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02/06/2026

Porto Alegre, 02 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.643


Cooperativa Santa Clara recebe certificação global de segurança de alimentos

A Cooperativa Santa Clara, do Rio Grande do Sul, conquistou a certificação FSSC 22000, referente ao sistema de segurança de alimentos, nas suas três plantas industriais de laticínios. No mundo, cerca de 25 mil empresas possuem essa certificação. No setor lácteos, o número é ainda mais restrito: aproximadamente 50 indústrias. 

A primeira unidade certificada foi a de Casca (RS), no mês de novembro. Com 22 mil metros quadrados de área construída, a planta é responsável pela industrialização de cerca de 16 milhões de litros de leite por mês, destinados a leite UHT, creme de leite e bebidas lácteas.
Na sequência, a certificação foi obtida pela unidade de Carlos Barbosa (RS). A auditoria ocorreu entre os dias 8 e 12 de dezembro. A planta concentra a produção de queijos nobres, queijos frescais, queijos processados, nata e bebida láctea fermentada.

Já a unidade de Getúlio Vargas (RS) é responsável pelos queijos coalhos, filados, processados, nata e molhos lácteos, com industrialização aproximada de 4 milhões de litros de leite por mês. A auditoria da FSSC 22000 foi concluída em maio deste ano, consolidando a certificação das três plantas industriais da Santa Clara.

Segundo a cooperativa, a conquista atesta a segurança em todo o processo produtivo dos alimentos, gera ainda mais confiança aos consumidores e amplia a competitividade da marca no mercado.

“A certificação FSSC 22000 reafirma o compromisso da Cooperativa Santa Clara com a excelência, garantindo alimentos produzidos com segurança, qualidade e padrão internacional em toda a cadeia produtiva. Além de reforçar o posicionamento da Santa Clara no mercado, destacando seus processos alinhados aos mais rigorosos padrões internacionais de segurança de alimentos”, afirma o diretor administrativo e financeiro, Alexandre Guerra. (As informações são do Globo Rural)


GDT - 02/06/2026

(Fonte: GDT)

LEITE/CEPEA: Leite ao produtor registra quarta alta consecutiva em abril

Pelo quarto mês consecutivo, o preço do leite pago ao produtor subiu em abril/26. De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a alta foi de 10,4% frente a março, levando a “Média Brasil” a R$ 2,6584/litro. O preço, contudo, ainda está 7,1% abaixo do registrado em abril/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de abril/26).
 
O movimento de avanço seguiu sendo explicado pela redução da produção, devido à sazonalidade, e pelo aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) registrou queda de 3,4% de março para abril na Média Brasil, e, no acumulado do ano, a queda é de 14,6%. Além da sazonalidade, os menores investimentos dentro da porteira têm prejudicado a oferta do leite cru. Segundo a pesquisa do Cepea, em abril/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 1,1% na “Média Brasil” – acumulando aumento de 3,24% neste ano. A elevação esteve atrelada ao aumento das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.
 
Com a continuidade da menor oferta de leite no campo e os estoques mais ajustados, os derivados lácteos seguiram em valorização no atacado paulista em abril. Pesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), mostra que, em abril, o preço do leite UHT subiu 20,17%, o da muçarela, 12,65%, e o do leite em pó fracionado, 1,52%, frente a março. Na primeira quinzena de maio, porém, o movimento demonstrou perder força e as negociações passaram a refletir uma demanda mais enfraquecida e um mercado mais cauteloso e sujeito às oscilações pontuais nas cotações.
 
No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos recuaram em 10% em abril, chegando a 218,38 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL). Ainda assim, as compras externas estão 34,1% maiores em relação às do mesmo período do ano passado.
 
A expectativa é de que o mercado siga em trajetória de valorização no curto prazo, mas existem indicativos de perda de intensidade do movimento altista a partir de maio. Ainda que, sazonalmente, maio seja caracterizado pela subida dos preços do leite cru em virtude de restrição de oferta, a pressão vinda da ponta final da cadeia deve afetar esse comportamento típico das cotações. (Fonte: Cepea-Esalq/USP)


Jogo Rápido

Declaração de Conformidade pode ser emitida diretamente no Produtor Online
Documento que comprova o cumprimento de obrigações sanitárias dos criadores de animais, a Declaração de Conformidade agora pode ser emitida diretamente no Produtor Online. Anteriormente, o produtor que precisasse do documento tinha que se deslocar a uma inspetoria ou escritório de defesa agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A declaração é usada pelos produtores como um atestado de cumprimento de obrigações sanitárias. Eles levam para empresas que solicitam, principalmente na indústria de leite. Bancos também cobram essa declaração para a liberação de crédito rural”, explica o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias (DCIS/DDA/Seapi), Richard Alves. Para emitir a Declaração de Conformidade, o produtor só precisa acessar o Produtor Online com seu login e senha e escolher a funcionalidade. “O sistema emite na hora, se estiver sanitariamente tudo certo com o rebanho”, conta Richard. A emissão da Declaração de Conformidade pode ser barrada no Produtor Online, se a propriedade for foco de doença em processo de saneamento. “Nesses casos, a orientação é que o produtor vá para a inspetoria, que poderá fazer a emissão do documento, caso a vacinação ainda estiver no prazo”, complementa o chefe da DCIS. (Fonte: Seapi)