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26/10/2026

Porto Alegre, 26 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.042


Reta final: ‘Prêmio Sindilat de Jornalismo’ recebe inscrições até 23 de novembro

Reconhecimento conta com reportagens que abordam aspectos relacionados ao setor lácteo

O ‘12º Prêmio Sindilat de Jornalismo’ entra em seu último mês de inscrições com novidades para os profissionais da Comunicação. Promovida pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), a premiação chega à edição deste ano com novas categorias e experiências diferenciadas para os vencedores. Os trabalhos podem ser inscritos até 23 de novembro, com reportagens que abordem aspectos relacionados ao setor lácteo gaúcho.

Entre as novidades deste ano estão as categorias Mídia Corporativa e Editor do Ano, que buscam ampliar o reconhecimento aos profissionais envolvidos na produção e na edição de conteúdos jornalísticos. A iniciativa mantém as tradicionais modalidades Eletrônico, Impresso e On-line, como o objetivo de valorizar diferentes formatos de cobertura e o trabalho de quem contribui para dar visibilidade à cadeia produtiva do leite.

As premiações também foram renovadas. Os vencedores das cinco categorias receberão troféus e viagens para destinos como Paris, Nova Iorque, Santiago do Chile e Rio de Janeiro. Podem concorrer trabalhos publicados ou veiculados entre 2 de novembro de 2025 e 1º de novembro de 2026, desde que abordem temas relacionados ao setor lácteo do Rio Grande do Sul.

Para participar

Estão aptos a participar jornalistas com registro profissional regular e grupos de profissionais, desde que pelo menos um dos integrantes tenha registro regularizado. Não há limite para o número de trabalhos inscritos por candidato.

As inscrições devem ser feitas por meio de formulário específico, com uma inscrição para cada trabalho. Entre os documentos solicitados estão o material inscrito, documento de identidade, registro profissional e, quando necessário, comprovantes de autoria e da data de publicação ou veiculação. Os finalistas serão anunciados até 4 de dezembro, e os vencedores serão conhecidos durante a Festa de Final de Ano, em dezembro.

Fonte: Coletiva.net


Modernização do terminal da CCGL em Rio Grande deve ser concluída em janeiro; veja o que falta

Com investimento de R$ 700 milhões, obras no Termasa vão quadruplicar a capacidade de carregamento de grãos e permitir a operação com navios maiores

As obras de modernização do terminal graneleiro da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) no Porto de Rio Grande entraram na reta final. Com investimento estimado em R$ 700 milhões, o projeto do Termasa tem previsão de conclusão em janeiro de 2027, três meses depois do prazo inicialmente previsto, que era outubro de 2026.

A modernização busca ampliar a capacidade de movimentação de grãos, atualizar a estrutura logística e permitir o atendimento a navios de maior porte. Conforme o cronograma apresentado pela CCGL, estruturas como o armazém e o prédio administrativo estão entre 76% e 99% concluídas, com entrega prevista para dezembro. O píer também está nessa faixa de execução e deve chegar a 100% em janeiro.

As obras começaram após os danos provocados pela colisão de um navio contra o píer do terminal, em 6 de maio de 2024, durante o período mais crítico das enchentes no Rio Grande do Sul.

— Em 2024, o Termasa foi atingido pela colisão de um navio e, a partir daí, começamos o projeto para recolocá-lo em operação, mas aos moldes de 2026, aumentando sua capacidade de carregamento de navios, de recepção de caminhões e modernizando as instalações — afirma o vice-presidente da CCGL e dos terminais, Guillermo Dawson Júnior.

A colisão comprometeu a estrutura e levou à paralisação das operações do terminal, que movimentava, em média, dois milhões de toneladas por ano. Durante o período, os cerca de 300 trabalhadores foram mantidos, com transferência das atividades para o Tergrasa, outro terminal da cooperativa.

As etapas finais se concentram na conclusão das estruturas e dos sistemas logísticos. O projeto inclui ainda a instalação de cinco novos tombadores rodoviários, melhorias na logística ferroviária, uma nova subestação de energia e a modernização das instalações do terminal.

Capacidade de carregamento será quadruplicada
A principal mudança será na capacidade de expedição de grãos. Segundo os dados apresentados pela CCGL, o terminal passará de 30 mil para 120 mil toneladas por dia, com aumento da taxa de carregamento de 1,5 mil para seis mil toneladas por hora. Os indicadores consideram um dia operacional de 20 horas.

A ampliação também permitirá receber navios maiores. Antes da modernização, o Termasa atendia embarcações do tipo Panamax, com capacidade de até 60 mil toneladas. Após a conclusão do projeto, poderá operar com navios do tipo Capesize, de até 150 mil toneladas.

A capacidade de descarga rodoviária passará de 12,6 mil para 48 mil toneladas por dia. Na operação ferroviária, a previsão é ampliar a descarga de seis mil para 12 mil toneladas diárias.

Já a capacidade estática de armazenagem aumentará de 280 mil para 400 mil toneladas. A nova subestação de energia elevará a capacidade instalada de 13,6 mil para 69 mil quilowatts.

O conjunto de melhorias busca aumentar a eficiência operacional, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a competitividade do agronegócio gaúcho no mercado internacional.

— O Termasa torna-se e repete o pioneirismo de quando foi o primeiro terminal graneleiro a ser construído no Brasil. Retorna hoje com capacidade máxima para atender às necessidades do Estado do Rio Grande do Sul e de todos os produtores — afirma Dawson Júnior.

Ampliação deve aumentar demanda por profissionais
Com o aumento da capacidade operacional, a expectativa da CCGL é fortalecer o Porto do Rio Grande como corredor de exportação de soja. A expansão também deve ampliar o número de trabalhadores envolvidos nas operações e a demanda por qualificação profissional.

— Essa operação do terminal também aumentará o número de pessoas que vão estar trabalhando aqui. Isso também traz a necessidade de qualificação dos profissionais que virão trabalhar nos terminais — projeta Dawson Júnior.

A unidade de logística da CCGL é responsável pela operação dos terminais graneleiros Termasa-Tergrasa no Porto do Rio Grande. A cooperativa central reúne 28 cooperativas associadas, que representam 171 mil produtores.

Fonte: Gaúcha Zero Hora

 
 
Preço do leite ao produtor fica estável em agosto, mas pressão de baixa aumenta

O preço do leite cru captado por laticínios e cooperativas apresentou pouca variação em agosto. Na “Média Brasil” líquida, a cotação atingiu R$ 2,8869/litro, com avanço de 0,7% em relação a julho. Frente a agosto de 2025, o valor foi 9,18% superior em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de agosto).

Apesar da estabilidade das cotações, a produção leiteira mostrou sinais mais claros de recuperação. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) aumentou 3,86% de julho para agosto na “Média Brasil”, com destaque para o Sul do País. A demanda relativamente firme e o desempenho de parte dos derivados contribuíram para sustentar os valores pagos ao produtor, mesmo com o aumento da disponibilidade de leite.

Em setembro, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% na “Média Brasil”, pressionado pelo encarecimento dos insumos para alimentação do rebanho. O grupo de concentrados avançou 0,84%, refletindo as altas do milho, da soja e do farelo de soja. Esse movimento pode continuar pressionando os custos da atividade em outubro.

No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos cresceram 8,38% de agosto para setembro, somando 249,6 milhões de litros em equivalente-leite (EqL), enquanto as exportações avançaram 6,05%, para 5,57 milhões de litros em EqL, segundo dados da Secex.

Com o avanço mais expressivo das importações, o déficit da balança comercial aumentou 8,4% frente a agosto. A entrada de produtos importados, sobretudo leite em pó e queijos, amplia a disponibilidade interna e intensifica a concorrência com a produção nacional.

O mercado de derivados lácteos enfraqueceu, com queda nos preços do leite UHT, da muçarela e do leite em pó fracionado. A maior disponibilidade de matéria-prima, impulsionada pela recuperação sazonal da produção, e o avanço das importações contribuíram para esse movimento. Em outubro, as cotações de UHT e muçarela seguem em queda no Sudeste, e a expectativa é de manutenção dessa tendência diante da oferta crescente de leite cru e da demanda estável.

Para os próximos meses, a tendência é de continuidade da queda dos preços ao produtor. A recuperação sazonal da produção, somada à menor sustentação do mercado de derivados, deve manter o mercado pressionado, especialmente diante da maior disponibilidade de matéria-prima. Mais adiante, porém, possíveis efeitos do El Niño sobre as condições climáticas poderão limitar a expansão da oferta e amenizar o ritmo de recuo dos preços.

As informações são do Boletim do Leite Cepea. 

 

Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Oferta elevada e queda nos preços externos pressionam cotações

Cepea, 26/10/2026 – Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, pressionados pela elevada disponibilidade do cereal. Segundo o Cepea, a retração das cotações internacionais, somada à desvalorização do dólar, também tem reduzido a paridade de exportação e contribuído para as baixas no mercado interno. De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores seguem cautelosos nas novas negociações, observando o ritmo da semeadura, que, apesar do elevado volume de chuvas, vem ocorrendo de forma satisfatória, mantendo as boas previsões de oferta nos próximos meses. Do lado vendedor, produtores têm se mostrado mais flexíveis na comercialização, com receio de novas desvalorizações e/ou para formar caixa. Assim como no mercado interno, os preços nos portos recuaram, mas de forma mais intensa, pressionados pelas quedas das cotações futuras e do dólar na última semana, conforme apontamento do Cepea. Fonte: Cepea