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26/06/2026

Porto Alegre, 26 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.658


RAR AGRO & INDÚSTRIA LIDERA PRODUÇÃO DE LEITE NO RS E ENTRA NO TOP 15 DO BRASIL

A RAR Agro & Indústria consolidou sua liderança na produção de leite no Rio Grande do Sul e passou a integrar o grupo dos 15 maiores produtores do Brasil, segundo ranking divulgado pelo MilkPoint. O resultado reforça a relevância da companhia na cadeia láctea nacional e evidencia a expansão de sua operação integrada.O desempenho da empresa é impulsionado pela Fazenda NTR, localizada em Vacaria (RS), que registra produção média de cerca de 50 mil litros de leite por dia. Toda a produção é destinada à industrialização própria, com destaque para queijos premium, como Gran Formaggio, considerado o primeiro queijo tipo grana produzido fora da Itália e o Parmesão da linha RAR Gastronomia. O modelo reflete a estratégia de agregação de valor do leite produzido internamente. A Fazenda NTR, que integra a Rar Agro, unidade da RAR Agro & Indústria, combina tecnologia de ponta, melhoramento genético e rigorosos padrões de manejo.A propriedade também foi pioneira no Sul do Brasil ao obter certificação de Bem-Estar Animal, concedida por entidades independentes como Integral Certificações e FairFood, assegurando critérios elevados de sanidade, conforto e manejo responsável dos animais.

MODELO VERTICALIZADO COMEÇOU NOS ANOS 1990 
A operação leiteira da RAR teve início na década de 1990 com um movimento considerado inovador para a época: a importação de 140 vacas da raça holandesa, transportadas ao Brasil em aeronave. A iniciativa marcou o início de um modelo produtivo verticalizado, que hoje integra toda a cadeia, da produção primária à industrialização de derivados lácteos.

ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO SUSTENTA CRESCIMENTO 
Segundo o presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa, o avanço da companhia reflete planejamento e investimentos contínuos em tecnologia e qualidade. "O reconhecimento como maior produtora de leite do Rio Grande do Sul reflete uma trajetória construída com planejamento de longo prazo, investimento em tecnologia e foco absoluto em qualidade. Estar entre as maiores do Brasil reforça a consistência desse modelo e a capacidade da RAR de competir em nível nacional", afirmou.

DESTAQUE NO SETOR LÁCTEO BRASILEIRO 
Com a nova posição no ranking nacional, a RAR Agro & Indústria reforça sua presença entre os principais players do setor lácteo, ampliando sua relevância na produção de leite e na industrialização de derivados de alto valor agregado. Ao Feed & Food foi conversar com o presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa. 

O que explica o salto da RAR para a liderança na produção de leite no Rio Grande do Sul? 

A trajetória da RAR na atividade leiteira está diretamente ligada ao perfil pioneiro e à visão empreendedora de seu fundador, Raul Anselmo Randon. Conhecido por sua capacidade de construir negócios com foco no longo prazo, ele decidiu apostar, no fim dos anos 1990, na produção de queijo tipo grana no Brasil. Esse movimento exigiu uma estrutura produtiva diferenciada. Em 1992, a RAR trouxe 140 vacas da raça holandesa diretamente da Estados Unidos, transportadas de avião em dois carregamentos que desembarcaram no aeroporto de Porto Alegre. Foi uma iniciativa inédita para a época e que marcou o início de uma operação leiteira voltada à excelência genética do rebanho.Com base nesse investimento, a RAR consolidou um modelo verticalizado, integrando produção primária e industrialização, com foco absoluto em qualidade, inovação, sustentabilidade, bem-estar animal e tecnologia. O resultado desse trabalho é a liderança na produção de leite no Rio Grande do Sul e a posição de destaque da RAR Agro & Indústria entre as maiores produtoras do Brasil.

Quais fatores foram determinantes para a empresa entrar no grupo das 15 maiores produtoras do Brasil?

A combinação entre gestão eficiente e investimentos contínuos em melhoramento em tecnologia e um modelo verticalizado foram fundamentais para esse avanço. A fazenda NTR, com produção média de 50 mil litros de leite por dia, destinados integralmente à fabricação própria de queijos e derivados, especialmente o Gran Formaggio RAR e o parmesão da linha Rar Gastronomia. Outro diferencial é o rigor nos padrões de manejo, sanidade, sustentabilidade e bem-estar animal, além da forte aposta em genética de alta performance.

Como a RAR avalia sua competitividade frente a grandes players nacionais do setor lácteo? 

A RAR atua em um segmento de alto valor agregado, com foco em qualidade, rastreabilidade e diferenciação. Nossos produtos, cada vez mais valorizados pelo consumidor final. Nosso modelo verticalizado permite controle rigoroso de toda a cadeia, desde a produção do leite até o produto que chega à mesa do consumidor, garantindo padronização, origem controlada e excelência. Além disso, produtos como o Gran Formaggio RAR conquistaram reconhecimento justamente por entregarem uma experiência diferenciada, alinhada a um público que busca qualidade, autenticidade e produtos premium.Há metas para avançar ainda mais nesse ranking nacional? Sim. A companhia trabalha com um plano de expansão gradual e sustentável. O objetivo é alcançar a marca de 70 mil litros diários nos próximos anos, ampliando a capacidade produtiva e acompanhando o crescimento da demanda, especialmente no segmento de queijos especiais e no mercado externo.

Como a Rar Agro se tornou um polo de alta produtividade, alcançando cerca de 50 mil litros diários? 

Reunimos uma combinação de genética avançada, manejo com tecnologias avançadas, bem-estar animal e uma equipe especializada. O investimento contínuo em infraestrutura e inovação permitiu criar um rebanho altamente produtivo e sustentável. Hoje, o rebanho conta com cerca de 1400 mil cabeças, e cada vaca produz, em média, 36 litros de leite por dia.

Quais tecnologias e práticas de manejo são adotadas para manter esse nível de produção? 

A operação utiliza ordenha mecânica, com um fluxo de leite encaminhado diretamente para a fábrica. Também investimos em controle sanitário rigoroso, monitoramento constante do rebanho, manejo nutricional de precisão e práticas voltadas ao conforto animal. A fazenda opera dentro de padrões elevados de rastreabilidade e qualidade, alinhados às exigências internacionais.Além disso, a sustentabilidade é um eixo estratégico da operação e está presente em diferentes etapas da cadeia produtiva. A RAR adota práticas ambientais que hoje são referência no setor, com iniciativas voltadas à economia circular, logística reversa, rastreabilidade e redução de impactos ambientais. (Revista Feed e Food)


Conseleite Santa Catarina

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida online no dia 26 de Junho de 2026 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Maio de 2026 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho de 2026. 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite SC)

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1925 de 25 de junho de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 
 
A produção está estável na maior parte das regiões, favorecida pela melhoria das condições alimentares. A silagem de milho e os concentrados têm sido disponibilizados na dieta das vacas em produção, especialmente nas propriedades com menor disponibilidade de forragem. Em relação ao aspecto econômico, há preocupações com as margens de rentabilidade da atividade.  

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Dom Pedrito, apesar das restrições na oferta de pastagens que levou à secagem antecipada de algumas matrizes, a produção está estável e, em alguns casos, apresenta crescimento em função da concentração de partos neste período. Essa estratégia é adotada por diversas propriedades para aproveitar a disponibilidade de pastagens de aveia e azevém a partir do final do outono e as condições favoráveis à reprodução no início da primavera. 

Nas de Caxias do Sul, a produção está estável, sustentada pelo uso de silagem e pelas pastagens anuais de inverno, especialmente aveia e trigo para pastejo. O estado corporal está adequado em função da disponibilidade de volumosos conservados. As baixas temperaturas favoreceram o conforto térmico dos animais. A sanidade foi considerada satisfatória, e houve poucos relatos de mastite e manejo rotineiro de ectoparasitas.  

Na de Passo Fundo, em razão do menor desempenho das pastagens, os produtores têm priorizado o acesso das vacas em lactação às áreas de pastejo, o que contribui para a manutenção da produtividade leiteira. 

Na de Ijuí, a produção segue em crescimento dentro da curva sazonal. As condições de elevada umidade favoreceram a formação de barro, aumentando os cuidados com a higiene durante a ordenha, especialmente nos sistemas de produção a pasto. Nos sistemas confinados, a dificuldade de remoção da umidade das camas tem prejudicado o conforto dos animais. Nos rebanhos que utilizam forrageiras em estádios iniciais de desenvolvimento, são observados, com maior frequência, casos de acidose ruminal. 

Na de Pelotas, o uso de pastagens cultivadas de inverno vem sendo ampliado na alimentação, embora haja diferenças entre municípios em função das condições de temperatura e umidade.  

Na de Santa Maria, a melhora na disponibilidade de forragem tem contribuído para a recuperação da condição nutricional e da produtividade leiteira. O período de maior incidência de carrapatos e tristeza parasitária bovina foi superado, mas ainda há casos pontuais. Prossegue a realização da declaração anual de rebanho nas inspetorias veterinárias. 
Na de Soledade, a melhoria na disponibilidade de forragem contribuiu para a alimentação, mas algumas propriedades ainda dependem de alimentos conservados, principalmente silagem. 

Na de Santa Rosa, a produção de leite apresenta tendência de crescimento, favorecida pelas temperaturas mais amenas e pelo maior conforto térmico. A melhoria na qualidade das pastagens também tem permitido ajustes na formulação das dietas, como manor uso de proteína concentrada em algumas propriedades. As chuvas, ocorridas no período, aumentaram a formação de lama em instalações, corredores e áreas de descanso, exigindo maior atenção ao manejo. Continuam os desafios para manter os níveis de contagem de células somáticas adequados. As temperaturas mais baixas contribuíram para a redução da presença de carrapatos nas propriedades. (EMATER/RS)


Jogo Rápido

BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 26/2026 – SEAPI
Na próxima semana, a chuva deverá retornar para algumas localidades do território gaúcho. Na quinta-feira (25/06) e na sexta-feira (26/06), o tempo deverá permanecer estável em praticamente todo o estado. Não há previsão de chuva significativa e as temperaturas estarão em leve ascensão. Entre o sábado (27/06) e o domingo (28/06), uma nova frente fria deverá trazer instabilidade para o Rio Grande do Sul. Dessa forma, há previsão de chuva em praticamente todas as regiões do estado. Na segunda-feira (29/06), a frente fria deverá continuar influenciando as condições do tempo no Rio Grande do Sul. Dessa forma, ainda há previsão de chuva. Na terça-feira (30/06) e na quartafeira (01/07), o tempo ainda deverá permanecer instável na metade norte. Assim, nessa região, ainda há possibilidade de ocorrência de chuva em alguns municípios. Nas demais regiões, há apenas possibilidade de chuva isolada. De forma geral, a figura mostra que os acumulados de precipitação deverão variar entre 0 mm e 50 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados que podem ultrapassar esse valor. (SEAPI)