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Após pressões contra os incentivos dados pelo governo à importação de lácteos vindos do Mercosul, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sinalizou positivamente a retirada do leite da pauta do livre comércio durante entrevista. O assunto foi debatido durante reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), na manhã dessa quarta-feira (23/8), na sede do sindicato, em Porto Alegre. A afirmação de Maggi simboliza uma vitória do setor lácteo, que enfrenta desafios com a instabilidade econômica do país e passa por baixas no preço do litro do leite pago aos produtores rurais. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a medida demonstra que o governo deve olhar com preocupação para os lácteos. “Assim, o setor começa a ter voz ativa”, pontuou Guerra.

Segundo dados levantados pelo Sindilat, o Uruguai produziu 1,7 bilhão de litros de leite em 2016 e consumiu 700 milhões de litros. Conforme informações divulgadas pelo próprio país, o saldo, se convertido em pó, renderia 120 mil toneladas. Só o Brasil recebeu 100 mil toneladas de leite em pó e 18 mil toneladas em queijos do país vizinho, o que representa praticamente todo o volume restante. “Não poderíamos deixar de cobrar uma posição do governo agora”, afirmou Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato, sobre a necessidade de tomar ações para averiguar a possível triangulação de leite no país vizinho.

Na ocasião, esteve presente o presidente da Emater, Clair Kuhn, que conversou com os associados sobre a possível criação de um grupo de trabalho para prestação de serviço extra de assistência técnica aos produtores ligados às indústrias e cooperativas associadas ao sindicato.

Reunião dos associados do Sindilat conta com a presença do presidente da Emater, Clair Kuhn. Foto: Vitorya Paulo

 

Porto Alegre, 23 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.569

 

Sindilat discute retirada de leite da pauta do livre comércio no Mercosul
 
Após pressões contra os incentivos dados pelo governo à importação de lácteos vindos do Mercosul, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, sinalizou positivamente a retirada do leite da pauta do livre comércio durante entrevista. O assunto foi debatido durante reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), na manhã dessa quarta-feira (23/8), na sede do sindicato, em Porto Alegre. A afirmação de Maggi simboliza uma vitória do setor lácteo, que enfrenta desafios com a instabilidade econômica do país e passa por baixas no preço do litro do leite pago aos produtores rurais. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a medida demonstra que o governo deve olhar com preocupação para os lácteos. "Assim, o setor começa a ter voz ativa", pontuou Guerra.
 
Segundo dados levantados pelo Sindilat, o Uruguai produziu 1,7 bilhão de litros de leite em 2016 e consumiu 700 milhões de litros. Conforme informações divulgadas pelo próprio país, o saldo, se convertido em pó, renderia 120 mil toneladas. Só o Brasil recebeu 100 mil toneladas de leite em pó e 18 mil toneladas em queijos do país vizinho, o que representa praticamente todo o volume restante. "Não poderíamos deixar de cobrar uma posição do governo agora", afirmou Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato, sobre a necessidade de tomar ações para averiguar a possível triangulação de leite no país vizinho.
 
Na ocasião, esteve presente o presidente da Emater, Clair Kuhn, que conversou com os associados sobre a possível criação de um grupo de trabalho para prestação de serviço extra de assistência técnica aos produtores ligados às indústrias e cooperativas associadas ao sindicato. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Crédito: Vitorya Paulo
 

Setor espera solução do Estado para importação de lácteos

Lideranças do setor lácteo gaúcho estão confiantes de que uma solução para pôr fim ao incentivo dado pelo governo do Rio Grande do Sul à importação de leite do Mercosul deva sair ainda esta semana. Reunidos nesta terça-feira (22/08) à tarde com o governador em exercício, José Paulo Cairoli, representantes do Sindilat, Apil, Fetag, Farsul, Ocergs e Famurs receberam a sinalização de que o pedido de revogação dos decretos que concedem diferimento de ICMS para as operações de importação será avaliado ainda esta semana. A expectativa é de um anúncio positivo no sábado (26/08), quando começa a 40ª Expointer e o ministro Blairo Maggi estará no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o setor pediu que o decreto 53184/2016, que expira no final de agosto, não seja prorrogado, e que o de número 53059/2016 seja terminantemente revogado. A ideia é ajudar o setor produtivo do leite a retomar seu crescimento, uma vez que produtores e indústrias operam com margens mínimas em função da concorrência desleal com os importados.

De acordo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, uma solução se faz necessária principalmente no momento em que o setor vai a Brasília pedir um freio às importações por suspeita de triangulação do Uruguai. "Não podemos cobrar uma posição mais rígida do governo federal quando o próprio estado concede isonomia tributária ao leite importado".

A reunião ainda contou com a presença dos secretários de Estado Ernani Polo, Tarcísio Minetto e Fábio Branco. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Maggi quer retirar o leite do acordo do Mercosul para frear importações

Entrada no país de produtos lácteos provenientes dos países vizinhos tem afetado preços internos e causado prejuízo aos produtores brasileiros O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, vai propor à representação brasileira no Mercosul a exclusão do leite do acordo de livre comércio no bloco. De perfil pouco protecionista, Maggi está convencido de que apenas essa medida mais drástica pode conter as volumosas exportações de lácteos, principalmente do Uruguai, para o Brasil. A entrada descontrolada desses produtos tem provocado forte impacto nos preços internos e prejudicado os produtores nacionais. Desde junho, a queda foi de 30%. "Não há, com as remunerações, com os preços que estão aí colocados, a possibilidade de o produtor continuar produzindo. Nós temos que nos preocupar é com uma desestruturação dessa cadeia. Dentro de uma negociação do Mercosul, não tem como o Ministério da Agricultura fazer com que isso pare, é um acordo muito maior. Mas eu vou propor ao governo que a gente tenha atitudes mais sérias com isso, inclusive de retirar o leite do acordo do Mercosul. 

Como nós não temos o açúcar, por que não podemos ter leite também, que é uma das grandes demandas dos pequenos produtores no Brasil? Digo com toda tranquilidade, eu já aderi a essa ideia. Não acho fácil politicamente de conseguir, mas o governo brasileiro tem que saber que a situação no campo não é nada boa e que os produtores precisam de uma ajuda por parte do governo para não quebrar todo mundo", afirmou Maggi. A decisão foi tomada após diversas reuniões com lideranças do setor de leite do país. Na semana passada, Maggi recebeu representantes de cooperativas de leite de Minas Gerais. Nesta terça-feira, dia 22, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, expôs as dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores gaúchos. No mesmo dia, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) entregaram um documento técnico com as preocupações do setor lácteo brasileiro em relação ao impacto que as importações, principalmente de leite em pó do Uruguai, trazem ao mercado interno. 

Acordo privado 
Além dos preços em queda no Brasil, uma reação do setor privado da Argentina também pressionou os produtores de leite brasileiros a cobrarem medidas do governo. Existe um acordo para limitação das importações de lácteos argentinos em 54 mil toneladas por ano. Como não há a mesma imposição, o Uruguai tem exportado quantidades muito maiores. "Os argentinos ameaçaram romper o acordo caso a limitação seja apenas pra eles", afirmou uma fonte a par das discussões. A posição do ministro Blairo Maggi surpreendeu positivamente o setor A posição do ministro Blairo Maggi surpreendeu positivamente o setor leiteiro. "Só conseguimos o acordo com a Argentina porque sentiram que o governo estava pressionando.

 Eles aceitaram, acharam mais estável e previsível exportar 54 mil toneladas por ano. Com o Uruguai, nunca teve isso, não teve jogo duro com eles, por isso exportam quanto quiserem", disse a fonte. Apenas em julho deste ano, as exportações de lácteos do Uruguai para o Brasil somaram 9 mil toneladas, mas o pico das negociações já chegou a 15 mil toneladas em um mês. A limitação para a Argentina é de 4.500 toneladas por mês. Blairo Magg vai tratar, em encontro, em São Paulo, na próxima semana, com o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Tabaré Aguerre, da preocupação de produtores de leite com as importações do produto uruguaio. O ministro brasileiro deverá propor um acordo de cota, a exemplo do que já está em vigor com a Argentina. 

Triangulação 
O ministro também afirmou que a chamada triangulação na importação de leite não ocorre. Ao assumir o Ministério da Agricultura, ele solicitou um estudo à Câmara de Comércio Exterior (Camex), que negou a ocorrência do processo que consiste na entrada de lácteos de outros países, como a Nova Zelândia, pelo Uruguai. Assista a entrevista. (Canal Rural) 

Indústria de leite longa vida enfrenta margens negativas

As indústrias de leite longa vida do país estão trabalhando com margem negativa entre R$ 0,25 e R$ 0,50 por litro na comercialização do produto, conforme consulta realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV) com empresas associadas. No Estado de São Paulo, o litro de leite longa vida vendido pela indústria para as varejistas neste mês de agosto está sendo negociado em R$ 1,90 a R$ 1,95, em média, de acordo com Laércio Barbosa, presidente da ABLV. Esse é o menor valor para um mês de agosto desde 2014, considerando tanto preços nominais quanto deflacionados. 

 

A fraca demanda no varejo, reflexo da crise no país, pressiona os valores do leite comercializado pela indústria. Além disso, o aumento da produção de leite no Brasil - em grande parte em consequência dos preços mais baixos dos grãos para alimentação do rebanho leiteiro - também influencia o mercado. A ABLV tem 30 associadas, que respondem por 90% do mercado de leite UHT no Brasil. Depois de dois anos de queda na produção brasileira de leite, entre janeiro e julho deste ano, a captação pelas indústrias subiu 1,8% em relação a igual período de 2016, segundo o Índice Scot de Captação de Leite. Só no mês de julho, a alta foi de 4,9% na comparação com o mesmo mês de 2016. "A situação da indústria está muito difícil. Achamos que é o fundo do poço e deve haver uma reação a partir de agora", afirma Barbosa, que é diretor da Usina de Laticínios Jussara. Para calcular as margens, a indústria considera os preços de venda ao varejo e os custos do leite cru, da embalagem, insumos, embalagens, mão de obra, impostos e fretes. Por esse cálculo, o custo de um litro de leite longa vida para a indústria está entre R$ 2,20 e R$ 2,40 o litro atualmente. Embora admita que a volatilidade no segmento é normal, Barbosa chama a atenção para o tamanho do prejuízo registrado atualmente. Ele avalia que a recuperação deve ocorrer em breve porque o preço da matéria-prima se estabilizou no mercado spot (negociação entre empresas) na segunda quinzena de agosto. "O pico da safra de leite do Sul já foi e as importações [de lácteos] perderam força depois do primeiro semestre", observa. Além disso, segundo Barbosa, promoções de preços realizadas por grandes varejistas do país estimularam uma melhora no consumo nos últimos dias. E ajudaram a reduzir os estoques de produto nas indústrias. "O consumo deve melhorar. 

Os preços caíram muito", argumenta. Dados da MilkPoint com base em levantamentos do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Fipe indicam que o preço do leite longa vida no atacado na semana encerrada em 18 de agosto ficou em R$ 1,93 em média, em São Paulo. Na média das três primeiras semanas do mês, ficou em R$ 1,96 por litro, quase 30% abaixo dos R$ 2,78 de agosto de 2016. Para Valter Galan, analista do MilkPoint, esse cenário não deve mudar rapidamente. "A demanda não está avançando", afirma. Afora isso, há no momento, mais oferta de leite para processamento do que havia em igual momento de 2016. E a perspectiva é de que essa oferta continue a crescer com o avanço da safra de leite em Minas Gerais e Goiás. Ele vê possibilidade de mudança, contudo, se os preços mais baixos do leite no varejo estimularem o consumo. Segundo dados da Fipe compilados pela MilkPoint, em julho passado o leite longa vida no varejo ficou em R$ 2,93 por litro, 28% abaixo dos R$ 4,09 de um ano antes, em valores deflacionados. (Valor Econômico) 

 

NO RADAR
Entidades ligadas à produção de leite estiveram reunidas ontem com o governador em exercício, José Paulo Cairoli. Foram pedir que o governo revogue dois decretos que concedem diferimento de ICMS para operações de importação. A avaliação deve ser feita nesta semana e anúncio positivo poderá sair na Expointer.(Zero Hora)

Após o sucesso da Fenasul de 2017, o PUB do Queijo chega à Expointer. A programação começa na sexta-feira (25/8) e segue até o domingo (3/9), oferecendo uma nova atração gastronômica ao público que for ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O PUB do Queijo ficará aberto diariamente das 11h30min às 24h em frente ao Boulevard. O cardápio será assinado pelo chef Joaquim Aita. As degustações serão orientadas pelo chef Alexandre Reolon, que explicará aos visitantes as peculiaridades de cada variedade. Além disso, essa edição também terá espaço para iogurtes e outros derivados lácteos.

A iniciativa é realizada pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) com apoio de Fetag, Farsul, Seapi, Apil, Ocergs, AGL e Fundesa e demais entidades do setor lácteo. O PUB é uma alternativa diferente em meio às opções de churrasco que serão oferecidas no parque. O espaço oferece mais de 50 tipos de queijos e pratos quentes, como brusquetas, caldos, risotos variados, massas com molhos de queijos e embutidos. O valor do ticket para o ingresso no PUB do Queijo custa R$ 40,00, e dá direito à degustação. Para completar o menu, o serviço ainda inclui trufas e frutas ao chocolate. Crianças de até 10 anos pagam meia entrada.

Após o sucesso da Fenasul de 2017, o PUB do Queijo estará na Expointer. Foto: Carolina Jardine

Quem provar os queijos e quiser levar um pouco do sabor para casa ainda terá a opção de visitar a Boutique do Queijo, que será montada junto ao PUB. A loja oferecerá cunhas de queijos especiais dos fabricantes do Rio Grande do Sul. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o projeto é uma forma de valorizar os produtos lácteos e demonstrar ao público a diversidade da produção dos laticínios gaúchos. "A iniciativa é muito importante porque valoriza a produção local. A indústria gaúcha tem leite e queijos de alta qualidade que não deixam a desejar em nada aos rótulos mais renomados da Europa", afirmou Guerra. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, reitera que é dever da entidade promover os produtos gaúchos. Esse espaço é da Industria gaúcha que a condição básica é de estar presente é ser contribuinte do Fundesa. É a oportunidade de mostrar o controle sanitário que o setor possui.

O PUB oferece mais de 50 tipos de queijos e pratos quentes, como brusquetas, caldos, risotos variados, massas com molhos de queijos e embutidos Foto: Carolina Jardine

Lideranças do setor lácteo gaúcho estão confiantes de que uma solução para pôr fim ao incentivo dado pelo governo do Rio Grande do Sul à importação de leite do Mercosul deva sair ainda esta semana. Reunidos nesta terça-feira (22/08) à tarde com o governador em exercício, José Paulo Cairoli, representantes do Sindilat, Apil, Fetag, Farsul, Ocergs e Famurs receberam a sinalização de que o pedido de revogação dos decretos que concedem diferimento de ICMS para as operações de importação será avaliado ainda esta semana. A expectativa é de um anúncio positivo no sábado (26/08), quando começa a 40ª Expointer e o ministro Blairo Maggi estará no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o setor pediu que o decreto 53184/2016, que expira no final de agosto, não seja prorrogado, e que o de número 53059/2016 seja terminantemente revogado. A ideia é minimizar os impactos provocados pela concorrência desleal oriundas do Mercosul, neste momento delicado do setor lácteo onde produtores e indústrias estão trabalhando com margens negativas.

De acordo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, uma solução se faz necessária principalmente no momento em que o setor vai a Brasília pedir um freio às importações por suspeita de triangulação do Uruguai. “Não podemos cobrar uma posição mais rígida do governo federal quando o próprio estado concede isonomia tributária ao leite importado”.

A reunião ainda contou com a presença dos secretários de Estado Ernani Polo, Tarcísio Minetto e Fábio Branco.

Foto: kitthanes/iStock

O valor de referência do leite projetado para o mês de agosto no Rio Grande do Sul é de R$ 0,9006, redução de 4,22% em relação ao consolidado de julho, que fechou em R$ 0,9403. Os dados foram anunciados pelo Conseleite na manhã desta terça-feira (22/08), na sede da Farsul, em Porto Alegre. Nos últimos três meses, o valor de referência do leite caiu 8,92% no Estado. Segundo o professor da UPF Eduardo Belisário Finamore, além da baixa de 3,63% no leite UHT, a queda se acentuou devido à redução de 7,7% no valor de referência do leite em pó.

O presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, alerta que a redução dos números do Conseleite reproduz um momento de mercado, com margens mínimas no setor industrial. “Batemos no fundo do poço. Agora é preciso dar início a uma retomada”, completou. Segundo Guerra, que também é presidente do Sindilat, o RS vive seu pico de produção, mas está com estoques baixos tanto na indústria quanto no varejo. As vendas, sugere ele, estão condicionadas às ofertas das gôndolas em função do baixo poder aquisitivo do consumidor em tempos de crise. “Precisamos continuar a produzir e sermos cada vez mais competitivos porque a tendência é melhorar. Esse cenário irá se recuperar na sequência”, frisou, pontuando a importância de pleitear apoio ao governo para dar um freio às importações de cargas do Uruguai e de estímulo às compras governamentais.

Foto: Carolina Jardine

Guerra explica que é preciso que se tenha claro que os dados apresentados pelo colegiado retratam apenas uma referência. “No campo, o produtor recebe mais do que isso porque a produção é remunerada por bonificações de qualidade e quantidade”, salientou. Presente na reunião, o assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, pontuou que o resultado é um dos piores já verificados pelo Conseleite e fomenta um cenário de desestímulo à produção. Ele teme que os valores caiam ainda mais. “A situação é das mais emblemáticas de todos os tempos”, frisou.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Julho de 2017.

Matéria-prima

Valores Projetados Julho /17

Valores Finais

Julho /17

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência

1,0943

1,0814

-0,0129

II – Valor de referência

0,9515

0,9403

-0,0112

III – Menor valor de referência

0,8564

0,8463

-0,0101

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

Tabela 2:  Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Agosto de 2017.

Matéria-prima

Agosto /17 *

I – Maior valor de referência

1,0357

II – Valor de referência

0,9006

III – Menor valor de referência

0,8106

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto - o frete é custo do produtor)

 

Porto Alegre, 22 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.568

 

Conseleite anuncia queda no valor de referência 

O valor de referência do leite projetado para o mês de agosto no Rio Grande do Sul é de R$ 0,9006, redução de 4,22% em relação ao consolidado de julho, que fechou em R$ 0,9403. Os dados foram anunciados pelo Conseleite na manhã desta terça-feira (22/08), na sede da Farsul, em Porto Alegre. Nos últimos três meses, o valor de referência do leite caiu 8,92% no Estado. Segundo o professor da UPF Eduardo Belisário Finamore, além da baixa de 3,63% no leite UHT, a queda se acentuou devido à redução de 7,7% no valor de referência do leite em pó.
 
O presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, alerta que a redução dos números do Conseleite reproduz um momento de mercado, com margens mínimas no setor industrial. "Batemos no fundo do poço. Agora é preciso dar início a uma retomada", completou. Segundo Guerra, que também é presidente do Sindilat, o RS vive seu pico de produção, mas está com estoques baixos tanto na indústria quanto no varejo. As vendas, sugere ele, estão condicionadas às ofertas das gôndolas em função do baixo poder aquisitivo do consumidor em tempos de crise. "Precisamos continuar a produzir e sermos cada vez mais competitivos porque a tendência é melhorar. Esse cenário irá se recuperar na sequência", frisou, pontuando a importância de pleitear apoio ao governo para dar um freio às importações de cargas do Uruguai e de estímulo às compras governamentais.
 
Guerra explica que é preciso que se tenha claro que os dados apresentados pelo colegiado retratam apenas uma referência. "No campo, o produtor recebe mais do que isso porque a produção é remunerada por bonificações de qualidade e quantidade", salientou. Presente na reunião, o assessor da política agrícola da Fetag, Márcio Langer, pontuou que o resultado é um dos piores já verificados pelo Conseleite e fomenta um cenário de desestímulo à produção. Ele teme que os valores caiam ainda mais.  "A situação é das mais emblemáticas de todos os tempos",frisou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
  
 

 

Foto: Carolina Jardine
 

Coca-Cola quer mais lácteos que dispensam a geladeira

A Coca-Cola, maior fabricante de refrigerantes do mundo, começou a fazer mudanças na Verde Campo, com sede em Lavras (MG). A companhia mineira, que concentra a produção em queijos e iogurtes, agora vai competir na categoria de bebidas lácteas que dispensam a geladeira.

A Verde Campo, comprada pela Coca- Cola há pouco mais de ano e meio, recebeu investimento de R$ 30 milhões para modernizar a fábrica que possui em Lavras e dobrar sua capacidade produtiva. Passou de um processamento de 4,5 milhões de litros de leite por mês para 9 milhões de litros. Com vendas concentradas em Minas Gerais, São Paulo e nas demais capitais do país, poderá aproveitar agora o sistema de distribuição da Coca- Cola para ampliar sua área de atuação geográfica.

A Verde Campo faz parte da estratégia da multinacional de diversificar o portfólio, reduzindo a dependência do refrigerante, que vem perdendo consumidores em diversos países. A Coca-Cola também vende sucos de frutas, energéticos e chás.

"A Coca-Cola busca oferecer globalmente um portfólio mais completo de bebidas. Com a Verde Campo, entramos no segmento lácteo. Para acelerar a oferta em mais pontos de venda, vamos ampliar o portfólio com linhas de produtos não refrigerados", diz Sandor Hagen, vice-presidente de novos negócios da Coca-Cola Brasil.

Alessandro Rios, fundador e presidente da Verde Campo, disse que o investimento serviu para dobrar a capacidade produtiva, automatizar parte da produção e aumentar a segurança alimentar. A expansão da fábrica foi concluída neste mês. "Esse investimento é para dobrar a produção das linhas que já temos. O próximo passo é a entrada mais intensa em produtos sem refrigeração", afirmou Rios.

Em abril, a Verde Campo fez a primeira abordagem em produtos não- refrigerados. Lançou uma bebida láctea com proteína de soro de leite ("whey protein"), o Shake Natural Whey. Segundo a empresa, a bebida ajuda recuperar tecido muscular após exercícios físicos. "Esse foi o primeiro produto com o DNA da Coca-Cola, que não precisa de refrigeração. Vamos intensificar a oferta dessas linhas, fazendo uma combinação do DNA da Coca-Cola com o da Verde Campo, que é sempre focada em produtos mais saudáveis", diz Rios.

A Verde Campo é conhecida por produzir queijos e iogurtes com características funcionais como produtos dietéticos, com baixo nível de sódio e gordura, sem lactose ou com nível de proteína maior que os alimentos tradicionais.

Ainda neste ano, vai colocar no mercado um leite longa vida com a marca LacFree e uma linha de achocolatados com a marca Minilac. Essas linhas serão testadas no Rio de Janeiro e em Curitiba. "A partir dos resultados de vendas nessas praças, as linhas serão levadas para o país", diz Rios. Ele tem sido desafiado a criar produtos que possam abranger mais pontos de venda, ao dispensar refrigeração, e que atendam o público em novas ocasiões de consumo.

Em relação à distribuição, o trabalho está concentrado nas capitais, mas nos próximos anos haverá uma expansão para mais cidades. "Para os produtos sem refrigeração, como o leite longa vida, existe a possibilidade de aproveitar o sistema de distribuição da Coca-Cola, mas a decisão sobre como isso vai ser feito ainda não foi tomada", afirmou Rios.

No primeiro semestre, as vendas da Verde Campo cresceram 34%, em relação a igual período de 2016. A expectativa é manter um ritmo de crescimento de 30% neste ano e registrar avanços de "dois dígitos" a partir de 2018. A exportação não faz parte dos planos.

A fabricante de iogurtes e queijos foi comprada pela Coca-Cola, por meio da Leão Alimentos, em dezembro de 2015, e passou por adaptação de processos até setembro de 2016. "A Coca-Cola transmitiu conhecimentos e deu acesso a parceiros que antes eu não conseguia como uma empresa pequena", disse Rios. Ele passou a contar com fornecedores de matérias- primas, equipamentos e tecnologia que já atendiam a multinacional. (As informações são do jornal Valor Econômico)

Cresce a demanda por gestores nas fazendas

Os resultados positivos gerados pelo agronegócio e a necessidade de ampliar a produção agrícola e pecuária para atender à crescente demanda mundial, ao longo dos próximos anos, são fatores que estão estimulando diversos investimentos para tornar a atividade mais eficiente e profissional. Entre estes aportes, a busca por especialistas qualificados para atuarem na gestão das unidades produtoras está em alta no País e em Minas Gerais. No Estado, a demanda aumentou 60% em 12 meses.

Com a gestão profissional e eficiente, a tendência é que as fazendas e empreendimentos do setor se tornem cada vez mais produtivos e competitivos, o que é fundamental para um melhor desempenho no mercado nacional e internacional.

De acordo com o sócio-diretor da Upside Group, empresa especializada em gestão de capital humano, com sede em Belo Horizonte, Bruno da Matta Machado, a demanda pelos profissionais especializados em gestão é crescente.

O crescimento significativo da demanda pelos profissionais é atribuído a alguns fatores como, por exemplo, investidores buscando por novas alternativas após a queda do mercado das commodities minerais. Machado explica que dentre estas alternativas para investir, o agronegócio, sem dúvida, é muito interessante porque mesmo em período de crise econômica, vem apresentando resultados positivos.

"Para que os investimentos sejam direcionados para o setor é preciso de um mercado profissionalizado, que consiga gerir novos investimentos e os negócios. Por isso, é crescente a demanda por gestores de fazendas e gestores de agronegócio dentro de grupos empresariais (que tinham o agronegócio como uma vertente pequena), assim como em novas aquisições de fazendas. Normalmente, o grupo que faz uma aquisição chega dando uma roupagem mais profissional ao negócio que tradicionalmente tem gestão familiar ou informal, feita por funcionários de longa data. Tudo isso tem movimentado o mercado destes profissionais".

Segundo Machado, em Minas Gerais, a procura pelos profissionais especializados em agronegócio cresceu cerca de 60% nos últimos 12 meses. A demanda maior vem da produção de grãos, principalmente soja e milho, café e pecuária de corte. No País, o aumento na demanda foi de 75% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado e está voltada para cargos de gerência, coordenação e diretoria.

"O crescimento observado em Minas Gerais ainda está pouco menor que em outros estados das regiões Norte e Centro-Oeste, mas a tendência é que a busca pelos profissionais cresça mais. Os cargos vão desde gerência e coordenação de fazenda até gerência geral de agronegócio, quando um profissional cuidará das inúmeras fazendas que a empresa tem. Além disso, empresas que atuavam na área e não tinham diretorias exclusivas para o agronegócio estão criando novos cargos".

Novos cargos - Machado destaca que, em geral, o ingresso dos profissionais no setor ocorre através de cargos recém-criados e raramente pela substituição. O objetivo é implantar modelos de gestão profissional em negócios que eram geridos de forma informal em toda a cadeia, observando todas as áreas da fazenda, passando pela compra de insumos, gestão comercial, de pessoas, otimização de resultados e produção e aplicação de indicadores.

Com a profissionalização do setor, os resultados são a melhoria da produção, redução dos custos, ampliação da margem de lucro e ganho de competitividade no mercado. A tendência é que a demanda pelos especialistas em gestão continue em alta. "São profissionais ainda raros no mercado. Então existe espaço tanto para o desenvolvimento de novos profissionais como para a migração de outras áreas para o agronegócio", disse Machado. (As informações são do Diário do Comércio)
 

Argentina - Consumo de leite caiu 4,5% no primeiro semestre
Consumo/AR - A venda de leite e derivados no mercado interno apresentou retração de 4,5% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2016, segundo informações do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA). Entre janeiro e julho passado, o consumo de leite foi cerca de 1.184 milhões de litros, contra 1.240 milhões de litros em igual período anterior. A principal queda em vendas no mercado interno ocorreu no item leite refrigerado, 22,1%, chegando a 348 milhões de litros, quando foram consumidos 446,7 milhões de litros nos primeiros seis meses de 2016. Mas, o consumo de queijos ralados, em pó, fundidos e outros caiu 35,1%; a manteiga retrocedeu 18,8%, achocolatados e aromatizados tiveram perdas de 9,7%. Já por outro lado, foi registrado aumento no consumo de queijos frescos, 265% - de 7.291 toneladas para 26.612 toneladas -, melhora, "explicada pela revisão na categoria dos produtos e não pelo incremento de vendas". Também ocorreu alta de 58,6% no consumo de leite em pó desnatado, passando de 7.282 toneladas para 11.550 toneladas; e de 56,2% na variedade integral e semidesnatado, que passou de 23.990 toneladas para 37.477 toneladas. (Ambito.com - Tradução Livre: Terra Viva)
 

 

Porto Alegre, 21 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.567

 

  Produtores querem limite para importação de leite do Uruguai

A importação de leite em pó caiu mais de 16% no acumulado de 2017 na comparação com o ano anterior, mesmo assim a entrada de produto estrangeiro no mercado brasileiro é apontada como uma das causas das dificuldades enfrentadas no setor. Por isso, a cadeia quer uma medida que limite a entrada do produto do Mercosul no Brasil.

Já há em vigor um acordo do Brasil com a Argentina que permite cotas para importação aqui no país. Agora, produtores e indústria querem que a mesma limitação vigente na Argentina tenha validade para o Uruguai. Além disso, o setor pediu ao governo que adote outras medidas emergenciais.

"A gente está pedindo uma compra emergencial de 50 mil toneladas de leite em pó em termos de Brasil, para que isso possa dar uma regulada no mercado. Além disso, tem que dar celeridade ao acordo do Brasil com o México, que é um grande importador de leite em pó e queijo", explicou Darlan Palharini, secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul.

A limitação das importações é uma medida que gera divergências no setor. Há quem aponte que o protecionismo impede que os brasileiros aprendam a gerir a produção e fiquem mais competitivos. De outro lado, os que defendem as cotas dizem que o Brasil não está em igualdade de condições com outros membros do Mercosul e por isso o produto estrangeiro causa problemas.

"É bom lembrar que a zona de livre comércio pressupõe política monetária e cambial sincronizada e como isso não ocorre, as importações são deletérias, são predatórias e vem num momento onde o preço já está caindo", aponta Benedito Rosa, ex-secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura e comentarista do Canal Rural.

Especialistas do mercado de leite acham provável que o acordo para limitar a importação de leite do Uruguai vigore, a exemplo da limitação vigente com a Argentina. Mas alertam para a necessidade do setor leiteiro avançar a despeito de medidas governamentais.

" A dor é real tanto para a indústria quando para os produtores, mas o que temos argumentado é que isso (limite para as importações) seja sempre paliativo, é importante que a gente saiba as consequências. Nós precisamos tomar uma decisão, quem queremos ser no mercado de leite? Se nós não conseguimos sobreviver com o preço pago atualmente, não estamos sendo competitivos. Nós temos uma faixa de produtores que estão tendo lucro e eles tem que ser observados", explica o sócio-diretor da Transpondo Consultoria.

Independentemente de concordar ou não com as importações, é fato que a cada ano centenas de produtores deixam a atividade e é uma tendência que o próximo censo agropecuário confirme o êxodo mais uma vez, assim como acontece em outros lugares do mundo. Entender porque poucos conseguem enquanto uma vasta maioria pena para se manter na produção é um desafio constante. Mesmo com todos os problemas, tem gente conseguindo viver de leite no Brasil e esses produtores e essas indústrias merecem ser vistas com atenção, vale sempre olhar para eles com o foco em aprender o que fazem e tentar imitar os melhores. Enquanto em Brasília as resoluções avançam, mas ainda em passos mais lentos do que o setor gostaria. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo.(Canal Rural)
 

Estudantes criam sistema para monitorar vacas leiteiras

O bem estar das vacas faz toda a diferença na produção de leite. Mas, como saber se o ambiente possui as condições ideais? Para ajudar neste trabalho, um grupo de estudantes do Paraná criou um sistema para o monitoramento dos animais. 

A expectativa agora é que esta tecnologia chegará ao mercado ainda este ano. O conforto dos animais é algo muito importante para a produção de leite. As vacas precisam se sentir totalmente à vontade no ambiente. E para ajudar na tarefa de observar o desempenho dos animais, um pequeno equipamento com sensores foi criado por um grupo de estudantes. 

"Podemos monitorar, por exemplo, a temperatura ambiente que o animal está inserido. Assim como a umidade, velocidade do vento, presença de gases nocivos (como amônia) entre outros. Conseguimos avaliar também a luminosidade do ambiente, a temperatura da água que ele bebe. Tudo isso influencia no metabolismo do animal e consequentemente na produção do leite", garante o estudante de Engenharia Química, Lucas Thomaz.

O sistema manda estas informações para o produtor e ajuda no manejo do rebanho. "Os gráficos gerados ajudam o produtor a começar a cruzar as informações. Ele olha a produtividade alta e precisa entender o que gerou isso, para replicar. O contrário é o que acontece normalmente e com este monitoramento é possível entender e melhorar o manejo", conta Thomaz.

Thomaz faz parte da equipe que criou o equipamento em uma maratona de tecnologia. O sistema já vem sendo testado e, se tudo correr bem, em poucos meses chega ao mercado. A novidade está sendo divulgada em primeira mão no Agroleite, evento que acontece esta semana em Castro, no Paraná./ Luiz Fernando de Souza Frederico, coordenador de TI Castrolanda, foi quem teve a ideia de reunir os jovens ligados à tecnologia e ao campo para criar soluções para a pecuária leiteira. Ele diz que os pequenos produtores ainda tem pouco acesso a tecnologia e a iniciativa deve ser repetida.

"A ideia é que a Castrolanda, assim como realizou e patrocinou este, nos deu também a oportunidade de fazer outros, não só para o leite, que foi o primeiro, mas temos outras cadeias que queremos chegar. Tomara e que tenhamos as próximas oportunidades também", finaliza Frederico. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo(Canal Rural)

 

Leite/Oceania

Na Austrália, problemas financeiros de uma grande Cooperativa desencadearam uma série de negociações de plantas e venda de instalações industriais. Movimentos que continuam.

A maioria das fábricas continuaram operando normalmente com os novos proprietários, mas, os contratos de fornecimento de leite tiveram que ser refeitos, e uma série de mudanças estão ocorrendo para inúmeros produtores de leite. Um crescente descontentamento se alastra entre os produtores australianos diante dos preços que recebem pela matéria gorda do leite.
 

O aumento dos preços globais da manteiga não chegou ao produtor de leite da Austrália. O protesto geral é de que a proteína estaria sendo subsidiada pela matéria gorda. Proprietários de rebanhos Jersey, em particular, reivindicam a necessidade de reconsiderar a relação entre proteína e matéria gorda do leite, na formação do preço ao produtor. Na Nova Zelândia, a produção de leite em junho de 2017 foi de 0,178 milhões de toneladas, abaixo das 0,818 milhões de toneladas verificadas em maio, de acordo com a DCNAZ. E junho de 2016, no entanto, a produção tinha sido de 0,147 milhões de toneladas. A produção de sólidos também ficou em 15,7 milhões de quilos em junho, bem abaixo do volume de 84 milhões de quilos verificados em maio. Em junho de 2016 foram registrados 13 milhões de quilos de sólidos. Embora alguns observadores continuem estimando crescimento sazonal da produção de leite em 4%, a temporada iniciou como muita chuva e alagamentos, deteriorando as pastagens, que ficaram em condições delicadas. É ainda muito cedo para avaliar se essas condições desfavoráveis serão superadas. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

Missão G100/Mapa/Califórnia
O G100 vai em Missão à Califórnia entre 23/09 a 01/10/17. Há 2 anos que o G100 está preparando essa Missão com a participação do Mapa e apoio do USDA. Ainda há 2 vagas para pessoas associadas ou não, em um grupo o qual será composto por até 15 pessoas, vagas estas que serão destinadas a produtores e laticínios. Serão agendas 2 ou 3 palestras sobre economia e qualidade, bio-sustentabilidade e segurança do alimento leite, além de visitas a 03 fazendas e 04 laticínios.  O Custo é formado pelo valor da passagem aérea, hotéis, alimentação e taxa administrativa de R$ 500 reais ao G100 se associado, e R$ 1000 para não associados. Para mais informações entrar em contato com o G100 através do e-mail: g100@g100.org.br - coordenação Missão à Califórnia. (Terra Viva)

A Heja Indústria de Laticínios é o mais novo associado do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). De acordo com a diretora da Heja, Márcia Fröelich, a principal motivação para proposta, formalizada em 6 de julho, é a integração e o alinhamento com o setor lácteo. “Somos um laticínio pequeno e sentimos a necessidade de contar com o apoio do sindicato”, afirmou.

Há mais de 20 anos, a Heja é a única indústria de laticínios em Panambi, com foco principal na produção de queijos. Além disso, a empresa fornece bebidas lácteas, creme de leite pausterizado e leite pausterizado tipo C. Atenta à competitividade do setor, Marcia afirmou que 2017 está sendo um ano díficil para a produção de lácteos. "Vamos salvar nossas empresas e trabalhar juntos", ressaltou a diretora sobre o momento no segmento.

A primeira reunião de associados do Sindilat que a Heja participou ocorreu em 27 de julho, marcando o início das atividades entre a indústria e o sindicato. "A participação no Sindilat já está nos proporcionando informações sobre o mercado de laticínios", destacou a diretora Márcia Fröelich ao comentar sobre as mudanças ocorridas desde a associação ao Sindilat.

 

 

Porto Alegre, 18 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.566

 

  Laticínio Heja associa-se ao Sindilat

A Heja Indústria de Laticínios é o mais novo associado do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). De acordo com a diretora da Heja, Márcia Fröelich, a principal motivação para proposta, formalizada em 6 de julho, é a integração e o alinhamento com o setor lácteo. "Somos um laticínio pequeno e sentimos a necessidade de contar com o apoio do sindicato", afirmou. 

Há mais de 20 anos, a Heja é a única indústria de laticínios em Panambi, com foco principal na produção de queijos. Além disso, a empresa fornece bebidas lácteas, creme de leite pausterizado e leite pausterizado tipo C. Atenta à competitividade do setor, Marcia afirmou que 2017 está sendo um ano díficil para a produção de lácteos. "Vamos salvar nossas empresas e trabalhar juntos", ressaltou a diretora sobre o momento no segmento. 

A primeira reunião de associados do Sindilat que a Heja participou ocorreu em 27 de julho, marcando o início das atividades entre a indústria e o sindicato. "A participação no Sindilat já está nos proporcionando informações sobre o mercado de laticínios", destacou a diretora Márcia Fröelich ao comentar sobre as mudanças ocorridas desde a associação ao Sindilat. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Setor vai pedir ajuda a Brasília

O setor leiteiro do Rio Grande do sul buscará medidas em Brasília para contornar a crise que está enfrentando. Pelos cálculos da Fetag, 2,5 mil famílias se afastaram da atividade nos últimos quatro meses. No período, o preço de referência do litro passou de R$ 1,05 para R$ 0,95, segundo o Conseleite. Ontem, deputados estaduais ligados à Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo criaram um grupo de trabalho que tentará encaminhar soluções junto ao governo federal. A ideia é marcar reuniões com os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores na próxima semana. Produtores e indústria consideram como medida fundamental para abrandar a crise a redução ou até mesmo o bloqueio das importações de leite em pó de países do Mercosul, sobretudo do Uruguai. Nos contatos em Brasília, os parlamentares gaúchos devem exibir um levantamento que o Sindilat está elaborando para confirmar suspeita de triangulação de leite pelo Uruguai. 

O secretário-executivo do sindicato, Darlan Palharini, diz que os números preliminares indicam que o país vizinho não teria produção suficiente para atender o mercado brasileiro. Para o secretário-geral da Fetag, Pedrinho Signori, a "culpa é do Estado, que não tem uma política de proteção dos produtores". Também será pedido que o governo federal compre pelo menos 20 mil toneladas de leite em pó do Estado e que a Conab revise o preço mínimo do quilo do produto, que hoje é de R$ 11,99 para a Região Sul, para pelo menos R$ 14. A crise do setor também será investigada por uma subcomissão da Câmara Federal. (Correio do Povo)

Uruguai - Planta para secagem de soro contribui para a cadeia de valor do setor lácteo

A ministra da Indústria, Energia e Mineração (MIEM), Carolina Cosse, destacou os "elevados padrões de inovação tecnológica do complexo industrial, que significa uma contribuição à cadeia de valor do setor de laticínios". 

A planta indústrial Alimentos Fray Bentos foi instalada ao custo de US$ 100 milhões. Produz soro desmineralizado para exportação e gera 100 postos de trabalho direto. "Acabo de ver uma indústria 4.0, de dimensões importantes, instalada no Uruguai", afirmou Cosse, logo depois de percorrer a fábrica de secagem de soro (Alimentos Fray Bentos), localizada a cinco quilômetros das rodovias 2 e 24, Rio Negro. A indústria desmineraliza o soro em até 90%, resultando em um insumo destinado à elaboração de alimentos infantis e para idosos. A totalidade da produção é exportada para o Brasil, México, e China, como os principais mercados. A fábrica cumpre com as exigências do mercado internacional, "processa 300.000 litros diários e a empresa tem capacidade para produzir o dobro dessa quantidade, com elevados padrões em inovação tecnológica do complexo industrial, o que significa uma contribuição à cadeia de valor dos lácteos", acrescentou a ministra Cosse.

"Por se tratar de uma indústria 4.0 requer pessoal qualificado com elevados padrões em organização do trabalho, medidas para a proteção e inocuidade do produto final, e a circulação de pessoas (entre outros aspectos), e isso forma parte de uma nova concepção da cultura do trabalho no país", destacou.

Alimentos Fray Bentos gera 100 postos de trabalho direto, e a média de idade de seus funcionários é de 25 anos. Eles são procedentes de Fray Bentos, Mercedes, Young e Nuevo Bertín. O empreendimento foi possível pelo acordo de um consórcio integrado pela empresa Claldy do Uruguai, e La Sibila da Argentina. O investimento foi de cem milhões de dólares, dos quais 53,8 milhões foram empréstimos do Banco República e o restante por uma instituição bancária da praça, e capital argentino. (TodoElCampo - Tradução Livre: Terra Viva)

Leite/América do Sul 

Apesar das condições chuvosas nas últimas semanas no Cone Sul da América do Sul, a produção de leite continua a aumentar, especialmente no Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. A oferta de leite e matéria gorda tem sido adequada para atender as necessidades de processamento, incluindo leites em pó. De acordo com algumas indústrias, o firme mercado internacional de manteiga está impulsionando os preços também no mercado regional. A produção de leite na Argentina e Uruguai está próxima do pico sazonal. A demanda por leite engarrafado e UHT é firme, uma vez que a maioria das escolas retomaram os fluxos, e os varejistas renovam os estoques. 

A fabricação de queijo está muito ativa, e os estoques estão aumentando em algumas indústrias. Segundo o Ministério da Agricultura, em julho de 2017, a produção de leite da Argentina cresceu 5% em relação ao mês anterior, e 3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Durante julho de 2017, os preços nominais pagos aos produtores de leite aumentaram 34% em relação a julho de 2016. A produção de leite continua aumentando no Brasil. Como resultado, as indústrias de alimento estão usando mais a produção doméstica, e importando menos produtos lácteos dos países vizinhos. O engarrafamento de leite está intenso, e em muitas plantas os estoques de leite UHT crescem. Muitas indústrias estão tentando reduzir os estoques com redução de preços. Enquanto isso começa o reaquecimento da demanda de queijo, após algumas semanas de vendas fracas. De um modo geral, a procura por leite em pó continua fraca. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)



  
 Leite/Europa 

Estimativas atuais sobre a produção de leite na Alemanha e na França mostram declínio sazonal. De acordo com as estimativas da ZMB Dairy World a produção de leite da Alemanha caiu 0,4% na última semana, em relação à semana anterior, e declinou 1,6% em relação à mesma semana do ano passado.

Na França, a estimativa é de que produção de leite caiu 1,8% em relação à mesma semana de 2016. De janeiro a junho, a ZMB avaliou que a produção de leite na Alemanha caiu 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em junho de 2017 a produção também ficou 0,5% em relação ao mesmo mês de 2016.

 

No entanto, alguns relatórios preliminares sugerem que a produção de janeiro a junho em alguns outros países da Europa pode ter superado o volume do mesmo período de um ano antes. Relatórios do ZMB sobre o Leste Europeu, registram queda de 4,2% na produção de leite da Turquia, no primeiro semestre de 2017. Ainda com foco na Turquia, a fabricação de lácteos de janeiro a junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, variaram da seguinte forma: manteiga (+7,7%); queijo (+1,2%); e leite em pó desnatado (-29%). A produção na Eslovênia caiu 0,5% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2016. Ho entanto, a produção em junho de 2017 subiu 2%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, mas, 6% menos que maio de 2017. A Comissão Europeia informou que a Rússia estendeu para 31 de dezembro de 2018 as sanções sobre as importações de produtos agrícolas da União Europeia (UE), (carnes, lácteos, frutas, verduras e legumes), que foram instituídas em 7 de agosto de 2014. Relatório da Comissão Europeia mostra que as exportações de produtos agrícolas da UE para a Rússia caíram de 11,8 bilhões de euros em 2013, para 5,6 bilhões de euros em 2016. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

Jornal espanhol AS, destaca o iogurte como um alimento essencial para corredores
Juntamente com outros alimentos como abacate, banana, tomate, aveia e chocolate amargo, o site Deporte y Vida, do jornal espanhol AS, destaca o iogurte como um alimento essencial para corredores. "Uma vez que a capacidade de correr depende (muito) do bem-estar muscular, é quase impossível aderir à modalidade sem fazer uma correta aposta na proteína. O iogurte é uma das apostas mais certeiras, não só por ser uma fonte deste macronutriente, mas também por ser capaz de reforçar o sistema imunitário." O site enfatiza também a importância de um acompanhamento nutricional, para que a dieta seja a mais indicada para as capacidades e necessidades do corredor. Esse profissional indicará os alimentos que melhor encaixam no perfil do atleta, até porque aquilo que se come antes e depois do treino faz toda a diferença não só no rendimento, como também na recuperação muscular pós-treino. (www.bebamaisleite.com.br)

Porto Alegre, 17 de agosto de 2017                                              Ano 11- N° 2.565

 

Conseleite SC 
 
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 17 de agosto de 2017 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Julho de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Agosto de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)
 
 

Leite com chocolate é o alimento dos atletas de alto desempenho

Segundo especialistas, para atletas de elite, que exigem muito de seus corpos, o leite com chocolate fornece uma mistura de carboidratos e proteínas que ajudam na recuperação muscular e na redução das dores. Um artigo publicado no Journal for Nutrition and Exercise Metabolism, avaliou nove ciclistas de enduro. Os pesquisadores observaram que os ciclistas que beberam leite com chocolate após exercícios intensos apresentaram, após uma recuperação de 4 horas e outra sequência ainda mais intensa de exercícios, um desempenho superior àquele dos ciclistas que receberam bebidas formuladas à base de carboidratos.

Em matéria da Runner's Word, Leslie Bonci, especialista em nutrição esportiva diz que "existem 3 pontos extremamente importantes após uma corrida. Primeiro, você quer se reidratar. Em segundo lugar, você precisa repor o glicogênio ou o estoque de carboidratos que o organismo utilizou durante o exercício. Por último, você precisa de combustível para reconstruir as fibras musculares", afirma. O leite com chocolate pode ajudar nesses 3 pontos. Como um líquido, ele promove reidratação. Os carboidratos, presentes no chocolate, ajudam a repor o glicogênio. E as proteínas auxiliam na reconstrução e recuperação dos músculos após os exercícios. Em outras palavras, o leite com chocolate funciona muito bem, além de ser uma opção fácil. (www.bebamaisleite.com.br)

 

1ª Conferência de Vigilância em Saúde será realizada no fim do mês 

Com o tema Política Nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito à Proteção e Promoção da Saúde do povo brasileiro, a 1ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde acontecerá no dia 29 de agosto, uma terça-feira, no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia. Com grupos de trabalho e mesas de debate, o encontro vai discutir assuntos relacionados ao trabalho da Vigilância em Saúde para a melhoria da qualidade de vida da população e o fortalecimento do SUS. A Vigilância em Saúde é constituída pelas vigilâncias Epidemiológica, Sanitária, Ambiental e de Saúde do Trabalhador. Os grupos de trabalho serão divididos respeitando os quatro eixos temáticos para discussão: O lugar da Vigilância em Saúde no SUS; Responsabilidades do Estado e dos governos com a Vigilância em Saúde; Saberes, práticas, processos de trabalhos e tecnologias na Vigilância em Saúde; e Vigilância em Saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde. 

O objetivo da conferência é avaliar a situação de saúde, analisar as prioridades e elaborar propostas para o fortalecimento dos programas e ações de âmbito municipal e regional, além de propor diretrizes para definir as política estadual e nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimento dos programas e ações de Vigilância em Saúde. As propostas criadas em cada um dos grupos temáticos serão apresentadas por delegados - eleitos no dia 29 - na 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, que acontece de 6 a 8 de outubro, em Porto Alegre. Posteriormente, o Estado apresentará suas demandas na Conferência Nacional de Vigilância em Saúde. A comissão organizadora da etapa municipal se reuniu na manhã da última sexta-feira, 11 de agosto, para falar sobre os preparativos para o evento do dia 29. Os trabalhos na 1ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde serão durante todo o dia, das 8h às 11h30min e das 13h às 17h. (Jornal do Comércio) 

 

A decisão da FDA sobre o leite ultrafiltrado é uma boa notícia para a indústria de laticínios

Leite Ultrafiltrado/FDA - A Associação de fabricantes de queijo de Wisconsin está satisfeita com o anúncio Administração norte-americana de drogas e alimentos (FDA) declarando que o leite de vaca ultrafiltrado pode ser usado para fazer todos os tipos de queijos naturais. A indústria de laticínios tem buscado aprovação por este ingrediente lácteo natural em fabricação de queijo por quase 20 anos.

"O anúncio da FDA é uma vitória importante para Wisconsin e para outros grandes estados fabricantes de queijos", disse John Umhoefer, diretor executivo da Associação de Fabricantes de Queijo de Wisconsin, uma associação comercial que representa os fabricantes de produtos lácteos há mais de 125 anos.

Umhoefer observou que a decisão do FDA permitirá que os fabricantes de queijo usem esta forma natural e concentrada de leite na fabricação de queijos, com restrições de rotulagem flexíveis, e a decisão abrirá as portas para que Wisconsin e outros estados produzam e comercializem mais leite ultrafiltrado e fresco para fabricantes de queijos em todo o país.

"Há uma oferta excessiva de leite nos EUA há mais de um ano, causando um estresse financeiro real para famílias de fazendas leiteiras. Esta decisão pode levar a mais produção de leite ultrafiltrado e encontrar novos mercados para nossos abundantes suprimentos de leite ", disse Umhoefer.

A indústria de laticínios tem trabalhado com a FDA há quase duas décadas para permitir o uso de leite ultrafiltrado em queijos com um padrão federal de identidade - como cheddar, mozzarella, Colby e brick. O leite ultrafiltrado é o leite fresco da fazenda que atravessa um filtro para reduzir a quantidade de água e o açúcar do leite, a lactose e concentrar as proteínas naturais no leite. "É mais prático e econômico enviar esse leite líquido e filtrado para fabricantes de queijos, outros fabricantes de produtos lácteos e até mesmo processadores de alimentos nesta forma concentrada", disse Umhoefer.

A FDA permitiu o uso de leite ultrafiltrado fluido em queijos padronizados se a filtração ocorrer na fábrica de queijo onde o queijo natural foi produzido, e a agência emitiu três exceções para permitir o uso de leite ultrafiltrado ao longo dos anos. Por exemplo, em 2005, a agência permitiu o uso de leite ultrafiltrado fluido na fabricação de queijos suíços. Umhoefer afirmou que esta notícia significa que o leite ultrafiltrado pode ser trazido como um ingrediente lácteo natural para fazer qualquer queijo natural, desde que as propriedades físicas, químicas e o sabor do queijo não sejam afetados.

A FDA também irá relaxar a posição que assumiu na declaração de ingredientes para queijos naturais feitos com leite ultrafiltrado fluido. A agência tomou a posição de que seria necessário constar as palavras "leite ultrafiltrado" no painel de ingredientes. Em comentários públicos oferecidos à agência em 2005, a Wisconsin Cheese Makers Association explicou que esse requisito de rotulagem sobrecarregaria os pequenos fabricantes de queijos que possuem orçamentos limitados, e criaria um ambiente difícil para embalagem e rotulagem para empresas que fracionam queijos que podem ou não ter sido feitos com leite ultrafiltrado. A FDA continuará a encorajar esta rotulagem, mas continuará analisando as demandas sobre a questão.

"O leite fluido ultrafiltrado é um ingrediente lácteo natural - é um leite concentrado que ajuda os fabricantes de maquinário de corte e, finalmente, os produtores de leite, porque produtos lácteos de ótima qualidade podem ser feitos de forma mais econômica", disse Umhoefer. O critério da FDA na rotulagem dará aos fabricantes de queijo a flexibilidade para usar ou não usar este ingrediente sem precisar de materiais de embalagem redundantes, observando esse ingrediente de leite, disse ele. (Dairy Herd Management - Tradução Livre: Terra Viva)

NO RADAR
DEVE SER apresentada durante a Expointer, proposta de programa de modernização da pecuária de corte, que inclui selo de identificação da carne gaúcha. Hoje, reunião para acertar detalhes da iniciativa, da Secretaria da Agricultura e de entidades do setor, será realizada.(Zero Hora)