Porto Alegre, 18 de junho de 2026 Ano 20 - N° 4.654
Italac lança leite A2 em embalagem inédita de 250 ml
Edição limitada amplia ocasiões de consumo e leva ao mercado uma nova proposta para a categoria
A Italac acaba de anunciar o lançamento do novo Leite UHT Semidesnatado A2 em embalagem de 250 ml. O produto chega como uma proposta inédita no mercado, alinhada às transformações nos hábitos de consumo. Com rotinas cada vez mais dinâmicas, cresce a demanda por produtos que ofereçam praticidade e conveniência. Dados da Kantar mostram que a participação do consumo “on the go” no Brasil passou de 0,5% para 1,3% das refeições entre 2023 e 2024, cenário que impulsiona a busca por embalagens individuais, mais adequadas ao consumo fora de casa e a diferentes ocasiões do dia.
O movimento acompanha o crescimento da compra de embalagens menores. A tendência também está relacionada às transformações nos lares brasileiros: segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2025, do IBGE, 19,7% dos domicílios do país são compostos por apenas um morador, reforçando a demanda por porções individuais e formatos que reduzem desperdícios.
Com o novo formato de 250 ml, a Italac reúne os atributos do leite A2, que se diferencia por conter exclusivamente a proteína beta-caseína A2 e vem ganhando espaço entre consumidores que buscam alternativas dentro da categoria láctea associadas a uma experiência de consumo mais leve.
“A embalagem de 250 ml nasce justamente para oferecer conveniência, mantendo a qualidade para ampliar o papel do leite para além dos formatos tradicionais. É uma proposta inovadora, que cria novas possibilidades para a categoria e reforça nosso compromisso com uma inovação conectada às tendências do mercado”, explica o diretor de marketing da Italac, Alexandre Teixeira.
Com um portfólio diversificado e presença consolidada em lares de todo o Brasil, a Italac segue investindo em produtos que unem qualidade, conveniência e inovação, reforçando sua posição de liderança no setor lácteo brasileiro. (SuperHiper)
Cinco estados já respondem por metade do leite dos EUA
Com apenas cinco estados concentrando mais de 50% da produção de leite dos Estados Unidos, a pecuária leiteira norte-americana passa por uma transformação sem precedentes. Enquanto o número de produtores continua diminuindo, a atividade se torna cada vez mais tecnológica, eficiente e concentrada em regiões estratégicas do país.
A mudança vai muito além do aumento da escala das fazendas. Sensores, inteligência de dados, genética avançada e sistemas de alimentação de precisão estão impulsionando ganhos expressivos de produtividade. Ao mesmo tempo, novos investimentos em processamento vêm deslocando o crescimento para estados das grandes planícies, como Kansas e Dakota do Sul, que se consolidam como novas fronteiras da produção leiteira.
O resultado é um setor que produz mais leite com menos propriedades e menos vacas por unidade de produção, mas com níveis recordes de eficiência. Dos rebanhos altamente monitorados do Meio-Oeste aos novos polos industriais do Centro-Oeste americano, a pecuária leiteira dos EUA está sendo redesenhada para atender a uma demanda global crescente por proteína láctea.
A era dos "megaestados" do leite
Segundo Corey Gillins, diretor de marketing de leite da Dairy Farmers of America (DFA), o tamanho médio dos rebanhos associados à cooperativa saltou de 375 vacas para mais de 500 animais nos últimos cinco anos. "Não estamos perdendo vacas leiteiras. Estamos perdendo produtores", afirma. "Mas aqueles que permanecerem na atividade terão uma grande oportunidade, porque a demanda global por proteína láctea continua extremamente forte."
Os números da própria DFA ilustram esse movimento. Em 2021, a cooperativa reunia cerca de 6.500 produtores associados. Hoje, são aproximadamente 4.600. Para os próximos cinco anos, Gillins projeta que esse total poderá cair para menos de 4.000 propriedades.
A tendência não se restringe à cooperativa. Dados divulgados pelo USDA mostram que a concentração da produção leiteira americana atingiu um marco histórico: em 2025, apenas cinco estados — Califórnia, Wisconsin, Idaho, Texas e Nova York — responderão por mais da metade de todo o leite produzido no país. Esse cenário é resultado de uma transformação que ocorre há décadas. Desde 2004, o número de rebanhos licenciados caiu 63%, enquanto a produção nacional de leite cresceu 32%.
Para Phil Plourd, da Ever.Ag e da Associação de Produtos Lácteos de Wisconsin, a geografia da produção leiteira é cada vez mais determinada pela infraestrutura disponível. Estados tradicionais, como Califórnia e Wisconsin, mantêm sua liderança graças à forte capacidade industrial instalada, que inclui acesso aos mercados de exportação e uma ampla estrutura de processamento e fabricação de queijos. "Wisconsin produz cerca de 25% de todo o queijo dos Estados Unidos", destaca Plourd. "Isso, por si só, sustenta uma parcela significativa da produção de leite."
Na avaliação dele, enquanto essa estrutura permanecer competitiva, Wisconsin continuará concentrando um grande número de vacas leiteiras e deverá seguir expandindo, ainda que em ritmo moderado. Já o crescimento acelerado observado em estados como Texas, Idaho e Dakota do Sul está diretamente ligado aos investimentos em novas plantas industriais. No fim das contas, a produção de leite segue a infraestrutura: onde surgem novas fábricas e centros de processamento, o setor cresce.
Tecnologia impulsiona novo salto de produtividade
A transformação da pecuária leiteira nos Estados Unidos não acontece apenas na localização das fazendas. Ela também está presente dentro dos estábulos. A produção média por vaca passou de cerca de 8.600 kg por ano em 2004 para mais de 11 mil kg atualmente, avanço sustentado pela adoção crescente de tecnologias digitais.
Na Top Deck Holsteins, em Iowa, por exemplo, coleiras inteligentes monitoram atividade, ruminação e cio em tempo real. Softwares acompanham indicadores produtivos, enquanto sistemas automatizados garantem precisão na formulação e distribuição das dietas.
A fazenda ordenha mais de 700 vacas Holandesas três vezes ao dia e registra produção anual superior a 15 mil kg por animal. "É para isso que criamos nossos animais. Bons níveis de gordura e proteína são fundamentais para manter a rentabilidade", afirma Justin Decker, coproprietário da fazenda. A incorporação dessas ferramentas já se tornou praticamente indispensável para a competitividade do setor:
O uso de sistemas informatizados de ordenha passou de 20% para 45% das vendas de leite. Tecnologias reprodutivas, como transferência de embriões e sêmen sexado, estão presentes em 96% da indústria. Sistemas de alimentação de precisão já atendem mais da metade da produção leiteira americana.
Kansas e Dakota do Sul emergem como novas fronteiras
Embora os cinco maiores estados concentrem a maior parte da produção, os avanços mais expressivos dos últimos anos vêm ocorrendo em regiões tradicionalmente menos associadas ao leite.
Na Dakota do Sul, o rebanho leiteiro cresceu impressionantes 117% na última década. O movimento é impulsionado pela expansão da capacidade industrial, com investimentos de empresas como Agropur e Valley Queen estimulando a demanda por leite local. Segundo estimativas do governo estadual, a atividade adiciona quase US$ 4 bilhões por ano à economia da Dakota do Sul.
O Kansas também vem se destacando. De acordo com o USDA, o estado registrou crescimento de 23,7% na produção de leite, impulsionado pela incorporação de 44 mil vacas em apenas um ano e por ganhos de produtividade.
Novas fábricas de grande porte e um ambiente econômico favorável têm atraído produtores para a região, consolidando o estado como um dos novos polos da atividade leiteira americana. Gillins destaca ainda o ressurgimento de estados como Michigan e Nova York, onde novos investimentos em processamento abriram espaço para absorver o aumento da produção. Enquanto isso, o Panhandle do Texas e o sudoeste do Kansas seguem atraindo grandes operações leiteiras.
Mas há um desafio crescente: a água.
Se antes a expansão dependia principalmente da disponibilidade de terras e alimentos, hoje a gestão hídrica tornou-se fator decisivo para a competitividade. Projetos como os da Natural Prairie Dairy, no Texas, que transforma esterco em água reutilizável, e da nova planta da Hilmar Cheese, em Dodge City, desenhada para reduzir o consumo hídrico, mostram que o futuro da produção nas grandes planícies dependerá da capacidade de produzir mais utilizando menos recursos naturais.
Um futuro que combina escala e adaptação
Apesar da tendência de consolidação, o USDA ressalta que propriedades eficientes podem ser encontradas em todas as faixas de tamanho.
Para Gillins, a força do setor está justamente na diversidade de modelos produtivos. "A diversidade dos nossos membros é a nossa força. Das pequenas propriedades aos produtores com 10 mil vacas no Sudoeste, existe espaço para todos que estejam dispostos a se adaptar." A transformação da pecuária leiteira dos Estados Unidos, portanto, não é apenas uma história de concentração. É também uma história de adaptação.
Embora a produção continue migrando para regiões mais competitivas e tecnologicamente avançadas, o sucesso seguirá dependendo da capacidade dos produtores de combinar experiência, gestão e inovação. Em um setor cada vez mais orientado por dados, a tecnologia tornou-se uma aliada indispensável — mas a capacidade de adaptação continua sendo o principal diferencial da atividade.
Artigo escrito por Karen Bohnert, publicado no Dairy Herd, traduzido e adaptado pela Equipe MilkPoint.
Rio Grande do Sul é único estado a ter seguro para todo o rebanho bovino contra a febre aftosa
Entrega da apólice da seguradora foi realizada nesta quarta (17) no gabinete do Secretário da Agricultura
Representantes da seguradora Swiss Re Corporate Solutions, da diretoria do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), celebraram hoje (17) a entrega da apólice do seguro pecuário contra a febre aftosa. A reunião foi realizada no gabinete do secretário Márcio Madalena, como forma de reafirmar a parceria entre o fundo e o Serviço Veterinário Oficial.
A renovação do contrato, concretizada em 28 de maio após aprovação no Conselho Deliberativo do Fundo, garante proteção ao rebanho gaúcho por um período de 12 meses contra a febre aftosa. A medida tem o objetivo de manter a estabilidade financeira do fundo e dar mais segurança aos produtores no estado que detém o status de área livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido internacionalmente desde 2021.
Para Madalena, o seguro firmado pelo Fundesa adiciona mais uma camada de proteção ao já robusto sistema de defesa sanitária do estado. O presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, pontuou que mesmo com o seguro, o elo mais importante na proteção do rebanho continua sendo o produtor. “É a peça fundamental. Se ele estiver atento - e isso serve para qualquer enfermidade - a manutenção do status sanitário será uma realidade.”
A médica veterinária responsável pela área de seguro de animais da Swiss RE Corporate Solutions, Carolina Bonomo, destacou que o trabalho realizado no Rio Grande do Sul, com o apoio do Fundesa, vem evoluindo a cada ano. “O que é feito no estado gaúcho é diferenciado e hoje é referência para outros fundos que buscam saber o que é feito por aqui para ter uma referência.”
Desde 2024, o Rio Grande do Sul é o primeiro e único estado brasileiro a ter um seguro para todo o rebanho bovino contra a febre aftosa.
Participaram da solenidade de entrega da apólice o secretário Márcio Madalena, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber e os conselheiros Pedro Píffero (Farsul) e Jeferson Farias (Apil), Carolina Bonomo da Swiss RE Corporate Solutions, Felipe Fernandez da Guilder Corretora e o diretor adjunto do Departamento de Defesa e Vigilância Agropecuária, Paulo Souza.
Sobre o seguro
O seguro foi firmado com a seguradora Swiss RE Corporate Solution, a mesma responsável pela apólice anterior. O valor do prêmio pago pelo Fundesa-RS foi fixado em R$ 2,114 milhões, uma economia superior a R$ 300 mil em relação ao ciclo passado .
Essa redução foi possível graças à comprovação, por parte do Serviço Veterinário Oficial, da ampliação das medidas de vigilância e do fortalecimento das estratégias de defesa agropecuária no Estado. O rebanho coberto é de 11,5 milhões de cabeças de bovinos de corte e leite.
O valor segurado é de R$ 50 milhões, mais a franquia paga pelo fundo em caso de ocorrência da doença até o limite de R$ 13,5 milhões. O custo do prêmio por animal é de aproximadamente R$ 0,18 e o pagamento é custeado pelas contas de Bovinos de Corte e de Leite do Fundesa, de forma proporcional. (FUNDESA)
Jogo Rápido
Prazo para fazer Declaração Anual do Rebanho termina em duas semanas
Termina em duas semanas o prazo para entrega da Declaração Anual do Rebanho 2026 da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O prazo final é o dia 30 de junho. Até o momento, apenas os municípios de Vanini e Xangri-lá já concluíram 100% da Declaração. Ao redor de 40 municípios gaúchos estão acima dos 80% declarados. E o município com menor percentual declarado até o momento é Dr. Ricardo, com menos de 5% de Declarações realizadas. Se o cálculo for feito a partir das regionais da Secretaria, os municípios da Supervisão Regional de Passo Fundo detém o maior percentual de declarações entregues até o momento, com 67,34%. E os municípios da Supervisão Regional de Bagé o menor até o momento, com 43,05%. Até a semana passada, foram entregues cerca de 180 mil Declarações das 336 mil previstas para este ano, o que corresponde a 53,37%. A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta fundamental para a defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul. É por meio dessas informações que a Secretaria da Agricultura mantém atualizado o cadastro das propriedades e dos rebanhos, permitindo planejar ações de vigilância, responder com mais rapidez a emergências sanitárias e gerar dados que apoiam decisões técnicas e políticas públicas para o setor pecuário. “O produtor, além de estar cumprindo uma obrigação sanitária legal, está contribuindo para o aperfeiçoamento das bases de dados de Defesa Sanitária Animal, possibilitando ter uma melhor visão do cenário produtivo e sanitário do Estado”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Seapi, Paulo Coelho de Souza. Os produtores podem fazer a Declaração diretamente nas Inspetorias Veterinárias ou de forma Online. A declaração pela internet pode ser feita em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Até o momento, 10,57% das Declarações foram feitas de forma Online. Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online. Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/declaracao. (Seapi)