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04/05/2026

Porto Alegre, 04 de maio de 2026                                                           Ano 20 - N° 4.622


Lactalis dá largada na ampliação produtiva da planta de Teutônia

Com o objetivo de elevar a produção de lácteos no Rio Grande do Sul, das atuais 304 mil toneladas para 453 mil toneladas até 2028, a Lactalis Brasil deu a largada rumo à meta, com ampliação das linhas produtivas de manteiga e whey fit, ambas na planta do município de Teutônia. As duas iniciativas fazem parte do pacote de investimentos de R$ 400 milhões que serão realizados em cinco unidades industriais no Estado, anunciados pela multinacional francesa em agosto de 2025. “Os aportes serão fracionados: começamos com a manteiga que ainda está em rampa de crescimento, mas chegará a 1.500 toneladas ao mês, e de whey fit, que saltará para 3 mil toneladas ao mês. Investimentos já finalizados ainda em 2025”, afirma o diretor de comunicação, assuntos corporativos e regulatórios da Lactalis Brasil, Guilherme Portella.

Além de Teutônia, estão em fase de operacionalização os aportes para incremento produtivo de requeijão, na planta de Santa Rosa, de whey protein e mussarela, em Três de Maio, e também de queijo prato, em Ijuí. “Todos com previsão de crescimento em produção, mas ainda não foram realizados, pois teremos prazo maior para concretização”, diz Portella. A intenção é obter ganho substancial no processamento de queijos e, até o final de 2028, produzir 100 mil toneladas por ano, 70% mais do que as atuais 58 mil toneladas.

O executivo afirma que a efetivação de todos os projetos depende da compra de novas máquinas, contratação de mão de obra, definição de layout das fábricas e incremento gradual na captação de leite pela empresa no Estado, cujo aumento foi de 8%, em 2025. “É uma iniciativa de fomento agropecuário para melhoramento genético e, consequentemente, uma melhor qualidade e produtividade no campo. Foi um ano em que o setor todo e a produção cresceram no Brasil e no Rio Grande do Sul. E a Lactalis acompanhou”, avaliou.

Portella preferiu não projetar o percentual de captação para 2026, mas apostou na continuação de uma curva ascendente no Estado. “A intenção é de aumento, pois seguimos em processo de expansão geral da produção. Temos uma ideia de, até 2030, captar no Brasil cerca de 4 bilhões de litros de leite. Vamos fechar o ano com 2,9 bilhões de litros de leite.” Para chegar nesse patamar, o executivo diz que a base será a aplicação de novas tecnologias e incremento na contratação de mão de obra.

Dentro dos R$ 400 milhões em investimentos, também estão previstas as expansões de dois centros de distribuição localizados nos municípios de Ijuí e Teutônia, e conforme Portella, ambos ainda não foram iniciados.

Ficha Técnica
Investimento: R$ 400 milhões
Estágio: Em execução
Empresa: Lactalis Brasil
Cidade: Teutônia
Área: Indústria

As informações são do Jornal do Comércio


LEITE/CEPEA: Com oferta limitada, preço do leite sobe 10,5% em março

Cepea, 30/04/2026 – O preço do leite pago ao produtor subiu em março/26 pelo terceiro mês consecutivo, cumprindo a expectativa dos agentes de mercado de que a redução na oferta puxaria para cima as cotações em intensidade superior que a observada nos meses anteriores. De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a alta foi de 10,5% frente a fevereiro, levando a “Média Brasil” a R$ 2,3924/litro. O preço, contudo, ainda está 18,7% abaixo do registrado em março/25, em termos reais. No primeiro trimestre de 2026, a elevação acumulada é de 17,6% e a média, de R$ 2,2038/l, sendo 23,6% menor que a registrada no mesmo período do ano passado (os valores foram deflacionados pelo IPCA de março/26).

O movimento de alta seguiu sendo explicado pelo aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, já que a oferta seguiu restrita. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% neste primeiro trimestre. O recuo na produção ocorre devido à sazonalidade (que afeta negativamente a oferta de pastagem e eleva o custo com a nutrição animal) e à maior cautela de investimentos na atividade diante de margens mais estreitas ao longo de 2025. Segundo a pesquisa do Cepea, em março/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,46% na “Média Brasil” – acumulando avanço de 2,11% no primeiro trimestre. 

Com a menor disponibilidade de leite, a produção de lácteos também ficou mais limitada, e os preços de derivados seguiram aumentando em março. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que o leite UHT se valorizou 18,3% e a muçarela, 6,1%, de fevereiro para março, em termos reais. Os preços seguiram tendência altista até a primeira quinzena de abril, mas, a partir de então, as negociações já ficaram mais travadas e os valores passaram a se enfraquecer. 

Ao mesmo tempo, as importações cresceram 33% em março, somando, no primeiro trimestre de 2026, uma aquisição de 604 milhões de litros em equivalente leite (EqL) – apenas 0,9% menor do que no mesmo período do ano passado.

A expectativa é de que o mercado siga em trajetória de valorização em abril, mas esse movimento deve perder intensidade a partir de maio. Isso porque o consumo mostra resistência aos preços mais altos na gôndola, afetando as cotações dos derivados. Ao mesmo tempo, importações seguem sustentadas e existe expectativa de reação da produção – o que eleva a cautela da indústria em realizar novos repasses ao campo entre maio e junho.

As informações são do Cepea

EMATER/RS: Informativo Conjuntural 1917 de 30 de abril de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE 

Os rebanhos apresentam escore de condição corporal adequado, e houve aumento no uso de suplementação, especialmente com silagem, para sustentar os níveis de produção. Referente ao aspecto sanitário, as condições estão sob controle na maior parte das propriedades. As condições meteorológicas mais amenas têm favorecido o conforto térmico dos animais. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção segue em queda em função da limitação na oferta de forragem verde de boa qualidade. Neste período, ainda é insignificante a disponibilidade de pastagens de aveia em condições adequadas de uso. Os produtores com reservas de silagem e feno, de modo geral, enfrentam menores perdas, assim como aqueles que ainda dispõem de forrageiras perenes de verão. 

Na de Caxias do Sul, a condição corporal e a sanidade dos animais estão ideias, e não houve restrição alimentar. O bem-estar das vacas foi favorecido pelas temperaturas mais amenas ao longo da semana. 

Na de Erechim, as condições gerais dos rebanhos estão satisfatórias, e há boa disponibilidade de água e sanidade.  

Na de Ijuí, a produção seguiu estável em relação ao período anterior e o tempo mais úmido provocou aumento de barro nos locais de descanso e de ordenha dos animais, dificultando a higiene das operações. 

Nas de Passo Fundo e Santa Maria, o cenário é de estabilidade produtiva. Os rebanhos apresentam bom escore corporal, embora a transição para as pastagens de inverno tenha exigido maior aporte de silagem na dieta.   

Na de Santa Rosa, as condições meteorológicas mais amenas melhoraram o conforto térmico dos animais, favorecendo a produção de leite, a manutenção dos teores de sólidos, a maior expressão de cio e eficiência na sua detecção, com reflexos positivos nas taxas de prenhez. Os produtores intensificaram a suplementação com silagem. Seguem as ações de controle de carrapatos e prevenção de tristeza parasitária bovina. A contagem bacteriana total está, em geral, dentro dos padrões, mas há maior dificuldade em manter a contagem de células somáticas nos níveis recomendados.

As informações são da Emater/RS editadas pelo Sindilat/RS


Jogo Rápido

Boletim Agrometeorológico da Seapi
O Boletim Integrado Agrometeorológico 18/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) aponta que na segunda-feira (4/5), a atuação da massa de ar seco e frio deverá manter o tempo estável em grande parte do território gaúcho. Na terça-feira (5/5) e na quarta-feira (6/5), o padrão de circulação atmosférica deverá ajudar a transportar umidade para algumas localidades do estado. Dessa forma, há previsão de chuva em diferentes áreas, e as temperaturas deverão voltar a apresentar leve elevação. No dia 5/5, a chuva deverá ser fraca e ocorrer apenas em pontos isolados da metade norte. Já no dia 6/5, poderá variar de fraca a moderada e ocorrer principalmente na metade sul. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa. De forma geral, os acumulados de precipitação deverão variar entre 5 mm e 100 mm ao longo da semana, com alguns pontos isolados a leste que podem ultrapassar esse valor. O Boletim Agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (As informações são da SEAPI)