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29/10/2026

Porto Alegre, 29 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.045


Valor de referência do leite projetado em R$ 2,3197 em outubro

O valor de referência projetado pelo Conseleite para o leite no Rio Grande do Sul em outubro é de R$ 2,3197. Atendendo à curva prevista para este período do ano, o valor está 2,98% abaixo do projetado para o mês anterior (R$ 2,3910) e demonstra um nível de estabilidade no mercado que vem desde o mês de maio.

O levantamento também trouxe o resultado final de setembro, quando o valor de referência do leite fechou em R$ 2,3964, 0,93% abaixo do consolidado de agosto (R$ 2,4189). Os dados consideram os primeiros 20 dias do mês de outubro e levam em conta os novos parâmetros do Conseleite, atualizados com informações de 2025.

Segundo o vice-coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, o temor é com uma possível alta da inflação. Preocupam também os impactos para o mercado lácteo com o fim do Programa Mais Leite Saudável, que deve ocorrer com o início da vigência da Nova Reforma Tributária em janeiro de 2027.

“O Mais Leite Saudável tem impacto direto no campo, na melhoria dos processos produtivos e é hoje uma ferramenta de competitividade para o leite brasileiro em relação ao leite importado. Sem ele, teremos avanço nas importações pela frente”, alerta Palharini, citando que as aquisições de produtos pelo Brasil bateram recorde em outubro de 2026.

Foto: Carolina Jardine

Fonte: Jardine Comunicação com informações do Conseleite/RS


CONSELHO PARITÁRIO DE PRODUTORES E INDÚSTRIAS DE LEITE DE MINAS GERAIS

RESOLUÇÃO OUTUBRO/2026

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 28 de Outubro de 2026, atendendo os
dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia
definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização
dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o
produto entregue em Setembro/2026 a ser pago em Outubro/2026.

b) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o
produto entregue em Outubro/2026 a ser pago em Novembro/2026.

Nota Técnica:

O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite,
considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células Somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP)
de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%.

Atenção:
A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para breve.

Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência.

Períodos de apuração:
Mês de Setembro/2026: De 01/09/2026 a 30/09/2026
Parcial de Outubro/2026: De 01/10/2026 a 20/10/2026

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

Fonte: Conseleite/MG

 

O que esperar do preço do leite pago ao produtor em 2027?

“O desafio de 2027 não estará apenas em produzir, mas em equilibrar os altos custos de alimentação com um consumidor cada vez mais cauteloso.” A frase resume a perspectiva apresentada por Valter Galan, sócio da MilkPoint Ventures, durante o Dairy Vision 2026. Em sua palestra sobre as tendências para o mercado de leite no Brasil, o especialista analisou como a combinação entre oferta elevada, ainda sustentada pelas importações, e demanda mais fraca deve influenciar o setor no próximo ano, exigindo atenção à gestão de custos e às condições de mercado.

A análise das margens do produtor de leite em 2026 mostra dois momentos distintos. No primeiro semestre, a relação entre receita e custo de alimentação (RMCA) recuou 17,3% em comparação com o mesmo período de 2025. Já o segundo semestre aponta recuperação de 12,5%, embora as incertezas climáticas permaneçam no radar.

Galan destacou que o fenômeno El Niño aumenta as incertezas em relação à safra de grãos. Enquanto a produção leiteira no Sul ainda não apresenta impactos severos, regiões como o MATOPIBA enfrentam escassez de chuvas, e o Mato Grosso do Sul lida com excesso hídrico, que compromete o plantio. Essas condições podem afetar os custos de produção, com estimativa de alta de 19,8% no preço da ração já no primeiro semestre de 2027.

No mercado internacional, o crescimento da produção de leite vem perdendo ritmo. Ao mesmo tempo, o avanço das vendas internacionais tem contribuído para a elevação dos preços globais. No Brasil, porém, a competitividade do Mercosul e os contratos já firmados devem manter as importações em níveis elevados até o fim do último trimestre de 2026.

A oferta disponível encontra um consumidor mais cauteloso no varejo. Dados da ABRAS e da FIPE apresentados por Galan mostram uma desaceleração no volume de vendas de lácteos: depois de registrar crescimento de até 10% no início de 2025, o indicador chegou a uma prévia de apenas 0,7% em outubro de 2026.

Esse movimento também se reflete nos estoques da indústria. Em outubro, os estoques de muçarela chegaram a 18,1 dias, patamar elevado que aumenta a pressão comercial e influencia os preços negociados com o varejo. O leite UHT, por sua vez, apresentou estoques mais controlados, enquanto o leite em pó fracionado ganhou espaço nas vendas, favorecido por preços mais baixos. Nesse contexto, o índice de suficiência de leite marcou -1,0% em outubro, indicando menor escassez de matéria-prima no mercado.

Para 2027, as projeções apontam para um início de ano com disponibilidade de leite superior à registrada no primeiro trimestre de 2026. Ao longo dos meses seguintes, a oferta deve recuar sazonalmente, enquanto as importações tendem a perder força de maneira gradual, à medida que diminui a competitividade do produto importado. A demanda, por outro lado, deve começar o ano ainda limitada pelas incertezas econômicas e pelos preços ao consumidor.

Com base nessas variáveis, Galan apresentou dois cenários para os preços pagos ao produtor de leite em 2027:

Cenário 1: alta de 3,1% em relação a 2026. A projeção considera uma demanda sem recuperação significativa e uma oferta interna ainda confortável, combinação que manteria a pressão de baixa sobre as cotações, sobretudo no segundo semestre.

Cenário 2: alta de 4,9% em relação a 2026. Nesse cenário, a redução mais acentuada das importações, somada a um ritmo menor de crescimento da produção nacional, contribuiria para aliviar a pressão sobre os preços na reta final do ano.

Apesar das diferenças entre as projeções, a análise indica que a gestão das margens continuará sendo um dos principais desafios para o produtor de leite brasileiro. A perspectiva é de que 2027 comece com rentabilidade superior à observada no início de 2026, mas essa condição poderá perder força ao longo do ano, diante do custo elevado da alimentação.

Nesse contexto, acompanhar os indicadores de mercado, planejar a compra de insumos e buscar eficiência na produção serão medidas importantes para enfrentar as oscilações de preços e custos. Mais do que ampliar o volume produzido, o desempenho da atividade em 2027 dependerá da capacidade de ajustar a gestão às condições de oferta, demanda e competitividade do setor.

Fonte: MilkPoint


Jogo Rápido

O novo secretário de Agricultura
Filho de produtores familiares, Paulo Herrmann, 72 anos, chega à composição do governo de Luciano Zucco para trazer “a energia”, como ele mesmo diz, acumulada ao longo de 40 anos de atuação no setor privado. Nascido em São Lourenço do Sul, formou-se engenheiro agrícola, tendo atuado durante anos como executivo da fabricante de máquinas John Deere, onde foi presidente de 2012 a 2022. Também esteve à frente da gestão executiva da Fiergs, em 2024, e hoje é CEO da PH Advisory Group. Ainda, se dedicava a projetos para compartilhar o conhecimento, com o Young Farmers, e para ações sociais na cidade natal. À coluna, Herrmann contou que Zucco fez o convite argumentando que precisava de um interlocutor que entendesse o setor. E que terá autonomia para desenvolver as ações.  Precisamos olhar o Rio Grande do Sul de maneira mais técnica e recuperar o tempo perdido, reforçou Herrmann. Questionado sobre qual tema deve ser prioritário na sua gestão, tem a resposta na ponta da língua: resolver a questão do endividamento rural, com o resgate da proposta contida no projeto de lei 5.122 (que tramita no Congresso e é considerado o único capaz de resolver de forma abrangente o passivo). Transcende qualquer plano de governo. É fundamental para a pasta. Entendemos que sem resolver isso, estaremos fazendo perfumaria, pontuou o secretário nomeado.  Fonte: Gaúcha Zero Hora


 

1 comentário em “29/10/2026”

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