Porto Alegre, 18 de setembro de 2026 Ano 20 - N° 5.017
Informativo Conjuntural 1937 de 17 de setembro de 2026
BOVINOCULTURA DE LEITE
O excesso de umidade e a formação de barro ainda dificultam o acesso às pastagens e o manejo, além de aumentarem os riscos de mastite e de problemas de casco em determinadas regiões. Já a redução do encharcamento em algumas áreas têm favorecido a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as vacas alimentadas predominantemente em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal. Esse cenário marca o retorno dos produtores sazonais à atividade e o aumento da produção dos que efetuam a entrega de leite durante todo o ano, mas não realizam investimentos significativos em pastagens de inverno ou na suplementação com fenos e silagens.
Na de Erechim, a geada, no início do período, aumentou o estresse térmico dos animais no campo. O excesso de umidade e o acúmulo de barro elevaram o risco de mastite e problemas de casco, reforçando a necessidade de cuidados com a higiene na ordenha. O tempo mais frio das últimas semanas também aumentou a necessidade de suplementação com silagem, feno e ração, apesar da melhora gradual das pastagens.
Na de Ijuí, nos sistemas de produção a pasto, observa-se pequena redução na produção de leite. Nos sistemas confinados, a produtividade não apresentou alterações. Nos sistemas estabulados, persiste a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais, embora o conforto térmico esteja satisfatório.
Na de Passo Fundo, o desempenho dos rebanhos foi bom, com condições sanitárias e escore corporal satisfatórios. A alimentação segue baseada no aproveitamento das pastagens, complementada com silagem, ração e sal mineral, conforme a necessidade de cada lote. A diminuição na oferta e na qualidade da forragem demandou maior suplementação em algumas propriedades.
Na de Pelotas, o solo encharcado e o pisoteio contínuo têm dificultado o acesso aos pastos de inverno e reduzido os níveis de produtividade. O acúmulo de barro e de esterco ao redor dos galpões e das salas de ordenha continua ocasionando estresse nos animais e favorecendo os casos de mastite, além da ocorrência pontual de carrapatos e de tristeza parasitária bovina.
Na de Santa Maria, a redução do excesso de umidade no solo tem contribuído para diminuir o encharcamento e a formação de lama, facilitando a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras.
Na de Santa Rosa, em algumas propriedades, o excesso de umidade das semanas anteriores ocasionou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo, mas não comprometeu significativamente a alimentação dos animais. Os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação. Fonte: Emater/RS
La Serenísima reporta prejuízo em meio à queda do consumo de lácteos na Argentina
A Mastellone Hermanos, dona da La Serenísima, encerrou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de cerca de US$ 3,2 milhões, mais de quatro vezes o registrado no mesmo período de 2025.
A Mastellone Hermanos, dona da tradicional marca argentina La Serenísima, encerrou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de 4,79 bilhões de pesos argentinos (cerca de US$ 3,2 milhões), mais de quatro vezes os 1,16 bilhão de pesos (US$ 770 mil) registrados no mesmo período de 2025.
O resultado reflete um momento desafiador para a indústria láctea argentina, marcado pela retração do consumo doméstico, maior procura por produtos de menor preço e pressão dos custos comerciais e logísticos. A receita total da companhia somou 908,67 bilhões de pesos (US$ 602 milhões) no semestre, queda real de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mercado interno recua, mas exportações crescem
A maior pressão veio do mercado argentino. As vendas domésticas caíram 10,3% em termos reais, passando de 807,20 bilhões para 724 bilhões de pesos (US$ 479 milhões). As exportações seguiram na direção contrária: cresceram 10,5%, chegando a 172,24 bilhões de pesos (US$ 114 milhões).
Com isso, o mercado externo passou de aproximadamente 16% para 19% da receita da companhia em apenas um ano.
O avanço das exportações ajudou a amortecer a retração doméstica, mas não foi suficiente para compensá-la. Além de vender menos, a Mastellone perdeu margem. O lucro bruto caiu 14,1%, enquanto a margem bruta recuou de 25,7% para 23,7% das vendas.
Logística aumenta pressão sobre as margens
Outro ponto de atenção foi a distribuição. Os gastos de comercialização cresceram 2,8%, alcançando 219,57 bilhões de pesos (US$ 145 milhões) — valor que acabou superando o próprio lucro bruto gerado pela companhia no período. Somente os gastos com fretes, considerando as despesas industriais e comerciais, chegaram a 148,05 bilhões de pesos (US$ 98 milhões), ante 137,51 bilhões de pesos (US$ 91 milhões) um ano antes.
O peso da logística é particularmente relevante para a indústria láctea devido às características de coleta, processamento e distribuição dos produtos, muitos deles dependentes de cadeia refrigerada.
Consumo de lácteos enfrenta queda na Argentina
Os resultados da La Serenísima acompanham um movimento mais amplo do mercado argentino. Segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), as vendas de lácteos nos supermercados recuaram 10% em termos reais no primeiro semestre de 2026. Na última década, o consumo de leite acumula queda de 15%.
Além de consumir menos, o argentino também vem mudando suas escolhas. A recuperação observada em algumas categorias está concentrada principalmente nos produtos básicos, enquanto especialidades e itens de maior valor agregado encontram mais dificuldades. Para empresas líderes como a Mastellone, o desafio não é apenas quanto o consumidor compra, mas quais produtos e marcas escolhe e em quais canais realiza suas compras.
Segundo trimestre trouxe sinais de recuperação
Apesar do forte prejuízo acumulado no semestre, os resultados mais recentes foram melhores. Entre abril e junho, a Mastellone registrou lucro líquido de 7,41 bilhões de pesos (US$ 4,9 milhões), revertendo o prejuízo de 3,07 bilhões de pesos (US$ 2 milhões) observado no segundo trimestre de 2025.
A geração de caixa operacional também mais que dobrou, alcançando 51,02 bilhões de pesos (US$ 33,8 milhões), enquanto a empresa reduziu significativamente seu endividamento financeiro de curto prazo. Os números mostram, portanto, duas tendências: um primeiro semestre marcado pela queda das vendas domésticas e deterioração das margens, mas com sinais de recuperação nos meses mais recentes.
O balanço também encerra um capítulo na história da companhia. Em agosto, Arcor e Danone assumiram o controle da Mastellone. Os resultados até junho ainda refletem a gestão anterior, fazendo dos próximos balanços os primeiros indicadores sobre os rumos da La Serenísima sob o novo controle.
As informações são da Infobae, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.
Tetra Pak apresenta três formas de impulsionar a produção de requeijão
Em um mercado de lácteos cada vez mais diversificado e competitivo, a indústria tem investido em tecnologia para aumentar a eficiência sem abrir mão da qualidade.
No caso do requeijão, presente no dia a dia dos brasileiros, o desafio dos fabricantes é encontrar uma forma de acelerar o ritmo da produção sem aumentar os custos operacionais ou perder o padrão de qualidade esperado para o produto.
Para apoiar o setor, a Tetra Pak, líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos e bebidas, oferece soluções que contribuem para dar mais agilidade e flexibilidade às fábricas.
Diante de demandas de consumo tão variadas, a multinacional destaca três pilares fundamentais para otimizar essa operação: eficiência, flexibilidade e qualidade do produto.
“Além de aumentar a capacidade produtiva, os fabricantes precisam avaliar onde estão as oportunidades de ganho durante o processo. Nosso papel é combinar equipamentos de ponta com processos que podem fazer diferença tanto no aproveitamento de ingredientes quanto no tempo de processamento e na qualidade do produto”, comenta Ana Paula Forti, Diretora da área de Processamento da Tetra Pak Brasil.
1. Produza mais em menos tempo com eficiência: Para acompanhar as demandas do mercado, a indústria precisa encontrar maneiras de aumentar a produtividade sem elevar os custos da operação.
A simplificação do fluxo de ingredientes, a redução de etapas e o melhor aproveitamento de recursos são alguns dos caminhos para tornar a produção mais rápida e econômica.
Entre as tecnologias que podem contribuir para esse objetivo está o Tetra Pak® High Shear Mixer. Esse equipamento centraliza todo o processo, e trituração, fusão, homogeneização e desaeração são realizados em uma única etapa.
Ao concentrar a operação, o fabricante pode trabalhar com capacidades de bateladas maiores em um menor tempo, simplificando o fluxo de produção e aumentando a capacidade da linha. “O alto desempenho mecânico desse equipamento permite atingir a textura desejada utilizando até 20% menos ingredientes modificadores de textura, como gomas”, relata a Diretora de Processamento da Tetra Pak Brasil.
2. Mais flexibilidade para atender diferentes demandas: A capacidade de adaptar a produção é outro fator importante para a indústria de requeijão. Linhas de produção flexíveis permitem trabalhar com diferentes tipos de produtos, ajudando os fabricantes a desenvolverem novos produtos e liderarem a inovação em um mercado tão competitivo, reduzindo a necessidade de novos investimentos em tecnologias complementares.
Nesse contexto, a Tetra Pak oferece soluções que permitem ajustar diferentes parâmetros do processo de acordo com a formulação e as características desejadas para o produto. A tecnologia embarcada no Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta um programa de receitas automáticas que possibilita ajustes finos de processo para atender as características de cada tipo de produto.
Esse recurso permite a produção de requeijão tradicional, requeijão culinário, queijos cremosos e processados com a mesma tecnologia, além de garantir as características de textura, cremosidade, consistência e melhoria em rendimento.
3. Padrão e consistência em cada batelada: Para manter a qualidade do requeijão batelada após batelada, o controle rigoroso sobre as diferentes etapas do processo é essencial. Fatores como umidade, pH e tipo de coagulação da massa podem influenciar diretamente na textura, no sabor e na aparência.
A redução do número de bateladas gera menor variabilidade no produto, garantindo uma melhor padronização ao longo de todo o processo até o consumidor final.
O Tetra Pak® High Shear Mixer apresenta uma unidade turbo que pode operar com baixo ou alto cisalhamento, uma tecnologia patenteada que traz flexibilidade e versatilidade para o desenvolvimento de produtos.
A malha cisalhadora para cima permite uma maior intensidade e turbulência da mistura para melhor dispersão dos ingredientes; por sua vez, a malha cisalhadora para baixo permite uma homogeneização mais fina, lisa e uniforme. Esse controle contribui para um produto mais estável e para um requeijão padronizado.
“Mais do que aumentar a capacidade produtiva, é importante olhar para o processo como um todo e entender onde a tecnologia pode gerar ganhos. Quando eficiência, flexibilidade e controle de qualidade são considerados em conjunto, o fabricante consegue aproveitar melhor a estrutura disponível e responder às demandas do mercado com mais consistência, além de ter uma gestão otimizada da mão de obra, uma vez que a rotatividade de pessoas é cada vez maior dentro das indústrias”, conclui Ana Paula Forti.
Sobre a Tetra Pak - Estamos aqui para tornar os alimentos seguros e disponíveis. É por isso que fornecemos sistemas avançados de produção de alimentos. Em colaboração com nossos clientes e fornecedores, impulsionados por mais de 24 mil colaboradores dedicados em todo o mundo, todos os dias protegemos os alimentos de forma sustentável para centenas de milhões de pessoas em mais de 160 países.
Estamos aqui para cumprir um propósito, nos comprometendo a tornar os alimentos seguros e disponíveis em todos os lugares. E prometemos proteger o que é bom: os alimentos, as pessoas e o planeta. Fonte: Guialat
Jogo Rápido
PREVISÃO METEOROLÓGICA DE 17 A 23/09/2026
Na próxima semana, o tempo voltará a ficar instável em parte do Rio Grande do Sul. Entre os dias 17 (quinta-feira) e 18/09 (sexta-feira), o tempo ainda deverá permanecer estável em grande parte do Estado, sem previsão de chuva significativa. Entre 19 (sábado) e 22/09 (terça-feira), o avanço de um sistema de baixa pressão, associado à formação e ao deslocamento de um sistema frontal, deverá aumentar a nebulosidade, com previsão de chuva em praticamente todas as regiões, principalmente para a Metade Norte. No dia 23/09 (quarta-feira), o tempo deverá voltar a ficar estável em todo o Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa. Ao longo da semana, as temperaturas deverão apresentar elevação gradual. Fonte: Simagro