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Porto Alegre, 07 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.162

 

 Sindilat e itt Nutrifor discutem parcerias

Representantes do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) reuniram-se, na última sexta-feira (04/12), com integrantes do Instituto Tecnológico em Alimentos para a Saúde (itt Nutrifor), da Unisinos, em São Leopoldo, para discutir futuras parcerias. O objetivo é investir no desenvolvimento de novas pesquisas no setor lácteo em geral, a fim de aprimorar a qualidade nos processos de produção de leite. 

A visita ao Instituto vem de encontro com a preocupação do Sindilat em desenvolver novas técnicas que auxiliem no crescimento do setor lácteo gaúcho. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é trabalhar em prol da cadeia do leite e servir de intermediário entre o mercado e a academia. "Essa aproximação é fundamental para que possamos modernizar os nossos processos, avançar em alguns marcos regulatórios e auxiliar na idealização de novos produtos", destacou. 

A coordenadora do itt Nutrifor, Denize Righetto Ziegler, avaliou que o investimento em pesquisas no setor lácteo é um passo importante. "O estudo nessa área ainda é muito escasso. Nós, como universidade, estamos de braços abertos para mudar esse cenário", disse. Segundo a profissional, esse encontro foi fundamental para estreitar ainda mais as relações com o sindicato. "O Sindilat é um parceiro de muito tempo e foi fundamental na construção do instituto, colaborando desde o início", completou. 

Durante o encontro, os representantes do Sindilat puderam conhecer toda a estrutura do itt Nutrifor, cuja atuação está ligada ao desenvolvimento de novos alimentos, tecnologias e processos, estudos clínicos e nutricionais, segurança alimentar e análises de alimentos. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 


Representantes do Sindilat e do itt Nutrifor durante encontro 
Crédito: Vinícios Sparremberger/Sindilat 
 
 
 
Mais tempo para a gestão da propriedade

Acostumada a acordar às 5h30min para a primeira ordenha do dia, a família Nólio, de Paraí, vive hoje uma nova realidade. Passados três meses desde a chegada do robô Lely Astronaut, importado da Holanda, ainda está reorganizando a rotina, que mudou completamente. Agora, todos têm mais tempo livre para outras atividades e para descansar. "Ainda estamos um pouco
'perdidos', tentando arrumar ocupação para essas horas que sobram", relata Ezequiel Nólio, de 34 anos, que ganhou três horas livres por dia. No sistema convencional de ordenha, o tambo era tocado por Ezequiel e a mãe, Sueli. O pai, Pedro Nólio, sempre cuidou mais da lavoura. "Era muito serviço para só duas pessoas", recorda o sucessor. Com 75 vacas, o acúmulo de tarefas se acentuava cada vez mais pela falta de mão de obra. Foi esta condição que motivou o investimento de R$ 1 milhão, entre máquina, acessórios e melhorias que foram necessárias na propriedade. "Vivíamos correndo contra o tempo. Agora, o relógio despertador
ficou no passado", brinca. Para ajustar o rebanho à capacidade do robô, a família descartou dez animais. A adaptação de apenas três das 65 vacas precisou de algumas semanas. A das demais durou poucos dias. O robô trabalha 24 horas por dia. O criador pode acompanhar todo o processo a distância, pelo celular. "Toda a vida do animal na propriedade fica registrada no sistema", destaca Ezequiel. O leite impróprio para consumo -- colostro ou alterado pelo uso de medicamentos -- é descartado automaticamente em um recipiente à parte.

"O trabalho braçal praticamente  acabou. Agora o trabalho que temos é fazer a gestão dos dados que o sistema apresenta", simplifica Ezequiel. Além da melhoria na qualidade de vida dos produtores, o novo equipamento já apresenta resultados no volume e qualidade da produção.  Com o aumento do número de ordenhas, a propriedade contabiliza incremento de 4 a 5 litros por vaca ao dia. Antes, com duas ordenhas diárias, a produção média era de 30 litros por vaca ao dia. Agora, com a média de três ordenhas por dia, a produção média por animal varia de 34 a 35 litros por dia. A meta é, em dois anos, chegar a uma produção média de 40 litros por vaca ao dia, atingindo produção de 2,4 mil litros de leite ao dia com 60 animais. 

Os testes feitos em laboratório também apresentam melhorias nos parâmetros que indicam qualidade -- contagem bacteriana e células somáticas. Estes resultados estão diretamente ligados à sanidade. Com o maior número de ordenhas por dia, as vacas apresentam menos problemas de saúde do úbere. O leite produzido pela propriedade é entregue à cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa. O diretor industrial de Lácteos da Santa Clara, João Seibel, destaca a importância de ampliar a produtividade para diluir o custo do equipamento. Segundo
o técnico, o investimento é viável para médios produtores, com 60 a 200 vacas em lactação, que poderão aproveitar 100% da capacidade do robô. (Correio do Povo)

Mercado de ingredientes lácteos deve alcançar quase US$ 60 bilhões até 2020

Os ingredientes lácteos, incluindo leite em pó, soro de leite, lactose e caseína, deverão alcançar US$ 59,8 bilhões até 2020, com um crescimento anual de aproximadamente 5,6%, de acordo com um relatório recente. O mercado atualmente está em US$ 45,6 bilhões (dados de 2015), disse o MarketsandMarkets, em um relatório.

A analista do MarketsandMarkets, Shobhana Sekaran, disse que o leite em pó tem sido o ingrediente mais dominante no mercado, com 61% de participação em 2014. "Os leites em pó permitem o desenvolvimento em formulações de uma ampla gama de produtos nutricionais, funcionais e econômicos. Os leites em pó adicionam sabor e funcionalidade a biscoitos, pães, bolos, biscoitos e muffins. O realce do sabor ajuda a trazer um sabor único ao produto no momento de assar e aquecer". O mercado de ingredientes lácteos está atualmente sendo direcionado por um foco do consumidor em dietas saudáveis, especialmente à medida que a população começa a envelhecer, prevalecendo as questões de saúde.

"Uma população envelhecendo demanda alimentos nutricionais ao invés de alimentos comuns, o que direciona o mercado de ingredientes lácteos [na América do Norte]. Junto com isso, a demanda dos consumidores por alimentos nutritivos em esportes é muito alta na América do Norte, que também aumenta o mercado para ingredientes lácteos". O envelhecimento da população não é a única questão; as pessoas em todo o mundo estão agora mais focadas do que nunca em hábitos saudáveis de consumo e demandam alimentos diversificados. Os ingredientes lácteos estão sendo apoiados por isso, bem como por uma necessidade crescente de alimentos convenientes e bebidas lácteas.

Além da saúde, o MarketsandMarkets acredita que os níveis crescentes de renda disponível, particularmente na região da Ásia-Pacífico, ajudará o mercado a aumentar nos próximos cinco anos. "Com o aumento da população e o aumento das rendas, o uso de ingredientes lácteos deverá aumentar devido à demanda dos consumidores", disse Sekaran sobre essa região. "A Ásia-Pacífico é a região de mais rápido crescimento para os ingredientes lácteos devido à sua orientação crescente em direção aos alimentos ocidentais". Outros importantes direcionadores incluirão o crescimento nos setores de aplicação, inovações, pesquisa e desenvolvimento. Isso ajudará a expandir a aplicação do mercado de ingredientes e acelerará seu crescimento. 

Entretanto, o desafio para o crescimento no mercado de ingredientes lácteos é aumentar as alternativas lácteas, de acordo com o MarketsandMarkets. Produtos como a soja estão facilmente disponíveis e a um custo menor do que os lácteos. Outros fatores que poderiam frear o crescimento incluem o aumento nos consumidores afetados pela intolerância à lactose e às alergias alimentares. As companhias também estão adotando outras estratégias de crescimento, como lançamentos de novos produtos, aquisições, acordos e joint ventures para lidar com a maior demanda por ingredientes lácteos em mercados emergentes. Essas estratégias ajudaram as companhias a criar uma grande base de clientes e parceiros em importantes mercados.

Sekaran citou algumas das maiores inovações nos últimos anos, incluindo o lançamento pela Glanbia Nutritionals em abril de 2014 do New Whey Protein - Hydrovon 195, uma proteína para ser tomada pós-exercício físico para acelerar a recuperação e o reparo muscular, bem como o lançamento do PRONATIV em abril de 2013, pela Lactalis, uma proteína usada em aplicações para a saúde. (As informações são do Dairy Reporter)

 
 
Preços/UE
O produtor de leite da União Europeia (UE) recebeu no mês de outubro o valor médio de 30,5 €/100 kg em relação ao valor de setembro (1,9% mais). A elevação é pequena mas o que é realmente positivo foi que o preço subiu pela primeira vez, desde as baixas continuadas que são verificadas desde janeiro de 2014, ou seja 21 meses seguidos. Entretanto, é bom esperar para saber se foi apenas um leve aumento conjuntural, ou se foi iniciada uma mudança de tendências. Ao nível internacional, no último leilão da Fonterra realizado na semana passada, o preço médio teve aumento de 3,6%, depois de três eventos consecutivos em baixa. Na Espanha o preço em outubro também subiu. Passou de 30,4 centavos/litro em setembro, para 31 centavos/litro, em outubro. (Fonte da Notícia:Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

 

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O 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo conheceu nesta quinta-feira (3/12) seus finalistas. Após uma tarde de muito trabalho, a Comissão Julgadora apontou três nomes em cada uma das quatro categorias: impresso, eletrônico, fotografia e on line. Os vencedores serão divulgados em jantar no dia 10/12, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS).

O presidente da Comissão Julgadora e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, Milton Simas Júnior, ficou satisfeito com a qualidade dos trabalhos apresentados. “As matérias mostram a inovação na ordenha e nos processos do campo”, pontuou.

O grupo de julgadores ainda contou com a coordenadora da Assessoria de Imprensa da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Regina Sakakibara, a jornalista da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) Izabel Rachelle, o 1º tesoureiro da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc), Itamar Aguiar, e o diretor da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Francisco Vitorino. Pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), participaram o presidente Alexandre Guerra e a consultora Letícia Vieira.

OS FINALISTAS

 
Impresso
 
- Bruna Karpinski /Correio do Povo (RS) -  Queijo com identidade serrana
- Cleidi Pereira / Zero Hora (RS) - Foco no futuro do Leite
- Danton Jr e Bruna Karpinski /Correio do Povo (RS) - Robô substitui mão de obra na ordenha
 
Eletrônico
 
- Bruna Essig/ Canal Rural (RS) – Chuva traz impactos à produção de leite
- Dulciana Sachetti/RBSTV Santa Rosa (RS) – Modelo Confinamento Free Stall: tecnologia leiteira garantindo a sucessão familiar no campo
- Marcelo Kielling / Rádio Diário-Diário da Manhã (RS) – Produtividade e os Desafios da produção leiteira no RS
 
Fotografia
 
- Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Para não deixar furo
- Diogo Zanatta/ Zero Hora (RS) - Qualidade Remunerada 
- Tarsila Pereira/Correio do Povo (RS) – Produtores de leite protestam contra a crise
 
On Line
- Ângela Prestes/ Destaque Rural  (RS) -  Compost Barn – Mais Produtividade e Conforto 
- Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Mapa investe R$ 387 milhões na cadeia do leite 
- Carlos Guimarães Filho/Gazeta do Povo (PR) - Campos Gerais, onde o leite e a soja se encontram 
 
Publicado dia 04/12/2015

         

Porto Alegre, 04 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.161

 

 Conhecidos os finalistas do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo

O 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo conheceu nesta quinta-feira (3/12) seus finalistas. Após uma tarde de muito trabalho, a Comissão Julgadora apontou três nomes em cada uma das quatro categorias: impresso, eletrônico, fotografia e on line. Os vencedores serão divulgados em jantar no dia 10/12, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS).

O presidente da Comissão Julgadora e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, Milton Simas Júnior, ficou satisfeito com a qualidade dos trabalhos apresentados. "As matérias mostram a inovação na ordenha e nos processos do campo", pontuou.  

O grupo de julgadores ainda contou com a coordenadora da Assessoria de Imprensa da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Regina Sakakibara, a jornalista da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) Izabel Rachelle, o 1º tesoureiro da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc), Itamar Aguiar, e o diretor da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Francisco Vitorino. Pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), participaram o presidente Alexandre Guerra e a consultora Letícia Vieira.

OS FINALISTAS

Impresso

- Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) -  Queijo com identidade serrana
- Cleidi Pereira / Zero Hora (RS) - Foco no futuro do Leite
- Danton Jr e Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) - Robô substitui mão de obra na ordenha

Eletrônico

- Bruna Essig / Canal Rural (RS) - Chuva traz impactos à produção de leite
- Dulciana Sachetti / RBSTV Santa Rosa (RS) - Modelo Confinamento Free Stall: tecnologia leiteira garantindo a sucessão familiar no campo
- Marcelo Kielling / Rádio Diário-Diário da Manhã (RS) - Produtividade e os Desafios da produção leiteira no RS

Fotografia

- Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Para não deixar furo
- Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Qualidade Remunerada 
- Tarsila Pereira / Correio do Povo (RS) - Produtores de leite protestam contra a crise

On-Line
- Ângela Prestes / Destaque Rural (RS) -  Compost Barn - Mais Produtividade e Conforto 
- Bruna Essig / Canal Rural (RS) - Mapa investe R$ 387 milhões na cadeia do leite 
- Carlos Guimarães Filho / Gazeta do Povo (PR) - Campos Gerais, onde o leite e a soja se encontram 
(Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
 
Sistema permite controle e quantidade

Já implementada em outros estados do Brasil, a robotização da atividade leiteira é vista como uma forma de aumentar a produtividade por vaca, que hoje é de 1,6 mil quilo por ano no país -- embora em algumas regiões esse índice passe de 7 mil quilos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a produção chega próxima de 9 mil quilos. "Para ter uma maior produtividade temos que fazer inovações e agregar valor para poder manter o ciclo viável para produtor e indústria", afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Alexandre Guerra. Além disso, a robotização minimiza um problema antigo do setor, que é o déficit de mão de obra para a atividade. "Pelo tempo de trabalho que a atividade exige, a automação é uma solução para o produtor", acrescenta o presidente do Sindilat.

Professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), o veterinário Carlos Bondan recomenda que, ao instalar o sistema, o produtor volte suas atenções ao controle do ambiente em que os animais se encontram, de forma a diminuir o estresse animal. "Como a ordenha acaba tirando muito tempo dos envolvidos, com a ordenha robotizada sobra esse tempo para encontrar pontos que estão falhos e corrigi-los", observa. O calor é apontado como o principal fator de estresse. Por isso, a preocupação com a ventilação dentro do condomínio é considerada fundamental. "Se o produtor se preocupa com o controle da temperatura interna dos galpões, os animais sofrerão menos estresse confinados do que expostos às condições ambientais que temos no verão", acredita Bondan. Em um ambiente confortável, a tendência é aumentar a produção. 

A preocupação crescente com a qualidade do leite também é contemplada pelo sistema robotizado. Como se trata de um circuito fechado, o leite sai direto da vaca, a uma temperatura entre 36 e 38 graus, para dentro do tanque de refrigeração, onde a temperatura cai para 2 a 4 graus. Segundo Bondan, esse processo faz com que não ocorram proliferações microbiológicas. "No momento em que a vaca está sendo ordenhada neste equipamento, uma análise indica como se encontram alguns parâmetros que indicam a qualidade do leite", acrescenta. "O equipamento só tem um problema: é muito caro." (Correio do Povo)

 

Santa Clara realiza 15º Encontro de Criadores com Registro

A Cooperativa Santa Clara promove no dia 11 de dezembro a 15ª edição do Encontro de Criadores de Gado de Leite com Registro. Todos os produtores associados que registram seus animais estão convidados a participar do evento, que é gratuito.

O evento acontecerá na Sede da ASCLA, em Carlos Barbosa (em frente à indústria de Laticínios) e contará com palestras técnicas sobre período de transição e estratégias de sucessão, além de um painel com a senadora Ana Amélia Lemos sobre o Cenário Político e da Agricultura.

Programação
9h30min - Recepção
10 horas - Abertura
10h30min - Palestra "O Cenário Político e as Perspectivas para a Agricultura em 2016", com a senadora Ana Amélia Lemos
11h30min - Palestra "Estratégias para a sucessão nos empreendimentos rurais familiares", com o Consultor em Pesquisas e Gestão Empresarial da Consultoria Macrovisão, Lucildo Ahlert
12h30min - Almoço 
13h30min - Palestra "Ambiência e Conforto para Vacas no Período de Transição", com o médico veterinário da Elanco, Márcio Lima
14h30min - Apresentação da Cooperativa Santa Clara
15 horas - Encerramento
(Assessoria de Imprensa Santa Clara)

Uruguai suspende exportações para a Venezuela por falta de pagamento

Em julho, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sorria ao fechar um acordo multimilionário de importação de alimentos do Uruguai, destinada a combater a escassez antes das eleições legislativas da Venezuela. Mas, em vez de pagar os US$ 267 milhões acordados, os venezuelanos depositaram em novembro menos de um quinto dessa quantia, segundo o governo uruguaio. Isso interrompeu os carregamentos para a Venezuela. Os exportadores uruguaios afirmam que apenas um terço do leite e um décimo do queijo previstos no acordo foram despachados para a Venezuela. Os carregamentos não chegaram nem perto das 235 mil toneladas contratadas. 

Atingida pela recessão e uma queda nos preços do petróleo, a Venezuela sofre com falta de divisas, o que afeta o objetivo de Maduro de encher as prateleiras com carne importada, lácteos e medicamentos antes da votação em que seu partido, o PSUV, pode perder a maioria na Assembleia Nacional, no domingo. Fornecer aos venezuelanos uma ampla variedade de produtos com preços controlados funcionou no passado.

Cinco fontes que trabalham nos dois principais portos venezuelanos, no entanto, afirmam que o total de importações caiu 60% em comparação a 2014. Maduro afirma que o país perdeu mais de 60% da renda de que dispunha em 2014, devido ao crash do petróleo. Essas perdas têm minado a estratégia de abastecer o país à véspera da eleição. (As informações são da Reuters)

Brasil mantém cota para importação de leite em pó argentino

Empresários do setor de produtos derivados do leite do Brasil e da Argentina acertaram nesta segunda-feira, 28, em Buenos Aires, a manutenção, ao longo deste ano, do acordo para exportação de leite em pó argentino destinado ao mercado brasileiro. Os limites foram renovados para o período de fevereiro deste ano a janeiro de 2014. A informação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), confirmada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que acompanhou as negociações.

A renovação mantém em 3,6 mil toneladas mensais a quantidade de leite em pó que os argentinos podem exportar para o Brasil. A medida visa a proteger o mercado doméstico e evitar que se repitam episódios como o ocorrido em 2009, quando a exportação de 10 mil toneladas do produto em um único mês prejudicou o mercado brasileiro. De acordo com a CNA, as importações do leite em pó da Argentina e do Uruguai dobraram entre 2008 e 2009. A entidade pediu ao governo uma política de licenças não automáticas para importação de lácteos, que resultou no primeiro acordo em 2009 e vem sendo renovado. (Agência Brasil)

 
 
Mercado do leite em queda no Uruguai
Segundo o Instituto Nacional de La Leche (Inale), a estimativa do preço médio do leite pago ao produtor no Uruguai em outubro ficou em US$0,26 por litro. Este é o menor valor nominal registrado desde outubro de 2009. Na comparação com o mês anterior, o preço caiu 1,7%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o produtor está recebendo 32,3% a menos por litro de leite. Com relação à captação, os números apontam, para outubro, 204,8 milhões de litros de leite, contra 189,3 milhões captados em setembro deste ano, ou 8,2% mais. Porém, na comparação com o volume do mesmo período do ano passado, houve redução de 1,9% na captação. (Scot Consultoria)

 

    

 

Um grupo de trabalho foi formado nesta quinta-feira (3/12) para regulamentar os torneios leiteiros no Brasil. O assunto foi discutido durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura (MAPA), que ocorreu em Brasília. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, que participou do encontro, avaliou a medida como satisfatória. Isso porque há uma ausência de padronização em relação a esses eventos, que são bem tradicionais em feiras de agronegócios do país. O Sindilat integrará o grupo, que deverá começar a discutir o assunto já a partir de janeiro de 2016.
Na reunião foi aprovada a participação da Aliança Láctea Brasileira, que é formada pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, na Câmara Setorial. Outra novidade é que na próxima segunda-feira (7/12) haverá encontro de representantes do Ministério da Agricultura com o governo Uruguaio, para definir a unificação de normas entre os dois países envolvendo o queijo processado.

Durante a reunião foi debatido ainda o andamento do programa Leite Saudável, que busca melhorar a qualificação do produtor. Segundo os dados apresentados, alguns estados estão com dificuldades em aprovar os seus projetos, o que não é o caso do Rio Grande do Sul.

Foto: Reunião da Câmara Setorial da Cadeia de Leite e Derivados
Crédito: Divulgação/Sindilat

         

Porto Alegre, 03 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.160

 

 Torneiros leiteiros serão regulamentados
               
Um grupo de trabalho foi formado nesta quinta-feira (3/12) para regulamentar os torneiros leiteiros no Brasil. O assunto foi discutido durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura (MAPA), que ocorreu em Brasília. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, que participou do encontro, avaliou a medida como satisfatória. Isso porque há uma ausência de padronização em relação a esses eventos, que são bem tradicionais em feiras de agronegócios do país. O Sindilat integrará o grupo, que deverá começar a discutir o assunto já a partir de janeiro de 2016.  
Na reunião foi aprovada a participação da Aliança Láctea Brasileira, que é formada pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, na Câmara Setorial. Outra novidade é que na próxima segunda-feira (7/12) haverá encontro de representantes do Ministério da Agricultura com o governo Uruguaio, para definir a unificação de normas  entre os dois países envolvendo o queijo processado. 
Durante a reunião foi debatido ainda o andamento do programa Leite Saudável, que busca melhorar a qualificação do produtor. Segundo os dados apresentados, alguns estados estão com dificuldades em aprovar os seus projetos, o que não é o caso do Rio Grande do Sul.  

Reunião da Câmara Setorial da Cadeia de Leite e Derivados 
Crédito: Divulgação/Sindilat
 
 
 
Agropecuária terá PIB positivo em 2015, prevê secretário de Política Agrícola do Mapa
A agropecuária apresentará Produto Interno Bruto (PIB) crescente em 2015, comprovando que o setor continua investindo em aumento de produção e produtividade, segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), André Nassar. Nesta quarta-feira (2), ele divulgou nota técnica analisando o resultado do PIB agropecuário do 3º trimestre deste ano, que teve queda de -2% em relação a igual período de 2014. Os números foram anunciados nessa terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com Nassar, a variação anual (quatro trimestres) do PIB da agropecuária é sempre positiva, ou seja, o setor tem crescido com consistência. "Além disso, a variação em 2015 está em patamares semelhantes a 2014, demonstrando que o setor agropecuário manteve em 2015 seu ritmo de investimento em comparação com 2014." Abaixo, a íntegra da nota técnica do secretário de Política Agrícola:

PIB agropecuário do 3º trimestre de 2015

O IBGE divulgou em 01 de dezembro de 2015 os resultados do PIB do 3º trimestre de 2015.

Os principais resultados são os seguintes: 


 
O PIB agropecuário apresentou queda de -2% no 3º trimestre de 2015 em relação ao 3º trimestre de 2014. Essa queda ocorreu por conta de menores produções em lavouras colhidas no terceiro trimestre, sobretudo café, cana-de-açúcar e trigo.

Na taxa acumulada em 4 trimestres a agropecuária apresentou crescimento de 2,1%. O mesmo resultado foi observado na taxa acumulada nos 3 trimestres de 2015 (2,1%). Já o PIB total caiu em ambos os casos. Os dados do terceiro trimestre são bom indicativo do que deverá ocorrer no ano de 2015. Ou seja, o PIB agropecuário em 2015 deverá crescer ao redor de 2%.

A mensagem positiva está no fato de que a agropecuária apresentará PIB crescente em 2015, comprovando que o setor continua investindo em aumento de produção e produtividade. O gráfico 1 mostra que a variação anual (4 trimestres) do PIB da agropecuária é sempre positiva, ou seja, o setor tem crescido com consistência. Além disso, a variação em 2015 está em patamares semelhantes a 2014 demonstrando que o setor agropecuário manteve em 2015 seu ritmo de investimento em comparação com 2014. Os dados de 2014 e 2015 mostram que o setor tem conseguido crescer a uma taxa ao redor de 2% ao ano sem interrupção nos últimos 6 trimestres.

O gráfico2 traz o PIB agropecuário trimestral em valores correntes de 2013 a 2015. Em 2015 o comportamento do PIB agropecuário segue a tendência normal de queda ao longo do ano por conta da entressafra do segundo semestre. (As informações são do Mapa)


 
Custo da pecuária leiteira tem nova alta

O custo de produção da pecuária leiteira teve nova alta em novembro. O Índice Scot Consultoria de Custo de Produção para a atividade, que mede a variação do custo, subiu 2 % em novembro na comparação com outubro. Em relação a novembro de 2014, os custos subiram 14,2%.    
 
A alta dos combustíveis e óleos lubrificantes, de 7,9%, e os suplementos minerais com variações positivas de 6,6%, puxaram os custos para cima. Outros itens que pesaram mais no bolso do produtor de leite foram os medicamentos veterinários e alguns fertilizantes.

Importante destacar que, depois de quatro meses de alta, os preços do milho e do farelo de soja recuaram em novembro, mas este fato não foi suficiente para puxar o indicador para baixo. A expectativa é de mercado mais frouxo para os alimentos concentrados em curto em médio, com a menor movimentação no mercado interno e para exportação. (Fonte: Scot Consultoria)

RS: reunião em Frederico Westphalen articula formação da Câmara Setorial Regional de Leite

O Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen recebeu, na terça-feira (01), lideranças envolvidas na cadeia produtiva do leite para a primeira reunião de articulação e organização da Câmara Setorial Regional do Leite, que abrange municípios das regiões Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea.

A proposta da criação de uma Câmara Setorial de Leite que envolva os municípios destas regiões para organizar a cadeia produtiva do leite surgiu em outubro deste ano, durante o Seminário Regional do Leite, realizado durante a Feira Regional da Agricultura Familiar, Agroindústria, Artesanato e Biodiversidade, em Frederico Westphalen.

Participaram da primeira reunião de articulação representantes de cooperativas, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Secretaria da Agricultura de Frederico Westphalen, de laticínios da região, o assistente técnico regional de produção animal da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti, o assistente técnico estadual, Jaime Ries, e o coordenador estadual da Câmara Setorial do Leite, Danilo Cavalcanti Gomes.

O grupo avaliou como positiva a proposta para formação da Câmara Setorial Regional do Leite. Sem dúvida é um grande passo no sentido de organizar a cadeia produtiva do leite na nossa região, afirmou Sangaletti.

Na primeira quinzena de janeiro será realizada nova reunião, buscando a participação paritária entre órgãos públicos, privados, produtores e de representantes da indústria, abrangendo todos os atores envolvidos na cadeia produtiva do leite.

Nesse espaço de tempo, o coordenador estadual da Câmara Setorial do Leite, Danilo Cavalcanti Gomes, avaliará as formas possíveis para oficializar a criação da Câmara Setorial Regional, que é a primeira em discussão no interior do Estado. (Fonte: Emater/RS)

 
Aquisição
A Coca-Cola deverá entrar em breve no mercado de produtos lácteos no Brasil. Ontem, a companhia, através da Leão Alimentos, e a mineira Laticínios Verde Campo, sediada em Lavras (Sul de Minas), anunciaram que assinaram um contrato de intenções com cláusula de compra. Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a possível operação. Porém, as empresas informam que as negociações ainda estão em curso e não têm prazo estabelecido para a conclusão. Em nota conjunta, as empresas afirmam que os valores e conceitos dos fundadores da Verde Campo sobre inovação e qualidade estão alinhados com o que o Sistema Coca-Cola oferece aos seus consumidores. "Se concretizada essa negociação, o Sistema Coca-Cola Brasil irá inaugurar sua entrada em produtos refrigerados, abrindo oportunidades para no futuro ampliar sua atuação em novos segmentos de bebidas", informa. A empresa mineira tem 15 anos de mercado. A Verde Campo produz iogurtes e queijos. "Já consolidada no mercado de diet e light, a companhia é pioneira e líder absoluta em produtos lácteos sem lactose, sendo proprietária da marca Lacfree". (Diário do Comércio)
 

 

    

O Carrinho AGAS, concedido pela Associação Gaúcha de Supermercados, destacou, pelo terceiro ano consecutivo, os queijos da empresa Santa Clara. A distinção foi entregue na noite de segunda-feira (30/11), em evento em Porto Alegre, e buscou reconhecer os melhores fornecedores do Estado, que são eleitos pelos supermercadistas.
 
A Santa Clara já foi homenageada oito vezes, nas categorias ‘Melhor Fornecedora de Laticínios’ (2010, 2011 e 2012), ‘Bebidas Lácteas’ (2004) e ‘Alimentos Resfriados’ (2003), além dos três de Queijos. O prêmio foi recebido pelo diretor administrativo e financeiro da empresa Alexandre Guerra.
 
Essa foi a 32º edição do Carrinhos AGAS, que premiou 36 empresas. Os vencedores nas categorias são escolhidos por meio de pesquisa realizada com dirigentes dos 251 maiores supermercados gaúchos. A solenidade de entrega reuniu autoridades e personalidade do Estado, fornecedores premiados e supermercadistas.
 
Foto: Diretor da Agas Leonardo Taufer entregue o prêmio a Alexandre Guerra
 
Crédito: Cassius Souza/AGAS 

         

Porto Alegre, 02 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.159

 

 Robô substitui mão-de-obra na ordenha

A ideia de que um robô execute as tarefas do dia a dia no campo, possibilitando ao produtor mais tempo livre, há alguns anos lembraria um roteiro de ficção científica. Na produção de leite, porém, este cenário começa a virar realidade. Em dois empreendimentos iniciados neste ano no Rio Grande do Sul, ainda em fase de adaptação, a penosa prática da ordenha passou a ser feita pela máquina, sem a necessidade de mão de obra humana. De início, o aparelho conhecido como Sistema de Ordenha Voluntária (VMS, na sigla em inglês), provocou a desconfiança de alguns produtores associados à Dália Alimentos na pacata Nova Bréscia, onde o robô já está em atividade. Afinal, é a própria máquina que identifica, com um laser, a localização dos tetos, encaixando as teteiras no local correto por meio de um braço pneumático. Antes, cada teto é higienizado pelo próprio robô. Todo o processo de ordenha dura até sete minutos e pode ser repetido cinco vezes por dia, enquanto as granjas normais fazem duas ordenhas. "É um projeto que proporciona conforto e bem-estar aos animais e aos produtores de leite", define o supervisor de Gado Leiteiro da Dália Alimentos, Fernando Oliveira de Araújo. Após a ordenha, o leite é encaminhado automaticamente para um resfriador, e de lá segue para o transporte. "Depois que sai da vaca, ninguém coloca a mão no leite", observa Araújo. O sistema totalmente automatizado permite que apenas cinco funcionários trabalhem no condomínio. A estrutura conta, ainda, com um gerador, que é acionado em caso de queda de energia.

Prestes a ser inaugurado oficialmente, no dia 10, o Condomínio Dei Produttori di Latte Brescia -- batizado em homenagem aos imigrantes italianos -- conta com 16 produtores associados. O investimento de R$ 5 milhões na compra dos equipamentos, importados da Suécia, foi feito pela Dália Alimentos, em parceria com a prefeitura, que cedeu o terreno, e com os produtores, que entraram com o rebanho e com a silagem. Outros três empreendimentos serão inaugurados ano que vem em Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária. Embora a ordenha robotizada já exista no Estado (leia mais na página 2), este é o primeiro empreendimento da América Latina em formato associativo com pequenos produtores. Em Nova Bréscia, a ordenha robotizada começou a ser feita em outubro. O local conta, até o momento, com 181 animais -- todos da raça Holandês --, sendo 115 em produção de leite. A capacidade, no entanto, é para 210 em lactação, que serão ordenhados por três robôs. Por enquanto, o período é de adaptação, já que todos os animais eram criados a pasto antes de entrar no condomínio. A produção, hoje, está em cerca de 2,5 mil litros por dia, número considerado baixo para o sistema. "Muda toda a rotina, então essa é uma lactação de transição", explica Araújo. A expectativa é de que, na próxima lactação, a produção fique acima de 30 litros por vaca, o que resultaria em um total de 6,3 mil litros por dia. Para o produtor, a implantação do sistema representa mais tempo para dedicar-se a outras atividades. "Dá para desfrutar da qualidade de vida a que todo ser humano tem direito", afirma Admir Lorenzon, 62 anos, que destinou 20 vacas ao condomínio. "Se não fosse esse projeto, alguns iriam desistir da produção", acredita.

A remuneração ao produtor irá funcionar de acordo com o valor de mercado de cada animal. A ideia da ordenha robotizada surgiu no Conselho de Administração da cooperativa, que demonstrou preocupação com o fato de que muitas famílias não conseguiam fazer a sucessão no campo. "Vimos que o leite é uma atividade rentável, se bem conduzida, mas que teríamos que ter propostas novas. E fomos buscar soluções mundo afora", explica o presidente do conselho, Gilberto Piccinini, que também preside o Instituto Gaúcho do Leite (IGL). A compra dos equipamentos foi concretizada em 2013, após viagem à Suécia. Segundo Piccinini, a viabilidade do investimento está associada à busca por escala de produção. "Essa escala diminui os custos e damos ao produtor a perspectiva de uma melhor qualidade de vida", observa. (Correio do Povo)

 
 
 
Carrossel eleva rendimento

Diferente do sistema que utiliza apenas o braço robótico, a ordenhadeira rotatória, com capacidade para ordenhar 50 vacas em dez minutos, vem sendo utilizada por grandes produtores de leite que não conseguem encontrar mão de obra para a atividade. Há três anos, a Rasip, de Vacaria, investiu na compra de um equipamento como este e conseguiu duplicar o tambo. Na época, a empresa tinha entre 500 a 600 vacas em lactação. Agora, são mil animais em lactação.

Com a ordenhadeira rotatória, há possibilidade de ampliar o tambo para 1,2 mil vacas. "Funciona como uma linha de montagem", explica o diretor de operações da Rasip Lácteos, Celso Zancan. Cada vaca usa uma tornozeleira eletrônica e é ordenhada três vezes ao dia. Para gerenciar a máquina, importada da Alemanha, são necessários cinco funcionários. No sistema convencional seriam necessárias oito pessoas para trabalhar no processo completo de ordenha. "O rendimento é maior", avalia Zancan, referindo-se à mão de obra automatizada.

O equipamento rotatório demora quatro horas para ordenhar os mil animais, criados em confinamento. A Rasip produz de 25 mil e 28 mil litros de leite por dia, em média. Toda a produção é destinada à fabricação de queijo tipo grana. (Correio do Povo)

Tetra Pak e DeLaval aumentarão n° de vacas leiteiras na China até 2020 e promoverão treinamentos

A Tetra Pak e a DeLaval assinaram um acordo com a Associação de Lácteos da China para treinar 150 gerentes de fazendas leiteiras durante os próximos cinco para que eles sejam capazes de administrar fazendas leiteiras de grande escala. A iniciativa é parte dos planos do governo de aumentar o número de vacas leiteiras criadas nessas fazendas de 45% para 60% até 2020 e melhorar a eficiência de produção, aumentando a qualidade dos produtos e melhorando os padrões de bem-estar animal.

A vice-presidente de comunicações da Tetra Pak para a Grande China, Angela Mou, disse que o programa de treinamento inclui gestão de fazendas leiteiras, cria, nutrição e prevenção de doenças. Isso será fornecido por meio de palestras na Universidade de Agricultura (UAC) de Pequim, um estágio de dois meses em uma fazenda modelo da China e uma oportunidade para visitar e estudar na fazenda Hamra, da De Laval, e outras fazendas leiteiras na Suécia.

"Esse programa de treinamento é aberto para gerentes e técnicos de fazendas leiteiras em toda a China, se eles cumprirem o critério de seleção. A UAC selecionará 150 candidatos usando três critérios e os trainees deverão ser gerentes gerais ou gerentes técnicos de fazendas leiteiras (com mais de 300 vacas leiteiras). Eles deverão ter mais de três anos de experiência de trabalho relevante e deverão ter uma base educacional no manejo de animais ou em medicina veterinária".

De acordo com Mou, a indústria de produção leiteira na China tem tradicionalmente sido limitada a fazendas familiares, com somente uma ou duas vacas. À medida que a demanda por leite fluido está crescendo agora em escala massiva, o governo chinês se comprometeu a tornar a indústria de lácteos mais produtiva, criando fazendas maiores e mais eficientes. "Entretanto, o ritmo de crescimento em fazendas de tamanho médio e grande excedeu o número disponível de produtores com habilidades apropriadas. Dessa forma, o investimento em talento qualificado é requerido".

"O leite fluido não é tradicionalmente consumido na China e no Sudeste da Ásia, mas é visto como uma adição saudável à dieta local. Entretanto, as maiores rendas, o crescimento populacional, a urbanização e as mudanças no gosto e na dieta estão levando a uma maior demanda por leite fluido e produtos lácteos".

O professor, Li Shengli, da UAC, e o cientista chefe de Produção Leiteira do Ministério da Agricultura da China, disseram que o consumo de leite fluido ainda está baixo, em menos de 20 litros per capita. "Isso é aproximadamente metade do consumo na Ásia e um quinto da média na Europa. Entretanto, o aumento da renda disponível, combinada com o desejo das pessoas de melhorar sua qualidade de vida, significa que o tamanho e o potencial de crescimento do mercado doméstico é enorme; a China precisa desenvolver sua própria indústria de lácteos".

A Tetra Pak iniciou o programa de treinamento com a UAC em 2013, para treinar gerentes e técnicos para fazendas modernas. Após dois anos do programa piloto, o programa de treinamento mostrou eficácia e foi reconhecido pela indústria de lácteos, bem como pelo governo.

A primeira colaboração da Tetra Pak e da DeLaval foi melhorar as fazendas que forneciam leite cru para o Programa de Nutrição Escolar da China; até 2014, todas as 194 fazendas envolvidas no projeto alcançaram padrões de qualidade da União Europeia (UE). Os esforços conjuntos das companhias também incluem o desenvolvimento de treinamento virtual para produtores por meio de programas de televisão e distribuição gratuita de DVDs e livretos educacionais.

"Os ministérios chinês e sueco assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) em 2012 para fortalecer a cooperação agrícola bilateral, especialmente no setor leiteiro. Como parte do MoU 2012, cada ano os dois ministério enviam grupos de trabalho para se reunir e discutir áreas de cooperação". (As informações são do Dairy Reporter)

PIB brasileiro cai 1,7% no terceiro trimestre

O PIB (Produto Interno Bruto), medida da produção e da renda do País, caiu 1,7% no terceiro trimestre deste ano na comparação aos três meses imediatamente anteriores, para R$ 1,481 trilhão, informou ontem o IBGE. É o terceiro trimestre consecutivo de queda do PIB, a mais longa sequência desde o ano de 1990, quando o governo Collor confiscou o dinheiro depositado na caderneta de poupança para tentar conter a hiperinflação. O PIB já havia caído 0,8% no primeiro trimestre e 2,1% no segundo na comparação com os três meses anteriores, segundo dados revisados pelo IBGE. A economia entra tecnicamente em recessão depois de retrair por dois trimestres seguidos. Segundo Claudia Dionísio, gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, o resultado do PIB reflete a fraqueza da demanda interna brasileira, afetada pela piora do emprego e renda, crédito mais restrito e inflação mais alta. "Estamos vendo assim taxas mais negativas na economia", disse Claudia. 

Pela avaliação da FGV (Fundação Getulio Vargas), entretanto, a recessão começou há ainda mais tempo, no segundo trimestre de 2014, quando houve uma piora geral dos indicadores econômicos. Quando comparado ao mesmo período de 2014, o PIB teve um recuo de 4,5% de julho a setembro. A economia assim recuou 3,2% no ano e 2,5% no acumulado de quatro trimestres (12 meses). Nesta base de compara- ção, foi a queda mais intensa da série histórica da pesquisa, iniciada em 1996; e também a sexta queda consecutiva, a maior sequência da série histórica. A manutenção do quadro de recessão fez a economia brasileira registrar o segundo pior desempenho no mundo. O País ocupou, no terceiro trimestre deste ano, a vice-lanterna (41ª posição) do ranking de 42 países que já divulgaram o resultado do PIB no período, apontou a agência classificadora de risco Austin Rating. A retração de 4,5% na atividade econômica brasileira no terceiro trimestre ante o mesmo trimestre do ano anterior só não foi pior do que o desempenho da Ucrânia, país que enfrentou guerra civil, cujo PIB amargou recuo de 7% no período. A economia brasileira sofre com uma combinação de fatores, desde a perda de dinamismo do crescimento econômico global até a conta de anos de uma polí- tica econômica que fragilizou as finanças públicas. 

A crise política também não dá trégua. Os principais componentes do PIB tiveram queda neste terceiro trimestre. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias recuou 1,5%, e os investimentos tiveram queda de 4% frente aos três meses anteriores. Pela ótica da oferta, a indústria teve uma baixa de 1,3% no mesmo tipo de comparação. Segundo o IBGE, o consumo do governo -- o que inclui União, estados e municípios -- continuou crescendo no terceiro trimestre, em 0,3% frente aos três meses anteriores. Frente ao mesmo período de 2014, porém, houve queda de 0,4%. O setor agropecuário contribuiu negativamente para o PIB, uma das surpresas da divulgação, com baixa de 2,4% na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Frente ao mesmo período de 2014, a queda foi de 2%. Os dados revisados apontam um recuo ainda maior da agropecuária no segundo trimestre. O valor anterior, de 2,7% de queda, foi ampliado para 3,5%. Segundo a gerente do IBGE, o terceiro trimestre concentrou a colheita de culturas que estão com safra menor neste ano, como café, cana-de-açúcar, laranja e algodão. Claudia disse que o setor responde por 5,2% do PIB brasileiro, e não foi, portanto, o que mais pesou no resultado. (Jornal do Comércio)

 
 
Exportações
As exportações de soja em grãos, farelo e óleo de soja, milho, carne suína, etanol e petróleo bruto do Brasil nos primeiros 11 meses de 2015 já superam os volumes registrados no ano de 2014 inteiro, em um momento em que a desvalorização do real favorece a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.  (Fonte: Reuters)

O 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo começou com o pé direito. Encerradas as inscrições nesta segunda-feira (30/11), foram cadastrados 60 trabalhos de jornalistas de diferentes estados e veículos divididos em quatro categorias: impresso, on line, eletrônico e fotografia. A Comissão Julgadora terá agora um árduo trabalho para eleger os finalistas e os grandes vencedores, que serão conhecidos em festa no Hotel Plaza São Rafael na noite do dia 10/12, em Porto Alegre.

O corpo de jurados do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo é formado por integrantes da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc), Federação da Agricultura do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) e Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat).

         

Porto Alegre, 01 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.158

 

 Leilão GDT: apesar de alta, preços permanecem baixos

O resultado do leilão GDT desta terça-feira (1/12) registrou alta de 3,6% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.419/tonelada. É a primeira subida depois de 3 quedas seguidas no leilão.

O leite em pó integral apresentou alta de 5,3%, sendo comercializado a US$ 2.260/tonelada. O leite em pó desnatado também subiu, indo a US$1.918/ton (3,2%). Já o queijo cheddar manteve a queda do evento passado, chegando a US$2.829/tonelada (-1,5% sobre o último leilão).

Apesar da alta, os preços ainda permanecem expressivamente abaixo dos valores observados entre 2013 e início de 2014, quando o mercado ficou no patamar de US$5.000/ton.

Neste leilão foram vendidas 28.158 toneladas de produtos lácteos, valor cerca de 28,3% inferior ao mesmo período do ano passado. Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também tiveram aumento, com os preços futuros oscilando entre US$2.175 (para fevereiro de 2016) e US$2.454/ton (para junho de 2016). Esses dados mostram que, de acordo com o Leilão GDT, durante o primeiro semestre de 2016 não devemos ter uma retomada dos preços observados no passado recente. (Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência)

 

 
 
Prêmio Sindilat de Jornalismo tem 60 trabalhos inscritos
O 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo começou com o pé direito. Encerradas as inscrições nesta segunda-feira (30/11), foram cadastrados 60 trabalhos de jornalistas de diferentes estados e veículos divididos em quatro categorias: impresso, on line, eletrônico e fotografia. A Comissão Julgadora terá agora um árduo trabalho para eleger os finalistas e os grandes vencedores, que serão conhecidos em festa no Hotel Plaza São Rafael na noite do dia 10/12, em Porto Alegre. 

O corpo de jurados do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo é formado por integrantes da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc), Federação da Agricultura do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) e Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Santa Clara conquista 8º Carrinho AGAS

Os Queijos Santa Clara são mais uma vez destaque no Carrinho AGAS, distinção concedida pela Associação Gaúcha de Supermercados para os melhores fornecedores do Estado, eleitos pelos supermercadistas. Quem recebeu o prêmio em nome da Cooperativa foi o diretor Administrativo e Financeiro Alexandre Guerra. O troféu foi entregue pelo diretor da Agas Leonardo Taufer, em evento na Casa NTX, em Porto Alegre.

Este é o terceiro ano que a categoria Queijos é contemplada na pesquisa, que visa se adequar aos hábitos dos consumidores gaúchos. A Santa Clara é reconhecida pela qualidade de seus produtos, recebendo premiações especialmente pela sua linha de queijos, que contempla mais de 20 tipos.

Este é o oitavo Carrinho AGAS conquistado pela Santa Clara. Nas edições anteriores, a Cooperativa foi a Melhor Fornecedora de Laticínios (2010, 2011 e 2012), Bebidas Lácteas (2004), Alimentos Resfriados (2003) e de Queijos em 2013 e 2014, desde que a categoria passou a fazer parte da pesquisa.

A pesquisa é realizada com um questionário aplicados para dirigentes dos 251 maiores supermercados gaúchos e a apuração, realizada pela AGAS em parceria com a Nielsen Brasil, tem como critérios qualidade do produto ou serviço, relacionamento com o varejo, índices de ruptura, capacidade de inovação e cumprimento de prazos. (Assessoria de Imprensa Santa Clara)

 
Confirmação
Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia, Adolfo Brito recebeu a confirmação de que, a partir de 1˚ de janeiro de 2016, serão abertas inscrições para instalação de telefone fixo e Internet de até 1 megabyte em propriedades rurais localizadas a até 30 quilômetros das sedes dos municípios gaúchos. A determina- ção atende à nova resolução da Anatel. A empresa Oi, vencedora da licitação, será a responsável pelos serviços. Após as inscrições, a operadora terá 90 dias para a instalação. O custo aproximado será de R$ 69 a R$ 79 por mês. Segundo Brito, em fevereiro de 2016 será proposta, em parceria com o deputado Elton Weber, a cria- ção de subcomissão para acompanhar a prestação dos serviços. (Correio do Povo)

         

Porto Alegre, 30 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.157

 CEPEA: problemas climáticos evitam maiores quedas nos preços ao produtor

O movimento sazonal de enfraquecimento dos preços do leite ao produtor se manteve em novembro, mas algumas atenuantes limitaram as quedas. Uma delas são as chuvas, excessivas no Sul e escassas no Nordeste. Outra foi um forte reajuste em Minas Gerais.

No balanço, o preço recebido pelo produtor (sem frete e impostos) recuou 0,57% de outubro para novembro, com a média a R$ 0,9675/litro, conforme levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na comparação com novembro/14, o preço está 5,9% menor em termos reais (deflacionados pelo IPCA de outubro/15). O valor bruto (inclui frete e impostos) pago pelos laticínios/cooperativas foi de R$ 1,0541/litro, redução de 0,46% em relação ao mês anterior.

Nos estados do Sul, as chuvas se intensificaram a ponto de reduzir a produção de leite em muitas regiões, além de dificultarem a captação do produto. Já na Bahia, é a falta de precipitações que tem diminuído a produção, informa o Cepea.

Representando a média ponderada de sete estados, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) de outubro apontou queda de 0,86% frente a setembro. Na Bahia, no entanto, a redução mensal chegou a 13,99%. O Rio Grande do Sul também teve queda importante, de 5,78%, seguido por Santa Catarina (-4,55%) e Paraná (-1,47%). Diferentemente, São Paulo (2,74%), Minas Gerais (1,72%) e Goiás (1,62%) mantêm o ritmo de crescimento na produção, conforme avançam as chuvas.

Outro fator que impactou diretamente nos preços pagos ao produtor foi o reajuste feito por um laticínio de grande porte na mesorregião sul/sudoeste de Minas, diante do aumento da concorrência por produtores nessas praças. Com isso, a média do estado, que vinha em tendência de queda, reagiu e amenizou a baixa nacional.

Segundo alguns colaboradores do Cepea, o excesso de chuvas na região Sul, além de prejudicar a produção, também tem impedido o pecuarista de fazer a reforma das pastagens, comum nesta época do ano. Com isso, o mercado de insumos para essas atividades nessas regiões está desaquecido, podendo haver consequências negativas futuras quanto ao fornecimento de pastagens de qualidade para alimentação dos animais.

O aumento da precipitação no Sul também divide a expectativa dos agentes consultados pelo Cepea quanto aos preços no próximo mês. Uma parte dos entrevistados (45,7%), que representa 51,6% do leite amostrado, acredita que o recuo deve se manter em dezembro. Por outro lado, 42,9% dos entrevistados, que representam 47,7% do volume amostrado, indicam estabilidade. E apenas 11,4% acreditam em alta.

No mercado de derivados, após quatro meses de quedas para o leite UHT e de três meses para o queijo muçarela, ambos se valorizaram no fechamento parcial de novembro. Alguns colaboradores apontam leve melhora na demanda por esses derivados, o que ajudou na recuperação dos preços. O leite UHT e o queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo tiveram médias de R$ 2,2628/litro e de R$ 13,54/kg, respectivamente, em novembro, 3,39% e 1,17% superiores aos valores de outubro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de SP e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (CEPEA)
 
Produtores de leite da União Europeia querem que comissário da Agricultura deixe o cargo por crise no setor leiteiro

O chefe do European Milk Board (EMB) pediu a remoção do comissário da Agricultura da União Europeia (UE), Phil Hogan, pela maneira como ele lidou com acrise no setor leiteiro. Em uma carta enviada a Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, Romuald Schauber pediu a remoção de Hogan de seu cargo. Hogan manteve por vários meses desse ano a posição de que a indústria de lácteos não está em crise, antes de finalmente admitir em julho que a indústria estava enfrentando "sérias dificuldades".

Em sua carta, o presidente do EMB, Schauber, disse que a situação nas fazendas europeias de lácteos "piora a cada dia". Por meses, os preços do leite ao produtor tem sido de apenas 25-30 centavos de euro (26,5-31,84 centavos de dólar) por litro, enquanto os custos de produção estão em mais de 40 centavos de euro (42,45 centavos de dólar) por litro. Enquanto algumas fazendas já faliram, outras ainda continuam somente produzindo leite escoradas pelos empréstimos do governo, disse Schauber. Ele disse que a crise é pelo desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado de lácteos. Porém, Schauber disse que Hogan falhou em fornecer soluções para a crise, dizendo que suas ações tinham mostrado um desrespeito em ajudar os produtores de leite.

"Na última reunião do Conselho de Agricultura, Hogan falou novamente sobre a estabilização do mercado de lácteos. Essa foi outra afirmação em uma série de comentários que nos deixou em dúvida se Phil Hogan realmente quer encontrar uma solução ou se ele é capaz de fazer isso". Em janeiro, o Comissário negou completamente a existência de crise no setor leiteiro. No final de setembro, em uma entrevista na televisão com a ViEUws, ele declarou que não era verdade que os preços não cobrem os custos de produção: "eu não acho que muitos produtores estão produzindo abaixo dos custos de produção. Eles disseram que estão, mas no final do dia, continuam produzindo".

Apesar dessas afirmações, Hogan teve acesso a vários estudos científicos que provam que os produtores não recebem um preço pelo leite que cubra seus custos de produção, disse Schauber. A EMB pediu que a Comissão Europeia responda à carta até 4 de dezembro.

Em setembro, Hogan anunciou um pacote de 500 milhões de euros (US$ 530,74 milhões) de pacote de ajuda aos produtores após milhares de produtores europeus terem ido às ruas de Bruxelas para protestar. Apesar de os líderes do setor rural terem elogiado o pacote, alguns produtores descreveram isso como "uma gota no oceano" e muitos estão usando o dinheiro para pagar contas e empréstimos. 

Em 27/11/15 - 1 Euro = US$ 1,06
0,94208 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) (As informações são do Farmers Weekly)

Nova IN deve sair em 2016

A nova Instrução Normativa que aprova o regulamento técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) deve ser publicada até o início de 2016. O Ministé- rio da Agricultura diz que assim que ela for divulgada, terão iní- cio os trabalhos de classificação dos estados e intensificação das ações de combate à brucelose e tuberculose animal. Uma consulta pública, encerrada em outubro, recebeu mais de 200 sugestões e questionamentos de 60 entidades ou indivíduos. (Correio do Povo)
 

Confirmada vacinação de 59% do rebanho
A coordenadora do Programa de Combate à Aftosa do RS, veterinária Lucila dos Santos, disse ontem que 59% dos 5 milhões de bovinos e bubalinos do Estado já tiveram a dose de reforço da vacina confirmada em sistema. A veterinária ponderou, contudo, que a maior parte das inspetorias deixa para incluir no sistema as comprovações de vacinas após o término da campanha, no dia 30. "Acreditamos que o índice vacinal se mantenha igual ao de anos anteriores, na casa dos 97%", afirmou. (Correio do Povo)