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15/10/2026

Porto Alegre, 15 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.035


Milk Summit Mercosul: Novo consumidor impulsiona transformação no setor de leite

O Brasil vive uma guinada no perfil do consumidor de lácteos. Na era das canetinhas e da busca por um estilo de vida saudável, os compostos ricos em proteína do leite têm um mercado crescente pela frente. O impacto dessa mudança de comportamento é foco das palestras  durante o Milk Summit Mercosul em Ijuí (RS), que termina nesta quinta-feira (15/10).
 
A transformação do setor, segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, é impulsionada pela chegada da geração Z ao mercado consumidor. O movimento ajuda a explicar o crescimento da demanda por whey protein e por alimentos enriquecidos com proteínas do soro do leite. “Na década de 1990, o whey era um problema para os laticínios, que não sabiam como aproveitar esse subproduto. Hoje, se tornou um ingrediente valorizado para uma ampla variedade de produtos. Foi uma evolução muito rápida. Aquilo que imaginávamos que levaria muito tempo para acontecer já aconteceu”, destaca.

Para Martins, o consumidor passou a exercer influência decisiva sobre as estratégias da indústria e as decisões dos produtores. “O consumidor está mais exigente, e quem não compreender que ele busca características específicas nos produtos terá dificuldades para continuar vendendo”, afirmou.

A tendência, segundo o pesquisador, é de continuidade do crescimento desse mercado, impulsionado pelo interesse em alimentos com maior teor proteico e por novas pesquisas sobre os componentes do leite, incluindo os possíveis efeitos benéficos da gordura láctea para a saúde.

Surfar na onda desse novo mercado exige investimentos em inovação e desenvolvimento de produtos por parte da indústria, fenômeno que já ganha força no Brasil. De acordo com Valter Galan, sócio da MilkPoint Ventures, isso é uma forma de reduzir a dependência do setor lácteo do mercado de commodities, galgando acesso à um nicho de maior valor agregado e rentabilidade. “Foi um movimento que começou lá com o pessoal da academia, mas hoje é muito mais do que isso”, afirmou.

O Milk Summit Mercosul 2026 está sendo realizado no Parque de Exposições Wanderley Burmann. É uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Racon Consórcios, Laticínios Frizzo e Apoio: Integra, Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Carolina Jardine 


Milk Summit: Startups levam inovação às propriedades leiteiras
 

Novidade nesta edição do Milk Summit, a Arena Láctea de Inovação reúne 11 projetos que prometem simplificar processos e trazer novidade às propriedades leiteiras. Iniciativa realizada em parceria com o Sebrae, o espaço contou com empreendedores em busca de aproximação com os produtores.

Empresas como a Waterpin, de São Paulo (SP). Eles trouxeram ao Milk Summit uma plataforma de inteligência que reúne dados sobre a disponibilidade de água subterrânea, auxiliando o produtor no planejamento de perfurações que permitam a expansão da atividade. O sistema faz a análise por satélite da presença de água subterrânea sem a necessidade de perfurações frustradas e custos elevados.

“Quando o produtor pretende expandir sua operação, precisa saber se tem aporte hídrico suficiente, se o poço vai suportar a demanda e por quanto tempo essa água estará disponível. Todas essas informações entregamos em uma única plataforma, proporcionando mais segurança e previsibilidade para a tomada de decisões”, afirma João Renner Vieira Leão, diretor de Branding e Marketing da Waterpin.

Outro produto em prol da produção leiteira foi trazido pelo empresário Carlos Souza, de Arapongas (PR). Aos 81 anos, ele apresentou uma linha de tecnologia para qualidade da água e bem-estar animal.

A Fortmag trabalha com bastões que restabelecem as condições da água em sua origem, melhorando a saúde geral dos animais e, inclusive, a contagem de CCS e CBT da produção. “A barra carrega três ativos, placas metálicas e turmalina negra que faz a calibração iônica da água”, frisou ele, reforçando que o produto não faz a limpeza da água.  

Visitantes da Arena também puderam conhecer o projeto da startup Scienco Biotech, de Lages (SC), que expôs o primeiro teste rápido para diagnóstico de leite A2A2. Similar a um exame de Covid, o produto permite ao produtor simplificar a seleção dos rebanhos, identificando animais que produzem o leite, indicado para pessoas intolerantes à proteína do leite.

A inovação, conta o diretor técnico Anderson Varela de Andrade, surgiu quando a fundadora, a gaúcha Maria de Lourdes Magalhães, viu-se em busca de uma solução para a intolerância da filha à proteína A1. A empresa já comercializou 36 mil testes para seis países. “Nossa meta é duplicar a comercialização em 2027”, salientou, confiante no network realizado durante o Milk Summit.

Fonte: Jardine Comunicação / Foto: Carolina Jardine 
 

Sentindo fome toda hora? O copo de leite no café da manhã ajuda a prolongar a saciedade

O copo de leite no café da manhã | Quem nunca sentiu aquela fominha incômoda pouco tempo depois de terminar uma refeição?

Esse tipo de situação acontece porque a velocidade de digestão varia enormemente dependendo do que colocamos no prato ou no copo. Nesse contexto, a composição nutricional de cada escolha dita como o nosso organismo responde ao longo do dia.

O leite de vaca se destaca como um grande aliado para quem busca manter a fome sob controle por mais tempo. Contudo, essa capacidade de saciar não é mera coincidência, mas sim o resultado direto da forma como seus componentes interagem com o corpo.

“A saciedade não depende apenas do volume consumido, mas principalmente da composição nutricional do alimento ou da bebida. As proteínas lácteas, como a caseína e as proteínas do soro do leite, participam de mecanismos relacionados à regulação do apetite.

Nas versões integrais, a presença de gorduras também pode contribuir para retardar o esvaziamento gástrico, ou seja, o alimento fica mais tempo no estômago. Essa combinação ajuda a explicar por que o leite pode favorecer uma sensação de saciedade mais prolongada”, explica a nutricionista Rosana Raele.

Praticidade e versatilidade na rotina alimentar

Por causa dessas qualidades, o leite se transforma em uma alternativa inteligente para diversos momentos do dia, especialmente no café da manhã, nos lanches da tarde e até na ceia. Da mesma forma, quando combinado com frutas, aveia, castanhas ou em um sanduíche de pão integral, ele compõe refeições completas, saborosas e bastante funcionais.

“Cabe lembrar que, além dos nutrientes que podem contribuir para a saciedade, o leite também fornece micronutrientes importantes, como cálcio e vitaminas do complexo B. Por ter cerca de 87% de água em sua composição, também pode contribuir para a ingestão de líquidos ao longo do dia”, afirma a especialista.

Além disso, a fome nem sempre surge por necessidade energética imediata. “Existe também a chamada fome hedônica, que está ligada ao prazer, às emoções e às memórias associadas aos alimentos.

O leite, por exemplo, pode estar presente em preparações e momentos que remetem à familiaridade e ao aconchego, como uma bebida quente no fim do dia ou uma receita afetiva. Por isso, quando falamos de fome e alimentação, também é importante considerar essa relação que vai além da composição nutricional”, complementa Rosana.

Em suma, a nutricionista ressalta que nenhum ingrediente resolve sozinho o equilíbrio da dieta. “Além de fazer boas escolhas alimentares e garantir refeições completas, realizá-las em um ambiente tranquilo e comer com atenção também são fatores que podem contribuir para a saciedade.”

Por que o leite ajuda a segurar a fome?
Entenda como os principais componentes do leite atuam na sua alimentação:

Proteínas de alta qualidade: a caseína e o soro ativam mecanismos biológicos que ajudam a regular o apetite natural.

Gorduras na medida certa: mais presentes na versão integral, desaceleram o esvaziamento do estômago. Por outro lado, o leite desnatado desponta como boa opção para quem busca reduzir calorias sem perder nutrientes vitais como cálcio e proteínas.

Combinação perfeita com fibras: combina muito bem com frutas, cereais integrais e sementes, potencializando o tempo de digestão confortável.
Nutrição e hidratação: fornece vitaminas do complexo B, minerais essenciais e reforça a ingestão diária de líquidos.
 

Vale destacar que os diferentes tipos de leite apresentam bases nutricionais muito parecidas, variando essencialmente na quantidade de gordura ou em eventuais fortificações.

No cotidiano das famílias brasileiras, o tradicional leite de caixinha (UHT) segue soberano. Seu processo térmico e embalagem especial garantem longa durabilidade e segurança sem necessitar de conservantes ou refrigeração antes de aberto, tornando o hábito de se alimentar bem muito mais simples e prático.

Fonte: EdairyNews
 

Jogo Rápido

SOJA/CEPEA: Câmbio pressiona cotações internas; exportações recordes limitam quedas
Cepea, 13/10/2026 – Os preços da soja recuaram no Brasil, pressionados pela valorização do Real frente ao dólar. Segundo o Cepea, esse movimento tende a reduzir a competitividade da soja brasileira em relação à norte-americana. Pesquisadores do Cepea destacam que as baixas, no entanto, foram limitadas pelo elevado volume de soja e derivados exportado de janeiro a setembro. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o País embarcou 7,36 milhões de toneladas de soja em grão em setembro. Embora esse volume seja 25% inferior ao de agosto, recuo comum para o período, trata-se de um recorde para o mês de setembro As exportações de farelo de soja também registraram recorde para o mês, com aumentos de 10% frente a agosto e de 18,5% em relação a setembro de 2025, de acordo com dados da Secex. Fonte: Cepea


 

1 comentário em “15/10/2026”

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