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25/09/2026

Porto Alegre, 25 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.022


Propriedades precisam trabalhar com gestão de risco

Gerenciar riscos de forma profissional é o caminho para a estabilidade financeira nas propriedades leiteiras. Suscetível às imprevisibilidades climáticas, de preços, e oscilações de custos de produção, produtores precisam de estratégias capazes de proteger suas margens. O tema será o foco da palestra da analista de mercado da Stone x, Marianne Tufani, que participará do Milk Summit, no dia 14 de outubro, em Ijuí. 

Segundo ela, a proposta não é tentar antecipar exatamente as imprevisibilidades do mercado, mas trabalhar com diferentes possibilidades e, principalmente, considerar os cenários que poderiam trazer maiores impactos financeiros. “Meu objetivo não é tentar adivinhar o mercado, mas pensar no pior cenário possível. porque é ele que acaba prejudicando a margem de pecuarista”, explica. Nesta entrevista, Marianne Tufani explica um pouco mais sobre como implementar um projeto de gestão de risco nos tambos leiteiros.

Quais caminhos o produtor rural deve adotar na prática para proteger sua produção?
Marianne Tufani - O primeiro passo é ter previsibilidade. Isso significa conhecer seus custos e definir margens alvo. A partir daí, o produtor pode utilizar ferramentas de proteção de custos e preços, como contratos futuros, que são instrumentos de hedge, para travar parte da sua produção quando as margens forem consideradas atrativas.

É importante lembrar que gerenciamento de risco não significa acertar o melhor preço do mercado, mas reduzir incertezas e garantir maior segurança para o planejamento, os investimentos e a sustentabilidade do negócio no longo prazo. Essa mudança de mentalidade, de parar de especular e começar a planejar, é o que normalmente diferencia os produtores mais resilientes dos demais.

Quais as potencialidades para o produtor de leite usar o mercado futuro para proteger suas operações? Há como fazer isso com o leite fluído ou apenas com a compra de insumos?
Marianne Tufani - Uma das grandes evoluções do mercado brasileiro é justamente permitir que o produtor de leite passe a gerenciar risco de preço da mesma forma que já acontece com diversas outras commodities. 

Hoje, a proteção não precisa ficar restrita apenas aos insumos. Com os contratos futuros de leite ao produtor, já é possível realizar hedge e reduzir a exposição às oscilações do mercado. Isso permite ao produtor construir uma margem mais previsível, especialmente em momentos de maior volatilidade.

Além da proteção da receita, também existe espaço para gerenciar os custos da atividade. Muitos produtores já acompanham e, em alguns casos, protegem preços de milho, farelo de soja e outros insumos que compõem a alimentação animal. Quando olhamos receita e custos em conjunto, passamos a falar de proteção de margem, que é uma abordagem ainda mais completa de gestão de risco.

Ao seu ver, qual o futuro para a gestão das propriedades rurais que operam com leite no Brasil?

Marianne Tufani - Em relação ao futuro da gestão das propriedades leiteiras no Brasil, caminhamos para uma profissionalização cada vez maior. As fazendas tendem a ser administradas com foco crescente em indicadores econômicos, planejamento financeiro, gestão de riscos e uso de dados para tomada de decisão. 

Assim como grandes indústrias e cooperativas já utilizam ferramentas para controlar a exposição a preços, vejo os produtores incorporando gradualmente essas práticas ao seu dia a dia.

O produtor do futuro não será apenas um excelente técnico na produção de leite. Ele também precisará atuar como gestor, acompanhando custos, margens, produtividade e estratégias de comercialização. Nesse cenário, ferramentas de proteção de preços ganham cada vez mais relevância, contribuindo para a sustentabilidade e a competitividade da atividade no longo prazo.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. 

O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.
Fonte:Sindilat/RS


Lactalis: Itambé prepara lançamento de doce de leite zero açúcar e zero lactose

A Itambé, marca pertencente à Lactalis, prepara a chegada de uma nova versão de seu tradicional doce de leite ao mercado. Publicações recentes de colaboradores da companhia no LinkedIn revelaram imagens do Itambé Zero, produto que amplia o portfólio da marca na categoria de doces de leite.

De acordo com as informações apresentadas nas publicações, o lançamento combina zero adição de açúcares, zero lactose e 40% menos calorias em comparação com o doce de leite de colher convencional da Itambé. A proposta reúne, assim, atributos voltados a consumidores que buscam reduzir o consumo de açúcar e calorias ou que têm restrição à lactose.

As imagens divulgadas mostram o produto em embalagem própria e indicam que a novidade deve chegar ao varejo em breve. A companhia, no entanto, ainda não divulgou oficialmente detalhes sobre a data de lançamento, distribuição ou posicionamento comercial do produto.

A novidade acompanha um movimento de ampliação das opções disponíveis na categoria de doce de leite, com produtos que incorporam diferentes apelos nutricionais para atender a demandas específicas dos consumidores. No caso do Itambé Zero, a combinação de zero adição de açúcares e zero lactose diferencia a nova versão dentro do portfólio atual da marca. Fonte:Milkpoint

Informativo Conjuntural 1938 de 24 de setembro de 2026BOVINOCULTURA DE LEITE

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o vendaval ocorrido na noite de 20/09 (domingo) comprometeu as atividades de ordenha e de resfriamento do leite em algumas propriedades que não dispõem de geradores de energia. Até a tarde de 22/09 (terça-feira), muitas propriedades ainda estavam sem energia elétrica em Aceguá. Os volumes elevados de chuva também afetaram as condições dos corredores e os acessos às salas de ordenha e às áreas de alimentação. 

Na Fronteira Oeste, os volumes de precipitação foram menos significativos, sem maiores transtornos relacionados ao acúmulo de barro. 

Em Manoel Viana, após algumas semanas de queda de produção por redução na oferta e na qualidade das pastagens de aveia e azevém, há expectativa de estabilização. 

Na de Erechim e Frederico Westphalen, o excesso de umidade e o acúmulo de barro elevaram o risco de mastite e de problemas de casco, reforçando a necessidade de cuidados com a higiene na ordenha.  

Na de Ijuí, observa-se pequena redução na produção de leite. Nos sistemas confinados, a produtividade não apresentou alterações.  

Na de Pelotas, os agricultores intensificaram o uso de silagem, de concentrados e de outras estratégias de suplementação alimentar. Os produtores estão alertas à ocorrência de mastite e a outros problemas associados às condições ambientais, as quais também têm favorecido a incidência de carrapatos e de casos de tristeza parasitária bovina, exigindo maior acompanhamento e adoção de medidas de controle.  

Na de Santa Maria, a condição nutricional dos rebanhos leiteiros está regular. As matrizes têm sido manejadas em áreas de pastagens de inverno, que, devido ao final de ciclo, sofrem redução gradual de valor nutricional e de capacidade de atender às exigências das vacas em lactação. Esse cenário aumenta a necessidade de atenção à oferta e à qualidade da alimentação, especialmente durante a transição para o período de menor disponibilidade de forragem. 

Na de Santa Rosa, os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação.  
Fonte: Emater/RS

 

Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA (DE 24 A 27 DE SETEMBRO)
Na próxima semana, o tempo deverá oscilar entre condições estáveis e instáveis em todo o território gaúcho. A partir do dia 25/09, as temperaturas deverão apresentar elevação em todo o Rio Grande do Sul. Entre 26/09 (sábado) e 27/09 (domingo), os efeitos da circulação atmosférica ajudarão a transportar umidade e favorecer condições de instabilidade e aumento da nebulosidade sobre o território gaúcho, com previsão de chuva principalmente na Metade Sul. Entre 28 (segunda-feira) e 29/09 (terça-feira), a passagem de uma nova frente fria deverá manter as condições de instabilidade sobre o Rio Grande do Sul, com previsão de chuva em todas as regiões do Estado. Entre 27 e 29/09, também há possibilidade de ocorrência de rajadas de vento em algumas localidades. No dia 30/09 (quarta-feira), o sistema começará a se afastar, e o tempo deverá voltar a ficar estável em todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa e com queda nas temperaturas. Fonte: Emater/RS (Adaptado pelo Sindilat/RS)