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14/09/2026

Porto Alegre, 14 de setembro de 2026                                                 Ano 20 - N° 5.013


Milk Summit Mercosul 2026 entra na reta final de inscrições para fórum de debates setorial da América Latina 

Faltando menos de trinta dias para o Milk Summit Mercosul 2026, que acontecerá de 14 a 15 de outubro no parque de Exposições Wanderley Burmann na cidade de Ijuí (RS), participantes se mobilizam para garantir as últimas vagas para esse grande fórum de tendências do setor lácteo do Mercosul.

Realizado junto à Expofest, o evento aproxima produtores, cooperativas, indústrias e desenvolvedores de tecnologia em um verdadeiro ambiente de conhecimento e networking da cadeia do leite da América do Sul. Depois de uma edição nacional em 2025, neste ano, o Milk Summit reúne lideranças do Brasil, Argentina e Uruguai.

“A proposta é ampliar o diálogo sobre os caminhos para uma cadeia leiteira mais competitiva e preparada para os desafios do mercado nacional e internacional”, frisou o coordenador do Milk Summit Mercosul e secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini.
 
Uma das novidades em 2026 fica por conta da inauguração da Arena de Inovação, um espaço para startups apresentarem os projetos que devem ditar a tendência do setor lácteo nos próximos anos. As inscrições para o Milk Summit Mercosul são gratuitas e estão abertas por meio do link Inscrição do Milk Summit Mercosul. As vagas são limitadas. 

Realizado neste ano novamente em Ijuí, o Milk Summit Mercosul 2026 reforça sua conexão com uma das regiões de maior relevância para a Produção leiteira do Estado e promove debates de dimensão internacional.

O evento contará com a presença e participação de palestrantes de renome como Andrés Padilla, analista do departamento de pesquisa e análise setorial do Rabobank Brasil, Wagner Beskow, engenheiro agrônomo e consultor da Transpondo.“Será uma oportunidade de discutirmos a cadeia como um todo, talvez como nunca antes. É para isso que todos os envolvidos estão trabalhando”, adianta Beskow.

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com o patrocínio Diamante de Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Milk Summit Mercosul 2026
Data: 14 e 15 de outubro de 2026
Local: Expofest, Ijuí (RS)
Para inscrições e programação, clique aqui


Empresas disputam quem busca preservar a massa muscular

Com a perda rápida de peso, provocada pelas canetas emagrecedoras e a busca pelo envelhecimento saudável, cresce a preocupação em preservar a massa muscular. E um mercado inteiro avança junto - antes restrita a academias e atletas de alta performance, a proteína de soro de leite, a whey, ganha um público cada vez maior.

No primeiro trimestre de 2026, a categoria de alimentos com proteína adicionada, que movimenta R$ 2 bilhões ao ano no Brasil, registrou alta de 12% no faturamento, na comparação com o mesmo período de 2025, ritmo duas vezes mais rápido que o das proteínas convencionais, como as de origem animal, aponta a Worldpanel by Numerator.

Produtos historicamente ligados à indulgência, como cerveja e achocolatados, são anunciados com uma narrativa de funcionalidade. Somem-se a estes, os lácteos tradicionais e que aparecem nas prateleiras dos supermercados com adição de whey protein na fórmula. E ainda há espaço para startups como a Mineral Pro, que lançou em fevereiro deste ano a primeira bebida proteica do país, com apenas dois ingredientes: água mineral e whey protein.

Roosevelt Junior, presidente no Brasil da líder mundial em laticínios Lactalis, tem números que ajudam a dimensionar o ritmo da tendência. Os produtos da gigante francesa com whey protein já respondem por 4,8% do faturamento da empresa no país. “Em 2023, esse percentual era de 2,4% e a nossa expectativa é chegar a 7% em 2028”, diz Roosevelt Jr.

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína.

No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria:

Ainda assim, o executivo lembra que o Brasil está longe do patamar americano: 52% do mercado de iogurtes dos Estados Unidos tem alta concentração de proteína. No Brasil, apenas 3%. “O Brasil ainda está engatinhando, temos uma avenida muito grande de oportunidades”, diz. O executivo observa que um dado está ajudando a reforçar o avanço da categoria: as novas diretrizes do Guia Alimentar dos EUA 2025-2030, lançado em janeiro deste ano pelo governo estadunidense.

Segundo o guia, o indicado é consumir de 1,2 g a 1,6 g de proteína por quilo corporal diariamente - era 0,8 g antes. “Estamos vendo um crescimento de dois dígitos ano a ano no consumo de produtos com proteína nos EUA que deve continuar forte não apenas nos EUA como no mundo todo”, diz Roosevelt Jr.

A disputa pela proteína perdida (seja pela redução de peso ou pelo aumento da idade) entrou em 
um território que impacta as linhas de produção das indústrias de alimentos e bebidas e discurso do marketing. A narrativa de funcionalidade e saudabilidade ganha força e traz a reboque, não abertamente, a promessa da estética.

Poucos assumem isso de forma tão direta quanto Bernardo Melo Bloisi, sócio-fundador da Mineral Pro: “Proteína virou, mesmo sem ser, sinônimo de saúde. E, muitas vezes, este consumo não está necessariamente atrelado à saúde, mas a uma questão de beleza física”.

Lançada em fevereiro deste ano, a Mineral Pro se apresenta como a primeira bebida proteica do Brasil com apenas dois ingredientes: água mineral e proteína do soro do leite (desenvolvida na Dinamarca). A proteína usada segue o conceito de “clear whey”, uma formulação mais leve e solúvel, adequada para bebidas transparentes. Com 10 g de proteína a cada 250 ml, a formulação, sem corantes, aromatizantes, açúcar ou carboidratos, é o argumento central da marca.

“O fato de a proteína estar ali pode fazer você consumir um produto que muitas vezes não é saudável, que é cheio de açúcar, extremamente calórico, achando que está consumindo algo saudável porque vai ter PRO e FIT [no rótulo]”, afirma Bloisi. O resultado inicial da Mineral Pro, que pode ser adquirida pelo site oficial da marca ou em grandes plataformas de e-commerce, surpreendeu os próprios fundadores: em pouco mais de seis meses, a empresa vendeu entre 200 e 250 mil unidades e já está no quarto lote de produção, prestes a iniciar o quinto. “A expectativa inicial era terminar o primeiro lote em julho”, diz ele.

Se uma startup com um produto de apenas dois ingredientes já mostra a força dessa demanda, o tamanho do movimento fica ainda mais evidente quando ele chega a um território improvável: a cerveja.

A Spaten Pro, lançada pela em julho deste ano, nasce desse movimento ao oferecer 10 g de proteína a cada lata de 350 ml.

É a primeira versão de cerveja sem álcool e com proteína de toda AB InBev e foi desenvolvida pelo centro dei inovação e tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro. “Quando vemos uma parcela relevante das pessoas mudando seus hábitos e buscando novos atributos, é naturalmente para lá que direcionamos nosso olhar de inovação”, diz Gabriela Gallo, diretora de inovação da Ambev.

A Spaten Pro foi a cerveja oficial da Spaten Fight Night 3, evento que reúne boxe, judô e jiu-jitsu e promovido pela marca em gosto.

Na Ambev, o movimento é recente e concentrado em um único lançamento.

Na Nestlé, porém, a proteína está se espalhando por boa parte do portfólio. Segundo Gisele Pavin, gerente executiva de nutrição, saúde e bem-estar da Nestlé Brasil, a discussão sobre proteína saiu da bolha dos profissionais de saúde e passou a ocupar as redes sociais, inclusive entre pessoas que usam medicamentos para emagrecer e que buscam opções de fácil digestão e consumo.

A empresa, que até 2024 tinha apenas uma categoria dedicada à proteína, dobrou essa presença no ano seguinte, com lançamentos como o Nescau Protein RTD (15 g de proteína, zero açúcar adicionado e zero lactose), a Nestlé Aveia Farelo com Proteína, o Nescafé Pré-Energy com proteína e novos sabores de whey protein (manga e maracujá) da marca Puravida, adquirida pela companhia há quatro anos. Segundo pesquisa da Nestlé, realizada entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 com 500 pessoas de 18 a 54  anos, 71% já consomem produtos com proteína. O plano da empresa é dobrar o número de categorias proteicas do portfólio até 2028.

A Nestlé também aposta na proteína como parte de uma estratégia de longevidade. Em março de 2026, com investimento de mais de R$ 200 milhões em pesquisa, a Nestlé lançou no Brasil a marca Nestlé Vital, voltada à promoção do envelhecimento saudável a partir dos 40 anos.

O país foi escolhido como o primeiro do mundo para o lançamento, com expansão prevista para Europa e Ásia, com campanha estrelada pela atriz Grazi Massafera. A proteína, no entanto, não fica restrita a um recorte etário.

Segundo Karina Dal Sasso, diretora de marketing da Vigor Alimentos, o mercado de saudabilidade era marcado por restrição e suplementação pouco palatável, mas o consumidor passou a entender a proteína como parte importante da alimentação diária.

A marca acaba de lançar a linha Vigor Grego Protein, um iogurte grego que traz 10 g de proteínas, zero adição de açúcares e zero lactose. “Estamos acompanhando o caminho percorrido pelo consumidor, que está em busca de mais funcionalidade alimentar”, afirma Dal Sasso. Segundo ela, a proteína atende a esse consumidor intergeracional e “veio para ficar”.

Enquanto os 40+ querem manter os músculos em função da sarcopenia (perda da massa muscular em função do envelhecimento), os jovens fazem mais exercícios e estão em busca de uma vida mais saudável. No ano passado, a Vigor Alimentos entrou no território da proteína pela indulgência ao lançar o Chips de Parmesão Faixa Azul, marca de queijos do grupo, feito de parmesão desidratado, com 16 g de proteína por pacote.
Fonte: Valor Econômico / Globo

Produtores de leite da Argentina e Uruguai relatam pressão nos preços pagos

Produtores de leite da Argentina e do Uruguai enfrentam um cenário de pressão sobre os preços recebidos pela matéria-prima. Embora as situações sejam diferentes nos dois países, dados recentes mostram dificuldades para sustentar a remuneração das fazendas diante dos custos da cadeia, do comportamento do mercado interno e das condições do mercado internacional.

Na Argentina, um levantamento do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) mostra que, nos últimos 31 meses, o preço médio recebido pelo produtor acumulou uma atualização 21,4 pontos percentuais inferior à evolução do valor de saída de fábrica da indústria. No Uruguai, a pressão aparece diretamente no preço recebido pelas fazendas. Em julho, o litro de leite foi pago, em média, a 16,7 pesos uruguaios, queda de 5,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em dólares, o valor chegou a US$ 0,41 por litro, o menor desde dezembro de 2024.

Na Argentina, preço ao produtor fica atrás da indústria
A análise do OCLA mostra que, desde o início do atual governo argentino, o faturamento da indústria de laticínios avançou em ritmo mais acelerado do que o valor pago aos produtores pelo leite.

Nos últimos 31 meses, o preço médio recebido pelo produtor, segundo o SIGLeA, acumulou uma atualização 21,4 pontos percentuais abaixo da registrada pelo valor de saída de fábrica, indicador que considera as vendas da indústria destinadas tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Segundo a análise, essa diferença está relacionada principalmente à pressão exercida pelos custos de conversão, que englobam as despesas necessárias para transformar o leite cru em produtos finais.

Os custos fixos e variáveis do processamento absorveram uma parcela importante das receitas brutas das indústrias. Entre eles estão os gastos com mão de obra, além de aumentos acima da média em eletricidade e gás e custos maiores de logística para coleta e distribuição, pressionados por combustíveis e manutenção. Com isso, embora os valores de venda da indústria tenham avançado, a capacidade de transformar essa melhora em preços maiores para o produtor ficou limitada.

Consumo também limita os preços na Argentina
O mercado doméstico argentino é outro componente desse cenário. Segundo a análise do OCLA, a perda de poder aquisitivo dos consumidores limitou a capacidade das indústrias de estabelecer preços mais elevados para seus produtos.

As exportações, por sua vez, contribuíram para a liquidez das empresas e para sustentar a presença dos produtos lácteos argentinos no mercado internacional. No entanto, a diferença cambial e as variações nas retenções — impostos aplicados às exportações argentinas — afetaram o retorno líquido obtido pelas indústrias por cada litro destinado ao exterior.
O OCLA aponta que a dificuldade de transferir integralmente a evolução dos valores no atacado para o preço do leite pode desacelerar os investimentos em tecnologia nas propriedades e a expansão do rebanho leiteiro argentino.

No Uruguai, preço cai enquanto produção aumenta
No Uruguai, os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) mostram uma queda mais recente na remuneração. Em julho, além da redução de 5,2% no preço em pesos na comparação anual, o valor em dólares recuou 5,1% frente a julho de 2025 e 2,6% em relação a dezembro. Na comparação com junho, o preço por litro caiu 1,4% em pesos e 1,3% em dólares.

O valor pago por quilo de sólidos ficou em 209,2 pesos uruguaios, com quedas de 4,9% em relação a dezembro e de 6,9% na comparação anual. O movimento ocorre em um momento de forte crescimento da produção.

Segundo a matéria, a remessa de leite às indústrias aumentou 10% no primeiro semestre. Esse aumento da oferta, combinado à queda dos preços internacionais, já levou uma indústria a mudar sua política de pagamento para os próximos meses.

Excedente terá preço menor em uma das indústrias
A Claldy informou aos seus fornecedores que adotará um sistema de preços diferenciados entre agosto e novembro. O volume de leite entregue dentro da média individual de cada produtor registrada entre abril e julho continuará sendo remunerado pelo preço-base.

Já o volume que superar esse patamar será pago a 80% do preço-base. A empresa justificou a decisão pelo crescimento recorde das remessas no primeiro semestre e pela queda dos preços internacionais, que aumenta a necessidade de exportar o excedente da produção da primavera com prejuízo.

A Conaprole, maior cooperativa do setor, adotou uma estratégia diferente. Segundo Gabriel Fernández, presidente da companhia, a cooperativa deverá encerrar o exercício de agosto de 2025 a julho de 2026 com lucro e pretende utilizar esse resultado para sustentar o preço recebido pelos produtores nos próximos meses, em vez de realizar pagamentos adicionais referentes ao exercício anterior.

“Preferimos utilizar o que restar do exercício para dar estabilidade e não ter que baixar o preço”, afirmou. A cooperativa já decidiu não alterar os valores em agosto e setembro. A intenção é manter essa estabilidade pelo maior período possível, eventualmente até o final do ano, embora Fernández tenha ressaltado que isso não pode ser garantido.

As informações são da Revista Chacra e do Tardáguila Agromercados, via Milkpoint


Jogo Rápido

MILHO/Cepea, 14/09/2026

As cotações do milho voltaram a cair em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, com parte dos compradores brasileiros afastados da comercialização. De acordo com o Centro de Pesquisas, esses agentes indicam que as compras realizadas anteriormente têm sido suficientes para a utilização no curto prazo. Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta mais restrita, por sua vez, limitou as quedas. Parte dos produtores domésticos restringe a oferta, atenta às condições climáticas nos próximos meses e à alta na paridade de exportação. Eles também estão focados nas atividades de campo, como a finalização da colheita da segunda safra 2025/26 e a semeadura da safra verão 2026/27. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)