da missão.

Também estiveram presentes na reunião dirigentes do Sindicato da Indústria de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além de representantes da Famurs e Fiergs.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat

 

 

 

Porto Alegre, 03 de julho de 2017                                              Ano 11- N° 2.532

 

Leite UHT será tributado a partir de 2018 
 

A partir de 1º de janeiro de 2018 o leite UHT comercializado em todo o Rio Grande do Sul, até então isento de ICMS, passará a ser tributado em 18%. A modificação foi oficializada por meio do decreto nº 53.612, publicado na última sexta-feira (30/7) no Diário Oficial do Estado. 

"Esperamos que a tributação do leite UHT dê condições de o Estado tornar-se competitivo em outros produtos lácteos", comenta o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, destacando que a ideia é valorizar o leite industrializado no Rio Grande do Sul.

A medida resulta de trabalho do Sindilat para ajustar a legislação vigente e esclarecer as dúvidas dos laticínios associados no que diz respeito à data de início da tributação. Em maio deste ano, o governo do Estado publicou a Lei nº 14.988 fazendo referência à data de 1º de janeiro de 2017 para início da tributação do leite UHT. Com o decreto, o prazo foi corrigido. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Entidades ligadas à proteína animal planejam viagem à Ásia para abrir novos mercados

 

Créditos: Fernando Groff - SEAPI

 

Representantes de entidades ligadas à produção de proteína animal participaram de reunião para tratar de viagem à Ásia em novembro deste ano. A comitiva, coordenada pelas secretarias estaduais da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico, deve contar com lideranças da indústria da carne bovina, aves, suínos e leite. O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira (3/7) pela manhã na Secretaria da Agricultura (Seapi).

Segundo o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, os países da Ásia têm demanda por produtos lácteos. "Queremos conhecer mais detalhadamente qual é esta demanda. Uma das possibilidades é o mercado de queijos", avalia. Outros produtos de valor agregado, como o leite A2A2, indicado para pessoas que apresentam alergia à proteína do leite, também tem potencial de exportação.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, destaca que o objetivo da missão à Ásia é apresentar o potencial do Rio Grande do Sul e prospectar novos mercados. Entretanto, ressalta o titular da pasta, esta foi uma primeira reunião para tratar da viagem. Nas próximas semanas, outros encontros devem ocorrer. Enquanto isso, a Seapi aguarda que as entidades do setor manifestem interesse em participar da missão. 

Também estiveram presentes na reunião dirigentes do Sindicato da Indústria de Carnes do Rio Grande do Sul (Sicadergs) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além de representantes da Famurs e Fiergs. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 

Mercado Crescente 

As vendas de leite com baixo teor de lactose (açúcar do leite) cresceram 40% em 2015 e mais 40% em 2016, revelaram dados da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). A comercialização desta variedade já corresponde a 5% do mercado de leite no Rio Grande do Sul.

Em contrapartida, o volume de vendas do tradicional leite longa vida caiu 5% do final de 2014 ao final de 2016. De olho na forma como o alimento tem transitado na mesa dos gaúchos, as indústrias se movimentam para atenuar o enfraquecimento das vendas e aproveitar as oportunidades que surgem com um novo nicho de mercado.

Diante da equação, os laticínios atuam em pelo menos três frentes. Em uma delas buscam ampliar o portfólio de produtos. Em outra tentam desfazer os mitos criados em torno do leite longa vida para que o consumo do "carro-chefe" volte a crescer. E na terceira apostam na área de pesquisa para atender as novas exigências dos consumidores, que são crescentes (na página 2, conheça o projeto de produção de leite sem a proteína causadora de alergia).

Levantamento do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat/RS) mostra que há potencial para fomentar o consumo no País. O brasileiro ingere, em média, 178 litros por ano. Os vizinhos argentinos e uruguaios consomem 203 e 242 litros, respectivamente. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) recomenda o consumo anual de 220 litros por pessoa. 

O aumento do consumo, contudo, depende da melhoria do poder de compra dos gaúchos impactados pela crise econômica, da reconquista da confiança perdida pelas fraudes de adulteração do leite reveladas nos últimos anos e também da disseminação de mais informações sobre o alimento, que é fonte barata de diversos nutrientes. "De tempos em tempos, aparecem informações sobre vilões da alimentação, como já ocorreu com o ovo e com o glúten. Agora, a vilã da vez é a lactose.

Mesmo sem um diagnóstico, as pessoas ouvem falar da intolerância à lactose e da alergia à proteína do leite de vaca e acabam restringindo o leite das suas dietas", observa o médico alergista Gil Bardini Alves, integrante da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

Para a professora da área de Tecnologia de Leite e Derivados da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Neila Richards, dois terços das pessoas que preferem o leite com baixo teor de lactose são influenciados por "moda" e não por necessidade. "O aumento exagerado do consumo do leite com baixo teor de lactose chega a ser um problema porque o organismo daquelas pessoas que não têm intolerância, quando fica muito tempo sem ingerir nada com lactose, começa a perder a enzima que tinha a função de quebrar o açúcar do leite", alerta.

A veterinária Roberta Züge, participante do Conselho Científico Agro Sustentável, recomenda que as pessoas busquem conhecer melhor os benefícios do leite. "Muitas vezes, circulam informações contrárias ao leite que são totalmente prejudiciais para aqueles que deixam de ingeri-lo. A conta vem com o tempo", adverte. Segundo a FAO, o leite contém proteínas, calorias, cálcio, magnésio, selênio, riboflavina e vitaminas A, B5, B12, C e D.

Valor agregado
Se a lactose é motivo para uma parcela de consumidores refutarem o tradicional leite longa vida, ela também abre oportunidades de mercado para os laticínios. O presidente do Sindilat e do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado (Conseleite), Alexandre Guerra, afirma que grande parte das indústrias já tem em seus portfólios produtos especiais. Para elaborá-los, as indústrias reduzem os níveis de lactose do leite, mas preservam todos os outros nutrientes.

Segundo Guerra, em 2016, uma parcela de 2,5% do total de leite processado no Brasil era destinada às linhas especiais, sobretudo para a de baixo teor de lactose. Em 2017, o percentual passou para 3,3%. "É uma oportunidade que existe para as indústrias e para os produtores. Quando uma empresa lança um novo produto, ela consegue agregar valor, ter uma margem diferenciada de lucro e remunerar melhor o fornecedor da matéria-prima", ressalta Guerra, que também é diretor administrativo e financeiro da Cooperativa Santa Clara. Em 2014, a empresa disponibilizou ao mercado o leite zero lactose e, na sequência, queijos, nata e doce de leite.

Atenta às tendências de consumo, a Cooperativa Piá também embarcou nesse mercado. De dois anos para cá, lançou leite, iogurte, requeijão, doce de leite e, mais recentemente, o achocolatado, tudo voltado para o público que restringe lactose na alimentação.

O presidente da Piá, Jeferson Smaniotto, diz que o mercado desse tipo de produto cresce na ordem de dois pontos percentuais ao ano. Segundo o executivo, os itens da linha especial saem da indústria com valor maior porque é necessário considerar os custos de produção mais elevados, bem como o tempo de fabricação, já que se inclui no processo industrial a etapa do uso da lactase, enzima que transforma a lactose em glicose.

O assessor de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Márcio Roberto Langer, confirma que o produtor de leite consegue ser melhor remunerado na medida em que surgem novos produtos no mercado. No entanto, vai depender muito da região onde ele está inserido. "As marcas atentas às tendências estão muito concentradas no Vale do Taquari, na Serra e no Norte do Estado. Lá, há uma disputa mais acirrada pelo leite dos produtores, principalmente aqueles com melhor qualidade".

Segundo Langer, há um esforço da Fetag e outras entidades para se chegar a uma fórmula de formação de preço e de remuneração mais justa aos produtores, levando em consideração as mudanças no mix de produtos na área do leite nos últimos anos. (Correio do Povo)

Estados Unidos: novo kit de diagnóstico rápido para Febre Aftosa
Direção de Ciência e Tecnologia do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos (DHS S&T) anunciou a concessão de licenças de um kit de diagnóstico da Febre Aftosa de resposta rápida (três horas) pelo Centro de Produtos Biológicos Veterinários (CVB) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Desenvolvido por um grande consórcio de investigação de agências federais, académicos e cientistas da indústria de sanidade animal, este é o primeiro kit de diagnóstico de Febre Aftosa que pode ser fabricado nos Estados Unidos, crítico para uma resposta rápida no caso de um surto de Febre Aftosa. Este kit de diagnóstico proporciona uma ferramenta importante para mitigar os impactos potencialmente catastróficos de um surto de Febre Aftosa. Este teste de alto rendimento pode ser utilizado para gado vacum, suínos e ovinos. "Este ensaio será uma ferramenta fundamental para a preparação e resposta perante emergências dos Estados Unidos e para assegurar a resiliência da pecuária dos Estados Unidos, uma infra-estrutura crítica", disse William N. Bryan, sub-secretário do DHS. "Fazer chegar com êxito este teste ao mercado exemplifica o tipo de associação público-privada entre o DHS S&T, os Centros de Excelência, os laboratórios governamentais e a indústria necessários para apoiar os programas pecuários e o controlo mundial e erradicação da Febre Aftosa. (IIAD/ Estados Unidos / 3três3)

 
 

DECRETO Nº 53.612, DE 29 DE JUNHO DE 2017. 
(DOE 30/06/17)

Modifica o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à

Circulação de  Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de

Transporte Interestadual e Intermunicipal e de

Comunicação (RICMS).

 

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 82, inciso V, da Constituição do Estado,

D E C R E T A:

 

Art. 1º - Com fundamento na Lei nº 14.988, de 3 de maio de 2017, ficam introduzidas as seguintes alterações no Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 37.699, de 26/08/97:

 

ALTERAÇÃO Nº 4876 - No art. 9º do Livro I, o inciso XX passa a vigorar com a seguinte redação, mantida a redação de sua nota:

"XX - saídas internas, a partir de 1º de janeiro de 2018, de leite fluido, pasteurizado ou não, esterilizado ou reidratado, exceto leite UHT - Ultra High Temperature;"

 

ALTERAÇÃO Nº 4877 - No art. 32 do Livro I, fica acrescentado o inciso CLXXVIII com a seguinte redação:

"CLXXVIII - a partir de 1º de janeiro de 2018, aos estabelecimentos industriais, aos estabelecimentos que tenham encomendado a industrialização ou aos centros de distribuição vinculados a estabelecimentos industriais situados neste Estado, em montante igual ao que resultar da aplicação do percentual de 15% (quinze por cento) sobre o valor da base de cálculo do imposto nas saídas internas de leite UHT - Ultra High Temperature - acondicionado em embalagem longa vida, classificado na posição 04.01 da NBM/SH-NCM, proveniente da industrialização de leite fluido produzido neste Estado.

 

NOTA - A apropriação do crédito fiscal presumido por um dos beneficiários previstos no "caput" impede a apropriação pelos demais na mesma operação."

 

ALTERAÇÃO Nº 4878 - Na Seção II do Apêndice I, o item VIII passa a vigorar com a seguinte redação:

ITEM MERCADORIAS
"VIII Leite fresco, pasteurizado ou não, esterilizado ou reidratado, exceto leite UHT - Ultra High Temperature"

 

 

Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2018.

 

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre,

 

JOSÉ IVO SARTORI

Governador do Estado 

 

Porto Alegre, 30 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.531

 

Produção de leite da Nova Zelândia aumentará à medida que os preços se recuperam

 

A produção de leite na Nova Zelândia aumentará em 2017-18 pela primeira vez em três anos, segundo projeções da Fonterra, embora os volumes devam permanecer abaixo dos recordes, em meio a algumas preocupações financeiras persistentes na indústria. A Fonterra, que processa a grande maioria da produção de leite da Nova Zelândia, em sua primeira previsão de produção para a estação de 2017-18, que começou este mês, previu um volume de 1,575 bilhão de quilos de sólidos de leite (18,74 bilhões de quilos de leite). Isso representaria um aumento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e colocaria fim em um período de queda da produção estimulado pela queda dos preços do leite, cortando os valores para menos dos custos de produção e deixando muitos produtores com dívidas substanciais.

O preço do leite da Fonterra aos produtores caiu de NZ$ 8,40 (NZ$ 6,12) por quilo de sólidos de leite em 2013-14 [equivalente a NZ$ 0,70 (US$ 0,51) por quilo de leite] para NZ$ 3,90 (US$ 2,84) por quilograma de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,32 (US$ 0,23) por quilo de leite] duas estações depois. Entretanto, os valores se recuperaram para NZ$ 6,15 (US$ 4,48) por quilo de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] na última estação, com um pagamento previsto pela Fonterra de NZ $ 6,50 (US$ 4,73) por quilo de sólidos de leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,39) por quilo de leite] para 2017-18. "O melhor cenário de preço do leite deve dar suporte aos planos de produção de leite dos produtores", disse a cooperativa. Entretanto, as captações permanecerão abaixo do recorde de 1,62 bilhões de quilos de sólidos de leite estabelecidos em 2014-15, incentivados pelo impulso do pagamento recorde da estação anterior, com a natureza da produção de leite levando a um atraso na eficácia da influência dos preços nos volumes de produção.

De fato, recentemente o Instituto Reinz, embora tenha previsto uma recuperação de 6,8% nos valores das propriedades leiteiras da Nova Zelândia com relação ao ano passado, sinalizou a perspectiva de vendas forçadas. "A atividade instigada pelo financiador confirma os recentes comentários do Reserve Bank de que alguns produtores podem ter que lidar com os níveis de dívida acumulados nas últimas estações, sendo a venda a única opção nesses casos". Ainda assim, dados recentes de produção de leite da Nova Zelândia foram muito melhores do que se esperava, com a Fonterra inicialmente prevendo uma queda de 7% em suas captações para a estação passada, mais de duas vezes a taxa de queda realmente registrada.

No mês passado, a agência do Departamento de Agricultura dos EUA em Wellington aumentou em mais de 700 mil toneladas, para 21,9 milhões de toneladas, sua previsão para a produção de leite da Nova Zelândia em 2017, citando fatores que incluem clima favorável no início do ano, além de preços mais altos do leite. No geral, a recuperação do preço do leite está "aumentando a confiança dos produtores", que levará a compra de mais insumos para a fazenda, se for necessário. A previsão do número de vacas leiteiras não foi reduzida tanto quanto previsto anteriormente. Foi estimado 5 milhões de cabeças, 100.000 cabeças a mais do que o previsto anteriormente". (As informações são do Agrimoney, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 Fundesa recebe homenagem de fiscais agropecuários


Foto: Sarah Souza/Divulgação

A primeira edição do Prêmio Afagro Destaque Fiscalização Agropecuária, que reconhece personalidades e entidades que se empenharam pela valorização e fortalecimento da atividade no Estado, homenageou o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). A distinção foi na categoria Representação do Setor Produtivo, por ser entidade parceira nas demandas da fiscalização, culminando no fortalecimento do agronegócio gaúcho. O troféu foi entregue nesta quinta-feira (29/6), em Porto Alegre.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, recebeu o prêmio das mãos da fiscal estadual agropecuária Lucila Carboneiro dos Santos. O dirigente destaca que o fundo não é apenas uma instituição arrecadatória, ressaltando que o Fundesa mantem uma relação próxima do serviço oficial. "Isso garante a aplicação de recursos em insfraestrutura e capacitação dos técnicos de forma complementar ao que deve ser feito pelo setor público", comenta.

Confira a lista dos demais homenageados pela Associação dos Fiscais Agropecuários do RS:
- Ministério Público do RS
- Valdeci Oliveira, deputado estadual
- Jerônimo Goergen, deputado federal
- Luis Fernando Mainardi, deputado estadual e ex-secretário da agricultura
- João Carlos Machado, ex-secretário da agricultura
- CRMV-RS
- Sintergs
- DS-RS Anffa Sindical
- Fundesa
- Danton Jr. do jornal Correio do Povo
- Athia de Mello, fiscal aposentada
- Ex-presidentes da Afagro: Fanfa Fagundes Barbosa, Nilton Rossato, Maria da Graça Dutra, Fernando Thiesen Turna e Antonio Augusto Medeiros
- Homenagem especial: fiscal estadual agropecuária Paula Devicenzi (Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Exportações/NZ

As exportações da Nova Zelândia atingiram o maior nível mensal em mais de três ano, em maio, uma vez que o país foi beneficiado pelo aumento dos preços dos produtos lácteos exportados para a China. As exportações aumentaram 8,7%, chegando a NZ$ 4,95 bilhões em maio, comparadas com o mesmo mês do ano passado, e chegando ao maior nível desde março de 2014, de acordo com o Statistics New Zealand. As exportações de produtos lácteos lideraram o crescimento, com 42% de aumento nas divisas, que saíram de NZ$ 342 milhões, para NZ$ 1,16 bilhões. As exportações de leite em pó, manteiga e queijo da Nova Zelândia aumentaram pelo oitavo mês consecutivo, à medida que os preços dos produtos lácteos melhoravam no mercado internacional, proporcionando maior remuneração aos agricultores, e movimentando a economia local. 

As exportações para a China, o maior mercado da Nova Zelândia, saltaram 17% em maio, chegando a NZ$ 969 milhões, lideradas pelo aumento de 76% na venda de produtos lácteos. "Os preços mais elevados do leite em pó ajudaram a aumentar os valores das exportações nos últimos meses", disse Daria Kwon, gerente de estatísticas internacionais do Stats NZ. "As exportações de produtos lácteos para a China lideraram o aumento dos valores". (The Country - Tradução livre: Terra Viva)

Nova fórmula de comercialização de leite

Empresas criam consórcios. Haverá contratos e arbitragem da Bolsa. A ideia é garantir os preços. Consignação do leite, um instrumento criado em Santa Fe para mediar entre produtos e fábricas de laticínios, começou a funcionar como prova piloto. O projeto, desenvolvido durante o último ano e meio, é uma organização de segundo grau, onde cooperativas e bacias de produção colocam o leite cru à disposição da indústria. A ideia deste espaço é que funcione sob contrato, com arbitragem da Bolsa de Comercio de Rosario, e que gere um mercado institucionalizado que centralize uma parte da oferta. Desta forma, espera-se melhorar as condições de comercialização, bem como facilitar questões de logística e distribuição e os controles dos laboratórios sobre qualidade do leite. "Já estamos trabalhando com 7 empresas: 5 cooperativas, uma sociedade anônima e um Acordo de Comercialização Empresarial (ACE). Começamos o teste em maio, formando um grupo, o que representa um caminhão aproximadamente 30.000 litros por dia. 

Em junho duplicamos o volume: cada empresa contribuiu com duas equipes", explicou Marcelo Dándolo, presidente da Sociedad Rural Las Colonias e membro da Consignação, que já vende matéria prima a 3 PyMES. Assim, nesta primeira fase, o consórcio vendeu 200.000 litros de leite em maio e uns 400.000 em junho. Segundo Dándolo, o projeto estará em operação em um prazo de aproximadamente 70 dias, uma vez que concluídos os trâmites jurídicos para que o organismo seja um Consórcio de Cooperação Empresarial. "A Consignatária venderá a qualquer empresa, buscando eliminar a venda informal do produtor para a indústria. Agora a transação será feita através de contratos e os preços não serão por litro, mas, por sólidos e qualidade da matéria-prima", assegura o presidente da Sociedad Rural Las Colonias. Desta forma, a ideia é melhorar as condições do setor lácteo, que atravessa um momento de crise, mantendo preços fixos que permitam a subsistência dos produtores. "Agora haverá um preço de referência, assim como por exemplo, existe para a soja. A província produz 5 milhões de litros de leite por dia. Esperamos que paulatinamente se chegue a canalizar toda esta produção através da Consignação", conclui Dándolo. (Campo En Acción - Tradução livre: Terra Viva)

 

Estoques/UE
A intervenção permite que a Comissão Europeia compre 60.000 toneladas de manteiga e 109.000 toneladas de leite em pó desnatado (SMP), entre 1º de março e 30 de setembro, todo o ano, com os preços fixos de €2.217/tonelada e €1.698/tonelada, respectivamente. O objetivo é estabelecer um piso mínimo no mercado durante períodos de preços baixos. Depois que o volume atinge o limite, o produto pode ser oferecido nos estoques de intervenção através de licitação, e não será mais a preços pré-estabelecidos. Não houve oferta de SMP para os estoques públicos de intervenção desde 15 de maio. Desde o dia 1º de março foram adquiridas apenas 7.937 toneladas. Houve, no entanto, uma proposta bem-sucedida de vendas dos estoques de intervenção na última rodada, com a Bélgica vendendo 100 toneladas ao preço de €1.850/tonelada. (AHDB - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

A primeira edição do Prêmio Afagro Destaque Fiscalização Agropecuária, que reconhece personalidades e entidades que se empenharam pela valorização e fortalecimento da atividade no Estado, homenageou o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). A distinção foi na categoria Representação do Setor Produtivo, por ser entidade parceira nas demandas da fiscalização, culminando no fortalecimento do agronegócio gaúcho. O troféu foi entregue nesta quinta-feira (29/6), em Porto Alegre.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, recebeu o prêmio das mãos da fiscal estadual agropecuária Lucila Carboneiro dos Santos. O dirigente destaca que o fundo não é apenas uma instituição arrecadatória, ressaltando que o Fundesa mantem uma relação próxima do serviço oficial. "Isso garante a aplicação de recursos em insfraestrutura e capacitação dos técnicos de forma complementar ao que deve ser feito pelo setor público”, comenta.

Confira a lista dos demais homenageados pela Associação dos Fiscais Agropecuários do RS:

- Ministério Público do RS
- Valdeci Oliveira, deputado estadual
- Jerônimo Goergen, deputado federal
- Luis Fernando Mainardi, deputado estadual e ex-secretário da agricultura
- João Carlos Machado, ex-secretário da agricultura
- CRMV-RS
- Sintergs
- DS-RS Anffa Sindical
- Fundesa
- Danton Jr. do jornal Correio do Povo
- Athia de Mello, fiscal aposentada
- Ex-presidentes da Afagro: Fanfa Fagundes Barbosa, Nilton Rossato, Maria da Graça Dutra, Fernando Thiesen Turna e Antonio Augusto Medeiros
- Homenagem especial: fiscal estadual agropecuária Paula Devicenzi

Foto: Sarah Souza/Divulgação Afagro

Com Informações: Thaís D'avila Produtora de Conteúdo 

 

 

Porto Alegre, 29 de junho de 2017                                              Ano 11- N° 2.530

 

  Nestlé fomenta produção de leite orgânico no país

Líder na captação de leite no Brasil, a suíça Nestlé iniciou um movimento no setor que, embora modesto à primeira vista, tem potencial para gerar mudanças significativas no mercado de lácteos nos próximos anos se for bem-sucedido. Atenta ao crescimento da demanda por alimentos naturais nos últimos anos, a empresa decidiu fomentar a produção de leite orgânico e está começando a experiência na região de Araraquara (SP), onde tem fábrica e produz leite longa vida com as marcas Molico, Ninho, além de leite condensado. O projeto-piloto começou há um ano, quando a área de captação de leite da empresa na região iniciou a busca por interessados em produzir a matéria-prima de forma orgânica, isto é, de maneira sustentável, sem a utilização de adubos químicos ou agrotóxicos na produção do alimento do gado leiteiro e com uso de medicamentos homeopáticos ou fitoterápicos no cuidado dos animais.

A Fundação Mokiti Okada, que pesquisa agricultura natural, e a Embrapa Pecuária Sudeste também participam do projeto. Segundo Taissara Martins, agrônoma responsável pelo desenvolvimento de fornecedores da Nestlé, houve interesse por parte de 50 produtores de leite na região, mas apenas 11 foram contratados na atual fase do projeto. A razão para esse número restrito é que parte deles não tinha como readequar a propriedade à produção orgânica, caso de um pecuarista cuja fazenda tem, com frequência, sobrevoo de aviões para fumigação de lavouras de cana vizinhas. Atualmente, esses 11 produtores -- um já tem o selo de produção orgânica e os demais estão em conversão - fornecem 6 mil litros de leite por dia à fabrica da Nestlé em Araraquara, e segundo a agrônoma há outros 20 a 30 produtores em prospecção. "O plano é, com esses novos produtores, alcançar 20 mil a 30 mil litros por dia, no primeiro semestre de 2019", afirma ela. Se essa meta da Nestlé for alcançada, a produção brasileira de leite orgânico, hoje estimada em apenas 20 mil a 30 mil litros por dia em todo o país, irá praticamente dobrar, observa Taissara Martins. Essa produção diária nacional atualmente equivale a 5 milhões de litros por ano, o mesmo volume de leite que a Nestlé recebe a cada dia para processamento em suas 10 fábricas do Brasil. 

Por ora, o projeto de orgânicos da Nestlé está restrito à região de Araraquara, mas o plano é expandir para outras áreas do país, afirma Rachel Müller Galvão, gerente executiva de marketing lácteos da empresa. Até porque é necessário ter escala. Segundo ela, o "propósito da Nestlé de impactar positivamente a vida das pessoas" é um dos motores do projeto, além da busca do consumidor por produtos considerados mais saudáveis. O plano da companhia, diz, é lançar leite UHT orgânico, mas a marca ainda não está definida. A Nestlé já atua no segmento de orgânicos em outros países. Na Europa, onde a agricultura orgânica é bastante desenvolvida, produz iogurtes, café, chá e papinhas. Nos Estados Unidos e México, tem linha de iogurtes e produtos culinários, por exemplo. No Brasil, a oferta de leite orgânico é restrita. Uma das marcas mais conhecidas é o leite Timbaúba, produzido pela Fazenda Timbaúba, de Alagoas. 

De acordo com estimativas de mercado citadas pela Nestlé, há hoje no Brasil apenas 50 fazendas produzindo leite orgânico, daí a oferta bastante modesta. Um dos grandes desafios, diz Taissara Martins, é a necessidade de desenvolver as cadeias de produção orgânica dos grãos, como milho e soja, utilizados na alimentação do rebanho. "Estima-se que menos de 1% da produção do milho do Brasil seja orgânica", afirma. O tempo necessário para a conversão à produção orgânica de leite é outro desafio: de 21 a 24 meses entre a conversão do pasto e dos animais e a adequação de estrutura para a produção. Conforme explica a agrônoma, a conversão do pasto leva 12 meses e a dos animais, seis meses. A certificação de orgânica - neste caso, conferida pelo IBD - só é obtida após 18 meses e auditorias que verificam se as exigências estão sendo seguidas. Diante das dificuldades, o projeto de fomento da Nestlé busca dar estímulos para que o pecuarista aposte na produção orgânica, pois há custos na adequação. A empresa, que fez contratos de 36 meses com os produtores, ainda está recebendo leite convencional da maior parte dos fornecedores que aderiram, uma vez que eles ainda estão em processo de conversão. No entanto, paga pelo litro do produto como se fosse leite orgânico. "É uma forma de encorajar o produtor, já que ele ficará durante 18 meses com custos maiores, fazendo as adequações", observa Taissara. 

Afora isso, a empresa auxilia na compra da ração orgânica para o consumo das vacas. De acordo com a agrônoma, a Nestlé contata os fornecedores dos grãos orgânicos e lhes garante que o produto será adquirido pelos pecuaristas. Com isso, consegue preços mais competitivos. Os produtores também obtêm mais prazo para pagar. A Nestlé também subsidia a assistência técnica aos produtores, que é feita pela Fundação Mokiti Okada, de Ipeúna (SP). Além disso, a equipe de profissionais (zootecnistas, agrônomos e técnicos agrícolas) da Nestlé na região recebe capacitação técnica da Embrapa para que promovam a adoção de tecnologias sustentáveis e boas práticas na fazenda entre os produtores. (Valor Econômico)

 

 Rótulos/EUA 

A etiqueta com base na proposta Country Of Origin Labeling (COOL), [Rotulagem do País de Origem], está de volta ao noticiário. A controversa rotulagem havia caído por decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas ressurgiu através de um processo do Departamento de Agricultura (USDA). Os apoiadores da COOL dizem que o USDA não deveria ter suspendido o programa e nem impedido o Congresso de fazê-lo. Espera-se que o COOL seja incluído nas renegociações do NAFTA e proposto para votação no Congresso. Os apoiadores da lei acreditam que agora têm um advogado de defesa na Casa Branca com o presidente Trump adotando sua agenda pró-América. Será que esta estratégia conseguirá trazer a COOL de volta? Ainda existem grandes obstáculos a serem superados. Encontrar uma forma de obter aprovação da OMC é crítico. Se você acredita que devemos ser parte da OMC ou não, devemos respeitar as regras, enquanto formos membros. 

Os críticos muitas vezes ignoram os casos em que a OMC decide a favor dos norte-americanos. Além disso, quem realmente conhece a intenção do Congresso? Não tenho certeza e talvez nem eles saibam. Além disso existem os consumidores. É até compreensível a paixão dos apoiadores pelo COOL, mas não acho que a paixão seja compartilhada pela maioria dos consumidores que tendem a considerar o preço na hora da compra, mais do que o rótulo de origem. Se as empresas estivessem certas de que obteriam algum benefício econômico com a rotulagem, esta forma de rotulagem seria adotada voluntariamente. Embora seja um conceito atraente, isso não é o suficiente para justificar a adoção do COOL. (Dairy Herd - Tradução livre: Terra Viva)

Aftosa - RS prepara informações

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, e o coordenador do plano estratégico do Programa de Febre Aftosa, Plínio Lopes, estarão em Porto Alegre para receber informações sobre como o Rio Grande do Sul tem se organizado para atender os requisitos do plano estratégico que visa manter as condições de erradicação da doença, com a retirada da vacinação, no dia 4 de julho. Ontem, o serviço veterinário oficial do Estado e entidades fizeram uma reunião preparatória. (Correio do Povo)

Fiscalização - Ministério quer temporários 

O Ministério da Agricultura pediu autorização ao Ministério do Planejamento para a contratação temporária de veterinários até a realização de concurso público. Entre os argumentos está o de que a falta de pessoal impede a abertura de plantas frigoríficas e represa o aumento da produção nacional. A delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Estado, Consuelo Paixão Cortes, criticou a iniciativa, que pode levar a nomeações políticas, e defendeu e a contratação por concurso público. (Correio do Povo)

 

 

Projeto prevê privatização
O Executivo protocolou ontem, na Assembleia Legislativa, o projeto de lei 125/2017, que autoriza as empresas a contratarem veterinários privados para o trabalho de inspeção sanitária de produtos de origem animal. O projeto vinha sendo discutido desde 2016 pela Secretaria de Agricultura e foi alvo de críticas dos fiscais agropecuários da casa. O governo defende que a contratação privada irá agilizar o serviço e atender a uma demanda para a qual não há pessoal disponível. (Correio do Povo)