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18/05/2026

Porto Alegre, 18 de maio de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.632


MAPA prorroga prazo para adequação ao RTIQ de Bebida Láctea até junho de 2027

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Ministério da Agricultura e Pecuária) publicou no Diário Oficial da União da última sexta-feira (15/05) a Portaria SDA/MAPA nº 1.628/2026, que prorroga o prazo para adequação das indústrias ao Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) de Bebida Láctea.

A nova norma altera a Portaria SDA/MAPA nº 1.174/2024 e estabelece que os estabelecimentos registrados no Ministério terão até 1º de junho de 2027 para atender integralmente às exigências previstas no regulamento.

A decisão atende a uma solicitação do setor lácteo, que vinha pleiteando mais tempo para realizar as adaptações necessárias nos processos produtivos, rotulagem e especificações técnicas dos produtos.

Com a prorrogação, as indústrias ganham um prazo adicional para promover os ajustes exigidos pela regulamentação, garantindo conformidade com as normas e maior segurança jurídica para o segmento.

O Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Bebida Láctea define os padrões que devem ser observados na fabricação desses produtos, incluindo composição, características e critérios de rotulagem, com o objetivo de assegurar a qualidade e a padronização no mercado brasileiro. (SINDILAT/RS)


Fenasul Expoleite encerra com 200 mil visitantes e desfile dos campeões

Com público visitante estimado em 200 mil pessoas nos cinco dias de atividades, a 19ª Fenasul e 46ª Expoleite foram encerradas com o desfile dos animais campeões das diversas espécies participantes do evento. A feira ocorreu de 13 a 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. As informações são da assessoria de imprensa do evento.

No total, foram mais de 1,4 mil exemplares das diversas espécies, entre bovinos de leite, bubalinos, ovinos, caprinos, equinos e pequenos animais, como coelhos, aves e chinchilas, que estiveram presentes nas feiras. Além disso, a 38ª Fenovinos foi realizada junto com a Fenasul Expoleite, trazendo para o parque cerca de 500 animais de 13 raças.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, destacou o orgulho de receber na pista da Fenasul Expoleite a representação da pecuária gaúcha, da pujança zootécnica e genética do Estado do Rio Grande do Sul. "Por parte do Estado, sempre teremos um trabalho incansável não só de reconhecimento, mas também de enaltecer a produção agropecuária. Também foi muito bom ter recebido a Fenovinos junto com a feira. A Região Metropolitana recebe a feira e devolve ao interior. No ano que vem, será em São Borja, com muito orgulho de ter sediado essa edição", afirmou. Madalena também lembrou que o governo do Estado está atento aos movimentos em Brasília para a renegociação das dívidas dos produtores rurais e acompanha a tramitação do PL 5122.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações dos Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, em seu discurso, enalteceu os produtores. "Os animais aqui perfilados, produtoras e produtores, o nosso respeito tem que ser enorme. Vocês, representando todos que ficaram no galpão, todos da agricultura, da pecuária, que não importa o tamanho, de um hectare a mil hectares, trabalhadores incansáveis, vocês são e representam o Brasil que dá certo", afirmou.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes, iniciou sua fala destacando a importância de feiras como a Fenasul Expoleite para divulgar o trabalho do produtor. "Gostaria de parabenizar o trabalho aqui apresentado pelos senhores e senhoras cabanheiros. Nós não devemos nada para nenhum lugar do mundo", afirmou.

Domingos também destacou a necessidade de mostrar para a população urbana a qualidade que é produzida no Estado. "Nós somos extremamente eficientes dentro das nossas porteiras, mas precisamos mostrar que somos uma potência produtora mundial. O mundo depende de nós, e precisamos colocar isso em evidência", declarou.

Durante sua fala, o prefeito de Esteio Felipe Costella destacou a importância da Fenasul Expoleite e da Multifeira para o fortalecimento do agronegócio e da exposição do potencial produtivo do Rio Grande do Sul. Ele ressaltou o orgulho da cidade de sediar uma das maiores feiras do primeiro semestre do Estado no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. "Mesmo sendo a menor cidade do Rio Grande do Sul em território, com apenas 27 quilômetros quadrados, Esteio recebe uma das maiores feiras do Estado e mostra sua capacidade de acolher grandes eventos", afirmou.

O prefeito também destacou a grande participação do público ao longo da programação. Segundo ele, a expectativa é de que mais de 200 mil pessoas tenham passado pelo parque durante os dias de evento, acompanhando as exposições, competições e atrações da feira. "Esse é o objetivo de uma feira como essa. Mostrar aquilo que produzimos, criamos e desenvolvemos para todo o Rio Grande do Sul e para o Brasil", disse.

Ao encerrar sua manifestação, Felipe agradeceu a presença dos expositores e reforçou a expectativa de uma edição ainda maior em 2027. "Espero sinceramente que todos tenham sido recebidos da forma que merecem e que a gente possa seguir fortalecendo essa feira, mostrando o potencial do nosso Estado, da nossa cidade e principalmente de cada produtor e criador que esteve aqui expondo seus animais", concluiu. (Jornal do Comércio)

Tecnologias para reduzir gases do efeito estufa na cadeia leiteira ganham destaque na Fenasul Expoleite

As tecnologias voltadas à mitigação de gases de efeito estufa (GEE) na cadeia leiteira gaúcha foram debatidas na manhã desta sexta-feira (15/5), no espaço do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A atividade integrou a programação técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) durante a Fenasul Expoleite 2026, evento que segue até domingo (17/5).

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, participou da abertura do evento e destacou a relevância do tema para o setor agropecuário. “Ao longo dos anos, fomos muito reativos em relação às exigências e às pautas internacionais. Por isso, esta é uma iniciativa propositiva e louvável. Tenho convicção de que temos grande potencial para nos tornarmos, cada vez mais, uma potência agrícola sustentável. Precisamos ampliar debates como este, em vez de sermos pautados por agentes externos”, afirmou.

Com o tema “Tecnologias para mitigação de gases do efeito estufa na cadeia leiteira”, o painel foi coordenado pelo engenheiro florestal Jackson Brilhante, responsável pelo Plano ABC+RS na Seapi. Durante o encontro, representantes de diferentes instituições apresentaram estudos, experiências e estratégias voltadas à construção de uma produção leiteira mais sustentável, conciliando produtividade, eficiência econômica e redução dos impactos ambientais.

Brilhante destacou que o Rio Grande do Sul vem avançando na adoção de práticas sustentáveis no meio rural, especialmente por meio do Plano ABC+RS, que incentiva tecnologias de baixa emissão de carbono. Segundo ele, o setor leiteiro possui papel estratégico nesse processo, tanto pela relevância econômica quanto pelo potencial de adoção de sistemas produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

“Sustentabilidade tem relação direta com sanidade animal, eficiência produtiva e permanência do produtor no campo. O Rio Grande do Sul vem avançando em políticas públicas voltadas à produção sustentável, e o setor leiteiro reúne grande potencial para ampliar a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono”, ressaltou Brilhante.

Alternativas debatidas

Entre as alternativas apresentadas estiveram os biodigestores, apontados como solução para o tratamento de resíduos orgânicos, com potencial para reduzir a emissão de gases e gerar subprodutos de valor econômico e ambiental. O processo também produz o biodigestato, biofertilizante que pode ser utilizado em pastagens e lavouras, contribuindo para diminuir o uso de fertilizantes químicos.

Pesquisador da Embrapa Clima Temperado apresentou estudos sobre o aproveitamento de resíduos da produção animal em lavouras e pastagens, especialmente na cadeia leiteira. Em sistemas de produção confinados, a gestão adequada dos resíduos é considerada fundamental para reduzir a emissão de metano, um dos principais gases relacionados ao efeito estufa.

A reciclagem dos dejetos de origem animal traz ganhos econômicos e ambientais, destacou o pesquisador da Embrapa Clima Temperado Rodrigo Nicoloso. “Os fertilizantes representam de 40% a 60% do custo de produção de grãos, por exemplo. Então, faz todo sentido utilizar esses dejetos como adubos. Vejo os resíduos como uma verdadeira fábrica de fertilizantes dentro da propriedade”, afirmou.

Pesquisadoras da Universidade do Vale do Taquari (Univates) apresentaram um projeto voltado ao aproveitamento de resíduos da região. O trabalho reúne dados sobre resíduos animais, industriais e urbanos que podem ser utilizados na produção de biogás. A pesquisadora e engenheira ambiental da Univates Camila Giovanella enfatizou que o principal objetivo é transformar esses resíduos em fontes de bioenergia e criar um ciclo sustentável, com potencial para geração de energia renovável e redução de impactos ambientais.

O painel também apresentou iniciativas desenvolvidas pela Lactalis Brasil, entre elas o programa “Leite Baixo Carbono”, voltado à redução das emissões na cadeia produtiva. A representante da empresa Patrícia Fontoura destacou que o bem-estar animal é um dos pontos centrais da estratégia. “Tudo começa com alimentação adequada, acesso à água e sombra. Vacas felizes também produzem mais”, resumiu.

O painel foi encerrado com a apresentação de um estudo de caso envolvendo um produtor rural de laticínios. O produtor Jean Trevisan, que possui cerca de mil vacas leiteiras na fazenda em Farroupilha, compartilhou experiências relacionadas ao uso de tecnologias na propriedade, incluindo o aproveitamento do biogás para aquecimento térmico, geração de energia elétrica e potencial utilização como combustível na forma de biometano.

Também relatou os resultados obtidos com a aplicação de biofertilizante derivado dos resíduos da produção leiteira. “Hoje, cerca de 30% da energia usada na fazenda vem dos resíduos dos animais.”

A atividade reuniu técnicos, pesquisadores, produtores rurais, representantes de entidades e estudantes ligados ao setor agropecuário. (SEAPI)


Jogo Rápido

Milk Pro Summit 2026: Associados do Sindilat têm 10% de desconto
Os associados do Sindilat terão 10% de desconto na inscrição para o Milk Pro Summit 2026, que será realizado nos dias 28 e 29 de maio, no Bourbon Resort Atibaia, em Atibaia (SP). Organizado pela MilkPoint Ventures, o evento reúne produtores, técnicos e empresas do setor lácteo. A programação está dividida em seis painéis. No primeiro dia, os debates tratam de cenário econômico e comércio internacional, desafios regionais da produção, parcerias com varejo e food service, inovação tecnológica, gestão de risco, sucessão familiar e fundamentos técnicos e econômicos da atividade. À noite, ocorre a premiação dos 100 maiores produtores de leite. No segundo dia, os painéis abordam gestão de pessoas e liderança, sustentabilidade aplicada à produção, uso de dejetos como fonte de receita, agricultura regenerativa, programas de incentivo e modelos de expansão da atividade no Brasil e no exterior.   As inscrições podem ser feitas pela plataforma oficial do evento, clicando aqui. (SINDILAT/RS)