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28/06/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  28 de junho de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.445


Alternativas de inverno

As 55 mil famílias produtoras de leite no Rio Grande do Sul também costumam cultivar o próprio milho para silagem, sistema de armazenamento do alimento para animais por período longo e com pouca perda nutricional. No Estado, pelo menos 350 mil hectares são plantados com este objetivo. Nas últimas duas safras, entretanto, este tipo de milho também foi afetado pela estiagem e rendeu menos em volume e qualidade. Isso tem obrigado o produtor a buscar o milho grão no mercado e afetado seus custos de produção.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, afirma que a entidade tem incentivado o uso de pastagens de inverno na produção de leite. Segundo ele, o milho representa 60% da alimentação das vacas, mas pode ser parcialmente substituído por outras opções da estação. “O azevém, por exemplo, tem proteína e traz bom rendimento na produção de leite”, ressalta o dirigente, que também defende o aproveitamento de resíduos industriais disponíveis em cada região, como bagaços do processamento de frutas como a laranja, a maçã e a uva.

Buscar diminuir a dependência do milho na produção do leite e investir em tecnologias que permitam produzir o grão mesmo em condições de estiagem são, para o secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Darlan Palharini, os caminhos para equilibrar os custos. Diferentemente dos setores de aves e suínos, no leite é possível utilizar a alimentação a pasto como alternativa à silagem”, sustenta Palharini. “Além disso, com um pequeno investimento, o produtor profissionaliza do pode ter seu milho irrigado, já que no Rio Grande do Sul a estiagem é um fator recorrente”, avalia.

Palharini observa que cooperativas do porte da CCGL já trabalham a produção leiteira com o uso de pastagens perenes. “Claro que a produção por animal vai ser menor do que com o uso da suplementação, mas o custo baixa para pelo menos a metade”, compara.
O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Eugênio Zanetti, afirma que as dificuldades em absorver o preço do milho para compor o volumoso dos animais vêm desde o ano passado, quando produtores começaram a engordar as vacas leiteiras para mandar para o abate e aproveitar o preço aquecido da carne.

“Mesmo para aquele produtor que fornece leite para alguma cooperativa e que tem ração garantida para comprar, o desembolso é dele”, ressalta. Zanetti não acredita numa grande evasão dos produtores da atividade por este motivo, mas reforça que o governo precisa oferecer crédito em situações como a atual e que a Conab deveria fazer o seu papel colocando milho dos estoques nacionais no Estado. (Correio do Povo)

EMBALAGENS DE PAPEL: Crescimento anual do setor de 8,8%

Segundo a Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel), o crescimento anual do setor será de 8,8%, ante 4,9% da estimativa anterior. Trata-se de um crescimento sustentável, na visão de Gabriella Michelucci, presidente da Empapel.

“O mercado interno está aquecido, e a procura continua intensa. A entrega de alimentação e as compras por ecommerce dispararam. Por isso, os investimentos na área estão subindo.” Em maio de 2021, a prévia do Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) subiu 24,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O setor de embalagens, historicamente, tem um crescimento ligado ao Produto Interno Bruto (PIB).

Não por acaso, é visto como um termômetro da atividade: como a economia brasileira é bastante ligada ao consumo, a área possui um ritmo de expansão similar. Mas, desde o início da pandemia, houve um descolamento, puxado principalmente pelo aumento do e-commerce. Enquanto o PIB teve queda de 4,1% em 2020, o setor cresceu 0,5%, na contramão da indústria. O papel, sozinho, teve alta de 1%.

E, agora, com um crescimento de cerca de 4% esperado para o PIB em 2021, o segmento de papel deve ter um ano ainda melhor. Somente no primeiro trimestre, o crescimento foi de 9,6% na comparação com o mesmo período de 2020. (Correio do Povo)
 



CB FIL/IDF realizará webinar sobre alimentação e lácteos

Webinar CB FIL – O Comitê Brasileiro da Federação Internacional do Leite (CB FIL/IDF), realizará no dia 7 de julho o Webinar “Alimentação e lácteos: nutrição, processamento e tendências”.

A reunião terá início às 14:00 horas e será transmitida pela plataforma Teams. Terá como coordenadora Danielle Braga Chelini Pereia e moderador Guillaume Tessier.

As palestras serão ministradas por um time de expertises do setor e participantes do CB FIL/IDF. A abertura ficará por conta do Secretário Geral do CB-FIL/IDF e também moderador do webinar, Guillaume Tessier.

Confira a programação das palestras:

Conheça melhor os palestrantes e suas especialidades:



Agenda
• Evento: Webinar Alimentação e lácteos: nutrição, processamento e tendências
• Dia: 07 de julho de 2021
• Horário: 14:00 – 16:00 horas BRT
• Local: Reunião online pelo Teams (Clique aqui para acessar)

Jogo Rápido  

Jeferson é reeleito para a Presidência da Piá 
Em reunião realizada no último sábado (26), com a participação dos três associados eleitos para o Conselho Diretor da Piá para o período 2021/2025, ficou definido que Jeferson Adonias Smaniotto será o presidente, Rogério Klering será o vice-presidente e Darcísio Inácio Braun ocupará o cargo de secretário da Cooperativa. (INSIDER)


 

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