Porto Alegre, 13 de abril de 2026 Ano 20 - N° 4.609
Márcio Madalena assume como secretário da Agricultura do Estado
O gestor ocupava o cargo de secretário-adjunto desde 2023
O médico veterinário Márcio Madalena assume o cargo de secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite nesta segunda-feira (13/4). Madalena exercia, desde 2023, a função de secretário-adjunto da Pasta.
O novo secretário destacou que assume a Pasta com o compromisso de dar continuidade ao trabalho que vem sendo construído desde 2023, com diálogo, responsabilidade e foco em resultados. “Ao longo desse período, avançamos em diversas frentes importantes para o fortalecimento do setor agropecuário gaúcho, sempre em parceria com produtores, entidades e demais instituições. Nosso objetivo é manter esse ritmo, consolidando as políticas públicas já em andamento e buscando novos avanços que garantam mais competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento para o campo”, enfatizou Madalena.
Quem é Márcio Madalena
Natural de Osório, Márcio Madalena é médico veterinário formado pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e possui MBA em Gestão do Agronegócio pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Desde 2023, ocupava o cargo de secretário-adjunto da Seapi. Ao longo de sua trajetória profissional, atuou como coordenador regional na Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, foi delegado federal do Desenvolvimento Agrário no Estado e exerceu funções no governo federal, como diretor de Cooperativismo e Acesso a Mercados e chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). (SEAPI)
Perspectiva econômica global piora em meio a guerra com Irã
Chefes de bancos centrais e economistas avaliarão impactos do conflito em reunião em Washington
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve revisar para baixo as projeções para a economia global nesta semana, quando autoridades de todo o mundo se reunião para avaliar os custos cada vez maiores da guerra de EUA e Israel contra o Irã.
Bancos centrais e autoridades econômicas das maiores economias participarão do primeiro de dois encontros anuais do FMI e do Banco Mundial em Washington, nesta semana. Analistas alertam que, mesmo que o atual cessar-fogo se mantenha, os danos econômicos provocados pelo conflito tendem a persistir.
A economia global sofreu um “desvio de rota” e o conflito “quase certamente fará a inflação disparar”, diz Eswar Prasad, da Brookings Institution.
Levantamento feito pelo grupo de pesquisa para o FT indica que antes do início do atual conflito, a economia global registrava seu ritmo mais forte desde o período pós-pandemia.
O índice Tiger (Tracking Indexes for the Global Economic Recovery), desenvolvido em parceria entre a Brookings e o FT, compara indicadores de atividade real, mercados financeiros e confiança dos investidores com suas médias históricas, tanto no âmbito global quanto por país.
Os dados anteriores à guerra mostravam que “a economia mundial parecia resiliente e caminhava para um ano de crescimento razoável”. Além disso, “os mercados financeiros estavam aquecidos em muitos países e a confiança do setor privado vinha se recuperando”, disse Prasad
“A duração da guerra determinará se o crescimento será significativamente afetado”, acrescentou ele. “A falta de uma solução nas próximas semanas e a possibilidade de o conflito se expandir ainda mais pelo Oriente Médio representam um risco relevante para a economia global.”
Prasad disse que os bancos centrais também “estão em uma posição difícil”. Segundo ele, “as contas públicas de muitas das principais economias desenvolvidas já estão sob pressão, com altos níveis de déficit e dívida deixando pouco espaço de manobra”.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou no início da semana que o fundo teria elevado suas projeções para a economia global não fosse o conflito. Ontem, ela reiterou que que levará tempo até que os preços globais retornem aos níveis anteriores aos do início da guerra.
Mas agora, devido aos danos à infraestrutura, interrupções nas cadeias de suprimento, perda de confiança e outros efeitos, “mesmo o cenário mais otimista prevê uma revisão para baixo do crescimento”, disse.
Ajay Rajadhyaksha, chefe global de pesquisa do Barclays, destacou em nota a clientes que os preços mais altos do petróleo, a postura mais dura dos bancos centrais ocidentais e uma “margem de segurança menor” para os consumidores são alguns dos custos duradouros do conflito.
“Mesmo que a guerra realmente termine, a fatura precisará ser paga e o valor final ainda está sendo calculado”, afirmou. (Valor Econômico)
Tesouro: carga tributária bruta do Governo Geral cresce a 32,40% do PIB em 2025, maior da série
A carga tributária bruta do Governo Geral (Governo Central, Estados e municípios) cresceu de 32,22% para 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2024 e 2025, segundo estimativas publicadas nesta sexta-feira (10), pelo Tesouro Nacional. É o maior nível da série histórica disponibilizada pelo órgão, que vai de 2010 até o ano passado.
O aumento geral foi puxado pelo Governo Central, cuja carga tributária bruta cresceu de 21,34% para 21,60% do PIB no período, uma alta de 0,26 ponto porcentual. Também é o maior nível da série. A carga tributária dos Estados diminuiu 0,10 ponto do PIB, de 8,48% para 8,38%, e a dos municípios cresceu 0,03 ponto, de 2,40% para 2,43%.
Segundo o Tesouro, a alta da carga tributária do Governo Central foi puxada principalmente por um acréscimo de 0,23 ponto do PIB no imposto de renda retido na fonte, por causa do aumento da massa salarial.
"Em relação aos impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto do PIB nos Impostos sobre operações financeiras (IOF), resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito", diz o Tesouro, no relatório de estimativa de carga tributária.
A arrecadação das contribuições para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) cresceu o equivalente a 0,12 ponto do PIB, impulsionada pela reoneração escalonada da contribuição patronal e da folha de pagamentos e pelo crescimento da massa salarial e do emprego, segundo o órgão.
Nos Estados, a queda da carga tributária foi puxada por uma redução de 0,09 ponto do PIB na arrecadação de ICMS, que cresceu abaixo da economia. "Esse movimento também reflete a composição do crescimento econômico em 2025, concentrado em setores sobre os quais não há incidência do ICMS, ou sua incidência é reduzida", diz o Tesouro.
O principal destaque nos municípios foi o aumento de 0,02 ponto do PIB na arrecadação do Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), puxado pelo crescimento do setor de serviços no ano passado, segundo o Tesouro. (Jornal do Comércio)
Jogo Rápido
Milk Pro Summit 2026: Associados do Sindilat têm 10% de desconto
Os associados do Sindilat terão 10% de desconto na inscrição para o Milk Pro Summit 2026, que será realizado nos dias 28 e 29 de maio, no Bourbon Resort Atibaia, em Atibaia (SP). Organizado pela MilkPoint Ventures, o evento reúne produtores, técnicos e empresas do setor lácteo. A programação está dividida em seis painéis. No primeiro dia, os debates tratam de cenário econômico e comércio internacional, desafios regionais da produção, parcerias com varejo e food service, inovação tecnológica, gestão de risco, sucessão familiar e fundamentos técnicos e econômicos da atividade. À noite, ocorre a premiação dos 100 maiores produtores de leite. No segundo dia, os painéis abordam gestão de pessoas e liderança, sustentabilidade aplicada à produção, uso de dejetos como fonte de receita, agricultura regenerativa, programas de incentivo e modelos de expansão da atividade no Brasil e no exterior. As inscrições podem ser feitas clicando aqui. (Sindilat/RS)