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25/06/2026

Porto Alegre, 25 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.657


Para junho, Conseleite projeta leite a R$ 2,4281

O valor de referência do leite para junho foi divulgado na manhã desta quinta-feira (25/06) e ficou projetado em R$ 2,4281. O índice representa uma queda de 0,80% em relação ao valor projetado para maio, que havia sido de R$ 2,4478, mantendo a trajetória de estabilidade observada no mercado.

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) também divulgou o valor consolidado de maio, que fechou em R$ 2,4302, abaixo da projeção do mês (R$ 2,4478).

Os dados divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com base em informações fornecidas pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês. (Sindilat/RS)assinalou Maranata. (Sindilat/RS)


Conseleite/MG divulga projeção com leve ajuste de 0,5% no valor do leite a ser pago em julho de 2026

A diretoria do Conseleite Minas Gerais, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Abril/2026 a ser pago em Maio/2026;
b) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2026 a ser pago em Junho/2026; e
c) A projeção para o maior valor de referência; o valor médio de referência; o valor base de referência e o menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

As informações são do Conseleite/MG.

RS avança com sistema de rastreabilidade para fortalecer a competitividade da pecuária

O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, em Porto Alegre.

Na mesa-redonda “a rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena destacou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão dos rebanhos.

A temática teve como base as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o país de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A medida deverá reforçar a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

Rio Grande do Sul na liderança

O Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as ações já realizadas estão a adoção da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho na Seapi em 2024 e missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal. O estado também iniciou projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

Atualmente, a cadeia leiteira já conta com cerca de 1,2 mil de animais identificados individualmente. Para Madalena, a rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho. Entre os principais benefícios estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e Fernanda Costabeber, médica veterinária.

As informações são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, adaptadas pela equipe MilkPoint.


Jogo Rápido

Dica de inverno: festa na serra gaúcha terá mais de 50 tipos de queijo e shows ao vivo
A primeira Festa do Leite de Carlos Barbosa, em 1976, saiu de uma reunião na paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus. O pároco Antônio Galioto queria uma celebração que desse visibilidade ao gado, à indústria e aos pequenos produtores que viviam da bacia leiteira da Serra. Meio século depois, o leite cedeu espaço ao queijo, a festa cresceu e Carlos Barbosa volta a olhar para as raízes. O 34º FestiQueijo começa nesta sexta-feira (26) e segue até 26 de julho, sob o tema "Da Origem à Festa". A escolha conversa com os 50 anos da primeira Festa do Leite. Foi na quarta edição da celebração, em 1987, que surgiu o Festival Estadual do Queijo, criado como uma atração paralela. O derivado ganhou força, virou protagonista e acabou batizando o evento que hoje está entre os maiores festivais gastronômicos da Serra. A edição de 2026 já vendeu 19 mil ingressos antecipados para visitantes de mais de 350 cidades, marca superior à registrada no mesmo período do ano passado, segundo a organização.Esculturas gigantes de queijo foram instaladas na Avenida Ivo Tramontina, a rótula adotada pela Santa Clara virou cenário temático e vaquinhas decorativas voltaram a ocupar pontos da cidade. Dentro do Centro Cultural Mãe de Deus, o formato tradicional segue preservado. O ingresso dá direito ao sistema all inclusive, com queijos, vinhos, espumantes, sucos e pratos típicos servidos pelos 19 expositores. A programação terá 65 apresentações musicais e mais de 50 tipos de queijo. A Rua Coberta receberá a Piazza FestiQueijo, espaço gratuito de convivência com gastronomia, bebidas e shows. A proposta é levar parte do clima das festas comunitárias para o centro da cidade, sem exigir ingresso do público. Outra novidade é o Mercato FestiQueijo, instalado nos pavilhões da Tramontina. O espaço reunirá expositores de produtos regionais, artesanato, moda, decoração, presentes, doces e itens ligados ao bem-estar. Já no primeiro fim de semana, o Parque da Estação receberá a 14° Olimpíada Colonial, com provas como debulhar milho, corrida de carriola, transporte de leite, revezamento de salame e lançamento de queijo. A atividade é gratuita e ocorre no domingo (28), a partir das 9h, com desfile de carros alegóricos no encerramento. Em caso de mau tempo, será transferida para 12 de julho. (Zero Hora)